inteiro_teor
stringlengths
2.9k
815k
url_download
stringlengths
76
76
dataDecisao
timestamp[ns]
dataPublicacao
timestamp[ns]
decisao
stringlengths
133
3.31k
descricaoClasse
stringclasses
93 values
ementa
stringlengths
91
5.46k
id
stringlengths
10
22
jurisprudenciaCitada
stringlengths
47
1.75k
ministroRelator
stringclasses
17 values
nomeOrgaoJulgador
stringclasses
3 values
numeroProcesso
stringlengths
1
7
referenciasLegislativas
listlengths
1
29
siglaClasse
stringclasses
93 values
tipoDeDecisao
stringclasses
1 value
titulo
stringlengths
8
28
acordaosSimilares
listlengths
1
1
partes_lista_texto
stringlengths
86
5.32k
temaProcs
listlengths
1
1
inteiro_teor_regex
stringlengths
2.94k
824k
NER
dict
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental na suspensão de liminar. Decisão que impôs ao agravante ordem para o restabelecimento do pleno funcionamento do serviço essencial de educação. Lesão à ordem e economia pública não demonstradas. Agravo regimental não provido. 1. A imposição de ordem aos entes da Federação para que cumpram preceitos constitucionais indisponíveis não atenta contra o princípio da separação de poderes, tampouco implica indevida ingerência do Poder Judiciário na gestão da Administração Pública. Precedentes. 2. Não se pode igualmente afirmar que a imposição do efetivo cumprimento de políticas públicas elencadas como primordiais pela Constituição Federal possa representar potencial lesividade à ordem e à economia públicas. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB93-8BC9-0526-F565 e senha 8483-0070-4317-05F2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão SL 263 AGR / RJ Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB93-8BC9-0526-F565 e senha 8483-0070-4317-05F2 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB93-8BC9-0526-F565 e senha 8483-0070-4317-05F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra a decisão de indeferimento do pedido de suspensão de liminar pleiteado pelo Estado do Rio de Janeiro nos autos de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público daquele estado. Referida decisão, proferida pelo então Presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes, assim dispôs, in verbis: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar (fls. 02-14), formulado pelo Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão proferido pela 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao Agravo de Instrumento nº 2008.002.02378, tão somente para reduzir o valor da multa diária para o montante de R$ 1.000,00, mantendo nos seus demais termos a decisão proferida pelo Juízo de primeira instância. A decisão impugnada manteve liminar concedida na ação civil pública nº 2007.054.013573-5, Juizado da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de São João de Meriti/RJ, que determinou o seguinte: ‘Considerando estarem presentes na hipótese vertente o fumus boni iuris consubstanciado nos arts. 206, 227 da Constituição da República Federativa do Brasil, nos arts. 1º e 4º caput, bem como 212 e 213 da Lei 8069/90 e no inciso I do art. 3º da Lei de Diretrizes Básicas ' LDB, e o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra a decisão de indeferimento do pedido de suspensão de liminar pleiteado pelo Estado do Rio de Janeiro nos autos de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público daquele estado. Referida decisão, proferida pelo então Presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes, assim dispôs, in verbis: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar (fls. 02-14), formulado pelo Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão proferido pela 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao Agravo de Instrumento nº 2008.002.02378, tão somente para reduzir o valor da multa diária para o montante de R$ 1.000,00, mantendo nos seus demais termos a decisão proferida pelo Juízo de primeira instância. A decisão impugnada manteve liminar concedida na ação civil pública nº 2007.054.013573-5, Juizado da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de São João de Meriti/RJ, que determinou o seguinte: ‘Considerando estarem presentes na hipótese vertente o fumus boni iuris consubstanciado nos arts. 206, 227 da Constituição da República Federativa do Brasil, nos arts. 1º e 4º caput, bem como 212 e 213 da Lei 8069/90 e no inciso I do art. 3º da Lei de Diretrizes Básicas ' LDB, e o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ periculum in mora no prejuízo da ausência de aulas de determinadas matérias nas escolas estaduais no Município de São João de Meriti, traduzindo absoluta violação a direitos difusos de crianças e adolescentes residentes neste Município, defiro inaudita altera pars a liminar rogada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO, para que o ESTADO DO RIO DE JANEIRO restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Meriti apontados na inicial, sob pena de pagamento da multa diária no valor de R$ 10.000,00 reais, a ser paga na forma do art. 214 do Estatuto da Criança e do Adolescente e de responsabilidade da autoridade competente, na forma do art. 208§ 2º da Carta Magna e do art. 54 § 2º do ECA’ (fl. 48 do apenso). Na ação civil pública, argumentou-se que o número insuficiente de professores atualmente lotados nas escolas da rede estadual, no município de São João de Meriti, de responsabilidade do Poder Executivo Estadual, ocasiona evidente prejuízo aos alunos, que certamente não terão acesso a todo o conteúdo programático previsto para as respectivas séries (fl. 39 do apenso). Informou que foi instaurado Procedimento Administrativo de nº 14/07 na 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de São João de Meriti, em razão de denúncia recebida pelo Conselho Tutelar de que havia enorme carência de professores na Escola Estadual do Parque Alian (fl. 40 do apenso). Ouvida a Coordenadora Regional Metropolitana XI, tomou-se ciência de que o problema atinge a grande maioria das unidades escolares da rede estadual em São João de Meriti (fl. 41 do apenso). Sustentou-se que a educação é o primeiro e o mais importante dos direitos sociais, assegurado pelos artigos 205 a 214 da Constituição, ampliado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei Federal nº 9.394/1996) e consolidado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (fls. 41- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ periculum in mora no prejuízo da ausência de aulas de determinadas matérias nas escolas estaduais no Município de São João de Meriti, traduzindo absoluta violação a direitos difusos de crianças e adolescentes residentes neste Município, defiro inaudita altera pars a liminar rogada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO, para que o ESTADO DO RIO DE JANEIRO restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Meriti apontados na inicial, sob pena de pagamento da multa diária no valor de R$ 10.000,00 reais, a ser paga na forma do art. 214 do Estatuto da Criança e do Adolescente e de responsabilidade da autoridade competente, na forma do art. 208§ 2º da Carta Magna e do art. 54 § 2º do ECA’ (fl. 48 do apenso). Na ação civil pública, argumentou-se que o número insuficiente de professores atualmente lotados nas escolas da rede estadual, no município de São João de Meriti, de responsabilidade do Poder Executivo Estadual, ocasiona evidente prejuízo aos alunos, que certamente não terão acesso a todo o conteúdo programático previsto para as respectivas séries (fl. 39 do apenso). Informou que foi instaurado Procedimento Administrativo de nº 14/07 na 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de São João de Meriti, em razão de denúncia recebida pelo Conselho Tutelar de que havia enorme carência de professores na Escola Estadual do Parque Alian (fl. 40 do apenso). Ouvida a Coordenadora Regional Metropolitana XI, tomou-se ciência de que o problema atinge a grande maioria das unidades escolares da rede estadual em São João de Meriti (fl. 41 do apenso). Sustentou-se que a educação é o primeiro e o mais importante dos direitos sociais, assegurado pelos artigos 205 a 214 da Constituição, ampliado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei Federal nº 9.394/1996) e consolidado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (fls. 41- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ 44 do apenso). O juízo de primeiro grau concedeu a medida liminar, conforme transcrição acima (fl. 48 do apenso). Contra tal decisão, o Estado do Rio de Janeiro interpôs recurso de Agravo Instrumento junto ao Tribunal de Justiça (fls. 02-37 do apenso). O Desembargador Siro Darlan de Oliveira, relator do Agravo de Instrumento nº 2008.002.02378, indeferiu o efeito suspensivo requerido (fls. 55-56). O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou contra-razões ao recurso, requerendo fosse negado o efeito suspensivo, negado provimento ao recurso e mantida no mérito a decisão agravada em sua totalidade, e, alternativamente, fosse dado parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir o quantum da multa aplicada (fls. 68-83). A Procuradora de Justiça, Dra. Heloisa Maria Daltro Leite, opinou pelo conhecimento do recurso e pela manutenção integral da decisão recorrida (fls. 87-103). A 12ª Câmara Cível julgou o mérito do Agravo de Instrumento, dando parcial provimento ao recurso apenas para diminuir o valor da multa. O acórdão restou assim ementado: 'Agravo de Instrumento. Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público em face do Estado do Rio de Janeiro que foi deferido o pedido liminar inaudita altera pars determinando que o réu restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias, o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Mariti apontados na exordial, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Preliminares rejeitadas. A Constituição da República, em seu artigo 227, consagra a prioridade absoluta para crianças e adolescentes para efetivação das políticas públicas. O que se extrai dos autos é que correta a decisão proferida, pois se encontram presentes os requisitos necessários ao deferimento do pedido liminar. É notória a insistente omissão do poder 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ 44 do apenso). O juízo de primeiro grau concedeu a medida liminar, conforme transcrição acima (fl. 48 do apenso). Contra tal decisão, o Estado do Rio de Janeiro interpôs recurso de Agravo Instrumento junto ao Tribunal de Justiça (fls. 02-37 do apenso). O Desembargador Siro Darlan de Oliveira, relator do Agravo de Instrumento nº 2008.002.02378, indeferiu o efeito suspensivo requerido (fls. 55-56). O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou contra-razões ao recurso, requerendo fosse negado o efeito suspensivo, negado provimento ao recurso e mantida no mérito a decisão agravada em sua totalidade, e, alternativamente, fosse dado parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir o quantum da multa aplicada (fls. 68-83). A Procuradora de Justiça, Dra. Heloisa Maria Daltro Leite, opinou pelo conhecimento do recurso e pela manutenção integral da decisão recorrida (fls. 87-103). A 12ª Câmara Cível julgou o mérito do Agravo de Instrumento, dando parcial provimento ao recurso apenas para diminuir o valor da multa. O acórdão restou assim ementado: 'Agravo de Instrumento. Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público em face do Estado do Rio de Janeiro que foi deferido o pedido liminar inaudita altera pars determinando que o réu restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias, o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Mariti apontados na exordial, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Preliminares rejeitadas. A Constituição da República, em seu artigo 227, consagra a prioridade absoluta para crianças e adolescentes para efetivação das políticas públicas. O que se extrai dos autos é que correta a decisão proferida, pois se encontram presentes os requisitos necessários ao deferimento do pedido liminar. É notória a insistente omissão do poder 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ público em desobedecer aos preceitos constitucionais concernentes à educação, atitude que provoca sérios prejuízos às criança e aos adolescentes e, conseqüentemente, à sociedade. Diante deste lamentável quadro, o Poder Judiciário pode e deve intervir, assim que provocado, para garantir aos menores o direito à educação, direito fundamental amparado constitucionalmente. A multa cominatória pelo descumprimento do comando judicial não se tem por razoável no patamar que foi ficada de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia, pois além de se tratar de verba pública pode onerar sobremaneira o réu, mostrando-se inadequada, desproporcional e fora dos parâmetros da razoabilidade, razão pela qual merece redução para o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais). Recurso conhecido que se dá parcial provimento.' (fl. 106) O pedido de suspensão de liminar contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro é baseado em argumentos de lesão às finanças e à ordem públicas. Enfatiza o requerente que a liminar deferida, que determinou o aumento do número de professores lotados nas escolas da rede estadual no Município de São João de Meriti, somente poderia ser cumprida por dois modos: ou se contrata novos professores, o que envolve a realização de concurso público e demanda tempo e dinheiro, ou se desloca professores lotados em outros Municípios, o que comprometeria a prestação do serviço público em outras localidades. Infere a possibilidade de ocorrência do 'efeito multiplicador' da decisão, já existindo decisão similar no Município de Queimados (ação civil pública nº 2007.067.001221-2, objeto do pedido de suspensão de tutela antecipada nº 241). Ademais, o requerente sustenta lesão à economia pública estadual, por ausência de previsão orçamentária, exigüidade de prazo para efetivação das medidas, ofensa ao princípio da reserva do possível e vedação legal e constitucional expressas de ordenação de despesas sem autorização legal. Alega, por 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ público em desobedecer aos preceitos constitucionais concernentes à educação, atitude que provoca sérios prejuízos às criança e aos adolescentes e, conseqüentemente, à sociedade. Diante deste lamentável quadro, o Poder Judiciário pode e deve intervir, assim que provocado, para garantir aos menores o direito à educação, direito fundamental amparado constitucionalmente. A multa cominatória pelo descumprimento do comando judicial não se tem por razoável no patamar que foi ficada de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia, pois além de se tratar de verba pública pode onerar sobremaneira o réu, mostrando-se inadequada, desproporcional e fora dos parâmetros da razoabilidade, razão pela qual merece redução para o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais). Recurso conhecido que se dá parcial provimento.' (fl. 106) O pedido de suspensão de liminar contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro é baseado em argumentos de lesão às finanças e à ordem públicas. Enfatiza o requerente que a liminar deferida, que determinou o aumento do número de professores lotados nas escolas da rede estadual no Município de São João de Meriti, somente poderia ser cumprida por dois modos: ou se contrata novos professores, o que envolve a realização de concurso público e demanda tempo e dinheiro, ou se desloca professores lotados em outros Municípios, o que comprometeria a prestação do serviço público em outras localidades. Infere a possibilidade de ocorrência do 'efeito multiplicador' da decisão, já existindo decisão similar no Município de Queimados (ação civil pública nº 2007.067.001221-2, objeto do pedido de suspensão de tutela antecipada nº 241). Ademais, o requerente sustenta lesão à economia pública estadual, por ausência de previsão orçamentária, exigüidade de prazo para efetivação das medidas, ofensa ao princípio da reserva do possível e vedação legal e constitucional expressas de ordenação de despesas sem autorização legal. Alega, por 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ fim, violação ao princípio da separação dos poderes (fls. 05-13). Decido. A base normativa que fundamenta o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92, 9.494/97 e art. 297 do RI/STF) permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal, para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, suspenda a execução de decisões concessivas de segurança, de liminar ou de tutela antecipada, proferidas em única ou última instância, pelos tribunais locais ou federais, quando a discussão travada na origem for de índole constitucional. Assim, é a natureza constitucional da controvérsia que justifica a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar o pedido de contracautela, conforme a pacificada jurisprudência desta Corte, destacando-se os seguintes julgados: Rcl 497-AgR/RS, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 06.4.2001; SS 2.187-AgR/SC, rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS 2.465/SC, rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. A ação civil pública pleiteia condenação do Estado do Rio de Janeiro a efetuar o preenchimento integral do quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti, assegurando assim a efetiva prestação do serviço de ensino. Nesse sentido, aponta-se: violação ao direito à educação estabelecido nos artigos 6º e 205 a 214 da Constituição, ao atendimento prioritário dos direitos das crianças e dos adolescentes previstos no art. 227, caput, da Constituição e concretizados nas determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 53 e 54) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (arts. 1º ao 5º). Por outro lado, a suspensão de liminar aponta: violação ao art. 2º, CF/88, consistente em interferência direta nas atividades do Poder Executivo; ausência de previsão orçamentária (art. 163, I; art.165; art. 166, §§3º e 4º; art. 167, III, todos da CF/88); violação ao princípio da reserva do possível, exigüidade do prazo e possibilidade de efeito multiplicador do presente caso. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ fim, violação ao princípio da separação dos poderes (fls. 05-13). Decido. A base normativa que fundamenta o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92, 9.494/97 e art. 297 do RI/STF) permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal, para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, suspenda a execução de decisões concessivas de segurança, de liminar ou de tutela antecipada, proferidas em única ou última instância, pelos tribunais locais ou federais, quando a discussão travada na origem for de índole constitucional. Assim, é a natureza constitucional da controvérsia que justifica a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar o pedido de contracautela, conforme a pacificada jurisprudência desta Corte, destacando-se os seguintes julgados: Rcl 497-AgR/RS, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 06.4.2001; SS 2.187-AgR/SC, rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS 2.465/SC, rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. A ação civil pública pleiteia condenação do Estado do Rio de Janeiro a efetuar o preenchimento integral do quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti, assegurando assim a efetiva prestação do serviço de ensino. Nesse sentido, aponta-se: violação ao direito à educação estabelecido nos artigos 6º e 205 a 214 da Constituição, ao atendimento prioritário dos direitos das crianças e dos adolescentes previstos no art. 227, caput, da Constituição e concretizados nas determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 53 e 54) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (arts. 1º ao 5º). Por outro lado, a suspensão de liminar aponta: violação ao art. 2º, CF/88, consistente em interferência direta nas atividades do Poder Executivo; ausência de previsão orçamentária (art. 163, I; art.165; art. 166, §§3º e 4º; art. 167, III, todos da CF/88); violação ao princípio da reserva do possível, exigüidade do prazo e possibilidade de efeito multiplicador do presente caso. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ reveste-se de índole constitucional. Feitas essas considerações preliminares, passo à análise do pedido, o que faço apenas e tão-somente com base nas diretrizes normativas que disciplinam as medidas de contracautela. Ressalte-se, não obstante, que, na análise do pedido de suspensão de decisão judicial, não é vedado ao Presidente do Supremo Tribunal Federal proferir um juízo mínimo de delibação a respeito das questões jurídicas presentes na ação principal, conforme tem entendido a jurisprudência desta Corte, da qual se destacam os seguintes julgados: SS 846- AgR/DF, rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 29.5.96; SS 1.272- AgR/RJ, rel. Ministro Carlos Velloso, DJ 18.5.2001. No presente caso, discute-se possível colisão entre (1) o princípio da separação dos Poderes, concretizado pelo direito do Estado do Rio de Janeiro definir discricionariamente a formulação de políticas públicas voltadas à educação e (2) a proteção constitucional dos direitos das crianças e dos adolescentes e o dever do Estado de prestar os serviços de ensino de forma gratuita e com qualidade. Eis o que dispõe os artigos 205, 208, 210 e 227 da Constituição: 'Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I ' ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, a oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria; (...) § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ reveste-se de índole constitucional. Feitas essas considerações preliminares, passo à análise do pedido, o que faço apenas e tão-somente com base nas diretrizes normativas que disciplinam as medidas de contracautela. Ressalte-se, não obstante, que, na análise do pedido de suspensão de decisão judicial, não é vedado ao Presidente do Supremo Tribunal Federal proferir um juízo mínimo de delibação a respeito das questões jurídicas presentes na ação principal, conforme tem entendido a jurisprudência desta Corte, da qual se destacam os seguintes julgados: SS 846- AgR/DF, rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 29.5.96; SS 1.272- AgR/RJ, rel. Ministro Carlos Velloso, DJ 18.5.2001. No presente caso, discute-se possível colisão entre (1) o princípio da separação dos Poderes, concretizado pelo direito do Estado do Rio de Janeiro definir discricionariamente a formulação de políticas públicas voltadas à educação e (2) a proteção constitucional dos direitos das crianças e dos adolescentes e o dever do Estado de prestar os serviços de ensino de forma gratuita e com qualidade. Eis o que dispõe os artigos 205, 208, 210 e 227 da Constituição: 'Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I ' ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, a oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria; (...) § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ Art. 210 São fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.' É certo que o tema da educação, especialmente do ensino fundamental e de sua prestação às crianças e aos adolescentes, é tratado pela Constituição com especial atenção e de forma minuciosa. Como se pode perceber, tanto as normas relativas ao direito à educação (arts. 205 a 214), como o artigo referente aos direitos das crianças e dos adolescentes (art. 227) possuem comandos normativos voltados para o Estado, conforme destacado acima, consubstanciando o direito ao ensino fundamental obrigatório como direito público subjetivo (art. 208, § 1º), importando seu não-oferecimento ou sua oferta irregular em responsabilidade da autoridade competente (art. 208, § 2º). Nesse sentido, destaca-se a determinação constitucional de absoluta prioridade na concretização desses comandos normativos, em razão da alta significação de proteção aos direitos da criança e do adolescente, em especial do direito ao ensino fundamental. Tem relevância, na espécie, a dimensão objetiva do direito fundamental à educação e à proteção da criança e do adolescente. Segundo esse aspecto objetivo, o Estado está obrigado a criar os pressupostos fáticos necessários ao exercício efetivo destes direitos. Como tenho analisado em estudos doutrinários, os 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ Art. 210 São fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.' É certo que o tema da educação, especialmente do ensino fundamental e de sua prestação às crianças e aos adolescentes, é tratado pela Constituição com especial atenção e de forma minuciosa. Como se pode perceber, tanto as normas relativas ao direito à educação (arts. 205 a 214), como o artigo referente aos direitos das crianças e dos adolescentes (art. 227) possuem comandos normativos voltados para o Estado, conforme destacado acima, consubstanciando o direito ao ensino fundamental obrigatório como direito público subjetivo (art. 208, § 1º), importando seu não-oferecimento ou sua oferta irregular em responsabilidade da autoridade competente (art. 208, § 2º). Nesse sentido, destaca-se a determinação constitucional de absoluta prioridade na concretização desses comandos normativos, em razão da alta significação de proteção aos direitos da criança e do adolescente, em especial do direito ao ensino fundamental. Tem relevância, na espécie, a dimensão objetiva do direito fundamental à educação e à proteção da criança e do adolescente. Segundo esse aspecto objetivo, o Estado está obrigado a criar os pressupostos fáticos necessários ao exercício efetivo destes direitos. Como tenho analisado em estudos doutrinários, os 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ direitos fundamentais não contêm apenas uma proibição de intervenção (Eingriffsverbote), expressando também um postulado de proteção (Schutzgebote). Haveria, assim, para utilizar uma expressão de Canaris, não apenas uma proibição de excesso (Übermassverbot), mas também uma proibição de proteção insuficiente (Untermassverbot)(Claus-Wilhelm Canaris, Grundrechtswirkungen um Verhältnismässigkeitsprinzip in der richterlichen Anwendung und Fortbildung des Privatsrechts, JuS, 1989, p. 161). Nessa dimensão objetiva, também assume relevo a perspectiva dos direitos à organização e ao procedimento (Recht auf Organization und auf Verfahren), que são aqueles direitos fundamentais que dependem, na sua realização, de providências estatais com vistas à criação e conformação de órgãos e procedimentos indispensáveis à sua efetivação. Parece lógico, portanto, que a efetividade do direito ao ensino fundamental obrigatório e gratuito, especialmente para crianças e adolescentes, não prescinde da ação estatal positiva no sentido da criação de certas condições fáticas, sempre dependentes dos recursos financeiros de que dispõe o Estado, e de sistemas de órgãos e procedimentos voltados a essa finalidade. De outro modo, estar-se-ia a blindar, por meio de um espaço amplo de discricionariedade estatal, situação fática indiscutivelmente repugnada pela sociedade, caracterizando-se típica hipótese de proteção insuficiente por parte do Estado, num plano mais geral, e do Judiciário, num plano mais específico. Por outro lado, alega-se, nesta suspensão de liminar, possível lesão à ordem e economia públicas, diante de determinação judicial para que o Estado restabeleça a prestação do serviço de ensino, com qualidade, de modo a suprir a carência de professores na rede estadual de ensino do Município de São João de Meriti. Nesse sentido, o argumento central apontado pelo Estado do Rio de Janeiro reside na violação ao princípio da separação 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ direitos fundamentais não contêm apenas uma proibição de intervenção (Eingriffsverbote), expressando também um postulado de proteção (Schutzgebote). Haveria, assim, para utilizar uma expressão de Canaris, não apenas uma proibição de excesso (Übermassverbot), mas também uma proibição de proteção insuficiente (Untermassverbot)(Claus-Wilhelm Canaris, Grundrechtswirkungen um Verhältnismässigkeitsprinzip in der richterlichen Anwendung und Fortbildung des Privatsrechts, JuS, 1989, p. 161). Nessa dimensão objetiva, também assume relevo a perspectiva dos direitos à organização e ao procedimento (Recht auf Organization und auf Verfahren), que são aqueles direitos fundamentais que dependem, na sua realização, de providências estatais com vistas à criação e conformação de órgãos e procedimentos indispensáveis à sua efetivação. Parece lógico, portanto, que a efetividade do direito ao ensino fundamental obrigatório e gratuito, especialmente para crianças e adolescentes, não prescinde da ação estatal positiva no sentido da criação de certas condições fáticas, sempre dependentes dos recursos financeiros de que dispõe o Estado, e de sistemas de órgãos e procedimentos voltados a essa finalidade. De outro modo, estar-se-ia a blindar, por meio de um espaço amplo de discricionariedade estatal, situação fática indiscutivelmente repugnada pela sociedade, caracterizando-se típica hipótese de proteção insuficiente por parte do Estado, num plano mais geral, e do Judiciário, num plano mais específico. Por outro lado, alega-se, nesta suspensão de liminar, possível lesão à ordem e economia públicas, diante de determinação judicial para que o Estado restabeleça a prestação do serviço de ensino, com qualidade, de modo a suprir a carência de professores na rede estadual de ensino do Município de São João de Meriti. Nesse sentido, o argumento central apontado pelo Estado do Rio de Janeiro reside na violação ao princípio da separação 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ de poderes (art. 2º, CF/88), formulado em sentido forte, que veda intromissão do Poder Judiciário no âmbito de discricionariedade do Poder Executivo estadual. Contudo, nos dias atuais, tal princípio, para ser compreendido de modo constitucionalmente adequado, exige temperamentos e ajustes à luz da realidade constitucional brasileira, num círculo em que a teoria da constituição e a experiência constitucional mutuamente se completam. Entendo inexistente a ocorrência de grave lesão à ordem pública, por violação ao art. 2º da Constituição. A alegação de violação à separação dos Poderes não justifica a inércia do Poder Executivo estadual do Rio de Janeiro em cumprir seu dever constitucional de garantia do direito à educação e dos direitos da criança e do adolescente, com a absoluta prioridade reclamada no texto constitucional (art. 206, VII, art. 208, I e §§ 1º e 2º, art. 211, § 3º, e art. 227). Da mesma forma, não vislumbro a ocorrência de grave lesão à economia pública. Cumpre ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente, em razão da absoluta prioridade determinada na Constituição, deixa expresso o dever do Poder Executivo de dar primazia à consecução daquelas políticas públicas, como se apreende do seu art. 4º: 'Art. 4º. É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de primazia compreende: a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; c) preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas; d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ de poderes (art. 2º, CF/88), formulado em sentido forte, que veda intromissão do Poder Judiciário no âmbito de discricionariedade do Poder Executivo estadual. Contudo, nos dias atuais, tal princípio, para ser compreendido de modo constitucionalmente adequado, exige temperamentos e ajustes à luz da realidade constitucional brasileira, num círculo em que a teoria da constituição e a experiência constitucional mutuamente se completam. Entendo inexistente a ocorrência de grave lesão à ordem pública, por violação ao art. 2º da Constituição. A alegação de violação à separação dos Poderes não justifica a inércia do Poder Executivo estadual do Rio de Janeiro em cumprir seu dever constitucional de garantia do direito à educação e dos direitos da criança e do adolescente, com a absoluta prioridade reclamada no texto constitucional (art. 206, VII, art. 208, I e §§ 1º e 2º, art. 211, § 3º, e art. 227). Da mesma forma, não vislumbro a ocorrência de grave lesão à economia pública. Cumpre ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente, em razão da absoluta prioridade determinada na Constituição, deixa expresso o dever do Poder Executivo de dar primazia à consecução daquelas políticas públicas, como se apreende do seu art. 4º: 'Art. 4º. É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de primazia compreende: a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; c) preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas; d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ relacionadas com a proteção à infância e à juventude.' Não se pode conceber grave lesão à economia do Estado do Rio de Janeiro, diante de determinação constitucional expressa de primazia clara na formulação de políticas sociais nesta área, bem como na alta prioridade de destinação orçamentária específica, concretamente delineada pelo ECA. A Constituição indica de forma clara os valores a serem priorizados, corroborada pelo disposto no ECA. As determinações acima devem ser seriamente consideradas quando da formulação orçamentária estadual, pois se trata de comandos vinculantes. Ressalte-se que, aos comandos constitucionais e infraconstitucionais, agregam-se os compromissos assumidos pela República Federativa do Brasil no âmbito internacional. O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (promulgado pelo Decreto nº 591, de 6.07.1992), estabelece em seu artigo 13 o compromisso dos Estados signatários em assegurar o pleno exercício do direito à educação. A Declaração Mundial sobre Educação para Todos, firmada na Tailândia em março de 1990, determina a elaboração de Plano Nacional de Educação pelos países signatários. O artigo 214 da Constituição determina que Lei estabeleça o Plano Nacional de Educação nos seguintes termos: 'Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I ' erradicação do analfabetismo; II ' universalização do atendimento escolar; III ' melhoria da qualidade de ensino; IV ' formação para o trabalho; V ' promoção humanística, científica e tecnológica do País.' Ademais, a decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou entendimento, em 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ relacionadas com a proteção à infância e à juventude.' Não se pode conceber grave lesão à economia do Estado do Rio de Janeiro, diante de determinação constitucional expressa de primazia clara na formulação de políticas sociais nesta área, bem como na alta prioridade de destinação orçamentária específica, concretamente delineada pelo ECA. A Constituição indica de forma clara os valores a serem priorizados, corroborada pelo disposto no ECA. As determinações acima devem ser seriamente consideradas quando da formulação orçamentária estadual, pois se trata de comandos vinculantes. Ressalte-se que, aos comandos constitucionais e infraconstitucionais, agregam-se os compromissos assumidos pela República Federativa do Brasil no âmbito internacional. O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (promulgado pelo Decreto nº 591, de 6.07.1992), estabelece em seu artigo 13 o compromisso dos Estados signatários em assegurar o pleno exercício do direito à educação. A Declaração Mundial sobre Educação para Todos, firmada na Tailândia em março de 1990, determina a elaboração de Plano Nacional de Educação pelos países signatários. O artigo 214 da Constituição determina que Lei estabeleça o Plano Nacional de Educação nos seguintes termos: 'Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I ' erradicação do analfabetismo; II ' universalização do atendimento escolar; III ' melhoria da qualidade de ensino; IV ' formação para o trabalho; V ' promoção humanística, científica e tecnológica do País.' Ademais, a decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou entendimento, em 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ casos como o presente, de que se impõe ao Estado a obrigação constitucional de criar condições objetivas que possibilitem, de maneira concreta, a efetiva proteção de direitos constitucionalmente assegurados, com alta prioridade, tais como: o direito à educação infantil e os direitos da criança e do adolescente. Nesse sentido, destacam-se os seguintes julgados: AI 677.274/SP, 2ª Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 30.09.2008; AI-AgR 474.444/SP, 1ª Turma, Ministro Marco Aurélio, DJ 17.08.2007; RE-AgR 410.715/SP, 2ª Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 03.02.2006; RE 431.773/SP, Ministro Marco Aurélio, DJ 22.10.2004. Do julgamento do AI 677.274/SP, 2ª T. Rel. Celso de Mello, DJ 30.09.2008, destaca-se o seguinte trecho: '[...] - A educação infantil, por qualificar-se como direito fundamental de toda criança, não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, nem se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. - Os Municípios ' que atuarão, prioritariamente, no ensino fundamental e na educação infantil (CF, art. 211, § 2º) ' não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pelo art. 208, IV, da Lei Fundamental da República, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes municipais, cujas opções, tratando-se do atendimento das crianças em creche (CF, art. 208, IV), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. - Embora inquestionável que resida, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo, a prerrogativa de formular e executar políticas públicas, revela-se possível, no entanto, ao Poder Judiciário, ainda que em bases excepcionais, determinar, especialmente nas hipóteses de 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ casos como o presente, de que se impõe ao Estado a obrigação constitucional de criar condições objetivas que possibilitem, de maneira concreta, a efetiva proteção de direitos constitucionalmente assegurados, com alta prioridade, tais como: o direito à educação infantil e os direitos da criança e do adolescente. Nesse sentido, destacam-se os seguintes julgados: AI 677.274/SP, 2ª Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 30.09.2008; AI-AgR 474.444/SP, 1ª Turma, Ministro Marco Aurélio, DJ 17.08.2007; RE-AgR 410.715/SP, 2ª Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 03.02.2006; RE 431.773/SP, Ministro Marco Aurélio, DJ 22.10.2004. Do julgamento do AI 677.274/SP, 2ª T. Rel. Celso de Mello, DJ 30.09.2008, destaca-se o seguinte trecho: '[...] - A educação infantil, por qualificar-se como direito fundamental de toda criança, não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, nem se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. - Os Municípios ' que atuarão, prioritariamente, no ensino fundamental e na educação infantil (CF, art. 211, § 2º) ' não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pelo art. 208, IV, da Lei Fundamental da República, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes municipais, cujas opções, tratando-se do atendimento das crianças em creche (CF, art. 208, IV), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. - Embora inquestionável que resida, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo, a prerrogativa de formular e executar políticas públicas, revela-se possível, no entanto, ao Poder Judiciário, ainda que em bases excepcionais, determinar, especialmente nas hipóteses de 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ políticas públicas definidas pela própria Constituição, sejam estas implementadas, sempre que os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- jurídicos que sobre eles incidem em caráter mandatório, vierem a comprometer, com a sua omissão, a eficácia e a integridade de direitos sociais e culturais impregnados de estatura constitucional.[...]' Não há dúvida quanto à possibilidade jurídica de determinação judicial para o Poder Executivo concretizar políticas públicas constitucionalmente definidas, como no presente caso, em que o comando constitucional exige, com absoluta prioridade, o oferecimento do ensino obrigatório, de acesso universal e gratuito, claramente definido no texto constitucional, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As peculiaridades históricas e sociais brasileiras determinam que, ao se completarem 20 anos da promulgação da Constituição de 1988, os poderes do Estado, vinculados aos comandos constitucionais, não meçam esforços para garantir a concretização do direito fundamental à educação. A educação é o principal instrumento que as sociedades democráticas possuem para promover a mobilidade social. É o acesso ao ensino que garante as condições necessárias para o desenvolvimento da pessoa, para o exercício da cidadania e dos direitos individuais e para a aquisição da consciência social indispensável para que a sociedade brasileira realize seus objetivos fundamentais (art. 3º da CF). A Constituição assegura prioridade orçamentária para o atendimento das necessidades resultantes do ensino obrigatório. O artigo 212 da Constituição Federal, que assegura percentuais mínimos da receita dos entes da Federação para a educação, determina emseu parágrafo 3º que: 'Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ políticas públicas definidas pela própria Constituição, sejam estas implementadas, sempre que os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- jurídicos que sobre eles incidem em caráter mandatório, vierem a comprometer, com a sua omissão, a eficácia e a integridade de direitos sociais e culturais impregnados de estatura constitucional.[...]' Não há dúvida quanto à possibilidade jurídica de determinação judicial para o Poder Executivo concretizar políticas públicas constitucionalmente definidas, como no presente caso, em que o comando constitucional exige, com absoluta prioridade, o oferecimento do ensino obrigatório, de acesso universal e gratuito, claramente definido no texto constitucional, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As peculiaridades históricas e sociais brasileiras determinam que, ao se completarem 20 anos da promulgação da Constituição de 1988, os poderes do Estado, vinculados aos comandos constitucionais, não meçam esforços para garantir a concretização do direito fundamental à educação. A educação é o principal instrumento que as sociedades democráticas possuem para promover a mobilidade social. É o acesso ao ensino que garante as condições necessárias para o desenvolvimento da pessoa, para o exercício da cidadania e dos direitos individuais e para a aquisição da consciência social indispensável para que a sociedade brasileira realize seus objetivos fundamentais (art. 3º da CF). A Constituição assegura prioridade orçamentária para o atendimento das necessidades resultantes do ensino obrigatório. O artigo 212 da Constituição Federal, que assegura percentuais mínimos da receita dos entes da Federação para a educação, determina emseu parágrafo 3º que: 'Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. (...) § 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, nos termos do plano nacional de educação. (...) § 4º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei.' Tendo em vista a prioridade dada ao direito à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, é obrigatório para o Poder Executivo, ao elaborar o orçamento, contingenciar as verbas destinadas à implementação desses direitos. Por força do princípio da legalidade, não pode o Executivo agir discricionariamente quanto à conveniência ou não da implementação das políticas públicas de educação, constitucionalmente definidas. Se o Estado está obrigado (constitucional e legalmente) a implementar as políticas públicas destinadas às crianças e aos adolescentes, especialmente as de educação, deve assegurar recursos a esta área antes de fazê-lo a qualquer outra. O Poder Legislativo, igualmente vinculado às normas constitucionais relativas à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, deve verificar se foram efetivamente alocados os recursos públicos indispensáveis para a concretização destes direitos. A doutrina da 'reserva do possível', neste ponto, tem que ser utilizada com imensa cautela. A escassez de recursos públicos não pode ser utilizada, indiscriminadamente, para justificar a omissão Estatal na área da Educação. Registre-se que, se a realização de concurso público implica planejamento a longo prazo, e se a transferência de professores de outros municípios implicaria comprometer o 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. (...) § 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, nos termos do plano nacional de educação. (...) § 4º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei.' Tendo em vista a prioridade dada ao direito à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, é obrigatório para o Poder Executivo, ao elaborar o orçamento, contingenciar as verbas destinadas à implementação desses direitos. Por força do princípio da legalidade, não pode o Executivo agir discricionariamente quanto à conveniência ou não da implementação das políticas públicas de educação, constitucionalmente definidas. Se o Estado está obrigado (constitucional e legalmente) a implementar as políticas públicas destinadas às crianças e aos adolescentes, especialmente as de educação, deve assegurar recursos a esta área antes de fazê-lo a qualquer outra. O Poder Legislativo, igualmente vinculado às normas constitucionais relativas à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, deve verificar se foram efetivamente alocados os recursos públicos indispensáveis para a concretização destes direitos. A doutrina da 'reserva do possível', neste ponto, tem que ser utilizada com imensa cautela. A escassez de recursos públicos não pode ser utilizada, indiscriminadamente, para justificar a omissão Estatal na área da Educação. Registre-se que, se a realização de concurso público implica planejamento a longo prazo, e se a transferência de professores de outros municípios implicaria comprometer o 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ ensino em outras localidades, sempre resta ao poder público a contratação temporária desses profissionais, mediante processo seletivo simplificado. Não há qualquer prova nos autos que justifique a falta de professores em sala de aula. Na hipótese, o oferecimento irregular do ensino obrigatório pelo Estado do Rio de Janeiro deve ser coibido, conforme já destacado. O Poder Judiciário não está a criar políticas públicas, nem usurpa a iniciativa do Poder Executivo. A análise dos documentos juntados aos autos demonstra a verossimilhança das alegações do autor da ação civil pública. Assim, destaca o acórdão impugnado: 'No caso em tela, o Ministério Público indicou concretamente a situação omissiva causada pelo Estado do Rio de Janeiro, ora Agravante, definindo claramente a lide e atendendo ao princípio do contraditório, trazendo a inicial (cf. fls. 38/47) argumentos embasados em provas colhidas junto aos representantes das unidades escolares da rede estadual do Município de São João de Meriti e deixa claro, ao menos em sede liminar, o descumprimento pelo ente estadual de seu dever de oferecer serviço público de educação adequado aos alunos que dele necessita.' (fl. 11-112 do anexo) Corrobora essa conclusão a declaração da Diretora da Escola Estadual do Parque Alian, que declarou: '(...) que a carência na escola continua; que a escola está carente de professores em língua inglesa, matemática, geografia, ciências, educação artística, ensino religioso, atividades complementares; que esta carência existe desde o início do ano letivo; que a SEE já tem conhecimento dessa carência; que apesar de todos os esforços da direção da escola para suprir a carência, ainda não houve solução para o problema; que também enviou ofício para a Coordenadoria de Educação noticiando o problema; que também já tornou pública a necessidade de professores exercerem a `dobra' nos turnos; que há alguns professores disponíveis e interessados em fazer a `dobra'; que tais 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ ensino em outras localidades, sempre resta ao poder público a contratação temporária desses profissionais, mediante processo seletivo simplificado. Não há qualquer prova nos autos que justifique a falta de professores em sala de aula. Na hipótese, o oferecimento irregular do ensino obrigatório pelo Estado do Rio de Janeiro deve ser coibido, conforme já destacado. O Poder Judiciário não está a criar políticas públicas, nem usurpa a iniciativa do Poder Executivo. A análise dos documentos juntados aos autos demonstra a verossimilhança das alegações do autor da ação civil pública. Assim, destaca o acórdão impugnado: 'No caso em tela, o Ministério Público indicou concretamente a situação omissiva causada pelo Estado do Rio de Janeiro, ora Agravante, definindo claramente a lide e atendendo ao princípio do contraditório, trazendo a inicial (cf. fls. 38/47) argumentos embasados em provas colhidas junto aos representantes das unidades escolares da rede estadual do Município de São João de Meriti e deixa claro, ao menos em sede liminar, o descumprimento pelo ente estadual de seu dever de oferecer serviço público de educação adequado aos alunos que dele necessita.' (fl. 11-112 do anexo) Corrobora essa conclusão a declaração da Diretora da Escola Estadual do Parque Alian, que declarou: '(...) que a carência na escola continua; que a escola está carente de professores em língua inglesa, matemática, geografia, ciências, educação artística, ensino religioso, atividades complementares; que esta carência existe desde o início do ano letivo; que a SEE já tem conhecimento dessa carência; que apesar de todos os esforços da direção da escola para suprir a carência, ainda não houve solução para o problema; que também enviou ofício para a Coordenadoria de Educação noticiando o problema; que também já tornou pública a necessidade de professores exercerem a `dobra' nos turnos; que há alguns professores disponíveis e interessados em fazer a `dobra'; que tais 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ professores seriam de geografia e educação artística; que apesar do interesse não há liberação de verba pelo Estado para o pagamento de tais períodos dobrados, através do pagamento de GLPS; que tem conhecimento de que a carência ocorre também em outras escolas estaduais do município; (...).' (fl. 84 do anexo) A decisão impugnada apenas determina o cumprimento de política pública constitucionalmente definida (art. 208, caput, I, § 1º e §2º e art. 210, caput e e § 2º) e especificada de maneira clara e concreta no ECA e na LDB, inclusive quanto à forma de executá-la. Não há violação ao princípio da separação dos Poderes quando o Poder Judiciário determina ao Poder Executivo estadual o cumprimento do dever constitucional específico de oferecimento de ensino fundamental, pois a determinação é da própria Constituição, em razão da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (art. 208, § 1º, CF/88). Nesse sentido é a lição de Christian Courtis e Victor Abramovich(ABRAMOVICH, Victor; COURTS, Christian, Los derechos sociales como derechos exigibles, Trotta, 2004, p. 251): 'Por ello, el Poder Judicial no tiene la tarea de diseñar políticas públicas, sino la de confrontar el diseño de políticas asumidas con los estándares jurídicos aplicables y ' en caso de hallar divergencias ' reenviar la cuestión a los poderes pertinentes para que ellos reaccionen ajustando su actividad en consecuencia. Cuando las normas constitucionales o legales fijen pautas para el diseño de políticas públicas y los poderes respectivos no hayan adoptado ninguna medida, corresponderá al Poder Judicial reprochar esa omisión y reenviarles la cuestión para que elaboren alguna medida. Esta dimensión de la actuación judicial puede ser conceptualizada como la participación en un <> entre los distintos poderes del Estado para la concreción del programa jurídico-político establecido por la constitución o por los pactos de derechos humanos.' (sem grifo no original) 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ professores seriam de geografia e educação artística; que apesar do interesse não há liberação de verba pelo Estado para o pagamento de tais períodos dobrados, através do pagamento de GLPS; que tem conhecimento de que a carência ocorre também em outras escolas estaduais do município; (...).' (fl. 84 do anexo) A decisão impugnada apenas determina o cumprimento de política pública constitucionalmente definida (art. 208, caput, I, § 1º e §2º e art. 210, caput e e § 2º) e especificada de maneira clara e concreta no ECA e na LDB, inclusive quanto à forma de executá-la. Não há violação ao princípio da separação dos Poderes quando o Poder Judiciário determina ao Poder Executivo estadual o cumprimento do dever constitucional específico de oferecimento de ensino fundamental, pois a determinação é da própria Constituição, em razão da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (art. 208, § 1º, CF/88). Nesse sentido é a lição de Christian Courtis e Victor Abramovich(ABRAMOVICH, Victor; COURTS, Christian, Los derechos sociales como derechos exigibles, Trotta, 2004, p. 251): 'Por ello, el Poder Judicial no tiene la tarea de diseñar políticas públicas, sino la de confrontar el diseño de políticas asumidas con los estándares jurídicos aplicables y ' en caso de hallar divergencias ' reenviar la cuestión a los poderes pertinentes para que ellos reaccionen ajustando su actividad en consecuencia. Cuando las normas constitucionales o legales fijen pautas para el diseño de políticas públicas y los poderes respectivos no hayan adoptado ninguna medida, corresponderá al Poder Judicial reprochar esa omisión y reenviarles la cuestión para que elaboren alguna medida. Esta dimensión de la actuación judicial puede ser conceptualizada como la participación en un <> entre los distintos poderes del Estado para la concreción del programa jurídico-político establecido por la constitución o por los pactos de derechos humanos.' (sem grifo no original) 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ Contudo, o acórdão manteve a fixação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Entendo que tão-somente neste ponto a decisão impugnada gera lesão à economia pública, ou seja, apenas quanto à fixação de multa por não cumprimento, em 10 dias, da determinação de suprir a carência de professores. Para se chegar a essa constatação, basta observar que a fixação de multa em valor elevado e sem limitação máxima constitui ônus excessivo ao Poder Público e à coletividade, pois impõe remanejamento financeiro das contas estaduais, em detrimento de outras políticas públicas estaduais de alta prioridade. Destaco, contudo, que não se impede a fixação de multa por descumprimento de decisão judicial. O que não se pode perder de vista é a possibilidade de vultoso prejuízo à coletividade, por multa fixada em decisão liminar baseada em juízo cognitivo sumário. Assim, não vislumbro grave lesão à ordem e economia públicas, com exceção da fixação de multa diária em valor demasiadamente elevado. Diante o exposto, defiro parcialmente o pedido de suspensão, tão-somente quanto à fixação de multa diária por descumprimento da ordem judicial, mantendo a determinação para que o Estado do Rio de Janeiro restabeleça o serviço de ensino, preenchendo o quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti/RJ, de forma a garantir que todos os estudantes recebam o conteúdo programático mínimo fixado. Publique-se. Comunique-se com urgência. Brasília, 14 de outubro de 2008” (DJe de 21/10/08). Sustentou o agravante que na ordem cuja suspensão pleiteou não se levaram em consideração as regras de competência para a execução da política pública educacional, tampouco se examinaram as medidas legislativas e executivas adotadas nesse âmbito ou se atuou em harmonia com elas, ressaltando que a atuação excepcional do Poder Judiciário nessa 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ Contudo, o acórdão manteve a fixação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Entendo que tão-somente neste ponto a decisão impugnada gera lesão à economia pública, ou seja, apenas quanto à fixação de multa por não cumprimento, em 10 dias, da determinação de suprir a carência de professores. Para se chegar a essa constatação, basta observar que a fixação de multa em valor elevado e sem limitação máxima constitui ônus excessivo ao Poder Público e à coletividade, pois impõe remanejamento financeiro das contas estaduais, em detrimento de outras políticas públicas estaduais de alta prioridade. Destaco, contudo, que não se impede a fixação de multa por descumprimento de decisão judicial. O que não se pode perder de vista é a possibilidade de vultoso prejuízo à coletividade, por multa fixada em decisão liminar baseada em juízo cognitivo sumário. Assim, não vislumbro grave lesão à ordem e economia públicas, com exceção da fixação de multa diária em valor demasiadamente elevado. Diante o exposto, defiro parcialmente o pedido de suspensão, tão-somente quanto à fixação de multa diária por descumprimento da ordem judicial, mantendo a determinação para que o Estado do Rio de Janeiro restabeleça o serviço de ensino, preenchendo o quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti/RJ, de forma a garantir que todos os estudantes recebam o conteúdo programático mínimo fixado. Publique-se. Comunique-se com urgência. Brasília, 14 de outubro de 2008” (DJe de 21/10/08). Sustentou o agravante que na ordem cuja suspensão pleiteou não se levaram em consideração as regras de competência para a execução da política pública educacional, tampouco se examinaram as medidas legislativas e executivas adotadas nesse âmbito ou se atuou em harmonia com elas, ressaltando que a atuação excepcional do Poder Judiciário nessa 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ seara deve ocorrer em face de omissão ou negligência quanto ao cumprimento de específico mandamento constitucional, jamais de forma substitutiva à atuação do Poder competente. Acrescentou que o direito à educação, segundo os dizeres do art. 211 da Constituição Federal, reclama atuação conjunta dos entes federativos, competindo aos estados não somente a atuação no ensino fundamental e médio, mas também a formulação de políticas regionais, atribuíveis e aplicáveis aos diversos municípios localizados em seu território. Portanto, decisões como a que ora se pretende suspender acarretam reflexos negativos para alunos de outros municípios igualmente carentes e, por conseguinte, trazem grave lesão à ordem administrativa. Além disso, o ajuizamento de ações civis públicas para a tutela, em cada município, de um bem indivisível como o direito à educação não se mostra adequada, dada a imposição constitucional de que haja uma disciplina legal e jurisdicional uniforme acerca do tema. Deve-se, mencionar, ainda, o potencial efeito multiplicador de uma decisão como a presentemente combatida, que poderá acarretar o aniquilamento do plano educacional estadual, com a completa transposição, para o Poder Judiciário, da competência para formular e implementar políticas educacionais no âmbito territorial do estado do Rio de Janeiro. Postulou, assim, seja reconsiderada a decisão atacada, ou submetido o presente agravo ao Plenário desta Suprema Corte. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso, por meio de parecer assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À DEFESA DE DIREITOS DE ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO SOB PENA DE MULTA DIÁRIA. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DESSA CORTE QUE DEFERIU PARCIALMENTE O PEDIDO DE SUSPENSÃO PARA SUSTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA DIÁRIA FIXADA NA DECISÃO IMPUGNADA. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ seara deve ocorrer em face de omissão ou negligência quanto ao cumprimento de específico mandamento constitucional, jamais de forma substitutiva à atuação do Poder competente. Acrescentou que o direito à educação, segundo os dizeres do art. 211 da Constituição Federal, reclama atuação conjunta dos entes federativos, competindo aos estados não somente a atuação no ensino fundamental e médio, mas também a formulação de políticas regionais, atribuíveis e aplicáveis aos diversos municípios localizados em seu território. Portanto, decisões como a que ora se pretende suspender acarretam reflexos negativos para alunos de outros municípios igualmente carentes e, por conseguinte, trazem grave lesão à ordem administrativa. Além disso, o ajuizamento de ações civis públicas para a tutela, em cada município, de um bem indivisível como o direito à educação não se mostra adequada, dada a imposição constitucional de que haja uma disciplina legal e jurisdicional uniforme acerca do tema. Deve-se, mencionar, ainda, o potencial efeito multiplicador de uma decisão como a presentemente combatida, que poderá acarretar o aniquilamento do plano educacional estadual, com a completa transposição, para o Poder Judiciário, da competência para formular e implementar políticas educacionais no âmbito territorial do estado do Rio de Janeiro. Postulou, assim, seja reconsiderada a decisão atacada, ou submetido o presente agravo ao Plenário desta Suprema Corte. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso, por meio de parecer assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À DEFESA DE DIREITOS DE ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO SOB PENA DE MULTA DIÁRIA. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DESSA CORTE QUE DEFERIU PARCIALMENTE O PEDIDO DE SUSPENSÃO PARA SUSTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA DIÁRIA FIXADA NA DECISÃO IMPUGNADA. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ • Parecer pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ • Parecer pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): As razões elencadas pelo agravante não infirmam os fundamentos da decisão agravada, a qual, destarte, deve ser mantida inalterada, por seus próprios fundamentos, acrescidos do que se segue. Inicialmente, refuta-se a alegação de que o Poder Judiciário, ao impor ao Poder Executivo a ordem em análise, estaria assumindo para si a implementação de políticas públicas de educação no estado do Rio de Janeiro. Isso porque a situação retratada nos autos e que ensejou a intervenção do Ministério Público daquela unidade da Federação, bem como a prolação da ordem ora atacada, bem caracteriza a situação de omissão referida pelo ora agravante como justificadora da intervenção do Poder Judiciário. De há muito se encontra pacificado no âmbito desta Suprema Corte o entendimento de que a ausência de atuação por parte do poder público no tocante à efetiva implementação de políticas públicas consideradas essenciais pela Constituição Federal constitui omissão que pode e deve ser sanada pelo Poder Judiciário, máxime quando isso se verifica em matéria de educação pública de qualidade voltada a crianças e adolescentes, tal como ocorre no caso ora em análise. A situação aqui retratada não é nova. Tampouco se mostra o estado ora agravante muito cioso do cumprimento do preceito constitucional que lhe impõe atuar prioritariamente no ensino fundamental e médio, conforme se depreende dos fatos narrados nestes autos. Cite-se, por oportuno, recente precedente do Plenário desta Corte tomado por unanimidade de votos referente à mesma unidade da federação, ora recorrente: ”AGRAVOS REGIMENTAIS. SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. DECISÃO DA ORIGEM QUE IMPÔS A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): As razões elencadas pelo agravante não infirmam os fundamentos da decisão agravada, a qual, destarte, deve ser mantida inalterada, por seus próprios fundamentos, acrescidos do que se segue. Inicialmente, refuta-se a alegação de que o Poder Judiciário, ao impor ao Poder Executivo a ordem em análise, estaria assumindo para si a implementação de políticas públicas de educação no estado do Rio de Janeiro. Isso porque a situação retratada nos autos e que ensejou a intervenção do Ministério Público daquela unidade da Federação, bem como a prolação da ordem ora atacada, bem caracteriza a situação de omissão referida pelo ora agravante como justificadora da intervenção do Poder Judiciário. De há muito se encontra pacificado no âmbito desta Suprema Corte o entendimento de que a ausência de atuação por parte do poder público no tocante à efetiva implementação de políticas públicas consideradas essenciais pela Constituição Federal constitui omissão que pode e deve ser sanada pelo Poder Judiciário, máxime quando isso se verifica em matéria de educação pública de qualidade voltada a crianças e adolescentes, tal como ocorre no caso ora em análise. A situação aqui retratada não é nova. Tampouco se mostra o estado ora agravante muito cioso do cumprimento do preceito constitucional que lhe impõe atuar prioritariamente no ensino fundamental e médio, conforme se depreende dos fatos narrados nestes autos. Cite-se, por oportuno, recente precedente do Plenário desta Corte tomado por unanimidade de votos referente à mesma unidade da federação, ora recorrente: ”AGRAVOS REGIMENTAIS. SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. DECISÃO DA ORIGEM QUE IMPÔS A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 263 AGR / RJ ADOÇÃO DE MEDIDAS PARA GARANTIR O ACESSO DOS ALUNOS A SISTEMA EDUCACIONAL DE QUALIDADE, DETERMINANDO O CUMPRIMENTO DE POLÍTICA PÚBLICA CONSTITUCIONALMENTE DEFINIDA. CONTRACAUTELA PARCIALMENTE DEFERIDA APENAS PARA AFASTAR MULTA DIÁRIA IMPOSTA. AGRAVOS REGIMENTAIS DESPROVIDOS. I – A decisão agravada não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de tutela antecipada, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. II – Inexistem nos autos elementos hábeis a sustentar a pretensão recursal do Estado do Rio de Janeiro para suspender a parte do acórdão que fixa em trinta dias o prazo para o cumprimento de política pública constitucionalmente definida. III – Impõe-se a manutenção da suspensão da decisão que fixou multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) diários, sem limitação de tempo, imposta ao Poder Público, uma vez que pode gerar maior prejuízo à coletividade” (STA nº 463-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), DJe de 16/3/16). Também não merece qualquer acolhida a assertiva de que a decisão agravada impede ao agravante a formulação de políticas regionais de educação, pois a situação de descalabro verificada nos autos permite concluir que essa inexiste, fato a legitimar – conforme supra assentado – a atuação, no caso, do Poder Judiciário, a partir do que, pode o agravante cuidar de elaborar as necessárias políticas públicas que o tema recomenda, e que até então inexistiam. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, mantendo-se, tal qual lançada, a decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ ADOÇÃO DE MEDIDAS PARA GARANTIR O ACESSO DOS ALUNOS A SISTEMA EDUCACIONAL DE QUALIDADE, DETERMINANDO O CUMPRIMENTO DE POLÍTICA PÚBLICA CONSTITUCIONALMENTE DEFINIDA. CONTRACAUTELA PARCIALMENTE DEFERIDA APENAS PARA AFASTAR MULTA DIÁRIA IMPOSTA. AGRAVOS REGIMENTAIS DESPROVIDOS. I – A decisão agravada não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de tutela antecipada, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. II – Inexistem nos autos elementos hábeis a sustentar a pretensão recursal do Estado do Rio de Janeiro para suspender a parte do acórdão que fixa em trinta dias o prazo para o cumprimento de política pública constitucionalmente definida. III – Impõe-se a manutenção da suspensão da decisão que fixou multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) diários, sem limitação de tempo, imposta ao Poder Público, uma vez que pode gerar maior prejuízo à coletividade” (STA nº 463-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), DJe de 16/3/16). Também não merece qualquer acolhida a assertiva de que a decisão agravada impede ao agravante a formulação de políticas regionais de educação, pois a situação de descalabro verificada nos autos permite concluir que essa inexiste, fato a legitimar – conforme supra assentado – a atuação, no caso, do Poder Judiciário, a partir do que, pode o agravante cuidar de elaborar as necessárias políticas públicas que o tema recomenda, e que até então inexistiam. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, mantendo-se, tal qual lançada, a decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 536F-0EE2-128B-EBF6 e senha E901-DADB-7AA7-C9AF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 536F-0EE2-128B-EBF6 e senha E901-DADB-7AA7-C9AF Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749383912
2019-02-22T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR
EMENTA Agravo regimental na suspensão de liminar. Decisão que impôs ao agravante ordem para o restabelecimento do pleno funcionamento do serviço essencial de educação. Lesão à ordem e economia pública não demonstradas. Agravo regimental não provido. 1. A imposição de ordem aos entes da Federação para que cumpram preceitos constitucionais indisponíveis não atenta contra o princípio da separação de poderes, tampouco implica indevida ingerência do Poder Judiciário na gestão da Administração Pública. Precedentes. 2. Não se pode igualmente afirmar que a imposição do efetivo cumprimento de políticas públicas elencadas como primordiais pela Constituição Federal possa representar potencial lesividade à ordem e à economia públicas. 3. Agravo regimental não provido.
sjur399976
- Acórdão(s) citado(s): (OBRIGAÇÃO, PODER PÚBLICO, IMPLEMENTAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS, EDUCAÇÃO) STA 463 AgR (TP). Número de páginas: 23. Análise: 06/06/2019, AMA.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
263
null
SL-AgR
acordaos
SL 263 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental na suspensão de liminar. Decisão que impôs ao agravante ordem para o restabelecimento do pleno funcionamento do serviço essencial de educação. Lesão à ordem e economia pública não demonstradas. Agravo regimental não provido. 1. A imposição de ordem aos entes da Federação para que cumpram preceitos constitucionais indisponíveis não atenta contra o princípio da separação de poderes, tampouco implica indevida ingerência do Poder Judiciário na gestão da Administração Pública. Precedentes. 2. Não se pode igualmente afirmar que a imposição do efetivo cumprimento de políticas públicas elencadas como primordiais pela Constituição Federal possa representar potencial lesividade à ordem e à economia públicas. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB93-8BC9-0526-F565 e senha 8483-0070-4317-05F2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão SL 263 AGR / RJ Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB93-8BC9-0526-F565 e senha 8483-0070-4317-05F2 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB93-8BC9-0526-F565 e senha 8483-0070-4317-05F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra a decisão de indeferimento do pedido de suspensão de liminar pleiteado pelo Estado do Rio de Janeiro nos autos de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público daquele estado. Referida decisão, proferida pelo então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, assim dispôs, in verbis: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar (fls. 02-14), formulado pelo Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão proferido pela 12... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao Agravo de Instrumento n 2008.002.02378, tão somente para reduzir o valor da multa diária para o montante de R$ 1.000,00, mantendo nos seus demais termos a decisão proferida pelo Juízo de primeira instância. A decisão impugnada manteve liminar concedida na ação civil pública n 2007.054.013573-5, Juizado da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de São João de Meriti/RJ, que determinou o seguinte: ‘Considerando estarem presentes na hipótese vertente o fumus boni iuris consubstanciado nos arts. 206, 227 da Constituição da República Federativa do Brasil, nos arts. 1... e 4... caput, bem como 212 e 213 da Lei 8069/90 e no inciso I do art. 3... da Lei de Diretrizes Básicas ' Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra a decisão de indeferimento do pedido de suspensão de liminar pleiteado pelo Estado do Rio de Janeiro nos autos de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público daquele estado. Referida decisão, proferida pelo então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, assim dispôs, in verbis: “Trata-se de pedido de suspensão de liminar (fls. 02-14), formulado pelo Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão proferido pela 12... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao Agravo de Instrumento n 2008.002.02378, tão somente para reduzir o valor da multa diária para o montante de R$ 1.000,00, mantendo nos seus demais termos a decisão proferida pelo Juízo de primeira instância. A decisão impugnada manteve liminar concedida na ação civil pública n 2007.054.013573-5, Juizado da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de São João de Meriti/RJ, que determinou o seguinte: ‘Considerando estarem presentes na hipótese vertente o fumus boni iuris consubstanciado nos arts. 206, 227 da Constituição da República Federativa do Brasil, nos arts. 1... e 4... caput, bem como 212 e 213 da Lei 8069/90 e no inciso I do art. 3... da Lei de Diretrizes Básicas ' Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ periculum in mora no prejuízo da ausência de aulas de determinadas matérias nas escolas estaduais no Município de São João de Meriti, traduzindo absoluta violação a direitos difusos de crianças e adolescentes residentes neste Município, defiro inaudita altera pars a liminar rogada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO, para que o ESTADO DO RIO DE JANEIRO restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Meriti apontados na inicial, sob pena de pagamento da multa diária no valor de R$ 10.000,00 reais, a ser paga na forma do art. 214 do Estatuto da Criança e do Adolescente e de responsabilidade da autoridade competente, na forma do art. 208§ 2... da Carta Magna e do art. 54 § 2... do Estatuto da Criança e do Adolescente’ (fl. 48 do apenso). Na ação civil pública, argumentou-se que o número insuficiente de professores atualmente lotados nas escolas da rede estadual, no município de São João de Meriti, de responsabilidade do Poder Executivo Estadual, ocasiona evidente prejuízo aos alunos, que certamente não terão acesso a todo o conteúdo programático previsto para as respectivas séries (fl. 39 do apenso). Informou que foi instaurado Procedimento Administrativo de n 14/07 na 1... Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de São João de Meriti, em razão de denúncia recebida pelo Conselho Tutelar de que havia enorme carência de professores na Escola Estadual do Parque Alian (fl. 40 do apenso). Ouvida a Coordenadora Regional Metropolitana XI, tomou-se ciência de que o problema atinge a grande maioria das unidades escolares da rede estadual em São João de Meriti (fl. 41 do apenso). Sustentou-se que a educação é o primeiro e o mais importante dos direitos sociais, assegurado pelos artigos 205 a 214 da Constituição, ampliado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei Federal n 9.394/1996) e consolidado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (fls. 41- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ periculum in mora no prejuízo da ausência de aulas de determinadas matérias nas escolas estaduais no Município de São João de Meriti, traduzindo absoluta violação a direitos difusos de crianças e adolescentes residentes neste Município, defiro inaudita altera pars a liminar rogada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO, para que o ESTADO DO RIO DE JANEIRO restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Meriti apontados na inicial, sob pena de pagamento da multa diária no valor de R$ 10.000,00 reais, a ser paga na forma do art. 214 do Estatuto da Criança e do Adolescente e de responsabilidade da autoridade competente, na forma do art. 208§ 2... da Carta Magna e do art. 54 § 2... do Estatuto da Criança e do Adolescente’ (fl. 48 do apenso). Na ação civil pública, argumentou-se que o número insuficiente de professores atualmente lotados nas escolas da rede estadual, no município de São João de Meriti, de responsabilidade do Poder Executivo Estadual, ocasiona evidente prejuízo aos alunos, que certamente não terão acesso a todo o conteúdo programático previsto para as respectivas séries (fl. 39 do apenso). Informou que foi instaurado Procedimento Administrativo de n 14/07 na 1... Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de São João de Meriti, em razão de denúncia recebida pelo Conselho Tutelar de que havia enorme carência de professores na Escola Estadual do Parque Alian (fl. 40 do apenso). Ouvida a Coordenadora Regional Metropolitana XI, tomou-se ciência de que o problema atinge a grande maioria das unidades escolares da rede estadual em São João de Meriti (fl. 41 do apenso). Sustentou-se que a educação é o primeiro e o mais importante dos direitos sociais, assegurado pelos artigos 205 a 214 da Constituição, ampliado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei Federal n 9.394/1996) e consolidado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (fls. 41- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ 44 do apenso). O juízo de primeiro grau concedeu a medida liminar, conforme transcrição acima (fl. 48 do apenso). Contra tal decisão, o Estado do Rio de Janeiro interpôs recurso de Agravo Instrumento junto ao Tribunal de Justiça (fls. 02-37 do apenso). O Desembargador Siro Darlan de Oliveira, relator do Agravo de Instrumento n 2008.002.02378, indeferiu o efeito suspensivo requerido (fls. 55-56). O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou contra-razões ao recurso, requerendo fosse negado o efeito suspensivo, negado provimento ao recurso e mantida no mérito a decisão agravada em sua totalidade, e, alternativamente, fosse dado parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir o quantum da multa aplicada (fls. 68-83). A Procuradora de Justiça, Dra. Heloisa Maria Daltro Leite, opinou pelo conhecimento do recurso e pela manutenção integral da decisão recorrida (fls. 87-103). A 12... Câmara Cível julgou o mérito do Agravo de Instrumento, dando parcial provimento ao recurso apenas para diminuir o valor da multa. O acórdão restou assim ementado: 'Agravo de Instrumento. Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público em face do Estado do Rio de Janeiro que foi deferido o pedido liminar inaudita altera pars determinando que o réu restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias, o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Mariti apontados na exordial, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Preliminares rejeitadas. A Constituição da República, em seu artigo 227, consagra a prioridade absoluta para crianças e adolescentes para efetivação das políticas públicas. O que se extrai dos autos é que correta a decisão proferida, pois se encontram presentes os requisitos necessários ao deferimento do pedido liminar. É notória a insistente omissão do poder 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ 44 do apenso). O juízo de primeiro grau concedeu a medida liminar, conforme transcrição acima (fl. 48 do apenso). Contra tal decisão, o Estado do Rio de Janeiro interpôs recurso de Agravo Instrumento junto ao Tribunal de Justiça (fls. 02-37 do apenso). O Desembargador Siro Darlan de Oliveira, relator do Agravo de Instrumento n 2008.002.02378, indeferiu o efeito suspensivo requerido (fls. 55-56). O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou contra-razões ao recurso, requerendo fosse negado o efeito suspensivo, negado provimento ao recurso e mantida no mérito a decisão agravada em sua totalidade, e, alternativamente, fosse dado parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir o quantum da multa aplicada (fls. 68-83). A Procuradora de Justiça, Dra. Heloisa Maria Daltro Leite, opinou pelo conhecimento do recurso e pela manutenção integral da decisão recorrida (fls. 87-103). A 12... Câmara Cível julgou o mérito do Agravo de Instrumento, dando parcial provimento ao recurso apenas para diminuir o valor da multa. O acórdão restou assim ementado: 'Agravo de Instrumento. Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público em face do Estado do Rio de Janeiro que foi deferido o pedido liminar inaudita altera pars determinando que o réu restabeleça, no prazo máximo de 10 (dez) dias, o pleno funcionamento do serviço essencial de educação nos quadros de professores do Município de São João de Mariti apontados na exordial, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Preliminares rejeitadas. A Constituição da República, em seu artigo 227, consagra a prioridade absoluta para crianças e adolescentes para efetivação das políticas públicas. O que se extrai dos autos é que correta a decisão proferida, pois se encontram presentes os requisitos necessários ao deferimento do pedido liminar. É notória a insistente omissão do poder 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ público em desobedecer aos preceitos constitucionais concernentes à educação, atitude que provoca sérios prejuízos às criança e aos adolescentes e, conseqüentemente, à sociedade. Diante deste lamentável quadro, o Poder Judiciário pode e deve intervir, assim que provocado, para garantir aos menores o direito à educação, direito fundamental amparado constitucionalmente. A multa cominatória pelo descumprimento do comando judicial não se tem por razoável no patamar que foi ficada de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia, pois além de se tratar de verba pública pode onerar sobremaneira o réu, mostrando-se inadequada, desproporcional e fora dos parâmetros da razoabilidade, razão pela qual merece redução para o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais). Recurso conhecido que se dá parcial provimento.' (fl. 106) O pedido de suspensão de liminar contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro é baseado em argumentos de lesão às finanças e à ordem públicas. Enfatiza o requerente que a liminar deferida, que determinou o aumento do número de professores lotados nas escolas da rede estadual no Município de São João de Meriti, somente poderia ser cumprida por dois modos: ou se contrata novos professores, o que envolve a realização de concurso público e demanda tempo e dinheiro, ou se desloca professores lotados em outros Municípios, o que comprometeria a prestação do serviço público em outras localidades. Infere a possibilidade de ocorrência do 'efeito multiplicador' da decisão, já existindo decisão similar no Município de Queimados (ação civil pública n 2007.067.001221-2, objeto do pedido de suspensão de tutela antecipada n 241). Ademais, o requerente sustenta lesão à economia pública estadual, por ausência de previsão orçamentária, exigüidade de prazo para efetivação das medidas, ofensa ao princípio da reserva do possível e vedação legal e constitucional expressas de ordenação de despesas sem autorização legal. Alega, por 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ público em desobedecer aos preceitos constitucionais concernentes à educação, atitude que provoca sérios prejuízos às criança e aos adolescentes e, conseqüentemente, à sociedade. Diante deste lamentável quadro, o Poder Judiciário pode e deve intervir, assim que provocado, para garantir aos menores o direito à educação, direito fundamental amparado constitucionalmente. A multa cominatória pelo descumprimento do comando judicial não se tem por razoável no patamar que foi ficada de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia, pois além de se tratar de verba pública pode onerar sobremaneira o réu, mostrando-se inadequada, desproporcional e fora dos parâmetros da razoabilidade, razão pela qual merece redução para o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais). Recurso conhecido que se dá parcial provimento.' (fl. 106) O pedido de suspensão de liminar contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro é baseado em argumentos de lesão às finanças e à ordem públicas. Enfatiza o requerente que a liminar deferida, que determinou o aumento do número de professores lotados nas escolas da rede estadual no Município de São João de Meriti, somente poderia ser cumprida por dois modos: ou se contrata novos professores, o que envolve a realização de concurso público e demanda tempo e dinheiro, ou se desloca professores lotados em outros Municípios, o que comprometeria a prestação do serviço público em outras localidades. Infere a possibilidade de ocorrência do 'efeito multiplicador' da decisão, já existindo decisão similar no Município de Queimados (ação civil pública n 2007.067.001221-2, objeto do pedido de suspensão de tutela antecipada n 241). Ademais, o requerente sustenta lesão à economia pública estadual, por ausência de previsão orçamentária, exigüidade de prazo para efetivação das medidas, ofensa ao princípio da reserva do possível e vedação legal e constitucional expressas de ordenação de despesas sem autorização legal. Alega, por 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ fim, violação ao princípio da separação dos poderes (fls. 05-13). Decido. A base normativa que fundamenta o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92, 9.494/97 e art. 297 do RI/Supremo Tribunal Federal) permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal, para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, suspenda a execução de decisões concessivas de segurança, de liminar ou de tutela antecipada, proferidas em única ou última instância, pelos tribunais locais ou federais, quando a discussão travada na origem for de índole constitucional. Assim, é a natureza constitucional da controvérsia que justifica a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar o pedido de contracautela, conforme a pacificada jurisprudência desta Corte, destacando-se os seguintes julgados: Rcl 497-AgR/RS, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 06.4.2001; SS 2.187-AgR/SC, rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS 2.465/SC, rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. A ação civil pública pleiteia condenação do Estado do Rio de Janeiro a efetuar o preenchimento integral do quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti, assegurando assim a efetiva prestação do serviço de ensino. Nesse sentido, aponta-se: violação ao direito à educação estabelecido nos artigos 6... e 205 a 214 da Constituição, ao atendimento prioritário dos direitos das crianças e dos adolescentes previstos no art. 227, caput, da Constituição e concretizados nas determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 53 e 54) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (arts. 1... ao 5...). Por outro lado, a suspensão de liminar aponta: violação ao art. 2..., Constituição Federal de 1988/88, consistente em interferência direta nas atividades do Poder Executivo; ausência de previsão orçamentária (art. 163, I; art.165; art. 166, §§3... e 4...; art. 167, III, todos da Constituição Federal de 1988/88); violação ao princípio da reserva do possível, exigüidade do prazo e possibilidade de efeito multiplicador do presente caso. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ fim, violação ao princípio da separação dos poderes (fls. 05-13). Decido. A base normativa que fundamenta o instituto da suspensão (Leis 4.348/64, 8.437/92, 9.494/97 e art. 297 do RI/Supremo Tribunal Federal) permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal, para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, suspenda a execução de decisões concessivas de segurança, de liminar ou de tutela antecipada, proferidas em única ou última instância, pelos tribunais locais ou federais, quando a discussão travada na origem for de índole constitucional. Assim, é a natureza constitucional da controvérsia que justifica a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar o pedido de contracautela, conforme a pacificada jurisprudência desta Corte, destacando-se os seguintes julgados: Rcl 497-AgR/RS, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 06.4.2001; SS 2.187-AgR/SC, rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 21.10.2003; e SS 2.465/SC, rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2004. A ação civil pública pleiteia condenação do Estado do Rio de Janeiro a efetuar o preenchimento integral do quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti, assegurando assim a efetiva prestação do serviço de ensino. Nesse sentido, aponta-se: violação ao direito à educação estabelecido nos artigos 6... e 205 a 214 da Constituição, ao atendimento prioritário dos direitos das crianças e dos adolescentes previstos no art. 227, caput, da Constituição e concretizados nas determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (arts. 53 e 54) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (arts. 1... ao 5...). Por outro lado, a suspensão de liminar aponta: violação ao art. 2..., Constituição Federal de 1988/88, consistente em interferência direta nas atividades do Poder Executivo; ausência de previsão orçamentária (art. 163, I; art.165; art. 166, §§3... e 4...; art. 167, III, todos da Constituição Federal de 1988/88); violação ao princípio da reserva do possível, exigüidade do prazo e possibilidade de efeito multiplicador do presente caso. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ reveste-se de índole constitucional. Feitas essas considerações preliminares, passo à análise do pedido, o que faço apenas e tão-somente com base nas diretrizes normativas que disciplinam as medidas de contracautela. Ressalte-se, não obstante, que, na análise do pedido de suspensão de decisão judicial, não é vedado ao Presidente do Supremo Tribunal Federal proferir um juízo mínimo de delibação a respeito das questões jurídicas presentes na ação principal, conforme tem entendido a jurisprudência desta Corte, da qual se destacam os seguintes julgados: SS 846- AgR/DF, rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 29.5.96; SS 1.272- AgR/RJ, rel. Ministro Carlos Velloso, DJ 18.5.2001. No presente caso, discute-se possível colisão entre (1) o princípio da separação dos Poderes, concretizado pelo direito do Estado do Rio de Janeiro definir discricionariamente a formulação de políticas públicas voltadas à educação e (2) a proteção constitucional dos direitos das crianças e dos adolescentes e o dever do Estado de prestar os serviços de ensino de forma gratuita e com qualidade. Eis o que dispõe os artigos 205, 208, 210 e 227 da Constituição: 'Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I ' ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, a oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria; (...) § 1... O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2... O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ reveste-se de índole constitucional. Feitas essas considerações preliminares, passo à análise do pedido, o que faço apenas e tão-somente com base nas diretrizes normativas que disciplinam as medidas de contracautela. Ressalte-se, não obstante, que, na análise do pedido de suspensão de decisão judicial, não é vedado ao Presidente do Supremo Tribunal Federal proferir um juízo mínimo de delibação a respeito das questões jurídicas presentes na ação principal, conforme tem entendido a jurisprudência desta Corte, da qual se destacam os seguintes julgados: SS 846- AgR/DF, rel. Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 29.5.96; SS 1.272- AgR/RJ, rel. Ministro Carlos Velloso, DJ 18.5.2001. No presente caso, discute-se possível colisão entre (1) o princípio da separação dos Poderes, concretizado pelo direito do Estado do Rio de Janeiro definir discricionariamente a formulação de políticas públicas voltadas à educação e (2) a proteção constitucional dos direitos das crianças e dos adolescentes e o dever do Estado de prestar os serviços de ensino de forma gratuita e com qualidade. Eis o que dispõe os artigos 205, 208, 210 e 227 da Constituição: 'Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I ' ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, a oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria; (...) § 1... O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2... O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ Art. 210 São fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.' É certo que o tema da educação, especialmente do ensino fundamental e de sua prestação às crianças e aos adolescentes, é tratado pela Constituição com especial atenção e de forma minuciosa. Como se pode perceber, tanto as normas relativas ao direito à educação (arts. 205 a 214), como o artigo referente aos direitos das crianças e dos adolescentes (art. 227) possuem comandos normativos voltados para o Estado, conforme destacado acima, consubstanciando o direito ao ensino fundamental obrigatório como direito público subjetivo (art. 208, § 1...), importando seu não-oferecimento ou sua oferta irregular em responsabilidade da autoridade competente (art. 208, § 2...). Nesse sentido, destaca-se a determinação constitucional de absoluta prioridade na concretização desses comandos normativos, em razão da alta significação de proteção aos direitos da criança e do adolescente, em especial do direito ao ensino fundamental. Tem relevância, na espécie, a dimensão objetiva do direito fundamental à educação e à proteção da criança e do adolescente. Segundo esse aspecto objetivo, o Estado está obrigado a criar os pressupostos fáticos necessários ao exercício efetivo destes direitos. Como tenho analisado em estudos doutrinários, os 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ Art. 210 São fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.' É certo que o tema da educação, especialmente do ensino fundamental e de sua prestação às crianças e aos adolescentes, é tratado pela Constituição com especial atenção e de forma minuciosa. Como se pode perceber, tanto as normas relativas ao direito à educação (arts. 205 a 214), como o artigo referente aos direitos das crianças e dos adolescentes (art. 227) possuem comandos normativos voltados para o Estado, conforme destacado acima, consubstanciando o direito ao ensino fundamental obrigatório como direito público subjetivo (art. 208, § 1...), importando seu não-oferecimento ou sua oferta irregular em responsabilidade da autoridade competente (art. 208, § 2...). Nesse sentido, destaca-se a determinação constitucional de absoluta prioridade na concretização desses comandos normativos, em razão da alta significação de proteção aos direitos da criança e do adolescente, em especial do direito ao ensino fundamental. Tem relevância, na espécie, a dimensão objetiva do direito fundamental à educação e à proteção da criança e do adolescente. Segundo esse aspecto objetivo, o Estado está obrigado a criar os pressupostos fáticos necessários ao exercício efetivo destes direitos. Como tenho analisado em estudos doutrinários, os 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ direitos fundamentais não contêm apenas uma proibição de intervenção (Eingriffsverbote), expressando também um postulado de proteção (Schutzgebote). Haveria, assim, para utilizar uma expressão de Canaris, não apenas uma proibição de excesso (Übermassverbot), mas também uma proibição de proteção insuficiente (Untermassverbot)(Claus-Wilhelm Canaris, Grundrechtswirkungen um Verhältnismässigkeitsprinzip in der richterlichen Anwendung und Fortbildung des Privatsrechts, JuS, 1989, p. 161). Nessa dimensão objetiva, também assume relevo a perspectiva dos direitos à organização e ao procedimento (Recht auf Organization und auf Verfahren), que são aqueles direitos fundamentais que dependem, na sua realização, de providências estatais com vistas à criação e conformação de órgãos e procedimentos indispensáveis à sua efetivação. Parece lógico, portanto, que a efetividade do direito ao ensino fundamental obrigatório e gratuito, especialmente para crianças e adolescentes, não prescinde da ação estatal positiva no sentido da criação de certas condições fáticas, sempre dependentes dos recursos financeiros de que dispõe o Estado, e de sistemas de órgãos e procedimentos voltados a essa finalidade. De outro modo, estar-se-ia a blindar, por meio de um espaço amplo de discricionariedade estatal, situação fática indiscutivelmente repugnada pela sociedade, caracterizando-se típica hipótese de proteção insuficiente por parte do Estado, num plano mais geral, e do Judiciário, num plano mais específico. Por outro lado, alega-se, nesta suspensão de liminar, possível lesão à ordem e economia públicas, diante de determinação judicial para que o Estado restabeleça a prestação do serviço de ensino, com qualidade, de modo a suprir a carência de professores na rede estadual de ensino do Município de São João de Meriti. Nesse sentido, o argumento central apontado pelo Estado do Rio de Janeiro reside na violação ao princípio da separação 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ direitos fundamentais não contêm apenas uma proibição de intervenção (Eingriffsverbote), expressando também um postulado de proteção (Schutzgebote). Haveria, assim, para utilizar uma expressão de Canaris, não apenas uma proibição de excesso (Übermassverbot), mas também uma proibição de proteção insuficiente (Untermassverbot)(Claus-Wilhelm Canaris, Grundrechtswirkungen um Verhältnismässigkeitsprinzip in der richterlichen Anwendung und Fortbildung des Privatsrechts, JuS, 1989, p. 161). Nessa dimensão objetiva, também assume relevo a perspectiva dos direitos à organização e ao procedimento (Recht auf Organization und auf Verfahren), que são aqueles direitos fundamentais que dependem, na sua realização, de providências estatais com vistas à criação e conformação de órgãos e procedimentos indispensáveis à sua efetivação. Parece lógico, portanto, que a efetividade do direito ao ensino fundamental obrigatório e gratuito, especialmente para crianças e adolescentes, não prescinde da ação estatal positiva no sentido da criação de certas condições fáticas, sempre dependentes dos recursos financeiros de que dispõe o Estado, e de sistemas de órgãos e procedimentos voltados a essa finalidade. De outro modo, estar-se-ia a blindar, por meio de um espaço amplo de discricionariedade estatal, situação fática indiscutivelmente repugnada pela sociedade, caracterizando-se típica hipótese de proteção insuficiente por parte do Estado, num plano mais geral, e do Judiciário, num plano mais específico. Por outro lado, alega-se, nesta suspensão de liminar, possível lesão à ordem e economia públicas, diante de determinação judicial para que o Estado restabeleça a prestação do serviço de ensino, com qualidade, de modo a suprir a carência de professores na rede estadual de ensino do Município de São João de Meriti. Nesse sentido, o argumento central apontado pelo Estado do Rio de Janeiro reside na violação ao princípio da separação 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ de poderes (art. 2..., Constituição Federal de 1988/88), formulado em sentido forte, que veda intromissão do Poder Judiciário no âmbito de discricionariedade do Poder Executivo estadual. Contudo, nos dias atuais, tal princípio, para ser compreendido de modo constitucionalmente adequado, exige temperamentos e ajustes à luz da realidade constitucional brasileira, num círculo em que a teoria da constituição e a experiência constitucional mutuamente se completam. Entendo inexistente a ocorrência de grave lesão à ordem pública, por violação ao art. 2... da Constituição. A alegação de violação à separação dos Poderes não justifica a inércia do Poder Executivo estadual do Rio de Janeiro em cumprir seu dever constitucional de garantia do direito à educação e dos direitos da criança e do adolescente, com a absoluta prioridade reclamada no texto constitucional (art. 206, VII, art. 208, I e §§ 1... e 2..., art. 211, § 3..., e art. 227). Da mesma forma, não vislumbro a ocorrência de grave lesão à economia pública. Cumpre ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente, em razão da absoluta prioridade determinada na Constituição, deixa expresso o dever do Poder Executivo de dar primazia à consecução daquelas políticas públicas, como se apreende do seu art. 4...: 'Art. 4.... É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de primazia compreende: a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; c) preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas; d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ de poderes (art. 2..., Constituição Federal de 1988/88), formulado em sentido forte, que veda intromissão do Poder Judiciário no âmbito de discricionariedade do Poder Executivo estadual. Contudo, nos dias atuais, tal princípio, para ser compreendido de modo constitucionalmente adequado, exige temperamentos e ajustes à luz da realidade constitucional brasileira, num círculo em que a teoria da constituição e a experiência constitucional mutuamente se completam. Entendo inexistente a ocorrência de grave lesão à ordem pública, por violação ao art. 2... da Constituição. A alegação de violação à separação dos Poderes não justifica a inércia do Poder Executivo estadual do Rio de Janeiro em cumprir seu dever constitucional de garantia do direito à educação e dos direitos da criança e do adolescente, com a absoluta prioridade reclamada no texto constitucional (art. 206, VII, art. 208, I e §§ 1... e 2..., art. 211, § 3..., e art. 227). Da mesma forma, não vislumbro a ocorrência de grave lesão à economia pública. Cumpre ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente, em razão da absoluta prioridade determinada na Constituição, deixa expresso o dever do Poder Executivo de dar primazia à consecução daquelas políticas públicas, como se apreende do seu art. 4...: 'Art. 4.... É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de primazia compreende: a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; c) preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas; d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ relacionadas com a proteção à infância e à juventude.' Não se pode conceber grave lesão à economia do Estado do Rio de Janeiro, diante de determinação constitucional expressa de primazia clara na formulação de políticas sociais nesta área, bem como na alta prioridade de destinação orçamentária específica, concretamente delineada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A Constituição indica de forma clara os valores a serem priorizados, corroborada pelo disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente. As determinações acima devem ser seriamente consideradas quando da formulação orçamentária estadual, pois se trata de comandos vinculantes. Ressalte-se que, aos comandos constitucionais e infraconstitucionais, agregam-se os compromissos assumidos pela República Federativa do Brasil no âmbito internacional. O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (promulgado pelo Decreto n 591, de 6.07.1992), estabelece em seu artigo 13 o compromisso dos Estados signatários em assegurar o pleno exercício do direito à educação. A Declaração Mundial sobre Educação para Todos, firmada na Tailândia em março de 1990, determina a elaboração de Plano Nacional de Educação pelos países signatários. O artigo 214 da Constituição determina que Lei estabeleça o Plano Nacional de Educação nos seguintes termos: 'Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I ' erradicação do analfabetismo; II ' universalização do atendimento escolar; III ' melhoria da qualidade de ensino; IV ' formação para o trabalho; V ' promoção humanística, científica e tecnológica do País.' Ademais, a decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou entendimento, em 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ relacionadas com a proteção à infância e à juventude.' Não se pode conceber grave lesão à economia do Estado do Rio de Janeiro, diante de determinação constitucional expressa de primazia clara na formulação de políticas sociais nesta área, bem como na alta prioridade de destinação orçamentária específica, concretamente delineada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A Constituição indica de forma clara os valores a serem priorizados, corroborada pelo disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente. As determinações acima devem ser seriamente consideradas quando da formulação orçamentária estadual, pois se trata de comandos vinculantes. Ressalte-se que, aos comandos constitucionais e infraconstitucionais, agregam-se os compromissos assumidos pela República Federativa do Brasil no âmbito internacional. O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (promulgado pelo Decreto n 591, de 6.07.1992), estabelece em seu artigo 13 o compromisso dos Estados signatários em assegurar o pleno exercício do direito à educação. A Declaração Mundial sobre Educação para Todos, firmada na Tailândia em março de 1990, determina a elaboração de Plano Nacional de Educação pelos países signatários. O artigo 214 da Constituição determina que Lei estabeleça o Plano Nacional de Educação nos seguintes termos: 'Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I ' erradicação do analfabetismo; II ' universalização do atendimento escolar; III ' melhoria da qualidade de ensino; IV ' formação para o trabalho; V ' promoção humanística, científica e tecnológica do País.' Ademais, a decisão impugnada está em consonância com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou entendimento, em 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ casos como o presente, de que se impõe ao Estado a obrigação constitucional de criar condições objetivas que possibilitem, de maneira concreta, a efetiva proteção de direitos constitucionalmente assegurados, com alta prioridade, tais como: o direito à educação infantil e os direitos da criança e do adolescente. Nesse sentido, destacam-se os seguintes julgados: AI 677.274/SP, 2... Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 30.09.2008; AI-AgR 474.444/SP, 1... Turma, Ministro Marco Aurélio, DJ 17.08.2007; Recurso Extraordinário-AgR 410.715/SP, 2... Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 03.02.2006; Recurso Extraordinário 431.773/SP, Ministro Marco Aurélio, DJ 22.10.2004. Do julgamento do AI 677.274/SP, 2... T. Rel. Celso de Mello, DJ 30.09.2008, destaca-se o seguinte trecho: '[...] - A educação infantil, por qualificar-se como direito fundamental de toda criança, não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, nem se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. - Os Municípios ' que atuarão, prioritariamente, no ensino fundamental e na educação infantil (Constituição Federal de 1988, art. 211, § 2...) ' não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pelo art. 208, IV, da Lei Fundamental da República, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes municipais, cujas opções, tratando-se do atendimento das crianças em creche (Constituição Federal de 1988, art. 208, IV), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. - Embora inquestionável que resida, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo, a prerrogativa de formular e executar políticas públicas, revela-se possível, no entanto, ao Poder Judiciário, ainda que em bases excepcionais, determinar, especialmente nas hipóteses de 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ casos como o presente, de que se impõe ao Estado a obrigação constitucional de criar condições objetivas que possibilitem, de maneira concreta, a efetiva proteção de direitos constitucionalmente assegurados, com alta prioridade, tais como: o direito à educação infantil e os direitos da criança e do adolescente. Nesse sentido, destacam-se os seguintes julgados: AI 677.274/SP, 2... Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 30.09.2008; AI-AgR 474.444/SP, 1... Turma, Ministro Marco Aurélio, DJ 17.08.2007; Recurso Extraordinário-AgR 410.715/SP, 2... Turma, Ministro Celso de Mello, DJ 03.02.2006; Recurso Extraordinário 431.773/SP, Ministro Marco Aurélio, DJ 22.10.2004. Do julgamento do AI 677.274/SP, 2... T. Rel. Celso de Mello, DJ 30.09.2008, destaca-se o seguinte trecho: '[...] - A educação infantil, por qualificar-se como direito fundamental de toda criança, não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, nem se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. - Os Municípios ' que atuarão, prioritariamente, no ensino fundamental e na educação infantil (Constituição Federal de 1988, art. 211, § 2...) ' não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pelo art. 208, IV, da Lei Fundamental da República, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes municipais, cujas opções, tratando-se do atendimento das crianças em creche (Constituição Federal de 1988, art. 208, IV), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. - Embora inquestionável que resida, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo, a prerrogativa de formular e executar políticas públicas, revela-se possível, no entanto, ao Poder Judiciário, ainda que em bases excepcionais, determinar, especialmente nas hipóteses de 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ políticas públicas definidas pela própria Constituição, sejam estas implementadas, sempre que os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- jurídicos que sobre eles incidem em caráter mandatório, vierem a comprometer, com a sua omissão, a eficácia e a integridade de direitos sociais e culturais impregnados de estatura constitucional.[...]' Não há dúvida quanto à possibilidade jurídica de determinação judicial para o Poder Executivo concretizar políticas públicas constitucionalmente definidas, como no presente caso, em que o comando constitucional exige, com absoluta prioridade, o oferecimento do ensino obrigatório, de acesso universal e gratuito, claramente definido no texto constitucional, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As peculiaridades históricas e sociais brasileiras determinam que, ao se completarem 20 anos da promulgação da Constituição de 1988, os poderes do Estado, vinculados aos comandos constitucionais, não meçam esforços para garantir a concretização do direito fundamental à educação. A educação é o principal instrumento que as sociedades democráticas possuem para promover a mobilidade social. É o acesso ao ensino que garante as condições necessárias para o desenvolvimento da pessoa, para o exercício da cidadania e dos direitos individuais e para a aquisição da consciência social indispensável para que a sociedade brasileira realize seus objetivos fundamentais (art. 3... da Constituição Federal de 1988). A Constituição assegura prioridade orçamentária para o atendimento das necessidades resultantes do ensino obrigatório. O artigo 212 da Constituição Federal, que assegura percentuais mínimos da receita dos entes da Federação para a educação, determina emseu parágrafo 3... que: 'Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ políticas públicas definidas pela própria Constituição, sejam estas implementadas, sempre que os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político- jurídicos que sobre eles incidem em caráter mandatório, vierem a comprometer, com a sua omissão, a eficácia e a integridade de direitos sociais e culturais impregnados de estatura constitucional.[...]' Não há dúvida quanto à possibilidade jurídica de determinação judicial para o Poder Executivo concretizar políticas públicas constitucionalmente definidas, como no presente caso, em que o comando constitucional exige, com absoluta prioridade, o oferecimento do ensino obrigatório, de acesso universal e gratuito, claramente definido no texto constitucional, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As peculiaridades históricas e sociais brasileiras determinam que, ao se completarem 20 anos da promulgação da Constituição de 1988, os poderes do Estado, vinculados aos comandos constitucionais, não meçam esforços para garantir a concretização do direito fundamental à educação. A educação é o principal instrumento que as sociedades democráticas possuem para promover a mobilidade social. É o acesso ao ensino que garante as condições necessárias para o desenvolvimento da pessoa, para o exercício da cidadania e dos direitos individuais e para a aquisição da consciência social indispensável para que a sociedade brasileira realize seus objetivos fundamentais (art. 3... da Constituição Federal de 1988). A Constituição assegura prioridade orçamentária para o atendimento das necessidades resultantes do ensino obrigatório. O artigo 212 da Constituição Federal, que assegura percentuais mínimos da receita dos entes da Federação para a educação, determina emseu parágrafo 3... que: 'Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. (...) § 3... A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, nos termos do plano nacional de educação. (...) § 4... A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei.' Tendo em vista a prioridade dada ao direito à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, é obrigatório para o Poder Executivo, ao elaborar o orçamento, contingenciar as verbas destinadas à implementação desses direitos. Por força do princípio da legalidade, não pode o Executivo agir discricionariamente quanto à conveniência ou não da implementação das políticas públicas de educação, constitucionalmente definidas. Se o Estado está obrigado (constitucional e legalmente) a implementar as políticas públicas destinadas às crianças e aos adolescentes, especialmente as de educação, deve assegurar recursos a esta área antes de fazê-lo a qualquer outra. O Poder Legislativo, igualmente vinculado às normas constitucionais relativas à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, deve verificar se foram efetivamente alocados os recursos públicos indispensáveis para a concretização destes direitos. A doutrina da 'reserva do possível', neste ponto, tem que ser utilizada com imensa cautela. A escassez de recursos públicos não pode ser utilizada, indiscriminadamente, para justificar a omissão Estatal na área da Educação. Registre-se que, se a realização de concurso público implica planejamento a longo prazo, e se a transferência de professores de outros municípios implicaria comprometer o 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. (...) § 3... A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, nos termos do plano nacional de educação. (...) § 4... A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei.' Tendo em vista a prioridade dada ao direito à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, é obrigatório para o Poder Executivo, ao elaborar o orçamento, contingenciar as verbas destinadas à implementação desses direitos. Por força do princípio da legalidade, não pode o Executivo agir discricionariamente quanto à conveniência ou não da implementação das políticas públicas de educação, constitucionalmente definidas. Se o Estado está obrigado (constitucional e legalmente) a implementar as políticas públicas destinadas às crianças e aos adolescentes, especialmente as de educação, deve assegurar recursos a esta área antes de fazê-lo a qualquer outra. O Poder Legislativo, igualmente vinculado às normas constitucionais relativas à educação e aos direitos das crianças e adolescentes, deve verificar se foram efetivamente alocados os recursos públicos indispensáveis para a concretização destes direitos. A doutrina da 'reserva do possível', neste ponto, tem que ser utilizada com imensa cautela. A escassez de recursos públicos não pode ser utilizada, indiscriminadamente, para justificar a omissão Estatal na área da Educação. Registre-se que, se a realização de concurso público implica planejamento a longo prazo, e se a transferência de professores de outros municípios implicaria comprometer o 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ ensino em outras localidades, sempre resta ao poder público a contratação temporária desses profissionais, mediante processo seletivo simplificado. Não há qualquer prova nos autos que justifique a falta de professores em sala de aula. Na hipótese, o oferecimento irregular do ensino obrigatório pelo Estado do Rio de Janeiro deve ser coibido, conforme já destacado. O Poder Judiciário não está a criar políticas públicas, nem usurpa a iniciativa do Poder Executivo. A análise dos documentos juntados aos autos demonstra a verossimilhança das alegações do autor da ação civil pública. Assim, destaca o acórdão impugnado: 'No caso em tela, o Ministério Público indicou concretamente a situação omissiva causada pelo Estado do Rio de Janeiro, ora Agravante, definindo claramente a lide e atendendo ao princípio do contraditório, trazendo a inicial (cf. fls. 38/47) argumentos embasados em provas colhidas junto aos representantes das unidades escolares da rede estadual do Município de São João de Meriti e deixa claro, ao menos em sede liminar, o descumprimento pelo ente estadual de seu dever de oferecer serviço público de educação adequado aos alunos que dele necessita.' (fl. 11-112 do anexo) Corrobora essa conclusão a declaração da Diretora da Escola Estadual do Parque Alian, que declarou: '(...) que a carência na escola continua; que a escola está carente de professores em língua inglesa, matemática, geografia, ciências, educação artística, ensino religioso, atividades complementares; que esta carência existe desde o início do ano letivo; que a SEE já tem conhecimento dessa carência; que apesar de todos os esforços da direção da escola para suprir a carência, ainda não houve solução para o problema; que também enviou ofício para a Coordenadoria de Educação noticiando o problema; que também já tornou pública a necessidade de professores exercerem a `dobra' nos turnos; que há alguns professores disponíveis e interessados em fazer a `dobra'; que tais 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ ensino em outras localidades, sempre resta ao poder público a contratação temporária desses profissionais, mediante processo seletivo simplificado. Não há qualquer prova nos autos que justifique a falta de professores em sala de aula. Na hipótese, o oferecimento irregular do ensino obrigatório pelo Estado do Rio de Janeiro deve ser coibido, conforme já destacado. O Poder Judiciário não está a criar políticas públicas, nem usurpa a iniciativa do Poder Executivo. A análise dos documentos juntados aos autos demonstra a verossimilhança das alegações do autor da ação civil pública. Assim, destaca o acórdão impugnado: 'No caso em tela, o Ministério Público indicou concretamente a situação omissiva causada pelo Estado do Rio de Janeiro, ora Agravante, definindo claramente a lide e atendendo ao princípio do contraditório, trazendo a inicial (cf. fls. 38/47) argumentos embasados em provas colhidas junto aos representantes das unidades escolares da rede estadual do Município de São João de Meriti e deixa claro, ao menos em sede liminar, o descumprimento pelo ente estadual de seu dever de oferecer serviço público de educação adequado aos alunos que dele necessita.' (fl. 11-112 do anexo) Corrobora essa conclusão a declaração da Diretora da Escola Estadual do Parque Alian, que declarou: '(...) que a carência na escola continua; que a escola está carente de professores em língua inglesa, matemática, geografia, ciências, educação artística, ensino religioso, atividades complementares; que esta carência existe desde o início do ano letivo; que a SEE já tem conhecimento dessa carência; que apesar de todos os esforços da direção da escola para suprir a carência, ainda não houve solução para o problema; que também enviou ofício para a Coordenadoria de Educação noticiando o problema; que também já tornou pública a necessidade de professores exercerem a `dobra' nos turnos; que há alguns professores disponíveis e interessados em fazer a `dobra'; que tais 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ professores seriam de geografia e educação artística; que apesar do interesse não há liberação de verba pelo Estado para o pagamento de tais períodos dobrados, através do pagamento de GLPS; que tem conhecimento de que a carência ocorre também em outras escolas estaduais do município; (...).' (fl. 84 do anexo) A decisão impugnada apenas determina o cumprimento de política pública constitucionalmente definida (art. 208, caput, I, § 1... e §2... e art. 210, caput e e § 2...) e especificada de maneira clara e concreta no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, inclusive quanto à forma de executá-la. Não há violação ao princípio da separação dos Poderes quando o Poder Judiciário determina ao Poder Executivo estadual o cumprimento do dever constitucional específico de oferecimento de ensino fundamental, pois a determinação é da própria Constituição, em razão da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (art. 208, § 1..., Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido é a lição de Christian Courtis e Victor Abramovich(ABRAMOVICH, Victor; COURTS, Christian, Los derechos sociales como derechos exigibles, Trotta, 2004, p. 251): 'Por ello, el Poder Judicial no tiene la tarea de diseñar políticas públicas, sino la de confrontar el diseño de políticas asumidas con los estándares jurídicos aplicables y ' en caso de hallar divergencias ' reenviar la cuestión a los poderes pertinentes para que ellos reaccionen ajustando su actividad en consecuencia. Cuando las normas constitucionales o legales fijen pautas para el diseño de políticas públicas y los poderes respectivos no hayan adoptado ninguna medida, corresponderá al Poder Judicial reprochar esa omisión y reenviarles la cuestión para que elaboren alguna medida. Esta dimensión de la actuación judicial puede ser conceptualizada como la participación en un <> entre los distintos poderes del Estado para la concreción del programa jurídico-político establecido por la constitución o por los pactos de derechos humanos.' (sem grifo no original) 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ professores seriam de geografia e educação artística; que apesar do interesse não há liberação de verba pelo Estado para o pagamento de tais períodos dobrados, através do pagamento de GLPS; que tem conhecimento de que a carência ocorre também em outras escolas estaduais do município; (...).' (fl. 84 do anexo) A decisão impugnada apenas determina o cumprimento de política pública constitucionalmente definida (art. 208, caput, I, § 1... e §2... e art. 210, caput e e § 2...) e especificada de maneira clara e concreta no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, inclusive quanto à forma de executá-la. Não há violação ao princípio da separação dos Poderes quando o Poder Judiciário determina ao Poder Executivo estadual o cumprimento do dever constitucional específico de oferecimento de ensino fundamental, pois a determinação é da própria Constituição, em razão da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (art. 208, § 1..., Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido é a lição de Christian Courtis e Victor Abramovich(ABRAMOVICH, Victor; COURTS, Christian, Los derechos sociales como derechos exigibles, Trotta, 2004, p. 251): 'Por ello, el Poder Judicial no tiene la tarea de diseñar políticas públicas, sino la de confrontar el diseño de políticas asumidas con los estándares jurídicos aplicables y ' en caso de hallar divergencias ' reenviar la cuestión a los poderes pertinentes para que ellos reaccionen ajustando su actividad en consecuencia. Cuando las normas constitucionales o legales fijen pautas para el diseño de políticas públicas y los poderes respectivos no hayan adoptado ninguna medida, corresponderá al Poder Judicial reprochar esa omisión y reenviarles la cuestión para que elaboren alguna medida. Esta dimensión de la actuación judicial puede ser conceptualizada como la participación en un <> entre los distintos poderes del Estado para la concreción del programa jurídico-político establecido por la constitución o por los pactos de derechos humanos.' (sem grifo no original) 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ Contudo, o acórdão manteve a fixação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Entendo que tão-somente neste ponto a decisão impugnada gera lesão à economia pública, ou seja, apenas quanto à fixação de multa por não cumprimento, em 10 dias, da determinação de suprir a carência de professores. Para se chegar a essa constatação, basta observar que a fixação de multa em valor elevado e sem limitação máxima constitui ônus excessivo ao Poder Público e à coletividade, pois impõe remanejamento financeiro das contas estaduais, em detrimento de outras políticas públicas estaduais de alta prioridade. Destaco, contudo, que não se impede a fixação de multa por descumprimento de decisão judicial. O que não se pode perder de vista é a possibilidade de vultoso prejuízo à coletividade, por multa fixada em decisão liminar baseada em juízo cognitivo sumário. Assim, não vislumbro grave lesão à ordem e economia públicas, com exceção da fixação de multa diária em valor demasiadamente elevado. Diante o exposto, defiro parcialmente o pedido de suspensão, tão-somente quanto à fixação de multa diária por descumprimento da ordem judicial, mantendo a determinação para que o Estado do Rio de Janeiro restabeleça o serviço de ensino, preenchendo o quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti/RJ, de forma a garantir que todos os estudantes recebam o conteúdo programático mínimo fixado. Publique-se. Comunique-se com urgência. Brasília, 14 de outubro de 2008” (DJe de 21/10/08). Sustentou o agravante que na ordem cuja suspensão pleiteou não se levaram em consideração as regras de competência para a execução da política pública educacional, tampouco se examinaram as medidas legislativas e executivas adotadas nesse âmbito ou se atuou em harmonia com elas, ressaltando que a atuação excepcional do Poder Judiciário nessa 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ Contudo, o acórdão manteve a fixação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Entendo que tão-somente neste ponto a decisão impugnada gera lesão à economia pública, ou seja, apenas quanto à fixação de multa por não cumprimento, em 10 dias, da determinação de suprir a carência de professores. Para se chegar a essa constatação, basta observar que a fixação de multa em valor elevado e sem limitação máxima constitui ônus excessivo ao Poder Público e à coletividade, pois impõe remanejamento financeiro das contas estaduais, em detrimento de outras políticas públicas estaduais de alta prioridade. Destaco, contudo, que não se impede a fixação de multa por descumprimento de decisão judicial. O que não se pode perder de vista é a possibilidade de vultoso prejuízo à coletividade, por multa fixada em decisão liminar baseada em juízo cognitivo sumário. Assim, não vislumbro grave lesão à ordem e economia públicas, com exceção da fixação de multa diária em valor demasiadamente elevado. Diante o exposto, defiro parcialmente o pedido de suspensão, tão-somente quanto à fixação de multa diária por descumprimento da ordem judicial, mantendo a determinação para que o Estado do Rio de Janeiro restabeleça o serviço de ensino, preenchendo o quadro de professores da rede estadual no Município de São João de Meriti/RJ, de forma a garantir que todos os estudantes recebam o conteúdo programático mínimo fixado. Publique-se. Comunique-se com urgência. Brasília, 14 de outubro de 2008” (DJe de 21/10/08). Sustentou o agravante que na ordem cuja suspensão pleiteou não se levaram em consideração as regras de competência para a execução da política pública educacional, tampouco se examinaram as medidas legislativas e executivas adotadas nesse âmbito ou se atuou em harmonia com elas, ressaltando que a atuação excepcional do Poder Judiciário nessa 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ seara deve ocorrer em face de omissão ou negligência quanto ao cumprimento de específico mandamento constitucional, jamais de forma substitutiva à atuação do Poder competente. Acrescentou que o direito à educação, segundo os dizeres do art. 211 da Constituição Federal, reclama atuação conjunta dos entes federativos, competindo aos estados não somente a atuação no ensino fundamental e médio, mas também a formulação de políticas regionais, atribuíveis e aplicáveis aos diversos municípios localizados em seu território. Portanto, decisões como a que ora se pretende suspender acarretam reflexos negativos para alunos de outros municípios igualmente carentes e, por conseguinte, trazem grave lesão à ordem administrativa. Além disso, o ajuizamento de ações civis públicas para a tutela, em cada município, de um bem indivisível como o direito à educação não se mostra adequada, dada a imposição constitucional de que haja uma disciplina legal e jurisdicional uniforme acerca do tema. Deve-se, mencionar, ainda, o potencial efeito multiplicador de uma decisão como a presentemente combatida, que poderá acarretar o aniquilamento do plano educacional estadual, com a completa transposição, para o Poder Judiciário, da competência para formular e implementar políticas educacionais no âmbito territorial do estado do Rio de Janeiro. Postulou, assim, seja reconsiderada a decisão atacada, ou submetido o presente agravo ao Plenário desta Suprema Corte. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso, por meio de parecer assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À DEFESA DE DIREITOS DE ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO SOB PENA DE MULTA DIÁRIA. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DESSA CORTE QUE DEFERIU PARCIALMENTE O PEDIDO DE SUSPENSÃO PARA SUSTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA DIÁRIA FIXADA NA DECISÃO IMPUGNADA. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ seara deve ocorrer em face de omissão ou negligência quanto ao cumprimento de específico mandamento constitucional, jamais de forma substitutiva à atuação do Poder competente. Acrescentou que o direito à educação, segundo os dizeres do art. 211 da Constituição Federal, reclama atuação conjunta dos entes federativos, competindo aos estados não somente a atuação no ensino fundamental e médio, mas também a formulação de políticas regionais, atribuíveis e aplicáveis aos diversos municípios localizados em seu território. Portanto, decisões como a que ora se pretende suspender acarretam reflexos negativos para alunos de outros municípios igualmente carentes e, por conseguinte, trazem grave lesão à ordem administrativa. Além disso, o ajuizamento de ações civis públicas para a tutela, em cada município, de um bem indivisível como o direito à educação não se mostra adequada, dada a imposição constitucional de que haja uma disciplina legal e jurisdicional uniforme acerca do tema. Deve-se, mencionar, ainda, o potencial efeito multiplicador de uma decisão como a presentemente combatida, que poderá acarretar o aniquilamento do plano educacional estadual, com a completa transposição, para o Poder Judiciário, da competência para formular e implementar políticas educacionais no âmbito territorial do estado do Rio de Janeiro. Postulou, assim, seja reconsiderada a decisão atacada, ou submetido o presente agravo ao Plenário desta Suprema Corte. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso, por meio de parecer assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À DEFESA DE DIREITOS DE ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO SOB PENA DE MULTA DIÁRIA. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DESSA CORTE QUE DEFERIU PARCIALMENTE O PEDIDO DE SUSPENSÃO PARA SUSTAR A IMPOSIÇÃO DA MULTA DIÁRIA FIXADA NA DECISÃO IMPUGNADA. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Relatório SL 263 AGR / RJ • Parecer pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ • Parecer pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B18B-F033-2E8D-34A8 e senha E8C8-8470-D9EB-2DC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): As razões elencadas pelo agravante não infirmam os fundamentos da decisão agravada, a qual, destarte, deve ser mantida inalterada, por seus próprios fundamentos, acrescidos do que se segue. Inicialmente, refuta-se a alegação de que o Poder Judiciário, ao impor ao Poder Executivo a ordem em análise, estaria assumindo para si a implementação de políticas públicas de educação no estado do Rio de Janeiro. Isso porque a situação retratada nos autos e que ensejou a intervenção do Ministério Público daquela unidade da Federação, bem como a prolação da ordem ora atacada, bem caracteriza a situação de omissão referida pelo ora agravante como justificadora da intervenção do Poder Judiciário. De há muito se encontra pacificado no âmbito desta Suprema Corte o entendimento de que a ausência de atuação por parte do poder público no tocante à efetiva implementação de políticas públicas consideradas essenciais pela Constituição Federal constitui omissão que pode e deve ser sanada pelo Poder Judiciário, máxime quando isso se verifica em matéria de educação pública de qualidade voltada a crianças e adolescentes, tal como ocorre no caso ora em análise. A situação aqui retratada não é nova. Tampouco se mostra o estado ora agravante muito cioso do cumprimento do preceito constitucional que lhe impõe atuar prioritariamente no ensino fundamental e médio, conforme se depreende dos fatos narrados nestes autos. Cite-se, por oportuno, recente precedente do Plenário desta Corte tomado por unanimidade de votos referente à mesma unidade da federação, ora recorrente: ”AGRAVOS REGIMENTAIS. SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. DECISÃO DA ORIGEM QUE IMPÔS A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): As razões elencadas pelo agravante não infirmam os fundamentos da decisão agravada, a qual, destarte, deve ser mantida inalterada, por seus próprios fundamentos, acrescidos do que se segue. Inicialmente, refuta-se a alegação de que o Poder Judiciário, ao impor ao Poder Executivo a ordem em análise, estaria assumindo para si a implementação de políticas públicas de educação no estado do Rio de Janeiro. Isso porque a situação retratada nos autos e que ensejou a intervenção do Ministério Público daquela unidade da Federação, bem como a prolação da ordem ora atacada, bem caracteriza a situação de omissão referida pelo ora agravante como justificadora da intervenção do Poder Judiciário. De há muito se encontra pacificado no âmbito desta Suprema Corte o entendimento de que a ausência de atuação por parte do poder público no tocante à efetiva implementação de políticas públicas consideradas essenciais pela Constituição Federal constitui omissão que pode e deve ser sanada pelo Poder Judiciário, máxime quando isso se verifica em matéria de educação pública de qualidade voltada a crianças e adolescentes, tal como ocorre no caso ora em análise. A situação aqui retratada não é nova. Tampouco se mostra o estado ora agravante muito cioso do cumprimento do preceito constitucional que lhe impõe atuar prioritariamente no ensino fundamental e médio, conforme se depreende dos fatos narrados nestes autos. Cite-se, por oportuno, recente precedente do Plenário desta Corte tomado por unanimidade de votos referente à mesma unidade da federação, ora recorrente: ”AGRAVOS REGIMENTAIS. SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. DECISÃO DA ORIGEM QUE IMPÔS A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 263 AGR / RJ ADOÇÃO DE MEDIDAS PARA GARANTIR O ACESSO DOS ALUNOS A SISTEMA EDUCACIONAL DE QUALIDADE, DETERMINANDO O CUMPRIMENTO DE POLÍTICA PÚBLICA CONSTITUCIONALMENTE DEFINIDA. CONTRACAUTELA PARCIALMENTE DEFERIDA APENAS PARA AFASTAR MULTA DIÁRIA IMPOSTA. AGRAVOS REGIMENTAIS DESPROVIDOS. I – A decisão agravada não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de tutela antecipada, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. II – Inexistem nos autos elementos hábeis a sustentar a pretensão recursal do Estado do Rio de Janeiro para suspender a parte do acórdão que fixa em trinta dias o prazo para o cumprimento de política pública constitucionalmente definida. III – Impõe-se a manutenção da suspensão da decisão que fixou multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) diários, sem limitação de tempo, imposta ao Poder Público, uma vez que pode gerar maior prejuízo à coletividade” (STA n 463-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), DJe de 16/3/16). Também não merece qualquer acolhida a assertiva de que a decisão agravada impede ao agravante a formulação de políticas regionais de educação, pois a situação de descalabro verificada nos autos permite concluir que essa inexiste, fato a legitimar – conforme supra assentado – a atuação, no caso, do Poder Judiciário, a partir do que, pode o agravante cuidar de elaborar as necessárias políticas públicas que o tema recomenda, e que até então inexistiam. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, mantendo-se, tal qual lançada, a decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Supremo Tribunal Federal SL 263 AGR / RJ ADOÇÃO DE MEDIDAS PARA GARANTIR O ACESSO DOS ALUNOS A SISTEMA EDUCACIONAL DE QUALIDADE, DETERMINANDO O CUMPRIMENTO DE POLÍTICA PÚBLICA CONSTITUCIONALMENTE DEFINIDA. CONTRACAUTELA PARCIALMENTE DEFERIDA APENAS PARA AFASTAR MULTA DIÁRIA IMPOSTA. AGRAVOS REGIMENTAIS DESPROVIDOS. I – A decisão agravada não ultrapassou os limites normativos para a suspensão de tutela antecipada, isto é, circunscreveu-se à análise dos pressupostos do pedido, quais sejam, juízo mínimo de delibação sobre a natureza constitucional da matéria de fundo e existência de grave lesão à ordem, à segurança, à saúde e à economia públicas, nos termos do disposto no art. 297 do RISTF. II – Inexistem nos autos elementos hábeis a sustentar a pretensão recursal do Estado do Rio de Janeiro para suspender a parte do acórdão que fixa em trinta dias o prazo para o cumprimento de política pública constitucionalmente definida. III – Impõe-se a manutenção da suspensão da decisão que fixou multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) diários, sem limitação de tempo, imposta ao Poder Público, uma vez que pode gerar maior prejuízo à coletividade” (STA n 463-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), DJe de 16/3/16). Também não merece qualquer acolhida a assertiva de que a decisão agravada impede ao agravante a formulação de políticas regionais de educação, pois a situação de descalabro verificada nos autos permite concluir que essa inexiste, fato a legitimar – conforme supra assentado – a atuação, no caso, do Poder Judiciário, a partir do que, pode o agravante cuidar de elaborar as necessárias políticas públicas que o tema recomenda, e que até então inexistiam. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, mantendo-se, tal qual lançada, a decisão agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 741E-D3AE-1737-1897 e senha F239-426A-C928-22D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 536F-0EE2-128B-EBF6 e senha E901-DADB-7AA7-C9AF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 263 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 536F-0EE2-128B-EBF6 e senha E901-DADB-7AA7-C9AF Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SL 263 AGR / RJ", "Agravo de Instrumento n 2008 . 002 . 02378", "ação civil pública n 2007 . 054 . 013573 - 5", "Agravo de Instrumento n 2008 . 002 . 02378", "ação civil pública n 2007 . 054 . 013573 - 5", "Agravo de Instrumento n 2008 . 002 . 02378", "Agravo de Instrumento n 2008 . 002 . 02378", "ação civil pública n 2007 . 067 . 001221 - 2", "ação civil pública n 2007 . 067 . 001221 - 2", "Rcl 497 - AgR / RS", "SS 2 . 187 - AgR / SC", "SS 2 . 465 / SC", "Rcl 497 - AgR / RS", "SS 2 . 187 - AgR / SC", "SS 2 . 465 / SC", "SS 846 - AgR / DF", "SS 1", "SS 846 - AgR / DF", "SS 1 . 272 - AgR / RJ", "AI 677 . 274 / SP", "AI", "-", "AgR 474 . 444 / SP", "Recurso Extraordinário - AgR 410 . 715 / SP", "Recurso Extraordinário 431 . 773 / SP", "AI 677 . 274 / SP", "AI 677 . 274 / SP", "AI", "-", "AgR 474 . 444 / SP", "Recurso Extraordinário - AgR 410 . 715 / SP", "Recurso Extraordinário 431 . 773 / SP", "AI 677 . 274 / SP", "SL 263 AGR / RJ", "STA n 463 - AgR / RJ", "STA n 463 - AgR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 206 , 227 da Constituição da República Federativa do Brasil", "arts . 1 . . . e 4 . . . caput , bem", "212 e 213 da Lei 8069 / 90", "inciso I do art . 3 . . . da", "Lei de Diretrizes Básicas", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 206 , 227 da Constituição da República Federativa do Brasil", "212 e 213 da Lei 8069 / 90", "Lei de Diretrizes Básicas", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 214 do Estatuto da Criança e do Adolescente", "art . 208 § 2 . . . da Carta Magna", "art . 54 § 2 . . . do Estatuto da Criança e do Adolescente", "artigos 205 a 214 da Constituição", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Lei Federal n 9 . 394 / 1996", "Estatuto da Criança", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 214 do Estatuto da Criança e do", "art . 208 § 2 . . . da Carta Magna", "art . 54 § 2 . . . do Estatuto da Criança e do Adolescente", "214 da Constituição", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Lei Federal n 9 . 394 / 1996", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 4 . 348 / 64", "8", ".", "437", "/", "92", "9", ".", "494", "/", "97", "art . 297 do RI / Supremo Tribunal Federal", "artigos 6 . . . e 205 a 214 da Constituição", "art . 227 , caput , da Constituição", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "art . 2 . . . ,", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 167 , III , todos da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 4 . 348 / 64", "8", ".", "437", "/", "92", "9", ".", "494", "/", "97", "art . 297 do RI / Supremo Tribunal Federal", "artigos 6 . . . e 205 a 214 da Constituição", "art . 227 , caput , da Constituição", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "art . 2 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 167 , III , todos da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AgR /", "RJ", "artigos 205 , 208 , 210 e 227 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 205 , 208 , 210 e 227 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 2 . . . da Constituição", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . ,", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 2 . . . da Constituição", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Constituição", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Pacto Internacional", "Decreto n 591", "Declaração Mundial sobre Educação para Todos", "artigo 214 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Constituição", "Estatuto da Criança", "Pacto", "Declaração Mundial sobre", "artigo 214 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 211 , § 2 . . .", "art . 208 , IV , da Lei Fundamental da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 208 , IV", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 211 , § 2 . .", "art . 208 , IV , da Lei Fundamental da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 208 , IV", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Constituição", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação", "Constituição de 1988", "art . 3 . . . da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "artigo 212 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação", "Constituição de 1988", "art . 3 . . . da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "artigo 212 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 208 , caput , I ,", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "art . 208 , § 1 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Constituição", "art . 208 , § 1 . . . ,", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 211 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 211 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 297 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 297 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Comarca de São João de Meriti / RJ", "Município de São João de Meriti", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Município de São João de Meriti", "município de São João de Meriti", "São João de Meriti", "São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Município de São João de Meriti", "município de", "São João de Meriti", "São João de Meriti", "São João de Meriti", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Município de São João de Mariti", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Município de São João de Mariti", "Município de São João de Meriti", "Município de Queimados", "Município de São João de Meriti", "Município de Queimados", "Estado do Rio de Janeiro", "Município de São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Município de São João de Meriti", "Estado do Rio de Janeiro", "Município de São João de Meriti", "Estado do Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Tailândia", "Estado do Rio de Janeiro", "Tailândia", "Município de São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "Estado do Rio de Janeiro", "Município de São João de Meriti / RJ", "Brasília", "Estado do Rio de Janeiro", "Município de São João de Meriti / RJ", "Brasília", "estado do Rio de Janeiro", "estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "12", ".", ".", ".", "Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Juizado da Infância , da Juventude e do Idoso da Comarca de São João de Meriti / RJ", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "12", ".", ".", ". Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Juizado da Infância , da Juventude e do Idoso da", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Promotoria de", "Conselho", "Escola", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "AGR", "/", "RJ", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Conselho Tutelar", "Escola Estadual", "Tribunal de Justiça", "Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro", "12", ".", ". . Câmara Cível", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça", "Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro", "12", ".", ". . Câmara Cível", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "AGR", "/", "RJ", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SL 263 AGR", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "JuS", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "JuS", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "AGR", "/", "RJ", "/", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "República Federativa do Brasil", "2", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "AGR", "/", "RJ", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "/", "Estado do", "Ministério Público", "Estado", "Escola Estadual do Parque", "SEE", "Coordenadoria", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "Estado do", "Ministério Público", "Estado do", "Escola Estadual do Parque Alian", "SEE", "Coordenadoria de Educação", "SL", "/", "RJ", "Trotta", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "RJ", "Trotta", "/", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "RJ", "Plenário desta Suprema Corte", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "REDE PÚBLICA DE ENSINO", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "Plenário desta Suprema Corte", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "REDE PÚBLICA DE ENSINO", "SL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "/", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Siro Darlan de Oliveira", "Heloisa Maria Daltro Leite", "Siro Darlan de Oliveira", "Heloisa Maria Daltro Leite", "Carlos Velloso", "Maurício Corrêa", "Nelson Jobim", "Carlos Velloso", "Maurício Corrêa", "Nelson Jobim", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Canaris", "Claus", "Wilhelm", "Canaris", "Canaris", "Claus", "Wilhelm", "Canaris", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Christian Courtis", "Victor Abramovich", "ABRAMOVICH", "Victor", "COURTS ,", "Christian", "Christian Courtis", "Victor Abramovich", "ABRAMOVICH", "Victor", "COURTS", "Christian", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "4", ".", "2001", "21", ".", "10", ".", "2003", "20", ".", "10", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "4", ".", "2001", "21", ".", "10", ".", "2003", "20", ".", "10", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "96", "18", ".", "5", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "96", "18", ".", "5", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "07", ".", "1992", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "07", ".", "1992", "março de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "09", ".", "2008", "17", ".", "08", ".", "2007", "03", ".", "02", ".", "2006", "22", ".", "10", ".", "2004", "30", ".", "09", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "09", ".", "2008", "17", ".", "08", ".", "2007", "03", ".", "02", ".", "2006", "22", ".", "10", ".", "2004", "30", ".", "09", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2008", "21", "/", "10", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2008", "21", "/", "10", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "3", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "3", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Intempestividade do recurso extraordinário. Precedentes. 1. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 2. O agravante não observou o prazo de 15 (quinze) dias úteis para a interposição do recurso extraordinário, segundo dispõe o § 5º do art. 1.003 do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910E-2C6D-91D9-BE12 e senha F080-FDD0-4026-0266 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1173600 ED-ED / MG unanimidade, em negar provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910E-2C6D-91D9-BE12 e senha F080-FDD0-4026-0266 Supremo Tribunal Federal ARE 1173600 ED-ED / MG unanimidade, em negar provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910E-2C6D-91D9-BE12 e senha F080-FDD0-4026-0266 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual rejeitou-se os primeiros embargos de declaração opostos contra decisão monocrática em que negou-se seguimento ao recurso extraordinário com agravo, em razão da intempestividade do recurso extraordinário. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos no recurso anteriormente oposto, no sentido da tempestividade do apelo extremo interposto no TJMG. No mais, tece considerações acerca do mérito da controvérsia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F44-31EC-2678-B004 e senha B9EA-1F78-42A5-DDE4 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual rejeitou-se os primeiros embargos de declaração opostos contra decisão monocrática em que negou-se seguimento ao recurso extraordinário com agravo, em razão da intempestividade do recurso extraordinário. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos no recurso anteriormente oposto, no sentido da tempestividade do apelo extremo interposto no TJMG. No mais, tece considerações acerca do mérito da controvérsia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F44-31EC-2678-B004 e senha B9EA-1F78-42A5-DDE4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3º do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar o embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). Conforme já consignado na decisão embargada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias úteis para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o § 5º do artigo 1.003 do novo Código de Processo Civil. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 11 de agosto de 2017, sexta-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 19 de dezembro de 2017, terça-feira, muito após o término do prazo. É, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3º do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar o embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). Conforme já consignado na decisão embargada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias úteis para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o § 5º do artigo 1.003 do novo Código de Processo Civil. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 11 de agosto de 2017, sexta-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 19 de dezembro de 2017, terça-feira, muito após o término do prazo. É, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1173600 ED-ED / MG portanto, intempestivo. “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I – O recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 883.633/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 23/9/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. Não foi observado o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o art. 508 do Código de Processo Civil.2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 937.287/MG-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Supremo Tribunal Federal ARE 1173600 ED-ED / MG portanto, intempestivo. “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I – O recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 883.633/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 23/9/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. Não foi observado o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o art. 508 do Código de Processo Civil.2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 937.287/MG-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1173600 ED-ED / MG de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Supremo Tribunal Federal ARE 1173600 ED-ED / MG de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7559-D5CF-603E-E29B e senha 2500-7DF0-146A-51FA Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7559-D5CF-603E-E29B e senha 2500-7DF0-146A-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) : ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) : VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA (068529/MG) EMBDO.(A/S) : JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA (126090/MG) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F393-3467-149A-2C2C e senha C3A1-8C32-77EF-8CB0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) : ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) : VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA (068529/MG) EMBDO.(A/S) : JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA (126090/MG) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F393-3467-149A-2C2C e senha C3A1-8C32-77EF-8CB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749383983
2019-02-22T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Intempestividade do recurso extraordinário. Precedentes. 1. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 2. O agravante não observou o prazo de 15 (quinze) dias úteis para a interposição do recurso extraordinário, segundo dispõe o § 5º do art. 1.003 do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur400007
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) ARE 1000456 ED-ED (2ªT). (RE, INTEMPESTIVIDADE) ARE 831172 AgR (1ªT), ARE 883633 AgR (TP), ARE 937287 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 10/05/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1173600
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01003 PAR-00005 ART-01021 PAR-00001 \n PAR-00004 ART-01024 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-ED-ED
acordaos
ARE 1173600 ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) : ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) : VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) : JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Intempestividade do recurso extraordinário. Precedentes. 1. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 2. O agravante não observou o prazo de 15 (quinze) dias úteis para a interposição do recurso extraordinário, segundo dispõe o § 5... do art. 1.003 do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910E-2C6D-91D9-BE12 e senha F080-FDD0-4026-0266 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1173600 ED-ED / MG unanimidade, em negar provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910E-2C6D-91D9-BE12 e senha F080-FDD0-4026-0266 Supremo Tribunal Federal ARE 1173600 ED-ED / MG unanimidade, em negar provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 910E-2C6D-91D9-BE12 e senha F080-FDD0-4026-0266 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual rejeitou-se os primeiros embargos de declaração opostos contra decisão monocrática em que negou-se seguimento ao recurso extraordinário com agravo, em razão da intempestividade do recurso extraordinário. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos no recurso anteriormente oposto, no sentido da tempestividade do apelo extremo interposto no TJMG. No mais, tece considerações acerca do mérito da controvérsia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F44-31EC-2678-B004 e senha B9EA-1F78-42A5-DDE4 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual rejeitou-se os primeiros embargos de declaração opostos contra decisão monocrática em que negou-se seguimento ao recurso extraordinário com agravo, em razão da intempestividade do recurso extraordinário. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos no recurso anteriormente oposto, no sentido da tempestividade do apelo extremo interposto no TJMG. No mais, tece considerações acerca do mérito da controvérsia. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F44-31EC-2678-B004 e senha B9EA-1F78-42A5-DDE4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3... do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar o embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). Conforme já consignado na decisão embargada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias úteis para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o § 5... do artigo 1.003 do novo Código de Processo Civil. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 11 de agosto de 2017, sexta-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 19 de dezembro de 2017, terça-feira, muito após o término do prazo. É, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3... do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar o embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). Conforme já consignado na decisão embargada, a parte agravante não observou o prazo recursal de 15 (quinze) dias úteis para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o § 5... do artigo 1.003 do novo Código de Processo Civil. Com efeito, o acórdão recorrido foi publicado em 11 de agosto de 2017, sexta-feira. O apelo extremo, todavia, foi protocolado somente em 19 de dezembro de 2017, terça-feira, muito após o término do prazo. É, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1173600 ED-ED / MG portanto, intempestivo. “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I – O recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 883.633/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 23/9/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. Não foi observado o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o art. 508 do Código de Processo Civil.2. Agravo regimental não provido” (ARE n 937.287/MG-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Supremo Tribunal Federal ARE 1173600 ED-ED / MG portanto, intempestivo. “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I – O recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 883.633/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 23/9/16). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. Não foi observado o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário, conforme estabelece o art. 508 do Código de Processo Civil.2. Agravo regimental não provido” (ARE n 937.287/MG-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/6/16). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. O recurso extraordinário não pode ser conhecido por ser intempestivo, uma vez que a parte recorrente protocolou a petição quando já transcorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 508 do Código de Processo Civil, contados após a publicação do acórdão em que o Tribunal de origem rejeitou os embargos de declaração. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 831.172/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1173600 ED-ED / MG de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Supremo Tribunal Federal ARE 1173600 ED-ED / MG de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 865F-91CB-D026-93A9 e senha 930E-DD50-3719-3D4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7559-D5CF-603E-E29B e senha 2500-7DF0-146A-51FA Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) :ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) :VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA EMBDO.(A/S) :JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) :EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7559-D5CF-603E-E29B e senha 2500-7DF0-146A-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) : ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) : VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA (068529/MG) EMBDO.(A/S) : JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA (126090/MG) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F393-3467-149A-2C2C e senha C3A1-8C32-77EF-8CB0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ATILA EDER PENA CARIA EMBTE.(S) : ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA ADV.(A/S) : VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA (068529/MG) EMBDO.(A/S) : JOSE MILTON PEREIRA ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA (126090/MG) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao recurso, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F393-3467-149A-2C2C e senha C3A1-8C32-77EF-8CB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1173600 ED - ED / MG", "RTJ 145 / 664", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "ARE n . 1 . 000 . 456 - ED - ED", "AI 243 . 159 - ED /", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "ARE n . 1 . 000 . 456 - ED - ED", "ARE n 883 . 633 / SP - AgR", "ARE n 937 . 287 / MG - AgR", "ARE n 831 . 172 / DF - AgR", "ARE 1173600 ED - ED / MG", "ARE n 883 . 633 / SP - AgR", "ARE n 937 . 287 / MG - AgR", "ARE n 831 . 172 / DF - AgR", "AGRAVO 1 . 173 . 600" ], "LEGISLACAO": [ "§ 5 . . . do art . 1 . 003 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "art . 1 . 024 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 003 do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 1 . 024 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 003 do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 508 do Código de Processo Civil", "art . 508 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 508 do Código de Processo Civil", "art . 508 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TJMG", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TJMG", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ATILA EDER PENA", "ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA", "VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA", "JOSE MILTON PEREIRA", "EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA", "Marco", "Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ATILA EDER PENA CARIA", "ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA", "VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA", "JOSE MILTON PEREIRA", "EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "ATILA EDER PENA CARIA", "ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA", "VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA", "JOSE MILTON PEREIRA", "EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "ATILA EDER PENA CARIA", "ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA", "JOSE MILTON PEREIRA", "EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ATILA EDER", "ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA", "VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA", "JOSE MILTON PEREIRA", "EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ATILA", "ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA", "VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA", "JOSE MILTON PEREIRA", "EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ATILA EDER PENA CARIA", "ELISANGELA DA FONSECA VIEIRA CARIA", "VICENTE PAULO CARVALHO PEREIRA", "JOSE MILTON PEREIRA", "EDUARDO AUGUSTO RIBEIRO DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", "/", "5", "/", "17", "11 de agosto de 2017", "19 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", "/", "5", "/", "17", "11 de agosto de 2017", "19 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "9", "/", "16", "3", "/", "6", "/", "16", "31", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "9", "/", "16", "3", "/", "6", "/", "16", "31", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) :JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO AO DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.367/DF. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A MATÉRIA E O PRECEDENTE APONTADO COMO PARADIGMA. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES: INAPLICABILIDADE. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO: IMPOSSIBILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CED9-77F3-2961-25AC e senha 826F-4D0A-55A5-189E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) :JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME contra decisão do Corregedor Nacional de Justiça, que, no Pedido de Providências n. 0005914-60.2009.2.00.0000, teria descumprido a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Na ADI nº 3.367/DF, a Suprema Corte pronunciou-se, dentre outros temas, no sentido de que a criação do CNJ pela EC nº 45/2004 - com a alteração orgânica e a redistribuição de competências relativas à autonomia administrativa, financeira e disciplinar previstas originariamente na Constituição aos órgãos do Poder Judiciário - não violou o postulado da separação dos Poderes (CF/88, art. 2º). Diferentemente, a matéria em debate na presente reclamatória consiste em saber se o CNJ, ao decidir o PP nº 0005914- 60.2009.2.00.0000, adentrou em eventual matéria já submetida e decidida por órgão do Poder Judiciário com competência para conhecer e julgar dos elementos de prova relacionados a ato de titular de serventia notarial e de registro praticados em cumprimento à decisão transitada em julgado na Ação Discriminatória nº 335/82. Em outras palavras, a pretensão de BOLT’STEEL INDUSTRIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) :JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME contra decisão do Corregedor Nacional de Justiça, que, no Pedido de Providências n. 0005914-60.2009.2.00.0000, teria descumprido a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Na ADI nº 3.367/DF, a Suprema Corte pronunciou-se, dentre outros temas, no sentido de que a criação do CNJ pela EC nº 45/2004 - com a alteração orgânica e a redistribuição de competências relativas à autonomia administrativa, financeira e disciplinar previstas originariamente na Constituição aos órgãos do Poder Judiciário - não violou o postulado da separação dos Poderes (CF/88, art. 2º). Diferentemente, a matéria em debate na presente reclamatória consiste em saber se o CNJ, ao decidir o PP nº 0005914- 60.2009.2.00.0000, adentrou em eventual matéria já submetida e decidida por órgão do Poder Judiciário com competência para conhecer e julgar dos elementos de prova relacionados a ato de titular de serventia notarial e de registro praticados em cumprimento à decisão transitada em julgado na Ação Discriminatória nº 335/82. Em outras palavras, a pretensão de BOLT’STEEL INDUSTRIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RCL 30715 AGR / TO DE AUTOPEÇAS LTDA – ME com a presente reclamação é que o STF conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória nº 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula nº 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO, uma vez que: a) não há indicação específica das matrículas ressalvadas na decisão judicial transitada em julgado na Ação Discriminatória nº 335/82, e b) as pessoas referidas na Matrícula nº 54.826 já teriam sido indenizadas pelo Estado do Tocantins quando efetivado o cancelamento do registro em razão da decisão na Ação Discriminatória nº 335/82. A matéria em debate na presente reclamatória, de índole eminentemente concreta, não foi objeto de pronunciamento do STF na ADI nº 3.367/DF, na qual se debateu os limites ao poder constituinte reformador com fundamento na cláusula pétrea da “separação dos Poderes” (CF/88, art. 60, §4º), em sede abstrata de controle de constitucionalidade da EC nº 45/2004. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. Vide precedentes: (…) A presente reclamatória é proposta por BOLT’STEEL INDUSTRIA DE AUTOPEÇAS LTDA – ME a fim de provocar esta Suprema Corte a se manifestar, originariamente, sobre temática relacionada a eventual interesse econômico decorrente do cumprimento, pelo titular do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO. No entanto, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do STF: (…) Consigno, por fim, que verifiquei que os subscritores da peça vestibular integram a Sociedade Civil de Advogados Júlio Solimar & Advogados Associados, conforme procuração anexa (eDoc. 2), quem coincidentemente ajuizou a Rcl nº 30.367/TO, bem como o MS nº 32.096/DF, em caso idêntico ao dos presentes autos, cuja solução já era de ciência dos causídicos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO DE AUTOPEÇAS LTDA – ME com a presente reclamação é que o STF conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória nº 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula nº 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO, uma vez que: a) não há indicação específica das matrículas ressalvadas na decisão judicial transitada em julgado na Ação Discriminatória nº 335/82, e b) as pessoas referidas na Matrícula nº 54.826 já teriam sido indenizadas pelo Estado do Tocantins quando efetivado o cancelamento do registro em razão da decisão na Ação Discriminatória nº 335/82. A matéria em debate na presente reclamatória, de índole eminentemente concreta, não foi objeto de pronunciamento do STF na ADI nº 3.367/DF, na qual se debateu os limites ao poder constituinte reformador com fundamento na cláusula pétrea da “separação dos Poderes” (CF/88, art. 60, §4º), em sede abstrata de controle de constitucionalidade da EC nº 45/2004. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. Vide precedentes: (…) A presente reclamatória é proposta por BOLT’STEEL INDUSTRIA DE AUTOPEÇAS LTDA – ME a fim de provocar esta Suprema Corte a se manifestar, originariamente, sobre temática relacionada a eventual interesse econômico decorrente do cumprimento, pelo titular do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO. No entanto, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do STF: (…) Consigno, por fim, que verifiquei que os subscritores da peça vestibular integram a Sociedade Civil de Advogados Júlio Solimar & Advogados Associados, conforme procuração anexa (eDoc. 2), quem coincidentemente ajuizou a Rcl nº 30.367/TO, bem como o MS nº 32.096/DF, em caso idêntico ao dos presentes autos, cuja solução já era de ciência dos causídicos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 30715 AGR / TO 2. Publicada essa decisão no DJe de 1º.8.2018, Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME interpõe tempestivamente, em 15.8.2018, agravo regimental (doc. 20). 3. A agravante alega que, “considerando que: (a) o OBJETO da Reclamação 30.715 é a contraposição do ato decisório do CNJ que legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4º da CRFB/88, qual seja, para reexaminar e propor mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; e (b) que o STF já se manifestou inúmeras vezes, com fundamento na ADI 3.367, pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; é inevitável concluir que a decisão Administrativa do CNJ que legitima competência correcional para além do decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre a competência prevista no artigo 103-B, § 4º da CRFB/88, contraria o paradigma decisória invocado como arresto pela autora” (sic, fl. 3, doc. 20). Argumenta que “tal conclusão independe de reanálise de qualquer matéria probatória referente a ação discriminatória ou seus autos, como afirma o eminente Ministro Relator ao inferir que a pretensão da Reclamante com a presente reclamação é que o STF conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória nº 335/82” (fl. 4, doc. 20). Insiste que “o ato reclamado sobrepõe claramente a competência constitucional destinada pela Constituição Federal de 1988 ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 5, doc. 20). Ressalta que “a RCL 30.715 sequer ventila qualquer discussão sobre “DESPACHO homologatório de cumprimento de sentença” em oposição ao CNJ em controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial” (fl. 7, doc. 20). Salienta que “a RCL 30.715, por seu conteúdo, preenche o requisito da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO 2. Publicada essa decisão no DJe de 1º.8.2018, Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME interpõe tempestivamente, em 15.8.2018, agravo regimental (doc. 20). 3. A agravante alega que, “considerando que: (a) o OBJETO da Reclamação 30.715 é a contraposição do ato decisório do CNJ que legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4º da CRFB/88, qual seja, para reexaminar e propor mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; e (b) que o STF já se manifestou inúmeras vezes, com fundamento na ADI 3.367, pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; é inevitável concluir que a decisão Administrativa do CNJ que legitima competência correcional para além do decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre a competência prevista no artigo 103-B, § 4º da CRFB/88, contraria o paradigma decisória invocado como arresto pela autora” (sic, fl. 3, doc. 20). Argumenta que “tal conclusão independe de reanálise de qualquer matéria probatória referente a ação discriminatória ou seus autos, como afirma o eminente Ministro Relator ao inferir que a pretensão da Reclamante com a presente reclamação é que o STF conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória nº 335/82” (fl. 4, doc. 20). Insiste que “o ato reclamado sobrepõe claramente a competência constitucional destinada pela Constituição Federal de 1988 ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 5, doc. 20). Ressalta que “a RCL 30.715 sequer ventila qualquer discussão sobre “DESPACHO homologatório de cumprimento de sentença” em oposição ao CNJ em controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial” (fl. 7, doc. 20). Salienta que “a RCL 30.715, por seu conteúdo, preenche o requisito da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 30715 AGR / TO aderência estrita do ato reclamado ao conteúdo do paradigma”, pois “o julgamento da ADI 3.367 analisou a constitucionalidade da Emenda Constitucional 45/2004” e, “em seu conteúdo, a Emenda estipulou expressamente a competência destinada ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 8, doc. 20). Alerta que “a decisão reclamada, legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4º da CRFB/88, por aprovar relatório correcional que reexamina e propõem mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 9, doc. 20). Pondera que “advertir litigância má-fé com fundamento em processos alheios ou em solução diferente ao demandado, afronta o princípio da inafastabilidade da jurisdição, e suprime direito subjetivo da autora” (sic, fl. 11, doc. 20). Pede “se conheça do recurso, e que dê provimento ao mesmo [e] seja decretada nulidade da decisão recorrida, por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir, decidindo sobre objeto diverso ao demandado e fundamentada em fatos e questões jamais suscitadas na demanda, e se possível, que seja julgado o mérito da RCL cassando o ato reclamado”(fls. 11- 12, doc. 20). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO aderência estrita do ato reclamado ao conteúdo do paradigma”, pois “o julgamento da ADI 3.367 analisou a constitucionalidade da Emenda Constitucional 45/2004” e, “em seu conteúdo, a Emenda estipulou expressamente a competência destinada ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 8, doc. 20). Alerta que “a decisão reclamada, legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4º da CRFB/88, por aprovar relatório correcional que reexamina e propõem mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 9, doc. 20). Pondera que “advertir litigância má-fé com fundamento em processos alheios ou em solução diferente ao demandado, afronta o princípio da inafastabilidade da jurisdição, e suprime direito subjetivo da autora” (sic, fl. 11, doc. 20). Pede “se conheça do recurso, e que dê provimento ao mesmo [e] seja decretada nulidade da decisão recorrida, por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir, decidindo sobre objeto diverso ao demandado e fundamentada em fatos e questões jamais suscitadas na demanda, e se possível, que seja julgado o mérito da RCL cassando o ato reclamado”(fls. 11- 12, doc. 20). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as suas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico ou que o órgão judicial de instância superior tenha a competência resguardada. A reclamação não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbirem decisões sem que se atenham à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a serem solucionados juridicamente. 3. Conforme assentado na decisão agravada, não há identidade material entre a situação posta nos autos e o que decidido no precedente apontado como paradigma. Em 13.4.2005, este Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Direta de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as suas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico ou que o órgão judicial de instância superior tenha a competência resguardada. A reclamação não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbirem decisões sem que se atenham à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a serem solucionados juridicamente. 3. Conforme assentado na decisão agravada, não há identidade material entre a situação posta nos autos e o que decidido no precedente apontado como paradigma. Em 13.4.2005, este Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Direta de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO Inconstitucionalidade n. 3.367/DF e declarou a constitucionalidade das normas pelas quais instituído o Conselho Nacional de Justiça. Pela decisão reclamada, proferida pelo Ministro Corregedor do Conselho Nacional de Justiça no Pedido de Providência n. 0005914- 60.2009.2.00.0000, reconheceu-se ter havido o cancelamento indevido de vários registros e determinou-se fossem “tornadas sem efeito as averbações de cancelamento relacionadas nos Anexos I, III e IV, de modo que sejam restaurados os registros aquisitivos de cada um dos proprietários que figuram nessas matrículas, averbando-se também que a origem da propriedade do transmitente, o Estado do Tocantins, seja a Matrícula 30.770, em razão do decidido na Ação Discriminatória 335/82, e não mais a matrícula que tinha constado inicialmente como origem da propriedade transmitida aos particulares (matrícula 2760 ou outra que tenha constado)”(doc. 14). A agravante alega o descumprimento do que decidido no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, na qual este Supremo Tribunal teria se manifestado “pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 3, doc. 20). A questão referente ao cancelamento de registros levados a efeito pelo que decidido na Ação Discriminatória n. 335/1982 não foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. Conforme assentado pelo Ministro Dias Toffoli, a agravante pretende utilizar a presente reclamação como atalho processual para fazer chegar a este Supremo Tribunal a análise de “fatos e provas relativos à Ação Discriminatória nº 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula nº 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO” (fl. 3, doc. 18). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO Inconstitucionalidade n. 3.367/DF e declarou a constitucionalidade das normas pelas quais instituído o Conselho Nacional de Justiça. Pela decisão reclamada, proferida pelo Ministro Corregedor do Conselho Nacional de Justiça no Pedido de Providência n. 0005914- 60.2009.2.00.0000, reconheceu-se ter havido o cancelamento indevido de vários registros e determinou-se fossem “tornadas sem efeito as averbações de cancelamento relacionadas nos Anexos I, III e IV, de modo que sejam restaurados os registros aquisitivos de cada um dos proprietários que figuram nessas matrículas, averbando-se também que a origem da propriedade do transmitente, o Estado do Tocantins, seja a Matrícula 30.770, em razão do decidido na Ação Discriminatória 335/82, e não mais a matrícula que tinha constado inicialmente como origem da propriedade transmitida aos particulares (matrícula 2760 ou outra que tenha constado)”(doc. 14). A agravante alega o descumprimento do que decidido no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, na qual este Supremo Tribunal teria se manifestado “pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 3, doc. 20). A questão referente ao cancelamento de registros levados a efeito pelo que decidido na Ação Discriminatória n. 335/1982 não foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. Conforme assentado pelo Ministro Dias Toffoli, a agravante pretende utilizar a presente reclamação como atalho processual para fazer chegar a este Supremo Tribunal a análise de “fatos e provas relativos à Ação Discriminatória nº 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula nº 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO” (fl. 3, doc. 18). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO Quando não há estrita identidade material entre a decisão reclamada e a decisão tida por descumprida, este Supremo Tribunal julga incabível a reclamação: Rcl n. 31.769-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.11.2018; Rcl n. 30.553-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.10.2018; Rcl n. 28.625-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018; Rcl n. 29.137-ED-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018; Rcl n. 29.364-AgR/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.4.2018; e Rcl n. 25.071-AgR/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.10.2017. Em 11.9.2018, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal julgou reclamação análoga à presente e decidiu pela ausência de identidade material entre a questão posta na decisão reclamada e o discutido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF: “EMENTA Agravo regimental na reclamação. ADI nº 3.367/DF. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma. Utilização da reclamação constitucional como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 2. É inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa” (Rcl n. 30.367- AgR/TO, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 17.10.2018). 4. A agravante parece basear o pedido no que acredita terem sido os fundamentos determinantes aproveitados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, alegadamente não observados pela autoridade reclamada. A aplicação da teoria dos motivos determinantes não é acolhida por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO Quando não há estrita identidade material entre a decisão reclamada e a decisão tida por descumprida, este Supremo Tribunal julga incabível a reclamação: Rcl n. 31.769-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.11.2018; Rcl n. 30.553-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.10.2018; Rcl n. 28.625-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018; Rcl n. 29.137-ED-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018; Rcl n. 29.364-AgR/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.4.2018; e Rcl n. 25.071-AgR/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.10.2017. Em 11.9.2018, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal julgou reclamação análoga à presente e decidiu pela ausência de identidade material entre a questão posta na decisão reclamada e o discutido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF: “EMENTA Agravo regimental na reclamação. ADI nº 3.367/DF. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma. Utilização da reclamação constitucional como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 2. É inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa” (Rcl n. 30.367- AgR/TO, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 17.10.2018). 4. A agravante parece basear o pedido no que acredita terem sido os fundamentos determinantes aproveitados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, alegadamente não observados pela autoridade reclamada. A aplicação da teoria dos motivos determinantes não é acolhida por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO este Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: Rcl n. 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, DJe 16.9.2009; Rcl n. 5.389-AgR/PA, de minha relatoria, DJe 19.12.2007; Rcl n. 9.778-AgR/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.11.2011; Rcl n. 9.294-AgR/RN, Relator o Ministro Dias Toffolli, Plenário, DJe 3.11.2011; Rcl n. 6.319-AgR/SC, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 6.8.2010; Rcl n. 3.014/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 21.5.2010; Rcl n. 2.475-AgR/MG, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe 31.1.2008; Rcl n. 4.448-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.8.2008; Rcl n. 2.990-AgR/RN, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 14.9.2007; Rcl n. 5.365-MC/SC, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 15.8.2007; e Rcl n. 5.087-MC/SE, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 18.5.2007. 5. Pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal desautoriza-se o uso da reclamação como sucedâneo recursal. Assim, por exemplo: “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO este Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: Rcl n. 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, DJe 16.9.2009; Rcl n. 5.389-AgR/PA, de minha relatoria, DJe 19.12.2007; Rcl n. 9.778-AgR/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.11.2011; Rcl n. 9.294-AgR/RN, Relator o Ministro Dias Toffolli, Plenário, DJe 3.11.2011; Rcl n. 6.319-AgR/SC, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 6.8.2010; Rcl n. 3.014/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 21.5.2010; Rcl n. 2.475-AgR/MG, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe 31.1.2008; Rcl n. 4.448-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.8.2008; Rcl n. 2.990-AgR/RN, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 14.9.2007; Rcl n. 5.365-MC/SC, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 15.8.2007; e Rcl n. 5.087-MC/SE, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 18.5.2007. 5. Pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal desautoriza-se o uso da reclamação como sucedâneo recursal. Assim, por exemplo: “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 6. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 6. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 PROCED. : TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) : JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR (4300/TO) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCE-E187-6EEB-2C17 e senha 60D4-767A-74AC-1F63 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 PROCED. : TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) : JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR (4300/TO) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCE-E187-6EEB-2C17 e senha 60D4-767A-74AC-1F63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749570885
2019-03-22T00:00:00
2019-04-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO AO DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.367/DF. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A MATÉRIA E O PRECEDENTE APONTADO COMO PARADIGMA. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES: INAPLICABILIDADE. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO: IMPOSSIBILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur401659
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, AUSÊNCIA, IDENTIDADE, DECISÃO RECLAMADA) Rcl 25071 AgR (1ªT), Rcl 29137 ED (2ªT), Rcl 29364 AgR (1ªT), Rcl 28625 AgR (2ªT), Rcl 30553 AgR (1ªT), Rcl 31769 AgR (1ªT). (TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES) Rcl 3014 (TP), Rcl 2475 AgR (TP), Rcl 2990 AgR (TP), Rcl 5389 AgR (1ªT), Rcl 5703 AgR (TP), Rcl 4448 AgR (TP), Rcl 6319 AgR (TP), Rcl 9778 AgR (TP), Rcl 9294 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 10036 AgR (TP), Rcl 29315 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES) Rcl 5087 MC, Rcl 5365 MC. - Veja ADI 3367 do STF. - Veja Pedido de Providência 0005914-60.2009.2.00.0000, do Ministro Corregedor do Conselho Nacional de Justiça. Número de páginas: 11. Análise: 16/09/2019, JSF.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
30715
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-00105 \n INC-00001 LET-F\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 30715 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BOLT&apos;STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) : JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) :JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO AO DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.367/DF. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A MATÉRIA E O PRECEDENTE APONTADO COMO PARADIGMA. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES: INAPLICABILIDADE. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO: IMPOSSIBILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CED9-77F3-2961-25AC e senha 826F-4D0A-55A5-189E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) :JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME contra decisão do Corregedor Nacional de Justiça, que, no Pedido de Providências n. 0005914-60.2009.2.00.0000, teria descumprido a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Na ADI n 3.367/DF, a Suprema Corte pronunciou-se, dentre outros temas, no sentido de que a criação do CNJ pela EC n 45/2004 - com a alteração orgânica e a redistribuição de competências relativas à autonomia administrativa, financeira e disciplinar previstas originariamente na Constituição aos órgãos do Poder Judiciário - não violou o postulado da separação dos Poderes (Constituição Federal de 1988/88, art. 2...). Diferentemente, a matéria em debate na presente reclamatória consiste em saber se o CNJ, ao decidir o PP n 0005914- 60.2009.2.00.0000, adentrou em eventual matéria já submetida e decidida por órgão do Poder Judiciário com competência para conhecer e julgar dos elementos de prova relacionados a ato de titular de serventia notarial e de registro praticados em cumprimento à decisão transitada em julgado na Ação Discriminatória n 335/82. Em outras palavras, a pretensão de BOLT’STEEL INDUSTRIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) :JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME contra decisão do Corregedor Nacional de Justiça, que, no Pedido de Providências n. 0005914-60.2009.2.00.0000, teria descumprido a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Na ADI n 3.367/DF, a Suprema Corte pronunciou-se, dentre outros temas, no sentido de que a criação do CNJ pela EC n 45/2004 - com a alteração orgânica e a redistribuição de competências relativas à autonomia administrativa, financeira e disciplinar previstas originariamente na Constituição aos órgãos do Poder Judiciário - não violou o postulado da separação dos Poderes (Constituição Federal de 1988/88, art. 2...). Diferentemente, a matéria em debate na presente reclamatória consiste em saber se o CNJ, ao decidir o PP n 0005914- 60.2009.2.00.0000, adentrou em eventual matéria já submetida e decidida por órgão do Poder Judiciário com competência para conhecer e julgar dos elementos de prova relacionados a ato de titular de serventia notarial e de registro praticados em cumprimento à decisão transitada em julgado na Ação Discriminatória n 335/82. Em outras palavras, a pretensão de BOLT’STEEL INDUSTRIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RCL 30715 AGR / TO DE AUTOPEÇAS LTDA – ME com a presente reclamação é que o Supremo Tribunal Federal conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória n 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula n 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO, uma vez que: a) não há indicação específica das matrículas ressalvadas na decisão judicial transitada em julgado na Ação Discriminatória n 335/82, e b) as pessoas referidas na Matrícula n 54.826 já teriam sido indenizadas pelo Estado do Tocantins quando efetivado o cancelamento do registro em razão da decisão na Ação Discriminatória n 335/82. A matéria em debate na presente reclamatória, de índole eminentemente concreta, não foi objeto de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal na ADI n 3.367/DF, na qual se debateu os limites ao poder constituinte reformador com fundamento na cláusula pétrea da “separação dos Poderes” (Constituição Federal de 1988/88, art. 60, §4...), em sede abstrata de controle de constitucionalidade da EC n 45/2004. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. Vide precedentes: (…) A presente reclamatória é proposta por BOLT’STEEL INDUSTRIA DE AUTOPEÇAS LTDA – ME a fim de provocar esta Suprema Corte a se manifestar, originariamente, sobre temática relacionada a eventual interesse econômico decorrente do cumprimento, pelo titular do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO. No entanto, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: (…) Consigno, por fim, que verifiquei que os subscritores da peça vestibular integram a Sociedade Civil de Advogados Júlio Solimar & Advogados Associados, conforme procuração anexa (eDoc. 2), quem coincidentemente ajuizou a Rcl n 30.367/TO, bem como o MS n 32.096/DF, em caso idêntico ao dos presentes autos, cuja solução já era de ciência dos causídicos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO DE AUTOPEÇAS LTDA – ME com a presente reclamação é que o Supremo Tribunal Federal conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória n 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula n 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO, uma vez que: a) não há indicação específica das matrículas ressalvadas na decisão judicial transitada em julgado na Ação Discriminatória n 335/82, e b) as pessoas referidas na Matrícula n 54.826 já teriam sido indenizadas pelo Estado do Tocantins quando efetivado o cancelamento do registro em razão da decisão na Ação Discriminatória n 335/82. A matéria em debate na presente reclamatória, de índole eminentemente concreta, não foi objeto de pronunciamento do Supremo Tribunal Federal na ADI n 3.367/DF, na qual se debateu os limites ao poder constituinte reformador com fundamento na cláusula pétrea da “separação dos Poderes” (Constituição Federal de 1988/88, art. 60, §4...), em sede abstrata de controle de constitucionalidade da EC n 45/2004. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo do paradigma é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. Vide precedentes: (…) A presente reclamatória é proposta por BOLT’STEEL INDUSTRIA DE AUTOPEÇAS LTDA – ME a fim de provocar esta Suprema Corte a se manifestar, originariamente, sobre temática relacionada a eventual interesse econômico decorrente do cumprimento, pelo titular do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO. No entanto, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: (…) Consigno, por fim, que verifiquei que os subscritores da peça vestibular integram a Sociedade Civil de Advogados Júlio Solimar & Advogados Associados, conforme procuração anexa (eDoc. 2), quem coincidentemente ajuizou a Rcl n 30.367/TO, bem como o MS n 32.096/DF, em caso idêntico ao dos presentes autos, cuja solução já era de ciência dos causídicos”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 30715 AGR / TO 2. Publicada essa decisão no DJe de 1....8.2018, Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME interpõe tempestivamente, em 15.8.2018, agravo regimental (doc. 20). 3. A agravante alega que, “considerando que: (a) o OBJETO da Reclamação 30.715 é a contraposição do ato decisório do CNJ que legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4... da CRFB/88, qual seja, para reexaminar e propor mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; e (b) que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou inúmeras vezes, com fundamento na ADI 3.367, pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; é inevitável concluir que a decisão Administrativa do CNJ que legitima competência correcional para além do decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre a competência prevista no artigo 103-B, § 4... da CRFB/88, contraria o paradigma decisória invocado como arresto pela autora” (sic, fl. 3, doc. 20). Argumenta que “tal conclusão independe de reanálise de qualquer matéria probatória referente a ação discriminatória ou seus autos, como afirma o eminente Ministro Relator ao inferir que a pretensão da Reclamante com a presente reclamação é que o Supremo Tribunal Federal conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória n 335/82” (fl. 4, doc. 20). Insiste que “o ato reclamado sobrepõe claramente a competência constitucional destinada pela Constituição Federal de 1988 ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 5, doc. 20). Ressalta que “a RCL 30.715 sequer ventila qualquer discussão sobre “DESPACHO homologatório de cumprimento de sentença” em oposição ao CNJ em controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial” (fl. 7, doc. 20). Salienta que “a RCL 30.715, por seu conteúdo, preenche o requisito da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO 2. Publicada essa decisão no DJe de 1....8.2018, Bolt’steel Indústria de Autopeças Ltda. – ME interpõe tempestivamente, em 15.8.2018, agravo regimental (doc. 20). 3. A agravante alega que, “considerando que: (a) o OBJETO da Reclamação 30.715 é a contraposição do ato decisório do CNJ que legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4... da CRFB/88, qual seja, para reexaminar e propor mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; e (b) que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou inúmeras vezes, com fundamento na ADI 3.367, pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional; é inevitável concluir que a decisão Administrativa do CNJ que legitima competência correcional para além do decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre a competência prevista no artigo 103-B, § 4... da CRFB/88, contraria o paradigma decisória invocado como arresto pela autora” (sic, fl. 3, doc. 20). Argumenta que “tal conclusão independe de reanálise de qualquer matéria probatória referente a ação discriminatória ou seus autos, como afirma o eminente Ministro Relator ao inferir que a pretensão da Reclamante com a presente reclamação é que o Supremo Tribunal Federal conheça de fatos e provas relativos à Ação Discriminatória n 335/82” (fl. 4, doc. 20). Insiste que “o ato reclamado sobrepõe claramente a competência constitucional destinada pela Constituição Federal de 1988 ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 5, doc. 20). Ressalta que “a RCL 30.715 sequer ventila qualquer discussão sobre “DESPACHO homologatório de cumprimento de sentença” em oposição ao CNJ em controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial” (fl. 7, doc. 20). Salienta que “a RCL 30.715, por seu conteúdo, preenche o requisito da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 30715 AGR / TO aderência estrita do ato reclamado ao conteúdo do paradigma”, pois “o julgamento da ADI 3.367 analisou a constitucionalidade da Emenda Constitucional 45/2004” e, “em seu conteúdo, a Emenda estipulou expressamente a competência destinada ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 8, doc. 20). Alerta que “a decisão reclamada, legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4... da CRFB/88, por aprovar relatório correcional que reexamina e propõem mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 9, doc. 20). Pondera que “advertir litigância má-fé com fundamento em processos alheios ou em solução diferente ao demandado, afronta o princípio da inafastabilidade da jurisdição, e suprime direito subjetivo da autora” (sic, fl. 11, doc. 20). Pede “se conheça do recurso, e que dê provimento ao mesmo [e] seja decretada nulidade da decisão recorrida, por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir, decidindo sobre objeto diverso ao demandado e fundamentada em fatos e questões jamais suscitadas na demanda, e se possível, que seja julgado o mérito da RCL cassando o ato reclamado”(fls. 11- 12, doc. 20). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO aderência estrita do ato reclamado ao conteúdo do paradigma”, pois “o julgamento da ADI 3.367 analisou a constitucionalidade da Emenda Constitucional 45/2004” e, “em seu conteúdo, a Emenda estipulou expressamente a competência destinada ao Conselho Nacional de Justiça” (fl. 8, doc. 20). Alerta que “a decisão reclamada, legitima competência antagônica ao decidido durante o julgamento da ADI 3.367 sobre o artigo 103-B, § 4... da CRFB/88, por aprovar relatório correcional que reexamina e propõem mudanças à efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 9, doc. 20). Pondera que “advertir litigância má-fé com fundamento em processos alheios ou em solução diferente ao demandado, afronta o princípio da inafastabilidade da jurisdição, e suprime direito subjetivo da autora” (sic, fl. 11, doc. 20). Pede “se conheça do recurso, e que dê provimento ao mesmo [e] seja decretada nulidade da decisão recorrida, por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir, decidindo sobre objeto diverso ao demandado e fundamentada em fatos e questões jamais suscitadas na demanda, e se possível, que seja julgado o mérito da RCL cassando o ato reclamado”(fls. 11- 12, doc. 20). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADD-1E45-6CED-B66B e senha F389-B911-9AEE-DD72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as suas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico ou que o órgão judicial de instância superior tenha a competência resguardada. A reclamação não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbirem decisões sem que se atenham à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a serem solucionados juridicamente. 3. Conforme assentado na decisão agravada, não há identidade material entre a situação posta nos autos e o que decidido no precedente apontado como paradigma. Em 13.4.2005, este Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Direta de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 TOCANTINS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A reclamação é instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e vê a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as suas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada em face de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico ou que o órgão judicial de instância superior tenha a competência resguardada. A reclamação não se presta a antecipar julgados, a atalhar julgamentos, a fazer sucumbirem decisões sem que se atenham à legislação processual específica qualquer discussão ou litígio a serem solucionados juridicamente. 3. Conforme assentado na decisão agravada, não há identidade material entre a situação posta nos autos e o que decidido no precedente apontado como paradigma. Em 13.4.2005, este Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Direta de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO Inconstitucionalidade n. 3.367/DF e declarou a constitucionalidade das normas pelas quais instituído o Conselho Nacional de Justiça. Pela decisão reclamada, proferida pelo Ministro Corregedor do Conselho Nacional de Justiça no Pedido de Providência n. 0005914- 60.2009.2.00.0000, reconheceu-se ter havido o cancelamento indevido de vários registros e determinou-se fossem “tornadas sem efeito as averbações de cancelamento relacionadas nos Anexos I, III e IV, de modo que sejam restaurados os registros aquisitivos de cada um dos proprietários que figuram nessas matrículas, averbando-se também que a origem da propriedade do transmitente, o Estado do Tocantins, seja a Matrícula 30.770, em razão do decidido na Ação Discriminatória 335/82, e não mais a matrícula que tinha constado inicialmente como origem da propriedade transmitida aos particulares (matrícula 2760 ou outra que tenha constado)”(doc. 14). A agravante alega o descumprimento do que decidido no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, na qual este Supremo Tribunal teria se manifestado “pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 3, doc. 20). A questão referente ao cancelamento de registros levados a efeito pelo que decidido na Ação Discriminatória n. 335/1982 não foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. Conforme assentado pelo Ministro Dias Toffoli, a agravante pretende utilizar a presente reclamação como atalho processual para fazer chegar a este Supremo Tribunal a análise de “fatos e provas relativos à Ação Discriminatória n 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula n 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO” (fl. 3, doc. 18). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO Inconstitucionalidade n. 3.367/DF e declarou a constitucionalidade das normas pelas quais instituído o Conselho Nacional de Justiça. Pela decisão reclamada, proferida pelo Ministro Corregedor do Conselho Nacional de Justiça no Pedido de Providência n. 0005914- 60.2009.2.00.0000, reconheceu-se ter havido o cancelamento indevido de vários registros e determinou-se fossem “tornadas sem efeito as averbações de cancelamento relacionadas nos Anexos I, III e IV, de modo que sejam restaurados os registros aquisitivos de cada um dos proprietários que figuram nessas matrículas, averbando-se também que a origem da propriedade do transmitente, o Estado do Tocantins, seja a Matrícula 30.770, em razão do decidido na Ação Discriminatória 335/82, e não mais a matrícula que tinha constado inicialmente como origem da propriedade transmitida aos particulares (matrícula 2760 ou outra que tenha constado)”(doc. 14). A agravante alega o descumprimento do que decidido no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, na qual este Supremo Tribunal teria se manifestado “pela impossibilidade do Corregedor Nacional de Justiça, fiscalizar, reexaminar e suspender efeitos decorrentes de atos de conteúdo jurisdicional” (sic, fl. 3, doc. 20). A questão referente ao cancelamento de registros levados a efeito pelo que decidido na Ação Discriminatória n. 335/1982 não foi objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF. Conforme assentado pelo Ministro Dias Toffoli, a agravante pretende utilizar a presente reclamação como atalho processual para fazer chegar a este Supremo Tribunal a análise de “fatos e provas relativos à Ação Discriminatória n 335/82, a fim de fazer prevalecer a tese de que o despacho homologatório do cumprimento de sentença naqueles autos constitui título judicial oponível ao CNJ no controle administrativo de ato praticado por titular de serventia extrajudicial de registro relativamente à Matrícula n 54.826 do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmas/TO” (fl. 3, doc. 18). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO Quando não há estrita identidade material entre a decisão reclamada e a decisão tida por descumprida, este Supremo Tribunal julga incabível a reclamação: Rcl n. 31.769-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.11.2018; Rcl n. 30.553-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.10.2018; Rcl n. 28.625-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018; Rcl n. 29.137-ED-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018; Rcl n. 29.364-AgR/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.4.2018; e Rcl n. 25.071-AgR/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.10.2017. Em 11.9.2018, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal julgou reclamação análoga à presente e decidiu pela ausência de identidade material entre a questão posta na decisão reclamada e o discutido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF: “EMENTA Agravo regimental na reclamação. ADI n 3.367/DF. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma. Utilização da reclamação constitucional como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 2. É inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa” (Rcl n. 30.367- AgR/TO, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 17.10.2018). 4. A agravante parece basear o pedido no que acredita terem sido os fundamentos determinantes aproveitados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, alegadamente não observados pela autoridade reclamada. A aplicação da teoria dos motivos determinantes não é acolhida por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO Quando não há estrita identidade material entre a decisão reclamada e a decisão tida por descumprida, este Supremo Tribunal julga incabível a reclamação: Rcl n. 31.769-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.11.2018; Rcl n. 30.553-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.10.2018; Rcl n. 28.625-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018; Rcl n. 29.137-ED-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018; Rcl n. 29.364-AgR/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 17.4.2018; e Rcl n. 25.071-AgR/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 19.10.2017. Em 11.9.2018, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal julgou reclamação análoga à presente e decidiu pela ausência de identidade material entre a questão posta na decisão reclamada e o discutido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF: “EMENTA Agravo regimental na reclamação. ADI n 3.367/DF. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma. Utilização da reclamação constitucional como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 2. É inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa” (Rcl n. 30.367- AgR/TO, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 17.10.2018). 4. A agravante parece basear o pedido no que acredita terem sido os fundamentos determinantes aproveitados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.367/DF, alegadamente não observados pela autoridade reclamada. A aplicação da teoria dos motivos determinantes não é acolhida por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO este Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: Rcl n. 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, DJe 16.9.2009; Rcl n. 5.389-AgR/PA, de minha relatoria, DJe 19.12.2007; Rcl n. 9.778-AgR/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.11.2011; Rcl n. 9.294-AgR/RN, Relator o Ministro Dias Toffolli, Plenário, DJe 3.11.2011; Rcl n. 6.319-AgR/SC, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 6.8.2010; Rcl n. 3.014/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 21.5.2010; Rcl n. 2.475-AgR/MG, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe 31.1.2008; Rcl n. 4.448-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.8.2008; Rcl n. 2.990-AgR/RN, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 14.9.2007; Rcl n. 5.365-MC/SC, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 15.8.2007; e Rcl n. 5.087-MC/SE, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 18.5.2007. 5. Pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal desautoriza-se o uso da reclamação como sucedâneo recursal. Assim, por exemplo: “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO este Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: Rcl n. 5.703-AgR/SP, de minha relatoria, DJe 16.9.2009; Rcl n. 5.389-AgR/PA, de minha relatoria, DJe 19.12.2007; Rcl n. 9.778-AgR/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.11.2011; Rcl n. 9.294-AgR/RN, Relator o Ministro Dias Toffolli, Plenário, DJe 3.11.2011; Rcl n. 6.319-AgR/SC, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 6.8.2010; Rcl n. 3.014/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 21.5.2010; Rcl n. 2.475-AgR/MG, Redator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe 31.1.2008; Rcl n. 4.448-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 8.8.2008; Rcl n. 2.990-AgR/RN, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 14.9.2007; Rcl n. 5.365-MC/SC, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 15.8.2007; e Rcl n. 5.087-MC/SE, Relator o Ministro Ayres Britto, decisão monocrática, DJ 18.5.2007. 5. Pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal desautoriza-se o uso da reclamação como sucedâneo recursal. Assim, por exemplo: “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 30715 AGR / TO 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 6. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Supremo Tribunal Federal RCL 30715 AGR / TO 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 6. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C740-BDB7-A34D-5DE6 e senha D365-A9E0-450A-1355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 PROCED. : TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) : JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR (4300/TO) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCE-E187-6EEB-2C17 e senha 60D4-767A-74AC-1F63 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.715 PROCED. : TOCANTINS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : BOLT'STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME ADV.(A/S) : JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR (4300/TO) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DCE-E187-6EEB-2C17 e senha 60D4-767A-74AC-1F63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N . 3 . 367 / DF", "Pedido de Providências n . 0005914 - 60 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "ADI n 3 . 367 / DF", "PP n 0005914 - 60 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "ADI n 3 . 367 / DF", "PP n 0005914 - 60 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "RCL", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "ADI n 3 . 367 / DF", "Rcl n 30 . 367 /", "MS n 32 . 096 / DF", "RCL 30715", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "ADI n 3 . 367 / DF", "Rcl n 30 . 367 / TO", "MS n 32 . 096 / DF", "ADI 3 . 367", "ADI 3 . 367", "ADI 3 . 367", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "ADI 3 . 367", "ADI 3 . 367", "ADI 3 . 367", "RCL", "RCL 30 . 715", "RCL 30715", "ADI 3 . 367", "ADI 3 . 367", "Rcl n . 27 . 226 - AgR / AP", "Rcl n . 24 . 639 - AgR / PR", "Rcl n . 31 . 543 - AgR / RS", "RCL 30715 AGR", "ADI 3 . 367", "ADI 3 . 367", "Rcl n . 27 . 226 - AgR / AP", "Rcl n . 24 . 639 - AgR", "/", "Rcl n . 31 . 543 - AgR / RS", "RCL 30715", "Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "Pedido de Providência n . 0005914 - 60 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Ação Discriminatória 335 / 82", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "Ação Discriminatória n . 335 / 1982", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "Ação Discriminatória n 335 / 82", "Pedido de Providência n . 0005914 - 60 . 2009 . 2 . 00 . 0000", "Ação Discriminatória 335 / 82", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "Ação Discriminatória n . 335 / 1982", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "Ação Discriminatória n 335", "RCL", "Rcl n . 31 . 769 - AgR / SP", "Rcl n . 30 . 553 - AgR / SP", "Rcl n . 28 . 625 - AgR / SP", "Rcl n . 29 . 137 - ED - AgR", "Rcl n . 29 . 364 - AgR / DF", "Rcl n . 25 . 071 - AgR / SC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "ADI n 3 . 367 / DF", "Rcl n . 30 . 367 - AgR / TO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "Rcl n . 31 . 769 - AgR / SP", "Rcl n . 30 . 553 - AgR / SP", "Rcl n . 28 . 625 - AgR / SP", "Rcl n . 29 . 137 - ED - AgR", "Rcl n . 29 . 364 - AgR / DF", "Rcl n . 25 . 071 - AgR / SC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "ADI n 3 . 367 / DF", "Rcl n . 30 . 367 - AgR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 367 / DF", "Rcl n . 5 . 703 - AgR / SP", "Rcl n . 5 . 389 - AgR / PA", "Rcl n . 9 . 778 - AgR / RJ", "Rcl n . 9 . 294 - AgR / RN", "Rcl n . 6 . 319 - AgR / SC", "Rcl n . 3 . 014 / SP", "Rcl n . 2 . 475 - AgR / MG", "Rcl n . 4 . 448 - AgR", "Rcl n . 2 . 990 -", "Rcl n . 5 . 365 - MC / SC", "Rcl n . 5 . 087 - MC / SE", "ADPF 387", "Rcl n . 29 . 315 - AgR / SP", "RCL 30715 AGR / TO", "Rcl n . 5 . 703 - AgR / SP", "Rcl n . 5 . 389 - AgR / PA", "Rcl n . 9 . 778 - AgR / RJ", "Rcl n . 9 . 294 - AgR / RN", "Rcl n . 6 . 319 - AgR / SC", "Rcl n . 3 . 014 / SP", "Rcl n . 2 . 475 - AgR / MG", "Rcl n . 4 . 448 - AgR", "Rcl n . 2 . 990 - AgR / RN", "Rcl n . 5 . 365 - MC / SC", "Rcl n . 5 . 087 - MC / SE", "ADPF 387", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 490", "Rcl n . 29 . 315 - AgR / SP", "Rcl n . 10 . 036 - AgR", "RTJ 134 / 1033", "Rcl n . 4 . 381 - AgR", "Rcl n . 10 . 036 - AgR", "Rcl n . 4 . 381 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 45 / 2004", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 45 / 2004", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Ação Discriminatória n", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 60 , § 4 . . .", "EC n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 60 , § 4 . . .", "EC n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 - B , § 4 . . . da CRFB / 88", "artigo 103 - B , § 4 . . . da CRFB / 88", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 - B , § 4 . . . da CRFB / 88", "artigo 103 - B , § 4 . . . da CRFB / 88", "Ação", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "artigo 103 - B , § 4 . . . da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "artigo 103 - B , § 4 . . . da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al . l do inc . I do art . 102 da Constituição da República", "al . f do inc . I do art . 105 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "§ 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Comarca de Palmas / TO", "Comarca de Palmas / TO", "Estado do Tocantins", "Comarca de Palmas / TO", "Estado do Tocantins" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BOLT", "'", "STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BOLT", "'", "STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA", "Bolt", "’ steel Indústria de Autopeças Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "CNJ", "CNJ", "BOLT", "’", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BOLT", "'", "STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME", "Bolt", "’ steel Indústria de Autopeças Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "TO DE AUTOPEÇAS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Estado do Tocantins", "Supremo Tribunal Federal", "BOLT", "’ STEEL INDUSTRIA DE AUTOPEÇAS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Sociedade Civil de Advogados Júlio Solimar & Advogados Associados", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "TO DE AUTOPEÇAS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "BOLT", "’", "STEEL INDUSTRIA DE AUTOPEÇAS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Sociedade Civil de Advogados Júlio Solimar & Advogados Associados", "Supremo Tribunal Federal", "Bolt", "’ steel Indústria de Autopeças Ltda .", "ME", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Bolt", "’ steel Indústria de Autopeças Ltda .", "ME", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "TO", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "TO", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Suprema", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BOLT", "'", "STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA - ME", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BOLT", "'", "STEEL INDUSTRIA DE AUTOPECAS LTDA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffolli", "Eros Grau", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffolli", "Eros Grau", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "CÁRMEN", "JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "JONAS SALVIANO DA COSTA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "15", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "15", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "13", ".", "4", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "13", ".", "4", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "10", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "13", ".", "6", ".", "2018", "17", ".", "4", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2017", "11", ".", "9", ".", "2018", "17", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "10", ".", "2018", "6", ".", "9", ".", "2018", "13", ".", "6", ".", "2018", "17", ".", "4", ".", "2018", "19", ".", "10", ".", "2017", "11", ".", "9", ".", "2018", "17", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "9", ".", "2009", "19", ".", "12", ".", "2007", "10", ".", "11", ".", "2011", "3", ".", "11", ".", "2011", "6", ".", "8", ".", "2010", "21", ".", "5", ".", "2010", "31", ".", "1", ".", "2008", "8", ".", "8", ".", "2008", "14", ".", "9", ".", "2007", "15", ".", "8", ".", "2007", "18", ".", "5", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "9", ".", "2009", "19", ".", "12", ".", "2007", "10", ".", "11", ".", "2011", "3", ".", "11", ".", "2011", "6", ".", "8", ".", "2010", "21", ".", "5", ".", "2010", "31", ".", "1", ".", "2008", "8", ".", "8", ".", "2008", "14", ".", "9", ".", "2007", "15", ".", "8", ".", "2007", "18", ".", "5", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2012", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2012", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1960-FE44-2D02-511D e senha 1E80-87EF-0D4F-953D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 923097 AGR / RS argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1960-FE44-2D02-511D e senha 1E80-87EF-0D4F-953D Supremo Tribunal Federal RE 923097 AGR / RS argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1960-FE44-2D02-511D e senha 1E80-87EF-0D4F-953D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pois (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a controvérsia situa-se no âmbito infraconstitucional e (c) aplica-se a Súmula 280/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; e (c) o recurso propõe o exame de questões constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B585-3AFD-016B-4806 e senha 1B7E-E0F4-0EFC-ADEE Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pois (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a controvérsia situa-se no âmbito infraconstitucional e (c) aplica-se a Súmula 280/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; e (c) o recurso propõe o exame de questões constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B585-3AFD-016B-4806 e senha 1B7E-E0F4-0EFC-ADEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS - impetrou Mandado de Segurança em face da Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal, pleiteando, com fundamento no Decreto-Lei 1.537/77, seja reconhecido o direito de obter as certidões atualizadas dos imóveis de sua propriedade, com isenção dos emolumentos (fls. 3-29). O juiz de primeiro grau concedeu a segurança (fls. 172- 177). A Oficiala do Cartório de Capinzal e o Estado de Santa Catarina apelaram da decisão, sobrevindo acórdão nos termos da seguinte ementa (fl. 309): “MANDADO DE SEGURANÇA. AUTARQUIA FEDERAL. EMOLUMENTOS. SERVENTIAS DE REGISTRO DE IMÓVEIS. ISENÇÃO EM FAVOR DA UNIÃO E AUTARQUIAS. DECRETO-LEI Nº 1.537, DE 1977, ART. 1º. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 236, §2º. Está isenta a União Federal e suas autarquias ao pagamento de emolumentos devidos por atos praticados em seu benefício pelos titulares das serventias de registro de imóveis, por força do art. 1º do Decreto-Lei nº 1.537, de 1977, compatível com o §2º do art. 236 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS - impetrou Mandado de Segurança em face da Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal, pleiteando, com fundamento no Decreto-Lei 1.537/77, seja reconhecido o direito de obter as certidões atualizadas dos imóveis de sua propriedade, com isenção dos emolumentos (fls. 3-29). O juiz de primeiro grau concedeu a segurança (fls. 172- 177). A Oficiala do Cartório de Capinzal e o Estado de Santa Catarina apelaram da decisão, sobrevindo acórdão nos termos da seguinte ementa (fl. 309): “MANDADO DE SEGURANÇA. AUTARQUIA FEDERAL. EMOLUMENTOS. SERVENTIAS DE REGISTRO DE IMÓVEIS. ISENÇÃO EM FAVOR DA UNIÃO E AUTARQUIAS. DECRETO-LEI Nº 1.537, DE 1977, ART. 1º. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 236, §2º. Está isenta a União Federal e suas autarquias ao pagamento de emolumentos devidos por atos praticados em seu benefício pelos titulares das serventias de registro de imóveis, por força do art. 1º do Decreto-Lei nº 1.537, de 1977, compatível com o §2º do art. 236 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 923097 AGR / RS Federal”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 328). No apelo extremo, a parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, violação aos artigos 24, IV; 150, § 6º; 151, III; e 236, § 2º, da CF/1988. Em suma, defende que o Decreto-Lei 1.537/1977, cuida-se, em verdade, de norma não recepcionada pela CF/1988, uma vez que possui conteúdo incompatível com a atual Carga Magna. Ainda que se considere compatível com a Lei Maior, referido Decreto-Lei não traz nenhum regramento estendendo a isenção às autarquias federais (fl. 351). Aduz que o Decreto-Lei 1.533/1997 não consubstancia norma geral sobre o tema, “uma vez que a norma geral que rege a matéria é a Lei n.º 10.169/2000” (fl. 351) É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal RE 923097 AGR / RS Federal”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 328). No apelo extremo, a parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, violação aos artigos 24, IV; 150, § 6º; 151, III; e 236, § 2º, da CF/1988. Em suma, defende que o Decreto-Lei 1.537/1977, cuida-se, em verdade, de norma não recepcionada pela CF/1988, uma vez que possui conteúdo incompatível com a atual Carga Magna. Ainda que se considere compatível com a Lei Maior, referido Decreto-Lei não traz nenhum regramento estendendo a isenção às autarquias federais (fl. 351). Aduz que o Decreto-Lei 1.533/1997 não consubstancia norma geral sobre o tema, “uma vez que a norma geral que rege a matéria é a Lei n.º 10.169/2000” (fl. 351) É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 923097 AGR / RS do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem negou provimento às apelações para manter a sentença que concedeu a segurança para determinar à Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal que expeça certidões de matrícula imobiliária atualizadas concernentes aos bens de titularidade do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), sem, contudo, condicionar a entrega dos expedientes ao recolhimento de emolumentos (fl. 177). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fl. 308): “Por outro lado, não se nega o direito que têm os titulares das serventias notariais e registrais ao recebimento dos 'emolumentos integrais' pelos atos que praticarem (art. 28 da Lei nº 8.935, de 1994), mas esse direito é exercido, evidentemente, 'nos termos da lei', o que quer dizer que é limitado pelas isenções e restrições 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal RE 923097 AGR / RS do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem negou provimento às apelações para manter a sentença que concedeu a segurança para determinar à Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal que expeça certidões de matrícula imobiliária atualizadas concernentes aos bens de titularidade do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), sem, contudo, condicionar a entrega dos expedientes ao recolhimento de emolumentos (fl. 177). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fl. 308): “Por outro lado, não se nega o direito que têm os titulares das serventias notariais e registrais ao recebimento dos 'emolumentos integrais' pelos atos que praticarem (art. 28 da Lei nº 8.935, de 1994), mas esse direito é exercido, evidentemente, 'nos termos da lei', o que quer dizer que é limitado pelas isenções e restrições 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 923097 AGR / RS que sejam estabelecidas pela legislação, seja federal, seja estadual. Cabe destacar, ademais, que embora o Decreto-Lei nº 1.537/1977, faça referência expressa apenas à União, tais dispositivos aplicam-se, por extensão, também às autarquias federais, visto que a finalidade é justamente facilitar o controle e a fiscalização sobre os bens imóveis públicos, cuja gestão lhe foi afetada por lei. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho do representante do Ministério Público Federal em parecer elaborado ao caso em tela (evento 27, PAREC_MPF1): A questão que surge é se o Decreto-Lei n.º 1.537/77 é aplicável também às autarquias federais. Estas se prestam à atividade típica da Administração Pública, sendo-lhes atribuídos privilégios administrativos da entidade estatal que as instituiu, auferindo vantagens tributárias e as prerrogativas processuais da Fazenda Pública. Logo, tendo em vista que as autarquias prestam um serviço público que poderia ter ficado a cargo do próprio ente político, sendo descentralizado somente devido ao grau de especialização da atividade, a extensão da isenção conferida à União é a medida que se impõe, com base também no princípio da supremacia do interesse público. Portanto, cabe a aplicação do Decreto-Lei n.º 1.537/1977 em detrimento da Lei Complementar n.º 156/2007, do Estado de Santa Catarina, vez que a competência para legislar sobre normas gerais sobre serviços notariais foi especificamente atribuída à União pela Constituição Federal”. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional (Decreto-Lei Federal 1.537/1977 e Lei Complementar Estadual 156/2007), de forma que as 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal RE 923097 AGR / RS que sejam estabelecidas pela legislação, seja federal, seja estadual. Cabe destacar, ademais, que embora o Decreto-Lei nº 1.537/1977, faça referência expressa apenas à União, tais dispositivos aplicam-se, por extensão, também às autarquias federais, visto que a finalidade é justamente facilitar o controle e a fiscalização sobre os bens imóveis públicos, cuja gestão lhe foi afetada por lei. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho do representante do Ministério Público Federal em parecer elaborado ao caso em tela (evento 27, PAREC_MPF1): A questão que surge é se o Decreto-Lei n.º 1.537/77 é aplicável também às autarquias federais. Estas se prestam à atividade típica da Administração Pública, sendo-lhes atribuídos privilégios administrativos da entidade estatal que as instituiu, auferindo vantagens tributárias e as prerrogativas processuais da Fazenda Pública. Logo, tendo em vista que as autarquias prestam um serviço público que poderia ter ficado a cargo do próprio ente político, sendo descentralizado somente devido ao grau de especialização da atividade, a extensão da isenção conferida à União é a medida que se impõe, com base também no princípio da supremacia do interesse público. Portanto, cabe a aplicação do Decreto-Lei n.º 1.537/1977 em detrimento da Lei Complementar n.º 156/2007, do Estado de Santa Catarina, vez que a competência para legislar sobre normas gerais sobre serviços notariais foi especificamente atribuída à União pela Constituição Federal”. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional (Decreto-Lei Federal 1.537/1977 e Lei Complementar Estadual 156/2007), de forma que as 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 923097 AGR / RS alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De outro lado, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local em tela, o que é incabível em Recurso Extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal RE 923097 AGR / RS alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De outro lado, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local em tela, o que é incabível em Recurso Extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEF5-15AC-5A3E-6CFE e senha 9916-16AE-1FF1-DB50 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEF5-15AC-5A3E-6CFE e senha 9916-16AE-1FF1-DB50 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749397500
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur400211
Número de páginas: 9. Análise: 02/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
923097
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-001537 ANO-1977\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000156 ANO-2007\n LEI COMPLEMENTAR, RS" ]
RE-AgR
acordaos
RE 923097 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1960-FE44-2D02-511D e senha 1E80-87EF-0D4F-953D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1960-FE44-2D02-511D e senha 1E80-87EF-0D4F-953D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1960-FE44-2D02-511D e senha 1E80-87EF-0D4F-953D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pois (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a controvérsia situa-se no âmbito infraconstitucional e (c) aplica-se a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; e (c) o recurso propõe o exame de questões constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B585-3AFD-016B-4806 e senha 1B7E-E0F4-0EFC-ADEE Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pois (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a controvérsia situa-se no âmbito infraconstitucional e (c) aplica-se a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a matéria constitucional foi prequestionada; e (c) o recurso propõe o exame de questões constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B585-3AFD-016B-4806 e senha 1B7E-E0F4-0EFC-ADEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS - impetrou Mandado de Segurança em face da Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal, pleiteando, com fundamento no Decreto-Lei 1.537/77, seja reconhecido o direito de obter as certidões atualizadas dos imóveis de sua propriedade, com isenção dos emolumentos (fls. 3-29). O juiz de primeiro grau concedeu a segurança (fls. 172- 177). A Oficiala do Cartório de Capinzal e o Estado de Santa Catarina apelaram da decisão, sobrevindo acórdão nos termos da seguinte ementa (fl. 309): “MANDADO DE SEGURANÇA. AUTARQUIA FEDERAL. EMOLUMENTOS. SERVENTIAS DE REGISTRO DE IMÓVEIS. ISENÇÃO EM FAVOR DA UNIÃO E AUTARQUIAS. DECRETO-LEI n 1.537, DE 1977, ART. 1.... CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 236, §2.... Está isenta a União Federal e suas autarquias ao pagamento de emolumentos devidos por atos praticados em seu benefício pelos titulares das serventias de registro de imóveis, por força do art. 1... do Decreto-Lei n 1.537, de 1977, compatível com o §2... do art. 236 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS - impetrou Mandado de Segurança em face da Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal, pleiteando, com fundamento no Decreto-Lei 1.537/77, seja reconhecido o direito de obter as certidões atualizadas dos imóveis de sua propriedade, com isenção dos emolumentos (fls. 3-29). O juiz de primeiro grau concedeu a segurança (fls. 172- 177). A Oficiala do Cartório de Capinzal e o Estado de Santa Catarina apelaram da decisão, sobrevindo acórdão nos termos da seguinte ementa (fl. 309): “MANDADO DE SEGURANÇA. AUTARQUIA FEDERAL. EMOLUMENTOS. SERVENTIAS DE REGISTRO DE IMÓVEIS. ISENÇÃO EM FAVOR DA UNIÃO E AUTARQUIAS. DECRETO-LEI n 1.537, DE 1977, ART. 1.... CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 236, §2.... Está isenta a União Federal e suas autarquias ao pagamento de emolumentos devidos por atos praticados em seu benefício pelos titulares das serventias de registro de imóveis, por força do art. 1... do Decreto-Lei n 1.537, de 1977, compatível com o §2... do art. 236 da Constituição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS Federal”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 328). No apelo extremo, a parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, violação aos artigos 24, IV; 150, § 6...; 151, III; e 236, § 2..., da Constituição Federal de 1988/1988. Em suma, defende que o Decreto-Lei 1.537/1977, cuida-se, em verdade, de norma não recepcionada pela Constituição Federal de 1988/1988, uma vez que possui conteúdo incompatível com a atual Carga Magna. Ainda que se considere compatível com a Lei Maior, referido Decreto-Lei não traz nenhum regramento estendendo a isenção às autarquias federais (fl. 351). Aduz que o Decreto-Lei 1.533/1997 não consubstancia norma geral sobre o tema, “uma vez que a norma geral que rege a matéria é a Lei n. 10.169/2000” (fl. 351) É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS Federal”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 328). No apelo extremo, a parte recorrente sustenta, com fulcro no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, violação aos artigos 24, IV; 150, § 6...; 151, III; e 236, § 2..., da Constituição Federal de 1988/1988. Em suma, defende que o Decreto-Lei 1.537/1977, cuida-se, em verdade, de norma não recepcionada pela Constituição Federal de 1988/1988, uma vez que possui conteúdo incompatível com a atual Carga Magna. Ainda que se considere compatível com a Lei Maior, referido Decreto-Lei não traz nenhum regramento estendendo a isenção às autarquias federais (fl. 351). Aduz que o Decreto-Lei 1.533/1997 não consubstancia norma geral sobre o tema, “uma vez que a norma geral que rege a matéria é a Lei n. 10.169/2000” (fl. 351) É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem negou provimento às apelações para manter a sentença que concedeu a segurança para determinar à Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal que expeça certidões de matrícula imobiliária atualizadas concernentes aos bens de titularidade do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), sem, contudo, condicionar a entrega dos expedientes ao recolhimento de emolumentos (fl. 177). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fl. 308): “Por outro lado, não se nega o direito que têm os titulares das serventias notariais e registrais ao recebimento dos 'emolumentos integrais' pelos atos que praticarem (art. 28 da Lei n 8.935, de 1994), mas esse direito é exercido, evidentemente, 'nos termos da lei', o que quer dizer que é limitado pelas isenções e restrições 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem negou provimento às apelações para manter a sentença que concedeu a segurança para determinar à Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis de Capinzal que expeça certidões de matrícula imobiliária atualizadas concernentes aos bens de titularidade do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), sem, contudo, condicionar a entrega dos expedientes ao recolhimento de emolumentos (fl. 177). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fl. 308): “Por outro lado, não se nega o direito que têm os titulares das serventias notariais e registrais ao recebimento dos 'emolumentos integrais' pelos atos que praticarem (art. 28 da Lei n 8.935, de 1994), mas esse direito é exercido, evidentemente, 'nos termos da lei', o que quer dizer que é limitado pelas isenções e restrições 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS que sejam estabelecidas pela legislação, seja federal, seja estadual. Cabe destacar, ademais, que embora o Decreto-Lei n 1.537/1977, faça referência expressa apenas à União, tais dispositivos aplicam-se, por extensão, também às autarquias federais, visto que a finalidade é justamente facilitar o controle e a fiscalização sobre os bens imóveis públicos, cuja gestão lhe foi afetada por lei. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho do representante do Ministério Público Federal em parecer elaborado ao caso em tela (evento 27, PAREC_MPF1): A questão que surge é se o Decreto-Lei n. 1.537/77 é aplicável também às autarquias federais. Estas se prestam à atividade típica da Administração Pública, sendo-lhes atribuídos privilégios administrativos da entidade estatal que as instituiu, auferindo vantagens tributárias e as prerrogativas processuais da Fazenda Pública. Logo, tendo em vista que as autarquias prestam um serviço público que poderia ter ficado a cargo do próprio ente político, sendo descentralizado somente devido ao grau de especialização da atividade, a extensão da isenção conferida à União é a medida que se impõe, com base também no princípio da supremacia do interesse público. Portanto, cabe a aplicação do Decreto-Lei n. 1.537/1977 em detrimento da Lei Complementar n. 156/2007, do Estado de Santa Catarina, vez que a competência para legislar sobre normas gerais sobre serviços notariais foi especificamente atribuída à União pela Constituição Federal”. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional (Decreto-Lei Federal 1.537/1977 e Lei Complementar Estadual 156/2007), de forma que as 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS que sejam estabelecidas pela legislação, seja federal, seja estadual. Cabe destacar, ademais, que embora o Decreto-Lei n 1.537/1977, faça referência expressa apenas à União, tais dispositivos aplicam-se, por extensão, também às autarquias federais, visto que a finalidade é justamente facilitar o controle e a fiscalização sobre os bens imóveis públicos, cuja gestão lhe foi afetada por lei. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho do representante do Ministério Público Federal em parecer elaborado ao caso em tela (evento 27, PAREC_MPF1): A questão que surge é se o Decreto-Lei n. 1.537/77 é aplicável também às autarquias federais. Estas se prestam à atividade típica da Administração Pública, sendo-lhes atribuídos privilégios administrativos da entidade estatal que as instituiu, auferindo vantagens tributárias e as prerrogativas processuais da Fazenda Pública. Logo, tendo em vista que as autarquias prestam um serviço público que poderia ter ficado a cargo do próprio ente político, sendo descentralizado somente devido ao grau de especialização da atividade, a extensão da isenção conferida à União é a medida que se impõe, com base também no princípio da supremacia do interesse público. Portanto, cabe a aplicação do Decreto-Lei n. 1.537/1977 em detrimento da Lei Complementar n. 156/2007, do Estado de Santa Catarina, vez que a competência para legislar sobre normas gerais sobre serviços notariais foi especificamente atribuída à União pela Constituição Federal”. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional (Decreto-Lei Federal 1.537/1977 e Lei Complementar Estadual 156/2007), de forma que as 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De outro lado, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local em tela, o que é incabível em Recurso Extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De outro lado, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local em tela, o que é incabível em Recurso Extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3DF-19C5-EE9E-EA47 e senha B037-0B05-941E-D96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEF5-15AC-5A3E-6CFE e senha 9916-16AE-1FF1-DB50 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923.097 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEF5-15AC-5A3E-6CFE e senha 9916-16AE-1FF1-DB50 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923 . 097", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923 . 097", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 923097", "Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 923097 AGR / RS", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 923097 AGR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 923 . 097" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 1 . 537 / 77", "DECRETO", "-", "LEI n 1 . 537", "CONSTITUIÇÃO", "art", "Decreto", "-", "Lei n 1 . 537", "§ 2 . . . do art . 236 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 1 . 537 / 77", "DECRETO", "-", "LEI n 1 . 537", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL , ART . 236 , § 2 . .", "art . 1 . . . do", "Decreto", "-", "Lei n 1 . 537", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "artigos 24 , IV ; 150 , § 6 . . . ; 151 , III ; e 236 , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Decreto", "-", "Lei 1 . 537 / 1977", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "Lei Maior", "Decreto", "-", "Lei 1 . 533 / 1997", "Lei n . 10 . 169 / 2000", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "artigos 24 , IV ; 150 , § 6 . . . ; 151 , III ; e 236 , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Decreto", "-", "Lei 1 . 537 / 1977", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "Carga", "Lei Maior", "Decreto", "-", "Lei 1 . 533 / 1997", "Lei n . 10 . 169 / 2000", "art . 102 , § 3 . . . , da", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 28 da Lei n 8 . 935", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 28 da Lei n 8 . 935", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n 1 . 537 / 1977", "Decreto", "-", "Lei n . 1 . 537 / 77", "Decreto", "-", "Lei n . 1 . 537 / 1977", "Lei Complementar n . 156 / 2007", "Constituição Federal ”", "Decreto", "-", "Lei Federal 1 . 537 / 1977", "Lei Complementar Estadual 156 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n 1 . 537 / 1977", "Decreto", "-", "Lei n . 1 . 537 / 77", "Decreto", "-", "Lei n . 1 . 537 / 1977", "Lei Complementar n . 156 / 2007", "Constituição Federal ”", "Decreto", "-", "Lei Federal 1 . 537 / 1977", "Lei Complementar Estadual 156 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "RIO GRANDE DO SUL", "Capinzal", "Capinzal", "Estado de Santa Catarina", "RIO GRANDE DO SUL", "Capinzal", "Capinzal", "Capinzal", "Capinzal", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "UNIÃO", "União Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Estado", "UNIÃO", "União", "AGR", "/", "RS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "AGR", "/", "RS", "União", "Ministério Público Federal", "Fazenda Pública", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Ministério Público Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, INCISOS XXXV, LIV e LV. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 1165639 AGR / DF existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Ementa e Acórdão ARE 1165639 AGR / DF necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 7. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 7. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do recurso extraordinário pela instância de origem, pois (a) aplicam-se os Temas de repercussão geral 339 e 660; (b); a ofensa constitucional é meramente reflexa; (c) incidem os óbices das Súmulas 279 e 454, todas desta CORTE; e (d) deficiente a fundamentação da repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não incidem os óbices das Súmulas 279 e 454; (b) a ofensa constitucional é direta; (c) a decisão possui vício de fundamentação; e (d) houve efetiva fundamentação da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do recurso extraordinário pela instância de origem, pois (a) aplicam-se os Temas de repercussão geral 339 e 660; (b); a ofensa constitucional é meramente reflexa; (c) incidem os óbices das Súmulas 279 e 454, todas desta CORTE; e (d) deficiente a fundamentação da repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não incidem os óbices das Súmulas 279 e 454; (b) a ofensa constitucional é direta; (c) a decisão possui vício de fundamentação; e (d) houve efetiva fundamentação da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ARE 1165639 AGR / DF repercussão geral. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF repercussão geral. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravos interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES Ltda contra decisões que inadmitiram Recursos Extraordinários em face de acórdãos proferidos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e do Superior Tribunal de Justiça. Quanto ao acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, encontra-se assim ementado (fls. 64- 66, Vol. 37): “ADMINISTRATIVO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO. DISPENSA DE LICITAÇÃO. CONTRATAÇÃO DIRETA. PROCESSO ADMINISTRATIVO. IRREGULARIDADE. LEGITIMIDADE PASSIVA. COMPROVAÇÃO DE VANTAGEM ILÍCITA. DESNECESSIDADE. INÉPCIA DA INICIAL. INOCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE DE MEMBROS DA DIRETORIA COLEGIADA. PARECER TÉCNICO. PRESCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRATO DE GESTÃO N° 59/2005 - DANO À ADMINISTRAÇÃO. DISTINÇÃO ENTRE CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO E AO PAGAMENTO DE MULTA. I - Não se conhece de apelação interposta por advogado que não tem instrumento de mandato e nem protestou pela juntada nos quinze dias subseqüentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravos interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES Ltda contra decisões que inadmitiram Recursos Extraordinários em face de acórdãos proferidos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e do Superior Tribunal de Justiça. Quanto ao acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, encontra-se assim ementado (fls. 64- 66, Vol. 37): “ADMINISTRATIVO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO. DISPENSA DE LICITAÇÃO. CONTRATAÇÃO DIRETA. PROCESSO ADMINISTRATIVO. IRREGULARIDADE. LEGITIMIDADE PASSIVA. COMPROVAÇÃO DE VANTAGEM ILÍCITA. DESNECESSIDADE. INÉPCIA DA INICIAL. INOCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE DE MEMBROS DA DIRETORIA COLEGIADA. PARECER TÉCNICO. PRESCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRATO DE GESTÃO N° 59/2005 - DANO À ADMINISTRAÇÃO. DISTINÇÃO ENTRE CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO E AO PAGAMENTO DE MULTA. I - Não se conhece de apelação interposta por advogado que não tem instrumento de mandato e nem protestou pela juntada nos quinze dias subseqüentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF II - A participação de todos os réus - foi descrita na petição inicial, não havendo qualquer óbice ao exercício da ampla defesa e do contraditório, daí porque não se cogita de inépcia. III - A constatação de conivência entre empresas concorrentes, agentes públicos e a empresa beneficiada, em procedimento administrativo viciado por meio de envio de proposta falsa é ato violador da probidade administrativa. IV - Aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta, responde nos termos do art. 3° da Lei n° 8.249/92. V - A imputação de ato de improbidade administrativa não importa necessariamente em obtenção de vantagem em benefício próprio, bastando que tenha favorecido indevidamente outrem ou que tenha causado lesão ao erário ou à Administração Pública. VI - Incorre nas condutas tipificadas no artigo 10, caput, incisos V, VIII e XII, todos da Lei n° 8.429/92, os membros de diretoria colegiada que autorizam a celebração do contrato emergencial, em situação que se verificou lesiva ao erário e em confronto com o ordenamento jurídico, porquanto violou as normas de dispensa de licitação e de contratação pela Administração Pública. VII - Os pareceres técnicos não vinculam o administrador e, por sua própria natureza, não possuem carga decisória, limitando-se a orientar a decisão do corpo dirigente. Portanto, em última análise, a decisão é sempre do órgão deliberativo que deve responder por seus atos. VIII - De acordo com o disposto no § 5° do art. 37 da Constituição Federal, o direito da Administração ao ressarcimento à indenização, do prejuízo causado ao erário, é imprescritível. IX - O Contrato de Gestão n° 59/2005 foi celebrado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF II - A participação de todos os réus - foi descrita na petição inicial, não havendo qualquer óbice ao exercício da ampla defesa e do contraditório, daí porque não se cogita de inépcia. III - A constatação de conivência entre empresas concorrentes, agentes públicos e a empresa beneficiada, em procedimento administrativo viciado por meio de envio de proposta falsa é ato violador da probidade administrativa. IV - Aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta, responde nos termos do art. 3° da Lei n° 8.249/92. V - A imputação de ato de improbidade administrativa não importa necessariamente em obtenção de vantagem em benefício próprio, bastando que tenha favorecido indevidamente outrem ou que tenha causado lesão ao erário ou à Administração Pública. VI - Incorre nas condutas tipificadas no artigo 10, caput, incisos V, VIII e XII, todos da Lei n° 8.429/92, os membros de diretoria colegiada que autorizam a celebração do contrato emergencial, em situação que se verificou lesiva ao erário e em confronto com o ordenamento jurídico, porquanto violou as normas de dispensa de licitação e de contratação pela Administração Pública. VII - Os pareceres técnicos não vinculam o administrador e, por sua própria natureza, não possuem carga decisória, limitando-se a orientar a decisão do corpo dirigente. Portanto, em última análise, a decisão é sempre do órgão deliberativo que deve responder por seus atos. VIII - De acordo com o disposto no § 5° do art. 37 da Constituição Federal, o direito da Administração ao ressarcimento à indenização, do prejuízo causado ao erário, é imprescritível. IX - O Contrato de Gestão n° 59/2005 foi celebrado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF com indevida dispensa de licitação, se utilizando de documentos forjados indicando preços muito superiores ao do mercado, conforme constatou a auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal, sendo que o procedimento administrativo que culminou com a realização do mencionado contrato foi dirigido para que a contratada se sagrasse vencedora do certame. X - Não merece prosperar os argumentos que pretende desqualificar a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do DF, quando totalmente dissociados de elementos probatórios que infirmem as conclusões do mencionado órgão fiscalizador. XI - O dano à Administração Pública não decorre somente da diferença de preço, ou da ausência da prestação de serviço, mas da própria contratação irregular em si. O fato de o contrato ter sido concluído não pode ser considerado em prejuízo dos demais princípios constitucionais, como os da legalidade, moralidade, impessoalidade e economicidade, porquanto não é dado ao administrador descurar-se da regra de que em direito público o que não expressamente permitido é proibido. XII - Não há que se falar em enriquecimento sem causa da Administração, pois aquele que atuou de modo reprovável eticamente não pode invocar benefícios fundados no juízo ético -moral. XIII - Não se confundem e nem caracterizam bis in idem, a condenação ao ressarcimento impostas nos autos da ação n° 2008.01.1.156225-4 e a aplicação de multa pecuniária, consoante previsto no art. 12, inciso II, 2ª parte, da Lei n° 8.429/92. XIV - Apelação do réu Ricardo Lima Espíndola não conhecida. Negou-se provimento aos demais recursos e à remessa oficial”. Já o acórdão do Superior Tribunal de Justiça restou assim ementado (fls. 39-40, Vol. 52) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF com indevida dispensa de licitação, se utilizando de documentos forjados indicando preços muito superiores ao do mercado, conforme constatou a auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal, sendo que o procedimento administrativo que culminou com a realização do mencionado contrato foi dirigido para que a contratada se sagrasse vencedora do certame. X - Não merece prosperar os argumentos que pretende desqualificar a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do DF, quando totalmente dissociados de elementos probatórios que infirmem as conclusões do mencionado órgão fiscalizador. XI - O dano à Administração Pública não decorre somente da diferença de preço, ou da ausência da prestação de serviço, mas da própria contratação irregular em si. O fato de o contrato ter sido concluído não pode ser considerado em prejuízo dos demais princípios constitucionais, como os da legalidade, moralidade, impessoalidade e economicidade, porquanto não é dado ao administrador descurar-se da regra de que em direito público o que não expressamente permitido é proibido. XII - Não há que se falar em enriquecimento sem causa da Administração, pois aquele que atuou de modo reprovável eticamente não pode invocar benefícios fundados no juízo ético -moral. XIII - Não se confundem e nem caracterizam bis in idem, a condenação ao ressarcimento impostas nos autos da ação n° 2008.01.1.156225-4 e a aplicação de multa pecuniária, consoante previsto no art. 12, inciso II, 2ª parte, da Lei n° 8.429/92. XIV - Apelação do réu Ricardo Lima Espíndola não conhecida. Negou-se provimento aos demais recursos e à remessa oficial”. Já o acórdão do Superior Tribunal de Justiça restou assim ementado (fls. 39-40, Vol. 52) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº. 7/STJ. REVISÃO DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE MANIFESTA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 7/STJ. APLICAÇÃO DA BENESSE DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. COLABORAÇÃO PREMIADA. ART. 13 DA LEI 9.807/99. REAPRECIAÇÃO DE ELEMENTOS COGNITIVOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº. 7/STJ. PRESCRIÇÃO. INAPLICABILIDADE DO LAPSO TEMPORAL TRIENAL. ART. 206, § 3º, DO CC/02. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS DECISÓRIOS. OMISSÃO, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. ART. 535 DO CPC/73. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO. CONDENAÇÃO SIMULTÂNEA. SOLIDARIEDADE. MODUS OPERANDI. ALTO GRAU DE REPROVABILIDADE DAS CONDUTAS. FRAGMENTOS DECISÓRIOS CONCLUSIVOS. REAVALIAÇÃO DE ELEMENTOS FÁTICO- PROBATÓRIOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº. 7/STJ. I - A discussão acerca caracterização ou não de atos de improbidade administrativa demanda inconteste revolvimento fático-probatório. Incidência Súmula n. 7/STJ. II - A tese recursal de revisão de dosimetria de sanções impostas em ação de improbidade administrativa implica em reapreciação fático-probatória. Inexistência de manifesta desproporcionalidade. Aplicação da Súmula n. 7/STJ. III - A pretensão de aplicação da benesse legal prevista no art. 13 da Lei n. 9.807/99 pressupõe a reapreciação de elementos cognitivos. Incidência da Súmula n. 7/STJ. IV - Em se tratando de ação de improbidade 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº. 7/STJ. REVISÃO DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE MANIFESTA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 7/STJ. APLICAÇÃO DA BENESSE DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. COLABORAÇÃO PREMIADA. ART. 13 DA LEI 9.807/99. REAPRECIAÇÃO DE ELEMENTOS COGNITIVOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº. 7/STJ. PRESCRIÇÃO. INAPLICABILIDADE DO LAPSO TEMPORAL TRIENAL. ART. 206, § 3º, DO CC/02. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS DECISÓRIOS. OMISSÃO, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. ART. 535 DO CPC/73. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO. CONDENAÇÃO SIMULTÂNEA. SOLIDARIEDADE. MODUS OPERANDI. ALTO GRAU DE REPROVABILIDADE DAS CONDUTAS. FRAGMENTOS DECISÓRIOS CONCLUSIVOS. REAVALIAÇÃO DE ELEMENTOS FÁTICO- PROBATÓRIOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº. 7/STJ. I - A discussão acerca caracterização ou não de atos de improbidade administrativa demanda inconteste revolvimento fático-probatório. Incidência Súmula n. 7/STJ. II - A tese recursal de revisão de dosimetria de sanções impostas em ação de improbidade administrativa implica em reapreciação fático-probatória. Inexistência de manifesta desproporcionalidade. Aplicação da Súmula n. 7/STJ. III - A pretensão de aplicação da benesse legal prevista no art. 13 da Lei n. 9.807/99 pressupõe a reapreciação de elementos cognitivos. Incidência da Súmula n. 7/STJ. IV - Em se tratando de ação de improbidade 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF administrativa, revela-se inaplicável a adoção da premissa temporal trienal prevista no art. 206, § 3º, do Código Civil de 2002 para a averiguação do fenômeno da prescrição. V - Inexistência de vícios decisórios. Decisão devidamente fundamentada. Não visualização de afronta ao art. 535 do CPC/73. VI - Presente juízo expresso e fundamentado pelo Tribunal de origem a respeito da solidariedade, em sede de cognição exauriente. O acórdão impugnado demonstra que a atuação dos recorrentes para a prática do ato irregular possui alto grau de reprovabilidade, na medida em que eles, para além de figurarem como autores intelectuais, concretizaram, cumulativamente, o intento ilícito mediante utilização de várias medidas fraudulentas. VII - A reversão do entendimento sobre a responsabilidade solidária dos agentes ímprobos, no presente caso, demandaria revolvimento fático-probatório, situação incompatível com a Súmula n. 7/STJ. VIII - Agravos conhecidos. Recursos especiais de Carlos Eduardo Bastos Nonô, Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda., Sérgio Henrique de Souza Santos e Alexandre Augusto de Souza Santos parcialmente conhecidos e, na parte conhecida, desprovidos. Recursos especiais de Carlos José de Oliveira Michiles e Ricardo Lima Espíndola não conhecidos.” No apelo extremo interposto em face de acórdão do TJDFT, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da CF/1988, violação aos arts. 5º, XXXV, LIV, LV e LVI; 37, § 6º; e 93, IX, da CF/1988. Em suma, a recorrente sustenta que (a) “restou demonstrado nos autos que os equipamentos, softwares e serviços constantes do objeto dos contratos erram essenciais ao desenvolvimento das atividades do Governo do Distrito Federal, razão pela qual não havia sequer a necessidade de se fazer a cotação com as empresas mencionadas na inicial (...), podendo a administração pública fazer a contratação direta.” 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF administrativa, revela-se inaplicável a adoção da premissa temporal trienal prevista no art. 206, § 3º, do Código Civil de 2002 para a averiguação do fenômeno da prescrição. V - Inexistência de vícios decisórios. Decisão devidamente fundamentada. Não visualização de afronta ao art. 535 do CPC/73. VI - Presente juízo expresso e fundamentado pelo Tribunal de origem a respeito da solidariedade, em sede de cognição exauriente. O acórdão impugnado demonstra que a atuação dos recorrentes para a prática do ato irregular possui alto grau de reprovabilidade, na medida em que eles, para além de figurarem como autores intelectuais, concretizaram, cumulativamente, o intento ilícito mediante utilização de várias medidas fraudulentas. VII - A reversão do entendimento sobre a responsabilidade solidária dos agentes ímprobos, no presente caso, demandaria revolvimento fático-probatório, situação incompatível com a Súmula n. 7/STJ. VIII - Agravos conhecidos. Recursos especiais de Carlos Eduardo Bastos Nonô, Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda., Sérgio Henrique de Souza Santos e Alexandre Augusto de Souza Santos parcialmente conhecidos e, na parte conhecida, desprovidos. Recursos especiais de Carlos José de Oliveira Michiles e Ricardo Lima Espíndola não conhecidos.” No apelo extremo interposto em face de acórdão do TJDFT, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da CF/1988, violação aos arts. 5º, XXXV, LIV, LV e LVI; 37, § 6º; e 93, IX, da CF/1988. Em suma, a recorrente sustenta que (a) “restou demonstrado nos autos que os equipamentos, softwares e serviços constantes do objeto dos contratos erram essenciais ao desenvolvimento das atividades do Governo do Distrito Federal, razão pela qual não havia sequer a necessidade de se fazer a cotação com as empresas mencionadas na inicial (...), podendo a administração pública fazer a contratação direta.” 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF (fls. 12-13, Vol. 40); e (b) tendo cumprido integralmente o contrato faz jus aos valores recebidos decorrentes dos serviços prestados. (fls. 80-103 e fls. 1-Vol. 39) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao argumento de que a pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional. (fls. 63-67, Vol. 45). No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que houve violação a dispositivos constitucionais. No mais, reitera as alegações de mérito do Recurso Extraordinário. (fls. 47- , Vol. 47) Quanto ao Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do STJ, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da CF/1988, violação aos arts. 5º, XXXV, LIV, LV e LVI; e 93, IX, da CF/1988. Em síntese, defende a recorrente (a) a prescrição do direito do recorrido de condená-la a devolver os valores que recebeu durante a vigência do contrato de prestação de serviços; e (b) a inépcia da inicial. No mais, reitera os argumentos desenvolvidos no Recurso Extraordinário interposto em face do TJDFT. (fls. 153-191, Vol. 52) O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao apelo extremo ao fundamento de que “(...) o STF já se manifestou pela inviabilidade de interposição de recurso extraordinário contra o acórdão do STJ, pois a questão objeto de inconformismo teria surgido com a manifestação exarada pelo tribunal local, levando à preclusão consumativa do referido tema com relação ao aresto do STJ.” No Agravo, o agravante alega que “apesar de mantida a decisão integral do TJDFT, certo é que fora, aí, sim, o próprio STJ quem deu azo ao Recurso Extraordinário no âmbito do STJ e não na origem local, pois o RE se escora no julgamento e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF (fls. 12-13, Vol. 40); e (b) tendo cumprido integralmente o contrato faz jus aos valores recebidos decorrentes dos serviços prestados. (fls. 80-103 e fls. 1-Vol. 39) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao argumento de que a pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional. (fls. 63-67, Vol. 45). No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que houve violação a dispositivos constitucionais. No mais, reitera as alegações de mérito do Recurso Extraordinário. (fls. 47- , Vol. 47) Quanto ao Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do STJ, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da CF/1988, violação aos arts. 5º, XXXV, LIV, LV e LVI; e 93, IX, da CF/1988. Em síntese, defende a recorrente (a) a prescrição do direito do recorrido de condená-la a devolver os valores que recebeu durante a vigência do contrato de prestação de serviços; e (b) a inépcia da inicial. No mais, reitera os argumentos desenvolvidos no Recurso Extraordinário interposto em face do TJDFT. (fls. 153-191, Vol. 52) O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao apelo extremo ao fundamento de que “(...) o STF já se manifestou pela inviabilidade de interposição de recurso extraordinário contra o acórdão do STJ, pois a questão objeto de inconformismo teria surgido com a manifestação exarada pelo tribunal local, levando à preclusão consumativa do referido tema com relação ao aresto do STJ.” No Agravo, o agravante alega que “apesar de mantida a decisão integral do TJDFT, certo é que fora, aí, sim, o próprio STJ quem deu azo ao Recurso Extraordinário no âmbito do STJ e não na origem local, pois o RE se escora no julgamento e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF violações à Constituição ocorridas no seio do STJ (...)”. (fl. 24, Vol. 53). É o relatório. Decido. Considerando a similitude dos argumentos sustentados, bem como a identidade dos dispositivos tidos por violados, ambos os Recursos Extraordinários serão analisados conjuntamente. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF violações à Constituição ocorridas no seio do STJ (...)”. (fl. 24, Vol. 53). É o relatório. Decido. Considerando a similitude dos argumentos sustentados, bem como a identidade dos dispositivos tidos por violados, ambos os Recursos Extraordinários serão analisados conjuntamente. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Outrossim, quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, a análise da pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional (Lei 8.666/1993), bem como do conteúdo probatório dos autos e de cláusulas 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Outrossim, quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, a análise da pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional (Lei 8.666/1993), bem como do conteúdo probatório dos autos e de cláusulas 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF contratuais. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmula 279/STF: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454/STF: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES LTDA. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF contratuais. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmula 279/STF: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454/STF: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES LTDA. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944B-34AD-DB9D-2F2F e senha CEA5-1D07-9C77-D6D8 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944B-34AD-DB9D-2F2F e senha CEA5-1D07-9C77-D6D8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA (12330/DF, 1565A/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) : ARNALDO CARDOSO DE SOUSA (14270/DF) INTDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) : RUBENS MARTINS (24191/DF) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2761-6A0A-F6FA-D7B1 e senha 9487-1382-9E9C-2AC7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA (12330/DF, 1565A/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) : ARNALDO CARDOSO DE SOUSA (14270/DF) INTDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) : RUBENS MARTINS (24191/DF) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2761-6A0A-F6FA-D7B1 e senha 9487-1382-9E9C-2AC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749397484
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, INCISOS XXXV, LIV e LV. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 7. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur400195
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 16. Análise: 01/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1165639
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008249 ANO-1992\n ART-00003 ART-00010 \"CAPUT\" INC-00005 \n INC-00008 INC-00012\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1165639 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) : ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) : SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) : CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) : RUBENS MARTINS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., INCISOS XXXV, LIV e LV. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 1165639 AGR / DF existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 4. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 4. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Ementa e Acórdão ARE 1165639 AGR / DF necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 7. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 7. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB3A-890C-82E1-CB38 e senha 91DF-9044-ADCD-8BEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do recurso extraordinário pela instância de origem, pois (a) aplicam-se os Temas de repercussão geral 339 e 660; (b); a ofensa constitucional é meramente reflexa; (c) incidem os óbices das Súmulas 279 e 454, todas desta CORTE; e (d) deficiente a fundamentação da repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não incidem os óbices das Súmulas 279 e 454; (b) a ofensa constitucional é direta; (c) a decisão possui vício de fundamentação; e (d) houve efetiva fundamentação da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que correta a inadmissão do recurso extraordinário pela instância de origem, pois (a) aplicam-se os Temas de repercussão geral 339 e 660; (b); a ofensa constitucional é meramente reflexa; (c) incidem os óbices das Súmulas 279 e 454, todas desta CORTE; e (d) deficiente a fundamentação da repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) não incidem os óbices das Súmulas 279 e 454; (b) a ofensa constitucional é direta; (c) a decisão possui vício de fundamentação; e (d) houve efetiva fundamentação da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ARE 1165639 AGR / DF repercussão geral. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF repercussão geral. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7DF-908F-E097-A9D5 e senha DA0C-A072-54FF-BF86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravos interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES Ltda contra decisões que inadmitiram Recursos Extraordinários em face de acórdãos proferidos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e do Superior Tribunal de Justiça. Quanto ao acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, encontra-se assim ementado (fls. 64- 66, Vol. 37): “ADMINISTRATIVO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO. DISPENSA DE LICITAÇÃO. CONTRATAÇÃO DIRETA. PROCESSO ADMINISTRATIVO. IRREGULARIDADE. LEGITIMIDADE PASSIVA. COMPROVAÇÃO DE VANTAGEM ILÍCITA. DESNECESSIDADE. INÉPCIA DA INICIAL. INOCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE DE MEMBROS DA DIRETORIA COLEGIADA. PARECER TÉCNICO. PRESCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRATO DE GESTÃO n 59/2005 - DANO À ADMINISTRAÇÃO. DISTINÇÃO ENTRE CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO E AO PAGAMENTO DE MULTA. I - Não se conhece de apelação interposta por advogado que não tem instrumento de mandato e nem protestou pela juntada nos quinze dias subseqüentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravos interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES Ltda contra decisões que inadmitiram Recursos Extraordinários em face de acórdãos proferidos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e do Superior Tribunal de Justiça. Quanto ao acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, encontra-se assim ementado (fls. 64- 66, Vol. 37): “ADMINISTRATIVO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO. DISPENSA DE LICITAÇÃO. CONTRATAÇÃO DIRETA. PROCESSO ADMINISTRATIVO. IRREGULARIDADE. LEGITIMIDADE PASSIVA. COMPROVAÇÃO DE VANTAGEM ILÍCITA. DESNECESSIDADE. INÉPCIA DA INICIAL. INOCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE DE MEMBROS DA DIRETORIA COLEGIADA. PARECER TÉCNICO. PRESCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRATO DE GESTÃO n 59/2005 - DANO À ADMINISTRAÇÃO. DISTINÇÃO ENTRE CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO E AO PAGAMENTO DE MULTA. I - Não se conhece de apelação interposta por advogado que não tem instrumento de mandato e nem protestou pela juntada nos quinze dias subseqüentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF II - A participação de todos os réus - foi descrita na petição inicial, não havendo qualquer óbice ao exercício da ampla defesa e do contraditório, daí porque não se cogita de inépcia. III - A constatação de conivência entre empresas concorrentes, agentes públicos e a empresa beneficiada, em procedimento administrativo viciado por meio de envio de proposta falsa é ato violador da probidade administrativa. IV - Aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta, responde nos termos do art. 3... da Lei n 8.249/92. V - A imputação de ato de improbidade administrativa não importa necessariamente em obtenção de vantagem em benefício próprio, bastando que tenha favorecido indevidamente outrem ou que tenha causado lesão ao erário ou à Administração Pública. VI - Incorre nas condutas tipificadas no artigo 10, caput, incisos V, VIII e XII, todos da Lei n 8.429/92, os membros de diretoria colegiada que autorizam a celebração do contrato emergencial, em situação que se verificou lesiva ao erário e em confronto com o ordenamento jurídico, porquanto violou as normas de dispensa de licitação e de contratação pela Administração Pública. VII - Os pareceres técnicos não vinculam o administrador e, por sua própria natureza, não possuem carga decisória, limitando-se a orientar a decisão do corpo dirigente. Portanto, em última análise, a decisão é sempre do órgão deliberativo que deve responder por seus atos. VIII - De acordo com o disposto no § 5... do art. 37 da Constituição Federal, o direito da Administração ao ressarcimento à indenização, do prejuízo causado ao erário, é imprescritível. IX - O Contrato de Gestão n 59/2005 foi celebrado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF II - A participação de todos os réus - foi descrita na petição inicial, não havendo qualquer óbice ao exercício da ampla defesa e do contraditório, daí porque não se cogita de inépcia. III - A constatação de conivência entre empresas concorrentes, agentes públicos e a empresa beneficiada, em procedimento administrativo viciado por meio de envio de proposta falsa é ato violador da probidade administrativa. IV - Aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta, responde nos termos do art. 3... da Lei n 8.249/92. V - A imputação de ato de improbidade administrativa não importa necessariamente em obtenção de vantagem em benefício próprio, bastando que tenha favorecido indevidamente outrem ou que tenha causado lesão ao erário ou à Administração Pública. VI - Incorre nas condutas tipificadas no artigo 10, caput, incisos V, VIII e XII, todos da Lei n 8.429/92, os membros de diretoria colegiada que autorizam a celebração do contrato emergencial, em situação que se verificou lesiva ao erário e em confronto com o ordenamento jurídico, porquanto violou as normas de dispensa de licitação e de contratação pela Administração Pública. VII - Os pareceres técnicos não vinculam o administrador e, por sua própria natureza, não possuem carga decisória, limitando-se a orientar a decisão do corpo dirigente. Portanto, em última análise, a decisão é sempre do órgão deliberativo que deve responder por seus atos. VIII - De acordo com o disposto no § 5... do art. 37 da Constituição Federal, o direito da Administração ao ressarcimento à indenização, do prejuízo causado ao erário, é imprescritível. IX - O Contrato de Gestão n 59/2005 foi celebrado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF com indevida dispensa de licitação, se utilizando de documentos forjados indicando preços muito superiores ao do mercado, conforme constatou a auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal, sendo que o procedimento administrativo que culminou com a realização do mencionado contrato foi dirigido para que a contratada se sagrasse vencedora do certame. X - Não merece prosperar os argumentos que pretende desqualificar a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do DF, quando totalmente dissociados de elementos probatórios que infirmem as conclusões do mencionado órgão fiscalizador. XI - O dano à Administração Pública não decorre somente da diferença de preço, ou da ausência da prestação de serviço, mas da própria contratação irregular em si. O fato de o contrato ter sido concluído não pode ser considerado em prejuízo dos demais princípios constitucionais, como os da legalidade, moralidade, impessoalidade e economicidade, porquanto não é dado ao administrador descurar-se da regra de que em direito público o que não expressamente permitido é proibido. XII - Não há que se falar em enriquecimento sem causa da Administração, pois aquele que atuou de modo reprovável eticamente não pode invocar benefícios fundados no juízo ético -moral. XIII - Não se confundem e nem caracterizam bis in idem, a condenação ao ressarcimento impostas nos autos da ação n 2008.01.1.156225-4 e a aplicação de multa pecuniária, consoante previsto no art. 12, inciso II, 2... parte, da Lei n 8.429/92. XIV - Apelação do réu Ricardo Lima Espíndola não conhecida. Negou-se provimento aos demais recursos e à remessa oficial”. Já o acórdão do Superior Tribunal de Justiça restou assim ementado (fls. 39-40, Vol. 52) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF com indevida dispensa de licitação, se utilizando de documentos forjados indicando preços muito superiores ao do mercado, conforme constatou a auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal, sendo que o procedimento administrativo que culminou com a realização do mencionado contrato foi dirigido para que a contratada se sagrasse vencedora do certame. X - Não merece prosperar os argumentos que pretende desqualificar a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do DF, quando totalmente dissociados de elementos probatórios que infirmem as conclusões do mencionado órgão fiscalizador. XI - O dano à Administração Pública não decorre somente da diferença de preço, ou da ausência da prestação de serviço, mas da própria contratação irregular em si. O fato de o contrato ter sido concluído não pode ser considerado em prejuízo dos demais princípios constitucionais, como os da legalidade, moralidade, impessoalidade e economicidade, porquanto não é dado ao administrador descurar-se da regra de que em direito público o que não expressamente permitido é proibido. XII - Não há que se falar em enriquecimento sem causa da Administração, pois aquele que atuou de modo reprovável eticamente não pode invocar benefícios fundados no juízo ético -moral. XIII - Não se confundem e nem caracterizam bis in idem, a condenação ao ressarcimento impostas nos autos da ação n 2008.01.1.156225-4 e a aplicação de multa pecuniária, consoante previsto no art. 12, inciso II, 2... parte, da Lei n 8.429/92. XIV - Apelação do réu Ricardo Lima Espíndola não conhecida. Negou-se provimento aos demais recursos e à remessa oficial”. Já o acórdão do Superior Tribunal de Justiça restou assim ementado (fls. 39-40, Vol. 52) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n. 7/Superior Tribunal de Justiça. REVISÃO DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE MANIFESTA. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 7/Superior Tribunal de Justiça. APLICAÇÃO DA BENESSE DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. COLABORAÇÃO PREMIADA. ART. 13 DA LEI 9.807/99. REAPRECIAÇÃO DE ELEMENTOS COGNITIVOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n. 7/Superior Tribunal de Justiça. PRESCRIÇÃO. INAPLICABILIDADE DO LAPSO TEMPORAL TRIENAL. ART. 206, § 3..., DO Código Civil Brasileiro/02. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS DECISÓRIOS. OMISSÃO, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. ART. 535 DO Código de Processo Civil/73. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO. CONDENAÇÃO SIMULTÂNEA. SOLIDARIEDADE. MODUS OPERANDI. ALTO GRAU DE REPROVABILIDADE DAS CONDUTAS. FRAGMENTOS DECISÓRIOS CONCLUSIVOS. REAVALIAÇÃO DE ELEMENTOS FÁTICO- PROBATÓRIOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA n. 7/Superior Tribunal de Justiça. I - A discussão acerca caracterização ou não de atos de improbidade administrativa demanda inconteste revolvimento fático-probatório. Incidência Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. II - A tese recursal de revisão de dosimetria de sanções impostas em ação de improbidade administrativa implica em reapreciação fático-probatória. Inexistência de manifesta desproporcionalidade. Aplicação da Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. III - A pretensão de aplicação da benesse legal prevista no art. 13 da Lei n. 9.807/99 pressupõe a reapreciação de elementos cognitivos. Incidência da Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. IV - Em se tratando de ação de improbidade 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n. 7/Superior Tribunal de Justiça. REVISÃO DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE MANIFESTA. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 7/Superior Tribunal de Justiça. APLICAÇÃO DA BENESSE DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. COLABORAÇÃO PREMIADA. ART. 13 DA LEI 9.807/99. REAPRECIAÇÃO DE ELEMENTOS COGNITIVOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n. 7/Superior Tribunal de Justiça. PRESCRIÇÃO. INAPLICABILIDADE DO LAPSO TEMPORAL TRIENAL. ART. 206, § 3..., DO Código Civil Brasileiro/02. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS DECISÓRIOS. OMISSÃO, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. ART. 535 DO Código de Processo Civil/73. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO. CONDENAÇÃO SIMULTÂNEA. SOLIDARIEDADE. MODUS OPERANDI. ALTO GRAU DE REPROVABILIDADE DAS CONDUTAS. FRAGMENTOS DECISÓRIOS CONCLUSIVOS. REAVALIAÇÃO DE ELEMENTOS FÁTICO- PROBATÓRIOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA n. 7/Superior Tribunal de Justiça. I - A discussão acerca caracterização ou não de atos de improbidade administrativa demanda inconteste revolvimento fático-probatório. Incidência Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. II - A tese recursal de revisão de dosimetria de sanções impostas em ação de improbidade administrativa implica em reapreciação fático-probatória. Inexistência de manifesta desproporcionalidade. Aplicação da Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. III - A pretensão de aplicação da benesse legal prevista no art. 13 da Lei n. 9.807/99 pressupõe a reapreciação de elementos cognitivos. Incidência da Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. IV - Em se tratando de ação de improbidade 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF administrativa, revela-se inaplicável a adoção da premissa temporal trienal prevista no art. 206, § 3..., do Código Civil de 2002 para a averiguação do fenômeno da prescrição. V - Inexistência de vícios decisórios. Decisão devidamente fundamentada. Não visualização de afronta ao art. 535 do Código de Processo Civil/73. VI - Presente juízo expresso e fundamentado pelo Tribunal de origem a respeito da solidariedade, em sede de cognição exauriente. O acórdão impugnado demonstra que a atuação dos recorrentes para a prática do ato irregular possui alto grau de reprovabilidade, na medida em que eles, para além de figurarem como autores intelectuais, concretizaram, cumulativamente, o intento ilícito mediante utilização de várias medidas fraudulentas. VII - A reversão do entendimento sobre a responsabilidade solidária dos agentes ímprobos, no presente caso, demandaria revolvimento fático-probatório, situação incompatível com a Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. VIII - Agravos conhecidos. Recursos especiais de Carlos Eduardo Bastos Nonô, Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda., Sérgio Henrique de Souza Santos e Alexandre Augusto de Souza Santos parcialmente conhecidos e, na parte conhecida, desprovidos. Recursos especiais de Carlos José de Oliveira Michiles e Ricardo Lima Espíndola não conhecidos.” No apelo extremo interposto em face de acórdão do TJDFT, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988/1988, violação aos arts. 5..., XXXV, LIV, LV e LVI; 37, § 6...; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/1988. Em suma, a recorrente sustenta que (a) “restou demonstrado nos autos que os equipamentos, softwares e serviços constantes do objeto dos contratos erram essenciais ao desenvolvimento das atividades do Governo do Distrito Federal, razão pela qual não havia sequer a necessidade de se fazer a cotação com as empresas mencionadas na inicial (...), podendo a administração pública fazer a contratação direta.” 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF administrativa, revela-se inaplicável a adoção da premissa temporal trienal prevista no art. 206, § 3..., do Código Civil de 2002 para a averiguação do fenômeno da prescrição. V - Inexistência de vícios decisórios. Decisão devidamente fundamentada. Não visualização de afronta ao art. 535 do Código de Processo Civil/73. VI - Presente juízo expresso e fundamentado pelo Tribunal de origem a respeito da solidariedade, em sede de cognição exauriente. O acórdão impugnado demonstra que a atuação dos recorrentes para a prática do ato irregular possui alto grau de reprovabilidade, na medida em que eles, para além de figurarem como autores intelectuais, concretizaram, cumulativamente, o intento ilícito mediante utilização de várias medidas fraudulentas. VII - A reversão do entendimento sobre a responsabilidade solidária dos agentes ímprobos, no presente caso, demandaria revolvimento fático-probatório, situação incompatível com a Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. VIII - Agravos conhecidos. Recursos especiais de Carlos Eduardo Bastos Nonô, Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda., Sérgio Henrique de Souza Santos e Alexandre Augusto de Souza Santos parcialmente conhecidos e, na parte conhecida, desprovidos. Recursos especiais de Carlos José de Oliveira Michiles e Ricardo Lima Espíndola não conhecidos.” No apelo extremo interposto em face de acórdão do TJDFT, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988/1988, violação aos arts. 5..., XXXV, LIV, LV e LVI; 37, § 6...; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/1988. Em suma, a recorrente sustenta que (a) “restou demonstrado nos autos que os equipamentos, softwares e serviços constantes do objeto dos contratos erram essenciais ao desenvolvimento das atividades do Governo do Distrito Federal, razão pela qual não havia sequer a necessidade de se fazer a cotação com as empresas mencionadas na inicial (...), podendo a administração pública fazer a contratação direta.” 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF (fls. 12-13, Vol. 40); e (b) tendo cumprido integralmente o contrato faz jus aos valores recebidos decorrentes dos serviços prestados. (fls. 80-103 e fls. 1-Vol. 39) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao argumento de que a pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional. (fls. 63-67, Vol. 45). No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que houve violação a dispositivos constitucionais. No mais, reitera as alegações de mérito do Recurso Extraordinário. (fls. 47- , Vol. 47) Quanto ao Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988/1988, violação aos arts. 5..., XXXV, LIV, LV e LVI; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/1988. Em síntese, defende a recorrente (a) a prescrição do direito do recorrido de condená-la a devolver os valores que recebeu durante a vigência do contrato de prestação de serviços; e (b) a inépcia da inicial. No mais, reitera os argumentos desenvolvidos no Recurso Extraordinário interposto em face do TJDFT. (fls. 153-191, Vol. 52) O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao apelo extremo ao fundamento de que “(...) o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela inviabilidade de interposição de recurso extraordinário contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, pois a questão objeto de inconformismo teria surgido com a manifestação exarada pelo tribunal local, levando à preclusão consumativa do referido tema com relação ao aresto do Superior Tribunal de Justiça.” No Agravo, o agravante alega que “apesar de mantida a decisão integral do TJDFT, certo é que fora, aí, sim, o próprio Superior Tribunal de Justiça quem deu azo ao Recurso Extraordinário no âmbito do Superior Tribunal de Justiça e não na origem local, pois o Recurso Extraordinário se escora no julgamento e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF (fls. 12-13, Vol. 40); e (b) tendo cumprido integralmente o contrato faz jus aos valores recebidos decorrentes dos serviços prestados. (fls. 80-103 e fls. 1-Vol. 39) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios negou seguimento ao Recurso Extraordinário ao argumento de que a pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional. (fls. 63-67, Vol. 45). No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que houve violação a dispositivos constitucionais. No mais, reitera as alegações de mérito do Recurso Extraordinário. (fls. 47- , Vol. 47) Quanto ao Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, alega-se, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal de 1988/1988, violação aos arts. 5..., XXXV, LIV, LV e LVI; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/1988. Em síntese, defende a recorrente (a) a prescrição do direito do recorrido de condená-la a devolver os valores que recebeu durante a vigência do contrato de prestação de serviços; e (b) a inépcia da inicial. No mais, reitera os argumentos desenvolvidos no Recurso Extraordinário interposto em face do TJDFT. (fls. 153-191, Vol. 52) O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao apelo extremo ao fundamento de que “(...) o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela inviabilidade de interposição de recurso extraordinário contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, pois a questão objeto de inconformismo teria surgido com a manifestação exarada pelo tribunal local, levando à preclusão consumativa do referido tema com relação ao aresto do Superior Tribunal de Justiça.” No Agravo, o agravante alega que “apesar de mantida a decisão integral do TJDFT, certo é que fora, aí, sim, o próprio Superior Tribunal de Justiça quem deu azo ao Recurso Extraordinário no âmbito do Superior Tribunal de Justiça e não na origem local, pois o Recurso Extraordinário se escora no julgamento e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF violações à Constituição ocorridas no seio do Superior Tribunal de Justiça (...)”. (fl. 24, Vol. 53). É o relatório. Decido. Considerando a similitude dos argumentos sustentados, bem como a identidade dos dispositivos tidos por violados, ambos os Recursos Extraordinários serão analisados conjuntamente. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF violações à Constituição ocorridas no seio do Superior Tribunal de Justiça (...)”. (fl. 24, Vol. 53). É o relatório. Decido. Considerando a similitude dos argumentos sustentados, bem como a identidade dos dispositivos tidos por violados, ambos os Recursos Extraordinários serão analisados conjuntamente. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Outrossim, quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, a análise da pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional (Lei 8.666/1993), bem como do conteúdo probatório dos autos e de cláusulas 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Outrossim, quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, a análise da pretensão recursal demandaria o exame de legislação infraconstitucional (Lei 8.666/1993), bem como do conteúdo probatório dos autos e de cláusulas 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1165639 AGR / DF contratuais. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454/Supremo Tribunal Federal: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES LTDA. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1165639 AGR / DF contratuais. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Por fim, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454/Supremo Tribunal Federal: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS AGRAVOS EM RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS interpostos por LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES LTDA. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37C5-878C-60CF-0E00 e senha 7DE9-FE38-F037-AFF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944B-34AD-DB9D-2F2F e senha CEA5-1D07-9C77-D6D8 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) :MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) :ARNALDO CARDOSO DE SOUSA INTDO.(A/S) :CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :WALDIR RAMOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) :RUBENS MARTINS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944B-34AD-DB9D-2F2F e senha CEA5-1D07-9C77-D6D8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA (12330/DF, 1565A/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) : ARNALDO CARDOSO DE SOUSA (14270/DF) INTDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) : RUBENS MARTINS (24191/DF) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2761-6A0A-F6FA-D7B1 e senha 9487-1382-9E9C-2AC7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.639 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA ADV.(A/S) : MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA (12330/DF, 1565A/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : RICARDO LIMA ESPINDOLA ADV.(A/S) : ARNALDO CARDOSO DE SOUSA (14270/DF) INTDO.(A/S) : CARLOS EDUARDO BASTOS NONO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : WALDIR RAMOS DA SILVA (137904/SP) INTDO.(A/S) : CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES ADV.(A/S) : RUBENS MARTINS (24191/DF) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2761-6A0A-F6FA-D7B1 e senha 9487-1382-9E9C-2AC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 165 . 639", "SÚMULA 279 DO Supremo", "ARE 1165639 AGR / DF", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1165639 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1165639 AGR", "ARE 1165639 AGR / DF", "AGRAVO 1 . 165 . 639", "RECURSO", "ARE 1165639 AGR / DF", "ação n 2008 . 01 . 1 . 156225 - 4", "ação n 2008 . 01 . 1 . 156225 - 4", "ARE 1165639 AGR / DF", "SÚMULA n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA n 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1165639 AGR / DF", "SÚMULA n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA n 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1165639 AGR / DF", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1165639 AGR / DF", "ARE 1165639 AGR / DF", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 1165639 AGR / DF", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1165639 AGR / DF", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1165639 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 5 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONTRATO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONTRATO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da Lei n 8 . 249 / 92", "artigo 10 , caput , incisos V , VIII e XII , todos da Lei n 8 . 429 / 92", "§ 5 . . . do art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da Lei n 8 . 249 / 92", "artigo 10 , caput , incisos V , VIII e XII , todos da Lei n 8 . 429 /", "§ 5 . . . do art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , inciso II , 2 . . . parte , da Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , inciso II , 2 . . . parte , da Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 13 DA LEI 9 . 807 / 99", "ART . 206 , § 3 . . . , DO Código Civil Brasileiro / 02", "ART . 535 DO Código de Processo Civil / 73", "art . 13 da Lei n .", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "ART . 13 DA LEI 9 . 807 /", "ART . 206 , § 3 . . . , DO Código Civil Brasileiro / 02", "ART . 535 DO Código de Processo Civil / 73", "art . 13 da Lei n . 9 . 807 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 206 , § 3 . . . , do Código Civil de 2002", "art . 535 do Código de Processo Civil / 73", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "arts", "93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 206 , § 3 . . . , do Código Civil de 2002", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "arts . 5 . . . , XXXV , LIV , LV e LVI ; 37 , § 6 . . .", "93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "arts . 5 . . . ,", "93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "arts . 5 . . . , XXXV , LIV , LV e LVI ; e", "93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Lei 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Lei 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES Ltda", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES Ltda", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas do Distrito Federal", "Tribunal de Contas do DF", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Tribunal de Contas do Distrito Federal", "Tribunal de Contas do DF", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda .", "TJDFT", "Governo do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda .", "TJDFT", "Governo do Distrito Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Superior Tribunal de Justiça", "TJDFT", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TJDFT", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Superior Tribunal de Justiça", "TJDFT", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TJDFT", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "454", "/", "Supremo Tribunal Federal", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "454", "/", "Supremo Tribunal Federal", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICAÇÕES LTDA", "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LINKNET TECNOLOGIA E TELECOMUNICACOES LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA", "RICARDO LIMA ESPINDOLA", "ARNALDO CARDOSO DE SOUSA", "CARLOS EDUARDO BASTOS NONO", "ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES", "RUBENS MARTINS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA", "RICARDO LIMA ESPINDOLA", "ARNALDO CARDOSO DE SOUSA", "CARLOS EDUARDO BASTOS NONO", "ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES", "RUBENS MARTINS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA", "RICARDO LIMA ESPINDOLA", "ARNALDO CARDOSO DE SOUSA", "CARLOS EDUARDO BASTOS NONO", "ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES", "RUBENS MARTINS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ricardo Lima Espíndola", "Ricardo Lima Espíndola", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Carlos Eduardo Bastos Nonô", "Sérgio Henrique de Souza Santos", "Alexandre Augusto de Souza Santos", "Carlos José de Oliveira Michiles", "Ricardo Lima Espíndola", "Carlos Eduardo Bastos Nonô", "Sérgio Henrique de Souza Santos", "Alexandre Augusto de Souza Santos", "Carlos José de Oliveira Michiles", "Ricardo Lima Espíndola", "ALEXANDRE DE MORAES ARE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA", "RICARDO LIMA ESPINDOLA", "ARNALDO CARDOSO DE SOUSA", "CARLOS EDUARDO BASTOS NONO", "ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES", "RUBENS MARTINS", "MARCO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA", "RICARDO LIMA ESPINDOLA", "ARNALDO CARDOSO DE SOUSA", "CARLOS EDUARDO BASTOS NONO", "ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES", "RUBENS MARTINS", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA", "RICARDO LIMA ESPINDOLA", "ARNALDO CARDOSO DE SOUSA", "CARLOS EDUARDO BASTOS NONO", "ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES", "RUBENS MARTINS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA", "RICARDO LIMA ESPINDOLA", "ARNALDO CARDOSO DE SOUSA", "CARLOS EDUARDO BASTOS NONO", "ALEXANDRE AUGUSTO DE SOUSA", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "SERGIO HENRIQUE DE SOUZA SANTOS", "WALDIR RAMOS DA SILVA", "CARLOS JOSE DE OLIVEIRA MICHILES", "RUBENS MARTINS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) :STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) :RAFAEL MARTINS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Incorporação de verba. Natureza. 3. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Majoração dos honorários advocatícios em 20% 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD0B-1595-7C00-B316 e senha F418-7E9F-29D5-9BFD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) :STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) :RAFAEL MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou que a verba diferença de caixa pro labore não possui caráter geral. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 6, p. 2, 3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que o cerne da questão é de cunho constitucional e diz respeito à cobrança de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) :STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) :RAFAEL MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou que a verba diferença de caixa pro labore não possui caráter geral. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 6, p. 2, 3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que o cerne da questão é de cunho constitucional e diz respeito à cobrança de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1164589 AGR / SP contribuição previdenciária sem o respectivo benefício. Aduz-se, nesse sentido, ser indevida “a incidência de contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis aos futuros proventos de aposentadoria”. Intimada, a parte agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 12). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Supremo Tribunal Federal ARE 1164589 AGR / SP contribuição previdenciária sem o respectivo benefício. Aduz-se, nesse sentido, ser indevida “a incidência de contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis aos futuros proventos de aposentadoria”. Intimada, a parte agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 12). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou a impossibilidade de incorporação da denominada verba “diferença de caixa pro labore” aos proventos da ora agravante, em virtude de eventual equívoco administrativo, para fins de reparação. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão ora impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO. REAJUSTE. LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou a impossibilidade de incorporação da denominada verba “diferença de caixa pro labore” aos proventos da ora agravante, em virtude de eventual equívoco administrativo, para fins de reparação. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão ora impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO. REAJUSTE. LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1164589 AGR / SP REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-BROBATÓRIO. HONORÁRIOS RECURSAIS. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. SÚMULAS 279 E 280. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda reexame, por esta Corte, da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie e reexame do contexto fático-probatório. Incidência das Súmula 279 e 280/STF. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais dos § 2° e § 3°, do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.024.245, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2018) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO AOS PROVENTOS DE INATIVIDADE. NATUREZA DAS VERBAS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.3.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”. (RE-AgR 637.805, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.11.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 21.8.2017. GRATIFICAÇÃO. INCORPORAÇÃO. NATUREZA. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DE DECISÕES JUDICIAIS. TEMA 339. SÚMULA 280. 1. A decisão recorrida não ofendeu a norma do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Supremo Tribunal Federal ARE 1164589 AGR / SP REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-BROBATÓRIO. HONORÁRIOS RECURSAIS. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. SÚMULAS 279 E 280. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda reexame, por esta Corte, da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie e reexame do contexto fático-probatório. Incidência das Súmula 279 e 280/STF. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais dos § 2° e § 3°, do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.024.245, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2018) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO AOS PROVENTOS DE INATIVIDADE. NATUREZA DAS VERBAS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.3.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”. (RE-AgR 637.805, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.11.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 21.8.2017. GRATIFICAÇÃO. INCORPORAÇÃO. NATUREZA. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DE DECISÕES JUDICIAIS. TEMA 339. SÚMULA 280. 1. A decisão recorrida não ofendeu a norma do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1164589 AGR / SP art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 2. É infraconstitucional a questão referente à natureza jurídica de gratificação ou de outra vantagem pecuniária, quando o Tribunal local acolhe ou rejeita seu caráter geral perante os termos da legislação local que a disciplina. Aplicação da Súmula 280/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC”. (RE-AgR 1.014.618, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.11.2017) Ademais, esta Corte em diversas oportunidades rejeitou a repercussão geral de temas análogos à hipótese dos autos, em que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a definição de sua natureza. É o caso dos temas 199, 397 e 773, cujos paradigmas são, respectivamente, o AI-RG 764.703, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 16.10.2009; RE-RG 633.843, Rel. Min. Presidente, DJe 15.9.2011; e RE-RG 814.204, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em 20% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Supremo Tribunal Federal ARE 1164589 AGR / SP art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 2. É infraconstitucional a questão referente à natureza jurídica de gratificação ou de outra vantagem pecuniária, quando o Tribunal local acolhe ou rejeita seu caráter geral perante os termos da legislação local que a disciplina. Aplicação da Súmula 280/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC”. (RE-AgR 1.014.618, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.11.2017) Ademais, esta Corte em diversas oportunidades rejeitou a repercussão geral de temas análogos à hipótese dos autos, em que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a definição de sua natureza. É o caso dos temas 199, 397 e 773, cujos paradigmas são, respectivamente, o AI-RG 764.703, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 16.10.2009; RE-RG 633.843, Rel. Min. Presidente, DJe 15.9.2011; e RE-RG 814.204, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em 20% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) : STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO (42977/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) : RAFAEL MARTINS (278126/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B994-4D6A-F392-B7C8 e senha 956B-498A-802F-7F54 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) : STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO (42977/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) : RAFAEL MARTINS (278126/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B994-4D6A-F392-B7C8 e senha 956B-498A-802F-7F54 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749486358
2019-03-22T00:00:00
2019-04-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Incorporação de verba. Natureza. 3. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Majoração dos honorários advocatícios em 20% 5. Agravo regimental desprovido.
sjur401086
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, GRATIFICAÇÃO, NATUREZA JURÍDICA) RE 637805 AgR (1ªT), ARE 1024245 AgR (2ªT), RE 1014618 AgR (2ªT). (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, VERBA REMUNERATÓRIA, NATUREZA JURÍDICA) AI 764703 RG, RE 633843 RG, RE 814204 RG. Número de páginas: 7. Análise: 07/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1164589
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1164589 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) : STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) : RAFAEL MARTINS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) :STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) :RAFAEL MARTINS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Servidor público. Incorporação de verba. Natureza. 3. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Majoração dos honorários advocatícios em 20% 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD0B-1595-7C00-B316 e senha F418-7E9F-29D5-9BFD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) :STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) :RAFAEL MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou que a verba diferença de caixa pro labore não possui caráter geral. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 6, p. 2, 3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que o cerne da questão é de cunho constitucional e diz respeito à cobrança de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) :STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) :RAFAEL MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou que a verba diferença de caixa pro labore não possui caráter geral. (...) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 6, p. 2, 3) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a não incidência do óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que o cerne da questão é de cunho constitucional e diz respeito à cobrança de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1164589 AGR / SP contribuição previdenciária sem o respectivo benefício. Aduz-se, nesse sentido, ser indevida “a incidência de contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis aos futuros proventos de aposentadoria”. Intimada, a parte agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 12). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Supremo Tribunal Federal ARE 1164589 AGR / SP contribuição previdenciária sem o respectivo benefício. Aduz-se, nesse sentido, ser indevida “a incidência de contribuição previdenciária sobre parcelas não incorporáveis aos futuros proventos de aposentadoria”. Intimada, a parte agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 12). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 802D-3DA9-8D11-3ECB e senha BC45-C2DF-3799-25FD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou a impossibilidade de incorporação da denominada verba “diferença de caixa pro labore” aos proventos da ora agravante, em virtude de eventual equívoco administrativo, para fins de reparação. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão ora impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO. REAJUSTE. LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie, consignou a impossibilidade de incorporação da denominada verba “diferença de caixa pro labore” aos proventos da ora agravante, em virtude de eventual equívoco administrativo, para fins de reparação. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão ora impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO. REAJUSTE. LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1164589 AGR / SP REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-BROBATÓRIO. HONORÁRIOS RECURSAIS. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. SÚMULAS 279 E 280. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda reexame, por esta Corte, da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie e reexame do contexto fático-probatório. Incidência das Súmula 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais dos § 2... e § 3..., do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.024.245, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2018) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO AOS PROVENTOS DE INATIVIDADE. NATUREZA DAS VERBAS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.3.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 637.805, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.11.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 21.8.2017. GRATIFICAÇÃO. INCORPORAÇÃO. NATUREZA. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DE DECISÕES JUDICIAIS. TEMA 339. SÚMULA 280. 1. A decisão recorrida não ofendeu a norma do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Supremo Tribunal Federal ARE 1164589 AGR / SP REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-BROBATÓRIO. HONORÁRIOS RECURSAIS. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. SÚMULAS 279 E 280. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda reexame, por esta Corte, da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie e reexame do contexto fático-probatório. Incidência das Súmula 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais dos § 2... e § 3..., do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.024.245, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2018) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO AOS PROVENTOS DE INATIVIDADE. NATUREZA DAS VERBAS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.3.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 637.805, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.11.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 21.8.2017. GRATIFICAÇÃO. INCORPORAÇÃO. NATUREZA. DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO DE DECISÕES JUDICIAIS. TEMA 339. SÚMULA 280. 1. A decisão recorrida não ofendeu a norma do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1164589 AGR / SP art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 2. É infraconstitucional a questão referente à natureza jurídica de gratificação ou de outra vantagem pecuniária, quando o Tribunal local acolhe ou rejeita seu caráter geral perante os termos da legislação local que a disciplina. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.014.618, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.11.2017) Ademais, esta Corte em diversas oportunidades rejeitou a repercussão geral de temas análogos à hipótese dos autos, em que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a definição de sua natureza. É o caso dos temas 199, 397 e 773, cujos paradigmas são, respectivamente, o AI-RG 764.703, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 16.10.2009; Recurso Extraordinário-RG 633.843, Rel. Min. Presidente, DJe 15.9.2011; e Recurso Extraordinário-RG 814.204, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em 20% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Supremo Tribunal Federal ARE 1164589 AGR / SP art. 93, IX, da Constituição, porquanto está devidamente fundamentada. 2. É infraconstitucional a questão referente à natureza jurídica de gratificação ou de outra vantagem pecuniária, quando o Tribunal local acolhe ou rejeita seu caráter geral perante os termos da legislação local que a disciplina. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.014.618, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.11.2017) Ademais, esta Corte em diversas oportunidades rejeitou a repercussão geral de temas análogos à hipótese dos autos, em que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a definição de sua natureza. É o caso dos temas 199, 397 e 773, cujos paradigmas são, respectivamente, o AI-RG 764.703, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 16.10.2009; Recurso Extraordinário-RG 633.843, Rel. Min. Presidente, DJe 15.9.2011; e Recurso Extraordinário-RG 814.204, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 3.11.2014. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em 20% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6F3-954E-649F-E1E8 e senha E055-1594-9309-A890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) : STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO (42977/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) : RAFAEL MARTINS (278126/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B994-4D6A-F392-B7C8 e senha 956B-498A-802F-7F54 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS ADV.(A/S) : STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO (42977/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS -UNICAMP ADV.(A/S) : RAFAEL MARTINS (278126/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B994-4D6A-F392-B7C8 e senha 956B-498A-802F-7F54 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 164 . 589", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 164 . 589", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal ”", "Súmula 280 do", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 164 . 589", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 024 . 245", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 637 . 805", "ARE 1164589 AGR / SP", "SÚMULAS", "Súmula 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 024 . 245", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 637 . 805", "ARE 1164589 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 1 . 014 . 618", "AI", "-", "RG 764 . 703", "Recurso Extraordinário - RG 633 . 843", "Recurso Extraordinário - RG 814 . 204", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 1 . 014 . 618", "AI", "-", "RG 764 . 703", "Recurso Extraordinário - RG 633 . 843", "Recurso Extraordinário - RG 814 . 204" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PREVIDÊNCIA", "SPPREV", "UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS", "UNICAMP", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SÃO PAULO", "PREVIDÊNCIA", "SPPREV", "UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS", "UNICAMP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS", "UNICAMP", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS", "UNICAMP", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SÃO", "SPPREV", "UNIVERSIDADE DE ESTADUAL DE CAMPINAS", "UNICAMP", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS", "STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO", "RAFAEL MARTINS", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS", "STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO", "RAFAEL MARTINS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ENY APARECIDA DE MORAES", "STELA MARIA TIZIANO", "RAFAEL MARTINS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "Edson Fachin", "Cezar Peluso", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Cezar Peluso", "Teori Zavascki", "GILMAR", "ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS", "STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO", "RAFAEL MARTINS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "ENY APARECIDA DE MORAES FOLEIS", "STELA MARIA TIZIANO SIMIONATTO", "RAFAEL MARTINS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "9", ".", "2018", "25", ".", "3", ".", "2010", "20", ".", "11", ".", "2014", "21", ".", "8", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "9", ".", "2018", "25", ".", "3", ".", "2010", "20", ".", "11", ".", "2014", "21", ".", "8", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "11", ".", "2017", "16", ".", "10", ".", "2009", "15", ".", "9", ".", "2011", "3", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "11", ".", "2017", "16", ".", "10", ".", "2009", "15", ".", "9", ".", "2011", "3", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) :ROBERTO CARLOS KEPPLER ADV.(A/S) :PAULO MANTOVANI MACHADO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 4. Alegação de creditamento indevido. Utilização de critério da estimativa para glosar os créditos havidos por autoridade fiscalizadora. Assentada na ementa do Tribunal a quo a inexistência de informações quanto a haver o contribuinte fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento do tributo de maneira convencional e não por estimativa. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Negativa de provimento ao agravo regimental. Sem majoração de honorários, tendo em vista a não fixação anterior pela origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1° a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55E7-F308-901D-8F0D e senha 498E-3625-94B6-7BD6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1156213 AGR / SP Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55E7-F308-901D-8F0D e senha 498E-3625-94B6-7BD6 Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55E7-F308-901D-8F0D e senha 498E-3625-94B6-7BD6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) :ROBERTO CARLOS KEPPLER ADV.(A/S) :PAULO MANTOVANI MACHADO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional e Convênio nº 66/1988) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte tenha fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: O art. 31, IV, do Convênio 66/88, prevê a possibilidade de creditamento de ICMS incidente sobre o uso dos serviços de telecomunicação e de transporte, condicionando, porém, o referido benefício à utilização desses serviços para fins de produção ou comercialização. (...) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) :ROBERTO CARLOS KEPPLER ADV.(A/S) :PAULO MANTOVANI MACHADO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional e Convênio nº 66/1988) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte tenha fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: O art. 31, IV, do Convênio 66/88, prevê a possibilidade de creditamento de ICMS incidente sobre o uso dos serviços de telecomunicação e de transporte, condicionando, porém, o referido benefício à utilização desses serviços para fins de produção ou comercialização. (...) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1156213 AGR / SP (...) Resta enfrentar a matéria envolvendo o método empregado pela autoridade fiscal para aferição do tributo devido. Foi empregado o método de calculo por estimativa, cuja legislação disciplina no art. 148 do CTN, (...): (...) O arbitramento por estimativa da base de cálculo é empregado quando inexistem dados suficientes para serem utilizados pelo Fisco na apuração do quantum devido, daí porque a própria legislação atribui ao contribuinte o ônus de fornecer documentos hígidos para aferição do valor da base de cálculo. E, no caso concreto, não há informações de que a contribuinte tenha fornecido todas as contas de telefone para que fosse calculado da maneira convencional o valor a base de cálculo. (eDOC 3, p. 112-113) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 654.997-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. ICMS. Creditamento. Classificação dos bens adquiridos. Legislação ordinária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP (...) Resta enfrentar a matéria envolvendo o método empregado pela autoridade fiscal para aferição do tributo devido. Foi empregado o método de calculo por estimativa, cuja legislação disciplina no art. 148 do CTN, (...): (...) O arbitramento por estimativa da base de cálculo é empregado quando inexistem dados suficientes para serem utilizados pelo Fisco na apuração do quantum devido, daí porque a própria legislação atribui ao contribuinte o ônus de fornecer documentos hígidos para aferição do valor da base de cálculo. E, no caso concreto, não há informações de que a contribuinte tenha fornecido todas as contas de telefone para que fosse calculado da maneira convencional o valor a base de cálculo. (eDOC 3, p. 112-113) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 654.997-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. ICMS. Creditamento. Classificação dos bens adquiridos. Legislação ordinária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1156213 AGR / SP Impossibilidade. Súmula nº 279/STF. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. É inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 936.925-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 2.5.2016) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (artigo 932, VIII, do CPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do CPC”. (eDOC 6) No agravo regimental, sustenta-se ofensa direta ao artigo 5º, XXXII, da Constituição e reiteram-se os argumentos apresentados para sustentar suposta violação ao inciso XXXVI desse mesmo dispositivo constitucional, ao argumento de que a instância de origem teria incorrido em equívoco ao não reconhecer a nulidade de auto de infração e imposição de multa (AIIM) fundada em suposto creditamento indevido de ICMS relativo ao consumo de telefone no período de agosto de 1994 a dezembro de 1996. (eDOC 8, p. 3-4 e 6) Nesse sentido, afirma-se que a autoridade fiscalizadora utilizou-se apenas do critério da estimativa para glosar os créditos havidos pela recorrente, em razão de ausência de comprovação de que as ligações feitas estariam relacionadas ao processo de industrialização e/ou comercialização da empresa, conforme a lei autoriza. Defende-se que, na espécie, deveria ter-se procedido à analise das faturas no período considerado com observância dos princípios da segurança jurídica, da verdade real e do direito adquirido. (eDOC 8, p. 4, 8-9 e 11) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 12. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP Impossibilidade. Súmula nº 279/STF. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. É inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 936.925-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 2.5.2016) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (artigo 932, VIII, do CPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do CPC”. (eDOC 6) No agravo regimental, sustenta-se ofensa direta ao artigo 5º, XXXII, da Constituição e reiteram-se os argumentos apresentados para sustentar suposta violação ao inciso XXXVI desse mesmo dispositivo constitucional, ao argumento de que a instância de origem teria incorrido em equívoco ao não reconhecer a nulidade de auto de infração e imposição de multa (AIIM) fundada em suposto creditamento indevido de ICMS relativo ao consumo de telefone no período de agosto de 1994 a dezembro de 1996. (eDOC 8, p. 3-4 e 6) Nesse sentido, afirma-se que a autoridade fiscalizadora utilizou-se apenas do critério da estimativa para glosar os créditos havidos pela recorrente, em razão de ausência de comprovação de que as ligações feitas estariam relacionadas ao processo de industrialização e/ou comercialização da empresa, conforme a lei autoriza. Defende-se que, na espécie, deveria ter-se procedido à analise das faturas no período considerado com observância dos princípios da segurança jurídica, da verdade real e do direito adquirido. (eDOC 8, p. 4, 8-9 e 11) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 12. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Registro novamente que o Tribunal a quo consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte teria fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Colho de excerto da ementa do acórdão recorrido: “CREDITAMENTO. ART. 31, IV, DO CONVÊNIO 66/88. SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÃO. Ônus atribuído ao contribuinte de demonstrar que a utilização do serviço de telecomunicação é empregado exclusivamente na consecução de suas finalidades comerciais ou industriais. A embargante não se desincumbiu do ônus de demonstrar o preenchimento deste requisito para poder se beneficiar do creditamento. Precedentes do STJ. Autuação. Aplicação do método por estimativa. Inteligência do art. 148 do CTN. Possibilidade. Base de cálculo. Valor de contas telefônicas compreendidas no período entre agosto de 1994 a dezembro de 1996. Não fornecimento dos documentos que viabilizem a aferição da base de cálculo pelo método convencional. Arbitramento por estimativa que atendeu ao princípio da razoabilidade. A parte não se desincumbiu do ônus da prova referente ao capítulo da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Registro novamente que o Tribunal a quo consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte teria fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Colho de excerto da ementa do acórdão recorrido: “CREDITAMENTO. ART. 31, IV, DO CONVÊNIO 66/88. SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÃO. Ônus atribuído ao contribuinte de demonstrar que a utilização do serviço de telecomunicação é empregado exclusivamente na consecução de suas finalidades comerciais ou industriais. A embargante não se desincumbiu do ônus de demonstrar o preenchimento deste requisito para poder se beneficiar do creditamento. Precedentes do STJ. Autuação. Aplicação do método por estimativa. Inteligência do art. 148 do CTN. Possibilidade. Base de cálculo. Valor de contas telefônicas compreendidas no período entre agosto de 1994 a dezembro de 1996. Não fornecimento dos documentos que viabilizem a aferição da base de cálculo pelo método convencional. Arbitramento por estimativa que atendeu ao princípio da razoabilidade. A parte não se desincumbiu do ônus da prova referente ao capítulo da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1156213 AGR / SP causa que versa sobre a autuação pelo creditamento indevido. Inconformismo do contribuinte não merece provimento. Manutenção integral da sentença”. (eDOC 3, p. 110) Nesse contexto, como já demonstrado na decisão ora agravada, a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inovação recursal. Inadmissibilidade. Tributário. ICMS. Energia elétrica consumida. Creditamento. Serviços de telecomunicação. Equiparação à indústria básica. Infraconstitucional. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no sentido de que é possível o creditamento do ICMS incidente sobre a energia elétrica consumida na prestação de serviços de telecomunicação, nos termos da LC nº 87/96, em razão de o Decreto nº 640/62 equiparar, para todos os efeitos legais, tais serviços à indústria básica, seria necessário o reexame da causa à luz desses diplomas. 3. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 941.235, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.9.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP causa que versa sobre a autuação pelo creditamento indevido. Inconformismo do contribuinte não merece provimento. Manutenção integral da sentença”. (eDOC 3, p. 110) Nesse contexto, como já demonstrado na decisão ora agravada, a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inovação recursal. Inadmissibilidade. Tributário. ICMS. Energia elétrica consumida. Creditamento. Serviços de telecomunicação. Equiparação à indústria básica. Infraconstitucional. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no sentido de que é possível o creditamento do ICMS incidente sobre a energia elétrica consumida na prestação de serviços de telecomunicação, nos termos da LC nº 87/96, em razão de o Decreto nº 640/62 equiparar, para todos os efeitos legais, tais serviços à indústria básica, seria necessário o reexame da causa à luz desses diplomas. 3. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 941.235, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.9.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1156213 AGR / SP CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 654.997, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Por fim, quanto à suposta ofensa direta ao artigo 5º, XXXII, da Constituição, sublinho ser inviável a discussão sob esse prisma por não ter sido o aludido dispositivo sequer mencionado no RE, tratando-se, portanto, de indevida inovação recursal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do CPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 654.997, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Por fim, quanto à suposta ofensa direta ao artigo 5º, XXXII, da Constituição, sublinho ser inviável a discussão sob esse prisma por não ter sido o aludido dispositivo sequer mencionado no RE, tratando-se, portanto, de indevida inovação recursal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do CPC. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) : ROBERTO CARLOS KEPPLER (2573/RJ, 68931/SP) ADV.(A/S) : PAULO MANTOVANI MACHADO (298082/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9651-17BA-F1A0-0CF9 e senha B8DD-B711-66F3-71FB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) : ROBERTO CARLOS KEPPLER (2573/RJ, 68931/SP) ADV.(A/S) : PAULO MANTOVANI MACHADO (298082/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9651-17BA-F1A0-0CF9 e senha B8DD-B711-66F3-71FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371133
2019-03-12T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 4. Alegação de creditamento indevido. Utilização de critério da estimativa para glosar os créditos havidos por autoridade fiscalizadora. Assentada na ementa do Tribunal a quo a inexistência de informações quanto a haver o contribuinte fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento do tributo de maneira convencional e não por estimativa. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Negativa de provimento ao agravo regimental. Sem majoração de honorários, tendo em vista a não fixação anterior pela origem.
sjur399822
- Acórdão(s) citado(s): (CREDITAMENTO, ICMS, REEXAME, FATO, PROVA) AI 654997 AgR (1ªT), ARE 941235 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 02/04/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1156213
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n ART-00148\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED CNV-000066 ANO-1988\n ART-00031 INC-00004\n CONVÊNIO ICMS DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA - CONFAZ\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1156213 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) : ROBERTO CARLOS KEPPLER ADV.(A/S) : PAULO MANTOVANI MACHADO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) :ROBERTO CARLOS KEPPLER ADV.(A/S) :PAULO MANTOVANI MACHADO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 4. Alegação de creditamento indevido. Utilização de critério da estimativa para glosar os créditos havidos por autoridade fiscalizadora. Assentada na ementa do Tribunal a quo a inexistência de informações quanto a haver o contribuinte fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento do tributo de maneira convencional e não por estimativa. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Negativa de provimento ao agravo regimental. Sem majoração de honorários, tendo em vista a não fixação anterior pela origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1... a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55E7-F308-901D-8F0D e senha 498E-3625-94B6-7BD6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1156213 AGR / SP Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55E7-F308-901D-8F0D e senha 498E-3625-94B6-7BD6 Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55E7-F308-901D-8F0D e senha 498E-3625-94B6-7BD6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) :ROBERTO CARLOS KEPPLER ADV.(A/S) :PAULO MANTOVANI MACHADO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional e Convênio n 66/1988) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte tenha fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: O art. 31, IV, do Convênio 66/88, prevê a possibilidade de creditamento de ICMS incidente sobre o uso dos serviços de telecomunicação e de transporte, condicionando, porém, o referido benefício à utilização desses serviços para fins de produção ou comercialização. (...) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) :ROBERTO CARLOS KEPPLER ADV.(A/S) :PAULO MANTOVANI MACHADO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo, contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional e Convênio n 66/1988) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte tenha fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: O art. 31, IV, do Convênio 66/88, prevê a possibilidade de creditamento de ICMS incidente sobre o uso dos serviços de telecomunicação e de transporte, condicionando, porém, o referido benefício à utilização desses serviços para fins de produção ou comercialização. (...) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1156213 AGR / SP (...) Resta enfrentar a matéria envolvendo o método empregado pela autoridade fiscal para aferição do tributo devido. Foi empregado o método de calculo por estimativa, cuja legislação disciplina no art. 148 do CTN, (...): (...) O arbitramento por estimativa da base de cálculo é empregado quando inexistem dados suficientes para serem utilizados pelo Fisco na apuração do quantum devido, daí porque a própria legislação atribui ao contribuinte o ônus de fornecer documentos hígidos para aferição do valor da base de cálculo. E, no caso concreto, não há informações de que a contribuinte tenha fornecido todas as contas de telefone para que fosse calculado da maneira convencional o valor a base de cálculo. (eDOC 3, p. 112-113) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 654.997-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. ICMS. Creditamento. Classificação dos bens adquiridos. Legislação ordinária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP (...) Resta enfrentar a matéria envolvendo o método empregado pela autoridade fiscal para aferição do tributo devido. Foi empregado o método de calculo por estimativa, cuja legislação disciplina no art. 148 do CTN, (...): (...) O arbitramento por estimativa da base de cálculo é empregado quando inexistem dados suficientes para serem utilizados pelo Fisco na apuração do quantum devido, daí porque a própria legislação atribui ao contribuinte o ônus de fornecer documentos hígidos para aferição do valor da base de cálculo. E, no caso concreto, não há informações de que a contribuinte tenha fornecido todas as contas de telefone para que fosse calculado da maneira convencional o valor a base de cálculo. (eDOC 3, p. 112-113) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 654.997-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. ICMS. Creditamento. Classificação dos bens adquiridos. Legislação ordinária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1156213 AGR / SP Impossibilidade. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. É inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 936.925-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 2.5.2016) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (artigo 932, VIII, do Código de Processo Civil, c/c art. 21, §1..., do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do Código de Processo Civil”. (eDOC 6) No agravo regimental, sustenta-se ofensa direta ao artigo 5..., XXXII, da Constituição e reiteram-se os argumentos apresentados para sustentar suposta violação ao inciso XXXVI desse mesmo dispositivo constitucional, ao argumento de que a instância de origem teria incorrido em equívoco ao não reconhecer a nulidade de auto de infração e imposição de multa (AIIM) fundada em suposto creditamento indevido de ICMS relativo ao consumo de telefone no período de agosto de 1994 a dezembro de 1996. (eDOC 8, p. 3-4 e 6) Nesse sentido, afirma-se que a autoridade fiscalizadora utilizou-se apenas do critério da estimativa para glosar os créditos havidos pela recorrente, em razão de ausência de comprovação de que as ligações feitas estariam relacionadas ao processo de industrialização e/ou comercialização da empresa, conforme a lei autoriza. Defende-se que, na espécie, deveria ter-se procedido à analise das faturas no período considerado com observância dos princípios da segurança jurídica, da verdade real e do direito adquirido. (eDOC 8, p. 4, 8-9 e 11) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 12. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP Impossibilidade. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. É inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. (ARE 936.925-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 2.5.2016) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (artigo 932, VIII, do Código de Processo Civil, c/c art. 21, §1..., do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do Código de Processo Civil”. (eDOC 6) No agravo regimental, sustenta-se ofensa direta ao artigo 5..., XXXII, da Constituição e reiteram-se os argumentos apresentados para sustentar suposta violação ao inciso XXXVI desse mesmo dispositivo constitucional, ao argumento de que a instância de origem teria incorrido em equívoco ao não reconhecer a nulidade de auto de infração e imposição de multa (AIIM) fundada em suposto creditamento indevido de ICMS relativo ao consumo de telefone no período de agosto de 1994 a dezembro de 1996. (eDOC 8, p. 3-4 e 6) Nesse sentido, afirma-se que a autoridade fiscalizadora utilizou-se apenas do critério da estimativa para glosar os créditos havidos pela recorrente, em razão de ausência de comprovação de que as ligações feitas estariam relacionadas ao processo de industrialização e/ou comercialização da empresa, conforme a lei autoriza. Defende-se que, na espécie, deveria ter-se procedido à analise das faturas no período considerado com observância dos princípios da segurança jurídica, da verdade real e do direito adquirido. (eDOC 8, p. 4, 8-9 e 11) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 12. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E448-4056-8CFC-9EAB e senha 9B01-9AA0-9DC0-0C98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Registro novamente que o Tribunal a quo consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte teria fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Colho de excerto da ementa do acórdão recorrido: “CREDITAMENTO. ART. 31, IV, DO CONVÊNIO 66/88. SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÃO. Ônus atribuído ao contribuinte de demonstrar que a utilização do serviço de telecomunicação é empregado exclusivamente na consecução de suas finalidades comerciais ou industriais. A embargante não se desincumbiu do ônus de demonstrar o preenchimento deste requisito para poder se beneficiar do creditamento. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Autuação. Aplicação do método por estimativa. Inteligência do art. 148 do CTN. Possibilidade. Base de cálculo. Valor de contas telefônicas compreendidas no período entre agosto de 1994 a dezembro de 1996. Não fornecimento dos documentos que viabilizem a aferição da base de cálculo pelo método convencional. Arbitramento por estimativa que atendeu ao princípio da razoabilidade. A parte não se desincumbiu do ônus da prova referente ao capítulo da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Registro novamente que o Tribunal a quo consignou não ser possível o acolhimento de anulação de auto de infração e assentou não haver informações de que o contribuinte teria fornecido todas as contas telefônicas para que fosse calculado o devido creditamento de ICMS nesse ponto de maneira convencional e não por estimativa. Colho de excerto da ementa do acórdão recorrido: “CREDITAMENTO. ART. 31, IV, DO CONVÊNIO 66/88. SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÃO. Ônus atribuído ao contribuinte de demonstrar que a utilização do serviço de telecomunicação é empregado exclusivamente na consecução de suas finalidades comerciais ou industriais. A embargante não se desincumbiu do ônus de demonstrar o preenchimento deste requisito para poder se beneficiar do creditamento. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Autuação. Aplicação do método por estimativa. Inteligência do art. 148 do CTN. Possibilidade. Base de cálculo. Valor de contas telefônicas compreendidas no período entre agosto de 1994 a dezembro de 1996. Não fornecimento dos documentos que viabilizem a aferição da base de cálculo pelo método convencional. Arbitramento por estimativa que atendeu ao princípio da razoabilidade. A parte não se desincumbiu do ônus da prova referente ao capítulo da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1156213 AGR / SP causa que versa sobre a autuação pelo creditamento indevido. Inconformismo do contribuinte não merece provimento. Manutenção integral da sentença”. (eDOC 3, p. 110) Nesse contexto, como já demonstrado na decisão ora agravada, a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inovação recursal. Inadmissibilidade. Tributário. ICMS. Energia elétrica consumida. Creditamento. Serviços de telecomunicação. Equiparação à indústria básica. Infraconstitucional. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no sentido de que é possível o creditamento do ICMS incidente sobre a energia elétrica consumida na prestação de serviços de telecomunicação, nos termos da Lei Complementar n 87/96, em razão de o Decreto n 640/62 equiparar, para todos os efeitos legais, tais serviços à indústria básica, seria necessário o reexame da causa à luz desses diplomas. 3. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 941.235, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.9.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP causa que versa sobre a autuação pelo creditamento indevido. Inconformismo do contribuinte não merece provimento. Manutenção integral da sentença”. (eDOC 3, p. 110) Nesse contexto, como já demonstrado na decisão ora agravada, a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inovação recursal. Inadmissibilidade. Tributário. ICMS. Energia elétrica consumida. Creditamento. Serviços de telecomunicação. Equiparação à indústria básica. Infraconstitucional. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no sentido de que é possível o creditamento do ICMS incidente sobre a energia elétrica consumida na prestação de serviços de telecomunicação, nos termos da Lei Complementar n 87/96, em razão de o Decreto n 640/62 equiparar, para todos os efeitos legais, tais serviços à indústria básica, seria necessário o reexame da causa à luz desses diplomas. 3. A afronta ao texto constitucional, se houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 941.235, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.9.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1156213 AGR / SP CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 654.997, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Por fim, quanto à suposta ofensa direta ao artigo 5..., XXXII, da Constituição, sublinho ser inviável a discussão sob esse prisma por não ter sido o aludido dispositivo sequer mencionado no Recurso Extraordinário, tratando-se, portanto, de indevida inovação recursal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Supremo Tribunal Federal ARE 1156213 AGR / SP CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS - ICMS. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 654.997, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 23.10.2009) Por fim, quanto à suposta ofensa direta ao artigo 5..., XXXII, da Constituição, sublinho ser inviável a discussão sob esse prisma por não ter sido o aludido dispositivo sequer mencionado no Recurso Extraordinário, tratando-se, portanto, de indevida inovação recursal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3BE-6557-5578-CDF8 e senha A0E0-4C65-D835-131B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) : ROBERTO CARLOS KEPPLER (2573/RJ, 68931/SP) ADV.(A/S) : PAULO MANTOVANI MACHADO (298082/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9651-17BA-F1A0-0CF9 e senha B8DD-B711-66F3-71FB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.213 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES ADV.(A/S) : ROBERTO CARLOS KEPPLER (2573/RJ, 68931/SP) ADV.(A/S) : PAULO MANTOVANI MACHADO (298082/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9651-17BA-F1A0-0CF9 e senha B8DD-B711-66F3-71FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 213", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1156213", "ARE 1156213 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 654 . 997 - AgR", "ARE 1156213 AGR /", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 654 . 997 - AgR", "ARE 1156213 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 936 . 925 - AgR", "ARE 1156213 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 936 . 925 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 213", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 213", "ARE 1156213 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 941 . 235", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 941 . 235", "ARE", "AI", "-", "AgR 654", "ARE 1156213 AGR / SP", "AI", "-", "AgR 654 . 997" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional", "Convênio n 66 / 1988", "art . 31 , IV , do Convênio 66 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional", "Convênio n 66 / 1988", "art . 31 , IV , do Convênio 66 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 148 do CTN", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 148 do CTN", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 , VIII , do Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , XXXII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 , VIII , do Código de Processo Civil", "21 , § 1 . . . , do RISTF", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , XXXII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 31 , IV , DO CONVÊNIO 66 / 88", "art . 148 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 31 , IV , DO CONVÊNIO 66 / 88", "art . 148 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei Complementar n 87 / 96", "Decreto n 640 / 62", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei Complementar n 87 / 96", "Decreto n 640 / 62", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXII , da Constituição", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXII , da Constituição", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA NACIONAL DE BEBIDAS NOBRES", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ROBERTO CARLOS KEPPLER", "PAULO MANTOVANI MACHADO", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROBERTO CARLOS KEPPLER", "PAULO MANTOVANI MACHADO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROBERTO CARLOS KEPPLER", "PAULO MANTOVANI MACHADO", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "ROBERTO CARLOS KEPPLER", "PAULO MANTOVANI MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "ROBERTO CARLOS KEPPLER", "PAULO MANTOVANI MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ". . .", "11 de Março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "5", ".", "2016", "agosto de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "5", ".", "2016", "agosto de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "agosto de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "agosto de 1994", "dezembro de 1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO ZINGER GONZALEZ AGDO.(A/S) :VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Ato praticado por autoridade não prevista no rol taxativo do art. 102, I, “d”, da Constituição Federal. TST. 3. Ausência de competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento do writ. 4. Necessidade de prova pré-constituída. Inviabilidade de dilação probatória. 5. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do STF. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1° a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48C4-5BCD-DE1D-D903 e senha 4EAD-F296-1618-0D9A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO ZINGER GONZALEZ AGDO.(A/S) :VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao mandado de segurança. Eis um trecho dessa decisão: “No caso, o impetrante insurge-se contra ato do Vice- Presidente do Tribunal Superior do Trabalho que teria se negado a julgar embargos de declaração opostos naquela Corte, ao argumento de que teria se limitado a proferir despacho que repetiu a negativa de seguimento do recurso interposto. Inicialmente, é preciso destacar que o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré- constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Ocorre que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator, a saber, o referido despacho que comprovasse a alegada negativa de julgamento dos embargos de declaração opostos, o que demonstra a insuficiência do acervo probatório. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente do Pleno do STF: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Ausência de cópia da decisão apontada como coatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO ZINGER GONZALEZ AGDO.(A/S) :VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao mandado de segurança. Eis um trecho dessa decisão: “No caso, o impetrante insurge-se contra ato do Vice- Presidente do Tribunal Superior do Trabalho que teria se negado a julgar embargos de declaração opostos naquela Corte, ao argumento de que teria se limitado a proferir despacho que repetiu a negativa de seguimento do recurso interposto. Inicialmente, é preciso destacar que o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré- constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Ocorre que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator, a saber, o referido despacho que comprovasse a alegada negativa de julgamento dos embargos de declaração opostos, o que demonstra a insuficiência do acervo probatório. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente do Pleno do STF: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Ausência de cópia da decisão apontada como coatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório MS 35499 AGR / SP Impossibilidade de dilação probatória em mandado de segurança. 1. A cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora é imprescindível à instrução da petição inicial do mandado de segurança e sua falta não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (MS- AgR 30.204, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 11.9.2013) Ainda que ultrapassada essa questão, não assistiria razão à parte impetrante. Na espécie, verifico que o impetrante questiona decisão do Tribunal Superior do Trabalho (eDOC 17, p. 2) que denegou seguimento a agravo interposto contra aplicação do entendimento firmado por esta Corte no âmbito da repercussão geral (ARE 748.371 – tema 660) (eDOC 13, p. 2). Nesse contexto, registro que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais, em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, conforme sedimentado na Súmula 267 do STF”. (eDOC 26) Nas razões do agravo regimental, a parte impetrante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho deveria ter determinado a subida do recurso extraordinário. Afirma que, entretanto, recebeu o agravo de instrumento interposto como agravo interno, negando-lhe provimento. Alega que, não obstante ter interposto novo recurso extraordinário contra essa decisão, o tribunal determinou a imediata baixa dos autos à instância de origem, em razão de mero erro material (constar a denominação “agravo de instrumento”). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP Impossibilidade de dilação probatória em mandado de segurança. 1. A cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora é imprescindível à instrução da petição inicial do mandado de segurança e sua falta não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (MS- AgR 30.204, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 11.9.2013) Ainda que ultrapassada essa questão, não assistiria razão à parte impetrante. Na espécie, verifico que o impetrante questiona decisão do Tribunal Superior do Trabalho (eDOC 17, p. 2) que denegou seguimento a agravo interposto contra aplicação do entendimento firmado por esta Corte no âmbito da repercussão geral (ARE 748.371 – tema 660) (eDOC 13, p. 2). Nesse contexto, registro que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais, em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, conforme sedimentado na Súmula 267 do STF”. (eDOC 26) Nas razões do agravo regimental, a parte impetrante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho deveria ter determinado a subida do recurso extraordinário. Afirma que, entretanto, recebeu o agravo de instrumento interposto como agravo interno, negando-lhe provimento. Alega que, não obstante ter interposto novo recurso extraordinário contra essa decisão, o tribunal determinou a imediata baixa dos autos à instância de origem, em razão de mero erro material (constar a denominação “agravo de instrumento”). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 35499 AGR / SP Argumenta que, apesar desse contexto, apresentou os aclaratórios, ao argumento de seu cabimento para suprir omissão do despacho que negou seguimento ao recurso interposto em face de acórdão proferido pelo órgão especial. Afirma que, entretanto, os autos já estavam baixados antes do esgotamento do prazo legal. Desse modo, a presidência do TST proferiu despacho resumindo o andamento processual e determinando a remessa dos embargos de declaração ao Ministro Vice-Presidente daquela Corte. Sustenta, assim, que a presente impetração impugna o não julgamento dos embargos de declaração. Nesse contexto, argumenta a existência de teratologia na decisão impetrada, ante o ato ilegal praticado pelo Vice-Presidente do TST, ao julgar os embargos de declaração sem que ao menos estivesse com os autos para apreciação dos pedidos formulados. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP Argumenta que, apesar desse contexto, apresentou os aclaratórios, ao argumento de seu cabimento para suprir omissão do despacho que negou seguimento ao recurso interposto em face de acórdão proferido pelo órgão especial. Afirma que, entretanto, os autos já estavam baixados antes do esgotamento do prazo legal. Desse modo, a presidência do TST proferiu despacho resumindo o andamento processual e determinando a remessa dos embargos de declaração ao Ministro Vice-Presidente daquela Corte. Sustenta, assim, que a presente impetração impugna o não julgamento dos embargos de declaração. Nesse contexto, argumenta a existência de teratologia na decisão impetrada, ante o ato ilegal praticado pelo Vice-Presidente do TST, ao julgar os embargos de declaração sem que ao menos estivesse com os autos para apreciação dos pedidos formulados. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, cabe destacar que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento de mandado de segurança é fixada em razão da autoridade impetrada. Assim, a viabilidade do presente mandamus exige a comprovação da prática de ato, omissivo ou comissivo, por parte de qualquer das autoridades elencadas na alínea “d” do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, com a seguinte redação: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores, o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal”. (Grifou- se) No caso, a autoridade apontada como coatora – Tribunal Superior do Trabalho – não se refere a nenhuma das enumeradas no dispositivo acima transcrito. Verifica-se, assim, que não compete ao STF processar e julgar mandado de segurança impetrado contra ato emanado de outro órgão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, cabe destacar que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento de mandado de segurança é fixada em razão da autoridade impetrada. Assim, a viabilidade do presente mandamus exige a comprovação da prática de ato, omissivo ou comissivo, por parte de qualquer das autoridades elencadas na alínea “d” do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, com a seguinte redação: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores, o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal”. (Grifou- se) No caso, a autoridade apontada como coatora – Tribunal Superior do Trabalho – não se refere a nenhuma das enumeradas no dispositivo acima transcrito. Verifica-se, assim, que não compete ao STF processar e julgar mandado de segurança impetrado contra ato emanado de outro órgão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35499 AGR / SP estatal, estranho ao rol exaustivo prescrito na Constituição Federal. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE IMPETRADA NÃO ELENCADA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DO MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO INFIRMA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PARCIAL PROVIMENTO PARA DECLINAR DA COMPETÊNCIA AO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE PIRACICABA/SP. 1. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de Juiz de Direito integrante de Juizado Especial. 2. O agravo regimental limitou-se a reiterar toda a argumentação expendida na inicial do mandado de segurança, sem, entretanto, infirmar os fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental parcialmente provido para declinar da competência para o Tribunal a quo”. (MS-AgR 26.836, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno, DJe 13.3.2009) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA COLÉGIO RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INCOMPETÊNCIA DO STF. PRETENDIDA REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE. RISCO DE PERECIMENTO DO DIREITO. AJUSTE DE VOTO. Em razão da taxatividade da competência deste Supremo Tribunal em sede de mandado de segurança (alínea "d" do inciso I do art. 102), é da própria Turma Recursal a competência para julgar ações mandamentais impetradas contra seus atos. Precedentes. O risco de perecimento do direito justifica a remessa dos autos à Corte competente para o feito. Pelo que é de se rever posicionamento anterior que, fundado na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP estatal, estranho ao rol exaustivo prescrito na Constituição Federal. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE IMPETRADA NÃO ELENCADA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DO MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO INFIRMA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PARCIAL PROVIMENTO PARA DECLINAR DA COMPETÊNCIA AO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE PIRACICABA/SP. 1. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de Juiz de Direito integrante de Juizado Especial. 2. O agravo regimental limitou-se a reiterar toda a argumentação expendida na inicial do mandado de segurança, sem, entretanto, infirmar os fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental parcialmente provido para declinar da competência para o Tribunal a quo”. (MS-AgR 26.836, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno, DJe 13.3.2009) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA COLÉGIO RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INCOMPETÊNCIA DO STF. PRETENDIDA REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE. RISCO DE PERECIMENTO DO DIREITO. AJUSTE DE VOTO. Em razão da taxatividade da competência deste Supremo Tribunal em sede de mandado de segurança (alínea "d" do inciso I do art. 102), é da própria Turma Recursal a competência para julgar ações mandamentais impetradas contra seus atos. Precedentes. O risco de perecimento do direito justifica a remessa dos autos à Corte competente para o feito. Pelo que é de se rever posicionamento anterior que, fundado na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35499 AGR / SP especialidade da norma regimental, vedava o encaminhamento do processo ao órgão competente para sua análise. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. Agravo regimental a que se nega provimento, determinando-se, contudo, a remessa dos autos ao Juizado Especial impetrado”. (MS-ED 25.087, Rel. Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 11.5.2007) Além disso, como demonstrado na decisão ora agravada, o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré-constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Assim, tendo em vista que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator – o citado despacho de negativa de julgamento dos embargos de declaração – inadmissível o presente mandamus. Ademais, reitero que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de não cabimento do mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais (Súmula 267 do STF), em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, não vislumbradas no caso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP especialidade da norma regimental, vedava o encaminhamento do processo ao órgão competente para sua análise. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. Agravo regimental a que se nega provimento, determinando-se, contudo, a remessa dos autos ao Juizado Especial impetrado”. (MS-ED 25.087, Rel. Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 11.5.2007) Além disso, como demonstrado na decisão ora agravada, o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré-constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Assim, tendo em vista que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator – o citado despacho de negativa de julgamento dos embargos de declaração – inadmissível o presente mandamus. Ademais, reitero que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de não cabimento do mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais (Súmula 267 do STF), em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, não vislumbradas no caso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO ZINGER GONZALEZ (77851/SP) AGDO.(A/S) : VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-D326-AF95-6765 e senha 6015-5CEF-7998-D142 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO ZINGER GONZALEZ (77851/SP) AGDO.(A/S) : VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-D326-AF95-6765 e senha 6015-5CEF-7998-D142 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371128
2019-03-12T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Ato praticado por autoridade não prevista no rol taxativo do art. 102, I, “d”, da Constituição Federal. TST. 3. Ausência de competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento do writ. 4. Necessidade de prova pré-constituída. Inviabilidade de dilação probatória. 5. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do STF. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur399817
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, STF, MANDADO DE SEGURANÇA, ATO JUDICIAL, TRIBUNAL DIVERSO) MS 25087 ED (TP), MS 26836 AgR (TP). Número de páginas: 8. Análise: 05/04/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
35499
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000267 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
MS-AgR
acordaos
MS 35499 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO ZINGER GONZALEZ AGDO.(A/S) : VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO ZINGER GONZALEZ AGDO.(A/S) :VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Ato praticado por autoridade não prevista no rol taxativo do art. 102, I, “d”, da Constituição Federal. Tribunal Superior do Trabalho. 3. Ausência de competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento do writ. 4. Necessidade de prova pré-constituída. Inviabilidade de dilação probatória. 5. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1... a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48C4-5BCD-DE1D-D903 e senha 4EAD-F296-1618-0D9A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO ZINGER GONZALEZ AGDO.(A/S) :VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao mandado de segurança. Eis um trecho dessa decisão: “No caso, o impetrante insurge-se contra ato do Vice- Presidente do Tribunal Superior do Trabalho que teria se negado a julgar embargos de declaração opostos naquela Corte, ao argumento de que teria se limitado a proferir despacho que repetiu a negativa de seguimento do recurso interposto. Inicialmente, é preciso destacar que o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré- constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Ocorre que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator, a saber, o referido despacho que comprovasse a alegada negativa de julgamento dos embargos de declaração opostos, o que demonstra a insuficiência do acervo probatório. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Ausência de cópia da decisão apontada como coatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIO ZINGER GONZALEZ AGDO.(A/S) :VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao mandado de segurança. Eis um trecho dessa decisão: “No caso, o impetrante insurge-se contra ato do Vice- Presidente do Tribunal Superior do Trabalho que teria se negado a julgar embargos de declaração opostos naquela Corte, ao argumento de que teria se limitado a proferir despacho que repetiu a negativa de seguimento do recurso interposto. Inicialmente, é preciso destacar que o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré- constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Ocorre que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator, a saber, o referido despacho que comprovasse a alegada negativa de julgamento dos embargos de declaração opostos, o que demonstra a insuficiência do acervo probatório. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Ausência de cópia da decisão apontada como coatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório MS 35499 AGR / SP Impossibilidade de dilação probatória em mandado de segurança. 1. A cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora é imprescindível à instrução da petição inicial do mandado de segurança e sua falta não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (MS- AgR 30.204, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 11.9.2013) Ainda que ultrapassada essa questão, não assistiria razão à parte impetrante. Na espécie, verifico que o impetrante questiona decisão do Tribunal Superior do Trabalho (eDOC 17, p. 2) que denegou seguimento a agravo interposto contra aplicação do entendimento firmado por esta Corte no âmbito da repercussão geral (ARE 748.371 – tema 660) (eDOC 13, p. 2). Nesse contexto, registro que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais, em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, conforme sedimentado na Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 26) Nas razões do agravo regimental, a parte impetrante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho deveria ter determinado a subida do recurso extraordinário. Afirma que, entretanto, recebeu o agravo de instrumento interposto como agravo interno, negando-lhe provimento. Alega que, não obstante ter interposto novo recurso extraordinário contra essa decisão, o tribunal determinou a imediata baixa dos autos à instância de origem, em razão de mero erro material (constar a denominação “agravo de instrumento”). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP Impossibilidade de dilação probatória em mandado de segurança. 1. A cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora é imprescindível à instrução da petição inicial do mandado de segurança e sua falta não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (MS- AgR 30.204, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 11.9.2013) Ainda que ultrapassada essa questão, não assistiria razão à parte impetrante. Na espécie, verifico que o impetrante questiona decisão do Tribunal Superior do Trabalho (eDOC 17, p. 2) que denegou seguimento a agravo interposto contra aplicação do entendimento firmado por esta Corte no âmbito da repercussão geral (ARE 748.371 – tema 660) (eDOC 13, p. 2). Nesse contexto, registro que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais, em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, conforme sedimentado na Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 26) Nas razões do agravo regimental, a parte impetrante sustenta que o Tribunal Superior do Trabalho deveria ter determinado a subida do recurso extraordinário. Afirma que, entretanto, recebeu o agravo de instrumento interposto como agravo interno, negando-lhe provimento. Alega que, não obstante ter interposto novo recurso extraordinário contra essa decisão, o tribunal determinou a imediata baixa dos autos à instância de origem, em razão de mero erro material (constar a denominação “agravo de instrumento”). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 35499 AGR / SP Argumenta que, apesar desse contexto, apresentou os aclaratórios, ao argumento de seu cabimento para suprir omissão do despacho que negou seguimento ao recurso interposto em face de acórdão proferido pelo órgão especial. Afirma que, entretanto, os autos já estavam baixados antes do esgotamento do prazo legal. Desse modo, a presidência do Tribunal Superior do Trabalho proferiu despacho resumindo o andamento processual e determinando a remessa dos embargos de declaração ao Ministro Vice-Presidente daquela Corte. Sustenta, assim, que a presente impetração impugna o não julgamento dos embargos de declaração. Nesse contexto, argumenta a existência de teratologia na decisão impetrada, ante o ato ilegal praticado pelo Vice-Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar os embargos de declaração sem que ao menos estivesse com os autos para apreciação dos pedidos formulados. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP Argumenta que, apesar desse contexto, apresentou os aclaratórios, ao argumento de seu cabimento para suprir omissão do despacho que negou seguimento ao recurso interposto em face de acórdão proferido pelo órgão especial. Afirma que, entretanto, os autos já estavam baixados antes do esgotamento do prazo legal. Desse modo, a presidência do Tribunal Superior do Trabalho proferiu despacho resumindo o andamento processual e determinando a remessa dos embargos de declaração ao Ministro Vice-Presidente daquela Corte. Sustenta, assim, que a presente impetração impugna o não julgamento dos embargos de declaração. Nesse contexto, argumenta a existência de teratologia na decisão impetrada, ante o ato ilegal praticado pelo Vice-Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar os embargos de declaração sem que ao menos estivesse com os autos para apreciação dos pedidos formulados. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 77F2-BCEE-58E2-58AA e senha 10D1-AEC5-9A15-BD80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, cabe destacar que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento de mandado de segurança é fixada em razão da autoridade impetrada. Assim, a viabilidade do presente mandamus exige a comprovação da prática de ato, omissivo ou comissivo, por parte de qualquer das autoridades elencadas na alínea “d” do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, com a seguinte redação: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores, o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal”. (Grifou- se) No caso, a autoridade apontada como coatora – Tribunal Superior do Trabalho – não se refere a nenhuma das enumeradas no dispositivo acima transcrito. Verifica-se, assim, que não compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar mandado de segurança impetrado contra ato emanado de outro órgão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, cabe destacar que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento de mandado de segurança é fixada em razão da autoridade impetrada. Assim, a viabilidade do presente mandamus exige a comprovação da prática de ato, omissivo ou comissivo, por parte de qualquer das autoridades elencadas na alínea “d” do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, com a seguinte redação: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores, o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal”. (Grifou- se) No caso, a autoridade apontada como coatora – Tribunal Superior do Trabalho – não se refere a nenhuma das enumeradas no dispositivo acima transcrito. Verifica-se, assim, que não compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar mandado de segurança impetrado contra ato emanado de outro órgão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35499 AGR / SP estatal, estranho ao rol exaustivo prescrito na Constituição Federal. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE IMPETRADA NÃO ELENCADA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DO MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO INFIRMA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PARCIAL PROVIMENTO PARA DECLINAR DA COMPETÊNCIA AO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE PIRACICABA/SP. 1. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de Juiz de Direito integrante de Juizado Especial. 2. O agravo regimental limitou-se a reiterar toda a argumentação expendida na inicial do mandado de segurança, sem, entretanto, infirmar os fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental parcialmente provido para declinar da competência para o Tribunal a quo”. (MS-AgR 26.836, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno, DJe 13.3.2009) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA COLÉGIO RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRETENDIDA REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE. RISCO DE PERECIMENTO DO DIREITO. AJUSTE DE VOTO. Em razão da taxatividade da competência deste Supremo Tribunal em sede de mandado de segurança (alínea "d" do inciso I do art. 102), é da própria Turma Recursal a competência para julgar ações mandamentais impetradas contra seus atos. Precedentes. O risco de perecimento do direito justifica a remessa dos autos à Corte competente para o feito. Pelo que é de se rever posicionamento anterior que, fundado na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP estatal, estranho ao rol exaustivo prescrito na Constituição Federal. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIDADE IMPETRADA NÃO ELENCADA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DO MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO INFIRMA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PARCIAL PROVIMENTO PARA DECLINAR DA COMPETÊNCIA AO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE PIRACICABA/SP. 1. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de Juiz de Direito integrante de Juizado Especial. 2. O agravo regimental limitou-se a reiterar toda a argumentação expendida na inicial do mandado de segurança, sem, entretanto, infirmar os fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo regimental parcialmente provido para declinar da competência para o Tribunal a quo”. (MS-AgR 26.836, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno, DJe 13.3.2009) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA COLÉGIO RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRETENDIDA REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE. RISCO DE PERECIMENTO DO DIREITO. AJUSTE DE VOTO. Em razão da taxatividade da competência deste Supremo Tribunal em sede de mandado de segurança (alínea "d" do inciso I do art. 102), é da própria Turma Recursal a competência para julgar ações mandamentais impetradas contra seus atos. Precedentes. O risco de perecimento do direito justifica a remessa dos autos à Corte competente para o feito. Pelo que é de se rever posicionamento anterior que, fundado na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35499 AGR / SP especialidade da norma regimental, vedava o encaminhamento do processo ao órgão competente para sua análise. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. Agravo regimental a que se nega provimento, determinando-se, contudo, a remessa dos autos ao Juizado Especial impetrado”. (MS-ED 25.087, Rel. Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 11.5.2007) Além disso, como demonstrado na decisão ora agravada, o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré-constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Assim, tendo em vista que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator – o citado despacho de negativa de julgamento dos embargos de declaração – inadmissível o presente mandamus. Ademais, reitero que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de não cabimento do mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais (Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal), em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, não vislumbradas no caso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Supremo Tribunal Federal MS 35499 AGR / SP especialidade da norma regimental, vedava o encaminhamento do processo ao órgão competente para sua análise. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. Agravo regimental a que se nega provimento, determinando-se, contudo, a remessa dos autos ao Juizado Especial impetrado”. (MS-ED 25.087, Rel. Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, DJe 11.5.2007) Além disso, como demonstrado na decisão ora agravada, o mandado de segurança, em razão de não admitir dilação probatória, exige a demonstração incontroversa dos fatos e provas, de forma pré-constituída, para a caracterização do direito líquido e certo. Assim, tendo em vista que a parte não juntou aos autos cópia do ato coator – o citado despacho de negativa de julgamento dos embargos de declaração – inadmissível o presente mandamus. Ademais, reitero que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de não cabimento do mandado de segurança contra ato judicial, salvo em situações excepcionais (Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal), em que a decisão impugnada seja teratológica ou quando haja abuso de poder, não vislumbradas no caso. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5F0-5515-8A8C-F9F8 e senha B70A-D652-6FF7-702E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO ZINGER GONZALEZ (77851/SP) AGDO.(A/S) : VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-D326-AF95-6765 e senha 6015-5CEF-7998-D142 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.499 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIO ZINGER GONZALEZ (77851/SP) AGDO.(A/S) : VICE PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-D326-AF95-6765 e senha 6015-5CEF-7998-D142 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal", "MANDADO DE SEGURANÇA 35 . 499", "MANDADO DE SEGURANÇA 35 . 499 SÃO", "MS 35499 AGR / SP", "MS", "-", "AgR 30 . 204", "ARE 748 . 371", "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal", "MS 35499 AGR / SP", "MS", "-", "AgR 30 . 204", "ARE 748 . 371", "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal ”", "MS 35499 AGR / SP", "MS 35499 AGR / SP", "MS 35499 AGR / SP", "MS", "-", "AgR 26 . 836", "MS 35499 AGR / SP", "MS", "-", "AgR 26 . 836", "MS 35499 AGR / SP", "MS", "-", "ED 25 . 087", "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal", "MS 35499 AGR / SP", "MS", "-", "ED 25 . 087", "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , I , “ d ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ d ” do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ d ” do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "COMARCA DE PIRACICABA / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Pleno do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Pleno do", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Juizado", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BWA ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "FABIO ZINGER GONZALEZ", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FABIO ZINGER GONZALEZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FABIO ZINGER GONZALEZ", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITTO", "GILMAR MENDES", "FABIO ZINGER GONZALEZ", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "FABIO ZINGER GONZALEZ", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ". . .", "11 de Março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) :PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) :JUVENAL KLAYBER COELHO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PROPÓSITO MODIFICATIVO COM INTENÇÃO DE MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I – Embargos de declaração opostos pelo Governador do Estado do Tocantins contra acórdão que julgou procedente a ação para declarar inconstitucionais o art. 2° da Lei estadual 1.866/2007 e o art. 2° da Lei estadual 1.868/2007. II – Aclaratórios manejados com a finalidade clara e deliberada de alterar o que foi decidido, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D000-5340-0A25-597E e senha 557F-27C4-9E97-1F6D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ADI 4013 ED / TO unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D000-5340-0A25-597E e senha 557F-27C4-9E97-1F6D Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D000-5340-0A25-597E e senha 557F-27C4-9E97-1F6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) :PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) :JUVENAL KLAYBER COELHO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Governador do Estado do Tocantins contra acórdão que julgou procedente a ação para declarar inconstitucionais o art. 2° da Lei estadual 1.866/2007 e o art. 2° da Lei estadual 1.868/2007. O embargante alega que: “As questões suscitadas nos presentes aclaratórios visam encerrar sobre as leis que estabeleceram os aumentos, quais sejam as Leis tocantinenses n. 1.855/2007 e n. 1.861/2007, para que ser realize uma análise transparente sobre a real acepção das expressões ‘entra vigor’, ‘passa a vigorar’ e ‘produzindo efeitos financeiros’, estampadas nas normas correspondentes, a fim de se delinear o objeto da obscuridade, ou, até mesmo, da contradição ocorrida no julgamento.” (pág. 8 do documento eletrônico 46). Ademais, aduz que: “Bem não é isso que se questiona a omissão, obviamente, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) :PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) :JUVENAL KLAYBER COELHO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Governador do Estado do Tocantins contra acórdão que julgou procedente a ação para declarar inconstitucionais o art. 2° da Lei estadual 1.866/2007 e o art. 2° da Lei estadual 1.868/2007. O embargante alega que: “As questões suscitadas nos presentes aclaratórios visam encerrar sobre as leis que estabeleceram os aumentos, quais sejam as Leis tocantinenses n. 1.855/2007 e n. 1.861/2007, para que ser realize uma análise transparente sobre a real acepção das expressões ‘entra vigor’, ‘passa a vigorar’ e ‘produzindo efeitos financeiros’, estampadas nas normas correspondentes, a fim de se delinear o objeto da obscuridade, ou, até mesmo, da contradição ocorrida no julgamento.” (pág. 8 do documento eletrônico 46). Ademais, aduz que: “Bem não é isso que se questiona a omissão, obviamente, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO mas sim a partir de qual momento o suporte fático hipotético de incidência teria ocorrido, para se afirmar que, no mesmo mês em que o servidor realizou o respectivo serviço, isto é, que houve a efetiva prestação laboral a justificar o regime remuneratório pro labore facto, com valores corrigidos, já sob a vigência das novas regras vencimentais. Assim, é incongruente com o sistema remuneratório, que este seja considerado sobre o trabalho futuro, ou seja, que ainda depende de ser realizado, pro labore faciendo, pois ao se considerar assim a irredutibilidade ou o direito adquirido nestas circunstâncias a vencimentos diferidos ou a reajustes destes, seria o mesmo que se conferir imutabilidade de regime futuro de direitos sobre atividades funcionais que sequer foram ou serão desempenhadas ou efetivamente exercidas. […] Ademais, ainda sobre este ponto, como restou bem claro nas informações prestadas pelo Governador do Estado do Tocantins, a Jurisprudência da Corte Suprema nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros, quando a retirada destes se desse antes da entrada em vigor da norma ou enquanto inexistisse o desenvolvimento de trabalho pelo servidor a merecer a remuneração no respectivo mês de competência. Logo, o Estado do Tocantins se comportou conforme a segurança jurídica dos precedentes do próprio Egrégio Supremo Tribunal Federal. Assim, com base nestes argumentos, são certamente cabíveis os embargos, para que sejam supridas as omissões sobre qual seria o suporte fático a justificar a eficácia de maneira prospectiva, e se houve, ou não, a desconsideração da teoria do pro labore facto no mês de competência de janeiro de 2008, para a configuração do direito adquirido à irredutibilidade vencimental; se, considerado o ‘termo’, ao arrepio de inexistência de norma expressa neste sentido nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007, que se considere a existência do interesse público sobre o privado dos servidores, para a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO mas sim a partir de qual momento o suporte fático hipotético de incidência teria ocorrido, para se afirmar que, no mesmo mês em que o servidor realizou o respectivo serviço, isto é, que houve a efetiva prestação laboral a justificar o regime remuneratório pro labore facto, com valores corrigidos, já sob a vigência das novas regras vencimentais. Assim, é incongruente com o sistema remuneratório, que este seja considerado sobre o trabalho futuro, ou seja, que ainda depende de ser realizado, pro labore faciendo, pois ao se considerar assim a irredutibilidade ou o direito adquirido nestas circunstâncias a vencimentos diferidos ou a reajustes destes, seria o mesmo que se conferir imutabilidade de regime futuro de direitos sobre atividades funcionais que sequer foram ou serão desempenhadas ou efetivamente exercidas. […] Ademais, ainda sobre este ponto, como restou bem claro nas informações prestadas pelo Governador do Estado do Tocantins, a Jurisprudência da Corte Suprema nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros, quando a retirada destes se desse antes da entrada em vigor da norma ou enquanto inexistisse o desenvolvimento de trabalho pelo servidor a merecer a remuneração no respectivo mês de competência. Logo, o Estado do Tocantins se comportou conforme a segurança jurídica dos precedentes do próprio Egrégio Supremo Tribunal Federal. Assim, com base nestes argumentos, são certamente cabíveis os embargos, para que sejam supridas as omissões sobre qual seria o suporte fático a justificar a eficácia de maneira prospectiva, e se houve, ou não, a desconsideração da teoria do pro labore facto no mês de competência de janeiro de 2008, para a configuração do direito adquirido à irredutibilidade vencimental; se, considerado o ‘termo’, ao arrepio de inexistência de norma expressa neste sentido nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007, que se considere a existência do interesse público sobre o privado dos servidores, para a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO correção de erros de análise da Administração Pública, em especial para a manutenção da saúde financeira do Erário.” (págs. 11-13 do documento eletrônico 46). Com efeito, destaca que: “Ainda que não se possa considerar a existência de alteração das circunstâncias econômicas entre o início do mês de dezembro de 2007 e meados deste, quando houve a concessão dos aumentos e a repristinação das tabelas anteriores, deve-se levar em consideração a indubitável existência de crise financeira pela qual passa o país, entre a data da propositura da impugnação de inconstitucionalidade das normas (2008) e o respectivo julgamento (2017). Neste passo, com o curso do tempo, o Estado do Tocantins está sendo punido duas vezes com o julgamento pela inconstitucionalidade das normas em questão: em primeiro plano, porque seguiu a Jurisprudência da Egrégia Corte Suprema, para tomar uma das decisões mais dolorosas da Administração Pública e da vida do servidor público estadual, porque era necessária a correção do erro jurídico e de análise financeira sobre o aumento equivocadamente concedido; e, em segundo lugar, porque sequer foi avaliada a questão da modulação dos efeitos da inconstitucionalidade declarada no julgamento do controle concentrado, o que, no caso em tela, conduz o raciocínio para o efeito regular ex tunc, que reduzem a pó as finanças do Estado do Tocantins, por força das conseqüências jurídicas diretas, somadas aos seus acessórios. […] Por tais razões, é providência de extrema relevância que seja suprida a omissão sobre as razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, para que o Supremo Tribunal Federal possa, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, se mantida, ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO correção de erros de análise da Administração Pública, em especial para a manutenção da saúde financeira do Erário.” (págs. 11-13 do documento eletrônico 46). Com efeito, destaca que: “Ainda que não se possa considerar a existência de alteração das circunstâncias econômicas entre o início do mês de dezembro de 2007 e meados deste, quando houve a concessão dos aumentos e a repristinação das tabelas anteriores, deve-se levar em consideração a indubitável existência de crise financeira pela qual passa o país, entre a data da propositura da impugnação de inconstitucionalidade das normas (2008) e o respectivo julgamento (2017). Neste passo, com o curso do tempo, o Estado do Tocantins está sendo punido duas vezes com o julgamento pela inconstitucionalidade das normas em questão: em primeiro plano, porque seguiu a Jurisprudência da Egrégia Corte Suprema, para tomar uma das decisões mais dolorosas da Administração Pública e da vida do servidor público estadual, porque era necessária a correção do erro jurídico e de análise financeira sobre o aumento equivocadamente concedido; e, em segundo lugar, porque sequer foi avaliada a questão da modulação dos efeitos da inconstitucionalidade declarada no julgamento do controle concentrado, o que, no caso em tela, conduz o raciocínio para o efeito regular ex tunc, que reduzem a pó as finanças do Estado do Tocantins, por força das conseqüências jurídicas diretas, somadas aos seus acessórios. […] Por tais razões, é providência de extrema relevância que seja suprida a omissão sobre as razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, para que o Supremo Tribunal Federal possa, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, se mantida, ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO fixado (artigo 27 da Lei Ordinária Federal n. 9.868/99, ponderando-se o momento mais conveniente ao seu arbítrio, mas limitando-o, em seus efeitos, aos aumentos futuros realizados de maneira nominal, isto é, aqueles concedidos sem indexações de percentuais, quando capazes de absorver os valores insertos nas tabelas previstas nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007.” (págs. 13-14 do documento eletrônico 46). Ressalta também que: “Outro aspecto que se observa na decisão é a omissão acerca da verdadeira extensão dos aumentos dos vencimentos, caso os considerem como corrigidos, pois de tão repetido o mantra acerca dos 25% (vinte e cinco por cento) de aumento, afigura-se aqui um equívoco sobre o qual deve ser conferida questão de ordem, seja por interesse público indisponível, seja pela própria constatação de erro material. Neste ponto, observa-se que ao ser repetido incessantemente pelos interessados a existência de aumento de 25% (vinte e cinco por cento) de maneira linear para todas as referências e níveis das carreiras do Quadro Geral do Estado, induziu-se a Egrégia Corte a erro, pois há de ser considerado, porquanto omisso no julgamento, que eventual direito adquirido, ou irredutibilidade, admitindo-se apenas em homenagem ao Princípio da Eventualidade, incide em face da aplicação da tabela repristinada pelas Leis estaduais n. 1.866/2007 e 1.868/2007, para se restabelecer as tabelas estampadas e implicitamente revogadas por estas, concessivas de aumento, é verdade, nas Leis n. 1.855 e 1.861 daquele mesmo ano, mas que não representam percentual fixo para todos os níveis e referências da carreira, quanto menos os 25% (vinte e cinco por cento) afirmados de maneira geral e linear pelo autor.” (págs. 14-15 do documento eletrônico 46). O embargante salienta, ainda, que: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO fixado (artigo 27 da Lei Ordinária Federal n. 9.868/99, ponderando-se o momento mais conveniente ao seu arbítrio, mas limitando-o, em seus efeitos, aos aumentos futuros realizados de maneira nominal, isto é, aqueles concedidos sem indexações de percentuais, quando capazes de absorver os valores insertos nas tabelas previstas nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007.” (págs. 13-14 do documento eletrônico 46). Ressalta também que: “Outro aspecto que se observa na decisão é a omissão acerca da verdadeira extensão dos aumentos dos vencimentos, caso os considerem como corrigidos, pois de tão repetido o mantra acerca dos 25% (vinte e cinco por cento) de aumento, afigura-se aqui um equívoco sobre o qual deve ser conferida questão de ordem, seja por interesse público indisponível, seja pela própria constatação de erro material. Neste ponto, observa-se que ao ser repetido incessantemente pelos interessados a existência de aumento de 25% (vinte e cinco por cento) de maneira linear para todas as referências e níveis das carreiras do Quadro Geral do Estado, induziu-se a Egrégia Corte a erro, pois há de ser considerado, porquanto omisso no julgamento, que eventual direito adquirido, ou irredutibilidade, admitindo-se apenas em homenagem ao Princípio da Eventualidade, incide em face da aplicação da tabela repristinada pelas Leis estaduais n. 1.866/2007 e 1.868/2007, para se restabelecer as tabelas estampadas e implicitamente revogadas por estas, concessivas de aumento, é verdade, nas Leis n. 1.855 e 1.861 daquele mesmo ano, mas que não representam percentual fixo para todos os níveis e referências da carreira, quanto menos os 25% (vinte e cinco por cento) afirmados de maneira geral e linear pelo autor.” (págs. 14-15 do documento eletrônico 46). O embargante salienta, ainda, que: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO “Em virtude disso, entende-se ser o caso de aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, para que se evite o cumprimento imediato ou provisório da decisão estampada no acórdão, porque presente o periculum in mora inverso em favor da Administração Pública, capaz de causar risco de grave dano ou de difícil reparação; e também configurado o fumus boni iures, por todos os argumentos jurídicos já delineados nos autos, o que torna crível a potencialidade dos argumentos meritórios serem conhecidos e providos, ainda que parcialmente, nos próprios embargos” (pág. 16 do documento eletrônico 46). Ao final, requereu: “a) a aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, nos termos do permissivo positivado no § 1o do artigo 1.026 do Código de Processo Civil CPC, a fim de que se obste o cumprimento imediato ou execução provisória da decisão estampada no acórdão embargado até o julgamento definitivo deste recurso; e b) protesta pelo conhecimento e provimento dos presentes Embargos de Declaração para o fim de suprir a omissão apontada, bem como protesta pela aplicação dos efeitos infringentes, porquanto os argumentos são capazes de reformar a decisão vergastada, ainda que parcialmente” (pág. 16 do documento eletrônico 46). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO “Em virtude disso, entende-se ser o caso de aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, para que se evite o cumprimento imediato ou provisório da decisão estampada no acórdão, porque presente o periculum in mora inverso em favor da Administração Pública, capaz de causar risco de grave dano ou de difícil reparação; e também configurado o fumus boni iures, por todos os argumentos jurídicos já delineados nos autos, o que torna crível a potencialidade dos argumentos meritórios serem conhecidos e providos, ainda que parcialmente, nos próprios embargos” (pág. 16 do documento eletrônico 46). Ao final, requereu: “a) a aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, nos termos do permissivo positivado no § 1o do artigo 1.026 do Código de Processo Civil CPC, a fim de que se obste o cumprimento imediato ou execução provisória da decisão estampada no acórdão embargado até o julgamento definitivo deste recurso; e b) protesta pelo conhecimento e provimento dos presentes Embargos de Declaração para o fim de suprir a omissão apontada, bem como protesta pela aplicação dos efeitos infringentes, porquanto os argumentos são capazes de reformar a decisão vergastada, ainda que parcialmente” (pág. 16 do documento eletrônico 46). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem analisados os autos, entendo não assistir razão ao embargante. Quanto à alegação de que houve contradição e obscuridade no exame das expressões “entra em vigor”, “passa a vigorar” e “produzindo efeitos financeiros”, contidas nas Leis tocantinenses 1.855/2007 e 1.861/2007, tenho que o acórdão recorrido não padece dos vícios apontados. Com efeito, o tema foi exaustivamente debatido pelas duas correntes que se formaram no julgamento pelo Plenário desta Corte. A propósito, destaco da confirmação do voto vencedor da Relatora Ministra Cármen Lúcia, no qual houve a síntese da ótica que a conduziu à decisão no sentido da inconstitucionalidade das normas que revogaram o aumento concedido aos servidores públicos estaduais: “Apenas para lembrar, porque alguns aqui não estavam quando eu fiz a leitura e votei, que, neste caso, o que houve foi exatamente como descrito agora pelo Ministro Toffoli. Sobrevieram duas leis, as Leis nº 1.855/2007 e 1.861/2007, nas quais, expressamente - como de forma extremamente leal lembrou o Ministro Toffoli agora -, se fixou um aumento no artigo que estamos conhecendo, que é o art. 2º. A 1.855/2007 veio expressamente dando aumento, fixando o aumento; e estes aumentos, como se sabe, não vêm descritos em valores no corpo das normas, mas em anexos. Por isso mesmo, vieram essas leis conferindo aumento ao quadro de servidores do Poder Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem analisados os autos, entendo não assistir razão ao embargante. Quanto à alegação de que houve contradição e obscuridade no exame das expressões “entra em vigor”, “passa a vigorar” e “produzindo efeitos financeiros”, contidas nas Leis tocantinenses 1.855/2007 e 1.861/2007, tenho que o acórdão recorrido não padece dos vícios apontados. Com efeito, o tema foi exaustivamente debatido pelas duas correntes que se formaram no julgamento pelo Plenário desta Corte. A propósito, destaco da confirmação do voto vencedor da Relatora Ministra Cármen Lúcia, no qual houve a síntese da ótica que a conduziu à decisão no sentido da inconstitucionalidade das normas que revogaram o aumento concedido aos servidores públicos estaduais: “Apenas para lembrar, porque alguns aqui não estavam quando eu fiz a leitura e votei, que, neste caso, o que houve foi exatamente como descrito agora pelo Ministro Toffoli. Sobrevieram duas leis, as Leis nº 1.855/2007 e 1.861/2007, nas quais, expressamente - como de forma extremamente leal lembrou o Ministro Toffoli agora -, se fixou um aumento no artigo que estamos conhecendo, que é o art. 2º. A 1.855/2007 veio expressamente dando aumento, fixando o aumento; e estes aumentos, como se sabe, não vêm descritos em valores no corpo das normas, mas em anexos. Por isso mesmo, vieram essas leis conferindo aumento ao quadro de servidores do Poder Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO Executivo e ao quadro de servidores da saúde. Já vigentes essas leis, e digo que estavam vigentes em meu voto, que estou mantendo, porque houve este aumento e a Lei nº 1.855/2007 previa: ‘altera a Lei nº 1.534/2004’, que cuidava do quadro de servidores do Poder Executivo; dispõe sobre o plano de cargos e salários e subsídios dos servidores públicos do quadro geral do Poder Executivo. E o valor do subsídio foi fixado então no Anexo III. Isto era dezembro e, então, definiu-se: está fixado o subsídio que valerá, que vigorará a partir de 1º de janeiro. Qual é o valor desse subsídio? Está no Anexo III. O Anexo III - o art. 6º como acaba de reler, também, o Ministro Toffoli - estabeleceu: Art. 6º. O Anexo III à Lei 1.534/2004 passa a vigorar, a partir de 1º de janeiro de 2008, na conformidade do Anexo III a esta Lei. Art. 7º, o subsequente: Art. 7º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros - ‘ou seja, o pagamento - ‘a partir de: I. de 1º de janeiro de 2008, quanto ao disposto no inciso XI do art. 2º da Lei 1.534/2004. A Lei de Tocantins 1.861/2007, que, também, fez a mudança, veio trazendo no art. 5º: ‘O Anexo III da Lei 1.588/2005’ - isso aqui trata dos profissionais de saúde - ‘passa a vigorar a partir de 1º de janeiro [...].’ O Anexo III trata de quê? Dos valores, ou seja, vocês receberam o aumento na forma da lei - na minha interpretação, claro, que não é a do Ministro Toffoli -, mas só vão receber, só vigora este novo valor, a partir de 1º de janeiro de 2008. Então o Anexo III passa a vigorar, passa, portanto, a produzir os seus efeitos, porque isso está expresso no artigo subsequente. Art. 6º: ‘Art. 6º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de : [...].’ Por que produzindo? Porque o valor fixado no anexo então entraria em vigor, quer dizer, produziria esses efeitos, por isso fiz a conjugação, não apenas da vigência: ela entra em vigor, é presumivelmente válida, ou pelo menos a validade é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO Executivo e ao quadro de servidores da saúde. Já vigentes essas leis, e digo que estavam vigentes em meu voto, que estou mantendo, porque houve este aumento e a Lei nº 1.855/2007 previa: ‘altera a Lei nº 1.534/2004’, que cuidava do quadro de servidores do Poder Executivo; dispõe sobre o plano de cargos e salários e subsídios dos servidores públicos do quadro geral do Poder Executivo. E o valor do subsídio foi fixado então no Anexo III. Isto era dezembro e, então, definiu-se: está fixado o subsídio que valerá, que vigorará a partir de 1º de janeiro. Qual é o valor desse subsídio? Está no Anexo III. O Anexo III - o art. 6º como acaba de reler, também, o Ministro Toffoli - estabeleceu: Art. 6º. O Anexo III à Lei 1.534/2004 passa a vigorar, a partir de 1º de janeiro de 2008, na conformidade do Anexo III a esta Lei. Art. 7º, o subsequente: Art. 7º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros - ‘ou seja, o pagamento - ‘a partir de: I. de 1º de janeiro de 2008, quanto ao disposto no inciso XI do art. 2º da Lei 1.534/2004. A Lei de Tocantins 1.861/2007, que, também, fez a mudança, veio trazendo no art. 5º: ‘O Anexo III da Lei 1.588/2005’ - isso aqui trata dos profissionais de saúde - ‘passa a vigorar a partir de 1º de janeiro [...].’ O Anexo III trata de quê? Dos valores, ou seja, vocês receberam o aumento na forma da lei - na minha interpretação, claro, que não é a do Ministro Toffoli -, mas só vão receber, só vigora este novo valor, a partir de 1º de janeiro de 2008. Então o Anexo III passa a vigorar, passa, portanto, a produzir os seus efeitos, porque isso está expresso no artigo subsequente. Art. 6º: ‘Art. 6º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de : [...].’ Por que produzindo? Porque o valor fixado no anexo então entraria em vigor, quer dizer, produziria esses efeitos, por isso fiz a conjugação, não apenas da vigência: ela entra em vigor, é presumivelmente válida, ou pelo menos a validade é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO algo questionável, mas se presume, e os efeitos financeiros estão expressos. Que estão onde? No anexo, que passam a produzir efeitos na data prevista. Esta é a razão pela qual, Senhor Presidente, Senhores Ministros, pela qual interpretei no sentido de que a norma estava em vigor e o que tinha sido dado como aumento passou a integrar o patrimônio dos servidores. O efeito financeiro, ou seja, o pagamento, era a partir do dia 1º, mas não se poderia revogar, na minha compreensão, o que foi determinado por esta nova Lei. Aliás, da mesma forma, se manifestou tanto o Advogado-Geral da União quanto a Procuradoria-Geral da República. Na fundamentação que apresentei, transcrevendo as leis, entendi que o art. 7º e o art. 6º - taxativos ao estabelecer que essas leis entram em vigor na data de sua publicação, o que se deu em 3 de dezembro de 2007, tendo sido esta Lei revogada em 19 de dezembro de 2007, com estes anexos passando a vigorar -, na minha interpretação, é que os efeitos financeiros que contém aquele anexo, realmente, só vigorariam a partir de então, senão teria que haver o pagamento retroativo. Se esse anexo não tivesse feito referência expressa a que iriam vigorar a partir de 1º da janeiro, teria efeito retroativo, teria que pagar em 1° de janeiro, porém com efeitos a partir da vigência da lei que é expressa: ‘Essa lei entra em vigor na data de sua publicação’. Quando? Em 3 de dezembro, e não 1° de janeiro. Então, por essa razão, Senhor Presidente - não vou voltar a fazer a leitura integral do meu voto - é que tratei de vigência de lei e efeitos financeiro decorrentes do que nele disposto. A prática legislativa, que faz exatamente isso, confere o aumento e deixa os valores, que vão ser pagos e quando vão ser pagos, em anexos, até porque se referem a quadros diferentes. Citei que não era caso mera expectativa de direito, neste caso. E citei a lição de Pontes de Miranda: ‘(...) Quando falo de expectativa (pura) estou necessariamente aludindo à posição de alguém em que se perfizeram elementos do suporte fáctico, de que sairá fato 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO algo questionável, mas se presume, e os efeitos financeiros estão expressos. Que estão onde? No anexo, que passam a produzir efeitos na data prevista. Esta é a razão pela qual, Senhor Presidente, Senhores Ministros, pela qual interpretei no sentido de que a norma estava em vigor e o que tinha sido dado como aumento passou a integrar o patrimônio dos servidores. O efeito financeiro, ou seja, o pagamento, era a partir do dia 1º, mas não se poderia revogar, na minha compreensão, o que foi determinado por esta nova Lei. Aliás, da mesma forma, se manifestou tanto o Advogado-Geral da União quanto a Procuradoria-Geral da República. Na fundamentação que apresentei, transcrevendo as leis, entendi que o art. 7º e o art. 6º - taxativos ao estabelecer que essas leis entram em vigor na data de sua publicação, o que se deu em 3 de dezembro de 2007, tendo sido esta Lei revogada em 19 de dezembro de 2007, com estes anexos passando a vigorar -, na minha interpretação, é que os efeitos financeiros que contém aquele anexo, realmente, só vigorariam a partir de então, senão teria que haver o pagamento retroativo. Se esse anexo não tivesse feito referência expressa a que iriam vigorar a partir de 1º da janeiro, teria efeito retroativo, teria que pagar em 1° de janeiro, porém com efeitos a partir da vigência da lei que é expressa: ‘Essa lei entra em vigor na data de sua publicação’. Quando? Em 3 de dezembro, e não 1° de janeiro. Então, por essa razão, Senhor Presidente - não vou voltar a fazer a leitura integral do meu voto - é que tratei de vigência de lei e efeitos financeiro decorrentes do que nele disposto. A prática legislativa, que faz exatamente isso, confere o aumento e deixa os valores, que vão ser pagos e quando vão ser pagos, em anexos, até porque se referem a quadros diferentes. Citei que não era caso mera expectativa de direito, neste caso. E citei a lição de Pontes de Miranda: ‘(...) Quando falo de expectativa (pura) estou necessariamente aludindo à posição de alguém em que se perfizeram elementos do suporte fáctico, de que sairá fato 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO jurídico, produtor de direito e outros efeitos, porém ainda não todos os elementos do suporte fáctico: a regra jurídica, a cuja incidência corresponderia o fato jurídico, ainda não incidiu, porque suporte fáctico ainda não há’ (MIRANDA, Pontes. Tratado de Direito Privado. Tomo V. Rio de Janeiro: Borsoi, 1970, p. 285/291). Afirmei: ‘...a norma que conferiu aumentos dos valores remuneratórios, não se há falar em expectativa, mas em direito que já não poderia vir a ser reduzido pelo legislador, como se deu.’ Porque, na verdade, a nova lei que revoga a anterior, ela muda a anterior, se a anterior não era inválida. Ela revogou algo que já tinha sido concedido. […] E por essa razão é que, neste caso, o aumento remuneratório concedido - e que na minha compreensão já tinha sido integrado ao patrimônio como direito, e não como valor financeiro - tinha o mês de janeiro de 2008, 1º de janeiro, como prazo inicial para produção de efeitos financeiros, para vigorarem os efeitos financeiros, porque a lei estava em vigor. E claro, como o anexo trata é desses efeitos financeiros, ele só poderia vigorar, como disse, a partir de 1° de janeiro, se não, em janeiro, o Estado de Tocantins teria que pagar os valores retroativos. Essa razão pela qual, entendendo as ponderações todas e a vista do Ministro Dias Toffoli, mantenho o meu voto, Senhor Presidente, por manter o entendimento de que, neste caso, haveria, quanto ao artigo 2° das duas leis, a inconstitucionalidade. E me coloco à disposição para novos esclarecimentos.” (págs. 36-38 do documento eletrônico 43) Conforme se lê do trecho em destaque, não há contradição no decisão embargada, dado que foi feita clara distinção entre dois momentos. O primeiro é a data em que a lei entra em vigor – na data da sua publicação – e o segundo é dia em que a norma produziu os efeitos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO jurídico, produtor de direito e outros efeitos, porém ainda não todos os elementos do suporte fáctico: a regra jurídica, a cuja incidência corresponderia o fato jurídico, ainda não incidiu, porque suporte fáctico ainda não há’ (MIRANDA, Pontes. Tratado de Direito Privado. Tomo V. Rio de Janeiro: Borsoi, 1970, p. 285/291). Afirmei: ‘...a norma que conferiu aumentos dos valores remuneratórios, não se há falar em expectativa, mas em direito que já não poderia vir a ser reduzido pelo legislador, como se deu.’ Porque, na verdade, a nova lei que revoga a anterior, ela muda a anterior, se a anterior não era inválida. Ela revogou algo que já tinha sido concedido. […] E por essa razão é que, neste caso, o aumento remuneratório concedido - e que na minha compreensão já tinha sido integrado ao patrimônio como direito, e não como valor financeiro - tinha o mês de janeiro de 2008, 1º de janeiro, como prazo inicial para produção de efeitos financeiros, para vigorarem os efeitos financeiros, porque a lei estava em vigor. E claro, como o anexo trata é desses efeitos financeiros, ele só poderia vigorar, como disse, a partir de 1° de janeiro, se não, em janeiro, o Estado de Tocantins teria que pagar os valores retroativos. Essa razão pela qual, entendendo as ponderações todas e a vista do Ministro Dias Toffoli, mantenho o meu voto, Senhor Presidente, por manter o entendimento de que, neste caso, haveria, quanto ao artigo 2° das duas leis, a inconstitucionalidade. E me coloco à disposição para novos esclarecimentos.” (págs. 36-38 do documento eletrônico 43) Conforme se lê do trecho em destaque, não há contradição no decisão embargada, dado que foi feita clara distinção entre dois momentos. O primeiro é a data em que a lei entra em vigor – na data da sua publicação – e o segundo é dia em que a norma produziu os efeitos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO financeiros previstos nos Anexos das Leis estaduais impugnadas. A corrente vencedora considerou que o aumento incorporou-se ao patrimônio jurídico dos servidores no primeiro momento. A tentativa de atribuir às expressões “entra em vigor” e “passa a vigorar” o mesmo significado é mero jogo de palavras com o intuito de emplacar as teses de contradição ou obscuridade onde tais não existem. Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que apenas a contradição interna dá ensejo à oposição de embargos de declaração, ou seja, ela deve ocorrer entre os fundamentos e a conclusão do próprio acórdão embargado. Eventual contradição entre o acórdão e a lei, os fatos, a jurisprudência ou a interpretação a qual a parte considera mais adequada não são aptas a configurar a contradição mencionada pelo art. 1.022 do CPC. Confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inexistência das hipóteses do art. 535 do CPC. 1. O julgado embargado não incorreu em omissão. O órgão julgador decidiu as questões postas no recurso extraordinário a partir das balizas fixadas no acórdão recorrido. 2. A contradição que autoriza a oposição do recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e a sua conclusão. 3. Embargos de declaração rejeitados” (ARE 736.099-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma; grifei). Cito ainda: RE 563.571-AgR-segundo-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 742.005-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma. No presente caso, não se verifica contradição interna entre as premissas e a conclusão do aresto embargado. Sobre a alegada omissão quanto ao momento em que “o suporte fático hipotético de incidência” teria ocorrido, entendo que o voto 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO financeiros previstos nos Anexos das Leis estaduais impugnadas. A corrente vencedora considerou que o aumento incorporou-se ao patrimônio jurídico dos servidores no primeiro momento. A tentativa de atribuir às expressões “entra em vigor” e “passa a vigorar” o mesmo significado é mero jogo de palavras com o intuito de emplacar as teses de contradição ou obscuridade onde tais não existem. Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que apenas a contradição interna dá ensejo à oposição de embargos de declaração, ou seja, ela deve ocorrer entre os fundamentos e a conclusão do próprio acórdão embargado. Eventual contradição entre o acórdão e a lei, os fatos, a jurisprudência ou a interpretação a qual a parte considera mais adequada não são aptas a configurar a contradição mencionada pelo art. 1.022 do CPC. Confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inexistência das hipóteses do art. 535 do CPC. 1. O julgado embargado não incorreu em omissão. O órgão julgador decidiu as questões postas no recurso extraordinário a partir das balizas fixadas no acórdão recorrido. 2. A contradição que autoriza a oposição do recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e a sua conclusão. 3. Embargos de declaração rejeitados” (ARE 736.099-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma; grifei). Cito ainda: RE 563.571-AgR-segundo-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 742.005-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma. No presente caso, não se verifica contradição interna entre as premissas e a conclusão do aresto embargado. Sobre a alegada omissão quanto ao momento em que “o suporte fático hipotético de incidência” teria ocorrido, entendo que o voto 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO vencedor enfrentou o tema de forma cristalina, embora de forma contrária aos interesses da parte embargante, conforme acima demonstrado. O embargante afirma, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros. Chama atenção para a situação de fato do Estado de Tocantins, cuja situação financeira agravou-se entre o longo período de tempo passado entre o ajuizamento da ação direta de inconstitucionalidade e o seu julgamento. Por fim, com base em tais argumentos, pugna pela modulação dos efeitos da decisão da norma. Tais argumentos não demonstram a existência de contradição, obscuridade ou omissão algumas. As razões de decidir ficaram absolutamente claras no julgamento do mérito da ADI. O Plenário desta Corte deliberou por não modular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, regra geral, aliás. E é cediço que a mera discordância com o decidido não autoriza a interposição de embargos de declaração. Vê-se, daí, que o embargante manejou os presentes embargos declaratórios com a finalidade clara e deliberada de alterar o que foi decidido, imprimindo-lhe o vedado caráter infringente. Nesse sentido já decidiu esta Corte em inúmeras oportunidades, das quais são exemplos os acórdãos proferidos no AI 329.921 AgR-ED/MG, de relatoria do Ministro Moreira Alves, na ADI 2.666 ED/DF, de relatoria da Ministra Ellen Gracie e no RE 570.403/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, abaixo transcritos, respectivamente: “Ementa: Embargos de declaração. - Inexistência, no caso, de qualquer das hipóteses em que são cabíveis os embargos declaratórios, inclusive a de erro material. Pretensão de dar natureza infringente aos embargos 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO vencedor enfrentou o tema de forma cristalina, embora de forma contrária aos interesses da parte embargante, conforme acima demonstrado. O embargante afirma, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros. Chama atenção para a situação de fato do Estado de Tocantins, cuja situação financeira agravou-se entre o longo período de tempo passado entre o ajuizamento da ação direta de inconstitucionalidade e o seu julgamento. Por fim, com base em tais argumentos, pugna pela modulação dos efeitos da decisão da norma. Tais argumentos não demonstram a existência de contradição, obscuridade ou omissão algumas. As razões de decidir ficaram absolutamente claras no julgamento do mérito da ADI. O Plenário desta Corte deliberou por não modular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, regra geral, aliás. E é cediço que a mera discordância com o decidido não autoriza a interposição de embargos de declaração. Vê-se, daí, que o embargante manejou os presentes embargos declaratórios com a finalidade clara e deliberada de alterar o que foi decidido, imprimindo-lhe o vedado caráter infringente. Nesse sentido já decidiu esta Corte em inúmeras oportunidades, das quais são exemplos os acórdãos proferidos no AI 329.921 AgR-ED/MG, de relatoria do Ministro Moreira Alves, na ADI 2.666 ED/DF, de relatoria da Ministra Ellen Gracie e no RE 570.403/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, abaixo transcritos, respectivamente: “Ementa: Embargos de declaração. - Inexistência, no caso, de qualquer das hipóteses em que são cabíveis os embargos declaratórios, inclusive a de erro material. Pretensão de dar natureza infringente aos embargos 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO de declaração” (AI 329.921-ED-AgR/MG). “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 84 E 85 DO ADCT. EMENDA CONSTITUCIONAL 37, DE 12.06.02. CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF. 1. A pretexto de sanar omissão ou erro de fato, repisa o embargante questões exaustivamente analisadas pelo acórdão recorrido. 2. Mero inconformismo diante das conclusões do julgado, contrárias às teses do embargante, não autoriza a reapreciação da matéria nesta fase recursal. 3. Embargos rejeitados por inexistir omissão a ser suprida além do cunho infringente de que se revestem” (ADI 2.666- ED/DF). “Ementa: 1. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Alegação de omissão do acórdão recorrido. 3. Pedido de convalidação de contratações irregulares. 4. Inocorrência da alegada omissão. 5. Natureza infringente dos embargos. 6. Precedentes e incidência da Súmula 279. Embargos declaratórios rejeitados” (RE 570.403- AgR-ED/SP). Ante o exposto, rejeito os presentes embargos declaratórios interpostos pelo Governador do Estado do Tocantins. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO de declaração” (AI 329.921-ED-AgR/MG). “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 84 E 85 DO ADCT. EMENDA CONSTITUCIONAL 37, DE 12.06.02. CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF. 1. A pretexto de sanar omissão ou erro de fato, repisa o embargante questões exaustivamente analisadas pelo acórdão recorrido. 2. Mero inconformismo diante das conclusões do julgado, contrárias às teses do embargante, não autoriza a reapreciação da matéria nesta fase recursal. 3. Embargos rejeitados por inexistir omissão a ser suprida além do cunho infringente de que se revestem” (ADI 2.666- ED/DF). “Ementa: 1. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Alegação de omissão do acórdão recorrido. 3. Pedido de convalidação de contratações irregulares. 4. Inocorrência da alegada omissão. 5. Natureza infringente dos embargos. 6. Precedentes e incidência da Súmula 279. Embargos declaratórios rejeitados” (RE 570.403- AgR-ED/SP). Ante o exposto, rejeito os presentes embargos declaratórios interpostos pelo Governador do Estado do Tocantins. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) : PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) : JUVENAL KLAYBER COELHO (9900/GO, 182A/TO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFAF-1F74-BA7A-04C1 e senha 851C-71B3-E305-4598 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) : PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) : JUVENAL KLAYBER COELHO (9900/GO, 182A/TO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFAF-1F74-BA7A-04C1 e senha 851C-71B3-E305-4598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749507325
2019-03-22T00:00:00
2019-04-03T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PROPÓSITO MODIFICATIVO COM INTENÇÃO DE MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I – Embargos de declaração opostos pelo Governador do Estado do Tocantins contra acórdão que julgou procedente a ação para declarar inconstitucionais o art. 2° da Lei estadual 1.866/2007 e o art. 2° da Lei estadual 1.868/2007. II – Aclaratórios manejados com a finalidade clara e deliberada de alterar o que foi decidido, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Embargos de declaração rejeitados.
sjur401204
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADIÇÃO, EMBARGOS DE DECLARAÇÃO) ARE 736099 AgR-ED (1ªT), RE 563571 AgR-segundo-ED (1ªT), ARE 742005 AgR-ED (2ªT). (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, EFEITO MODIFICATIVO) AI 329921 AgR (2ªT), ADI 2666 ED (TP), RE 570403 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 02/07/2019, KBP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
4013
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-EST LEI-001866 ANO-2007\n ART-00002\n LEI ORDINÁRIA, TO\n\n", "LEG-EST LEI-001868 ANO-2007\n ART-00002\n LEI ORDINÁRIA, TO" ]
ADI-ED
acordaos
ADI 4013 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) : PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) : JUVENAL KLAYBER COELHO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) :PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) :JUVENAL KLAYBER COELHO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PROPÓSITO MODIFICATIVO COM INTENÇÃO DE MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DE DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I – Embargos de declaração opostos pelo Governador do Estado do Tocantins contra acórdão que julgou procedente a ação para declarar inconstitucionais o art. 2... da Lei estadual 1.866/2007 e o art. 2... da Lei estadual 1.868/2007. II – Aclaratórios manejados com a finalidade clara e deliberada de alterar o que foi decidido, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D000-5340-0A25-597E e senha 557F-27C4-9E97-1F6D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ADI 4013 ED / TO unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D000-5340-0A25-597E e senha 557F-27C4-9E97-1F6D Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D000-5340-0A25-597E e senha 557F-27C4-9E97-1F6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) :PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) :JUVENAL KLAYBER COELHO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Governador do Estado do Tocantins contra acórdão que julgou procedente a ação para declarar inconstitucionais o art. 2... da Lei estadual 1.866/2007 e o art. 2... da Lei estadual 1.868/2007. O embargante alega que: “As questões suscitadas nos presentes aclaratórios visam encerrar sobre as leis que estabeleceram os aumentos, quais sejam as Leis tocantinenses n. 1.855/2007 e n. 1.861/2007, para que ser realize uma análise transparente sobre a real acepção das expressões ‘entra vigor’, ‘passa a vigorar’ e ‘produzindo efeitos financeiros’, estampadas nas normas correspondentes, a fim de se delinear o objeto da obscuridade, ou, até mesmo, da contradição ocorrida no julgamento.” (pág. 8 do documento eletrônico 46). Ademais, aduz que: “Bem não é isso que se questiona a omissão, obviamente, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) :PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) :JUVENAL KLAYBER COELHO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Governador do Estado do Tocantins contra acórdão que julgou procedente a ação para declarar inconstitucionais o art. 2... da Lei estadual 1.866/2007 e o art. 2... da Lei estadual 1.868/2007. O embargante alega que: “As questões suscitadas nos presentes aclaratórios visam encerrar sobre as leis que estabeleceram os aumentos, quais sejam as Leis tocantinenses n. 1.855/2007 e n. 1.861/2007, para que ser realize uma análise transparente sobre a real acepção das expressões ‘entra vigor’, ‘passa a vigorar’ e ‘produzindo efeitos financeiros’, estampadas nas normas correspondentes, a fim de se delinear o objeto da obscuridade, ou, até mesmo, da contradição ocorrida no julgamento.” (pág. 8 do documento eletrônico 46). Ademais, aduz que: “Bem não é isso que se questiona a omissão, obviamente, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO mas sim a partir de qual momento o suporte fático hipotético de incidência teria ocorrido, para se afirmar que, no mesmo mês em que o servidor realizou o respectivo serviço, isto é, que houve a efetiva prestação laboral a justificar o regime remuneratório pro labore facto, com valores corrigidos, já sob a vigência das novas regras vencimentais. Assim, é incongruente com o sistema remuneratório, que este seja considerado sobre o trabalho futuro, ou seja, que ainda depende de ser realizado, pro labore faciendo, pois ao se considerar assim a irredutibilidade ou o direito adquirido nestas circunstâncias a vencimentos diferidos ou a reajustes destes, seria o mesmo que se conferir imutabilidade de regime futuro de direitos sobre atividades funcionais que sequer foram ou serão desempenhadas ou efetivamente exercidas. […] Ademais, ainda sobre este ponto, como restou bem claro nas informações prestadas pelo Governador do Estado do Tocantins, a Jurisprudência da Corte Suprema nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros, quando a retirada destes se desse antes da entrada em vigor da norma ou enquanto inexistisse o desenvolvimento de trabalho pelo servidor a merecer a remuneração no respectivo mês de competência. Logo, o Estado do Tocantins se comportou conforme a segurança jurídica dos precedentes do próprio Egrégio Supremo Tribunal Federal. Assim, com base nestes argumentos, são certamente cabíveis os embargos, para que sejam supridas as omissões sobre qual seria o suporte fático a justificar a eficácia de maneira prospectiva, e se houve, ou não, a desconsideração da teoria do pro labore facto no mês de competência de janeiro de 2008, para a configuração do direito adquirido à irredutibilidade vencimental; se, considerado o ‘termo’, ao arrepio de inexistência de norma expressa neste sentido nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007, que se considere a existência do interesse público sobre o privado dos servidores, para a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO mas sim a partir de qual momento o suporte fático hipotético de incidência teria ocorrido, para se afirmar que, no mesmo mês em que o servidor realizou o respectivo serviço, isto é, que houve a efetiva prestação laboral a justificar o regime remuneratório pro labore facto, com valores corrigidos, já sob a vigência das novas regras vencimentais. Assim, é incongruente com o sistema remuneratório, que este seja considerado sobre o trabalho futuro, ou seja, que ainda depende de ser realizado, pro labore faciendo, pois ao se considerar assim a irredutibilidade ou o direito adquirido nestas circunstâncias a vencimentos diferidos ou a reajustes destes, seria o mesmo que se conferir imutabilidade de regime futuro de direitos sobre atividades funcionais que sequer foram ou serão desempenhadas ou efetivamente exercidas. […] Ademais, ainda sobre este ponto, como restou bem claro nas informações prestadas pelo Governador do Estado do Tocantins, a Jurisprudência da Corte Suprema nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros, quando a retirada destes se desse antes da entrada em vigor da norma ou enquanto inexistisse o desenvolvimento de trabalho pelo servidor a merecer a remuneração no respectivo mês de competência. Logo, o Estado do Tocantins se comportou conforme a segurança jurídica dos precedentes do próprio Egrégio Supremo Tribunal Federal. Assim, com base nestes argumentos, são certamente cabíveis os embargos, para que sejam supridas as omissões sobre qual seria o suporte fático a justificar a eficácia de maneira prospectiva, e se houve, ou não, a desconsideração da teoria do pro labore facto no mês de competência de janeiro de 2008, para a configuração do direito adquirido à irredutibilidade vencimental; se, considerado o ‘termo’, ao arrepio de inexistência de norma expressa neste sentido nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007, que se considere a existência do interesse público sobre o privado dos servidores, para a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO correção de erros de análise da Administração Pública, em especial para a manutenção da saúde financeira do Erário.” (págs. 11-13 do documento eletrônico 46). Com efeito, destaca que: “Ainda que não se possa considerar a existência de alteração das circunstâncias econômicas entre o início do mês de dezembro de 2007 e meados deste, quando houve a concessão dos aumentos e a repristinação das tabelas anteriores, deve-se levar em consideração a indubitável existência de crise financeira pela qual passa o país, entre a data da propositura da impugnação de inconstitucionalidade das normas (2008) e o respectivo julgamento (2017). Neste passo, com o curso do tempo, o Estado do Tocantins está sendo punido duas vezes com o julgamento pela inconstitucionalidade das normas em questão: em primeiro plano, porque seguiu a Jurisprudência da Egrégia Corte Suprema, para tomar uma das decisões mais dolorosas da Administração Pública e da vida do servidor público estadual, porque era necessária a correção do erro jurídico e de análise financeira sobre o aumento equivocadamente concedido; e, em segundo lugar, porque sequer foi avaliada a questão da modulação dos efeitos da inconstitucionalidade declarada no julgamento do controle concentrado, o que, no caso em tela, conduz o raciocínio para o efeito regular ex tunc, que reduzem a pó as finanças do Estado do Tocantins, por força das conseqüências jurídicas diretas, somadas aos seus acessórios. […] Por tais razões, é providência de extrema relevância que seja suprida a omissão sobre as razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, para que o Supremo Tribunal Federal possa, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, se mantida, ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO correção de erros de análise da Administração Pública, em especial para a manutenção da saúde financeira do Erário.” (págs. 11-13 do documento eletrônico 46). Com efeito, destaca que: “Ainda que não se possa considerar a existência de alteração das circunstâncias econômicas entre o início do mês de dezembro de 2007 e meados deste, quando houve a concessão dos aumentos e a repristinação das tabelas anteriores, deve-se levar em consideração a indubitável existência de crise financeira pela qual passa o país, entre a data da propositura da impugnação de inconstitucionalidade das normas (2008) e o respectivo julgamento (2017). Neste passo, com o curso do tempo, o Estado do Tocantins está sendo punido duas vezes com o julgamento pela inconstitucionalidade das normas em questão: em primeiro plano, porque seguiu a Jurisprudência da Egrégia Corte Suprema, para tomar uma das decisões mais dolorosas da Administração Pública e da vida do servidor público estadual, porque era necessária a correção do erro jurídico e de análise financeira sobre o aumento equivocadamente concedido; e, em segundo lugar, porque sequer foi avaliada a questão da modulação dos efeitos da inconstitucionalidade declarada no julgamento do controle concentrado, o que, no caso em tela, conduz o raciocínio para o efeito regular ex tunc, que reduzem a pó as finanças do Estado do Tocantins, por força das conseqüências jurídicas diretas, somadas aos seus acessórios. […] Por tais razões, é providência de extrema relevância que seja suprida a omissão sobre as razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, para que o Supremo Tribunal Federal possa, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, se mantida, ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO fixado (artigo 27 da Lei Ordinária Federal n. 9.868/99, ponderando-se o momento mais conveniente ao seu arbítrio, mas limitando-o, em seus efeitos, aos aumentos futuros realizados de maneira nominal, isto é, aqueles concedidos sem indexações de percentuais, quando capazes de absorver os valores insertos nas tabelas previstas nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007.” (págs. 13-14 do documento eletrônico 46). Ressalta também que: “Outro aspecto que se observa na decisão é a omissão acerca da verdadeira extensão dos aumentos dos vencimentos, caso os considerem como corrigidos, pois de tão repetido o mantra acerca dos 25% (vinte e cinco por cento) de aumento, afigura-se aqui um equívoco sobre o qual deve ser conferida questão de ordem, seja por interesse público indisponível, seja pela própria constatação de erro material. Neste ponto, observa-se que ao ser repetido incessantemente pelos interessados a existência de aumento de 25% (vinte e cinco por cento) de maneira linear para todas as referências e níveis das carreiras do Quadro Geral do Estado, induziu-se a Egrégia Corte a erro, pois há de ser considerado, porquanto omisso no julgamento, que eventual direito adquirido, ou irredutibilidade, admitindo-se apenas em homenagem ao Princípio da Eventualidade, incide em face da aplicação da tabela repristinada pelas Leis estaduais n. 1.866/2007 e 1.868/2007, para se restabelecer as tabelas estampadas e implicitamente revogadas por estas, concessivas de aumento, é verdade, nas Leis n. 1.855 e 1.861 daquele mesmo ano, mas que não representam percentual fixo para todos os níveis e referências da carreira, quanto menos os 25% (vinte e cinco por cento) afirmados de maneira geral e linear pelo autor.” (págs. 14-15 do documento eletrônico 46). O embargante salienta, ainda, que: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO fixado (artigo 27 da Lei Ordinária Federal n. 9.868/99, ponderando-se o momento mais conveniente ao seu arbítrio, mas limitando-o, em seus efeitos, aos aumentos futuros realizados de maneira nominal, isto é, aqueles concedidos sem indexações de percentuais, quando capazes de absorver os valores insertos nas tabelas previstas nas Leis ns. 1.855/2007 e 1.861/2007.” (págs. 13-14 do documento eletrônico 46). Ressalta também que: “Outro aspecto que se observa na decisão é a omissão acerca da verdadeira extensão dos aumentos dos vencimentos, caso os considerem como corrigidos, pois de tão repetido o mantra acerca dos 25% (vinte e cinco por cento) de aumento, afigura-se aqui um equívoco sobre o qual deve ser conferida questão de ordem, seja por interesse público indisponível, seja pela própria constatação de erro material. Neste ponto, observa-se que ao ser repetido incessantemente pelos interessados a existência de aumento de 25% (vinte e cinco por cento) de maneira linear para todas as referências e níveis das carreiras do Quadro Geral do Estado, induziu-se a Egrégia Corte a erro, pois há de ser considerado, porquanto omisso no julgamento, que eventual direito adquirido, ou irredutibilidade, admitindo-se apenas em homenagem ao Princípio da Eventualidade, incide em face da aplicação da tabela repristinada pelas Leis estaduais n. 1.866/2007 e 1.868/2007, para se restabelecer as tabelas estampadas e implicitamente revogadas por estas, concessivas de aumento, é verdade, nas Leis n. 1.855 e 1.861 daquele mesmo ano, mas que não representam percentual fixo para todos os níveis e referências da carreira, quanto menos os 25% (vinte e cinco por cento) afirmados de maneira geral e linear pelo autor.” (págs. 14-15 do documento eletrônico 46). O embargante salienta, ainda, que: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ADI 4013 ED / TO “Em virtude disso, entende-se ser o caso de aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, para que se evite o cumprimento imediato ou provisório da decisão estampada no acórdão, porque presente o periculum in mora inverso em favor da Administração Pública, capaz de causar risco de grave dano ou de difícil reparação; e também configurado o fumus boni iures, por todos os argumentos jurídicos já delineados nos autos, o que torna crível a potencialidade dos argumentos meritórios serem conhecidos e providos, ainda que parcialmente, nos próprios embargos” (pág. 16 do documento eletrônico 46). Ao final, requereu: “a) a aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, nos termos do permissivo positivado no § 1o do artigo 1.026 do Código de Processo Civil Código de Processo Civil, a fim de que se obste o cumprimento imediato ou execução provisória da decisão estampada no acórdão embargado até o julgamento definitivo deste recurso; e b) protesta pelo conhecimento e provimento dos presentes Embargos de Declaração para o fim de suprir a omissão apontada, bem como protesta pela aplicação dos efeitos infringentes, porquanto os argumentos são capazes de reformar a decisão vergastada, ainda que parcialmente” (pág. 16 do documento eletrônico 46). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO “Em virtude disso, entende-se ser o caso de aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, para que se evite o cumprimento imediato ou provisório da decisão estampada no acórdão, porque presente o periculum in mora inverso em favor da Administração Pública, capaz de causar risco de grave dano ou de difícil reparação; e também configurado o fumus boni iures, por todos os argumentos jurídicos já delineados nos autos, o que torna crível a potencialidade dos argumentos meritórios serem conhecidos e providos, ainda que parcialmente, nos próprios embargos” (pág. 16 do documento eletrônico 46). Ao final, requereu: “a) a aplicação liminar do efeito suspensivo aos presentes Embargos de Declaração, ou seja, no momento do despacho de recebimento dos aclaratórios, nos termos do permissivo positivado no § 1o do artigo 1.026 do Código de Processo Civil Código de Processo Civil, a fim de que se obste o cumprimento imediato ou execução provisória da decisão estampada no acórdão embargado até o julgamento definitivo deste recurso; e b) protesta pelo conhecimento e provimento dos presentes Embargos de Declaração para o fim de suprir a omissão apontada, bem como protesta pela aplicação dos efeitos infringentes, porquanto os argumentos são capazes de reformar a decisão vergastada, ainda que parcialmente” (pág. 16 do documento eletrônico 46). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4860-7752-2815-7A13 e senha E129-9AAF-C168-378F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem analisados os autos, entendo não assistir razão ao embargante. Quanto à alegação de que houve contradição e obscuridade no exame das expressões “entra em vigor”, “passa a vigorar” e “produzindo efeitos financeiros”, contidas nas Leis tocantinenses 1.855/2007 e 1.861/2007, tenho que o acórdão recorrido não padece dos vícios apontados. Com efeito, o tema foi exaustivamente debatido pelas duas correntes que se formaram no julgamento pelo Plenário desta Corte. A propósito, destaco da confirmação do voto vencedor da Relatora Ministra Cármen Lúcia, no qual houve a síntese da ótica que a conduziu à decisão no sentido da inconstitucionalidade das normas que revogaram o aumento concedido aos servidores públicos estaduais: “Apenas para lembrar, porque alguns aqui não estavam quando eu fiz a leitura e votei, que, neste caso, o que houve foi exatamente como descrito agora pelo Ministro Toffoli. Sobrevieram duas leis, as Leis n 1.855/2007 e 1.861/2007, nas quais, expressamente - como de forma extremamente leal lembrou o Ministro Toffoli agora -, se fixou um aumento no artigo que estamos conhecendo, que é o art. 2.... A 1.855/2007 veio expressamente dando aumento, fixando o aumento; e estes aumentos, como se sabe, não vêm descritos em valores no corpo das normas, mas em anexos. Por isso mesmo, vieram essas leis conferindo aumento ao quadro de servidores do Poder Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 TOCANTINS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem analisados os autos, entendo não assistir razão ao embargante. Quanto à alegação de que houve contradição e obscuridade no exame das expressões “entra em vigor”, “passa a vigorar” e “produzindo efeitos financeiros”, contidas nas Leis tocantinenses 1.855/2007 e 1.861/2007, tenho que o acórdão recorrido não padece dos vícios apontados. Com efeito, o tema foi exaustivamente debatido pelas duas correntes que se formaram no julgamento pelo Plenário desta Corte. A propósito, destaco da confirmação do voto vencedor da Relatora Ministra Cármen Lúcia, no qual houve a síntese da ótica que a conduziu à decisão no sentido da inconstitucionalidade das normas que revogaram o aumento concedido aos servidores públicos estaduais: “Apenas para lembrar, porque alguns aqui não estavam quando eu fiz a leitura e votei, que, neste caso, o que houve foi exatamente como descrito agora pelo Ministro Toffoli. Sobrevieram duas leis, as Leis n 1.855/2007 e 1.861/2007, nas quais, expressamente - como de forma extremamente leal lembrou o Ministro Toffoli agora -, se fixou um aumento no artigo que estamos conhecendo, que é o art. 2.... A 1.855/2007 veio expressamente dando aumento, fixando o aumento; e estes aumentos, como se sabe, não vêm descritos em valores no corpo das normas, mas em anexos. Por isso mesmo, vieram essas leis conferindo aumento ao quadro de servidores do Poder Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO Executivo e ao quadro de servidores da saúde. Já vigentes essas leis, e digo que estavam vigentes em meu voto, que estou mantendo, porque houve este aumento e a Lei n 1.855/2007 previa: ‘altera a Lei n 1.534/2004’, que cuidava do quadro de servidores do Poder Executivo; dispõe sobre o plano de cargos e salários e subsídios dos servidores públicos do quadro geral do Poder Executivo. E o valor do subsídio foi fixado então no Anexo III. Isto era dezembro e, então, definiu-se: está fixado o subsídio que valerá, que vigorará a partir de 1... de janeiro. Qual é o valor desse subsídio? Está no Anexo III. O Anexo III - o art. 6... como acaba de reler, também, o Ministro Toffoli - estabeleceu: Art. 6.... O Anexo III à Lei 1.534/2004 passa a vigorar, a partir de 1... de janeiro de 2008, na conformidade do Anexo III a esta Lei. Art. 7..., o subsequente: Art. 7.... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros - ‘ou seja, o pagamento - ‘a partir de: I. de 1... de janeiro de 2008, quanto ao disposto no inciso XI do art. 2... da Lei 1.534/2004. A Lei de Tocantins 1.861/2007, que, também, fez a mudança, veio trazendo no art. 5...: ‘O Anexo III da Lei 1.588/2005’ - isso aqui trata dos profissionais de saúde - ‘passa a vigorar a partir de 1... de janeiro [...].’ O Anexo III trata de quê? Dos valores, ou seja, vocês receberam o aumento na forma da lei - na minha interpretação, claro, que não é a do Ministro Toffoli -, mas só vão receber, só vigora este novo valor, a partir de 1... de janeiro de 2008. Então o Anexo III passa a vigorar, passa, portanto, a produzir os seus efeitos, porque isso está expresso no artigo subsequente. Art. 6...: ‘Art. 6.... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de : [...].’ Por que produzindo? Porque o valor fixado no anexo então entraria em vigor, quer dizer, produziria esses efeitos, por isso fiz a conjugação, não apenas da vigência: ela entra em vigor, é presumivelmente válida, ou pelo menos a validade é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO Executivo e ao quadro de servidores da saúde. Já vigentes essas leis, e digo que estavam vigentes em meu voto, que estou mantendo, porque houve este aumento e a Lei n 1.855/2007 previa: ‘altera a Lei n 1.534/2004’, que cuidava do quadro de servidores do Poder Executivo; dispõe sobre o plano de cargos e salários e subsídios dos servidores públicos do quadro geral do Poder Executivo. E o valor do subsídio foi fixado então no Anexo III. Isto era dezembro e, então, definiu-se: está fixado o subsídio que valerá, que vigorará a partir de 1... de janeiro. Qual é o valor desse subsídio? Está no Anexo III. O Anexo III - o art. 6... como acaba de reler, também, o Ministro Toffoli - estabeleceu: Art. 6.... O Anexo III à Lei 1.534/2004 passa a vigorar, a partir de 1... de janeiro de 2008, na conformidade do Anexo III a esta Lei. Art. 7..., o subsequente: Art. 7.... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros - ‘ou seja, o pagamento - ‘a partir de: I. de 1... de janeiro de 2008, quanto ao disposto no inciso XI do art. 2... da Lei 1.534/2004. A Lei de Tocantins 1.861/2007, que, também, fez a mudança, veio trazendo no art. 5...: ‘O Anexo III da Lei 1.588/2005’ - isso aqui trata dos profissionais de saúde - ‘passa a vigorar a partir de 1... de janeiro [...].’ O Anexo III trata de quê? Dos valores, ou seja, vocês receberam o aumento na forma da lei - na minha interpretação, claro, que não é a do Ministro Toffoli -, mas só vão receber, só vigora este novo valor, a partir de 1... de janeiro de 2008. Então o Anexo III passa a vigorar, passa, portanto, a produzir os seus efeitos, porque isso está expresso no artigo subsequente. Art. 6...: ‘Art. 6.... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos financeiros a partir de : [...].’ Por que produzindo? Porque o valor fixado no anexo então entraria em vigor, quer dizer, produziria esses efeitos, por isso fiz a conjugação, não apenas da vigência: ela entra em vigor, é presumivelmente válida, ou pelo menos a validade é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO algo questionável, mas se presume, e os efeitos financeiros estão expressos. Que estão onde? No anexo, que passam a produzir efeitos na data prevista. Esta é a razão pela qual, Senhor Presidente, Senhores Ministros, pela qual interpretei no sentido de que a norma estava em vigor e o que tinha sido dado como aumento passou a integrar o patrimônio dos servidores. O efeito financeiro, ou seja, o pagamento, era a partir do dia 1..., mas não se poderia revogar, na minha compreensão, o que foi determinado por esta nova Lei. Aliás, da mesma forma, se manifestou tanto o Advogado-Geral da União quanto a Procuradoria-Geral da República. Na fundamentação que apresentei, transcrevendo as leis, entendi que o art. 7... e o art. 6... - taxativos ao estabelecer que essas leis entram em vigor na data de sua publicação, o que se deu em 3 de dezembro de 2007, tendo sido esta Lei revogada em 19 de dezembro de 2007, com estes anexos passando a vigorar -, na minha interpretação, é que os efeitos financeiros que contém aquele anexo, realmente, só vigorariam a partir de então, senão teria que haver o pagamento retroativo. Se esse anexo não tivesse feito referência expressa a que iriam vigorar a partir de 1... da janeiro, teria efeito retroativo, teria que pagar em 1... de janeiro, porém com efeitos a partir da vigência da lei que é expressa: ‘Essa lei entra em vigor na data de sua publicação’. Quando? Em 3 de dezembro, e não 1... de janeiro. Então, por essa razão, Senhor Presidente - não vou voltar a fazer a leitura integral do meu voto - é que tratei de vigência de lei e efeitos financeiro decorrentes do que nele disposto. A prática legislativa, que faz exatamente isso, confere o aumento e deixa os valores, que vão ser pagos e quando vão ser pagos, em anexos, até porque se referem a quadros diferentes. Citei que não era caso mera expectativa de direito, neste caso. E citei a lição de Pontes de Miranda: ‘(...) Quando falo de expectativa (pura) estou necessariamente aludindo à posição de alguém em que se perfizeram elementos do suporte fáctico, de que sairá fato 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO algo questionável, mas se presume, e os efeitos financeiros estão expressos. Que estão onde? No anexo, que passam a produzir efeitos na data prevista. Esta é a razão pela qual, Senhor Presidente, Senhores Ministros, pela qual interpretei no sentido de que a norma estava em vigor e o que tinha sido dado como aumento passou a integrar o patrimônio dos servidores. O efeito financeiro, ou seja, o pagamento, era a partir do dia 1..., mas não se poderia revogar, na minha compreensão, o que foi determinado por esta nova Lei. Aliás, da mesma forma, se manifestou tanto o Advogado-Geral da União quanto a Procuradoria-Geral da República. Na fundamentação que apresentei, transcrevendo as leis, entendi que o art. 7... e o art. 6... - taxativos ao estabelecer que essas leis entram em vigor na data de sua publicação, o que se deu em 3 de dezembro de 2007, tendo sido esta Lei revogada em 19 de dezembro de 2007, com estes anexos passando a vigorar -, na minha interpretação, é que os efeitos financeiros que contém aquele anexo, realmente, só vigorariam a partir de então, senão teria que haver o pagamento retroativo. Se esse anexo não tivesse feito referência expressa a que iriam vigorar a partir de 1... da janeiro, teria efeito retroativo, teria que pagar em 1... de janeiro, porém com efeitos a partir da vigência da lei que é expressa: ‘Essa lei entra em vigor na data de sua publicação’. Quando? Em 3 de dezembro, e não 1... de janeiro. Então, por essa razão, Senhor Presidente - não vou voltar a fazer a leitura integral do meu voto - é que tratei de vigência de lei e efeitos financeiro decorrentes do que nele disposto. A prática legislativa, que faz exatamente isso, confere o aumento e deixa os valores, que vão ser pagos e quando vão ser pagos, em anexos, até porque se referem a quadros diferentes. Citei que não era caso mera expectativa de direito, neste caso. E citei a lição de Pontes de Miranda: ‘(...) Quando falo de expectativa (pura) estou necessariamente aludindo à posição de alguém em que se perfizeram elementos do suporte fáctico, de que sairá fato 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO jurídico, produtor de direito e outros efeitos, porém ainda não todos os elementos do suporte fáctico: a regra jurídica, a cuja incidência corresponderia o fato jurídico, ainda não incidiu, porque suporte fáctico ainda não há’ (MIRANDA, Pontes. Tratado de Direito Privado. Tomo V. Rio de Janeiro: Borsoi, 1970, p. 285/291). Afirmei: ‘...a norma que conferiu aumentos dos valores remuneratórios, não se há falar em expectativa, mas em direito que já não poderia vir a ser reduzido pelo legislador, como se deu.’ Porque, na verdade, a nova lei que revoga a anterior, ela muda a anterior, se a anterior não era inválida. Ela revogou algo que já tinha sido concedido. […] E por essa razão é que, neste caso, o aumento remuneratório concedido - e que na minha compreensão já tinha sido integrado ao patrimônio como direito, e não como valor financeiro - tinha o mês de janeiro de 2008, 1... de janeiro, como prazo inicial para produção de efeitos financeiros, para vigorarem os efeitos financeiros, porque a lei estava em vigor. E claro, como o anexo trata é desses efeitos financeiros, ele só poderia vigorar, como disse, a partir de 1... de janeiro, se não, em janeiro, o Estado de Tocantins teria que pagar os valores retroativos. Essa razão pela qual, entendendo as ponderações todas e a vista do Ministro Dias Toffoli, mantenho o meu voto, Senhor Presidente, por manter o entendimento de que, neste caso, haveria, quanto ao artigo 2... das duas leis, a inconstitucionalidade. E me coloco à disposição para novos esclarecimentos.” (págs. 36-38 do documento eletrônico 43) Conforme se lê do trecho em destaque, não há contradição no decisão embargada, dado que foi feita clara distinção entre dois momentos. O primeiro é a data em que a lei entra em vigor – na data da sua publicação – e o segundo é dia em que a norma produziu os efeitos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO jurídico, produtor de direito e outros efeitos, porém ainda não todos os elementos do suporte fáctico: a regra jurídica, a cuja incidência corresponderia o fato jurídico, ainda não incidiu, porque suporte fáctico ainda não há’ (MIRANDA, Pontes. Tratado de Direito Privado. Tomo V. Rio de Janeiro: Borsoi, 1970, p. 285/291). Afirmei: ‘...a norma que conferiu aumentos dos valores remuneratórios, não se há falar em expectativa, mas em direito que já não poderia vir a ser reduzido pelo legislador, como se deu.’ Porque, na verdade, a nova lei que revoga a anterior, ela muda a anterior, se a anterior não era inválida. Ela revogou algo que já tinha sido concedido. […] E por essa razão é que, neste caso, o aumento remuneratório concedido - e que na minha compreensão já tinha sido integrado ao patrimônio como direito, e não como valor financeiro - tinha o mês de janeiro de 2008, 1... de janeiro, como prazo inicial para produção de efeitos financeiros, para vigorarem os efeitos financeiros, porque a lei estava em vigor. E claro, como o anexo trata é desses efeitos financeiros, ele só poderia vigorar, como disse, a partir de 1... de janeiro, se não, em janeiro, o Estado de Tocantins teria que pagar os valores retroativos. Essa razão pela qual, entendendo as ponderações todas e a vista do Ministro Dias Toffoli, mantenho o meu voto, Senhor Presidente, por manter o entendimento de que, neste caso, haveria, quanto ao artigo 2... das duas leis, a inconstitucionalidade. E me coloco à disposição para novos esclarecimentos.” (págs. 36-38 do documento eletrônico 43) Conforme se lê do trecho em destaque, não há contradição no decisão embargada, dado que foi feita clara distinção entre dois momentos. O primeiro é a data em que a lei entra em vigor – na data da sua publicação – e o segundo é dia em que a norma produziu os efeitos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO financeiros previstos nos Anexos das Leis estaduais impugnadas. A corrente vencedora considerou que o aumento incorporou-se ao patrimônio jurídico dos servidores no primeiro momento. A tentativa de atribuir às expressões “entra em vigor” e “passa a vigorar” o mesmo significado é mero jogo de palavras com o intuito de emplacar as teses de contradição ou obscuridade onde tais não existem. Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que apenas a contradição interna dá ensejo à oposição de embargos de declaração, ou seja, ela deve ocorrer entre os fundamentos e a conclusão do próprio acórdão embargado. Eventual contradição entre o acórdão e a lei, os fatos, a jurisprudência ou a interpretação a qual a parte considera mais adequada não são aptas a configurar a contradição mencionada pelo art. 1.022 do Código de Processo Civil. Confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inexistência das hipóteses do art. 535 do Código de Processo Civil. 1. O julgado embargado não incorreu em omissão. O órgão julgador decidiu as questões postas no recurso extraordinário a partir das balizas fixadas no acórdão recorrido. 2. A contradição que autoriza a oposição do recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e a sua conclusão. 3. Embargos de declaração rejeitados” (ARE 736.099-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma; grifei). Cito ainda: Recurso Extraordinário 563.571-AgR-segundo-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 742.005-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma. No presente caso, não se verifica contradição interna entre as premissas e a conclusão do aresto embargado. Sobre a alegada omissão quanto ao momento em que “o suporte fático hipotético de incidência” teria ocorrido, entendo que o voto 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO financeiros previstos nos Anexos das Leis estaduais impugnadas. A corrente vencedora considerou que o aumento incorporou-se ao patrimônio jurídico dos servidores no primeiro momento. A tentativa de atribuir às expressões “entra em vigor” e “passa a vigorar” o mesmo significado é mero jogo de palavras com o intuito de emplacar as teses de contradição ou obscuridade onde tais não existem. Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que apenas a contradição interna dá ensejo à oposição de embargos de declaração, ou seja, ela deve ocorrer entre os fundamentos e a conclusão do próprio acórdão embargado. Eventual contradição entre o acórdão e a lei, os fatos, a jurisprudência ou a interpretação a qual a parte considera mais adequada não são aptas a configurar a contradição mencionada pelo art. 1.022 do Código de Processo Civil. Confira-se: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Inexistência das hipóteses do art. 535 do Código de Processo Civil. 1. O julgado embargado não incorreu em omissão. O órgão julgador decidiu as questões postas no recurso extraordinário a partir das balizas fixadas no acórdão recorrido. 2. A contradição que autoriza a oposição do recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e a sua conclusão. 3. Embargos de declaração rejeitados” (ARE 736.099-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma; grifei). Cito ainda: Recurso Extraordinário 563.571-AgR-segundo-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 742.005-AgR-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma. No presente caso, não se verifica contradição interna entre as premissas e a conclusão do aresto embargado. Sobre a alegada omissão quanto ao momento em que “o suporte fático hipotético de incidência” teria ocorrido, entendo que o voto 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO vencedor enfrentou o tema de forma cristalina, embora de forma contrária aos interesses da parte embargante, conforme acima demonstrado. O embargante afirma, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros. Chama atenção para a situação de fato do Estado de Tocantins, cuja situação financeira agravou-se entre o longo período de tempo passado entre o ajuizamento da ação direta de inconstitucionalidade e o seu julgamento. Por fim, com base em tais argumentos, pugna pela modulação dos efeitos da decisão da norma. Tais argumentos não demonstram a existência de contradição, obscuridade ou omissão algumas. As razões de decidir ficaram absolutamente claras no julgamento do mérito da ADI. O Plenário desta Corte deliberou por não modular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, regra geral, aliás. E é cediço que a mera discordância com o decidido não autoriza a interposição de embargos de declaração. Vê-se, daí, que o embargante manejou os presentes embargos declaratórios com a finalidade clara e deliberada de alterar o que foi decidido, imprimindo-lhe o vedado caráter infringente. Nesse sentido já decidiu esta Corte em inúmeras oportunidades, das quais são exemplos os acórdãos proferidos no AI 329.921 AgR-ED/MG, de relatoria do Ministro Moreira Alves, na ADI 2.666 ED/DF, de relatoria da Ministra Ellen Gracie e no Recurso Extraordinário 570.403/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, abaixo transcritos, respectivamente: “Ementa: Embargos de declaração. - Inexistência, no caso, de qualquer das hipóteses em que são cabíveis os embargos declaratórios, inclusive a de erro material. Pretensão de dar natureza infringente aos embargos 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO vencedor enfrentou o tema de forma cristalina, embora de forma contrária aos interesses da parte embargante, conforme acima demonstrado. O embargante afirma, ainda, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal nos idos de 2007 era pacífica sobre a possibilidade de revogação de normas concessivas de aumentos futuros. Chama atenção para a situação de fato do Estado de Tocantins, cuja situação financeira agravou-se entre o longo período de tempo passado entre o ajuizamento da ação direta de inconstitucionalidade e o seu julgamento. Por fim, com base em tais argumentos, pugna pela modulação dos efeitos da decisão da norma. Tais argumentos não demonstram a existência de contradição, obscuridade ou omissão algumas. As razões de decidir ficaram absolutamente claras no julgamento do mérito da ADI. O Plenário desta Corte deliberou por não modular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, regra geral, aliás. E é cediço que a mera discordância com o decidido não autoriza a interposição de embargos de declaração. Vê-se, daí, que o embargante manejou os presentes embargos declaratórios com a finalidade clara e deliberada de alterar o que foi decidido, imprimindo-lhe o vedado caráter infringente. Nesse sentido já decidiu esta Corte em inúmeras oportunidades, das quais são exemplos os acórdãos proferidos no AI 329.921 AgR-ED/MG, de relatoria do Ministro Moreira Alves, na ADI 2.666 ED/DF, de relatoria da Ministra Ellen Gracie e no Recurso Extraordinário 570.403/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, abaixo transcritos, respectivamente: “Ementa: Embargos de declaração. - Inexistência, no caso, de qualquer das hipóteses em que são cabíveis os embargos declaratórios, inclusive a de erro material. Pretensão de dar natureza infringente aos embargos 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 4013 ED / TO de declaração” (AI 329.921-ED-AgR/MG). “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 84 E 85 DO ADCT. EMENDA CONSTITUCIONAL 37, DE 12.06.02. CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF. 1. A pretexto de sanar omissão ou erro de fato, repisa o embargante questões exaustivamente analisadas pelo acórdão recorrido. 2. Mero inconformismo diante das conclusões do julgado, contrárias às teses do embargante, não autoriza a reapreciação da matéria nesta fase recursal. 3. Embargos rejeitados por inexistir omissão a ser suprida além do cunho infringente de que se revestem” (ADI 2.666- ED/DF). “Ementa: 1. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Alegação de omissão do acórdão recorrido. 3. Pedido de convalidação de contratações irregulares. 4. Inocorrência da alegada omissão. 5. Natureza infringente dos embargos. 6. Precedentes e incidência da Súmula 279. Embargos declaratórios rejeitados” (Recurso Extraordinário 570.403- AgR-ED/SP). Ante o exposto, rejeito os presentes embargos declaratórios interpostos pelo Governador do Estado do Tocantins. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Supremo Tribunal Federal ADI 4013 ED / TO de declaração” (AI 329.921-ED-AgR/MG). “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 84 E 85 DO ADCT. EMENDA CONSTITUCIONAL 37, DE 12.06.02. CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF. 1. A pretexto de sanar omissão ou erro de fato, repisa o embargante questões exaustivamente analisadas pelo acórdão recorrido. 2. Mero inconformismo diante das conclusões do julgado, contrárias às teses do embargante, não autoriza a reapreciação da matéria nesta fase recursal. 3. Embargos rejeitados por inexistir omissão a ser suprida além do cunho infringente de que se revestem” (ADI 2.666- ED/DF). “Ementa: 1. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Alegação de omissão do acórdão recorrido. 3. Pedido de convalidação de contratações irregulares. 4. Inocorrência da alegada omissão. 5. Natureza infringente dos embargos. 6. Precedentes e incidência da Súmula 279. Embargos declaratórios rejeitados” (Recurso Extraordinário 570.403- AgR-ED/SP). Ante o exposto, rejeito os presentes embargos declaratórios interpostos pelo Governador do Estado do Tocantins. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 989E-BE3D-12A1-4390 e senha 9894-8690-CFF3-1CDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) : PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) : JUVENAL KLAYBER COELHO (9900/GO, 182A/TO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFAF-1F74-BA7A-04C1 e senha 851C-71B3-E305-4598 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.013 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBDO.(A/S) : PARTIDO VERDE - PV ADV.(A/S) : JUVENAL KLAYBER COELHO (9900/GO, 182A/TO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFAF-1F74-BA7A-04C1 e senha 851C-71B3-E305-4598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 013", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 013", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 013", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 013", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 013", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013 ED / TO", "ADI 4013", "ADI 4013 ED / TO", "ARE 736 . 099 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 563 . 571 - AgR - segundo - ED", "ARE 742 . 005 - AgR - ED", "ADI 4013 ED / TO", "ARE 736 . 099 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 563 . 571 - AgR - segundo - ED", "ARE 742 . 005 - AgR - ED", "ADI 4013 ED / TO", "AI 329 . 921 AgR - ED / MG", "ADI 2 . 666 ED / DF", "Recurso Extraordinário 570 . 403 / SP", "ADI 4013 ED / TO", "AI 329 . 921 AgR - ED / MG", "ADI 2 . 666 ED / DF", "Recurso Extraordinário 570 . 403 / SP", "ADI 4013 ED / TO", "AI 329 . 921 - ED - AgR / MG", "ADI 2 . 666 - ED / DF", "Recurso Extraordinário 570 . 403 - AgR - ED / SP", "ADI 4013 ED / TO", "AI 329 . 921 - ED - AgR / MG", "ADI 2 . 666 - ED / DF", "Recurso Extraordinário 570 . 403 - AgR - ED / SP", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 013" ], "LEGISLACAO": [ "art . 2 . . . da", "Lei estadual 1 . 866 / 2007", "art .", "Lei estadual 1 . 868 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei estadual 1 . 866 / 2007", "art . 2 . . . da Lei estadual 1 . 868 / 2007", "Leis tocantinenses n . 1 . 855 / 2007", "n", ".", "1", ".", "861", "/", "2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da", "Lei estadual 1 . 866 / 2007", "art . 2 . . . da", "Lei estadual 1 . 868 / 2007", "Leis", "tocantinenses n . 1 . 855 / 2007", "n", ".", "1", ".", "861", "/", "2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns . 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns . 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 27 da Lei Ordinária Federal n . 9 . 868 / 99", "Leis ns . 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", ".", "Leis estaduais n . 1 . 866 / 2007", "1", ".", "868", "/", "2007", "Leis n . 1 . 855", "1", ".", "861", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 27 da Lei Ordinária Federal n . 9 . 868 / 99", "Leis ns . 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", ".", "Leis estaduais n . 1 . 866 / 2007", "1", ".", "868", "/", "2007", "Leis n . 1 . 855", "1", ".", "861", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1o do artigo 1 . 026 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis tocantinenses 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", "Leis n 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", "1", ".", "855", "/", "2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis tocantinenses 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", "Leis n 1 . 855 / 2007", "1", ".", "861", "/", "2007", "1", ".", "855", "/", "2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 855 / 2007", "Lei n 1 . 534 / 2004", "Lei 1 . 534 / 2004", "Lei 1 . 534 / 2004", "Lei de Tocantins 1 . 861 / 2007", "Anexo III da Lei 1 . 588 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 855 / 2007", "Lei n 1 . 534 / 2004", "Anexo", "Lei 1 . 534 / 2004", "inciso XI do art . 2 . . . da Lei 1 . 534 / 2004", "Lei de Tocantins 1 . 861 / 2007", "Anexo III da", "Lei 1 . 588 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "Estado do Tocantins", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "Estado do Tocantins", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Estado de Tocantins", "Estado de Tocantins", "Estado de Tocantins", "Estado do Tocantins", "Estado do Tocantins", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "PARTIDO VERDE - PV", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO VERDE", "PV", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO VERDE", "PV", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Quadro", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "CFF3", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Borsoi", "Estado de", "Supremo Tribunal Federal", "Borsoi", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "CPMF", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO VERDE", "PV", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO VERDE", "PV", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO TOCANTINS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "KLAYBER COELHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "KLAYBER COELHO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "KLAYBER COELHO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Toffoli", "Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Toffoli", "Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Toffoli", "Toffoli", "Toffoli", "Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Pontes de Miranda", "Pontes de Miranda", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MIRANDA , Pontes", "Dias Toffoli", "MIRANDA , Pontes", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "KLAYBER COELHO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JUVENAL KLAYBER COELHO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "janeiro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "janeiro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2007", "2008", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro", "1", ".", "1", ".", ". . de janeiro de 2008", "1", ".", "1", ".", "1", ".", ". de janeiro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "1", ".", ".", "1", ".", ". . de janeiro de 2008", "1", ".", "1", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de dezembro de 2007", "19 de dezembro de 2007", "1", ".", "1", "3 de dezembro", "1", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de dezembro de 2007", "19 de dezembro de 2007", "1", ".", "1", ".", "3 de dezembro", "1", "24", "/", "08", "/", "2001", "1970", "janeiro de 2008", "1", ".", "janeiro", "24", "/", "08", "/", "2001", "1970", "janeiro de 2008", "1", ".", "janeiro", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "06", ".", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "06", ".", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI; Ag. Reg. no habeas Corpus 138.687, Segunda Turma, j. 13.12.2016, Rel. Min. CELSO DE MELLO; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; HC 118.189/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). 2 . O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (RHC 111.935, Primeira Turma, j. 10.9.2013, rel. Min. LUIZ FUX; HC 97.009, Tribunal Pleno, j. 25.4.2013, rel. p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI; HC 118.189, j. 19.11.2013, Segunda Turma, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4 . Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD3-B111-BCC3-5922 e senha BB97-2F99-3D4A-3BAA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 167603 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD3-B111-BCC3-5922 e senha BB97-2F99-3D4A-3BAA Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD3-B111-BCC3-5922 e senha BB97-2F99-3D4A-3BAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob o fundamento de ser inviável impetração contra decisão monocrática. Consta dos autos que o agravante foi condenado à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/2003, em razão de possuir uma pistola, calibre .380, sem autorização e com a numeração de série suprimida. A defesa requereu a retificação do cálculo da pena para fins de progressão de regime e concessão de livramento condicional, mas o pedido foi indeferido pelo Juízo da Execução nos termos seguintes (Doc 2 – fls. 89/90): Fls. 53: Trata-se de pedido para que o lapso para progressão seja de 2/5 da pena aplicada, sob o argumento de que o reeducando não é reincidente em crime hediondo. Fls. 55/58: Trata-se de pedido de retificação, para que os lapsos para progressão de regime e concessão de livramento condicional sejam aqueles definidos em lei para os crimes comuns. […] Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob o fundamento de ser inviável impetração contra decisão monocrática. Consta dos autos que o agravante foi condenado à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/2003, em razão de possuir uma pistola, calibre .380, sem autorização e com a numeração de série suprimida. A defesa requereu a retificação do cálculo da pena para fins de progressão de regime e concessão de livramento condicional, mas o pedido foi indeferido pelo Juízo da Execução nos termos seguintes (Doc 2 – fls. 89/90): Fls. 53: Trata-se de pedido para que o lapso para progressão seja de 2/5 da pena aplicada, sob o argumento de que o reeducando não é reincidente em crime hediondo. Fls. 55/58: Trata-se de pedido de retificação, para que os lapsos para progressão de regime e concessão de livramento condicional sejam aqueles definidos em lei para os crimes comuns. […] Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 167603 AGR / SP O reeducando foi condenado ao cumprimento de pena de 04 anos e 08 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por ter sido considerado incurso nas sanções do art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03. O delito foi perpetrado em 06 de março de 2018, na vigência, portanto, da Lei 13.497/17, que tornou hediondo o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, fixando, expressamente, a tipificação penal no artigo 16 da Lei 10.826/03, como bem observou o parquet. Com efeito, o parágrafo único do art. 1º da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, passou a vigorar com a seguinte redação: "Parágrafo único. Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados."(g.n.).. Respeitado entendimento em sentido contrário, não é possível limitar os efeitos da Lei dos Crimes Hediondos tão- somente à figura preconizada na cabeça do art. 16 da Lei 10.826/03. Isso porque, se o legislador, após o intenso debate travado nas Casas Legislativas – foram mais de três anos de tramitação do projeto de lei -, quisesse restringir a hediondez ao caput do art. 16 do Estatuto do Desarmamento, tê-lo-ia feito expressamente. E como é cediço, onde o legislador não restringe, não cabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre consignar, ainda, que a limitação da incidência da Lei dos Crimes Hediondos pretendida pela Defesa, além de não ter sido expressamente prevista pelo legislador, ensejaria um tratamento desproporcional a condutas que o Estatuto do Desarmamento equiparou. Afinal, se o parágrafo único do art. 16 da Lei 10.826/03 preconiza que "nas mesmas penas" previstas para o caput incorre quem pratica as condutas descritas em seus incisos, fica claro que o legislador considerou-as tão graves 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP O reeducando foi condenado ao cumprimento de pena de 04 anos e 08 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por ter sido considerado incurso nas sanções do art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03. O delito foi perpetrado em 06 de março de 2018, na vigência, portanto, da Lei 13.497/17, que tornou hediondo o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, fixando, expressamente, a tipificação penal no artigo 16 da Lei 10.826/03, como bem observou o parquet. Com efeito, o parágrafo único do art. 1º da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, passou a vigorar com a seguinte redação: "Parágrafo único. Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados."(g.n.).. Respeitado entendimento em sentido contrário, não é possível limitar os efeitos da Lei dos Crimes Hediondos tão- somente à figura preconizada na cabeça do art. 16 da Lei 10.826/03. Isso porque, se o legislador, após o intenso debate travado nas Casas Legislativas – foram mais de três anos de tramitação do projeto de lei -, quisesse restringir a hediondez ao caput do art. 16 do Estatuto do Desarmamento, tê-lo-ia feito expressamente. E como é cediço, onde o legislador não restringe, não cabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre consignar, ainda, que a limitação da incidência da Lei dos Crimes Hediondos pretendida pela Defesa, além de não ter sido expressamente prevista pelo legislador, ensejaria um tratamento desproporcional a condutas que o Estatuto do Desarmamento equiparou. Afinal, se o parágrafo único do art. 16 da Lei 10.826/03 preconiza que "nas mesmas penas" previstas para o caput incorre quem pratica as condutas descritas em seus incisos, fica claro que o legislador considerou-as tão graves 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 167603 AGR / SP quanto. Por fim, o art. 2º, §2º, da Lei 8.072/90 não exige reincidência em crime hediondo para o agravamento do lapso para progressão, razão qual, ainda que o delito anterior perpetrado pelo reeducando seja comum, correto está o cálculo de fls. 39/40 ao estabelecer o resgate de 3/5 da pena para a progressão de regime. Ante o exposto, indefiro os pedidos de fls. 53 e 55/58 e, em consequência, homologo o cálculo de fls. 39/40. Inconformada, a defesa impetrou Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em julgado assim ementado (Doc. 2 – fl. 130): HABEAS CORPUS - Execução penal - Pleito para alterar as frações como consideradas do cálculo para progressão de regime e demais benefícios - Lei 13.497/17 que alterou a Lei 8.072/90 para dispor que o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido passou a ser hediondo - Decisão escorreita que deve ser combatida pelo recurso adequado, já interposto, inclusive - Inexistência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A defesa, então, impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator. Neste recurso, a Defesa reitera a existência de constrangimento ilegal, sob o argumento de que a arma em questão, ou seja, calibre .380, não é arma de uso restrito e sim permitido. Logo, não deve ser aplicado o disposto no art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.072/1990, com a redação dada pela Lei 13.497, de 26 de outubro de 2017. Requer, assim, o provimento do agravo regimental, determinando que os cálculos para progressão de regime de pena e demais benefícios em sede de execução criminal sejam feitos com 1/6. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP quanto. Por fim, o art. 2º, §2º, da Lei 8.072/90 não exige reincidência em crime hediondo para o agravamento do lapso para progressão, razão qual, ainda que o delito anterior perpetrado pelo reeducando seja comum, correto está o cálculo de fls. 39/40 ao estabelecer o resgate de 3/5 da pena para a progressão de regime. Ante o exposto, indefiro os pedidos de fls. 53 e 55/58 e, em consequência, homologo o cálculo de fls. 39/40. Inconformada, a defesa impetrou Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em julgado assim ementado (Doc. 2 – fl. 130): HABEAS CORPUS - Execução penal - Pleito para alterar as frações como consideradas do cálculo para progressão de regime e demais benefícios - Lei 13.497/17 que alterou a Lei 8.072/90 para dispor que o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido passou a ser hediondo - Decisão escorreita que deve ser combatida pelo recurso adequado, já interposto, inclusive - Inexistência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A defesa, então, impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator. Neste recurso, a Defesa reitera a existência de constrangimento ilegal, sob o argumento de que a arma em questão, ou seja, calibre .380, não é arma de uso restrito e sim permitido. Logo, não deve ser aplicado o disposto no art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.072/1990, com a redação dada pela Lei 13.497, de 26 de outubro de 2017. Requer, assim, o provimento do agravo regimental, determinando que os cálculos para progressão de regime de pena e demais benefícios em sede de execução criminal sejam feitos com 1/6. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da pacífica jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no sentido de que é inviável o conhecimento de Habeas Corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 122.718, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017 ; HC 116.875, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014 ; HC 122.381-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 27/8/2014; RHC 114.961, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste Supremo Tribunal, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da pacífica jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no sentido de que é inviável o conhecimento de Habeas Corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 122.718, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017 ; HC 116.875, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014 ; HC 122.381-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 27/8/2014; RHC 114.961, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste Supremo Tribunal, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 167603 AGR / SP alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Com efeito, ao denegar a ordem no julgamento do HC 479.599/SP, o Ministro relator no Superior Tribunal de Justiça consignou o seguinte: [...] não verifico a existência de constrangimento ilegal apto a ensejar a concessão da ordem, uma vez que o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, ainda que assim tipificado pelo enquadramento da conduta delitiva no inciso IV do parágrafo único do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não tem o condão de afastar a previsão de que tal delito deve ser considerado hediondo, tal como previsto no art. 1º, parágrafo único, da Lei n. 8.072/1990, que assim prescreve: Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados (redação dada pela Lei n. 11.497/2017). Desta forma, tal como consignado na decisão do Juízo da execução e no acórdão proferido no julgamento do Agravo em Execução n. 0015989-93.2018.8.26.0041, não tendo o legislador restringido o reconhecimento da hediondez ao caput do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não cabe ao intérprete fazê-lo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Com efeito, ao denegar a ordem no julgamento do HC 479.599/SP, o Ministro relator no Superior Tribunal de Justiça consignou o seguinte: [...] não verifico a existência de constrangimento ilegal apto a ensejar a concessão da ordem, uma vez que o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, ainda que assim tipificado pelo enquadramento da conduta delitiva no inciso IV do parágrafo único do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não tem o condão de afastar a previsão de que tal delito deve ser considerado hediondo, tal como previsto no art. 1º, parágrafo único, da Lei n. 8.072/1990, que assim prescreve: Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados (redação dada pela Lei n. 11.497/2017). Desta forma, tal como consignado na decisão do Juízo da execução e no acórdão proferido no julgamento do Agravo em Execução n. 0015989-93.2018.8.26.0041, não tendo o legislador restringido o reconhecimento da hediondez ao caput do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não cabe ao intérprete fazê-lo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 167603 AGR / SP Portanto, para fazer jus à progressão de regime deve o sentenciado, nos termos do que determina o art. 2º, § 2º, da Lei n. 8.072/1990, cumprir 2/5 (dois quintos), se primário, e 3/5 (três quintos), se reincidente. Ante o exposto, denego a ordem. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP Portanto, para fazer jus à progressão de regime deve o sentenciado, nos termos do que determina o art. 2º, § 2º, da Lei n. 8.072/1990, cumprir 2/5 (dois quintos), se primário, e 3/5 (três quintos), se reincidente. Ante o exposto, denego a ordem. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AA3-4F45-F06A-4024 e senha 7510-1687-E1E2-A961 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AA3-4F45-F06A-4024 e senha 7510-1687-E1E2-A961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) ADV.(A/S) : KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES (234572/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEDA-B12D-CECF-4EE0 e senha AF3B-0F46-5CA4-CC61 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) ADV.(A/S) : KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES (234572/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEDA-B12D-CECF-4EE0 e senha AF3B-0F46-5CA4-CC61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749411783
2019-03-12T00:00:00
2019-03-21T00:00:00
Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI; Ag. Reg. no habeas Corpus 138.687, Segunda Turma, j. 13.12.2016, Rel. Min. CELSO DE MELLO; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; HC 118.189/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). 2 . O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (RHC 111.935, Primeira Turma, j. 10.9.2013, rel. Min. LUIZ FUX; HC 97.009, Tribunal Pleno, j. 25.4.2013, rel. p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI; HC 118.189, j. 19.11.2013, Segunda Turma, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4 . Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur435557
null
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
167603
null
HC-AgR
acordaos
HC 167603 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGTE.(S) : PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) : KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI; Ag. Reg. no habeas Corpus 138.687, Segunda Turma, j. 13.12.2016, Rel. Min. CELSO DE MELLO; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; HC 118.189/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). 2 . O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (RHC 111.935, Primeira Turma, j. 10.9.2013, rel. Min. LUIZ FUX; HC 97.009, Tribunal Pleno, j. 25.4.2013, rel. p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI; HC 118.189, j. 19.11.2013, Segunda Turma, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4 . Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD3-B111-BCC3-5922 e senha BB97-2F99-3D4A-3BAA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 167603 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD3-B111-BCC3-5922 e senha BB97-2F99-3D4A-3BAA Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD3-B111-BCC3-5922 e senha BB97-2F99-3D4A-3BAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob o fundamento de ser inviável impetração contra decisão monocrática. Consta dos autos que o agravante foi condenado à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/2003, em razão de possuir uma pistola, calibre .380, sem autorização e com a numeração de série suprimida. A defesa requereu a retificação do cálculo da pena para fins de progressão de regime e concessão de livramento condicional, mas o pedido foi indeferido pelo Juízo da Execução nos termos seguintes (Doc 2 – fls. 89/90): Fls. 53: Trata-se de pedido para que o lapso para progressão seja de 2/5 da pena aplicada, sob o argumento de que o reeducando não é reincidente em crime hediondo. Fls. 55/58: Trata-se de pedido de retificação, para que os lapsos para progressão de regime e concessão de livramento condicional sejam aqueles definidos em lei para os crimes comuns. […] Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob o fundamento de ser inviável impetração contra decisão monocrática. Consta dos autos que o agravante foi condenado à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/2003, em razão de possuir uma pistola, calibre .380, sem autorização e com a numeração de série suprimida. A defesa requereu a retificação do cálculo da pena para fins de progressão de regime e concessão de livramento condicional, mas o pedido foi indeferido pelo Juízo da Execução nos termos seguintes (Doc 2 – fls. 89/90): Fls. 53: Trata-se de pedido para que o lapso para progressão seja de 2/5 da pena aplicada, sob o argumento de que o reeducando não é reincidente em crime hediondo. Fls. 55/58: Trata-se de pedido de retificação, para que os lapsos para progressão de regime e concessão de livramento condicional sejam aqueles definidos em lei para os crimes comuns. […] Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 167603 AGR / SP O reeducando foi condenado ao cumprimento de pena de 04 anos e 08 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por ter sido considerado incurso nas sanções do art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03. O delito foi perpetrado em 06 de março de 2018, na vigência, portanto, da Lei 13.497/17, que tornou hediondo o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, fixando, expressamente, a tipificação penal no artigo 16 da Lei 10.826/03, como bem observou o parquet. Com efeito, o parágrafo único do art. 1... da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, passou a vigorar com a seguinte redação: "Parágrafo único. Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1..., 2... e 3... da Lei n 2.889, de 1... de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados."(g.n.).. Respeitado entendimento em sentido contrário, não é possível limitar os efeitos da Lei dos Crimes Hediondos tão- somente à figura preconizada na cabeça do art. 16 da Lei 10.826/03. Isso porque, se o legislador, após o intenso debate travado nas Casas Legislativas – foram mais de três anos de tramitação do projeto de lei -, quisesse restringir a hediondez ao caput do art. 16 do Estatuto do Desarmamento, tê-lo-ia feito expressamente. E como é cediço, onde o legislador não restringe, não cabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre consignar, ainda, que a limitação da incidência da Lei dos Crimes Hediondos pretendida pela Defesa, além de não ter sido expressamente prevista pelo legislador, ensejaria um tratamento desproporcional a condutas que o Estatuto do Desarmamento equiparou. Afinal, se o parágrafo único do art. 16 da Lei 10.826/03 preconiza que "nas mesmas penas" previstas para o caput incorre quem pratica as condutas descritas em seus incisos, fica claro que o legislador considerou-as tão graves 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP O reeducando foi condenado ao cumprimento de pena de 04 anos e 08 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por ter sido considerado incurso nas sanções do art. 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03. O delito foi perpetrado em 06 de março de 2018, na vigência, portanto, da Lei 13.497/17, que tornou hediondo o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, fixando, expressamente, a tipificação penal no artigo 16 da Lei 10.826/03, como bem observou o parquet. Com efeito, o parágrafo único do art. 1... da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, passou a vigorar com a seguinte redação: "Parágrafo único. Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1..., 2... e 3... da Lei n 2.889, de 1... de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados."(g.n.).. Respeitado entendimento em sentido contrário, não é possível limitar os efeitos da Lei dos Crimes Hediondos tão- somente à figura preconizada na cabeça do art. 16 da Lei 10.826/03. Isso porque, se o legislador, após o intenso debate travado nas Casas Legislativas – foram mais de três anos de tramitação do projeto de lei -, quisesse restringir a hediondez ao caput do art. 16 do Estatuto do Desarmamento, tê-lo-ia feito expressamente. E como é cediço, onde o legislador não restringe, não cabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre consignar, ainda, que a limitação da incidência da Lei dos Crimes Hediondos pretendida pela Defesa, além de não ter sido expressamente prevista pelo legislador, ensejaria um tratamento desproporcional a condutas que o Estatuto do Desarmamento equiparou. Afinal, se o parágrafo único do art. 16 da Lei 10.826/03 preconiza que "nas mesmas penas" previstas para o caput incorre quem pratica as condutas descritas em seus incisos, fica claro que o legislador considerou-as tão graves 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 167603 AGR / SP quanto. Por fim, o art. 2..., §2..., da Lei 8.072/90 não exige reincidência em crime hediondo para o agravamento do lapso para progressão, razão qual, ainda que o delito anterior perpetrado pelo reeducando seja comum, correto está o cálculo de fls. 39/40 ao estabelecer o resgate de 3/5 da pena para a progressão de regime. Ante o exposto, indefiro os pedidos de fls. 53 e 55/58 e, em consequência, homologo o cálculo de fls. 39/40. Inconformada, a defesa impetrou Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em julgado assim ementado (Doc. 2 – fl. 130): HABEAS CORPUS - Execução penal - Pleito para alterar as frações como consideradas do cálculo para progressão de regime e demais benefícios - Lei 13.497/17 que alterou a Lei 8.072/90 para dispor que o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido passou a ser hediondo - Decisão escorreita que deve ser combatida pelo recurso adequado, já interposto, inclusive - Inexistência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A defesa, então, impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator. Neste recurso, a Defesa reitera a existência de constrangimento ilegal, sob o argumento de que a arma em questão, ou seja, calibre .380, não é arma de uso restrito e sim permitido. Logo, não deve ser aplicado o disposto no art. 1..., parágrafo único, da Lei 8.072/1990, com a redação dada pela Lei 13.497, de 26 de outubro de 2017. Requer, assim, o provimento do agravo regimental, determinando que os cálculos para progressão de regime de pena e demais benefícios em sede de execução criminal sejam feitos com 1/6. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP quanto. Por fim, o art. 2..., §2..., da Lei 8.072/90 não exige reincidência em crime hediondo para o agravamento do lapso para progressão, razão qual, ainda que o delito anterior perpetrado pelo reeducando seja comum, correto está o cálculo de fls. 39/40 ao estabelecer o resgate de 3/5 da pena para a progressão de regime. Ante o exposto, indefiro os pedidos de fls. 53 e 55/58 e, em consequência, homologo o cálculo de fls. 39/40. Inconformada, a defesa impetrou Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em julgado assim ementado (Doc. 2 – fl. 130): HABEAS CORPUS - Execução penal - Pleito para alterar as frações como consideradas do cálculo para progressão de regime e demais benefícios - Lei 13.497/17 que alterou a Lei 8.072/90 para dispor que o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido passou a ser hediondo - Decisão escorreita que deve ser combatida pelo recurso adequado, já interposto, inclusive - Inexistência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A defesa, então, impetrou Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator. Neste recurso, a Defesa reitera a existência de constrangimento ilegal, sob o argumento de que a arma em questão, ou seja, calibre .380, não é arma de uso restrito e sim permitido. Logo, não deve ser aplicado o disposto no art. 1..., parágrafo único, da Lei 8.072/1990, com a redação dada pela Lei 13.497, de 26 de outubro de 2017. Requer, assim, o provimento do agravo regimental, determinando que os cálculos para progressão de regime de pena e demais benefícios em sede de execução criminal sejam feitos com 1/6. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-4E3A-7981-2D42 e senha 7E4F-A012-77A7-5C1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da pacífica jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no sentido de que é inviável o conhecimento de Habeas Corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 122.718, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017 ; HC 116.875, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014 ; HC 122.381-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 27/8/2014; RHC 114.961, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste Supremo Tribunal, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da pacífica jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no sentido de que é inviável o conhecimento de Habeas Corpus impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 122.718, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017 ; HC 116.875, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014 ; HC 122.381-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 27/8/2014; RHC 114.961, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 117.798, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste Supremo Tribunal, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 167603 AGR / SP alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Com efeito, ao denegar a ordem no julgamento do HC 479.599/SP, o Ministro relator no Superior Tribunal de Justiça consignou o seguinte: [...] não verifico a existência de constrangimento ilegal apto a ensejar a concessão da ordem, uma vez que o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, ainda que assim tipificado pelo enquadramento da conduta delitiva no inciso IV do parágrafo único do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não tem o condão de afastar a previsão de que tal delito deve ser considerado hediondo, tal como previsto no art. 1..., parágrafo único, da Lei n. 8.072/1990, que assim prescreve: Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1..., 2... e 3... da Lei n 2.889, de 1... de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei n 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados (redação dada pela Lei n. 11.497/2017). Desta forma, tal como consignado na decisão do Juízo da execução e no acórdão proferido no julgamento do Agravo em Execução n. 0015989-93.2018.8.26.0041, não tendo o legislador restringido o reconhecimento da hediondez ao caput do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não cabe ao intérprete fazê-lo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Com efeito, ao denegar a ordem no julgamento do HC 479.599/SP, o Ministro relator no Superior Tribunal de Justiça consignou o seguinte: [...] não verifico a existência de constrangimento ilegal apto a ensejar a concessão da ordem, uma vez que o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, ainda que assim tipificado pelo enquadramento da conduta delitiva no inciso IV do parágrafo único do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não tem o condão de afastar a previsão de que tal delito deve ser considerado hediondo, tal como previsto no art. 1..., parágrafo único, da Lei n. 8.072/1990, que assim prescreve: Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1..., 2... e 3... da Lei n 2.889, de 1... de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei n 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados (redação dada pela Lei n. 11.497/2017). Desta forma, tal como consignado na decisão do Juízo da execução e no acórdão proferido no julgamento do Agravo em Execução n. 0015989-93.2018.8.26.0041, não tendo o legislador restringido o reconhecimento da hediondez ao caput do art. 16 da Lei n. 10.826/2003, não cabe ao intérprete fazê-lo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 167603 AGR / SP Portanto, para fazer jus à progressão de regime deve o sentenciado, nos termos do que determina o art. 2..., § 2..., da Lei n. 8.072/1990, cumprir 2/5 (dois quintos), se primário, e 3/5 (três quintos), se reincidente. Ante o exposto, denego a ordem. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Supremo Tribunal Federal HC 167603 AGR / SP Portanto, para fazer jus à progressão de regime deve o sentenciado, nos termos do que determina o art. 2..., § 2..., da Lei n. 8.072/1990, cumprir 2/5 (dois quintos), se primário, e 3/5 (três quintos), se reincidente. Ante o exposto, denego a ordem. Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81E4-BD30-4CBC-E5D2 e senha 4405-51D3-CA53-A0E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AA3-4F45-F06A-4024 e senha 7510-1687-E1E2-A961 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES ADV.(A/S) :KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AA3-4F45-F06A-4024 e senha 7510-1687-E1E2-A961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) ADV.(A/S) : KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES (234572/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEDA-B12D-CECF-4EE0 e senha AF3B-0F46-5CA4-CC61 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) ADV.(A/S) : KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES (234572/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 479.599 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEDA-B12D-CECF-4EE0 e senha AF3B-0F46-5CA4-CC61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC n 479 . 599 DO SUPERIOR TRIBUNAL", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 118 . 189 / MG", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 167603 AGR", "HC 167603 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC n 479 . 599", "HABEAS CORPUS 167 . 603 SÃO", "HC n 479 . 599", "HC 167603 AGR / SP", "HC 167603 AGR / SP", "HC 167603 AGR / SP", "HC 167603 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC 122 . 718", "HC 121 . 684 - AgR", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875", "HC 117 . 346", "HC 117 . 798", "HC 119 . 821", "HC 122 . 381 - AgR", "RHC 114 . 961", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 117 . 798", "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC 122 . 718", "HC 121 . 684 - AgR", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875", "HC 117 . 346", "HC 117 . 798", "HC 119 . 821", "HC 122 . 381 - AgR", "RHC 114 . 961", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 117 . 798", "HC 167603 AGR / SP", "HC 139 . 262", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HC 479 . 599 / SP", "Agravo em Execução n . 0015989 - 93 . 2018 . 8 . 26 . 0041", "HC 167603 AGR / SP", "HC 139 . 262", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HC 479 . 599 / SP", "Agravo em Execução n . 0015989 - 93 . 2018 . 8 . 26 . 0041", "HC 167603 AGR / SP", "HC 167603 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC n 479 . 599", "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC n 479 . 599", "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC n 479 . 599", "HABEAS CORPUS 167 . 603", "HC n 479 . 599" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 03", "Lei 13 . 497 / 17", "artigo 16 da Lei 10 . 826 / 03", "art . 1 . . . da Lei no 8 . 072", "arts . 1 . . . , 2 . . . e 3 . . . da Lei n 2 . 889", "art . 16 da Lei 10 . 826", "Lei dos Crimes Hediondos", "art . 16 da Lei 10 . 826 / 03", "art . 16 do Estatuto do Desarmamento", "Lei dos Crimes Hediondos", "Estatuto do Desarmamento", "parágrafo único do art . 16 da Lei 10 . 826 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 03", "Lei 13 . 497 / 17", "artigo 16 da Lei 10 . 826 / 03", "art . 1 . . . da Lei no 8 . 072", "arts . 1 . . . ,", "art . 16 da Lei 10 . 826", "Lei dos", "art . 16 da Lei 10 . 826 / 03", "art . 16 do Estatuto do Desarmamento", "Lei dos Crimes Hediondos", "Estatuto do Desarmamento", "art . 16 da Lei 10 . 826 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 2 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "Lei 13 . 497 / 17", "Lei 8 . 072 / 90", "art . 1 . . . , parágrafo único , da Lei 8 . 072 / 1990", "Lei 13 . 497", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 2 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "Lei 13 . 497 / 17", "Lei 8 . 072 / 90", "art . 1 . . . , parágrafo único , da Lei 8 . 072 / 1990", "Lei 13 . 497", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IV do parágrafo único do art . 16 da Lei n . 10 . 826 / 2003", "art . 1 . . . , parágrafo único , da Lei n . 8 . 072 / 1990", "arts .", "art . 16 da Lei n 10 . 826", "Lei n . 11 . 497 / 2017", "art . 16 da Lei n . 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IV do parágrafo único do art . 16 da Lei n . 10 . 826 / 2003", "art . 1 . . . , parágrafo único , da Lei n . 8 . 072 / 1990", "arts . 1 . . . , 2 . . . e 3 . . . da Lei n 2 . 889", "art . 16 da Lei n 10 . 826", "Lei n . 11 . 497 / 2017", "art . 16 da Lei n . 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 2 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 2 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Superior de Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN", "LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PEDRO", "VINICIUS MARQUES SANTOS", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "PEDRO VINICIUS MARQUES SANTOS", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "KARINA NUNES DE VINCENTI DOMINGUES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo", "Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "13", ".", "12", ".", "2016", "10", ".", "9", ".", "2013", "25", ".", "4", ".", "2013", "19", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06 de março de 2018", "25 de julho de 1990", "1", ".", ". . de outubro de 1956", "22 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "06 de março de 2018", "25 de julho de 1990", "1", ".", ". . de outubro de 1956", "22 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "27", "/", "8", "/", "2014", "8", "/", "8", "/", "2013", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "27", "/", "8", "/", "2014", "8", "/", "8", "/", "2013", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "1", ".", "22 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "1", ". . . de outubro de 1956", "22 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS AGMAR PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE58-59E4-563E-B271 e senha 6AEF-C5C4-36F5-B326 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 148106 / PR Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE58-59E4-563E-B271 e senha 6AEF-C5C4-36F5-B326 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE58-59E4-563E-B271 e senha 6AEF-C5C4-36F5-B326 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS AGMAR PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito nº 0028146-35.2016.8.16.0013, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 18 de dezembro de 2015, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 2º (integrar organização criminosa), parágrafos 2º e 4º, inciso IV (causas de aumento), da Lei nº 12.850/2013. Aludiu a fortes indícios de que o paciente participa de grupo criminoso denominada Primeiro Comando da Capital (PCC), consideradas referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS AGMAR PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito nº 0028146-35.2016.8.16.0013, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 18 de dezembro de 2015, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 2º (integrar organização criminosa), parágrafos 2º e 4º, inciso IV (causas de aumento), da Lei nº 12.850/2013. Aludiu a fortes indícios de que o paciente participa de grupo criminoso denominada Primeiro Comando da Capital (PCC), consideradas referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 148106 / PR corré. Citou conteúdo de interceptações telefônicas nas quais, segundo afirmou, consta expressa a diretriz da organização de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas. Indeferiu pedido de liberdade provisória, consignando necessária a custódia para a garantia da ordem pública. Ressaltou tratar-se de pessoa voltada a atividades delitivas, reveladoras da periculosidade. Assentou que o paciente, em liberdade, certamente voltará a delinquir. Afastou a alegação de excesso de prazo da constrição, reportando-se à complexidade das investigações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 396.020/PR, o qual teve a liminar indeferida. O impetrante alega inépcia da denúncia, afirmando-a genérica. Sublinha o excesso de prazo da prisão. Salienta que, no caso de condenação, o paciente terá direito a regime diverso do fechado, considerada a pena prevista para o tipo 3 a 8 anos de reclusão. Aponta violação do princípio da duração razoável do processo, aludindo ao disposto no artigo 22 da Lei de Organizações Criminosas, segundo o qual a prorrogação do prazo de 120 dias atinente à instrução precisa estar devidamente motivada. Diz inidôneo o ato por meio do qual determinada a preventiva, afirmando-o calcado em fundamentação abstrata. Evoca a presunção da não culpabilidade. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia. No mérito, busca a confirmação da providência e, sucessivamente, o reconhecimento da inépcia da denúncia. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR corré. Citou conteúdo de interceptações telefônicas nas quais, segundo afirmou, consta expressa a diretriz da organização de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas. Indeferiu pedido de liberdade provisória, consignando necessária a custódia para a garantia da ordem pública. Ressaltou tratar-se de pessoa voltada a atividades delitivas, reveladoras da periculosidade. Assentou que o paciente, em liberdade, certamente voltará a delinquir. Afastou a alegação de excesso de prazo da constrição, reportando-se à complexidade das investigações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 396.020/PR, o qual teve a liminar indeferida. O impetrante alega inépcia da denúncia, afirmando-a genérica. Sublinha o excesso de prazo da prisão. Salienta que, no caso de condenação, o paciente terá direito a regime diverso do fechado, considerada a pena prevista para o tipo 3 a 8 anos de reclusão. Aponta violação do princípio da duração razoável do processo, aludindo ao disposto no artigo 22 da Lei de Organizações Criminosas, segundo o qual a prorrogação do prazo de 120 dias atinente à instrução precisa estar devidamente motivada. Diz inidôneo o ato por meio do qual determinada a preventiva, afirmando-o calcado em fundamentação abstrata. Evoca a presunção da não culpabilidade. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia. No mérito, busca a confirmação da providência e, sucessivamente, o reconhecimento da inépcia da denúncia. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 148106 / PR Vossa Excelência, em 19 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser separada. Não foi possível acessar o andamento processual mediante consulta ao sítio do Tribunal estadual, uma vez submetido a segredo de justiça. Informações do Juízo, em 5 de maio de 2017, revelam o recebimento da denúncia, no dia 29 de fevereiro daquele ano, assumindo o processo o nº 0000537-77.2016.8.16.0013, no qual constam como corréus outras 25 pessoas. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma, em 15 de maio de 2018, deferiu a ordem no habeas corpus nº 396.020, para trancar a ação penal nº 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR estendendo os efeitos da decisão aos corréus. Andamento processual, pesquisado em 4 de dezembro último, revelou a protocolação de embargos de declaração pelo Ministério Público Federal, pendentes de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR Vossa Excelência, em 19 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser separada. Não foi possível acessar o andamento processual mediante consulta ao sítio do Tribunal estadual, uma vez submetido a segredo de justiça. Informações do Juízo, em 5 de maio de 2017, revelam o recebimento da denúncia, no dia 29 de fevereiro daquele ano, assumindo o processo o nº 0000537-77.2016.8.16.0013, no qual constam como corréus outras 25 pessoas. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma, em 15 de maio de 2018, deferiu a ordem no habeas corpus nº 396.020, para trancar a ação penal nº 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR estendendo os efeitos da decisão aos corréus. Andamento processual, pesquisado em 4 de dezembro último, revelou a protocolação de embargos de declaração pelo Ministério Público Federal, pendentes de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS ATO – INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. DENÚNCIA – INÉPCIA – FIGURINO LEGAL – ATENDIMENTO. Uma vez atendido o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal, contendo a denúncia a narração dos fatos, a viabilizar a defesa, descabe concluir pela impropriedade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não é pertinente transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 19 de outubro de 2018, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS ATO – INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. DENÚNCIA – INÉPCIA – FIGURINO LEGAL – ATENDIMENTO. Uma vez atendido o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal, contendo a denúncia a narração dos fatos, a viabilizar a defesa, descabe concluir pela impropriedade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não é pertinente transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 19 de outubro de 2018, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148106 / PR […] 2. Quanto à alegação de inépcia da denúncia, observem que esta remete à conduta do paciente. Apontou-se ser membro de organização criminosa – o Primeiro Comando da Capital –, pelo menos desde o mês de agosto de 2014 até a data da acusação, em unidade de desígnios e conjugação de esforços com os demais corréus. Aludiu-se ao emprego de armas de fogo e à existência de conexões com outros grupos criminosos independentes, com o fim de obter vantagens econômicas, monopolizar a atividade delitiva no Estado do Paraná e dominar o sistema prisional daquele ente federativo. A peça acusatória está em consonância com a organicidade do Direito, viabilizando a defesa. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, ainda na fase das investigações, apontou tratar-se de indivíduo supostamente integrante de organização criminosa, aludindo a referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de corré. Destacou a existência de interceptações telefônicas nas quais revelada a diretriz do grupo de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim a menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas, no que demonstrado estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Surge a problemática do excesso de prazo. Presente a data de cumprimento do mandado de prisão preventiva – 18 de dezembro de 2015 –, esta perdura por 1 ano, 10 meses e 1 dia. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR […] 2. Quanto à alegação de inépcia da denúncia, observem que esta remete à conduta do paciente. Apontou-se ser membro de organização criminosa – o Primeiro Comando da Capital –, pelo menos desde o mês de agosto de 2014 até a data da acusação, em unidade de desígnios e conjugação de esforços com os demais corréus. Aludiu-se ao emprego de armas de fogo e à existência de conexões com outros grupos criminosos independentes, com o fim de obter vantagens econômicas, monopolizar a atividade delitiva no Estado do Paraná e dominar o sistema prisional daquele ente federativo. A peça acusatória está em consonância com a organicidade do Direito, viabilizando a defesa. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, ainda na fase das investigações, apontou tratar-se de indivíduo supostamente integrante de organização criminosa, aludindo a referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de corré. Destacou a existência de interceptações telefônicas nas quais revelada a diretriz do grupo de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim a menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas, no que demonstrado estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Surge a problemática do excesso de prazo. Presente a data de cumprimento do mandado de prisão preventiva – 18 de dezembro de 2015 –, esta perdura por 1 ano, 10 meses e 1 dia. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148106 / PR viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro parcialmente a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro parcialmente a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A127-A824-AB67-D43C e senha E799-A7EB-788B-66CE Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A127-A824-AB67-D43C e senha E799-A7EB-788B-66CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu tampouco conheço. A hipótese que a Doutora Cláudia traz geraria prejudicialidade. Fico no não conhecimento, que dá a mesma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6001-2297-D8B2-E933 e senha A805-5037-64F5-6231 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu tampouco conheço. A hipótese que a Doutora Cláudia traz geraria prejudicialidade. Fico no não conhecimento, que dá a mesma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6001-2297-D8B2-E933 e senha A805-5037-64F5-6231 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Extingo o habeas corpus sem a resolução do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018C-35AC-E2C7-424B e senha E2DF-84BF-6580-035F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Extingo o habeas corpus sem a resolução do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018C-35AC-E2C7-424B e senha E2DF-84BF-6580-035F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS AGMAR PEREIRA (33174/PR) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A6B-DA9F-26C0-D8EA e senha D210-7F66-1E73-8E85 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS AGMAR PEREIRA (33174/PR) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A6B-DA9F-26C0-D8EA e senha D210-7F66-1E73-8E85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749267080
2019-02-05T00:00:00
2019-03-01T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido.
sjur399096
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF) HC 128740 (1ªT), HC 138946 (1ªT), HC 138945 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 15/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
148106
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 148106
[ "" ]
PACTE.(S) : BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS AGMAR PEREIRA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS AGMAR PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE58-59E4-563E-B271 e senha 6AEF-C5C4-36F5-B326 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 148106 / PR Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE58-59E4-563E-B271 e senha 6AEF-C5C4-36F5-B326 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE58-59E4-563E-B271 e senha 6AEF-C5C4-36F5-B326 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS AGMAR PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito n 0028146-35.2016.8.16.0013, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 18 de dezembro de 2015, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 2... (integrar organização criminosa), parágrafos 2... e 4..., inciso IV (causas de aumento), da Lei n 12.850/2013. Aludiu a fortes indícios de que o paciente participa de grupo criminoso denominada Primeiro Comando da Capital (PCC), consideradas referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS AGMAR PEREIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito n 0028146-35.2016.8.16.0013, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 18 de dezembro de 2015, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 2... (integrar organização criminosa), parágrafos 2... e 4..., inciso IV (causas de aumento), da Lei n 12.850/2013. Aludiu a fortes indícios de que o paciente participa de grupo criminoso denominada Primeiro Comando da Capital (PCC), consideradas referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 148106 / PR corré. Citou conteúdo de interceptações telefônicas nas quais, segundo afirmou, consta expressa a diretriz da organização de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas. Indeferiu pedido de liberdade provisória, consignando necessária a custódia para a garantia da ordem pública. Ressaltou tratar-se de pessoa voltada a atividades delitivas, reveladoras da periculosidade. Assentou que o paciente, em liberdade, certamente voltará a delinquir. Afastou a alegação de excesso de prazo da constrição, reportando-se à complexidade das investigações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 396.020/PR, o qual teve a liminar indeferida. O impetrante alega inépcia da denúncia, afirmando-a genérica. Sublinha o excesso de prazo da prisão. Salienta que, no caso de condenação, o paciente terá direito a regime diverso do fechado, considerada a pena prevista para o tipo 3 a 8 anos de reclusão. Aponta violação do princípio da duração razoável do processo, aludindo ao disposto no artigo 22 da Lei de Organizações Criminosas, segundo o qual a prorrogação do prazo de 120 dias atinente à instrução precisa estar devidamente motivada. Diz inidôneo o ato por meio do qual determinada a preventiva, afirmando-o calcado em fundamentação abstrata. Evoca a presunção da não culpabilidade. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia. No mérito, busca a confirmação da providência e, sucessivamente, o reconhecimento da inépcia da denúncia. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR corré. Citou conteúdo de interceptações telefônicas nas quais, segundo afirmou, consta expressa a diretriz da organização de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas. Indeferiu pedido de liberdade provisória, consignando necessária a custódia para a garantia da ordem pública. Ressaltou tratar-se de pessoa voltada a atividades delitivas, reveladoras da periculosidade. Assentou que o paciente, em liberdade, certamente voltará a delinquir. Afastou a alegação de excesso de prazo da constrição, reportando-se à complexidade das investigações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 396.020/PR, o qual teve a liminar indeferida. O impetrante alega inépcia da denúncia, afirmando-a genérica. Sublinha o excesso de prazo da prisão. Salienta que, no caso de condenação, o paciente terá direito a regime diverso do fechado, considerada a pena prevista para o tipo 3 a 8 anos de reclusão. Aponta violação do princípio da duração razoável do processo, aludindo ao disposto no artigo 22 da Lei de Organizações Criminosas, segundo o qual a prorrogação do prazo de 120 dias atinente à instrução precisa estar devidamente motivada. Diz inidôneo o ato por meio do qual determinada a preventiva, afirmando-o calcado em fundamentação abstrata. Evoca a presunção da não culpabilidade. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia. No mérito, busca a confirmação da providência e, sucessivamente, o reconhecimento da inépcia da denúncia. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 148106 / PR Vossa Excelência, em 19 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser separada. Não foi possível acessar o andamento processual mediante consulta ao sítio do Tribunal estadual, uma vez submetido a segredo de justiça. Informações do Juízo, em 5 de maio de 2017, revelam o recebimento da denúncia, no dia 29 de fevereiro daquele ano, assumindo o processo o n 0000537-77.2016.8.16.0013, no qual constam como corréus outras 25 pessoas. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma, em 15 de maio de 2018, deferiu a ordem no habeas corpus n 396.020, para trancar a ação penal n 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR estendendo os efeitos da decisão aos corréus. Andamento processual, pesquisado em 4 de dezembro último, revelou a protocolação de embargos de declaração pelo Ministério Público Federal, pendentes de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR Vossa Excelência, em 19 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser separada. Não foi possível acessar o andamento processual mediante consulta ao sítio do Tribunal estadual, uma vez submetido a segredo de justiça. Informações do Juízo, em 5 de maio de 2017, revelam o recebimento da denúncia, no dia 29 de fevereiro daquele ano, assumindo o processo o n 0000537-77.2016.8.16.0013, no qual constam como corréus outras 25 pessoas. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma, em 15 de maio de 2018, deferiu a ordem no habeas corpus n 396.020, para trancar a ação penal n 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR estendendo os efeitos da decisão aos corréus. Andamento processual, pesquisado em 4 de dezembro último, revelou a protocolação de embargos de declaração pelo Ministério Público Federal, pendentes de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48E5-EFAF-DDED-A9F6 e senha A040-0268-651A-9F60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS ATO – INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. DENÚNCIA – INÉPCIA – FIGURINO LEGAL – ATENDIMENTO. Uma vez atendido o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal, contendo a denúncia a narração dos fatos, a viabilizar a defesa, descabe concluir pela impropriedade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não é pertinente transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 19 de outubro de 2018, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS ATO – INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. DENÚNCIA – INÉPCIA – FIGURINO LEGAL – ATENDIMENTO. Uma vez atendido o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal, contendo a denúncia a narração dos fatos, a viabilizar a defesa, descabe concluir pela impropriedade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não é pertinente transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 19 de outubro de 2018, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148106 / PR […] 2. Quanto à alegação de inépcia da denúncia, observem que esta remete à conduta do paciente. Apontou-se ser membro de organização criminosa – o Primeiro Comando da Capital –, pelo menos desde o mês de agosto de 2014 até a data da acusação, em unidade de desígnios e conjugação de esforços com os demais corréus. Aludiu-se ao emprego de armas de fogo e à existência de conexões com outros grupos criminosos independentes, com o fim de obter vantagens econômicas, monopolizar a atividade delitiva no Estado do Paraná e dominar o sistema prisional daquele ente federativo. A peça acusatória está em consonância com a organicidade do Direito, viabilizando a defesa. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, ainda na fase das investigações, apontou tratar-se de indivíduo supostamente integrante de organização criminosa, aludindo a referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de corré. Destacou a existência de interceptações telefônicas nas quais revelada a diretriz do grupo de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim a menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas, no que demonstrado estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Surge a problemática do excesso de prazo. Presente a data de cumprimento do mandado de prisão preventiva – 18 de dezembro de 2015 –, esta perdura por 1 ano, 10 meses e 1 dia. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR […] 2. Quanto à alegação de inépcia da denúncia, observem que esta remete à conduta do paciente. Apontou-se ser membro de organização criminosa – o Primeiro Comando da Capital –, pelo menos desde o mês de agosto de 2014 até a data da acusação, em unidade de desígnios e conjugação de esforços com os demais corréus. Aludiu-se ao emprego de armas de fogo e à existência de conexões com outros grupos criminosos independentes, com o fim de obter vantagens econômicas, monopolizar a atividade delitiva no Estado do Paraná e dominar o sistema prisional daquele ente federativo. A peça acusatória está em consonância com a organicidade do Direito, viabilizando a defesa. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, ainda na fase das investigações, apontou tratar-se de indivíduo supostamente integrante de organização criminosa, aludindo a referências e anotações encontradas em caderno utilizado pela facção e apreendido em poder de corré. Destacou a existência de interceptações telefônicas nas quais revelada a diretriz do grupo de expansão das atividades ilícitas no Estado do Paraná, bem assim a menção a eventos relacionados a rebeliões em presídios, prática de homicídios e tráfico de drogas, no que demonstrado estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Surge a problemática do excesso de prazo. Presente a data de cumprimento do mandado de prisão preventiva – 18 de dezembro de 2015 –, esta perdura por 1 ano, 10 meses e 1 dia. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148106 / PR viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro parcialmente a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Supremo Tribunal Federal HC 148106 / PR viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro parcialmente a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000537-77.2016.0013, da Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FBC-14B3-C1E4-4582 e senha 901F-6B25-AEDE-F844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A127-A824-AB67-D43C e senha E799-A7EB-788B-66CE Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A127-A824-AB67-D43C e senha E799-A7EB-788B-66CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu tampouco conheço. A hipótese que a Doutora Cláudia traz geraria prejudicialidade. Fico no não conhecimento, que dá a mesma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6001-2297-D8B2-E933 e senha A805-5037-64F5-6231 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu tampouco conheço. A hipótese que a Doutora Cláudia traz geraria prejudicialidade. Fico no não conhecimento, que dá a mesma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6001-2297-D8B2-E933 e senha A805-5037-64F5-6231 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Extingo o habeas corpus sem a resolução do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018C-35AC-E2C7-424B e senha E2DF-84BF-6580-035F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.106 PARANÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Extingo o habeas corpus sem a resolução do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018C-35AC-E2C7-424B e senha E2DF-84BF-6580-035F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS AGMAR PEREIRA (33174/PR) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A6B-DA9F-26C0-D8EA e senha D210-7F66-1E73-8E85 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.106 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO DA SILVA SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS AGMAR PEREIRA (33174/PR) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 396.020 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A6B-DA9F-26C0-D8EA e senha D210-7F66-1E73-8E85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HC n 396 . 020", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 148106 / PR", "HC 148106 / PR", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HC n 396 . 020", "inquérito n 0028146 - 35 . 2016 . 8 . 16 . 0013", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HC n 396 . 020", "inquérito n 0028146 - 35 . 2016 . 8 . 16 . 0013", "HC 148106 / PR", "habeas corpus n 396 . 020 / PR", "HC 148106 / PR", "habeas corpus n 396 . 020 / PR", "HC 148106 / PR", "-", "77", ".", ".", ".", "habeas corpus n 396 . 020", "HC 148106 / PR", "ação", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HC 148106 / PR", "HC 148106 / PR", "HC 148106 / PR", "processo n 0000537 - 77 . 2016 . 0013", "HC 148106 / PR", "processo n 0000537 - 77 . 2016 . 0013", "HABEAS CORPUS 148 . 106 PARANÁ", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HABEAS", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HC n 396 . 020 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 148 . 106", "HC n 396 . 020" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 da Lei de Organizações Criminosas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 da Lei de Organizações Criminosas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "PARANÁ", "PARANÁ", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Primeiro Comando da Capital", "PCC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Primeiro Comando da Capital", "PCC", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Primeiro Comando da Capital", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeiro Comando da Capital", "Supremo Tribunal Federal", "Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Oitava Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO DA SILVA SANTOS", "CARLOS AGMAR PEREIRA", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO DA SILVA SANTOS", "CARLOS AGMAR PEREIRA", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO DA SILVA SANTOS", "CARLOS AGMAR PEREIRA", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cláudia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cláudia", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO DA SILVA SANTOS", "CARLOS AGMAR PEREIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO DA SILVA SANTOS", "CARLOS AGMAR PEREIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "18 de dezembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "18 de dezembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de outubro de 2017", "5 de maio de 2017", "29 de fevereiro daquele ano", "15 de maio de 2018", "4 de dezembro último", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de outubro de 2017", "5 de maio de 2017", "29 de fevereiro daquele ano", "15 de maio de 2018", "4 de dezembro último", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "19 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "19 de outubro", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2014", "18 de dezembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2014", "18 de dezembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) :DAMIAN VILUTIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5797-41C4-518F-82C0 e senha B682-23AD-D55B-A8B6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) :DAMIAN VILUTIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática da contravenção penal pertubação da tranquilidade, previsto no artigo 65 do Decreto-lei nº 3.688/41. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5º, cabeça e incisos LIII e LIV, da Constituição Federal. Entende contrariado o princípio do juiz natural. Insiste na incompetência do Juízo para julgamento da demanda, alegando não se tratar de violência doméstica contra a mulher baseada no gênero. Aduz afronta das regras processuais atinentes ao delitos de menor potencial ofensivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) :DAMIAN VILUTIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática da contravenção penal pertubação da tranquilidade, previsto no artigo 65 do Decreto-lei nº 3.688/41. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5º, cabeça e incisos LIII e LIV, da Constituição Federal. Entende contrariado o princípio do juiz natural. Insiste na incompetência do Juízo para julgamento da demanda, alegando não se tratar de violência doméstica contra a mulher baseada no gênero. Aduz afronta das regras processuais atinentes ao delitos de menor potencial ofensivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1158154 AGR / SP maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: A violência de gênero foi corretamente reconhecida habilitar o juízo especializado para o julgamento da causa. […] Nem se diga que o término do relacionamento revela ausência de estabilidade da relação ou mesmo faz cessar a incidência do estatuto protetivo respectivo, pois a citada norma, em seu artigo 5°, inciso III, expressamente prevê sua aplicabilidade em casos tais. In verbis: Art. 5°- Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou y psicológico e dano moral ou patrimonial: I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal ARE 1158154 AGR / SP maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: A violência de gênero foi corretamente reconhecida habilitar o juízo especializado para o julgamento da causa. […] Nem se diga que o término do relacionamento revela ausência de estabilidade da relação ou mesmo faz cessar a incidência do estatuto protetivo respectivo, pois a citada norma, em seu artigo 5°, inciso III, expressamente prevê sua aplicabilidade em casos tais. In verbis: Art. 5°- Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou y psicológico e dano moral ou patrimonial: I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1158154 AGR / SP III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo a independem de orientação sexual. Art. 6°- A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera inobservadas as regras relativas à competência. Sustenta violados os princípios do juiz natural, da segurança jurídica e do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal ARE 1158154 AGR / SP III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo a independem de orientação sexual. Art. 6°- A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera inobservadas as regras relativas à competência. Sustenta violados os princípios do juiz natural, da segurança jurídica e do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório ARE 1158154 AGR / SP devido processo legal. Afirma a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal ARE 1158154 AGR / SP devido processo legal. Afirma a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o que assentado na origem. Colho da síntese do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: Contravenção Penal — Perturbação da tranquilidade — Nulidade inocorrente – Indeclinável a competência do juízo especializado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para o julgamento da lide — Autoria e materialidade delitivas comprovadas — Conjunto probatório suficiente para manter a condenação — Dosimetria que não merece reparo, com a faculdade do "sursis " —Recurso desprovido. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975E-7E10-38BD-3748 e senha 4917-08B8-1F84-0490 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o que assentado na origem. Colho da síntese do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: Contravenção Penal — Perturbação da tranquilidade — Nulidade inocorrente – Indeclinável a competência do juízo especializado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para o julgamento da lide — Autoria e materialidade delitivas comprovadas — Conjunto probatório suficiente para manter a condenação — Dosimetria que não merece reparo, com a faculdade do "sursis " —Recurso desprovido. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975E-7E10-38BD-3748 e senha 4917-08B8-1F84-0490 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) : DAMIAN VILUTIS (155070/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0729-2B5F-57B8-1AC4 e senha 219B-E590-0EEC-133E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) : DAMIAN VILUTIS (155070/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0729-2B5F-57B8-1AC4 e senha 219B-E590-0EEC-133E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749360247
2019-02-05T00:00:00
2019-03-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais.
sjur399779
Número de páginas: 7. Análise: 26/03/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1158154
[ "LEG-FED DEL-003688 ANO-1941\n ART-00065\n LCP-41-1941 LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1158154 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) : DAMIAN VILUTIS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) :DAMIAN VILUTIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5797-41C4-518F-82C0 e senha B682-23AD-D55B-A8B6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) :DAMIAN VILUTIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática da contravenção penal pertubação da tranquilidade, previsto no artigo 65 do Decreto-lei n 3.688/41. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5..., cabeça e incisos LIII e LIV, da Constituição Federal. Entende contrariado o princípio do juiz natural. Insiste na incompetência do Juízo para julgamento da demanda, alegando não se tratar de violência doméstica contra a mulher baseada no gênero. Aduz afronta das regras processuais atinentes ao delitos de menor potencial ofensivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) :DAMIAN VILUTIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática da contravenção penal pertubação da tranquilidade, previsto no artigo 65 do Decreto-lei n 3.688/41. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5..., cabeça e incisos LIII e LIV, da Constituição Federal. Entende contrariado o princípio do juiz natural. Insiste na incompetência do Juízo para julgamento da demanda, alegando não se tratar de violência doméstica contra a mulher baseada no gênero. Aduz afronta das regras processuais atinentes ao delitos de menor potencial ofensivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1158154 AGR / SP maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: A violência de gênero foi corretamente reconhecida habilitar o juízo especializado para o julgamento da causa. […] Nem se diga que o término do relacionamento revela ausência de estabilidade da relação ou mesmo faz cessar a incidência do estatuto protetivo respectivo, pois a citada norma, em seu artigo 5..., inciso III, expressamente prevê sua aplicabilidade em casos tais. In verbis: Art. 5...- Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou y psicológico e dano moral ou patrimonial: I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal ARE 1158154 AGR / SP maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: A violência de gênero foi corretamente reconhecida habilitar o juízo especializado para o julgamento da causa. […] Nem se diga que o término do relacionamento revela ausência de estabilidade da relação ou mesmo faz cessar a incidência do estatuto protetivo respectivo, pois a citada norma, em seu artigo 5..., inciso III, expressamente prevê sua aplicabilidade em casos tais. In verbis: Art. 5...- Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou y psicológico e dano moral ou patrimonial: I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1158154 AGR / SP III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo a independem de orientação sexual. Art. 6...- A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera inobservadas as regras relativas à competência. Sustenta violados os princípios do juiz natural, da segurança jurídica e do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal ARE 1158154 AGR / SP III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo a independem de orientação sexual. Art. 6...- A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera inobservadas as regras relativas à competência. Sustenta violados os princípios do juiz natural, da segurança jurídica e do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório ARE 1158154 AGR / SP devido processo legal. Afirma a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Supremo Tribunal Federal ARE 1158154 AGR / SP devido processo legal. Afirma a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B7D-4E18-F8B7-C3AB e senha 26C9-67EB-9431-0562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o que assentado na origem. Colho da síntese do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: Contravenção Penal — Perturbação da tranquilidade — Nulidade inocorrente – Indeclinável a competência do juízo especializado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para o julgamento da lide — Autoria e materialidade delitivas comprovadas — Conjunto probatório suficiente para manter a condenação — Dosimetria que não merece reparo, com a faculdade do "sursis " —Recurso desprovido. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975E-7E10-38BD-3748 e senha 4917-08B8-1F84-0490 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o que assentado na origem. Colho da síntese do acórdão recorrido os seguintes fundamentos: Contravenção Penal — Perturbação da tranquilidade — Nulidade inocorrente – Indeclinável a competência do juízo especializado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para o julgamento da lide — Autoria e materialidade delitivas comprovadas — Conjunto probatório suficiente para manter a condenação — Dosimetria que não merece reparo, com a faculdade do "sursis " —Recurso desprovido. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975E-7E10-38BD-3748 e senha 4917-08B8-1F84-0490 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) : DAMIAN VILUTIS (155070/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0729-2B5F-57B8-1AC4 e senha 219B-E590-0EEC-133E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DANIEL DELOUYA ADV.(A/S) : DAMIAN VILUTIS (155070/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0729-2B5F-57B8-1AC4 e senha 219B-E590-0EEC-133E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 158 . 154", "ARE 1158154 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1158154 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1158154 AGR / SP", "recurso extraordinário com agravo n 748 . 371 / MT", "ARE 1158154 AGR / SP", "ARE 1158154 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 158 . 154" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 65 do Decreto - lei n 3 . 688 / 41", "artigo 5 . . . , cabeça e incisos LIII e LIV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 65 do Decreto - lei n 3 . 688 / 41", "artigo 5 . . . , cabeça e incisos LIII e LIV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DANIEL DELOUYA", "DAMIAN VILUTIS", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DANIEL DELOUYA", "DAMIAN VILUTIS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DANIEL DELOUYA", "DAMIAN VILUTIS", "MARCO AURÉLIO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DANIEL DELOUYA", "DAMIAN VILUTIS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "DANIEL DELOUYA", "DAMIAN VILUTIS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", ". . de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", ".", ". de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) :EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO ADV.(A/S) :DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B4E-B255-BD64-5CE6 e senha AE3A-2B1B-CA5F-A1D0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) :EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO ADV.(A/S) :DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. O Colegiado de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do acusado pela prática da contravenção penal prevista no artigo 47 do Decreto nº 3.688/1941. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5º, incisos XXII, LIV e LV, da Constituição Federal. Diz inepta a denúncia, porque narrados os fatos de maneira genérica. Alude aos princípios da subsidiariedade do direito penal e da insignificância. Insiste na atipicidade da conduta. Afirma a prevalência da absolvição quando houver dúvida, adentrando nos contornos da situação fática. Sucessivamente, requer o redimensionamento de pena restritiva de direito imposta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) :EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO ADV.(A/S) :DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. O Colegiado de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do acusado pela prática da contravenção penal prevista no artigo 47 do Decreto nº 3.688/1941. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5º, incisos XXII, LIV e LV, da Constituição Federal. Diz inepta a denúncia, porque narrados os fatos de maneira genérica. Alude aos princípios da subsidiariedade do direito penal e da insignificância. Insiste na atipicidade da conduta. Afirma a prevalência da absolvição quando houver dúvida, adentrando nos contornos da situação fática. Sucessivamente, requer o redimensionamento de pena restritiva de direito imposta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1160179 AGR / MG 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis os fundamentos da decisão impugnada: Com efeito, a inicial acusatória atende aos requisitos do art. 41 do CPP e está arrimada em texto legal (art. 47, LCP), estando configurados o interesse processual e a justa causa para ação penal. Além disso, os fatos imputados ao réu estão adequadamente, de maneira que possibilita a defesa. […] Nesse passo, cumpre registrar que não obstante tenha o recorrente juntado aos autos pareceres emitidos pela Procuradoria Municipal (fls. 87/103) no sentido da desnecessidade de alvará ou licença para a hipótese de locação eventual de sítios para eventos, os documentos acostados aos autos, bem como o depoimento das testemunhas ouvidas em Juízo (fls. 55/59), caminham em sentido contrário, qual seja, o exercício com habitualidade do serviço de locação de imóvel para a realização de festas nos finais de semana. Importante, ainda, observar que eventuais pareceres emitidos pela Municipalidade não tem efeito vinculativo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Supremo Tribunal Federal ARE 1160179 AGR / MG 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis os fundamentos da decisão impugnada: Com efeito, a inicial acusatória atende aos requisitos do art. 41 do CPP e está arrimada em texto legal (art. 47, LCP), estando configurados o interesse processual e a justa causa para ação penal. Além disso, os fatos imputados ao réu estão adequadamente, de maneira que possibilita a defesa. […] Nesse passo, cumpre registrar que não obstante tenha o recorrente juntado aos autos pareceres emitidos pela Procuradoria Municipal (fls. 87/103) no sentido da desnecessidade de alvará ou licença para a hipótese de locação eventual de sítios para eventos, os documentos acostados aos autos, bem como o depoimento das testemunhas ouvidas em Juízo (fls. 55/59), caminham em sentido contrário, qual seja, o exercício com habitualidade do serviço de locação de imóvel para a realização de festas nos finais de semana. Importante, ainda, observar que eventuais pareceres emitidos pela Municipalidade não tem efeito vinculativo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório ARE 1160179 AGR / MG As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 nela contido. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. Aponta a atipicidade formal da conduta e a impossibilidade de manutenção da condenação. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 7 de dezembro de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Supremo Tribunal Federal ARE 1160179 AGR / MG As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 nela contido. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. Aponta a atipicidade formal da conduta e a impossibilidade de manutenção da condenação. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 7 de dezembro de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o assentando na origem. Colho da síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal local os seguintes fundamentos: APELAÇÃO CRIMINAL. PRELIMINAR DE INÉPCIA DA INICIAL AFASTADA. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONTRAVENÇÃO PENAL (ART. 42, LCP). AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. PENA ARBITRADA COM RAZOABILIDADE. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B67-465C-6047-9445 e senha AB66-F00F-FB3A-60FA Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o assentando na origem. Colho da síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal local os seguintes fundamentos: APELAÇÃO CRIMINAL. PRELIMINAR DE INÉPCIA DA INICIAL AFASTADA. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONTRAVENÇÃO PENAL (ART. 42, LCP). AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. PENA ARBITRADA COM RAZOABILIDADE. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B67-465C-6047-9445 e senha AB66-F00F-FB3A-60FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) : EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO (91051/MG) ADV.(A/S) : DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO (98886/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8CF8-5EBA-7884-0214 e senha 1B2B-B1AC-F16D-226A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) : EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO (91051/MG) ADV.(A/S) : DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO (98886/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8CF8-5EBA-7884-0214 e senha 1B2B-B1AC-F16D-226A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749352084
2019-02-05T00:00:00
2019-03-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais.
sjur399783
Número de páginas: 6. Análise: 29/03/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1160179
[ "LEG-FED DEL-003688 ANO-1941\n ART-00041 ART-00042\n LCP-41-1941 LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1160179 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) : EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO ADV.(A/S) : DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) :EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO ADV.(A/S) :DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B4E-B255-BD64-5CE6 e senha AE3A-2B1B-CA5F-A1D0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) :EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO ADV.(A/S) :DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. O Colegiado de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do acusado pela prática da contravenção penal prevista no artigo 47 do Decreto n 3.688/1941. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5..., incisos XXII, LIV e LV, da Constituição Federal. Diz inepta a denúncia, porque narrados os fatos de maneira genérica. Alude aos princípios da subsidiariedade do direito penal e da insignificância. Insiste na atipicidade da conduta. Afirma a prevalência da absolvição quando houver dúvida, adentrando nos contornos da situação fática. Sucessivamente, requer o redimensionamento de pena restritiva de direito imposta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) :EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO ADV.(A/S) :DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 31 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. O Colegiado de origem confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do acusado pela prática da contravenção penal prevista no artigo 47 do Decreto n 3.688/1941. No extraordinário, cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5..., incisos XXII, LIV e LV, da Constituição Federal. Diz inepta a denúncia, porque narrados os fatos de maneira genérica. Alude aos princípios da subsidiariedade do direito penal e da insignificância. Insiste na atipicidade da conduta. Afirma a prevalência da absolvição quando houver dúvida, adentrando nos contornos da situação fática. Sucessivamente, requer o redimensionamento de pena restritiva de direito imposta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1160179 AGR / MG 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis os fundamentos da decisão impugnada: Com efeito, a inicial acusatória atende aos requisitos do art. 41 do CPP e está arrimada em texto legal (art. 47, LCP), estando configurados o interesse processual e a justa causa para ação penal. Além disso, os fatos imputados ao réu estão adequadamente, de maneira que possibilita a defesa. […] Nesse passo, cumpre registrar que não obstante tenha o recorrente juntado aos autos pareceres emitidos pela Procuradoria Municipal (fls. 87/103) no sentido da desnecessidade de alvará ou licença para a hipótese de locação eventual de sítios para eventos, os documentos acostados aos autos, bem como o depoimento das testemunhas ouvidas em Juízo (fls. 55/59), caminham em sentido contrário, qual seja, o exercício com habitualidade do serviço de locação de imóvel para a realização de festas nos finais de semana. Importante, ainda, observar que eventuais pareceres emitidos pela Municipalidade não tem efeito vinculativo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Supremo Tribunal Federal ARE 1160179 AGR / MG 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, das premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis os fundamentos da decisão impugnada: Com efeito, a inicial acusatória atende aos requisitos do art. 41 do CPP e está arrimada em texto legal (art. 47, LCP), estando configurados o interesse processual e a justa causa para ação penal. Além disso, os fatos imputados ao réu estão adequadamente, de maneira que possibilita a defesa. […] Nesse passo, cumpre registrar que não obstante tenha o recorrente juntado aos autos pareceres emitidos pela Procuradoria Municipal (fls. 87/103) no sentido da desnecessidade de alvará ou licença para a hipótese de locação eventual de sítios para eventos, os documentos acostados aos autos, bem como o depoimento das testemunhas ouvidas em Juízo (fls. 55/59), caminham em sentido contrário, qual seja, o exercício com habitualidade do serviço de locação de imóvel para a realização de festas nos finais de semana. Importante, ainda, observar que eventuais pareceres emitidos pela Municipalidade não tem efeito vinculativo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório ARE 1160179 AGR / MG As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 nela contido. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. Aponta a atipicidade formal da conduta e a impossibilidade de manutenção da condenação. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 7 de dezembro de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Supremo Tribunal Federal ARE 1160179 AGR / MG As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 nela contido. O Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 748.371/MT, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo ao devido processo legal (contraditório e ampla defesa) quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante reitera a viabilidade do extraordinário, aludindo à desnecessidade de análise de fatos e provas. Aponta a atipicidade formal da conduta e a impossibilidade de manutenção da condenação. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 7 de dezembro de 2018. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B06-BB83-1800-9B3B e senha 5BED-A85D-E69F-7008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o assentando na origem. Colho da síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal local os seguintes fundamentos: APELAÇÃO CRIMINAL. PRELIMINAR DE INÉPCIA DA INICIAL AFASTADA. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONTRAVENÇÃO PENAL (ART. 42, LCP). AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. PENA ARBITRADA COM RAZOABILIDADE. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B67-465C-6047-9445 e senha AB66-F00F-FB3A-60FA Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Atentem para o assentando na origem. Colho da síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal local os seguintes fundamentos: APELAÇÃO CRIMINAL. PRELIMINAR DE INÉPCIA DA INICIAL AFASTADA. EXERCÍCIO DE ATIVIDADE SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONTRAVENÇÃO PENAL (ART. 42, LCP). AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. PENA ARBITRADA COM RAZOABILIDADE. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. O Colegiado de origem decidiu a partir da análise das provas produzidas no processo e de normas legais. Concluir de forma diversa, conforme pretendido pelo agravante, decorreria de reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B67-465C-6047-9445 e senha AB66-F00F-FB3A-60FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) : EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO (91051/MG) ADV.(A/S) : DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO (98886/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8CF8-5EBA-7884-0214 e senha 1B2B-B1AC-F16D-226A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.179 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE SEBASTIAO RIBEIRO ADV.(A/S) : EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO (91051/MG) ADV.(A/S) : DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO (98886/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8CF8-5EBA-7884-0214 e senha 1B2B-B1AC-F16D-226A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 160 . 179", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 160 . 179", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 160 . 179", "ARE 1160179 AGR / MG", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1160179 AGR / MG", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1160179 AGR / MG", "ARE 1160179 AGR / MG", "recurso extraordinário com agravo n 748 . 371 / MT" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 47 do Decreto n 3 . 688 / 1941", "artigo 5 . . . , incisos XXII , LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 47 do Decreto n 3 . 688 / 1941", "artigo 5 . . . , incisos XXII , LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 42 , LCP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 42 , LCP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOSE SEBASTIAO RIBEIRO", "DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE SEBASTIAO RIBEIRO", "EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO", "DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE SEBASTIAO RIBEIRO", "EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO", "DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO", "MARCO AURÉLIO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE SEBASTIAO RIBEIRO", "EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO", "DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "JOSE SEBASTIAO RIBEIRO", "EMMANUEL LUIZ AVELAR DE AZEVEDO", "DANIEL JOSE DE AVELAR AZEVEDO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "31 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "31 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) :PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2º, INCISOS II e IV, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública, ante a periculosidade do paciente, indicada pelo modo destacado da prática do delito de homicídio qualificado e pelo fundado receio de reiteração criminosa. Precedentes. 2. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Inexistência de mora processual atribuível exclusivamente ao Poder Judiciário. 3. Habeas corpus denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em denegar a ordem e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B864-DAE0-FBBB-8611 e senha F5E7-B429-E315-B4A8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 149474 / CE Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B864-DAE0-FBBB-8611 e senha F5E7-B429-E315-B4A8 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B864-DAE0-FBBB-8611 e senha F5E7-B429-E315-B4A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) :PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE, no processo nº 10242-58.2016.8.06.0052/0, ao receber a denúncia, determinou a custódia preventiva do paciente, efetivada em 1º de fevereiro de 2016, ante a suposta prática da conduta versada no artigo 121, § 2º, incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a constrição para garantia da ordem pública, aludindo à gravidade do delito, à prisão em flagrante, ocorrida após o crime objeto da denúncia, em razão da posse de diversas armas de fogo, e ao envolvimento do paciente em outras infrações, a revelar o risco de reiteração delituosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) :PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE, no processo nº 10242-58.2016.8.06.0052/0, ao receber a denúncia, determinou a custódia preventiva do paciente, efetivada em 1º de fevereiro de 2016, ante a suposta prática da conduta versada no artigo 121, § 2º, incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a constrição para garantia da ordem pública, aludindo à gravidade do delito, à prisão em flagrante, ocorrida após o crime objeto da denúncia, em razão da posse de diversas armas de fogo, e ao envolvimento do paciente em outras infrações, a revelar o risco de reiteração delituosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 149474 / CE Pronunciou o paciente, em 31 de maio de 2016, considerado o citado crime, excluindo a qualificadora alusiva ao motivo fútil e acrescentando a referente à utilização de meio cruel. Negou o direito de recorrer em liberdade, frisando as reiteradas provas de materialidade do fato e os indícios de autoria. Asseverou permanecerem inalterados os motivos que ensejaram a determinação da custódia. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 81.892/CE, desprovido pela Sexta Turma. Os impetrantes sustentam o excesso de prazo da constrição, dizendo perdurar por mais de 600 dias. Afirmam ausentes os requisitos autorizadores. Apontam as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão definida. Aduzem a inidoneidade da fundamentação do ato mediante o qual determinada a prisão, tendo-a como genérica. Articulam com o princípio da não culpabilidade. Destacam a possibilidade de aplicação de cautelar diversa. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar alternativa. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de novembro de 2017, deferiu a medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE Pronunciou o paciente, em 31 de maio de 2016, considerado o citado crime, excluindo a qualificadora alusiva ao motivo fútil e acrescentando a referente à utilização de meio cruel. Negou o direito de recorrer em liberdade, frisando as reiteradas provas de materialidade do fato e os indícios de autoria. Asseverou permanecerem inalterados os motivos que ensejaram a determinação da custódia. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 81.892/CE, desprovido pela Sexta Turma. Os impetrantes sustentam o excesso de prazo da constrição, dizendo perdurar por mais de 600 dias. Afirmam ausentes os requisitos autorizadores. Apontam as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão definida. Aduzem a inidoneidade da fundamentação do ato mediante o qual determinada a prisão, tendo-a como genérica. Articulam com o princípio da não culpabilidade. Destacam a possibilidade de aplicação de cautelar diversa. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar alternativa. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de novembro de 2017, deferiu a medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 149474 / CE extraordinário. Assevera ausente ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual, em 1º de dezembro de 2018, revelou a formalização, pela acusação, de pedido de desaforamento, pendente de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE extraordinário. Assevera ausente ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual, em 1º de dezembro de 2018, revelou a formalização, pela acusação, de pedido de desaforamento, pendente de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ÓBICE – INEXISTÊNCIA. Descabe apontar que, em tese, o ato atacado mediante o habeas o seria na via do extraordinário, para assentar inadequada a impetração. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. Descabe partir para a capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dado concreto, a reiteração delitiva. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SURPEVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus, no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. A preliminar da Procuradoria-Geral da República improcede. O fato de, em tese, recurso extraordinário desafiar a decisão impugnada não obstaculiza a impetração. Atentem para a via estreita daquele, a pressupor transgressão à Constituição Federal e repercussão geral da matéria. Em síntese, afastado o habeas corpus, tem-se que não se chega ao Supremo por tal via, considerado o desrespeito a norma estritamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ÓBICE – INEXISTÊNCIA. Descabe apontar que, em tese, o ato atacado mediante o habeas o seria na via do extraordinário, para assentar inadequada a impetração. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. Descabe partir para a capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dado concreto, a reiteração delitiva. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SURPEVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus, no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. A preliminar da Procuradoria-Geral da República improcede. O fato de, em tese, recurso extraordinário desafiar a decisão impugnada não obstaculiza a impetração. Atentem para a via estreita daquele, a pressupor transgressão à Constituição Federal e repercussão geral da matéria. Em síntese, afastado o habeas corpus, tem-se que não se chega ao Supremo por tal via, considerado o desrespeito a norma estritamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149474 / CE legal. Reitero o assentado, em 20 de novembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o crime supostamente cometido, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução de pena. A gravidade do delito, por si só, surge como elemento neutro, insuficiente a amparar o argumento alusivo à preservação da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Aludiu à prisão em flagrante em razão da posse de armas de fogo e ao suposto envolvimento em outros fatos criminosos, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior. Teve a constrição da liberdade como meio de obstar possível reiteração delituosa, partindo da capacidade intuitiva, imaginando que, solto, mesmo sob os holofotes do Judiciário, o paciente prosseguiria delinquindo. Há de reportar- se a dado individualizado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a custódia cautelar. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 9 meses e 19 dias. Nada justifica tal fato. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença de pronúncia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE legal. Reitero o assentado, em 20 de novembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o crime supostamente cometido, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução de pena. A gravidade do delito, por si só, surge como elemento neutro, insuficiente a amparar o argumento alusivo à preservação da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Aludiu à prisão em flagrante em razão da posse de armas de fogo e ao suposto envolvimento em outros fatos criminosos, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior. Teve a constrição da liberdade como meio de obstar possível reiteração delituosa, partindo da capacidade intuitiva, imaginando que, solto, mesmo sob os holofotes do Judiciário, o paciente prosseguiria delinquindo. Há de reportar- se a dado individualizado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a custódia cautelar. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 9 meses e 19 dias. Nada justifica tal fato. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença de pronúncia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149474 / CE não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. Na pronúncia, reafirmou-se a necessidade da providência, considerados os mesmos fundamentos utilizados para determiná-la no curso do processo, sem a indicação de elemento concreto a embasá-la. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 10242-58.2016.8.06.0052/0, da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. Na pronúncia, reafirmou-se a necessidade da providência, considerados os mesmos fundamentos utilizados para determiná-la no curso do processo, sem a indicação de elemento concreto a embasá-la. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 10242-58.2016.8.06.0052/0, da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. No presente caso, as razões apresentadas pelas instâncias ordinárias revelam que a decisão que decretou a prisão preventiva está lastreada em fundamentação jurídica idônea. Sobressai a gravidade concreta da conduta imputada ao paciente, que teria esfaqueado a vítima em decorrência de briga por causa de um boné. Ademais, conforme consignou o juízo de origem, “o acusado, após o suposto cometimento do fato delituoso sob análise, foi preso em flagrante: surpreendido com a posse de diversas armas de fogo, além de estar sendo apurada possível participação sua em crime de usura (agiotagem’)”. Então, por toda a fundamentação da prisão preventiva, que bem evidencia a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, entendo que deve ser mantida a constrição cautelar, com fundamento na garantia da ordem pública. Nesse sentido: HC 165194 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/2/2019; HC 133.745 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 7/6/2016. Por fim, é descabida a alegação de excesso de prazo da prisão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. No presente caso, as razões apresentadas pelas instâncias ordinárias revelam que a decisão que decretou a prisão preventiva está lastreada em fundamentação jurídica idônea. Sobressai a gravidade concreta da conduta imputada ao paciente, que teria esfaqueado a vítima em decorrência de briga por causa de um boné. Ademais, conforme consignou o juízo de origem, “o acusado, após o suposto cometimento do fato delituoso sob análise, foi preso em flagrante: surpreendido com a posse de diversas armas de fogo, além de estar sendo apurada possível participação sua em crime de usura (agiotagem’)”. Então, por toda a fundamentação da prisão preventiva, que bem evidencia a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, entendo que deve ser mantida a constrição cautelar, com fundamento na garantia da ordem pública. Nesse sentido: HC 165194 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/2/2019; HC 133.745 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 7/6/2016. Por fim, é descabida a alegação de excesso de prazo da prisão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149474 / CE cautelar. Consoante anotado no parecer do Ministério Público, “o paciente já foi pronunciado, tendo a defesa interposto recurso em sentido estrito, que está pendente de julgamento”. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, sobretudo porque não evidenciado flagrante mora processual imputável exclusivamente ao Poder Judiciário. Diante do exposto, DENEGO A ORDEM DE HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE cautelar. Consoante anotado no parecer do Ministério Público, “o paciente já foi pronunciado, tendo a defesa interposto recurso em sentido estrito, que está pendente de julgamento”. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, sobretudo porque não evidenciado flagrante mora processual imputável exclusivamente ao Poder Judiciário. Diante do exposto, DENEGO A ORDEM DE HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, aqui, possivelmente de lege ferenda. Se nós formos verificar estatisticamente o número de decisões de pronúncia que são efetivamente revertidas; o número que é efetivamente revertido no Segundo Grau é um número irrisório. Condicionar a realização do Júri a algo estatisticamente irrelevante é um retardamento desnecessário do processo penal que justifica a revisão. E penso que isso não esteja no pacote de medidas, pelo menos na leitura que fiz. De modo que acho que a proposta intui a evidência, quer dizer, no processo, tudo o que é inútil deve ser vedado, e isso tem-se revelado uma inutilidade que retarda o processo. Estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6A6-E1D6-DBFE-46FF e senha 9CA1-1E26-3C9E-D4EB Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, aqui, possivelmente de lege ferenda. Se nós formos verificar estatisticamente o número de decisões de pronúncia que são efetivamente revertidas; o número que é efetivamente revertido no Segundo Grau é um número irrisório. Condicionar a realização do Júri a algo estatisticamente irrelevante é um retardamento desnecessário do processo penal que justifica a revisão. E penso que isso não esteja no pacote de medidas, pelo menos na leitura que fiz. De modo que acho que a proposta intui a evidência, quer dizer, no processo, tudo o que é inútil deve ser vedado, e isso tem-se revelado uma inutilidade que retarda o processo. Estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6A6-E1D6-DBFE-46FF e senha 9CA1-1E26-3C9E-D4EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.474 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) : PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO (3183/CE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, denegou a ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55C3-B43F-7292-CDC7 e senha 550D-B6B9-A293-DD40 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.474 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) : PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO (3183/CE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, denegou a ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55C3-B43F-7292-CDC7 e senha 550D-B6B9-A293-DD40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749386367
2019-02-05T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
A Turma, por maioria, denegou a ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2º, INCISOS II e IV, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública, ante a periculosidade do paciente, indicada pelo modo destacado da prática do delito de homicídio qualificado e pelo fundado receio de reiteração criminosa. Precedentes. 2. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Inexistência de mora processual atribuível exclusivamente ao Poder Judiciário. 3. Habeas corpus denegado.
sjur400078
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GRAVIDADE CONCRETA, PERICULOSIDADE, AGENTE) HC 133745 AgR (1ªT), HC 165194 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 08/05/2019, AMA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
149474
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00002 INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 \"CAPUT\" ART-00312 ART-00387 \n PAR-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 149474
[ "" ]
PACTE.(S) : FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) : PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) :PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2..., INCISOS II e IV, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública, ante a periculosidade do paciente, indicada pelo modo destacado da prática do delito de homicídio qualificado e pelo fundado receio de reiteração criminosa. Precedentes. 2. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Inexistência de mora processual atribuível exclusivamente ao Poder Judiciário. 3. Habeas corpus denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em denegar a ordem e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B864-DAE0-FBBB-8611 e senha F5E7-B429-E315-B4A8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 149474 / CE Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B864-DAE0-FBBB-8611 e senha F5E7-B429-E315-B4A8 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B864-DAE0-FBBB-8611 e senha F5E7-B429-E315-B4A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) :PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE, no processo n 10242-58.2016.8.06.0052/0, ao receber a denúncia, determinou a custódia preventiva do paciente, efetivada em 1... de fevereiro de 2016, ante a suposta prática da conduta versada no artigo 121, § 2..., incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a constrição para garantia da ordem pública, aludindo à gravidade do delito, à prisão em flagrante, ocorrida após o crime objeto da denúncia, em razão da posse de diversas armas de fogo, e ao envolvimento do paciente em outras infrações, a revelar o risco de reiteração delituosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) :PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE, no processo n 10242-58.2016.8.06.0052/0, ao receber a denúncia, determinou a custódia preventiva do paciente, efetivada em 1... de fevereiro de 2016, ante a suposta prática da conduta versada no artigo 121, § 2..., incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a constrição para garantia da ordem pública, aludindo à gravidade do delito, à prisão em flagrante, ocorrida após o crime objeto da denúncia, em razão da posse de diversas armas de fogo, e ao envolvimento do paciente em outras infrações, a revelar o risco de reiteração delituosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 149474 / CE Pronunciou o paciente, em 31 de maio de 2016, considerado o citado crime, excluindo a qualificadora alusiva ao motivo fútil e acrescentando a referente à utilização de meio cruel. Negou o direito de recorrer em liberdade, frisando as reiteradas provas de materialidade do fato e os indícios de autoria. Asseverou permanecerem inalterados os motivos que ensejaram a determinação da custódia. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 81.892/CE, desprovido pela Sexta Turma. Os impetrantes sustentam o excesso de prazo da constrição, dizendo perdurar por mais de 600 dias. Afirmam ausentes os requisitos autorizadores. Apontam as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão definida. Aduzem a inidoneidade da fundamentação do ato mediante o qual determinada a prisão, tendo-a como genérica. Articulam com o princípio da não culpabilidade. Destacam a possibilidade de aplicação de cautelar diversa. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar alternativa. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de novembro de 2017, deferiu a medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE Pronunciou o paciente, em 31 de maio de 2016, considerado o citado crime, excluindo a qualificadora alusiva ao motivo fútil e acrescentando a referente à utilização de meio cruel. Negou o direito de recorrer em liberdade, frisando as reiteradas provas de materialidade do fato e os indícios de autoria. Asseverou permanecerem inalterados os motivos que ensejaram a determinação da custódia. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 81.892/CE, desprovido pela Sexta Turma. Os impetrantes sustentam o excesso de prazo da constrição, dizendo perdurar por mais de 600 dias. Afirmam ausentes os requisitos autorizadores. Apontam as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão definida. Aduzem a inidoneidade da fundamentação do ato mediante o qual determinada a prisão, tendo-a como genérica. Articulam com o princípio da não culpabilidade. Destacam a possibilidade de aplicação de cautelar diversa. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar alternativa. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de novembro de 2017, deferiu a medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 149474 / CE extraordinário. Assevera ausente ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual, em 1... de dezembro de 2018, revelou a formalização, pela acusação, de pedido de desaforamento, pendente de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE extraordinário. Assevera ausente ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual, em 1... de dezembro de 2018, revelou a formalização, pela acusação, de pedido de desaforamento, pendente de análise. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C576-EA0B-686D-AEF8 e senha 73B2-992D-79BA-DDA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ÓBICE – INEXISTÊNCIA. Descabe apontar que, em tese, o ato atacado mediante o habeas o seria na via do extraordinário, para assentar inadequada a impetração. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. Descabe partir para a capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dado concreto, a reiteração delitiva. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SURPEVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus, no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. A preliminar da Procuradoria-Geral da República improcede. O fato de, em tese, recurso extraordinário desafiar a decisão impugnada não obstaculiza a impetração. Atentem para a via estreita daquele, a pressupor transgressão à Constituição Federal e repercussão geral da matéria. Em síntese, afastado o habeas corpus, tem-se que não se chega ao Supremo por tal via, considerado o desrespeito a norma estritamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ÓBICE – INEXISTÊNCIA. Descabe apontar que, em tese, o ato atacado mediante o habeas o seria na via do extraordinário, para assentar inadequada a impetração. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. Descabe partir para a capacidade intuitiva, supondo, sem indicar dado concreto, a reiteração delitiva. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SURPEVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus, no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. A preliminar da Procuradoria-Geral da República improcede. O fato de, em tese, recurso extraordinário desafiar a decisão impugnada não obstaculiza a impetração. Atentem para a via estreita daquele, a pressupor transgressão à Constituição Federal e repercussão geral da matéria. Em síntese, afastado o habeas corpus, tem-se que não se chega ao Supremo por tal via, considerado o desrespeito a norma estritamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149474 / CE legal. Reitero o assentado, em 20 de novembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o crime supostamente cometido, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução de pena. A gravidade do delito, por si só, surge como elemento neutro, insuficiente a amparar o argumento alusivo à preservação da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Aludiu à prisão em flagrante em razão da posse de armas de fogo e ao suposto envolvimento em outros fatos criminosos, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior. Teve a constrição da liberdade como meio de obstar possível reiteração delituosa, partindo da capacidade intuitiva, imaginando que, solto, mesmo sob os holofotes do Judiciário, o paciente prosseguiria delinquindo. Há de reportar- se a dado individualizado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a custódia cautelar. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 9 meses e 19 dias. Nada justifica tal fato. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença de pronúncia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE legal. Reitero o assentado, em 20 de novembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o crime supostamente cometido, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução de pena. A gravidade do delito, por si só, surge como elemento neutro, insuficiente a amparar o argumento alusivo à preservação da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Aludiu à prisão em flagrante em razão da posse de armas de fogo e ao suposto envolvimento em outros fatos criminosos, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior. Teve a constrição da liberdade como meio de obstar possível reiteração delituosa, partindo da capacidade intuitiva, imaginando que, solto, mesmo sob os holofotes do Judiciário, o paciente prosseguiria delinquindo. Há de reportar- se a dado individualizado. Fora isso é a suposição do excepcional, do extravagante, o que não respalda a custódia cautelar. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 9 meses e 19 dias. Nada justifica tal fato. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença de pronúncia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149474 / CE não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. Na pronúncia, reafirmou-se a necessidade da providência, considerados os mesmos fundamentos utilizados para determiná-la no curso do processo, sem a indicação de elemento concreto a embasá-la. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 10242-58.2016.8.06.0052/0, da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. Na pronúncia, reafirmou-se a necessidade da providência, considerados os mesmos fundamentos utilizados para determiná-la no curso do processo, sem a indicação de elemento concreto a embasá-la. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 10242-58.2016.8.06.0052/0, da Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo/CE. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42F5-8762-A839-1D86 e senha 64E3-D8AD-B3D5-DC97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. No presente caso, as razões apresentadas pelas instâncias ordinárias revelam que a decisão que decretou a prisão preventiva está lastreada em fundamentação jurídica idônea. Sobressai a gravidade concreta da conduta imputada ao paciente, que teria esfaqueado a vítima em decorrência de briga por causa de um boné. Ademais, conforme consignou o juízo de origem, “o acusado, após o suposto cometimento do fato delituoso sob análise, foi preso em flagrante: surpreendido com a posse de diversas armas de fogo, além de estar sendo apurada possível participação sua em crime de usura (agiotagem’)”. Então, por toda a fundamentação da prisão preventiva, que bem evidencia a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, entendo que deve ser mantida a constrição cautelar, com fundamento na garantia da ordem pública. Nesse sentido: HC 165194 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/2/2019; HC 133.745 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 7/6/2016. Por fim, é descabida a alegação de excesso de prazo da prisão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. No presente caso, as razões apresentadas pelas instâncias ordinárias revelam que a decisão que decretou a prisão preventiva está lastreada em fundamentação jurídica idônea. Sobressai a gravidade concreta da conduta imputada ao paciente, que teria esfaqueado a vítima em decorrência de briga por causa de um boné. Ademais, conforme consignou o juízo de origem, “o acusado, após o suposto cometimento do fato delituoso sob análise, foi preso em flagrante: surpreendido com a posse de diversas armas de fogo, além de estar sendo apurada possível participação sua em crime de usura (agiotagem’)”. Então, por toda a fundamentação da prisão preventiva, que bem evidencia a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, entendo que deve ser mantida a constrição cautelar, com fundamento na garantia da ordem pública. Nesse sentido: HC 165194 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/2/2019; HC 133.745 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 7/6/2016. Por fim, é descabida a alegação de excesso de prazo da prisão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149474 / CE cautelar. Consoante anotado no parecer do Ministério Público, “o paciente já foi pronunciado, tendo a defesa interposto recurso em sentido estrito, que está pendente de julgamento”. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, sobretudo porque não evidenciado flagrante mora processual imputável exclusivamente ao Poder Judiciário. Diante do exposto, DENEGO A ORDEM DE HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Supremo Tribunal Federal HC 149474 / CE cautelar. Consoante anotado no parecer do Ministério Público, “o paciente já foi pronunciado, tendo a defesa interposto recurso em sentido estrito, que está pendente de julgamento”. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, sobretudo porque não evidenciado flagrante mora processual imputável exclusivamente ao Poder Judiciário. Diante do exposto, DENEGO A ORDEM DE HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72D1-10AA-53F3-714F e senha F49D-3290-1698-0804 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, aqui, possivelmente de lege ferenda. Se nós formos verificar estatisticamente o número de decisões de pronúncia que são efetivamente revertidas; o número que é efetivamente revertido no Segundo Grau é um número irrisório. Condicionar a realização do Júri a algo estatisticamente irrelevante é um retardamento desnecessário do processo penal que justifica a revisão. E penso que isso não esteja no pacote de medidas, pelo menos na leitura que fiz. De modo que acho que a proposta intui a evidência, quer dizer, no processo, tudo o que é inútil deve ser vedado, e isso tem-se revelado uma inutilidade que retarda o processo. Estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6A6-E1D6-DBFE-46FF e senha 9CA1-1E26-3C9E-D4EB Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.474 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, aqui, possivelmente de lege ferenda. Se nós formos verificar estatisticamente o número de decisões de pronúncia que são efetivamente revertidas; o número que é efetivamente revertido no Segundo Grau é um número irrisório. Condicionar a realização do Júri a algo estatisticamente irrelevante é um retardamento desnecessário do processo penal que justifica a revisão. E penso que isso não esteja no pacote de medidas, pelo menos na leitura que fiz. De modo que acho que a proposta intui a evidência, quer dizer, no processo, tudo o que é inútil deve ser vedado, e isso tem-se revelado uma inutilidade que retarda o processo. Estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6A6-E1D6-DBFE-46FF e senha 9CA1-1E26-3C9E-D4EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.474 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) : PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO (3183/CE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, denegou a ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55C3-B43F-7292-CDC7 e senha 550D-B6B9-A293-DD40 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.474 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA IMPTE.(S) : PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO (3183/CE) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, denegou a ordem e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55C3-B43F-7292-CDC7 e senha 550D-B6B9-A293-DD40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 149 . 474", "HC 149474 / CE", "HC 149474 / CE", "HABEAS CORPUS 149 . 474", "processo n 10242 - 58 . 2016 . 8 . 06 . 0052 / 0", "HABEAS CORPUS 149 . 474", "processo n 10242 - 58 . 2016 . 8 . 06 . 0052 / 0", "HC 149474 / CE", "habeas corpus n 81 . 892 / CE", "HC 149474 / CE", "recurso em habeas corpus n 81 . 892 / CE", "HC 149474 / CE", "HC 149474 / CE", "HABEAS CORPUS 149 . 474", "HABEAS CORPUS 149 . 474", "HC 149474 / CE", "HC 149474 / CE", "processo n 10242 - 58 . 2016 . 8 . 06 . 0052 / 0", "HC 149474 / CE", "processo n 10242 - 58 . 2016 . 8 . 06 . 0052 / 0", "HABEAS CORPUS 149 . 474 CEARÁ", "HC 165194 AgR", "HC 133 . 745 AgR", "HABEAS CORPUS 149 . 474 CEARÁ", "HC 165194 AgR", "HC 133 . 745 AgR", "HC 149474 / CE", "HC 149474 / CE", "HABEAS CORPUS 149 . 474 CEARÁ", "HABEAS CORPUS 149 . 474", "HABEAS CORPUS 149 . 474", "HABEAS CORPUS 149 . 474" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 121 , § 2 . . . , INCISOS II e IV , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II e IV", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "Brasília", "Brasília", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo / CE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo / CE", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo / CE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Vara da Comarca de Brejo Santo / CE", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "PRIMEIRA TURMA", "Segundo Grau", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segundo Grau", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA", "PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco", "Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA", "PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA", "PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA", "PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO OLIVEIRA DE LUCENA", "PAULO NAPOLEAO GONCALVES QUEZADO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", ".", ". de fevereiro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", ". . de fevereiro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2016", "20 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2016", "20 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de dezembro de 2018", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de dezembro de 2018", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "19", "/", "2", "/", "2019", "7", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "19", "/", "2", "/", "2019", "7", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGOS 3º E 7º, I, DA LEI FEDERAL 13.135/2015. ALTERAÇÃO DO REGRAMENTO DA PENSÃO POR MORTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. AÇÃO PROPOSTA POR ASSOCIAÇÃO DE CARÁTER ABRANGENTE QUE CONGREGA SERVIDORES PÚBLICOS DE DIVERSAS CARREIRAS QUE NÃO GUARDAM IDENTIDADE ENTRE SI. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE. NORMA IMPUGNADA CUJA REPERCUSSÃO NÃO SE RESTRINGE À ESFERA JURÍDICA DOS ASSOCIADOS DO REQUERENTE. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A A Constituição de 1988 ampliou consideravelmente a legitimidade ativa para provocar o controle normativo abstrato, reforçando a jurisdição constitucional por meio da democratização das suas vias de acesso. No caso de entidades de classe de âmbito nacional, a legitimidade deve observar três condicionantes procedimentais: a) homogeneidade entre os membros integrantes da entidade (ADI 108-QI, Rel. Min Celso de Mello, Plenário, DJ de 5/6/1992; ADI 146, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 19/12/2002); b) representatividade da categoria em sua totalidade e comprovação do caráter nacional da entidade, pela presença efetiva de associados em, pelo menos, nove estados-membros ADI 386, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D75-81E5-29A7-9A51 e senha 35AF-C276-2B87-ADD8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ADI 5419 AGR / DF 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; e c) pertinência temática entre os objetivos institucionais da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). 2. A presente ação direta de inconstitucionalidade tem por objeto os artigos 3º e 7º, I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. 3. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE é entidade associativa que representa servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade heterogênea. A qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas. 4. A repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringe à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirige a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionadas. Precedentes. 5. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/3/2019, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D75-81E5-29A7-9A51 e senha 35AF-C276-2B87-ADD8 Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; e c) pertinência temática entre os objetivos institucionais da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). 2. A presente ação direta de inconstitucionalidade tem por objeto os artigos 3º e 7º, I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. 3. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE é entidade associativa que representa servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade heterogênea. A qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas. 4. A repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringe à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirige a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionadas. Precedentes. 5. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/3/2019, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D75-81E5-29A7-9A51 e senha 35AF-C276-2B87-ADD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE contra decisão monocrática de minha lavra, cuja ementa possui o seguinte teor: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGOS 3º E 7º, I, DA LEI FEDERAL 13.135/2015. ALTERAÇÃO DO REGRAMENTO DA PENSÃO POR MORTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 1º, III; 5º, CAPUT E § 1º; 6º; 62; 194, PARÁGRAFO ÚNICO, I; 195, CAPUT E § 5º; 201, CAPUT E V; 226, CAPUT; E 246, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AÇÃO PROPOSTA POR ASSOCIAÇÃO DE CARÁTER ABRANGENTE QUE CONGREGA SERVIDORES PÚBLICOS DE DIVERSAS CARREIRAS QUE NÃO GUARDAM IDENTIDADE ENTRE SI. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE. NORMA IMPUGNADA CUJA REPERCUSSÃO NÃO SE RESTRINGE À ESFERA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE contra decisão monocrática de minha lavra, cuja ementa possui o seguinte teor: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGOS 3º E 7º, I, DA LEI FEDERAL 13.135/2015. ALTERAÇÃO DO REGRAMENTO DA PENSÃO POR MORTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 1º, III; 5º, CAPUT E § 1º; 6º; 62; 194, PARÁGRAFO ÚNICO, I; 195, CAPUT E § 5º; 201, CAPUT E V; 226, CAPUT; E 246, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AÇÃO PROPOSTA POR ASSOCIAÇÃO DE CARÁTER ABRANGENTE QUE CONGREGA SERVIDORES PÚBLICOS DE DIVERSAS CARREIRAS QUE NÃO GUARDAM IDENTIDADE ENTRE SI. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE. NORMA IMPUGNADA CUJA REPERCUSSÃO NÃO SE RESTRINGE À ESFERA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ADI 5419 AGR / DF JURÍDICA DOS ASSOCIADOS DO REQUERENTE. ENTIDADE QUE NÃO SE INCLUI NO ROL TAXATIVO DE LEGITIMADOS À PROPOSITURA DAS AÇÕES DE CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 103, IX, DA CONSTITUIÇÃO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. AÇÃO NÃO CONHECIDA.” (doc. 65) Em síntese, o agravante alegou preencher todos os requisitos para a propositura da presente ação direta de inconstitucionalidade, pois (i) haveria homogeneidade entre seus membros, pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado; e (ii) inexistiria entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. A Procuradora-Geral da República se manifestou no sentido do não provimento do agravo, nos termos da seguinte ementa, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO POR ILEGITIMIDADE ATIVA DO FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE DA ASSOCIAÇÃO. IMPROVIMENTO DO RECURSO. ÂMBITO NORMATIVO DA LEI 13.135/2015 ULTRAPASSA A ESFERA JURÍDICA DOS ASSOCIADOS. 1. O Fórum Nacional Permanente de Carreias Típicas de Estado por se tratar de entidade associativa que reúne servidores públicos de diversas carreiras não atende ao requisito da homogeneidade, essencial a caracterização da entidade de classe como legitimada ativa para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade. Precedentes. 2. As normas impugnadas alcançam todos os servidores públicos federais, de forma que eventual procedência terá o efeito de atingir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF JURÍDICA DOS ASSOCIADOS DO REQUERENTE. ENTIDADE QUE NÃO SE INCLUI NO ROL TAXATIVO DE LEGITIMADOS À PROPOSITURA DAS AÇÕES DE CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 103, IX, DA CONSTITUIÇÃO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. AÇÃO NÃO CONHECIDA.” (doc. 65) Em síntese, o agravante alegou preencher todos os requisitos para a propositura da presente ação direta de inconstitucionalidade, pois (i) haveria homogeneidade entre seus membros, pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado; e (ii) inexistiria entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. A Procuradora-Geral da República se manifestou no sentido do não provimento do agravo, nos termos da seguinte ementa, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO POR ILEGITIMIDADE ATIVA DO FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE DA ASSOCIAÇÃO. IMPROVIMENTO DO RECURSO. ÂMBITO NORMATIVO DA LEI 13.135/2015 ULTRAPASSA A ESFERA JURÍDICA DOS ASSOCIADOS. 1. O Fórum Nacional Permanente de Carreias Típicas de Estado por se tratar de entidade associativa que reúne servidores públicos de diversas carreiras não atende ao requisito da homogeneidade, essencial a caracterização da entidade de classe como legitimada ativa para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade. Precedentes. 2. As normas impugnadas alcançam todos os servidores públicos federais, de forma que eventual procedência terá o efeito de atingir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ADI 5419 AGR / DF outras classes de servidores não representados pela parte autora. - Parecer pelo improvimento do agravo.” (doc. 69) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF outras classes de servidores não representados pela parte autora. - Parecer pelo improvimento do agravo.” (doc. 69) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia posta em debate cinge-se a suposto vício de inconstitucionalidade dos artigos 3º e 7º, I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 1º, III; 5º, caput e § 1º; 6º; 62; 194, parágrafo único, I; 195, caput e § 5º; 201, caput e V; 226, caput; e 246, da Constituição Federal. Em juízo monocrático, não conheci a ação direta de inconstitucionalidade, por ilegitimidade ativa ad causam do requerente. Irresignado, o requerente interpôs o presente agravo regimental, aduzindo ser entidade associativa homogênea que congregaria pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado. Alegou, ademais, inexistir entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. Não merecem acolhida as pretensões do agravante. A Constituição de 1988 ampliou consideravelmente a legitimidade ativa para provocar o controle normativo abstrato, antes restrito ao Procurador-Geral da República. Pretendeu, assim, reforçar a jurisdição constitucional por meio da democratização das suas vias de acesso. A hipótese de habilitação que o requerente alega ostentar apresenta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia posta em debate cinge-se a suposto vício de inconstitucionalidade dos artigos 3º e 7º, I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 1º, III; 5º, caput e § 1º; 6º; 62; 194, parágrafo único, I; 195, caput e § 5º; 201, caput e V; 226, caput; e 246, da Constituição Federal. Em juízo monocrático, não conheci a ação direta de inconstitucionalidade, por ilegitimidade ativa ad causam do requerente. Irresignado, o requerente interpôs o presente agravo regimental, aduzindo ser entidade associativa homogênea que congregaria pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado. Alegou, ademais, inexistir entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. Não merecem acolhida as pretensões do agravante. A Constituição de 1988 ampliou consideravelmente a legitimidade ativa para provocar o controle normativo abstrato, antes restrito ao Procurador-Geral da República. Pretendeu, assim, reforçar a jurisdição constitucional por meio da democratização das suas vias de acesso. A hipótese de habilitação que o requerente alega ostentar apresenta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF previsão na parte final do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, que dispõe sobre os legitimados à propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade, na condição de “entidade de classe de âmbito nacional”. Ante a ausência de disciplina constitucional, coube ao Supremo Tribunal Federal, por meio de construção jurisprudencial, estabelecer algumas balizas interpretativas a respeito da atuação das entidades de classe de âmbito nacional no processo objetivo de controle de constitucionalidade. Assim, construíram-se as seguintes condicionantes procedimentais: a) a homogeneidade (dimensão positiva) ou, ao revés, a ausência de hibridismo (dimensão negativa) entre os membros integrantes da entidade, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas (ADI 108-QI, Rel. Min Celso de Mello, Plenário, DJ de 5/6/1992; ADI 146, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 19/12/2002); b) o atendimento ao requisito subjetivo de legitimação em sede de tutela coletiva (representatividade da “categoria” em sua totalidade) e ao requisito objetivo de “legitimação nacional” (comprovação do “caráter nacional” pela presença efetiva de associados – pessoas físicas e/ou jurídicas – em, pelo menos, nove Estados da Federação, em aplicação analógica do artigo 7º, § 1º, da Lei 9.096/1995). Vide: ADI 386, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; c) pertinência temática entre os objetivos institucionais/estatutários da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). Em conjunto, tais requisitos permitem a avaliação, caso a caso, da legitimidade ativa para a propositura das ações de controle concentrado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF previsão na parte final do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, que dispõe sobre os legitimados à propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade, na condição de “entidade de classe de âmbito nacional”. Ante a ausência de disciplina constitucional, coube ao Supremo Tribunal Federal, por meio de construção jurisprudencial, estabelecer algumas balizas interpretativas a respeito da atuação das entidades de classe de âmbito nacional no processo objetivo de controle de constitucionalidade. Assim, construíram-se as seguintes condicionantes procedimentais: a) a homogeneidade (dimensão positiva) ou, ao revés, a ausência de hibridismo (dimensão negativa) entre os membros integrantes da entidade, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas (ADI 108-QI, Rel. Min Celso de Mello, Plenário, DJ de 5/6/1992; ADI 146, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 19/12/2002); b) o atendimento ao requisito subjetivo de legitimação em sede de tutela coletiva (representatividade da “categoria” em sua totalidade) e ao requisito objetivo de “legitimação nacional” (comprovação do “caráter nacional” pela presença efetiva de associados – pessoas físicas e/ou jurídicas – em, pelo menos, nove Estados da Federação, em aplicação analógica do artigo 7º, § 1º, da Lei 9.096/1995). Vide: ADI 386, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; c) pertinência temática entre os objetivos institucionais/estatutários da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). Em conjunto, tais requisitos permitem a avaliação, caso a caso, da legitimidade ativa para a propositura das ações de controle concentrado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF É dizer, na hipótese do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, a apreciação da legitimação ativa não se verifica de maneira apriorística. In casu, a demanda foi proposta por entidade associativa que congrega entidades nacionais associativas e sindicais, representativas de carreiras ou de categorias funcionais que desenvolvam atividades essenciais e exclusivas do Estado brasileiro nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no âmbito do serviço público federal, estadual, distrital ou municipal (artigo 1º do estatuto social) e que tem por objeto, dentre outras atribuições, representar, judicial e extrajudicialmente, os direitos e interesses profissionais, institucionais e corporativos comuns, bem como os interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos das entidades filiadas (artigo 3º, IX, do estatuto social). O requerente alega ter como associados a Associação dos Analistas de Comércio Exterior - AACE (doc. 43); a Associação dos Diplomatas Brasileiros - ADB (doc. 44); a Associação dos Funcionários do IPEA - AFIPEA (doc. 45); a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais - ANADEF (doc. 46); a Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental - ANESP (doc. 47); a Associação Nacional dos Peritos Criminais - APCF (doc. 50); a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento - ASSECOR (doc. 51); a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais - FEBRAFITE (doc. 52); a Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais - FENAFIM (doc. 53); a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital - FENAFISCO (doc. 54); o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho - SINAIT (doc. 55); o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União - SINDILEGIS (doc. 57); o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários - SINDPFA (doc. 58); o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados - SINDSUSEP (doc. 59); o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional - SINPROFAZ (doc. 60); o Sindicato Nacional dos Auditores e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF É dizer, na hipótese do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, a apreciação da legitimação ativa não se verifica de maneira apriorística. In casu, a demanda foi proposta por entidade associativa que congrega entidades nacionais associativas e sindicais, representativas de carreiras ou de categorias funcionais que desenvolvam atividades essenciais e exclusivas do Estado brasileiro nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no âmbito do serviço público federal, estadual, distrital ou municipal (artigo 1º do estatuto social) e que tem por objeto, dentre outras atribuições, representar, judicial e extrajudicialmente, os direitos e interesses profissionais, institucionais e corporativos comuns, bem como os interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos das entidades filiadas (artigo 3º, IX, do estatuto social). O requerente alega ter como associados a Associação dos Analistas de Comércio Exterior - AACE (doc. 43); a Associação dos Diplomatas Brasileiros - ADB (doc. 44); a Associação dos Funcionários do IPEA - AFIPEA (doc. 45); a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais - ANADEF (doc. 46); a Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental - ANESP (doc. 47); a Associação Nacional dos Peritos Criminais - APCF (doc. 50); a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento - ASSECOR (doc. 51); a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais - FEBRAFITE (doc. 52); a Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais - FENAFIM (doc. 53); a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital - FENAFISCO (doc. 54); o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho - SINAIT (doc. 55); o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União - SINDILEGIS (doc. 57); o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários - SINDPFA (doc. 58); o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados - SINDSUSEP (doc. 59); o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional - SINPROFAZ (doc. 60); o Sindicato Nacional dos Auditores e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF Técnicos Federais de Finanças e Controle - UNACON Sindical (doc. 61); e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal - ADPF (doc. 63). Também foram apresentadas quatro listas de pessoas físicas sem a especificação das carreiras a que pertencem (docs. 48, 49, 56 e 62). Apesar da ampla interpretação pluralista da Constituição Federal por este Tribunal Constitucional, a legitimidade ativa das entidades de classe para a propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade somente estará concretizada quando presente a representatividade nacional de determinada categoria econômica ou profissional. Demais disso, esta Corte firmou entendimento no sentido de que entidades de caráter abrangente, que congregam distintas classes, carreiras ou categorias, mesmo supondo exercício de labor análogo, não dispõem de legitimidade para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3.787, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ de 9/10/2006). Assim, ao pretender abranger os servidores públicos integrantes das carreiras típicas de Estado, o requerente tenta vincular servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade associativa heterogênea. Como bem salientado pela Procuradora-Geral da República em seu parecer, a qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas, pois a adjetivação de atividade exclusiva de Estado é atribuição que visa definir prerrogativas desses servidores em relação aos demais agentes estatais, mas não cria um caráter unitário para os fins a que o requerente se propõe. Em sentido análogo, colaciono os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF Técnicos Federais de Finanças e Controle - UNACON Sindical (doc. 61); e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal - ADPF (doc. 63). Também foram apresentadas quatro listas de pessoas físicas sem a especificação das carreiras a que pertencem (docs. 48, 49, 56 e 62). Apesar da ampla interpretação pluralista da Constituição Federal por este Tribunal Constitucional, a legitimidade ativa das entidades de classe para a propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade somente estará concretizada quando presente a representatividade nacional de determinada categoria econômica ou profissional. Demais disso, esta Corte firmou entendimento no sentido de que entidades de caráter abrangente, que congregam distintas classes, carreiras ou categorias, mesmo supondo exercício de labor análogo, não dispõem de legitimidade para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3.787, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ de 9/10/2006). Assim, ao pretender abranger os servidores públicos integrantes das carreiras típicas de Estado, o requerente tenta vincular servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade associativa heterogênea. Como bem salientado pela Procuradora-Geral da República em seu parecer, a qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas, pois a adjetivação de atividade exclusiva de Estado é atribuição que visa definir prerrogativas desses servidores em relação aos demais agentes estatais, mas não cria um caráter unitário para os fins a que o requerente se propõe. Em sentido análogo, colaciono os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CARTORÁRIOS DA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO (ANDC). ENTIDADE QUE REPRESENTA COMPOSIÇÃO HETEROGÊNEA DE INTERESSES DE CATEGORIAS DIVERSAS. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. A Associação Nacional de Defesa dos Cartorários da Atividade Notarial e de Registro (ANDC) não possui legitimidade para a propositura de ações de controle concentrado de constitucionalidade, por congregar, entre seus associados, pessoas inseridas em contextos profissionais distintos, reunindo, ao mesmo tempo, delegatários de função pública e pessoas por eles contratados para atuar sob sua subordinação hierárquica. 2. A jurisprudência desta CORTE é pacífica no sentido de que a entidade associativa deve ser capaz de integrar, com plena abrangência (ADI 3617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; e ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU). 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ADI 5.071-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe de 2/2/2018) “Agravo regimental na ação direta de inconstitucionalidade. Associação heterogênea. Ilegitimidade ativa. Não preenchidos os requisitos do art. 103, IX, da CF/88. Jurisprudência da Corte. 1. A heterogeneidade da composição da autora, que admite serem suas associadas pessoas físicas de diversas categorias profissionais, empresas do setor da indústria e empresas do setor do comércio, conforme disposições estatutárias, faz com que ela não se enquadre como entidade de classe de âmbito nacional (art. 103, IX, da CF/88). Reconhecimento da ilegitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. 2. Agravo regimental não provido.” (ADI 4.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/8/2017) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CARTORÁRIOS DA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO (ANDC). ENTIDADE QUE REPRESENTA COMPOSIÇÃO HETEROGÊNEA DE INTERESSES DE CATEGORIAS DIVERSAS. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. A Associação Nacional de Defesa dos Cartorários da Atividade Notarial e de Registro (ANDC) não possui legitimidade para a propositura de ações de controle concentrado de constitucionalidade, por congregar, entre seus associados, pessoas inseridas em contextos profissionais distintos, reunindo, ao mesmo tempo, delegatários de função pública e pessoas por eles contratados para atuar sob sua subordinação hierárquica. 2. A jurisprudência desta CORTE é pacífica no sentido de que a entidade associativa deve ser capaz de integrar, com plena abrangência (ADI 3617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; e ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU). 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ADI 5.071-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe de 2/2/2018) “Agravo regimental na ação direta de inconstitucionalidade. Associação heterogênea. Ilegitimidade ativa. Não preenchidos os requisitos do art. 103, IX, da CF/88. Jurisprudência da Corte. 1. A heterogeneidade da composição da autora, que admite serem suas associadas pessoas físicas de diversas categorias profissionais, empresas do setor da indústria e empresas do setor do comércio, conforme disposições estatutárias, faz com que ela não se enquadre como entidade de classe de âmbito nacional (art. 103, IX, da CF/88). Reconhecimento da ilegitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. 2. Agravo regimental não provido.” (ADI 4.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/8/2017) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO POR ASSINATURA. HETEROGENEIDADE. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO CONHECIMENTO. A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura é formada por pessoas físicas e/ou jurídicas que se relacionem direta ou indiretamente com o setor de televisão por assinatura. Dessa forma, não é possível identificar uma classe definida de associados. Assim, configurada a heterogeneidade da associação autora, evidencia-se sua ilegitimidade para ajuizar a ação direta de inconstitucionalidade. Ação direta de inconstitucionalidade não conhecida.” (ADI 3.900, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 8/11/2011) “AGRAVO REGIMENTAL - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) - ILEGITIMIDADE ATIVA - ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL - NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/9/2011) Outrossim, ainda que fosse possível superar o óbice suprarreferido, verifica-se que a repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringem à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirigem a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO POR ASSINATURA. HETEROGENEIDADE. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO CONHECIMENTO. A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura é formada por pessoas físicas e/ou jurídicas que se relacionem direta ou indiretamente com o setor de televisão por assinatura. Dessa forma, não é possível identificar uma classe definida de associados. Assim, configurada a heterogeneidade da associação autora, evidencia-se sua ilegitimidade para ajuizar a ação direta de inconstitucionalidade. Ação direta de inconstitucionalidade não conhecida.” (ADI 3.900, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 8/11/2011) “AGRAVO REGIMENTAL - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) - ILEGITIMIDADE ATIVA - ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL - NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/9/2011) Outrossim, ainda que fosse possível superar o óbice suprarreferido, verifica-se que a repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringem à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirigem a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionada. Com efeito, se o ato normativo impugnado mediante ação direta de inconstitucionalidade repercute sobre a esfera jurídica de toda uma coletividade, não é legítimo permitir que associação representativa de apenas parcela dessa coletividade impugne a norma pela via do controle abstrato de constitucionalidade, pois eventual procedência da ação produzirá efeitos erga omnes, atingindo indistintamente todos os sujeitos compreendidos no âmbito ou universo subjetivo de validade da norma declarada inconstitucional (ADI 3.843, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/4/2008). Em sentido semelhante: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 18, INC. I, AL. A, DA LEI COMPLEMENTAR N. 75/1993 E ART. 1º DA RESOLUÇÃO N. 7/2005, DO CONSELHO SUPERIOR DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRERROGATIVA DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO SE SENTAR À DIREITA DO JUIZ. ILEGITIMIDADE ATIVA. DISPOSITIVOS IMPUGNADOS REPERCUTEM NA ESFERA JURÍDICA DE TODOS OS MAGISTRADOS NACIONAIS, NÃO APENAS DOS SUBSTITUÍDOS PELA ASSOCIAÇÃO AUTORA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE DAS NORMAS IMPUGNADAS À NORMA CONSTITUCIONAL. AÇÃO NÃO CONHECIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 3.962-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2014 - grifos meus) “Agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. Artigos 1º, 7º e 11 da Resolução nº 71, de 31 de março de 2009, do Conselho Nacional de Justiça. Norma que repercute sobre toda a magistratura nacional. Associação Nacional de Magistrados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionada. Com efeito, se o ato normativo impugnado mediante ação direta de inconstitucionalidade repercute sobre a esfera jurídica de toda uma coletividade, não é legítimo permitir que associação representativa de apenas parcela dessa coletividade impugne a norma pela via do controle abstrato de constitucionalidade, pois eventual procedência da ação produzirá efeitos erga omnes, atingindo indistintamente todos os sujeitos compreendidos no âmbito ou universo subjetivo de validade da norma declarada inconstitucional (ADI 3.843, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/4/2008). Em sentido semelhante: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 18, INC. I, AL. A, DA LEI COMPLEMENTAR N. 75/1993 E ART. 1º DA RESOLUÇÃO N. 7/2005, DO CONSELHO SUPERIOR DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRERROGATIVA DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO SE SENTAR À DIREITA DO JUIZ. ILEGITIMIDADE ATIVA. DISPOSITIVOS IMPUGNADOS REPERCUTEM NA ESFERA JURÍDICA DE TODOS OS MAGISTRADOS NACIONAIS, NÃO APENAS DOS SUBSTITUÍDOS PELA ASSOCIAÇÃO AUTORA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE DAS NORMAS IMPUGNADAS À NORMA CONSTITUCIONAL. AÇÃO NÃO CONHECIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 3.962-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2014 - grifos meus) “Agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. Artigos 1º, 7º e 11 da Resolução nº 71, de 31 de março de 2009, do Conselho Nacional de Justiça. Norma que repercute sobre toda a magistratura nacional. Associação Nacional de Magistrados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF Estaduais (ANAMAGES). Entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios. Parcela da categoria profissional. Ilegitimidade ativa. Agravo a que se nega provimento. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orientou-se no sentido de que não detém legitimidade ativa ad causam para o controle concentrado de constitucionalidade a associação que represente apenas parcela da categoria profissional sobre a qual repercute o ato normativo impugnado. Precedentes. 2. No caso presente, a Associação Nacional de Magistrados Estaduais (ANAMAGES), entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos Estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios (art. 2º, a, do Estatuto), impugna os arts. 1º, 7º e 11 da Resolução nº 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça, normas que repercutem sobre toda a magistratura nacional, restando evidente a ilegitimidade ativa da associação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.443-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 10/12/2014 - grifos meus) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF Estaduais (ANAMAGES). Entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios. Parcela da categoria profissional. Ilegitimidade ativa. Agravo a que se nega provimento. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orientou-se no sentido de que não detém legitimidade ativa ad causam para o controle concentrado de constitucionalidade a associação que represente apenas parcela da categoria profissional sobre a qual repercute o ato normativo impugnado. Precedentes. 2. No caso presente, a Associação Nacional de Magistrados Estaduais (ANAMAGES), entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos Estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios (art. 2º, a, do Estatuto), impugna os arts. 1º, 7º e 11 da Resolução nº 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça, normas que repercutem sobre toda a magistratura nacional, restando evidente a ilegitimidade ativa da associação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.443-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 10/12/2014 - grifos meus) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto Vogal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade do ente associativo. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial e revelada a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto do autor, descabe assentar a ilegitimidade a partir do fato de alcançar certo segmento, limitado. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B284-4AB5-B96B-0AFE e senha 49DD-7835-A01D-88B0 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade do ente associativo. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial e revelada a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto do autor, descabe assentar a ilegitimidade a partir do fato de alcançar certo segmento, limitado. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B284-4AB5-B96B-0AFE e senha 49DD-7835-A01D-88B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C6C-333F-AF46-AD8A e senha 0A7C-0189-8835-E2EE Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C6C-333F-AF46-AD8A e senha 0A7C-0189-8835-E2EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749507327
2019-03-22T00:00:00
2019-04-03T00:00:00
O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGOS 3º E 7º, I, DA LEI FEDERAL 13.135/2015. ALTERAÇÃO DO REGRAMENTO DA PENSÃO POR MORTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. AÇÃO PROPOSTA POR ASSOCIAÇÃO DE CARÁTER ABRANGENTE QUE CONGREGA SERVIDORES PÚBLICOS DE DIVERSAS CARREIRAS QUE NÃO GUARDAM IDENTIDADE ENTRE SI. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE. NORMA IMPUGNADA CUJA REPERCUSSÃO NÃO SE RESTRINGE À ESFERA JURÍDICA DOS ASSOCIADOS DO REQUERENTE. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A A Constituição de 1988 ampliou consideravelmente a legitimidade ativa para provocar o controle normativo abstrato, reforçando a jurisdição constitucional por meio da democratização das suas vias de acesso. No caso de entidades de classe de âmbito nacional, a legitimidade deve observar três condicionantes procedimentais: a) homogeneidade entre os membros integrantes da entidade (ADI 108-QI, Rel. Min Celso de Mello, Plenário, DJ de 5/6/1992; ADI 146, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 19/12/2002); b) representatividade da categoria em sua totalidade e comprovação do caráter nacional da entidade, pela presença efetiva de associados em, pelo menos, nove estados-membros ADI 386, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; e c) pertinência temática entre os objetivos institucionais da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). 2. A presente ação direta de inconstitucionalidade tem por objeto os artigos 3º e 7º, I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. 3. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE é entidade associativa que representa servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade heterogênea. A qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas. 4. A repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringe à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirige a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionadas. Precedentes. 5. Agravo não provido.
sjur401206
- Acórdão(s) citado(s): (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE DE CLASSE, HOMOGENEIDADE) ADI 3900 (TP), ADI 4230 AgR (TP), ADI 4660 AgR (TP), ADI 5071 AgR (TP), ADI 108 QO (TP), ADI 146 (TP). (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE DE CLASSE, REPRESENTATIVIDADE, ÂMBITO NACIONAL) ADI 386 (TP), ADI 1486 MC (TP). (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE DE CLASSE, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADI 1873 (TP). (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE DE CLASSE, REPRESENTAÇÃO, FRAÇÃO, CATEGORIA) ADI 3962 AgR (TP), ADI 4443 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE DE CLASSE, REPRESENTAÇÃO, FRAÇÃO, CATEGORIA) ADI 3843. (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, CONFEDERAÇÃO SINDICAL, REPRESENTAÇÃO, MULTIPLICIDADE, CATEGORIA) ADI 3787. - Veja art. 1º e art. 3º, IX, do Estatuto Social do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (FONACATE). Número de páginas: 15. Análise: 20/08/2019, AMA.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
5419
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 \"CAPUT\" \n PAR-00001 ART-00006 ART-00062 ART-00103 \n INC-00009 ART-00194 PAR-ÚNICO INC-00001 \n ART-00195 \"CAPUT\" PAR-00005 ART-00201 \n \"CAPUT\" INC-00005 ART-00226 \"CAPUT\" \n ART-00246\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009096 ANO-1995\n ART-00007 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013135 ANO-2015\n ART-00003 ART-00007 INC-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-000665 ANO-2014\n MEDIDA PROVISÓRIA - CONVERTIDA NA LEI-13135/2015" ]
ADI-AgR
acordaos
ADI 5419 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGOS 3... E 7..., I, DA LEI FEDERAL 13.135/2015. ALTERAÇÃO DO REGRAMENTO DA PENSÃO POR MORTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. AÇÃO PROPOSTA POR ASSOCIAÇÃO DE CARÁTER ABRANGENTE QUE CONGREGA SERVIDORES PÚBLICOS DE DIVERSAS CARREIRAS QUE NÃO GUARDAM IDENTIDADE ENTRE SI. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE. NORMA IMPUGNADA CUJA REPERCUSSÃO NÃO SE RESTRINGE À ESFERA JURÍDICA DOS ASSOCIADOS DO REQUERENTE. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A A Constituição de 1988 ampliou consideravelmente a legitimidade ativa para provocar o controle normativo abstrato, reforçando a jurisdição constitucional por meio da democratização das suas vias de acesso. No caso de entidades de classe de âmbito nacional, a legitimidade deve observar três condicionantes procedimentais: a) homogeneidade entre os membros integrantes da entidade (ADI 108-QI, Rel. Min Celso de Mello, Plenário, DJ de 5/6/1992; ADI 146, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 19/12/2002); b) representatividade da categoria em sua totalidade e comprovação do caráter nacional da entidade, pela presença efetiva de associados em, pelo menos, nove estados-membros ADI 386, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D75-81E5-29A7-9A51 e senha 35AF-C276-2B87-ADD8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ADI 5419 AGR / DF 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; e c) pertinência temática entre os objetivos institucionais da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). 2. A presente ação direta de inconstitucionalidade tem por objeto os artigos 3... e 7..., I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. 3. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE é entidade associativa que representa servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade heterogênea. A qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas. 4. A repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringe à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirige a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionadas. Precedentes. 5. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/3/2019, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D75-81E5-29A7-9A51 e senha 35AF-C276-2B87-ADD8 Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; e c) pertinência temática entre os objetivos institucionais da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). 2. A presente ação direta de inconstitucionalidade tem por objeto os artigos 3... e 7..., I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. 3. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE é entidade associativa que representa servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade heterogênea. A qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas. 4. A repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringe à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirige a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionadas. Precedentes. 5. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/3/2019, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D75-81E5-29A7-9A51 e senha 35AF-C276-2B87-ADD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE contra decisão monocrática de minha lavra, cuja ementa possui o seguinte teor: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGOS 3... E 7..., I, DA LEI FEDERAL 13.135/2015. ALTERAÇÃO DO REGRAMENTO DA PENSÃO POR MORTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 1..., III; 5..., CAPUT E § 1...; 6...; 62; 194, PARÁGRAFO ÚNICO, I; 195, CAPUT E § 5...; 201, CAPUT E V; 226, CAPUT; E 246, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AÇÃO PROPOSTA POR ASSOCIAÇÃO DE CARÁTER ABRANGENTE QUE CONGREGA SERVIDORES PÚBLICOS DE DIVERSAS CARREIRAS QUE NÃO GUARDAM IDENTIDADE ENTRE SI. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE. NORMA IMPUGNADA CUJA REPERCUSSÃO NÃO SE RESTRINGE À ESFERA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado - FONACATE contra decisão monocrática de minha lavra, cuja ementa possui o seguinte teor: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. ARTIGOS 3... E 7..., I, DA LEI FEDERAL 13.135/2015. ALTERAÇÃO DO REGRAMENTO DA PENSÃO POR MORTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTIGOS 1..., III; 5..., CAPUT E § 1...; 6...; 62; 194, PARÁGRAFO ÚNICO, I; 195, CAPUT E § 5...; 201, CAPUT E V; 226, CAPUT; E 246, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AÇÃO PROPOSTA POR ASSOCIAÇÃO DE CARÁTER ABRANGENTE QUE CONGREGA SERVIDORES PÚBLICOS DE DIVERSAS CARREIRAS QUE NÃO GUARDAM IDENTIDADE ENTRE SI. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE. NORMA IMPUGNADA CUJA REPERCUSSÃO NÃO SE RESTRINGE À ESFERA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ADI 5419 AGR / DF JURÍDICA DOS ASSOCIADOS DO REQUERENTE. ENTIDADE QUE NÃO SE INCLUI NO ROL TAXATIVO DE LEGITIMADOS À PROPOSITURA DAS AÇÕES DE CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 103, IX, DA CONSTITUIÇÃO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. AÇÃO NÃO CONHECIDA.” (doc. 65) Em síntese, o agravante alegou preencher todos os requisitos para a propositura da presente ação direta de inconstitucionalidade, pois (i) haveria homogeneidade entre seus membros, pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado; e (ii) inexistiria entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. A Procuradora-Geral da República se manifestou no sentido do não provimento do agravo, nos termos da seguinte ementa, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO POR ILEGITIMIDADE ATIVA DO FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE DA ASSOCIAÇÃO. IMPROVIMENTO DO RECURSO. ÂMBITO NORMATIVO DA LEI 13.135/2015 ULTRAPASSA A ESFERA JURÍDICA DOS ASSOCIADOS. 1. O Fórum Nacional Permanente de Carreias Típicas de Estado por se tratar de entidade associativa que reúne servidores públicos de diversas carreiras não atende ao requisito da homogeneidade, essencial a caracterização da entidade de classe como legitimada ativa para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade. Precedentes. 2. As normas impugnadas alcançam todos os servidores públicos federais, de forma que eventual procedência terá o efeito de atingir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF JURÍDICA DOS ASSOCIADOS DO REQUERENTE. ENTIDADE QUE NÃO SE INCLUI NO ROL TAXATIVO DE LEGITIMADOS À PROPOSITURA DAS AÇÕES DE CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 103, IX, DA CONSTITUIÇÃO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. AÇÃO NÃO CONHECIDA.” (doc. 65) Em síntese, o agravante alegou preencher todos os requisitos para a propositura da presente ação direta de inconstitucionalidade, pois (i) haveria homogeneidade entre seus membros, pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado; e (ii) inexistiria entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. A Procuradora-Geral da República se manifestou no sentido do não provimento do agravo, nos termos da seguinte ementa, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO POR ILEGITIMIDADE ATIVA DO FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE DA ASSOCIAÇÃO. IMPROVIMENTO DO RECURSO. ÂMBITO NORMATIVO DA LEI 13.135/2015 ULTRAPASSA A ESFERA JURÍDICA DOS ASSOCIADOS. 1. O Fórum Nacional Permanente de Carreias Típicas de Estado por se tratar de entidade associativa que reúne servidores públicos de diversas carreiras não atende ao requisito da homogeneidade, essencial a caracterização da entidade de classe como legitimada ativa para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade. Precedentes. 2. As normas impugnadas alcançam todos os servidores públicos federais, de forma que eventual procedência terá o efeito de atingir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ADI 5419 AGR / DF outras classes de servidores não representados pela parte autora. - Parecer pelo improvimento do agravo.” (doc. 69) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF outras classes de servidores não representados pela parte autora. - Parecer pelo improvimento do agravo.” (doc. 69) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC6B-410F-25F6-0D70 e senha 864D-3912-A242-70B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia posta em debate cinge-se a suposto vício de inconstitucionalidade dos artigos 3... e 7..., I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 1..., III; 5..., caput e § 1...; 6...; 62; 194, parágrafo único, I; 195, caput e § 5...; 201, caput e V; 226, caput; e 246, da Constituição Federal. Em juízo monocrático, não conheci a ação direta de inconstitucionalidade, por ilegitimidade ativa ad causam do requerente. Irresignado, o requerente interpôs o presente agravo regimental, aduzindo ser entidade associativa homogênea que congregaria pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado. Alegou, ademais, inexistir entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. Não merecem acolhida as pretensões do agravante. A Constituição de 1988 ampliou consideravelmente a legitimidade ativa para provocar o controle normativo abstrato, antes restrito ao Procurador-Geral da República. Pretendeu, assim, reforçar a jurisdição constitucional por meio da democratização das suas vias de acesso. A hipótese de habilitação que o requerente alega ostentar apresenta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia posta em debate cinge-se a suposto vício de inconstitucionalidade dos artigos 3... e 7..., I, da Lei federal 13.135/2015 (lei de conversão da Medida Provisória 665/2014), que alteraram o regramento da pensão por morte dos servidores públicos federais. Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 1..., III; 5..., caput e § 1...; 6...; 62; 194, parágrafo único, I; 195, caput e § 5...; 201, caput e V; 226, caput; e 246, da Constituição Federal. Em juízo monocrático, não conheci a ação direta de inconstitucionalidade, por ilegitimidade ativa ad causam do requerente. Irresignado, o requerente interpôs o presente agravo regimental, aduzindo ser entidade associativa homogênea que congregaria pessoas físicas e jurídicas cujos filiados desempenham funções típicas de Estado, assim entendidas como aquelas que detém previsão constitucional, indelegáveis ao particular e sem as quais o Estado não existiria ou seu modelo seria descaracterizado. Alegou, ademais, inexistir entidade representativa da totalidade dos servidores públicos federais capaz de impugnar as alterações no regime de pensão, em nome de todos eles. Não merecem acolhida as pretensões do agravante. A Constituição de 1988 ampliou consideravelmente a legitimidade ativa para provocar o controle normativo abstrato, antes restrito ao Procurador-Geral da República. Pretendeu, assim, reforçar a jurisdição constitucional por meio da democratização das suas vias de acesso. A hipótese de habilitação que o requerente alega ostentar apresenta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF previsão na parte final do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, que dispõe sobre os legitimados à propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade, na condição de “entidade de classe de âmbito nacional”. Ante a ausência de disciplina constitucional, coube ao Supremo Tribunal Federal, por meio de construção jurisprudencial, estabelecer algumas balizas interpretativas a respeito da atuação das entidades de classe de âmbito nacional no processo objetivo de controle de constitucionalidade. Assim, construíram-se as seguintes condicionantes procedimentais: a) a homogeneidade (dimensão positiva) ou, ao revés, a ausência de hibridismo (dimensão negativa) entre os membros integrantes da entidade, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas (ADI 108-QI, Rel. Min Celso de Mello, Plenário, DJ de 5/6/1992; ADI 146, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 19/12/2002); b) o atendimento ao requisito subjetivo de legitimação em sede de tutela coletiva (representatividade da “categoria” em sua totalidade) e ao requisito objetivo de “legitimação nacional” (comprovação do “caráter nacional” pela presença efetiva de associados – pessoas físicas e/ou jurídicas – em, pelo menos, nove Estados da Federação, em aplicação analógica do artigo 7..., § 1..., da Lei 9.096/1995). Vide: ADI 386, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; c) pertinência temática entre os objetivos institucionais/estatutários da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). Em conjunto, tais requisitos permitem a avaliação, caso a caso, da legitimidade ativa para a propositura das ações de controle concentrado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF previsão na parte final do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, que dispõe sobre os legitimados à propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade, na condição de “entidade de classe de âmbito nacional”. Ante a ausência de disciplina constitucional, coube ao Supremo Tribunal Federal, por meio de construção jurisprudencial, estabelecer algumas balizas interpretativas a respeito da atuação das entidades de classe de âmbito nacional no processo objetivo de controle de constitucionalidade. Assim, construíram-se as seguintes condicionantes procedimentais: a) a homogeneidade (dimensão positiva) ou, ao revés, a ausência de hibridismo (dimensão negativa) entre os membros integrantes da entidade, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas (ADI 108-QI, Rel. Min Celso de Mello, Plenário, DJ de 5/6/1992; ADI 146, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 19/12/2002); b) o atendimento ao requisito subjetivo de legitimação em sede de tutela coletiva (representatividade da “categoria” em sua totalidade) e ao requisito objetivo de “legitimação nacional” (comprovação do “caráter nacional” pela presença efetiva de associados – pessoas físicas e/ou jurídicas – em, pelo menos, nove Estados da Federação, em aplicação analógica do artigo 7..., § 1..., da Lei 9.096/1995). Vide: ADI 386, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 28/6/1991; e ADI 1.486-MC, Rel. Min. Moreira Alves, Plenário, DJ de 13/12/1996; c) pertinência temática entre os objetivos institucionais/estatutários da entidade postulante e a norma objeto da impugnação (ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ de 19/9/2003). Em conjunto, tais requisitos permitem a avaliação, caso a caso, da legitimidade ativa para a propositura das ações de controle concentrado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF É dizer, na hipótese do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, a apreciação da legitimação ativa não se verifica de maneira apriorística. In casu, a demanda foi proposta por entidade associativa que congrega entidades nacionais associativas e sindicais, representativas de carreiras ou de categorias funcionais que desenvolvam atividades essenciais e exclusivas do Estado brasileiro nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no âmbito do serviço público federal, estadual, distrital ou municipal (artigo 1... do estatuto social) e que tem por objeto, dentre outras atribuições, representar, judicial e extrajudicialmente, os direitos e interesses profissionais, institucionais e corporativos comuns, bem como os interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos das entidades filiadas (artigo 3..., IX, do estatuto social). O requerente alega ter como associados a Associação dos Analistas de Comércio Exterior - AACE (doc. 43); a Associação dos Diplomatas Brasileiros - ADB (doc. 44); a Associação dos Funcionários do IPEA - AFIPEA (doc. 45); a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais - ANADEF (doc. 46); a Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental - ANESP (doc. 47); a Associação Nacional dos Peritos Criminais - APCF (doc. 50); a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento - ASSECOR (doc. 51); a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais - FEBRAFITE (doc. 52); a Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais - FENAFIM (doc. 53); a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital - FENAFISCO (doc. 54); o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho - SINAIT (doc. 55); o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União - SINDILEGIS (doc. 57); o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários - SINDPFA (doc. 58); o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados - SINDSUSEP (doc. 59); o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional - SINPROFAZ (doc. 60); o Sindicato Nacional dos Auditores e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF É dizer, na hipótese do inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal, a apreciação da legitimação ativa não se verifica de maneira apriorística. In casu, a demanda foi proposta por entidade associativa que congrega entidades nacionais associativas e sindicais, representativas de carreiras ou de categorias funcionais que desenvolvam atividades essenciais e exclusivas do Estado brasileiro nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no âmbito do serviço público federal, estadual, distrital ou municipal (artigo 1... do estatuto social) e que tem por objeto, dentre outras atribuições, representar, judicial e extrajudicialmente, os direitos e interesses profissionais, institucionais e corporativos comuns, bem como os interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos das entidades filiadas (artigo 3..., IX, do estatuto social). O requerente alega ter como associados a Associação dos Analistas de Comércio Exterior - AACE (doc. 43); a Associação dos Diplomatas Brasileiros - ADB (doc. 44); a Associação dos Funcionários do IPEA - AFIPEA (doc. 45); a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais - ANADEF (doc. 46); a Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental - ANESP (doc. 47); a Associação Nacional dos Peritos Criminais - APCF (doc. 50); a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento - ASSECOR (doc. 51); a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais - FEBRAFITE (doc. 52); a Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais - FENAFIM (doc. 53); a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital - FENAFISCO (doc. 54); o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho - SINAIT (doc. 55); o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União - SINDILEGIS (doc. 57); o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários - SINDPFA (doc. 58); o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados - SINDSUSEP (doc. 59); o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional - SINPROFAZ (doc. 60); o Sindicato Nacional dos Auditores e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF Técnicos Federais de Finanças e Controle - UNACON Sindical (doc. 61); e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal - ADPF (doc. 63). Também foram apresentadas quatro listas de pessoas físicas sem a especificação das carreiras a que pertencem (docs. 48, 49, 56 e 62). Apesar da ampla interpretação pluralista da Constituição Federal por este Tribunal Constitucional, a legitimidade ativa das entidades de classe para a propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade somente estará concretizada quando presente a representatividade nacional de determinada categoria econômica ou profissional. Demais disso, esta Corte firmou entendimento no sentido de que entidades de caráter abrangente, que congregam distintas classes, carreiras ou categorias, mesmo supondo exercício de labor análogo, não dispõem de legitimidade para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3.787, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ de 9/10/2006). Assim, ao pretender abranger os servidores públicos integrantes das carreiras típicas de Estado, o requerente tenta vincular servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade associativa heterogênea. Como bem salientado pela Procuradora-Geral da República em seu parecer, a qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas, pois a adjetivação de atividade exclusiva de Estado é atribuição que visa definir prerrogativas desses servidores em relação aos demais agentes estatais, mas não cria um caráter unitário para os fins a que o requerente se propõe. Em sentido análogo, colaciono os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF Técnicos Federais de Finanças e Controle - UNACON Sindical (doc. 61); e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal - ADPF (doc. 63). Também foram apresentadas quatro listas de pessoas físicas sem a especificação das carreiras a que pertencem (docs. 48, 49, 56 e 62). Apesar da ampla interpretação pluralista da Constituição Federal por este Tribunal Constitucional, a legitimidade ativa das entidades de classe para a propositura das ações de controle concentrado de constitucionalidade somente estará concretizada quando presente a representatividade nacional de determinada categoria econômica ou profissional. Demais disso, esta Corte firmou entendimento no sentido de que entidades de caráter abrangente, que congregam distintas classes, carreiras ou categorias, mesmo supondo exercício de labor análogo, não dispõem de legitimidade para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 3.787, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJ de 9/10/2006). Assim, ao pretender abranger os servidores públicos integrantes das carreiras típicas de Estado, o requerente tenta vincular servidores públicos de diversas carreiras ou segmentos de carreiras que não guardam identidade entre si, sendo, por tal razão, entidade associativa heterogênea. Como bem salientado pela Procuradora-Geral da República em seu parecer, a qualificação como servidores que desempenham atividades exclusivas de Estado não traz a identidade necessária para que as careiras sejam consideradas homogêneas, pois a adjetivação de atividade exclusiva de Estado é atribuição que visa definir prerrogativas desses servidores em relação aos demais agentes estatais, mas não cria um caráter unitário para os fins a que o requerente se propõe. Em sentido análogo, colaciono os seguintes julgados: “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CARTORÁRIOS DA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO (ANDC). ENTIDADE QUE REPRESENTA COMPOSIÇÃO HETEROGÊNEA DE INTERESSES DE CATEGORIAS DIVERSAS. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. A Associação Nacional de Defesa dos Cartorários da Atividade Notarial e de Registro (ANDC) não possui legitimidade para a propositura de ações de controle concentrado de constitucionalidade, por congregar, entre seus associados, pessoas inseridas em contextos profissionais distintos, reunindo, ao mesmo tempo, delegatários de função pública e pessoas por eles contratados para atuar sob sua subordinação hierárquica. 2. A jurisprudência desta CORTE é pacífica no sentido de que a entidade associativa deve ser capaz de integrar, com plena abrangência (ADI 3617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; e ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU). 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ADI 5.071-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe de 2/2/2018) “Agravo regimental na ação direta de inconstitucionalidade. Associação heterogênea. Ilegitimidade ativa. Não preenchidos os requisitos do art. 103, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Jurisprudência da Corte. 1. A heterogeneidade da composição da autora, que admite serem suas associadas pessoas físicas de diversas categorias profissionais, empresas do setor da indústria e empresas do setor do comércio, conforme disposições estatutárias, faz com que ela não se enquadre como entidade de classe de âmbito nacional (art. 103, IX, da Constituição Federal de 1988/88). Reconhecimento da ilegitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. 2. Agravo regimental não provido.” (ADI 4.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/8/2017) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CARTORÁRIOS DA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO (ANDC). ENTIDADE QUE REPRESENTA COMPOSIÇÃO HETEROGÊNEA DE INTERESSES DE CATEGORIAS DIVERSAS. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. 1. A Associação Nacional de Defesa dos Cartorários da Atividade Notarial e de Registro (ANDC) não possui legitimidade para a propositura de ações de controle concentrado de constitucionalidade, por congregar, entre seus associados, pessoas inseridas em contextos profissionais distintos, reunindo, ao mesmo tempo, delegatários de função pública e pessoas por eles contratados para atuar sob sua subordinação hierárquica. 2. A jurisprudência desta CORTE é pacífica no sentido de que a entidade associativa deve ser capaz de integrar, com plena abrangência (ADI 3617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI; e ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU). 3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (ADI 5.071-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe de 2/2/2018) “Agravo regimental na ação direta de inconstitucionalidade. Associação heterogênea. Ilegitimidade ativa. Não preenchidos os requisitos do art. 103, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Jurisprudência da Corte. 1. A heterogeneidade da composição da autora, que admite serem suas associadas pessoas físicas de diversas categorias profissionais, empresas do setor da indústria e empresas do setor do comércio, conforme disposições estatutárias, faz com que ela não se enquadre como entidade de classe de âmbito nacional (art. 103, IX, da Constituição Federal de 1988/88). Reconhecimento da ilegitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. 2. Agravo regimental não provido.” (ADI 4.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/8/2017) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO POR ASSINATURA. HETEROGENEIDADE. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO CONHECIMENTO. A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura é formada por pessoas físicas e/ou jurídicas que se relacionem direta ou indiretamente com o setor de televisão por assinatura. Dessa forma, não é possível identificar uma classe definida de associados. Assim, configurada a heterogeneidade da associação autora, evidencia-se sua ilegitimidade para ajuizar a ação direta de inconstitucionalidade. Ação direta de inconstitucionalidade não conhecida.” (ADI 3.900, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 8/11/2011) “AGRAVO REGIMENTAL - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) - ILEGITIMIDADE ATIVA - ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL - NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/9/2011) Outrossim, ainda que fosse possível superar o óbice suprarreferido, verifica-se que a repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringem à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirigem a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO POR ASSINATURA. HETEROGENEIDADE. ILEGITIMIDADE ATIVA. NÃO CONHECIMENTO. A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura é formada por pessoas físicas e/ou jurídicas que se relacionem direta ou indiretamente com o setor de televisão por assinatura. Dessa forma, não é possível identificar uma classe definida de associados. Assim, configurada a heterogeneidade da associação autora, evidencia-se sua ilegitimidade para ajuizar a ação direta de inconstitucionalidade. Ação direta de inconstitucionalidade não conhecida.” (ADI 3.900, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 8/11/2011) “AGRAVO REGIMENTAL - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) - ILEGITIMIDADE ATIVA - ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL - NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 14/9/2011) Outrossim, ainda que fosse possível superar o óbice suprarreferido, verifica-se que a repercussão dos dispositivos legais ora impugnados não se restringem à esfera jurídica dos associados do requerente, pois se dirigem a todos servidores públicos federais, ao passo que o requerente 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionada. Com efeito, se o ato normativo impugnado mediante ação direta de inconstitucionalidade repercute sobre a esfera jurídica de toda uma coletividade, não é legítimo permitir que associação representativa de apenas parcela dessa coletividade impugne a norma pela via do controle abstrato de constitucionalidade, pois eventual procedência da ação produzirá efeitos erga omnes, atingindo indistintamente todos os sujeitos compreendidos no âmbito ou universo subjetivo de validade da norma declarada inconstitucional (ADI 3.843, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/4/2008). Em sentido semelhante: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 18, INC. I, AL. A, DA LEI COMPLEMENTAR N. 75/1993 E ART. 1... DA RESOLUÇÃO N. 7/2005, DO CONSELHO SUPERIOR DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRERROGATIVA DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO SE SENTAR À DIREITA DO JUIZ. ILEGITIMIDADE ATIVA. DISPOSITIVOS IMPUGNADOS REPERCUTEM NA ESFERA JURÍDICA DE TODOS OS MAGISTRADOS NACIONAIS, NÃO APENAS DOS SUBSTITUÍDOS PELA ASSOCIAÇÃO AUTORA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE DAS NORMAS IMPUGNADAS À NORMA CONSTITUCIONAL. AÇÃO NÃO CONHECIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 3.962-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2014 - grifos meus) “Agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. Artigos 1..., 7... e 11 da Resolução n 71, de 31 de março de 2009, do Conselho Nacional de Justiça. Norma que repercute sobre toda a magistratura nacional. Associação Nacional de Magistrados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF representa apenas parcela dos servidores que integram as diversas carreiras existentes no serviço público federal. Dessa forma, o requerente carece de representatividade adequada para impugnar as normas questionada. Com efeito, se o ato normativo impugnado mediante ação direta de inconstitucionalidade repercute sobre a esfera jurídica de toda uma coletividade, não é legítimo permitir que associação representativa de apenas parcela dessa coletividade impugne a norma pela via do controle abstrato de constitucionalidade, pois eventual procedência da ação produzirá efeitos erga omnes, atingindo indistintamente todos os sujeitos compreendidos no âmbito ou universo subjetivo de validade da norma declarada inconstitucional (ADI 3.843, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/4/2008). Em sentido semelhante: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 18, INC. I, AL. A, DA LEI COMPLEMENTAR N. 75/1993 E ART. 1... DA RESOLUÇÃO N. 7/2005, DO CONSELHO SUPERIOR DA JUSTIÇA DO TRABALHO. PRERROGATIVA DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO SE SENTAR À DIREITA DO JUIZ. ILEGITIMIDADE ATIVA. DISPOSITIVOS IMPUGNADOS REPERCUTEM NA ESFERA JURÍDICA DE TODOS OS MAGISTRADOS NACIONAIS, NÃO APENAS DOS SUBSTITUÍDOS PELA ASSOCIAÇÃO AUTORA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE DAS NORMAS IMPUGNADAS À NORMA CONSTITUCIONAL. AÇÃO NÃO CONHECIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 3.962-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 11/12/2014 - grifos meus) “Agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. Artigos 1..., 7... e 11 da Resolução n 71, de 31 de março de 2009, do Conselho Nacional de Justiça. Norma que repercute sobre toda a magistratura nacional. Associação Nacional de Magistrados 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5419 AGR / DF Estaduais (ANAMAGES). Entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios. Parcela da categoria profissional. Ilegitimidade ativa. Agravo a que se nega provimento. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orientou-se no sentido de que não detém legitimidade ativa ad causam para o controle concentrado de constitucionalidade a associação que represente apenas parcela da categoria profissional sobre a qual repercute o ato normativo impugnado. Precedentes. 2. No caso presente, a Associação Nacional de Magistrados Estaduais (ANAMAGES), entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos Estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios (art. 2..., a, do Estatuto), impugna os arts. 1..., 7... e 11 da Resolução n 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça, normas que repercutem sobre toda a magistratura nacional, restando evidente a ilegitimidade ativa da associação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.443-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 10/12/2014 - grifos meus) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Supremo Tribunal Federal ADI 5419 AGR / DF Estaduais (ANAMAGES). Entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios. Parcela da categoria profissional. Ilegitimidade ativa. Agravo a que se nega provimento. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orientou-se no sentido de que não detém legitimidade ativa ad causam para o controle concentrado de constitucionalidade a associação que represente apenas parcela da categoria profissional sobre a qual repercute o ato normativo impugnado. Precedentes. 2. No caso presente, a Associação Nacional de Magistrados Estaduais (ANAMAGES), entidade representativa dos interesses dos magistrados que integram a Justiça dos Estados da Federação e do Distrito Federal e Territórios (art. 2..., a, do Estatuto), impugna os arts. 1..., 7... e 11 da Resolução n 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça, normas que repercutem sobre toda a magistratura nacional, restando evidente a ilegitimidade ativa da associação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.443-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 10/12/2014 - grifos meus) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570B-357B-D767-26F5 e senha A366-5D94-B807-E09D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto Vogal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade do ente associativo. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial e revelada a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto do autor, descabe assentar a ilegitimidade a partir do fato de alcançar certo segmento, limitado. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B284-4AB5-B96B-0AFE e senha 49DD-7835-A01D-88B0 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) :ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade do ente associativo. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial e revelada a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto do autor, descabe assentar a ilegitimidade a partir do fato de alcançar certo segmento, limitado. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B284-4AB5-B96B-0AFE e senha 49DD-7835-A01D-88B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C6C-333F-AF46-AD8A e senha 0A7C-0189-8835-E2EE Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.419 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO, FONACATE ADV.(A/S) : ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO (09930/DF, 154525/MG) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C6C-333F-AF46-AD8A e senha 0A7C-0189-8835-E2EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 419", "ADI 108 - QI", "ADI 146", "ADI 386", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 1 . 486 - MC", "ADI 1 . 873", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 1 . 486 - MC", "ADI 1 . 873", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 419", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 419", "ADI 5419", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 108 - QI", "ADI 146", "ADI 386", "ADI 1 . 486 - MC", "ADI 1 . 873", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 108 - QI", "ADI 146", "ADI 386", "ADI 1 . 486 - MC", "ADI 1 . 873", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 5419", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 3 . 787", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 3 . 787", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 3617 AgR", "ADI 4 . 231 - AgR", "ADI 4 . 230 AgR", "ADI 4 . 009", "ADI 5 . 071 - AgR", "ADI 4 . 660 - AgR", "ADI 5419", "ADI 3617 AgR", "ADI 4 . 231 - AgR", "ADI 4 . 230 AgR", "ADI 4 . 009", "ADI 5 . 071 - AgR", "ADI 4 . 660 - AgR", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 3 . 900", "ADI 4 . 230 - AgR", "ADI 5419", "ADI 3 . 900", "ADI 4 . 230 - AgR", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 3 . 843", "ADI 3 . 962 - AgR", "ADI 5419 AGR /", "ADI 3 . 843", "ADI 3 . 962 - AgR", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 4 . 443 - AgR", "ADI 5419 AGR / DF", "ADI 4 . 443 - AgR", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 419", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 419", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 .", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 419" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 3 . . . E 7 . . . , I , DA LEI FEDERAL 13 . 135 / 2015", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Lei federal 13 . 135 / 2015", "Medida Provisória 665 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 3 . . . e 7 . . . , I , da Lei federal 13 . 135 / 2015", "Medida Provisória 665 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 3 . . . E 7 . . . , I , DA", "LEI FEDERAL 13 . 135 / 2015", "ARTIGOS", "246 , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 3 . . . E 7 . . . , I , DA LEI FEDERAL 13 . 135 / 2015", "ARTIGOS 1 . . . , III ; 5 . . . , CAPUT E", "62 ; 194 , PARÁGRAFO ÚNICO , I ; 195 , CAPUT E § 5 . . . ;", "201 , CAPUT E V ; 226 , CAPUT ; E 246 , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 103 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "LEI 13 . 135 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 103 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "LEI 13 . 135 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 3 . . . e 7 . . . , I , da Lei federal 13 . 135 / 2015", "Medida Provisória 665 / 2014", "artigos", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 3 . . . e 7 . . . , I , da Lei federal 13 . 135 / 2015", "Medida Provisória 665 / 2014", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal", "artigo 7 . . . , § 1 . . . , da Lei 9 . 096 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal", "artigo 7 . . . , § 1 . . . , da Lei 9 . 096 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do artigo 103 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "IX do artigo 103 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , ‘ parte final ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , ‘ parte final ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 18 , INC . I , AL . A , DA LEI COMPLEMENTAR N . 75 / 1993", "RESOLUÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 18 , INC . I , AL . A , DA", "LEI COMPLEMENTAR N . 75 / 1993", "RESOLUÇÃO N . 7 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , 7 . . . e 11 da Resolução n 71 / 2009 do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO", "FONACATE", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado", "FONACATE", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Fórum Nacional Permanente de Carreiras", "FONACATE", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado", "FONACATE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado", "FONACATE", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradora", "Geral", "FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE", "Fórum Nacional Permanente de Carreias Típicas de Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO", "Fórum Nacional Permanente de Carreias Típicas de Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Analistas de Comércio Exterior", "AACE", "Associação dos Diplomatas Brasileiros", "ADB", "Associação dos Funcionários do IPEA", "AFIPEA", "Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais", "ANADEF", "Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental", "ANESP", "Associação Nacional dos Peritos Criminais", "APCF", "Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento", "ASSECOR", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais", "FENAFIM", "Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital", "FENAFISCO", "Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho", "SINAIT", "Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal", "SINDILEGIS", "Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários", "SINDPFA", "Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados", "SINDSUSEP", "Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional", "SINPROFAZ", "Sindicato Nacional dos Auditores e 3", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Associação dos Analistas de Comércio Exterior", "AACE", "Associação dos Diplomatas Brasileiros", "ADB", "Associação dos Funcionários do IPEA", "AFIPEA", "Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais", "ANADEF", "Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental", "ANESP", "Associação Nacional dos Peritos Criminais", "APCF", "Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento", "ASSECOR", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais", "FENAFIM", "Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital", "FENAFISCO", "Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho", "SINAIT", "Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal", "SINDILEGIS", "Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários", "SINDPFA", "Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados", "SINDSUSEP", "Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional", "SINPROFAZ", "Sindicato Nacional dos Auditores", "Supremo Tribunal Federal", "UNACON", "Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal", "ADPF", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNACON", "Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal", "ADPF", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS CARTORÁRIOS DA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO", "ANDC", "Associação Nacional de Defesa dos Cartorários da Atividade Notarial e de Registro", "ANDC", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "ANDC", "Associação Nacional de Defesa dos Cartorários da Atividade Notarial e de Registro", "ANDC", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO POR ASSINATURA", "Associação Brasileira de Televisão por Assinatura", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEVISÃO POR", "Associação Brasileira de", "Televisão por Assinatura", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO SUPERIOR DA JUSTIÇA DO TRABALHO", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Conselho Nacional de Justiça", "Associação Nacional de Magistrados", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO SUPERIOR DA JUSTIÇA DO TRABALHO", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Plenário", "Conselho Nacional de Justiça", "Associação Nacional de Magistrados", "Supremo Tribunal Federal", "ANAMAGES", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional de Magistrados Estaduais", "ANAMAGES", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ANAMAGES", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional de Magistrados Estaduais", "ANAMAGES", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DE CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "FÓRUM", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FÓRUM", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FÓRUM NACIONAL", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "Celso de Mello", "Maurício Corrêa", "Sydney Sanches", "Moreira Alves", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Moreira Alves", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Maurício Corrêa", "Sydney Sanches", "Moreira Alves", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Maurício Corrêa", "Sydney Sanches", "Moreira Alves", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "CEZAR", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "CEZAR PELUSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ANTONIO TORREAO BRAZ FILHO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "5", "/", "6", "/", "1992", "19", "/", "12", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "1991", "13", "/", "12", "/", "1996", "19", "/", "9", "/", "2003", "15", "21", "/", "3", "/", "2019", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "1991", "13", "/", "12", "/", "1996", "19", "/", "9", "/", "2003", "15", "21", "/", "3", "/", "2019", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "1992", "19", "/", "12", "/", "2002", "28", "/", "6", "/", "1991", "13", "/", "12", "/", "1996", "19", "/", "9", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "6", "/", "1992", "19", "/", "12", "/", "2002", "28", "/", "6", "/", "1991", "13", "/", "12", "/", "1996", "19", "/", "9", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "10", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "10", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "2014", "2", "/", "2", "/", "2018", "14", "/", "8", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "2014", "2", "/", "2", "/", "2018", "14", "/", "8", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "2011", "14", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "2011", "14", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "4", "/", "2008", "11", "/", "12", "/", "2014", "31 de março de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "4", "/", "2008", "11", "/", "12", "/", "2014", "31 de março de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) :ANDERSON SEGURA DELPINO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Uma vez assentada a integração a grupo criminoso, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – CUMPRIMENTO – PRISÃO DOMICILIAR EXCEPCIONALIDADE. O cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional enquadrável em previsão legal. PENA – REGIME FECHADO – ARTIGO 1º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/1990 – INCONSTITUCIONALIDADE. A imposição do regime inicial fechado, tal como prevista na Lei de Crimes Hediondos, é inconstitucional, considerado o princípio da individualização da pena. Precedente: habeas corpus nº 111.840, relator ministro Dias Toffoli, julgado pelo Pleno em 27 de junho de 2012, acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de dezembro de 2013. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA26-4780-2729-7F91 e senha 943E-F431-3C07-D5ED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 147271 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA26-4780-2729-7F91 e senha 943E-F431-3C07-D5ED Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA26-4780-2729-7F91 e senha 943E-F431-3C07-D5ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) :ANDERSON SEGURA DELPINO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0007225-39.2011.8.26.0664, condenou a paciente em virtude do cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, estabeleceu a pena- base 1/4 acima do mínimo previsto para o tipo, fixando-a em 6 anos e 3 meses de reclusão. Entendeu negativas as circunstâncias judicias relativas à natureza e quantidade da substância apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Destacou não haver agravantes e atenuantes. Consignou incabível a observância da causa de diminuição prevista no § 4º do citado artigo 33, referindo-se à quantidade de entorpecente, à dedicação a atividades delitivas e à relação estreita com o crime organizado. A sanção final ficou em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) :ANDERSON SEGURA DELPINO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0007225-39.2011.8.26.0664, condenou a paciente em virtude do cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, estabeleceu a pena- base 1/4 acima do mínimo previsto para o tipo, fixando-a em 6 anos e 3 meses de reclusão. Entendeu negativas as circunstâncias judicias relativas à natureza e quantidade da substância apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Destacou não haver agravantes e atenuantes. Consignou incabível a observância da causa de diminuição prevista no § 4º do citado artigo 33, referindo-se à quantidade de entorpecente, à dedicação a atividades delitivas e à relação estreita com o crime organizado. A sanção final ficou em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 147271 / SP anos e 3 meses de reclusão e 625 dias-multa, em regime inicial fechado, presente o § 1º do artigo 2º da Lei nº 8.072/1990. A Décima Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal local proveu parcialmente a apelação interposta pela defesa, para redimensionar a pena do corréu, mantendo a sentença no tocante à paciente. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 391.753/SP, tendo o Relator indeferido a liminar. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Apontam aspectos pessoais favoráveis da paciente – primariedade, residência fixa e bons costumes. Sustentam a viabilidade de observância do § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, alegando estarem presentes os requisitos objetivos e subjetivos. Consoante argumentam, com a redução da pena, a paciente terá direito à imposição de regime de cumprimento mais brando, à substituição da sanção privativa da liberdade por restritiva de direito ou à possível conversão em custódia domiciliar. Aduzem que deveria ser fixado regime de cumprimento de pena mais brando, ante a condenação a pena inferior a 8 anos e a ausência de condições judicias desfavoráveis previstas no artigo 59 do Código Penal. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a incidência, no grau máximo, da causa de diminuição e, se indeferida, a conversão da custódia para a modalidade prisional domiciliar. Buscam, alfim, a confirmação da providência e, sucessivamente, a fixação de regime de cumprimento de pena menos gravoso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP anos e 3 meses de reclusão e 625 dias-multa, em regime inicial fechado, presente o § 1º do artigo 2º da Lei nº 8.072/1990. A Décima Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal local proveu parcialmente a apelação interposta pela defesa, para redimensionar a pena do corréu, mantendo a sentença no tocante à paciente. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 391.753/SP, tendo o Relator indeferido a liminar. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Apontam aspectos pessoais favoráveis da paciente – primariedade, residência fixa e bons costumes. Sustentam a viabilidade de observância do § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, alegando estarem presentes os requisitos objetivos e subjetivos. Consoante argumentam, com a redução da pena, a paciente terá direito à imposição de regime de cumprimento mais brando, à substituição da sanção privativa da liberdade por restritiva de direito ou à possível conversão em custódia domiciliar. Aduzem que deveria ser fixado regime de cumprimento de pena mais brando, ante a condenação a pena inferior a 8 anos e a ausência de condições judicias desfavoráveis previstas no artigo 59 do Código Penal. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a incidência, no grau máximo, da causa de diminuição e, se indeferida, a conversão da custódia para a modalidade prisional domiciliar. Buscam, alfim, a confirmação da providência e, sucessivamente, a fixação de regime de cumprimento de pena menos gravoso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 147271 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, no dia 9 de setembro de 2017, revelou a ocorrência do trânsito em julgado da sentença condenatória em 11 de dezembro de 2014. Vossa Excelência, no dia 18 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar, até a análise do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto de cumprimento da sanção, ou o aberto, caso a paciente já tivesse sido beneficiada pela progressão de regime. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. Sucessivamente, opina pelo deferimento parcial da ordem, para que o Tribunal estadual, afastado o óbice da Lei nº 8.072/1990, estabeleça o regime inicial de cumprimento de pena adequado, utilizando-se de fundamentação concreta. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas está concluso para julgamento. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, no dia 9 de setembro de 2017, revelou a ocorrência do trânsito em julgado da sentença condenatória em 11 de dezembro de 2014. Vossa Excelência, no dia 18 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar, até a análise do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto de cumprimento da sanção, ou o aberto, caso a paciente já tivesse sido beneficiada pela progressão de regime. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. Sucessivamente, opina pelo deferimento parcial da ordem, para que o Tribunal estadual, afastado o óbice da Lei nº 8.072/1990, estabeleça o regime inicial de cumprimento de pena adequado, utilizando-se de fundamentação concreta. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas está concluso para julgamento. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 18 de outubro de 2017, quando do acolhimento do pedido de medida acauteladora: […] 2. O Juízo, ao estabelecer a pena-base, presente o mínimo de 5 anos e o máximo de 15, veio a fixá-la em 6 anos e 3 meses. Assentou desfavoráveis as circunstâncias judiciais, reportando- se à quantidade de droga apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Na terceira fase, afastou a causa de diminuição versada no § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, dizendo da relação estreita da paciente com o crime organizado, ante a quantidade de entorpecente encontrado. Não há ilegalidade a ser sanada. Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Execuções Penais, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. Vejam que o disposto no artigo 318 do Código de Processo Penal tem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 18 de outubro de 2017, quando do acolhimento do pedido de medida acauteladora: […] 2. O Juízo, ao estabelecer a pena-base, presente o mínimo de 5 anos e o máximo de 15, veio a fixá-la em 6 anos e 3 meses. Assentou desfavoráveis as circunstâncias judiciais, reportando- se à quantidade de droga apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Na terceira fase, afastou a causa de diminuição versada no § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, dizendo da relação estreita da paciente com o crime organizado, ante a quantidade de entorpecente encontrado. Não há ilegalidade a ser sanada. Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Execuções Penais, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. Vejam que o disposto no artigo 318 do Código de Processo Penal tem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147271 / SP aplicação em casos de prisão preventiva, sendo incabível quando presente execução de título condenatório alcançado pela preclusão maior. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial fechado. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Surge relevante o que articulado quanto ao regime de cumprimento da pena. O Juízo evocou o § 1º do artigo 2º da Lei nº 8.072/1990 para impor o fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus nº 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu pela inconstitucionalidade desse preceito. O regime deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal, mostrando-se a sentença, nesse ponto, carente de fundamentação. […] Defiro a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0007225-39.2011.8.26.0664. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP aplicação em casos de prisão preventiva, sendo incabível quando presente execução de título condenatório alcançado pela preclusão maior. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial fechado. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Surge relevante o que articulado quanto ao regime de cumprimento da pena. O Juízo evocou o § 1º do artigo 2º da Lei nº 8.072/1990 para impor o fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus nº 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu pela inconstitucionalidade desse preceito. O regime deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal, mostrando-se a sentença, nesse ponto, carente de fundamentação. […] Defiro a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0007225-39.2011.8.26.0664. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Marco Aurélio. Aqui, é quase 1 kg de crack, mas fico no conhecimento, incidência da Súmula 691. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1BE-25DF-70D1-253E e senha 8D81-44B3-0C77-B80F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Marco Aurélio. Aqui, é quase 1 kg de crack, mas fico no conhecimento, incidência da Súmula 691. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1BE-25DF-70D1-253E e senha 8D81-44B3-0C77-B80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, vou pedir vênia à divergência, ressalvar minha posição quanto ao cabimento e acompanhar o Ministro Marco Aurélio no regime semiaberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3460-70A0-C73C-2169 e senha D8FB-B39F-A824-69DA Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, vou pedir vênia à divergência, ressalvar minha posição quanto ao cabimento e acompanhar o Ministro Marco Aurélio no regime semiaberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3460-70A0-C73C-2169 e senha D8FB-B39F-A824-69DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.271 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) : ANDERSON SEGURA DELPINO (336048/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0007225-39.2011.8.26.0664, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0B6-9E4B-EBB4-48A7 e senha 2334-7874-032B-A40B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.271 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) : ANDERSON SEGURA DELPINO (336048/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0007225-39.2011.8.26.0664, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0B6-9E4B-EBB4-48A7 e senha 2334-7874-032B-A40B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749385417
2019-02-05T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
A Turma, por maioria, deferiu a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0007225-39.2011.8.26.0664, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Uma vez assentada a integração a grupo criminoso, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – CUMPRIMENTO – PRISÃO DOMICILIAR EXCEPCIONALIDADE. O cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional enquadrável em previsão legal. PENA – REGIME FECHADO – ARTIGO 1º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/1990 – INCONSTITUCIONALIDADE. A imposição do regime inicial fechado, tal como prevista na Lei de Crimes Hediondos, é inconstitucional, considerado o princípio da individualização da pena. Precedente: habeas corpus nº 111.840, relator ministro Dias Toffoli, julgado pelo Pleno em 27 de junho de 2012, acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de dezembro de 2013. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal.
sjur400066
- Acórdão(s) citado(s): (LEI DOS CRIMES HEDIONDOS, REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA) HC 111840 (TP). Número de páginas: 10. Análise: 07/05/2019, AMA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
147271
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00117\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00001 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00318\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 147271
[ "" ]
PACTE.(S) : LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) : ANDERSON SEGURA DELPINO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) :ANDERSON SEGURA DELPINO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Uma vez assentada a integração a grupo criminoso, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. PENA – CUMPRIMENTO – PRISÃO DOMICILIAR EXCEPCIONALIDADE. O cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional enquadrável em previsão legal. PENA – REGIME FECHADO – ARTIGO 1..., § 1..., DA LEI n 8.072/1990 – INCONSTITUCIONALIDADE. A imposição do regime inicial fechado, tal como prevista na Lei de Crimes Hediondos, é inconstitucional, considerado o princípio da individualização da pena. Precedente: habeas corpus n 111.840, relator ministro Dias Toffoli, julgado pelo Pleno em 27 de junho de 2012, acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de dezembro de 2013. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA26-4780-2729-7F91 e senha 943E-F431-3C07-D5ED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 147271 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA26-4780-2729-7F91 e senha 943E-F431-3C07-D5ED Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA26-4780-2729-7F91 e senha 943E-F431-3C07-D5ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) :ANDERSON SEGURA DELPINO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0007225-39.2011.8.26.0664, condenou a paciente em virtude do cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, estabeleceu a pena- base 1/4 acima do mínimo previsto para o tipo, fixando-a em 6 anos e 3 meses de reclusão. Entendeu negativas as circunstâncias judicias relativas à natureza e quantidade da substância apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Destacou não haver agravantes e atenuantes. Consignou incabível a observância da causa de diminuição prevista no § 4... do citado artigo 33, referindo-se à quantidade de entorpecente, à dedicação a atividades delitivas e à relação estreita com o crime organizado. A sanção final ficou em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) :ANDERSON SEGURA DELPINO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0007225-39.2011.8.26.0664, condenou a paciente em virtude do cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, estabeleceu a pena- base 1/4 acima do mínimo previsto para o tipo, fixando-a em 6 anos e 3 meses de reclusão. Entendeu negativas as circunstâncias judicias relativas à natureza e quantidade da substância apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Destacou não haver agravantes e atenuantes. Consignou incabível a observância da causa de diminuição prevista no § 4... do citado artigo 33, referindo-se à quantidade de entorpecente, à dedicação a atividades delitivas e à relação estreita com o crime organizado. A sanção final ficou em 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 147271 / SP anos e 3 meses de reclusão e 625 dias-multa, em regime inicial fechado, presente o § 1... do artigo 2... da Lei n 8.072/1990. A Décima Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal local proveu parcialmente a apelação interposta pela defesa, para redimensionar a pena do corréu, mantendo a sentença no tocante à paciente. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 391.753/SP, tendo o Relator indeferido a liminar. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Apontam aspectos pessoais favoráveis da paciente – primariedade, residência fixa e bons costumes. Sustentam a viabilidade de observância do § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, alegando estarem presentes os requisitos objetivos e subjetivos. Consoante argumentam, com a redução da pena, a paciente terá direito à imposição de regime de cumprimento mais brando, à substituição da sanção privativa da liberdade por restritiva de direito ou à possível conversão em custódia domiciliar. Aduzem que deveria ser fixado regime de cumprimento de pena mais brando, ante a condenação a pena inferior a 8 anos e a ausência de condições judicias desfavoráveis previstas no artigo 59 do Código Penal. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a incidência, no grau máximo, da causa de diminuição e, se indeferida, a conversão da custódia para a modalidade prisional domiciliar. Buscam, alfim, a confirmação da providência e, sucessivamente, a fixação de regime de cumprimento de pena menos gravoso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP anos e 3 meses de reclusão e 625 dias-multa, em regime inicial fechado, presente o § 1... do artigo 2... da Lei n 8.072/1990. A Décima Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal local proveu parcialmente a apelação interposta pela defesa, para redimensionar a pena do corréu, mantendo a sentença no tocante à paciente. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 391.753/SP, tendo o Relator indeferido a liminar. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Apontam aspectos pessoais favoráveis da paciente – primariedade, residência fixa e bons costumes. Sustentam a viabilidade de observância do § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, alegando estarem presentes os requisitos objetivos e subjetivos. Consoante argumentam, com a redução da pena, a paciente terá direito à imposição de regime de cumprimento mais brando, à substituição da sanção privativa da liberdade por restritiva de direito ou à possível conversão em custódia domiciliar. Aduzem que deveria ser fixado regime de cumprimento de pena mais brando, ante a condenação a pena inferior a 8 anos e a ausência de condições judicias desfavoráveis previstas no artigo 59 do Código Penal. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a incidência, no grau máximo, da causa de diminuição e, se indeferida, a conversão da custódia para a modalidade prisional domiciliar. Buscam, alfim, a confirmação da providência e, sucessivamente, a fixação de regime de cumprimento de pena menos gravoso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 147271 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, no dia 9 de setembro de 2017, revelou a ocorrência do trânsito em julgado da sentença condenatória em 11 de dezembro de 2014. Vossa Excelência, no dia 18 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar, até a análise do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto de cumprimento da sanção, ou o aberto, caso a paciente já tivesse sido beneficiada pela progressão de regime. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. Sucessivamente, opina pelo deferimento parcial da ordem, para que o Tribunal estadual, afastado o óbice da Lei n 8.072/1990, estabeleça o regime inicial de cumprimento de pena adequado, utilizando-se de fundamentação concreta. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas está concluso para julgamento. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, no dia 9 de setembro de 2017, revelou a ocorrência do trânsito em julgado da sentença condenatória em 11 de dezembro de 2014. Vossa Excelência, no dia 18 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar, até a análise do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto de cumprimento da sanção, ou o aberto, caso a paciente já tivesse sido beneficiada pela progressão de regime. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. Sucessivamente, opina pelo deferimento parcial da ordem, para que o Tribunal estadual, afastado o óbice da Lei n 8.072/1990, estabeleça o regime inicial de cumprimento de pena adequado, utilizando-se de fundamentação concreta. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas está concluso para julgamento. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C20-5395-74FE-A0EA e senha 1B18-5D7B-DBB0-8E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 18 de outubro de 2017, quando do acolhimento do pedido de medida acauteladora: […] 2. O Juízo, ao estabelecer a pena-base, presente o mínimo de 5 anos e o máximo de 15, veio a fixá-la em 6 anos e 3 meses. Assentou desfavoráveis as circunstâncias judiciais, reportando- se à quantidade de droga apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Na terceira fase, afastou a causa de diminuição versada no § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, dizendo da relação estreita da paciente com o crime organizado, ante a quantidade de entorpecente encontrado. Não há ilegalidade a ser sanada. Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Execuções Penais, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. Vejam que o disposto no artigo 318 do Código de Processo Penal tem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 18 de outubro de 2017, quando do acolhimento do pedido de medida acauteladora: […] 2. O Juízo, ao estabelecer a pena-base, presente o mínimo de 5 anos e o máximo de 15, veio a fixá-la em 6 anos e 3 meses. Assentou desfavoráveis as circunstâncias judiciais, reportando- se à quantidade de droga apreendida – 729,01 gramas de cocaína, suficientes para confeccionar 3.645 invólucros. Na terceira fase, afastou a causa de diminuição versada no § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, dizendo da relação estreita da paciente com o crime organizado, ante a quantidade de entorpecente encontrado. Não há ilegalidade a ser sanada. Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Execuções Penais, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. Vejam que o disposto no artigo 318 do Código de Processo Penal tem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147271 / SP aplicação em casos de prisão preventiva, sendo incabível quando presente execução de título condenatório alcançado pela preclusão maior. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial fechado. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Surge relevante o que articulado quanto ao regime de cumprimento da pena. O Juízo evocou o § 1... do artigo 2... da Lei n 8.072/1990 para impor o fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus n 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu pela inconstitucionalidade desse preceito. O regime deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal, mostrando-se a sentença, nesse ponto, carente de fundamentação. […] Defiro a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0007225-39.2011.8.26.0664. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Supremo Tribunal Federal HC 147271 / SP aplicação em casos de prisão preventiva, sendo incabível quando presente execução de título condenatório alcançado pela preclusão maior. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial fechado. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Surge relevante o que articulado quanto ao regime de cumprimento da pena. O Juízo evocou o § 1... do artigo 2... da Lei n 8.072/1990 para impor o fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus n 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu pela inconstitucionalidade desse preceito. O regime deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal, mostrando-se a sentença, nesse ponto, carente de fundamentação. […] Defiro a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0007225-39.2011.8.26.0664. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7D-C10F-25FB-BF19 e senha BDAA-21BA-B492-EAD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Marco Aurélio. Aqui, é quase 1 kg de crack, mas fico no conhecimento, incidência da Súmula 691. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1BE-25DF-70D1-253E e senha 8D81-44B3-0C77-B80F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia ao eminente Ministro Marco Aurélio. Aqui, é quase 1 kg de crack, mas fico no conhecimento, incidência da Súmula 691. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1BE-25DF-70D1-253E e senha 8D81-44B3-0C77-B80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, vou pedir vênia à divergência, ressalvar minha posição quanto ao cabimento e acompanhar o Ministro Marco Aurélio no regime semiaberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3460-70A0-C73C-2169 e senha D8FB-B39F-A824-69DA Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.271 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, vou pedir vênia à divergência, ressalvar minha posição quanto ao cabimento e acompanhar o Ministro Marco Aurélio no regime semiaberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3460-70A0-C73C-2169 e senha D8FB-B39F-A824-69DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.271 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) : ANDERSON SEGURA DELPINO (336048/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0007225-39.2011.8.26.0664, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0B6-9E4B-EBB4-48A7 e senha 2334-7874-032B-A40B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.271 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS IMPTE.(S) : ANDERSON SEGURA DELPINO (336048/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 391.753 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem, para implementar o regime semiaberto de cumprimento de pena, ou o aberto, caso a paciente já tenha sido beneficiada pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0007225-39.2011.8.26.0664, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0B6-9E4B-EBB4-48A7 e senha 2334-7874-032B-A40B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HC n 391 . 753 DO SUPERIOR", "habeas corpus n 111 . 840", "HC 147271 / SP", "HC 147271 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 271 SÃO", "HC n 391 . 753 DO", "processo n 0007225 - 39 . 2011 . 8 . 26 . 0664", "HABEAS CORPUS 147 . 271 SÃO", "HC n 391 . 753 DO SUPERIOR", "processo n 0007225 - 39 . 2011 . 8 . 26 . 0664", "HC 147271 / SP", "habeas corpus n 391 . 753 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 147271 / SP", "habeas corpus n 391 . 753 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 147271 / SP", "HC 147271 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HC 147271 / SP", "habeas corpus n 82 . 959", "processo n 0007225", "-", "39", ".", "2011", ".", "8", ".", "26", ".", "0664", "HC 147271 / SP", "habeas corpus n 82 . 959", "- 39 .", "2011", ".", "8", "26", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "Súmula 691", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HC n 391 . 753 DO", "processo n 0007225 - 39 . 2011", "HABEAS CORPUS 147 . 271", "HC n 391 . 753", "processo n 0007225 - 39 . 2011 . 8 .", "26", ".", "0664" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "ARTIGO 1 . . . , § 1 . . . , DA LEI n 8 . 072 / 1990", "Lei de Crimes Hediondos", "artigo 33 , parágrafos", ". . . e", "3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "artigo 33 , cabeça", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 1990", "§", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 1990", "§ 4 .", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 117 da Lei de Execuções Penais", "artigo 318 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 117 da Lei de Execuções Penais", "artigo 318 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da", "Lei n 8 . 072 / 1990", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , parágrafos 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Votuporanga / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Vara da Comarca de Votuporanga / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Décima Quarta Câmara de Direito Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Décima Quarta Câmara de Direito Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Vara da Comarca de Votuporanga / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Vara da Comarca de Votuporanga / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Votuporanga / SP", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Votuporanga / SP", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS", "ANDERSON SEGURA DELPINO", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS", "ANDERSON SEGURA DELPINO", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS", "ANDERSON SEGURA DELPINO", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS", "ANDERSON SEGURA DELPINO", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "LOURDES FRANCISCO DOS SANTOS", "ANDERSON SEGURA DELPINO", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "27 de junho de 2012", "17 de dezembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2017", "11 de dezembro de 2014", "18 de outubro de 2017", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2017", "11", "de dezembro de 2014", "18 de outubro de 2017", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "18 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "18 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) :FELISBERTO ODILON CORDOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECLAMAÇÃO AJUIZADA CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROFERIDA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. PRECEDENTES. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A8D-33E9-7E16-4C88 e senha 073D-84B5-AE33-E508 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 31479 AGR / SC Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A8D-33E9-7E16-4C88 e senha 073D-84B5-AE33-E508 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A8D-33E9-7E16-4C88 e senha 073D-84B5-AE33-E508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) :FELISBERTO ODILON CORDOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por José Loz Junior contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pela qual teriam sido descumpridas as decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal nos Recursos Extraordinários ns. 590.260/SP e 596.962/MT. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Verifica-se, dos documentos acostados aos presentes autos (e- Doc. 10), que o TJSC inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autos do Processo nº 0321200-53.2015.8.24.0023 com fundamento na aplicação da técnica do distinguishing e nas Súmulas nºs 280 e 284/STF. Uma vez que o agravo em recurso extraordinário fora interposto contra decisão proferida sem remissão à sistemática da repercussão geral, o TJSC determinou a remessa dos autos a esta Suprema Corte, os quais foram autuados como ARE nº 1.142.288/SC. Destaco que, quando do ajuizamento da presente reclamação, em 10/8/2018, já havia decisão monocrática de minha lavra, publicada no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) :FELISBERTO ODILON CORDOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por José Loz Junior contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pela qual teriam sido descumpridas as decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal nos Recursos Extraordinários ns. 590.260/SP e 596.962/MT. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Verifica-se, dos documentos acostados aos presentes autos (e- Doc. 10), que o TJSC inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autos do Processo nº 0321200-53.2015.8.24.0023 com fundamento na aplicação da técnica do distinguishing e nas Súmulas nºs 280 e 284/STF. Uma vez que o agravo em recurso extraordinário fora interposto contra decisão proferida sem remissão à sistemática da repercussão geral, o TJSC determinou a remessa dos autos a esta Suprema Corte, os quais foram autuados como ARE nº 1.142.288/SC. Destaco que, quando do ajuizamento da presente reclamação, em 10/8/2018, já havia decisão monocrática de minha lavra, publicada no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 31479 AGR / SC DJe de 2/8/18, nos autos do ARE nº 1.142.288/SC, no sentido de negar seguimento ao recurso com amparo nas Súmulas nºs 279 e 280/STF. Assim, evidente que a presente ação é usada pelo reclamante para manifestar seu inconformismo acerca de atos já praticados pelo próprio STF. A jurisprudência firmou entendimento no sentido da impropriedade do uso da reclamação contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte. (…) A reclamação não é meio processual adequado para reexame do mérito da demanda originária. Em outras, a reclamação não se “configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl nº 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08). Ademais, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do STF (…) No caso, há absoluto desvirtuamento da figura jurídica da reclamação. As razões exaradas na inicial não são aptas, portanto, a instaurar a competência originária desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, nos termos do artigo 21, § 1º, do RI/STF, prejudicado o pedido liminar. Considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária, condeno a parte reclamante ao pagamento de multa por litigância de má-fé, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor de causa irrisório (art. 80, II, c/c art. 81, caput, §2º, do CPC/2015), cuja eventual execução pela parte interessada deverá ser realizada no juízo competente para fazer cumprir o que decidido no Processo nº Os reclamantes ficam também advertidos, na hipótese de recurso dessa decisão, da possibilidade de aplicação ipso facto da multa processual prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/2015”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.9.2018, José Loz Junior interpõe 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC DJe de 2/8/18, nos autos do ARE nº 1.142.288/SC, no sentido de negar seguimento ao recurso com amparo nas Súmulas nºs 279 e 280/STF. Assim, evidente que a presente ação é usada pelo reclamante para manifestar seu inconformismo acerca de atos já praticados pelo próprio STF. A jurisprudência firmou entendimento no sentido da impropriedade do uso da reclamação contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte. (…) A reclamação não é meio processual adequado para reexame do mérito da demanda originária. Em outras, a reclamação não se “configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl nº 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08). Ademais, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do STF (…) No caso, há absoluto desvirtuamento da figura jurídica da reclamação. As razões exaradas na inicial não são aptas, portanto, a instaurar a competência originária desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, nos termos do artigo 21, § 1º, do RI/STF, prejudicado o pedido liminar. Considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária, condeno a parte reclamante ao pagamento de multa por litigância de má-fé, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor de causa irrisório (art. 80, II, c/c art. 81, caput, §2º, do CPC/2015), cuja eventual execução pela parte interessada deverá ser realizada no juízo competente para fazer cumprir o que decidido no Processo nº Os reclamantes ficam também advertidos, na hipótese de recurso dessa decisão, da possibilidade de aplicação ipso facto da multa processual prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/2015”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.9.2018, José Loz Junior interpõe 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 31479 AGR / SC tempestivamente, em 24.9.2018, agravo regimental (doc. 21). 3. O agravante alega que “a pretensão deduzida pelo reclamante tem, sim, o alcance apropriado de sobrepor-se ao que decidido no Acórdão catarinense que fustiga, ainda que já trânsito em julgado, vez que ajuizada anteriormente a esse evento, de sorte que utilizar a decisão agravada desse precedente para refutá- la é um oximoro (como todos os demais aqui), intolerável” (sic, fl. 4, doc. 21). Sustenta que “dizer (...) que, em tal ordem, a reclamação está sendo usada como sucedâneo, dito impróprio, de recursos hábeis, ou por mero ‘inconformismo’ com o que decidido pelo próprio STF - que vem errando em suas posições políticas sobrepostas ao direito, com uma frequência inusitada a desmerecê-lo em sua credibilidade perante a classe forense e a opinião pública - é fustigar o direito da parte a um julgamento idôneo, concreto, adstrito à causa de pedir e a realidade da causa” (fl. 5, doc. 21). Argumenta que, “quando se diz que leis infraconstitucionais, mesmo em sua inconstitucionalidade - esta sendo o próprio objeto da demanda posta -, não podem ser examinadas pelo STF, o que se tem é total e absoluta contrariedade às Súmulas evocadas, pois só a Suprema Corte, mormente a partir da CF de 1988, tem exclusiva competência e atribuição para conferir a existência de tal mácula e autorizar o afastamento do direito positivo das normas que atentam contra a Carta Maior da República” (fl. 5, doc. 21). Insiste que “as leis complementares em Santa Catarina [estariam] criando indenização onde indenização não existe, e para todos os servidores ativos nos segmentos policiais do Estado (militar, civil e corpo de bombeiros), mas sem fazer o mesmo em relação aos inativos” (fl. 5, doc. 21). Alerta que “esta reclamação é contra Acórdão(s) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e não contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte” (fls. 6-7, doc. 21). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC tempestivamente, em 24.9.2018, agravo regimental (doc. 21). 3. O agravante alega que “a pretensão deduzida pelo reclamante tem, sim, o alcance apropriado de sobrepor-se ao que decidido no Acórdão catarinense que fustiga, ainda que já trânsito em julgado, vez que ajuizada anteriormente a esse evento, de sorte que utilizar a decisão agravada desse precedente para refutá- la é um oximoro (como todos os demais aqui), intolerável” (sic, fl. 4, doc. 21). Sustenta que “dizer (...) que, em tal ordem, a reclamação está sendo usada como sucedâneo, dito impróprio, de recursos hábeis, ou por mero ‘inconformismo’ com o que decidido pelo próprio STF - que vem errando em suas posições políticas sobrepostas ao direito, com uma frequência inusitada a desmerecê-lo em sua credibilidade perante a classe forense e a opinião pública - é fustigar o direito da parte a um julgamento idôneo, concreto, adstrito à causa de pedir e a realidade da causa” (fl. 5, doc. 21). Argumenta que, “quando se diz que leis infraconstitucionais, mesmo em sua inconstitucionalidade - esta sendo o próprio objeto da demanda posta -, não podem ser examinadas pelo STF, o que se tem é total e absoluta contrariedade às Súmulas evocadas, pois só a Suprema Corte, mormente a partir da CF de 1988, tem exclusiva competência e atribuição para conferir a existência de tal mácula e autorizar o afastamento do direito positivo das normas que atentam contra a Carta Maior da República” (fl. 5, doc. 21). Insiste que “as leis complementares em Santa Catarina [estariam] criando indenização onde indenização não existe, e para todos os servidores ativos nos segmentos policiais do Estado (militar, civil e corpo de bombeiros), mas sem fazer o mesmo em relação aos inativos” (fl. 5, doc. 21). Alerta que “esta reclamação é contra Acórdão(s) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e não contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte” (fls. 6-7, doc. 21). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 31479 AGR / SC Reitera que “a decisão reclamada está para a repercussão geral aberta a todas as situações que alcança, ou seja, “erga omnes”, por isso mesmo devendo ser cumprida pelas instâncias inferiores (Art. 927, I, CPC), desafiando, em desrespeitados os respectivos conceitos, a interposição da ação de reclamação” (fl. 8, doc. 21). Pede o provimento do agravo regimental a “fim de se prosseguir com a reclamação, segundo o processo legal, ou já esgotado o contraditório, para julgá- la, por economia processual, procedente, com o acolhimento dos pedidos formulados na exordial” (fl. 11, doc. 21). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC Reitera que “a decisão reclamada está para a repercussão geral aberta a todas as situações que alcança, ou seja, “erga omnes”, por isso mesmo devendo ser cumprida pelas instâncias inferiores (Art. 927, I, CPC), desafiando, em desrespeitados os respectivos conceitos, a interposição da ação de reclamação” (fl. 8, doc. 21). Pede o provimento do agravo regimental a “fim de se prosseguir com a reclamação, segundo o processo legal, ou já esgotado o contraditório, para julgá- la, por economia processual, procedente, com o acolhimento dos pedidos formulados na exordial” (fl. 11, doc. 21). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.142.288/SC, interposto por José Loz Junior, agravante, com fundamento nas Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal Federal. Essa decisão transitou em julgado em 26.9.2018. Contra essa decisão José Loz Junior ajuizou a presente reclamação em 10.8.2018. Conforme assentado na decisão agravada, o agravante utiliza a presente reclamação para manifestar inconformismo com decisão deste Supremo Tribunal Federal, o que não é permitido pela jurisprudência. Assim, por exemplo: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. É inadmissível de reclamação contra decisões proferidas por seus Ministros e Turmas. 2. Não se admite o uso da reclamação como sucedâneo recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC” (Reclamação n. 29.547-AgR/SC, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.9.2018). “Ementa: RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.142.288/SC, interposto por José Loz Junior, agravante, com fundamento nas Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal Federal. Essa decisão transitou em julgado em 26.9.2018. Contra essa decisão José Loz Junior ajuizou a presente reclamação em 10.8.2018. Conforme assentado na decisão agravada, o agravante utiliza a presente reclamação para manifestar inconformismo com decisão deste Supremo Tribunal Federal, o que não é permitido pela jurisprudência. Assim, por exemplo: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. É inadmissível de reclamação contra decisões proferidas por seus Ministros e Turmas. 2. Não se admite o uso da reclamação como sucedâneo recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC” (Reclamação n. 29.547-AgR/SC, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.9.2018). “Ementa: RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 31479 AGR / SC REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da CF, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento”(Reclamação n. 22.048-ED/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.8.2016). “E M E N T A: RECLAMAÇÃO – AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO EMANADA DE ÓRGÃOS COLEGIADOS (PLENÁRIO E TURMAS) E/OU DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível reclamação quando ajuizada contra atos ou omissões emanados do Plenário, das Turmas e/ou de Ministros do próprio Supremo Tribunal Federal. Precedentes”(Reclamação n. 20.682- AgR/MG, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 3.12.2015). 3. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal. Confiram-se os julgados a seguir: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da CF, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento”(Reclamação n. 22.048-ED/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.8.2016). “E M E N T A: RECLAMAÇÃO – AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO EMANADA DE ÓRGÃOS COLEGIADOS (PLENÁRIO E TURMAS) E/OU DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível reclamação quando ajuizada contra atos ou omissões emanados do Plenário, das Turmas e/ou de Ministros do próprio Supremo Tribunal Federal. Precedentes”(Reclamação n. 20.682- AgR/MG, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 3.12.2015). 3. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal. Confiram-se os julgados a seguir: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 31479 AGR / SC “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 31479 AGR / SC finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) : FELISBERTO ODILON CORDOVA (640/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6860-CF58-2107-564C e senha C598-4823-B3CC-DBF8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) : FELISBERTO ODILON CORDOVA (640/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6860-CF58-2107-564C e senha C598-4823-B3CC-DBF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749578122
2019-03-22T00:00:00
2019-04-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECLAMAÇÃO AJUIZADA CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROFERIDA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. PRECEDENTES. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur401764
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO, RECLAMAÇÃO, DECISÃO, STF) Rcl 20682 AgR (2ªT), Rcl 22048 ED (TP), Rcl 29547 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 10036 AgR (TP), Rcl 29315 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 03/05/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
31479
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 31479 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) : FELISBERTO ODILON CORDOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) :FELISBERTO ODILON CORDOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECLAMAÇÃO AJUIZADA CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROFERIDA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. PRECEDENTES. USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A8D-33E9-7E16-4C88 e senha 073D-84B5-AE33-E508 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 31479 AGR / SC Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A8D-33E9-7E16-4C88 e senha 073D-84B5-AE33-E508 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A8D-33E9-7E16-4C88 e senha 073D-84B5-AE33-E508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) :FELISBERTO ODILON CORDOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por José Loz Junior contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pela qual teriam sido descumpridas as decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal nos Recursos Extraordinários ns. 590.260/SP e 596.962/MT. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Verifica-se, dos documentos acostados aos presentes autos (e- Doc. 10), que o TJSC inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autos do Processo n 0321200-53.2015.8.24.0023 com fundamento na aplicação da técnica do distinguishing e nas Súmulas ns 280 e 284/Supremo Tribunal Federal. Uma vez que o agravo em recurso extraordinário fora interposto contra decisão proferida sem remissão à sistemática da repercussão geral, o TJSC determinou a remessa dos autos a esta Suprema Corte, os quais foram autuados como ARE n 1.142.288/SC. Destaco que, quando do ajuizamento da presente reclamação, em 10/8/2018, já havia decisão monocrática de minha lavra, publicada no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) :FELISBERTO ODILON CORDOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o Ministro Dias Toffoli, então Relator, negou seguimento à reclamação ajuizada por José Loz Junior contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pela qual teriam sido descumpridas as decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal nos Recursos Extraordinários ns. 590.260/SP e 596.962/MT. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “Verifica-se, dos documentos acostados aos presentes autos (e- Doc. 10), que o TJSC inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autos do Processo n 0321200-53.2015.8.24.0023 com fundamento na aplicação da técnica do distinguishing e nas Súmulas ns 280 e 284/Supremo Tribunal Federal. Uma vez que o agravo em recurso extraordinário fora interposto contra decisão proferida sem remissão à sistemática da repercussão geral, o TJSC determinou a remessa dos autos a esta Suprema Corte, os quais foram autuados como ARE n 1.142.288/SC. Destaco que, quando do ajuizamento da presente reclamação, em 10/8/2018, já havia decisão monocrática de minha lavra, publicada no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 31479 AGR / SC DJe de 2/8/18, nos autos do ARE n 1.142.288/SC, no sentido de negar seguimento ao recurso com amparo nas Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Assim, evidente que a presente ação é usada pelo reclamante para manifestar seu inconformismo acerca de atos já praticados pelo próprio Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência firmou entendimento no sentido da impropriedade do uso da reclamação contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte. (…) A reclamação não é meio processual adequado para reexame do mérito da demanda originária. Em outras, a reclamação não se “configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08). Ademais, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (…) No caso, há absoluto desvirtuamento da figura jurídica da reclamação. As razões exaradas na inicial não são aptas, portanto, a instaurar a competência originária desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, nos termos do artigo 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, prejudicado o pedido liminar. Considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária, condeno a parte reclamante ao pagamento de multa por litigância de má-fé, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor de causa irrisório (art. 80, II, c/c art. 81, caput, §2..., do Código de Processo Civil/2015), cuja eventual execução pela parte interessada deverá ser realizada no juízo competente para fazer cumprir o que decidido no Processo n Os reclamantes ficam também advertidos, na hipótese de recurso dessa decisão, da possibilidade de aplicação ipso facto da multa processual prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil/2015”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.9.2018, José Loz Junior interpõe 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC DJe de 2/8/18, nos autos do ARE n 1.142.288/SC, no sentido de negar seguimento ao recurso com amparo nas Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Assim, evidente que a presente ação é usada pelo reclamante para manifestar seu inconformismo acerca de atos já praticados pelo próprio Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência firmou entendimento no sentido da impropriedade do uso da reclamação contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte. (…) A reclamação não é meio processual adequado para reexame do mérito da demanda originária. Em outras, a reclamação não se “configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n 6.534/MA-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197 de 17/10/08). Ademais, não se admite o uso da reclamação constitucional como sucedâneo recursal ou de ações judiciais em geral, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (…) No caso, há absoluto desvirtuamento da figura jurídica da reclamação. As razões exaradas na inicial não são aptas, portanto, a instaurar a competência originária desta Suprema Corte. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, nos termos do artigo 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, prejudicado o pedido liminar. Considerando que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária, condeno a parte reclamante ao pagamento de multa por litigância de má-fé, a qual fixo em 1 (um) salário mínimo, em razão do valor de causa irrisório (art. 80, II, c/c art. 81, caput, §2..., do Código de Processo Civil/2015), cuja eventual execução pela parte interessada deverá ser realizada no juízo competente para fazer cumprir o que decidido no Processo n Os reclamantes ficam também advertidos, na hipótese de recurso dessa decisão, da possibilidade de aplicação ipso facto da multa processual prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil/2015”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.9.2018, José Loz Junior interpõe 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 31479 AGR / SC tempestivamente, em 24.9.2018, agravo regimental (doc. 21). 3. O agravante alega que “a pretensão deduzida pelo reclamante tem, sim, o alcance apropriado de sobrepor-se ao que decidido no Acórdão catarinense que fustiga, ainda que já trânsito em julgado, vez que ajuizada anteriormente a esse evento, de sorte que utilizar a decisão agravada desse precedente para refutá- la é um oximoro (como todos os demais aqui), intolerável” (sic, fl. 4, doc. 21). Sustenta que “dizer (...) que, em tal ordem, a reclamação está sendo usada como sucedâneo, dito impróprio, de recursos hábeis, ou por mero ‘inconformismo’ com o que decidido pelo próprio Supremo Tribunal Federal - que vem errando em suas posições políticas sobrepostas ao direito, com uma frequência inusitada a desmerecê-lo em sua credibilidade perante a classe forense e a opinião pública - é fustigar o direito da parte a um julgamento idôneo, concreto, adstrito à causa de pedir e a realidade da causa” (fl. 5, doc. 21). Argumenta que, “quando se diz que leis infraconstitucionais, mesmo em sua inconstitucionalidade - esta sendo o próprio objeto da demanda posta -, não podem ser examinadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que se tem é total e absoluta contrariedade às Súmulas evocadas, pois só a Suprema Corte, mormente a partir da Constituição Federal de 1988 de 1988, tem exclusiva competência e atribuição para conferir a existência de tal mácula e autorizar o afastamento do direito positivo das normas que atentam contra a Carta Maior da República” (fl. 5, doc. 21). Insiste que “as leis complementares em Santa Catarina [estariam] criando indenização onde indenização não existe, e para todos os servidores ativos nos segmentos policiais do Estado (militar, civil e corpo de bombeiros), mas sem fazer o mesmo em relação aos inativos” (fl. 5, doc. 21). Alerta que “esta reclamação é contra Acórdão(s) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e não contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte” (fls. 6-7, doc. 21). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC tempestivamente, em 24.9.2018, agravo regimental (doc. 21). 3. O agravante alega que “a pretensão deduzida pelo reclamante tem, sim, o alcance apropriado de sobrepor-se ao que decidido no Acórdão catarinense que fustiga, ainda que já trânsito em julgado, vez que ajuizada anteriormente a esse evento, de sorte que utilizar a decisão agravada desse precedente para refutá- la é um oximoro (como todos os demais aqui), intolerável” (sic, fl. 4, doc. 21). Sustenta que “dizer (...) que, em tal ordem, a reclamação está sendo usada como sucedâneo, dito impróprio, de recursos hábeis, ou por mero ‘inconformismo’ com o que decidido pelo próprio Supremo Tribunal Federal - que vem errando em suas posições políticas sobrepostas ao direito, com uma frequência inusitada a desmerecê-lo em sua credibilidade perante a classe forense e a opinião pública - é fustigar o direito da parte a um julgamento idôneo, concreto, adstrito à causa de pedir e a realidade da causa” (fl. 5, doc. 21). Argumenta que, “quando se diz que leis infraconstitucionais, mesmo em sua inconstitucionalidade - esta sendo o próprio objeto da demanda posta -, não podem ser examinadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que se tem é total e absoluta contrariedade às Súmulas evocadas, pois só a Suprema Corte, mormente a partir da Constituição Federal de 1988 de 1988, tem exclusiva competência e atribuição para conferir a existência de tal mácula e autorizar o afastamento do direito positivo das normas que atentam contra a Carta Maior da República” (fl. 5, doc. 21). Insiste que “as leis complementares em Santa Catarina [estariam] criando indenização onde indenização não existe, e para todos os servidores ativos nos segmentos policiais do Estado (militar, civil e corpo de bombeiros), mas sem fazer o mesmo em relação aos inativos” (fl. 5, doc. 21). Alerta que “esta reclamação é contra Acórdão(s) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e não contra decisão judicial de ministro ou órgão colegiado desta Suprema Corte” (fls. 6-7, doc. 21). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 31479 AGR / SC Reitera que “a decisão reclamada está para a repercussão geral aberta a todas as situações que alcança, ou seja, “erga omnes”, por isso mesmo devendo ser cumprida pelas instâncias inferiores (Art. 927, I, Código de Processo Civil), desafiando, em desrespeitados os respectivos conceitos, a interposição da ação de reclamação” (fl. 8, doc. 21). Pede o provimento do agravo regimental a “fim de se prosseguir com a reclamação, segundo o processo legal, ou já esgotado o contraditório, para julgá- la, por economia processual, procedente, com o acolhimento dos pedidos formulados na exordial” (fl. 11, doc. 21). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC Reitera que “a decisão reclamada está para a repercussão geral aberta a todas as situações que alcança, ou seja, “erga omnes”, por isso mesmo devendo ser cumprida pelas instâncias inferiores (Art. 927, I, Código de Processo Civil), desafiando, em desrespeitados os respectivos conceitos, a interposição da ação de reclamação” (fl. 8, doc. 21). Pede o provimento do agravo regimental a “fim de se prosseguir com a reclamação, segundo o processo legal, ou já esgotado o contraditório, para julgá- la, por economia processual, procedente, com o acolhimento dos pedidos formulados na exordial” (fl. 11, doc. 21). 4. Não foi aberto prazo para contrarrazões em observância ao princípio da celeridade processual. Assim têm procedido os Ministros deste Supremo Tribunal em hipóteses nas quais não se vislumbra prejuízo à parte agravada (Rcl n. 27.226-AgR/AP, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; Rcl n. 24.639-AgR/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.6.2017; e Rcl n. 31.543-AgR/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, pendente de publicação). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A771-42EA-C19F-75B5 e senha 21B6-DFE0-B033-4B77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.142.288/SC, interposto por José Loz Junior, agravante, com fundamento nas Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal Federal. Essa decisão transitou em julgado em 26.9.2018. Contra essa decisão José Loz Junior ajuizou a presente reclamação em 10.8.2018. Conforme assentado na decisão agravada, o agravante utiliza a presente reclamação para manifestar inconformismo com decisão deste Supremo Tribunal Federal, o que não é permitido pela jurisprudência. Assim, por exemplo: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. É inadmissível de reclamação contra decisões proferidas por seus Ministros e Turmas. 2. Não se admite o uso da reclamação como sucedâneo recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (Reclamação n. 29.547-AgR/SC, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.9.2018). “Ementa: RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Em 28.6.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.142.288/SC, interposto por José Loz Junior, agravante, com fundamento nas Súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal Federal. Essa decisão transitou em julgado em 26.9.2018. Contra essa decisão José Loz Junior ajuizou a presente reclamação em 10.8.2018. Conforme assentado na decisão agravada, o agravante utiliza a presente reclamação para manifestar inconformismo com decisão deste Supremo Tribunal Federal, o que não é permitido pela jurisprudência. Assim, por exemplo: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA POR MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. É inadmissível de reclamação contra decisões proferidas por seus Ministros e Turmas. 2. Não se admite o uso da reclamação como sucedâneo recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (Reclamação n. 29.547-AgR/SC, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 27.9.2018). “Ementa: RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 31479 AGR / SC REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento”(Reclamação n. 22.048-ED/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.8.2016). “E M E N T A: RECLAMAÇÃO – AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO EMANADA DE ÓRGÃOS COLEGIADOS (PLENÁRIO E TURMAS) E/OU DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível reclamação quando ajuizada contra atos ou omissões emanados do Plenário, das Turmas e/ou de Ministros do próprio Supremo Tribunal Federal. Precedentes”(Reclamação n. 20.682- AgR/MG, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 3.12.2015). 3. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal. Confiram-se os julgados a seguir: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento”(Reclamação n. 22.048-ED/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.8.2016). “E M E N T A: RECLAMAÇÃO – AJUIZAMENTO CONTRA DECISÃO EMANADA DE ÓRGÃOS COLEGIADOS (PLENÁRIO E TURMAS) E/OU DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível reclamação quando ajuizada contra atos ou omissões emanados do Plenário, das Turmas e/ou de Ministros do próprio Supremo Tribunal Federal. Precedentes”(Reclamação n. 20.682- AgR/MG, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 3.12.2015). 3. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal. Confiram-se os julgados a seguir: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 31479 AGR / SC “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC “EMENTA RECLAMAÇÃO. INFRAERO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PENHORA DE BENS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUANTO DECIDIDO NA ADPF 387. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472.490. PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA. DECISÃO QUE NÃO TEM EFEITO VINCULANTE E EFICÁCIA ERGA OMNES. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. 1. À míngua de identidade material entre o ato reclamado e o paradigma invocado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. 2. Não cabe reclamação constitucional para questionar a autoridade de decisão proferida em processo de índole subjetiva, sem eficácia erga omnes , que vincula apenas as partes que o integraram. 3. Reclamação constitucional é ação vocacionada para a tutela específica da competência e autoridade das decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal, não servindo como sucedâneo recursal ou ação rescisória. 2. Agravo interno conhecido e não provido” (Rcl n. 29.315- AgR/SP, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2018). “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl n. 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 31479 AGR / SC finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Supremo Tribunal Federal RCL 31479 AGR / SC finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl n. 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E552-E9D0-6DB5-1B25 e senha 6F34-63F3-1AC2-910D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) : FELISBERTO ODILON CORDOVA (640/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6860-CF58-2107-564C e senha C598-4823-B3CC-DBF8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.479 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSE LOZ JUNIOR ADV.(A/S) : FELISBERTO ODILON CORDOVA (640/SC) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6860-CF58-2107-564C e senha C598-4823-B3CC-DBF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recursos Extraordinários ns . 590 . 260 / SP", "596", ".", "962", "/", "MT", "Processo n 0321200 - 53 . 2015 . 8 . 24 . 0023", "Súmulas ns 280 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 142 . 288 / SC", "RECLAMAÇÃO 31 . 479", "Recursos Extraordinários ns . 590 . 260 / SP", "596", ".", "962", "/", "Processo n 0321200 - 53 . 2015 . 8 . 24 . 0023", "Súmulas ns 280", "ARE n 1 . 142 . 288 / SC", "ARE n 1 . 142 . 288 / SC", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 6 . 534 / MA - AgR", "RCL 31479 AGR / SC", "ARE n 1 . 142 . 288 / SC", "Súmulas ns 279", "Rcl n 6 . 534 / MA - AgR", "RCL 31479 AGR / SC", "RCL 31479 AGR / SC", "Rcl n . 27 . 226 - AgR", "Rcl n . 24 . 639 - AgR / PR", "Rcl n . 31 . 543 - AgR / RS", "Rcl n . 27 . 226 - AgR / AP", "Rcl n . 24 . 639 - AgR / PR", "Rcl n . 31 . 543 - AgR / RS", "RECLAMAÇÃO", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 1 . 142 . 288 / SC", "Súmulas ns . 279", "Reclamação n . 29 . 547 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 1 . 142 . 288 / SC", "Reclamação n . 29 . 547 - AgR / SC", "Reclamação n . 22 . 048 - ED / DF", "Reclamação n . 20 . 682 - AgR / MG", "RCL 31479", "Reclamação n . 22 . 048 - ED / DF", "Reclamação n . 20 . 682 - AgR / MG", "ADPF 387", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 472 . 490", "Rcl n . 29 . 315 - AgR / SP", "Rcl n . 10 . 036 - AgR", "ADPF 387", "Rcl n . 29 . 315 - AgR / SP", "Rcl n . 10 . 036 - AgR", "RTJ", "Rcl n . 4 . 381 - AgR", "Rcl n . 4 . 381 - AgR", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 80 , II , c / c art . 81 , caput , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 80 , II , c / c art . 81 , caput , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 de 1988", "Carta Maior da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 de 1988", "Carta Maior da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 927 , I , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 927 , I , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "Santa Catarina", "Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "TJSC", "TJSC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "TJSC", "TJSC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Supremo Tribunal", "/", "AP", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE LOZ JUNIOR", "FELISBERTO ODILON CORDOVA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "SANTA CATARINA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE LOZ JUNIOR", "FELISBERTO ODILON CORDOVA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "José Loz Junior", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE LOZ JUNIOR", "FELISBERTO ODILON CORDOVA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "José Loz Junior", "Celso de Mello", "José Loz Junior", "Celso de Mello", "José Loz Junior", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "José Loz Junior", "José Loz Junior", "Edson Fachin", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "José Loz Junior", "José Loz Junior", "Edson Fachin", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "CÁRMEN", "Rosa Weber", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Joaquim Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE LOZ JUNIOR", "FELISBERTO ODILON CORDOVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE LOZ JUNIOR", "FELISBERTO ODILON CORDOVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "31", ".", "8", ".", "2018", "10", "/", "8", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "31", ".", "8", ".", "2018", "10", "/", "8", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "8", "/", "18", "17", "/", "10", "/", "08", "4", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "8", "/", "18", "17", "/", "10", "/", "08", "4", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2018", "26", ".", "9", ".", "2018", "10", ".", "8", ".", "2018", "27", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2018", "26", ".", "9", ".", "2018", "10", ".", "8", ".", "2018", "27", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "8", ".", "2016", "3", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "8", ".", "2016", "3", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. PROCESSO PENAL. COMPETÊNCIA POSIÇÃO EXTERNADA PELO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RESTRINGINDO SUA COMPETÊNCIA CRIMINAL ORIGINÁRIA. CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO NAS ELEIÇÕES DE 2014. CRIME SEM RELAÇÃO COM O CARGO PARLAMENTAR. TÉRMINO DO MANDATO, SEM REELEIÇÃO. DECLINAÇÃO DE COMPETÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgamento da QO na AP 937, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 03.5.2018, consignou interpretação restritiva de sua competência criminal originária. 3. Ausência de relação entre os fatos investigados, enquanto pertinentes ao crime de captação ilícita de sufrágio (código eleitoral, art. 255), supostamente cometido, e os cargos de senador e deputado federal exercidos pelos investigados, a provocar a declinação da competência. 4. Ausência de reeleição para a 56ª Legislatura (2019 a 2023), a implicar o reconhecimento de que cessada a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B52-CABB-65F8-E887 e senha 7045-040B-6AE7-7EB6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 420 Ementa e Acórdão INQ 4680 ED / SE qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por maioria, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e, por unanimidade, em negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, em sessão da Primeira Turma, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B52-CABB-65F8-E887 e senha 7045-040B-6AE7-7EB6 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por maioria, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e, por unanimidade, em negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, em sessão da Primeira Turma, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B52-CABB-65F8-E887 e senha 7045-040B-6AE7-7EB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 421 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática da minha lavra, em que determinei a remessa dos autos para a instância ordinária, opõem embargos de declaração os investigados Eduardo Alves Amorim e André Luiz Dantas Ferreira. Com amparo no art. 1022 do CPC, reputam omisso o julgado. Alegam, em síntese: . omissão quanto à razão subjacente à decisão deste e. STF na QO na AP 937, pois, quando do cometimento dos fatos investigados já ocupavam os cargos de parlamentares federais, devendo ser mantida a competência do STF para apuração dos fatos. Ouvida, a Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo “não conhecimento dos embargos de declaração, ante ausente o vício apontado” (fls. 414-8). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7572-D724-0FFB-70C2 e senha 61AA-CD13-EF29-ECA3 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática da minha lavra, em que determinei a remessa dos autos para a instância ordinária, opõem embargos de declaração os investigados Eduardo Alves Amorim e André Luiz Dantas Ferreira. Com amparo no art. 1022 do CPC, reputam omisso o julgado. Alegam, em síntese: . omissão quanto à razão subjacente à decisão deste e. STF na QO na AP 937, pois, quando do cometimento dos fatos investigados já ocupavam os cargos de parlamentares federais, devendo ser mantida a competência do STF para apuração dos fatos. Ouvida, a Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo “não conhecimento dos embargos de declaração, ante ausente o vício apontado” (fls. 414-8). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7572-D724-0FFB-70C2 e senha 61AA-CD13-EF29-ECA3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 422 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Senhor Presidente, esta Corte já firmou entendimento de que, em matéria penal, não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do Relator (HC 134.222-ED/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 23.8.2016; HC 131.309-ED/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 28.6.2016; HC 130.594-ED/RS, Rel. Min. Edson Facchin, 1ª Turma, Dje 19.02.2016; RHC 128.727-ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, Dje 18.02.2016; e HC 120.227-ED/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 18.3.2014). Recebo, portanto, como agravo regimental os presentes embargos de declaração. O presente recurso objetiva rever decisão via da qual determinei, a requerimento da Procuradora-Geral da República, o encaminhamento dos autos ao juízo da 29ª Seção Eleitoral do Estado do Sergipe, para prosseguir nas investigações. Eis o teor da decisão combatida: Ementa: Direito Processual Penal. Inquérito Policial. Foro Especial por prerrogativa de função. Restrição. Entendimento do Supremo Tribunal Federal em Questão de Ordem na Ação Penal 937-RJ. Hipótese restritiva. Exigências temporal e de pertinência funcional não verificadas. Declínio da competência. O foro especial por prerrogativa de função, de que cuida o art. 53, § 1º, da CF (Deputados Federais e Senadores), contempla os delitos praticados no cargo e em razão dele. Situação concreta que não se amolda às hipóteses de competência definidas pelo Supremo Tribunal Federal. Competência declinada ao Juízo da 29ª Zona Eleitoral do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Senhor Presidente, esta Corte já firmou entendimento de que, em matéria penal, não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do Relator (HC 134.222-ED/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 23.8.2016; HC 131.309-ED/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 28.6.2016; HC 130.594-ED/RS, Rel. Min. Edson Facchin, 1ª Turma, Dje 19.02.2016; RHC 128.727-ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, Dje 18.02.2016; e HC 120.227-ED/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 18.3.2014). Recebo, portanto, como agravo regimental os presentes embargos de declaração. O presente recurso objetiva rever decisão via da qual determinei, a requerimento da Procuradora-Geral da República, o encaminhamento dos autos ao juízo da 29ª Seção Eleitoral do Estado do Sergipe, para prosseguir nas investigações. Eis o teor da decisão combatida: Ementa: Direito Processual Penal. Inquérito Policial. Foro Especial por prerrogativa de função. Restrição. Entendimento do Supremo Tribunal Federal em Questão de Ordem na Ação Penal 937-RJ. Hipótese restritiva. Exigências temporal e de pertinência funcional não verificadas. Declínio da competência. O foro especial por prerrogativa de função, de que cuida o art. 53, § 1º, da CF (Deputados Federais e Senadores), contempla os delitos praticados no cargo e em razão dele. Situação concreta que não se amolda às hipóteses de competência definidas pelo Supremo Tribunal Federal. Competência declinada ao Juízo da 29ª Zona Eleitoral do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 423 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE Estado de Sergipe. Vistos etc. Trata-se de inquérito policial contra o Senador da República Eduardo Alves do Amorim e contra o Deputado Federal André Luís Dantas Ferreira por supostamente praticarem crime de captação ilícita de sufrágio (art. 299 do Código Eleitoral). Durante diligências investigativas que apuravam a prática de crime de exploração sexual de vulnerável e fornecimento de bebida alcoólica a menores (sem envolvimento dos investigados), constatou-se a suposta prática de crime eleitoral por parte dos investigados supramencionados. O presente inquérito foi instaurado 02.8.18 por decisão desta relatoria, oportunidade na qual também foi dado prosseguimento ao desmembramento dos autos quanto a suspeitos que não possuíam prerrogativa por foro de função (fls. 339-47), conforme requerimento da Procuradora-Geral da República (fls. 282-90). A Procuradora-Geral da República manifestou-se pela remessa dos autos ao Juízo de origem em razão de incompetência superveniente do Supremo Tribunal Federal decorrente do entendimento firmado na QO da AP 937/RJ (fls. 397/9). É o relatório. Decido. Com o julgamento da Questão de Ordem na AP 937, de relatoria do Min. Luís Roberto Barroso, ocorrido em sessão plenária do dia 03.5.2018, o Supremo Tribunal Federal concluiu que a sua competência originária criminal, em relação aos parlamentares federais, é limitada aos delitos praticados durante o mandato parlamentar e que, concomitantemente, possuam pertinência funcional com o cargo ocupado. Nesse sentido a conclusão do acórdão: Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, resolveu questão de ordem no sentido de fixar as seguintes teses: (i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE Estado de Sergipe. Vistos etc. Trata-se de inquérito policial contra o Senador da República Eduardo Alves do Amorim e contra o Deputado Federal André Luís Dantas Ferreira por supostamente praticarem crime de captação ilícita de sufrágio (art. 299 do Código Eleitoral). Durante diligências investigativas que apuravam a prática de crime de exploração sexual de vulnerável e fornecimento de bebida alcoólica a menores (sem envolvimento dos investigados), constatou-se a suposta prática de crime eleitoral por parte dos investigados supramencionados. O presente inquérito foi instaurado 02.8.18 por decisão desta relatoria, oportunidade na qual também foi dado prosseguimento ao desmembramento dos autos quanto a suspeitos que não possuíam prerrogativa por foro de função (fls. 339-47), conforme requerimento da Procuradora-Geral da República (fls. 282-90). A Procuradora-Geral da República manifestou-se pela remessa dos autos ao Juízo de origem em razão de incompetência superveniente do Supremo Tribunal Federal decorrente do entendimento firmado na QO da AP 937/RJ (fls. 397/9). É o relatório. Decido. Com o julgamento da Questão de Ordem na AP 937, de relatoria do Min. Luís Roberto Barroso, ocorrido em sessão plenária do dia 03.5.2018, o Supremo Tribunal Federal concluiu que a sua competência originária criminal, em relação aos parlamentares federais, é limitada aos delitos praticados durante o mandato parlamentar e que, concomitantemente, possuam pertinência funcional com o cargo ocupado. Nesse sentido a conclusão do acórdão: Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, resolveu questão de ordem no sentido de fixar as seguintes teses: (i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 424 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo, com o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediatamente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo STF e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)(...). No caso aqui examinado, as condutas imputadas aos investigados não guardam relação com as funções que exercem enquanto parlamentares federais, segundo a interpretação que vem de ser definida, a provocar a alteração da competência, com a consequente remessa dos autos para o Juízo competente (art. 109 CPP e art. 21, § 1º, RISTF). Nesses termos, reconheço a incompetência por causa superveniente desta Corte e determino a remessa dos autos ao Juízo da 29ª Zona Eleitoral do Estado de Sergipe. Nada colhe o recurso. Na decisão da QO na AP 937-RJ, esta Suprema Corte condicionou a competência para julgamento de parlamentares federais a dois requisitos interligados: crime praticado durante o exercício do cargo e relacionado às funções desempenhadas. No caso dos autos, apesar dos fatos investigados terem ocorrido durante a campanha eleitoral de 2014, quando os investigados ocupavam, respectivamente, os cargos de Senador da República e Deputado Federal, não possuem conexão com os cargos por eles ocupados. Cuida-se de investigação por crime de corrupção eleitoral, tipificado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo, com o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediatamente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo STF e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)(...). No caso aqui examinado, as condutas imputadas aos investigados não guardam relação com as funções que exercem enquanto parlamentares federais, segundo a interpretação que vem de ser definida, a provocar a alteração da competência, com a consequente remessa dos autos para o Juízo competente (art. 109 CPP e art. 21, § 1º, RISTF). Nesses termos, reconheço a incompetência por causa superveniente desta Corte e determino a remessa dos autos ao Juízo da 29ª Zona Eleitoral do Estado de Sergipe. Nada colhe o recurso. Na decisão da QO na AP 937-RJ, esta Suprema Corte condicionou a competência para julgamento de parlamentares federais a dois requisitos interligados: crime praticado durante o exercício do cargo e relacionado às funções desempenhadas. No caso dos autos, apesar dos fatos investigados terem ocorrido durante a campanha eleitoral de 2014, quando os investigados ocupavam, respectivamente, os cargos de Senador da República e Deputado Federal, não possuem conexão com os cargos por eles ocupados. Cuida-se de investigação por crime de corrupção eleitoral, tipificado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 425 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE no art. 299 do Código Eleitoral: “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A infração penal investigada no presente feito possui como objetividade jurídica, segundo a doutrina, “a liberdade do exercício do voto” (Leonardo Schmitt de Bem e Mariana Garcia Cunha. Direito Penal Eleitoral. 2. ed. São Paulo: Conceito Editorial. 2011. p. 89). O crime em comento não possui relação de dependência com a função parlamentar exercida pelos investigados. Conforme ressalta a Procuradoria-Geral da República, “nítida a finalidade exclusivamente eleitoral do crime em questão, pois a conduta ilícita é praticada visando, de maneira tortuosa, o êxito do candidato no pleito eleitoral, desvinculada, portanto, do desempenho das funções de congressista na Casa Legislativa” (fls. 418). Destarte, a priori, inexiste relação entre os fatos criminosos sob investigação e as funções ocupadas por seus supostos autores. Em hipótese idêntica, proferi decisão com igual teor, determinando a remessa da investigação para Justiça Eleitoral (INQ 4607, DJe 01.8.2018). Em decisões monocráticas, esse mesmo entendimento é sufragado por diversos ministros desta Corte (INQ 4693, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.8.2018; INQ 4453, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.5.2018; INQ 4454, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 06.8.2018 e INQ 4399, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.5.2018 entre outros). Na esteira desses entendimentos, concluo que os fatos investigados não possuem relação com o exercício dos relevantes cargos ocupados pelos recorrentes, mantida a higidez da decisão combatida. Acresço, por fim, que os investigados não foram reeleitos para a 56ª 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE no art. 299 do Código Eleitoral: “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A infração penal investigada no presente feito possui como objetividade jurídica, segundo a doutrina, “a liberdade do exercício do voto” (Leonardo Schmitt de Bem e Mariana Garcia Cunha. Direito Penal Eleitoral. 2. ed. São Paulo: Conceito Editorial. 2011. p. 89). O crime em comento não possui relação de dependência com a função parlamentar exercida pelos investigados. Conforme ressalta a Procuradoria-Geral da República, “nítida a finalidade exclusivamente eleitoral do crime em questão, pois a conduta ilícita é praticada visando, de maneira tortuosa, o êxito do candidato no pleito eleitoral, desvinculada, portanto, do desempenho das funções de congressista na Casa Legislativa” (fls. 418). Destarte, a priori, inexiste relação entre os fatos criminosos sob investigação e as funções ocupadas por seus supostos autores. Em hipótese idêntica, proferi decisão com igual teor, determinando a remessa da investigação para Justiça Eleitoral (INQ 4607, DJe 01.8.2018). Em decisões monocráticas, esse mesmo entendimento é sufragado por diversos ministros desta Corte (INQ 4693, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.8.2018; INQ 4453, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.5.2018; INQ 4454, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 06.8.2018 e INQ 4399, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.5.2018 entre outros). Na esteira desses entendimentos, concluo que os fatos investigados não possuem relação com o exercício dos relevantes cargos ocupados pelos recorrentes, mantida a higidez da decisão combatida. Acresço, por fim, que os investigados não foram reeleitos para a 56ª 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 426 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE Legislatura (2019 a 2023), não mais exercendo o mandato de Senador da República e de Deputado Federal. Nesse contexto, impende reconhecer cessada a competência penal originária deste Supremo Tribunal Federal para processar e julgar o feito. Precedentes: Inq 4302, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, j. 05.02.2019; AP 930/DF Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe 08.02.2019; AP 599/RS, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe. 07.02.2019; PET 6197/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 17.8.2017; e Inq 2.333/PR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, 23.3.2007. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE Legislatura (2019 a 2023), não mais exercendo o mandato de Senador da República e de Deputado Federal. Nesse contexto, impende reconhecer cessada a competência penal originária deste Supremo Tribunal Federal para processar e julgar o feito. Precedentes: Inq 4302, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, j. 05.02.2019; AP 930/DF Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe 08.02.2019; AP 599/RS, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe. 07.02.2019; PET 6197/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 17.8.2017; e Inq 2.333/PR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, 23.3.2007. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 427 Esclarecimento 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu pedi destaque, Presidente, porque aqui a investigação é sobre suposto crime de captação ilícita de sufrágio no ano de 2014 por parte de um Senador da República e de um Deputado Federal, ambos no exercício do mandato. Entendi, analisando os autos, que eles captaram ou a acusação de captação ilícita de sufrágio leva em conta, à época, que eles estavam em campanha para reeleição, ou seja, configurado o delito, eles utilizaram a influência do cargo, e entraria exatamente no que nós decidimos no julgamento da Questão de Ordem da Ação Penal 937: no exercício do mandato, utilizando-se do mandato para, em tese, captar ilicitamente o sufrágio. Eu pedi destaque o ano passado, e ambos os parlamentares não se reelegeram, nem o Deputado, nem o Senador. Na verdade, eu continuo achando que, se fosse o ano passado, deveria continuar aqui porque eles utilizaram, pelo menos do que vem pelo Ministério Público, eles teriam utilizado a influência do cargo para captar ilicitamente sufrágio para serem reeleitos. Mas agora encerrou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Esse detalhe foi um detalhe que nós não discutimos e é importante. Não é só em razão do cargo como também em razão de assumir o cargo. Lembra no debate, Ministro Luís Roberto, ficou esse vácuo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso não foi decidido pelo Plenário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 841D-FE4D-155D-620F e senha 1279-9CCD-4D94-DE36 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu pedi destaque, Presidente, porque aqui a investigação é sobre suposto crime de captação ilícita de sufrágio no ano de 2014 por parte de um Senador da República e de um Deputado Federal, ambos no exercício do mandato. Entendi, analisando os autos, que eles captaram ou a acusação de captação ilícita de sufrágio leva em conta, à época, que eles estavam em campanha para reeleição, ou seja, configurado o delito, eles utilizaram a influência do cargo, e entraria exatamente no que nós decidimos no julgamento da Questão de Ordem da Ação Penal 937: no exercício do mandato, utilizando-se do mandato para, em tese, captar ilicitamente o sufrágio. Eu pedi destaque o ano passado, e ambos os parlamentares não se reelegeram, nem o Deputado, nem o Senador. Na verdade, eu continuo achando que, se fosse o ano passado, deveria continuar aqui porque eles utilizaram, pelo menos do que vem pelo Ministério Público, eles teriam utilizado a influência do cargo para captar ilicitamente sufrágio para serem reeleitos. Mas agora encerrou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Esse detalhe foi um detalhe que nós não discutimos e é importante. Não é só em razão do cargo como também em razão de assumir o cargo. Lembra no debate, Ministro Luís Roberto, ficou esse vácuo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso não foi decidido pelo Plenário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 841D-FE4D-155D-620F e senha 1279-9CCD-4D94-DE36 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 428 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas aqui o caso é bem específico do que foi decidido: um já era Senador, outro era Deputado. A acusação é que durante a campanha para a reeleição, lá atrás, em 2014, eles captaram ilicitamente sufrágio. Pelas alegações, eles se utilizaram do próprio cargo na reeleição. Então seria no exercício do mandato e em razão do cargo. Por isso que pedi destaque. Entendia que deveria permanecer aqui. Mas, na eleição de 2018, ambos não foram reeleitos, ou seja, agora eles não exercem mais. Nem é Deputado, nem é Senador, consequentemente, a única divergência minha do posicionamento da Ministra Rosa é de fundamentação agora, passado o ano, ou seja, não porque à época não tinha relação com o cargo, mas, sim, porque agora eles não têm cargo. Não tendo cargo, eles não têm prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal. Então, na conclusão, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E900-C0F7-3644-F6DE e senha 27E1-263C-CA92-A1F0 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas aqui o caso é bem específico do que foi decidido: um já era Senador, outro era Deputado. A acusação é que durante a campanha para a reeleição, lá atrás, em 2014, eles captaram ilicitamente sufrágio. Pelas alegações, eles se utilizaram do próprio cargo na reeleição. Então seria no exercício do mandato e em razão do cargo. Por isso que pedi destaque. Entendia que deveria permanecer aqui. Mas, na eleição de 2018, ambos não foram reeleitos, ou seja, agora eles não exercem mais. Nem é Deputado, nem é Senador, consequentemente, a única divergência minha do posicionamento da Ministra Rosa é de fundamentação agora, passado o ano, ou seja, não porque à época não tinha relação com o cargo, mas, sim, porque agora eles não têm cargo. Não tendo cargo, eles não têm prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal. Então, na conclusão, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E900-C0F7-3644-F6DE e senha 27E1-263C-CA92-A1F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 429 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tenho posição divergente aqui, porque ele não foi denunciado por corrupção no cargo, ou seja, ofereceu uma vantagem quando estivesse no cargo. Foi denunciado pelo crime eleitoral de captação ilícita de sufrágio. Isto não exige titularidade do cargo de parlamentar. Qualquer candidato pode ser denunciado por captação ilícita de sufrágio. Portanto, não acho que este seja um delito praticado em razão do cargo. Até era no cargo, mas não em razão do cargo. Tanto não é em razão do cargo que quem não tivesse cargo poderia ser denunciado pelo mesmo delito. Se ele tivesse utilizado o mandato para dizer "me dá um dinheiro aí que eu, em troca, faço isso por você", aí, acredito que a denúncia deveria ser por corrupção passiva. Aí, sim, talvez, pudesse se enquadrar na competência do Supremo Tribunal Federal, mas, captação ilícita para a campanha penso que não é em razão do cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24B6-043E-4267-30E9 e senha 173D-7759-47E7-452F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tenho posição divergente aqui, porque ele não foi denunciado por corrupção no cargo, ou seja, ofereceu uma vantagem quando estivesse no cargo. Foi denunciado pelo crime eleitoral de captação ilícita de sufrágio. Isto não exige titularidade do cargo de parlamentar. Qualquer candidato pode ser denunciado por captação ilícita de sufrágio. Portanto, não acho que este seja um delito praticado em razão do cargo. Até era no cargo, mas não em razão do cargo. Tanto não é em razão do cargo que quem não tivesse cargo poderia ser denunciado pelo mesmo delito. Se ele tivesse utilizado o mandato para dizer "me dá um dinheiro aí que eu, em troca, faço isso por você", aí, acredito que a denúncia deveria ser por corrupção passiva. Aí, sim, talvez, pudesse se enquadrar na competência do Supremo Tribunal Federal, mas, captação ilícita para a campanha penso que não é em razão do cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24B6-043E-4267-30E9 e senha 173D-7759-47E7-452F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 430 Aditamento ao Voto 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - São coisas diversas. Entendo que nós não podemos já, a priori, sempre dizer: "captação ilícita de sufrágio não é em razão do cargo", porque muitas vezes é! É aquele parlamentar ou chefe do Executivo que, para obter votos para uma reeleição, por exemplo, arruma cargos. Isso não é corrupção. Isso, várias vezes, na jurisprudência do TSE, é captação ilícita. Cada caso deve ser analisado. Não é porque qualquer candidato pode captar ilicitamente que nunca será em razão do cargo daquele que vai assumir o seu re-mandato, ou seja, a reeleição. Por isso que, à época, entendi que, em se configurando o crime, estariam utilizando-se do cargo, porque é totalmente diferente fazer campanha quem já é deputado ou senador de quem não é deputado ou senador; a captação de votos é totalmente diferente. Aqui, em tese, entendi, à época, que poderiam ter-se utilizado do cargo para organização; utilizaram a assessoria, tudo para captar ilicitamente. Mas, como eu disse, nenhum dos dois, se realmente captaram ilicitamente, foram reeleitos. Então, agora, eles não são mais parlamentares. Não sendo, cessou, imediatamente, ao meu ver, a eventual competência do Supremo. Então, no mérito, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F9D-4356-8F54-46B4 e senha C3E0-8594-EE9B-C9F3 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - São coisas diversas. Entendo que nós não podemos já, a priori, sempre dizer: "captação ilícita de sufrágio não é em razão do cargo", porque muitas vezes é! É aquele parlamentar ou chefe do Executivo que, para obter votos para uma reeleição, por exemplo, arruma cargos. Isso não é corrupção. Isso, várias vezes, na jurisprudência do TSE, é captação ilícita. Cada caso deve ser analisado. Não é porque qualquer candidato pode captar ilicitamente que nunca será em razão do cargo daquele que vai assumir o seu re-mandato, ou seja, a reeleição. Por isso que, à época, entendi que, em se configurando o crime, estariam utilizando-se do cargo, porque é totalmente diferente fazer campanha quem já é deputado ou senador de quem não é deputado ou senador; a captação de votos é totalmente diferente. Aqui, em tese, entendi, à época, que poderiam ter-se utilizado do cargo para organização; utilizaram a assessoria, tudo para captar ilicitamente. Mas, como eu disse, nenhum dos dois, se realmente captaram ilicitamente, foram reeleitos. Então, agora, eles não são mais parlamentares. Não sendo, cessou, imediatamente, ao meu ver, a eventual competência do Supremo. Então, no mérito, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F9D-4356-8F54-46B4 e senha C3E0-8594-EE9B-C9F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 431 Aditamento ao Voto 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Peço a palavra na condição de Relatora. Mantenho o voto, agregando o fundamento agora trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, porque, segundo a nossa jurisprudência, se não reeleitos, cessaria, sem a menor dúvida, o foro por prerrogativa de função. Eu, com todo o respeito, tenho a mesma compreensão do Ministro Luís Roberto, até porque, segundo a melhor doutrina, o objeto deste delito específico do art. 299 do Código Eleitoral é exatamente a liberdade do exercício do voto. Ou seja, o enquadramento como delito se dá pela proteção ao bem jurídico, liberdade do exercício do voto, e não tem, com o devido respeito, na minha visão, nada a ver com o fato de já ser, na época, senador. E, de qualquer maneira, diria respeito à Eleição de 2014 ainda. Por isso, manteria a fundamentação da minha decisão monocrática e agregaria, ainda, o segundo fundamento hoje trazido pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes. E, ainda, talvez se possa, até pela relevância, e, se Vossas Excelências já decidiram monocraticamente, até peço que me declinem, porque eu já verifiquei decisões da Segunda Turma nesta linha. Diz respeito ao caixa dois ou qualquer irregularidade vinculada ao exercício específico da prestação de contas, ou seja, antes da assunção, se levaria ou não ao reconhecimento da prerrogativa de foro. A Segunda Turma entende que não, que é um delito anterior ao exercício do mandato. Aí, pelo princípio da especialidade, o delito seria eleitoral e nós declinaríamos. Eu não lembro de nenhuma decisão nossa, aqui da Turma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB4A-2FA1-6861-DB99 e senha 6CDE-0878-6EAE-9004 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Peço a palavra na condição de Relatora. Mantenho o voto, agregando o fundamento agora trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, porque, segundo a nossa jurisprudência, se não reeleitos, cessaria, sem a menor dúvida, o foro por prerrogativa de função. Eu, com todo o respeito, tenho a mesma compreensão do Ministro Luís Roberto, até porque, segundo a melhor doutrina, o objeto deste delito específico do art. 299 do Código Eleitoral é exatamente a liberdade do exercício do voto. Ou seja, o enquadramento como delito se dá pela proteção ao bem jurídico, liberdade do exercício do voto, e não tem, com o devido respeito, na minha visão, nada a ver com o fato de já ser, na época, senador. E, de qualquer maneira, diria respeito à Eleição de 2014 ainda. Por isso, manteria a fundamentação da minha decisão monocrática e agregaria, ainda, o segundo fundamento hoje trazido pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes. E, ainda, talvez se possa, até pela relevância, e, se Vossas Excelências já decidiram monocraticamente, até peço que me declinem, porque eu já verifiquei decisões da Segunda Turma nesta linha. Diz respeito ao caixa dois ou qualquer irregularidade vinculada ao exercício específico da prestação de contas, ou seja, antes da assunção, se levaria ou não ao reconhecimento da prerrogativa de foro. A Segunda Turma entende que não, que é um delito anterior ao exercício do mandato. Aí, pelo princípio da especialidade, o delito seria eleitoral e nós declinaríamos. Eu não lembro de nenhuma decisão nossa, aqui da Turma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB4A-2FA1-6861-DB99 e senha 6CDE-0878-6EAE-9004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 432 Aditamento ao Voto 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso, Ministra Rosa Weber, teria que confirmar, que esta é a primeira situação em que alguém, que ocupava o mandato, é denunciado por um crime, por fato anterior ou dissociado, ou supostamente dissociado, em que nós vamos decidir. Por essa razão, estou fazendo questão de me pronunciar sobre... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não é esse o nosso caso. Eu até aproveitei, porque pertinente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A nossa hipótese aqui... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É assemelhada, por isso é que eu ampliei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu considero que a captação ilícita de sufrágio, que tem como bem jurídico a proteção da liberdade do voto, vale para quem tem mandato e para quem não tem mandato. Portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Porque se fosse em razão do cargo, quem não tem mandato não poderia praticá-lo. De modo que, por esse fundamento e também pelo fato de que não tem mais mandato atualmente, porque não reeleitos, fatos supervenientes, estou votando no sentido de manter a decisão da Ministra Rosa Weber. Relembro – e o Ministro Alexandre já mencionou isso –, na discussão, no Plenário, Sua Excelência foi favorável a fato praticado no cargo, mas não em razão do cargo. Sua Excelência tinha o entendimento de que o simples fato de ser praticado no cargo já geraria a competência do Supremo Tribunal Federal. Mas eu penso que não. E, neste caso, considero totalmente dissociada do cargo a captação ilícita de sufrágio. De modo que estou acompanhando o voto da Ministra Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2990-89CF-004B-1518 e senha 60CC-F35C-6847-96EE Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso, Ministra Rosa Weber, teria que confirmar, que esta é a primeira situação em que alguém, que ocupava o mandato, é denunciado por um crime, por fato anterior ou dissociado, ou supostamente dissociado, em que nós vamos decidir. Por essa razão, estou fazendo questão de me pronunciar sobre... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não é esse o nosso caso. Eu até aproveitei, porque pertinente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A nossa hipótese aqui... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É assemelhada, por isso é que eu ampliei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu considero que a captação ilícita de sufrágio, que tem como bem jurídico a proteção da liberdade do voto, vale para quem tem mandato e para quem não tem mandato. Portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Porque se fosse em razão do cargo, quem não tem mandato não poderia praticá-lo. De modo que, por esse fundamento e também pelo fato de que não tem mais mandato atualmente, porque não reeleitos, fatos supervenientes, estou votando no sentido de manter a decisão da Ministra Rosa Weber. Relembro – e o Ministro Alexandre já mencionou isso –, na discussão, no Plenário, Sua Excelência foi favorável a fato praticado no cargo, mas não em razão do cargo. Sua Excelência tinha o entendimento de que o simples fato de ser praticado no cargo já geraria a competência do Supremo Tribunal Federal. Mas eu penso que não. E, neste caso, considero totalmente dissociada do cargo a captação ilícita de sufrágio. De modo que estou acompanhando o voto da Ministra Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2990-89CF-004B-1518 e senha 60CC-F35C-6847-96EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 433 Observação 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, vencido nessa parte, adoto o que o Plenário decidiu. Aqui, reitero. Não se pode, a meu ver, a priori, dizer que captação ilícita de sufrágio por parte de um parlamentar, obrigatoriamente, nunca terá relação com o cargo. Isso deverá ser analisado, a meu ver, caso a caso. Por exemplo, nós já tivemos condenações no Supremo Tribunal Federal assim, no sentido de que o parlamentar que usa o seu gabinete para audiências, para captar votos, está usando o cargo. Ou seja, o que coloco aqui é que, a meu ver, nesse caso, já eram parlamentares, estão sendo acusados por algo que, em tese, pelos elementos aqui, eles utilizaram o cargo. Mas volto a dizer, não são mais parlamentares, então fica prejudicada até a segunda análise. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F377-B1CC-9AF2-F493 e senha FE51-28C3-6CDC-17C2 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, vencido nessa parte, adoto o que o Plenário decidiu. Aqui, reitero. Não se pode, a meu ver, a priori, dizer que captação ilícita de sufrágio por parte de um parlamentar, obrigatoriamente, nunca terá relação com o cargo. Isso deverá ser analisado, a meu ver, caso a caso. Por exemplo, nós já tivemos condenações no Supremo Tribunal Federal assim, no sentido de que o parlamentar que usa o seu gabinete para audiências, para captar votos, está usando o cargo. Ou seja, o que coloco aqui é que, a meu ver, nesse caso, já eram parlamentares, estão sendo acusados por algo que, em tese, pelos elementos aqui, eles utilizaram o cargo. Mas volto a dizer, não são mais parlamentares, então fica prejudicada até a segunda análise. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F377-B1CC-9AF2-F493 e senha FE51-28C3-6CDC-17C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 434 Observação 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em relação ao ponto suscitado pela Ministra Rosa – não é a matéria do processo aqui –, mas acho que falsidade ideológica eleitoral é a mesma situação. Digo isso porque pode ser praticado por quem tem mandato e por quem não tem mandato, portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Mas isso, estou falando como obiter dictum. No caso concreto, estou acompanhando a Relatora pelo fundamento originário e pelo novo fundamento que Sua Excelência agregou à decisão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 813F-6C8B-F3E9-D31C e senha 097A-BDC4-7295-CD28 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em relação ao ponto suscitado pela Ministra Rosa – não é a matéria do processo aqui –, mas acho que falsidade ideológica eleitoral é a mesma situação. Digo isso porque pode ser praticado por quem tem mandato e por quem não tem mandato, portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Mas isso, estou falando como obiter dictum. No caso concreto, estou acompanhando a Relatora pelo fundamento originário e pelo novo fundamento que Sua Excelência agregou à decisão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 813F-6C8B-F3E9-D31C e senha 097A-BDC4-7295-CD28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 435 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão. Foram protocolados embargos declaratórios, cujas causas de pedir são diversas das causas de pedir do agravo, resultante da conversão. Calha observar o novo Código de Processo Civil no que prevê, no caso de conversão, a intimação do interessado para, querendo, aditar as razões apresentadas, considerado o recurso realmente interposto. Fico vencido nessa parte e, na segunda, acompanho a Relatora no voto proferido, porque houve a extinção dos mandatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D523-C9CC-1118-0A95 e senha 2E07-F463-A138-0C81 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão. Foram protocolados embargos declaratórios, cujas causas de pedir são diversas das causas de pedir do agravo, resultante da conversão. Calha observar o novo Código de Processo Civil no que prevê, no caso de conversão, a intimação do interessado para, querendo, aditar as razões apresentadas, considerado o recurso realmente interposto. Fico vencido nessa parte e, na segunda, acompanho a Relatora no voto proferido, porque houve a extinção dos mandatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D523-C9CC-1118-0A95 e senha 2E07-F463-A138-0C81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 436 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B11C-DF1A-C412-5DE6 e senha 45F1-41A2-C03E-B500 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B11C-DF1A-C412-5DE6 e senha 45F1-41A2-C03E-B500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18 437
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749509093
2019-02-05T00:00:00
2019-04-03T00:00:00
A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
EMB.DECL. NO INQUÉRITO
EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. PROCESSO PENAL. COMPETÊNCIA POSIÇÃO EXTERNADA PELO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RESTRINGINDO SUA COMPETÊNCIA CRIMINAL ORIGINÁRIA. CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO NAS ELEIÇÕES DE 2014. CRIME SEM RELAÇÃO COM O CARGO PARLAMENTAR. TÉRMINO DO MANDATO, SEM REELEIÇÃO. DECLINAÇÃO DE COMPETÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgamento da QO na AP 937, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 03.5.2018, consignou interpretação restritiva de sua competência criminal originária. 3. Ausência de relação entre os fatos investigados, enquanto pertinentes ao crime de captação ilícita de sufrágio (código eleitoral, art. 255), supostamente cometido, e os cargos de senador e deputado federal exercidos pelos investigados, a provocar a declinação da competência. 4. Ausência de reeleição para a 56ª Legislatura (2019 a 2023), a implicar o reconhecimento de que cessada a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur401241
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF, CRIME, PARLAMENTAR) Pet 6197 (2ªT), AP 937 QO (TP). (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA) HC 120227 ED (1ªT), HC 130594 ED (1ªT), RHC 128727 ED (2ªT), HC 131309 ED (1ªT), HC 134222 ED (TP). - Decisões monocráticas citadas: (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF, CRIME ELEITORAL, PARLAMENTAR) Inq 4453, Inq 4399, Inq 4607, Inq 4693. (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF, CRIME, PARLAMENTAR) Inq 2333, AP 599, AP 930. - Veja Inq 4454 do STF. Número de páginas: 18. Análise: 18/06/2019, KBP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
4680
[ "LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\n ART-00255 ART-00299\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Inq-ED
acordaos
Inq 4680 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. PROCESSO PENAL. COMPETÊNCIA POSIÇÃO EXTERNADA PELO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RESTRINGINDO SUA COMPETÊNCIA CRIMINAL ORIGINÁRIA. CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO NAS ELEIÇÕES DE 2014. CRIME SEM RELAÇÃO COM O CARGO PARLAMENTAR. TÉRMINO DO MANDATO, SEM REELEIÇÃO. DECLINAÇÃO DE COMPETÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgamento da QO na AP 937, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 03.5.2018, consignou interpretação restritiva de sua competência criminal originária. 3. Ausência de relação entre os fatos investigados, enquanto pertinentes ao crime de captação ilícita de sufrágio (código eleitoral, art. 255), supostamente cometido, e os cargos de senador e deputado federal exercidos pelos investigados, a provocar a declinação da competência. 4. Ausência de reeleição para a 56... Legislatura (2019 a 2023), a implicar o reconhecimento de que cessada a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B52-CABB-65F8-E887 e senha 7045-040B-6AE7-7EB6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 420 Ementa e Acórdão INQ 4680 ED / SE qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por maioria, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e, por unanimidade, em negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, em sessão da Primeira Turma, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B52-CABB-65F8-E887 e senha 7045-040B-6AE7-7EB6 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por maioria, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e, por unanimidade, em negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, em sessão da Primeira Turma, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B52-CABB-65F8-E887 e senha 7045-040B-6AE7-7EB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 421 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática da minha lavra, em que determinei a remessa dos autos para a instância ordinária, opõem embargos de declaração os investigados Eduardo Alves Amorim e André Luiz Dantas Ferreira. Com amparo no art. 1022 do Código de Processo Civil, reputam omisso o julgado. Alegam, em síntese: . omissão quanto à razão subjacente à decisão deste e. Supremo Tribunal Federal na QO na AP 937, pois, quando do cometimento dos fatos investigados já ocupavam os cargos de parlamentares federais, devendo ser mantida a competência do Supremo Tribunal Federal para apuração dos fatos. Ouvida, a Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo “não conhecimento dos embargos de declaração, ante ausente o vício apontado” (fls. 414-8). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7572-D724-0FFB-70C2 e senha 61AA-CD13-EF29-ECA3 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática da minha lavra, em que determinei a remessa dos autos para a instância ordinária, opõem embargos de declaração os investigados Eduardo Alves Amorim e André Luiz Dantas Ferreira. Com amparo no art. 1022 do Código de Processo Civil, reputam omisso o julgado. Alegam, em síntese: . omissão quanto à razão subjacente à decisão deste e. Supremo Tribunal Federal na QO na AP 937, pois, quando do cometimento dos fatos investigados já ocupavam os cargos de parlamentares federais, devendo ser mantida a competência do Supremo Tribunal Federal para apuração dos fatos. Ouvida, a Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo “não conhecimento dos embargos de declaração, ante ausente o vício apontado” (fls. 414-8). É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7572-D724-0FFB-70C2 e senha 61AA-CD13-EF29-ECA3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 422 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Senhor Presidente, esta Corte já firmou entendimento de que, em matéria penal, não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do Relator (HC 134.222-ED/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 23.8.2016; HC 131.309-ED/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 28.6.2016; HC 130.594-ED/RS, Rel. Min. Edson Facchin, 1... Turma, Dje 19.02.2016; RHC 128.727-ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, Dje 18.02.2016; e HC 120.227-ED/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 18.3.2014). Recebo, portanto, como agravo regimental os presentes embargos de declaração. O presente recurso objetiva rever decisão via da qual determinei, a requerimento da Procuradora-Geral da República, o encaminhamento dos autos ao juízo da 29... Seção Eleitoral do Estado do Sergipe, para prosseguir nas investigações. Eis o teor da decisão combatida: Ementa: Direito Processual Penal. Inquérito Policial. Foro Especial por prerrogativa de função. Restrição. Entendimento do Supremo Tribunal Federal em Questão de Ordem na Ação Penal 937-RJ. Hipótese restritiva. Exigências temporal e de pertinência funcional não verificadas. Declínio da competência. O foro especial por prerrogativa de função, de que cuida o art. 53, § 1..., da Constituição Federal de 1988 (Deputados Federais e Senadores), contempla os delitos praticados no cargo e em razão dele. Situação concreta que não se amolda às hipóteses de competência definidas pelo Supremo Tribunal Federal. Competência declinada ao Juízo da 29... Zona Eleitoral do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Senhor Presidente, esta Corte já firmou entendimento de que, em matéria penal, não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do Relator (HC 134.222-ED/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 23.8.2016; HC 131.309-ED/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 28.6.2016; HC 130.594-ED/RS, Rel. Min. Edson Facchin, 1... Turma, Dje 19.02.2016; RHC 128.727-ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, Dje 18.02.2016; e HC 120.227-ED/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 18.3.2014). Recebo, portanto, como agravo regimental os presentes embargos de declaração. O presente recurso objetiva rever decisão via da qual determinei, a requerimento da Procuradora-Geral da República, o encaminhamento dos autos ao juízo da 29... Seção Eleitoral do Estado do Sergipe, para prosseguir nas investigações. Eis o teor da decisão combatida: Ementa: Direito Processual Penal. Inquérito Policial. Foro Especial por prerrogativa de função. Restrição. Entendimento do Supremo Tribunal Federal em Questão de Ordem na Ação Penal 937-RJ. Hipótese restritiva. Exigências temporal e de pertinência funcional não verificadas. Declínio da competência. O foro especial por prerrogativa de função, de que cuida o art. 53, § 1..., da Constituição Federal de 1988 (Deputados Federais e Senadores), contempla os delitos praticados no cargo e em razão dele. Situação concreta que não se amolda às hipóteses de competência definidas pelo Supremo Tribunal Federal. Competência declinada ao Juízo da 29... Zona Eleitoral do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 423 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE Estado de Sergipe. Vistos etc. Trata-se de inquérito policial contra o Senador da República Eduardo Alves do Amorim e contra o Deputado Federal André Luís Dantas Ferreira por supostamente praticarem crime de captação ilícita de sufrágio (art. 299 do Código Eleitoral Brasileiro). Durante diligências investigativas que apuravam a prática de crime de exploração sexual de vulnerável e fornecimento de bebida alcoólica a menores (sem envolvimento dos investigados), constatou-se a suposta prática de crime eleitoral por parte dos investigados supramencionados. O presente inquérito foi instaurado 02.8.18 por decisão desta relatoria, oportunidade na qual também foi dado prosseguimento ao desmembramento dos autos quanto a suspeitos que não possuíam prerrogativa por foro de função (fls. 339-47), conforme requerimento da Procuradora-Geral da República (fls. 282-90). A Procuradora-Geral da República manifestou-se pela remessa dos autos ao Juízo de origem em razão de incompetência superveniente do Supremo Tribunal Federal decorrente do entendimento firmado na QO da AP 937/RJ (fls. 397/9). É o relatório. Decido. Com o julgamento da Questão de Ordem na AP 937, de relatoria do Min. Luís Roberto Barroso, ocorrido em sessão plenária do dia 03.5.2018, o Supremo Tribunal Federal concluiu que a sua competência originária criminal, em relação aos parlamentares federais, é limitada aos delitos praticados durante o mandato parlamentar e que, concomitantemente, possuam pertinência funcional com o cargo ocupado. Nesse sentido a conclusão do acórdão: Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, resolveu questão de ordem no sentido de fixar as seguintes teses: (i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE Estado de Sergipe. Vistos etc. Trata-se de inquérito policial contra o Senador da República Eduardo Alves do Amorim e contra o Deputado Federal André Luís Dantas Ferreira por supostamente praticarem crime de captação ilícita de sufrágio (art. 299 do Código Eleitoral Brasileiro). Durante diligências investigativas que apuravam a prática de crime de exploração sexual de vulnerável e fornecimento de bebida alcoólica a menores (sem envolvimento dos investigados), constatou-se a suposta prática de crime eleitoral por parte dos investigados supramencionados. O presente inquérito foi instaurado 02.8.18 por decisão desta relatoria, oportunidade na qual também foi dado prosseguimento ao desmembramento dos autos quanto a suspeitos que não possuíam prerrogativa por foro de função (fls. 339-47), conforme requerimento da Procuradora-Geral da República (fls. 282-90). A Procuradora-Geral da República manifestou-se pela remessa dos autos ao Juízo de origem em razão de incompetência superveniente do Supremo Tribunal Federal decorrente do entendimento firmado na QO da AP 937/RJ (fls. 397/9). É o relatório. Decido. Com o julgamento da Questão de Ordem na AP 937, de relatoria do Min. Luís Roberto Barroso, ocorrido em sessão plenária do dia 03.5.2018, o Supremo Tribunal Federal concluiu que a sua competência originária criminal, em relação aos parlamentares federais, é limitada aos delitos praticados durante o mandato parlamentar e que, concomitantemente, possuam pertinência funcional com o cargo ocupado. Nesse sentido a conclusão do acórdão: Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, resolveu questão de ordem no sentido de fixar as seguintes teses: (i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 424 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo, com o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediatamente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)(...). No caso aqui examinado, as condutas imputadas aos investigados não guardam relação com as funções que exercem enquanto parlamentares federais, segundo a interpretação que vem de ser definida, a provocar a alteração da competência, com a consequente remessa dos autos para o Juízo competente (art. 109 CPP e art. 21, § 1..., RISTF). Nesses termos, reconheço a incompetência por causa superveniente desta Corte e determino a remessa dos autos ao Juízo da 29... Zona Eleitoral do Estado de Sergipe. Nada colhe o recurso. Na decisão da QO na AP 937-RJ, esta Suprema Corte condicionou a competência para julgamento de parlamentares federais a dois requisitos interligados: crime praticado durante o exercício do cargo e relacionado às funções desempenhadas. No caso dos autos, apesar dos fatos investigados terem ocorrido durante a campanha eleitoral de 2014, quando os investigados ocupavam, respectivamente, os cargos de Senador da República e Deputado Federal, não possuem conexão com os cargos por eles ocupados. Cuida-se de investigação por crime de corrupção eleitoral, tipificado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo, com o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediatamente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)(...). No caso aqui examinado, as condutas imputadas aos investigados não guardam relação com as funções que exercem enquanto parlamentares federais, segundo a interpretação que vem de ser definida, a provocar a alteração da competência, com a consequente remessa dos autos para o Juízo competente (art. 109 CPP e art. 21, § 1..., RISTF). Nesses termos, reconheço a incompetência por causa superveniente desta Corte e determino a remessa dos autos ao Juízo da 29... Zona Eleitoral do Estado de Sergipe. Nada colhe o recurso. Na decisão da QO na AP 937-RJ, esta Suprema Corte condicionou a competência para julgamento de parlamentares federais a dois requisitos interligados: crime praticado durante o exercício do cargo e relacionado às funções desempenhadas. No caso dos autos, apesar dos fatos investigados terem ocorrido durante a campanha eleitoral de 2014, quando os investigados ocupavam, respectivamente, os cargos de Senador da República e Deputado Federal, não possuem conexão com os cargos por eles ocupados. Cuida-se de investigação por crime de corrupção eleitoral, tipificado 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 425 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE no art. 299 do Código Eleitoral Brasileiro: “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A infração penal investigada no presente feito possui como objetividade jurídica, segundo a doutrina, “a liberdade do exercício do voto” (Leonardo Schmitt de Bem e Mariana Garcia Cunha. Direito Penal Eleitoral. 2. ed. São Paulo: Conceito Editorial. 2011. p. 89). O crime em comento não possui relação de dependência com a função parlamentar exercida pelos investigados. Conforme ressalta a Procuradoria-Geral da República, “nítida a finalidade exclusivamente eleitoral do crime em questão, pois a conduta ilícita é praticada visando, de maneira tortuosa, o êxito do candidato no pleito eleitoral, desvinculada, portanto, do desempenho das funções de congressista na Casa Legislativa” (fls. 418). Destarte, a priori, inexiste relação entre os fatos criminosos sob investigação e as funções ocupadas por seus supostos autores. Em hipótese idêntica, proferi decisão com igual teor, determinando a remessa da investigação para Justiça Eleitoral (INQ 4607, DJe 01.8.2018). Em decisões monocráticas, esse mesmo entendimento é sufragado por diversos ministros desta Corte (INQ 4693, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.8.2018; INQ 4453, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.5.2018; INQ 4454, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 06.8.2018 e INQ 4399, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.5.2018 entre outros). Na esteira desses entendimentos, concluo que os fatos investigados não possuem relação com o exercício dos relevantes cargos ocupados pelos recorrentes, mantida a higidez da decisão combatida. Acresço, por fim, que os investigados não foram reeleitos para a 56... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE no art. 299 do Código Eleitoral Brasileiro: “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A infração penal investigada no presente feito possui como objetividade jurídica, segundo a doutrina, “a liberdade do exercício do voto” (Leonardo Schmitt de Bem e Mariana Garcia Cunha. Direito Penal Eleitoral. 2. ed. São Paulo: Conceito Editorial. 2011. p. 89). O crime em comento não possui relação de dependência com a função parlamentar exercida pelos investigados. Conforme ressalta a Procuradoria-Geral da República, “nítida a finalidade exclusivamente eleitoral do crime em questão, pois a conduta ilícita é praticada visando, de maneira tortuosa, o êxito do candidato no pleito eleitoral, desvinculada, portanto, do desempenho das funções de congressista na Casa Legislativa” (fls. 418). Destarte, a priori, inexiste relação entre os fatos criminosos sob investigação e as funções ocupadas por seus supostos autores. Em hipótese idêntica, proferi decisão com igual teor, determinando a remessa da investigação para Justiça Eleitoral (INQ 4607, DJe 01.8.2018). Em decisões monocráticas, esse mesmo entendimento é sufragado por diversos ministros desta Corte (INQ 4693, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.8.2018; INQ 4453, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 11.5.2018; INQ 4454, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 06.8.2018 e INQ 4399, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 15.5.2018 entre outros). Na esteira desses entendimentos, concluo que os fatos investigados não possuem relação com o exercício dos relevantes cargos ocupados pelos recorrentes, mantida a higidez da decisão combatida. Acresço, por fim, que os investigados não foram reeleitos para a 56... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 426 Voto - MIN. ROSA WEBER INQ 4680 ED / SE Legislatura (2019 a 2023), não mais exercendo o mandato de Senador da República e de Deputado Federal. Nesse contexto, impende reconhecer cessada a competência penal originária deste Supremo Tribunal Federal para processar e julgar o feito. Precedentes: Inq 4302, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, j. 05.02.2019; AP 930/DF Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe 08.02.2019; AP 599/RS, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe. 07.02.2019; PET 6197/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 17.8.2017; e Inq 2.333/PR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, 23.3.2007. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Supremo Tribunal Federal INQ 4680 ED / SE Legislatura (2019 a 2023), não mais exercendo o mandato de Senador da República e de Deputado Federal. Nesse contexto, impende reconhecer cessada a competência penal originária deste Supremo Tribunal Federal para processar e julgar o feito. Precedentes: Inq 4302, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, j. 05.02.2019; AP 930/DF Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe 08.02.2019; AP 599/RS, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, DJe. 07.02.2019; PET 6197/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 17.8.2017; e Inq 2.333/PR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, 23.3.2007. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D84-2F71-6346-7EF0 e senha 27E0-BF3D-BE30-2881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 427 Esclarecimento 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu pedi destaque, Presidente, porque aqui a investigação é sobre suposto crime de captação ilícita de sufrágio no ano de 2014 por parte de um Senador da República e de um Deputado Federal, ambos no exercício do mandato. Entendi, analisando os autos, que eles captaram ou a acusação de captação ilícita de sufrágio leva em conta, à época, que eles estavam em campanha para reeleição, ou seja, configurado o delito, eles utilizaram a influência do cargo, e entraria exatamente no que nós decidimos no julgamento da Questão de Ordem da Ação Penal 937: no exercício do mandato, utilizando-se do mandato para, em tese, captar ilicitamente o sufrágio. Eu pedi destaque o ano passado, e ambos os parlamentares não se reelegeram, nem o Deputado, nem o Senador. Na verdade, eu continuo achando que, se fosse o ano passado, deveria continuar aqui porque eles utilizaram, pelo menos do que vem pelo Ministério Público, eles teriam utilizado a influência do cargo para captar ilicitamente sufrágio para serem reeleitos. Mas agora encerrou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Esse detalhe foi um detalhe que nós não discutimos e é importante. Não é só em razão do cargo como também em razão de assumir o cargo. Lembra no debate, Ministro Luís Roberto, ficou esse vácuo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso não foi decidido pelo Plenário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 841D-FE4D-155D-620F e senha 1279-9CCD-4D94-DE36 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu pedi destaque, Presidente, porque aqui a investigação é sobre suposto crime de captação ilícita de sufrágio no ano de 2014 por parte de um Senador da República e de um Deputado Federal, ambos no exercício do mandato. Entendi, analisando os autos, que eles captaram ou a acusação de captação ilícita de sufrágio leva em conta, à época, que eles estavam em campanha para reeleição, ou seja, configurado o delito, eles utilizaram a influência do cargo, e entraria exatamente no que nós decidimos no julgamento da Questão de Ordem da Ação Penal 937: no exercício do mandato, utilizando-se do mandato para, em tese, captar ilicitamente o sufrágio. Eu pedi destaque o ano passado, e ambos os parlamentares não se reelegeram, nem o Deputado, nem o Senador. Na verdade, eu continuo achando que, se fosse o ano passado, deveria continuar aqui porque eles utilizaram, pelo menos do que vem pelo Ministério Público, eles teriam utilizado a influência do cargo para captar ilicitamente sufrágio para serem reeleitos. Mas agora encerrou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Esse detalhe foi um detalhe que nós não discutimos e é importante. Não é só em razão do cargo como também em razão de assumir o cargo. Lembra no debate, Ministro Luís Roberto, ficou esse vácuo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Isso não foi decidido pelo Plenário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 841D-FE4D-155D-620F e senha 1279-9CCD-4D94-DE36 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 428 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas aqui o caso é bem específico do que foi decidido: um já era Senador, outro era Deputado. A acusação é que durante a campanha para a reeleição, lá atrás, em 2014, eles captaram ilicitamente sufrágio. Pelas alegações, eles se utilizaram do próprio cargo na reeleição. Então seria no exercício do mandato e em razão do cargo. Por isso que pedi destaque. Entendia que deveria permanecer aqui. Mas, na eleição de 2018, ambos não foram reeleitos, ou seja, agora eles não exercem mais. Nem é Deputado, nem é Senador, consequentemente, a única divergência minha do posicionamento da Ministra Rosa é de fundamentação agora, passado o ano, ou seja, não porque à época não tinha relação com o cargo, mas, sim, porque agora eles não têm cargo. Não tendo cargo, eles não têm prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal. Então, na conclusão, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E900-C0F7-3644-F6DE e senha 27E1-263C-CA92-A1F0 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas aqui o caso é bem específico do que foi decidido: um já era Senador, outro era Deputado. A acusação é que durante a campanha para a reeleição, lá atrás, em 2014, eles captaram ilicitamente sufrágio. Pelas alegações, eles se utilizaram do próprio cargo na reeleição. Então seria no exercício do mandato e em razão do cargo. Por isso que pedi destaque. Entendia que deveria permanecer aqui. Mas, na eleição de 2018, ambos não foram reeleitos, ou seja, agora eles não exercem mais. Nem é Deputado, nem é Senador, consequentemente, a única divergência minha do posicionamento da Ministra Rosa é de fundamentação agora, passado o ano, ou seja, não porque à época não tinha relação com o cargo, mas, sim, porque agora eles não têm cargo. Não tendo cargo, eles não têm prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal. Então, na conclusão, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E900-C0F7-3644-F6DE e senha 27E1-263C-CA92-A1F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 429 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tenho posição divergente aqui, porque ele não foi denunciado por corrupção no cargo, ou seja, ofereceu uma vantagem quando estivesse no cargo. Foi denunciado pelo crime eleitoral de captação ilícita de sufrágio. Isto não exige titularidade do cargo de parlamentar. Qualquer candidato pode ser denunciado por captação ilícita de sufrágio. Portanto, não acho que este seja um delito praticado em razão do cargo. Até era no cargo, mas não em razão do cargo. Tanto não é em razão do cargo que quem não tivesse cargo poderia ser denunciado pelo mesmo delito. Se ele tivesse utilizado o mandato para dizer "me dá um dinheiro aí que eu, em troca, faço isso por você", aí, acredito que a denúncia deveria ser por corrupção passiva. Aí, sim, talvez, pudesse se enquadrar na competência do Supremo Tribunal Federal, mas, captação ilícita para a campanha penso que não é em razão do cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24B6-043E-4267-30E9 e senha 173D-7759-47E7-452F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tenho posição divergente aqui, porque ele não foi denunciado por corrupção no cargo, ou seja, ofereceu uma vantagem quando estivesse no cargo. Foi denunciado pelo crime eleitoral de captação ilícita de sufrágio. Isto não exige titularidade do cargo de parlamentar. Qualquer candidato pode ser denunciado por captação ilícita de sufrágio. Portanto, não acho que este seja um delito praticado em razão do cargo. Até era no cargo, mas não em razão do cargo. Tanto não é em razão do cargo que quem não tivesse cargo poderia ser denunciado pelo mesmo delito. Se ele tivesse utilizado o mandato para dizer "me dá um dinheiro aí que eu, em troca, faço isso por você", aí, acredito que a denúncia deveria ser por corrupção passiva. Aí, sim, talvez, pudesse se enquadrar na competência do Supremo Tribunal Federal, mas, captação ilícita para a campanha penso que não é em razão do cargo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24B6-043E-4267-30E9 e senha 173D-7759-47E7-452F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 430 Aditamento ao Voto 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - São coisas diversas. Entendo que nós não podemos já, a priori, sempre dizer: "captação ilícita de sufrágio não é em razão do cargo", porque muitas vezes é! É aquele parlamentar ou chefe do Executivo que, para obter votos para uma reeleição, por exemplo, arruma cargos. Isso não é corrupção. Isso, várias vezes, na jurisprudência do TSE, é captação ilícita. Cada caso deve ser analisado. Não é porque qualquer candidato pode captar ilicitamente que nunca será em razão do cargo daquele que vai assumir o seu re-mandato, ou seja, a reeleição. Por isso que, à época, entendi que, em se configurando o crime, estariam utilizando-se do cargo, porque é totalmente diferente fazer campanha quem já é deputado ou senador de quem não é deputado ou senador; a captação de votos é totalmente diferente. Aqui, em tese, entendi, à época, que poderiam ter-se utilizado do cargo para organização; utilizaram a assessoria, tudo para captar ilicitamente. Mas, como eu disse, nenhum dos dois, se realmente captaram ilicitamente, foram reeleitos. Então, agora, eles não são mais parlamentares. Não sendo, cessou, imediatamente, ao meu ver, a eventual competência do Supremo. Então, no mérito, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F9D-4356-8F54-46B4 e senha C3E0-8594-EE9B-C9F3 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - São coisas diversas. Entendo que nós não podemos já, a priori, sempre dizer: "captação ilícita de sufrágio não é em razão do cargo", porque muitas vezes é! É aquele parlamentar ou chefe do Executivo que, para obter votos para uma reeleição, por exemplo, arruma cargos. Isso não é corrupção. Isso, várias vezes, na jurisprudência do TSE, é captação ilícita. Cada caso deve ser analisado. Não é porque qualquer candidato pode captar ilicitamente que nunca será em razão do cargo daquele que vai assumir o seu re-mandato, ou seja, a reeleição. Por isso que, à época, entendi que, em se configurando o crime, estariam utilizando-se do cargo, porque é totalmente diferente fazer campanha quem já é deputado ou senador de quem não é deputado ou senador; a captação de votos é totalmente diferente. Aqui, em tese, entendi, à época, que poderiam ter-se utilizado do cargo para organização; utilizaram a assessoria, tudo para captar ilicitamente. Mas, como eu disse, nenhum dos dois, se realmente captaram ilicitamente, foram reeleitos. Então, agora, eles não são mais parlamentares. Não sendo, cessou, imediatamente, ao meu ver, a eventual competência do Supremo. Então, no mérito, acompanho a eminente Relatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F9D-4356-8F54-46B4 e senha C3E0-8594-EE9B-C9F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 431 Aditamento ao Voto 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Peço a palavra na condição de Relatora. Mantenho o voto, agregando o fundamento agora trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, porque, segundo a nossa jurisprudência, se não reeleitos, cessaria, sem a menor dúvida, o foro por prerrogativa de função. Eu, com todo o respeito, tenho a mesma compreensão do Ministro Luís Roberto, até porque, segundo a melhor doutrina, o objeto deste delito específico do art. 299 do Código Eleitoral Brasileiro é exatamente a liberdade do exercício do voto. Ou seja, o enquadramento como delito se dá pela proteção ao bem jurídico, liberdade do exercício do voto, e não tem, com o devido respeito, na minha visão, nada a ver com o fato de já ser, na época, senador. E, de qualquer maneira, diria respeito à Eleição de 2014 ainda. Por isso, manteria a fundamentação da minha decisão monocrática e agregaria, ainda, o segundo fundamento hoje trazido pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes. E, ainda, talvez se possa, até pela relevância, e, se Vossas Excelências já decidiram monocraticamente, até peço que me declinem, porque eu já verifiquei decisões da Segunda Turma nesta linha. Diz respeito ao caixa dois ou qualquer irregularidade vinculada ao exercício específico da prestação de contas, ou seja, antes da assunção, se levaria ou não ao reconhecimento da prerrogativa de foro. A Segunda Turma entende que não, que é um delito anterior ao exercício do mandato. Aí, pelo princípio da especialidade, o delito seria eleitoral e nós declinaríamos. Eu não lembro de nenhuma decisão nossa, aqui da Turma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB4A-2FA1-6861-DB99 e senha 6CDE-0878-6EAE-9004 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Peço a palavra na condição de Relatora. Mantenho o voto, agregando o fundamento agora trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, porque, segundo a nossa jurisprudência, se não reeleitos, cessaria, sem a menor dúvida, o foro por prerrogativa de função. Eu, com todo o respeito, tenho a mesma compreensão do Ministro Luís Roberto, até porque, segundo a melhor doutrina, o objeto deste delito específico do art. 299 do Código Eleitoral Brasileiro é exatamente a liberdade do exercício do voto. Ou seja, o enquadramento como delito se dá pela proteção ao bem jurídico, liberdade do exercício do voto, e não tem, com o devido respeito, na minha visão, nada a ver com o fato de já ser, na época, senador. E, de qualquer maneira, diria respeito à Eleição de 2014 ainda. Por isso, manteria a fundamentação da minha decisão monocrática e agregaria, ainda, o segundo fundamento hoje trazido pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes. E, ainda, talvez se possa, até pela relevância, e, se Vossas Excelências já decidiram monocraticamente, até peço que me declinem, porque eu já verifiquei decisões da Segunda Turma nesta linha. Diz respeito ao caixa dois ou qualquer irregularidade vinculada ao exercício específico da prestação de contas, ou seja, antes da assunção, se levaria ou não ao reconhecimento da prerrogativa de foro. A Segunda Turma entende que não, que é um delito anterior ao exercício do mandato. Aí, pelo princípio da especialidade, o delito seria eleitoral e nós declinaríamos. Eu não lembro de nenhuma decisão nossa, aqui da Turma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB4A-2FA1-6861-DB99 e senha 6CDE-0878-6EAE-9004 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 432 Aditamento ao Voto 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso, Ministra Rosa Weber, teria que confirmar, que esta é a primeira situação em que alguém, que ocupava o mandato, é denunciado por um crime, por fato anterior ou dissociado, ou supostamente dissociado, em que nós vamos decidir. Por essa razão, estou fazendo questão de me pronunciar sobre... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não é esse o nosso caso. Eu até aproveitei, porque pertinente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A nossa hipótese aqui... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É assemelhada, por isso é que eu ampliei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu considero que a captação ilícita de sufrágio, que tem como bem jurídico a proteção da liberdade do voto, vale para quem tem mandato e para quem não tem mandato. Portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Porque se fosse em razão do cargo, quem não tem mandato não poderia praticá-lo. De modo que, por esse fundamento e também pelo fato de que não tem mais mandato atualmente, porque não reeleitos, fatos supervenientes, estou votando no sentido de manter a decisão da Ministra Rosa Weber. Relembro – e o Ministro Alexandre já mencionou isso –, na discussão, no Plenário, Sua Excelência foi favorável a fato praticado no cargo, mas não em razão do cargo. Sua Excelência tinha o entendimento de que o simples fato de ser praticado no cargo já geraria a competência do Supremo Tribunal Federal. Mas eu penso que não. E, neste caso, considero totalmente dissociada do cargo a captação ilícita de sufrágio. De modo que estou acompanhando o voto da Ministra Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2990-89CF-004B-1518 e senha 60CC-F35C-6847-96EE Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso, Ministra Rosa Weber, teria que confirmar, que esta é a primeira situação em que alguém, que ocupava o mandato, é denunciado por um crime, por fato anterior ou dissociado, ou supostamente dissociado, em que nós vamos decidir. Por essa razão, estou fazendo questão de me pronunciar sobre... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não é esse o nosso caso. Eu até aproveitei, porque pertinente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A nossa hipótese aqui... A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É assemelhada, por isso é que eu ampliei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu considero que a captação ilícita de sufrágio, que tem como bem jurídico a proteção da liberdade do voto, vale para quem tem mandato e para quem não tem mandato. Portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Porque se fosse em razão do cargo, quem não tem mandato não poderia praticá-lo. De modo que, por esse fundamento e também pelo fato de que não tem mais mandato atualmente, porque não reeleitos, fatos supervenientes, estou votando no sentido de manter a decisão da Ministra Rosa Weber. Relembro – e o Ministro Alexandre já mencionou isso –, na discussão, no Plenário, Sua Excelência foi favorável a fato praticado no cargo, mas não em razão do cargo. Sua Excelência tinha o entendimento de que o simples fato de ser praticado no cargo já geraria a competência do Supremo Tribunal Federal. Mas eu penso que não. E, neste caso, considero totalmente dissociada do cargo a captação ilícita de sufrágio. De modo que estou acompanhando o voto da Ministra Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2990-89CF-004B-1518 e senha 60CC-F35C-6847-96EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 433 Observação 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, vencido nessa parte, adoto o que o Plenário decidiu. Aqui, reitero. Não se pode, a meu ver, a priori, dizer que captação ilícita de sufrágio por parte de um parlamentar, obrigatoriamente, nunca terá relação com o cargo. Isso deverá ser analisado, a meu ver, caso a caso. Por exemplo, nós já tivemos condenações no Supremo Tribunal Federal assim, no sentido de que o parlamentar que usa o seu gabinete para audiências, para captar votos, está usando o cargo. Ou seja, o que coloco aqui é que, a meu ver, nesse caso, já eram parlamentares, estão sendo acusados por algo que, em tese, pelos elementos aqui, eles utilizaram o cargo. Mas volto a dizer, não são mais parlamentares, então fica prejudicada até a segunda análise. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F377-B1CC-9AF2-F493 e senha FE51-28C3-6CDC-17C2 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, vencido nessa parte, adoto o que o Plenário decidiu. Aqui, reitero. Não se pode, a meu ver, a priori, dizer que captação ilícita de sufrágio por parte de um parlamentar, obrigatoriamente, nunca terá relação com o cargo. Isso deverá ser analisado, a meu ver, caso a caso. Por exemplo, nós já tivemos condenações no Supremo Tribunal Federal assim, no sentido de que o parlamentar que usa o seu gabinete para audiências, para captar votos, está usando o cargo. Ou seja, o que coloco aqui é que, a meu ver, nesse caso, já eram parlamentares, estão sendo acusados por algo que, em tese, pelos elementos aqui, eles utilizaram o cargo. Mas volto a dizer, não são mais parlamentares, então fica prejudicada até a segunda análise. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F377-B1CC-9AF2-F493 e senha FE51-28C3-6CDC-17C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 434 Observação 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em relação ao ponto suscitado pela Ministra Rosa – não é a matéria do processo aqui –, mas acho que falsidade ideológica eleitoral é a mesma situação. Digo isso porque pode ser praticado por quem tem mandato e por quem não tem mandato, portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Mas isso, estou falando como obiter dictum. No caso concreto, estou acompanhando a Relatora pelo fundamento originário e pelo novo fundamento que Sua Excelência agregou à decisão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 813F-6C8B-F3E9-D31C e senha 097A-BDC4-7295-CD28 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO EMBTE.(S) :ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, em relação ao ponto suscitado pela Ministra Rosa – não é a matéria do processo aqui –, mas acho que falsidade ideológica eleitoral é a mesma situação. Digo isso porque pode ser praticado por quem tem mandato e por quem não tem mandato, portanto, não é um crime praticado em razão do cargo. Mas isso, estou falando como obiter dictum. No caso concreto, estou acompanhando a Relatora pelo fundamento originário e pelo novo fundamento que Sua Excelência agregou à decisão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 813F-6C8B-F3E9-D31C e senha 097A-BDC4-7295-CD28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 435 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão. Foram protocolados embargos declaratórios, cujas causas de pedir são diversas das causas de pedir do agravo, resultante da conversão. Calha observar o novo Código de Processo Civil no que prevê, no caso de conversão, a intimação do interessado para, querendo, aditar as razões apresentadas, considerado o recurso realmente interposto. Fico vencido nessa parte e, na segunda, acompanho a Relatora no voto proferido, porque houve a extinção dos mandatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D523-C9CC-1118-0A95 e senha 2E07-F463-A138-0C81 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 SERGIPE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão. Foram protocolados embargos declaratórios, cujas causas de pedir são diversas das causas de pedir do agravo, resultante da conversão. Calha observar o novo Código de Processo Civil no que prevê, no caso de conversão, a intimação do interessado para, querendo, aditar as razões apresentadas, considerado o recurso realmente interposto. Fico vencido nessa parte e, na segunda, acompanho a Relatora no voto proferido, porque houve a extinção dos mandatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D523-C9CC-1118-0A95 e senha 2E07-F463-A138-0C81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 436 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B11C-DF1A-C412-5DE6 e senha 45F1-41A2-C03E-B500 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 4.680 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : EDUARDO ALVES DO AMORIM ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) EMBTE.(S) : ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO (25341/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B11C-DF1A-C412-5DE6 e senha 45F1-41A2-C03E-B500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18 437
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AP 937", "AP 937", "AP 937", "HC 134 . 222 - ED / DF", "HC 131 . 309 - ED / SP", "HC 130 . 594 - ED / RS", "RHC 128 . 727 - ED / SP", "HC 120 . 227 - ED / SE", "Ação Penal 937 - RJ", "HC 134 . 222 - ED / DF", "HC 131 . 309 - ED / SP", "HC 130 . 594 - ED / RS", "RHC 128 . 727 - ED / SP", "HC 120 . 227 - ED / SE", "AP 937 / RJ", "AP 937", "AP 937 / RJ", "AP 937", "Questão", "AP 937 - RJ", "INQ", "INQ", "INQ", "INQ", "Inq 4302", "AP 930 / DF", "AP 599 / RS", "PET 6197", "Inq 2 . 333 / PR", "Inq 4302", "AP 930 / DF", "AP 599 / RS", "PET 6197 / DF", "Inq 2 . 333 / PR", "Ação Penal 937" ], "LEGISLACAO": [ "código eleitoral , art . 255", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 53 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 53 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 109 CPP", "art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 299 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "Estado de Sergipe", "Estado de Sergipe", "São Paulo", "São Paulo" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SERGIPE", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "PLENO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "29", ".", ".", ".", "Seção Eleitoral do Estado do Sergipe", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "29", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ". Turma", "29", ".", ".", ".", "Seção Eleitoral do Estado do Sergipe", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "29", ".", ". . Zona Eleitoral", "Supremo Tribunal Federal", "Inteiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "29", ".", ". . Zona Eleitoral do Estado de", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "29", ". . . Zona Eleitoral do Estado", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Conceito Editorial", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Casa Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conceito Editorial", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Casa Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Plenário", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TSE", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TSE", "Supremo", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "EMB", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SERGIPE", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "Rosa Weber", "Eduardo Alves Amorim", "André Luiz Dantas Ferreira", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "Rosa Weber", "Eduardo Alves Amorim", "André Luiz Dantas Ferreira", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Facchin", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Facchin", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "ROSA WEBER INQ", "Eduardo Alves do Amorim", "André Luís Dantas Ferreira", "Luís Roberto Barroso", "Eduardo Alves do Amorim", "André Luís Dantas Ferreira", "Luís Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "Sydney Sanches", "Sydney Sanches", "ROSA WEBER", "Leonardo Schmitt de Bem", "Mariana Garcia Cunha", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Leonardo Schmitt de Bem", "Mariana Garcia Cunha", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "Luís Roberto", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "Luís Roberto", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Rosa", "ALEXANDRE DE MORAES", "Rosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "Alexandre de Moraes", "Luís Roberto", "Alexandre de Moraes", "ROSA WEBER", "Alexandre de Moraes", "Luís Roberto", "Alexandre de Moraes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Alexandre", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Alexandre", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "EDUARDO ALVES DO AMORIM", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "ANDRÉ LUIS DANTAS FERREIRA", "MARIA CLAUDIA BUCCHIANERI PINHEIRO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "2014", "03", ".", "5", ".", "2018", "2019", "2023", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "23", ".", "8", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "19", ".", "02", ".", "2016", "18", ".", "02", ".", "2016", "18", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "23", ".", "8", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "19", ".", "02", ".", "2016", "18", ".", "02", ".", "2016", "18", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "-", "02", ".", "8", ".", "18", "03", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "8", ".", "18", "03", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "1999", "2014", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "1999", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", "01", ".", "8", ".", "2018", "03", ".", "8", ".", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "06", ".", "8", ".", "2018", "15", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", ".", "01", ".", "8", ".", "2018", "03", ".", "8", ".", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "06", ".", "8", ".", "2018", "15", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2019", "2023", "05", ".", "02", ".", "2019", "08", ".", "02", ".", "2019", "07", ".", "02", ".", "2019", "17", ".", "8", ".", "2017", "23", ".", "3", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2019", "2023", "05", ".", "02", ".", "2019", "08", ".", "02", ".", "2019", "07", ".", "02", ".", "2019", "17", ".", "8", ".", "2017", "23", ".", "3", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "2014", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "2014", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Padrão remuneratório de servidores de determinadas especialidades indicadas em lei pertencentes a diversas carreiras do ente público. Extensão a servidores de especialidades diversas. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C41B-8FAB-903D-0CB7 e senha 809B-1A10-057B-EE12 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, ante a falta de repercussão geral de uma das controvérsias recursais e o óbice das Súmulas 279 e 280. Eis um trecho desse julgado: “No tocante à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Quanto ao mérito propriamente dito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Distrital nº 5.195/2013) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, o simples fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, não é questão suficiente para garantir à equiparação salarial. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, ante a falta de repercussão geral de uma das controvérsias recursais e o óbice das Súmulas 279 e 280. Eis um trecho desse julgado: “No tocante à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Quanto ao mérito propriamente dito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Distrital nº 5.195/2013) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, o simples fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, não é questão suficiente para garantir à equiparação salarial. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1141836 AGR / DF impugnado: ‘Os autores integram a carreira de atividade do meio ambiente e a norma impugnada por eles equalizou o tratamento remuneratório de determinadas especialidades existentes nas mais diversas carreiras, quais sejam: Assistência à Educação, Assistência Pública à Saúde, Atividades Culturais, Políticas Públicas e Gestão Governamental, Atividades de Trânsito Atividades do Meio Ambiente, Atividades Rodoviárias, Desenvolvimento e Fiscalização Agropecuária, Pública de Assistência Social e Servidores da Procuradoria. No quadro de especialidade do Anexo I da LEI 5.195/2013 estão incluídos os cargos de analista e técnico de planejamento e gestão urbana e regional. Não houve intenção do legislador de privilegiar determinados servidores públicos em detrimento de outros. O fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, por si só, não lhes confere o direito à equiparação, não cabendo ao Poder Judiciário aumentar-lhes os vencimentos com fundamento no princípio da isonomia’. (eDOC10 p.64) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acerco fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 21, p. 2) No agravo regimental, alega-se que o juízo a quo teria se omitido quanto à alegação de que a pretensão autoral não se confundiria com a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Supremo Tribunal Federal ARE 1141836 AGR / DF impugnado: ‘Os autores integram a carreira de atividade do meio ambiente e a norma impugnada por eles equalizou o tratamento remuneratório de determinadas especialidades existentes nas mais diversas carreiras, quais sejam: Assistência à Educação, Assistência Pública à Saúde, Atividades Culturais, Políticas Públicas e Gestão Governamental, Atividades de Trânsito Atividades do Meio Ambiente, Atividades Rodoviárias, Desenvolvimento e Fiscalização Agropecuária, Pública de Assistência Social e Servidores da Procuradoria. No quadro de especialidade do Anexo I da LEI 5.195/2013 estão incluídos os cargos de analista e técnico de planejamento e gestão urbana e regional. Não houve intenção do legislador de privilegiar determinados servidores públicos em detrimento de outros. O fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, por si só, não lhes confere o direito à equiparação, não cabendo ao Poder Judiciário aumentar-lhes os vencimentos com fundamento no princípio da isonomia’. (eDOC10 p.64) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acerco fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 21, p. 2) No agravo regimental, alega-se que o juízo a quo teria se omitido quanto à alegação de que a pretensão autoral não se confundiria com a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1141836 AGR / DF equiparação de remuneração dos servidores ou extensão de vantagens com fundamento na isonomia, e, no mérito, sustenta-se que não é possível a diferenciação de vencimento básico entre servidores integrantes da mesma carreira. (eDOC 33, p. 7) A parte recorrida pugna pelo desprovimento do recurso. (eDOC 37) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Supremo Tribunal Federal ARE 1141836 AGR / DF equiparação de remuneração dos servidores ou extensão de vantagens com fundamento na isonomia, e, no mérito, sustenta-se que não é possível a diferenciação de vencimento básico entre servidores integrantes da mesma carreira. (eDOC 33, p. 7) A parte recorrida pugna pelo desprovimento do recurso. (eDOC 37) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Destaco, inicialmente, que o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, sendo pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Afastam-se, portanto, as alegações de nulidade do acórdão recorrido por violação às garantias da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do contraditório ou do devido processo legal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou que a lei distrital teria fixado padrão remuneratório para determinadas especialidades existentes em diversas carreiras, de modo que servidores da mesma carreira e da mesma especialidade permaneceram com os mesmos vencimentos básicos. Assim, divergir desse entendimento levaria necessariamente ao exame da legislação infraconstitucional, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CARREIRA DE POLICIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO E CARREIRA DE ATIVIDADES DE TRÂNSITO. CARGO DE ANALISTA DE TRÂNSITO. ESPECIALIDADE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Destaco, inicialmente, que o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, sendo pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Afastam-se, portanto, as alegações de nulidade do acórdão recorrido por violação às garantias da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do contraditório ou do devido processo legal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou que a lei distrital teria fixado padrão remuneratório para determinadas especialidades existentes em diversas carreiras, de modo que servidores da mesma carreira e da mesma especialidade permaneceram com os mesmos vencimentos básicos. Assim, divergir desse entendimento levaria necessariamente ao exame da legislação infraconstitucional, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CARREIRA DE POLICIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO E CARREIRA DE ATIVIDADES DE TRÂNSITO. CARGO DE ANALISTA DE TRÂNSITO. ESPECIALIDADE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1141836 AGR / DF MÉDICA. AUMENTO DA REMUNERAÇÃO. ISONOMIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO”. (ARE-AgR 926.803, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.5.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. PLANO DE CARREIRA. OPÇÃO POR NOVA ESTRUTURA REMUNERATÓRIA. LEI Nº 12.277/2010. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.8.2013”. (ARE-AgR 934.534, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 3.5.2016) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majoro em mais 10%, independentemente de majoração anterior, o valor da verba honorária fixada na origem (eDOC 10, p. 61), observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Supremo Tribunal Federal ARE 1141836 AGR / DF MÉDICA. AUMENTO DA REMUNERAÇÃO. ISONOMIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO”. (ARE-AgR 926.803, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.5.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. PLANO DE CARREIRA. OPÇÃO POR NOVA ESTRUTURA REMUNERATÓRIA. LEI Nº 12.277/2010. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.8.2013”. (ARE-AgR 934.534, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 3.5.2016) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majoro em mais 10%, independentemente de majoração anterior, o valor da verba honorária fixada na origem (eDOC 10, p. 61), observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS, 421811/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED53-9476-35F5-B1C8 e senha 70B4-0FBC-ECD0-97DB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS, 421811/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED53-9476-35F5-B1C8 e senha 70B4-0FBC-ECD0-97DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749258990
2019-02-22T00:00:00
2019-02-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Padrão remuneratório de servidores de determinadas especialidades indicadas em lei pertencentes a diversas carreiras do ente público. Extensão a servidores de especialidades diversas. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental desprovido.
sjur399013
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, AUMENTO, REMUNERAÇÃO, EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTO) ARE 926803 AgR (1ªT), ARE 934534 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 08/03/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1141836
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-DIS LEI-005195 ANO-2013\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1141836 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Padrão remuneratório de servidores de determinadas especialidades indicadas em lei pertencentes a diversas carreiras do ente público. Extensão a servidores de especialidades diversas. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C41B-8FAB-903D-0CB7 e senha 809B-1A10-057B-EE12 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, ante a falta de repercussão geral de uma das controvérsias recursais e o óbice das Súmulas 279 e 280. Eis um trecho desse julgado: “No tocante à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Quanto ao mérito propriamente dito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Distrital n 5.195/2013) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, o simples fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, não é questão suficiente para garantir à equiparação salarial. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUDI MEIRA CASSEL AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, ante a falta de repercussão geral de uma das controvérsias recursais e o óbice das Súmulas 279 e 280. Eis um trecho desse julgado: “No tocante à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Quanto ao mérito propriamente dito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Distrital n 5.195/2013) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, o simples fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, não é questão suficiente para garantir à equiparação salarial. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1141836 AGR / DF impugnado: ‘Os autores integram a carreira de atividade do meio ambiente e a norma impugnada por eles equalizou o tratamento remuneratório de determinadas especialidades existentes nas mais diversas carreiras, quais sejam: Assistência à Educação, Assistência Pública à Saúde, Atividades Culturais, Políticas Públicas e Gestão Governamental, Atividades de Trânsito Atividades do Meio Ambiente, Atividades Rodoviárias, Desenvolvimento e Fiscalização Agropecuária, Pública de Assistência Social e Servidores da Procuradoria. No quadro de especialidade do Anexo I da LEI 5.195/2013 estão incluídos os cargos de analista e técnico de planejamento e gestão urbana e regional. Não houve intenção do legislador de privilegiar determinados servidores públicos em detrimento de outros. O fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, por si só, não lhes confere o direito à equiparação, não cabendo ao Poder Judiciário aumentar-lhes os vencimentos com fundamento no princípio da isonomia’. (eDOC10 p.64) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acerco fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 21, p. 2) No agravo regimental, alega-se que o juízo a quo teria se omitido quanto à alegação de que a pretensão autoral não se confundiria com a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Supremo Tribunal Federal ARE 1141836 AGR / DF impugnado: ‘Os autores integram a carreira de atividade do meio ambiente e a norma impugnada por eles equalizou o tratamento remuneratório de determinadas especialidades existentes nas mais diversas carreiras, quais sejam: Assistência à Educação, Assistência Pública à Saúde, Atividades Culturais, Políticas Públicas e Gestão Governamental, Atividades de Trânsito Atividades do Meio Ambiente, Atividades Rodoviárias, Desenvolvimento e Fiscalização Agropecuária, Pública de Assistência Social e Servidores da Procuradoria. No quadro de especialidade do Anexo I da LEI 5.195/2013 estão incluídos os cargos de analista e técnico de planejamento e gestão urbana e regional. Não houve intenção do legislador de privilegiar determinados servidores públicos em detrimento de outros. O fato de os apelantes exercerem atribuições semelhantes às de outros servidores de carreira diversa, por si só, não lhes confere o direito à equiparação, não cabendo ao Poder Judiciário aumentar-lhes os vencimentos com fundamento no princípio da isonomia’. (eDOC10 p.64) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acerco fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 21, p. 2) No agravo regimental, alega-se que o juízo a quo teria se omitido quanto à alegação de que a pretensão autoral não se confundiria com a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1141836 AGR / DF equiparação de remuneração dos servidores ou extensão de vantagens com fundamento na isonomia, e, no mérito, sustenta-se que não é possível a diferenciação de vencimento básico entre servidores integrantes da mesma carreira. (eDOC 33, p. 7) A parte recorrida pugna pelo desprovimento do recurso. (eDOC 37) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Supremo Tribunal Federal ARE 1141836 AGR / DF equiparação de remuneração dos servidores ou extensão de vantagens com fundamento na isonomia, e, no mérito, sustenta-se que não é possível a diferenciação de vencimento básico entre servidores integrantes da mesma carreira. (eDOC 33, p. 7) A parte recorrida pugna pelo desprovimento do recurso. (eDOC 37) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C00-B4B8-B0E3-B691 e senha 2B33-E27A-1DA9-35CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Destaco, inicialmente, que o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, sendo pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Afastam-se, portanto, as alegações de nulidade do acórdão recorrido por violação às garantias da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do contraditório ou do devido processo legal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou que a lei distrital teria fixado padrão remuneratório para determinadas especialidades existentes em diversas carreiras, de modo que servidores da mesma carreira e da mesma especialidade permaneceram com os mesmos vencimentos básicos. Assim, divergir desse entendimento levaria necessariamente ao exame da legislação infraconstitucional, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CARREIRA DE POLICIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO E CARREIRA DE ATIVIDADES DE TRÂNSITO. CARGO DE ANALISTA DE TRÂNSITO. ESPECIALIDADE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Destaco, inicialmente, que o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, sendo pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Afastam-se, portanto, as alegações de nulidade do acórdão recorrido por violação às garantias da inafastabilidade da prestação jurisdicional, do contraditório ou do devido processo legal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou que a lei distrital teria fixado padrão remuneratório para determinadas especialidades existentes em diversas carreiras, de modo que servidores da mesma carreira e da mesma especialidade permaneceram com os mesmos vencimentos básicos. Assim, divergir desse entendimento levaria necessariamente ao exame da legislação infraconstitucional, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CARREIRA DE POLICIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO E CARREIRA DE ATIVIDADES DE TRÂNSITO. CARGO DE ANALISTA DE TRÂNSITO. ESPECIALIDADE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1141836 AGR / DF MÉDICA. AUMENTO DA REMUNERAÇÃO. ISONOMIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO”. (ARE-AgR 926.803, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.5.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. PLANO DE CARREIRA. OPÇÃO POR NOVA ESTRUTURA REMUNERATÓRIA. LEI n 12.277/2010. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.8.2013”. (ARE-AgR 934.534, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 3.5.2016) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em mais 10%, independentemente de majoração anterior, o valor da verba honorária fixada na origem (eDOC 10, p. 61), observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Supremo Tribunal Federal ARE 1141836 AGR / DF MÉDICA. AUMENTO DA REMUNERAÇÃO. ISONOMIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 37. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO”. (ARE-AgR 926.803, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 9.5.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. PLANO DE CARREIRA. OPÇÃO POR NOVA ESTRUTURA REMUNERATÓRIA. LEI n 12.277/2010. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.8.2013”. (ARE-AgR 934.534, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 3.5.2016) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em mais 10%, independentemente de majoração anterior, o valor da verba honorária fixada na origem (eDOC 10, p. 61), observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CCA6-5C14-2716-54C2 e senha 5B5F-3D58-CDD6-BFB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS, 421811/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED53-9476-35F5-B1C8 e senha 70B4-0FBC-ECD0-97DB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.141.836 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL (22256/DF, 165498/MG, 170271/RJ, 49862A/RS, 421811/SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL - BRASÍLIA AMBIENTAL (IBRAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED53-9476-35F5-B1C8 e senha 70B4-0FBC-ECD0-97DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 141 . 836", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 141 . 836", "ARE", "-", "RG 748", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 141 . 836", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE 1141836 AGR / DF", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1141836", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 1141836 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 280 do Supremo", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1141836", "ARE", "-", "AgR 926 . 803", "ARE", "-", "AgR 934 . 534", "ARE", "-", "AgR 926 . 803", "ARE", "-", "AgR 934 . 534" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 5 . 195 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 5 . 195 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Anexo", "LEI 5 . 195 / 2013", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Anexo I da", "LEI 5 . 195 / 2013", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "LEI n 12 . 277 / 2010", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "LEI n 12 . 277 / 2010", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "BRASÍLIA", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "BRASÍLIA", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO", "BRASÍLIA AMBIENTAL", "IBRAM", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DISTRITO", "INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE", "IBRAM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS", "IBRAM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL", "BRASÍLIA AMBIENTAL", "IBRAM", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL", "BRASÍLIA AMBIENTAL", "IBRAM", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO", "RUDI MEIRA CASSEL", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO", "RUDI MEIRA CASSEL", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO", "RUDI MEIRA CASSEL", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO", "RUDI MEIRA CASSEL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "ALMIR PICANCO DE FIGUEIREDO", "RUDI MEIRA CASSEL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "5", ".", "2016", "21", ".", "8", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "5", ".", "2016", "21", ".", "8", ".", "2013", "3", ".", "5", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Taxa de Saúde Suplementar. 4. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de Fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3608-68FF-5EAB-1AA0 e senha F7E7-83D9-6AE4-177D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão exarada nos seguintes termos: “Verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016 (fl. 304). Feita essa consideração de ordem processual, passo à análise do mérito. A irresignação não merece prosperar. Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão exarada nos seguintes termos: “Verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016 (fl. 304). Feita essa consideração de ordem processual, passo à análise do mérito. A irresignação não merece prosperar. Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Quanto à matéria de fundo, verifico, em uma melhor análise, que o tema não alcança estatura constitucional a permitir o processamento da pretensão extraordinária da parte recorrente. Aliás, ressalto ser esse entendimento que converge com a pacífica jurisprudência desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI Nº 9.961/2000. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 873798 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Quanto à matéria de fundo, verifico, em uma melhor análise, que o tema não alcança estatura constitucional a permitir o processamento da pretensão extraordinária da parte recorrente. Aliás, ressalto ser esse entendimento que converge com a pacífica jurisprudência desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI Nº 9.961/2000. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 873798 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI Nº 9.961/2000. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a questão concernente à legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei nº 9.782/99 não possui índole constitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 633221 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR (LEI 9.961/00). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 632849 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 10.3.2014) “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. O debate sobre a legitimidade da taxa de saúde suplementar demanda exame de legislação infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (Súmula 636 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 597427 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012) Por fim, quanto à alegada afronta ao princípio da anterioridade de exercício, sem razão a parte recorrente. Isso porque, conforme enunciado da Súmula 651 do STF “a medida provisória não apreciada pelo Congresso Nacional podia, até a Emenda Constitucional 32/2001, ser reeditada dentro do seu prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira edição”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI Nº 9.961/2000. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a questão concernente à legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei nº 9.782/99 não possui índole constitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 633221 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR (LEI 9.961/00). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 632849 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 10.3.2014) “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. O debate sobre a legitimidade da taxa de saúde suplementar demanda exame de legislação infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (Súmula 636 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 597427 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012) Por fim, quanto à alegada afronta ao princípio da anterioridade de exercício, sem razão a parte recorrente. Isso porque, conforme enunciado da Súmula 651 do STF “a medida provisória não apreciada pelo Congresso Nacional podia, até a Emenda Constitucional 32/2001, ser reeditada dentro do seu prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira edição”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ Com efeito, considerando que a Lei 9.961/2000 é resultado da conversão da MP 2.012/2000, que reeditou a MP 2.003/2000, que, por sua vez, reeditou a MP 1.928/1999, não há que se falar em violação à anterioridade de exercício, uma vez que deve ser considerada como termo inicial à sua verificação a data de publicação da medida provisória primeiro editada. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ausência de fundamentação. Inexistência. Prequestionamento. Ausência. Contribuição social. Majoração de alíquota. Medida Provisória nº 1.523/96. Lei nº 9.528/97. Cláusula de convalidação. Possibilidade. Anterioridade nonagesimal. Termo inicial. Primeira edição. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. A Lei nº 9.528/97 convalidou os atos praticados com base na Medida Provisória nº 1.523/96, fazendo tal cláusula as vezes de decreto legislativo (AI nº 857.374/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/12/13). 4. O termo inicial para o cômputo da anterioridade nonagesimal é a edição da primeira medida provisória que majora a contribuição social, no caso de reedições. Precedentes. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 810740 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.6.2015) “TRIBUTO – REGÊNCIA – MEDIDA PROVISÓRIA – REEDIÇÕES. No julgamento do Recurso Extraordinário nº 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ Com efeito, considerando que a Lei 9.961/2000 é resultado da conversão da MP 2.012/2000, que reeditou a MP 2.003/2000, que, por sua vez, reeditou a MP 1.928/1999, não há que se falar em violação à anterioridade de exercício, uma vez que deve ser considerada como termo inicial à sua verificação a data de publicação da medida provisória primeiro editada. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ausência de fundamentação. Inexistência. Prequestionamento. Ausência. Contribuição social. Majoração de alíquota. Medida Provisória nº 1.523/96. Lei nº 9.528/97. Cláusula de convalidação. Possibilidade. Anterioridade nonagesimal. Termo inicial. Primeira edição. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. A Lei nº 9.528/97 convalidou os atos praticados com base na Medida Provisória nº 1.523/96, fazendo tal cláusula as vezes de decreto legislativo (AI nº 857.374/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/12/13). 4. O termo inicial para o cômputo da anterioridade nonagesimal é a edição da primeira medida provisória que majora a contribuição social, no caso de reedições. Precedentes. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 810740 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.6.2015) “TRIBUTO – REGÊNCIA – MEDIDA PROVISÓRIA – REEDIÇÕES. No julgamento do Recurso Extraordinário nº 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ 232.896/PA, o Plenário assentou o somatório dos prazos de vigência de medidas provisórias, para efeito de anterioridade.” (AI 472472 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 28.11.2013) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, § 1º, do RISTF).” (eDOC 11, p. 107-111) No agravo regimental, sustenta que o recurso extraordinário deve ser conhecido, tendo em vista que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região violou os artigos 5º, XXXV e 93, IX da Constituição Federal, eis que não analisou todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Ademais, alega que tanto esta Suprema Corte quanto o STJ entenderam ser incompetentes para julgar a matéria. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 20. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ 232.896/PA, o Plenário assentou o somatório dos prazos de vigência de medidas provisórias, para efeito de anterioridade.” (AI 472472 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 28.11.2013) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, § 1º, do RISTF).” (eDOC 11, p. 107-111) No agravo regimental, sustenta que o recurso extraordinário deve ser conhecido, tendo em vista que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região violou os artigos 5º, XXXV e 93, IX da Constituição Federal, eis que não analisou todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Ademais, alega que tanto esta Suprema Corte quanto o STJ entenderam ser incompetentes para julgar a matéria. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 20. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, a decisão recorrida se manifestou expressamente sobre a suposta violação do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região à Constituição Federal, por não ter analisado todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Confira-se: “Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, a decisão recorrida se manifestou expressamente sobre a suposta violação do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região à Constituição Federal, por não ter analisado todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Confira-se: “Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional.” (eDOC 11, p. 107-108) Ademais, como já demonstrado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a matéria discutida nos presentes autos não tem estatura constitucional. Além dos precedentes já indicados, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (RE 902302 AgR-segundo 902302 AgR- segundo902302 AgR-segundo 902302 AgR-segundo902302 AgR- segundo, Rel Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 27.09.208 “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR , Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 1.06.2017) “TRIBUTÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI 9.961/00. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Incumbe aos recorrentes o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. II - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Supremo Tribunal Federal RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional.” (eDOC 11, p. 107-108) Ademais, como já demonstrado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a matéria discutida nos presentes autos não tem estatura constitucional. Além dos precedentes já indicados, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (RE 902302 AgR-segundo 902302 AgR- segundo902302 AgR-segundo 902302 AgR-segundo902302 AgR- segundo, Rel Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 27.09.208 “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR , Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 1.06.2017) “TRIBUTÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI 9.961/00. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Incumbe aos recorrentes o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. II - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ discussão referente à legitimidade da Taxa de Saúde Suplementar, instituída pela Lei 9.961/00, depende da análise de norma infraconstitucional e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (RE 525.685-AgR-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 23/4/2010) Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 1173332, RE 544.559-AgR e AI 745.649-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ARE 823.800-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso; AI 497.144- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 505.636-AgR, RE 567.821-AgR e RE 602.651-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 634.885-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; RE 524.336-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 430.267-AgR-ED e AI 491.961-AgR, Rel. Min. Eros Grau; AI 602.546-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; AI 616.142-AgR e RE 525.781-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Supremo Tribunal Federal RE 551881 AGR-SEGUNDO / RJ discussão referente à legitimidade da Taxa de Saúde Suplementar, instituída pela Lei 9.961/00, depende da análise de norma infraconstitucional e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (RE 525.685-AgR-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 23/4/2010) Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 1173332, RE 544.559-AgR e AI 745.649-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ARE 823.800-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso; AI 497.144- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 505.636-AgR, RE 567.821-AgR e RE 602.651-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 634.885-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; RE 524.336-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 430.267-AgR-ED e AI 491.961-AgR, Rel. Min. Eros Grau; AI 602.546-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; AI 616.142-AgR e RE 525.781-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI (53704/DF, 31050/ ES, 80788/MG, 164399/RJ, 340947/SP) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA (MG072002/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AE-DC45-B232-2156 e senha 3996-71CA-B29D-D066 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI (53704/DF, 31050/ ES, 80788/MG, 164399/RJ, 340947/SP) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA (MG072002/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AE-DC45-B232-2156 e senha 3996-71CA-B29D-D066 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749258982
2019-02-22T00:00:00
2019-02-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Taxa de Saúde Suplementar. 4. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur399005
- Acórdão(s) citado(s): (TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 491961 AgR (1ªT), AI 497144 AgR (2ªT), AI 602546 AgR (2ªT), RE 524336 AgR (2ªT), RE 430267 AgR (2ªT), AI 505636 AgR (1ªT), RE 544559 AgR (1ªT), AI 745649 AgR (1ªT), RE 602651 AgR (1ªT), RE 525685 AgR-AgR (1ªT), RE 567821 AgR (1ªT), AI 634885 AgR (2ªT), AI 616142 AgR (1ªT), RE 525781 AgR (1ªT), ARE 823800 AgR (1ªT), ARE 881196 AgR (1ªT), RE 902302 AgR-segundo (1ªT). - Decisão monocrática citada: (TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 1173332. Número de páginas: 10. Análise: 08/03/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
551881
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 551881 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Taxa de Saúde Suplementar. 4. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de Fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3608-68FF-5EAB-1AA0 e senha F7E7-83D9-6AE4-177D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão exarada nos seguintes termos: “Verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016 (fl. 304). Feita essa consideração de ordem processual, passo à análise do mérito. A irresignação não merece prosperar. Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão exarada nos seguintes termos: “Verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016 (fl. 304). Feita essa consideração de ordem processual, passo à análise do mérito. A irresignação não merece prosperar. Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Quanto à matéria de fundo, verifico, em uma melhor análise, que o tema não alcança estatura constitucional a permitir o processamento da pretensão extraordinária da parte recorrente. Aliás, ressalto ser esse entendimento que converge com a pacífica jurisprudência desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI n 9.961/2000. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 873798 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Quanto à matéria de fundo, verifico, em uma melhor análise, que o tema não alcança estatura constitucional a permitir o processamento da pretensão extraordinária da parte recorrente. Aliás, ressalto ser esse entendimento que converge com a pacífica jurisprudência desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI n 9.961/2000. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 10.7.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 873798 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI n 9.961/2000. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a questão concernente à legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n 9.782/99 não possui índole constitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 633221 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR (LEI 9.961/00). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 632849 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 10.3.2014) “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. O debate sobre a legitimidade da taxa de saúde suplementar demanda exame de legislação infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 597427 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012) Por fim, quanto à alegada afronta ao princípio da anterioridade de exercício, sem razão a parte recorrente. Isso porque, conforme enunciado da Súmula 651 do Supremo Tribunal Federal “a medida provisória não apreciada pelo Congresso Nacional podia, até a Emenda Constitucional 32/2001, ser reeditada dentro do seu prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira edição”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA. LEI n 9.961/2000. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a questão concernente à legitimidade da Taxa de Fiscalização Sanitária instituída pela Lei n 9.782/99 não possui índole constitucional. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 633221 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR (LEI 9.961/00). MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 632849 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 10.3.2014) “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. O debate sobre a legitimidade da taxa de saúde suplementar demanda exame de legislação infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 597427 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012) Por fim, quanto à alegada afronta ao princípio da anterioridade de exercício, sem razão a parte recorrente. Isso porque, conforme enunciado da Súmula 651 do Supremo Tribunal Federal “a medida provisória não apreciada pelo Congresso Nacional podia, até a Emenda Constitucional 32/2001, ser reeditada dentro do seu prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira edição”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ Com efeito, considerando que a Lei 9.961/2000 é resultado da conversão da Medida Provisória 2.012/2000, que reeditou a Medida Provisória 2.003/2000, que, por sua vez, reeditou a Medida Provisória 1.928/1999, não há que se falar em violação à anterioridade de exercício, uma vez que deve ser considerada como termo inicial à sua verificação a data de publicação da medida provisória primeiro editada. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ausência de fundamentação. Inexistência. Prequestionamento. Ausência. Contribuição social. Majoração de alíquota. Medida Provisória n 1.523/96. Lei n 9.528/97. Cláusula de convalidação. Possibilidade. Anterioridade nonagesimal. Termo inicial. Primeira edição. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 3. A Lei n 9.528/97 convalidou os atos praticados com base na Medida Provisória n 1.523/96, fazendo tal cláusula as vezes de decreto legislativo (AI n 857.374/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/12/13). 4. O termo inicial para o cômputo da anterioridade nonagesimal é a edição da primeira medida provisória que majora a contribuição social, no caso de reedições. Precedentes. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 810740 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.6.2015) “TRIBUTO – REGÊNCIA – MEDIDA PROVISÓRIA – REEDIÇÕES. No julgamento do Recurso Extraordinário n 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ Com efeito, considerando que a Lei 9.961/2000 é resultado da conversão da Medida Provisória 2.012/2000, que reeditou a Medida Provisória 2.003/2000, que, por sua vez, reeditou a Medida Provisória 1.928/1999, não há que se falar em violação à anterioridade de exercício, uma vez que deve ser considerada como termo inicial à sua verificação a data de publicação da medida provisória primeiro editada. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Ausência de fundamentação. Inexistência. Prequestionamento. Ausência. Contribuição social. Majoração de alíquota. Medida Provisória n 1.523/96. Lei n 9.528/97. Cláusula de convalidação. Possibilidade. Anterioridade nonagesimal. Termo inicial. Primeira edição. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 3. A Lei n 9.528/97 convalidou os atos praticados com base na Medida Provisória n 1.523/96, fazendo tal cláusula as vezes de decreto legislativo (AI n 857.374/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/12/13). 4. O termo inicial para o cômputo da anterioridade nonagesimal é a edição da primeira medida provisória que majora a contribuição social, no caso de reedições. Precedentes. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 810740 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 10.6.2015) “TRIBUTO – REGÊNCIA – MEDIDA PROVISÓRIA – REEDIÇÕES. No julgamento do Recurso Extraordinário n 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ 232.896/PA, o Plenário assentou o somatório dos prazos de vigência de medidas provisórias, para efeito de anterioridade.” (AI 472472 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 28.11.2013) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, § 1..., do RISTF).” (eDOC 11, p. 107-111) No agravo regimental, sustenta que o recurso extraordinário deve ser conhecido, tendo em vista que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região violou os artigos 5..., XXXV e 93, IX da Constituição Federal, eis que não analisou todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Ademais, alega que tanto esta Suprema Corte quanto o Superior Tribunal de Justiça entenderam ser incompetentes para julgar a matéria. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 20. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ 232.896/PA, o Plenário assentou o somatório dos prazos de vigência de medidas provisórias, para efeito de anterioridade.” (AI 472472 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 28.11.2013) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, § 1..., do RISTF).” (eDOC 11, p. 107-111) No agravo regimental, sustenta que o recurso extraordinário deve ser conhecido, tendo em vista que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região violou os artigos 5..., XXXV e 93, IX da Constituição Federal, eis que não analisou todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Ademais, alega que tanto esta Suprema Corte quanto o Superior Tribunal de Justiça entenderam ser incompetentes para julgar a matéria. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 20. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DABC-B389-E8C1-1532 e senha 5166-9681-6FCD-8E8A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, a decisão recorrida se manifestou expressamente sobre a suposta violação do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região à Constituição Federal, por não ter analisado todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Confira-se: “Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, a decisão recorrida se manifestou expressamente sobre a suposta violação do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região à Constituição Federal, por não ter analisado todos os argumentos postos à apreciação pela ora agravante. Confira-se: “Preliminarmente, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou sua jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. No caso, observo que o tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional.” (eDOC 11, p. 107-108) Ademais, como já demonstrado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a matéria discutida nos presentes autos não tem estatura constitucional. Além dos precedentes já indicados, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 902302 AgR-segundo 902302 AgR- segundo902302 AgR-segundo 902302 AgR-segundo902302 AgR- segundo, Rel Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 27.09.208 “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR , Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 1.06.2017) “TRIBUTÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI 9.961/00. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Incumbe aos recorrentes o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. II - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional.” (eDOC 11, p. 107-108) Ademais, como já demonstrado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que a matéria discutida nos presentes autos não tem estatura constitucional. Além dos precedentes já indicados, confiram-se os seguintes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 902302 AgR-segundo 902302 AgR- segundo902302 AgR-segundo 902302 AgR-segundo902302 AgR- segundo, Rel Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 27.09.208 “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais.” (ARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR ARE 881196 AgRARE 881196 AgR , Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 1.06.2017) “TRIBUTÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. TAXA DE SAÚDE SUPLEMENTAR. LEI 9.961/00. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Incumbe aos recorrentes o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. II - A decisão agravada está de acordo com entendimento adotado por ambas as Turmas desta Corte, que consolidaram a jurisprudência no sentido de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ discussão referente à legitimidade da Taxa de Saúde Suplementar, instituída pela Lei 9.961/00, depende da análise de norma infraconstitucional e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 525.685-AgR-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 23/4/2010) Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 1173332, Recurso Extraordinário 544.559-AgR e AI 745.649-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ARE 823.800-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso; AI 497.144- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 505.636-AgR, Recurso Extraordinário 567.821-AgR e Recurso Extraordinário 602.651-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 634.885-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 524.336-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 430.267-AgR-ED e AI 491.961-AgR, Rel. Min. Eros Grau; AI 602.546-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; AI 616.142-AgR e Recurso Extraordinário 525.781-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 551881 AGR-SEGUNDO / RJ discussão referente à legitimidade da Taxa de Saúde Suplementar, instituída pela Lei 9.961/00, depende da análise de norma infraconstitucional e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 525.685-AgR-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 23/4/2010) Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 1173332, Recurso Extraordinário 544.559-AgR e AI 745.649-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ARE 823.800-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso; AI 497.144- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 505.636-AgR, Recurso Extraordinário 567.821-AgR e Recurso Extraordinário 602.651-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 634.885-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 524.336-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 430.267-AgR-ED e AI 491.961-AgR, Rel. Min. Eros Grau; AI 602.546-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; AI 616.142-AgR e Recurso Extraordinário 525.781-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCCC-515B-8C03-DE2C e senha 961B-F26A-1E3B-4549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI (53704/DF, 31050/ ES, 80788/MG, 164399/RJ, 340947/SP) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA (MG072002/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AE-DC45-B232-2156 e senha 3996-71CA-B29D-D066 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551.881 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIMED SANTA BÁRBARA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI (53704/DF, 31050/ ES, 80788/MG, 164399/RJ, 340947/SP) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA (MG072002/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AE-DC45-B232-2156 e senha 3996-71CA-B29D-D066 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551 . 881", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551 . 881", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551 . 881", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário 551881 AGR - SEGUNDO / RJ", "ARE 873798 AgR", "Recurso Extraordinário 551881 AGR - SEGUNDO / RJ", "ARE 873798 AgR", "Recurso Extraordinário 633221 AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 632849 AgR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 597427 AgR", "Súmula 651 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 551881 AGR", "Recurso Extraordinário 633221 AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 632849 AgR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 597427 AgR", "Súmula 651 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 857 . 374 / MG - AgR", "AI 810740 AgR", "Recurso Extraordinário 551881 AGR -", "SEGUNDO / RJ", "Súmulas ns 282", "AI n 857 . 374 / MG - AgR", "AI 810740 AgR", "Recurso Extraordinário 551881 AGR - SEGUNDO / RJ 232 . 896", "AI 472472 AgR", "Recurso Extraordinário 551881 AGR - SEGUNDO / RJ 232 . 896", "AI 472472 AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário 551881 AGR", "Recurso Extraordinário 902302 AgR - segundo 902302", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 551881 AGR - SEGUNDO /", "Recurso Extraordinário 902302 AgR - segundo 902302", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 551881 AGR - SEGUNDO / RJ", "Recurso Extraordinário 525 . 685 - AgR - AgR", "ARE 1173332", "Recurso Extraordinário 544 . 559 - AgR", "AI 745 . 649 - AgR", "ARE 823 . 800 - AgR", "AI 497 . 144 - AgR", "AI 505 . 636 - AgR", "Recurso Extraordinário 567 . 821 - AgR", "Recurso", "Extraordinário 602 . 651 - AgR", "AI 634 . 885 - AgR", "Recurso Extraordinário 524 . 336 - AgR", "Recurso Extraordinário 430 . 267 - AgR - ED", "AI 491 . 961 - AgR", "AI 602 . 546 - AgR", "AI 616 . 142 - AgR", "Recurso Extraordinário 525 . 781 - AgR", "Recurso Extraordinário 551881 AGR - SEGUNDO / RJ", "Recurso Extraordinário 525 . 685 - AgR - AgR", "ARE 1173332", "Recurso Extraordinário 544 . 559 - AgR", "AI 745 . 649 - AgR", "ARE 823 . 800 - AgR", "AI 497 .", "AI 505 . 636 - AgR", "Recurso Extraordinário 567 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 602 . 651 - AgR", "AI 634 . 885 - AgR", "Recurso Extraordinário 524 . 336 - AgR", "Recurso Extraordinário 430 . 267 - AgR - ED", "AI 491 . 961 - AgR", "AI 602 . 546 - AgR", "AI 616 . 142 - AgR", "Recurso Extraordinário 525 . 781 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 551 . 881" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "artigo 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 961 / 2000", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 961 / 2000", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 961 / 2000", "Lei n 9 . 782 / 99", "LEI 9 . 961 / 00", "Emenda Constitucional 32 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 961 / 2000", "Lei n 9 . 782 / 99", "LEI 9 . 961 / 00", "Emenda Constitucional 32 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 961 / 2000", "Medida Provisória 2 . 012 / 2000", "Medida Provisória 2 . 003 / 2000", "Medida Provisória 1 . 928 / 1999", "Medida Provisória n 1 . 523 / 96", "Lei n 9 . 528 / 97", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Lei n 9 . 528 / 97", "Medida Provisória n 1 . 523 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 961 / 2000", "Medida Provisória 2 . 012 / 2000", "Medida Provisória 2 . 003 / 2000", "Medida Provisória 1 . 928 / 1999", "Medida Provisória n 1 . 523 / 96", "Lei n 9 . 528 / 97", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Lei n 9 . 528 / 97", "Medida Provisória n 1 . 523 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "artigos 5 . . . , XXXV e 93 , IX da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , VIII , do NCPC", "art .", "21 , § 1 . . . , do RISTF", "artigos 5 . . . , XXXV e 93 , IX da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 961 / 00", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "LEI 9 . 961 / 00", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 961 / 00", "Constituição", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 961 / 00", "Constituição", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "UNIMED SANTA BÁRBARA", "COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "UNIMED SANTA BÁRBARA", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "UNIMED SANTA BÁRBARA", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "-", "SEGUNDO", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Congresso Nacional", "SEGUNDO", "RJ", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Plenário", "Primeira Turma", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Suprema", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "UNIMED SANTA BÁRBARA", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIMED SANTA BÁRBARA", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI", "LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI", "LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI", "LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI", "LUIZ GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "PAULA REGINA GUERRA DE RESENDE COURI", "LUIZ", "GUSTAVO ROCHA OLIVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "17", ".", "3", ".", "2016", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "17", ".", "3", ".", "2016", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "7", ".", "2014", "14", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "7", ".", "2014", "14", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2015", "10", ".", "3", ".", "2014", "13", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2015", "10", ".", "3", ".", "2014", "13", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "12", "/", "13", "10", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "12", "/", "13", "10", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "09", ".", "208", "1", ".", "06", ".", "2017", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "09", ".", "208", "1", ".", "06", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO DUPLAMENTE MAJORADO. DOSIMETRIA DA PENA. TERCEIRA FASE. FRAÇÃO DAS MAJORANTES FIXADA EM 3/8. FUNDAMENTO CONCRETO. PRÁTICA DE CRIME EM CONCURSO DE TRÊS AGENTES E COM O EMPREGO DE ARMA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do habeas corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. 2. A exasperação da pena em 3/8, ante a presença de duas causas de aumento, foi estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A808-51C2-0067-BA77 e senha F089-052B-C645-22C1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 156585 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A808-51C2-0067-BA77 e senha F089-052B-C645-22C1 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A808-51C2-0067-BA77 e senha F089-052B-C645-22C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o argumento de que a fração de aumento, em razão das majorantes do roubo, teria sido fixada em 3/8 sem fundamentação concreta, malferindo, assim, a Súmula 443 do Superior Tribunal de Justiça. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Roberto Carlos do Prado Gonçalves de Candido foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 06 (seis) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, regime fechado e 15 (quinze) dias-multa, no mínimo legal, pela prática de crime de roubo duplamente majorado (art. 157, §2º, I e II, do Código Penal). Interposto recurso de Apelação pela defesa, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo (processo-crime n. 0001831- 90.2017.8.24.0019). Contra essa decisão, a Defensoria Pública do Estado de Santa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o argumento de que a fração de aumento, em razão das majorantes do roubo, teria sido fixada em 3/8 sem fundamentação concreta, malferindo, assim, a Súmula 443 do Superior Tribunal de Justiça. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Roberto Carlos do Prado Gonçalves de Candido foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 06 (seis) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, regime fechado e 15 (quinze) dias-multa, no mínimo legal, pela prática de crime de roubo duplamente majorado (art. 157, §2º, I e II, do Código Penal). Interposto recurso de Apelação pela defesa, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo (processo-crime n. 0001831- 90.2017.8.24.0019). Contra essa decisão, a Defensoria Pública do Estado de Santa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 156585 AGR / SC Catarina impetrou Habeas Corpus (HC 425.361/SC), com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, que fosse reduzida à fração de 1/3 o quantum de aumento na terceira fase da dosimetria. Por decisão monocrática, o relator, Min. NEFI CORDEIRO, não conheceu do pedido de habeas corpus. Sobreveio, então, Agravo Regimental, julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Acórdão da relatoria do Min. NEFI CORDEIRO, que negou provimento ao recurso interposto, conforme a ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. TERCEIRA FASE. FRAÇÃO DAS MAJORANTES FIXADA EM 3/8. FUNDAMENTO CONCRETO. PRÁTICA DO DELITO EM CONCURSO DE TRÊS AGENTES E COM EMPREGO DE ARMA. ALEGAÇÃO DE COMPLEMENTAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. POSSIBILIDADE. AMPLO EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A decisão deve ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto em sintonia com a jurisprudência desta Corte superior. 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2º, do CP, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/STJ. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. 4. Ademais, a jurisprudência desta Corte admite a suplementação de fundamentação pelo Tribunal que revisa a dosimetria e o regime de cumprimento de pena, sempre que não haja agravamento da pena do réu, em razão do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC Catarina impetrou Habeas Corpus (HC 425.361/SC), com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, que fosse reduzida à fração de 1/3 o quantum de aumento na terceira fase da dosimetria. Por decisão monocrática, o relator, Min. NEFI CORDEIRO, não conheceu do pedido de habeas corpus. Sobreveio, então, Agravo Regimental, julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Acórdão da relatoria do Min. NEFI CORDEIRO, que negou provimento ao recurso interposto, conforme a ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. TERCEIRA FASE. FRAÇÃO DAS MAJORANTES FIXADA EM 3/8. FUNDAMENTO CONCRETO. PRÁTICA DO DELITO EM CONCURSO DE TRÊS AGENTES E COM EMPREGO DE ARMA. ALEGAÇÃO DE COMPLEMENTAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. POSSIBILIDADE. AMPLO EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A decisão deve ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto em sintonia com a jurisprudência desta Corte superior. 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2º, do CP, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/STJ. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. 4. Ademais, a jurisprudência desta Corte admite a suplementação de fundamentação pelo Tribunal que revisa a dosimetria e o regime de cumprimento de pena, sempre que não haja agravamento da pena do réu, em razão do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RHC 156585 AGR / SC devolutivo amplo de recurso de apelação, não se configurando, nesses casos, a reformatio in pejus. 5. Agravo regimental improvido Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando a revisão da dosimetria da pena. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de reconhecer a ilegalidade do aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado. Entende ser a fundamentação insuficiente para o aumento da pena acima do mínimo legal, situação que violaria a Súmula n. 443, do Superior Tribunal de Justiça. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de revisão da dosimetria da pena do agora agravante, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC devolutivo amplo de recurso de apelação, não se configurando, nesses casos, a reformatio in pejus. 5. Agravo regimental improvido Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando a revisão da dosimetria da pena. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de reconhecer a ilegalidade do aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado. Entende ser a fundamentação insuficiente para o aumento da pena acima do mínimo legal, situação que violaria a Súmula n. 443, do Superior Tribunal de Justiça. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de revisão da dosimetria da pena do agora agravante, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, manteve o aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, sob o fundamento de que 'a superioridade numérica de agentes na prática do ato delitivo é fundamento idôneo a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria, não havendo falar em violação à Súmula 443/STJ', inclusive lançando mão de julgado da referida Corte (HC 422.588/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, j. 12/12/2017, DJe 19/12/2017). Aliás, se mais fosse necessário, a manutenção do quantum de aumento (3/8 em vez do patamar de 1/3), na terceira etapa da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, foi devidamente analisada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que se debruçou nas circunstâncias do caso concreto, a impedir qualquer modificação por esta SUPREMA CORTE, a saber: Ultrapassada a matéria fática, a defesa se insurge contra a dosimetria, requerendo especificamente a redução da exasperação da pena operada com base nas circunstanciadoras do delito para o seu mínimo legal, ou seja, 1/3 (um terço). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, manteve o aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, sob o fundamento de que 'a superioridade numérica de agentes na prática do ato delitivo é fundamento idôneo a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria, não havendo falar em violação à Súmula 443/STJ', inclusive lançando mão de julgado da referida Corte (HC 422.588/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, j. 12/12/2017, DJe 19/12/2017). Aliás, se mais fosse necessário, a manutenção do quantum de aumento (3/8 em vez do patamar de 1/3), na terceira etapa da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, foi devidamente analisada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que se debruçou nas circunstâncias do caso concreto, a impedir qualquer modificação por esta SUPREMA CORTE, a saber: Ultrapassada a matéria fática, a defesa se insurge contra a dosimetria, requerendo especificamente a redução da exasperação da pena operada com base nas circunstanciadoras do delito para o seu mínimo legal, ou seja, 1/3 (um terço). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC Mais uma vez, contudo, a pretensão não merece acolhida. Isso porque, o Magistrado singular estipulou a fração de aumento acima do mínimo local, escorando-se em fundamentos idôneos e elementos concretos do caso. Em sentença, declinou (fl. 159): Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2º, I e II, do CP. Observada a orientação da Súmula n. 433 do STJ, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumento da pena em 3/8. Ressalta-se que a periculosidade da arma branca utilizada, que inclusive serviu para causar lesões na vítima, e a pluralidade de agentes envolvidos no crime de roubo, no caso mais de dois, afiguram-se como circunstâncias aptas a incrementar a fração de aumento aplicada em decorrência das majorantes do crime de roubo, em observância ao que dispõe a súmula 433 do Superior Tribunal de Justiça. A propósito, já decidiu este Tribunal de Justiça na Apelação Criminal n. 0000272-12.2015.8.24.0038, de Joinville, rel. Des. Sérgio Rizelo, Segunda Câmara Criminal, j. 30-05-2017: APELAÇÃO CRIMINAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO PELO EMPREGO DE ARMA E CONCURSO DE PESSOAS (CP, ART. 157, §2º, INCS. I E II). SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. ERRO MATERIAL. FUNDAMENTAÇÃO. DISPOSITIVO DA SENTENÇA. PENA. CORREÇÃO. 2. ATENUANTES. 2.1. CONFISSÃO QUALIFICADA. RECONHECIMENTO (CP, ART. 65, INC. III, ALÍNEA 'D') (STJ, SÚMULA 545). 2.2. REDUÇÃO. MÍNIMO LEGAL (STJ, SÚMULA 231). 3. CAUSAS DE AUMENTO. APLICADA FRAÇÃO DE 3/8. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA (STJ, SÚMULA 443). 1. Configura erro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC Mais uma vez, contudo, a pretensão não merece acolhida. Isso porque, o Magistrado singular estipulou a fração de aumento acima do mínimo local, escorando-se em fundamentos idôneos e elementos concretos do caso. Em sentença, declinou (fl. 159): Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2º, I e II, do CP. Observada a orientação da Súmula n. 433 do STJ, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumento da pena em 3/8. Ressalta-se que a periculosidade da arma branca utilizada, que inclusive serviu para causar lesões na vítima, e a pluralidade de agentes envolvidos no crime de roubo, no caso mais de dois, afiguram-se como circunstâncias aptas a incrementar a fração de aumento aplicada em decorrência das majorantes do crime de roubo, em observância ao que dispõe a súmula 433 do Superior Tribunal de Justiça. A propósito, já decidiu este Tribunal de Justiça na Apelação Criminal n. 0000272-12.2015.8.24.0038, de Joinville, rel. Des. Sérgio Rizelo, Segunda Câmara Criminal, j. 30-05-2017: APELAÇÃO CRIMINAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO PELO EMPREGO DE ARMA E CONCURSO DE PESSOAS (CP, ART. 157, §2º, INCS. I E II). SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. ERRO MATERIAL. FUNDAMENTAÇÃO. DISPOSITIVO DA SENTENÇA. PENA. CORREÇÃO. 2. ATENUANTES. 2.1. CONFISSÃO QUALIFICADA. RECONHECIMENTO (CP, ART. 65, INC. III, ALÍNEA 'D') (STJ, SÚMULA 545). 2.2. REDUÇÃO. MÍNIMO LEGAL (STJ, SÚMULA 231). 3. CAUSAS DE AUMENTO. APLICADA FRAÇÃO DE 3/8. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA (STJ, SÚMULA 443). 1. Configura erro 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC material a consignação, no dispositivo da sentença, de quantidade de pena imposta em montante distinto daquele mencionado na fundamentação. Constatado que tal equívoco resultou em fixação de reprimenda excessiva ao acusado, é devida sua retificação. 2.1. A confissão, ainda que qualificada (com acréscimo de teses descriminantes ou enseja o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inc. III, do Código Penal. 2.2. A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. 3. A exposição de fundamentos concretos (como a maior periculosidade do agente revelada pelo emprego ostensivo de uma faca e a pluralidade de agentes executantes diretos do crime) autoriza a imposição de fração superior à mínima na terceira etapa dosimétrica, no caso de roubo duplamente circunstanciado. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. (grifo nosso) Em hipótese análoga, colaciona-se o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça no HC 344.303/SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 10/05/2016, DJe 18/05/2016: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. AUMENTO DA PENA NA TERCEIRA FASE. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. REGIME INICIAL. PROGRESSÃO. PEDIDO PREJUDICADO. WRIT NÃO CONHECIDO. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF, esta Corte não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem de ofício se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. O aumento da pena em 3/8 (três oitavos) na terceira fase da dosimetria está fundamentado na gravidade acentuada do delito, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC material a consignação, no dispositivo da sentença, de quantidade de pena imposta em montante distinto daquele mencionado na fundamentação. Constatado que tal equívoco resultou em fixação de reprimenda excessiva ao acusado, é devida sua retificação. 2.1. A confissão, ainda que qualificada (com acréscimo de teses descriminantes ou enseja o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inc. III, do Código Penal. 2.2. A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. 3. A exposição de fundamentos concretos (como a maior periculosidade do agente revelada pelo emprego ostensivo de uma faca e a pluralidade de agentes executantes diretos do crime) autoriza a imposição de fração superior à mínima na terceira etapa dosimétrica, no caso de roubo duplamente circunstanciado. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. (grifo nosso) Em hipótese análoga, colaciona-se o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça no HC 344.303/SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 10/05/2016, DJe 18/05/2016: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. AUMENTO DA PENA NA TERCEIRA FASE. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. REGIME INICIAL. PROGRESSÃO. PEDIDO PREJUDICADO. WRIT NÃO CONHECIDO. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF, esta Corte não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem de ofício se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. O aumento da pena em 3/8 (três oitavos) na terceira fase da dosimetria está fundamentado na gravidade acentuada do delito, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC evidenciada pelo número de agentes (três), não sendo o caso de incidência do Enunciado n. 443 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça - STJ. Quanto ao regime prisional, há notícia nos autos de que o paciente foi progredido ao regime semiaberto em 8/4/2015 (fl. 134), portanto o presente writ está prejudicado nessa parte. Habeas corpus não conhecido. Portanto, mantém-se incólume a sentença, conservando-se a pena aplicada. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 12/06/2018). No particular, a exacerbação da pena na terceira fase da dosimetria foi devidamente motivada pelo Juízo sentenciante com base nas circunstâncias do caso concreto. Como bem ressaltou o Magistrado de origem, "Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2º, I e II, do CP. Observada a orientação da Súmula n. 433 do STJ, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumentando da pena em 3/8.". É 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC evidenciada pelo número de agentes (três), não sendo o caso de incidência do Enunciado n. 443 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça - STJ. Quanto ao regime prisional, há notícia nos autos de que o paciente foi progredido ao regime semiaberto em 8/4/2015 (fl. 134), portanto o presente writ está prejudicado nessa parte. Habeas corpus não conhecido. Portanto, mantém-se incólume a sentença, conservando-se a pena aplicada. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 12/06/2018). No particular, a exacerbação da pena na terceira fase da dosimetria foi devidamente motivada pelo Juízo sentenciante com base nas circunstâncias do caso concreto. Como bem ressaltou o Magistrado de origem, "Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2º, I e II, do CP. Observada a orientação da Súmula n. 433 do STJ, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumentando da pena em 3/8.". É 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC dizer: no caso em tela, o Magistrado valeu-se da pluralidade de agentes na prática do crime de roubo para fundamentar a majoração no patamar de 3/8 (fundamentação concreta), circunstâncias fáticas essas que, na trilha da jurisprudência desta CORTE SUPREMA, são suficientes para a manutenção do patamar de 3/8 aplicado pelas instâncias ordinárias: RHC 152.073/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 01/06/2018; RHC 153.135/SC, Rel. Min. EDSON FACHIN, DJe 11/05/2018; RHC 154.124/SC, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 12/04/2018 e RHC 152.058/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe 27/02/2018. Ademais, embora não desconheça a inovação legislativa promovida pela Lei n. 13.654, de 23 de abril de 2018, responsável por modificar a redação do art. 157, §2º, I, do Código Penal, a possibilitar o reconhecimento da majorante apenas nos casos de "emprego de arma de fogo", parece-me que pela leitura do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça (Agravo no Habeas Corpus n. 425.361/SC, Rel. Min. NEFI CORDEIRO), o fundamento principal do aumento da pena foi a presença de três agentes, circunstância essa que, isoladamente, serve de fundamento idôneo para a fixação de patamar superior ao mínimo legal (1/3). Nesse sentido, relembre-se, novamente, o que decidiu o Superior Tribunal de Justiça sobre o tema: [...] 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2º, do CP, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/STJ. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. Logo, a exasperação da pena em 3/8 para o recorrente, ante a variação de um terço até a metade (art. 157, §2º, CP), foi 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC dizer: no caso em tela, o Magistrado valeu-se da pluralidade de agentes na prática do crime de roubo para fundamentar a majoração no patamar de 3/8 (fundamentação concreta), circunstâncias fáticas essas que, na trilha da jurisprudência desta CORTE SUPREMA, são suficientes para a manutenção do patamar de 3/8 aplicado pelas instâncias ordinárias: RHC 152.073/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 01/06/2018; RHC 153.135/SC, Rel. Min. EDSON FACHIN, DJe 11/05/2018; RHC 154.124/SC, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 12/04/2018 e RHC 152.058/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe 27/02/2018. Ademais, embora não desconheça a inovação legislativa promovida pela Lei n. 13.654, de 23 de abril de 2018, responsável por modificar a redação do art. 157, §2º, I, do Código Penal, a possibilitar o reconhecimento da majorante apenas nos casos de "emprego de arma de fogo", parece-me que pela leitura do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça (Agravo no Habeas Corpus n. 425.361/SC, Rel. Min. NEFI CORDEIRO), o fundamento principal do aumento da pena foi a presença de três agentes, circunstância essa que, isoladamente, serve de fundamento idôneo para a fixação de patamar superior ao mínimo legal (1/3). Nesse sentido, relembre-se, novamente, o que decidiu o Superior Tribunal de Justiça sobre o tema: [...] 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2º, do CP, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/STJ. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. Logo, a exasperação da pena em 3/8 para o recorrente, ante a variação de um terço até a metade (art. 157, §2º, CP), foi 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo constrangimento ilegal a ser sanado. E para afastar a conclusão implementada pelas instâncias antecedentes seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário. Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo constrangimento ilegal a ser sanado. E para afastar a conclusão implementada pelas instâncias antecedentes seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário. Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E200-58C2-C9C8-0833 e senha 34FE-BF09-DD04-42B5 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E200-58C2-C9C8-0833 e senha 34FE-BF09-DD04-42B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54DF-4607-EBD9-BCCC e senha DEF9-62BE-3A53-57E6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54DF-4607-EBD9-BCCC e senha DEF9-62BE-3A53-57E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749508244
2019-03-22T00:00:00
2019-04-03T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO DUPLAMENTE MAJORADO. DOSIMETRIA DA PENA. TERCEIRA FASE. FRAÇÃO DAS MAJORANTES FIXADA EM 3/8. FUNDAMENTO CONCRETO. PRÁTICA DE CRIME EM CONCURSO DE TRÊS AGENTES E COM O EMPREGO DE ARMA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do habeas corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. 2. A exasperação da pena em 3/8, ante a presença de duas causas de aumento, foi estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur401224
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DOSIMETRIA DA PENA, REEXAME, FATO, PROVA) HC 144020 AgR (2ªT), RHC 140751 AgR (1ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) RHC 136511 (2ªT), HC 149954 AgR (2ªT), RHC 142458 AgR (2ªT), HC 152118 AgR (1ªT), HC 154119 AgR (1ªT), HC 155410 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (HC, DOSIMETRIA DA PENA, REEXAME, FATO, PROVA) HC 157943, HC 158515, RHC 156515, HC 157023. Número de páginas: 13. Análise: 20/08/2019, AMA.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
156585
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013654 ANO-2018\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 REVOGADO PELA LEI-13654/2018\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 156585 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO DUPLAMENTE MAJORADO. DOSIMETRIA DA PENA. TERCEIRA FASE. FRAÇÃO DAS MAJORANTES FIXADA EM 3/8. FUNDAMENTO CONCRETO. PRÁTICA DE CRIME EM CONCURSO DE TRÊS AGENTES E COM O EMPREGO DE ARMA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do habeas corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. 2. A exasperação da pena em 3/8, ante a presença de duas causas de aumento, foi estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A808-51C2-0067-BA77 e senha F089-052B-C645-22C1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RHC 156585 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A808-51C2-0067-BA77 e senha F089-052B-C645-22C1 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A808-51C2-0067-BA77 e senha F089-052B-C645-22C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o argumento de que a fração de aumento, em razão das majorantes do roubo, teria sido fixada em 3/8 sem fundamentação concreta, malferindo, assim, a Súmula 443 do Superior Tribunal de Justiça. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Roberto Carlos do Prado Gonçalves de Candido foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 06 (seis) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, regime fechado e 15 (quinze) dias-multa, no mínimo legal, pela prática de crime de roubo duplamente majorado (art. 157, §2..., I e II, do Código Penal). Interposto recurso de Apelação pela defesa, a 3... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo (processo-crime n. 0001831- 90.2017.8.24.0019). Contra essa decisão, a Defensoria Pública do Estado de Santa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o argumento de que a fração de aumento, em razão das majorantes do roubo, teria sido fixada em 3/8 sem fundamentação concreta, malferindo, assim, a Súmula 443 do Superior Tribunal de Justiça. Consta dos autos, em apertada síntese, que o agravante Roberto Carlos do Prado Gonçalves de Candido foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 06 (seis) meses e 25 (vinte e cinco) dias de reclusão, regime fechado e 15 (quinze) dias-multa, no mínimo legal, pela prática de crime de roubo duplamente majorado (art. 157, §2..., I e II, do Código Penal). Interposto recurso de Apelação pela defesa, a 3... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo (processo-crime n. 0001831- 90.2017.8.24.0019). Contra essa decisão, a Defensoria Pública do Estado de Santa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RHC 156585 AGR / SC Catarina impetrou Habeas Corpus (HC 425.361/SC), com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, que fosse reduzida à fração de 1/3 o quantum de aumento na terceira fase da dosimetria. Por decisão monocrática, o relator, Min. NEFI CORDEIRO, não conheceu do pedido de habeas corpus. Sobreveio, então, Agravo Regimental, julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Acórdão da relatoria do Min. NEFI CORDEIRO, que negou provimento ao recurso interposto, conforme a ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. TERCEIRA FASE. FRAÇÃO DAS MAJORANTES FIXADA EM 3/8. FUNDAMENTO CONCRETO. PRÁTICA DO DELITO EM CONCURSO DE TRÊS AGENTES E COM EMPREGO DE ARMA. ALEGAÇÃO DE COMPLEMENTAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. POSSIBILIDADE. AMPLO EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A decisão deve ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto em sintonia com a jurisprudência desta Corte superior. 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2..., do Código Penal Brasileiro, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/Superior Tribunal de Justiça. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. 4. Ademais, a jurisprudência desta Corte admite a suplementação de fundamentação pelo Tribunal que revisa a dosimetria e o regime de cumprimento de pena, sempre que não haja agravamento da pena do réu, em razão do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC Catarina impetrou Habeas Corpus (HC 425.361/SC), com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, que fosse reduzida à fração de 1/3 o quantum de aumento na terceira fase da dosimetria. Por decisão monocrática, o relator, Min. NEFI CORDEIRO, não conheceu do pedido de habeas corpus. Sobreveio, então, Agravo Regimental, julgado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Acórdão da relatoria do Min. NEFI CORDEIRO, que negou provimento ao recurso interposto, conforme a ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA. TERCEIRA FASE. FRAÇÃO DAS MAJORANTES FIXADA EM 3/8. FUNDAMENTO CONCRETO. PRÁTICA DO DELITO EM CONCURSO DE TRÊS AGENTES E COM EMPREGO DE ARMA. ALEGAÇÃO DE COMPLEMENTAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. POSSIBILIDADE. AMPLO EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A decisão deve ser mantida por seus próprios fundamentos, porquanto em sintonia com a jurisprudência desta Corte superior. 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2..., do Código Penal Brasileiro, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/Superior Tribunal de Justiça. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. 4. Ademais, a jurisprudência desta Corte admite a suplementação de fundamentação pelo Tribunal que revisa a dosimetria e o regime de cumprimento de pena, sempre que não haja agravamento da pena do réu, em razão do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RHC 156585 AGR / SC devolutivo amplo de recurso de apelação, não se configurando, nesses casos, a reformatio in pejus. 5. Agravo regimental improvido Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando a revisão da dosimetria da pena. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de reconhecer a ilegalidade do aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado. Entende ser a fundamentação insuficiente para o aumento da pena acima do mínimo legal, situação que violaria a Súmula n. 443, do Superior Tribunal de Justiça. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de revisão da dosimetria da pena do agora agravante, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC devolutivo amplo de recurso de apelação, não se configurando, nesses casos, a reformatio in pejus. 5. Agravo regimental improvido Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando a revisão da dosimetria da pena. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de reconhecer a ilegalidade do aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado. Entende ser a fundamentação insuficiente para o aumento da pena acima do mínimo legal, situação que violaria a Súmula n. 443, do Superior Tribunal de Justiça. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de revisão da dosimetria da pena do agora agravante, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F712-B942-5126-2050 e senha A01F-92FA-6324-4166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, manteve o aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, sob o fundamento de que 'a superioridade numérica de agentes na prática do ato delitivo é fundamento idôneo a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria, não havendo falar em violação à Súmula 443/Superior Tribunal de Justiça', inclusive lançando mão de julgado da referida Corte (HC 422.588/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, j. 12/12/2017, DJe 19/12/2017). Aliás, se mais fosse necessário, a manutenção do quantum de aumento (3/8 em vez do patamar de 1/3), na terceira etapa da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, foi devidamente analisada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que se debruçou nas circunstâncias do caso concreto, a impedir qualquer modificação por esta SUPREMA CORTE, a saber: Ultrapassada a matéria fática, a defesa se insurge contra a dosimetria, requerendo especificamente a redução da exasperação da pena operada com base nas circunstanciadoras do delito para o seu mínimo legal, ou seja, 1/3 (um terço). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, manteve o aumento de 3/8, na terceira fase da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, sob o fundamento de que 'a superioridade numérica de agentes na prática do ato delitivo é fundamento idôneo a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria, não havendo falar em violação à Súmula 443/Superior Tribunal de Justiça', inclusive lançando mão de julgado da referida Corte (HC 422.588/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, j. 12/12/2017, DJe 19/12/2017). Aliás, se mais fosse necessário, a manutenção do quantum de aumento (3/8 em vez do patamar de 1/3), na terceira etapa da dosimetria da pena do crime de roubo duplamente majorado, foi devidamente analisada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que se debruçou nas circunstâncias do caso concreto, a impedir qualquer modificação por esta SUPREMA CORTE, a saber: Ultrapassada a matéria fática, a defesa se insurge contra a dosimetria, requerendo especificamente a redução da exasperação da pena operada com base nas circunstanciadoras do delito para o seu mínimo legal, ou seja, 1/3 (um terço). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC Mais uma vez, contudo, a pretensão não merece acolhida. Isso porque, o Magistrado singular estipulou a fração de aumento acima do mínimo local, escorando-se em fundamentos idôneos e elementos concretos do caso. Em sentença, declinou (fl. 159): Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2..., I e II, do Código Penal Brasileiro. Observada a orientação da Súmula n. 433 do Superior Tribunal de Justiça, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumento da pena em 3/8. Ressalta-se que a periculosidade da arma branca utilizada, que inclusive serviu para causar lesões na vítima, e a pluralidade de agentes envolvidos no crime de roubo, no caso mais de dois, afiguram-se como circunstâncias aptas a incrementar a fração de aumento aplicada em decorrência das majorantes do crime de roubo, em observância ao que dispõe a súmula 433 do Superior Tribunal de Justiça. A propósito, já decidiu este Tribunal de Justiça na Apelação Criminal n. 0000272-12.2015.8.24.0038, de Joinville, rel. Des. Sérgio Rizelo, Segunda Câmara Criminal, j. 30-05-2017: APELAÇÃO CRIMINAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO PELO EMPREGO DE ARMA E CONCURSO DE PESSOAS (Código Penal Brasileiro, ART. 157, §2..., INCS. I E II). SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. ERRO MATERIAL. FUNDAMENTAÇÃO. DISPOSITIVO DA SENTENÇA. PENA. CORREÇÃO. 2. ATENUANTES. 2.1. CONFISSÃO QUALIFICADA. RECONHECIMENTO (Código Penal Brasileiro, ART. 65, INC. III, ALÍNEA 'D') (Superior Tribunal de Justiça, SÚMULA 545). 2.2. REDUÇÃO. MÍNIMO LEGAL (Superior Tribunal de Justiça, SÚMULA 231). 3. CAUSAS DE AUMENTO. APLICADA FRAÇÃO DE 3/8. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA (Superior Tribunal de Justiça, SÚMULA 443). 1. Configura erro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC Mais uma vez, contudo, a pretensão não merece acolhida. Isso porque, o Magistrado singular estipulou a fração de aumento acima do mínimo local, escorando-se em fundamentos idôneos e elementos concretos do caso. Em sentença, declinou (fl. 159): Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2..., I e II, do Código Penal Brasileiro. Observada a orientação da Súmula n. 433 do Superior Tribunal de Justiça, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumento da pena em 3/8. Ressalta-se que a periculosidade da arma branca utilizada, que inclusive serviu para causar lesões na vítima, e a pluralidade de agentes envolvidos no crime de roubo, no caso mais de dois, afiguram-se como circunstâncias aptas a incrementar a fração de aumento aplicada em decorrência das majorantes do crime de roubo, em observância ao que dispõe a súmula 433 do Superior Tribunal de Justiça. A propósito, já decidiu este Tribunal de Justiça na Apelação Criminal n. 0000272-12.2015.8.24.0038, de Joinville, rel. Des. Sérgio Rizelo, Segunda Câmara Criminal, j. 30-05-2017: APELAÇÃO CRIMINAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO PELO EMPREGO DE ARMA E CONCURSO DE PESSOAS (Código Penal Brasileiro, ART. 157, §2..., INCS. I E II). SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. ERRO MATERIAL. FUNDAMENTAÇÃO. DISPOSITIVO DA SENTENÇA. PENA. CORREÇÃO. 2. ATENUANTES. 2.1. CONFISSÃO QUALIFICADA. RECONHECIMENTO (Código Penal Brasileiro, ART. 65, INC. III, ALÍNEA 'D') (Superior Tribunal de Justiça, SÚMULA 545). 2.2. REDUÇÃO. MÍNIMO LEGAL (Superior Tribunal de Justiça, SÚMULA 231). 3. CAUSAS DE AUMENTO. APLICADA FRAÇÃO DE 3/8. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA (Superior Tribunal de Justiça, SÚMULA 443). 1. Configura erro 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC material a consignação, no dispositivo da sentença, de quantidade de pena imposta em montante distinto daquele mencionado na fundamentação. Constatado que tal equívoco resultou em fixação de reprimenda excessiva ao acusado, é devida sua retificação. 2.1. A confissão, ainda que qualificada (com acréscimo de teses descriminantes ou enseja o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inc. III, do Código Penal. 2.2. A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. 3. A exposição de fundamentos concretos (como a maior periculosidade do agente revelada pelo emprego ostensivo de uma faca e a pluralidade de agentes executantes diretos do crime) autoriza a imposição de fração superior à mínima na terceira etapa dosimétrica, no caso de roubo duplamente circunstanciado. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. (grifo nosso) Em hipótese análoga, colaciona-se o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça no HC 344.303/SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 10/05/2016, DJe 18/05/2016: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. AUMENTO DA PENA NA TERCEIRA FASE. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. REGIME INICIAL. PROGRESSÃO. PEDIDO PREJUDICADO. WRIT NÃO CONHECIDO. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal, esta Corte não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem de ofício se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. O aumento da pena em 3/8 (três oitavos) na terceira fase da dosimetria está fundamentado na gravidade acentuada do delito, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC material a consignação, no dispositivo da sentença, de quantidade de pena imposta em montante distinto daquele mencionado na fundamentação. Constatado que tal equívoco resultou em fixação de reprimenda excessiva ao acusado, é devida sua retificação. 2.1. A confissão, ainda que qualificada (com acréscimo de teses descriminantes ou enseja o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inc. III, do Código Penal. 2.2. A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. 3. A exposição de fundamentos concretos (como a maior periculosidade do agente revelada pelo emprego ostensivo de uma faca e a pluralidade de agentes executantes diretos do crime) autoriza a imposição de fração superior à mínima na terceira etapa dosimétrica, no caso de roubo duplamente circunstanciado. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. (grifo nosso) Em hipótese análoga, colaciona-se o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça no HC 344.303/SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 10/05/2016, DJe 18/05/2016: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. AUMENTO DA PENA NA TERCEIRA FASE. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. REGIME INICIAL. PROGRESSÃO. PEDIDO PREJUDICADO. WRIT NÃO CONHECIDO. Em consonância com a orientação jurisprudencial da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal, esta Corte não admite habeas corpus substitutivo de recurso próprio, sem prejuízo da concessão da ordem de ofício se existir flagrante ilegalidade na liberdade de locomoção do paciente. O aumento da pena em 3/8 (três oitavos) na terceira fase da dosimetria está fundamentado na gravidade acentuada do delito, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC evidenciada pelo número de agentes (três), não sendo o caso de incidência do Enunciado n. 443 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça - Superior Tribunal de Justiça. Quanto ao regime prisional, há notícia nos autos de que o paciente foi progredido ao regime semiaberto em 8/4/2015 (fl. 134), portanto o presente writ está prejudicado nessa parte. Habeas corpus não conhecido. Portanto, mantém-se incólume a sentença, conservando-se a pena aplicada. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 12/06/2018). No particular, a exacerbação da pena na terceira fase da dosimetria foi devidamente motivada pelo Juízo sentenciante com base nas circunstâncias do caso concreto. Como bem ressaltou o Magistrado de origem, "Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2..., I e II, do Código Penal Brasileiro. Observada a orientação da Súmula n. 433 do Superior Tribunal de Justiça, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumentando da pena em 3/8.". É 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC evidenciada pelo número de agentes (três), não sendo o caso de incidência do Enunciado n. 443 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça - Superior Tribunal de Justiça. Quanto ao regime prisional, há notícia nos autos de que o paciente foi progredido ao regime semiaberto em 8/4/2015 (fl. 134), portanto o presente writ está prejudicado nessa parte. Habeas corpus não conhecido. Portanto, mantém-se incólume a sentença, conservando-se a pena aplicada. De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 12/06/2018). No particular, a exacerbação da pena na terceira fase da dosimetria foi devidamente motivada pelo Juízo sentenciante com base nas circunstâncias do caso concreto. Como bem ressaltou o Magistrado de origem, "Na terceira etapa, há causas de especial aumento de pena do art. 157, §2..., I e II, do Código Penal Brasileiro. Observada a orientação da Súmula n. 433 do Superior Tribunal de Justiça, o roubo foi circunstanciado pelo emprego de arma (faca) e com a atuação de pelo menos 3 agentes, fatores que foram preponderantes na dinâmica dos fatos e no êxito da subtração, motivos que justificam o aumentando da pena em 3/8.". É 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC dizer: no caso em tela, o Magistrado valeu-se da pluralidade de agentes na prática do crime de roubo para fundamentar a majoração no patamar de 3/8 (fundamentação concreta), circunstâncias fáticas essas que, na trilha da jurisprudência desta CORTE SUPREMA, são suficientes para a manutenção do patamar de 3/8 aplicado pelas instâncias ordinárias: RHC 152.073/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 01/06/2018; RHC 153.135/SC, Rel. Min. EDSON FACHIN, DJe 11/05/2018; RHC 154.124/SC, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 12/04/2018 e RHC 152.058/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe 27/02/2018. Ademais, embora não desconheça a inovação legislativa promovida pela Lei n. 13.654, de 23 de abril de 2018, responsável por modificar a redação do art. 157, §2..., I, do Código Penal, a possibilitar o reconhecimento da majorante apenas nos casos de "emprego de arma de fogo", parece-me que pela leitura do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça (Agravo no Habeas Corpus n. 425.361/SC, Rel. Min. NEFI CORDEIRO), o fundamento principal do aumento da pena foi a presença de três agentes, circunstância essa que, isoladamente, serve de fundamento idôneo para a fixação de patamar superior ao mínimo legal (1/3). Nesse sentido, relembre-se, novamente, o que decidiu o Superior Tribunal de Justiça sobre o tema: [...] 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2..., do Código Penal Brasileiro, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/Superior Tribunal de Justiça. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. Logo, a exasperação da pena em 3/8 para o recorrente, ante a variação de um terço até a metade (art. 157, §2..., Código Penal Brasileiro), foi 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC dizer: no caso em tela, o Magistrado valeu-se da pluralidade de agentes na prática do crime de roubo para fundamentar a majoração no patamar de 3/8 (fundamentação concreta), circunstâncias fáticas essas que, na trilha da jurisprudência desta CORTE SUPREMA, são suficientes para a manutenção do patamar de 3/8 aplicado pelas instâncias ordinárias: RHC 152.073/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe 01/06/2018; RHC 153.135/SC, Rel. Min. EDSON FACHIN, DJe 11/05/2018; RHC 154.124/SC, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe 12/04/2018 e RHC 152.058/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe 27/02/2018. Ademais, embora não desconheça a inovação legislativa promovida pela Lei n. 13.654, de 23 de abril de 2018, responsável por modificar a redação do art. 157, §2..., I, do Código Penal, a possibilitar o reconhecimento da majorante apenas nos casos de "emprego de arma de fogo", parece-me que pela leitura do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça (Agravo no Habeas Corpus n. 425.361/SC, Rel. Min. NEFI CORDEIRO), o fundamento principal do aumento da pena foi a presença de três agentes, circunstância essa que, isoladamente, serve de fundamento idôneo para a fixação de patamar superior ao mínimo legal (1/3). Nesse sentido, relembre-se, novamente, o que decidiu o Superior Tribunal de Justiça sobre o tema: [...] 2. Admite-se a fixação de fração superior a 1/3, referente às causas de aumento do roubo - art. 157, §2..., do Código Penal Brasileiro, nos casos em que as instâncias de origem indiquem elementos concretos, vinculados às majorantes reconhecidas, que justifiquem a exasperação. Súmula 443/Superior Tribunal de Justiça. 3. A prática do delito em concurso com três agentes constitui fundamento apto a justificar a escolha do quantum de 3/8 na terceira fase da dosimetria. Precedente. Logo, a exasperação da pena em 3/8 para o recorrente, ante a variação de um terço até a metade (art. 157, §2..., Código Penal Brasileiro), foi 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 156585 AGR / SC estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo constrangimento ilegal a ser sanado. E para afastar a conclusão implementada pelas instâncias antecedentes seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário. Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Supremo Tribunal Federal RHC 156585 AGR / SC estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo constrangimento ilegal a ser sanado. E para afastar a conclusão implementada pelas instâncias antecedentes seria necessário proceder à análise de fatos e provas, providência incompatível com esta via processual (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 27/06/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 17/05/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 21/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 06/02/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 23/03/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário. Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B16-C5B6-7455-0C07 e senha B102-7FFC-0B75-A191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E200-58C2-C9C8-0833 e senha 34FE-BF09-DD04-42B5 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E200-58C2-C9C8-0833 e senha 34FE-BF09-DD04-42B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54DF-4607-EBD9-BCCC e senha DEF9-62BE-3A53-57E6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156.585 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54DF-4607-EBD9-BCCC e senha DEF9-62BE-3A53-57E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156 . 585", "HABEAS CORPUS 156 . 585", "Súmula 443 do Superior Tribunal de Justiça", "processo", "-", "crime n . 0001831 - 90 . 2017 . 8 . 24 . 0019", "HABEAS CORPUS 156 . 585", "Súmula 443 do Superior Tribunal de Justiça", "processo", "HC 425 . 361 / SC", "Súmula 443 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 425 . 361 / SC", "Súmula 443 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 443 , do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 443 , do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 156 . 585", "Súmula 443 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 422 . 588 / SP", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156 . 585", "Súmula 443 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 422 . 588 / SP", "Súmula n . 433 do Superior Tribunal de Justiça", "súmula 433 do Superior Tribunal de Justiça", "Apelação Criminal n . 0000272 - 12 . 2015 . 8 . 24 . 0038", "Súmula n . 433 do Superior Tribunal de Justiça", "súmula 433 do Superior Tribunal de Justiça", "Apelação Criminal n . 0000272 - 12 . 2015 . 8 . 24 . 0038", "RHC 156585", "HC 344 . 303 / SP", "HC 344 . 303 / SP", "Enunciado n . 443 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça -", "HC 157 . 023 / RJ", "HC 158 . 515 / SP", "RHC 156 . 515 / BA", "HC 144 . 020 AgR / RJ", "RHC 140 . 751 AgR / MG", "HC 157 . 943 / PR", "Súmula n . 433 do Superior Tribunal de Justiça", "Enunciado n . 443 da Súmula", "HC 157 . 023 / RJ", "HC 158 . 515 / SP", "RHC 156 . 515 / BA", "HC 144 . 020 AgR / RJ", "RHC 140 . 751 AgR / MG", "HC 157 . 943 / PR", "Súmula n . 433 do Superior Tribunal de Justiça", "RHC 152 . 073 / SC", "RHC 153 . 135 / SC", "RHC 154 . 124 / SC", "RHC 152 . 058 / SC", "Agravo no Habeas Corpus n . 425 . 361", "/", "Súmula 443 / Superior Tribunal de Justiça", "RHC 156585", "RHC 152 . 073 / SC", "RHC 153 . 135 / SC", "RHC 154 . 124 / SC", "RHC 152 . 058 / SC", "Agravo no Habeas Corpus n . 425 . 361 / SC", "Súmula 443 / Superior Tribunal de Justiça", "RHC 156585 AGR / SC", "HC 155 . 410 AgR / SP", "HC 152 . 118 AgR / GO", "HC 154 . 119 AgR / PB", "HC 149 . 954 AgR / SP", "RHC 142 . 458 AgR / RR", "RHC 136 . 511 / SP", "RHC 156585 AGR / SC", "HC 155 . 410 AgR / SP", "HC 152 . 118 AgR / GO", "HC 154 . 119 AgR / PB", "HC 149 . 954 AgR / SP", "RHC 142 . 458 AgR / RR", "RHC 136 . 511 / SP", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 156 . 585", "RECURSO", "HABEAS CORPUS 156 . 585", "HABEAS CORPUS 156 . 585" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "Código Penal Brasileiro , ART . 157 , § 2 .", "Código Penal Brasileiro , ART . 65 , INC . III , ALÍNEA ' D '", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "Código Penal Brasileiro , ART . 157 , § 2 . . . , INCS . I E II", "Código Penal Brasileiro , ART . 65 , INC . III , ALÍNEA ' D", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , inc . III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , inc . III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 654", "art . 157 , § 2 . . . , I , do Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro", "art . 157 , § 2 . . . , Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 654", "art . 157 , § 2 . . . , I , do Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro", "art . 157 , § 2 . . . , Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Catarina", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Joinville", "Joinville", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "3", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Defensoria Pública do Estado de Santa", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "3", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Defensoria Pública do Estado de Santa", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "/", "Segunda Câmara Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Câmara Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "/", "SC", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Roberto Carlos do Prado Gonçalves de Candido", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Roberto Carlos do Prado Gonçalves de Candido", "NEFI CORDEIRO", "NEFI CORDEIRO", "NEFI CORDEIRO", "NEFI CORDEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RIBEIRO DANTAS", "ALEXANDRE DE MORAES", "RIBEIRO DANTAS", "ALEXANDRE DE MORAES", "Sérgio Rizelo", "Sérgio Rizelo", "ALEXANDRE DE MORAES", "Joel Ilan Paciornik", "Joel Ilan Paciornik", "ALEXANDRE DE MORAES RHC", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "NEFI CORDEIRO", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "NEFI CORDEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES DE CANDIDO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO CARLOS DO PRADO GONCALVES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "12", "/", "12", "/", "2017", "19", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "j", "12", "/", "12", "/", "2017", "19", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "-", "05", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "-", "05", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2016", "18", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2016", "18", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "4", "/", "2015", "28", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "06", "/", "2018", "22", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "4", "/", "2015", "28", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "06", "/", "2018", "22", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "06", "/", "2018", "11", "/", "05", "/", "2018", "12", "/", "04", "/", "2018", "27", "/", "02", "/", "2018", "23 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "06", "/", "2018", "11", "/", "05", "/", "2018", "12", "/", "04", "/", "2018", "27", "/", "02", "/", "2018", "23 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "06", "/", "2018", "17", "/", "05", "/", "2018", "21", "/", "05", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "23", "/", "03", "/", "2018", "13", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "06", "/", "2018", "17", "/", "05", "/", "2018", "21", "/", "05", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "23", "/", "03", "/", "2018", "13", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. FRACIONAMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9900-B6B0-B3D1-0CF4 e senha DA6A-7514-F24A-C090 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1172074 AGR / RS 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9900-B6B0-B3D1-0CF4 e senha DA6A-7514-F24A-C090 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9900-B6B0-B3D1-0CF4 e senha DA6A-7514-F24A-C090 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 8º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA COMPLEMENTAR. AÇÃO COLETIVA. UGERIM. PERÍODOS DISTINTOS RELATIVO AO MESMO TÍTULO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE, SOB PENA DE FRACIONAMENTO DO CRÉDITO (ART. 100, §8º, DA CF). Não é possível o ajuizamento de execução complementar relativo a título judicial já executado, ainda que corresponda a períodos distintos, sob pena de ser configurado fracionamento da execução, nos termos do art. 100, §8º, do CF.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 8º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA COMPLEMENTAR. AÇÃO COLETIVA. UGERIM. PERÍODOS DISTINTOS RELATIVO AO MESMO TÍTULO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE, SOB PENA DE FRACIONAMENTO DO CRÉDITO (ART. 100, §8º, DA CF). Não é possível o ajuizamento de execução complementar relativo a título judicial já executado, ainda que corresponda a períodos distintos, sob pena de ser configurado fracionamento da execução, nos termos do art. 100, §8º, do CF.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1172074 AGR / RS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil. 3. Execução de sentença. Precatório. Honorários Advocatícios. Crédito único. Fracionamento. Impossibilidade. Art. 100, §8º, da Constituição da República/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 913542 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 25/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-202 DIVULG 05-09-2017 PUBLIC 06-09-2017) “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 949366 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12-2017 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil. 3. Execução de sentença. Precatório. Honorários Advocatícios. Crédito único. Fracionamento. Impossibilidade. Art. 100, §8º, da Constituição da República/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 913542 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 25/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-202 DIVULG 05-09-2017 PUBLIC 06-09-2017) “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 949366 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12-2017 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1172074 AGR / RS PUBLIC 14-12-2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. EXPEDIÇÃO DE RPV OU PRECATÓRIO PARA PAGAMENTO EM SEPARADO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É firme o entendimento desta Corte no sentido da impossibilidade de expedição de requisição de pagamento de honorários contratuais dissociados do principal a ser requisitado. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 1025776 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31- 07- 2017 PUBLIC 01-08-2017) “CONSTITUCIONAL. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. COMPLEMENTO POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte possui o entendimento de não ser possível o fracionamento da execução. 2. Agravo regimental improvido.” (RE 501840 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 15/09/2009, DJe- 191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09-10-2009 EMENT VOL- 02377-04 PP-00806) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, §4º da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS PUBLIC 14-12-2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. EXPEDIÇÃO DE RPV OU PRECATÓRIO PARA PAGAMENTO EM SEPARADO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É firme o entendimento desta Corte no sentido da impossibilidade de expedição de requisição de pagamento de honorários contratuais dissociados do principal a ser requisitado. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 1025776 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31- 07- 2017 PUBLIC 01-08-2017) “CONSTITUCIONAL. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. COMPLEMENTO POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte possui o entendimento de não ser possível o fracionamento da execução. 2. Agravo regimental improvido.” (RE 501840 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 15/09/2009, DJe- 191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09-10-2009 EMENT VOL- 02377-04 PP-00806) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, §4º da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1172074 AGR / RS não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 595978 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 24/04/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 099 DIVULG 21-05-2012 PUBLIC 22-05-2012) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 595978 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 24/04/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 099 DIVULG 21-05-2012 PUBLIC 22-05-2012) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1172074 AGR / RS prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD4-8FA1-16D9-E669 e senha E204-4380-889F-140F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD4-8FA1-16D9-E669 e senha E204-4380-889F-140F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749318569
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. FRACIONAMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur399394
- Acórdão(s) citado(s): (MULTA, RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). (EXECUÇAO JUDICIAL, PRECATÓRIO, FRACIONAMENTO ) RE 501840 AgR (2ªT), RE 595978 AgR (2ªT), RE 913542 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 25/03/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1172074
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1172074 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. FRACIONAMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 100, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9900-B6B0-B3D1-0CF4 e senha DA6A-7514-F24A-C090 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1172074 AGR / RS 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9900-B6B0-B3D1-0CF4 e senha DA6A-7514-F24A-C090 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9900-B6B0-B3D1-0CF4 e senha DA6A-7514-F24A-C090 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 8..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA COMPLEMENTAR. AÇÃO COLETIVA. UGERIM. PERÍODOS DISTINTOS RELATIVO AO MESMO TÍTULO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE, SOB PENA DE FRACIONAMENTO DO CRÉDITO (ART. 100, §8..., DA Constituição Federal de 1988). Não é possível o ajuizamento de execução complementar relativo a título judicial já executado, ainda que corresponda a períodos distintos, sob pena de ser configurado fracionamento da execução, nos termos do art. 100, §8..., do Constituição Federal de 1988.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 100, § 8..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO CÍVEL. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA COMPLEMENTAR. AÇÃO COLETIVA. UGERIM. PERÍODOS DISTINTOS RELATIVO AO MESMO TÍTULO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE, SOB PENA DE FRACIONAMENTO DO CRÉDITO (ART. 100, §8..., DA Constituição Federal de 1988). Não é possível o ajuizamento de execução complementar relativo a título judicial já executado, ainda que corresponda a períodos distintos, sob pena de ser configurado fracionamento da execução, nos termos do art. 100, §8..., do Constituição Federal de 1988.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1172074 AGR / RS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFAF-C3AF-DA74-EF5A e senha 7091-7A0F-83FE-09BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil. 3. Execução de sentença. Precatório. Honorários Advocatícios. Crédito único. Fracionamento. Impossibilidade. Art. 100, §8..., da Constituição da República/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 913542 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 25/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-202 DIVULG 05-09-2017 PUBLIC 06-09-2017) “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 949366 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12-2017 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Processual Civil. 3. Execução de sentença. Precatório. Honorários Advocatícios. Crédito único. Fracionamento. Impossibilidade. Art. 100, §8..., da Constituição da República/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 913542 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 25/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-202 DIVULG 05-09-2017 PUBLIC 06-09-2017) “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 949366 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 01/12/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-288 DIVULG 13-12-2017 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1172074 AGR / RS PUBLIC 14-12-2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. EXPEDIÇÃO DE RPV OU PRECATÓRIO PARA PAGAMENTO EM SEPARADO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É firme o entendimento desta Corte no sentido da impossibilidade de expedição de requisição de pagamento de honorários contratuais dissociados do principal a ser requisitado. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 1025776 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31- 07- 2017 PUBLIC 01-08-2017) “CONSTITUCIONAL. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. COMPLEMENTO POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte possui o entendimento de não ser possível o fracionamento da execução. 2. Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 501840 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 15/09/2009, DJe- 191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09-10-2009 EMENT VOL- 02377-04 PP-00806) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, §4... da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS PUBLIC 14-12-2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. EXPEDIÇÃO DE RPV OU PRECATÓRIO PARA PAGAMENTO EM SEPARADO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. É firme o entendimento desta Corte no sentido da impossibilidade de expedição de requisição de pagamento de honorários contratuais dissociados do principal a ser requisitado. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 1025776 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 09/06/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31- 07- 2017 PUBLIC 01-08-2017) “CONSTITUCIONAL. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. COMPLEMENTO POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte possui o entendimento de não ser possível o fracionamento da execução. 2. Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 501840 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 15/09/2009, DJe- 191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09-10-2009 EMENT VOL- 02377-04 PP-00806) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, §4... da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1172074 AGR / RS não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 595978 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 24/04/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 099 DIVULG 21-05-2012 PUBLIC 22-05-2012) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 595978 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 24/04/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 099 DIVULG 21-05-2012 PUBLIC 22-05-2012) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1172074 AGR / RS prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Supremo Tribunal Federal ARE 1172074 AGR / RS prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2050-7DA7-1406-A657 e senha 8D16-E776-D33A-8808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD4-8FA1-16D9-E669 e senha E204-4380-889F-140F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.172.074 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD4-8FA1-16D9-E669 e senha E204-4380-889F-140F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 172 . 074", "ARE 1172074 AGR / RS", "ARE 1172074 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 172 . 074", "Recurso Extraordinário 913542 AgR", "ARE 949366 AgR", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 913542 AgR", "ARE 949366 AgR", "Recurso Extraordinário 1025776 AgR", "Recurso Extraordinário 501840 AgR", "Recurso Extraordinário 1025776 AgR", "Recurso Extraordinário 501840 AgR", "Recurso Extraordinário 595978 AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1172074 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 595978 AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1172074 AGR / RS", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 100 , § 8 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 100 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "ART . 100 , § 8 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "art . 100 , § 8 . . . , do", "Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 100 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "ART . 100 , § 8 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "art . 100 , § 8 . . . , do Constituição Federal de 1988", "Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 100 , § 8 . . . , da Constituição da República / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 100 , § 8 . . . , da Constituição da República / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 4 . . . da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 4 . . . da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "inciso LXXVIII no art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1172074", "AGR", "/", "RS", "1", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA", "PAULA CRISTINA", "ELY BERGAMASCHI BERND", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "EDSON FACHIN", "ELLEN GRACIE", "EDSON FACHIN", "ELLEN GRACIE", "ROSA WEBER ARE 1172074 AGR", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "JORGE HUMBERTO CARVALHO DOLIVEIRA", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "21 de fevereiro de 2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "08", "/", "2017", "05", "-", "09", "-", "2017", "06", "-", "09", "-", "2017", "01", "/", "12", "/", "2017", "13", "-", "12", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "08", "/", "2017", "05", "-", "09", "-", "2017", "06", "-", "09", "-", "2017", "01", "/", "12", "/", "2017", "13", "-", "12", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "-", "12", "-", "2017", "09", "/", "06", "/", "2017", "31", "-", "07", "-", "2017", "01", "-", "08", "-", "2017", "15", "/", "09", "/", "2009", "08", "-", "10", "-", "2009", "09", "-", "10", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "-", "12", "-", "2017", "09", "/", "06", "/", "2017", "31", "-", "07", "-", "2017", "01", "-", "08", "-", "2017", "15", "/", "09", "/", "2009", "08", "-", "10", "-", "2009", "09", "-", "10", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2012", "21", "-", "05", "-", "2012", "22", "-", "05", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2012", "21", "-", "05", "-", "2012", "22", "-", "05", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) :NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) :ROSELI DE AQUINO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE HAVIA JULGADO PROCEDENTE, NESTE MESMO PROCESSO, EM MOMENTO ANTERIOR, RECLAMAÇÃO AQUI PROPOSTA – PRETENSÃO FORMULADA MEDIANTE SIMPLES PETICIONAMENTO, QUANDO JÁ CONSUMADO O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NA PRESENTE CAUSA – INCOGNOSCIBILIDADE DE REFERIDO PLEITO INCIDENTAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038F-442C-3201-7754 e senha 8C2D-398C-6406-51A4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 24834 ED-AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038F-442C-3201-7754 e senha 8C2D-398C-6406-51A4 Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038F-442C-3201-7754 e senha 8C2D-398C-6406-51A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) :NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) :ROSELI DE AQUINO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da eminente Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu esta causa: “Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida em embargos declaratórios. A presente reclamação foi julgada procedente por meio de decisão que transitou em julgado em 18/3/2017. Cassado o acórdão reclamado, proferiu-se outro na origem. Mediante simples petição, o reclamante insurge-se contra o novo acórdão, denunciando alegado descumprimento da decisão proferida na reclamação e pretendendo seja determinada sua observância à autoridade prolatora. O Relator não conheceu do pedido, ‘decisum’ que desafiou embargos declaratórios, rejeitados pela decisão ora agravada. Vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para manifestação sobre o agravo.” (grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) :NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) :ROSELI DE AQUINO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da eminente Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu esta causa: “Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida em embargos declaratórios. A presente reclamação foi julgada procedente por meio de decisão que transitou em julgado em 18/3/2017. Cassado o acórdão reclamado, proferiu-se outro na origem. Mediante simples petição, o reclamante insurge-se contra o novo acórdão, denunciando alegado descumprimento da decisão proferida na reclamação e pretendendo seja determinada sua observância à autoridade prolatora. O Relator não conheceu do pedido, ‘decisum’ que desafiou embargos declaratórios, rejeitados pela decisão ora agravada. Vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para manifestação sobre o agravo.” (grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 24834 ED-AGR / SP Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Tal como referido na decisão recorrida, a parte reclamante, ora agravante, denuncia o descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal que havia julgado procedente, neste mesmo processo, em momento anterior, reclamação aqui proposta. O exame dos autos evidencia que a reclamação em causa foi acolhida em decisão, transitada em julgado, que apreciou controvérsia referente à alegada inobservância de acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADC 16/DF. Essa comunicação de descumprimento, ora submetida ao exame do Supremo Tribunal Federal, foi veiculada mediante petição protocolada nesta Corte com o objetivo de ver restaurada a autoridade da decisão que havia julgado procedente mencionada reclamação. Sendo esse o contexto, cabe verificar, preliminarmente, se se revela admissível a pretensão ora deduzida nesta sede processual. Impende rememorar que a jurisprudência deste Tribunal, em reiterados pronunciamentos sobre essa questão, firmou-se no sentido da inviabilidade jurídico-processual da reclamação, quando utilizada com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Tal como referido na decisão recorrida, a parte reclamante, ora agravante, denuncia o descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal que havia julgado procedente, neste mesmo processo, em momento anterior, reclamação aqui proposta. O exame dos autos evidencia que a reclamação em causa foi acolhida em decisão, transitada em julgado, que apreciou controvérsia referente à alegada inobservância de acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADC 16/DF. Essa comunicação de descumprimento, ora submetida ao exame do Supremo Tribunal Federal, foi veiculada mediante petição protocolada nesta Corte com o objetivo de ver restaurada a autoridade da decisão que havia julgado procedente mencionada reclamação. Sendo esse o contexto, cabe verificar, preliminarmente, se se revela admissível a pretensão ora deduzida nesta sede processual. Impende rememorar que a jurisprudência deste Tribunal, em reiterados pronunciamentos sobre essa questão, firmou-se no sentido da inviabilidade jurídico-processual da reclamação, quando utilizada com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP objetivo de fazer prevalecer a autoridade de decisões desta Corte proferidas em sede de outra reclamação: “RECLAMAÇÃO – AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA – INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. (…).” (Rcl 2.693-AgR/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “RECLAMAÇÃO – OBJETO. A reclamação não é meio próprio a alcançar-se o respeito ao que decidido em idêntica medida, sob pena de adentrar-se verdadeiro círculo vicioso.” (Rcl 2.720-AgR/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Torna-se relevante observar que essa mesma orientação tem sido reafirmada, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em julgamentos colegiados (Rcl 2.398/TO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Pleno – Rcl 7.745-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), quer em decisões monocráticas (Rcl 2.672-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.640/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.767/CE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, incabível o ajuizamento de reclamação para tornar eficaz o que decidido em reclamação anterior. (…).” (Rcl 3.784/PA, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “(…) a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser incabível o ajuizamento da reclamação com a finalidade de prevalecer a autoridade de decisão proferida em medida idêntica. …................................................................................................... Desse modo, não há falar no cabimento desta reclamação por afronta à decisão proferida por esta Corte na Rcl 6.826/PA, de minha relatoria. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP objetivo de fazer prevalecer a autoridade de decisões desta Corte proferidas em sede de outra reclamação: “RECLAMAÇÃO – AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA – INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. (…).” (Rcl 2.693-AgR/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “RECLAMAÇÃO – OBJETO. A reclamação não é meio próprio a alcançar-se o respeito ao que decidido em idêntica medida, sob pena de adentrar-se verdadeiro círculo vicioso.” (Rcl 2.720-AgR/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Torna-se relevante observar que essa mesma orientação tem sido reafirmada, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em julgamentos colegiados (Rcl 2.398/TO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Pleno – Rcl 7.745-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), quer em decisões monocráticas (Rcl 2.672-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.640/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.767/CE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, incabível o ajuizamento de reclamação para tornar eficaz o que decidido em reclamação anterior. (…).” (Rcl 3.784/PA, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “(…) a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser incabível o ajuizamento da reclamação com a finalidade de prevalecer a autoridade de decisão proferida em medida idêntica. …................................................................................................... Desse modo, não há falar no cabimento desta reclamação por afronta à decisão proferida por esta Corte na Rcl 6.826/PA, de minha relatoria. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP Cabe ao reclamante, assim como ressaltou o Procurador-Geral da República, acionar as medidas cabíveis em sede de execução daquele julgado.” (Rcl 12.345/PA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Os precedentes ora referidos põem em evidência a circunstância – processualmente relevante – de que não cabe reclamação, se e quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a autoridade decisória de julgamento que esta Suprema Corte proferiu em sede de anterior ação reclamatória. Se se revela inadmissível, na linha da jurisprudência que venho de mencionar, o emprego de nova reclamação para conferir efetividade a decisão proferida em outra sede reclamatória, torna-se evidente, com maior razão, que esse mesmo objetivo não pode ser alcançado mediante simples peticionamento formulado nos autos da própria reclamação. Sabemos todos que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP Cabe ao reclamante, assim como ressaltou o Procurador-Geral da República, acionar as medidas cabíveis em sede de execução daquele julgado.” (Rcl 12.345/PA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Os precedentes ora referidos põem em evidência a circunstância – processualmente relevante – de que não cabe reclamação, se e quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a autoridade decisória de julgamento que esta Suprema Corte proferiu em sede de anterior ação reclamatória. Se se revela inadmissível, na linha da jurisprudência que venho de mencionar, o emprego de nova reclamação para conferir efetividade a decisão proferida em outra sede reclamatória, torna-se evidente, com maior razão, que esse mesmo objetivo não pode ser alcançado mediante simples peticionamento formulado nos autos da própria reclamação. Sabemos todos que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP Cumpre reconhecer, finalmente, que se exauriu, no caso, a jurisdição desta Corte a propósito do pleito reclamatório anteriormente deduzido neste processo, eis que já se consumou, na espécie, o trânsito em julgado da decisão proferida nos presentes autos, a significar, portanto, que se operou a entrega definitiva da prestação jurisdicional reclamada, nada mais havendo a prover nesta causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP Cumpre reconhecer, finalmente, que se exauriu, no caso, a jurisdição desta Corte a propósito do pleito reclamatório anteriormente deduzido neste processo, eis que já se consumou, na espécie, o trânsito em julgado da decisão proferida nos presentes autos, a significar, portanto, que se operou a entrega definitiva da prestação jurisdicional reclamada, nada mais havendo a prover nesta causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) : NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) : ROSELI DE AQUINO FREITAS (82373/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48F4-8B57-8D5B-66EA e senha 5B43-98CB-9E36-FEAC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) : NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) : ROSELI DE AQUINO FREITAS (82373/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48F4-8B57-8D5B-66EA e senha 5B43-98CB-9E36-FEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749338179
2019-02-22T00:00:00
2019-03-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE HAVIA JULGADO PROCEDENTE, NESTE MESMO PROCESSO, EM MOMENTO ANTERIOR, RECLAMAÇÃO AQUI PROPOSTA – PRETENSÃO FORMULADA MEDIANTE SIMPLES PETICIONAMENTO, QUANDO JÁ CONSUMADO O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NA PRESENTE CAUSA – INCOGNOSCIBILIDADE DE REFERIDO PLEITO INCIDENTAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur399600
- Acórdão(s) citado(s): (INADEQUAÇÃO, RECLAMAÇÃO, OBJETO, DECISÃO, ÂMBITO, RECLAMAÇÃO) Rcl 2398 (TP), Rcl 2693 AgR (TP), Rcl 2720 AgR (TP), Rcl 4767 AgR (1ªT), Rcl 7745 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO RECURSAL) Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 1852 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RCL 603 (TP) - RTJ 168/718. - Decisões monocráticas citadas: (INADEQUAÇÃO, RECLAMAÇÃO, OBJETO, DECISÃO, ÂMBITO, RECLAMAÇÃO) Rcl 2672 AgR, Rcl 4767, Rcl 3784, Rcl 12345. Número de páginas: 11. Análise: 03/04/2019, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
24834
null
Rcl-ED-AgR
acordaos
Rcl 24834 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) : NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) : ROSELI DE AQUINO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) :NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) :ROSELI DE AQUINO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE HAVIA JULGADO PROCEDENTE, NESTE MESMO PROCESSO, EM MOMENTO ANTERIOR, RECLAMAÇÃO AQUI PROPOSTA – PRETENSÃO FORMULADA MEDIANTE SIMPLES PETICIONAMENTO, QUANDO JÁ CONSUMADO O TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NA PRESENTE CAUSA – INCOGNOSCIBILIDADE DE REFERIDO PLEITO INCIDENTAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038F-442C-3201-7754 e senha 8C2D-398C-6406-51A4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 24834 ED-AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038F-442C-3201-7754 e senha 8C2D-398C-6406-51A4 Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038F-442C-3201-7754 e senha 8C2D-398C-6406-51A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) :NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) :ROSELI DE AQUINO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da eminente Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu esta causa: “Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida em embargos declaratórios. A presente reclamação foi julgada procedente por meio de decisão que transitou em julgado em 18/3/2017. Cassado o acórdão reclamado, proferiu-se outro na origem. Mediante simples petição, o reclamante insurge-se contra o novo acórdão, denunciando alegado descumprimento da decisão proferida na reclamação e pretendendo seja determinada sua observância à autoridade prolatora. O Relator não conheceu do pedido, ‘decisum’ que desafiou embargos declaratórios, rejeitados pela decisão ora agravada. Vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para manifestação sobre o agravo.” (grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) :NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) :ROSELI DE AQUINO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da eminente Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao opinar pelo não provimento do presente recurso de agravo, assim resumiu esta causa: “Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida em embargos declaratórios. A presente reclamação foi julgada procedente por meio de decisão que transitou em julgado em 18/3/2017. Cassado o acórdão reclamado, proferiu-se outro na origem. Mediante simples petição, o reclamante insurge-se contra o novo acórdão, denunciando alegado descumprimento da decisão proferida na reclamação e pretendendo seja determinada sua observância à autoridade prolatora. O Relator não conheceu do pedido, ‘decisum’ que desafiou embargos declaratórios, rejeitados pela decisão ora agravada. Vieram os autos à Procuradoria-Geral da República para manifestação sobre o agravo.” (grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 24834 ED-AGR / SP Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72AF-F6E7-3B89-2116 e senha 3AD7-5DCB-C466-E0E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Tal como referido na decisão recorrida, a parte reclamante, ora agravante, denuncia o descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal que havia julgado procedente, neste mesmo processo, em momento anterior, reclamação aqui proposta. O exame dos autos evidencia que a reclamação em causa foi acolhida em decisão, transitada em julgado, que apreciou controvérsia referente à alegada inobservância de acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADC 16/DF. Essa comunicação de descumprimento, ora submetida ao exame do Supremo Tribunal Federal, foi veiculada mediante petição protocolada nesta Corte com o objetivo de ver restaurada a autoridade da decisão que havia julgado procedente mencionada reclamação. Sendo esse o contexto, cabe verificar, preliminarmente, se se revela admissível a pretensão ora deduzida nesta sede processual. Impende rememorar que a jurisprudência deste Tribunal, em reiterados pronunciamentos sobre essa questão, firmou-se no sentido da inviabilidade jurídico-processual da reclamação, quando utilizada com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Tal como referido na decisão recorrida, a parte reclamante, ora agravante, denuncia o descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal que havia julgado procedente, neste mesmo processo, em momento anterior, reclamação aqui proposta. O exame dos autos evidencia que a reclamação em causa foi acolhida em decisão, transitada em julgado, que apreciou controvérsia referente à alegada inobservância de acórdão desta Corte proferido no julgamento da ADC 16/DF. Essa comunicação de descumprimento, ora submetida ao exame do Supremo Tribunal Federal, foi veiculada mediante petição protocolada nesta Corte com o objetivo de ver restaurada a autoridade da decisão que havia julgado procedente mencionada reclamação. Sendo esse o contexto, cabe verificar, preliminarmente, se se revela admissível a pretensão ora deduzida nesta sede processual. Impende rememorar que a jurisprudência deste Tribunal, em reiterados pronunciamentos sobre essa questão, firmou-se no sentido da inviabilidade jurídico-processual da reclamação, quando utilizada com o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP objetivo de fazer prevalecer a autoridade de decisões desta Corte proferidas em sede de outra reclamação: “RECLAMAÇÃO – AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA – INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. (…).” (Rcl 2.693-AgR/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “RECLAMAÇÃO – OBJETO. A reclamação não é meio próprio a alcançar-se o respeito ao que decidido em idêntica medida, sob pena de adentrar-se verdadeiro círculo vicioso.” (Rcl 2.720-AgR/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Torna-se relevante observar que essa mesma orientação tem sido reafirmada, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em julgamentos colegiados (Rcl 2.398/TO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Pleno – Rcl 7.745-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), quer em decisões monocráticas (Rcl 2.672-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.640/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.767/CE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, incabível o ajuizamento de reclamação para tornar eficaz o que decidido em reclamação anterior. (…).” (Rcl 3.784/PA, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “(…) a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser incabível o ajuizamento da reclamação com a finalidade de prevalecer a autoridade de decisão proferida em medida idêntica. …................................................................................................... Desse modo, não há falar no cabimento desta reclamação por afronta à decisão proferida por esta Corte na Rcl 6.826/PA, de minha relatoria. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP objetivo de fazer prevalecer a autoridade de decisões desta Corte proferidas em sede de outra reclamação: “RECLAMAÇÃO – AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA – INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. (…).” (Rcl 2.693-AgR/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “RECLAMAÇÃO – OBJETO. A reclamação não é meio próprio a alcançar-se o respeito ao que decidido em idêntica medida, sob pena de adentrar-se verdadeiro círculo vicioso.” (Rcl 2.720-AgR/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) Torna-se relevante observar que essa mesma orientação tem sido reafirmada, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em julgamentos colegiados (Rcl 2.398/TO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Pleno – Rcl 7.745-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), quer em decisões monocráticas (Rcl 2.672-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.640/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 4.767/CE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, incabível o ajuizamento de reclamação para tornar eficaz o que decidido em reclamação anterior. (…).” (Rcl 3.784/PA, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “(…) a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de ser incabível o ajuizamento da reclamação com a finalidade de prevalecer a autoridade de decisão proferida em medida idêntica. …................................................................................................... Desse modo, não há falar no cabimento desta reclamação por afronta à decisão proferida por esta Corte na Rcl 6.826/PA, de minha relatoria. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP Cabe ao reclamante, assim como ressaltou o Procurador-Geral da República, acionar as medidas cabíveis em sede de execução daquele julgado.” (Rcl 12.345/PA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Os precedentes ora referidos põem em evidência a circunstância – processualmente relevante – de que não cabe reclamação, se e quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a autoridade decisória de julgamento que esta Suprema Corte proferiu em sede de anterior ação reclamatória. Se se revela inadmissível, na linha da jurisprudência que venho de mencionar, o emprego de nova reclamação para conferir efetividade a decisão proferida em outra sede reclamatória, torna-se evidente, com maior razão, que esse mesmo objetivo não pode ser alcançado mediante simples peticionamento formulado nos autos da própria reclamação. Sabemos todos que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP Cabe ao reclamante, assim como ressaltou o Procurador-Geral da República, acionar as medidas cabíveis em sede de execução daquele julgado.” (Rcl 12.345/PA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Os precedentes ora referidos põem em evidência a circunstância – processualmente relevante – de que não cabe reclamação, se e quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a autoridade decisória de julgamento que esta Suprema Corte proferiu em sede de anterior ação reclamatória. Se se revela inadmissível, na linha da jurisprudência que venho de mencionar, o emprego de nova reclamação para conferir efetividade a decisão proferida em outra sede reclamatória, torna-se evidente, com maior razão, que esse mesmo objetivo não pode ser alcançado mediante simples peticionamento formulado nos autos da própria reclamação. Sabemos todos que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 24834 ED-AGR / SP Cumpre reconhecer, finalmente, que se exauriu, no caso, a jurisdição desta Corte a propósito do pleito reclamatório anteriormente deduzido neste processo, eis que já se consumou, na espécie, o trânsito em julgado da decisão proferida nos presentes autos, a significar, portanto, que se operou a entrega definitiva da prestação jurisdicional reclamada, nada mais havendo a prover nesta causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Supremo Tribunal Federal RCL 24834 ED-AGR / SP Cumpre reconhecer, finalmente, que se exauriu, no caso, a jurisdição desta Corte a propósito do pleito reclamatório anteriormente deduzido neste processo, eis que já se consumou, na espécie, o trânsito em julgado da decisão proferida nos presentes autos, a significar, portanto, que se operou a entrega definitiva da prestação jurisdicional reclamada, nada mais havendo a prover nesta causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1100-F85B-CE3E-11DB e senha 4113-49DF-8C6C-99CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) : NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) : ROSELI DE AQUINO FREITAS (82373/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48F4-8B57-8D5B-66EA e senha 5B43-98CB-9E36-FEAC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 24.834 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TAUBATÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ AGDO.(A/S) : NILCE NEIDE ALEIXO ADV.(A/S) : ROSELI DE AQUINO FREITAS (82373/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EB - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48F4-8B57-8D5B-66EA e senha 5B43-98CB-9E36-FEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 24 . 834", "RECLAMAÇÃO 24 . 834", "RECLAMAÇÃO", "ADC 16 / DF", "RECLAMAÇÃO 24 . 834", "ADC 16 / DF", "RCL 24834 ED -", "AGR /", "Rcl 2 . 693 - AgR / RS", "Rcl 2 . 720 - AgR / PR", "Rcl 2 . 398 / TO", "Rcl 7 . 745 - AgR / MT", "Rcl 2 . 672 - AgR / RJ", "Rcl 4 . 640 / SP", "Rcl 4 . 767 / CE", "Rcl 3 . 784 / PA", "Rcl 6 . 826 / PA", "Rcl 2 . 693 - AgR / RS", "Rcl 2 . 720 - AgR / PR", "Rcl 2 . 398", "Rcl 7 . 745 - AgR / MT", "Rcl 2 . 672 - AgR / RJ", "Rcl 4 . 640 / SP", "Rcl 4 . 767 / CE", "Rcl 3 . 784 / PA", "Rcl 6 . 826 / PA", "RCL 24834 ED - AGR / SP", "Rcl 12 . 345 / PA", "RTJ 168 / 718", "RCL 24834 ED - AGR / SP", "Rcl 12 . 345 / PA", "RTJ 168 / 718", "RCL 24834 ED - AGR / SP", "Rcl 724 - AgR / ES", "Rcl", "Ag . Rg . 1852", "Rcl Ag . Rg . 724", "Rcl 1 . 591 / RN", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1 . 852 - AgR / RN", "RCL 24834", "Rcl 724 - AgR / ES", "Rcl Ag . Rg . 1852", "Rcl Ag . Rg . 724", "Rcl 1 . 591 / RN", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1 . 852 -", "Rcl 5 . 465 - ED / ES", "Rcl 5 . 684 - AgR / PE", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "RCL 24834 ED", "Rcl 5 . 465 - ED / ES", "Rcl 5 . 684 - AgR / PE", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE TAUBATÉ", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE TAUBATÉ", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE TAUBATÉ", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE TAUBATÉ", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE TAUBATÉ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "EB", "-", "ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA", "15", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "EB", "-", "ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . .", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "EB", "-", "ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "TO", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EB", "-", "ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . .", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EB", "-", "ALIMENTAÇÃO ESCOLAR LTDA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "NILCE NEIDE ALEIXO", "ROSELI DE AQUINO FREITAS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NILCE NEIDE ALEIXO", "ROSELI DE AQUINO FREITAS", "CELSO DE MELLO", "RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE", "CELSO DE MELLO", "NILCE NEIDE ALEIXO", "ROSELI DE AQUINO FREITAS", "CELSO DE MELLO", "RAQUEL", "ELIAS FERREIRA DODGE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CARLOS VELLOSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Corrêa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Corrêa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "CELSO DE MELLO", ".", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN", "LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NILCE NEIDE ALEIXO", "ROSELI DE AQUINO FREITAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "NILCE NEIDE ALEIXO", "ROSELI DE AQUINO FREITAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "21 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI COMPLEMENTAR 116/2013 MODIFICADA PELA LEI COMPLEMENTAR 157/2016. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS). PLANOS DE SAÚDE. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS (CNCOOP) E UNIMED DO BRASIL (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS MÉDICAS). CNCOOP – HETEROGENEIDADE DA COMPOSIÇÃO E FALTA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. UNIMED - NÃO SE CARACTERIZA COMO CONFEDERAÇÃO SINDICAL NOS TERMOS DO ART. 103, IX. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A heterogeneidade da composição da CNCOOP, congregando agentes de diversos ramos, conforme disposições estatutárias, e comprovado pela autora, faz com que não se enquadre como entidade de classe de âmbito nacional nos termos do art. 103, IX da Constituição. Precedentes: ADI 3.900, Rel. p/ acórdão Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 8/11/2011; ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 14/9/11; ADI 4.660-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 8/5/2017; ADI 42, Rel. Min. PAULO BROSSARD, Pleno, DJ de 2/4/1993. 2. Ainda que se reconhecesse à CNCOOP homogeneidade suficiente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F747-6E76-E717-9494 e senha 8904-AAAB-519B-F81C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ADI 5844 AGR / DF para proposição de ação direta de inconstitucionalidade, ainda se veria ausente o pressuposto da pertinência temática. Não há referibilidade direta entre o preceito estatutário da autora de “representar os interesses gerais da respectiva categoria (cooperativas) e seus filiados” e norma que alterou a sistemática de recolhimento do ISS. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. Também a UNIMED não comprovou sua legitimidade para propositura da ação, visto que, nos termos do seu estatuto, configura-se como “sociedade simples de responsabilidade limitada” representativa do “Sistema das Sociedades Cooperativas UNIMED”, incapaz de representar toda a categoria e, portanto, incapaz de cumprir os requisitos do art. 103, IX, para configurar uma confederação sindical nos termos da Constituição. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F747-6E76-E717-9494 e senha 8904-AAAB-519B-F81C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF para proposição de ação direta de inconstitucionalidade, ainda se veria ausente o pressuposto da pertinência temática. Não há referibilidade direta entre o preceito estatutário da autora de “representar os interesses gerais da respectiva categoria (cooperativas) e seus filiados” e norma que alterou a sistemática de recolhimento do ISS. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. Também a UNIMED não comprovou sua legitimidade para propositura da ação, visto que, nos termos do seu estatuto, configura-se como “sociedade simples de responsabilidade limitada” representativa do “Sistema das Sociedades Cooperativas UNIMED”, incapaz de representar toda a categoria e, portanto, incapaz de cumprir os requisitos do art. 103, IX, para configurar uma confederação sindical nos termos da Constituição. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F747-6E76-E717-9494 e senha 8904-AAAB-519B-F81C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP e a UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas interpuseram Agravo Regimental em face de decisão de minha relatoria, que julgou extinta a presente Ação Direta de Inconstitucionalidade pelos seguintes fundamentos: A presente ação direta de inconstitucionalidade não reúne as condições processuais indispensáveis ao seu conhecimento, pois as requerentes carecem de legitimidade ativa para postular em desfavor da legitimidade constitucional dos dispositivos sob censura, que alteraram, para certos serviços, a sistemática de recolhimento do ISS, determinando ser o imposto devido no domicílio do tomador. A Constituição de 1988, alterando uma tradição em nosso direito constitucional, ampliou a legitimidade para propositura da ação direta de inconstitucionalidade, transformando-a em legitimação concorrente. Até então, somente o Procurador- Geral da República dispunha de legitimidade para deflagrar o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP e a UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas interpuseram Agravo Regimental em face de decisão de minha relatoria, que julgou extinta a presente Ação Direta de Inconstitucionalidade pelos seguintes fundamentos: A presente ação direta de inconstitucionalidade não reúne as condições processuais indispensáveis ao seu conhecimento, pois as requerentes carecem de legitimidade ativa para postular em desfavor da legitimidade constitucional dos dispositivos sob censura, que alteraram, para certos serviços, a sistemática de recolhimento do ISS, determinando ser o imposto devido no domicílio do tomador. A Constituição de 1988, alterando uma tradição em nosso direito constitucional, ampliou a legitimidade para propositura da ação direta de inconstitucionalidade, transformando-a em legitimação concorrente. Até então, somente o Procurador- Geral da República dispunha de legitimidade para deflagrar o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ADI 5844 AGR / DF controle abstrato de constitucionalidade de leis. Pela nova sistemática, a despeito do alargamento do rol de legitimados, esta CORTE exige, para alguns deles, a presença da chamada pertinência temática, definida como o requisito objetivo da relação de pertinência entre a defesa do interesse específico do legitimado e o objeto da própria ação. É o que sucede com as confederações sindicais e entidades de classe, que, embora constem do art. 103, IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais para a propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, incumbindo-lhes a demonstração da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo eventualmente impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Tal como sucedeu nos precedentes mencionados, também na espécie não é possível encontrar referibilidade direta entre as normas contestadas e o objeto social das requerentes. Em relação a CNCOOP, como afirmado na própria petição inicial, trata-se de confederação que “congrega a categoria econômica das cooperativas em todos os seus ramos de atividades” (grifei). Ou seja, o traço comum entre as associadas da CNCOOP é sua roupagem jurídica, sua estruturação societária como cooperativa, independentemente do ramo de atividade desenvolvido. Isso, evidentemente, não a habilita a instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. Fosse isso possível, estar-se-ia a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados, suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos tutelados pela Constituição Federal, com absoluta sublimação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF controle abstrato de constitucionalidade de leis. Pela nova sistemática, a despeito do alargamento do rol de legitimados, esta CORTE exige, para alguns deles, a presença da chamada pertinência temática, definida como o requisito objetivo da relação de pertinência entre a defesa do interesse específico do legitimado e o objeto da própria ação. É o que sucede com as confederações sindicais e entidades de classe, que, embora constem do art. 103, IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais para a propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, incumbindo-lhes a demonstração da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo eventualmente impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Tal como sucedeu nos precedentes mencionados, também na espécie não é possível encontrar referibilidade direta entre as normas contestadas e o objeto social das requerentes. Em relação a CNCOOP, como afirmado na própria petição inicial, trata-se de confederação que “congrega a categoria econômica das cooperativas em todos os seus ramos de atividades” (grifei). Ou seja, o traço comum entre as associadas da CNCOOP é sua roupagem jurídica, sua estruturação societária como cooperativa, independentemente do ramo de atividade desenvolvido. Isso, evidentemente, não a habilita a instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. Fosse isso possível, estar-se-ia a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados, suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos tutelados pela Constituição Federal, com absoluta sublimação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ADI 5844 AGR / DF do âmbito institucional em que se insere a requerente, elastério que certamente não condiz com a mensagem normativa do art. 103, IX, da Constituição Federal, na interpretação que lhe é conferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Já no que concerne à Unimed do Brasil - Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, verifico que, a despeito de utilizar o nomen juris “confederação”, não pode assim ser entendida, para efeitos do art. 103, IX, da Constituição Federal, o qual se refere a entidades sindicais de grau superior. Configura-se a autora, distintamente, em sociedade simples de responsabilidade limitada (art. 1º de seu Estatuto Social). Não prospera, de outro lado, a alegação da requerente de que se trataria de “entidade de classe de âmbito nacional”, por não representar as cooperativas médicas como um todo, mas tão somente aquelas que ostentam a marca “Unimed”. Veja-se, nesse sentido, o teor do art. 2º, I, de seu Estatuto Social, que explicita que a entidade representa somente as “Sociedades Cooperativas UNIMED”, e não as sociedades cooperativas médicas de forma geral, as quais incluem empresas concorrentes. O art. 103, IX, da Constituição Federal pressupõe que a entidade integre, com plena abrangência, isto é, de maneira não fragmentária (ADI 3.617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 1/07/11), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009). Não pretendeu o referido dispositivo constitucional prestigiar determinados atores privados dentro de um segmento econômico, ainda que estejam bem disseminados no território nacional. Ante o exposto, JULGO EXTINTO o processo, sem resolução de mérito, com base no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e no art. 485, VI, do Código de Processo Civil de 2015. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF do âmbito institucional em que se insere a requerente, elastério que certamente não condiz com a mensagem normativa do art. 103, IX, da Constituição Federal, na interpretação que lhe é conferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Já no que concerne à Unimed do Brasil - Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, verifico que, a despeito de utilizar o nomen juris “confederação”, não pode assim ser entendida, para efeitos do art. 103, IX, da Constituição Federal, o qual se refere a entidades sindicais de grau superior. Configura-se a autora, distintamente, em sociedade simples de responsabilidade limitada (art. 1º de seu Estatuto Social). Não prospera, de outro lado, a alegação da requerente de que se trataria de “entidade de classe de âmbito nacional”, por não representar as cooperativas médicas como um todo, mas tão somente aquelas que ostentam a marca “Unimed”. Veja-se, nesse sentido, o teor do art. 2º, I, de seu Estatuto Social, que explicita que a entidade representa somente as “Sociedades Cooperativas UNIMED”, e não as sociedades cooperativas médicas de forma geral, as quais incluem empresas concorrentes. O art. 103, IX, da Constituição Federal pressupõe que a entidade integre, com plena abrangência, isto é, de maneira não fragmentária (ADI 3.617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 1/07/11), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009). Não pretendeu o referido dispositivo constitucional prestigiar determinados atores privados dentro de um segmento econômico, ainda que estejam bem disseminados no território nacional. Ante o exposto, JULGO EXTINTO o processo, sem resolução de mérito, com base no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e no art. 485, VI, do Código de Processo Civil de 2015. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ADI 5844 AGR / DF Publique-se. As agravantes sustentam a necessidade de reforma da decisão argumentando que: (i) há relação direta de pertinência entre o objeto da ação e os objetivos da categoria econômica representada pela CNCOOP, e teria comprovado seu status de confederação sindical e representatividade espacial, assim como seu legítimo direito como representativa das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde – afirmando que estas se podem ver judicialmente representadas “tão somente por meio da CNCOOP”, e a negativa de legitimidade à CNCOOP seria o mesmo que impedir o acesso dessas entidades à jurisdição – e que o fato de representar, também, outras entidades não é impeditivo ao reconhecimento de sua legitimidade; (ii) a UNIMED preencheria os requisitos qualificativos das entidades de classe, representando a maior parte das operadoras de saúde, e o não reconhecimento de sua qualidade como representante da categoria seria uma “restrição da garantida de direitos e interesses da categoria”, que seria diretamente acometida pela edição da norma. Com esses fundamentos, pleiteiam o conhecimento e processamento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada e determinado o prosseguimento da ação, com a análise de seu mérito. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF Publique-se. As agravantes sustentam a necessidade de reforma da decisão argumentando que: (i) há relação direta de pertinência entre o objeto da ação e os objetivos da categoria econômica representada pela CNCOOP, e teria comprovado seu status de confederação sindical e representatividade espacial, assim como seu legítimo direito como representativa das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde – afirmando que estas se podem ver judicialmente representadas “tão somente por meio da CNCOOP”, e a negativa de legitimidade à CNCOOP seria o mesmo que impedir o acesso dessas entidades à jurisdição – e que o fato de representar, também, outras entidades não é impeditivo ao reconhecimento de sua legitimidade; (ii) a UNIMED preencheria os requisitos qualificativos das entidades de classe, representando a maior parte das operadoras de saúde, e o não reconhecimento de sua qualidade como representante da categoria seria uma “restrição da garantida de direitos e interesses da categoria”, que seria diretamente acometida pela edição da norma. Com esses fundamentos, pleiteiam o conhecimento e processamento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada e determinado o prosseguimento da ação, com a análise de seu mérito. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Inicialmente, anoto que conheço do recurso, tempestivamente apresentado pela Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP – e pela UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas. Os argumentos deduzidos pela Agravante não são capazes de conduzir à reforma da decisão em questão. A CNCOOP, conforme observado de seu estatuto social, tem como objeto a representação dos interesses gerais da categoria econômica das cooperativas (art. 2º do estatuto social), possuindo como critério para filiação a “prova legal de seu registro como federação sindical representante da categoria econômica das cooperativas no órgão competente” (art. 6º do estatuto social). Tal critério gera uma heterogeneidade da composição na autora, como ela mesma vem a comprovar, podendo-se citar como ramos de atividade em que atua: Agropecuário (1.555 cooperativas), Consumo (147 cooperativas), Crédito (976 cooperativas), Transporte (1.205 cooperativas), entre outros. Portanto, não é possível identificar uma classe definida de associados, e, por essa razão, não se vê cumprido um dos requisitos necessários à legitimação ativa da agravante (ADI 3.900, Rel. p/ acórdão Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 8/11/2011). Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) – ILEGITIMIDADE ATIVA – ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL – NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Inicialmente, anoto que conheço do recurso, tempestivamente apresentado pela Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP – e pela UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas. Os argumentos deduzidos pela Agravante não são capazes de conduzir à reforma da decisão em questão. A CNCOOP, conforme observado de seu estatuto social, tem como objeto a representação dos interesses gerais da categoria econômica das cooperativas (art. 2º do estatuto social), possuindo como critério para filiação a “prova legal de seu registro como federação sindical representante da categoria econômica das cooperativas no órgão competente” (art. 6º do estatuto social). Tal critério gera uma heterogeneidade da composição na autora, como ela mesma vem a comprovar, podendo-se citar como ramos de atividade em que atua: Agropecuário (1.555 cooperativas), Consumo (147 cooperativas), Crédito (976 cooperativas), Transporte (1.205 cooperativas), entre outros. Portanto, não é possível identificar uma classe definida de associados, e, por essa razão, não se vê cumprido um dos requisitos necessários à legitimação ativa da agravante (ADI 3.900, Rel. p/ acórdão Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 8/11/2011). Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) – ILEGITIMIDADE ATIVA – ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL – NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 5844 AGR / DF não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 14/9/11). Assim também se decidiu: ADI 1.804 (Rel. Min. ILMAR GALVÃO, Pleno, DJ de 19.6.1998), ADI 3.381 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2007), ADI 3.850-AgR (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno, DJe de 17/8/2007), ADI 3.606-AgR (Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJ 27/10/2006), ADI 4.660-AgR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 8/5/2017), ADI 42 (Rel. Min. PAULO BROSSARD, Pleno, DJ de 2/4/1993). Ainda que fosse reconhecida homogeneidade capaz de habilitar a CNCOOP a instaurar o controle concentrado de constitucionalidade, ainda se encontraria carente do requisito de pertinência temática entre o objeto da ação, normativa que alterou a sistemática de recolhimento do ISS, e o estatuto social da entidade que elenca como objetivo “representar os interesses gerais da respectiva categoria e seus filiados”, sejam eles, os interesses da categoria econômica das cooperativas como um todo. As confederações sindicais e as entidades de classe, embora constem no rol de legitimadas do art. 103. IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais à propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, sendo-lhes obrigatória a comprovação da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 14/9/11). Assim também se decidiu: ADI 1.804 (Rel. Min. ILMAR GALVÃO, Pleno, DJ de 19.6.1998), ADI 3.381 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2007), ADI 3.850-AgR (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno, DJe de 17/8/2007), ADI 3.606-AgR (Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJ 27/10/2006), ADI 4.660-AgR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 8/5/2017), ADI 42 (Rel. Min. PAULO BROSSARD, Pleno, DJ de 2/4/1993). Ainda que fosse reconhecida homogeneidade capaz de habilitar a CNCOOP a instaurar o controle concentrado de constitucionalidade, ainda se encontraria carente do requisito de pertinência temática entre o objeto da ação, normativa que alterou a sistemática de recolhimento do ISS, e o estatuto social da entidade que elenca como objetivo “representar os interesses gerais da respectiva categoria e seus filiados”, sejam eles, os interesses da categoria econômica das cooperativas como um todo. As confederações sindicais e as entidades de classe, embora constem no rol de legitimadas do art. 103. IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais à propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, sendo-lhes obrigatória a comprovação da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 5844 AGR / DF AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Entretanto, como acima explicitado, não restou comprovada essa relação de pertinência. A interpretação que vise considerar como interesse cooperativista aquele capaz de afetar qualquer modelo de cooperativa – com qualquer objetivo atual ou futuro – ocasionará alargamento do princípio da pertinência temática apto a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos desafetos da categoria econômica representada. Conforme defendido na decisão agravada, tal elastério não condiz com o preceito elencado no art. 103, IX da Constituição Federal na interpretação que lhe é conferida por esta CORTE. Tendo em conta esses fatores, não é possível reconhecer a habilitação da CNCOOP para instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. No que compreende a Unimed do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, ainda que se argumente o contrário, não se trata de Confederação nos termos do art. 103, IX, mas empresa instituída no modelo de “sociedade simples de responsabilidade limitada” (art. 1º de seu estatuto social) que tem como objeto, entre outros, “a representação nacional e internacional do Sistema das Sociedade Cooperativas UNIMED”. Portanto, ainda que se veja, teoricamente, cumprido o requisito de espacialidade, pois, afirma, “possui associados distribuídos em mais de 09 Estados da Federação”, não se configura sequer como Confederação nos termos da lei, capaz de representar as cooperativas médicas como um todo, não apenas aquelas que presentem a marca “UNIMED”. Ainda que, como defende, reflita “o interesse de 99% das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde atualmente ativas”, o faz não como Sociedade Limitada vinculada a uma marca específica, incapaz de representar a totalidade das cooperativas médicas, inclusas empresas concorrentes. Nesses termos, conforme asseverado na decisão impugnada, o art. 103, IX, da Carta Magna pressupõe a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Entretanto, como acima explicitado, não restou comprovada essa relação de pertinência. A interpretação que vise considerar como interesse cooperativista aquele capaz de afetar qualquer modelo de cooperativa – com qualquer objetivo atual ou futuro – ocasionará alargamento do princípio da pertinência temática apto a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos desafetos da categoria econômica representada. Conforme defendido na decisão agravada, tal elastério não condiz com o preceito elencado no art. 103, IX da Constituição Federal na interpretação que lhe é conferida por esta CORTE. Tendo em conta esses fatores, não é possível reconhecer a habilitação da CNCOOP para instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. No que compreende a Unimed do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, ainda que se argumente o contrário, não se trata de Confederação nos termos do art. 103, IX, mas empresa instituída no modelo de “sociedade simples de responsabilidade limitada” (art. 1º de seu estatuto social) que tem como objeto, entre outros, “a representação nacional e internacional do Sistema das Sociedade Cooperativas UNIMED”. Portanto, ainda que se veja, teoricamente, cumprido o requisito de espacialidade, pois, afirma, “possui associados distribuídos em mais de 09 Estados da Federação”, não se configura sequer como Confederação nos termos da lei, capaz de representar as cooperativas médicas como um todo, não apenas aquelas que presentem a marca “UNIMED”. Ainda que, como defende, reflita “o interesse de 99% das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde atualmente ativas”, o faz não como Sociedade Limitada vinculada a uma marca específica, incapaz de representar a totalidade das cooperativas médicas, inclusas empresas concorrentes. Nesses termos, conforme asseverado na decisão impugnada, o art. 103, IX, da Carta Magna pressupõe a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 5844 AGR / DF representatividade não fragmentária (ADI 3.617-AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno, DJe de 1/7/2011), que forme um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009) não prestigiando atores privados específicos dentro de um segmento econômico, ainda que bem disperso no território nacional. Diante do exposto, CONHEÇO do Agravo Regimental e NEGO-LHE PROVIMENTO. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF representatividade não fragmentária (ADI 3.617-AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno, DJe de 1/7/2011), que forme um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009) não prestigiando atores privados específicos dentro de um segmento econômico, ainda que bem disperso no território nacional. Diante do exposto, CONHEÇO do Agravo Regimental e NEGO-LHE PROVIMENTO. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade da entidade requerente. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial, descabe afirmar a ilegitimidade da Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP, considerados o caráter nacional – revelado na própria nomenclatura – e a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto da autora. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB9D-6E57-27A4-7A01 e senha E9F2-844A-29EA-FA4A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade da entidade requerente. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial, descabe afirmar a ilegitimidade da Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP, considerados o caráter nacional – revelado na própria nomenclatura – e a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto da autora. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB9D-6E57-27A4-7A01 e senha E9F2-844A-29EA-FA4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO MARQUES RONCAGLIA (29539/DF, 120144/MG, 156728/RJ, 156680/SP) ADV.(A/S) : GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO (29958/DF, 157174/RJ, 163252/SP) ADV.(A/S) : ANDRE TORRES DOS SANTOS (35161/DF) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B2DD-F56C-F636-4F5B e senha 79F9-52E3-9DBD-5B95 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO MARQUES RONCAGLIA (29539/DF, 120144/MG, 156728/RJ, 156680/SP) ADV.(A/S) : GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO (29958/DF, 157174/RJ, 163252/SP) ADV.(A/S) : ANDRE TORRES DOS SANTOS (35161/DF) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B2DD-F56C-F636-4F5B e senha 79F9-52E3-9DBD-5B95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749318490
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI COMPLEMENTAR 116/2013 MODIFICADA PELA LEI COMPLEMENTAR 157/2016. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS). PLANOS DE SAÚDE. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS (CNCOOP) E UNIMED DO BRASIL (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS MÉDICAS). CNCOOP – HETEROGENEIDADE DA COMPOSIÇÃO E FALTA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. UNIMED - NÃO SE CARACTERIZA COMO CONFEDERAÇÃO SINDICAL NOS TERMOS DO ART. 103, IX. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A heterogeneidade da composição da CNCOOP, congregando agentes de diversos ramos, conforme disposições estatutárias, e comprovado pela autora, faz com que não se enquadre como entidade de classe de âmbito nacional nos termos do art. 103, IX da Constituição. Precedentes: ADI 3.900, Rel. p/ acórdão Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 8/11/2011; ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 14/9/11; ADI 4.660-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 8/5/2017; ADI 42, Rel. Min. PAULO BROSSARD, Pleno, DJ de 2/4/1993. 2. Ainda que se reconhecesse à CNCOOP homogeneidade suficiente para proposição de ação direta de inconstitucionalidade, ainda se veria ausente o pressuposto da pertinência temática. Não há referibilidade direta entre o preceito estatutário da autora de “representar os interesses gerais da respectiva categoria (cooperativas) e seus filiados” e norma que alterou a sistemática de recolhimento do ISS. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. Também a UNIMED não comprovou sua legitimidade para propositura da ação, visto que, nos termos do seu estatuto, configura-se como “sociedade simples de responsabilidade limitada” representativa do “Sistema das Sociedades Cooperativas UNIMED”, incapaz de representar toda a categoria e, portanto, incapaz de cumprir os requisitos do art. 103, IX, para configurar uma confederação sindical nos termos da Constituição. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido.
sjur399486
- Acórdão(s) citado(s): (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, HOMOGENEIDADE, ENTIDADE DE CLASSE) ADI 42 (TP), ADI 3381 (TP), ADI 3900 (TP), ADI 4009 (TP), ADI 3606 AgR (TP), ADI 3850 AgR (TP), ADI 4231 AgR (TP), ADI 4230 AgR (TP), ADI 4660 AgR (TP), ADI 1804 (TP). (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADI 4190 MC-REF (TP), ADI 4400 (TP), ADI 5023 AgR (TP), ADI 4722 AgR (TP). (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, REPRESENTATIVIDADE) ADI 3617 AgR (TP). - Decisão monocrática citada: (ADI, LEGITIMIDADE ATIVA, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADPF 394. - Veja arts. 2º e 6º do estatuto da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCOOP) e art. 1º do estatuto da UNIMED do Brasil - Confederação das Cooperativas Médicas. Número de páginas: 12. Análise: 22/05/2019, AMA.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
5844
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00103 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000116 ANO-2013\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LCP-000157 ANO-2016\n LEI COMPLEMENTAR" ]
ADI-AgR
acordaos
ADI 5844 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) : GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) : ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI COMPLEMENTAR 116/2013 MODIFICADA PELA LEI COMPLEMENTAR 157/2016. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS). PLANOS DE SAÚDE. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS (CNCOOP) E UNIMED DO BRASIL (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS MÉDICAS). CNCOOP – HETEROGENEIDADE DA COMPOSIÇÃO E FALTA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. UNIMED - NÃO SE CARACTERIZA COMO CONFEDERAÇÃO SINDICAL NOS TERMOS DO ART. 103, IX. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A heterogeneidade da composição da CNCOOP, congregando agentes de diversos ramos, conforme disposições estatutárias, e comprovado pela autora, faz com que não se enquadre como entidade de classe de âmbito nacional nos termos do art. 103, IX da Constituição. Precedentes: ADI 3.900, Rel. p/ acórdão Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 8/11/2011; ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 14/9/11; ADI 4.660-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 8/5/2017; ADI 42, Rel. Min. PAULO BROSSARD, Pleno, DJ de 2/4/1993. 2. Ainda que se reconhecesse à CNCOOP homogeneidade suficiente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F747-6E76-E717-9494 e senha 8904-AAAB-519B-F81C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ADI 5844 AGR / DF para proposição de ação direta de inconstitucionalidade, ainda se veria ausente o pressuposto da pertinência temática. Não há referibilidade direta entre o preceito estatutário da autora de “representar os interesses gerais da respectiva categoria (cooperativas) e seus filiados” e norma que alterou a sistemática de recolhimento do ISS. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. Também a UNIMED não comprovou sua legitimidade para propositura da ação, visto que, nos termos do seu estatuto, configura-se como “sociedade simples de responsabilidade limitada” representativa do “Sistema das Sociedades Cooperativas UNIMED”, incapaz de representar toda a categoria e, portanto, incapaz de cumprir os requisitos do art. 103, IX, para configurar uma confederação sindical nos termos da Constituição. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F747-6E76-E717-9494 e senha 8904-AAAB-519B-F81C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF para proposição de ação direta de inconstitucionalidade, ainda se veria ausente o pressuposto da pertinência temática. Não há referibilidade direta entre o preceito estatutário da autora de “representar os interesses gerais da respectiva categoria (cooperativas) e seus filiados” e norma que alterou a sistemática de recolhimento do ISS. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. Também a UNIMED não comprovou sua legitimidade para propositura da ação, visto que, nos termos do seu estatuto, configura-se como “sociedade simples de responsabilidade limitada” representativa do “Sistema das Sociedades Cooperativas UNIMED”, incapaz de representar toda a categoria e, portanto, incapaz de cumprir os requisitos do art. 103, IX, para configurar uma confederação sindical nos termos da Constituição. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F747-6E76-E717-9494 e senha 8904-AAAB-519B-F81C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP e a UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas interpuseram Agravo Regimental em face de decisão de minha relatoria, que julgou extinta a presente Ação Direta de Inconstitucionalidade pelos seguintes fundamentos: A presente ação direta de inconstitucionalidade não reúne as condições processuais indispensáveis ao seu conhecimento, pois as requerentes carecem de legitimidade ativa para postular em desfavor da legitimidade constitucional dos dispositivos sob censura, que alteraram, para certos serviços, a sistemática de recolhimento do ISS, determinando ser o imposto devido no domicílio do tomador. A Constituição de 1988, alterando uma tradição em nosso direito constitucional, ampliou a legitimidade para propositura da ação direta de inconstitucionalidade, transformando-a em legitimação concorrente. Até então, somente o Procurador- Geral da República dispunha de legitimidade para deflagrar o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP e a UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas interpuseram Agravo Regimental em face de decisão de minha relatoria, que julgou extinta a presente Ação Direta de Inconstitucionalidade pelos seguintes fundamentos: A presente ação direta de inconstitucionalidade não reúne as condições processuais indispensáveis ao seu conhecimento, pois as requerentes carecem de legitimidade ativa para postular em desfavor da legitimidade constitucional dos dispositivos sob censura, que alteraram, para certos serviços, a sistemática de recolhimento do ISS, determinando ser o imposto devido no domicílio do tomador. A Constituição de 1988, alterando uma tradição em nosso direito constitucional, ampliou a legitimidade para propositura da ação direta de inconstitucionalidade, transformando-a em legitimação concorrente. Até então, somente o Procurador- Geral da República dispunha de legitimidade para deflagrar o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ADI 5844 AGR / DF controle abstrato de constitucionalidade de leis. Pela nova sistemática, a despeito do alargamento do rol de legitimados, esta CORTE exige, para alguns deles, a presença da chamada pertinência temática, definida como o requisito objetivo da relação de pertinência entre a defesa do interesse específico do legitimado e o objeto da própria ação. É o que sucede com as confederações sindicais e entidades de classe, que, embora constem do art. 103, IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais para a propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, incumbindo-lhes a demonstração da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo eventualmente impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Tal como sucedeu nos precedentes mencionados, também na espécie não é possível encontrar referibilidade direta entre as normas contestadas e o objeto social das requerentes. Em relação a CNCOOP, como afirmado na própria petição inicial, trata-se de confederação que “congrega a categoria econômica das cooperativas em todos os seus ramos de atividades” (grifei). Ou seja, o traço comum entre as associadas da CNCOOP é sua roupagem jurídica, sua estruturação societária como cooperativa, independentemente do ramo de atividade desenvolvido. Isso, evidentemente, não a habilita a instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. Fosse isso possível, estar-se-ia a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados, suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos tutelados pela Constituição Federal, com absoluta sublimação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF controle abstrato de constitucionalidade de leis. Pela nova sistemática, a despeito do alargamento do rol de legitimados, esta CORTE exige, para alguns deles, a presença da chamada pertinência temática, definida como o requisito objetivo da relação de pertinência entre a defesa do interesse específico do legitimado e o objeto da própria ação. É o que sucede com as confederações sindicais e entidades de classe, que, embora constem do art. 103, IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais para a propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, incumbindo-lhes a demonstração da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo eventualmente impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Tal como sucedeu nos precedentes mencionados, também na espécie não é possível encontrar referibilidade direta entre as normas contestadas e o objeto social das requerentes. Em relação a CNCOOP, como afirmado na própria petição inicial, trata-se de confederação que “congrega a categoria econômica das cooperativas em todos os seus ramos de atividades” (grifei). Ou seja, o traço comum entre as associadas da CNCOOP é sua roupagem jurídica, sua estruturação societária como cooperativa, independentemente do ramo de atividade desenvolvido. Isso, evidentemente, não a habilita a instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. Fosse isso possível, estar-se-ia a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados, suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos tutelados pela Constituição Federal, com absoluta sublimação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ADI 5844 AGR / DF do âmbito institucional em que se insere a requerente, elastério que certamente não condiz com a mensagem normativa do art. 103, IX, da Constituição Federal, na interpretação que lhe é conferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Já no que concerne à Unimed do Brasil - Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, verifico que, a despeito de utilizar o nomen juris “confederação”, não pode assim ser entendida, para efeitos do art. 103, IX, da Constituição Federal, o qual se refere a entidades sindicais de grau superior. Configura-se a autora, distintamente, em sociedade simples de responsabilidade limitada (art. 1... de seu Estatuto Social). Não prospera, de outro lado, a alegação da requerente de que se trataria de “entidade de classe de âmbito nacional”, por não representar as cooperativas médicas como um todo, mas tão somente aquelas que ostentam a marca “Unimed”. Veja-se, nesse sentido, o teor do art. 2..., I, de seu Estatuto Social, que explicita que a entidade representa somente as “Sociedades Cooperativas UNIMED”, e não as sociedades cooperativas médicas de forma geral, as quais incluem empresas concorrentes. O art. 103, IX, da Constituição Federal pressupõe que a entidade integre, com plena abrangência, isto é, de maneira não fragmentária (ADI 3.617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 1/07/11), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009). Não pretendeu o referido dispositivo constitucional prestigiar determinados atores privados dentro de um segmento econômico, ainda que estejam bem disseminados no território nacional. Ante o exposto, JULGO EXTINTO o processo, sem resolução de mérito, com base no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e no art. 485, VI, do Código de Processo Civil de 2015. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF do âmbito institucional em que se insere a requerente, elastério que certamente não condiz com a mensagem normativa do art. 103, IX, da Constituição Federal, na interpretação que lhe é conferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Já no que concerne à Unimed do Brasil - Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, verifico que, a despeito de utilizar o nomen juris “confederação”, não pode assim ser entendida, para efeitos do art. 103, IX, da Constituição Federal, o qual se refere a entidades sindicais de grau superior. Configura-se a autora, distintamente, em sociedade simples de responsabilidade limitada (art. 1... de seu Estatuto Social). Não prospera, de outro lado, a alegação da requerente de que se trataria de “entidade de classe de âmbito nacional”, por não representar as cooperativas médicas como um todo, mas tão somente aquelas que ostentam a marca “Unimed”. Veja-se, nesse sentido, o teor do art. 2..., I, de seu Estatuto Social, que explicita que a entidade representa somente as “Sociedades Cooperativas UNIMED”, e não as sociedades cooperativas médicas de forma geral, as quais incluem empresas concorrentes. O art. 103, IX, da Constituição Federal pressupõe que a entidade integre, com plena abrangência, isto é, de maneira não fragmentária (ADI 3.617 AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, DJe de 1/07/11), um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009). Não pretendeu o referido dispositivo constitucional prestigiar determinados atores privados dentro de um segmento econômico, ainda que estejam bem disseminados no território nacional. Ante o exposto, JULGO EXTINTO o processo, sem resolução de mérito, com base no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e no art. 485, VI, do Código de Processo Civil de 2015. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ADI 5844 AGR / DF Publique-se. As agravantes sustentam a necessidade de reforma da decisão argumentando que: (i) há relação direta de pertinência entre o objeto da ação e os objetivos da categoria econômica representada pela CNCOOP, e teria comprovado seu status de confederação sindical e representatividade espacial, assim como seu legítimo direito como representativa das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde – afirmando que estas se podem ver judicialmente representadas “tão somente por meio da CNCOOP”, e a negativa de legitimidade à CNCOOP seria o mesmo que impedir o acesso dessas entidades à jurisdição – e que o fato de representar, também, outras entidades não é impeditivo ao reconhecimento de sua legitimidade; (ii) a UNIMED preencheria os requisitos qualificativos das entidades de classe, representando a maior parte das operadoras de saúde, e o não reconhecimento de sua qualidade como representante da categoria seria uma “restrição da garantida de direitos e interesses da categoria”, que seria diretamente acometida pela edição da norma. Com esses fundamentos, pleiteiam o conhecimento e processamento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada e determinado o prosseguimento da ação, com a análise de seu mérito. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF Publique-se. As agravantes sustentam a necessidade de reforma da decisão argumentando que: (i) há relação direta de pertinência entre o objeto da ação e os objetivos da categoria econômica representada pela CNCOOP, e teria comprovado seu status de confederação sindical e representatividade espacial, assim como seu legítimo direito como representativa das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde – afirmando que estas se podem ver judicialmente representadas “tão somente por meio da CNCOOP”, e a negativa de legitimidade à CNCOOP seria o mesmo que impedir o acesso dessas entidades à jurisdição – e que o fato de representar, também, outras entidades não é impeditivo ao reconhecimento de sua legitimidade; (ii) a UNIMED preencheria os requisitos qualificativos das entidades de classe, representando a maior parte das operadoras de saúde, e o não reconhecimento de sua qualidade como representante da categoria seria uma “restrição da garantida de direitos e interesses da categoria”, que seria diretamente acometida pela edição da norma. Com esses fundamentos, pleiteiam o conhecimento e processamento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada e determinado o prosseguimento da ação, com a análise de seu mérito. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D239-FB29-4632-CD3D e senha F9AD-D840-8A0D-687C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Inicialmente, anoto que conheço do recurso, tempestivamente apresentado pela Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP – e pela UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas. Os argumentos deduzidos pela Agravante não são capazes de conduzir à reforma da decisão em questão. A CNCOOP, conforme observado de seu estatuto social, tem como objeto a representação dos interesses gerais da categoria econômica das cooperativas (art. 2... do estatuto social), possuindo como critério para filiação a “prova legal de seu registro como federação sindical representante da categoria econômica das cooperativas no órgão competente” (art. 6... do estatuto social). Tal critério gera uma heterogeneidade da composição na autora, como ela mesma vem a comprovar, podendo-se citar como ramos de atividade em que atua: Agropecuário (1.555 cooperativas), Consumo (147 cooperativas), Crédito (976 cooperativas), Transporte (1.205 cooperativas), entre outros. Portanto, não é possível identificar uma classe definida de associados, e, por essa razão, não se vê cumprido um dos requisitos necessários à legitimação ativa da agravante (ADI 3.900, Rel. p/ acórdão Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 8/11/2011). Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) – ILEGITIMIDADE ATIVA – ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL – NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Inicialmente, anoto que conheço do recurso, tempestivamente apresentado pela Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP – e pela UNIMED do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas. Os argumentos deduzidos pela Agravante não são capazes de conduzir à reforma da decisão em questão. A CNCOOP, conforme observado de seu estatuto social, tem como objeto a representação dos interesses gerais da categoria econômica das cooperativas (art. 2... do estatuto social), possuindo como critério para filiação a “prova legal de seu registro como federação sindical representante da categoria econômica das cooperativas no órgão competente” (art. 6... do estatuto social). Tal critério gera uma heterogeneidade da composição na autora, como ela mesma vem a comprovar, podendo-se citar como ramos de atividade em que atua: Agropecuário (1.555 cooperativas), Consumo (147 cooperativas), Crédito (976 cooperativas), Transporte (1.205 cooperativas), entre outros. Portanto, não é possível identificar uma classe definida de associados, e, por essa razão, não se vê cumprido um dos requisitos necessários à legitimação ativa da agravante (ADI 3.900, Rel. p/ acórdão Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 8/11/2011). Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CIDADANIA (ASPIM) – ILEGITIMIDADE ATIVA – ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL – NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. Mantida a decisão de reconhecimento da inaptidão da agravante para instaurar controle abstrato de normas, uma vez Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 5844 AGR / DF não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 14/9/11). Assim também se decidiu: ADI 1.804 (Rel. Min. ILMAR GALVÃO, Pleno, DJ de 19.6.1998), ADI 3.381 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2007), ADI 3.850-AgR (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno, DJe de 17/8/2007), ADI 3.606-AgR (Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJ 27/10/2006), ADI 4.660-AgR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 8/5/2017), ADI 42 (Rel. Min. PAULO BROSSARD, Pleno, DJ de 2/4/1993). Ainda que fosse reconhecida homogeneidade capaz de habilitar a CNCOOP a instaurar o controle concentrado de constitucionalidade, ainda se encontraria carente do requisito de pertinência temática entre o objeto da ação, normativa que alterou a sistemática de recolhimento do ISS, e o estatuto social da entidade que elenca como objetivo “representar os interesses gerais da respectiva categoria e seus filiados”, sejam eles, os interesses da categoria econômica das cooperativas como um todo. As confederações sindicais e as entidades de classe, embora constem no rol de legitimadas do art. 103. IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais à propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, sendo-lhes obrigatória a comprovação da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF não se amoldar à hipótese de legitimação prevista no art. 103, IX, ‘parte final’, da Constituição Federal. 2. Não se considera entidade de classe a associação que, a pretexto de efetuar a defesa de toda a sociedade, patrocina interesses de diversas categorias profissionais e/ou econômicas não homogêneas. 3. Ausente a comprovação do caráter nacional da entidade, consistente na existência de membros ou associados em pelo menos nove estados da federação, não bastante para esse fim a mera declaração formal do qualificativo nos seus estatutos sociais. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (ADI 4.230-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 14/9/11). Assim também se decidiu: ADI 1.804 (Rel. Min. ILMAR GALVÃO, Pleno, DJ de 19.6.1998), ADI 3.381 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 29/6/2007), ADI 3.850-AgR (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno, DJe de 17/8/2007), ADI 3.606-AgR (Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJ 27/10/2006), ADI 4.660-AgR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 8/5/2017), ADI 42 (Rel. Min. PAULO BROSSARD, Pleno, DJ de 2/4/1993). Ainda que fosse reconhecida homogeneidade capaz de habilitar a CNCOOP a instaurar o controle concentrado de constitucionalidade, ainda se encontraria carente do requisito de pertinência temática entre o objeto da ação, normativa que alterou a sistemática de recolhimento do ISS, e o estatuto social da entidade que elenca como objetivo “representar os interesses gerais da respectiva categoria e seus filiados”, sejam eles, os interesses da categoria econômica das cooperativas como um todo. As confederações sindicais e as entidades de classe, embora constem no rol de legitimadas do art. 103. IX, da Constituição Federal, não são legitimadas universais à propositura das ações do controle concentrado de constitucionalidade, sendo-lhes obrigatória a comprovação da pertinência temática entre seus objetivos estatutários e o objeto normativo impugnado (ADPF 394, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 16/2/2017; ADI 4.722 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 15/2/2017; ADI 4.400, Rel. P/ acórdão Min. MARCO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 5844 AGR / DF AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Entretanto, como acima explicitado, não restou comprovada essa relação de pertinência. A interpretação que vise considerar como interesse cooperativista aquele capaz de afetar qualquer modelo de cooperativa – com qualquer objetivo atual ou futuro – ocasionará alargamento do princípio da pertinência temática apto a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos desafetos da categoria econômica representada. Conforme defendido na decisão agravada, tal elastério não condiz com o preceito elencado no art. 103, IX da Constituição Federal na interpretação que lhe é conferida por esta CORTE. Tendo em conta esses fatores, não é possível reconhecer a habilitação da CNCOOP para instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. No que compreende a Unimed do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, ainda que se argumente o contrário, não se trata de Confederação nos termos do art. 103, IX, mas empresa instituída no modelo de “sociedade simples de responsabilidade limitada” (art. 1... de seu estatuto social) que tem como objeto, entre outros, “a representação nacional e internacional do Sistema das Sociedade Cooperativas UNIMED”. Portanto, ainda que se veja, teoricamente, cumprido o requisito de espacialidade, pois, afirma, “possui associados distribuídos em mais de 09 Estados da Federação”, não se configura sequer como Confederação nos termos da lei, capaz de representar as cooperativas médicas como um todo, não apenas aquelas que presentem a marca “UNIMED”. Ainda que, como defende, reflita “o interesse de 99% das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde atualmente ativas”, o faz não como Sociedade Limitada vinculada a uma marca específica, incapaz de representar a totalidade das cooperativas médicas, inclusas empresas concorrentes. Nesses termos, conforme asseverado na decisão impugnada, o art. 103, IX, da Carta Magna pressupõe a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 3/10/2013; e ADI 4.190 MC-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 11/6/2010). Entretanto, como acima explicitado, não restou comprovada essa relação de pertinência. A interpretação que vise considerar como interesse cooperativista aquele capaz de afetar qualquer modelo de cooperativa – com qualquer objetivo atual ou futuro – ocasionará alargamento do princípio da pertinência temática apto a outorgar à CNCOOP representatividade transcendental aos interesses de seus filiados suficiente para legitimá-la a intermediar, junto a esta SUPREMA CORTE, uma miríade de interesses difusos desafetos da categoria econômica representada. Conforme defendido na decisão agravada, tal elastério não condiz com o preceito elencado no art. 103, IX da Constituição Federal na interpretação que lhe é conferida por esta CORTE. Tendo em conta esses fatores, não é possível reconhecer a habilitação da CNCOOP para instaurar a jurisdição constitucional concentrada para opor-se a leis de caráter geral que versem sobre matéria tributária municipal. No que compreende a Unimed do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, ainda que se argumente o contrário, não se trata de Confederação nos termos do art. 103, IX, mas empresa instituída no modelo de “sociedade simples de responsabilidade limitada” (art. 1... de seu estatuto social) que tem como objeto, entre outros, “a representação nacional e internacional do Sistema das Sociedade Cooperativas UNIMED”. Portanto, ainda que se veja, teoricamente, cumprido o requisito de espacialidade, pois, afirma, “possui associados distribuídos em mais de 09 Estados da Federação”, não se configura sequer como Confederação nos termos da lei, capaz de representar as cooperativas médicas como um todo, não apenas aquelas que presentem a marca “UNIMED”. Ainda que, como defende, reflita “o interesse de 99% das cooperativas médicas operadoras de planos de saúde atualmente ativas”, o faz não como Sociedade Limitada vinculada a uma marca específica, incapaz de representar a totalidade das cooperativas médicas, inclusas empresas concorrentes. Nesses termos, conforme asseverado na decisão impugnada, o art. 103, IX, da Carta Magna pressupõe a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 5844 AGR / DF representatividade não fragmentária (ADI 3.617-AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno, DJe de 1/7/2011), que forme um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009) não prestigiando atores privados específicos dentro de um segmento econômico, ainda que bem disperso no território nacional. Diante do exposto, CONHEÇO do Agravo Regimental e NEGO-LHE PROVIMENTO. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Supremo Tribunal Federal ADI 5844 AGR / DF representatividade não fragmentária (ADI 3.617-AgR, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Pleno, DJe de 1/7/2011), que forme um bloco homogêneo de interesses de seus associados (ADI 4.231 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe de 25/9/2014; da ADI 4.230 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 14/9/2011; da ADI 4.009, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJe de 29/5/2009) não prestigiando atores privados específicos dentro de um segmento econômico, ainda que bem disperso no território nacional. Diante do exposto, CONHEÇO do Agravo Regimental e NEGO-LHE PROVIMENTO. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2042-CA31-2A74-F168 e senha 2B3B-EC46-693C-6E2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade da entidade requerente. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial, descabe afirmar a ilegitimidade da Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP, considerados o caráter nacional – revelado na própria nomenclatura – e a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto da autora. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB9D-6E57-27A4-7A01 e senha E9F2-844A-29EA-FA4A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO MARQUES RONCAGLIA ADV.(A/S) :GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO ADV.(A/S) :ANDRE TORRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Importa saber a representatividade da entidade requerente. Sendo abrangente, sob o ângulo territorial, descabe afirmar a ilegitimidade da Confederação Nacional das Cooperativas – CNCOOP, considerados o caráter nacional – revelado na própria nomenclatura – e a pertinência temática entre o conteúdo do preceito em jogo e os objetivos institucionais constantes do Estatuto da autora. Provejo o agravo para que a ação direta de inconstitucionalidade tenha regular sequência, pronunciando-se o Colegiado sobre os diversos ângulos apresentados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB9D-6E57-27A4-7A01 e senha E9F2-844A-29EA-FA4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO MARQUES RONCAGLIA (29539/DF, 120144/MG, 156728/RJ, 156680/SP) ADV.(A/S) : GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO (29958/DF, 157174/RJ, 163252/SP) ADV.(A/S) : ANDRE TORRES DOS SANTOS (35161/DF) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B2DD-F56C-F636-4F5B e senha 79F9-52E3-9DBD-5B95 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.844 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO MARQUES RONCAGLIA (29539/DF, 120144/MG, 156728/RJ, 156680/SP) ADV.(A/S) : GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO (29958/DF, 157174/RJ, 163252/SP) ADV.(A/S) : ANDRE TORRES DOS SANTOS (35161/DF) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B2DD-F56C-F636-4F5B e senha 79F9-52E3-9DBD-5B95 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 844", "ADI 3 . 900", "ADI 4 . 230 - AgR", "ADI 4 . 660 - AgR", "ADI 42", "ADI 5844 AGR", "ADI 5 . 023 -", "ADI 4 . 722", "ADI 5844 AGR / DF", "ADI 5 . 023 - AgR", "ADI 4 . 722", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 844", "ADI 5844 AGR / DF", "ADPF 394", "ADI 4 . 722 AgR", "ADI 4 . 400", "ADI 4 . 190 MC - Ref", "ADI 5844 AGR / DF", "ADPF 394", "ADI 4 . 722 AgR", "ADI 4 . 400", "ADI 4 . 190 MC - Ref", "ADI 5844 AGR / DF", "ADI 3 . 617 AgR", "ADI 4 . 231 AgR", "ADI 4 . 230 AgR", "ADI 4 . 009", "ADI 5844 AGR", "ADI 3 . 617 AgR", "ADI 4 . 231 AgR", "ADI 4 . 230 AgR", "ADI 4 . 009", "ADI 5844 AGR / DF", "ADI 5844 AGR / DF", "ADI 3 . 900", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 844", "ADI 3 . 900", "ADI 5844 AGR", "ADI 4 . 230 - AgR", "ADI 1 . 804", "ADI 3 . 381", "ADI 3 . 850 - AgR", "ADI 3 . 606 - AgR", "ADI 4 . 660 - AgR", "ADI 42", "ADPF 394", "ADI 4 . 722 AgR", "ADI 4 . 400", "ADI 5844 AGR / DF", "ADI 4 . 230 - AgR", "ADI 1 . 804", "ADI 3 . 381", "ADI 3 . 850 - AgR", "ADI 3 . 606 - AgR", "ADI 4 . 660 - AgR", "ADI 42", "ADPF 394", "ADI 4 . 722 AgR", "ADI 5844 AGR / DF", "ADI 4 . 190 MC - Ref", "ADI 5844 AGR", "ADI 4 . 190 MC - Ref", "ADI 5844 AGR", "ADI 3 . 617 - AgR", "ADI 4 . 231 AgR", "ADI 4 . 230 AgR", "ADI 4 . 009", "ADI 5844 AGR /", "ADI 3 . 617 - AgR", "ADI 4 . 231 AgR", "ADI 4 . 230 AgR", "ADI 4 . 009", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 844", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 844", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 844" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR 116 / 2013", "LEI COMPLEMENTAR 157 / 2016", "art . 103 , IX da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "art . 21 , IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 485 , VI , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "art . 21 , IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 485 , VI , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , ‘ parte final ’ , da Constituição Federal", "art . 103 . IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , ‘ parte final ’ , da Constituição Federal", "art . 103 . IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX da Constituição Federal", "art . 103 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX da Constituição Federal", "art . 103 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO AG", "CONFEDERACAO", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS", "CNCOOP", "UNIMED DO BRASIL", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS MÉDICAS", "CNCOOP", "CNCOOP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "UNIMED", "Sistema das Sociedades Cooperativas UNIMED", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "UNIMED", "Sistema das Sociedades Cooperativas", "UNIMED", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "Confederação Nacional das Cooperativas", "CNCOOP", "UNIMED do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Confederação Nacional das Cooperativas", "CNCOOP", "UNIMED do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "CNCOOP", "CNCOOP", "CNCOOP", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "CNCOOP", "CNCOOP", "CNCOOP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Unimed do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "Unimed", "Sociedades", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Unimed do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "Unimed", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "CNCOOP", "UNIMED", "Supremo Tribunal Federal", "CNCOOP", "CNCOOP", "CNCOOP", "UNIMED", "PLENÁRIO", "Confederação Nacional das Cooperativas", "CNCOOP", "UNIMED do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "CNCOOP", "Supremo Tribunal Federal", "Confederação Nacional das Cooperativas", "CNCOOP", "UNIMED do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "CNCOOP", "/", "Pleno", "CNCOOP", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "CNCOOP", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "CNCOOP", "CNCOOP", "Unimed do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "Sistema das Sociedade Cooperativas UNIMED", "UNIMED", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "CNCOOP", "CNCOOP", "Unimed do Brasil", "Confederação Nacional das Cooperativas Médicas", "Sistema", "UNIMED", "UNIMED", "/", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "Confederação Nacional das Cooperativas", "CNCOOP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "Confederação Nacional das Cooperativas", "CNCOOP", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO NACIONAL DAS COOPERATIVAS", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERACAO", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO MARQUES RONCAGLIA", "GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO", "ANDRE TORRES DOS SANTOS", "JOAQUIM BARBOSA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "PAULO BROSSARD", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO MARQUES RONCAGLIA", "GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO", "ANDRE TORRES DOS SANTOS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO MARQUES RONCAGLIA", "GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO", "ANDRE TORRES DOS SANTOS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Dias Toffoli", "ILMAR GALVÃO", "CÁRMEN LÚCIA", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "PAULO BROSSARD", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO", "Dias Toffoli", "ILMAR GALVÃO", "CÁRMEN LÚCIA", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "PAULO BROSSARD", "ROBERTO BARROSO", "ADI", "MARCO 2", "ALEXANDRE DE MORAES", "AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CEZAR PELUSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO MARQUES RONCAGLIA", "GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO", "ANDRE TORRES DOS SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO MARQUES RONCAGLIA", "GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO", "ANDRE TORRES DOS SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO MARQUES RONCAGLIA", "GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO", "ANDRE TORRES DOS SANTOS", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO MARQUES RONCAGLIA", "GIANCARLO CHAMMA MATARAZZO", "ANDRE TORRES DOS SANTOS", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "8", "/", "11", "/", "2011", "14", "/", "9", "/", "11", "8", "/", "5", "/", "2017", "2", "/", "4", "/", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "2", "/", "2017", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "2", "/", "2017", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2017", "15", "/", "2", "/", "2017", "3", "/", "10", "/", "2013", "11", "/", "6", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2017", "15", "/", "2", "/", "2017", "3", "/", "10", "/", "2013", "11", "/", "6", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "07", "/", "11", "25", "/", "9", "/", "2014", "14", "/", "9", "/", "2011", "29", "/", "5", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "07", "/", "11", "25", "/", "9", "/", "2014", "14", "/", "9", "/", "2011", "29", "/", "5", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "8", "/", "11", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "8", "/", "11", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "9", "/", "11", "19", ".", "6", ".", "1998", "29", "/", "6", "/", "2007", "17", "/", "8", "/", "2007", "27", "/", "10", "/", "2006", "8", "/", "5", "/", "2017", "2", "/", "4", "/", "1993", "16", "/", "2", "/", "2017", "15", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "9", "/", "11", "19", ".", "6", ".", "1998", "29", "/", "6", "/", "2007", "17", "/", "8", "/", "2007", "27", "/", "10", "/", "2006", "8", "/", "5", "/", "2017", "2", "/", "4", "/", "1993", "16", "/", "2", "/", "2017", "15", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "10", "/", "2013", "11", "/", "6", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "10", "/", "2013", "11", "/", "6", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "7", "/", "2011", "25", "/", "9", "/", "2014", "14", "/", "9", "/", "2011", "29", "/", "5", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "7", "/", "2011", "25", "/", "9", "/", "2014", "14", "/", "9", "/", "2011", "29", "/", "5", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :SUELI GRAMINHO FRIGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. BUSCA E APREENSÃO. IMÓVEL QUE SERVIA DE RESIDÊNCIA E ESCRITÓRIO. APREENSÃO DE MATERIAL ESTRANHO AO EXERCÍCIO DA ADVOCACIA (BRAÇADEIRAS PLÁSTICAS). AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PEDIDO DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE HOMICÍDIO PARA LATROCÍNIO E INCOMPETÊNCIA DO JÚRI. ANÁLISE QUE DEMANDA PROFUNDO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DO WRIT. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA IMPROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de violação à Lei 8.906/1994, pois as braçadeiras plásticas que foram apreendidas dentro de uma caixa de ferramentas não se identificam como objeto de uso necessário à prática jurídica. II - O pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus, por demandar aprofundado exame do conjunto fático- probatório da causa e não mera revaloração. Precedentes. III – Denúncia que descreve, em vários trechos, a participação do agravante nos fatos narrados na exordial não pode ser considerada inepta. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69CC-23BA-6D38-8680 e senha 6936-DAC1-DDBE-DF7D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 146291 AGR / MT unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69CC-23BA-6D38-8680 e senha 6936-DAC1-DDBE-DF7D Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69CC-23BA-6D38-8680 e senha 6936-DAC1-DDBE-DF7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :SUELI GRAMINHO FRIGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. O agravante teve habeas corpus impetrado em seu favor contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ nos autos do HC 361.929/MT, de relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO, ROUBO CIRCUNSTANCIADO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E OCULTAÇÃO DE CADÁVER. APREENSÃO DE ABRAÇADEIRAS RELACIONADAS À PRÁTICA CRIMINOSA NA RESIDÊNCIA DO ACUSADO. OBJETOS ENCONTRADOS NO CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO TEMPORÁRIA EXPEDIDO EM OUTRO PROCESSO. DESNECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL E DA PRESENÇA DA AUTORIDADE POLICIAL. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 6º DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EIVA NÃO CONFIGURADA. 1. Nos termos do artigo 6º do Código de Processo Penal, a polícia tem o dever de apreender os objetos que tiverem relação com o fato, bem como colher todas as provas que servirem para o seu esclarecimento. 2. No caso dos autos, os agentes estavam apoiando uma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :SUELI GRAMINHO FRIGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. O agravante teve habeas corpus impetrado em seu favor contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ nos autos do HC 361.929/MT, de relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO, ROUBO CIRCUNSTANCIADO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E OCULTAÇÃO DE CADÁVER. APREENSÃO DE ABRAÇADEIRAS RELACIONADAS À PRÁTICA CRIMINOSA NA RESIDÊNCIA DO ACUSADO. OBJETOS ENCONTRADOS NO CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO TEMPORÁRIA EXPEDIDO EM OUTRO PROCESSO. DESNECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL E DA PRESENÇA DA AUTORIDADE POLICIAL. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 6º DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EIVA NÃO CONFIGURADA. 1. Nos termos do artigo 6º do Código de Processo Penal, a polícia tem o dever de apreender os objetos que tiverem relação com o fato, bem como colher todas as provas que servirem para o seu esclarecimento. 2. No caso dos autos, os agentes estavam apoiando uma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT equipe de policiais no cumprimento de mandado de prisão expedido contra o recorrente em outro feito, ocasião em que encontraram, na sua residência, abraçadeiras iguais às utilizadas no crime em apreço, o que revela a desnecessidade da presença da autoridade policial, bem como da prévia expedição de mandado de busca e apreensão, para que os mencionados objetos sejam arrecadados. Precedente. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DA CONDUTA DO ACUSADO. PEÇA INAUGURAL QUE ATENDE AOS REQUISITOS LEGAIS EXIGIDOS E DESCREVE CRIMES EM TESE. AMPLA DEFESA GARANTIDA. MÁCULA NÃO EVIDENCIADA. 1. Não pode ser acoimada de inepta a denúncia formulada em obediência aos requisitos traçados no artigo 41 do Código de Processo Penal, descrevendo perfeitamente as condutas típicas, cuja autoria é atribuída ao recorrente devidamente qualificado, circunstâncias que permitem o exercício da ampla defesa no seio da persecução penal, na qual se observará o devido processo legal. 2. Nos chamados crimes de autoria coletiva, embora a vestibular acusatória não possa ser de todo genérica, é válida quando, apesar de não descrever minuciosamente as atuações individuais dos acusados, demonstra um liame entre o seu agir e a suposta prática delituosa, estabelecendo a plausibilidade da imputação e possibilitando o exercício da ampla defesa. Precedentes. 3. No caso dos autos, verifica-se que a participação do recorrente nos ilícitos descritos na exordial foi devidamente explicitada, tendo o órgão ministerial consignado que, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) que possuía com um dos corréus, com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, inclusive dolosos contra a vida, aceitou ceifar a vida do ofendido, dirigindo-se ao estabelecimento comercial que este possuía na companhia dos demais acusados, local em que subtraíram os bens das vítimas, além do veículo daquela que foi por eles 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT equipe de policiais no cumprimento de mandado de prisão expedido contra o recorrente em outro feito, ocasião em que encontraram, na sua residência, abraçadeiras iguais às utilizadas no crime em apreço, o que revela a desnecessidade da presença da autoridade policial, bem como da prévia expedição de mandado de busca e apreensão, para que os mencionados objetos sejam arrecadados. Precedente. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DA CONDUTA DO ACUSADO. PEÇA INAUGURAL QUE ATENDE AOS REQUISITOS LEGAIS EXIGIDOS E DESCREVE CRIMES EM TESE. AMPLA DEFESA GARANTIDA. MÁCULA NÃO EVIDENCIADA. 1. Não pode ser acoimada de inepta a denúncia formulada em obediência aos requisitos traçados no artigo 41 do Código de Processo Penal, descrevendo perfeitamente as condutas típicas, cuja autoria é atribuída ao recorrente devidamente qualificado, circunstâncias que permitem o exercício da ampla defesa no seio da persecução penal, na qual se observará o devido processo legal. 2. Nos chamados crimes de autoria coletiva, embora a vestibular acusatória não possa ser de todo genérica, é válida quando, apesar de não descrever minuciosamente as atuações individuais dos acusados, demonstra um liame entre o seu agir e a suposta prática delituosa, estabelecendo a plausibilidade da imputação e possibilitando o exercício da ampla defesa. Precedentes. 3. No caso dos autos, verifica-se que a participação do recorrente nos ilícitos descritos na exordial foi devidamente explicitada, tendo o órgão ministerial consignado que, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) que possuía com um dos corréus, com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, inclusive dolosos contra a vida, aceitou ceifar a vida do ofendido, dirigindo-se ao estabelecimento comercial que este possuía na companhia dos demais acusados, local em que subtraíram os bens das vítimas, além do veículo daquela que foi por eles 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT morta em seguida, cujo corpo foi ocultado, tendo sido encontrado apenas 11 (onze) dias após os fatos, narrativa que lhe permite o exercício da ampla defesa e do contraditório. INCOMPETÊNCIA DA VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. CRIME QUE NÃO SERIA DOLOSO CONTRA A VIDA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA ELEITA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Para alterar o entendimento firmado na origem, no sentido de que se o objetivo final do recorrente e demais corréus era o homicídio da vítima, fato que se consumou, e não a prática de um crime de latrocínio, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência vedada na via eleita. 2. Recurso desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso preventivamente no dia 9/10/2015, e atualmente encontra-se recolhido no Centro de Custódia de Cuiabá/MT, pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado (art. 121, § 2°, I e IV, do CP), roubo majorado (art. 157, § 2°, I, II, IV e V, do CP), associação criminosa (art. 288, parágrafo único, do CP) e ocultação de cadáver (art. 211 do CP), ocorridos no dia 24/9/2015. Narra a denúncia que “[…] Segundo restou apurado, o denunciado NILTON CÉSAR DA SILVA explorava o comércio de vendas de cimento e tinha o ofendido Douglas Wilson Ramos, seu cunhado, como sócio, sendo certo que este, em razão de desentendimentos, resolveu trabalhar por conta própria, no mesmo ramo comercial. As investigações apontaram que o denunciado Nilton César da Silva se enfureceu diante da informação de que o ofendido Douglas Wilson Ramos havia desviado dinheiro da empresa que que possuíam em sociedade, a ‘MC Cimentos’, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT morta em seguida, cujo corpo foi ocultado, tendo sido encontrado apenas 11 (onze) dias após os fatos, narrativa que lhe permite o exercício da ampla defesa e do contraditório. INCOMPETÊNCIA DA VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. CRIME QUE NÃO SERIA DOLOSO CONTRA A VIDA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA ELEITA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Para alterar o entendimento firmado na origem, no sentido de que se o objetivo final do recorrente e demais corréus era o homicídio da vítima, fato que se consumou, e não a prática de um crime de latrocínio, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência vedada na via eleita. 2. Recurso desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso preventivamente no dia 9/10/2015, e atualmente encontra-se recolhido no Centro de Custódia de Cuiabá/MT, pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado (art. 121, § 2°, I e IV, do CP), roubo majorado (art. 157, § 2°, I, II, IV e V, do CP), associação criminosa (art. 288, parágrafo único, do CP) e ocultação de cadáver (art. 211 do CP), ocorridos no dia 24/9/2015. Narra a denúncia que “[…] Segundo restou apurado, o denunciado NILTON CÉSAR DA SILVA explorava o comércio de vendas de cimento e tinha o ofendido Douglas Wilson Ramos, seu cunhado, como sócio, sendo certo que este, em razão de desentendimentos, resolveu trabalhar por conta própria, no mesmo ramo comercial. As investigações apontaram que o denunciado Nilton César da Silva se enfureceu diante da informação de que o ofendido Douglas Wilson Ramos havia desviado dinheiro da empresa que que possuíam em sociedade, a ‘MC Cimentos’, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT além do fato de ter continuado trabalhando no mesmo segmento e captando a clientela. Além disso, apurou-se que a vítima Douglas Wilson Ramos devia ao denunciado Nilton César da Silva certa quantia de dinheiro não adimplida, o que motivou o interesse em matá- la. Cabe salientar que o planejamento dos crimes ora narrados foi efetivamente realizado nos 11 dias que antecederam a efetiva prática, porquanto o denunciado, até então, estava preso preventivamente em razão da prática de outro crime doloso contra a vida, também em parceria com o então foragido e ora denunciado WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA. Assim, visando colocar em prática seu intento de matar a vítima, o denunciado Nilton César da Silva contatou o corréu WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, pessoa com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, encomendando-lhe a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70 mil reais. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA aceitou prontamente a empreitada criminosa, acertando com os outros dois denunciados, Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto, os detalhes da execução do crime. No dia dos fatos, por volta das 9h30, os denunciados se dirigiram ao estabelecimento comercial supracitado em um veículo VW Gol, cor branca, previamente ajustados quanto a perpetração dos crimes que haviam planejado. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que exercia a função de motorista, permaneceu inicialmente no veículo com o objetivo de monitorar a movimentação externa e prestar fuga. Já os denunciados Luiz Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto saíram do veículo em direção ao estabelecimento comercial da vítima Douglas Wilson Ramos. Os denunciados Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto apontaram suas armas na direção das vítimas Elias de Souza Sampaio Brito e Jucivaldo da Silva 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT além do fato de ter continuado trabalhando no mesmo segmento e captando a clientela. Além disso, apurou-se que a vítima Douglas Wilson Ramos devia ao denunciado Nilton César da Silva certa quantia de dinheiro não adimplida, o que motivou o interesse em matá- la. Cabe salientar que o planejamento dos crimes ora narrados foi efetivamente realizado nos 11 dias que antecederam a efetiva prática, porquanto o denunciado, até então, estava preso preventivamente em razão da prática de outro crime doloso contra a vida, também em parceria com o então foragido e ora denunciado WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA. Assim, visando colocar em prática seu intento de matar a vítima, o denunciado Nilton César da Silva contatou o corréu WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, pessoa com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, encomendando-lhe a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70 mil reais. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA aceitou prontamente a empreitada criminosa, acertando com os outros dois denunciados, Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto, os detalhes da execução do crime. No dia dos fatos, por volta das 9h30, os denunciados se dirigiram ao estabelecimento comercial supracitado em um veículo VW Gol, cor branca, previamente ajustados quanto a perpetração dos crimes que haviam planejado. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que exercia a função de motorista, permaneceu inicialmente no veículo com o objetivo de monitorar a movimentação externa e prestar fuga. Já os denunciados Luiz Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto saíram do veículo em direção ao estabelecimento comercial da vítima Douglas Wilson Ramos. Os denunciados Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto apontaram suas armas na direção das vítimas Elias de Souza Sampaio Brito e Jucivaldo da Silva 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT Correa, que estavam defronte ao barracão do ofendido Douglas Wilson Ramos, determinando-lhes que adentrassem ao referido recinto. Após entrarem no barracão, os denunciados também renderam a vítima Douglas Wilson Ramos, conduzindo esta e os outros dois ofendidos até o escritório. Ao chegarem ao escritório os denunciados, sempre intimidando as vítimas com suas armas de fogo, determinaram- lhes que deitassem no chão com a barriga para baixo, mantendo as mãos nas costas. Em seguida, os denunciados prenderam as mãos dos ofendidos com abraçadeiras de nylon. Os denunciados, que tinham como objetivo primário a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, aproveitaram a oportunidade e subtraíram os telefones celulares e o dinheiro que as vítimas possuíam em seus bolsos. Em dado instante, o denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que dirigia o veículo VW Gol, cor branca, entrou no barracão com tal veículo. Os denunciados, firmes no propósito de matar a vítima Douglas Wilson Ramos, determinaram-lhe que se levantasse e entrasse no carro, sendo certo que, em seguida, pegaram as chaves de seu carro, uma BMW X1, cor branca, placa NRH 6996, que esteva estacionado do lado de fora do barracão. Enquanto dois dos denunciados saíram do local com a vítima Douglas Wilson Ramos em seus poderes no veículo VW Gol, cor branca, o terceiro denunciado se incumbiu de subtrair o veículo BMW X1. […] Em local não devidamente apurado, mas provavelmente às margens da estrada que dá acesso à Fazenda Bom Futuro, zona rural do Distrito da Guia (local onde o corpo foi encontrado), os denunciados desferiram contra a vítima Douglas Wilson Ramos ao menos 5 disparos de arma de fogo, dois dele na região da cabeça que foram determinantes para provocar sua morte. O corpo da vítima foi ocultado, sendo localizado apenas 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT Correa, que estavam defronte ao barracão do ofendido Douglas Wilson Ramos, determinando-lhes que adentrassem ao referido recinto. Após entrarem no barracão, os denunciados também renderam a vítima Douglas Wilson Ramos, conduzindo esta e os outros dois ofendidos até o escritório. Ao chegarem ao escritório os denunciados, sempre intimidando as vítimas com suas armas de fogo, determinaram- lhes que deitassem no chão com a barriga para baixo, mantendo as mãos nas costas. Em seguida, os denunciados prenderam as mãos dos ofendidos com abraçadeiras de nylon. Os denunciados, que tinham como objetivo primário a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, aproveitaram a oportunidade e subtraíram os telefones celulares e o dinheiro que as vítimas possuíam em seus bolsos. Em dado instante, o denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que dirigia o veículo VW Gol, cor branca, entrou no barracão com tal veículo. Os denunciados, firmes no propósito de matar a vítima Douglas Wilson Ramos, determinaram-lhe que se levantasse e entrasse no carro, sendo certo que, em seguida, pegaram as chaves de seu carro, uma BMW X1, cor branca, placa NRH 6996, que esteva estacionado do lado de fora do barracão. Enquanto dois dos denunciados saíram do local com a vítima Douglas Wilson Ramos em seus poderes no veículo VW Gol, cor branca, o terceiro denunciado se incumbiu de subtrair o veículo BMW X1. […] Em local não devidamente apurado, mas provavelmente às margens da estrada que dá acesso à Fazenda Bom Futuro, zona rural do Distrito da Guia (local onde o corpo foi encontrado), os denunciados desferiram contra a vítima Douglas Wilson Ramos ao menos 5 disparos de arma de fogo, dois dele na região da cabeça que foram determinantes para provocar sua morte. O corpo da vítima foi ocultado, sendo localizado apenas 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT 11 dias após o crime no local supracitado, em estado avançado de decomposição. […] O crime também foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que teve as mãos presas com abraçadeiras de nylon antes de ser retirada de seu local de trabalho e levada para o local onde foi morta mediante disparos de arma de fogo. Cabe ressaltar que a equipe de investigadores realizou diligência na residência do denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA no dia 8 de outubro de 2015, localizando em seu quarto, dentro de uma caixa de ferramentas, abraçadeiras de nylon idênticas às que foram usadas para prender as mãos da vítima” (documento eletrônico 7). A defesa sustenta a existência de 3 fatos que supostamente causariam a nulidade da ação penal: (i) ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação; (ii) incompetência do Tribunal do Júri; e (iii) inépcia da denúncia. Quanto à ilegalidade da busca e apreensão, alega que “[f]oi realizada tão somente por investigadores da policia civil, desacompanhados de qualquer autoridade e sem possuírem nenhum mandado judicial prévio que autorizasse a medida invasiva, incorrendo assim em afronta ao art. 241 do Código de Processo Penal (da busca domiciliar) e violação ao dispositivo constitucional ínsito no art. 5°, inciso XI, da Constituição Federal (da inviolabilidade do domicilio)“ (pág. 3 do documento eletrônico 1). Informa, ainda, que o “paciente já se encontrava em poder dos policiais, ou seja, já estava preso e assim, já estava do lado externo da casa, ou seja, fora da sua residência, portanto já havia exaurido a finalidade do suposto mandado de prisão ali cumprido, quando então os 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT 11 dias após o crime no local supracitado, em estado avançado de decomposição. […] O crime também foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que teve as mãos presas com abraçadeiras de nylon antes de ser retirada de seu local de trabalho e levada para o local onde foi morta mediante disparos de arma de fogo. Cabe ressaltar que a equipe de investigadores realizou diligência na residência do denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA no dia 8 de outubro de 2015, localizando em seu quarto, dentro de uma caixa de ferramentas, abraçadeiras de nylon idênticas às que foram usadas para prender as mãos da vítima” (documento eletrônico 7). A defesa sustenta a existência de 3 fatos que supostamente causariam a nulidade da ação penal: (i) ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação; (ii) incompetência do Tribunal do Júri; e (iii) inépcia da denúncia. Quanto à ilegalidade da busca e apreensão, alega que “[f]oi realizada tão somente por investigadores da policia civil, desacompanhados de qualquer autoridade e sem possuírem nenhum mandado judicial prévio que autorizasse a medida invasiva, incorrendo assim em afronta ao art. 241 do Código de Processo Penal (da busca domiciliar) e violação ao dispositivo constitucional ínsito no art. 5°, inciso XI, da Constituição Federal (da inviolabilidade do domicilio)“ (pág. 3 do documento eletrônico 1). Informa, ainda, que o “paciente já se encontrava em poder dos policiais, ou seja, já estava preso e assim, já estava do lado externo da casa, ou seja, fora da sua residência, portanto já havia exaurido a finalidade do suposto mandado de prisão ali cumprido, quando então os 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT agentes resolveram adentrar na residência” (pág. 3 do documento eletrônico 1). Em relação à incompetência do Tribunal do Júri para processar e julgar o paciente, aduz a defesa que, “[u]ma simples análise dos fatos narrados no caderno investigatório e do conjunto fático probatório, para se verificar que a conduta descrita pela acusação, subsume ao delito tipificado no art. 157, § 3° do CP (latrocínio), uma vez que, o primeiro ato criminoso ocorrido, foi o crime de roubo (consumado), que posteriormente, culminou com a morte da vitima, nas mesmas circunstâncias de fato e interregno de tempo” (pág. 8 do documento eletrônico 1). Já a nulidade da pronúncia e da denúncia decorreria “por dois motivos, quais sejam: de embasar-se nesta busca domiciliar ilegal realizada, se utilizando de provas obtidas por meios ilícitos e pior ainda, além da total ausência de elementos aptos a individualizar a conduta” (pág. 10 do documento eletrônico 1). O Tribunal de Justiça de Estado de Mato Grosso e o Superior Tribunal de Justiça denegaram ordens de habeas corpus, afirmando a legalidade das medidas processuais adotadas pelo Juízo de primeiro grau. Contra o acórdão prolatado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça é o presente writ, no qual o paciente requer a concessão da cautelar para suspender o trâmite da ação penal e, no mérito, pugna pela “[i]nvalidação da decisão que declinou indevidamente a competência para o Tribunal do Júri, com o envio dos autos a autoridade competente para conduzi-lo, impondo-se por consequência, a anulação ab-ovo da ação penal, desde o 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT agentes resolveram adentrar na residência” (pág. 3 do documento eletrônico 1). Em relação à incompetência do Tribunal do Júri para processar e julgar o paciente, aduz a defesa que, “[u]ma simples análise dos fatos narrados no caderno investigatório e do conjunto fático probatório, para se verificar que a conduta descrita pela acusação, subsume ao delito tipificado no art. 157, § 3° do CP (latrocínio), uma vez que, o primeiro ato criminoso ocorrido, foi o crime de roubo (consumado), que posteriormente, culminou com a morte da vitima, nas mesmas circunstâncias de fato e interregno de tempo” (pág. 8 do documento eletrônico 1). Já a nulidade da pronúncia e da denúncia decorreria “por dois motivos, quais sejam: de embasar-se nesta busca domiciliar ilegal realizada, se utilizando de provas obtidas por meios ilícitos e pior ainda, além da total ausência de elementos aptos a individualizar a conduta” (pág. 10 do documento eletrônico 1). O Tribunal de Justiça de Estado de Mato Grosso e o Superior Tribunal de Justiça denegaram ordens de habeas corpus, afirmando a legalidade das medidas processuais adotadas pelo Juízo de primeiro grau. Contra o acórdão prolatado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça é o presente writ, no qual o paciente requer a concessão da cautelar para suspender o trâmite da ação penal e, no mérito, pugna pela “[i]nvalidação da decisão que declinou indevidamente a competência para o Tribunal do Júri, com o envio dos autos a autoridade competente para conduzi-lo, impondo-se por consequência, a anulação ab-ovo da ação penal, desde o 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT recebimento da denúncia e de todas as decisões posteriores, inclusive aquela que determina a constrição cautelar” (pág. 17 do documento eletrônico 1). Em 10/10/2018, deneguei a ordem de habeas corpus. Tal decisão ensejou a interposição do presente recurso de agravo, no qual o agravante reafirma os termos constantes da petição inicial. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT recebimento da denúncia e de todas as decisões posteriores, inclusive aquela que determina a constrição cautelar” (pág. 17 do documento eletrônico 1). Em 10/10/2018, deneguei a ordem de habeas corpus. Tal decisão ensejou a interposição do presente recurso de agravo, no qual o agravante reafirma os termos constantes da petição inicial. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO VOTO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Preliminarmente, registro que o agravante pugna pelo julgamento “presencial em plenário (e não julgamento na forma virtual) para que desse modo, possibilite o pleno exercício da ampla defesa por meio de sustentação oral” (pág. 14 do documento eletrônico 58). Contudo, o pleito há de ser indeferido, uma vez que é incabível a realização de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Ademais, o direito a ampla defesa não se encontra tolhido, pois a defesa pode oferecer memoriais aos membros da Segunda Turma. Quanto ao mérito, observo que, além de repisar os fundamentos já examinados na inicial, as teses jurídicas delineadas pela defesa não encontram amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal. Isso porque, em relação à ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação, não ficou comprovado, de plano, o fato de que a residência do paciente também seria seu escritório de advocacia. Ademais, as braçadeiras plásticas que foram apreendidas dentro de uma caixa de ferramentas não se identificam como objeto de uso necessário à prática jurídica. Dessa forma, não há como entender violada a Lei 8.906/1994. Sobre a questão, destaco trecho do parecer ofertado pela Procuradoria-Geral da República, verbis: “[o] ingresso na residência do ora paciente foi com base em mandando de prisão, a justa causa ao ingresso na residência, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO VOTO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Preliminarmente, registro que o agravante pugna pelo julgamento “presencial em plenário (e não julgamento na forma virtual) para que desse modo, possibilite o pleno exercício da ampla defesa por meio de sustentação oral” (pág. 14 do documento eletrônico 58). Contudo, o pleito há de ser indeferido, uma vez que é incabível a realização de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Ademais, o direito a ampla defesa não se encontra tolhido, pois a defesa pode oferecer memoriais aos membros da Segunda Turma. Quanto ao mérito, observo que, além de repisar os fundamentos já examinados na inicial, as teses jurídicas delineadas pela defesa não encontram amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal. Isso porque, em relação à ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação, não ficou comprovado, de plano, o fato de que a residência do paciente também seria seu escritório de advocacia. Ademais, as braçadeiras plásticas que foram apreendidas dentro de uma caixa de ferramentas não se identificam como objeto de uso necessário à prática jurídica. Dessa forma, não há como entender violada a Lei 8.906/1994. Sobre a questão, destaco trecho do parecer ofertado pela Procuradoria-Geral da República, verbis: “[o] ingresso na residência do ora paciente foi com base em mandando de prisão, a justa causa ao ingresso na residência, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 146291 AGR / MT e lá os agentes policiais encontraram elementos referentes a outros crimes, pelo que não se observa, na estreita via mandamental, as alegadas ofensas ao art. 6º do CPP, ao art. 7º do Estatuto da Advocacia e ao inc. XI do art. 5º da CF/88” (pág. 6 do documento eletrônico 51). Quanto a alegada incompetência do Tribunal do Júri, observo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus, por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa e não mera revaloração. Vejamos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do STF está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (RHC 120.417/AL, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. DESCLASSIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. A desclassificação do crime de latrocínio para o de roubo e homicídio culposo, com o consequente reconhecimento de que o paciente teria participado apenas do roubo, demanda reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT e lá os agentes policiais encontraram elementos referentes a outros crimes, pelo que não se observa, na estreita via mandamental, as alegadas ofensas ao art. 6º do CPP, ao art. 7º do Estatuto da Advocacia e ao inc. XI do art. 5º da CF/88” (pág. 6 do documento eletrônico 51). Quanto a alegada incompetência do Tribunal do Júri, observo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus, por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa e não mera revaloração. Vejamos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do STF está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (RHC 120.417/AL, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. DESCLASSIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. A desclassificação do crime de latrocínio para o de roubo e homicídio culposo, com o consequente reconhecimento de que o paciente teria participado apenas do roubo, demanda reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 146291 AGR / MT fático-probatório, o que é inviável em sede de habeas corpus. A tese do paciente, ademais, já foi apreciada, à exaustão, pelas instâncias ordinárias, restando, ao final, mantida a condenação. Ordem denegada” (HC 91.851/AC, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ainda assim, não se vislumbra, de plano, a incompetência do Tribunal do Júri, como bem delineado pelo Parquet: “[a] presente impetração não traz prova plena ou argumento contundente quanto aos fatos narrados melhor se adequarem a latrocínio que a homicídio qualificado conexo com outros crimes, pois o que se tem é que a intenção primária sempre foi a morte da vítima, sendo o roubo realizado plus que ocorreu aos agentes da conduta no calor dos fatos. Em sede de latrocínio é o inverso: o animus necandi é que surge no calor dos fatos e se agrega ao dolo já existente de subtração patrimonial. Assim, na estreita via mandamental, não há como se revisar a decisão que declinou da competência ao Tribunal do Júri” (pág. 5 do documento eletrônico 51). Também não prospera o argumento de que a denúncia seria inepta. Conforme foi destacado no relatório, a acusação descreve, em vários trechos, a participação do agravante nos fatos narrados na exordial. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT fático-probatório, o que é inviável em sede de habeas corpus. A tese do paciente, ademais, já foi apreciada, à exaustão, pelas instâncias ordinárias, restando, ao final, mantida a condenação. Ordem denegada” (HC 91.851/AC, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ainda assim, não se vislumbra, de plano, a incompetência do Tribunal do Júri, como bem delineado pelo Parquet: “[a] presente impetração não traz prova plena ou argumento contundente quanto aos fatos narrados melhor se adequarem a latrocínio que a homicídio qualificado conexo com outros crimes, pois o que se tem é que a intenção primária sempre foi a morte da vítima, sendo o roubo realizado plus que ocorreu aos agentes da conduta no calor dos fatos. Em sede de latrocínio é o inverso: o animus necandi é que surge no calor dos fatos e se agrega ao dolo já existente de subtração patrimonial. Assim, na estreita via mandamental, não há como se revisar a decisão que declinou da competência ao Tribunal do Júri” (pág. 5 do documento eletrônico 51). Também não prospera o argumento de que a denúncia seria inepta. Conforme foi destacado no relatório, a acusação descreve, em vários trechos, a participação do agravante nos fatos narrados na exordial. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA (13714/O/MT) ADV.(A/S) : SUELI GRAMINHO FRIGERI (25128/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213B-A501-6E1E-840A e senha A094-184E-A916-3EE4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA (13714/O/MT) ADV.(A/S) : SUELI GRAMINHO FRIGERI (25128/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213B-A501-6E1E-840A e senha A094-184E-A916-3EE4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749258992
2019-02-22T00:00:00
2019-02-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. BUSCA E APREENSÃO. IMÓVEL QUE SERVIA DE RESIDÊNCIA E ESCRITÓRIO. APREENSÃO DE MATERIAL ESTRANHO AO EXERCÍCIO DA ADVOCACIA (BRAÇADEIRAS PLÁSTICAS). AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PEDIDO DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE HOMICÍDIO PARA LATROCÍNIO E INCOMPETÊNCIA DO JÚRI. ANÁLISE QUE DEMANDA PROFUNDO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DO WRIT. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA IMPROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de violação à Lei 8.906/1994, pois as braçadeiras plásticas que foram apreendidas dentro de uma caixa de ferramentas não se identificam como objeto de uso necessário à prática jurídica. II - O pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus, por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa e não mera revaloração. Precedentes. III – Denúncia que descreve, em vários trechos, a participação do agravante nos fatos narrados na exordial não pode ser considerada inepta. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur399015
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 91851 (2ªT), RHC 120417 (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 24/04/2019, KBP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
146291
[ "LEG-FED LEI-008906 ANO-1994\n EOAB-1994 ESTATUTO DA ADVOCACIA E ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 146291 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) : SUELI GRAMINHO FRIGERI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :SUELI GRAMINHO FRIGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. BUSCA E APREENSÃO. IMÓVEL QUE SERVIA DE RESIDÊNCIA E ESCRITÓRIO. APREENSÃO DE MATERIAL ESTRANHO AO EXERCÍCIO DA ADVOCACIA (BRAÇADEIRAS PLÁSTICAS). AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PEDIDO DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE HOMICÍDIO PARA LATROCÍNIO E INCOMPETÊNCIA DO JÚRI. ANÁLISE QUE DEMANDA PROFUNDO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DO WRIT. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA IMPROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de violação à Lei 8.906/1994, pois as braçadeiras plásticas que foram apreendidas dentro de uma caixa de ferramentas não se identificam como objeto de uso necessário à prática jurídica. II - O pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus, por demandar aprofundado exame do conjunto fático- probatório da causa e não mera revaloração. Precedentes. III – Denúncia que descreve, em vários trechos, a participação do agravante nos fatos narrados na exordial não pode ser considerada inepta. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69CC-23BA-6D38-8680 e senha 6936-DAC1-DDBE-DF7D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 146291 AGR / MT unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69CC-23BA-6D38-8680 e senha 6936-DAC1-DDBE-DF7D Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69CC-23BA-6D38-8680 e senha 6936-DAC1-DDBE-DF7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :SUELI GRAMINHO FRIGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. O agravante teve habeas corpus impetrado em seu favor contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 361.929/MT, de relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO, ROUBO CIRCUNSTANCIADO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E OCULTAÇÃO DE CADÁVER. APREENSÃO DE ABRAÇADEIRAS RELACIONADAS À PRÁTICA CRIMINOSA NA RESIDÊNCIA DO ACUSADO. OBJETOS ENCONTRADOS NO CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO TEMPORÁRIA EXPEDIDO EM OUTRO PROCESSO. DESNECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL E DA PRESENÇA DA AUTORIDADE POLICIAL. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 6... DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EIVA NÃO CONFIGURADA. 1. Nos termos do artigo 6... do Código de Processo Penal, a polícia tem o dever de apreender os objetos que tiverem relação com o fato, bem como colher todas as provas que servirem para o seu esclarecimento. 2. No caso dos autos, os agentes estavam apoiando uma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) :SUELI GRAMINHO FRIGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem de habeas corpus. O agravante teve habeas corpus impetrado em seu favor contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 361.929/MT, de relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO, ROUBO CIRCUNSTANCIADO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E OCULTAÇÃO DE CADÁVER. APREENSÃO DE ABRAÇADEIRAS RELACIONADAS À PRÁTICA CRIMINOSA NA RESIDÊNCIA DO ACUSADO. OBJETOS ENCONTRADOS NO CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO TEMPORÁRIA EXPEDIDO EM OUTRO PROCESSO. DESNECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL E DA PRESENÇA DA AUTORIDADE POLICIAL. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 6... DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EIVA NÃO CONFIGURADA. 1. Nos termos do artigo 6... do Código de Processo Penal, a polícia tem o dever de apreender os objetos que tiverem relação com o fato, bem como colher todas as provas que servirem para o seu esclarecimento. 2. No caso dos autos, os agentes estavam apoiando uma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT equipe de policiais no cumprimento de mandado de prisão expedido contra o recorrente em outro feito, ocasião em que encontraram, na sua residência, abraçadeiras iguais às utilizadas no crime em apreço, o que revela a desnecessidade da presença da autoridade policial, bem como da prévia expedição de mandado de busca e apreensão, para que os mencionados objetos sejam arrecadados. Precedente. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DA CONDUTA DO ACUSADO. PEÇA INAUGURAL QUE ATENDE AOS REQUISITOS LEGAIS EXIGIDOS E DESCREVE CRIMES EM TESE. AMPLA DEFESA GARANTIDA. MÁCULA NÃO EVIDENCIADA. 1. Não pode ser acoimada de inepta a denúncia formulada em obediência aos requisitos traçados no artigo 41 do Código de Processo Penal, descrevendo perfeitamente as condutas típicas, cuja autoria é atribuída ao recorrente devidamente qualificado, circunstâncias que permitem o exercício da ampla defesa no seio da persecução penal, na qual se observará o devido processo legal. 2. Nos chamados crimes de autoria coletiva, embora a vestibular acusatória não possa ser de todo genérica, é válida quando, apesar de não descrever minuciosamente as atuações individuais dos acusados, demonstra um liame entre o seu agir e a suposta prática delituosa, estabelecendo a plausibilidade da imputação e possibilitando o exercício da ampla defesa. Precedentes. 3. No caso dos autos, verifica-se que a participação do recorrente nos ilícitos descritos na exordial foi devidamente explicitada, tendo o órgão ministerial consignado que, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) que possuía com um dos corréus, com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, inclusive dolosos contra a vida, aceitou ceifar a vida do ofendido, dirigindo-se ao estabelecimento comercial que este possuía na companhia dos demais acusados, local em que subtraíram os bens das vítimas, além do veículo daquela que foi por eles 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT equipe de policiais no cumprimento de mandado de prisão expedido contra o recorrente em outro feito, ocasião em que encontraram, na sua residência, abraçadeiras iguais às utilizadas no crime em apreço, o que revela a desnecessidade da presença da autoridade policial, bem como da prévia expedição de mandado de busca e apreensão, para que os mencionados objetos sejam arrecadados. Precedente. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DA CONDUTA DO ACUSADO. PEÇA INAUGURAL QUE ATENDE AOS REQUISITOS LEGAIS EXIGIDOS E DESCREVE CRIMES EM TESE. AMPLA DEFESA GARANTIDA. MÁCULA NÃO EVIDENCIADA. 1. Não pode ser acoimada de inepta a denúncia formulada em obediência aos requisitos traçados no artigo 41 do Código de Processo Penal, descrevendo perfeitamente as condutas típicas, cuja autoria é atribuída ao recorrente devidamente qualificado, circunstâncias que permitem o exercício da ampla defesa no seio da persecução penal, na qual se observará o devido processo legal. 2. Nos chamados crimes de autoria coletiva, embora a vestibular acusatória não possa ser de todo genérica, é válida quando, apesar de não descrever minuciosamente as atuações individuais dos acusados, demonstra um liame entre o seu agir e a suposta prática delituosa, estabelecendo a plausibilidade da imputação e possibilitando o exercício da ampla defesa. Precedentes. 3. No caso dos autos, verifica-se que a participação do recorrente nos ilícitos descritos na exordial foi devidamente explicitada, tendo o órgão ministerial consignado que, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) que possuía com um dos corréus, com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, inclusive dolosos contra a vida, aceitou ceifar a vida do ofendido, dirigindo-se ao estabelecimento comercial que este possuía na companhia dos demais acusados, local em que subtraíram os bens das vítimas, além do veículo daquela que foi por eles 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT morta em seguida, cujo corpo foi ocultado, tendo sido encontrado apenas 11 (onze) dias após os fatos, narrativa que lhe permite o exercício da ampla defesa e do contraditório. INCOMPETÊNCIA DA VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. CRIME QUE NÃO SERIA DOLOSO CONTRA A VIDA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA ELEITA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Para alterar o entendimento firmado na origem, no sentido de que se o objetivo final do recorrente e demais corréus era o homicídio da vítima, fato que se consumou, e não a prática de um crime de latrocínio, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência vedada na via eleita. 2. Recurso desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso preventivamente no dia 9/10/2015, e atualmente encontra-se recolhido no Centro de Custódia de Cuiabá/MT, pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado (art. 121, § 2..., I e IV, do Código Penal Brasileiro), roubo majorado (art. 157, § 2..., I, II, IV e V, do Código Penal Brasileiro), associação criminosa (art. 288, parágrafo único, do Código Penal Brasileiro) e ocultação de cadáver (art. 211 do Código Penal Brasileiro), ocorridos no dia 24/9/2015. Narra a denúncia que “[…] Segundo restou apurado, o denunciado NILTON CÉSAR DA SILVA explorava o comércio de vendas de cimento e tinha o ofendido Douglas Wilson Ramos, seu cunhado, como sócio, sendo certo que este, em razão de desentendimentos, resolveu trabalhar por conta própria, no mesmo ramo comercial. As investigações apontaram que o denunciado Nilton César da Silva se enfureceu diante da informação de que o ofendido Douglas Wilson Ramos havia desviado dinheiro da empresa que que possuíam em sociedade, a ‘MC Cimentos’, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT morta em seguida, cujo corpo foi ocultado, tendo sido encontrado apenas 11 (onze) dias após os fatos, narrativa que lhe permite o exercício da ampla defesa e do contraditório. INCOMPETÊNCIA DA VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. CRIME QUE NÃO SERIA DOLOSO CONTRA A VIDA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE NA VIA ELEITA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Para alterar o entendimento firmado na origem, no sentido de que se o objetivo final do recorrente e demais corréus era o homicídio da vítima, fato que se consumou, e não a prática de um crime de latrocínio, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência vedada na via eleita. 2. Recurso desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso preventivamente no dia 9/10/2015, e atualmente encontra-se recolhido no Centro de Custódia de Cuiabá/MT, pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado (art. 121, § 2..., I e IV, do Código Penal Brasileiro), roubo majorado (art. 157, § 2..., I, II, IV e V, do Código Penal Brasileiro), associação criminosa (art. 288, parágrafo único, do Código Penal Brasileiro) e ocultação de cadáver (art. 211 do Código Penal Brasileiro), ocorridos no dia 24/9/2015. Narra a denúncia que “[…] Segundo restou apurado, o denunciado NILTON CÉSAR DA SILVA explorava o comércio de vendas de cimento e tinha o ofendido Douglas Wilson Ramos, seu cunhado, como sócio, sendo certo que este, em razão de desentendimentos, resolveu trabalhar por conta própria, no mesmo ramo comercial. As investigações apontaram que o denunciado Nilton César da Silva se enfureceu diante da informação de que o ofendido Douglas Wilson Ramos havia desviado dinheiro da empresa que que possuíam em sociedade, a ‘MC Cimentos’, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT além do fato de ter continuado trabalhando no mesmo segmento e captando a clientela. Além disso, apurou-se que a vítima Douglas Wilson Ramos devia ao denunciado Nilton César da Silva certa quantia de dinheiro não adimplida, o que motivou o interesse em matá- la. Cabe salientar que o planejamento dos crimes ora narrados foi efetivamente realizado nos 11 dias que antecederam a efetiva prática, porquanto o denunciado, até então, estava preso preventivamente em razão da prática de outro crime doloso contra a vida, também em parceria com o então foragido e ora denunciado WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA. Assim, visando colocar em prática seu intento de matar a vítima, o denunciado Nilton César da Silva contatou o corréu WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, pessoa com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, encomendando-lhe a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70 mil reais. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA aceitou prontamente a empreitada criminosa, acertando com os outros dois denunciados, Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto, os detalhes da execução do crime. No dia dos fatos, por volta das 9h30, os denunciados se dirigiram ao estabelecimento comercial supracitado em um veículo VW Gol, cor branca, previamente ajustados quanto a perpetração dos crimes que haviam planejado. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que exercia a função de motorista, permaneceu inicialmente no veículo com o objetivo de monitorar a movimentação externa e prestar fuga. Já os denunciados Luiz Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto saíram do veículo em direção ao estabelecimento comercial da vítima Douglas Wilson Ramos. Os denunciados Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto apontaram suas armas na direção das vítimas Elias de Souza Sampaio Brito e Jucivaldo da Silva 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT além do fato de ter continuado trabalhando no mesmo segmento e captando a clientela. Além disso, apurou-se que a vítima Douglas Wilson Ramos devia ao denunciado Nilton César da Silva certa quantia de dinheiro não adimplida, o que motivou o interesse em matá- la. Cabe salientar que o planejamento dos crimes ora narrados foi efetivamente realizado nos 11 dias que antecederam a efetiva prática, porquanto o denunciado, até então, estava preso preventivamente em razão da prática de outro crime doloso contra a vida, também em parceria com o então foragido e ora denunciado WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA. Assim, visando colocar em prática seu intento de matar a vítima, o denunciado Nilton César da Silva contatou o corréu WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, pessoa com quem mantinha estreito relacionamento para a prática de crimes, encomendando-lhe a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, em troca da quitação de uma dívida no valor de R$ 70 mil reais. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA aceitou prontamente a empreitada criminosa, acertando com os outros dois denunciados, Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto, os detalhes da execução do crime. No dia dos fatos, por volta das 9h30, os denunciados se dirigiram ao estabelecimento comercial supracitado em um veículo VW Gol, cor branca, previamente ajustados quanto a perpetração dos crimes que haviam planejado. O denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que exercia a função de motorista, permaneceu inicialmente no veículo com o objetivo de monitorar a movimentação externa e prestar fuga. Já os denunciados Luiz Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto saíram do veículo em direção ao estabelecimento comercial da vítima Douglas Wilson Ramos. Os denunciados Luis Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto apontaram suas armas na direção das vítimas Elias de Souza Sampaio Brito e Jucivaldo da Silva 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT Correa, que estavam defronte ao barracão do ofendido Douglas Wilson Ramos, determinando-lhes que adentrassem ao referido recinto. Após entrarem no barracão, os denunciados também renderam a vítima Douglas Wilson Ramos, conduzindo esta e os outros dois ofendidos até o escritório. Ao chegarem ao escritório os denunciados, sempre intimidando as vítimas com suas armas de fogo, determinaram- lhes que deitassem no chão com a barriga para baixo, mantendo as mãos nas costas. Em seguida, os denunciados prenderam as mãos dos ofendidos com abraçadeiras de nylon. Os denunciados, que tinham como objetivo primário a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, aproveitaram a oportunidade e subtraíram os telefones celulares e o dinheiro que as vítimas possuíam em seus bolsos. Em dado instante, o denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que dirigia o veículo VW Gol, cor branca, entrou no barracão com tal veículo. Os denunciados, firmes no propósito de matar a vítima Douglas Wilson Ramos, determinaram-lhe que se levantasse e entrasse no carro, sendo certo que, em seguida, pegaram as chaves de seu carro, uma BMW X1, cor branca, placa NRH 6996, que esteva estacionado do lado de fora do barracão. Enquanto dois dos denunciados saíram do local com a vítima Douglas Wilson Ramos em seus poderes no veículo VW Gol, cor branca, o terceiro denunciado se incumbiu de subtrair o veículo BMW X1. […] Em local não devidamente apurado, mas provavelmente às margens da estrada que dá acesso à Fazenda Bom Futuro, zona rural do Distrito da Guia (local onde o corpo foi encontrado), os denunciados desferiram contra a vítima Douglas Wilson Ramos ao menos 5 disparos de arma de fogo, dois dele na região da cabeça que foram determinantes para provocar sua morte. O corpo da vítima foi ocultado, sendo localizado apenas 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT Correa, que estavam defronte ao barracão do ofendido Douglas Wilson Ramos, determinando-lhes que adentrassem ao referido recinto. Após entrarem no barracão, os denunciados também renderam a vítima Douglas Wilson Ramos, conduzindo esta e os outros dois ofendidos até o escritório. Ao chegarem ao escritório os denunciados, sempre intimidando as vítimas com suas armas de fogo, determinaram- lhes que deitassem no chão com a barriga para baixo, mantendo as mãos nas costas. Em seguida, os denunciados prenderam as mãos dos ofendidos com abraçadeiras de nylon. Os denunciados, que tinham como objetivo primário a morte da vítima Douglas Wilson Ramos, aproveitaram a oportunidade e subtraíram os telefones celulares e o dinheiro que as vítimas possuíam em seus bolsos. Em dado instante, o denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA, que dirigia o veículo VW Gol, cor branca, entrou no barracão com tal veículo. Os denunciados, firmes no propósito de matar a vítima Douglas Wilson Ramos, determinaram-lhe que se levantasse e entrasse no carro, sendo certo que, em seguida, pegaram as chaves de seu carro, uma BMW X1, cor branca, placa NRH 6996, que esteva estacionado do lado de fora do barracão. Enquanto dois dos denunciados saíram do local com a vítima Douglas Wilson Ramos em seus poderes no veículo VW Gol, cor branca, o terceiro denunciado se incumbiu de subtrair o veículo BMW X1. […] Em local não devidamente apurado, mas provavelmente às margens da estrada que dá acesso à Fazenda Bom Futuro, zona rural do Distrito da Guia (local onde o corpo foi encontrado), os denunciados desferiram contra a vítima Douglas Wilson Ramos ao menos 5 disparos de arma de fogo, dois dele na região da cabeça que foram determinantes para provocar sua morte. O corpo da vítima foi ocultado, sendo localizado apenas 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT 11 dias após o crime no local supracitado, em estado avançado de decomposição. […] O crime também foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que teve as mãos presas com abraçadeiras de nylon antes de ser retirada de seu local de trabalho e levada para o local onde foi morta mediante disparos de arma de fogo. Cabe ressaltar que a equipe de investigadores realizou diligência na residência do denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA no dia 8 de outubro de 2015, localizando em seu quarto, dentro de uma caixa de ferramentas, abraçadeiras de nylon idênticas às que foram usadas para prender as mãos da vítima” (documento eletrônico 7). A defesa sustenta a existência de 3 fatos que supostamente causariam a nulidade da ação penal: (i) ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação; (ii) incompetência do Tribunal do Júri; e (iii) inépcia da denúncia. Quanto à ilegalidade da busca e apreensão, alega que “[f]oi realizada tão somente por investigadores da policia civil, desacompanhados de qualquer autoridade e sem possuírem nenhum mandado judicial prévio que autorizasse a medida invasiva, incorrendo assim em afronta ao art. 241 do Código de Processo Penal (da busca domiciliar) e violação ao dispositivo constitucional ínsito no art. 5..., inciso XI, da Constituição Federal (da inviolabilidade do domicilio)“ (pág. 3 do documento eletrônico 1). Informa, ainda, que o “paciente já se encontrava em poder dos policiais, ou seja, já estava preso e assim, já estava do lado externo da casa, ou seja, fora da sua residência, portanto já havia exaurido a finalidade do suposto mandado de prisão ali cumprido, quando então os 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT 11 dias após o crime no local supracitado, em estado avançado de decomposição. […] O crime também foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que teve as mãos presas com abraçadeiras de nylon antes de ser retirada de seu local de trabalho e levada para o local onde foi morta mediante disparos de arma de fogo. Cabe ressaltar que a equipe de investigadores realizou diligência na residência do denunciado WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA no dia 8 de outubro de 2015, localizando em seu quarto, dentro de uma caixa de ferramentas, abraçadeiras de nylon idênticas às que foram usadas para prender as mãos da vítima” (documento eletrônico 7). A defesa sustenta a existência de 3 fatos que supostamente causariam a nulidade da ação penal: (i) ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação; (ii) incompetência do Tribunal do Júri; e (iii) inépcia da denúncia. Quanto à ilegalidade da busca e apreensão, alega que “[f]oi realizada tão somente por investigadores da policia civil, desacompanhados de qualquer autoridade e sem possuírem nenhum mandado judicial prévio que autorizasse a medida invasiva, incorrendo assim em afronta ao art. 241 do Código de Processo Penal (da busca domiciliar) e violação ao dispositivo constitucional ínsito no art. 5..., inciso XI, da Constituição Federal (da inviolabilidade do domicilio)“ (pág. 3 do documento eletrônico 1). Informa, ainda, que o “paciente já se encontrava em poder dos policiais, ou seja, já estava preso e assim, já estava do lado externo da casa, ou seja, fora da sua residência, portanto já havia exaurido a finalidade do suposto mandado de prisão ali cumprido, quando então os 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT agentes resolveram adentrar na residência” (pág. 3 do documento eletrônico 1). Em relação à incompetência do Tribunal do Júri para processar e julgar o paciente, aduz a defesa que, “[u]ma simples análise dos fatos narrados no caderno investigatório e do conjunto fático probatório, para se verificar que a conduta descrita pela acusação, subsume ao delito tipificado no art. 157, § 3... do Código Penal Brasileiro (latrocínio), uma vez que, o primeiro ato criminoso ocorrido, foi o crime de roubo (consumado), que posteriormente, culminou com a morte da vitima, nas mesmas circunstâncias de fato e interregno de tempo” (pág. 8 do documento eletrônico 1). Já a nulidade da pronúncia e da denúncia decorreria “por dois motivos, quais sejam: de embasar-se nesta busca domiciliar ilegal realizada, se utilizando de provas obtidas por meios ilícitos e pior ainda, além da total ausência de elementos aptos a individualizar a conduta” (pág. 10 do documento eletrônico 1). O Tribunal de Justiça de Estado de Mato Grosso e o Superior Tribunal de Justiça denegaram ordens de habeas corpus, afirmando a legalidade das medidas processuais adotadas pelo Juízo de primeiro grau. Contra o acórdão prolatado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça é o presente writ, no qual o paciente requer a concessão da cautelar para suspender o trâmite da ação penal e, no mérito, pugna pela “[i]nvalidação da decisão que declinou indevidamente a competência para o Tribunal do Júri, com o envio dos autos a autoridade competente para conduzi-lo, impondo-se por consequência, a anulação ab-ovo da ação penal, desde o 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT agentes resolveram adentrar na residência” (pág. 3 do documento eletrônico 1). Em relação à incompetência do Tribunal do Júri para processar e julgar o paciente, aduz a defesa que, “[u]ma simples análise dos fatos narrados no caderno investigatório e do conjunto fático probatório, para se verificar que a conduta descrita pela acusação, subsume ao delito tipificado no art. 157, § 3... do Código Penal Brasileiro (latrocínio), uma vez que, o primeiro ato criminoso ocorrido, foi o crime de roubo (consumado), que posteriormente, culminou com a morte da vitima, nas mesmas circunstâncias de fato e interregno de tempo” (pág. 8 do documento eletrônico 1). Já a nulidade da pronúncia e da denúncia decorreria “por dois motivos, quais sejam: de embasar-se nesta busca domiciliar ilegal realizada, se utilizando de provas obtidas por meios ilícitos e pior ainda, além da total ausência de elementos aptos a individualizar a conduta” (pág. 10 do documento eletrônico 1). O Tribunal de Justiça de Estado de Mato Grosso e o Superior Tribunal de Justiça denegaram ordens de habeas corpus, afirmando a legalidade das medidas processuais adotadas pelo Juízo de primeiro grau. Contra o acórdão prolatado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça é o presente writ, no qual o paciente requer a concessão da cautelar para suspender o trâmite da ação penal e, no mérito, pugna pela “[i]nvalidação da decisão que declinou indevidamente a competência para o Tribunal do Júri, com o envio dos autos a autoridade competente para conduzi-lo, impondo-se por consequência, a anulação ab-ovo da ação penal, desde o 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório HC 146291 AGR / MT recebimento da denúncia e de todas as decisões posteriores, inclusive aquela que determina a constrição cautelar” (pág. 17 do documento eletrônico 1). Em 10/10/2018, deneguei a ordem de habeas corpus. Tal decisão ensejou a interposição do presente recurso de agravo, no qual o agravante reafirma os termos constantes da petição inicial. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT recebimento da denúncia e de todas as decisões posteriores, inclusive aquela que determina a constrição cautelar” (pág. 17 do documento eletrônico 1). Em 10/10/2018, deneguei a ordem de habeas corpus. Tal decisão ensejou a interposição do presente recurso de agravo, no qual o agravante reafirma os termos constantes da petição inicial. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E798-1BB8-499E-F56B e senha 3F1B-20E6-1AF8-BE97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO VOTO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Preliminarmente, registro que o agravante pugna pelo julgamento “presencial em plenário (e não julgamento na forma virtual) para que desse modo, possibilite o pleno exercício da ampla defesa por meio de sustentação oral” (pág. 14 do documento eletrônico 58). Contudo, o pleito há de ser indeferido, uma vez que é incabível a realização de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Ademais, o direito a ampla defesa não se encontra tolhido, pois a defesa pode oferecer memoriais aos membros da Segunda Turma. Quanto ao mérito, observo que, além de repisar os fundamentos já examinados na inicial, as teses jurídicas delineadas pela defesa não encontram amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal. Isso porque, em relação à ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação, não ficou comprovado, de plano, o fato de que a residência do paciente também seria seu escritório de advocacia. Ademais, as braçadeiras plásticas que foram apreendidas dentro de uma caixa de ferramentas não se identificam como objeto de uso necessário à prática jurídica. Dessa forma, não há como entender violada a Lei 8.906/1994. Sobre a questão, destaco trecho do parecer ofertado pela Procuradoria-Geral da República, verbis: “[o] ingresso na residência do ora paciente foi com base em mandando de prisão, a justa causa ao ingresso na residência, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 MATO GROSSO VOTO Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Preliminarmente, registro que o agravante pugna pelo julgamento “presencial em plenário (e não julgamento na forma virtual) para que desse modo, possibilite o pleno exercício da ampla defesa por meio de sustentação oral” (pág. 14 do documento eletrônico 58). Contudo, o pleito há de ser indeferido, uma vez que é incabível a realização de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Ademais, o direito a ampla defesa não se encontra tolhido, pois a defesa pode oferecer memoriais aos membros da Segunda Turma. Quanto ao mérito, observo que, além de repisar os fundamentos já examinados na inicial, as teses jurídicas delineadas pela defesa não encontram amparo na jurisprudência deste Supremo Tribunal. Isso porque, em relação à ilegalidade da busca e apreensão domiciliar que embasou a acusação, não ficou comprovado, de plano, o fato de que a residência do paciente também seria seu escritório de advocacia. Ademais, as braçadeiras plásticas que foram apreendidas dentro de uma caixa de ferramentas não se identificam como objeto de uso necessário à prática jurídica. Dessa forma, não há como entender violada a Lei 8.906/1994. Sobre a questão, destaco trecho do parecer ofertado pela Procuradoria-Geral da República, verbis: “[o] ingresso na residência do ora paciente foi com base em mandando de prisão, a justa causa ao ingresso na residência, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 146291 AGR / MT e lá os agentes policiais encontraram elementos referentes a outros crimes, pelo que não se observa, na estreita via mandamental, as alegadas ofensas ao art. 6... do CPP, ao art. 7... do Estatuto da Advocacia e ao inc. XI do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88” (pág. 6 do documento eletrônico 51). Quanto a alegada incompetência do Tribunal do Júri, observo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus, por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa e não mera revaloração. Vejamos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (RHC 120.417/AL, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. DESCLASSIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. A desclassificação do crime de latrocínio para o de roubo e homicídio culposo, com o consequente reconhecimento de que o paciente teria participado apenas do roubo, demanda reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT e lá os agentes policiais encontraram elementos referentes a outros crimes, pelo que não se observa, na estreita via mandamental, as alegadas ofensas ao art. 6... do CPP, ao art. 7... do Estatuto da Advocacia e ao inc. XI do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88” (pág. 6 do documento eletrônico 51). Quanto a alegada incompetência do Tribunal do Júri, observo que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus, por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa e não mera revaloração. Vejamos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO. PLEITO DE DESCLASSIFICAÇÃO DE DOLOSO PARA CULPOSO. DEBATE ACERCA DO ELEMENTO VOLITIVO DO AGENTE. CULPA CONSCIENTE X DOLO EVENTUAL. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. CIRCUNSTÂNCIA QUE OBSTA O ENFRENTAMENTO DA QUESTÃO. REEXAME DE PROVA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes contra a vida e, portanto, apreciar as questões atinentes ao elemento subjetivo da conduta do agente aqui suscitadas é o Tribunal do Júri, vedada a esta Corte avocar tal competência. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está assentada no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração. Precedentes. III – Recurso ordinário não provido” (RHC 120.417/AL, de minha relatoria). “HABEAS CORPUS. DESCLASSIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. A desclassificação do crime de latrocínio para o de roubo e homicídio culposo, com o consequente reconhecimento de que o paciente teria participado apenas do roubo, demanda reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 146291 AGR / MT fático-probatório, o que é inviável em sede de habeas corpus. A tese do paciente, ademais, já foi apreciada, à exaustão, pelas instâncias ordinárias, restando, ao final, mantida a condenação. Ordem denegada” (HC 91.851/AC, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ainda assim, não se vislumbra, de plano, a incompetência do Tribunal do Júri, como bem delineado pelo Parquet: “[a] presente impetração não traz prova plena ou argumento contundente quanto aos fatos narrados melhor se adequarem a latrocínio que a homicídio qualificado conexo com outros crimes, pois o que se tem é que a intenção primária sempre foi a morte da vítima, sendo o roubo realizado plus que ocorreu aos agentes da conduta no calor dos fatos. Em sede de latrocínio é o inverso: o animus necandi é que surge no calor dos fatos e se agrega ao dolo já existente de subtração patrimonial. Assim, na estreita via mandamental, não há como se revisar a decisão que declinou da competência ao Tribunal do Júri” (pág. 5 do documento eletrônico 51). Também não prospera o argumento de que a denúncia seria inepta. Conforme foi destacado no relatório, a acusação descreve, em vários trechos, a participação do agravante nos fatos narrados na exordial. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Supremo Tribunal Federal HC 146291 AGR / MT fático-probatório, o que é inviável em sede de habeas corpus. A tese do paciente, ademais, já foi apreciada, à exaustão, pelas instâncias ordinárias, restando, ao final, mantida a condenação. Ordem denegada” (HC 91.851/AC, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ainda assim, não se vislumbra, de plano, a incompetência do Tribunal do Júri, como bem delineado pelo Parquet: “[a] presente impetração não traz prova plena ou argumento contundente quanto aos fatos narrados melhor se adequarem a latrocínio que a homicídio qualificado conexo com outros crimes, pois o que se tem é que a intenção primária sempre foi a morte da vítima, sendo o roubo realizado plus que ocorreu aos agentes da conduta no calor dos fatos. Em sede de latrocínio é o inverso: o animus necandi é que surge no calor dos fatos e se agrega ao dolo já existente de subtração patrimonial. Assim, na estreita via mandamental, não há como se revisar a decisão que declinou da competência ao Tribunal do Júri” (pág. 5 do documento eletrônico 51). Também não prospera o argumento de que a denúncia seria inepta. Conforme foi destacado no relatório, a acusação descreve, em vários trechos, a participação do agravante nos fatos narrados na exordial. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22C5-56E2-187B-4A8B e senha D245-AAAF-68B0-B53E Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA (13714/O/MT) ADV.(A/S) : SUELI GRAMINHO FRIGERI (25128/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213B-A501-6E1E-840A e senha A094-184E-A916-3EE4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 146.291 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA ADV.(A/S) : WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA (13714/O/MT) ADV.(A/S) : SUELI GRAMINHO FRIGERI (25128/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 213B-A501-6E1E-840A e senha A094-184E-A916-3EE4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 146 . 291", "HC 146291 AGR", "HC 146291", "HABEAS CORPUS 146 . 291", "HC 361 . 929 / MT", "HABEAS CORPUS 146 . 291", "HC 361 . 929 / MT", "HC 146291 AGR", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR / MT", "HC 146291 AGR", "HABEAS CORPUS 146 . 291", "HABEAS CORPUS 146 . 291", "HC 146291 AGR / MT", "RHC 120 . 417 / AL", "HC 146291 AGR / MT", "RHC 120 . 417 / AL", "HC 146291 AGR / MT", "HC 91 . 851 / AC", "HC 146291 AGR / MT", "HC 91 . 851 / AC", "HABEAS CORPUS 146 . 291", "HABEAS CORPUS 146 . 291" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 8 . 906 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 6 . . . DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "artigo 6 . . . do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO", "CÓDIGO", "artigo 6 . . . do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , I e IV , do Código Penal Brasileiro", "art . 157 , § 2 . . . , I , II , IV e V , do Código Penal Brasileiro", "art . 288 , parágrafo único , do Código Penal Brasileiro", "art . 211 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , I e IV , do Código Penal Brasileiro", "art . 157 , § 2 . . . , I , II , IV e V , do Código Penal Brasileiro", "art . 288 , parágrafo único , do Código Penal Brasileiro", "art . 211 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 241 do Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , inciso XI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 241 do Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , inciso XI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 3 . . . do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 3 . . . do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 906 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 906 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . do CPP", "art . 7 . . . do Estatuto da Advocacia", "inc . XI do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . do CPP", "art . 7 . . . do Estatuto da Advocacia", "inc . XI do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "Centro de Custódia de Cuiabá / MT", "Fazenda Bom Futuro", "Distrito da Guia", "Fazenda Bom Futuro", "Distrito da Guia", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "/", "Supremo Tribunal Federal", "VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI", "‘", "MC Cimentos ’", "Supremo Tribunal Federal", "VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI", "Centro de Custódia de Cuiabá / MT", "‘", "MC Cimentos ’", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Estado de Mato Grosso", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Estado de Mato Grosso", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "SUELI GRAMINHO FRIGERI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "SUELI GRAMINHO FRIGERI", "Ricardo Lewandowski", "Jorge Mussi", "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "SUELI GRAMINHO FRIGERI", "Ricardo Lewandowski", "Jorge Mussi", "NILTON CÉSAR DA SILVA", "Douglas Wilson Ramos", "Nilton César da Silva", "Douglas Wilson Ramos", "NILTON CÉSAR DA SILVA", "Douglas Wilson Ramos", "Nilton César da Silva", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "Nilton César da Silva", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "Nilton César da Silva", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Douglas Wilson Ramos", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Luis Carlos Chagas Rodrigues", "Anderson Ferreira Peixoto", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Luiz Carlos Chagas Rodrigues", "Anderson Ferreira Peixoto", "Douglas Wilson Ramos", "Luis Carlos Chagas Rodrigues", "Anderson Ferreira Peixoto", "Elias de Souza Sampaio Brito", "Jucivaldo da Silva", "Douglas Wilson Ramos", "Nilton César da Silva", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "Nilton César da Silva", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Douglas Wilson Ramos", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Luis Carlos Chagas Rodrigues", "Anderson Ferreira Peixoto", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Luiz Carlos Chagas Rodrigues", "Anderson Ferreira Peixoto", "Douglas Wilson Ramos", "Luis Carlos Chagas Rodrigues", "Anderson Ferreira Peixoto", "Elias de Souza Sampaio Brito", "Jucivaldo da Silva", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "Douglas Wilson Ramos", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "WAGNER ROGÉRIO NEVES DE SOUZA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "SUELI GRAMINHO FRIGERI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "WAGNER ROGERIO NEVES DE SOUZA", "SUELI GRAMINHO FRIGERI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "9", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "9", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Moeda falsa (artigo 289, § 1º, do Código Penal). 3. Execução provisória da pena. Crime de menor gravidade. AREsp pendente de julgamento por órgão colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Possibilidade de o STJ corrigir questões relativas à tipicidade, antijuridicidade ou culpabilidade do agente, alcançando inclusive a dosimetria da pena. Concessão da ordem para suspender o início da execução provisória da pena até o julgamento do AREsp pelo STJ ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95AC-8F82-9952-570D e senha 080C-0655-9DC0-FE99 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que concedeu a ordem do presente writ, a fim de suspender a execução provisória da pena até o julgamento colegiado do AREsp pelo STJ, ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Nas razões recursais, o Ministério Público Federal pleiteia o imediato cumprimento da reprimenda, haja vista a confirmação da condenação pelo Tribunal de origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E86-2DD9-C7B1-E4E4 e senha 49EA-DF8E-B9B6-ECCB Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que concedeu a ordem do presente writ, a fim de suspender a execução provisória da pena até o julgamento colegiado do AREsp pelo STJ, ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Nas razões recursais, o Ministério Público Federal pleiteia o imediato cumprimento da reprimenda, haja vista a confirmação da condenação pelo Tribunal de origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E86-2DD9-C7B1-E4E4 e senha 49EA-DF8E-B9B6-ECCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, os Ministros do STF têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo STF ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. No julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao STJ, mas não de recurso extraordinário ao STF. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Ainda, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli, consignando que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, os Ministros do STF têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo STF ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. No julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao STJ, mas não de recurso extraordinário ao STF. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Ainda, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli, consignando que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166899 AGR / SP Recentemente, a Segunda Turma julgou o HC 152.752/PR, DJe 27.6.2018, de modo que novamente me manifestei no sentido de que o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça é a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena. Isso porque, como anteriormente citado, o STJ pode corrigir questões relativas à tipicidade, antijuridicidade ou culpabilidade do agente, alcançando inclusive a dosimetria da pena. Esse novo marco, com o fim da prisão automática no segundo grau, consubstancia apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e a com a nossa realidade. Não se altera a essência do entendimento majoritário desta Corte estabelecido no HC 126.292, de esgotamento das instâncias soberanas na apreciação dos fatos para se considerar imutável a condenação, apenas se muda o marco. Fora desse referido marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo STJ ou pelo STF de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves, regime fechado, de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP Recentemente, a Segunda Turma julgou o HC 152.752/PR, DJe 27.6.2018, de modo que novamente me manifestei no sentido de que o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça é a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena. Isso porque, como anteriormente citado, o STJ pode corrigir questões relativas à tipicidade, antijuridicidade ou culpabilidade do agente, alcançando inclusive a dosimetria da pena. Esse novo marco, com o fim da prisão automática no segundo grau, consubstancia apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e a com a nossa realidade. Não se altera a essência do entendimento majoritário desta Corte estabelecido no HC 126.292, de esgotamento das instâncias soberanas na apreciação dos fatos para se considerar imutável a condenação, apenas se muda o marco. Fora desse referido marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo STJ ou pelo STF de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves, regime fechado, de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166899 AGR / SP pública ou da aplicação da lei penal, mediante uma nova interpretação do conceito de ordem pública. Neste caso concreto, o agravo interno em AREsp interposto no STJ está pendente de julgamento. (eSTJ- AREsp 1428380/SP). Não se exauriu, portanto, o exame colegiado no âmbito do STJ. Sendo assim, a despeito da reincidência do paciente (eDOC 9, p. 5 e eDOC 28), assiste razão à defesa, tendo em vista que a baixa gravidade da pena imposta (de 3 anos e 6 meses de reclusão, no regime inicial semiaberto) e o crime não grave (moeda falsa) impossibilitam a antecipação da execução da pena ao não se encaixarem nas hipóteses de exceção delineadas no HC 126.292. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP pública ou da aplicação da lei penal, mediante uma nova interpretação do conceito de ordem pública. Neste caso concreto, o agravo interno em AREsp interposto no STJ está pendente de julgamento. (eSTJ- AREsp 1428380/SP). Não se exauriu, portanto, o exame colegiado no âmbito do STJ. Sendo assim, a despeito da reincidência do paciente (eDOC 9, p. 5 e eDOC 28), assiste razão à defesa, tendo em vista que a baixa gravidade da pena imposta (de 3 anos e 6 meses de reclusão, no regime inicial semiaberto) e o crime não grave (moeda falsa) impossibilitam a antecipação da execução da pena ao não se encaixarem nas hipóteses de exceção delineadas no HC 126.292. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (CF, art. 5º, LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (CF, art. 5º, LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, peço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a indeferir o pedido de “habeas corpus”. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, peço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a indeferir o pedido de “habeas corpus”. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: 1. Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República contra decisão monocrática proferida pelo eminente Min. Gilmar Mendes, que concedeu a ordem de habeas corpus para suspender o início da execução provisória da pena até o julgamento do AREsp pelo STJ ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Como bem consignado pelo eminente Relator “os Ministros do STF têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção da inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP.” Contudo, ressalta o Relator que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ, visto ser “a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena.” Na linha de argumentação versada no eminente voto, esse novo marco consubstancia “apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e com a nossa realidade.” 2. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: 1. Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República contra decisão monocrática proferida pelo eminente Min. Gilmar Mendes, que concedeu a ordem de habeas corpus para suspender o início da execução provisória da pena até o julgamento do AREsp pelo STJ ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Como bem consignado pelo eminente Relator “os Ministros do STF têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção da inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP.” Contudo, ressalta o Relator que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ, visto ser “a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena.” Na linha de argumentação versada no eminente voto, esse novo marco consubstancia “apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e com a nossa realidade.” 2. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926, CPC. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, CPC, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926, CPC. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, CPC, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos explicitados pelo eminente Relator. 3. Primeiramente, faz-se necessário o exame acerca da compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do STF, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos explicitados pelo eminente Relator. 3. Primeiramente, faz-se necessário o exame acerca da compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do STF, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283, CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126292 eram impugnados sob a premissa da higidez constitucional do art. 283, CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283, CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126292 eram impugnados sob a premissa da higidez constitucional do art. 283, CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5°, LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. 4. De outra parte, no tocante ao dever de fundamentação judicial, destaco que o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5°, LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. 4. De outra parte, no tocante ao dever de fundamentação judicial, destaco que o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5º, ambos do CPC c/c art. 3º e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5º, ambos do CPC c/c art. 3º e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05.04.2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5°, LXI e art. 93, IX, CF, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05.04.2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5°, LXI e art. 93, IX, CF, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do STJ, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” Menciono ainda o seguinte trecho dos debates: “O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Por favor! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas a Constituição brasileira impede a execução. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ao seu ver, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO – O principal, que é a liberdade de ir e vir, pode ser perdido! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Pode e deve. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E deve? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A meu ver, deve.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do STJ, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” Menciono ainda o seguinte trecho dos debates: “O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Por favor! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas a Constituição brasileira impede a execução. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ao seu ver, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO – O principal, que é a liberdade de ir e vir, pode ser perdido! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Pode e deve. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E deve? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A meu ver, deve.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR, em que examinados os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR, em que examinados os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Por tais razões, verifico a existência de prévio pronunciamento explícito do Plenário a respeito da matéria (HC 152.752), bem como que idêntica circunstância já se verificava no HC 126.292, inexistindo, a meu ver, particularidade a recomendar solução diversa. 5. Diante do exposto, divergindo do eminente Relator, voto pelo provimento do presente agravo regimental, com a consequente denegação da ordem de habeas corpus requerida. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Por tais razões, verifico a existência de prévio pronunciamento explícito do Plenário a respeito da matéria (HC 152.752), bem como que idêntica circunstância já se verificava no HC 126.292, inexistindo, a meu ver, particularidade a recomendar solução diversa. 5. Diante do exposto, divergindo do eminente Relator, voto pelo provimento do presente agravo regimental, com a consequente denegação da ordem de habeas corpus requerida. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Acompanho o Relator com a ressalva do ponto de vista que já tenho externado em outros casos, no sentido de que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5°, LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C84-54CA-D70C-B1BF e senha 1255-1CE5-D583-0ABB Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Acompanho o Relator com a ressalva do ponto de vista que já tenho externado em outros casos, no sentido de que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5°, LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C84-54CA-D70C-B1BF e senha 1255-1CE5-D583-0ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) : JADER DAVIES (145451/SP, 8302-A/TO) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Ricardo Lewandowski, vencidos os Ministros Edson Fachin e Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D6C-532B-3199-69DC e senha 5364-9ACF-7309-AAAE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) : JADER DAVIES (145451/SP, 8302-A/TO) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Ricardo Lewandowski, vencidos os Ministros Edson Fachin e Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D6C-532B-3199-69DC e senha 5364-9ACF-7309-AAAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749610008
2019-04-05T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Ricardo Lewandowski, vencidos os Ministros Edson Fachin e Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Moeda falsa (artigo 289, § 1º, do Código Penal). 3. Execução provisória da pena. Crime de menor gravidade. AREsp pendente de julgamento por órgão colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Possibilidade de o STJ corrigir questões relativas à tipicidade, antijuridicidade ou culpabilidade do agente, alcançando inclusive a dosimetria da pena. Concessão da ordem para suspender o início da execução provisória da pena até o julgamento do AREsp pelo STJ ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur402184
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 84078 (TP), HC 126292 (TP), ADC 43 MC (TP), ADC 44 MC (TP), ARE 964246 RG, HC 142173 (2ªT), HC 152752 (TP), Rcl 30126 AgR (2ªT). (IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, DECISÃO AGRAVADA) HC 135001 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 154954 MC, HC 154032 MC, HC 158640 MC. Número de páginas: 22. Análise: 26/06/2019, KBP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
166899
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00926 ART-00927 INC-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00289 PAR-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 166899 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) : JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Moeda falsa (artigo 289, § 1..., do Código Penal). 3. Execução provisória da pena. Crime de menor gravidade. AREsp pendente de julgamento por órgão colegiado do Superior Tribunal de Justiça. Possibilidade de o Superior Tribunal de Justiça corrigir questões relativas à tipicidade, antijuridicidade ou culpabilidade do agente, alcançando inclusive a dosimetria da pena. Concessão da ordem para suspender o início da execução provisória da pena até o julgamento do AREsp pelo Superior Tribunal de Justiça ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95AC-8F82-9952-570D e senha 080C-0655-9DC0-FE99 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que concedeu a ordem do presente writ, a fim de suspender a execução provisória da pena até o julgamento colegiado do AREsp pelo Superior Tribunal de Justiça, ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Nas razões recursais, o Ministério Público Federal pleiteia o imediato cumprimento da reprimenda, haja vista a confirmação da condenação pelo Tribunal de origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E86-2DD9-C7B1-E4E4 e senha 49EA-DF8E-B9B6-ECCB Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que concedeu a ordem do presente writ, a fim de suspender a execução provisória da pena até o julgamento colegiado do AREsp pelo Superior Tribunal de Justiça, ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Nas razões recursais, o Ministério Público Federal pleiteia o imediato cumprimento da reprimenda, haja vista a confirmação da condenação pelo Tribunal de origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E86-2DD9-C7B1-E4E4 e senha 49EA-DF8E-B9B6-ECCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, os Ministros do Supremo Tribunal Federal têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo Supremo Tribunal Federal ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. No julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça, mas não de recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Ainda, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli, consignando que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, os Ministros do Supremo Tribunal Federal têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo Supremo Tribunal Federal ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. No julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça, mas não de recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Ainda, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli, consignando que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166899 AGR / SP Recentemente, a Segunda Turma julgou o HC 152.752/PR, DJe 27.6.2018, de modo que novamente me manifestei no sentido de que o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça é a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena. Isso porque, como anteriormente citado, o Superior Tribunal de Justiça pode corrigir questões relativas à tipicidade, antijuridicidade ou culpabilidade do agente, alcançando inclusive a dosimetria da pena. Esse novo marco, com o fim da prisão automática no segundo grau, consubstancia apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e a com a nossa realidade. Não se altera a essência do entendimento majoritário desta Corte estabelecido no HC 126.292, de esgotamento das instâncias soberanas na apreciação dos fatos para se considerar imutável a condenação, apenas se muda o marco. Fora desse referido marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo Supremo Tribunal Federal de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves, regime fechado, de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP Recentemente, a Segunda Turma julgou o HC 152.752/PR, DJe 27.6.2018, de modo que novamente me manifestei no sentido de que o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça é a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena. Isso porque, como anteriormente citado, o Superior Tribunal de Justiça pode corrigir questões relativas à tipicidade, antijuridicidade ou culpabilidade do agente, alcançando inclusive a dosimetria da pena. Esse novo marco, com o fim da prisão automática no segundo grau, consubstancia apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e a com a nossa realidade. Não se altera a essência do entendimento majoritário desta Corte estabelecido no HC 126.292, de esgotamento das instâncias soberanas na apreciação dos fatos para se considerar imutável a condenação, apenas se muda o marco. Fora desse referido marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo Supremo Tribunal Federal de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves, regime fechado, de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166899 AGR / SP pública ou da aplicação da lei penal, mediante uma nova interpretação do conceito de ordem pública. Neste caso concreto, o agravo interno em AREsp interposto no Superior Tribunal de Justiça está pendente de julgamento. (eSTJ- AREsp 1428380/SP). Não se exauriu, portanto, o exame colegiado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Sendo assim, a despeito da reincidência do paciente (eDOC 9, p. 5 e eDOC 28), assiste razão à defesa, tendo em vista que a baixa gravidade da pena imposta (de 3 anos e 6 meses de reclusão, no regime inicial semiaberto) e o crime não grave (moeda falsa) impossibilitam a antecipação da execução da pena ao não se encaixarem nas hipóteses de exceção delineadas no HC 126.292. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP pública ou da aplicação da lei penal, mediante uma nova interpretação do conceito de ordem pública. Neste caso concreto, o agravo interno em AREsp interposto no Superior Tribunal de Justiça está pendente de julgamento. (eSTJ- AREsp 1428380/SP). Não se exauriu, portanto, o exame colegiado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Sendo assim, a despeito da reincidência do paciente (eDOC 9, p. 5 e eDOC 28), assiste razão à defesa, tendo em vista que a baixa gravidade da pena imposta (de 3 anos e 6 meses de reclusão, no regime inicial semiaberto) e o crime não grave (moeda falsa) impossibilitam a antecipação da execução da pena ao não se encaixarem nas hipóteses de exceção delineadas no HC 126.292. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9607-EB76-6EC4-1FB9 e senha 97DA-8296-E74B-5019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, peço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a indeferir o pedido de “habeas corpus”. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, peço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a indeferir o pedido de “habeas corpus”. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 532C-78DF-50EE-F8AB e senha A4C6-085B-06E3-49D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: 1. Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República contra decisão monocrática proferida pelo eminente Min. Gilmar Mendes, que concedeu a ordem de habeas corpus para suspender o início da execução provisória da pena até o julgamento do AREsp pelo Superior Tribunal de Justiça ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Como bem consignado pelo eminente Relator “os Ministros do Supremo Tribunal Federal têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção da inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP.” Contudo, ressalta o Relator que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, visto ser “a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena.” Na linha de argumentação versada no eminente voto, esse novo marco consubstancia “apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e com a nossa realidade.” 2. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: 1. Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República contra decisão monocrática proferida pelo eminente Min. Gilmar Mendes, que concedeu a ordem de habeas corpus para suspender o início da execução provisória da pena até o julgamento do AREsp pelo Superior Tribunal de Justiça ou de habeas corpus que verse sobre questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos endereçados aos Tribunais Superiores. Como bem consignado pelo eminente Relator “os Ministros do Supremo Tribunal Federal têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção da inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP.” Contudo, ressalta o Relator que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, visto ser “a opção que confere maior segurança à execução provisória da pena.” Na linha de argumentação versada no eminente voto, esse novo marco consubstancia “apenas um ajustamento do momento inicial para a execução da pena, mais consentâneo com o nosso ordenamento jurídico e com a nossa realidade.” 2. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926, Código de Processo Civil. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, Código de Processo Civil, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926, Código de Processo Civil. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, Código de Processo Civil, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos explicitados pelo eminente Relator. 3. Primeiramente, faz-se necessário o exame acerca da compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos explicitados pelo eminente Relator. 3. Primeiramente, faz-se necessário o exame acerca da compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283, CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126292 eram impugnados sob a premissa da higidez constitucional do art. 283, CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283, CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126292 eram impugnados sob a premissa da higidez constitucional do art. 283, CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5..., LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. 4. De outra parte, no tocante ao dever de fundamentação judicial, destaco que o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5..., LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. 4. De outra parte, no tocante ao dever de fundamentação judicial, destaco que o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil c/c art. 3... e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil c/c art. 3... e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05.04.2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5..., LXI e art. 93, IX, Constituição Federal de 1988, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05.04.2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5..., LXI e art. 93, IX, Constituição Federal de 1988, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4... Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4... Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” Menciono ainda o seguinte trecho dos debates: “O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Por favor! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas a Constituição brasileira impede a execução. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ao seu ver, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO – O principal, que é a liberdade de ir e vir, pode ser perdido! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Pode e deve. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E deve? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A meu ver, deve.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” Menciono ainda o seguinte trecho dos debates: “O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me permite? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Por favor! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas a Constituição brasileira impede a execução. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ao seu ver, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO – O principal, que é a liberdade de ir e vir, pode ser perdido! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Pode e deve. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E deve? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A meu ver, deve.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR, em que examinados os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR, em que examinados os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto Vogal HC 166899 AGR / SP contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Por tais razões, verifico a existência de prévio pronunciamento explícito do Plenário a respeito da matéria (HC 152.752), bem como que idêntica circunstância já se verificava no HC 126.292, inexistindo, a meu ver, particularidade a recomendar solução diversa. 5. Diante do exposto, divergindo do eminente Relator, voto pelo provimento do presente agravo regimental, com a consequente denegação da ordem de habeas corpus requerida. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Supremo Tribunal Federal HC 166899 AGR / SP contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Por tais razões, verifico a existência de prévio pronunciamento explícito do Plenário a respeito da matéria (HC 152.752), bem como que idêntica circunstância já se verificava no HC 126.292, inexistindo, a meu ver, particularidade a recomendar solução diversa. 5. Diante do exposto, divergindo do eminente Relator, voto pelo provimento do presente agravo regimental, com a consequente denegação da ordem de habeas corpus requerida. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96DF-BA7B-7E98-66A8 e senha DEFC-E501-E86D-2B67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Acompanho o Relator com a ressalva do ponto de vista que já tenho externado em outros casos, no sentido de que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5..., LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C84-54CA-D70C-B1BF e senha 1255-1CE5-D583-0ABB Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) :JADER DAVIES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Acompanho o Relator com a ressalva do ponto de vista que já tenho externado em outros casos, no sentido de que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5..., LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C84-54CA-D70C-B1BF e senha 1255-1CE5-D583-0ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) : JADER DAVIES (145451/SP, 8302-A/TO) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Ricardo Lewandowski, vencidos os Ministros Edson Fachin e Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D6C-532B-3199-69DC e senha 5364-9ACF-7309-AAAE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.899 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE EVANGELISTA LAMEU ADV.(A/S) : JADER DAVIES (145451/SP, 8302-A/TO) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 482.214 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Ricardo Lewandowski, vencidos os Ministros Edson Fachin e Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D6C-532B-3199-69DC e senha 5364-9ACF-7309-AAAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214", "HABEAS CORPUS 166 . 899 SÃO", "HC n 482 . 214 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC 126 . 292 / SP", "Recurso Extraordinário com Agravo 964 . 246 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "HC 142 . 173 / SP", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC 126 . 292 / SP", "Recurso Extraordinário com Agravo 964 . 246 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "HC 142 . 173 / SP", "HC 166899 AGR / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 126 . 292", "HC 166899 AGR / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 126 . 292", "HC 166899 AGR / SP", "eSTJ", "-", "AREsp 1428380 / SP", "HC 126 . 292", "HC", "-", "AgR 135 . 001 / MS", "HC 166899 AGR / SP", "eSTJ", "-", "AREsp 1428380 / SP", "HC 126 . 292", "HC", "-", "AgR 135 . 001 / MS", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43 - MC / DF", "ADC 44 - MC / DF", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214 DO", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43 - MC / DF", "ADC 44 - MC / DF", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HC 166899 AGR / SP", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HC 154 . 032 - MC / PE", "HC 154 . 954 - MC / SP", "HC 158 . 640 - MC / PE", "ADC 43 / DF", "ADC 44 / DF", "HC 166899 AGR / SP", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HC 154 . 032 - MC / PE", "HC 154 . 954 - MC / SP", "HC 158 . 640 - MC / PE", "ADC 43 / DF", "ADC 44 / DF", "HC 166899 AGR / SP", "HC 166899 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214 DO SUPERIOR", "HC 126 . 292 / SP .", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214", "HC 126 . 292 / SP .", "HC 166899 AGR / SP", "HC 166899 AGR / SP", "HC 166899 AGR / SP", "HC 126292", "HC 166899 AGR / SP", "HC 126292", "HC 166899 AGR / SP", "HC 84 . 078 / MG", "HC 126292", "HC 126292 ED", "ADCs", "HC 126292", "HC 166899", "HC 84 . 078 / MG", "HC 126292", "HC 126292 ED", "ADCs 43", "HC 126292", "HC 166899 AGR / SP", "ARE 964246 RG", "HC 152 . 752 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "ARE 964246 RG", "HC 152 . 752 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "HC 152752", "ADCs 43", "HC 166899 AGR / SP", "HC 152752", "ADCs 43", "HC 166899 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 166899 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 166899 AGR / SP", "ADCs 43 e 44 MC", "HC 152 . 752 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "ADCs 43", "HC 152 . 752 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "HC 152752", "Súmula 122 daquela Corte Regional", "HC 166899 AGR / SP", "HC 152752", "Súmula 122 daquela Corte Regional", "HC 166899 AGR / SP", "súmula 122 do TRF4", "súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43", "ARE 964 . 246 / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "súmula 122 do TRF4", "súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43", "ARE 964 . 246 / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "Rcl", ". 30 . 126 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "Rcl . 30 . 126 / PR", "HC 166899 AGR / SP", "ADC 43", "HC 152 . 752", "HC 126 . 292", "HC 166899 AGR / SP", "ADC", "HC 152 . 752", "HC 126 . 292", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214", "HABEAS CORPUS 166 . 899", "HC n 482 . 214 DO SUPERIOR TRIBUNAL" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 289 , § 1 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LVII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LVII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 926 , Código de Processo", "art . 926 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 926 , Código de Processo Civil", "art . 926 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Novo", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Novo Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 283 , CPP", "art . 283 , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 283 , CPP", "art . 283 , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 283 DO CÓDIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 283 DO CPP", "LEI PENAL", "ART . 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 995 e art . 1 . 029 , § 5 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "637 do CPP", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição da República", "art . 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 283 DO CPP", "ART . 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 995 e art . 1 . 029 , § 5 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "art .", "3 . . . e", "637 do CPP", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição da República", "art . 283 do Código de Processo Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 5 . . . , LXI e art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXI e art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição brasileira", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição brasileira", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "REPÚBLICA", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Revista dos Tribunais", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Revista dos Tribunais", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "TRIBUNAL DE", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Luiz Guilherme Marinoni", "Sérgio Cruz Arenhart", "Daniel Mitidiero", "Luiz Guilherme Marinoni", "Sérgio Cruz Arenhart", "Daniel Mitidiero", "Teori Zavascki", "TEORI ZAVASCKI", "Teori Zavascki", "TEORI ZAVASCKI", "EROS GRAU", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "EROS GRAU", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGUES . Marco Antonio", "RODRIGUES . Marco Antonio", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "JOSE EVANGELISTA LAMEU", "JADER DAVIES", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de março", "4 de Abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "6", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "6", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "17", "/", "02", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "17", "/", "02", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2009", "17", "/", "02", "/", "2016", "02", "/", "09", "/", "2016", "05", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2009", "17", "/", "02", "/", "2016", "02", "/", "09", "/", "2016", "05", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2016", "05", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2016", "05", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSIMARY ROCHA DE VILHENA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO: INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA CAUSA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência de obscuridade, omissão, ambiguidade ou contradição a ser sanada pelos embargos declaratórios. II - São incabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de esclarecer inexistente obscuridade, omissão ou contradição, a parte utiliza-os para viabilizar reexame de matéria já decidida. III - Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3B1-CB09-7B0D-5366 e senha 0115-7659-3D19-055B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSIMARY ROCHA DE VILHENA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marcos José Reátegui de Souza em face do acórdão que desproveu agravo regimental interposto contra decisão que determinou a remessa dos autos ao Juízo de origem, em razão do que foi decidido pelo Plenário na Questão de Ordem da AP 937/RJ. Em síntese, o Ministério Público do Estado do Amapá ofereceu denúncia contra o embargante e Edmir Leal Cardoso Junior, Odanete das Neves Biondi, Edval Cabral Tork, Dulcinete de Nazaré Ribeiro Duarte Tork e Edhisa Maria Tork Souza, pela prática dos crimes de fraude à licitação, peculato e formação de quadrilha, cumprindo-se salientar que as condutas estão relacionadas à Carta Convite nº 002/2006, destinada à aquisição de material de construção para a Unidade de Engenharia Prisional do Amapá – IAPEN/AP. Feito esse brevíssimo registro da matéria de fundo, deve-se salientar que o agravo regimental referido acima foi desprovido à unanimidade pela Segunda Turma, nos termos da seguinte ementa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO PENAL. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. APLICAÇÃO APENAS AOS CRIMES COMETIDOS DURANTE O EXERCÍCIO DO CARGO E RELACIONADOS ÀS FUNÇÕES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSIMARY ROCHA DE VILHENA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marcos José Reátegui de Souza em face do acórdão que desproveu agravo regimental interposto contra decisão que determinou a remessa dos autos ao Juízo de origem, em razão do que foi decidido pelo Plenário na Questão de Ordem da AP 937/RJ. Em síntese, o Ministério Público do Estado do Amapá ofereceu denúncia contra o embargante e Edmir Leal Cardoso Junior, Odanete das Neves Biondi, Edval Cabral Tork, Dulcinete de Nazaré Ribeiro Duarte Tork e Edhisa Maria Tork Souza, pela prática dos crimes de fraude à licitação, peculato e formação de quadrilha, cumprindo-se salientar que as condutas estão relacionadas à Carta Convite nº 002/2006, destinada à aquisição de material de construção para a Unidade de Engenharia Prisional do Amapá – IAPEN/AP. Feito esse brevíssimo registro da matéria de fundo, deve-se salientar que o agravo regimental referido acima foi desprovido à unanimidade pela Segunda Turma, nos termos da seguinte ementa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO PENAL. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. APLICAÇÃO APENAS AOS CRIMES COMETIDOS DURANTE O EXERCÍCIO DO CARGO E RELACIONADOS ÀS FUNÇÕES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP DESEMPENHADAS. COMPETÊNCIA ABSOLUTA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO QUE AUTORIZA O JULGAMENTO IMEDIATO DAS CAUSAS COM O MESMO TEMA, INDEPENDENTE DE PUBLICAÇÃO OU TRÂNSITO EM JULGADO. FATOS EM APURAÇÃO OCORRERAM ANTES DA ELEIÇÃO DO INVESTIGADO PARA O CARGO DE DEPUTADO FEDERAL. ATOS QUE NÃO TÊM RELAÇÃO COM O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PARLAMENTARES. NECESSIDADE DE REMESSA DO FEITO AO JUÍZO COMPETENTE PARA O PROSSEGUIMENTO DAS INVESTIGAÇÕES. NÃO APLICAÇÃO DA EXCEPCIONAL HIPÓTESE DE PRORROGAÇÃO DA COMPETÊNCIA. ÚLTIMO ATO PROCESSUAL FOI O DE INTIMAÇÃO DAS PARTES PARA APRESENTAR REQUERIMENTO DE DILIGÊNCIAS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. II – Entendimento consolidado nesta Corte Constitucional de que precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato das causas que apresentam o mesmo tema, independente de publicação ou trânsito em julgado. III – Os fatos em apuração no inquérito ocorreram antes da eleição do investigado para o cargo de deputado federal e não têm relação com o exercício de funções parlamentares. IV - Não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990. V – Agravo Regimental a que se nega provimento.” Pois bem, a defesa opôs o recurso ora sub exame, com efeito modificativo, sustentando, em resumo, que a decisão do colegiado foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP DESEMPENHADAS. COMPETÊNCIA ABSOLUTA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO QUE AUTORIZA O JULGAMENTO IMEDIATO DAS CAUSAS COM O MESMO TEMA, INDEPENDENTE DE PUBLICAÇÃO OU TRÂNSITO EM JULGADO. FATOS EM APURAÇÃO OCORRERAM ANTES DA ELEIÇÃO DO INVESTIGADO PARA O CARGO DE DEPUTADO FEDERAL. ATOS QUE NÃO TÊM RELAÇÃO COM O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PARLAMENTARES. NECESSIDADE DE REMESSA DO FEITO AO JUÍZO COMPETENTE PARA O PROSSEGUIMENTO DAS INVESTIGAÇÕES. NÃO APLICAÇÃO DA EXCEPCIONAL HIPÓTESE DE PRORROGAÇÃO DA COMPETÊNCIA. ÚLTIMO ATO PROCESSUAL FOI O DE INTIMAÇÃO DAS PARTES PARA APRESENTAR REQUERIMENTO DE DILIGÊNCIAS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. II – Entendimento consolidado nesta Corte Constitucional de que precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato das causas que apresentam o mesmo tema, independente de publicação ou trânsito em julgado. III – Os fatos em apuração no inquérito ocorreram antes da eleição do investigado para o cargo de deputado federal e não têm relação com o exercício de funções parlamentares. IV - Não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990. V – Agravo Regimental a que se nega provimento.” Pois bem, a defesa opôs o recurso ora sub exame, com efeito modificativo, sustentando, em resumo, que a decisão do colegiado foi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP ancorada em “premissa equivocada”. Nesse sentido, alegou que a instrução processual estaria encerrada, pugnando pela aplicação dos princípios da identidade física do juiz e da celeridade processual. Ademais, reiterou que, na hipótese de manutenção da decisão de declínio, seria de rigor a renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos. No ponto, alegou omissão do acórdão no enfrentamento da tese. Ao final, requereu o provimento dos embargos para “[...] reformar o v. Acórdão, no sentido de manter os presentes autos sob julgamento desta c. Suprema Corte, ou, encaminhá-los ao d. Juízo a quo, desde que haja a renovação da instrução em respeito ao princípio da identidade física do juiz” (fls. 522-525). Ato contínuo, o Ministério Público apresentou a seguinte manifestação: “A hipótese é de não conhecimento dos embargos. Na esteira de remansosa jurisprudência da Suprema Corte, ‘é pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado’ (ARE 1154975 AgR-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 7/12/2018, Segunda Turma). No caso dos autos, todas as teses suscitadas pelo ora embargante no agravo regimental manejado foram expressamente enfrentadas no acórdão embargado: o recorrente nem mesmo indicou omissão, obscuridade ou contradição no acórdão embargado. Com efeito, a Segunda Turma afastou as alegações do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP ancorada em “premissa equivocada”. Nesse sentido, alegou que a instrução processual estaria encerrada, pugnando pela aplicação dos princípios da identidade física do juiz e da celeridade processual. Ademais, reiterou que, na hipótese de manutenção da decisão de declínio, seria de rigor a renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos. No ponto, alegou omissão do acórdão no enfrentamento da tese. Ao final, requereu o provimento dos embargos para “[...] reformar o v. Acórdão, no sentido de manter os presentes autos sob julgamento desta c. Suprema Corte, ou, encaminhá-los ao d. Juízo a quo, desde que haja a renovação da instrução em respeito ao princípio da identidade física do juiz” (fls. 522-525). Ato contínuo, o Ministério Público apresentou a seguinte manifestação: “A hipótese é de não conhecimento dos embargos. Na esteira de remansosa jurisprudência da Suprema Corte, ‘é pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado’ (ARE 1154975 AgR-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 7/12/2018, Segunda Turma). No caso dos autos, todas as teses suscitadas pelo ora embargante no agravo regimental manejado foram expressamente enfrentadas no acórdão embargado: o recorrente nem mesmo indicou omissão, obscuridade ou contradição no acórdão embargado. Com efeito, a Segunda Turma afastou as alegações do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP agravante – e também do Ministério Público Federal, em sede de contrarrazões – esclarecendo considerar efetivamente finalizada a instrução processual apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, ‘ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem...’ (fl. 514). Destacou-se que, nesta ação penal, ‘não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990’. A tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega. É o que comprova o seguinte excerto do voto condutor do acórdão objurgado: Por fim, quanto à validade dos atos até então praticados neste sodalício, a tira de julgamento da Questão de Ordem reproduzida acima é autoexplicativa ao afirmar que ‘[...] o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediata- mente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo STF e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, con forme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)’. Não é ocioso dizer que a sólida orientação jurisprudencial da Suprema Corte é no sentido de que ‘o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta relativização’. Percebe-se, pois, que os embargos de declaração opostos refletem, apenas, recalcitrância com o resultado do julgamento. Mais do que isso, diante das considerações apresentadas, revela-se patente a tentativa do embargante de arrastar a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP agravante – e também do Ministério Público Federal, em sede de contrarrazões – esclarecendo considerar efetivamente finalizada a instrução processual apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, ‘ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem...’ (fl. 514). Destacou-se que, nesta ação penal, ‘não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990’. A tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega. É o que comprova o seguinte excerto do voto condutor do acórdão objurgado: Por fim, quanto à validade dos atos até então praticados neste sodalício, a tira de julgamento da Questão de Ordem reproduzida acima é autoexplicativa ao afirmar que ‘[...] o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediata- mente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo STF e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, con forme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)’. Não é ocioso dizer que a sólida orientação jurisprudencial da Suprema Corte é no sentido de que ‘o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta relativização’. Percebe-se, pois, que os embargos de declaração opostos refletem, apenas, recalcitrância com o resultado do julgamento. Mais do que isso, diante das considerações apresentadas, revela-se patente a tentativa do embargante de arrastar a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP tramitação do feito, de modo a impedir a sua remessa para o devido processamento. O uso manifesto desses meios de impugnação, sem chance de reversão efetiva do decisório e apenas com o fim de retardar o trânsito em julgado, conforme já assinalado, configura abuso do direito de recorrer. Esta Suprema Corte vem se mostrando atenta na repressão de tais comportamentos, com a imposição de sanção endoprocessual, caracterizada pela retirada dos efeitos obstativos que tais recursos poderiam introduzir, mesmo não dotados de efeito suspensivo. De modo ilustrativo, destaco os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/STF. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia- se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de re- cursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. (STF, AI-AgR-ED-ED 857900, ROSA WEBER, 4.2.2014). HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO. RECURSOS PROTELATÓRIOS NO RECURSO ESPECIAL. ABUSO DO DIREITO DE RECORRER. TRÂNSITO EM JULGADO RECONHECIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP tramitação do feito, de modo a impedir a sua remessa para o devido processamento. O uso manifesto desses meios de impugnação, sem chance de reversão efetiva do decisório e apenas com o fim de retardar o trânsito em julgado, conforme já assinalado, configura abuso do direito de recorrer. Esta Suprema Corte vem se mostrando atenta na repressão de tais comportamentos, com a imposição de sanção endoprocessual, caracterizada pela retirada dos efeitos obstativos que tais recursos poderiam introduzir, mesmo não dotados de efeito suspensivo. De modo ilustrativo, destaco os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/STF. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia- se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de re- cursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. (STF, AI-AgR-ED-ED 857900, ROSA WEBER, 4.2.2014). HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO. RECURSOS PROTELATÓRIOS NO RECURSO ESPECIAL. ABUSO DO DIREITO DE RECORRER. TRÂNSITO EM JULGADO RECONHECIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA. 1. Caracterizado o abuso do direito de recorrer pelo manejo de sucessivos recursos protelatórios, impõe-se a certificação do trânsito em julgado e o imediato cumprimento da decisão condenatória, independentemente de publicação. Precedentes. 2. Habeas corpus denegado. (STF, HC 114384, MARCO AURÉLIO, 21.5.2013) Embargos de declaração na decisão que indeferiu o pedido de extinção da punibilidade. Matéria criminal. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade no aresto questionado. Recurso legitimamente decidido nos exatos termos da jurisprudência da Corte. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Matéria de ordem pública, que pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). Não ocorrência. Coisa julgada aperfeiçoada em momento anterior a sua consumação. Decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem mantida por esta Corte não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes de ambas as turmas. Recurso manifestamente protelatório. Não conhecimento dos embargos. Precedentes. Certificação do trânsito em julgado do aresto embargado. Baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. 1. O acórdão questionado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. 2. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). 3. A jurisprudência contemporânea do Supremo Tribunal Federal tem acolhido a tese de que ‘[r]ecursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada’ (HC nº 86.125/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 2/9/05). 4. Diante desse entendimento, o trânsito em julgado da condenação do agravante se 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA. 1. Caracterizado o abuso do direito de recorrer pelo manejo de sucessivos recursos protelatórios, impõe-se a certificação do trânsito em julgado e o imediato cumprimento da decisão condenatória, independentemente de publicação. Precedentes. 2. Habeas corpus denegado. (STF, HC 114384, MARCO AURÉLIO, 21.5.2013) Embargos de declaração na decisão que indeferiu o pedido de extinção da punibilidade. Matéria criminal. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade no aresto questionado. Recurso legitimamente decidido nos exatos termos da jurisprudência da Corte. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Matéria de ordem pública, que pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). Não ocorrência. Coisa julgada aperfeiçoada em momento anterior a sua consumação. Decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem mantida por esta Corte não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes de ambas as turmas. Recurso manifestamente protelatório. Não conhecimento dos embargos. Precedentes. Certificação do trânsito em julgado do aresto embargado. Baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. 1. O acórdão questionado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. 2. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). 3. A jurisprudência contemporânea do Supremo Tribunal Federal tem acolhido a tese de que ‘[r]ecursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada’ (HC nº 86.125/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 2/9/05). 4. Diante desse entendimento, o trânsito em julgado da condenação do agravante se 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP aperfeiçoou em momento anterior à data limite para a consumação da prescrição da pretensão punitiva, considerada a pena em concreto aplicada. 5. Pretensão de se promover, com a interposição de sucessivos recursos manifestamente infundados, um novo julgamento do feito, o qual foi legitimamente decidido nos termos da jurisprudência da Corte. 6. Essa circunstância revela a intenção de se obstar o trânsito em julgado da condenação e, assim, postergar, o quanto possível, a execução de seus termos, o que é coibido pelo Supremo Tribunal Federal, que admite a determinação de baixa dos autos independentemente da publicação de seus julgados, seja quando há risco iminente de prescrição, seja no intuito de repelir a utilização de sucessivos recursos com nítido abuso do direito de recorrer. 7. Não conhecimento dos embargos de declaração.(ARE 1098086 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 07/08/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187, 06-09- 2018). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEI- TOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. TESES DEFENSIVAS SATISFATORIAMENTE EXAMINADAS POR ESTA CORTE. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. MULTA APLICADA. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 1.022, do Código de Processo Civil. II – Verifica-se que o embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP aperfeiçoou em momento anterior à data limite para a consumação da prescrição da pretensão punitiva, considerada a pena em concreto aplicada. 5. Pretensão de se promover, com a interposição de sucessivos recursos manifestamente infundados, um novo julgamento do feito, o qual foi legitimamente decidido nos termos da jurisprudência da Corte. 6. Essa circunstância revela a intenção de se obstar o trânsito em julgado da condenação e, assim, postergar, o quanto possível, a execução de seus termos, o que é coibido pelo Supremo Tribunal Federal, que admite a determinação de baixa dos autos independentemente da publicação de seus julgados, seja quando há risco iminente de prescrição, seja no intuito de repelir a utilização de sucessivos recursos com nítido abuso do direito de recorrer. 7. Não conhecimento dos embargos de declaração.(ARE 1098086 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 07/08/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187, 06-09- 2018). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEI- TOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. TESES DEFENSIVAS SATISFATORIAMENTE EXAMINADAS POR ESTA CORTE. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. MULTA APLICADA. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 1.022, do Código de Processo Civil. II – Verifica-se que o embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Evidencia-se o caráter protelatório do recurso. A parte recorrente objetiva postergar a entrega definitiva da prestação jurisdicional. IV – Embargos de declaração não conhecidos, com aplicação de multa (art. 1.026, § 2°, do CPC) e determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. (RE 562207 AgR-ED-EDv-AgR-ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 04/06/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-115, 12-06- 2018). Inequivocamente, esta é a situação dos presentes autos: Ante o exposto, requeiro: (i) o não conhecimento dos embargos declaratórios, ou o não provimento destes, dada a manifesta ausência dos vícios autorizadores no acórdão recorrido; (ii) a determinação de imediata baixa dos autos ao Juízo declinado” (fls. 533-541). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Evidencia-se o caráter protelatório do recurso. A parte recorrente objetiva postergar a entrega definitiva da prestação jurisdicional. IV – Embargos de declaração não conhecidos, com aplicação de multa (art. 1.026, § 2°, do CPC) e determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. (RE 562207 AgR-ED-EDv-AgR-ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 04/06/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-115, 12-06- 2018). Inequivocamente, esta é a situação dos presentes autos: Ante o exposto, requeiro: (i) o não conhecimento dos embargos declaratórios, ou o não provimento destes, dada a manifesta ausência dos vícios autorizadores no acórdão recorrido; (ii) a determinação de imediata baixa dos autos ao Juízo declinado” (fls. 533-541). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico, na esteira da manifestação da Procuradoria-Geral da República, que, ao contrário do quanto alegado pelo embargante, a Segunda Turma deixou expresso que a instrução processual encerra-se apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, “ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem [...]” (fl. 514). Da mesma maneira, consignou que não se aplica ao caso dos autos a excepcional hipótese de prorrogação de competência, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimação das partes para apresentação do requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1990. Ademais, a tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega, uma vez que ficou devidamente assentado que estão ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo STF e pelos demais juízos, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687, de relatoria do Ministro Sydney Sanches. Assim, não vislumbro presente omissão, contradição ou obscuridade a sanar, motivo pelo qual não caberia o reexame de matéria já decidida. Isso posto, rejeito os presentes embargos, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico, na esteira da manifestação da Procuradoria-Geral da República, que, ao contrário do quanto alegado pelo embargante, a Segunda Turma deixou expresso que a instrução processual encerra-se apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, “ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem [...]” (fl. 514). Da mesma maneira, consignou que não se aplica ao caso dos autos a excepcional hipótese de prorrogação de competência, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimação das partes para apresentação do requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1990. Ademais, a tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega, uma vez que ficou devidamente assentado que estão ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo STF e pelos demais juízos, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687, de relatoria do Ministro Sydney Sanches. Assim, não vislumbro presente omissão, contradição ou obscuridade a sanar, motivo pelo qual não caberia o reexame de matéria já decidida. Isso posto, rejeito os presentes embargos, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSIMARY ROCHA DE VILHENA (0334889/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 98F2-CF65-26DA-1503 e senha 95F7-3EC7-2E44-0802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSIMARY ROCHA DE VILHENA (0334889/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 98F2-CF65-26DA-1503 e senha 95F7-3EC7-2E44-0802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749258589
2019-02-22T00:00:00
2019-02-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO: INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA CAUSA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência de obscuridade, omissão, ambiguidade ou contradição a ser sanada pelos embargos declaratórios. II - São incabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de esclarecer inexistente obscuridade, omissão ou contradição, a parte utiliza-os para viabilizar reexame de matéria já decidida. III - Embargos de declaração rejeitados.
sjur398961
- Acórdão(s) citado(s): (VALIDADE, ATO PROCESSUAL, DECLINAÇÃO DE COMPETÊNCIA) Inq 687 QO (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 22/04/2019, KBP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
914
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00010\n LEI ORDINÁRIA" ]
AP-AgR-segundo-ED
acordaos
AP 914 AgR-segundo-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSIMARY ROCHA DE VILHENA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSIMARY ROCHA DE VILHENA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO: INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA CAUSA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência de obscuridade, omissão, ambiguidade ou contradição a ser sanada pelos embargos declaratórios. II - São incabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de esclarecer inexistente obscuridade, omissão ou contradição, a parte utiliza-os para viabilizar reexame de matéria já decidida. III - Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3B1-CB09-7B0D-5366 e senha 0115-7659-3D19-055B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSIMARY ROCHA DE VILHENA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marcos José Reátegui de Souza em face do acórdão que desproveu agravo regimental interposto contra decisão que determinou a remessa dos autos ao Juízo de origem, em razão do que foi decidido pelo Plenário na Questão de Ordem da AP 937/RJ. Em síntese, o Ministério Público do Estado do Amapá ofereceu denúncia contra o embargante e Edmir Leal Cardoso Junior, Odanete das Neves Biondi, Edval Cabral Tork, Dulcinete de Nazaré Ribeiro Duarte Tork e Edhisa Maria Tork Souza, pela prática dos crimes de fraude à licitação, peculato e formação de quadrilha, cumprindo-se salientar que as condutas estão relacionadas à Carta Convite n 002/2006, destinada à aquisição de material de construção para a Unidade de Engenharia Prisional do Amapá – IAPEN/AP. Feito esse brevíssimo registro da matéria de fundo, deve-se salientar que o agravo regimental referido acima foi desprovido à unanimidade pela Segunda Turma, nos termos da seguinte ementa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO PENAL. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. APLICAÇÃO APENAS AOS CRIMES COMETIDOS DURANTE O EXERCÍCIO DO CARGO E RELACIONADOS ÀS FUNÇÕES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSIMARY ROCHA DE VILHENA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marcos José Reátegui de Souza em face do acórdão que desproveu agravo regimental interposto contra decisão que determinou a remessa dos autos ao Juízo de origem, em razão do que foi decidido pelo Plenário na Questão de Ordem da AP 937/RJ. Em síntese, o Ministério Público do Estado do Amapá ofereceu denúncia contra o embargante e Edmir Leal Cardoso Junior, Odanete das Neves Biondi, Edval Cabral Tork, Dulcinete de Nazaré Ribeiro Duarte Tork e Edhisa Maria Tork Souza, pela prática dos crimes de fraude à licitação, peculato e formação de quadrilha, cumprindo-se salientar que as condutas estão relacionadas à Carta Convite n 002/2006, destinada à aquisição de material de construção para a Unidade de Engenharia Prisional do Amapá – IAPEN/AP. Feito esse brevíssimo registro da matéria de fundo, deve-se salientar que o agravo regimental referido acima foi desprovido à unanimidade pela Segunda Turma, nos termos da seguinte ementa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO PENAL. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. APLICAÇÃO APENAS AOS CRIMES COMETIDOS DURANTE O EXERCÍCIO DO CARGO E RELACIONADOS ÀS FUNÇÕES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP DESEMPENHADAS. COMPETÊNCIA ABSOLUTA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO QUE AUTORIZA O JULGAMENTO IMEDIATO DAS CAUSAS COM O MESMO TEMA, INDEPENDENTE DE PUBLICAÇÃO OU TRÂNSITO EM JULGADO. FATOS EM APURAÇÃO OCORRERAM ANTES DA ELEIÇÃO DO INVESTIGADO PARA O CARGO DE DEPUTADO FEDERAL. ATOS QUE NÃO TÊM RELAÇÃO COM O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PARLAMENTARES. NECESSIDADE DE REMESSA DO FEITO AO JUÍZO COMPETENTE PARA O PROSSEGUIMENTO DAS INVESTIGAÇÕES. NÃO APLICAÇÃO DA EXCEPCIONAL HIPÓTESE DE PRORROGAÇÃO DA COMPETÊNCIA. ÚLTIMO ATO PROCESSUAL FOI O DE INTIMAÇÃO DAS PARTES PARA APRESENTAR REQUERIMENTO DE DILIGÊNCIAS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. II – Entendimento consolidado nesta Corte Constitucional de que precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato das causas que apresentam o mesmo tema, independente de publicação ou trânsito em julgado. III – Os fatos em apuração no inquérito ocorreram antes da eleição do investigado para o cargo de deputado federal e não têm relação com o exercício de funções parlamentares. IV - Não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990. V – Agravo Regimental a que se nega provimento.” Pois bem, a defesa opôs o recurso ora sub exame, com efeito modificativo, sustentando, em resumo, que a decisão do colegiado foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP DESEMPENHADAS. COMPETÊNCIA ABSOLUTA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO QUE AUTORIZA O JULGAMENTO IMEDIATO DAS CAUSAS COM O MESMO TEMA, INDEPENDENTE DE PUBLICAÇÃO OU TRÂNSITO EM JULGADO. FATOS EM APURAÇÃO OCORRERAM ANTES DA ELEIÇÃO DO INVESTIGADO PARA O CARGO DE DEPUTADO FEDERAL. ATOS QUE NÃO TÊM RELAÇÃO COM O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES PARLAMENTARES. NECESSIDADE DE REMESSA DO FEITO AO JUÍZO COMPETENTE PARA O PROSSEGUIMENTO DAS INVESTIGAÇÕES. NÃO APLICAÇÃO DA EXCEPCIONAL HIPÓTESE DE PRORROGAÇÃO DA COMPETÊNCIA. ÚLTIMO ATO PROCESSUAL FOI O DE INTIMAÇÃO DAS PARTES PARA APRESENTAR REQUERIMENTO DE DILIGÊNCIAS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. II – Entendimento consolidado nesta Corte Constitucional de que precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato das causas que apresentam o mesmo tema, independente de publicação ou trânsito em julgado. III – Os fatos em apuração no inquérito ocorreram antes da eleição do investigado para o cargo de deputado federal e não têm relação com o exercício de funções parlamentares. IV - Não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990. V – Agravo Regimental a que se nega provimento.” Pois bem, a defesa opôs o recurso ora sub exame, com efeito modificativo, sustentando, em resumo, que a decisão do colegiado foi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP ancorada em “premissa equivocada”. Nesse sentido, alegou que a instrução processual estaria encerrada, pugnando pela aplicação dos princípios da identidade física do juiz e da celeridade processual. Ademais, reiterou que, na hipótese de manutenção da decisão de declínio, seria de rigor a renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos. No ponto, alegou omissão do acórdão no enfrentamento da tese. Ao final, requereu o provimento dos embargos para “[...] reformar o v. Acórdão, no sentido de manter os presentes autos sob julgamento desta c. Suprema Corte, ou, encaminhá-los ao d. Juízo a quo, desde que haja a renovação da instrução em respeito ao princípio da identidade física do juiz” (fls. 522-525). Ato contínuo, o Ministério Público apresentou a seguinte manifestação: “A hipótese é de não conhecimento dos embargos. Na esteira de remansosa jurisprudência da Suprema Corte, ‘é pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado’ (ARE 1154975 AgR-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 7/12/2018, Segunda Turma). No caso dos autos, todas as teses suscitadas pelo ora embargante no agravo regimental manejado foram expressamente enfrentadas no acórdão embargado: o recorrente nem mesmo indicou omissão, obscuridade ou contradição no acórdão embargado. Com efeito, a Segunda Turma afastou as alegações do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP ancorada em “premissa equivocada”. Nesse sentido, alegou que a instrução processual estaria encerrada, pugnando pela aplicação dos princípios da identidade física do juiz e da celeridade processual. Ademais, reiterou que, na hipótese de manutenção da decisão de declínio, seria de rigor a renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos. No ponto, alegou omissão do acórdão no enfrentamento da tese. Ao final, requereu o provimento dos embargos para “[...] reformar o v. Acórdão, no sentido de manter os presentes autos sob julgamento desta c. Suprema Corte, ou, encaminhá-los ao d. Juízo a quo, desde que haja a renovação da instrução em respeito ao princípio da identidade física do juiz” (fls. 522-525). Ato contínuo, o Ministério Público apresentou a seguinte manifestação: “A hipótese é de não conhecimento dos embargos. Na esteira de remansosa jurisprudência da Suprema Corte, ‘é pressuposto de conhecimento dos embargos a indicação de um dos vícios legalmente previstos e a fundamentação no sentido de demonstrar sua existência no acórdão embargado’ (ARE 1154975 AgR-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 7/12/2018, Segunda Turma). No caso dos autos, todas as teses suscitadas pelo ora embargante no agravo regimental manejado foram expressamente enfrentadas no acórdão embargado: o recorrente nem mesmo indicou omissão, obscuridade ou contradição no acórdão embargado. Com efeito, a Segunda Turma afastou as alegações do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP agravante – e também do Ministério Público Federal, em sede de contrarrazões – esclarecendo considerar efetivamente finalizada a instrução processual apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, ‘ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem...’ (fl. 514). Destacou-se que, nesta ação penal, ‘não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990’. A tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega. É o que comprova o seguinte excerto do voto condutor do acórdão objurgado: Por fim, quanto à validade dos atos até então praticados neste sodalício, a tira de julgamento da Questão de Ordem reproduzida acima é autoexplicativa ao afirmar que ‘[...] o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediata- mente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, con forme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)’. Não é ocioso dizer que a sólida orientação jurisprudencial da Suprema Corte é no sentido de que ‘o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta relativização’. Percebe-se, pois, que os embargos de declaração opostos refletem, apenas, recalcitrância com o resultado do julgamento. Mais do que isso, diante das considerações apresentadas, revela-se patente a tentativa do embargante de arrastar a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP agravante – e também do Ministério Público Federal, em sede de contrarrazões – esclarecendo considerar efetivamente finalizada a instrução processual apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, ‘ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem...’ (fl. 514). Destacou-se que, nesta ação penal, ‘não se aplica a excepcional hipótese de prorrogação de competência fixada, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimar as partes para apresentar requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1.990’. A tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega. É o que comprova o seguinte excerto do voto condutor do acórdão objurgado: Por fim, quanto à validade dos atos até então praticados neste sodalício, a tira de julgamento da Questão de Ordem reproduzida acima é autoexplicativa ao afirmar que ‘[...] o entendimento de que esta nova linha interpretativa deve se aplicar imediata- mente aos processos em curso, com a ressalva de todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos com base na jurisprudência anterior, con forme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687 (Rel. Min. Sydney Sanches, j. 25.08.1999)’. Não é ocioso dizer que a sólida orientação jurisprudencial da Suprema Corte é no sentido de que ‘o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta relativização’. Percebe-se, pois, que os embargos de declaração opostos refletem, apenas, recalcitrância com o resultado do julgamento. Mais do que isso, diante das considerações apresentadas, revela-se patente a tentativa do embargante de arrastar a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP tramitação do feito, de modo a impedir a sua remessa para o devido processamento. O uso manifesto desses meios de impugnação, sem chance de reversão efetiva do decisório e apenas com o fim de retardar o trânsito em julgado, conforme já assinalado, configura abuso do direito de recorrer. Esta Suprema Corte vem se mostrando atenta na repressão de tais comportamentos, com a imposição de sanção endoprocessual, caracterizada pela retirada dos efeitos obstativos que tais recursos poderiam introduzir, mesmo não dotados de efeito suspensivo. De modo ilustrativo, destaco os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia- se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de re- cursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. (Supremo Tribunal Federal, AI-AgR-ED-ED 857900, ROSA WEBER, 4.2.2014). HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO. RECURSOS PROTELATÓRIOS NO RECURSO ESPECIAL. ABUSO DO DIREITO DE RECORRER. TRÂNSITO EM JULGADO RECONHECIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP tramitação do feito, de modo a impedir a sua remessa para o devido processamento. O uso manifesto desses meios de impugnação, sem chance de reversão efetiva do decisório e apenas com o fim de retardar o trânsito em julgado, conforme já assinalado, configura abuso do direito de recorrer. Esta Suprema Corte vem se mostrando atenta na repressão de tais comportamentos, com a imposição de sanção endoprocessual, caracterizada pela retirada dos efeitos obstativos que tais recursos poderiam introduzir, mesmo não dotados de efeito suspensivo. De modo ilustrativo, destaco os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia- se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de re- cursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. (Supremo Tribunal Federal, AI-AgR-ED-ED 857900, ROSA WEBER, 4.2.2014). HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO. RECURSOS PROTELATÓRIOS NO RECURSO ESPECIAL. ABUSO DO DIREITO DE RECORRER. TRÂNSITO EM JULGADO RECONHECIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA. 1. Caracterizado o abuso do direito de recorrer pelo manejo de sucessivos recursos protelatórios, impõe-se a certificação do trânsito em julgado e o imediato cumprimento da decisão condenatória, independentemente de publicação. Precedentes. 2. Habeas corpus denegado. (Supremo Tribunal Federal, HC 114384, MARCO AURÉLIO, 21.5.2013) Embargos de declaração na decisão que indeferiu o pedido de extinção da punibilidade. Matéria criminal. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade no aresto questionado. Recurso legitimamente decidido nos exatos termos da jurisprudência da Corte. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Matéria de ordem pública, que pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). Não ocorrência. Coisa julgada aperfeiçoada em momento anterior a sua consumação. Decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem mantida por esta Corte não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes de ambas as turmas. Recurso manifestamente protelatório. Não conhecimento dos embargos. Precedentes. Certificação do trânsito em julgado do aresto embargado. Baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. 1. O acórdão questionado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. 2. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). 3. A jurisprudência contemporânea do Supremo Tribunal Federal tem acolhido a tese de que ‘[r]ecursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada’ (HC n 86.125/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 2/9/05). 4. Diante desse entendimento, o trânsito em julgado da condenação do agravante se 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP JUSTIÇA. ORDEM DENEGADA. 1. Caracterizado o abuso do direito de recorrer pelo manejo de sucessivos recursos protelatórios, impõe-se a certificação do trânsito em julgado e o imediato cumprimento da decisão condenatória, independentemente de publicação. Precedentes. 2. Habeas corpus denegado. (Supremo Tribunal Federal, HC 114384, MARCO AURÉLIO, 21.5.2013) Embargos de declaração na decisão que indeferiu o pedido de extinção da punibilidade. Matéria criminal. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade no aresto questionado. Recurso legitimamente decidido nos exatos termos da jurisprudência da Corte. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Matéria de ordem pública, que pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). Não ocorrência. Coisa julgada aperfeiçoada em momento anterior a sua consumação. Decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem mantida por esta Corte não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes de ambas as turmas. Recurso manifestamente protelatório. Não conhecimento dos embargos. Precedentes. Certificação do trânsito em julgado do aresto embargado. Baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. 1. O acórdão questionado não incorreu em omissão, contradição ou obscuridade. 2. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (CPP, art. 61). 3. A jurisprudência contemporânea do Supremo Tribunal Federal tem acolhido a tese de que ‘[r]ecursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada’ (HC n 86.125/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 2/9/05). 4. Diante desse entendimento, o trânsito em julgado da condenação do agravante se 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP aperfeiçoou em momento anterior à data limite para a consumação da prescrição da pretensão punitiva, considerada a pena em concreto aplicada. 5. Pretensão de se promover, com a interposição de sucessivos recursos manifestamente infundados, um novo julgamento do feito, o qual foi legitimamente decidido nos termos da jurisprudência da Corte. 6. Essa circunstância revela a intenção de se obstar o trânsito em julgado da condenação e, assim, postergar, o quanto possível, a execução de seus termos, o que é coibido pelo Supremo Tribunal Federal, que admite a determinação de baixa dos autos independentemente da publicação de seus julgados, seja quando há risco iminente de prescrição, seja no intuito de repelir a utilização de sucessivos recursos com nítido abuso do direito de recorrer. 7. Não conhecimento dos embargos de declaração.(ARE 1098086 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 07/08/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187, 06-09- 2018). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEI- TOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. TESES DEFENSIVAS SATISFATORIAMENTE EXAMINADAS POR ESTA CORTE. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. MULTA APLICADA. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 1.022, do Código de Processo Civil. II – Verifica-se que o embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP aperfeiçoou em momento anterior à data limite para a consumação da prescrição da pretensão punitiva, considerada a pena em concreto aplicada. 5. Pretensão de se promover, com a interposição de sucessivos recursos manifestamente infundados, um novo julgamento do feito, o qual foi legitimamente decidido nos termos da jurisprudência da Corte. 6. Essa circunstância revela a intenção de se obstar o trânsito em julgado da condenação e, assim, postergar, o quanto possível, a execução de seus termos, o que é coibido pelo Supremo Tribunal Federal, que admite a determinação de baixa dos autos independentemente da publicação de seus julgados, seja quando há risco iminente de prescrição, seja no intuito de repelir a utilização de sucessivos recursos com nítido abuso do direito de recorrer. 7. Não conhecimento dos embargos de declaração.(ARE 1098086 ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 07/08/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187, 06-09- 2018). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEI- TOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. TESES DEFENSIVAS SATISFATORIAMENTE EXAMINADAS POR ESTA CORTE. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. MULTA APLICADA. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Ausência dos pressupostos do art. 1.022, do Código de Processo Civil. II – Verifica-se que o embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, e os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Relatório AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Evidencia-se o caráter protelatório do recurso. A parte recorrente objetiva postergar a entrega definitiva da prestação jurisdicional. IV – Embargos de declaração não conhecidos, com aplicação de multa (art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil) e determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. (Recurso Extraordinário 562207 AgR-ED-EDv-AgR-ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 04/06/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-115, 12-06- 2018). Inequivocamente, esta é a situação dos presentes autos: Ante o exposto, requeiro: (i) o não conhecimento dos embargos declaratórios, ou o não provimento destes, dada a manifesta ausência dos vícios autorizadores no acórdão recorrido; (ii) a determinação de imediata baixa dos autos ao Juízo declinado” (fls. 533-541). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Evidencia-se o caráter protelatório do recurso. A parte recorrente objetiva postergar a entrega definitiva da prestação jurisdicional. IV – Embargos de declaração não conhecidos, com aplicação de multa (art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil) e determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. (Recurso Extraordinário 562207 AgR-ED-EDv-AgR-ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 04/06/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-115, 12-06- 2018). Inequivocamente, esta é a situação dos presentes autos: Ante o exposto, requeiro: (i) o não conhecimento dos embargos declaratórios, ou o não provimento destes, dada a manifesta ausência dos vícios autorizadores no acórdão recorrido; (ii) a determinação de imediata baixa dos autos ao Juízo declinado” (fls. 533-541). É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEB9-D3FE-E0C3-1E2A e senha 49CC-D94A-C89D-27A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico, na esteira da manifestação da Procuradoria-Geral da República, que, ao contrário do quanto alegado pelo embargante, a Segunda Turma deixou expresso que a instrução processual encerra-se apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, “ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem [...]” (fl. 514). Da mesma maneira, consignou que não se aplica ao caso dos autos a excepcional hipótese de prorrogação de competência, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimação das partes para apresentação do requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1990. Ademais, a tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega, uma vez que ficou devidamente assentado que estão ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687, de relatoria do Ministro Sydney Sanches. Assim, não vislumbro presente omissão, contradição ou obscuridade a sanar, motivo pelo qual não caberia o reexame de matéria já decidida. Isso posto, rejeito os presentes embargos, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem examinados os autos, verifico, na esteira da manifestação da Procuradoria-Geral da República, que, ao contrário do quanto alegado pelo embargante, a Segunda Turma deixou expresso que a instrução processual encerra-se apenas com a publicação do despacho de intimação das partes para apresentação das alegações finais, “ato processual estabelecido como marco temporal para o declínio dos feitos que se encontram em tramitação na Suprema Corte, os termo do que decidido na Questão de Ordem [...]” (fl. 514). Da mesma maneira, consignou que não se aplica ao caso dos autos a excepcional hipótese de prorrogação de competência, porquanto o último ato processual praticado foi o de intimação das partes para apresentação do requerimento de diligências, nos exatos moldes do que preconiza do art. 10 da Lei 8.038/1990. Ademais, a tese da necessidade de renovação da instrução processual no Juízo destinatário dos autos também foi enfrentada, a despeito do que o embargante alega, uma vez que ficou devidamente assentado que estão ressalvados todos os atos praticados e decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais juízos, conforme precedente firmado na Questão de Ordem no Inquérito 687, de relatoria do Ministro Sydney Sanches. Assim, não vislumbro presente omissão, contradição ou obscuridade a sanar, motivo pelo qual não caberia o reexame de matéria já decidida. Isso posto, rejeito os presentes embargos, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Supremo Tribunal Federal AP 914 AGR-SEGUNDO-ED / AP É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D7F-749D-4388-0929 e senha F66A-F251-5412-CBEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSIMARY ROCHA DE VILHENA (0334889/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 98F2-CF65-26DA-1503 e senha 95F7-3EC7-2E44-0802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 914 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSIMARY ROCHA DE VILHENA (0334889/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação de remessa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 98F2-CF65-26DA-1503 e senha 95F7-3EC7-2E44-0802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ", "AÇÃO PENAL 914", "AÇÃO PENAL 914", "ARE 1154975 AgR - ED / RS", "ARE 1154975 AgR -", "Questão de Ordem no Inquérito 687", "AP 914", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "-", "ED", "-", "ED 857900", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "-", "ED", "-", "ED 857900", "AP 914 AGR", "HC 114384", "HC n 86 . 125 / SP", "HC 114384", "HC n 86 . 125 / SP", "AP 914 AGR", "ARE 1098086 ED", "ARE 1098086 ED", "Recurso Extraordinário 562207 AgR - ED - EDv - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 562207 AgR - ED - EDv - AgR", "AÇÃO PENAL 914 AMAPÁ", "AÇÃO PENAL 914", "AP 914", "AÇÃO PENAL 914" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 8 . 038 / 1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 8 . 038 / 1 . 990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 8 . 038 / 1 . 990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 8 . 038 / 1 . 990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 61", "CPP , art . 61", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 61", "CPP , art . 61", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "AMAPÁ", "RS", "AMAPÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Ministério Público do Estado do Amapá", "Unidade de Engenharia Prisional do Amapá", "IAPEN", "/", "AP", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Plenário", "Ministério Público do Estado do Amapá", "Unidade de Engenharia Prisional do Amapá", "IAPEN", "/", "AP", "Segunda Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Ministério Público", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Ministério Público", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "AP", "Ministério Público Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "SEGUNDO", "-", "ED", "/", "AP", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE 5", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AP", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA", "JOSIMARY ROCHA DE VILHENA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA", "JOSIMARY ROCHA DE VILHENA", "Ricardo Lewandowski", "Marcos José Reátegui de Souza", "Edmir Leal Cardoso Junior", "Odanete das Neves Biondi", "Edval Cabral Tork", "Dulcinete de Nazaré Ribeiro Duarte Tork", "Edhisa Maria Tork Souza", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA", "JOSIMARY ROCHA DE VILHENA", "Ricardo Lewandowski", "Marcos José Reátegui de Souza", "Edmir Leal Cardoso Junior", "Odanete das Neves Biondi", "Edval Cabral Tork", "Dulcinete de Nazaré Ribeiro Duarte Tork", "Edhisa Maria Tork Souza", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Sydney Sanches", "Sydney Sanches", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Sydney Sanches", "Ricardo Lewandowski", "Sydney Sanches", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA", "JOSIMARY ROCHA DE VILHENA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCOS JOSÉ REÁTEGUI DE SOUZA", "JOSIMARY ROCHA DE VILHENA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2013", "2", "/", "9", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2013", "2", "/", "9", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "08", "/", "2018", "06", "-", "09", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "08", "/", "2018", "06", "-", "09", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "12", "-", "06", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "12", "-", "06", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) :FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PEDIDO DE NULIDADE DOS ATOS PRATICADOS POR JUÍZO INCOMPETENTE: POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO NOVO JUÍZO. PEDIDO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE E CONTRÁRIO À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Brasília, 05 de abril de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 888E-2BA2-D87A-39B6 e senha 2B2A-5097-F3EA-3BEC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 166958 AGR / PR Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 888E-2BA2-D87A-39B6 e senha 2B2A-5097-F3EA-3BEC Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 888E-2BA2-D87A-39B6 e senha 2B2A-5097-F3EA-3BEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) :FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Marcos Valente Isfer contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.2.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 387.310, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. A decisão agravada tem o seguinte teor: “4. Razão jurídica não assiste ao recorrente. 5. No voto condutor do julgado objeto da presente impetração, proferido na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, se assentou: ‘Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) :FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Marcos Valente Isfer contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.2.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 387.310, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. A decisão agravada tem o seguinte teor: “4. Razão jurídica não assiste ao recorrente. 5. No voto condutor do julgado objeto da presente impetração, proferido na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, se assentou: ‘Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): ‘Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n° 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5º, inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente nº 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13º Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10° Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): ‘Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n° 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5º, inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente nº 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13º Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10° Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( STJ- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n° 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8° Vara Criminal de Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1º do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10ª Vara Criminal da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( STJ- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n° 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8° Vara Criminal de Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1º do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10ª Vara Criminal da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada’. 6. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: (...) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe15.5.2017. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicada a medida liminar requerida”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 6.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 11.2.2019. 3. O agravante alega que “jamais existiu, até a presente data, qualquer espécie de ratificação dos atos praticados pelo Juízo incompetente, daí a nulidade apontada” (fl. 10, doc, 11). Sustenta que, “mesmo em se tratando de incompetência relativa, como é o presente caso, a jurisprudência não deixa dúvidas a respeito da necessidade de ratificação ‘expressa e inequívoca’ dos atos” (fl. 18, doc. 11). Este o teor do requerimento e do pedido: “52. Ante o exposto, requer-se o conhecimento e acolhimento do presente Agravo Regimental, com a consequente reforma da decisão agravada e anulação de todos os atos decisórios praticados pelo Juízo incompetente na Ação Penal originária e seus apensos. Conforme ressaltado, fora avalizada situação processual ilegal em que o Juízo de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada’. 6. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: (...) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe15.5.2017. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicada a medida liminar requerida”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 6.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 11.2.2019. 3. O agravante alega que “jamais existiu, até a presente data, qualquer espécie de ratificação dos atos praticados pelo Juízo incompetente, daí a nulidade apontada” (fl. 10, doc, 11). Sustenta que, “mesmo em se tratando de incompetência relativa, como é o presente caso, a jurisprudência não deixa dúvidas a respeito da necessidade de ratificação ‘expressa e inequívoca’ dos atos” (fl. 18, doc. 11). Este o teor do requerimento e do pedido: “52. Ante o exposto, requer-se o conhecimento e acolhimento do presente Agravo Regimental, com a consequente reforma da decisão agravada e anulação de todos os atos decisórios praticados pelo Juízo incompetente na Ação Penal originária e seus apensos. Conforme ressaltado, fora avalizada situação processual ilegal em que o Juízo de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR primeiro grau competente deixou de ratificar os atos decisórios realizados exclusivamente pelo Juízo incompetente, o que vai de encontro à jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tais quais as colacionadas inclusive na decisão agravada”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR primeiro grau competente deixou de ratificar os atos decisórios realizados exclusivamente pelo Juízo incompetente, o que vai de encontro à jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tais quais as colacionadas inclusive na decisão agravada”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Conforme afirmado na decisão recorrida, o Superior Tribunal de Justiça concluiu pela ratificação dos atos pelo juízo competente, não havendo espaço para discussão se a ratificação foi tácita ou expressa. Vejamos o excerto do voto: “Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): “Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n° 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Conforme afirmado na decisão recorrida, o Superior Tribunal de Justiça concluiu pela ratificação dos atos pelo juízo competente, não havendo espaço para discussão se a ratificação foi tácita ou expressa. Vejamos o excerto do voto: “Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): “Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n° 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5º, inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente nº 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13º Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10° Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( STJ- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n° 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8° Vara Criminal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5º, inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente nº 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13º Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10° Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13° Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( STJ- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n° 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8° Vara Criminal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1º do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada”. 3. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Improbidade administrativa. Processual. Incompetência absoluta. Anulação dos atos decisórios praticados. Exegese do art. 64, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1º do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada”. 3. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Improbidade administrativa. Processual. Incompetência absoluta. Anulação dos atos decisórios praticados. Exegese do art. 64, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR § 4º, do NCPC. Conservação da eficácia das decisões até ulterior deliberação do juízo competente. Supressão de instâncias. Decisão que compete à Justiça estadual. Agravo regimental não provido. 1. O art. 64, § 4º, do NCPC, introduzindo dinâmica distinta daquela do CPC/1973, previu que os atos decisórios praticados por juízo incompetente conservam sua validade e eficácia até posterior manifestação do juízo competente, o qual, observados o contraditório e a ampla defesa, poderá ratificá-los ou não. 2. Reconhecida a competência da Justiça estadual para processar e julgar a demanda, a ela compete, a priori, analisar quais atos decisórios prolatados pelo juízo anterior serão ou não revogados, mesmo em casos de incompetência absoluta. Precedentes. 3. Excepcionalmente, a Suprema Corte poderá declarar, de imediato, a nulidade de deliberações, desde que satisfeitos os requisitos da urgência e/ou imprescindibilidade da medida, os quais não se encontram presentes no caso concreto. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 850.933-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA E ADOLESCENTE. NULIDADE DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO INCOMPETENTE. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO NOVO JUÍZO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Conforme posicionamento hodierno sobre a matéria, este Supremo Tribunal Federal, nos casos de incompetência absoluta do juízo, admite a ratificação de atos decisórios pelo juízo competente. 3. Inexiste, no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR § 4º, do NCPC. Conservação da eficácia das decisões até ulterior deliberação do juízo competente. Supressão de instâncias. Decisão que compete à Justiça estadual. Agravo regimental não provido. 1. O art. 64, § 4º, do NCPC, introduzindo dinâmica distinta daquela do CPC/1973, previu que os atos decisórios praticados por juízo incompetente conservam sua validade e eficácia até posterior manifestação do juízo competente, o qual, observados o contraditório e a ampla defesa, poderá ratificá-los ou não. 2. Reconhecida a competência da Justiça estadual para processar e julgar a demanda, a ela compete, a priori, analisar quais atos decisórios prolatados pelo juízo anterior serão ou não revogados, mesmo em casos de incompetência absoluta. Precedentes. 3. Excepcionalmente, a Suprema Corte poderá declarar, de imediato, a nulidade de deliberações, desde que satisfeitos os requisitos da urgência e/ou imprescindibilidade da medida, os quais não se encontram presentes no caso concreto. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 850.933-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA E ADOLESCENTE. NULIDADE DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO INCOMPETENTE. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO NOVO JUÍZO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Conforme posicionamento hodierno sobre a matéria, este Supremo Tribunal Federal, nos casos de incompetência absoluta do juízo, admite a ratificação de atos decisórios pelo juízo competente. 3. Inexiste, no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR caso, flagrante ilegalidade ou abuso de poder a justificar eventual concessão da ordem de ofício, sobretudo porque, se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes. 4. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC n. 123.465, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.2.2015) “Ementa: RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. RÉU COM FORO POR PRERROGATIVA NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/STF. PRECLUSÃO. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO RELATOR PREVENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INOCORRÊNCIA NO CASO. 1. Nos termos da Súmula 706/STF, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. Enquanto não reconhecida a incompetência relativa, são válidos os atos praticados até então, cabendo ao magistrado que receber o processo prosseguir com os demais atos processuais, reconhecendo-se válidos todos os anteriores praticados pelo juiz tido como incompetente (CPP, art. 108, § 1º). No caso, tão logo verificada a prevenção de outro membro do Tribunal para relatar a ação penal, os autos foram imediatamente a ele redistribuídos, ocasião em que ratificou todos os atos decisórios proferidos, inclusive o decreto de prisão cautelar. 3. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar do recorrente, na linha de precedentes desta Corte. É que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR caso, flagrante ilegalidade ou abuso de poder a justificar eventual concessão da ordem de ofício, sobretudo porque, se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes. 4. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC n. 123.465, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.2.2015) “Ementa: RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. RÉU COM FORO POR PRERROGATIVA NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/STF. PRECLUSÃO. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO RELATOR PREVENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INOCORRÊNCIA NO CASO. 1. Nos termos da Súmula 706/STF, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. Enquanto não reconhecida a incompetência relativa, são válidos os atos praticados até então, cabendo ao magistrado que receber o processo prosseguir com os demais atos processuais, reconhecendo-se válidos todos os anteriores praticados pelo juiz tido como incompetente (CPP, art. 108, § 1º). No caso, tão logo verificada a prevenção de outro membro do Tribunal para relatar a ação penal, os autos foram imediatamente a ele redistribuídos, ocasião em que ratificou todos os atos decisórios proferidos, inclusive o decreto de prisão cautelar. 3. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar do recorrente, na linha de precedentes desta Corte. É que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR decisão lastreou-se em circunstâncias do caso relevantes para resguardar a ordem pública, ante a possibilidade de reiteração delituosa e na periculosidade do agente, que é o suposto autor de inúmeros crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, o qual, auxiliado pelos corréus, alimentava uma vasta rede de prostituição infantil responsável pelo aliciamento de menores entre 9 e 14 anos de idade; e (b) por conveniência da instrução criminal, em razão de registro de ameaça às vítimas, alguma delas incluídas em sistema de proteção em virtude de ameaças que vêm sofrendo. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a demora para o término da persecução criminal, como circunstância apta a ensejar constrangimento ilegal, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais a mora seja decorrência de (a) evidente desídia do órgão judicial; (b) exclusiva atuação da parte acusadora; ou (c) situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo, previsto no art. 5º, LXXVIII, da CF/88, o que não ocorre no caso dos autos. 5. Recurso ordinário a que se nega provimento” (RHC n. 127.757, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 18.6.2015). “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO QUE SE DECLAROU INCOMPETENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O exame de eventual nulidade de atos praticados por Juízo que se declara incompetente deve ser feito pelo Juízo de Primeiro Grau competente para apreciar a causa, cuja decisão submete-se ao controle pelas instâncias subsequentes. 2. Admite-se a possibilidade de ratificação pelo juízo competente de atos decisórios. Precedentes. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido” (RHC n. 122.966, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.11.2014). Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR decisão lastreou-se em circunstâncias do caso relevantes para resguardar a ordem pública, ante a possibilidade de reiteração delituosa e na periculosidade do agente, que é o suposto autor de inúmeros crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, o qual, auxiliado pelos corréus, alimentava uma vasta rede de prostituição infantil responsável pelo aliciamento de menores entre 9 e 14 anos de idade; e (b) por conveniência da instrução criminal, em razão de registro de ameaça às vítimas, alguma delas incluídas em sistema de proteção em virtude de ameaças que vêm sofrendo. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a demora para o término da persecução criminal, como circunstância apta a ensejar constrangimento ilegal, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais a mora seja decorrência de (a) evidente desídia do órgão judicial; (b) exclusiva atuação da parte acusadora; ou (c) situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo, previsto no art. 5º, LXXVIII, da CF/88, o que não ocorre no caso dos autos. 5. Recurso ordinário a que se nega provimento” (RHC n. 127.757, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 18.6.2015). “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO QUE SE DECLAROU INCOMPETENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O exame de eventual nulidade de atos praticados por Juízo que se declara incompetente deve ser feito pelo Juízo de Primeiro Grau competente para apreciar a causa, cuja decisão submete-se ao controle pelas instâncias subsequentes. 2. Admite-se a possibilidade de ratificação pelo juízo competente de atos decisórios. Precedentes. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido” (RHC n. 122.966, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.11.2014). Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR jurisdicional. 4. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR jurisdicional. 4. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) : FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME (69406/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 095F-CD38-4BC6-3E74 e senha 75A0-0E4D-DB1C-C65E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) : FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME (69406/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 095F-CD38-4BC6-3E74 e senha 75A0-0E4D-DB1C-C65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749717829
2019-04-05T00:00:00
2019-05-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PEDIDO DE NULIDADE DOS ATOS PRATICADOS POR JUÍZO INCOMPETENTE: POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO NOVO JUÍZO. PEDIDO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE E CONTRÁRIO À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur402872
- Acórdão(s) citado(s): (RATIFICAÇÃO, ATO DECISÓRIO, JUÍZO INCOMPETENTE) RHC 122966 (1ªT), HC 123465 (1ªT), RHC 127757 (2ªT), ARE 850933 AgR (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 07/08/2019, KBP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
166958
null
RHC-AgR
acordaos
RHC 166958 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) : FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) :FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PEDIDO DE NULIDADE DOS ATOS PRATICADOS POR JUÍZO INCOMPETENTE: POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO NOVO JUÍZO. PEDIDO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE E CONTRÁRIO À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Brasília, 05 de abril de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 888E-2BA2-D87A-39B6 e senha 2B2A-5097-F3EA-3BEC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 166958 AGR / PR Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 888E-2BA2-D87A-39B6 e senha 2B2A-5097-F3EA-3BEC Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 888E-2BA2-D87A-39B6 e senha 2B2A-5097-F3EA-3BEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) :FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Marcos Valente Isfer contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.2.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 387.310, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. A decisão agravada tem o seguinte teor: “4. Razão jurídica não assiste ao recorrente. 5. No voto condutor do julgado objeto da presente impetração, proferido na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, se assentou: ‘Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) :FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, com requerimento de medida liminar, interposto por Marcos Valente Isfer contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.2.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 387.310, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. A decisão agravada tem o seguinte teor: “4. Razão jurídica não assiste ao recorrente. 5. No voto condutor do julgado objeto da presente impetração, proferido na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, se assentou: ‘Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): ‘Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5..., inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente n 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13... Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10... Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): ‘Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5..., inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente n 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13... Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10... Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( Superior Tribunal de Justiça- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8... Vara Criminal de Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1... do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10... Vara Criminal da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( Superior Tribunal de Justiça- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8... Vara Criminal de Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1... do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10... Vara Criminal da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada’. 6. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: (...) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe15.5.2017. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicada a medida liminar requerida”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 6.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 11.2.2019. 3. O agravante alega que “jamais existiu, até a presente data, qualquer espécie de ratificação dos atos praticados pelo Juízo incompetente, daí a nulidade apontada” (fl. 10, doc, 11). Sustenta que, “mesmo em se tratando de incompetência relativa, como é o presente caso, a jurisprudência não deixa dúvidas a respeito da necessidade de ratificação ‘expressa e inequívoca’ dos atos” (fl. 18, doc. 11). Este o teor do requerimento e do pedido: “52. Ante o exposto, requer-se o conhecimento e acolhimento do presente Agravo Regimental, com a consequente reforma da decisão agravada e anulação de todos os atos decisórios praticados pelo Juízo incompetente na Ação Penal originária e seus apensos. Conforme ressaltado, fora avalizada situação processual ilegal em que o Juízo de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada’. 6. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: (...) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe15.5.2017. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicada a medida liminar requerida”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 6.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 11.2.2019. 3. O agravante alega que “jamais existiu, até a presente data, qualquer espécie de ratificação dos atos praticados pelo Juízo incompetente, daí a nulidade apontada” (fl. 10, doc, 11). Sustenta que, “mesmo em se tratando de incompetência relativa, como é o presente caso, a jurisprudência não deixa dúvidas a respeito da necessidade de ratificação ‘expressa e inequívoca’ dos atos” (fl. 18, doc. 11). Este o teor do requerimento e do pedido: “52. Ante o exposto, requer-se o conhecimento e acolhimento do presente Agravo Regimental, com a consequente reforma da decisão agravada e anulação de todos os atos decisórios praticados pelo Juízo incompetente na Ação Penal originária e seus apensos. Conforme ressaltado, fora avalizada situação processual ilegal em que o Juízo de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RHC 166958 AGR / PR primeiro grau competente deixou de ratificar os atos decisórios realizados exclusivamente pelo Juízo incompetente, o que vai de encontro à jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tais quais as colacionadas inclusive na decisão agravada”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR primeiro grau competente deixou de ratificar os atos decisórios realizados exclusivamente pelo Juízo incompetente, o que vai de encontro à jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tais quais as colacionadas inclusive na decisão agravada”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D85-F199-DD0F-8394 e senha 3858-BD73-2CBD-ABF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Conforme afirmado na decisão recorrida, o Superior Tribunal de Justiça concluiu pela ratificação dos atos pelo juízo competente, não havendo espaço para discussão se a ratificação foi tácita ou expressa. Vejamos o excerto do voto: “Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): “Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Conforme afirmado na decisão recorrida, o Superior Tribunal de Justiça concluiu pela ratificação dos atos pelo juízo competente, não havendo espaço para discussão se a ratificação foi tácita ou expressa. Vejamos o excerto do voto: “Inicialmente, verifica-se dos autos que, após a decretação do sequestro de valores existentes em ativos financeiros e de veículos dos denunciados, em processo criminal em trâmite na 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, a competência foi deslocada para o Juízo da 10... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, onde já tramitava ação penal em desfavor dos acusados, em razão da conexão probatória com os delitos lá imputados. É certo ainda que, após a redistribuição do feito, o Magistrado de primeiro grau, para onde o feito foi deslocado, determinou o prosseguimento da ação penal, conforme requereu o Ministério Público. O Tribunal de origem manifestou-se nos seguintes termos (fls. 394/398): “Consoante se infere da leitura das informações prestadas pela autoridade coatora, verifica-se que este justifica que ratificou a decisão anteriormente proferida: ‘Reporta-se, neste ensejo, aos autos de Ação Penal sob o n 0015147-55.2013.8.16.0013, em que é denunciado o paciente acima nominado, juntamente com outros 04 (quatro) indivíduos, como incurso nas sanções do artigo 312 do Código Penal por 57 (cinquenta e sete) vezes na forma do artigo 71 do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5..., inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente n 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13... Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10... Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( Superior Tribunal de Justiça- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8... Vara Criminal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Juntamente com a denúncia, representou o Ministério Público pela quebra de sigilo bancário das constas correntes dos acusados. Primeiramente os autos foram distribuídos ao Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba. Em 09 de outubro de 2015 foi determinada a notificação dos acusados, conforme observa o artigo 513 do Código de Processo Penal, oportunidade na qual aquele Juízo deferiu, com fundamento no artigo 5..., inciso XII, da Constituição da República, o pedido de quebra do sigilo bancário da conta corrente n 05084-0, agência 3714, do Banco Itaú, a fim de que a instituição bancária informe o destino dos valores transferidos da conta corrente entre os meses de julho de 2002 a janeiro de 2007, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Em 10 de março de 2016, ao mov. 51.1, a 13... Vara Criminal declinou competência para o processamento e julgamento dos autos, bem como de seus incidentais, a este juízo da 10... Vara Criminal, considerando ser prevento. Redistribuídos os autos, o Ministério Público pugnou pelo regular prosseguimento do feito, medida determinada por este juízo em 16 de março de 2013, oportunidade na qual ratificou implicitamente as decisões proferidas anteriormente. Cabe salientar o entendimento deste Juízo que, considerando que o feito foi declinado do Juízo da 13... Vara Criminal de Curitiba tendo em vista ocorrência de incompetência relativa, pela prevenção deste Juízo para o processamento do feito, não haveria necessidade de ratificar os atos decisórios praticados anteriormente, posto que aquele Juízo teria a perfeita competência para o julgamento do feito. Neste mesmo sentido, em caso semelhante ao dos autos, o Superior Tribunal de Justiça, ponderou: “A incompetência em função da prevenção é relativa, pelo que se tem mais um argumento no sentido de que o juiz federal competente pode ratificar as decisões do magistrado que possui a mesma competência material que a sua”. ( Superior Tribunal de Justiça- HC 213528) [...] Ademais, em 04 de abril de 2016, ao mov. 91.1, foi avocado a competência para o processamento dos autos de n 0021708- 27.2015.8.16.0013, em trâmite perante o Juízo da 8... Vara Criminal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1... do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada”. 3. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Improbidade administrativa. Processual. Incompetência absoluta. Anulação dos atos decisórios praticados. Exegese do art. 64, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR Curitiba, considerando que apuram a prática dos mesmos crimes processados nos presentes autos, bem como teriam sido praticados com o mesmo modus operandi e em lapso temporal próximo, envolvendo os mesmos denunciados, sendo notória a conexão intersubjetiva entre todos os fatos. (...).’ (fls. 323/324) (grifei) Assim, não há mais que se questionar acerca da alegada omissão invocada pelo impetrante, eis que o Juiz competente esclareceu que ratificou a decisão anterior, ainda que implicitamente, entendendo pela manutenção da medida de sequestro, inexistindo qualquer nulidade a ser declarada, tampouco descumprimento do que determina o artigo 108, § 1... do Código de Processo Penal. Destaque-se que no processo penal aplica-se o princípio do pas nullité sans grief, ou seja, de que não existe nulidade sem que se comprove o prejuízo sofrido (art. 563 do CPP), e considerando que no caso incorreu prejuízo ao apelante, na medida em que houve a ratificação tácita das decisões proferidas pelo juízo incompetente, não há que se falar em nulidade.’ Com efeito, a jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de que, nos termos do disposto no art. 567 do Código de Processo Penal – CPP, o reconhecimento da incompetência relativa do juízo, como se verificou no caso dos autos, não conduz automaticamente à nulidade dos atos praticados, devendo o feito ser remetido ao Juízo competente, que poderá ratificar esses atos, ainda que de forma implícita. (…) Nesse contexto, verifica-se que o Juízo da 10... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, ao determinar o prosseguimento do feito, ratificou as decisões proferidas pelo Magistrado da 13... Vara Criminal da Comarca de Curitiba/PR, não havendo falar, portanto, em nulidade a ser aqui reparada”. 3. Esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Improbidade administrativa. Processual. Incompetência absoluta. Anulação dos atos decisórios praticados. Exegese do art. 64, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR § 4..., do NCPC. Conservação da eficácia das decisões até ulterior deliberação do juízo competente. Supressão de instâncias. Decisão que compete à Justiça estadual. Agravo regimental não provido. 1. O art. 64, § 4..., do NCPC, introduzindo dinâmica distinta daquela do Código de Processo Civil/1973, previu que os atos decisórios praticados por juízo incompetente conservam sua validade e eficácia até posterior manifestação do juízo competente, o qual, observados o contraditório e a ampla defesa, poderá ratificá-los ou não. 2. Reconhecida a competência da Justiça estadual para processar e julgar a demanda, a ela compete, a priori, analisar quais atos decisórios prolatados pelo juízo anterior serão ou não revogados, mesmo em casos de incompetência absoluta. Precedentes. 3. Excepcionalmente, a Suprema Corte poderá declarar, de imediato, a nulidade de deliberações, desde que satisfeitos os requisitos da urgência e/ou imprescindibilidade da medida, os quais não se encontram presentes no caso concreto. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 850.933-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA E ADOLESCENTE. NULIDADE DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO INCOMPETENTE. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO NOVO JUÍZO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Conforme posicionamento hodierno sobre a matéria, este Supremo Tribunal Federal, nos casos de incompetência absoluta do juízo, admite a ratificação de atos decisórios pelo juízo competente. 3. Inexiste, no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR § 4..., do NCPC. Conservação da eficácia das decisões até ulterior deliberação do juízo competente. Supressão de instâncias. Decisão que compete à Justiça estadual. Agravo regimental não provido. 1. O art. 64, § 4..., do NCPC, introduzindo dinâmica distinta daquela do Código de Processo Civil/1973, previu que os atos decisórios praticados por juízo incompetente conservam sua validade e eficácia até posterior manifestação do juízo competente, o qual, observados o contraditório e a ampla defesa, poderá ratificá-los ou não. 2. Reconhecida a competência da Justiça estadual para processar e julgar a demanda, a ela compete, a priori, analisar quais atos decisórios prolatados pelo juízo anterior serão ou não revogados, mesmo em casos de incompetência absoluta. Precedentes. 3. Excepcionalmente, a Suprema Corte poderá declarar, de imediato, a nulidade de deliberações, desde que satisfeitos os requisitos da urgência e/ou imprescindibilidade da medida, os quais não se encontram presentes no caso concreto. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 850.933-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). “EMENTA: HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA E ADOLESCENTE. NULIDADE DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO INCOMPETENTE. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO NOVO JUÍZO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Conforme posicionamento hodierno sobre a matéria, este Supremo Tribunal Federal, nos casos de incompetência absoluta do juízo, admite a ratificação de atos decisórios pelo juízo competente. 3. Inexiste, no 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR caso, flagrante ilegalidade ou abuso de poder a justificar eventual concessão da ordem de ofício, sobretudo porque, se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes. 4. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC n. 123.465, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.2.2015) “Ementa: RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. RÉU COM FORO POR PRERROGATIVA NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/Supremo Tribunal Federal. PRECLUSÃO. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO RELATOR PREVENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INOCORRÊNCIA NO CASO. 1. Nos termos da Súmula 706/Supremo Tribunal Federal, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. Enquanto não reconhecida a incompetência relativa, são válidos os atos praticados até então, cabendo ao magistrado que receber o processo prosseguir com os demais atos processuais, reconhecendo-se válidos todos os anteriores praticados pelo juiz tido como incompetente (CPP, art. 108, § 1...). No caso, tão logo verificada a prevenção de outro membro do Tribunal para relatar a ação penal, os autos foram imediatamente a ele redistribuídos, ocasião em que ratificou todos os atos decisórios proferidos, inclusive o decreto de prisão cautelar. 3. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar do recorrente, na linha de precedentes desta Corte. É que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR caso, flagrante ilegalidade ou abuso de poder a justificar eventual concessão da ordem de ofício, sobretudo porque, se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes. 4. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC n. 123.465, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.2.2015) “Ementa: RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. RÉU COM FORO POR PRERROGATIVA NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. COMPETÊNCIA POR PREVENCÃO. NULIDADE RELATIVA. SÚMULA 706/Supremo Tribunal Federal. PRECLUSÃO. POSSIBILIDADE DE RATIFICAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS PELO RELATOR PREVENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA A MANUTENÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INOCORRÊNCIA NO CASO. 1. Nos termos da Súmula 706/Supremo Tribunal Federal, é relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção, a qual deve ser arguida oportuna e tempestivamente, sob pena de preclusão. Precedentes. 2. Enquanto não reconhecida a incompetência relativa, são válidos os atos praticados até então, cabendo ao magistrado que receber o processo prosseguir com os demais atos processuais, reconhecendo-se válidos todos os anteriores praticados pelo juiz tido como incompetente (CPP, art. 108, § 1...). No caso, tão logo verificada a prevenção de outro membro do Tribunal para relatar a ação penal, os autos foram imediatamente a ele redistribuídos, ocasião em que ratificou todos os atos decisórios proferidos, inclusive o decreto de prisão cautelar. 3. Os fundamentos utilizados revelam-se idôneos para manter a segregação cautelar do recorrente, na linha de precedentes desta Corte. É que a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR decisão lastreou-se em circunstâncias do caso relevantes para resguardar a ordem pública, ante a possibilidade de reiteração delituosa e na periculosidade do agente, que é o suposto autor de inúmeros crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, o qual, auxiliado pelos corréus, alimentava uma vasta rede de prostituição infantil responsável pelo aliciamento de menores entre 9 e 14 anos de idade; e (b) por conveniência da instrução criminal, em razão de registro de ameaça às vítimas, alguma delas incluídas em sistema de proteção em virtude de ameaças que vêm sofrendo. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a demora para o término da persecução criminal, como circunstância apta a ensejar constrangimento ilegal, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais a mora seja decorrência de (a) evidente desídia do órgão judicial; (b) exclusiva atuação da parte acusadora; ou (c) situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo, previsto no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal de 1988/88, o que não ocorre no caso dos autos. 5. Recurso ordinário a que se nega provimento” (RHC n. 127.757, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 18.6.2015). “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO QUE SE DECLAROU INCOMPETENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O exame de eventual nulidade de atos praticados por Juízo que se declara incompetente deve ser feito pelo Juízo de Primeiro Grau competente para apreciar a causa, cuja decisão submete-se ao controle pelas instâncias subsequentes. 2. Admite-se a possibilidade de ratificação pelo juízo competente de atos decisórios. Precedentes. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido” (RHC n. 122.966, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.11.2014). Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR decisão lastreou-se em circunstâncias do caso relevantes para resguardar a ordem pública, ante a possibilidade de reiteração delituosa e na periculosidade do agente, que é o suposto autor de inúmeros crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, o qual, auxiliado pelos corréus, alimentava uma vasta rede de prostituição infantil responsável pelo aliciamento de menores entre 9 e 14 anos de idade; e (b) por conveniência da instrução criminal, em razão de registro de ameaça às vítimas, alguma delas incluídas em sistema de proteção em virtude de ameaças que vêm sofrendo. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a demora para o término da persecução criminal, como circunstância apta a ensejar constrangimento ilegal, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais a mora seja decorrência de (a) evidente desídia do órgão judicial; (b) exclusiva atuação da parte acusadora; ou (c) situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo, previsto no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal de 1988/88, o que não ocorre no caso dos autos. 5. Recurso ordinário a que se nega provimento” (RHC n. 127.757, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 18.6.2015). “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE ATOS PRATICADOS POR JUÍZO QUE SE DECLAROU INCOMPETENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O exame de eventual nulidade de atos praticados por Juízo que se declara incompetente deve ser feito pelo Juízo de Primeiro Grau competente para apreciar a causa, cuja decisão submete-se ao controle pelas instâncias subsequentes. 2. Admite-se a possibilidade de ratificação pelo juízo competente de atos decisórios. Precedentes. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido” (RHC n. 122.966, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.11.2014). Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166958 AGR / PR jurisdicional. 4. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Supremo Tribunal Federal RHC 166958 AGR / PR jurisdicional. 4. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38A-EA93-C5BB-EE46 e senha 7DD5-18AC-C860-F455 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) : FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME (69406/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 095F-CD38-4BC6-3E74 e senha 75A0-0E4D-DB1C-C65E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.958 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS VALENTE ISFER ADV.(A/S) : FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME (69406/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 095F-CD38-4BC6-3E74 e senha 75A0-0E4D-DB1C-C65E Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 958", "Habeas Corpus n . 387 . 310", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 958", "Habeas Corpus n . 387 . 310", "Ação Penal sob o n 0015147 - 55 . 2013 . 8 . 16 . 0013", "Ação Penal sob o n 0015147 - 55 . 2013 . 8 . 16 . 0013", "HC 213528", "27", ".", "2015", ".", "8", ".", "16", ".", "0013", "HC 213528", "RHC 166958 AGR /", "RHC n . 118 . 004", "RHC n . 150 . 303 - AgR", "RHC n . 127 . 657 - AgR", "RHC n . 133 . 116 - AgR", "RHC n . 134 . 656 - AgR", "RHC n . 118 . 004", "RHC n . 150 . 303 - AgR", "RHC n . 127 . 657 - AgR", "RHC n . 133 . 116 - AgR", "RHC n . 134 . 656 - AgR", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 958", "Ação Penal sob o n 0015147 - 55 . 2013 . 8 . 16 . 0013", "Ação", "HC 213528", ". 0013", "HC 213528", "ARE 850 . 933 - AgR", "RHC 166958 AGR / PR", "ARE 850 .", "HC n . 123 . 465", "SÚMULA 706 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 706 / Supremo Tribunal Federal", "HC n . 123 . 465", "SÚMULA 706 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 706 / Supremo Tribunal Federal", "RHC n . 127 . 757", "RHC n . 122 . 966", "RHC 166958", "RHC n . 127 . 757", "RHC n . 122 . 966", "HABEAS CORPUS 166 . 958" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código Penal", "artigo 71 do Código Penal", "artigo 513 do Código de Processo Penal", "artigo 5 . . . , inciso XII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código Penal", "artigo 71 do Código Penal", "artigo 513 do Código de Processo Penal", "artigo 5 . . . , inciso XII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 108 , § 1 . . . do Código de Processo Penal", "art . 563 do CPP", "art . 567 do Código de Processo Penal", "CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 108 , § 1 . . . do Código de Processo Penal", "art . 563 do CPP", "art . 567 do Código de Processo Penal", "CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código Penal", "artigo 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código Penal", "artigo 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 513 do Código de Processo Penal", "artigo 5 . . . , inciso XII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 513 do Código de Processo Penal", "artigo 5 . . . , inciso XII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 108 , § 1 . . . do Código de Processo Penal", "art . 563 do CPP", "art . 567 do Código de Processo Penal", "CPP", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 108 , § 1 . . . do Código de Processo Penal", "art . 563 do CPP", "art . 567 do Código de Processo Penal", "CPP", "art . 64 , 3 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "NCPC", "art . 64 , § 4 . . . , do NCPC", "Código de Processo Civil / 1973", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "NCPC", "art . 64 , § 4 . . . , do NCPC", "Código de Processo Civil / 1973", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 108 , § 1 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 108 , § 1 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Comarca de Curitiba / PR", "Comarca de Curitiba / PR", "PARANÁ", "PARANÁ", "Curitiba", "Curitiba", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "13", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "10", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "13", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "10", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "13", ".", ". . Vara Criminal de Curitiba", "Banco Itaú", "13", ".", ". . Vara Criminal", "10", ".", ".", ". Vara Criminal", "Ministério Público", "13", ".", ". . Vara Criminal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "13", ".", ". . Vara Criminal de Curitiba", "Banco Itaú", "13", ".", ". . Vara Criminal", "10", ".", ".", ". Vara Criminal", "Ministério Público", "13", ".", ".", ". Vara Criminal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "8", ".", ". . Vara Criminal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "8", ". . . Vara Criminal de Curitiba", "10", ".", ".", ".", "Vara Criminal da 3", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ".", ". Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "13", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "10", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "13", ". . . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "10", ".", "Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "13", ". . . Vara Criminal de Curitiba", "Banco Itaú", "13", ".", ".", ". Vara Criminal", "10", ". Vara Criminal", "Ministério Público", "Vara Criminal de Curitiba", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Vara Criminal de 2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "13", ".", ". . Vara Criminal de Curitiba", "Banco Itaú", "13", ".", ".", ".", "10", ".", ".", ". Vara Criminal", "Ministério Público", "13", ".", ". . Vara Criminal de Curitiba", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Vara Criminal de 2", "Supremo Tribunal Federal", "10", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "13", ".", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "10", ".", ". Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "13", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "PR", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "PR", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "MARCOS VALENTE ISFER", "FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS VALENTE ISFER", "FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME", "CÁRMEN LÚCIA", "Marcos Valente Isfer", "Joel Ilan Paciornik", "MARCOS VALENTE ISFER", "FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME", "CÁRMEN LÚCIA", "Marcos Valente Isfer", "Joel Ilan Paciornik", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Luiz", "Fux", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA RHC", "CÁRMEN LÚCIA RHC", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA RHC 166958", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "CÁRMEN", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS VALENTE ISFER", "FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS VALENTE ISFER", "FELIPE HENRIQUE BRAZ GUILHERME", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "05 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ". 2", ".", "2019", "6", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "6", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de outubro de 2015", "10 de março de 2016", "16 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de outubro de 2015", "julho de 2002", "janeiro de 2007", "10 de março de 2016", "16 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 de abril de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 de abril de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "6", ".", "2013", "21", ".", "3", ".", "2018", "12", ".", "8", ".", "2015", "28", ".", "6", ".", "2017", ".", "5", ".", "2017", "6", ".", "2", ".", "2019", "11", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "6", ".", "2013", "21", ".", "3", ".", "2018", "12", ".", "8", ".", "2015", "28", ".", "6", ".", "2017", ".", "5", ".", "2017", "6", ".", "2", ".", "2019", "11", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de outubro de 2015", "julho de 2002", "janeiro de 2007", "10 de março de 2016", "16 de março de 2013", "04 de abril de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de outubro de 2015", "julho de 2002 a janeiro de 2007", "10 de março de 2016", "16 de março de 2013", "04 de abril de", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2015", "6", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2015", "6", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.050.178 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :R.L.R.M. ADV.(A/S) :RODRIGO SILVEIRA DA ROSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Julgamento monocrático pelo relator. Possibilidade. 3. O relator pode decidir monocraticamente pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou à Súmula desta Corte, nos termos do artigo 21, § 1º, do RISTF. 4. Não cabe recurso contra a aplicação da sistemática por Ministro deste Tribunal, diante da inexistência de conteúdo decisório. 5. No extraordinário interposto, a defesa aponta como violado apenas o artigo 93, inciso IX, da CF. 6. O tema 339 aplicado reafirmou a jurisprudência no sentido de que a exigência do artigo 93, inciso IX, da CF não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique, de forma clara, as razões de seu convencimento. 7. Configurado o abuso em recorrer. 8. Agravo regimental a que se nega provimento, com determinação de baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-D6BE-08A0-3A47 e senha 36C1-042E-C45E-4FDA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1050178 AGR-ED-AGR / RS Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-D6BE-08A0-3A47 e senha 36C1-042E-C45E-4FDA Supremo Tribunal Federal ARE 1050178 AGR-ED-AGR / RS Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-D6BE-08A0-3A47 e senha 36C1-042E-C45E-4FDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.050.178 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : R.L.R.M. ADV.(A/S) : RODRIGO SILVEIRA DA ROSA (71392/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e determinou a baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBCF-63D3-1ACD-0821 e senha 9048-DA11-250D-B372 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.050.178 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : R.L.R.M. ADV.(A/S) : RODRIGO SILVEIRA DA ROSA (71392/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e determinou a baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBCF-63D3-1ACD-0821 e senha 9048-DA11-250D-B372 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749610425
2019-04-05T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e determinou a baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Julgamento monocrático pelo relator. Possibilidade. 3. O relator pode decidir monocraticamente pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou à Súmula desta Corte, nos termos do artigo 21, § 1º, do RISTF. 4. Não cabe recurso contra a aplicação da sistemática por Ministro deste Tribunal, diante da inexistência de conteúdo decisório. 5. No extraordinário interposto, a defesa aponta como violado apenas o artigo 93, inciso IX, da CF. 6. O tema 339 aplicado reafirmou a jurisprudência no sentido de que a exigência do artigo 93, inciso IX, da CF não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique, de forma clara, as razões de seu convencimento. 7. Configurado o abuso em recorrer. 8. Agravo regimental a que se nega provimento, com determinação de baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão.
sjur402130
Número de páginas: 3. Análise: 06/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1050178
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-ED-AgR
acordaos
ARE 1050178 AgR-ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : R.L.R.M. ADV.(A/S) : RODRIGO SILVEIRA DA ROSA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.050.178 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :R.L.R.M. ADV.(A/S) :RODRIGO SILVEIRA DA ROSA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Julgamento monocrático pelo relator. Possibilidade. 3. O relator pode decidir monocraticamente pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou à Súmula desta Corte, nos termos do artigo 21, § 1..., do RISTF. 4. Não cabe recurso contra a aplicação da sistemática por Ministro deste Tribunal, diante da inexistência de conteúdo decisório. 5. No extraordinário interposto, a defesa aponta como violado apenas o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. 6. O tema 339 aplicado reafirmou a jurisprudência no sentido de que a exigência do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988 não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique, de forma clara, as razões de seu convencimento. 7. Configurado o abuso em recorrer. 8. Agravo regimental a que se nega provimento, com determinação de baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-D6BE-08A0-3A47 e senha 36C1-042E-C45E-4FDA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1050178 AGR-ED-AGR / RS Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-D6BE-08A0-3A47 e senha 36C1-042E-C45E-4FDA Supremo Tribunal Federal ARE 1050178 AGR-ED-AGR / RS Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-D6BE-08A0-3A47 e senha 36C1-042E-C45E-4FDA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.050.178 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : R.L.R.M. ADV.(A/S) : RODRIGO SILVEIRA DA ROSA (71392/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e determinou a baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBCF-63D3-1ACD-0821 e senha 9048-DA11-250D-B372 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.050.178 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : R.L.R.M. ADV.(A/S) : RODRIGO SILVEIRA DA ROSA (71392/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e determinou a baixa dos autos e a certificação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBCF-63D3-1ACD-0821 e senha 9048-DA11-250D-B372 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE", "ARE" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RODRIGO SILVEIRA DA ROSA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO SILVEIRA DA ROSA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "RODRIGO SILVEIRA DA ROSA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de março", "4 de Abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de março", "4 de Abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3FB2-A030-718A-74B1 e senha CC4A-30A4-DB49-9CEF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de setembro de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — COISA JULGADA — VIOLAÇÃO – AUSÊNCIA – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE — SEGUIMENTO – NEGATIVA. 1. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, reformando o decidido pelo Juízo, assentou a necessidade de prévia discriminação das parcelas sujeitas à incidência das contribuições ao PIS e da COFINS, antes de os valores depositados serem convertidos em renda da União e o restante levantado pela contribuinte. No extraordinário, a recorrente aponta violado o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Argui o desrespeito, pela recorrida, a decisões judiciais transitadas em julgado. Salientando ser entidade fechada de previdência complementar, tece comentários sobre a natureza das atividades desenvolvidas. Afirma a impossibilidade, considerada a legislação de regência, de as contribuições dos participantes e da patrocinadora consubstanciarem base de incidência dos tributos em jogo. Sustenta ter apresentado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de setembro de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — COISA JULGADA — VIOLAÇÃO – AUSÊNCIA – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE — SEGUIMENTO – NEGATIVA. 1. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, reformando o decidido pelo Juízo, assentou a necessidade de prévia discriminação das parcelas sujeitas à incidência das contribuições ao PIS e da COFINS, antes de os valores depositados serem convertidos em renda da União e o restante levantado pela contribuinte. No extraordinário, a recorrente aponta violado o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Argui o desrespeito, pela recorrida, a decisões judiciais transitadas em julgado. Salientando ser entidade fechada de previdência complementar, tece comentários sobre a natureza das atividades desenvolvidas. Afirma a impossibilidade, considerada a legislação de regência, de as contribuições dos participantes e da patrocinadora consubstanciarem base de incidência dos tributos em jogo. Sustenta ter apresentado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 1106392 AGR / RS discriminação dos depósitos correspondentes às receitas bruta operacional e não operacional, não tendo havido impugnação da União quanto aos valores apontados. Alega a tentativa da recorrida de reabrir discussão alusiva ao mérito. 2. Analisado o processo, verifica-se que a recorrente obteve pronunciamento judicial, alcançado pela preclusão maior, garantindo-lhe o direito de não ser submetida à cobrança das contribuições ao PIS e da COFINS, nos moldes do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998, incidentes sobre as receitas das atividades previstas na Lei Complementar nº 109/2001. Na sequência, foi requerido o levantamento de parte dos valores depositados judicialmente a título das referidas contribuições, pedido indeferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Seguiu-se a formalização de recursos especial e extraordinário, tendo sido o primeiro provido pelo Superior Tribunal de Justiça mediante acórdão (folha e-STJ 1.376 a 1.395) assim sintetizado: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. PIS E COFINS. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1o. DO ART. 3o. DA LEI 9.718/98 QUE AMPLIAVA O CONCEITO DE RECEITA BRUTA CONSIDERADO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. ALCANCE DA QUESTÃO ESTENDIDA À ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR POR MANDADO DE SEGURANÇA COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL A QUO DE REVISÃO DA ORDEM DE LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS EM JUÍZO A TÍTULO DE COFINS E PIS. OFENSA A COISA JULGADA CONFIGURADA. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO PARA, RECONHECENDO A OFENSA À COISA JULGADA, RESTABELECER O DECISUM DE PRIMEIRO GRAU QUE DETERMINOU O LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS A TÍTULO DE COFINS E PIS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal RE 1106392 AGR / RS discriminação dos depósitos correspondentes às receitas bruta operacional e não operacional, não tendo havido impugnação da União quanto aos valores apontados. Alega a tentativa da recorrida de reabrir discussão alusiva ao mérito. 2. Analisado o processo, verifica-se que a recorrente obteve pronunciamento judicial, alcançado pela preclusão maior, garantindo-lhe o direito de não ser submetida à cobrança das contribuições ao PIS e da COFINS, nos moldes do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998, incidentes sobre as receitas das atividades previstas na Lei Complementar nº 109/2001. Na sequência, foi requerido o levantamento de parte dos valores depositados judicialmente a título das referidas contribuições, pedido indeferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Seguiu-se a formalização de recursos especial e extraordinário, tendo sido o primeiro provido pelo Superior Tribunal de Justiça mediante acórdão (folha e-STJ 1.376 a 1.395) assim sintetizado: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. PIS E COFINS. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1o. DO ART. 3o. DA LEI 9.718/98 QUE AMPLIAVA O CONCEITO DE RECEITA BRUTA CONSIDERADO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. ALCANCE DA QUESTÃO ESTENDIDA À ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR POR MANDADO DE SEGURANÇA COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL A QUO DE REVISÃO DA ORDEM DE LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS EM JUÍZO A TÍTULO DE COFINS E PIS. OFENSA A COISA JULGADA CONFIGURADA. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO PARA, RECONHECENDO A OFENSA À COISA JULGADA, RESTABELECER O DECISUM DE PRIMEIRO GRAU QUE DETERMINOU O LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS A TÍTULO DE COFINS E PIS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1106392 AGR / RS CALCULADAS SOBRE AS RECEITAS NÃO- OPERACIONAIS. 1. A sentença no Mandado de Segurança, adotando o entendimento proclamado pelo STF de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 (RE 346.084/PR, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, DJU 01.09.2006), que ampliava o conceito de receita bruta considerado na base de cálculo do PIS e da COFINS, garantiu ao impetrante, entidade de previdência complementar, o direito de não se submeter à cobrança da COFINS e do PIS, nos moldes estipulados naquele dispositivo. 2. A despeito disso, após o trânsito em julgado da decisão do referido Mandado de Segurança e da ordem de primeiro grau determinando o levantamento das importâncias depositadas em juízo a título de COFINS e de PIS, calculadas sobre as receitas não-operacionais, o egrégio Tribunal a quo determinou a revisão dessa liberação, sob o fundamento de que a declaração de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 é irrelevante para as entidades privadas de previdência complementar, porquanto, equiparando-se às instituições financeiras, submetem-se a regramento próprio, recolhendo PIS/COFINS com base no caput e nos §§ 5o. e 6o. do art. 3o. da Lei 9.718/98, ou seja, sobre a receita bruta operacional. 3. Assim, muito embora haja evidente equívoco na desobrigação da entidade de previdência complementar do recolhimento da COFINS e do PIS nos moldes do art. 3o., § 1o. da Lei 9.718/98, o fato é que houve o trânsito em julgado dessa decisão, configurando ofensa à coisa julgada mandamental a sua revisão, nessa fase processual. 4. Recurso Especial parcialmente provido para, reconhecendo a ofensa à coisa julgada, restabelecer o decisum de primeiro grau que determinou o levantamento das importâncias depositadas a título de COFINS e de PIS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal RE 1106392 AGR / RS CALCULADAS SOBRE AS RECEITAS NÃO- OPERACIONAIS. 1. A sentença no Mandado de Segurança, adotando o entendimento proclamado pelo STF de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 (RE 346.084/PR, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, DJU 01.09.2006), que ampliava o conceito de receita bruta considerado na base de cálculo do PIS e da COFINS, garantiu ao impetrante, entidade de previdência complementar, o direito de não se submeter à cobrança da COFINS e do PIS, nos moldes estipulados naquele dispositivo. 2. A despeito disso, após o trânsito em julgado da decisão do referido Mandado de Segurança e da ordem de primeiro grau determinando o levantamento das importâncias depositadas em juízo a título de COFINS e de PIS, calculadas sobre as receitas não-operacionais, o egrégio Tribunal a quo determinou a revisão dessa liberação, sob o fundamento de que a declaração de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 é irrelevante para as entidades privadas de previdência complementar, porquanto, equiparando-se às instituições financeiras, submetem-se a regramento próprio, recolhendo PIS/COFINS com base no caput e nos §§ 5o. e 6o. do art. 3o. da Lei 9.718/98, ou seja, sobre a receita bruta operacional. 3. Assim, muito embora haja evidente equívoco na desobrigação da entidade de previdência complementar do recolhimento da COFINS e do PIS nos moldes do art. 3o., § 1o. da Lei 9.718/98, o fato é que houve o trânsito em julgado dessa decisão, configurando ofensa à coisa julgada mandamental a sua revisão, nessa fase processual. 4. Recurso Especial parcialmente provido para, reconhecendo a ofensa à coisa julgada, restabelecer o decisum de primeiro grau que determinou o levantamento das importâncias depositadas a título de COFINS e de PIS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 1106392 AGR / RS calculadas sobre as receitas não-operacionais, para não se quebrar o respeito à coisa julgada, em situação na qual a sua eficácia não foi impactada por nova orientação judicial dotada de força vinculante e aplicabilidade erga omnes. (Recurso especial nº 1.227.655/SC, relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de dezembro de 2011) Após o trânsito em julgado da decisão do Superior, o Juízo acolheu o segundo pleito de levantamento de parte dos valores depositados – decisão de folha e-STJ 854 a 857 – considerados os descritivos apresentados pela recorrente. A recorrida interpôs, então, agravo de instrumento, provido pelo Colegiado de origem por meio do acórdão ora impugnado. Colho do ato atacado (folha e-STJ 1.415 a 1.419) os seguintes fundamentos: […] "Ora, no presente caso, o acórdão deste Tribunal, que julgou o mérito da causa, de fato afastou a obrigação da impetrante de recolher a contribuição para o PIS e COFINS sobre a "receita bruta total" (conforme o §1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, tido como inconstitucional), devendo então entender-se que ficou obrigada a recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta operacional" (composta pelas contribuições recebidas dos participantes do fundo de previdência privada), estando desobrigada de recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta não-operacional" (composta pelos rendimentos auferidos em aplicações financeiras, destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates). De esclarecer que o inciso III do §6º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, incluído pela Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e portanto já 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal RE 1106392 AGR / RS calculadas sobre as receitas não-operacionais, para não se quebrar o respeito à coisa julgada, em situação na qual a sua eficácia não foi impactada por nova orientação judicial dotada de força vinculante e aplicabilidade erga omnes. (Recurso especial nº 1.227.655/SC, relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de dezembro de 2011) Após o trânsito em julgado da decisão do Superior, o Juízo acolheu o segundo pleito de levantamento de parte dos valores depositados – decisão de folha e-STJ 854 a 857 – considerados os descritivos apresentados pela recorrente. A recorrida interpôs, então, agravo de instrumento, provido pelo Colegiado de origem por meio do acórdão ora impugnado. Colho do ato atacado (folha e-STJ 1.415 a 1.419) os seguintes fundamentos: […] "Ora, no presente caso, o acórdão deste Tribunal, que julgou o mérito da causa, de fato afastou a obrigação da impetrante de recolher a contribuição para o PIS e COFINS sobre a "receita bruta total" (conforme o §1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, tido como inconstitucional), devendo então entender-se que ficou obrigada a recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta operacional" (composta pelas contribuições recebidas dos participantes do fundo de previdência privada), estando desobrigada de recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta não-operacional" (composta pelos rendimentos auferidos em aplicações financeiras, destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates). De esclarecer que o inciso III do §6º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, incluído pela Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e portanto já 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 1106392 AGR / RS vigente à época do ajuizamento do mandado de segurança (junho de 2006), estabeleceu que somente os referidos rendimentos de aplicações financeiras seriam dedutíveis da base de cálculo do PIS e da COFINS, o que significa dizer que apenas eles devem ser considerados como a "receita bruta não- operacional", à falta de disposição judicial diversa, nas diversas decisões proferidas anteriormente nestes autos, inclusive no acórdão do STJ. Em conclusão, para dar integral cumprimento ao acórdão do STJ no REsp nº 1.227.655-SC, deverá oportunamente a Contadoria Judicial, no juízo de origem, discriminar as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não-operacional", tal como explicitado no parágrafo anterior, promovendo-se, em seguida, a conversão das primeiras em renda da União e o levantamento das últimas pelas impetrante. É relevante, portanto, a fundamentação do recurso e há risco de que da decisão impugnada resulte lesão grave e de difícil reparação à agravante, razão por que deve ser concedido o efeito suspensivo, para que não se expeça alvará para o levantamento de valores controvertidos de depósitos judiciais. […] Não vislumbro motivo para conclusão diversa, impondo-se dar parcial provimento ao recurso, para o fim de, após discriminadas as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não- operacional", promover-se a conversão das primeiras em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal RE 1106392 AGR / RS vigente à época do ajuizamento do mandado de segurança (junho de 2006), estabeleceu que somente os referidos rendimentos de aplicações financeiras seriam dedutíveis da base de cálculo do PIS e da COFINS, o que significa dizer que apenas eles devem ser considerados como a "receita bruta não- operacional", à falta de disposição judicial diversa, nas diversas decisões proferidas anteriormente nestes autos, inclusive no acórdão do STJ. Em conclusão, para dar integral cumprimento ao acórdão do STJ no REsp nº 1.227.655-SC, deverá oportunamente a Contadoria Judicial, no juízo de origem, discriminar as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não-operacional", tal como explicitado no parágrafo anterior, promovendo-se, em seguida, a conversão das primeiras em renda da União e o levantamento das últimas pelas impetrante. É relevante, portanto, a fundamentação do recurso e há risco de que da decisão impugnada resulte lesão grave e de difícil reparação à agravante, razão por que deve ser concedido o efeito suspensivo, para que não se expeça alvará para o levantamento de valores controvertidos de depósitos judiciais. […] Não vislumbro motivo para conclusão diversa, impondo-se dar parcial provimento ao recurso, para o fim de, após discriminadas as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não- operacional", promover-se a conversão das primeiras em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RE 1106392 AGR / RS renda da União e o levantamento das últimas pela impetrante. […] Ao contrário do alegado, não houve violação da coisa julgada. O Tribunal de origem, ao consignar a existência de controvérsia sobre os depósitos e a consequente necessidade de apuração pela Contadoria, apenas assentou indispensável prévia verificação dos valores devidos à União antes de permitir à recorrente o levantamento das quantias restantes. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional considerada a moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 3. Nego-lhe seguimento. 4. Publiquem. A agravante reitera as razões do extraordinário. Sustenta não configurado o óbice do verbete nº 279 da Súmula do Supremo. Ressalta violada a coisa julgada. Afirma ausente controvérsia em relação aos valores depositados, cujo levantamento almeja. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal RE 1106392 AGR / RS renda da União e o levantamento das últimas pela impetrante. […] Ao contrário do alegado, não houve violação da coisa julgada. O Tribunal de origem, ao consignar a existência de controvérsia sobre os depósitos e a consequente necessidade de apuração pela Contadoria, apenas assentou indispensável prévia verificação dos valores devidos à União antes de permitir à recorrente o levantamento das quantias restantes. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional considerada a moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 3. Nego-lhe seguimento. 4. Publiquem. A agravante reitera as razões do extraordinário. Sustenta não configurado o óbice do verbete nº 279 da Súmula do Supremo. Ressalta violada a coisa julgada. Afirma ausente controvérsia em relação aos valores depositados, cujo levantamento almeja. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Relatório RE 1106392 AGR / RS A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal RE 1106392 AGR / RS A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região: AGRAVO DE INSTRUMENTO. MANDADO DE SEGURANÇA. DEPÓSITOS JUDICIAIS. LEVANTAMENTO. O destino de depósitos judiciais efetuados em mandado de segurança deve corresponder ao que estiver estipulado no título judicial. O deslinde da questão depende da análise de fatos e provas. O Tribunal consignou a necessidade de prévia apuração pela Contadoria, ante a controvérsia de valores, para levantamento de quantias pela agravada. Assentou indispensável anterior verificação do montante devido à União. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C761-78AD-40F4-C62F e senha B139-C87D-C006-3227 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região: AGRAVO DE INSTRUMENTO. MANDADO DE SEGURANÇA. DEPÓSITOS JUDICIAIS. LEVANTAMENTO. O destino de depósitos judiciais efetuados em mandado de segurança deve corresponder ao que estiver estipulado no título judicial. O deslinde da questão depende da análise de fatos e provas. O Tribunal consignou a necessidade de prévia apuração pela Contadoria, ante a controvérsia de valores, para levantamento de quantias pela agravada. Assentou indispensável anterior verificação do montante devido à União. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C761-78AD-40F4-C62F e senha B139-C87D-C006-3227 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL (32298/BA, 17695/DF, 64029/MG, 114798/RJ, 51879A/RS, 32619-A/SC, 182304/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E124-64B9-4C23-154F e senha 4168-9304-9613-D9AC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL (32298/BA, 17695/DF, 64029/MG, 114798/RJ, 51879A/RS, 32619-A/SC, 182304/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E124-64B9-4C23-154F e senha 4168-9304-9613-D9AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749383800
2019-02-05T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova.
sjur400069
Número de páginas: 10. Análise: 26/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1106392
[ "LEG-FED LCP-000109 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-009718 ANO-1998\n ART-00003 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1106392 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3FB2-A030-718A-74B1 e senha CC4A-30A4-DB49-9CEF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de setembro de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — COISA JULGADA — VIOLAÇÃO – AUSÊNCIA – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE — SEGUIMENTO – NEGATIVA. 1. O Tribunal Regional Federal da 4... Região, reformando o decidido pelo Juízo, assentou a necessidade de prévia discriminação das parcelas sujeitas à incidência das contribuições ao PIS e da COFINS, antes de os valores depositados serem convertidos em renda da União e o restante levantado pela contribuinte. No extraordinário, a recorrente aponta violado o artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Argui o desrespeito, pela recorrida, a decisões judiciais transitadas em julgado. Salientando ser entidade fechada de previdência complementar, tece comentários sobre a natureza das atividades desenvolvidas. Afirma a impossibilidade, considerada a legislação de regência, de as contribuições dos participantes e da patrocinadora consubstanciarem base de incidência dos tributos em jogo. Sustenta ter apresentado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de setembro de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — COISA JULGADA — VIOLAÇÃO – AUSÊNCIA – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE — SEGUIMENTO – NEGATIVA. 1. O Tribunal Regional Federal da 4... Região, reformando o decidido pelo Juízo, assentou a necessidade de prévia discriminação das parcelas sujeitas à incidência das contribuições ao PIS e da COFINS, antes de os valores depositados serem convertidos em renda da União e o restante levantado pela contribuinte. No extraordinário, a recorrente aponta violado o artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Argui o desrespeito, pela recorrida, a decisões judiciais transitadas em julgado. Salientando ser entidade fechada de previdência complementar, tece comentários sobre a natureza das atividades desenvolvidas. Afirma a impossibilidade, considerada a legislação de regência, de as contribuições dos participantes e da patrocinadora consubstanciarem base de incidência dos tributos em jogo. Sustenta ter apresentado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS discriminação dos depósitos correspondentes às receitas bruta operacional e não operacional, não tendo havido impugnação da União quanto aos valores apontados. Alega a tentativa da recorrida de reabrir discussão alusiva ao mérito. 2. Analisado o processo, verifica-se que a recorrente obteve pronunciamento judicial, alcançado pela preclusão maior, garantindo-lhe o direito de não ser submetida à cobrança das contribuições ao PIS e da COFINS, nos moldes do § 1... do artigo 3... da Lei n 9.718/1998, incidentes sobre as receitas das atividades previstas na Lei Complementar n 109/2001. Na sequência, foi requerido o levantamento de parte dos valores depositados judicialmente a título das referidas contribuições, pedido indeferido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região. Seguiu-se a formalização de recursos especial e extraordinário, tendo sido o primeiro provido pelo Superior Tribunal de Justiça mediante acórdão (folha e-Superior Tribunal de Justiça 1.376 a 1.395) assim sintetizado: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. PIS E COFINS. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1o. DO ART. 3o. DA LEI 9.718/98 QUE AMPLIAVA O CONCEITO DE RECEITA BRUTA CONSIDERADO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. ALCANCE DA QUESTÃO ESTENDIDA À ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR POR MANDADO DE SEGURANÇA COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL A QUO DE REVISÃO DA ORDEM DE LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS EM JUÍZO A TÍTULO DE COFINS E PIS. OFENSA A COISA JULGADA CONFIGURADA. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO PARA, RECONHECENDO A OFENSA À COISA JULGADA, RESTABELECER O DECISUM DE PRIMEIRO GRAU QUE DETERMINOU O LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS A TÍTULO DE COFINS E PIS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS discriminação dos depósitos correspondentes às receitas bruta operacional e não operacional, não tendo havido impugnação da União quanto aos valores apontados. Alega a tentativa da recorrida de reabrir discussão alusiva ao mérito. 2. Analisado o processo, verifica-se que a recorrente obteve pronunciamento judicial, alcançado pela preclusão maior, garantindo-lhe o direito de não ser submetida à cobrança das contribuições ao PIS e da COFINS, nos moldes do § 1... do artigo 3... da Lei n 9.718/1998, incidentes sobre as receitas das atividades previstas na Lei Complementar n 109/2001. Na sequência, foi requerido o levantamento de parte dos valores depositados judicialmente a título das referidas contribuições, pedido indeferido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região. Seguiu-se a formalização de recursos especial e extraordinário, tendo sido o primeiro provido pelo Superior Tribunal de Justiça mediante acórdão (folha e-Superior Tribunal de Justiça 1.376 a 1.395) assim sintetizado: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. PIS E COFINS. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1o. DO ART. 3o. DA LEI 9.718/98 QUE AMPLIAVA O CONCEITO DE RECEITA BRUTA CONSIDERADO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. ALCANCE DA QUESTÃO ESTENDIDA À ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR POR MANDADO DE SEGURANÇA COM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL A QUO DE REVISÃO DA ORDEM DE LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS EM JUÍZO A TÍTULO DE COFINS E PIS. OFENSA A COISA JULGADA CONFIGURADA. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO PARA, RECONHECENDO A OFENSA À COISA JULGADA, RESTABELECER O DECISUM DE PRIMEIRO GRAU QUE DETERMINOU O LEVANTAMENTO DAS IMPORTÂNCIAS DEPOSITADAS A TÍTULO DE COFINS E PIS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS CALCULADAS SOBRE AS RECEITAS NÃO- OPERACIONAIS. 1. A sentença no Mandado de Segurança, adotando o entendimento proclamado pelo Supremo Tribunal Federal de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 (Recurso Extraordinário 346.084/PR, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, DJU 01.09.2006), que ampliava o conceito de receita bruta considerado na base de cálculo do PIS e da COFINS, garantiu ao impetrante, entidade de previdência complementar, o direito de não se submeter à cobrança da COFINS e do PIS, nos moldes estipulados naquele dispositivo. 2. A despeito disso, após o trânsito em julgado da decisão do referido Mandado de Segurança e da ordem de primeiro grau determinando o levantamento das importâncias depositadas em juízo a título de COFINS e de PIS, calculadas sobre as receitas não-operacionais, o egrégio Tribunal a quo determinou a revisão dessa liberação, sob o fundamento de que a declaração de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 é irrelevante para as entidades privadas de previdência complementar, porquanto, equiparando-se às instituições financeiras, submetem-se a regramento próprio, recolhendo PIS/COFINS com base no caput e nos §§ 5o. e 6o. do art. 3o. da Lei 9.718/98, ou seja, sobre a receita bruta operacional. 3. Assim, muito embora haja evidente equívoco na desobrigação da entidade de previdência complementar do recolhimento da COFINS e do PIS nos moldes do art. 3o., § 1o. da Lei 9.718/98, o fato é que houve o trânsito em julgado dessa decisão, configurando ofensa à coisa julgada mandamental a sua revisão, nessa fase processual. 4. Recurso Especial parcialmente provido para, reconhecendo a ofensa à coisa julgada, restabelecer o decisum de primeiro grau que determinou o levantamento das importâncias depositadas a título de COFINS e de PIS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS CALCULADAS SOBRE AS RECEITAS NÃO- OPERACIONAIS. 1. A sentença no Mandado de Segurança, adotando o entendimento proclamado pelo Supremo Tribunal Federal de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 (Recurso Extraordinário 346.084/PR, Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO, DJU 01.09.2006), que ampliava o conceito de receita bruta considerado na base de cálculo do PIS e da COFINS, garantiu ao impetrante, entidade de previdência complementar, o direito de não se submeter à cobrança da COFINS e do PIS, nos moldes estipulados naquele dispositivo. 2. A despeito disso, após o trânsito em julgado da decisão do referido Mandado de Segurança e da ordem de primeiro grau determinando o levantamento das importâncias depositadas em juízo a título de COFINS e de PIS, calculadas sobre as receitas não-operacionais, o egrégio Tribunal a quo determinou a revisão dessa liberação, sob o fundamento de que a declaração de inconstitucionalidade do § 1o. do art. 3o. da Lei 9.718/98 é irrelevante para as entidades privadas de previdência complementar, porquanto, equiparando-se às instituições financeiras, submetem-se a regramento próprio, recolhendo PIS/COFINS com base no caput e nos §§ 5o. e 6o. do art. 3o. da Lei 9.718/98, ou seja, sobre a receita bruta operacional. 3. Assim, muito embora haja evidente equívoco na desobrigação da entidade de previdência complementar do recolhimento da COFINS e do PIS nos moldes do art. 3o., § 1o. da Lei 9.718/98, o fato é que houve o trânsito em julgado dessa decisão, configurando ofensa à coisa julgada mandamental a sua revisão, nessa fase processual. 4. Recurso Especial parcialmente provido para, reconhecendo a ofensa à coisa julgada, restabelecer o decisum de primeiro grau que determinou o levantamento das importâncias depositadas a título de COFINS e de PIS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS calculadas sobre as receitas não-operacionais, para não se quebrar o respeito à coisa julgada, em situação na qual a sua eficácia não foi impactada por nova orientação judicial dotada de força vinculante e aplicabilidade erga omnes. (Recurso especial n 1.227.655/SC, relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de dezembro de 2011) Após o trânsito em julgado da decisão do Superior, o Juízo acolheu o segundo pleito de levantamento de parte dos valores depositados – decisão de folha e-Superior Tribunal de Justiça 854 a 857 – considerados os descritivos apresentados pela recorrente. A recorrida interpôs, então, agravo de instrumento, provido pelo Colegiado de origem por meio do acórdão ora impugnado. Colho do ato atacado (folha e-Superior Tribunal de Justiça 1.415 a 1.419) os seguintes fundamentos: […] "Ora, no presente caso, o acórdão deste Tribunal, que julgou o mérito da causa, de fato afastou a obrigação da impetrante de recolher a contribuição para o PIS e COFINS sobre a "receita bruta total" (conforme o §1... do art. 3... da Lei n 9.718, de 1998, tido como inconstitucional), devendo então entender-se que ficou obrigada a recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta operacional" (composta pelas contribuições recebidas dos participantes do fundo de previdência privada), estando desobrigada de recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta não-operacional" (composta pelos rendimentos auferidos em aplicações financeiras, destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates). De esclarecer que o inciso III do §6... do art. 3... da Lei n 9.718, de 1998, incluído pela Medida Provisória n 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e portanto já 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS calculadas sobre as receitas não-operacionais, para não se quebrar o respeito à coisa julgada, em situação na qual a sua eficácia não foi impactada por nova orientação judicial dotada de força vinculante e aplicabilidade erga omnes. (Recurso especial n 1.227.655/SC, relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de dezembro de 2011) Após o trânsito em julgado da decisão do Superior, o Juízo acolheu o segundo pleito de levantamento de parte dos valores depositados – decisão de folha e-Superior Tribunal de Justiça 854 a 857 – considerados os descritivos apresentados pela recorrente. A recorrida interpôs, então, agravo de instrumento, provido pelo Colegiado de origem por meio do acórdão ora impugnado. Colho do ato atacado (folha e-Superior Tribunal de Justiça 1.415 a 1.419) os seguintes fundamentos: […] "Ora, no presente caso, o acórdão deste Tribunal, que julgou o mérito da causa, de fato afastou a obrigação da impetrante de recolher a contribuição para o PIS e COFINS sobre a "receita bruta total" (conforme o §1... do art. 3... da Lei n 9.718, de 1998, tido como inconstitucional), devendo então entender-se que ficou obrigada a recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta operacional" (composta pelas contribuições recebidas dos participantes do fundo de previdência privada), estando desobrigada de recolher PIS e COFINS sobre a "receita bruta não-operacional" (composta pelos rendimentos auferidos em aplicações financeiras, destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates). De esclarecer que o inciso III do §6... do art. 3... da Lei n 9.718, de 1998, incluído pela Medida Provisória n 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e portanto já 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS vigente à época do ajuizamento do mandado de segurança (junho de 2006), estabeleceu que somente os referidos rendimentos de aplicações financeiras seriam dedutíveis da base de cálculo do PIS e da COFINS, o que significa dizer que apenas eles devem ser considerados como a "receita bruta não- operacional", à falta de disposição judicial diversa, nas diversas decisões proferidas anteriormente nestes autos, inclusive no acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Em conclusão, para dar integral cumprimento ao acórdão do Superior Tribunal de Justiça no REsp n 1.227.655-SC, deverá oportunamente a Contadoria Judicial, no juízo de origem, discriminar as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não-operacional", tal como explicitado no parágrafo anterior, promovendo-se, em seguida, a conversão das primeiras em renda da União e o levantamento das últimas pelas impetrante. É relevante, portanto, a fundamentação do recurso e há risco de que da decisão impugnada resulte lesão grave e de difícil reparação à agravante, razão por que deve ser concedido o efeito suspensivo, para que não se expeça alvará para o levantamento de valores controvertidos de depósitos judiciais. […] Não vislumbro motivo para conclusão diversa, impondo-se dar parcial provimento ao recurso, para o fim de, após discriminadas as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não- operacional", promover-se a conversão das primeiras em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS vigente à época do ajuizamento do mandado de segurança (junho de 2006), estabeleceu que somente os referidos rendimentos de aplicações financeiras seriam dedutíveis da base de cálculo do PIS e da COFINS, o que significa dizer que apenas eles devem ser considerados como a "receita bruta não- operacional", à falta de disposição judicial diversa, nas diversas decisões proferidas anteriormente nestes autos, inclusive no acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Em conclusão, para dar integral cumprimento ao acórdão do Superior Tribunal de Justiça no REsp n 1.227.655-SC, deverá oportunamente a Contadoria Judicial, no juízo de origem, discriminar as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não-operacional", tal como explicitado no parágrafo anterior, promovendo-se, em seguida, a conversão das primeiras em renda da União e o levantamento das últimas pelas impetrante. É relevante, portanto, a fundamentação do recurso e há risco de que da decisão impugnada resulte lesão grave e de difícil reparação à agravante, razão por que deve ser concedido o efeito suspensivo, para que não se expeça alvará para o levantamento de valores controvertidos de depósitos judiciais. […] Não vislumbro motivo para conclusão diversa, impondo-se dar parcial provimento ao recurso, para o fim de, após discriminadas as contribuições para o PIS e COFINS incidentes sobre a "receita bruta operacional" das contribuições incidentes sobre a "receita bruta não- operacional", promover-se a conversão das primeiras em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS renda da União e o levantamento das últimas pela impetrante. […] Ao contrário do alegado, não houve violação da coisa julgada. O Tribunal de origem, ao consignar a existência de controvérsia sobre os depósitos e a consequente necessidade de apuração pela Contadoria, apenas assentou indispensável prévia verificação dos valores devidos à União antes de permitir à recorrente o levantamento das quantias restantes. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional considerada a moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 3. Nego-lhe seguimento. 4. Publiquem. A agravante reitera as razões do extraordinário. Sustenta não configurado o óbice do verbete n 279 da Súmula do Supremo. Ressalta violada a coisa julgada. Afirma ausente controvérsia em relação aos valores depositados, cujo levantamento almeja. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS renda da União e o levantamento das últimas pela impetrante. […] Ao contrário do alegado, não houve violação da coisa julgada. O Tribunal de origem, ao consignar a existência de controvérsia sobre os depósitos e a consequente necessidade de apuração pela Contadoria, apenas assentou indispensável prévia verificação dos valores devidos à União antes de permitir à recorrente o levantamento das quantias restantes. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional considerada a moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 3. Nego-lhe seguimento. 4. Publiquem. A agravante reitera as razões do extraordinário. Sustenta não configurado o óbice do verbete n 279 da Súmula do Supremo. Ressalta violada a coisa julgada. Afirma ausente controvérsia em relação aos valores depositados, cujo levantamento almeja. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A47-CA1C-0EB0-F68C e senha A73D-E22A-20AD-AB7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região: AGRAVO DE INSTRUMENTO. MANDADO DE SEGURANÇA. DEPÓSITOS JUDICIAIS. LEVANTAMENTO. O destino de depósitos judiciais efetuados em mandado de segurança deve corresponder ao que estiver estipulado no título judicial. O deslinde da questão depende da análise de fatos e provas. O Tribunal consignou a necessidade de prévia apuração pela Contadoria, ante a controvérsia de valores, para levantamento de quantias pela agravada. Assentou indispensável anterior verificação do montante devido à União. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C761-78AD-40F4-C62F e senha B139-C87D-C006-3227 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região: AGRAVO DE INSTRUMENTO. MANDADO DE SEGURANÇA. DEPÓSITOS JUDICIAIS. LEVANTAMENTO. O destino de depósitos judiciais efetuados em mandado de segurança deve corresponder ao que estiver estipulado no título judicial. O deslinde da questão depende da análise de fatos e provas. O Tribunal consignou a necessidade de prévia apuração pela Contadoria, ante a controvérsia de valores, para levantamento de quantias pela agravada. Assentou indispensável anterior verificação do montante devido à União. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo contrário ao estabelecido pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C761-78AD-40F4-C62F e senha B139-C87D-C006-3227 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL (32298/BA, 17695/DF, 64029/MG, 114798/RJ, 51879A/RS, 32619-A/SC, 182304/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E124-64B9-4C23-154F e senha 4168-9304-9613-D9AC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.392 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL (32298/BA, 17695/DF, 64029/MG, 114798/RJ, 51879A/RS, 32619-A/SC, 182304/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E124-64B9-4C23-154F e senha 4168-9304-9613-D9AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 392", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 346 . 084 / PR", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 346 . 084 / PR", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "Recurso especial n 1 . 227 . 655 / SC", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "Recurso especial n 1 . 227 . 655 / SC", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR", "REsp n 1 . 227 . 655 - SC", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "REsp n 1 . 227 . 655 - SC", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "verbete n 279", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1106392 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 392", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 392" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 109 / 2001", "§ 1o . DO ART . 3o . DA LEI 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 109 / 2001", "§ 1o . DO ART . 3o . DA LEI 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1o . do art . 3o . da Lei 9 . 718 / 98", "§ 1o . do art . 3o . da Lei 9 . 718 / 98", "caput", "art . 3o . , § 1o . da Lei 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1o . do art . 3o . da Lei 9 . 718 / 98", "§ 1o . do art . 3o . da Lei 9 . 718 / 98", "caput", "art . 3o . , § 1o . da Lei 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2", "§", "Lei n 9 . 718", "Medida Provisória n 2 . 158 - 35", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 3 . . . da Lei n 9 . 718", "inciso III do § 6 . . . do art . 3 . . . da Lei n 9 . 718", "Medida Provisória n 2 . 158 - 35", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL", "UNIÃO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Napoleão Nunes Maia Filho", "Napoleão Nunes Maia Filho", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21 de setembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "09", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "09", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de dezembro de 2011", "1998", "1998", "24 de agosto de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de dezembro de 2011", "1998", "1998", "24 de agosto de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) :REJANE ALVES DE ARRUDA ADV.(A/S) :ANDREA FLORES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRECEITO INSCRITO NO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA EM PROCESSO JUDICIAL – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 639.228-RG/RJ – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0A6-593A-E717-68B5 e senha F20A-3251-E20C-2DD7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) :REJANE ALVES DE ARRUDA ADV.(A/S) :ANDREA FLORES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A665-7AB5-9FD2-7307 e senha 268E-FD59-1DC5-028F Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) :REJANE ALVES DE ARRUDA ADV.(A/S) :ANDREA FLORES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A665-7AB5-9FD2-7307 e senha 268E-FD59-1DC5-028F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Janaína de Paula Macena contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL – HOMICÍDIO CULPOSO – CRIME DE TRÂNSITO – PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO CONHECIMENTO – MATÉRIA ESGOTADA EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’ JULGADO NESTA CÂMARA CRIMINAL E RATIFICADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSO ORDINÁRIO – MÉRITO – AUTORIA – CONDENAÇÃO MANTIDA – PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA – ALTERAÇÃO DO DESTINATÁRIO – POSSIBILIDADE – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Janaína de Paula Macena contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL – HOMICÍDIO CULPOSO – CRIME DE TRÂNSITO – PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO CONHECIMENTO – MATÉRIA ESGOTADA EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’ JULGADO NESTA CÂMARA CRIMINAL E RATIFICADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSO ORDINÁRIO – MÉRITO – AUTORIA – CONDENAÇÃO MANTIDA – PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA – ALTERAÇÃO DO DESTINATÁRIO – POSSIBILIDADE – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1171698 AGR / MS I – Preliminar não conhecida. A alegação de cerceamento de defesa não demanda nova análise, pois já foi exaustivamente apreciada por esta colenda Terceira Câmara Criminal, no julgamento do ‘habeas corpus’ n. 1403702-03.2016.8.12.0000, esgotando, portanto, a matéria. Inclusive, referido acórdão foi mantido incólume pelo Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Ordinário n. 72.343/MS, cujo relator, Ministro Rogério Schietti Cruz, integrante da Sexta Turma, negou-lhe provimento. II – A condenação por homicídio culposo no trânsito deve ser mantida pela manifesta imprudência e negligência com que agiu a ré, pois, como se sabe, o art. 28 do Código de Trânsito Brasileiro impõe o dever do condutor de veículo de ter domínio, dirigindo com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito. Logo, age com culpa, na modalidade de negligência e imprudência, o motorista que ao conduzir o veículo e ultrapassar via preferencial, não toma a devida cautela para evitar o resultado lesivo – colisão e morte da vítima. III – A prestação pecuniária deve ser paga preferencialmente à vítima ou seus dependentes, consoante dispõe o art. 45, § 1º, do CP.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5º, LV, da Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 639.228-RG/RJ, de Relatoria do Ministro CEZAR PELUSO, fazendo-o em decisão assim ementada: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal ARE 1171698 AGR / MS I – Preliminar não conhecida. A alegação de cerceamento de defesa não demanda nova análise, pois já foi exaustivamente apreciada por esta colenda Terceira Câmara Criminal, no julgamento do ‘habeas corpus’ n. 1403702-03.2016.8.12.0000, esgotando, portanto, a matéria. Inclusive, referido acórdão foi mantido incólume pelo Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Ordinário n. 72.343/MS, cujo relator, Ministro Rogério Schietti Cruz, integrante da Sexta Turma, negou-lhe provimento. II – A condenação por homicídio culposo no trânsito deve ser mantida pela manifesta imprudência e negligência com que agiu a ré, pois, como se sabe, o art. 28 do Código de Trânsito Brasileiro impõe o dever do condutor de veículo de ter domínio, dirigindo com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito. Logo, age com culpa, na modalidade de negligência e imprudência, o motorista que ao conduzir o veículo e ultrapassar via preferencial, não toma a devida cautela para evitar o resultado lesivo – colisão e morte da vítima. III – A prestação pecuniária deve ser paga preferencialmente à vítima ou seus dependentes, consoante dispõe o art. 45, § 1º, do CP.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5º, LV, da Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 639.228-RG/RJ, de Relatoria do Ministro CEZAR PELUSO, fazendo-o em decisão assim ementada: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1171698 AGR / MS infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal recusará o apelo extremo sempre que se registrar hipótese, como sucede na espécie, na qual a controvérsia jurídica não se qualifique como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, em causa anterior (ARE 639.228-RG/RJ), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio ora renovado nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, eis que o julgamento da causa em análise depende de prévio exame concernente à aplicação de diplomas infraconstitucionais, a evidenciar, quando muito, a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Cumpre destacar, por oportuno, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, que veicula regra no sentido de que as decisões que proclamam inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 639.228-RG/RJ, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (RE 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal ARE 1171698 AGR / MS infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal recusará o apelo extremo sempre que se registrar hipótese, como sucede na espécie, na qual a controvérsia jurídica não se qualifique como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, em causa anterior (ARE 639.228-RG/RJ), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio ora renovado nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, eis que o julgamento da causa em análise depende de prévio exame concernente à aplicação de diplomas infraconstitucionais, a evidenciar, quando muito, a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Cumpre destacar, por oportuno, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, que veicula regra no sentido de que as decisões que proclamam inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 639.228-RG/RJ, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (RE 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1171698 AGR / MS motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal ARE 1171698 AGR / MS motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) : REJANE ALVES DE ARRUDA (6973/MS) ADV.(A/S) : ANDREA FLORES (6369/MS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C5-A2CF-4011-F981 e senha 05F1-7C2C-C06B-0F47 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) : REJANE ALVES DE ARRUDA (6973/MS) ADV.(A/S) : ANDREA FLORES (6369/MS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C5-A2CF-4011-F981 e senha 05F1-7C2C-C06B-0F47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749679842
2019-03-29T00:00:00
2019-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRECEITO INSCRITO NO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA EM PROCESSO JUDICIAL – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 639.228-RG/RJ – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur402617
- Acórdão(s) citado(s): (INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) ARE 639228 RG, RE 659109 RG-ED (TP). Número de páginas: 7. Análise: 23/05/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1171698
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00322 REDAÇÃO DADA PELA EMC-21/2007\n ART-00326 REDAÇÃO DADA PELA EMC-21/2007\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1171698 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) : REJANE ALVES DE ARRUDA ADV.(A/S) : ANDREA FLORES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) :REJANE ALVES DE ARRUDA ADV.(A/S) :ANDREA FLORES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO AO PRECEITO INSCRITO NO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA EM PROCESSO JUDICIAL – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 639.228-RG/RJ – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0A6-593A-E717-68B5 e senha F20A-3251-E20C-2DD7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) :REJANE ALVES DE ARRUDA ADV.(A/S) :ANDREA FLORES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A665-7AB5-9FD2-7307 e senha 268E-FD59-1DC5-028F Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) :REJANE ALVES DE ARRUDA ADV.(A/S) :ANDREA FLORES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A665-7AB5-9FD2-7307 e senha 268E-FD59-1DC5-028F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Janaína de Paula Macena contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL – HOMICÍDIO CULPOSO – CRIME DE TRÂNSITO – PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO CONHECIMENTO – MATÉRIA ESGOTADA EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’ JULGADO NESTA CÂMARA CRIMINAL E RATIFICADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSO ORDINÁRIO – MÉRITO – AUTORIA – CONDENAÇÃO MANTIDA – PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA – ALTERAÇÃO DO DESTINATÁRIO – POSSIBILIDADE – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Janaína de Paula Macena contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL – HOMICÍDIO CULPOSO – CRIME DE TRÂNSITO – PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA – NÃO CONHECIMENTO – MATÉRIA ESGOTADA EM SEDE DE ‘HABEAS CORPUS’ JULGADO NESTA CÂMARA CRIMINAL E RATIFICADO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM RECURSO ORDINÁRIO – MÉRITO – AUTORIA – CONDENAÇÃO MANTIDA – PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA – ALTERAÇÃO DO DESTINATÁRIO – POSSIBILIDADE – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1171698 AGR / MS I – Preliminar não conhecida. A alegação de cerceamento de defesa não demanda nova análise, pois já foi exaustivamente apreciada por esta colenda Terceira Câmara Criminal, no julgamento do ‘habeas corpus’ n. 1403702-03.2016.8.12.0000, esgotando, portanto, a matéria. Inclusive, referido acórdão foi mantido incólume pelo Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Ordinário n. 72.343/MS, cujo relator, Ministro Rogério Schietti Cruz, integrante da Sexta Turma, negou-lhe provimento. II – A condenação por homicídio culposo no trânsito deve ser mantida pela manifesta imprudência e negligência com que agiu a ré, pois, como se sabe, o art. 28 do Código de Trânsito Brasileiro impõe o dever do condutor de veículo de ter domínio, dirigindo com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito. Logo, age com culpa, na modalidade de negligência e imprudência, o motorista que ao conduzir o veículo e ultrapassar via preferencial, não toma a devida cautela para evitar o resultado lesivo – colisão e morte da vítima. III – A prestação pecuniária deve ser paga preferencialmente à vítima ou seus dependentes, consoante dispõe o art. 45, § 1..., do Código Penal Brasileiro.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5..., LV, da Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 639.228-RG/RJ, de Relatoria do Ministro CEZAR PELUSO, fazendo-o em decisão assim ementada: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal ARE 1171698 AGR / MS I – Preliminar não conhecida. A alegação de cerceamento de defesa não demanda nova análise, pois já foi exaustivamente apreciada por esta colenda Terceira Câmara Criminal, no julgamento do ‘habeas corpus’ n. 1403702-03.2016.8.12.0000, esgotando, portanto, a matéria. Inclusive, referido acórdão foi mantido incólume pelo Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Ordinário n. 72.343/MS, cujo relator, Ministro Rogério Schietti Cruz, integrante da Sexta Turma, negou-lhe provimento. II – A condenação por homicídio culposo no trânsito deve ser mantida pela manifesta imprudência e negligência com que agiu a ré, pois, como se sabe, o art. 28 do Código de Trânsito Brasileiro impõe o dever do condutor de veículo de ter domínio, dirigindo com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito. Logo, age com culpa, na modalidade de negligência e imprudência, o motorista que ao conduzir o veículo e ultrapassar via preferencial, não toma a devida cautela para evitar o resultado lesivo – colisão e morte da vítima. III – A prestação pecuniária deve ser paga preferencialmente à vítima ou seus dependentes, consoante dispõe o art. 45, § 1..., do Código Penal Brasileiro.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5..., LV, da Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 639.228-RG/RJ, de Relatoria do Ministro CEZAR PELUSO, fazendo-o em decisão assim ementada: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1171698 AGR / MS infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal recusará o apelo extremo sempre que se registrar hipótese, como sucede na espécie, na qual a controvérsia jurídica não se qualifique como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, em causa anterior (ARE 639.228-RG/RJ), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio ora renovado nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, eis que o julgamento da causa em análise depende de prévio exame concernente à aplicação de diplomas infraconstitucionais, a evidenciar, quando muito, a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Cumpre destacar, por oportuno, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, que veicula regra no sentido de que as decisões que proclamam inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 639.228-RG/RJ, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (Recurso Extraordinário 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal ARE 1171698 AGR / MS infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal recusará o apelo extremo sempre que se registrar hipótese, como sucede na espécie, na qual a controvérsia jurídica não se qualifique como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, em causa anterior (ARE 639.228-RG/RJ), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio ora renovado nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, eis que o julgamento da causa em análise depende de prévio exame concernente à aplicação de diplomas infraconstitucionais, a evidenciar, quando muito, a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Cumpre destacar, por oportuno, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, que veicula regra no sentido de que as decisões que proclamam inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 639.228-RG/RJ, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (Recurso Extraordinário 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1171698 AGR / MS motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Supremo Tribunal Federal ARE 1171698 AGR / MS motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE15-3461-6360-323C e senha F0E0-B6F2-6774-471D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) : REJANE ALVES DE ARRUDA (6973/MS) ADV.(A/S) : ANDREA FLORES (6369/MS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C5-A2CF-4011-F981 e senha 05F1-7C2C-C06B-0F47 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.698 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JANAINA DE PAULA MACENA ADV.(A/S) : REJANE ALVES DE ARRUDA (6973/MS) ADV.(A/S) : ANDREA FLORES (6369/MS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47C5-A2CF-4011-F981 e senha 05F1-7C2C-C06B-0F47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 171 . 698", "ARE 639 . 228 - RG", "AGRAVO 1 . 171 . 698", "habeas corpus ’ n . 1403702 - 03 . 2016 . 8 . 12", "Recurso Ordinário n . 72 . 343 / MS", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "ARE 1171698 AGR / MS", "habeas corpus ’ n . 1403702 - 03 . 2016 . 8 . 12 . 0000", "Recurso Ordinário n . 72 . 343 / MS", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "ARE 1171698", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 659 . 109 - RG - ED / BA", "ARE 1171698 AGR / MS", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 659 . 109 - RG - ED / BA", "ARE 1171698 AGR / MS", "ARE 1171698 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 do Código de Trânsito Brasileiro", "art . 45 , § 1 . . . , do Código Penal Brasileiro .", "art . 5 . . . , LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2", "art . 28 do Código de Trânsito Brasileiro", "art . 45 , § 1 . . . , do Código Penal Brasileiro", "art . 5 . . . , LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Constituição", "art .", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Constituição", "art . 326 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Câmara Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Câmara Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "471D", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "JANAINA DE PAULA MACENA", "ANDREA FLORES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JANAINA DE PAULA MACENA", "REJANE ALVES DE ARRUDA", "ANDREA FLORES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JANAINA DE PAULA MACENA", "REJANE ALVES DE ARRUDA", "ANDREA FLORES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Janaína de Paula Macena", "CELSO DE MELLO", "Janaína de Paula Macena", "CELSO DE MELLO", "Rogério Schietti Cruz", "CEZAR PELUSO", "Rogério Schietti Cruz", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JANAINA DE PAULA MACENA", "REJANE ALVES DE ARRUDA", "ANDREA FLORES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "JANAINA DE PAULA MACENA", "REJANE ALVES DE ARRUDA", "ANDREA FLORES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) :WAGNER VELOSO MARTINS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Remuneração. 4. Curso de formação de soldado recruta. 5. Exercício efetivo da função de soldado. 6. Violação dos princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana. Reconhecimento. 7. Alegação de tratamento isonômico. 8. Ausência de impugnação específica dos fundamentos do acórdão recorrido. Súmula 284 do STF. 9. Agravo regimental a que se nega provimento e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majora-se o valor da verba honorária fixada pela origem em mais 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEA3-9F46-7811-D13C e senha F6F6-495D-2D8B-443D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) :WAGNER VELOSO MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. Vislumbra-se, portanto, a deficiência da fundamentação do recurso extraordinário, tendo em vista que suas razões estão dissociadas da matéria versada no acórdão impugnado. Desse modo, incide no caso a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (RE 656256 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 5.3.2012) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) :WAGNER VELOSO MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. Vislumbra-se, portanto, a deficiência da fundamentação do recurso extraordinário, tendo em vista que suas razões estão dissociadas da matéria versada no acórdão impugnado. Desse modo, incide no caso a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (RE 656256 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 5.3.2012) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1129231 AGR / PB ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. CRITÉRIOS. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I As razões do agravo regimental não atacaram, de forma convincente, os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, o óbice previsto na Súmula 284 do STF. II A análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. IV Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. V Agravo regimental improvido.’ (ARE 704042 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 6.12.2012)” O agravante argumenta equívoco da decisão agravada, mas se limita a repisar as alegações expendidas no apelo extremo. Confira-se o seguinte excerto: “No tocante ao fundamento da decisão relativo a ocorrência de trânsito em julgado da decisão que autorizou a participação do autor no curso de formação, este também foi devidamente rebatido na peça recursal, a qual argumentou que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Supremo Tribunal Federal ARE 1129231 AGR / PB ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. CRITÉRIOS. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I As razões do agravo regimental não atacaram, de forma convincente, os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, o óbice previsto na Súmula 284 do STF. II A análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. IV Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. V Agravo regimental improvido.’ (ARE 704042 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 6.12.2012)” O agravante argumenta equívoco da decisão agravada, mas se limita a repisar as alegações expendidas no apelo extremo. Confira-se o seguinte excerto: “No tocante ao fundamento da decisão relativo a ocorrência de trânsito em julgado da decisão que autorizou a participação do autor no curso de formação, este também foi devidamente rebatido na peça recursal, a qual argumentou que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1129231 AGR / PB "a decisão judicial conferida apenas manteve o autor no certame, e permitiu que este participasse das demais fases do concurso inclusive frequentasse curso de formação, mas em momento algum lhe garantiu o direito de receber remuneração do posto de Soldado BM-02, visto que tal medida só caberia com a sua incorporação no serviço público militar". (eDOC 8) Intimada, a recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 11) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Supremo Tribunal Federal ARE 1129231 AGR / PB "a decisão judicial conferida apenas manteve o autor no certame, e permitiu que este participasse das demais fases do concurso inclusive frequentasse curso de formação, mas em momento algum lhe garantiu o direito de receber remuneração do posto de Soldado BM-02, visto que tal medida só caberia com a sua incorporação no serviço público militar". (eDOC 8) Intimada, a recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 11) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo do agravante, visando apenas à rediscussão da matéria. Saliento que a decisão ora impugnada negou seguimento ao recurso extraordinário pelo óbice da Súmula 284 desta Corte, pois o recorrente não impugnou especificamente os fundamentos do acórdão recorrido, notadamente quanto ao trânsito em julgado do processo que permitiu a participação do recorrido no curso de formação de soldado da polícia militar. (eDOC 1, p. 119/121) É o caso, portanto de manter a decisão recorrida firme no entendimento jurisprudencial adotado. A propósito, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO NO QUAL NÃO SE INFIRMA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA: SÚMULAS NS. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. RECLASSIFICAÇÃO EM GRADUAÇÃO HIERÁRQUICA. POLICIAL MILITAR DA RESERVA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 835.095, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.10.2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo do agravante, visando apenas à rediscussão da matéria. Saliento que a decisão ora impugnada negou seguimento ao recurso extraordinário pelo óbice da Súmula 284 desta Corte, pois o recorrente não impugnou especificamente os fundamentos do acórdão recorrido, notadamente quanto ao trânsito em julgado do processo que permitiu a participação do recorrido no curso de formação de soldado da polícia militar. (eDOC 1, p. 119/121) É o caso, portanto de manter a decisão recorrida firme no entendimento jurisprudencial adotado. A propósito, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO NO QUAL NÃO SE INFIRMA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA: SÚMULAS NS. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. RECLASSIFICAÇÃO EM GRADUAÇÃO HIERÁRQUICA. POLICIAL MILITAR DA RESERVA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 835.095, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.10.2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1129231 AGR / PB MILITAR. AGREGAÇÃO. DIMINUIÇÃO DO SALÁRIO. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE DENEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NOS ÓBICES DAS SÚMULAS 280 E 284 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DESSAS RAZÕES PELAS AGRAVANTES. PETIÇÃO INÉPTA. SÚMULA 283 DO STF. 1. O agravo da decisão que denega o seguimento do recurso extraordinário é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Inteligência da Súmula 283 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, RE 452.272-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 16/02/2007, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007. 2. Agravo regimental desprovido”. (ARE-AgR 637.377, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.11.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em mais 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Supremo Tribunal Federal ARE 1129231 AGR / PB MILITAR. AGREGAÇÃO. DIMINUIÇÃO DO SALÁRIO. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE DENEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NOS ÓBICES DAS SÚMULAS 280 E 284 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DESSAS RAZÕES PELAS AGRAVANTES. PETIÇÃO INÉPTA. SÚMULA 283 DO STF. 1. O agravo da decisão que denega o seguimento do recurso extraordinário é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Inteligência da Súmula 283 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: RE 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, RE 452.272-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 16/02/2007, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007. 2. Agravo regimental desprovido”. (ARE-AgR 637.377, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.11.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em mais 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) : WAGNER VELOSO MARTINS (25053A/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F1-5FD4-0FF1-3954 e senha 7B3E-874B-C049-36A7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) : WAGNER VELOSO MARTINS (25053A/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F1-5FD4-0FF1-3954 e senha 7B3E-874B-C049-36A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749543353
2019-03-29T00:00:00
2019-04-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Remuneração. 4. Curso de formação de soldado recruta. 5. Exercício efetivo da função de soldado. 6. Violação dos princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana. Reconhecimento. 7. Alegação de tratamento isonômico. 8. Ausência de impugnação específica dos fundamentos do acórdão recorrido. Súmula 284 do STF. 9. Agravo regimental a que se nega provimento e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majora-se o valor da verba honorária fixada pela origem em mais 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita.
sjur401472
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) ARE 637377 AgR (1ªT), ARE 835095 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1129231
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1129231 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) : WAGNER VELOSO MARTINS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) :WAGNER VELOSO MARTINS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Remuneração. 4. Curso de formação de soldado recruta. 5. Exercício efetivo da função de soldado. 6. Violação dos princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana. Reconhecimento. 7. Alegação de tratamento isonômico. 8. Ausência de impugnação específica dos fundamentos do acórdão recorrido. Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 9. Agravo regimental a que se nega provimento e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majora-se o valor da verba honorária fixada pela origem em mais 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEA3-9F46-7811-D13C e senha F6F6-495D-2D8B-443D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) :WAGNER VELOSO MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. Vislumbra-se, portanto, a deficiência da fundamentação do recurso extraordinário, tendo em vista que suas razões estão dissociadas da matéria versada no acórdão impugnado. Desse modo, incide no caso a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 656256 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 5.3.2012) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) :WAGNER VELOSO MARTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O recurso não merece prosperar. Vislumbra-se, portanto, a deficiência da fundamentação do recurso extraordinário, tendo em vista que suas razões estão dissociadas da matéria versada no acórdão impugnado. Desse modo, incide no caso a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (Recurso Extraordinário 656256 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 5.3.2012) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1129231 AGR / PB ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. CRITÉRIOS. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I As razões do agravo regimental não atacaram, de forma convincente, os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, o óbice previsto na Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. II A análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. IV Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. V Agravo regimental improvido.’ (ARE 704042 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 6.12.2012)” O agravante argumenta equívoco da decisão agravada, mas se limita a repisar as alegações expendidas no apelo extremo. Confira-se o seguinte excerto: “No tocante ao fundamento da decisão relativo a ocorrência de trânsito em julgado da decisão que autorizou a participação do autor no curso de formação, este também foi devidamente rebatido na peça recursal, a qual argumentou que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Supremo Tribunal Federal ARE 1129231 AGR / PB ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. CRITÉRIOS. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I As razões do agravo regimental não atacaram, de forma convincente, os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, o óbice previsto na Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. II A análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. III A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. IV Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. V Agravo regimental improvido.’ (ARE 704042 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 6.12.2012)” O agravante argumenta equívoco da decisão agravada, mas se limita a repisar as alegações expendidas no apelo extremo. Confira-se o seguinte excerto: “No tocante ao fundamento da decisão relativo a ocorrência de trânsito em julgado da decisão que autorizou a participação do autor no curso de formação, este também foi devidamente rebatido na peça recursal, a qual argumentou que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1129231 AGR / PB "a decisão judicial conferida apenas manteve o autor no certame, e permitiu que este participasse das demais fases do concurso inclusive frequentasse curso de formação, mas em momento algum lhe garantiu o direito de receber remuneração do posto de Soldado BM-02, visto que tal medida só caberia com a sua incorporação no serviço público militar". (eDOC 8) Intimada, a recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 11) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Supremo Tribunal Federal ARE 1129231 AGR / PB "a decisão judicial conferida apenas manteve o autor no certame, e permitiu que este participasse das demais fases do concurso inclusive frequentasse curso de formação, mas em momento algum lhe garantiu o direito de receber remuneração do posto de Soldado BM-02, visto que tal medida só caberia com a sua incorporação no serviço público militar". (eDOC 8) Intimada, a recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 11) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2DE-29D9-6B6A-BA33 e senha 5F32-4C7A-E3CD-0957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo do agravante, visando apenas à rediscussão da matéria. Saliento que a decisão ora impugnada negou seguimento ao recurso extraordinário pelo óbice da Súmula 284 desta Corte, pois o recorrente não impugnou especificamente os fundamentos do acórdão recorrido, notadamente quanto ao trânsito em julgado do processo que permitiu a participação do recorrido no curso de formação de soldado da polícia militar. (eDOC 1, p. 119/121) É o caso, portanto de manter a decisão recorrida firme no entendimento jurisprudencial adotado. A propósito, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO NO QUAL NÃO SE INFIRMA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA: SÚMULAS NS. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. RECLASSIFICAÇÃO EM GRADUAÇÃO HIERÁRQUICA. POLICIAL MILITAR DA RESERVA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 835.095, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.10.2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo do agravante, visando apenas à rediscussão da matéria. Saliento que a decisão ora impugnada negou seguimento ao recurso extraordinário pelo óbice da Súmula 284 desta Corte, pois o recorrente não impugnou especificamente os fundamentos do acórdão recorrido, notadamente quanto ao trânsito em julgado do processo que permitiu a participação do recorrido no curso de formação de soldado da polícia militar. (eDOC 1, p. 119/121) É o caso, portanto de manter a decisão recorrida firme no entendimento jurisprudencial adotado. A propósito, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO NO QUAL NÃO SE INFIRMA O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA: SÚMULAS NS. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADMINISTRATIVO. RECLASSIFICAÇÃO EM GRADUAÇÃO HIERÁRQUICA. POLICIAL MILITAR DA RESERVA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 835.095, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.10.2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1129231 AGR / PB MILITAR. AGREGAÇÃO. DIMINUIÇÃO DO SALÁRIO. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE DENEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NOS ÓBICES DAS SÚMULAS 280 E 284 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DESSAS RAZÕES PELAS AGRAVANTES. PETIÇÃO INÉPTA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo da decisão que denega o seguimento do recurso extraordinário é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Inteligência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: Recurso Extraordinário 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, Recurso Extraordinário 452.272-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 16/02/2007, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007. 2. Agravo regimental desprovido”. (ARE-AgR 637.377, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.11.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em mais 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Supremo Tribunal Federal ARE 1129231 AGR / PB MILITAR. AGREGAÇÃO. DIMINUIÇÃO DO SALÁRIO. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE DENEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NOS ÓBICES DAS SÚMULAS 280 E 284 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DESSAS RAZÕES PELAS AGRAVANTES. PETIÇÃO INÉPTA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo da decisão que denega o seguimento do recurso extraordinário é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Inteligência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: Recurso Extraordinário 505.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, Recurso Extraordinário 452.272-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 16/02/2007, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/02/2007. 2. Agravo regimental desprovido”. (ARE-AgR 637.377, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.11.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em mais 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B3A9-4F82-462A-5BAB e senha 68B3-7467-9001-B16B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) : WAGNER VELOSO MARTINS (25053A/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F1-5FD4-0FF1-3954 e senha 7B3E-874B-C049-36A7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.129.231 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : HORTENCIO GOMES DE CARVALHO ADV.(A/S) : WAGNER VELOSO MARTINS (25053A/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F1-5FD4-0FF1-3954 e senha 7B3E-874B-C049-36A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 129 . 231", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 656256 AgR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 656256 AgR", "ARE 1129231 AGR / PB", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 704042 AgR", "ARE 1129231 AGR / PB", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 704042 AgR", "ARE 1129231 AGR / PB", "SÚMULAS NS . 283", "SÚMULAS NS . 279", "ARE", "-", "AgR 835 . 095", "SÚMULAS NS . 283", "SÚMULAS NS . 279", "ARE", "-", "AgR 835 . 095", "SÚMULAS 280 E 284 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 505 . 028 - AgR", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR", "AI 489 . 247 - AgR", "ARE", "-", "AgR 637 . 377", "SÚMULAS 280", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 505 . 028 - AgR", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR", "AI 489 . 247 - AgR", "ARE", "-", "AgR 637 . 377" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Constituição", "art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição", "art . 93 , IX , da Lei Maior", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Constituição", "art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição", "art . 93 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "HORTENCIO GOMES DE CARVALHO", "WAGNER VELOSO MARTINS", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "HORTENCIO GOMES DE CARVALHO", "WAGNER VELOSO MARTINS", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "HORTENCIO GOMES DE CARVALHO", "WAGNER VELOSO MARTINS", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "HORTENCIO GOMES DE CARVALHO", "WAGNER VELOSO MARTINS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "HORTENCIO GOMES DE CARVALHO", "WAGNER VELOSO MARTINS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "22", "28 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "5", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "5", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2008", "16", "/", "02", "/", "2007", "16", "/", "02", "/", "2007", "17", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2008", "16", "/", "02", "/", "2007", "16", "/", "02", "/", "2007", "17", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) :JOSE LUIS SIQUEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. PENA – DOSIMETRIA. A dosimetria da pena envolve, de regra, o justo ou injusto, não cabendo presumir ilegalidade. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Ante a dedicação do réu a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME. O regime de cumprimento é definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-0C06-B6BE-6670 e senha 7ED1-4654-3224-BC2A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 148380 / SP Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-0C06-B6BE-6670 e senha 7ED1-4654-3224-BC2A Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-0C06-B6BE-6670 e senha 7ED1-4654-3224-BC2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) :JOSE LUIS SIQUEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Quarta Vara Federal de São José do Rio Preto/SP, no processo nº 0005511-47.2015.4.03.6106, condenou o paciente a 5 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 468 dias-multa, ante a prática dos delitos descritos nos artigos 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), combinado com o § 4º do citado dispositivo e com o 40, incisos I e V (transnacionalidade e interestadualidade), da Lei nº 11.343/2006, e 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. No Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foram interpostas apelações pela defesa e pelo Ministério Público. A Décima Primeira Turma proveu-as para aumentar a pena-base alusiva ao delito de tráfico, em razão da quantidade de entorpecente, fixando-a em 8 anos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) :JOSE LUIS SIQUEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Quarta Vara Federal de São José do Rio Preto/SP, no processo nº 0005511-47.2015.4.03.6106, condenou o paciente a 5 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 468 dias-multa, ante a prática dos delitos descritos nos artigos 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), combinado com o § 4º do citado dispositivo e com o 40, incisos I e V (transnacionalidade e interestadualidade), da Lei nº 11.343/2006, e 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. No Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foram interpostas apelações pela defesa e pelo Ministério Público. A Décima Primeira Turma proveu-as para aumentar a pena-base alusiva ao delito de tráfico, em razão da quantidade de entorpecente, fixando-a em 8 anos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 148380 / SP e 4 meses de reclusão; afastar a causa de diminuição do artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas, presente a dedicação a atividades criminosas e a impossibilidade de reconhecer- se participação de menor importância; e desconsiderar a causa de aumento alusiva à transposição de fronteiras estaduais. Estabeleceu a sanção em 10 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, mais o pagamento de 971 dias-multa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 398.702/SP, o qual teve a ordem indeferida pela Sexta Turma. O impetrante sustenta a inidoneidade das premissas lançadas para aumentar a pena-base e afastar a causa de diminuição. Evoca jurisprudência. Diz competir aos Tribunais Superiores examinar a legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados na dosimetria da sanção penal. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o reconhecimento da incidência do § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas, a fixação da pena-base no mínimo legal e o implemento de regime de cumprimento mais brando. No mérito, busca a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 4 de outubro de 2017, indeferiu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP e 4 meses de reclusão; afastar a causa de diminuição do artigo 33, § 4º, da Lei de Drogas, presente a dedicação a atividades criminosas e a impossibilidade de reconhecer- se participação de menor importância; e desconsiderar a causa de aumento alusiva à transposição de fronteiras estaduais. Estabeleceu a sanção em 10 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, mais o pagamento de 971 dias-multa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 398.702/SP, o qual teve a ordem indeferida pela Sexta Turma. O impetrante sustenta a inidoneidade das premissas lançadas para aumentar a pena-base e afastar a causa de diminuição. Evoca jurisprudência. Diz competir aos Tribunais Superiores examinar a legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados na dosimetria da sanção penal. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o reconhecimento da incidência do § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas, a fixação da pena-base no mínimo legal e o implemento de regime de cumprimento mais brando. No mérito, busca a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 4 de outubro de 2017, indeferiu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 148380 / SP No Superior Tribunal de Justiça, o agravo em recurso especial nº 1.195.491/SP não foi conhecido pela Relatora. O trânsito em julgado da decisão ocorreu em 12 de dezembro de 2017, seguindo-se a baixa definitiva do processo à origem. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP No Superior Tribunal de Justiça, o agravo em recurso especial nº 1.195.491/SP não foi conhecido pela Relatora. O trânsito em julgado da decisão ocorreu em 12 de dezembro de 2017, seguindo-se a baixa definitiva do processo à origem. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 4 de outubro de 2017, quando do não implemento do pedido de medida de urgência: […] 2. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao definir a pena-base para o crime de tráfico de drogas, presente o mínimo de 5 e o máximo de 15 anos, veio a estabelecê-la em 8 anos e 4 meses. Considerou a quantidade da entorpecente – 340,55 quilos de maconha –, reportando-se ao artigo 42 da Lei nº 11.343/2006. A dosimetria resolve-se, de regra, no campo do justo ou injusto. Difícil é o pronunciamento judicial que, sob tal ângulo, encerre ilegalidade, e esta não surge. No tocante à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, do mesmo diploma, o Regional, ao afastar a incidência, agindo dentro do figurino legal, observou a dedicação a atividades criminosas, levando em conta os contornos do delito e a constatação de que o paciente fazia do descaminho meio de vida. Aludiu ao fato de haver atuado como “batedor” de corréu, dizendo ser conduta que não pode ser tida como participação de menor importância. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, atentem para o disposto no artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. A pena-base, presente a quantidade de substância encontrada, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 4 de outubro de 2017, quando do não implemento do pedido de medida de urgência: […] 2. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao definir a pena-base para o crime de tráfico de drogas, presente o mínimo de 5 e o máximo de 15 anos, veio a estabelecê-la em 8 anos e 4 meses. Considerou a quantidade da entorpecente – 340,55 quilos de maconha –, reportando-se ao artigo 42 da Lei nº 11.343/2006. A dosimetria resolve-se, de regra, no campo do justo ou injusto. Difícil é o pronunciamento judicial que, sob tal ângulo, encerre ilegalidade, e esta não surge. No tocante à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, do mesmo diploma, o Regional, ao afastar a incidência, agindo dentro do figurino legal, observou a dedicação a atividades criminosas, levando em conta os contornos do delito e a constatação de que o paciente fazia do descaminho meio de vida. Aludiu ao fato de haver atuado como “batedor” de corréu, dizendo ser conduta que não pode ser tida como participação de menor importância. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, atentem para o disposto no artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. A pena-base, presente a quantidade de substância encontrada, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148380 / SP total da sanção imposta supera a baliza de 8 anos, sendo o fechado o único regime adequado. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP total da sanção imposta supera a baliza de 8 anos, sendo o fechado o único regime adequado. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.380 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) : JOSE LUIS SIQUEIRA (132119/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5C3-74CB-81AD-96F2 e senha 9470-0625-C493-6517 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.380 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) : JOSE LUIS SIQUEIRA (132119/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5C3-74CB-81AD-96F2 e senha 9470-0625-C493-6517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749176784
2019-02-05T00:00:00
2019-02-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. PENA – DOSIMETRIA. A dosimetria da pena envolve, de regra, o justo ou injusto, não cabendo presumir ilegalidade. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Ante a dedicação do réu a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME. O regime de cumprimento é definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal.
sjur398539
Número de páginas: 8. Análise: 12/03/2019, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
148380
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 148380
[ "" ]
PACTE.(S) : JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) : JOSE LUIS SIQUEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) :JOSE LUIS SIQUEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. PENA – DOSIMETRIA. A dosimetria da pena envolve, de regra, o justo ou injusto, não cabendo presumir ilegalidade. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Ante a dedicação do réu a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME. O regime de cumprimento é definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-0C06-B6BE-6670 e senha 7ED1-4654-3224-BC2A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 148380 / SP Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-0C06-B6BE-6670 e senha 7ED1-4654-3224-BC2A Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-0C06-B6BE-6670 e senha 7ED1-4654-3224-BC2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) :JOSE LUIS SIQUEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Quarta Vara Federal de São José do Rio Preto/SP, no processo n 0005511-47.2015.4.03.6106, condenou o paciente a 5 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 468 dias-multa, ante a prática dos delitos descritos nos artigos 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), combinado com o § 4... do citado dispositivo e com o 40, incisos I e V (transnacionalidade e interestadualidade), da Lei n 11.343/2006, e 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. No Tribunal Regional Federal da 3... Região, foram interpostas apelações pela defesa e pelo Ministério Público. A Décima Primeira Turma proveu-as para aumentar a pena-base alusiva ao delito de tráfico, em razão da quantidade de entorpecente, fixando-a em 8 anos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) :JOSE LUIS SIQUEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Quarta Vara Federal de São José do Rio Preto/SP, no processo n 0005511-47.2015.4.03.6106, condenou o paciente a 5 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 468 dias-multa, ante a prática dos delitos descritos nos artigos 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), combinado com o § 4... do citado dispositivo e com o 40, incisos I e V (transnacionalidade e interestadualidade), da Lei n 11.343/2006, e 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. No Tribunal Regional Federal da 3... Região, foram interpostas apelações pela defesa e pelo Ministério Público. A Décima Primeira Turma proveu-as para aumentar a pena-base alusiva ao delito de tráfico, em razão da quantidade de entorpecente, fixando-a em 8 anos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 148380 / SP e 4 meses de reclusão; afastar a causa de diminuição do artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), presente a dedicação a atividades criminosas e a impossibilidade de reconhecer- se participação de menor importância; e desconsiderar a causa de aumento alusiva à transposição de fronteiras estaduais. Estabeleceu a sanção em 10 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, mais o pagamento de 971 dias-multa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 398.702/SP, o qual teve a ordem indeferida pela Sexta Turma. O impetrante sustenta a inidoneidade das premissas lançadas para aumentar a pena-base e afastar a causa de diminuição. Evoca jurisprudência. Diz competir aos Tribunais Superiores examinar a legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados na dosimetria da sanção penal. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o reconhecimento da incidência do § 4... do artigo 33 da Lei de Drogas, a fixação da pena-base no mínimo legal e o implemento de regime de cumprimento mais brando. No mérito, busca a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 4 de outubro de 2017, indeferiu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP e 4 meses de reclusão; afastar a causa de diminuição do artigo 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), presente a dedicação a atividades criminosas e a impossibilidade de reconhecer- se participação de menor importância; e desconsiderar a causa de aumento alusiva à transposição de fronteiras estaduais. Estabeleceu a sanção em 10 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, mais o pagamento de 971 dias-multa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 398.702/SP, o qual teve a ordem indeferida pela Sexta Turma. O impetrante sustenta a inidoneidade das premissas lançadas para aumentar a pena-base e afastar a causa de diminuição. Evoca jurisprudência. Diz competir aos Tribunais Superiores examinar a legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados na dosimetria da sanção penal. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o reconhecimento da incidência do § 4... do artigo 33 da Lei de Drogas, a fixação da pena-base no mínimo legal e o implemento de regime de cumprimento mais brando. No mérito, busca a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 4 de outubro de 2017, indeferiu o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 148380 / SP No Superior Tribunal de Justiça, o agravo em recurso especial n 1.195.491/SP não foi conhecido pela Relatora. O trânsito em julgado da decisão ocorreu em 12 de dezembro de 2017, seguindo-se a baixa definitiva do processo à origem. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP No Superior Tribunal de Justiça, o agravo em recurso especial n 1.195.491/SP não foi conhecido pela Relatora. O trânsito em julgado da decisão ocorreu em 12 de dezembro de 2017, seguindo-se a baixa definitiva do processo à origem. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2368-4ED2-1777-B4E2 e senha 5CD6-A125-E3A4-7220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 4 de outubro de 2017, quando do não implemento do pedido de medida de urgência: […] 2. O Tribunal Regional Federal da 3... Região, ao definir a pena-base para o crime de tráfico de drogas, presente o mínimo de 5 e o máximo de 15 anos, veio a estabelecê-la em 8 anos e 4 meses. Considerou a quantidade da entorpecente – 340,55 quilos de maconha –, reportando-se ao artigo 42 da Lei n 11.343/2006. A dosimetria resolve-se, de regra, no campo do justo ou injusto. Difícil é o pronunciamento judicial que, sob tal ângulo, encerre ilegalidade, e esta não surge. No tocante à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., do mesmo diploma, o Regional, ao afastar a incidência, agindo dentro do figurino legal, observou a dedicação a atividades criminosas, levando em conta os contornos do delito e a constatação de que o paciente fazia do descaminho meio de vida. Aludiu ao fato de haver atuado como “batedor” de corréu, dizendo ser conduta que não pode ser tida como participação de menor importância. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, atentem para o disposto no artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. A pena-base, presente a quantidade de substância encontrada, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.380 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 4 de outubro de 2017, quando do não implemento do pedido de medida de urgência: […] 2. O Tribunal Regional Federal da 3... Região, ao definir a pena-base para o crime de tráfico de drogas, presente o mínimo de 5 e o máximo de 15 anos, veio a estabelecê-la em 8 anos e 4 meses. Considerou a quantidade da entorpecente – 340,55 quilos de maconha –, reportando-se ao artigo 42 da Lei n 11.343/2006. A dosimetria resolve-se, de regra, no campo do justo ou injusto. Difícil é o pronunciamento judicial que, sob tal ângulo, encerre ilegalidade, e esta não surge. No tocante à causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., do mesmo diploma, o Regional, ao afastar a incidência, agindo dentro do figurino legal, observou a dedicação a atividades criminosas, levando em conta os contornos do delito e a constatação de que o paciente fazia do descaminho meio de vida. Aludiu ao fato de haver atuado como “batedor” de corréu, dizendo ser conduta que não pode ser tida como participação de menor importância. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, atentem para o disposto no artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. A pena-base, presente a quantidade de substância encontrada, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148380 / SP total da sanção imposta supera a baliza de 8 anos, sendo o fechado o único regime adequado. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Supremo Tribunal Federal HC 148380 / SP total da sanção imposta supera a baliza de 8 anos, sendo o fechado o único regime adequado. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BECA-2A1E-1582-B83F e senha F873-2D7A-4755-B4EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.380 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) : JOSE LUIS SIQUEIRA (132119/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5C3-74CB-81AD-96F2 e senha 9470-0625-C493-6517 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.380 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSE CARLOS MELO DA SILVA IMPTE.(S) : JOSE LUIS SIQUEIRA (132119/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5C3-74CB-81AD-96F2 e senha 9470-0625-C493-6517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 148 . 380", "HC 148380 / SP", "HC 148380 / SP", "HABEAS CORPUS 148 . 380", "processo n 0005511 - 47 . 2015 . 4 .", "03", ".", "6106", "E3A4", "HABEAS CORPUS 148 . 380", "processo n 0005511 - 47 . 2015 . 4 . 03 . 6106", "HC 148380 / SP", "habeas corpus n 398 . 702 / SP", "HC 148380 / SP", "habeas corpus n 398 . 702 / SP", "HC 148380 / SP", "agravo em recurso especial n 1 . 195 . 491 / SP", "HC 148380 / SP", "agravo em recurso especial n 1 . 195 . 491 / SP", "HABEAS CORPUS 148 . 380", "HABEAS CORPUS 148 . 380", "HC 148380 / SP", "HC 148380 / SP", "HABEAS CORPUS 148 . 380", "HABEAS CORPUS 148 . 380" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "40 , incisos I e V (", "Lei n 11 . 343 / 2006", "334 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "40 , incisos I e V (", "Lei n 11 . 343 / 2006", "334 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 42 da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 42 da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quarta Vara Federal de São José do Rio Preto / SP", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Ministério Público", "Décima Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quarta Vara Federal de São José do Rio Preto / SP", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Ministério Público", "Décima Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOSE CARLOS MELO DA SILVA", "JOSE LUIS SIQUEIRA", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE CARLOS MELO DA SILVA", "JOSE LUIS SIQUEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JOSE CARLOS MELO DA SILVA", "JOSE LUIS SIQUEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSE CARLOS MELO DA SILVA", "JOSE LUIS SIQUEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "JOSE CARLOS MELO DA SILVA", "JOSE LUIS SIQUEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2017", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2017", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "4 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "4 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PAGAMENTO DE HORA EXTRA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-22EB-7A78-A616 e senha 22AE-CA0C-D57D-E490 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Francisco Cleiton Paulo da Silva ao fundamento de incidência da Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal (e-doc. 28). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 30). 3. O agravante sustenta que “houve expressa citação dos artigos constitucionais que foram apontados no Recurso Extraordinário como tendo sido violados. Além disso, a violação foi direta e frontal, não sendo certo que ocorrera violação apenas de lei local” (fl. 3, e-doc. 30). Assevera que “o Acórdão ora atacado apresenta notória fragilidade se observado que o mesmo não vislumbrou que o objeto da ação não consiste em uma mera apreciação do direito à percepção do “Adicional” Noturno. Ao contrário, pelo fato de não se estar prestigiando o cômputo correto das horas noturnas trabalhadas, restam horas extraordinárias a serem pagas ao servidor autor da ação. E foi devido a isso que o autor ingressou em juízo buscando efetividade ao seu direito, mas foi que foi tolhido por uma decisão errada do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará” (fl. 7, e-doc. 30). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Francisco Cleiton Paulo da Silva ao fundamento de incidência da Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal (e-doc. 28). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 30). 3. O agravante sustenta que “houve expressa citação dos artigos constitucionais que foram apontados no Recurso Extraordinário como tendo sido violados. Além disso, a violação foi direta e frontal, não sendo certo que ocorrera violação apenas de lei local” (fl. 3, e-doc. 30). Assevera que “o Acórdão ora atacado apresenta notória fragilidade se observado que o mesmo não vislumbrou que o objeto da ação não consiste em uma mera apreciação do direito à percepção do “Adicional” Noturno. Ao contrário, pelo fato de não se estar prestigiando o cômputo correto das horas noturnas trabalhadas, restam horas extraordinárias a serem pagas ao servidor autor da ação. E foi devido a isso que o autor ingressou em juízo buscando efetividade ao seu direito, mas foi que foi tolhido por uma decisão errada do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará” (fl. 7, e-doc. 30). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1158278 AGR / CE Requer a “(...) reconsideração da decisão monocrática, nos moldes do Art. 1.021, § 2º, do novo CPC, para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Entretanto, caso entenda de maneira diversa, havendo negativa do Eminente Relator no tocante ao pedido preliminar e reconsideração da decisão, que seja remetida a esta Emérita Corte Suprema, para reformar a decisão atacada no sentido de para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Por fim o recorrente ratifica todas as razões constantes no Agravo em Recurso Extraordinário e no próprio Rext englobando todos fundamentos e pedidos neles constantes” (fl. 10, e-doc. 30). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 34). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE Requer a “(...) reconsideração da decisão monocrática, nos moldes do Art. 1.021, § 2º, do novo CPC, para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Entretanto, caso entenda de maneira diversa, havendo negativa do Eminente Relator no tocante ao pedido preliminar e reconsideração da decisão, que seja remetida a esta Emérita Corte Suprema, para reformar a decisão atacada no sentido de para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Por fim o recorrente ratifica todas as razões constantes no Agravo em Recurso Extraordinário e no próprio Rext englobando todos fundamentos e pedidos neles constantes” (fl. 10, e-doc. 30). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 34). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “Afirmou o Vindicante, no segundo capítulo da peça agravatória, que o adicional de hora extra deve incidir sobre o valor da hora noturna já majorada pelo adicional específico e não sobre o valor da hora normal de trabalho. Respeitosamente, esta não é a melhor intelecção da norma. Neste particular, por ocasião do ato vergastado, decidi: ‘Entretanto, no que importa à forma de cálculo dos adicionais, não andou bem a digna Magistrada. O percentual de 50% (cinquenta por cento) das horas extras não deve ser aplicado sobre a hora noturna já majorada em 20% (vinte por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “Afirmou o Vindicante, no segundo capítulo da peça agravatória, que o adicional de hora extra deve incidir sobre o valor da hora noturna já majorada pelo adicional específico e não sobre o valor da hora normal de trabalho. Respeitosamente, esta não é a melhor intelecção da norma. Neste particular, por ocasião do ato vergastado, decidi: ‘Entretanto, no que importa à forma de cálculo dos adicionais, não andou bem a digna Magistrada. O percentual de 50% (cinquenta por cento) das horas extras não deve ser aplicado sobre a hora noturna já majorada em 20% (vinte por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1158278 AGR / CE cento), conforme determinado no decreto sentencial. O art. 114, caput, da Lei nº 6.794/1990, preceitua que a hora extra será calculada com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. Veja-se: 'Art. 114 - O serviço extraordinário será calculado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho, incidindo sobre a remuneração do servidor, excetuando-se a’ representação de cargo comissionado.' O legislador, pois, expressamente fixou como base de cálculo do adicional pelo serviço extraordinário a hora normal trabalhada. Deste modo, e novamente referendando apontamento ministerial, não há que se falar em hora noturna como base de cálculo para hora extra, sob pena de ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição Federal, que veda o chamado 'efeito cascata'. A propósito: 'Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: […] XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;' Com efeito, a decisão recorrida merece reforma somente neste aspecto, tendo em vista que a forma de cálculo da hora extra noturna deve observar a hora normal de trabalho.’ E a decisão, a meu sentir, mantém-se incólume por seus próprios fundamentos” (fls. 15-16, doc. 17). A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.794/1990). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário e atrair a incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE cento), conforme determinado no decreto sentencial. O art. 114, caput, da Lei nº 6.794/1990, preceitua que a hora extra será calculada com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. Veja-se: 'Art. 114 - O serviço extraordinário será calculado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho, incidindo sobre a remuneração do servidor, excetuando-se a’ representação de cargo comissionado.' O legislador, pois, expressamente fixou como base de cálculo do adicional pelo serviço extraordinário a hora normal trabalhada. Deste modo, e novamente referendando apontamento ministerial, não há que se falar em hora noturna como base de cálculo para hora extra, sob pena de ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição Federal, que veda o chamado 'efeito cascata'. A propósito: 'Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: […] XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;' Com efeito, a decisão recorrida merece reforma somente neste aspecto, tendo em vista que a forma de cálculo da hora extra noturna deve observar a hora normal de trabalho.’ E a decisão, a meu sentir, mantém-se incólume por seus próprios fundamentos” (fls. 15-16, doc. 17). A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.794/1990). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário e atrair a incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1158278 AGR / CE ADMIINSTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/STF. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 846.840-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.2.2015). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Guarda municipal. Adicional de risco. Cálculo sobre as horas extras. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Impossibilidade de análise, em recurso extraordinário, da legislação local e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois o agravado não apresentou contrarrazões” (ARE n. 954.085- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.11.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE ADMIINSTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/STF. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 846.840-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.2.2015). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Guarda municipal. Adicional de risco. Cálculo sobre as horas extras. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Impossibilidade de análise, em recurso extraordinário, da legislação local e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois o agravado não apresentou contrarrazões” (ARE n. 954.085- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.11.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1158278 AGR / CE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE77-C7BD-4C78-54DA e senha E95E-19DA-A6C6-0A7E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE77-C7BD-4C78-54DA e senha E95E-19DA-A6C6-0A7E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749570892
2019-03-29T00:00:00
2019-04-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PAGAMENTO DE HORA EXTRA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur401666
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL, HORA EXTRA, SÚMULA 280/STF) ARE 846840 AgR (1ªT), ARE 954085 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 10/05/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1158278
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-006794 ANO-1990\n ART-00114 \"CAPUT\"\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA, CE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1158278 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PAGAMENTO DE HORA EXTRA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-22EB-7A78-A616 e senha 22AE-CA0C-D57D-E490 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Francisco Cleiton Paulo da Silva ao fundamento de incidência da Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal (e-doc. 28). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 30). 3. O agravante sustenta que “houve expressa citação dos artigos constitucionais que foram apontados no Recurso Extraordinário como tendo sido violados. Além disso, a violação foi direta e frontal, não sendo certo que ocorrera violação apenas de lei local” (fl. 3, e-doc. 30). Assevera que “o Acórdão ora atacado apresenta notória fragilidade se observado que o mesmo não vislumbrou que o objeto da ação não consiste em uma mera apreciação do direito à percepção do “Adicional” Noturno. Ao contrário, pelo fato de não se estar prestigiando o cômputo correto das horas noturnas trabalhadas, restam horas extraordinárias a serem pagas ao servidor autor da ação. E foi devido a isso que o autor ingressou em juízo buscando efetividade ao seu direito, mas foi que foi tolhido por uma decisão errada do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará” (fl. 7, e-doc. 30). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Francisco Cleiton Paulo da Silva ao fundamento de incidência da Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal (e-doc. 28). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 30). 3. O agravante sustenta que “houve expressa citação dos artigos constitucionais que foram apontados no Recurso Extraordinário como tendo sido violados. Além disso, a violação foi direta e frontal, não sendo certo que ocorrera violação apenas de lei local” (fl. 3, e-doc. 30). Assevera que “o Acórdão ora atacado apresenta notória fragilidade se observado que o mesmo não vislumbrou que o objeto da ação não consiste em uma mera apreciação do direito à percepção do “Adicional” Noturno. Ao contrário, pelo fato de não se estar prestigiando o cômputo correto das horas noturnas trabalhadas, restam horas extraordinárias a serem pagas ao servidor autor da ação. E foi devido a isso que o autor ingressou em juízo buscando efetividade ao seu direito, mas foi que foi tolhido por uma decisão errada do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará” (fl. 7, e-doc. 30). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1158278 AGR / CE Requer a “(...) reconsideração da decisão monocrática, nos moldes do Art. 1.021, § 2..., do novo Código de Processo Civil, para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Entretanto, caso entenda de maneira diversa, havendo negativa do Eminente Relator no tocante ao pedido preliminar e reconsideração da decisão, que seja remetida a esta Emérita Corte Suprema, para reformar a decisão atacada no sentido de para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Por fim o recorrente ratifica todas as razões constantes no Agravo em Recurso Extraordinário e no próprio Rext englobando todos fundamentos e pedidos neles constantes” (fl. 10, e-doc. 30). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 34). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE Requer a “(...) reconsideração da decisão monocrática, nos moldes do Art. 1.021, § 2..., do novo Código de Processo Civil, para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Entretanto, caso entenda de maneira diversa, havendo negativa do Eminente Relator no tocante ao pedido preliminar e reconsideração da decisão, que seja remetida a esta Emérita Corte Suprema, para reformar a decisão atacada no sentido de para dar seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário manejado pela recorrente para, ao final, conhecê-lo e provê-lo nos termos da razões e pedidos formulados. Por fim o recorrente ratifica todas as razões constantes no Agravo em Recurso Extraordinário e no próprio Rext englobando todos fundamentos e pedidos neles constantes” (fl. 10, e-doc. 30). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 34). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F64B-C765-F6AC-B85E e senha 4FB3-621D-9DAC-B1D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “Afirmou o Vindicante, no segundo capítulo da peça agravatória, que o adicional de hora extra deve incidir sobre o valor da hora noturna já majorada pelo adicional específico e não sobre o valor da hora normal de trabalho. Respeitosamente, esta não é a melhor intelecção da norma. Neste particular, por ocasião do ato vergastado, decidi: ‘Entretanto, no que importa à forma de cálculo dos adicionais, não andou bem a digna Magistrada. O percentual de 50% (cinquenta por cento) das horas extras não deve ser aplicado sobre a hora noturna já majorada em 20% (vinte por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Na espécie o Tribunal de origem decidiu: “Afirmou o Vindicante, no segundo capítulo da peça agravatória, que o adicional de hora extra deve incidir sobre o valor da hora noturna já majorada pelo adicional específico e não sobre o valor da hora normal de trabalho. Respeitosamente, esta não é a melhor intelecção da norma. Neste particular, por ocasião do ato vergastado, decidi: ‘Entretanto, no que importa à forma de cálculo dos adicionais, não andou bem a digna Magistrada. O percentual de 50% (cinquenta por cento) das horas extras não deve ser aplicado sobre a hora noturna já majorada em 20% (vinte por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1158278 AGR / CE cento), conforme determinado no decreto sentencial. O art. 114, caput, da Lei n 6.794/1990, preceitua que a hora extra será calculada com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. Veja-se: 'Art. 114 - O serviço extraordinário será calculado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho, incidindo sobre a remuneração do servidor, excetuando-se a’ representação de cargo comissionado.' O legislador, pois, expressamente fixou como base de cálculo do adicional pelo serviço extraordinário a hora normal trabalhada. Deste modo, e novamente referendando apontamento ministerial, não há que se falar em hora noturna como base de cálculo para hora extra, sob pena de ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição Federal, que veda o chamado 'efeito cascata'. A propósito: 'Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: […] XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;' Com efeito, a decisão recorrida merece reforma somente neste aspecto, tendo em vista que a forma de cálculo da hora extra noturna deve observar a hora normal de trabalho.’ E a decisão, a meu sentir, mantém-se incólume por seus próprios fundamentos” (fls. 15-16, doc. 17). A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.794/1990). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário e atrair a incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE cento), conforme determinado no decreto sentencial. O art. 114, caput, da Lei n 6.794/1990, preceitua que a hora extra será calculada com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. Veja-se: 'Art. 114 - O serviço extraordinário será calculado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho, incidindo sobre a remuneração do servidor, excetuando-se a’ representação de cargo comissionado.' O legislador, pois, expressamente fixou como base de cálculo do adicional pelo serviço extraordinário a hora normal trabalhada. Deste modo, e novamente referendando apontamento ministerial, não há que se falar em hora noturna como base de cálculo para hora extra, sob pena de ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição Federal, que veda o chamado 'efeito cascata'. A propósito: 'Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: […] XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;' Com efeito, a decisão recorrida merece reforma somente neste aspecto, tendo em vista que a forma de cálculo da hora extra noturna deve observar a hora normal de trabalho.’ E a decisão, a meu sentir, mantém-se incólume por seus próprios fundamentos” (fls. 15-16, doc. 17). A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.794/1990). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário e atrair a incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1158278 AGR / CE ADMIINSTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 846.840-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.2.2015). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Guarda municipal. Adicional de risco. Cálculo sobre as horas extras. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Impossibilidade de análise, em recurso extraordinário, da legislação local e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois o agravado não apresentou contrarrazões” (ARE n. 954.085- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.11.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE ADMIINSTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. BASE DE CÁLCULO DE HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. A resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local aplicada ao caso, procedimento vedado em recurso extraordinário pela Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 846.840-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.2.2015). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Guarda municipal. Adicional de risco. Cálculo sobre as horas extras. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Impossibilidade de análise, em recurso extraordinário, da legislação local e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois o agravado não apresentou contrarrazões” (ARE n. 954.085- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.11.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1158278 AGR / CE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Supremo Tribunal Federal ARE 1158278 AGR / CE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6067-2268-11B5-DEFE e senha AACA-1E00-D200-9844 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE77-C7BD-4C78-54DA e senha E95E-19DA-A6C6-0A7E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.158.278 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE77-C7BD-4C78-54DA e senha E95E-19DA-A6C6-0A7E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 158 . 278", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "ARE 1158278 AGR / CE", "ARE 1158278 AGR / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 158 . 278", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "RECURSO", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 846 . 840 - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 954 . 085 - AgR", "ARE 1158278 AGR / CE", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 846 . 840 - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 954 . 085 - AgR", "ARE 1158278 AGR /", "ARE 1158278 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 1 . 021 , § 2 . . . , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 1 . 021 , § 2 . . . , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . IX do art . 93 da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . IX do art . 93 da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 , caput , da Lei n 6 . 794 / 1990", "art . 37 , XIV , da Constituição Federal", "Lei n . 6 . 794 / 1990", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 , caput , da Lei n 6 . 794 / 1990", "art . 37 , XIV , da Constituição Federal", "Lei n . 6 . 794 / 1990", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "Brasília", "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "CEARÁ", "FORTALEZA", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Ceará", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Ceará", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "CÁRMEN LÚCIA", "Francisco Cleiton Paulo da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "CÁRMEN LÚCIA", "Francisco Cleiton Paulo da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "CÁRMEN", "LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "FRANCISCO CLEITON PAULO DA SILVA", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "2", ".", "2015", "28", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "2", ".", "2015", "28", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) :ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Adicional noturno. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 22 a 28/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de março de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1780-4977-CA5C-6BBD e senha FF54-8289-D7AF-8888 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1176456 AGR / CE MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1780-4977-CA5C-6BBD e senha FF54-8289-D7AF-8888 Supremo Tribunal Federal ARE 1176456 AGR / CE MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1780-4977-CA5C-6BBD e senha FF54-8289-D7AF-8888 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) :ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92A2-91F4-629E-5F37 e senha 5DF5-2C02-6CEE-9692 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) :ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92A2-91F4-629E-5F37 e senha 5DF5-2C02-6CEE-9692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a necessária análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL NOTURNO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.126.128/CE-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Presidente, DJe de 17/9/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.7.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. EXAME DE LEI LOCAL. INVIABILIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a necessária análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL NOTURNO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.126.128/CE-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Presidente, DJe de 17/9/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.7.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. EXAME DE LEI LOCAL. INVIABILIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1176456 AGR / CE DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de concessão do adicional noturno à recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 979.996/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 26/10/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. 1. O exame do recurso extraordinário permite constatar que a hipótese envolveria alegadas violações à legislação infraconstitucional (Súmula 280/STF), sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.” (ARE nº 918.938/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/10/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Supremo Tribunal Federal ARE 1176456 AGR / CE DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de concessão do adicional noturno à recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 979.996/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 26/10/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. 1. O exame do recurso extraordinário permite constatar que a hipótese envolveria alegadas violações à legislação infraconstitucional (Súmula 280/STF), sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.” (ARE nº 918.938/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/10/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) : ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES (24916/CE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75A0-5065-D9BF-FDDA e senha 24AA-0305-40A2-2A59 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) : ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES (24916/CE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75A0-5065-D9BF-FDDA e senha 24AA-0305-40A2-2A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749598430
2019-03-29T00:00:00
2019-04-15T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Adicional noturno. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur402096
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) ARE 918938 AgR (1ªT), ARE 979996 AgR (1ªT), ARE 1126128 AgR (TP). Número de páginas: 6. Análise: 21/05/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1176456
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1176456 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) : ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) :ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Adicional noturno. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 22 a 28/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de março de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1780-4977-CA5C-6BBD e senha FF54-8289-D7AF-8888 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1176456 AGR / CE MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1780-4977-CA5C-6BBD e senha FF54-8289-D7AF-8888 Supremo Tribunal Federal ARE 1176456 AGR / CE MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1780-4977-CA5C-6BBD e senha FF54-8289-D7AF-8888 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) :ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92A2-91F4-629E-5F37 e senha 5DF5-2C02-6CEE-9692 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) :ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92A2-91F4-629E-5F37 e senha 5DF5-2C02-6CEE-9692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a necessária análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL NOTURNO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.126.128/CE-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Presidente, DJe de 17/9/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.7.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. EXAME DE LEI LOCAL. INVIABILIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 CEARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a necessária análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL NOTURNO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.126.128/CE-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Presidente, DJe de 17/9/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.7.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. EXAME DE LEI LOCAL. INVIABILIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1176456 AGR / CE DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de concessão do adicional noturno à recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 979.996/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 26/10/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. O exame do recurso extraordinário permite constatar que a hipótese envolveria alegadas violações à legislação infraconstitucional (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973.” (ARE n 918.938/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/10/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Supremo Tribunal Federal ARE 1176456 AGR / CE DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de concessão do adicional noturno à recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas, além da legislação aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 979.996/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 26/10/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL NOTURNO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. O exame do recurso extraordinário permite constatar que a hipótese envolveria alegadas violações à legislação infraconstitucional (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973.” (ARE n 918.938/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 24/10/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E95-5203-E692-6EBB e senha 6C1E-4E4E-BE9F-C8BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) : ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES (24916/CE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75A0-5065-D9BF-FDDA e senha 24AA-0305-40A2-2A59 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.456 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ - SINTAF-CE ADV.(A/S) : ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES (24916/CE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75A0-5065-D9BF-FDDA e senha 24AA-0305-40A2-2A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 176 . 456", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 126 . 128 / CE - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula n 280 desta Corte", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 126 .", "SÚMULAS 279", "ARE 1176456 AGR / CE", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 979 . 996 / RJ - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 918 . 938 / MS - AgR", "ARE 1176456 AGR / CE", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 979 . 996 / RJ - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 918 . 938 / MS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§", "§ 4 . . . DO ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 1 . 021 ,", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "Brasília", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SINTAF", "-", "CE", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SINTAF", "-", "CE", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SINTAF", "-", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CEARÁ", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SINTAF", "-", "CE", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS FAZENDÁRIOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SINTAF", "-", "CE", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ADRYU", "ROLIM FERNANDES", "DIAS TOFFOLI", "ADRYU", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ADRYU REGIS ROLIM FERNANDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "22", "28", "/", "3", "/", "2019", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "2015", "17", "/", "9", "/", "18", "8", ".", "7", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "17", "/", "9", "/", "18", "8", ".", "7", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) :PEDRO ROSA MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO ANTERIOR EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS: IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL PARCIALMENTE PROVIDO APENAS PARA EXCLUIR A MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em dar parcial provimento ao agravo regimental, apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2037-483F-3E18-08A4 e senha E374-468C-C0AA-9D03 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) :PEDRO ROSA MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, não conheci do recurso extraordinário com agravo interposto por FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (e-doc. 68). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.12.2018, FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. interpôs, tempestivamente, agravo regimental (e- doc. 71). A agravante alega que “a Tese n. 357 SEM Repercussão Geral trata dos “Turnos Ininterruptos de Revezamento”. Por essa razão, ela não é aplicável à hipótese debatida nestes autos de “2 Turnos Alternantes de Trabalho” por estarem estes regrados por Acordos Coletivos de Trabalho (art. 7º, XXVI, CF). Aos “2 Turnos” previstos em ACTs é aplicável a Tese n. 152 COM Repercussão Geral, de relatoria do Ministro Luiz Roberto Barroso” (fl. 4, e-doc. 71). Sustenta que, “apesar do v. acórdão ter sido proferido após a vigência da Lei n. 13.467/2017 (11.11.2017), não foi chamado para vir integrar a presente lide o Sindicato Profissional como litisconsorte necessário, como determina o art. 611-A, § 5º, da CLT, irregularidade processual que precisa ser sanada neste momento, eis que a norma processual, por ser de ordem pública, é aplicável de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) :PEDRO ROSA MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, não conheci do recurso extraordinário com agravo interposto por FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (e-doc. 68). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.12.2018, FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. interpôs, tempestivamente, agravo regimental (e- doc. 71). A agravante alega que “a Tese n. 357 SEM Repercussão Geral trata dos “Turnos Ininterruptos de Revezamento”. Por essa razão, ela não é aplicável à hipótese debatida nestes autos de “2 Turnos Alternantes de Trabalho” por estarem estes regrados por Acordos Coletivos de Trabalho (art. 7º, XXVI, CF). Aos “2 Turnos” previstos em ACTs é aplicável a Tese n. 152 COM Repercussão Geral, de relatoria do Ministro Luiz Roberto Barroso” (fl. 4, e-doc. 71). Sustenta que, “apesar do v. acórdão ter sido proferido após a vigência da Lei n. 13.467/2017 (11.11.2017), não foi chamado para vir integrar a presente lide o Sindicato Profissional como litisconsorte necessário, como determina o art. 611-A, § 5º, da CLT, irregularidade processual que precisa ser sanada neste momento, eis que a norma processual, por ser de ordem pública, é aplicável de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1166856 AGR / MG imediato (‘§ 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos’)” (fl. 5, e-doc. 71). Anota que, “por se tratar a presente ação judicial regrada pelas normas especiais materiais e processuais de Direito do Trabalho, não são aplicáveis as normas do Código de Processo Civil acerca dos honorários advocatícios de sucumbência. Aqui se aplica o velho brocardo latino de que a norma especial (que está albergada na Lei n. 5.584/1970, art. 14 e seguintes c/c o art. 791-A, que foi introduzido pela recente Lei n. 13.467/2017 na CLT) afasta a norma geral (CPC). E mais. Esse mesmo E. STF já fixou o entendimento de que, com o novel art. 791-A, da CLT, os honorários advocatícios de sucumbência são devidos, apenas, por ocasião da prolação de uma sentença, que é o momento adequado processual para fixá-los, não podendo eles ser fixados nem antes e muito menos após a prolação da sentença” (sic, fl. 37, e-doc. 71). Requer “seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5º, da CLT (“§ 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar” (fl. 40, e-doc. 71). 3. O agravado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG imediato (‘§ 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos’)” (fl. 5, e-doc. 71). Anota que, “por se tratar a presente ação judicial regrada pelas normas especiais materiais e processuais de Direito do Trabalho, não são aplicáveis as normas do Código de Processo Civil acerca dos honorários advocatícios de sucumbência. Aqui se aplica o velho brocardo latino de que a norma especial (que está albergada na Lei n. 5.584/1970, art. 14 e seguintes c/c o art. 791-A, que foi introduzido pela recente Lei n. 13.467/2017 na CLT) afasta a norma geral (CPC). E mais. Esse mesmo E. STF já fixou o entendimento de que, com o novel art. 791-A, da CLT, os honorários advocatícios de sucumbência são devidos, apenas, por ocasião da prolação de uma sentença, que é o momento adequado processual para fixá-los, não podendo eles ser fixados nem antes e muito menos após a prolação da sentença” (sic, fl. 37, e-doc. 71). Requer “seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5º, da CLT (“§ 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar” (fl. 40, e-doc. 71). 3. O agravado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1166856 AGR / MG TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao pedido de “notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário”, este Supremo Tribunal não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao pedido de “notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário”, este Supremo Tribunal não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1166856 AGR / MG admite inovação de argumento e pedido em agravo regimental. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inovação recursal. Impossibilidade. Tributário. Imunidade. Requisitos. Órgão gestor de mão de obra de utilidade pública. Lei nº 8.630/93. Questão infraconstitucional. Afronta reflexa. Ausência de comprovação das condições de constituição e funcionamento. Estatuto social. Fatos e provas. Súmula nº 279/STF. Cláusulas contratuais. Súmula nº 454/STF. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. (...) 4. Agravo regimental não provido” (AI n. 848.648- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. BASE DE CÁLCULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 720.400-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.3.2014). 4. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal apenas quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015” (RE n. 509.055-AgR-EDv-AgR-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 20.4.2017). “Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG admite inovação de argumento e pedido em agravo regimental. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inovação recursal. Impossibilidade. Tributário. Imunidade. Requisitos. Órgão gestor de mão de obra de utilidade pública. Lei nº 8.630/93. Questão infraconstitucional. Afronta reflexa. Ausência de comprovação das condições de constituição e funcionamento. Estatuto social. Fatos e provas. Súmula nº 279/STF. Cláusulas contratuais. Súmula nº 454/STF. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. (...) 4. Agravo regimental não provido” (AI n. 848.648- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. BASE DE CÁLCULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 720.400-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.3.2014). 4. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal apenas quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015” (RE n. 509.055-AgR-EDv-AgR-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 20.4.2017). “Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1166856 AGR / MG 85, § 11, do CPC/2015” (ARE n. 960.628-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário DJe 18.5.2017). No caso em exame, o Tribunal de origem não condenou a agravante ao pagamento de honorários advocatícios. Incabível, portanto, a majoração dos honorários nos termos da lei processual vigente. 5. Pelo exposto, dou parcial provimento ao agravo regimental apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG 85, § 11, do CPC/2015” (ARE n. 960.628-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário DJe 18.5.2017). No caso em exame, o Tribunal de origem não condenou a agravante ao pagamento de honorários advocatícios. Incabível, portanto, a majoração dos honorários nos termos da lei processual vigente. 5. Pelo exposto, dou parcial provimento ao agravo regimental apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) : PEDRO ROSA MACHADO (30503/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EF-04AC-A6AC-EF43 e senha 4725-6BE9-0B50-A5C8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) : PEDRO ROSA MACHADO (30503/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EF-04AC-A6AC-EF43 e senha 4725-6BE9-0B50-A5C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749570919
2019-03-29T00:00:00
2019-04-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO ANTERIOR EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS: IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL PARCIALMENTE PROVIDO APENAS PARA EXCLUIR A MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA.
sjur401693
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, DECISÃO, APLICAÇÃO, SISTEMÁTICA, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 952337 AgR (TP), ARE 911997 AgR (2ªT), ARE 998807 AgR (1ªT), ARE 1002455 AgR (TP). (AGRAVO REGIMENTAL, INOVAÇÃO, ARGUMENTO) RE 720400 AgR (2ªT), AI 848648 AgR (1ªT). (MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS) RE 509055 AgR-EDv-AgR-AgR (TP), ARE 960628 AgR-EDv-AgR (TP). Número de páginas: 8. Análise: 03/05/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1166856
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1166856 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) : RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) : PEDRO ROSA MACHADO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) :PEDRO ROSA MACHADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO ANTERIOR EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS: IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL PARCIALMENTE PROVIDO APENAS PARA EXCLUIR A MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em dar parcial provimento ao agravo regimental, apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2037-483F-3E18-08A4 e senha E374-468C-C0AA-9D03 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) :PEDRO ROSA MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, não conheci do recurso extraordinário com agravo interposto por FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (e-doc. 68). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.12.2018, FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. interpôs, tempestivamente, agravo regimental (e- doc. 71). A agravante alega que “a Tese n. 357 SEM Repercussão Geral trata dos “Turnos Ininterruptos de Revezamento”. Por essa razão, ela não é aplicável à hipótese debatida nestes autos de “2 Turnos Alternantes de Trabalho” por estarem estes regrados por Acordos Coletivos de Trabalho (art. 7..., XXVI, Constituição Federal de 1988). Aos “2 Turnos” previstos em ACTs é aplicável a Tese n. 152 COM Repercussão Geral, de relatoria do Ministro Luiz Roberto Barroso” (fl. 4, e-doc. 71). Sustenta que, “apesar do v. acórdão ter sido proferido após a vigência da Lei n. 13.467/2017 (11.11.2017), não foi chamado para vir integrar a presente lide o Sindicato Profissional como litisconsorte necessário, como determina o art. 611-A, § 5..., da Consolidação das Leis do Trabalho, irregularidade processual que precisa ser sanada neste momento, eis que a norma processual, por ser de ordem pública, é aplicável de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) :PEDRO ROSA MACHADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, não conheci do recurso extraordinário com agravo interposto por FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (e-doc. 68). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.12.2018, FCA – Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda. interpôs, tempestivamente, agravo regimental (e- doc. 71). A agravante alega que “a Tese n. 357 SEM Repercussão Geral trata dos “Turnos Ininterruptos de Revezamento”. Por essa razão, ela não é aplicável à hipótese debatida nestes autos de “2 Turnos Alternantes de Trabalho” por estarem estes regrados por Acordos Coletivos de Trabalho (art. 7..., XXVI, Constituição Federal de 1988). Aos “2 Turnos” previstos em ACTs é aplicável a Tese n. 152 COM Repercussão Geral, de relatoria do Ministro Luiz Roberto Barroso” (fl. 4, e-doc. 71). Sustenta que, “apesar do v. acórdão ter sido proferido após a vigência da Lei n. 13.467/2017 (11.11.2017), não foi chamado para vir integrar a presente lide o Sindicato Profissional como litisconsorte necessário, como determina o art. 611-A, § 5..., da Consolidação das Leis do Trabalho, irregularidade processual que precisa ser sanada neste momento, eis que a norma processual, por ser de ordem pública, é aplicável de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1166856 AGR / MG imediato (‘§ 5... Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos’)” (fl. 5, e-doc. 71). Anota que, “por se tratar a presente ação judicial regrada pelas normas especiais materiais e processuais de Direito do Trabalho, não são aplicáveis as normas do Código de Processo Civil acerca dos honorários advocatícios de sucumbência. Aqui se aplica o velho brocardo latino de que a norma especial (que está albergada na Lei n. 5.584/1970, art. 14 e seguintes c/c o art. 791-A, que foi introduzido pela recente Lei n. 13.467/2017 na Consolidação das Leis do Trabalho) afasta a norma geral (Código de Processo Civil). E mais. Esse mesmo E. Supremo Tribunal Federal já fixou o entendimento de que, com o novel art. 791-A, da Consolidação das Leis do Trabalho, os honorários advocatícios de sucumbência são devidos, apenas, por ocasião da prolação de uma sentença, que é o momento adequado processual para fixá-los, não podendo eles ser fixados nem antes e muito menos após a prolação da sentença” (sic, fl. 37, e-doc. 71). Requer “seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5..., da Consolidação das Leis do Trabalho (“§ 5... Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar” (fl. 40, e-doc. 71). 3. O agravado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG imediato (‘§ 5... Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos’)” (fl. 5, e-doc. 71). Anota que, “por se tratar a presente ação judicial regrada pelas normas especiais materiais e processuais de Direito do Trabalho, não são aplicáveis as normas do Código de Processo Civil acerca dos honorários advocatícios de sucumbência. Aqui se aplica o velho brocardo latino de que a norma especial (que está albergada na Lei n. 5.584/1970, art. 14 e seguintes c/c o art. 791-A, que foi introduzido pela recente Lei n. 13.467/2017 na Consolidação das Leis do Trabalho) afasta a norma geral (Código de Processo Civil). E mais. Esse mesmo E. Supremo Tribunal Federal já fixou o entendimento de que, com o novel art. 791-A, da Consolidação das Leis do Trabalho, os honorários advocatícios de sucumbência são devidos, apenas, por ocasião da prolação de uma sentença, que é o momento adequado processual para fixá-los, não podendo eles ser fixados nem antes e muito menos após a prolação da sentença” (sic, fl. 37, e-doc. 71). Requer “seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5..., da Consolidação das Leis do Trabalho (“§ 5... Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar” (fl. 40, e-doc. 71). 3. O agravado não apresentou contrarrazões. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2122-4EDC-A6FE-5914 e senha 36CB-4A46-1818-0720 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1166856 AGR / MG TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao pedido de “notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário”, este Supremo Tribunal não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. DECISÃO ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 998.807-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. Quanto ao pedido de “notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário”, este Supremo Tribunal não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1166856 AGR / MG admite inovação de argumento e pedido em agravo regimental. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inovação recursal. Impossibilidade. Tributário. Imunidade. Requisitos. Órgão gestor de mão de obra de utilidade pública. Lei n 8.630/93. Questão infraconstitucional. Afronta reflexa. Ausência de comprovação das condições de constituição e funcionamento. Estatuto social. Fatos e provas. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Cláusulas contratuais. Súmula n 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. (...) 4. Agravo regimental não provido” (AI n. 848.648- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. BASE DE CÁLCULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 720.400-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.3.2014). 4. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal apenas quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015” (Recurso Extraordinário n. 509.055-AgR-EDv-AgR-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 20.4.2017). “Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG admite inovação de argumento e pedido em agravo regimental. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Inovação recursal. Impossibilidade. Tributário. Imunidade. Requisitos. Órgão gestor de mão de obra de utilidade pública. Lei n 8.630/93. Questão infraconstitucional. Afronta reflexa. Ausência de comprovação das condições de constituição e funcionamento. Estatuto social. Fatos e provas. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Cláusulas contratuais. Súmula n 454/Supremo Tribunal Federal. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. (...) 4. Agravo regimental não provido” (AI n. 848.648- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.11.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. BASE DE CÁLCULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INOVAÇÃO DE ARGUMENTOS NO AGRAVO REGIMENTAL: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 720.400-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.3.2014). 4. Este Supremo Tribunal assentou ser possível majorar os honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal apenas quando fixados pelas instâncias ordinárias, conforme se dispõe no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil: “o tribunal, ao julgar recurso, majorará os honorários fixados anteriormente”. Assim, por exemplo: “AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015” (Recurso Extraordinário n. 509.055-AgR-EDv-AgR-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 20.4.2017). “Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1166856 AGR / MG 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 960.628-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário DJe 18.5.2017). No caso em exame, o Tribunal de origem não condenou a agravante ao pagamento de honorários advocatícios. Incabível, portanto, a majoração dos honorários nos termos da lei processual vigente. 5. Pelo exposto, dou parcial provimento ao agravo regimental apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Supremo Tribunal Federal ARE 1166856 AGR / MG 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 960.628-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário DJe 18.5.2017). No caso em exame, o Tribunal de origem não condenou a agravante ao pagamento de honorários advocatícios. Incabível, portanto, a majoração dos honorários nos termos da lei processual vigente. 5. Pelo exposto, dou parcial provimento ao agravo regimental apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A47E-31D4-3C45-3F6F e senha DBD0-05B9-A0C2-B071 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) : PEDRO ROSA MACHADO (30503/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EF-04AC-A6AC-EF43 e senha 4725-6BE9-0B50-A5C8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.166.856 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO AMPARO ANTONIO ADV.(A/S) : PEDRO ROSA MACHADO (30503/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, apenas para afastar a majoração dos honorários advocatícios, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EF-04AC-A6AC-EF43 e senha 4725-6BE9-0B50-A5C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 166 . 856", "ARE 1166856 AGR / MG", "ARE 1166856 AGR / MG", "ARE n . 1 . 002 . 455 - AgR", "ARE n . 1 . 002 . 455 -", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 952 . 337 - AgR", "ARE n . 998 . 807 - AgR", "AI", "-", "QO 760 . 358", "ARE n . 911 . 997 - AgR", "ARE 1166856 AGR / MG", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 952 . 337 - AgR", "ARE n . 998 . 807 - AgR", "AI", "-", "QO 760 . 358", "ARE n . 911 . 997 - AgR", "ARE 1166856 AGR / MG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 848 . 648 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 720 . 400 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 509 . 055 - AgR - EDv - AgR - AgR", "ARE 1166856", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 848 . 648 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 720 . 400 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 509 . 055 - AgR - EDv - AgR - AgR", "ARE 1166856 AGR / MG", "ARE n . 960 . 628 - AgR -", "ARE 1166856 AGR / MG 85", "ARE n . 960 . 628 - AgR - EDv - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXVI , Constituição Federal de 1988", "Lei n . 13 . 467 / 2017", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXVI , Constituição Federal de 1988", "Lei n . 13 . 467 / 2017", "art . 611 - A , § 5 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Lei n . 5 . 584 / 1970", "Lei n . 13 . 467 / 2017", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Código de Processo Civil", "art . 791 - A , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 611 - A , § 5 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Lei n . 5 . 584 / 1970", "Lei n . 13 . 467 / 2017", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Código de Processo Civil", "art . 791 - A , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 611 - A , § 5 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART . 544 DO Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART . 544 DO Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 630 / 93", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 630 / 93", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "FCA", "-", "FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FCA", "-", "FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA", "FCA", "Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda .", "FCA", "Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda .", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FCA", "-", "FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA", "FCA", "Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda .", "FCA", "Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Sindicato dos Metalúrgicos", "Supremo Tribunal não", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Sindicato dos Metalúrgicos", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "MG", "Primeira Turma", "“", "Segunda Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FCA", "-", "FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FCA", "-", "FIAT CHRYSLER AUTOMÓVEIS BRASIL LTDA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "RICARDO AMPARO ANTONIO", "PEDRO ROSA MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "RICARDO AMPARO ANTONIO", "PEDRO ROSA MACHADO", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "RICARDO AMPARO ANTONIO", "PEDRO ROSA MACHADO", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "RICARDO AMPARO ANTONIO", "PEDRO ROSA MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "RICARDO AMPARO ANTONIO", "PEDRO ROSA MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "3", ".", "12", ".", "2018", "6", ".", "12", ".", "2018", "11", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "3", ".", "12", ".", "2018", "6", ".", "12", ".", "2018", "11", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "9", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "9", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2009", "19", "/", "11", "/", "2009", "6", ".", "9", ".", "2016", "19", ".", "12", ".", "2016", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2009", "19", "/", "11", "/", "2009", "6", ".", "9", ".", "2016", "19", ".", "12", ".", "2016", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2014", "20", ".", "4", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2014", "20", ".", "4", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) :ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) :BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) :EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) :INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) :JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) :JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) :RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) :ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5C7-A08D-B17B-AE49 e senha 014D-BC3E-B60C-4607 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1143115 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5C7-A08D-B17B-AE49 e senha 014D-BC3E-B60C-4607 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5C7-A08D-B17B-AE49 e senha 014D-BC3E-B60C-4607 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) :ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) :BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) :EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) :INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) :JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) :JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) :RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) :ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-D79D-581F-996D e senha 321D-148E-6367-FA2F Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) :ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) :BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) :EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) :INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) :JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) :JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) :RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) :ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-D79D-581F-996D e senha 321D-148E-6367-FA2F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C COBRANÇA – OBRIGAÇÃO DE FAZER. APELO – LITISPENDÊNCIA ANTE A EXISTÊNCIA DE AÇÃO PROPOSTA PELO SINDICATO DA CATEGORIA – NÃO RECONHECIDO – CONTESTAÇÃO DA EXTENSÃO AOS INATIVOS DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO, INSTITUÍDO PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 103/2004, EM BENEFÍCIO DOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO ESTADUAL – VANTAGEM DE CARÁTER GERAL – DIREITO ADQUIRIDO – EQUIPARAÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C COBRANÇA – OBRIGAÇÃO DE FAZER. APELO – LITISPENDÊNCIA ANTE A EXISTÊNCIA DE AÇÃO PROPOSTA PELO SINDICATO DA CATEGORIA – NÃO RECONHECIDO – CONTESTAÇÃO DA EXTENSÃO AOS INATIVOS DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO, INSTITUÍDO PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 103/2004, EM BENEFÍCIO DOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO ESTADUAL – VANTAGEM DE CARÁTER GERAL – DIREITO ADQUIRIDO – EQUIPARAÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1143115 AGR / PR DOS PROVENTOS ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS (PRINCÍPIO DA ISONOMIA) – INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 40, § 8º, DA CARTA FEDERAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – CORREÇÃO MONETÁRIA PELA T.R. – PARCIAL PROCEDÊNCIA – MODULAÇÃO DOS EFEITOS DAS ADIS 4357 e 4425 – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – REDUÇÃO – OBSERVÂNCIA AO DISPOSTO NO ARTIGO 20, § 4º DO CPC – MANTIDOS – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO – ALTERAÇÃO DA CONDENAÇÃO NO TOCANTE A JUROS DE MORA – SENTENÇA ALTERADA EM PARTE.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/STF e 280/STF, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR DOS PROVENTOS ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS (PRINCÍPIO DA ISONOMIA) – INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 40, § 8º, DA CARTA FEDERAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – CORREÇÃO MONETÁRIA PELA T.R. – PARCIAL PROCEDÊNCIA – MODULAÇÃO DOS EFEITOS DAS ADIS 4357 e 4425 – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – REDUÇÃO – OBSERVÂNCIA AO DISPOSTO NO ARTIGO 20, § 4º DO CPC – MANTIDOS – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO – ALTERAÇÃO DA CONDENAÇÃO NO TOCANTE A JUROS DE MORA – SENTENÇA ALTERADA EM PARTE.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/STF e 280/STF, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1143115 AGR / PR Convém assinalar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual nº 103/2004), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “Da análise dos autos, verifica-se que o cerne da questão reside na incorporação dos adicionais descritos nos arts. 24 e 25 da Lei Complementar Estadual de nº 103/2004 aos proventos de aposentadoria das autoras, professoras aposentadas da rede estadual e, por consequência, a revisão de seus respectivos proventos de aposentadoria. …................................................................................................... Da leitura ao art. 25 da Lei Complementar Estadual 103/2004, verifica-se que o adicional por tempo de serviço é concedido a todos os professores do ensino público estadual, não se caracterizando vantagem de caráter pessoal ou mesmo decorrente de condições anormais das funções que ocupam, porquanto beneficiam indistintamente todos os servidores. Ressalte-se que a própria Lei supracitada assegura a extensão do referido adicional aos servidores inativos (…).” Impende ressaltar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 822.508-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 1.018.904-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – RE 1.063.695/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RE 1.081.961/PR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, v.g.). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR Convém assinalar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual nº 103/2004), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “Da análise dos autos, verifica-se que o cerne da questão reside na incorporação dos adicionais descritos nos arts. 24 e 25 da Lei Complementar Estadual de nº 103/2004 aos proventos de aposentadoria das autoras, professoras aposentadas da rede estadual e, por consequência, a revisão de seus respectivos proventos de aposentadoria. …................................................................................................... Da leitura ao art. 25 da Lei Complementar Estadual 103/2004, verifica-se que o adicional por tempo de serviço é concedido a todos os professores do ensino público estadual, não se caracterizando vantagem de caráter pessoal ou mesmo decorrente de condições anormais das funções que ocupam, porquanto beneficiam indistintamente todos os servidores. Ressalte-se que a própria Lei supracitada assegura a extensão do referido adicional aos servidores inativos (…).” Impende ressaltar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 822.508-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 1.018.904-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – RE 1.063.695/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RE 1.081.961/PR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, v.g.). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1143115 AGR / PR Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) : ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) : BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) : EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) : INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) : JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) : JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) : RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) : ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 835E-A4EB-7278-DF79 e senha 1C85-EB3A-D97D-34E1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) : ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) : BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) : EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) : INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) : JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) : JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) : RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) : ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 835E-A4EB-7278-DF79 e senha 1C85-EB3A-D97D-34E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749679821
2019-03-29T00:00:00
2019-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO –ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur402596
- Acórdão(s) citado(s): (MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS) AO 2063 AgR (TP). (ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO, EXTENSÃO, SERVIDOR PÚBLICO INATIVO) ARE 822508 AgR (2ªT), RE 1018904 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO, EXTENSÃO, SERVIDOR PÚBLICO INATIVO) RE 1063695, RE 1081961. Número de páginas: 8. Análise: 24/05/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1143115
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000103 ANO-2004\n LEI COMPLEMENTAR, PR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1143115 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) : ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) : BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) : EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) : INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) : JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) : JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) : RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) : ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) :ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) :BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) :EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) :INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) :JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) :JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) :RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) :ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5C7-A08D-B17B-AE49 e senha 014D-BC3E-B60C-4607 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1143115 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5C7-A08D-B17B-AE49 e senha 014D-BC3E-B60C-4607 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5C7-A08D-B17B-AE49 e senha 014D-BC3E-B60C-4607 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) :ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) :BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) :EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) :INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) :JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) :JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) :RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) :ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-D79D-581F-996D e senha 321D-148E-6367-FA2F Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) :ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) :BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) :EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) :INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) :JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) :JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) :RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) :ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-D79D-581F-996D e senha 321D-148E-6367-FA2F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C COBRANÇA – OBRIGAÇÃO DE FAZER. APELO – LITISPENDÊNCIA ANTE A EXISTÊNCIA DE AÇÃO PROPOSTA PELO SINDICATO DA CATEGORIA – NÃO RECONHECIDO – CONTESTAÇÃO DA EXTENSÃO AOS INATIVOS DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO, INSTITUÍDO PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 103/2004, EM BENEFÍCIO DOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO ESTADUAL – VANTAGEM DE CARÁTER GERAL – DIREITO ADQUIRIDO – EQUIPARAÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C COBRANÇA – OBRIGAÇÃO DE FAZER. APELO – LITISPENDÊNCIA ANTE A EXISTÊNCIA DE AÇÃO PROPOSTA PELO SINDICATO DA CATEGORIA – NÃO RECONHECIDO – CONTESTAÇÃO DA EXTENSÃO AOS INATIVOS DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO, INSTITUÍDO PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 103/2004, EM BENEFÍCIO DOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO ESTADUAL – VANTAGEM DE CARÁTER GERAL – DIREITO ADQUIRIDO – EQUIPARAÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1143115 AGR / PR DOS PROVENTOS ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS (PRINCÍPIO DA ISONOMIA) – INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 40, § 8..., DA CARTA FEDERAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – CORREÇÃO MONETÁRIA PELA T.R. – PARCIAL PROCEDÊNCIA – MODULAÇÃO DOS EFEITOS DAS ADIS 4357 e 4425 – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – REDUÇÃO – OBSERVÂNCIA AO DISPOSTO NO ARTIGO 20, § 4... DO Código de Processo Civil – MANTIDOS – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO – ALTERAÇÃO DA CONDENAÇÃO NO TOCANTE A JUROS DE MORA – SENTENÇA ALTERADA EM PARTE.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR DOS PROVENTOS ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS (PRINCÍPIO DA ISONOMIA) – INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 40, § 8..., DA CARTA FEDERAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS – BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – CORREÇÃO MONETÁRIA PELA T.R. – PARCIAL PROCEDÊNCIA – MODULAÇÃO DOS EFEITOS DAS ADIS 4357 e 4425 – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – REDUÇÃO – OBSERVÂNCIA AO DISPOSTO NO ARTIGO 20, § 4... DO Código de Processo Civil – MANTIDOS – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. REEXAME NECESSÁRIO – ALTERAÇÃO DA CONDENAÇÃO NO TOCANTE A JUROS DE MORA – SENTENÇA ALTERADA EM PARTE.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1143115 AGR / PR Convém assinalar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual n 103/2004), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “Da análise dos autos, verifica-se que o cerne da questão reside na incorporação dos adicionais descritos nos arts. 24 e 25 da Lei Complementar Estadual de n 103/2004 aos proventos de aposentadoria das autoras, professoras aposentadas da rede estadual e, por consequência, a revisão de seus respectivos proventos de aposentadoria. …................................................................................................... Da leitura ao art. 25 da Lei Complementar Estadual 103/2004, verifica-se que o adicional por tempo de serviço é concedido a todos os professores do ensino público estadual, não se caracterizando vantagem de caráter pessoal ou mesmo decorrente de condições anormais das funções que ocupam, porquanto beneficiam indistintamente todos os servidores. Ressalte-se que a própria Lei supracitada assegura a extensão do referido adicional aos servidores inativos (…).” Impende ressaltar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 822.508-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 1.018.904-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – Recurso Extraordinário 1.063.695/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 1.081.961/PR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, v.g.). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR Convém assinalar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei Complementar estadual n 103/2004), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “Da análise dos autos, verifica-se que o cerne da questão reside na incorporação dos adicionais descritos nos arts. 24 e 25 da Lei Complementar Estadual de n 103/2004 aos proventos de aposentadoria das autoras, professoras aposentadas da rede estadual e, por consequência, a revisão de seus respectivos proventos de aposentadoria. …................................................................................................... Da leitura ao art. 25 da Lei Complementar Estadual 103/2004, verifica-se que o adicional por tempo de serviço é concedido a todos os professores do ensino público estadual, não se caracterizando vantagem de caráter pessoal ou mesmo decorrente de condições anormais das funções que ocupam, porquanto beneficiam indistintamente todos os servidores. Ressalte-se que a própria Lei supracitada assegura a extensão do referido adicional aos servidores inativos (…).” Impende ressaltar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 822.508-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 1.018.904-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – Recurso Extraordinário 1.063.695/PR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 1.081.961/PR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, v.g.). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1143115 AGR / PR Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Supremo Tribunal Federal ARE 1143115 AGR / PR Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7300-F4DE-95C1-F460 e senha D570-F8AB-1543-A5C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) : ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) : BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) : EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) : INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) : JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) : JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) : RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) : ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 835E-A4EB-7278-DF79 e senha 1C85-EB3A-D97D-34E1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.115 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA LADI GARCIA LORENZONI AGDO.(A/S) : ARGEMIRA POSSOBON AGDO.(A/S) : BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO AGDO.(A/S) : EDITH MORESCHI SESSEGOLO AGDO.(A/S) : INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA AGDO.(A/S) : JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES AGDO.(A/S) : JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : MARIA LUCY DE PAULA RAMOS AGDO.(A/S) : RENI ROCHA LOURES DE MENEZES AGDO.(A/S) : ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 835E-A4EB-7278-DF79 e senha 1C85-EB3A-D97D-34E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 115", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 115", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 115", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 1143115 AGR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822 . 508 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 018 . 904 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 063 . 695 / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 081 . 961 / PR", "ARE 1143115 AGR / PR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822 . 508 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 018 . 904 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 063 . 695 / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 081 . 961 / PR", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "AO 2 . 063 - AgR / CE" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART", "ART . 85 , § § 2 . . . E 3 . . . DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 103 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 103 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 40 ,", "ARTIGO 20 , § 4 . . . DO Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 40 , § 8 . . . , DA", "CARTA FEDERAL", "ARTIGO 20 , § 4 . . . DO Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar estadual n 103 / 2004", "Constituição da República", "arts . 24 e 25 da Lei Complementar Estadual de n 103", "art . 25 da Lei Complementar Estadual 103 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar estadual n 103 / 2004", "Constituição da República", "arts . 24 e 25 da Lei Complementar Estadual", "art . 25 da Lei Complementar Estadual 103 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "E", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "ANA LADI GARCIA LORENZONI", "ARGEMIRA POSSOBON", "BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO", "EDITH MORESCHI SESSEGOLO", "INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA", "JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES", "JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA", "MARIA LUCY DE PAULA RAMOS", "RENI ROCHA LOURES DE MENEZES", "ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ANA LADI GARCIA LORENZONI", "ARGEMIRA POSSOBON", "BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO", "EDITH MORESCHI", "INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA", "JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES", "JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA", "MARIA LUCY DE PAULA RAMOS", "RENI ROCHA LOURES DE MENEZES", "ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ANA LADI GARCIA LORENZONI", "ARGEMIRA POSSOBON", "BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO", "EDITH MORESCHI", "INGEBORG", "IRENE PASCHENDA PEREIRA", "JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES", "JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA", "MARIA LUCY DE PAULA RAMOS", "RENI ROCHA LOURES DE MENEZES", "ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "ANA LADI GARCIA LORENZONI", "ARGEMIRA POSSOBON", "BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO", "EDITH MORESCHI SESSEGOLO", "IRENE PASCHENDA PEREIRA", "JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES", "JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA", "MARIA LUCY DE PAULA RAMOS", "RENI ROCHA LOURES DE MENEZES", "ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "ANA LADI GARCIA LORENZONI", "ARGEMIRA POSSOBON", "BEATRIZ MORESCHI CARNEIRO", "EDITH MORESCHI SESSEGOLO", "INGEBORG IRENE PASCHENDA PEREIRA", "JANDIRA TOITO DE OLIVEIRA TELLES", "JURACI RODRIGUES DE ALMEIDA", "MARIA LUCY DE PAULA RAMOS", "RENI ROCHA LOURES DE MENEZES", "ROSELIS VITORIA POTIER DE ALCANTARA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "28 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "28 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) :JEAN MAICON KRUSE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas (artigo 33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação. 3. Aumento da pena-base. Maus antecedentes não caracterizados. Decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, artigo 64, inciso I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Aplicação do princípio da razoabilidade, proporcionalidade e dignidade da pessoa humana. 4. Ordem concedida. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86E9-C308-A328-8673 e senha 3F55-F5B4-15CD-BF7D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) :JEAN MAICON KRUSE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra em que concedi a ordem de habeas corpus. Segundo os autos, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. (eDOC 11, p. 11) Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal de Justiça catarinense alegando, em suma, que o Juízo de origem teria considerado como maus antecedentes condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. O recurso defensivo foi desprovido nos termos da ementa a seguir transcrita: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO (ARTS. 33, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) :JEAN MAICON KRUSE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra em que concedi a ordem de habeas corpus. Segundo os autos, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. (eDOC 11, p. 11) Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal de Justiça catarinense alegando, em suma, que o Juízo de origem teria considerado como maus antecedentes condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. O recurso defensivo foi desprovido nos termos da ementa a seguir transcrita: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO (ARTS. 33, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 159727 AGR / SC CAPUT, E 35, CAPUT, AMBOS DA LEI 11.343/2006). SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRELIMINAR. ALEGAÇÃO DE COAÇÃO MORAL DIRIGIDA CONTRA INTERROGADO. AUSÊNCIA DE PROVA. MATERIALIDADE E AUTORIA. PRESENTE SUBSTRATO PROBATÓRIO COMPOSTO POR INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. APREENSÃO DE MATERIAL ENTORPECENTE. DELAÇÃO PREMIADA. SUBSTRATO PROBATÓRIO A EVIDENCIAR A PRÁTICA DOS CRIMES. ÂNIMO ASSOCIATIVO CONFIGURADO DE FORMA ESTÁVEL E PERMANENTE. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DEVIDAMENTE SOPESADAS. QUALIDADE, DIVERSIDADE E QUANTIDADE CONSIDERADAS COM BASE NO ART. 42 DA LEI 11.343/2006. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO (ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006). REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO NÃO PREENCHIDOS. AGRAVANTE DE CONCURSO DE AGENTES (ART. 62, I, DO CP). AGENTE RESPONSÁVEL PELO CONTROLE DOS DEMAIS MEMBROS. CLARA PROVA DA CONDIÇÃO DE LIDERANÇA. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MANUTENÇÃO NO REGIME FECHADO. SÚMULA 719 DO STF. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR PRIVATIVA DE LIBERDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. APREENSÃO DE 445,80 GRAMAS DE CRACK. 204,94 GRAMAS DE COCAÍNA E 18,62 GRAMAS DE MACONHA. ALTA NOCIVIDADE DO MATERIAL ENTORPECENTE REFORÇADA PELA QUANTIDADE E PRÁTICA CONTINUADA DA ATIVIDADE QUE DEMANDAM FIXAÇÃO DE REGIME MAIS SEVERO E A VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. - Não apresentada prova do exercício de coação durante o interrogatório, não prospera a alegação de nulidade, sobretudo quando evidenciado que o relato obtido na fase indiciária conforma-se com as demais provas produzidas na fase judicial. - Evidenciada a prática do crime de tráfico de drogas e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC CAPUT, E 35, CAPUT, AMBOS DA LEI 11.343/2006). SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRELIMINAR. ALEGAÇÃO DE COAÇÃO MORAL DIRIGIDA CONTRA INTERROGADO. AUSÊNCIA DE PROVA. MATERIALIDADE E AUTORIA. PRESENTE SUBSTRATO PROBATÓRIO COMPOSTO POR INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. APREENSÃO DE MATERIAL ENTORPECENTE. DELAÇÃO PREMIADA. SUBSTRATO PROBATÓRIO A EVIDENCIAR A PRÁTICA DOS CRIMES. ÂNIMO ASSOCIATIVO CONFIGURADO DE FORMA ESTÁVEL E PERMANENTE. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DEVIDAMENTE SOPESADAS. QUALIDADE, DIVERSIDADE E QUANTIDADE CONSIDERADAS COM BASE NO ART. 42 DA LEI 11.343/2006. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO (ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006). REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO NÃO PREENCHIDOS. AGRAVANTE DE CONCURSO DE AGENTES (ART. 62, I, DO CP). AGENTE RESPONSÁVEL PELO CONTROLE DOS DEMAIS MEMBROS. CLARA PROVA DA CONDIÇÃO DE LIDERANÇA. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MANUTENÇÃO NO REGIME FECHADO. SÚMULA 719 DO STF. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR PRIVATIVA DE LIBERDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. APREENSÃO DE 445,80 GRAMAS DE CRACK. 204,94 GRAMAS DE COCAÍNA E 18,62 GRAMAS DE MACONHA. ALTA NOCIVIDADE DO MATERIAL ENTORPECENTE REFORÇADA PELA QUANTIDADE E PRÁTICA CONTINUADA DA ATIVIDADE QUE DEMANDAM FIXAÇÃO DE REGIME MAIS SEVERO E A VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. - Não apresentada prova do exercício de coação durante o interrogatório, não prospera a alegação de nulidade, sobretudo quando evidenciado que o relato obtido na fase indiciária conforma-se com as demais provas produzidas na fase judicial. - Evidenciada a prática do crime de tráfico de drogas e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 159727 AGR / SC associação para o tráfico por meio de ação investigatória que obteve interceptações telefônicas dos envolvidos, confissão por meio de delação premiada, apreensão de grande quantidade de material entorpecente e depoimentos dos policiais militares, capaz de revelar a extensão das atividades e o ânimo associativo, não merece prosperar a alegação defensiva que aponta a inexistência de prova judicial. - Mostra-se adequada a elevação da pena-base com supedâneo no art. 42 da Lei 11.343/2006, uma vez evidenciada a alta nocividade do material entorpecente comercializado, bem como o elevado número de usuários atingidos. - A concessão do benefício previsto no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, encontra-se condicionado ao preenchimento integral dos requisitos ali contidos. - O agente que exerce posição de liderança e organização em relação aos demais corréus incide na agravante prevista no art. 62, I, do Código Penal. - Possível a adoção de regime fechado e a vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos diante da existência de circunstâncias judicias negativas, conforme elencado no verbete 719 da Súmula do STF e art. 44, III, do Código Penal. - Parecer da PGJ pelo conhecimento e o provimento parcial dos recursos. - Recursos conhecidos; desprovidos os da defesa e provido em parte o da acusação”. (eDOC 23, p. 1 e 2) A defesa, então, impetrou habeas corpus, sustentando a impossibilidade de reconhecimento de maus antecedentes com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos. O writ não foi conhecido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina por duas razões: a decisão foi mantida em sede de apelação criminal; e a impossibilidade de impetração de habeas corpus como substitutivo dos recursos e ações próprias. (eDOC 3) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC associação para o tráfico por meio de ação investigatória que obteve interceptações telefônicas dos envolvidos, confissão por meio de delação premiada, apreensão de grande quantidade de material entorpecente e depoimentos dos policiais militares, capaz de revelar a extensão das atividades e o ânimo associativo, não merece prosperar a alegação defensiva que aponta a inexistência de prova judicial. - Mostra-se adequada a elevação da pena-base com supedâneo no art. 42 da Lei 11.343/2006, uma vez evidenciada a alta nocividade do material entorpecente comercializado, bem como o elevado número de usuários atingidos. - A concessão do benefício previsto no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, encontra-se condicionado ao preenchimento integral dos requisitos ali contidos. - O agente que exerce posição de liderança e organização em relação aos demais corréus incide na agravante prevista no art. 62, I, do Código Penal. - Possível a adoção de regime fechado e a vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos diante da existência de circunstâncias judicias negativas, conforme elencado no verbete 719 da Súmula do STF e art. 44, III, do Código Penal. - Parecer da PGJ pelo conhecimento e o provimento parcial dos recursos. - Recursos conhecidos; desprovidos os da defesa e provido em parte o da acusação”. (eDOC 23, p. 1 e 2) A defesa, então, impetrou habeas corpus, sustentando a impossibilidade de reconhecimento de maus antecedentes com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos. O writ não foi conhecido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina por duas razões: a decisão foi mantida em sede de apelação criminal; e a impossibilidade de impetração de habeas corpus como substitutivo dos recursos e ações próprias. (eDOC 3) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 159727 AGR / SC Daí a impetração de novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, o qual foi denegado. (eDOC 4) Nesta Corte, o impetrante reiterou os pedidos pretéritos e enfatizou a ilegalidade na dosimetria da pena imposta ao paciente. Afirmou que a condenação anterior, utilizada para fins de maus antecedentes, já teria sido atingida pelo prazo depurador de cinco anos, de modo que sua utilização para majorar a pena-base violaria a jurisprudência do STF. (eDOC 1) Concedi a ordem para, mantida a condenação e seus efeitos, determinar que o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Concórdia/SC (Ação Penal 019.12.003089-4) procedesse a nova dosimetria, analisando os maus antecedentes em conformidade com a jurisprudência deste Tribunal. (eDOC 29) O Ministério Público Federal, em sede de agravo interposto pelo Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, busca a reforma da decisão agravada para que seja denegada a ordem. (eDOC 33) É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC Daí a impetração de novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, o qual foi denegado. (eDOC 4) Nesta Corte, o impetrante reiterou os pedidos pretéritos e enfatizou a ilegalidade na dosimetria da pena imposta ao paciente. Afirmou que a condenação anterior, utilizada para fins de maus antecedentes, já teria sido atingida pelo prazo depurador de cinco anos, de modo que sua utilização para majorar a pena-base violaria a jurisprudência do STF. (eDOC 1) Concedi a ordem para, mantida a condenação e seus efeitos, determinar que o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Concórdia/SC (Ação Penal 019.12.003089-4) procedesse a nova dosimetria, analisando os maus antecedentes em conformidade com a jurisprudência deste Tribunal. (eDOC 29) O Ministério Público Federal, em sede de agravo interposto pelo Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, busca a reforma da decisão agravada para que seja denegada a ordem. (eDOC 33) É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra na qual concedi a ordem. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão questionada. Inicialmente, conforme exposto em decisão monocrática deste writ, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. Em sede de apelação, a defesa alegou a consideração indevida de maus antecedentes na decisão do Juízo de primeiro grau, contudo o TJ/SC não proveu o recurso. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, quando denegou a ordem do habeas corpus impetrado pela defesa, nos seguintes termos: “A impetração ergue-se contra a valoração dos maus antecedentes, tendo sido utilizada condenação atingida pelo período depurador de 5 anos para a sua valoração. O Tribunal de origem assim se manifestou (fl. 33): [...] Além disso, não se vislumbra, neste exame perfunctório, ilegalidade flagrante a ensejar o conhecimento excepcional da ação ou tampouco a concessão de ordem de ofício, uma vez que a possibilidade de reconhecimento de maus antecedentes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra na qual concedi a ordem. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão questionada. Inicialmente, conforme exposto em decisão monocrática deste writ, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. Em sede de apelação, a defesa alegou a consideração indevida de maus antecedentes na decisão do Juízo de primeiro grau, contudo o TJ/SC não proveu o recurso. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, quando denegou a ordem do habeas corpus impetrado pela defesa, nos seguintes termos: “A impetração ergue-se contra a valoração dos maus antecedentes, tendo sido utilizada condenação atingida pelo período depurador de 5 anos para a sua valoração. O Tribunal de origem assim se manifestou (fl. 33): [...] Além disso, não se vislumbra, neste exame perfunctório, ilegalidade flagrante a ensejar o conhecimento excepcional da ação ou tampouco a concessão de ordem de ofício, uma vez que a possibilidade de reconhecimento de maus antecedentes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos está de acordo com o entendimento remansoso das duas Turmas do STJ com competência para apreciação de matérias afetas ao direto penal (ver HC 439.547/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Félix Fischer j. em 24- 4-2018, v.u. e AgRg no HC 421.000/RS, Sexta Turma, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, j. Em 17-4-2018, v.u.) e da Primeira Turma do STF (ver RHC 152377 Rel. Min. Luiz Fux, j. em 13-4-2018, v.u.) Diante desse cenário, a negativa de seguimento à presente impetração é medida que se impõe. A Corte tem entendido que o período depurador de cinco anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, afasta a reincidência, mas não retira os maus antecedentes. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AgRg no REsp 1500382/SP, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 25/08/2015, DJe 11/09/2015; AgRg no REsp 1531323/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 16/06/2015, DJe 25/06/2015. Assim o acórdão está em consonância com o entendimento dessa Corte, inexistindo portanto ilegalidade a ser sanada. Ante o exposto, denego o habeas corpus”. (eDOC 4) Conforme acentuei na decisão ora agravada, em face do contido na sentença condenatória (eDOC 11, p. 11) e no acórdão do TJ/SC (eDOC 23), considerei pertinentes e legítimos os argumentos lançados pela defesa para redimensionar a pena, afastando-se da dosimetria a consideração dos maus antecedentes de condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. No julgamento do HC 126.315/SP, de minha relatoria, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal assentou entendimento no sentido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos está de acordo com o entendimento remansoso das duas Turmas do STJ com competência para apreciação de matérias afetas ao direto penal (ver HC 439.547/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Félix Fischer j. em 24- 4-2018, v.u. e AgRg no HC 421.000/RS, Sexta Turma, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, j. Em 17-4-2018, v.u.) e da Primeira Turma do STF (ver RHC 152377 Rel. Min. Luiz Fux, j. em 13-4-2018, v.u.) Diante desse cenário, a negativa de seguimento à presente impetração é medida que se impõe. A Corte tem entendido que o período depurador de cinco anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, afasta a reincidência, mas não retira os maus antecedentes. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AgRg no REsp 1500382/SP, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 25/08/2015, DJe 11/09/2015; AgRg no REsp 1531323/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 16/06/2015, DJe 25/06/2015. Assim o acórdão está em consonância com o entendimento dessa Corte, inexistindo portanto ilegalidade a ser sanada. Ante o exposto, denego o habeas corpus”. (eDOC 4) Conforme acentuei na decisão ora agravada, em face do contido na sentença condenatória (eDOC 11, p. 11) e no acórdão do TJ/SC (eDOC 23), considerei pertinentes e legítimos os argumentos lançados pela defesa para redimensionar a pena, afastando-se da dosimetria a consideração dos maus antecedentes de condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. No julgamento do HC 126.315/SP, de minha relatoria, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal assentou entendimento no sentido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC de que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Eis a ementa desse julgado: “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. Condenação. 3. Aumento da pena-base. Não aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33, da Lei 11.343/06. 4. Período depurador de 5 anos estabelecido pelo art. 64, I, do CP. Maus antecedentes não caracterizados. Decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Aplicação do princípio da razoabilidade, proporcionalidade e dignidade da pessoa humana. 5. Direito ao esquecimento. 6. Fixação do regime prisional inicial fechado com base na vedação da Lei 8.072/90. Inconstitucionalidade. 7. Ordem concedida”. (DJe 7.12.2015) Tal entendimento foi também adotado pela Primeira Turma desta Corte, em março de 2014, quando do julgamento do RHC 118.977/MS, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, a saber: “Recurso ordinário em habeas corpus. Processual Penal. Interposição contra julgado em que colegiado do Superior Tribunal de Justiça não conheceu da impetração, ao fundamento de ser substitutivo de recurso ordinário cabível. Constrangimento ilegal não evidenciado. Entendimento que encampa a jurisprudência da Primeira Turma da Corte. Precedente. Dosimetria. Fixação da pena-base acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. Condenações transitadas em julgado há mais de cinco anos. Pretensão à aplicação do disposto no inciso I do art. 64 do Código Penal. Penas ainda não extintas. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido. 1. O entendimento do Superior Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC de que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Eis a ementa desse julgado: “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. Condenação. 3. Aumento da pena-base. Não aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33, da Lei 11.343/06. 4. Período depurador de 5 anos estabelecido pelo art. 64, I, do CP. Maus antecedentes não caracterizados. Decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Aplicação do princípio da razoabilidade, proporcionalidade e dignidade da pessoa humana. 5. Direito ao esquecimento. 6. Fixação do regime prisional inicial fechado com base na vedação da Lei 8.072/90. Inconstitucionalidade. 7. Ordem concedida”. (DJe 7.12.2015) Tal entendimento foi também adotado pela Primeira Turma desta Corte, em março de 2014, quando do julgamento do RHC 118.977/MS, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, a saber: “Recurso ordinário em habeas corpus. Processual Penal. Interposição contra julgado em que colegiado do Superior Tribunal de Justiça não conheceu da impetração, ao fundamento de ser substitutivo de recurso ordinário cabível. Constrangimento ilegal não evidenciado. Entendimento que encampa a jurisprudência da Primeira Turma da Corte. Precedente. Dosimetria. Fixação da pena-base acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. Condenações transitadas em julgado há mais de cinco anos. Pretensão à aplicação do disposto no inciso I do art. 64 do Código Penal. Penas ainda não extintas. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido. 1. O entendimento do Superior Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC de Justiça quanto ao cabimento do habeas corpus encampou a jurisprudência da Primeira Turma da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário (HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12), o que resultou no seu não conhecimento. 2. Quando o paciente não pode ser considerado reincidente, diante do transcurso de lapso temporal superior a cinco anos, conforme previsto no art. 64, I, do Código Penal, a existência de condenações anteriores não caracteriza maus antecedentes. Precedentes. 3. No caso as condenações anteriores consideradas pelas instâncias ordinárias para fins de valoração negativa dos antecedentes criminais do ora paciente ainda não se encontram extintas. 4. Recurso não provido”. (grifos meus) Consoante registrado no voto-condutor, ressalto que a Constituição Federal veda expressamente, na alínea “b” do inciso XLVII do artigo 5º, as penas de caráter perpétuo. Tal dispositivo suscita questão acerca da proporcionalidade da pena e de seus efeitos para além da reprimenda corporal propriamente dita. Ora, a possibilidade de sopesarem-se negativamente antecedentes criminais, sem qualquer limitação temporal, ad aeternum, em verdade, mostra-se pena de caráter perpétuo revestida de legalidade. Dessa forma, entendo que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Emerge daí a necessidade de o Tribunal de origem promover nova dosimetria da pena imposta ao paciente, porquanto a condenação transitada em julgado há mais de 5 anos não implica circunstância judicial apta a justificar a majoração da pena-base. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC de Justiça quanto ao cabimento do habeas corpus encampou a jurisprudência da Primeira Turma da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário (HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12), o que resultou no seu não conhecimento. 2. Quando o paciente não pode ser considerado reincidente, diante do transcurso de lapso temporal superior a cinco anos, conforme previsto no art. 64, I, do Código Penal, a existência de condenações anteriores não caracteriza maus antecedentes. Precedentes. 3. No caso as condenações anteriores consideradas pelas instâncias ordinárias para fins de valoração negativa dos antecedentes criminais do ora paciente ainda não se encontram extintas. 4. Recurso não provido”. (grifos meus) Consoante registrado no voto-condutor, ressalto que a Constituição Federal veda expressamente, na alínea “b” do inciso XLVII do artigo 5º, as penas de caráter perpétuo. Tal dispositivo suscita questão acerca da proporcionalidade da pena e de seus efeitos para além da reprimenda corporal propriamente dita. Ora, a possibilidade de sopesarem-se negativamente antecedentes criminais, sem qualquer limitação temporal, ad aeternum, em verdade, mostra-se pena de caráter perpétuo revestida de legalidade. Dessa forma, entendo que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Emerge daí a necessidade de o Tribunal de origem promover nova dosimetria da pena imposta ao paciente, porquanto a condenação transitada em julgado há mais de 5 anos não implica circunstância judicial apta a justificar a majoração da pena-base. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) : JEAN MAICON KRUSE (105099A/RS, 30685/SC) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9A4-3904-8721-51C7 e senha 35EC-3570-7B11-643A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) : JEAN MAICON KRUSE (105099A/RS, 30685/SC) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9A4-3904-8721-51C7 e senha 35EC-3570-7B11-643A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749609958
2019-04-05T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas (artigo 33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação. 3. Aumento da pena-base. Maus antecedentes não caracterizados. Decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (CP, artigo 64, inciso I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Aplicação do princípio da razoabilidade, proporcionalidade e dignidade da pessoa humana. 4. Ordem concedida. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur402146
- Acórdão(s) citado(s): (EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, CINCO ANOS, RECONHECIMENTO, MAUS ANTECEDENTES) RHC 118977 (1ªT), HC 126315 (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 06/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
159727
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00067 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\"\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00064 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 159727 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) : JEAN MAICON KRUSE COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) :JEAN MAICON KRUSE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas (artigo 33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação. 3. Aumento da pena-base. Maus antecedentes não caracterizados. Decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (Código Penal Brasileiro, artigo 64, inciso I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Aplicação do princípio da razoabilidade, proporcionalidade e dignidade da pessoa humana. 4. Ordem concedida. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86E9-C308-A328-8673 e senha 3F55-F5B4-15CD-BF7D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) :JEAN MAICON KRUSE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra em que concedi a ordem de habeas corpus. Segundo os autos, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. (eDOC 11, p. 11) Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal de Justiça catarinense alegando, em suma, que o Juízo de origem teria considerado como maus antecedentes condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. O recurso defensivo foi desprovido nos termos da ementa a seguir transcrita: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO (ARTS. 33, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) :JEAN MAICON KRUSE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra em que concedi a ordem de habeas corpus. Segundo os autos, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. (eDOC 11, p. 11) Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal de Justiça catarinense alegando, em suma, que o Juízo de origem teria considerado como maus antecedentes condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. O recurso defensivo foi desprovido nos termos da ementa a seguir transcrita: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO (ARTS. 33, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 159727 AGR / SC CAPUT, E 35, CAPUT, AMBOS DA LEI 11.343/2006). SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRELIMINAR. ALEGAÇÃO DE COAÇÃO MORAL DIRIGIDA CONTRA INTERROGADO. AUSÊNCIA DE PROVA. MATERIALIDADE E AUTORIA. PRESENTE SUBSTRATO PROBATÓRIO COMPOSTO POR INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. APREENSÃO DE MATERIAL ENTORPECENTE. DELAÇÃO PREMIADA. SUBSTRATO PROBATÓRIO A EVIDENCIAR A PRÁTICA DOS CRIMES. ÂNIMO ASSOCIATIVO CONFIGURADO DE FORMA ESTÁVEL E PERMANENTE. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DEVIDAMENTE SOPESADAS. QUALIDADE, DIVERSIDADE E QUANTIDADE CONSIDERADAS COM BASE NO ART. 42 DA LEI 11.343/2006. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO (ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006). REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO NÃO PREENCHIDOS. AGRAVANTE DE CONCURSO DE AGENTES (ART. 62, I, DO Código Penal Brasileiro). AGENTE RESPONSÁVEL PELO CONTROLE DOS DEMAIS MEMBROS. CLARA PROVA DA CONDIÇÃO DE LIDERANÇA. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MANUTENÇÃO NO REGIME FECHADO. SÚMULA 719 DO Supremo Tribunal Federal. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR PRIVATIVA DE LIBERDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. APREENSÃO DE 445,80 GRAMAS DE CRACK. 204,94 GRAMAS DE COCAÍNA E 18,62 GRAMAS DE MACONHA. ALTA NOCIVIDADE DO MATERIAL ENTORPECENTE REFORÇADA PELA QUANTIDADE E PRÁTICA CONTINUADA DA ATIVIDADE QUE DEMANDAM FIXAÇÃO DE REGIME MAIS SEVERO E A VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. - Não apresentada prova do exercício de coação durante o interrogatório, não prospera a alegação de nulidade, sobretudo quando evidenciado que o relato obtido na fase indiciária conforma-se com as demais provas produzidas na fase judicial. - Evidenciada a prática do crime de tráfico de drogas e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC CAPUT, E 35, CAPUT, AMBOS DA LEI 11.343/2006). SENTENÇA CONDENATÓRIA. PRELIMINAR. ALEGAÇÃO DE COAÇÃO MORAL DIRIGIDA CONTRA INTERROGADO. AUSÊNCIA DE PROVA. MATERIALIDADE E AUTORIA. PRESENTE SUBSTRATO PROBATÓRIO COMPOSTO POR INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. APREENSÃO DE MATERIAL ENTORPECENTE. DELAÇÃO PREMIADA. SUBSTRATO PROBATÓRIO A EVIDENCIAR A PRÁTICA DOS CRIMES. ÂNIMO ASSOCIATIVO CONFIGURADO DE FORMA ESTÁVEL E PERMANENTE. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DEVIDAMENTE SOPESADAS. QUALIDADE, DIVERSIDADE E QUANTIDADE CONSIDERADAS COM BASE NO ART. 42 DA LEI 11.343/2006. CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO (ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006). REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO NÃO PREENCHIDOS. AGRAVANTE DE CONCURSO DE AGENTES (ART. 62, I, DO Código Penal Brasileiro). AGENTE RESPONSÁVEL PELO CONTROLE DOS DEMAIS MEMBROS. CLARA PROVA DA CONDIÇÃO DE LIDERANÇA. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MANUTENÇÃO NO REGIME FECHADO. SÚMULA 719 DO Supremo Tribunal Federal. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR PRIVATIVA DE LIBERDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. APREENSÃO DE 445,80 GRAMAS DE CRACK. 204,94 GRAMAS DE COCAÍNA E 18,62 GRAMAS DE MACONHA. ALTA NOCIVIDADE DO MATERIAL ENTORPECENTE REFORÇADA PELA QUANTIDADE E PRÁTICA CONTINUADA DA ATIVIDADE QUE DEMANDAM FIXAÇÃO DE REGIME MAIS SEVERO E A VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. - Não apresentada prova do exercício de coação durante o interrogatório, não prospera a alegação de nulidade, sobretudo quando evidenciado que o relato obtido na fase indiciária conforma-se com as demais provas produzidas na fase judicial. - Evidenciada a prática do crime de tráfico de drogas e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 159727 AGR / SC associação para o tráfico por meio de ação investigatória que obteve interceptações telefônicas dos envolvidos, confissão por meio de delação premiada, apreensão de grande quantidade de material entorpecente e depoimentos dos policiais militares, capaz de revelar a extensão das atividades e o ânimo associativo, não merece prosperar a alegação defensiva que aponta a inexistência de prova judicial. - Mostra-se adequada a elevação da pena-base com supedâneo no art. 42 da Lei 11.343/2006, uma vez evidenciada a alta nocividade do material entorpecente comercializado, bem como o elevado número de usuários atingidos. - A concessão do benefício previsto no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, encontra-se condicionado ao preenchimento integral dos requisitos ali contidos. - O agente que exerce posição de liderança e organização em relação aos demais corréus incide na agravante prevista no art. 62, I, do Código Penal. - Possível a adoção de regime fechado e a vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos diante da existência de circunstâncias judicias negativas, conforme elencado no verbete 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal e art. 44, III, do Código Penal. - Parecer da PGJ pelo conhecimento e o provimento parcial dos recursos. - Recursos conhecidos; desprovidos os da defesa e provido em parte o da acusação”. (eDOC 23, p. 1 e 2) A defesa, então, impetrou habeas corpus, sustentando a impossibilidade de reconhecimento de maus antecedentes com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos. O writ não foi conhecido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina por duas razões: a decisão foi mantida em sede de apelação criminal; e a impossibilidade de impetração de habeas corpus como substitutivo dos recursos e ações próprias. (eDOC 3) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC associação para o tráfico por meio de ação investigatória que obteve interceptações telefônicas dos envolvidos, confissão por meio de delação premiada, apreensão de grande quantidade de material entorpecente e depoimentos dos policiais militares, capaz de revelar a extensão das atividades e o ânimo associativo, não merece prosperar a alegação defensiva que aponta a inexistência de prova judicial. - Mostra-se adequada a elevação da pena-base com supedâneo no art. 42 da Lei 11.343/2006, uma vez evidenciada a alta nocividade do material entorpecente comercializado, bem como o elevado número de usuários atingidos. - A concessão do benefício previsto no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, encontra-se condicionado ao preenchimento integral dos requisitos ali contidos. - O agente que exerce posição de liderança e organização em relação aos demais corréus incide na agravante prevista no art. 62, I, do Código Penal. - Possível a adoção de regime fechado e a vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos diante da existência de circunstâncias judicias negativas, conforme elencado no verbete 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal e art. 44, III, do Código Penal. - Parecer da PGJ pelo conhecimento e o provimento parcial dos recursos. - Recursos conhecidos; desprovidos os da defesa e provido em parte o da acusação”. (eDOC 23, p. 1 e 2) A defesa, então, impetrou habeas corpus, sustentando a impossibilidade de reconhecimento de maus antecedentes com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos. O writ não foi conhecido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina por duas razões: a decisão foi mantida em sede de apelação criminal; e a impossibilidade de impetração de habeas corpus como substitutivo dos recursos e ações próprias. (eDOC 3) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 159727 AGR / SC Daí a impetração de novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, o qual foi denegado. (eDOC 4) Nesta Corte, o impetrante reiterou os pedidos pretéritos e enfatizou a ilegalidade na dosimetria da pena imposta ao paciente. Afirmou que a condenação anterior, utilizada para fins de maus antecedentes, já teria sido atingida pelo prazo depurador de cinco anos, de modo que sua utilização para majorar a pena-base violaria a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. (eDOC 1) Concedi a ordem para, mantida a condenação e seus efeitos, determinar que o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Concórdia/SC (Ação Penal 019.12.003089-4) procedesse a nova dosimetria, analisando os maus antecedentes em conformidade com a jurisprudência deste Tribunal. (eDOC 29) O Ministério Público Federal, em sede de agravo interposto pelo Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, busca a reforma da decisão agravada para que seja denegada a ordem. (eDOC 33) É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC Daí a impetração de novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, o qual foi denegado. (eDOC 4) Nesta Corte, o impetrante reiterou os pedidos pretéritos e enfatizou a ilegalidade na dosimetria da pena imposta ao paciente. Afirmou que a condenação anterior, utilizada para fins de maus antecedentes, já teria sido atingida pelo prazo depurador de cinco anos, de modo que sua utilização para majorar a pena-base violaria a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. (eDOC 1) Concedi a ordem para, mantida a condenação e seus efeitos, determinar que o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Concórdia/SC (Ação Penal 019.12.003089-4) procedesse a nova dosimetria, analisando os maus antecedentes em conformidade com a jurisprudência deste Tribunal. (eDOC 29) O Ministério Público Federal, em sede de agravo interposto pelo Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, busca a reforma da decisão agravada para que seja denegada a ordem. (eDOC 33) É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F609-C643-5307-5B7F e senha B042-254C-A6F4-DA4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra na qual concedi a ordem. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão questionada. Inicialmente, conforme exposto em decisão monocrática deste writ, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. Em sede de apelação, a defesa alegou a consideração indevida de maus antecedentes na decisão do Juízo de primeiro grau, contudo o TJ/SC não proveu o recurso. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, quando denegou a ordem do habeas corpus impetrado pela defesa, nos seguintes termos: “A impetração ergue-se contra a valoração dos maus antecedentes, tendo sido utilizada condenação atingida pelo período depurador de 5 anos para a sua valoração. O Tribunal de origem assim se manifestou (fl. 33): [...] Além disso, não se vislumbra, neste exame perfunctório, ilegalidade flagrante a ensejar o conhecimento excepcional da ação ou tampouco a concessão de ordem de ofício, uma vez que a possibilidade de reconhecimento de maus antecedentes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra na qual concedi a ordem. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão questionada. Inicialmente, conforme exposto em decisão monocrática deste writ, o paciente foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes, crime descrito no artigo 33 da Lei 11.343/2006, à pena de 7 anos de reclusão e ao pagamento de 700 dias-multa. Em sede de apelação, a defesa alegou a consideração indevida de maus antecedentes na decisão do Juízo de primeiro grau, contudo o TJ/SC não proveu o recurso. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, quando denegou a ordem do habeas corpus impetrado pela defesa, nos seguintes termos: “A impetração ergue-se contra a valoração dos maus antecedentes, tendo sido utilizada condenação atingida pelo período depurador de 5 anos para a sua valoração. O Tribunal de origem assim se manifestou (fl. 33): [...] Além disso, não se vislumbra, neste exame perfunctório, ilegalidade flagrante a ensejar o conhecimento excepcional da ação ou tampouco a concessão de ordem de ofício, uma vez que a possibilidade de reconhecimento de maus antecedentes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos está de acordo com o entendimento remansoso das duas Turmas do Superior Tribunal de Justiça com competência para apreciação de matérias afetas ao direto penal (ver HC 439.547/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Félix Fischer j. em 24- 4-2018, v.u. e AgRg no HC 421.000/RS, Sexta Turma, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, j. Em 17-4-2018, v.u.) e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (ver RHC 152377 Rel. Min. Luiz Fux, j. em 13-4-2018, v.u.) Diante desse cenário, a negativa de seguimento à presente impetração é medida que se impõe. A Corte tem entendido que o período depurador de cinco anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, afasta a reincidência, mas não retira os maus antecedentes. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AgRg no REsp 1500382/SP, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 25/08/2015, DJe 11/09/2015; AgRg no REsp 1531323/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 16/06/2015, DJe 25/06/2015. Assim o acórdão está em consonância com o entendimento dessa Corte, inexistindo portanto ilegalidade a ser sanada. Ante o exposto, denego o habeas corpus”. (eDOC 4) Conforme acentuei na decisão ora agravada, em face do contido na sentença condenatória (eDOC 11, p. 11) e no acórdão do TJ/SC (eDOC 23), considerei pertinentes e legítimos os argumentos lançados pela defesa para redimensionar a pena, afastando-se da dosimetria a consideração dos maus antecedentes de condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. No julgamento do HC 126.315/SP, de minha relatoria, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal assentou entendimento no sentido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC com base em condenação cuja execução foi extinta há mais de cinco anos está de acordo com o entendimento remansoso das duas Turmas do Superior Tribunal de Justiça com competência para apreciação de matérias afetas ao direto penal (ver HC 439.547/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Félix Fischer j. em 24- 4-2018, v.u. e AgRg no HC 421.000/RS, Sexta Turma, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, j. Em 17-4-2018, v.u.) e da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (ver RHC 152377 Rel. Min. Luiz Fux, j. em 13-4-2018, v.u.) Diante desse cenário, a negativa de seguimento à presente impetração é medida que se impõe. A Corte tem entendido que o período depurador de cinco anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, afasta a reincidência, mas não retira os maus antecedentes. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AgRg no REsp 1500382/SP, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 25/08/2015, DJe 11/09/2015; AgRg no REsp 1531323/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 16/06/2015, DJe 25/06/2015. Assim o acórdão está em consonância com o entendimento dessa Corte, inexistindo portanto ilegalidade a ser sanada. Ante o exposto, denego o habeas corpus”. (eDOC 4) Conforme acentuei na decisão ora agravada, em face do contido na sentença condenatória (eDOC 11, p. 11) e no acórdão do TJ/SC (eDOC 23), considerei pertinentes e legítimos os argumentos lançados pela defesa para redimensionar a pena, afastando-se da dosimetria a consideração dos maus antecedentes de condenações extintas ou cumpridas há mais de cinco anos. No julgamento do HC 126.315/SP, de minha relatoria, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal assentou entendimento no sentido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC de que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (Código Penal Brasileiro, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Eis a ementa desse julgado: “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. Condenação. 3. Aumento da pena-base. Não aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33, da Lei 11.343/06. 4. Período depurador de 5 anos estabelecido pelo art. 64, I, do Código Penal Brasileiro. Maus antecedentes não caracterizados. Decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (Código Penal Brasileiro, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Aplicação do princípio da razoabilidade, proporcionalidade e dignidade da pessoa humana. 5. Direito ao esquecimento. 6. Fixação do regime prisional inicial fechado com base na vedação da Lei 8.072/90. Inconstitucionalidade. 7. Ordem concedida”. (DJe 7.12.2015) Tal entendimento foi também adotado pela Primeira Turma desta Corte, em março de 2014, quando do julgamento do RHC 118.977/MS, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, a saber: “Recurso ordinário em habeas corpus. Processual Penal. Interposição contra julgado em que colegiado do Superior Tribunal de Justiça não conheceu da impetração, ao fundamento de ser substitutivo de recurso ordinário cabível. Constrangimento ilegal não evidenciado. Entendimento que encampa a jurisprudência da Primeira Turma da Corte. Precedente. Dosimetria. Fixação da pena-base acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. Condenações transitadas em julgado há mais de cinco anos. Pretensão à aplicação do disposto no inciso I do art. 64 do Código Penal. Penas ainda não extintas. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido. 1. O entendimento do Superior Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC de que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (Código Penal Brasileiro, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Eis a ementa desse julgado: “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes. Condenação. 3. Aumento da pena-base. Não aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33, da Lei 11.343/06. 4. Período depurador de 5 anos estabelecido pelo art. 64, I, do Código Penal Brasileiro. Maus antecedentes não caracterizados. Decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (Código Penal Brasileiro, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Aplicação do princípio da razoabilidade, proporcionalidade e dignidade da pessoa humana. 5. Direito ao esquecimento. 6. Fixação do regime prisional inicial fechado com base na vedação da Lei 8.072/90. Inconstitucionalidade. 7. Ordem concedida”. (DJe 7.12.2015) Tal entendimento foi também adotado pela Primeira Turma desta Corte, em março de 2014, quando do julgamento do RHC 118.977/MS, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, a saber: “Recurso ordinário em habeas corpus. Processual Penal. Interposição contra julgado em que colegiado do Superior Tribunal de Justiça não conheceu da impetração, ao fundamento de ser substitutivo de recurso ordinário cabível. Constrangimento ilegal não evidenciado. Entendimento que encampa a jurisprudência da Primeira Turma da Corte. Precedente. Dosimetria. Fixação da pena-base acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. Condenações transitadas em julgado há mais de cinco anos. Pretensão à aplicação do disposto no inciso I do art. 64 do Código Penal. Penas ainda não extintas. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido. 1. O entendimento do Superior Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC de Justiça quanto ao cabimento do habeas corpus encampou a jurisprudência da Primeira Turma da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário (HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12), o que resultou no seu não conhecimento. 2. Quando o paciente não pode ser considerado reincidente, diante do transcurso de lapso temporal superior a cinco anos, conforme previsto no art. 64, I, do Código Penal, a existência de condenações anteriores não caracteriza maus antecedentes. Precedentes. 3. No caso as condenações anteriores consideradas pelas instâncias ordinárias para fins de valoração negativa dos antecedentes criminais do ora paciente ainda não se encontram extintas. 4. Recurso não provido”. (grifos meus) Consoante registrado no voto-condutor, ressalto que a Constituição Federal veda expressamente, na alínea “b” do inciso XLVII do artigo 5..., as penas de caráter perpétuo. Tal dispositivo suscita questão acerca da proporcionalidade da pena e de seus efeitos para além da reprimenda corporal propriamente dita. Ora, a possibilidade de sopesarem-se negativamente antecedentes criminais, sem qualquer limitação temporal, ad aeternum, em verdade, mostra-se pena de caráter perpétuo revestida de legalidade. Dessa forma, entendo que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (Código Penal Brasileiro, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Emerge daí a necessidade de o Tribunal de origem promover nova dosimetria da pena imposta ao paciente, porquanto a condenação transitada em julgado há mais de 5 anos não implica circunstância judicial apta a justificar a majoração da pena-base. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC de Justiça quanto ao cabimento do habeas corpus encampou a jurisprudência da Primeira Turma da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário (HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12), o que resultou no seu não conhecimento. 2. Quando o paciente não pode ser considerado reincidente, diante do transcurso de lapso temporal superior a cinco anos, conforme previsto no art. 64, I, do Código Penal, a existência de condenações anteriores não caracteriza maus antecedentes. Precedentes. 3. No caso as condenações anteriores consideradas pelas instâncias ordinárias para fins de valoração negativa dos antecedentes criminais do ora paciente ainda não se encontram extintas. 4. Recurso não provido”. (grifos meus) Consoante registrado no voto-condutor, ressalto que a Constituição Federal veda expressamente, na alínea “b” do inciso XLVII do artigo 5..., as penas de caráter perpétuo. Tal dispositivo suscita questão acerca da proporcionalidade da pena e de seus efeitos para além da reprimenda corporal propriamente dita. Ora, a possibilidade de sopesarem-se negativamente antecedentes criminais, sem qualquer limitação temporal, ad aeternum, em verdade, mostra-se pena de caráter perpétuo revestida de legalidade. Dessa forma, entendo que, decorridos mais de 5 anos desde a extinção da pena da condenação anterior (Código Penal Brasileiro, art. 64, I), não é possível alargar a interpretação de modo a permitir o reconhecimento dos maus antecedentes. Emerge daí a necessidade de o Tribunal de origem promover nova dosimetria da pena imposta ao paciente, porquanto a condenação transitada em julgado há mais de 5 anos não implica circunstância judicial apta a justificar a majoração da pena-base. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 159727 AGR / SC Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Supremo Tribunal Federal HC 159727 AGR / SC Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C4C-FD93-4E51-06AF e senha B176-C71D-4635-EB64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) : JEAN MAICON KRUSE (105099A/RS, 30685/SC) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9A4-3904-8721-51C7 e senha 35EC-3570-7B11-643A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.727 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : AILTON LUIZ ALLEBRANDT ADV.(A/S) : JEAN MAICON KRUSE (105099A/RS, 30685/SC) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 450.726 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9A4-3904-8721-51C7 e senha 35EC-3570-7B11-643A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 159 . 727", "HC n 450 . 726", "HABEAS CORPUS 159 . 727", "HC n 450 . 726 DO", "HABEAS CORPUS 159 . 727", "HC n 450 . 726 DO", "HC 159727 AGR / SC", "SÚMULA 719 DO Supremo Tribunal Federal", "HC 159727 AGR / SC", "SÚMULA 719 DO Supremo Tribunal Federal", "HC 159727 AGR / SC", "verbete 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 159727 AGR / SC", "verbete 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 159727 AGR / SC", "Ação Penal 019 . 12 . 003089 - 4", "HC 159727 AGR / SC", "Ação Penal 019 . 12 . 003089 - 4", "HABEAS CORPUS 159 . 727", "HABEAS CORPUS 159 . 727", "HC 159727 AGR / SC", "HC 439 . 547 / SP", "AgRg no HC 421 . 000 / RS", "RHC 152377", "REsp 1500382 / SP", "AgRg no REsp 1531323 / SP", "HC 126 . 315 / SP", "HC 159727 AGR / SC", "HC 439 . 547 / SP", "AgRg no HC 421 . 000 / RS", "RHC 152377", "AgRg no REsp 1500382 / SP", "AgRg no REsp 1531323 / SP", "HC 126 . 315 / SP", "HC 159727 AGR / SC", "RHC 118 . 977 / MS", "HC 159727 AGR / SC", "RHC 118 . 977 / MS", "HC 159727 AGR / SC de Justiça", "HC n 109 . 956 / PR", "HC 159727 AGR / SC", "HC n 109 . 956 / PR", "HC 159727 AGR / SC", "HC 159727 AGR / SC", "HABEAS CORPUS 159 . 727", "HC n 450 . 726 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 159", "HC n 450 . 726 DO" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006", "Código Penal Brasileiro , artigo 64 , inciso I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 11 . 343 / 2006", "ART . 42 DA LEI 11", ".", "343", "/", "2006", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "ART . 62 , I , DO Código Penal Brasileiro", "Medida", "ART . 42 DA LEI 11 . 343 / 2006", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "ART . 62 , I , DO Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 62 , I , do Código Penal", "art . 44 , III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 62 , I , do Código Penal", "art . 44 , III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 64 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 64 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 64 , I", "§ 4 . . . do art . 33 , da Lei 11 . 343 / 06", "art . 64 , I , do Código Penal Brasileiro", "Código Penal Brasileiro , art . 64 , I", "Lei 8 . 072 / 90", "inciso I do art . 64 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 64 , I", "§ 4 . . . do art . 33 , da Lei 11 . 343 / 06", "art . 64 , I , do Código Penal Brasileiro", "Código Penal Brasileiro , art . 64 , I", "Lei 8 . 072 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 64 , I , do Código Penal", "Constituição Federal", "Código Penal Brasileiro , art . 64 , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 64 , I , do Código Penal", "Constituição Federal", "Código Penal Brasileiro , art . 64 , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça catarinense", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça catarinense", "Supremo Tribunal Federal", "PGJ", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "PGJ", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Vara Criminal da Comarca de Concórdia / SC", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Vara", "Ministério Público Federal", "SEGUNDA TURMA", "TJ", "/", "SC", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TJ", "/", "SC", "Superior", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Sexta Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "TJ", "/", "SC", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Sexta Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "TJ", "/", "SC", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Superior Tribunal 3", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma da Corte", "Superior Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "AILTON LUIZ ALLEBRANDT", "JEAN MAICON KRUSE", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AILTON LUIZ ALLEBRANDT", "JEAN MAICON KRUSE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AILTON LUIZ ALLEBRANDT", "JEAN MAICON KRUSE", "GILMAR MENDES", "CLARA", "Juliano Baiocchi Villa - Verde de Carvalho", "Juliano Baiocchi Villa - Verde de Carvalho", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Félix Fischer", "Antônio Saldanha Palheiro", "Luiz Fux", "GURGEL DE FARIA", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "Félix Fischer", "Antônio Saldanha Palheiro", "Luiz Fux", "GURGEL DE FARIA", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AILTON LUIZ ALLEBRANDT", "JEAN MAICON KRUSE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "AILTON LUIZ ALLEBRANDT", "JEAN MAICON KRUSE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de março", "4 de Abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "-", "4", "-", "2018", "17", "-", "4", "-", "2018", "13", "-", "4", "-", "2018", "25", "/", "08", "/", "2015", "11", "/", "09", "/", "2015", "16", "/", "06", "/", "2015", "25", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "-", "4", "-", "2018", "17", "-", "4", "-", "2018", "13", "-", "4", "-", "2018", "25", "/", "08", "/", "2015", "11", "/", "09", "/", "2015", "16", "/", "06", "/", "2015", "25", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2015", "março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2015", "março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. VALOR VENAL. ATRIBUIÇÃO. 1. É inviável o processamento de recurso extraordinário se, para se divergir do entendimento adotado na origem, for necessário reexaminar fatos e provas ou legislação local. Súmulas 279 e 280/STF. 2. A discussão relacionada à definição da base de cálculo de IPTU de imóvel não prevista na Planta Genérica de Valores demanda o reexame de fatos e provas e da legislação local. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 22 a 28 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 895C-16EE-5B7C-385D e senha 20BC-C5C0-B855-6192 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário nestes termos (eDOC 6): Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário em face de acórdão da 4ª Turma Recursal do Juizados Especiais do Paraná, cuja ementa transcreve-se a seguir (fl. 26): “RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA. LOTEAMENTO POSTERIOR À LEI MUNICIPAL Nº. 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA Nº. 016/2013. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5º, CTM. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, STF. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário nestes termos (eDOC 6): Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário em face de acórdão da 4ª Turma Recursal do Juizados Especiais do Paraná, cuja ementa transcreve-se a seguir (fl. 26): “RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA. LOTEAMENTO POSTERIOR À LEI MUNICIPAL Nº. 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA Nº. 016/2013. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5º, CTM. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, STF. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 1137424 AGR / PR PROVIDO.” No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a” e “c”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao artigo 150, I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, a obrigatoriedade do Município cobrar seus impostos, à luz do princípio da legalidade tributária. Defende-se a impossibilidade de fixação da base de cálculo do IPTU por meio de pauta de valores, o qual é mero ato administrativo (eDOC 4, p. 5). É o relatório. Decido. O recurso não merece provimento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem (eDOC 2, p. 22): “Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei nº. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, consequentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5º 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal RE 1137424 AGR / PR PROVIDO.” No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a” e “c”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao artigo 150, I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, a obrigatoriedade do Município cobrar seus impostos, à luz do princípio da legalidade tributária. Defende-se a impossibilidade de fixação da base de cálculo do IPTU por meio de pauta de valores, o qual é mero ato administrativo (eDOC 4, p. 5). É o relatório. Decido. O recurso não merece provimento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem (eDOC 2, p. 22): “Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei nº. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, consequentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5º 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 1137424 AGR / PR (acrescido pela Lei nº. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina.”. Assim, constato que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive de índole local, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista as vedações contidas nas Súmulas 279 e 280 do STF. Veja-se a ementa do seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I – O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II – O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III – Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a interpretação de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal RE 1137424 AGR / PR (acrescido pela Lei nº. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina.”. Assim, constato que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive de índole local, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista as vedações contidas nas Súmulas 279 e 280 do STF. Veja-se a ementa do seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I – O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II – O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III – Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a interpretação de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 1137424 AGR / PR legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).”(ARE 986.150 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.09.2016) Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.130.924, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 11.06. 2018; ARE 1.115.189, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 10.05.2018; e ARE 1.115.652, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 27.04.2018; .ARE 1.114.001, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.04.2018. Sob o pálio da alínea c, conforme anotado no ARE 646.035 AgR/SP, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 13/09/2011, incabível recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 102, inc. III, alínea c, da Constituição da República, quando não há aplicação de lei ou ato de governo local em detrimento da Constituição. No mesmo sentido: RE 870.577 AgR/AL, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 29/09/2015. É a hipótese dos autos, onde, em nenhum momento, se enfrenta tal situação. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, §11, CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 7), sustenta-se que, no acórdão proferido pelo Tribunal de origem, “há evidente confronto com o que foi decidido por este C. STF no julgamento pelo rito da repercussão geral, sendo que este próprio STF julgou recentemente processo oriundo de Londrina, em caso idêntico a este, e aplicou o precedente da repercussão geral”. Acrescenta-se que “se julgou válida lei local contestada em face da Constituição Federal, não havendo que se falar na incidência da Súmula 280/STF”. Argumenta-se, ainda, que “o que se pretende no recurso extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal RE 1137424 AGR / PR legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).”(ARE 986.150 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.09.2016) Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.130.924, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 11.06. 2018; ARE 1.115.189, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 10.05.2018; e ARE 1.115.652, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 27.04.2018; .ARE 1.114.001, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.04.2018. Sob o pálio da alínea c, conforme anotado no ARE 646.035 AgR/SP, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 13/09/2011, incabível recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 102, inc. III, alínea c, da Constituição da República, quando não há aplicação de lei ou ato de governo local em detrimento da Constituição. No mesmo sentido: RE 870.577 AgR/AL, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 29/09/2015. É a hipótese dos autos, onde, em nenhum momento, se enfrenta tal situação. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, §11, CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 7), sustenta-se que, no acórdão proferido pelo Tribunal de origem, “há evidente confronto com o que foi decidido por este C. STF no julgamento pelo rito da repercussão geral, sendo que este próprio STF julgou recentemente processo oriundo de Londrina, em caso idêntico a este, e aplicou o precedente da repercussão geral”. Acrescenta-se que “se julgou válida lei local contestada em face da Constituição Federal, não havendo que se falar na incidência da Súmula 280/STF”. Argumenta-se, ainda, que “o que se pretende no recurso extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RE 1137424 AGR / PR interposto é que o STF analise a questão meramente de direito quanto à violação ao princípio da estrita legalidade tributária pelo acórdão a quo, já que o seu entendimento foi no sentido de que pode o ato administrativo editado pelo Município de Londrina (Pauta de Valores nº 016/2013) fixar a base de cálculo do IPTU dos imóveis da agravante”. Alega-se que o entendimento na origem sobre a questão foi alterado, de modo que “não se mostra justo nem razoável que a ora agravante não tenha o seu direito reconhecido apenas pelo fato de que o seu recurso foi julgado antes da mudança de entendimento”. Em contraminuta, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal RE 1137424 AGR / PR interposto é que o STF analise a questão meramente de direito quanto à violação ao princípio da estrita legalidade tributária pelo acórdão a quo, já que o seu entendimento foi no sentido de que pode o ato administrativo editado pelo Município de Londrina (Pauta de Valores nº 016/2013) fixar a base de cálculo do IPTU dos imóveis da agravante”. Alega-se que o entendimento na origem sobre a questão foi alterado, de modo que “não se mostra justo nem razoável que a ora agravante não tenha o seu direito reconhecido apenas pelo fato de que o seu recurso foi julgado antes da mudança de entendimento”. Em contraminuta, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não apresentou argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, consoante posto na decisão recorrida e diversamente do que afirma a recorrente, seria necessário, para se divergir do entendimento adotado na origem, reexaminar as premissas fáticas que embasaram a adoção da tese impugnada, bem como a legislação municipal, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos dos enunciados sumulares 279 e 280 deste Tribunal. Igualmente, inexiste reparo a ser realizado quanto à constatação de que, diante da ausência de aplicação de lei ou ato local em detrimento do texto constitucional, revela-se incabível a interposição de recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Convém destacar, ainda, que o recurso extraordinário, por sua natureza e suas finalidades, é espécie impugnativa de fundamentação vinculada e sujeita a maior rigor no exame de seus pressupostos e requisitos de admissibilidade, não sendo a mera alteração do entendimento adotado na origem causa idônea a provocar a abertura dessa via recursal quando verificados os óbices acima apontados. Por fim, a decisão agravada não destoa da jurisprudência da Segunda Turma deste Tribunal. Confira-se, a esse respeito, o seguinte precedente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não apresentou argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, consoante posto na decisão recorrida e diversamente do que afirma a recorrente, seria necessário, para se divergir do entendimento adotado na origem, reexaminar as premissas fáticas que embasaram a adoção da tese impugnada, bem como a legislação municipal, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos dos enunciados sumulares 279 e 280 deste Tribunal. Igualmente, inexiste reparo a ser realizado quanto à constatação de que, diante da ausência de aplicação de lei ou ato local em detrimento do texto constitucional, revela-se incabível a interposição de recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Convém destacar, ainda, que o recurso extraordinário, por sua natureza e suas finalidades, é espécie impugnativa de fundamentação vinculada e sujeita a maior rigor no exame de seus pressupostos e requisitos de admissibilidade, não sendo a mera alteração do entendimento adotado na origem causa idônea a provocar a abertura dessa via recursal quando verificados os óbices acima apontados. Por fim, a decisão agravada não destoa da jurisprudência da Segunda Turma deste Tribunal. Confira-se, a esse respeito, o seguinte precedente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1137424 AGR / PR Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE 1114001 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 22.11.2018) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do CPC, tendo em vista que não houve prévia fixação de honorários na origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Supremo Tribunal Federal RE 1137424 AGR / PR Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE 1114001 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 22.11.2018) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do CPC, tendo em vista que não houve prévia fixação de honorários na origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 633D-3932-2BD8-C2E9 e senha 557F-370E-46C0-8A00 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 633D-3932-2BD8-C2E9 e senha 557F-370E-46C0-8A00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749587060
2019-03-29T00:00:00
2019-04-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. VALOR VENAL. ATRIBUIÇÃO. 1. É inviável o processamento de recurso extraordinário se, para se divergir do entendimento adotado na origem, for necessário reexaminar fatos e provas ou legislação local. Súmulas 279 e 280/STF. 2. A discussão relacionada à definição da base de cálculo de IPTU de imóvel não prevista na Planta Genérica de Valores demanda o reexame de fatos e provas e da legislação local. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.
sjur401803
- Acórdão(s) citado(s): (IPTU, VALOR VENAL, BASE DE CÁLCULO) ARE 1114001 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 09/05/2019, AMS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1137424
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-C\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1137424 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. VALOR VENAL. ATRIBUIÇÃO. 1. É inviável o processamento de recurso extraordinário se, para se divergir do entendimento adotado na origem, for necessário reexaminar fatos e provas ou legislação local. Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A discussão relacionada à definição da base de cálculo de IPTU de imóvel não prevista na Planta Genérica de Valores demanda o reexame de fatos e provas e da legislação local. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 22 a 28 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 895C-16EE-5B7C-385D e senha 20BC-C5C0-B855-6192 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário nestes termos (eDOC 6): Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário em face de acórdão da 4... Turma Recursal do Juizados Especiais do Paraná, cuja ementa transcreve-se a seguir (fl. 26): “RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA. LOTEAMENTO POSTERIOR À LEI MUNICIPAL n. 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA n. 016/2013. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5..., CTM. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, Supremo Tribunal Federal. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) :BRUNO MONTENEGRO SACANI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento a recurso extraordinário nestes termos (eDOC 6): Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário em face de acórdão da 4... Turma Recursal do Juizados Especiais do Paraná, cuja ementa transcreve-se a seguir (fl. 26): “RECURSO INOMINADO. TRIBUTÁRIO. IPTU. LONDRINA. LOTEAMENTO POSTERIOR À LEI MUNICIPAL n. 8.672/2001. PLANTA GENÉRICA DE VALORES. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL AO NOVO IMÓVEL CRIADO. PAUTA n. 016/2013. LEGALIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL DA GLEBA ORIGINÁRIA. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL QUE ESTIPULA OS CRITÉRIOS OBJETIVOS PARA A APURAÇÃO DO VALOR VENAL DOS IMÓVEIS CRIADOS APÓS A EDIÇÃO DA RESPECTIVA LEI. INTELIGÊNCIA DO ART. 176, §5..., CTM. ATRIBUIÇÃO DO VALOR VENAL REALIZADO DE FORMA TÉCNICA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU INCONSTITUCIONALIDADE. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 239, Supremo Tribunal Federal. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR PROVIDO.” No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a” e “c”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao artigo 150, I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, a obrigatoriedade do Município cobrar seus impostos, à luz do princípio da legalidade tributária. Defende-se a impossibilidade de fixação da base de cálculo do IPTU por meio de pauta de valores, o qual é mero ato administrativo (eDOC 4, p. 5). É o relatório. Decido. O recurso não merece provimento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem (eDOC 2, p. 22): “Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei n. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, consequentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR PROVIDO.” No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a” e “c”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao artigo 150, I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, a obrigatoriedade do Município cobrar seus impostos, à luz do princípio da legalidade tributária. Defende-se a impossibilidade de fixação da base de cálculo do IPTU por meio de pauta de valores, o qual é mero ato administrativo (eDOC 4, p. 5). É o relatório. Decido. O recurso não merece provimento. Convém reproduzir o assentado pelo Tribunal de origem (eDOC 2, p. 22): “Constata-se que os imóveis localizados em referida localidade/empreendimento não existiam à época da edição da Lei n. 8.672/2001, eis que desmembrados posteriormente, conforme informações prestadas pela Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina, o que foi confirmado pela parte autora. Nestes termos, deixou de existir a gleba originária, surgindo, consequentemente, novos imóveis com suas respectivas matrículas. Incumbe ao agente administrativo tributário competente, portanto, promover o enquadramento de cada imóvel a ser tributado pelo IPTU nas definições da lei para apuração do valor venal do imóvel, devendo aplicar sobre ele os valores unitários do metro quadrado da construção, assim como do metro quadrado do terreno correspondente. Constata-se que, diferentemente do que sustenta a tese da parte recorrida, não houve majoração da base de cálculo do IPTU efetuada por ato administrativo, mas, tão somente, atribuição do valor venal sobre o novo terreno que surgiu com o desmembramento realizado. Denota-se, através da leitura do art. 176, §5... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR (acrescido pela Lei n. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina.”. Assim, constato que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive de índole local, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista as vedações contidas nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Veja-se a ementa do seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I – O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II – O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III – Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a interpretação de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR (acrescido pela Lei n. 8.671/2001) do Código Tributário Municipal de Londrina que, nos seus incisos I e II, estão previstos os critérios para apuração do valor venal dos imóveis que não estão previstos na Planta Genérica de Valores. Nestes termos, verifica-se que há sim lei prévia que regulamenta os critérios objetivos para tanto, o que foi realizado pelo ente municipal por intermédio de equipe técnica, conforme suficientemente comprovado pela Administração. Assim, não merece acolhimento o entendimento de que há inconstitucionalidade e ilegalidade nos autos praticados pelo Município de Londrina.”. Assim, constato que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo, demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive de índole local, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista as vedações contidas nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Veja-se a ementa do seguinte julgado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPTU. REVISÃO DO LANÇAMENTO. TEMA 339. INOVAÇÃO RECURSAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULAS 279, 280 E 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. MULTA APLICADA. I – O acórdão impugnado pelo recurso extraordinário não ofendeu o art. 93, IX, da Constituição, na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o Tema 339 (AI 791.292 QO-RG) da repercussão geral. II – O agravo regimental traz alegações que constituem inadmissível inovação recursal, por não terem sido suscitadas oportunamente no recurso extraordinário. III – Revisão do lançamento do IPTU considerada ilegal pelo acórdão recorrido. Princípio da legalidade. Alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, inviável de ser analisada em recurso extraordinário, por demandar a interpretação de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).”(ARE 986.150 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.09.2016) Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.130.924, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 11.06. 2018; ARE 1.115.189, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 10.05.2018; e ARE 1.115.652, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 27.04.2018; .ARE 1.114.001, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.04.2018. Sob o pálio da alínea c, conforme anotado no ARE 646.035 AgR/SP, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 13/09/2011, incabível recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 102, inc. III, alínea c, da Constituição da República, quando não há aplicação de lei ou ato de governo local em detrimento da Constituição. No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 870.577 AgR/AL, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 29/09/2015. É a hipótese dos autos, onde, em nenhum momento, se enfrenta tal situação. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, §11, Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 7), sustenta-se que, no acórdão proferido pelo Tribunal de origem, “há evidente confronto com o que foi decidido por este C. Supremo Tribunal Federal no julgamento pelo rito da repercussão geral, sendo que este próprio Supremo Tribunal Federal julgou recentemente processo oriundo de Londrina, em caso idêntico a este, e aplicou o precedente da repercussão geral”. Acrescenta-se que “se julgou válida lei local contestada em face da Constituição Federal, não havendo que se falar na incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal”. Argumenta-se, ainda, que “o que se pretende no recurso extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR legislação infraconstitucional para aferir sua ocorrência (CTN e Leis Municipais de Londrina 4.591/1990 e 8.672/2001). Impossibilidade do reexame de fatos e provas. Óbices previstos nas Súmula 279, 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).”(ARE 986.150 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 14.09.2016) Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.130.924, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 11.06. 2018; ARE 1.115.189, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 10.05.2018; e ARE 1.115.652, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 27.04.2018; .ARE 1.114.001, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 23.04.2018. Sob o pálio da alínea c, conforme anotado no ARE 646.035 AgR/SP, Rel. Min. Carmen Lúcia, DJe de 13/09/2011, incabível recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 102, inc. III, alínea c, da Constituição da República, quando não há aplicação de lei ou ato de governo local em detrimento da Constituição. No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 870.577 AgR/AL, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 29/09/2015. É a hipótese dos autos, onde, em nenhum momento, se enfrenta tal situação. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, §11, Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 7), sustenta-se que, no acórdão proferido pelo Tribunal de origem, “há evidente confronto com o que foi decidido por este C. Supremo Tribunal Federal no julgamento pelo rito da repercussão geral, sendo que este próprio Supremo Tribunal Federal julgou recentemente processo oriundo de Londrina, em caso idêntico a este, e aplicou o precedente da repercussão geral”. Acrescenta-se que “se julgou válida lei local contestada em face da Constituição Federal, não havendo que se falar na incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal”. Argumenta-se, ainda, que “o que se pretende no recurso extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR interposto é que o Supremo Tribunal Federal analise a questão meramente de direito quanto à violação ao princípio da estrita legalidade tributária pelo acórdão a quo, já que o seu entendimento foi no sentido de que pode o ato administrativo editado pelo Município de Londrina (Pauta de Valores n 016/2013) fixar a base de cálculo do IPTU dos imóveis da agravante”. Alega-se que o entendimento na origem sobre a questão foi alterado, de modo que “não se mostra justo nem razoável que a ora agravante não tenha o seu direito reconhecido apenas pelo fato de que o seu recurso foi julgado antes da mudança de entendimento”. Em contraminuta, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR interposto é que o Supremo Tribunal Federal analise a questão meramente de direito quanto à violação ao princípio da estrita legalidade tributária pelo acórdão a quo, já que o seu entendimento foi no sentido de que pode o ato administrativo editado pelo Município de Londrina (Pauta de Valores n 016/2013) fixar a base de cálculo do IPTU dos imóveis da agravante”. Alega-se que o entendimento na origem sobre a questão foi alterado, de modo que “não se mostra justo nem razoável que a ora agravante não tenha o seu direito reconhecido apenas pelo fato de que o seu recurso foi julgado antes da mudança de entendimento”. Em contraminuta, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D40-191A-293F-BA6D e senha DB5B-2BD9-C987-CD38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não apresentou argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, consoante posto na decisão recorrida e diversamente do que afirma a recorrente, seria necessário, para se divergir do entendimento adotado na origem, reexaminar as premissas fáticas que embasaram a adoção da tese impugnada, bem como a legislação municipal, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos dos enunciados sumulares 279 e 280 deste Tribunal. Igualmente, inexiste reparo a ser realizado quanto à constatação de que, diante da ausência de aplicação de lei ou ato local em detrimento do texto constitucional, revela-se incabível a interposição de recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Convém destacar, ainda, que o recurso extraordinário, por sua natureza e suas finalidades, é espécie impugnativa de fundamentação vinculada e sujeita a maior rigor no exame de seus pressupostos e requisitos de admissibilidade, não sendo a mera alteração do entendimento adotado na origem causa idônea a provocar a abertura dessa via recursal quando verificados os óbices acima apontados. Por fim, a decisão agravada não destoa da jurisprudência da Segunda Turma deste Tribunal. Confira-se, a esse respeito, o seguinte precedente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não apresentou argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, consoante posto na decisão recorrida e diversamente do que afirma a recorrente, seria necessário, para se divergir do entendimento adotado na origem, reexaminar as premissas fáticas que embasaram a adoção da tese impugnada, bem como a legislação municipal, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos dos enunciados sumulares 279 e 280 deste Tribunal. Igualmente, inexiste reparo a ser realizado quanto à constatação de que, diante da ausência de aplicação de lei ou ato local em detrimento do texto constitucional, revela-se incabível a interposição de recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Convém destacar, ainda, que o recurso extraordinário, por sua natureza e suas finalidades, é espécie impugnativa de fundamentação vinculada e sujeita a maior rigor no exame de seus pressupostos e requisitos de admissibilidade, não sendo a mera alteração do entendimento adotado na origem causa idônea a provocar a abertura dessa via recursal quando verificados os óbices acima apontados. Por fim, a decisão agravada não destoa da jurisprudência da Segunda Turma deste Tribunal. Confira-se, a esse respeito, o seguinte precedente: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE 1114001 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 22.11.2018) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, tendo em vista que não houve prévia fixação de honorários na origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE 1114001 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 22.11.2018) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, tendo em vista que não houve prévia fixação de honorários na origem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0748-6F9F-6899-5DD6 e senha 70E8-4437-5534-C82E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 633D-3932-2BD8-C2E9 e senha 557F-370E-46C0-8A00 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.137.424 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ALLINE DE PAULA TAUFMANN ADV.(A/S) : BRUNO MONTENEGRO SACANI (29563/PR) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE LONDRINA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação de multa (art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 633D-3932-2BD8-C2E9 e senha 557F-370E-46C0-8A00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 137 . 424", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 137 . 424", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 137 . 424", "SÚMULA 239 , Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "Súmulas 279", "SÚMULAS 279", "AI 791 . 292 QO - RG", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "Súmulas 279", "SÚMULAS 279 , 280", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 279 , 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 986 . 150 AgR", "ARE 1 . 130 . 924", "ARE 1 . 115 . 189", "ARE 1 . 115 . 652", "ARE 1 . 114 . 001", "ARE 646 . 035 AgR / SP", "Recurso Extraordinário 870 . 577 AgR / AL", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "Súmula 279 , 280 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 986 . 150 AgR", "ARE 1 . 130 . 924", "ARE 1 . 115 . 189", "ARE 1 . 115 . 652", "ARE 1 . 114 . 001", "ARE 646 . 035 AgR / SP", "Recurso Extraordinário 870 . 577 AgR / AL", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 137 . 424", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR / PR", "Súmulas 279", "ARE 1114001 AgR", "Recurso Extraordinário 1137424 AGR", "Súmulas 279", "ARE 1114001 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 137 . 424", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 137" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL n . 8 . 672 / 2001", "PAUTA n . 016 / 2013", "ART . 176 , § 5 . . . , CTM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL n . 8 . 672 / 2001", "PAUTA n . 016 / 2013", "CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , I , da Constituição Federal", "Lei n . 8 . 672 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , I , da Constituição Federal", "Lei n . 8 . 672 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 671 / 2001", "Código Tributário Municipal de Londrina", "art . 93 , IX , da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 671 / 2001", "Código Tributário Municipal de Londrina", "art . 93 , IX , da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CTN", "Leis Municipais de Londrina 4 . 591 / 1990", "8", ".", "672", "/", "2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 102 , inc . III , alínea c , da Constituição da República", "art . 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CTN", "Leis Municipais de Londrina 4 . 591 / 1990", "8", ".", "672", "/", "2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 102 , inc . III , alínea c , da Constituição da República", "art . 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , c , da Constituição Federal", "Código Tributário Municipal", "Lei 8 . 671 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , c , da Constituição Federal", "Código Tributário Municipal", "Lei 8 . 671 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "MUNICÍPIO DE LONDRINA", "Brasília", "PARANÁ", "LONDRINA", "MUNICÍPIO DE", "LONDRINA", "PARANÁ", "LONDRINA", "MUNICÍPIO DE LONDRINA", "LONDRINA", "Município de Londrina", "Município de Londrina .", "Londrina", "Londrina", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "MUNICÍPIO", "LONDRINA", "PARANÁ", "MUNICIPIO DE LONDRINA", "MUNICÍPIO DE LONDRINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE LONDRINA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Juizados Especiais do Paraná", "CÓDIGO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "4", ".", ". . Turma Recursal do Juizados Especiais do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Fazenda Municipal de Londrina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Município de", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Município de Londrina", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE LONDRINA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "ALLINE DE PAULA TAUFMANN", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALLINE DE PAULA TAUFMANN", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALLINE DE PAULA TAUFMANN", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Carmen Lúcia", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Carmen Lúcia", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "ALLINE DE PAULA TAUFMANN", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "ALLINE DE PAULA TAUFMANN", "BRUNO MONTENEGRO SACANI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "22", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "09", ".", "2016", "11", ".", "06", ".", "2018", "10", ".", "05", ".", "2018", "27", ".", "04", ".", "2018", "23", ".", "04", ".", "2018", "13", "/", "09", "/", "2011", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "09", ".", "2016", "11", ".", "06", ".", "2018", "10", ".", "05", ".", "2018", "27", ".", "04", ".", "2018", "23", ".", "04", ".", "2018", "13", "/", "09", "/", "2011", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) :MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Porte ilegal de arma de fogo (artigo 16 da Lei 10.826/2003). 3. Superação da Súmula 691. Impossibilidade. Apenas casos que ostentem manifesta e grave ilegalidade. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E474-26DB-051D-B0A7 e senha E4ED-F1E5-31FE-61D7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) :MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao presente writ por óbice da Súmula 691. Nas razões recursais, a defesa postula, em síntese, a superação da referida Súmula e, consequentemente, a concessão de liberdade provisória ao acusado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93C0-7646-CAC6-D62B e senha A77E-8E79-428C-A8E8 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) :MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao presente writ por óbice da Súmula 691. Nas razões recursais, a defesa postula, em síntese, a superação da referida Súmula e, consequentemente, a concessão de liberdade provisória ao acusado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93C0-7646-CAC6-D62B e senha A77E-8E79-428C-A8E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ. Conforme jurisprudência: HC (QO) 76.347/MS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. E mais recentemente: HC-AgR 129.907/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 13.10.2015; HC-AgR 132.185/SP, por mim relatado, Segunda Turma, unânime, DJe 9.3.2016; HC 133.158/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.3.2016; e HC 133.287/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.3.2016. Essa conclusão está representada na Súmula 691 do STF, in verbis: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É bem verdade que o rigor na aplicação de tal entendimento tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ. Conforme jurisprudência: HC (QO) 76.347/MS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. E mais recentemente: HC-AgR 129.907/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 13.10.2015; HC-AgR 132.185/SP, por mim relatado, Segunda Turma, unânime, DJe 9.3.2016; HC 133.158/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.3.2016; e HC 133.287/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.3.2016. Essa conclusão está representada na Súmula 691 do STF, in verbis: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É bem verdade que o rigor na aplicação de tal entendimento tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162700 AGR / RJ caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; HC 88.229/SE, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; HC 129.554/SP, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 14.10.2015; e HC 129.872/SP, Segunda Turma, unânime, de minha relatoria, DJe 29.9.2015; e a seguinte decisão monocrática: MC-HC 85.826/SP). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691 do STF. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, e salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (CF, artigo 102), descabe afastar a aplicação da Súmula 691 do STF. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Supremo Tribunal Federal HC 162700 AGR / RJ caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; HC 88.229/SE, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; HC 129.554/SP, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 14.10.2015; e HC 129.872/SP, Segunda Turma, unânime, de minha relatoria, DJe 29.9.2015; e a seguinte decisão monocrática: MC-HC 85.826/SP). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691 do STF. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, e salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (CF, artigo 102), descabe afastar a aplicação da Súmula 691 do STF. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162700 AGR / RJ Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Supremo Tribunal Federal HC 162700 AGR / RJ Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) : MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR (149573/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9121-8780-6A64-407C e senha 8A46-2E5D-78E6-9DA8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) : MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR (149573/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9121-8780-6A64-407C e senha 8A46-2E5D-78E6-9DA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749609962
2019-04-05T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Porte ilegal de arma de fogo (artigo 16 da Lei 10.826/2003). 3. Superação da Súmula 691. Impossibilidade. Apenas casos que ostentem manifesta e grave ilegalidade. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur402150
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF) HC 79238 (1ªT), HC 79748 (1ªT), HC 79775 (1ªT), HC 85185 (TP), HC 88229 (1ªT), HC 84014 AgR (1ªT), HC 76347 QO (1ªT), HC 129554 (1ªT), HC 129872 (2ªT), HC 129907 AgR (2ªT), HC 132185 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 06/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
162700
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00016\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 162700 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) : MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) :MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Porte ilegal de arma de fogo (artigo 16 da Lei 10.826/2003). 3. Superação da Súmula 691. Impossibilidade. Apenas casos que ostentem manifesta e grave ilegalidade. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E474-26DB-051D-B0A7 e senha E4ED-F1E5-31FE-61D7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) :MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao presente writ por óbice da Súmula 691. Nas razões recursais, a defesa postula, em síntese, a superação da referida Súmula e, consequentemente, a concessão de liberdade provisória ao acusado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93C0-7646-CAC6-D62B e senha A77E-8E79-428C-A8E8 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) :MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao presente writ por óbice da Súmula 691. Nas razões recursais, a defesa postula, em síntese, a superação da referida Súmula e, consequentemente, a concessão de liberdade provisória ao acusado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93C0-7646-CAC6-D62B e senha A77E-8E79-428C-A8E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ. Conforme jurisprudência: HC (QO) 76.347/MS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. E mais recentemente: HC-AgR 129.907/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 13.10.2015; HC-AgR 132.185/SP, por mim relatado, Segunda Turma, unânime, DJe 9.3.2016; HC 133.158/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.3.2016; e HC 133.287/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.3.2016. Essa conclusão está representada na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É bem verdade que o rigor na aplicação de tal entendimento tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência desta Corte é no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ. Conforme jurisprudência: HC (QO) 76.347/MS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Rel. Min. Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e HC 79.748/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. E mais recentemente: HC-AgR 129.907/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 13.10.2015; HC-AgR 132.185/SP, por mim relatado, Segunda Turma, unânime, DJe 9.3.2016; HC 133.158/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.3.2016; e HC 133.287/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.3.2016. Essa conclusão está representada na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”. É bem verdade que o rigor na aplicação de tal entendimento tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162700 AGR / RJ caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; HC 88.229/SE, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; HC 129.554/SP, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 14.10.2015; e HC 129.872/SP, Segunda Turma, unânime, de minha relatoria, DJe 29.9.2015; e a seguinte decisão monocrática: MC-HC 85.826/SP). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, e salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (Constituição Federal de 1988, artigo 102), descabe afastar a aplicação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Supremo Tribunal Federal HC 162700 AGR / RJ caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; HC 88.229/SE, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; HC 129.554/SP, Primeira Turma, unânime, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 14.10.2015; e HC 129.872/SP, Segunda Turma, unânime, de minha relatoria, DJe 29.9.2015; e a seguinte decisão monocrática: MC-HC 85.826/SP). Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis. 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, e salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (Constituição Federal de 1988, artigo 102), descabe afastar a aplicação da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162700 AGR / RJ Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Supremo Tribunal Federal HC 162700 AGR / RJ Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E03-EA42-7022-B7C7 e senha C419-BBA1-A252-E8E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) : MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR (149573/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC n 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9121-8780-6A64-407C e senha 8A46-2E5D-78E6-9DA8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.700 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA ADV.(A/S) : MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR (149573/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC n 102.866 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9121-8780-6A64-407C e senha 8A46-2E5D-78E6-9DA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 162 . 700", "RHC n 102 . 866", "HABEAS CORPUS 162 . 700", "RHC n 102 . 866", "HABEAS CORPUS 162 . 700", "RHC n 102 . 866", "HABEAS CORPUS 162 . 700", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HC", "-", "AgR 129 . 907 / RJ", "HC", "-", "AgR 132 . 185 / SP", "HC 133 . 158 / DF", "HC 133 . 287 / DF", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HC", "-", "AgR 129 . 907 / RJ", "HC", "-", "AgR 132 . 185 / SP", "HC 133 . 158 / DF", "HC 133 . 287 / DF", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 162700 AGR / RJ", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 129 . 554 / SP", "HC 129 . 872 / SP", "MC", "-", "HC 85 . 826 / SP", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 162700 AGR / RJ", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 129 . 554 / SP", "HC 129 . 872 / SP", "MC", "-", "HC 85 . 826 / SP", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC", "-", "AgR 131 . 841 / RS", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 162700 AGR / RJ", "HC 162700 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS 162 . 700", "RHC n 102 . 866", "HABEAS CORPUS 162 . 700", "RHC n 102 . 866" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 16 da Lei 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , artigo 102", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , artigo 102", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Pleno", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Pleno", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA", "MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA", "MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA", "MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA", "MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "RODRIGO LOURIÇAL FERREIRA", "MARCOS DAVID SILVA THOMPSON JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de março a", "4 de Abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "8", ".", "5", ".", "1998", "6", ".", "8", ".", "1999", "3", ".", "3", ".", "2000", "17", ".", "3", ".", "2000", "23", ".", "6", ".", "2000", "13", ".", "10", ".", "2015", "9", ".", "3", ".", "2016", "11", ".", "3", ".", "2016", "7", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "8", ".", "5", ".", "1998", "6", ".", "8", ".", "1999", "3", ".", "3", ".", "2000", "17", ".", "3", ".", "2000", "23", ".", "6", ".", "2000", "13", ".", "10", ".", "2015", "9", ".", "3", ".", "2016", "11", ".", "3", ".", "2016", "7", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "6", ".", "2004", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2006", "23", ".", "2", ".", "2007", "14", ".", "10", ".", "2015", "29", ".", "9", ".", "2015", "10", ".", "2", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "6", ".", "2004", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2006", "23", ".", "2", ".", "2007", "14", ".", "10", ".", "2015", "29", ".", "9", ".", "2015", "10", ".", "2", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA EMENTA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA N. 26/2014 À CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO TOCANTINS. REVOGAÇÃO E ALTERAÇÃO SUBSTANCIAL DE PARTE DOS DISPOSITIVOS QUESTIONADOS PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 37/2019. PERDA PARCIAL DE OBJETO. DELEGADO DE POLÍCIA. ENQUADRAMENTO DAS FUNÇÕES COMO DE NATUREZA JURÍDICA E ESSENCIAIS AO ESTADO. REGIME JURÍDICO E FORMA DE PROVIMENTO. DISCIPLINA. VÍCIO FORMAL. RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO PARA DISPOR SOBRE REGIME JURÍDICO DE SERVIDOR PÚBLICO. VÍCIO MATERIAL. FIXAÇÃO DO SUBSÍDIO MEDIANTE LEI. ADEQUAÇÃO. ART. 144, § 9º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Implicam o prejuízo parcial do pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade a superveniente alteração substancial das normas impugnadas, ausente aditamento da inicial, ou a revogação de parte delas. 2. A Emenda Constitucional n. 26/2014 do Estado do Tocantins, no texto mantido pela Emenda de n. 37/2019, alterou o § 1º do art. 116 da Carta estadual, a fim de atribuir natureza jurídica e essencial ao Estado às Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29 Ementa e Acórdão ADI 5528 / TO funções desempenhadas por delegado de polícia, e inseriu no mesmo dispositivo o § 5º, que dispõe sobre estruturação, subsídio e forma de provimento do referido cargo. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar, violam a competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Precedentes. 3. São incompatíveis, sob o ângulo material, com o vínculo de subordinação ao Governador de Estado estabelecido no art. 144, § 6º, da Constituição de 1988 a atribuição de natureza jurídica ao cargo de delegado de polícia e a inclusão das funções por ele exercidas entre as funções essenciais do Estado. 4. A Constituição Federal prevê expressamente a remuneração dos servidores policiais por subsídio (art. 144, § 9º), razão pela qual não há falar em vício quando determinada a fixação mediante lei específica. 5. Pedido conhecido em parte e, nessa extensão, julgado parcialmente procedente, para declarar-se a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, §§ 1º, na redação dada pelas Emendas Constitucionais n. 37/2019 e 26/2014, e 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, e, considerada a perspectiva material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, na redação das Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em conhecer parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgar procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO funções desempenhadas por delegado de polícia, e inseriu no mesmo dispositivo o § 5º, que dispõe sobre estruturação, subsídio e forma de provimento do referido cargo. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar, violam a competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Precedentes. 3. São incompatíveis, sob o ângulo material, com o vínculo de subordinação ao Governador de Estado estabelecido no art. 144, § 6º, da Constituição de 1988 a atribuição de natureza jurídica ao cargo de delegado de polícia e a inclusão das funções por ele exercidas entre as funções essenciais do Estado. 4. A Constituição Federal prevê expressamente a remuneração dos servidores policiais por subsídio (art. 144, § 9º), razão pela qual não há falar em vício quando determinada a fixação mediante lei específica. 5. Pedido conhecido em parte e, nessa extensão, julgado parcialmente procedente, para declarar-se a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, §§ 1º, na redação dada pelas Emendas Constitucionais n. 37/2019 e 26/2014, e 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, e, considerada a perspectiva material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, na redação das Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em conhecer parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgar procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29 Ementa e Acórdão ADI 5528 / TO inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29 Relatório 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Procurador-Geral da República ajuizou esta ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, contra a Emenda de n. 26, de 26 de junho de 2014, mediante a qual alterados os §§ 1º e 2º do art. 116 da Constituição do Estado de Tocantins e acrescentados os §§ 3º, 4º e 5º ao dispositivo. Os preceitos atacados vieram estabelecer a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial à atividade jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica, bem assim atribuir aos delegados de polícia as garantias da independência funcional – a abarcar a livre convicção –, da vitaliciedade e da inamovibilidade. Eis o teor dos dispositivos: Art. 1º Os parágrafos 1º e 2º do artigo 116 da Constituição do Estado do Tocantins passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 116. [...] § 1º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado, sendo- lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Procurador-Geral da República ajuizou esta ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, contra a Emenda de n. 26, de 26 de junho de 2014, mediante a qual alterados os §§ 1º e 2º do art. 116 da Constituição do Estado de Tocantins e acrescentados os §§ 3º, 4º e 5º ao dispositivo. Os preceitos atacados vieram estabelecer a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial à atividade jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica, bem assim atribuir aos delegados de polícia as garantias da independência funcional – a abarcar a livre convicção –, da vitaliciedade e da inamovibilidade. Eis o teor dos dispositivos: Art. 1º Os parágrafos 1º e 2º do artigo 116 da Constituição do Estado do Tocantins passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 116. [...] § 1º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado, sendo- lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29 Relatório ADI 5528 / TO seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. § 2º Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais, atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade.” Art. 2º Ficam acrescidos os seguintes parágrafos 3º, 4º e 5º ao art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins: “Art. 116. [...] § 3º O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da investigação. § 4º Os Delegados de Polícia de carreira jurídica serão lotados nos órgãos da Polícia Civil situados nas sedes das comarcas. § 5º Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. § 2º Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais, atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade.” Art. 2º Ficam acrescidos os seguintes parágrafos 3º, 4º e 5º ao art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins: “Art. 116. [...] § 3º O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da investigação. § 4º Os Delegados de Polícia de carreira jurídica serão lotados nos órgãos da Polícia Civil situados nas sedes das comarcas. § 5º Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 29 Relatório ADI 5528 / TO próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação.” Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. Aponta violação aos arts. 37, caput; 61, § 1º, II, “c”; 129, I, VII e VIII; e 144, § 6º, da Constituição Federal. Diz inobservada a iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo para disciplinar o regime jurídico de servidor público. Cita precedentes. Alega ser necessária a submissão da Polícia Civil a controle amplo e permanente do quase-monopólio do uso legítimo da força. Assevera a subordinação hierárquico-administrativa do órgão ao Governo do Estado bem como a sujeição ao controle externo pelo Ministério Público. Aduz a incompatibilidade das normas com a natureza e a finalidade da atividade de polícia criminal de investigação, além de com o modelo federal, na medida em que equiparada a carreira de delegado de polícia às carreiras jurídicas, como a da magistratura e a do Ministério Público. Tem como silêncio eloquente do constituinte, no que toca à natureza da função policial, a opção de não prever expressamente as prerrogativas e garantias da carreira. Assinala impertinente, sob pena de ofensa ao princípio da simetria, a inovação no âmbito dos Estados. Articula a incompatibilidade entre a autonomia da atividade policial e o poder requisitório do Ministério Público, titular da persecução penal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação.” Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. Aponta violação aos arts. 37, caput; 61, § 1º, II, “c”; 129, I, VII e VIII; e 144, § 6º, da Constituição Federal. Diz inobservada a iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo para disciplinar o regime jurídico de servidor público. Cita precedentes. Alega ser necessária a submissão da Polícia Civil a controle amplo e permanente do quase-monopólio do uso legítimo da força. Assevera a subordinação hierárquico-administrativa do órgão ao Governo do Estado bem como a sujeição ao controle externo pelo Ministério Público. Aduz a incompatibilidade das normas com a natureza e a finalidade da atividade de polícia criminal de investigação, além de com o modelo federal, na medida em que equiparada a carreira de delegado de polícia às carreiras jurídicas, como a da magistratura e a do Ministério Público. Tem como silêncio eloquente do constituinte, no que toca à natureza da função policial, a opção de não prever expressamente as prerrogativas e garantias da carreira. Assinala impertinente, sob pena de ofensa ao princípio da simetria, a inovação no âmbito dos Estados. Articula a incompatibilidade entre a autonomia da atividade policial e o poder requisitório do Ministério Público, titular da persecução penal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29 Relatório ADI 5528 / TO na condução dos procedimentos investigatórios. Salienta que a autoridade policial não emite juízo de valor na apuração dos fatos, o que a levaria a imiscuir-se nas funções judiciais ou do Parquet, e que tampouco é livre da interferência de superiores. Fala em desvio de finalidade, perda de eficiência administrativa e inobservância do interesse público que poderiam decorrer da previsão de atributos estranhos ao cargo de delegado de polícia. Remetendo à modificação do art. 241 da Constituição Federal conferida pela Emenda de n. 19/2008, destaca a intenção do constituinte reformador de extirpar qualquer possibilidade de equiparação dessa carreira às jurídicas. Cita o julgamento da ADI 882, ministro Maurício Corrêa, DJ de 23 de abril de 2004, ocasião em que o Supremo concluiu pela impossibilidade de estender-se a delegados de polícia tratamento próprio de outros cargos. Argumenta que a lei estadual somente poderia dispor sobre a autonomia funcional, administrativa e financeira da Polícia Civil se a Carta da República assim autorizasse, como expressamente fez em relação ao Judiciário e ao Ministério Público. Questiona a previsão de que os delegados de polícia devam ser lotados apenas em órgãos da Polícia Civil situados em sede de comarca, limitação que diz tolher a discricionariedade administrativa e afrontar a separação dos poderes. Alude, a título de exemplo, à consideração de critérios como os índices de criminalidade de cada localidade. Insurge-se contra a definição da atividade policial como “essencial à função jurisdicional do Estado” e à “defesa da ordem jurídica”. Questiona, ainda, a categorização da carreira como “jurídica”, a delegação a lei específica para fixação do subsídio pertinente e a atribuição das garantias de vitaliciedade, inamovibilidade e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO na condução dos procedimentos investigatórios. Salienta que a autoridade policial não emite juízo de valor na apuração dos fatos, o que a levaria a imiscuir-se nas funções judiciais ou do Parquet, e que tampouco é livre da interferência de superiores. Fala em desvio de finalidade, perda de eficiência administrativa e inobservância do interesse público que poderiam decorrer da previsão de atributos estranhos ao cargo de delegado de polícia. Remetendo à modificação do art. 241 da Constituição Federal conferida pela Emenda de n. 19/2008, destaca a intenção do constituinte reformador de extirpar qualquer possibilidade de equiparação dessa carreira às jurídicas. Cita o julgamento da ADI 882, ministro Maurício Corrêa, DJ de 23 de abril de 2004, ocasião em que o Supremo concluiu pela impossibilidade de estender-se a delegados de polícia tratamento próprio de outros cargos. Argumenta que a lei estadual somente poderia dispor sobre a autonomia funcional, administrativa e financeira da Polícia Civil se a Carta da República assim autorizasse, como expressamente fez em relação ao Judiciário e ao Ministério Público. Questiona a previsão de que os delegados de polícia devam ser lotados apenas em órgãos da Polícia Civil situados em sede de comarca, limitação que diz tolher a discricionariedade administrativa e afrontar a separação dos poderes. Alude, a título de exemplo, à consideração de critérios como os índices de criminalidade de cada localidade. Insurge-se contra a definição da atividade policial como “essencial à função jurisdicional do Estado” e à “defesa da ordem jurídica”. Questiona, ainda, a categorização da carreira como “jurídica”, a delegação a lei específica para fixação do subsídio pertinente e a atribuição das garantias de vitaliciedade, inamovibilidade e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 29 Relatório ADI 5528 / TO independência funcional. Assevera necessário interpretar o ato atacado levando-se em consideração a natureza da atividade policial, sua finalidade no processo penal e a função constitucional do Ministério Público no sistema processual penal, dado que a investigação para apurar infrações penais serve de base à pretensão punitiva estatal formulada pelo Parquet. Sublinha a natureza administrativa e inquisitória do inquérito policial, dispensável na hipótese de o Ministério Público já haver reunido provas suficientes para oferecer a denúncia. Quanto ao risco, refere desvio de finalidade e prejuízo à eficiência. Requer, em sede cautelar, a suspensão dos efeitos da Emenda de n. 26/2014 à Constituição do Estado do Tocantins. Pede, ao fim, a declaração de inconstitucionalidade. A Assembleia Legislativa do Tocantins sustenta violação da iniciativa privativa do Governador. No campo material, nega o apontado vício. Reporta-se a modificações normativas no mesmo sentido ocorridas em outros entes da Federação. Afirma que, em que pese a falta de correspondência no modelo federal, é compatível com a Constituição a designação da carreira de delegado de polícia como jurídica. Tem como incabível a limitação pelas Cartas estaduais nos casos de silêncio da Constituição Federal, sob pena de ofensa injustificada à autonomia dos Estados-Membros. Quanto à lotação dos delegados em sede de comarca, discorre sobre a otimização de recursos públicos supostamente propiciada. Argumenta não ter sido concedida autonomia à Polícia Civil, a qual permanece vinculada à estrutura administrativa do Poder Executivo e passível de controle externo do Ministério Público. Diz da compatibilidade do livre convencimento na investigação criminal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO independência funcional. Assevera necessário interpretar o ato atacado levando-se em consideração a natureza da atividade policial, sua finalidade no processo penal e a função constitucional do Ministério Público no sistema processual penal, dado que a investigação para apurar infrações penais serve de base à pretensão punitiva estatal formulada pelo Parquet. Sublinha a natureza administrativa e inquisitória do inquérito policial, dispensável na hipótese de o Ministério Público já haver reunido provas suficientes para oferecer a denúncia. Quanto ao risco, refere desvio de finalidade e prejuízo à eficiência. Requer, em sede cautelar, a suspensão dos efeitos da Emenda de n. 26/2014 à Constituição do Estado do Tocantins. Pede, ao fim, a declaração de inconstitucionalidade. A Assembleia Legislativa do Tocantins sustenta violação da iniciativa privativa do Governador. No campo material, nega o apontado vício. Reporta-se a modificações normativas no mesmo sentido ocorridas em outros entes da Federação. Afirma que, em que pese a falta de correspondência no modelo federal, é compatível com a Constituição a designação da carreira de delegado de polícia como jurídica. Tem como incabível a limitação pelas Cartas estaduais nos casos de silêncio da Constituição Federal, sob pena de ofensa injustificada à autonomia dos Estados-Membros. Quanto à lotação dos delegados em sede de comarca, discorre sobre a otimização de recursos públicos supostamente propiciada. Argumenta não ter sido concedida autonomia à Polícia Civil, a qual permanece vinculada à estrutura administrativa do Poder Executivo e passível de controle externo do Ministério Público. Diz da compatibilidade do livre convencimento na investigação criminal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 29 Relatório ADI 5528 / TO Sustenta harmônica com o poder requisitório do Parquet a avocação de inquérito policial, desde que motivada. Realça que as diligências devem ser cumpridas pela autoridade policial e que a hipótese de não o serem configuraria caso de correição ou infração penal, não de inconstitucionalidade. Pondera que dispensar aos delegados de polícia as mesmas garantias de que usufruem os membros das carreiras jurídicas, a exemplo da vitaliciedade, da inamovibilidade e da independência funcional, não revela afronta as atribuições do Ministério Público. O Advogado-Geral da União, remetendo à superveniente edição da Emenda Constitucional estadual n. 37/2019, expõe a alteração substancial dos §§ 1º e 2º e a revogação dos §§ 3º e 4º do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Reputa violada a reserva de iniciativa do Governador para dispor sobre as condições de ingresso em carreira vinculada ao Poder Executivo. Tem como adequada a remuneração por subsídio, à luz dos arts. 39, § 4º, e 144, § 9º, da Carta de 1988. Manifesta-se pelo não conhecimento da ação quanto aos §§ 1º a 4º do art. 116, na redação dada pela Emenda n. 26/2014. No mérito, opina pela procedência parcial do pedido, postulando a inconstitucionalidade do trecho “dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação”, contido no § 5º do art. 116 da Constituição local, no texto resultante da Emenda de n. 26/2014. O Procurador-Geral da República aponta a perda parcial do objeto ante a alteração substancial dos §§ 1º e 2º e a revogação dos §§ 3º e 4º do art. 116 da Carta do Estado do Tocantins. No mérito, reitera as razões lançadas na petição inicial, buscando a declaração de inconstitucionalidade do § 5º do art. 116 da Constituição estadual, inserido pela Emenda de n. 26/2014, por alegada afronta aos arts. 37, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO Sustenta harmônica com o poder requisitório do Parquet a avocação de inquérito policial, desde que motivada. Realça que as diligências devem ser cumpridas pela autoridade policial e que a hipótese de não o serem configuraria caso de correição ou infração penal, não de inconstitucionalidade. Pondera que dispensar aos delegados de polícia as mesmas garantias de que usufruem os membros das carreiras jurídicas, a exemplo da vitaliciedade, da inamovibilidade e da independência funcional, não revela afronta as atribuições do Ministério Público. O Advogado-Geral da União, remetendo à superveniente edição da Emenda Constitucional estadual n. 37/2019, expõe a alteração substancial dos §§ 1º e 2º e a revogação dos §§ 3º e 4º do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Reputa violada a reserva de iniciativa do Governador para dispor sobre as condições de ingresso em carreira vinculada ao Poder Executivo. Tem como adequada a remuneração por subsídio, à luz dos arts. 39, § 4º, e 144, § 9º, da Carta de 1988. Manifesta-se pelo não conhecimento da ação quanto aos §§ 1º a 4º do art. 116, na redação dada pela Emenda n. 26/2014. No mérito, opina pela procedência parcial do pedido, postulando a inconstitucionalidade do trecho “dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação”, contido no § 5º do art. 116 da Constituição local, no texto resultante da Emenda de n. 26/2014. O Procurador-Geral da República aponta a perda parcial do objeto ante a alteração substancial dos §§ 1º e 2º e a revogação dos §§ 3º e 4º do art. 116 da Carta do Estado do Tocantins. No mérito, reitera as razões lançadas na petição inicial, buscando a declaração de inconstitucionalidade do § 5º do art. 116 da Constituição estadual, inserido pela Emenda de n. 26/2014, por alegada afronta aos arts. 37, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 29 Relatório ADI 5528 / TO caput, 61, § 1º, II, “c”, e 144 da Lei Maior. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO caput, 61, § 1º, II, “c”, e 144 da Lei Maior. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): A controvérsia diz respeito à compatibilidade, ou não, com a Constituição Federal, sob os ângulos formal e material, da Emenda de n. 26/2014 à Carta do Estado do Tocantins, por meio da qual preconizada a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial do Estado e disciplinado o cargo de delegado de polícia. 1. Preliminar O Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República suscitaram a perda parcial de objeto em virtude da superveniência da Emenda de n. 37/2019, que (i) alterou o texto dos §§ 1º e 2º, bem assim (ii) revogou as alíneas “a” e “b” do § 1º e os §§ 3º e 4º do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Eis a nova redação dos dispositivos: Art. 116. [...] § 1º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas do Estado. § 2º Ao Delegado de Polícia cabe a condução de investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente. As modificações, embora relevantes, não justificam o prejuízo do pedido quanto ao § 1º, uma vez que subsiste a irresignação contida na inicial quanto à atribuição, ao cargo de delegado de polícia, de natureza Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): A controvérsia diz respeito à compatibilidade, ou não, com a Constituição Federal, sob os ângulos formal e material, da Emenda de n. 26/2014 à Carta do Estado do Tocantins, por meio da qual preconizada a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial do Estado e disciplinado o cargo de delegado de polícia. 1. Preliminar O Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República suscitaram a perda parcial de objeto em virtude da superveniência da Emenda de n. 37/2019, que (i) alterou o texto dos §§ 1º e 2º, bem assim (ii) revogou as alíneas “a” e “b” do § 1º e os §§ 3º e 4º do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Eis a nova redação dos dispositivos: Art. 116. [...] § 1º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas do Estado. § 2º Ao Delegado de Polícia cabe a condução de investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente. As modificações, embora relevantes, não justificam o prejuízo do pedido quanto ao § 1º, uma vez que subsiste a irresignação contida na inicial quanto à atribuição, ao cargo de delegado de polícia, de natureza Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO jurídica e caráter essencial. A supressão da cláusula final do § 1º, abaixo transcrita, implica a perda de objeto relativamente à extensão das garantias e direitos das demais carreiras jurídicas do Estado, como independência funcional, vitaliciedade e inamovibilidade. Confira-se: [...] sendo-lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. O processo objetivo pressupõe ato normativo abstrato autônomo em plena vigência. A superveniente revogação das disposições questionadas conduz ao prejuízo do pedido. Em relação ao § 2º, a modificação revela-se substancial, na medida em que suprimido o trecho final do preceito, colacionado a seguir, alusivo ao livre convencimento técnico-jurídico, à independência funcional, à isenção e à imparcialidade: [...] atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade. Ausentes aditamento e impugnação específica quanto à primeira parte, atinente à condução, pelo delegado de polícia, “da investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO jurídica e caráter essencial. A supressão da cláusula final do § 1º, abaixo transcrita, implica a perda de objeto relativamente à extensão das garantias e direitos das demais carreiras jurídicas do Estado, como independência funcional, vitaliciedade e inamovibilidade. Confira-se: [...] sendo-lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. O processo objetivo pressupõe ato normativo abstrato autônomo em plena vigência. A superveniente revogação das disposições questionadas conduz ao prejuízo do pedido. Em relação ao § 2º, a modificação revela-se substancial, na medida em que suprimido o trecho final do preceito, colacionado a seguir, alusivo ao livre convencimento técnico-jurídico, à independência funcional, à isenção e à imparcialidade: [...] atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade. Ausentes aditamento e impugnação específica quanto à primeira parte, atinente à condução, pelo delegado de polícia, “da investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente”, mostra-se prejudicado o pedido relativamente ao § 2º. No tocante aos §§ 3º e 4º, revogados pela Emenda de n. 37/2019, consigno a perda de objeto. Assim, declaro o prejuízo parcial da ação, quanto às alíneas “a” e “b” do § 1º e aos §§ 2º, 3º e 4º do art. 116 da Constituição do Tocantins. 2. Mérito Vou ao exame do art. 116, §§ 1º e 5º. Sob o ângulo formal, a Assembleia Legislativa reconhece o vício. No ponto, rememoro que esta Corte consolidou jurisprudência no sentido da obrigatoriedade de observância, pelas unidades federativas (CF, art. 25, e ADCT, art. 11), das normas de atribuição de iniciativa no processo legislativo contidas no Texto Constitucional, independentemente da espécie normativa. O Tribunal entende que tais normas decorrem diretamente do postulado da separação de poderes (CF, art. 2º) e consistem em cláusulas elementares representativas da identidade institucional e da distribuição de poder no contexto da Federação (CF, art. 1º). Demarcariam, portanto, de forma incisiva, o terreno de competências privativas assinaladas a cada instância política (ADI 4.142, ministro Roberto Barroso, DJe de 26 de fevereiro de 2020; ADI 3.848, ministro Marco Aurélio, DJe de 6 de março de 2015; ADI 5.087, ministro Teori Zavascki, DJe de 13 de novembro de 2014; ADI 584, ministro Dias Toffoli, DJe de 9 de abril de 2014; e ADI 4.154, ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18 de junho de 2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente”, mostra-se prejudicado o pedido relativamente ao § 2º. No tocante aos §§ 3º e 4º, revogados pela Emenda de n. 37/2019, consigno a perda de objeto. Assim, declaro o prejuízo parcial da ação, quanto às alíneas “a” e “b” do § 1º e aos §§ 2º, 3º e 4º do art. 116 da Constituição do Tocantins. 2. Mérito Vou ao exame do art. 116, §§ 1º e 5º. Sob o ângulo formal, a Assembleia Legislativa reconhece o vício. No ponto, rememoro que esta Corte consolidou jurisprudência no sentido da obrigatoriedade de observância, pelas unidades federativas (CF, art. 25, e ADCT, art. 11), das normas de atribuição de iniciativa no processo legislativo contidas no Texto Constitucional, independentemente da espécie normativa. O Tribunal entende que tais normas decorrem diretamente do postulado da separação de poderes (CF, art. 2º) e consistem em cláusulas elementares representativas da identidade institucional e da distribuição de poder no contexto da Federação (CF, art. 1º). Demarcariam, portanto, de forma incisiva, o terreno de competências privativas assinaladas a cada instância política (ADI 4.142, ministro Roberto Barroso, DJe de 26 de fevereiro de 2020; ADI 3.848, ministro Marco Aurélio, DJe de 6 de março de 2015; ADI 5.087, ministro Teori Zavascki, DJe de 13 de novembro de 2014; ADI 584, ministro Dias Toffoli, DJe de 9 de abril de 2014; e ADI 4.154, ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18 de junho de 2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO Desse modo, os Estados e o Distrito Federal têm de cumprir tanto um encargo positivo, porquanto obrigados a reproduzir modelo de organização dos Poderes diverso daquele previsto na Carta da República, como um negativo, visto que são impedidos de abordar, mesmo por meio do legislador constituinte derivado decorrente, temas alçados à iniciativa normativa de outra autoridade pública. Nos termos do art. 61, § 1º, II, “b” e “c”, compete exclusivamente ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa de normas sobre a organização administrativa e os servidores públicos, seu regime jurídico e provimento de cargos: Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I – [...] II – disponham sobre: [...] b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; [...] Anoto, a esse respeito, que esta Corte já se pronunciou acerca de emenda constitucional editada à revelia do Governador a fim de disciplinar a forma de escolha da direção da Polícia Civil: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO Desse modo, os Estados e o Distrito Federal têm de cumprir tanto um encargo positivo, porquanto obrigados a reproduzir modelo de organização dos Poderes diverso daquele previsto na Carta da República, como um negativo, visto que são impedidos de abordar, mesmo por meio do legislador constituinte derivado decorrente, temas alçados à iniciativa normativa de outra autoridade pública. Nos termos do art. 61, § 1º, II, “b” e “c”, compete exclusivamente ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa de normas sobre a organização administrativa e os servidores públicos, seu regime jurídico e provimento de cargos: Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I – [...] II – disponham sobre: [...] b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; [...] Anoto, a esse respeito, que esta Corte já se pronunciou acerca de emenda constitucional editada à revelia do Governador a fim de disciplinar a forma de escolha da direção da Polícia Civil: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO EMENDA CONSTITUCIONAL ESTADUAL. ESCOLHA DO DELEGADO-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Não é materialmente inconstitucional a exigência de que o Chefe da Polícia Civil seja delegado de carreira da classe mais elevada, conforme nova orientação do STF. Precedente: ADI 3.062, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2. Todavia, a instituição de requisitos para a nomeação do Delegado-Chefe da Polícia Civil é matéria de iniciativa privativa do Poder Executivo (CRFB/1988, art. 61, § 1º, II, “c” e “e”), e, desta forma, não pode ser tratada por Emenda Constitucional de iniciativa parlamentar. Precedentes. 3. Pedido julgado procedente, para declarar a inconstitucionalidade formal da EC nº 86/2013, do Estado de Rondônia, por vício de iniciativa. (ADI 5.075, ministro Roberto Barroso, DJe de 8 de setembro de 2015 – grifei) Na espécie, a Emenda Constitucional n. 26/2014 do Estado do Tocantins, no texto mantido pela de n. 37/2019, alterou o § 1º do art. 116 – para atribuir natureza jurídica e essencial às funções desempenhadas pelos delegados de polícia – e acrescentou o § 5º – por meio do qual disciplinado o referido cargo quanto à estruturação, ao subsídio e à forma de provimento. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar nas redações dadas por ambas as Emendas, revelam usurpação da competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Esse o entendimento reiterado do Supremo nas ADIs 5.520 e 5.536, da relatoria do ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 e 26 de setembro de 2019, respectivamente. Eis as ementas: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO EMENDA CONSTITUCIONAL ESTADUAL. ESCOLHA DO DELEGADO-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Não é materialmente inconstitucional a exigência de que o Chefe da Polícia Civil seja delegado de carreira da classe mais elevada, conforme nova orientação do STF. Precedente: ADI 3.062, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2. Todavia, a instituição de requisitos para a nomeação do Delegado-Chefe da Polícia Civil é matéria de iniciativa privativa do Poder Executivo (CRFB/1988, art. 61, § 1º, II, “c” e “e”), e, desta forma, não pode ser tratada por Emenda Constitucional de iniciativa parlamentar. Precedentes. 3. Pedido julgado procedente, para declarar a inconstitucionalidade formal da EC nº 86/2013, do Estado de Rondônia, por vício de iniciativa. (ADI 5.075, ministro Roberto Barroso, DJe de 8 de setembro de 2015 – grifei) Na espécie, a Emenda Constitucional n. 26/2014 do Estado do Tocantins, no texto mantido pela de n. 37/2019, alterou o § 1º do art. 116 – para atribuir natureza jurídica e essencial às funções desempenhadas pelos delegados de polícia – e acrescentou o § 5º – por meio do qual disciplinado o referido cargo quanto à estruturação, ao subsídio e à forma de provimento. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar nas redações dadas por ambas as Emendas, revelam usurpação da competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Esse o entendimento reiterado do Supremo nas ADIs 5.520 e 5.536, da relatoria do ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 e 26 de setembro de 2019, respectivamente. Eis as ementas: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Com meus grifos) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (CF, ART. 61, § 1º, II, “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Com meus grifos) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (CF, ART. 61, § 1º, II, “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Grifei) Ainda sob a perspectiva da jurisprudência, acrescente-se que a matéria em debate não se assemelha a propostas de modificação constitucional voltadas a conferir autonomia administrativa a entidades como as Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal, as quais não se sujeitam às restrições de iniciativa no processo legislativo, por cuidarem da posição institucional desses órgãos. Foi nesse sentido o julgamento da ADI 5.296 MC, ministra Rosa Weber, DJe de 11 de novembro de 2016. Nada obstante, a outorga de autonomia à Polícia Civil é matéria particular em relação à das Defensorias Públicas, porquanto acolhida na constituição do Executivo. Como consignado nos votos proferidos no precedente invocado, a emancipação jamais poderia resultar de emenda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Grifei) Ainda sob a perspectiva da jurisprudência, acrescente-se que a matéria em debate não se assemelha a propostas de modificação constitucional voltadas a conferir autonomia administrativa a entidades como as Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal, as quais não se sujeitam às restrições de iniciativa no processo legislativo, por cuidarem da posição institucional desses órgãos. Foi nesse sentido o julgamento da ADI 5.296 MC, ministra Rosa Weber, DJe de 11 de novembro de 2016. Nada obstante, a outorga de autonomia à Polícia Civil é matéria particular em relação à das Defensorias Públicas, porquanto acolhida na constituição do Executivo. Como consignado nos votos proferidos no precedente invocado, a emancipação jamais poderia resultar de emenda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO constitucional de iniciativa parlamentar, sob pena de ofensa ao princípio da separação de poderes, uma vez que a instituição em tela é dotada de competências constitucionais típicas de órgãos do Executivo (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes). Ante o quadro, declaro a inconstitucionalidade, considerada a perspectiva formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014. A Carta de 1988, também denominada Constituição Cidadã, não se limitou a estabelecer, sob o eixo axiológico da dignidade da pessoa humana, os direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos, mas também previu mecanismos e instrumentos de participação popular e controle do poder público, a fim de maximizar sua efetividade. Nessa esteira, fortaleceu as instituições democráticas e ampliou as competências de órgãos que, conquanto não integrem os Poderes da República, desempenham funções relevantes para o Estado Democrático de Direito e a função jurisdicional do Estado. São entidades expressamente previstas no Texto Constitucional, dotadas de independência funcional e atribuições específicas, cujas atividades são consideradas indispensáveis para a proteção dos direitos, a valorização da cidadania e a realização da justiça. Assim, ao dispor, no Título IV da Lei Maior, acerca da organização dos poderes, o constituinte estabeleceu, em capítulo próprio (IV), as funções essenciais à justiça, elencando-as nas Seções de I a IV: Ministério Público, advocacia pública, advocacia privada e Defensoria Pública. Os órgãos inseridos no sistema de segurança pública, por sua vez, estão previstos no Capítulo III do Título V, alusivo à defesa do Estado e 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO constitucional de iniciativa parlamentar, sob pena de ofensa ao princípio da separação de poderes, uma vez que a instituição em tela é dotada de competências constitucionais típicas de órgãos do Executivo (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes). Ante o quadro, declaro a inconstitucionalidade, considerada a perspectiva formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014. A Carta de 1988, também denominada Constituição Cidadã, não se limitou a estabelecer, sob o eixo axiológico da dignidade da pessoa humana, os direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos, mas também previu mecanismos e instrumentos de participação popular e controle do poder público, a fim de maximizar sua efetividade. Nessa esteira, fortaleceu as instituições democráticas e ampliou as competências de órgãos que, conquanto não integrem os Poderes da República, desempenham funções relevantes para o Estado Democrático de Direito e a função jurisdicional do Estado. São entidades expressamente previstas no Texto Constitucional, dotadas de independência funcional e atribuições específicas, cujas atividades são consideradas indispensáveis para a proteção dos direitos, a valorização da cidadania e a realização da justiça. Assim, ao dispor, no Título IV da Lei Maior, acerca da organização dos poderes, o constituinte estabeleceu, em capítulo próprio (IV), as funções essenciais à justiça, elencando-as nas Seções de I a IV: Ministério Público, advocacia pública, advocacia privada e Defensoria Pública. Os órgãos inseridos no sistema de segurança pública, por sua vez, estão previstos no Capítulo III do Título V, alusivo à defesa do Estado e 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO das instituições democráticas. São eles, conforme disposição do art. 144: Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. No que tange à Polícia Civil, o dispositivo preconiza, ainda, no § 4º, a direção por delegado de carreira e o exercício da função de polícia judiciária e apuração de infrações penais, bem como, no § 6º, a subordinação ao Governador do Estado ou do Distrito Federal: Art. 144. […] […] § 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. […] § 6º As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Ora, os organismos policiais civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo e acham-se diretamente subordinados ao Governador do Estado. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO das instituições democráticas. São eles, conforme disposição do art. 144: Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. No que tange à Polícia Civil, o dispositivo preconiza, ainda, no § 4º, a direção por delegado de carreira e o exercício da função de polícia judiciária e apuração de infrações penais, bem como, no § 6º, a subordinação ao Governador do Estado ou do Distrito Federal: Art. 144. […] […] § 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. […] § 6º As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Ora, os organismos policiais civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo e acham-se diretamente subordinados ao Governador do Estado. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO O tema relativo à inclusão do órgão entre as funções essenciais da justiça e da defesa da ordem jurídica não é novo. O Supremo cristalizou jurisprudência no sentido de a referida previsão não se coadunar com o modelo concebido pela Constituição Federal. O Plenário, ao analisar a ADI 882, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, DJe de 23 de abril de 2004, ratificou a liminar deferida em 18 de junho de 1993 e declarou inconstitucionais disposições normativas contidas na Lei Complementar n. 20/1992 do Estado de Mato Grosso que conferiam à Polícia Civil autonomia funcional e financeira, bem como, ao Diretor-Geral, a atribuição de propor o orçamento anual da Polícia Judiciária Civil. Confira-se a ementa do acórdão: [...] LEI COMPLEMENTAR 20/1992. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL ESTADUAL. AUTONOMIA FUNCIONAL E FINANCEIRA. ORÇAMENTO ANUAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DO PODER EXECUTIVO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE NO CONTROLE ABSTRATO. PRERROGATIVA DE FORO. EXTENSÃO AOS DELEGADOS. INADMISSIBILIDADE. DIREITO PROCESSUAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. AFRONTA AO MODELO FEDERAL. 1. Ordenamento constitucional. Organização administrativa. As polícias civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo, encontrando-se em posição de dependência administrativa, funcional e financeira em relação ao Governador do Estado (artigo, 144, § 6º, CF). 2. Orçamento anual. Competência privativa. Por força de vinculação administrativo-constitucional, a competência para propor orçamento anual é privativa do Chefe do Poder Executivo. 3. Ação direta de inconstitucionalidade. Norma 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO O tema relativo à inclusão do órgão entre as funções essenciais da justiça e da defesa da ordem jurídica não é novo. O Supremo cristalizou jurisprudência no sentido de a referida previsão não se coadunar com o modelo concebido pela Constituição Federal. O Plenário, ao analisar a ADI 882, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, DJe de 23 de abril de 2004, ratificou a liminar deferida em 18 de junho de 1993 e declarou inconstitucionais disposições normativas contidas na Lei Complementar n. 20/1992 do Estado de Mato Grosso que conferiam à Polícia Civil autonomia funcional e financeira, bem como, ao Diretor-Geral, a atribuição de propor o orçamento anual da Polícia Judiciária Civil. Confira-se a ementa do acórdão: [...] LEI COMPLEMENTAR 20/1992. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL ESTADUAL. AUTONOMIA FUNCIONAL E FINANCEIRA. ORÇAMENTO ANUAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DO PODER EXECUTIVO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE NO CONTROLE ABSTRATO. PRERROGATIVA DE FORO. EXTENSÃO AOS DELEGADOS. INADMISSIBILIDADE. DIREITO PROCESSUAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. AFRONTA AO MODELO FEDERAL. 1. Ordenamento constitucional. Organização administrativa. As polícias civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo, encontrando-se em posição de dependência administrativa, funcional e financeira em relação ao Governador do Estado (artigo, 144, § 6º, CF). 2. Orçamento anual. Competência privativa. Por força de vinculação administrativo-constitucional, a competência para propor orçamento anual é privativa do Chefe do Poder Executivo. 3. Ação direta de inconstitucionalidade. Norma 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO infraconstitucional. Não-cabimento. Em sede de controle abstrato de constitucionalidade é vedado o exame do conteúdo das normas jurídicas infraconstitucionais. 4. Prerrogativa de foro. Delegados de Polícia. Esta Corte consagrou tese no sentido da impossibilidade de estender-se a prerrogativa de foro, ainda que por previsão da Carta Estadual, em face da ausência de previsão simétrica no modelo federal. 5. Direito Processual. Competência privativa. Matéria de direito processual sobre a qual somente a União pode legislar (artigo 22, I, CF). 6. Aposentadoria. Servidor Público. Previsão constitucional. Ausência. A norma institui exceções às regras de aposentadoria dos servidores públicos em geral, não previstas na Lei Fundamental (artigo 40, § 1º, I, II, III, “a” e “b”, CF). Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente, em parte. Na ocasião, o Relator fez ver que a Carta da República atribuiu, de forma categórica, autonomia administrativa e financeira apenas ao Poder Judiciário (art. 96, I e II, e 99), ao Ministério Público (art. 127, §§ 2º e 3º) e à Defensoria Pública (CF, art. 134, § 2º), e, no caso das universidades, autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial (art. 207). Por outro lado, ao cuidar do tema segurança pública, não garantiu autonomia de qualquer espécie, quer às polícias e aos corpos de bombeiros militares, quer às polícias civis. Antes, explicitou a subordinação e a vinculação hierárquico-administrativa ao Chefe do Executivo. Assim, o estabelecimento das funções do delegado de polícia como essenciais do Estado e dotadas de natureza jurídica discrepa, a mais não poder, do modelo previsto na Lei Maior. Do mesmo modo, aos delegados de polícia não foi conferida a garantia da independência funcional como ocorreu com os integrantes do Judiciário (CF, art. 95), do Parquet (CF, art. 127, § 1º) e da Defensoria 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO infraconstitucional. Não-cabimento. Em sede de controle abstrato de constitucionalidade é vedado o exame do conteúdo das normas jurídicas infraconstitucionais. 4. Prerrogativa de foro. Delegados de Polícia. Esta Corte consagrou tese no sentido da impossibilidade de estender-se a prerrogativa de foro, ainda que por previsão da Carta Estadual, em face da ausência de previsão simétrica no modelo federal. 5. Direito Processual. Competência privativa. Matéria de direito processual sobre a qual somente a União pode legislar (artigo 22, I, CF). 6. Aposentadoria. Servidor Público. Previsão constitucional. Ausência. A norma institui exceções às regras de aposentadoria dos servidores públicos em geral, não previstas na Lei Fundamental (artigo 40, § 1º, I, II, III, “a” e “b”, CF). Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente, em parte. Na ocasião, o Relator fez ver que a Carta da República atribuiu, de forma categórica, autonomia administrativa e financeira apenas ao Poder Judiciário (art. 96, I e II, e 99), ao Ministério Público (art. 127, §§ 2º e 3º) e à Defensoria Pública (CF, art. 134, § 2º), e, no caso das universidades, autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial (art. 207). Por outro lado, ao cuidar do tema segurança pública, não garantiu autonomia de qualquer espécie, quer às polícias e aos corpos de bombeiros militares, quer às polícias civis. Antes, explicitou a subordinação e a vinculação hierárquico-administrativa ao Chefe do Executivo. Assim, o estabelecimento das funções do delegado de polícia como essenciais do Estado e dotadas de natureza jurídica discrepa, a mais não poder, do modelo previsto na Lei Maior. Do mesmo modo, aos delegados de polícia não foi conferida a garantia da independência funcional como ocorreu com os integrantes do Judiciário (CF, art. 95), do Parquet (CF, art. 127, § 1º) e da Defensoria 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO Pública (CF, art. 134, § 4º). A autonomia administrativa e financeira e a independência funcional não se compatibilizam com a submissão hierárquica da polícia judiciária ao Chefe do Poder Executivo. A falta de previsão constitucional não deve ser entendida como omissão a ser suprida ou lacuna a ser integrada. Trata-se, antes, de legítima opção político-normativa de não estender determinada disciplina jurídica a outras situações, restando incabível a aplicação por analogia. Não há espaço, portanto, para inovação pelo constituinte derivado decorrente, o qual deve observar o tratamento federal, forte no princípio da simetria. Essa ótica foi recentemente reafirmada, por ocasião do julgamento das ADIs 5.520, 5.522 e 5.536, em que impugnadas emendas às Constituições dos Estados de Santa Catarina, São Paulo e Amazonas mediante as quais a função de delegado de polícia ganhou status de essencial à justiça e aos ocupantes do cargo foi conferida independência funcional. A Corte reiterou a compreensão de que o art. 144, § 6º, da Constituição Federal estabelece vínculo de subordinação hierárquica da Polícia Civil ao Governador do Estado, mostrando-se inconstitucional, também sob a perspectiva material, a caracterização do cargo de delegado de Polícia Civil como de natureza jurídica e essencial. Os acórdãos ficaram assim resumidos: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO Pública (CF, art. 134, § 4º). A autonomia administrativa e financeira e a independência funcional não se compatibilizam com a submissão hierárquica da polícia judiciária ao Chefe do Poder Executivo. A falta de previsão constitucional não deve ser entendida como omissão a ser suprida ou lacuna a ser integrada. Trata-se, antes, de legítima opção político-normativa de não estender determinada disciplina jurídica a outras situações, restando incabível a aplicação por analogia. Não há espaço, portanto, para inovação pelo constituinte derivado decorrente, o qual deve observar o tratamento federal, forte no princípio da simetria. Essa ótica foi recentemente reafirmada, por ocasião do julgamento das ADIs 5.520, 5.522 e 5.536, em que impugnadas emendas às Constituições dos Estados de Santa Catarina, São Paulo e Amazonas mediante as quais a função de delegado de polícia ganhou status de essencial à justiça e aos ocupantes do cargo foi conferida independência funcional. A Corte reiterou a compreensão de que o art. 144, § 6º, da Constituição Federal estabelece vínculo de subordinação hierárquica da Polícia Civil ao Governador do Estado, mostrando-se inconstitucional, também sob a perspectiva material, a caracterização do cargo de delegado de Polícia Civil como de natureza jurídica e essencial. Os acórdãos ficaram assim resumidos: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.520, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 de setembro de 2019) Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Emenda Constitucional nº 35/2012 à Constituição do Estado de São Paulo. Nova redação dada ao art. 140 da Constituição. 3. Polícia Civil do Estado de São Paulo incluída entre as funções essenciais da justiça estadual. 4. Violação aos arts. 37, 129 e 144 da Constituição Federal. 5. Precedentes: ADI 5520 e ADI 882. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 5.522, ministro Gilmar Mendes, DJe de 7 de março de 2022) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (CF, ART. 61, § 1º, II, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.520, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 de setembro de 2019) Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Emenda Constitucional nº 35/2012 à Constituição do Estado de São Paulo. Nova redação dada ao art. 140 da Constituição. 3. Polícia Civil do Estado de São Paulo incluída entre as funções essenciais da justiça estadual. 4. Violação aos arts. 37, 129 e 144 da Constituição Federal. 5. Precedentes: ADI 5520 e ADI 882. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 5.522, ministro Gilmar Mendes, DJe de 7 de março de 2022) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (CF, ART. 61, § 1º, II, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26 de setembro de 2019) Como se vê, a formatação constitucional não viabiliza a edição de normas nas Cartas estaduais em descompasso com o modelo federal, a abarcar situação de desvinculação da polícia judiciária do Poder Executivo. O desenho institucional inserido na Carta da República não legitima a governança independente da polícia judiciária, uma vez que competem ao Chefe do Poder Executivo, dirigente máximo da Administração Pública, a prerrogativa e a responsabilidade pela estruturação e pelo 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (CF, ART. 144, § 6º). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da CF). 2. O art. 144, § 6º, da CF estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26 de setembro de 2019) Como se vê, a formatação constitucional não viabiliza a edição de normas nas Cartas estaduais em descompasso com o modelo federal, a abarcar situação de desvinculação da polícia judiciária do Poder Executivo. O desenho institucional inserido na Carta da República não legitima a governança independente da polícia judiciária, uma vez que competem ao Chefe do Poder Executivo, dirigente máximo da Administração Pública, a prerrogativa e a responsabilidade pela estruturação e pelo 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO planejamento operacional dos órgãos locais de segurança pública, bem como a definição de programas e ações governamentais prioritários a partir do quadro orçamentário do ente federado. A inclusão da Polícia Civil entre as funções essenciais à justiça prevista no § 1º impugnado nesta ação direta é, por conseguinte, desarmônica com a disciplina da Constituição de 1988. Na linha do que consignado pelo eminente ministro Alexandre de Moraes, por ocasião do exame da ADI 5.522, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, pretensões de autonomia não são compatíveis com a instituição policial. Por essa mesma razão revela-se incabível o reconhecimento de que as funções desempenhadas pelos delegados de polícia são de natureza jurídica, dispensando-se-lhes o mesmo tratamento legal e protocolar outorgado às demais carreiras jurídicas do Estado. A análise atenta do vocábulo “jurídica”, utilizado em conjunto com os demais parágrafos inseridos no art. 116 da Constituição do Tocantins pela Emenda de n. 26/2014, sugere pretensão de equiparação da carreira de delegado de polícia a carreiras jurídicas com regramento, remuneração, garantias e vedações próprias e estabelecidas na Lei Maior. Conforme ressaltado pelo Procurador-Geral da República, tanto é assim que tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional n. 293/2008, voltada a promover modificações no art. 144 da Carta Magna, com a finalidade de definir a carreira de delegado de polícia como de natureza jurídica e, assim, conferir-lhe as garantias de independência funcional, vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio. Todavia, não é demais anotar, o inquérito policial é procedimento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO planejamento operacional dos órgãos locais de segurança pública, bem como a definição de programas e ações governamentais prioritários a partir do quadro orçamentário do ente federado. A inclusão da Polícia Civil entre as funções essenciais à justiça prevista no § 1º impugnado nesta ação direta é, por conseguinte, desarmônica com a disciplina da Constituição de 1988. Na linha do que consignado pelo eminente ministro Alexandre de Moraes, por ocasião do exame da ADI 5.522, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, pretensões de autonomia não são compatíveis com a instituição policial. Por essa mesma razão revela-se incabível o reconhecimento de que as funções desempenhadas pelos delegados de polícia são de natureza jurídica, dispensando-se-lhes o mesmo tratamento legal e protocolar outorgado às demais carreiras jurídicas do Estado. A análise atenta do vocábulo “jurídica”, utilizado em conjunto com os demais parágrafos inseridos no art. 116 da Constituição do Tocantins pela Emenda de n. 26/2014, sugere pretensão de equiparação da carreira de delegado de polícia a carreiras jurídicas com regramento, remuneração, garantias e vedações próprias e estabelecidas na Lei Maior. Conforme ressaltado pelo Procurador-Geral da República, tanto é assim que tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional n. 293/2008, voltada a promover modificações no art. 144 da Carta Magna, com a finalidade de definir a carreira de delegado de polícia como de natureza jurídica e, assim, conferir-lhe as garantias de independência funcional, vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio. Todavia, não é demais anotar, o inquérito policial é procedimento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO pré-processual de natureza administrativa e inquisitória, destinado a colher provas que subsidiem o exercício da ação penal pelo Ministério Público. Assim, seu condutor, o delegado de polícia, conquanto desempenhe atividades de conteúdo jurídico, não integra carreira propriamente jurídica, sob pena de inviabilização do controle externo e do poder requisitório exercidos pelo Parquet. O Tribunal concluiu nesse sentido, e por unanimidade, ao apreciar a ADI 5.522, Relator o ministro Gilmar Mendes, quanto ao art. 140, §§ 4º e 5º, da Constituição do Estado de São Paulo, na redação dada pela Emenda de n. 35/2012, de teor semelhante: Art. 140. [...] [...] § 4º O ingresso na carreira de Delegado de Polícia dependerá de concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, dois anos de atividades jurídicas, observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação. § 5º A exigência de tempo de atividade jurídica será dispensada para os que contarem com, no mínimo, dois anos de efetivo exercício em cargo de natureza policial-civil, anteriormente à publicação do edital de concurso. Reputo, portanto, inconstitucional, do ponto de vista material, a expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. No que tange ao § 5º do dispositivo, articula-se vício material quanto à determinação de lei específica para a fixação do subsídio do cargo de delegado de polícia. Transcrevo, por oportuno, o preceito impugnado: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO pré-processual de natureza administrativa e inquisitória, destinado a colher provas que subsidiem o exercício da ação penal pelo Ministério Público. Assim, seu condutor, o delegado de polícia, conquanto desempenhe atividades de conteúdo jurídico, não integra carreira propriamente jurídica, sob pena de inviabilização do controle externo e do poder requisitório exercidos pelo Parquet. O Tribunal concluiu nesse sentido, e por unanimidade, ao apreciar a ADI 5.522, Relator o ministro Gilmar Mendes, quanto ao art. 140, §§ 4º e 5º, da Constituição do Estado de São Paulo, na redação dada pela Emenda de n. 35/2012, de teor semelhante: Art. 140. [...] [...] § 4º O ingresso na carreira de Delegado de Polícia dependerá de concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, dois anos de atividades jurídicas, observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação. § 5º A exigência de tempo de atividade jurídica será dispensada para os que contarem com, no mínimo, dois anos de efetivo exercício em cargo de natureza policial-civil, anteriormente à publicação do edital de concurso. Reputo, portanto, inconstitucional, do ponto de vista material, a expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. No que tange ao § 5º do dispositivo, articula-se vício material quanto à determinação de lei específica para a fixação do subsídio do cargo de delegado de polícia. Transcrevo, por oportuno, o preceito impugnado: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO § 5º Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação. Não vislumbro o vício. A norma confere efetividade aos arts. 39, § 4º, e 144, § 9º, da Constituição Federal, mediante os quais instituído o regime de estipêndio na forma de subsídio inclusive para os servidores policiais: Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. [...] § 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO § 5º Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação. Não vislumbro o vício. A norma confere efetividade aos arts. 39, § 4º, e 144, § 9º, da Constituição Federal, mediante os quais instituído o regime de estipêndio na forma de subsídio inclusive para os servidores policiais: Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. [...] § 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. [...] § 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39. Logo, o preceito questionado não traduz, como sugere o requerente, implicações na persecução penal, na atuação do Ministério Público ou na definição constitucional da função policial. Do exposto, conheço parcialmente desta ação direta e, nessa extensão, julgo procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. [...] § 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39. Logo, o preceito questionado não traduz, como sugere o requerente, implicações na persecução penal, na atuação do Ministério Público ou na definição constitucional da função policial. Do exposto, conheço parcialmente desta ação direta e, nessa extensão, julgo procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 29 Extrato de Ata - 22/11/2022 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgou procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8614-B66B-7746-7A1A e senha A8DF-D5C3-4776-0F9D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgou procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8614-B66B-7746-7A1A e senha A8DF-D5C3-4776-0F9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=764696023
2022-11-22T00:00:00
2022-12-02T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgou procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1º, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA N. 26/2014 À CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO TOCANTINS. REVOGAÇÃO E ALTERAÇÃO SUBSTANCIAL DE PARTE DOS DISPOSITIVOS QUESTIONADOS PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 37/2019. PERDA PARCIAL DE OBJETO. DELEGADO DE POLÍCIA. ENQUADRAMENTO DAS FUNÇÕES COMO DE NATUREZA JURÍDICA E ESSENCIAIS AO ESTADO. REGIME JURÍDICO E FORMA DE PROVIMENTO. DISCIPLINA. VÍCIO FORMAL. RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO PARA DISPOR SOBRE REGIME JURÍDICO DE SERVIDOR PÚBLICO. VÍCIO MATERIAL. FIXAÇÃO DO SUBSÍDIO MEDIANTE LEI. ADEQUAÇÃO. ART. 144, § 9º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Implicam o prejuízo parcial do pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade a superveniente alteração substancial das normas impugnadas, ausente aditamento da inicial, ou a revogação de parte delas. 2. A Emenda Constitucional n. 26/2014 do Estado do Tocantins, no texto mantido pela Emenda de n. 37/2019, alterou o § 1º do art. 116 da Carta estadual, a fim de atribuir natureza jurídica e essencial ao Estado às funções desempenhadas por delegado de polícia, e inseriu no mesmo dispositivo o § 5º, que dispõe sobre estruturação, subsídio e forma de provimento do referido cargo. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar, violam a competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Precedentes. 3. São incompatíveis, sob o ângulo material, com o vínculo de subordinação ao Governador de Estado estabelecido no art. 144, § 6º, da Constituição de 1988 a atribuição de natureza jurídica ao cargo de delegado de polícia e a inclusão das funções por ele exercidas entre as funções essenciais do Estado. 4. A Constituição Federal prevê expressamente a remuneração dos servidores policiais por subsídio (art. 144, § 9º), razão pela qual não há falar em vício quando determinada a fixação mediante lei específica. 5. Pedido conhecido em parte e, nessa extensão, julgado parcialmente procedente, para declarar-se a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, §§ 1º, na redação dada pelas Emendas Constitucionais n. 37/2019 e 26/2014, e 5º, no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, e, considerada a perspectiva material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1º, da Constituição do Estado do Tocantins, na redação das Emendas de n. 37/2019 e 26/2014.
sjur473055
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES, DEMARCAÇÃO, COMPETÊNCIA PRIVATIVA, INICIATIVA, PROCESSO LEGISLATIVO) ADI 584 (TP), ADI 3848 (TP), ADI 4142 (TP), ADI 4154 (TP), ADI 5087 (TP). (INICIATIVA DE LEI, GOVERNADOR, FORMA, ESCOLHA, CARGO DE DIREÇÃO, POLÍCIA CIVIL) ADI 5075 (TP). (USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA, CHEFE DO PODER EXECUTIVO, ORGANIZAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, REGIME JURÍDICO, SERVIDOR PÚBLICO) ADI 5520 (TP), ADI 5536 (TP). (INICIATIVA DE LEI, DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, DEFENSORIA PÚBLICA, DISTRITO FEDERAL, AUTONOMIA ADMINISTRATIVA) ADI 5296 MC (TP). (EMANCIPAÇÃO, POLÍCIA CIVIL, EMENDA CONSTITUCIONAL, INICIATIVA DE LEI, PARLAMENTAR) ADI 5536 (TP). (ESTRUTURAÇÃO, POLÍCIA CIVIL, AUTONOMIA FUNCIONAL, AUTONOMIA FINANCEIRA) ADI 882 (TP). (CARGO, POLÍCIA CIVIL, FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA, PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL) ADI 5520 (TP), ADI 5522 (TP), ADI 5536 (TP). (AUTONOMIA, POLÍCIA CIVIL) ADI 5522 (TP). Número de páginas: 29. Análise: 17/05/2023, DAP.
NUNES MARQUES
Tribunal Pleno
5528
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 ART-00002 ART-00025 ART-00039\n PAR-00004 ART-00061 PAR-00001 INC-00001\n INC-00002 LET-B LET-C ART-00095\n ART-00096 INC-00001 INC-00002 ART-00099\n ART-00127 PAR-00001 PAR-00002 PAR-00003\n ART-00134 PAR-00002 PAR-00004 ART-00144\n INC-00001 INC-00002 INC-00003 INC-00004\n INC-00005 INC-00006 PAR-00004 PAR-00006\n PAR-00009 ART-00207 TÍTULO-00004 CAPÍTULO-00004\n SEÇÃO-00001 SEÇÃO-00002 SEÇÃO-00003 SEÇÃO-00004\n TÍTULO-00005 CAPÍTULO-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00011\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-FED PEC-000293 ANO-2008\n PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL DO CONGRESSO NACIONAL - CN\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00140 PAR-00004 PAR-00005\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SP\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00116 PAR-00001 LET-A LET-B\n PAR-00002 PAR-00003 PAR-00004 PAR-00005\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, TO\n\n", "LEG-EST EMC-000035 ANO-2012\n EMENDA CONSTITUCIONAL, SP\n\n", "LEG-EST EMC-000026 ANO-2014\n EMENDA CONSTITUCIONAL, TO\n\n", "LEG-EST EMC-000037 ANO-2019\n EMENDA CONSTITUCIONAL, TO\n\n", "LEG-EST LCP-000020 ANO-1992\n LEI COMPLEMENTAR, MT" ]
ADI
acordaos
ADI 5528
[ "" ]
REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA EMENTA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA N. 26/2014 À CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO TOCANTINS. REVOGAÇÃO E ALTERAÇÃO SUBSTANCIAL DE PARTE DOS DISPOSITIVOS QUESTIONADOS PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 37/2019. PERDA PARCIAL DE OBJETO. DELEGADO DE POLÍCIA. ENQUADRAMENTO DAS FUNÇÕES COMO DE NATUREZA JURÍDICA E ESSENCIAIS AO ESTADO. REGIME JURÍDICO E FORMA DE PROVIMENTO. DISCIPLINA. VÍCIO FORMAL. RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO PARA DISPOR SOBRE REGIME JURÍDICO DE SERVIDOR PÚBLICO. VÍCIO MATERIAL. FIXAÇÃO DO SUBSÍDIO MEDIANTE LEI. ADEQUAÇÃO. ART. 144, § 9..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Implicam o prejuízo parcial do pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade a superveniente alteração substancial das normas impugnadas, ausente aditamento da inicial, ou a revogação de parte delas. 2. A Emenda Constitucional n. 26/2014 do Estado do Tocantins, no texto mantido pela Emenda de n. 37/2019, alterou o § 1... do art. 116 da Carta estadual, a fim de atribuir natureza jurídica e essencial ao Estado às Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29 Ementa e Acórdão ADI 5528 / TO funções desempenhadas por delegado de polícia, e inseriu no mesmo dispositivo o § 5..., que dispõe sobre estruturação, subsídio e forma de provimento do referido cargo. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar, violam a competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Precedentes. 3. São incompatíveis, sob o ângulo material, com o vínculo de subordinação ao Governador de Estado estabelecido no art. 144, § 6..., da Constituição de 1988 a atribuição de natureza jurídica ao cargo de delegado de polícia e a inclusão das funções por ele exercidas entre as funções essenciais do Estado. 4. A Constituição Federal prevê expressamente a remuneração dos servidores policiais por subsídio (art. 144, § 9...), razão pela qual não há falar em vício quando determinada a fixação mediante lei específica. 5. Pedido conhecido em parte e, nessa extensão, julgado parcialmente procedente, para declarar-se a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, §§ 1..., na redação dada pelas Emendas Constitucionais n. 37/2019 e 26/2014, e 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, e, considerada a perspectiva material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, na redação das Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em conhecer parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgar procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO funções desempenhadas por delegado de polícia, e inseriu no mesmo dispositivo o § 5..., que dispõe sobre estruturação, subsídio e forma de provimento do referido cargo. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar, violam a competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Precedentes. 3. São incompatíveis, sob o ângulo material, com o vínculo de subordinação ao Governador de Estado estabelecido no art. 144, § 6..., da Constituição de 1988 a atribuição de natureza jurídica ao cargo de delegado de polícia e a inclusão das funções por ele exercidas entre as funções essenciais do Estado. 4. A Constituição Federal prevê expressamente a remuneração dos servidores policiais por subsídio (art. 144, § 9...), razão pela qual não há falar em vício quando determinada a fixação mediante lei específica. 5. Pedido conhecido em parte e, nessa extensão, julgado parcialmente procedente, para declarar-se a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, §§ 1..., na redação dada pelas Emendas Constitucionais n. 37/2019 e 26/2014, e 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, e, considerada a perspectiva material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, na redação das Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em conhecer parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgar procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29 Ementa e Acórdão ADI 5528 / TO inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28D8-ECD7-874F-E517 e senha 5A7E-D553-33D2-6710 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29 Relatório 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Procurador-Geral da República ajuizou esta ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, contra a Emenda de n. 26, de 26 de junho de 2014, mediante a qual alterados os §§ 1... e 2... do art. 116 da Constituição do Estado de Tocantins e acrescentados os §§ 3..., 4... e 5... ao dispositivo. Os preceitos atacados vieram estabelecer a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial à atividade jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica, bem assim atribuir aos delegados de polícia as garantias da independência funcional – a abarcar a livre convicção –, da vitaliciedade e da inamovibilidade. Eis o teor dos dispositivos: Art. 1... Os parágrafos 1... e 2... do artigo 116 da Constituição do Estado do Tocantins passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 116. [...] § 1... As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado, sendo- lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Procurador-Geral da República ajuizou esta ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, contra a Emenda de n. 26, de 26 de junho de 2014, mediante a qual alterados os §§ 1... e 2... do art. 116 da Constituição do Estado de Tocantins e acrescentados os §§ 3..., 4... e 5... ao dispositivo. Os preceitos atacados vieram estabelecer a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial à atividade jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica, bem assim atribuir aos delegados de polícia as garantias da independência funcional – a abarcar a livre convicção –, da vitaliciedade e da inamovibilidade. Eis o teor dos dispositivos: Art. 1... Os parágrafos 1... e 2... do artigo 116 da Constituição do Estado do Tocantins passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 116. [...] § 1... As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado, sendo- lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29 Relatório ADI 5528 / TO seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. § 2... Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais, atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade.” Art. 2... Ficam acrescidos os seguintes parágrafos 3..., 4... e 5... ao art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins: “Art. 116. [...] § 3... O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da investigação. § 4... Os Delegados de Polícia de carreira jurídica serão lotados nos órgãos da Polícia Civil situados nas sedes das comarcas. § 5... Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. § 2... Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais, atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade.” Art. 2... Ficam acrescidos os seguintes parágrafos 3..., 4... e 5... ao art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins: “Art. 116. [...] § 3... O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da investigação. § 4... Os Delegados de Polícia de carreira jurídica serão lotados nos órgãos da Polícia Civil situados nas sedes das comarcas. § 5... Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 29 Relatório ADI 5528 / TO próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação.” Art. 3... Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. Aponta violação aos arts. 37, caput; 61, § 1..., II, “c”; 129, I, VII e VIII; e 144, § 6..., da Constituição Federal. Diz inobservada a iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo para disciplinar o regime jurídico de servidor público. Cita precedentes. Alega ser necessária a submissão da Polícia Civil a controle amplo e permanente do quase-monopólio do uso legítimo da força. Assevera a subordinação hierárquico-administrativa do órgão ao Governo do Estado bem como a sujeição ao controle externo pelo Ministério Público. Aduz a incompatibilidade das normas com a natureza e a finalidade da atividade de polícia criminal de investigação, além de com o modelo federal, na medida em que equiparada a carreira de delegado de polícia às carreiras jurídicas, como a da magistratura e a do Ministério Público. Tem como silêncio eloquente do constituinte, no que toca à natureza da função policial, a opção de não prever expressamente as prerrogativas e garantias da carreira. Assinala impertinente, sob pena de ofensa ao princípio da simetria, a inovação no âmbito dos Estados. Articula a incompatibilidade entre a autonomia da atividade policial e o poder requisitório do Ministério Público, titular da persecução penal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação.” Art. 3... Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. Aponta violação aos arts. 37, caput; 61, § 1..., II, “c”; 129, I, VII e VIII; e 144, § 6..., da Constituição Federal. Diz inobservada a iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo para disciplinar o regime jurídico de servidor público. Cita precedentes. Alega ser necessária a submissão da Polícia Civil a controle amplo e permanente do quase-monopólio do uso legítimo da força. Assevera a subordinação hierárquico-administrativa do órgão ao Governo do Estado bem como a sujeição ao controle externo pelo Ministério Público. Aduz a incompatibilidade das normas com a natureza e a finalidade da atividade de polícia criminal de investigação, além de com o modelo federal, na medida em que equiparada a carreira de delegado de polícia às carreiras jurídicas, como a da magistratura e a do Ministério Público. Tem como silêncio eloquente do constituinte, no que toca à natureza da função policial, a opção de não prever expressamente as prerrogativas e garantias da carreira. Assinala impertinente, sob pena de ofensa ao princípio da simetria, a inovação no âmbito dos Estados. Articula a incompatibilidade entre a autonomia da atividade policial e o poder requisitório do Ministério Público, titular da persecução penal, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29 Relatório ADI 5528 / TO na condução dos procedimentos investigatórios. Salienta que a autoridade policial não emite juízo de valor na apuração dos fatos, o que a levaria a imiscuir-se nas funções judiciais ou do Parquet, e que tampouco é livre da interferência de superiores. Fala em desvio de finalidade, perda de eficiência administrativa e inobservância do interesse público que poderiam decorrer da previsão de atributos estranhos ao cargo de delegado de polícia. Remetendo à modificação do art. 241 da Constituição Federal conferida pela Emenda de n. 19/2008, destaca a intenção do constituinte reformador de extirpar qualquer possibilidade de equiparação dessa carreira às jurídicas. Cita o julgamento da ADI 882, ministro Maurício Corrêa, DJ de 23 de abril de 2004, ocasião em que o Supremo concluiu pela impossibilidade de estender-se a delegados de polícia tratamento próprio de outros cargos. Argumenta que a lei estadual somente poderia dispor sobre a autonomia funcional, administrativa e financeira da Polícia Civil se a Carta da República assim autorizasse, como expressamente fez em relação ao Judiciário e ao Ministério Público. Questiona a previsão de que os delegados de polícia devam ser lotados apenas em órgãos da Polícia Civil situados em sede de comarca, limitação que diz tolher a discricionariedade administrativa e afrontar a separação dos poderes. Alude, a título de exemplo, à consideração de critérios como os índices de criminalidade de cada localidade. Insurge-se contra a definição da atividade policial como “essencial à função jurisdicional do Estado” e à “defesa da ordem jurídica”. Questiona, ainda, a categorização da carreira como “jurídica”, a delegação a lei específica para fixação do subsídio pertinente e a atribuição das garantias de vitaliciedade, inamovibilidade e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO na condução dos procedimentos investigatórios. Salienta que a autoridade policial não emite juízo de valor na apuração dos fatos, o que a levaria a imiscuir-se nas funções judiciais ou do Parquet, e que tampouco é livre da interferência de superiores. Fala em desvio de finalidade, perda de eficiência administrativa e inobservância do interesse público que poderiam decorrer da previsão de atributos estranhos ao cargo de delegado de polícia. Remetendo à modificação do art. 241 da Constituição Federal conferida pela Emenda de n. 19/2008, destaca a intenção do constituinte reformador de extirpar qualquer possibilidade de equiparação dessa carreira às jurídicas. Cita o julgamento da ADI 882, ministro Maurício Corrêa, DJ de 23 de abril de 2004, ocasião em que o Supremo concluiu pela impossibilidade de estender-se a delegados de polícia tratamento próprio de outros cargos. Argumenta que a lei estadual somente poderia dispor sobre a autonomia funcional, administrativa e financeira da Polícia Civil se a Carta da República assim autorizasse, como expressamente fez em relação ao Judiciário e ao Ministério Público. Questiona a previsão de que os delegados de polícia devam ser lotados apenas em órgãos da Polícia Civil situados em sede de comarca, limitação que diz tolher a discricionariedade administrativa e afrontar a separação dos poderes. Alude, a título de exemplo, à consideração de critérios como os índices de criminalidade de cada localidade. Insurge-se contra a definição da atividade policial como “essencial à função jurisdicional do Estado” e à “defesa da ordem jurídica”. Questiona, ainda, a categorização da carreira como “jurídica”, a delegação a lei específica para fixação do subsídio pertinente e a atribuição das garantias de vitaliciedade, inamovibilidade e 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 29 Relatório ADI 5528 / TO independência funcional. Assevera necessário interpretar o ato atacado levando-se em consideração a natureza da atividade policial, sua finalidade no processo penal e a função constitucional do Ministério Público no sistema processual penal, dado que a investigação para apurar infrações penais serve de base à pretensão punitiva estatal formulada pelo Parquet. Sublinha a natureza administrativa e inquisitória do inquérito policial, dispensável na hipótese de o Ministério Público já haver reunido provas suficientes para oferecer a denúncia. Quanto ao risco, refere desvio de finalidade e prejuízo à eficiência. Requer, em sede cautelar, a suspensão dos efeitos da Emenda de n. 26/2014 à Constituição do Estado do Tocantins. Pede, ao fim, a declaração de inconstitucionalidade. A Assembleia Legislativa do Tocantins sustenta violação da iniciativa privativa do Governador. No campo material, nega o apontado vício. Reporta-se a modificações normativas no mesmo sentido ocorridas em outros entes da Federação. Afirma que, em que pese a falta de correspondência no modelo federal, é compatível com a Constituição a designação da carreira de delegado de polícia como jurídica. Tem como incabível a limitação pelas Cartas estaduais nos casos de silêncio da Constituição Federal, sob pena de ofensa injustificada à autonomia dos Estados-Membros. Quanto à lotação dos delegados em sede de comarca, discorre sobre a otimização de recursos públicos supostamente propiciada. Argumenta não ter sido concedida autonomia à Polícia Civil, a qual permanece vinculada à estrutura administrativa do Poder Executivo e passível de controle externo do Ministério Público. Diz da compatibilidade do livre convencimento na investigação criminal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO independência funcional. Assevera necessário interpretar o ato atacado levando-se em consideração a natureza da atividade policial, sua finalidade no processo penal e a função constitucional do Ministério Público no sistema processual penal, dado que a investigação para apurar infrações penais serve de base à pretensão punitiva estatal formulada pelo Parquet. Sublinha a natureza administrativa e inquisitória do inquérito policial, dispensável na hipótese de o Ministério Público já haver reunido provas suficientes para oferecer a denúncia. Quanto ao risco, refere desvio de finalidade e prejuízo à eficiência. Requer, em sede cautelar, a suspensão dos efeitos da Emenda de n. 26/2014 à Constituição do Estado do Tocantins. Pede, ao fim, a declaração de inconstitucionalidade. A Assembleia Legislativa do Tocantins sustenta violação da iniciativa privativa do Governador. No campo material, nega o apontado vício. Reporta-se a modificações normativas no mesmo sentido ocorridas em outros entes da Federação. Afirma que, em que pese a falta de correspondência no modelo federal, é compatível com a Constituição a designação da carreira de delegado de polícia como jurídica. Tem como incabível a limitação pelas Cartas estaduais nos casos de silêncio da Constituição Federal, sob pena de ofensa injustificada à autonomia dos Estados-Membros. Quanto à lotação dos delegados em sede de comarca, discorre sobre a otimização de recursos públicos supostamente propiciada. Argumenta não ter sido concedida autonomia à Polícia Civil, a qual permanece vinculada à estrutura administrativa do Poder Executivo e passível de controle externo do Ministério Público. Diz da compatibilidade do livre convencimento na investigação criminal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 29 Relatório ADI 5528 / TO Sustenta harmônica com o poder requisitório do Parquet a avocação de inquérito policial, desde que motivada. Realça que as diligências devem ser cumpridas pela autoridade policial e que a hipótese de não o serem configuraria caso de correição ou infração penal, não de inconstitucionalidade. Pondera que dispensar aos delegados de polícia as mesmas garantias de que usufruem os membros das carreiras jurídicas, a exemplo da vitaliciedade, da inamovibilidade e da independência funcional, não revela afronta as atribuições do Ministério Público. O Advogado-Geral da União, remetendo à superveniente edição da Emenda Constitucional estadual n. 37/2019, expõe a alteração substancial dos §§ 1... e 2... e a revogação dos §§ 3... e 4... do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Reputa violada a reserva de iniciativa do Governador para dispor sobre as condições de ingresso em carreira vinculada ao Poder Executivo. Tem como adequada a remuneração por subsídio, à luz dos arts. 39, § 4..., e 144, § 9..., da Carta de 1988. Manifesta-se pelo não conhecimento da ação quanto aos §§ 1... a 4... do art. 116, na redação dada pela Emenda n. 26/2014. No mérito, opina pela procedência parcial do pedido, postulando a inconstitucionalidade do trecho “dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação”, contido no § 5... do art. 116 da Constituição local, no texto resultante da Emenda de n. 26/2014. O Procurador-Geral da República aponta a perda parcial do objeto ante a alteração substancial dos §§ 1... e 2... e a revogação dos §§ 3... e 4... do art. 116 da Carta do Estado do Tocantins. No mérito, reitera as razões lançadas na petição inicial, buscando a declaração de inconstitucionalidade do § 5... do art. 116 da Constituição estadual, inserido pela Emenda de n. 26/2014, por alegada afronta aos arts. 37, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO Sustenta harmônica com o poder requisitório do Parquet a avocação de inquérito policial, desde que motivada. Realça que as diligências devem ser cumpridas pela autoridade policial e que a hipótese de não o serem configuraria caso de correição ou infração penal, não de inconstitucionalidade. Pondera que dispensar aos delegados de polícia as mesmas garantias de que usufruem os membros das carreiras jurídicas, a exemplo da vitaliciedade, da inamovibilidade e da independência funcional, não revela afronta as atribuições do Ministério Público. O Advogado-Geral da União, remetendo à superveniente edição da Emenda Constitucional estadual n. 37/2019, expõe a alteração substancial dos §§ 1... e 2... e a revogação dos §§ 3... e 4... do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Reputa violada a reserva de iniciativa do Governador para dispor sobre as condições de ingresso em carreira vinculada ao Poder Executivo. Tem como adequada a remuneração por subsídio, à luz dos arts. 39, § 4..., e 144, § 9..., da Carta de 1988. Manifesta-se pelo não conhecimento da ação quanto aos §§ 1... a 4... do art. 116, na redação dada pela Emenda n. 26/2014. No mérito, opina pela procedência parcial do pedido, postulando a inconstitucionalidade do trecho “dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação”, contido no § 5... do art. 116 da Constituição local, no texto resultante da Emenda de n. 26/2014. O Procurador-Geral da República aponta a perda parcial do objeto ante a alteração substancial dos §§ 1... e 2... e a revogação dos §§ 3... e 4... do art. 116 da Carta do Estado do Tocantins. No mérito, reitera as razões lançadas na petição inicial, buscando a declaração de inconstitucionalidade do § 5... do art. 116 da Constituição estadual, inserido pela Emenda de n. 26/2014, por alegada afronta aos arts. 37, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 29 Relatório ADI 5528 / TO caput, 61, § 1..., II, “c”, e 144 da Lei Maior. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO caput, 61, § 1..., II, “c”, e 144 da Lei Maior. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 058A-3ECD-627E-C0A8 e senha 10A6-6078-5B41-7752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): A controvérsia diz respeito à compatibilidade, ou não, com a Constituição Federal, sob os ângulos formal e material, da Emenda de n. 26/2014 à Carta do Estado do Tocantins, por meio da qual preconizada a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial do Estado e disciplinado o cargo de delegado de polícia. 1. Preliminar O Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República suscitaram a perda parcial de objeto em virtude da superveniência da Emenda de n. 37/2019, que (i) alterou o texto dos §§ 1... e 2..., bem assim (ii) revogou as alíneas “a” e “b” do § 1... e os §§ 3... e 4... do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Eis a nova redação dos dispositivos: Art. 116. [...] § 1... As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas do Estado. § 2... Ao Delegado de Polícia cabe a condução de investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente. As modificações, embora relevantes, não justificam o prejuízo do pedido quanto ao § 1..., uma vez que subsiste a irresignação contida na inicial quanto à atribuição, ao cargo de delegado de polícia, de natureza Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): A controvérsia diz respeito à compatibilidade, ou não, com a Constituição Federal, sob os ângulos formal e material, da Emenda de n. 26/2014 à Carta do Estado do Tocantins, por meio da qual preconizada a natureza jurídica da Polícia Civil como função essencial do Estado e disciplinado o cargo de delegado de polícia. 1. Preliminar O Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República suscitaram a perda parcial de objeto em virtude da superveniência da Emenda de n. 37/2019, que (i) alterou o texto dos §§ 1... e 2..., bem assim (ii) revogou as alíneas “a” e “b” do § 1... e os §§ 3... e 4... do art. 116 da Constituição do Estado do Tocantins. Eis a nova redação dos dispositivos: Art. 116. [...] § 1... As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações exercidas pelo Delegado de Polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas do Estado. § 2... Ao Delegado de Polícia cabe a condução de investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente. As modificações, embora relevantes, não justificam o prejuízo do pedido quanto ao § 1..., uma vez que subsiste a irresignação contida na inicial quanto à atribuição, ao cargo de delegado de polícia, de natureza Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO jurídica e caráter essencial. A supressão da cláusula final do § 1..., abaixo transcrita, implica a perda de objeto relativamente à extensão das garantias e direitos das demais carreiras jurídicas do Estado, como independência funcional, vitaliciedade e inamovibilidade. Confira-se: [...] sendo-lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. O processo objetivo pressupõe ato normativo abstrato autônomo em plena vigência. A superveniente revogação das disposições questionadas conduz ao prejuízo do pedido. Em relação ao § 2..., a modificação revela-se substancial, na medida em que suprimido o trecho final do preceito, colacionado a seguir, alusivo ao livre convencimento técnico-jurídico, à independência funcional, à isenção e à imparcialidade: [...] atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade. Ausentes aditamento e impugnação específica quanto à primeira parte, atinente à condução, pelo delegado de polícia, “da investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO jurídica e caráter essencial. A supressão da cláusula final do § 1..., abaixo transcrita, implica a perda de objeto relativamente à extensão das garantias e direitos das demais carreiras jurídicas do Estado, como independência funcional, vitaliciedade e inamovibilidade. Confira-se: [...] sendo-lhe assegurados os direitos inerentes às demais carreiras jurídicas do Estado, a independência funcional além das seguintes garantias: a) vitaliciedade, que será adquirida após três anos de efetivo exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo remoção de ofício por motivo de interesse público por ato fundamentado de dois terços do Conselho Superior da Polícia Civil, ou a pedido, mediante concurso de remoção, onde deverão ser observados, alternadamente, os critérios de antiguidade e merecimento. O processo objetivo pressupõe ato normativo abstrato autônomo em plena vigência. A superveniente revogação das disposições questionadas conduz ao prejuízo do pedido. Em relação ao § 2..., a modificação revela-se substancial, na medida em que suprimido o trecho final do preceito, colacionado a seguir, alusivo ao livre convencimento técnico-jurídico, à independência funcional, à isenção e à imparcialidade: [...] atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade. Ausentes aditamento e impugnação específica quanto à primeira parte, atinente à condução, pelo delegado de polícia, “da investigação criminal por meio do inquérito policial ou outro procedimento previsto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente”, mostra-se prejudicado o pedido relativamente ao § 2.... No tocante aos §§ 3... e 4..., revogados pela Emenda de n. 37/2019, consigno a perda de objeto. Assim, declaro o prejuízo parcial da ação, quanto às alíneas “a” e “b” do § 1... e aos §§ 2..., 3... e 4... do art. 116 da Constituição do Tocantins. 2. Mérito Vou ao exame do art. 116, §§ 1... e 5.... Sob o ângulo formal, a Assembleia Legislativa reconhece o vício. No ponto, rememoro que esta Corte consolidou jurisprudência no sentido da obrigatoriedade de observância, pelas unidades federativas (Constituição Federal de 1988, art. 25, e ADCT, art. 11), das normas de atribuição de iniciativa no processo legislativo contidas no Texto Constitucional, independentemente da espécie normativa. O Tribunal entende que tais normas decorrem diretamente do postulado da separação de poderes (Constituição Federal de 1988, art. 2...) e consistem em cláusulas elementares representativas da identidade institucional e da distribuição de poder no contexto da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 1...). Demarcariam, portanto, de forma incisiva, o terreno de competências privativas assinaladas a cada instância política (ADI 4.142, ministro Roberto Barroso, DJe de 26 de fevereiro de 2020; ADI 3.848, ministro Marco Aurélio, DJe de 6 de março de 2015; ADI 5.087, ministro Teori Zavascki, DJe de 13 de novembro de 2014; ADI 584, ministro Dias Toffoli, DJe de 9 de abril de 2014; e ADI 4.154, ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18 de junho de 2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO em Lei, que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias da materialidade e da autoria de infrações penais, respeitando a legislação penal vigente”, mostra-se prejudicado o pedido relativamente ao § 2.... No tocante aos §§ 3... e 4..., revogados pela Emenda de n. 37/2019, consigno a perda de objeto. Assim, declaro o prejuízo parcial da ação, quanto às alíneas “a” e “b” do § 1... e aos §§ 2..., 3... e 4... do art. 116 da Constituição do Tocantins. 2. Mérito Vou ao exame do art. 116, §§ 1... e 5.... Sob o ângulo formal, a Assembleia Legislativa reconhece o vício. No ponto, rememoro que esta Corte consolidou jurisprudência no sentido da obrigatoriedade de observância, pelas unidades federativas (Constituição Federal de 1988, art. 25, e ADCT, art. 11), das normas de atribuição de iniciativa no processo legislativo contidas no Texto Constitucional, independentemente da espécie normativa. O Tribunal entende que tais normas decorrem diretamente do postulado da separação de poderes (Constituição Federal de 1988, art. 2...) e consistem em cláusulas elementares representativas da identidade institucional e da distribuição de poder no contexto da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 1...). Demarcariam, portanto, de forma incisiva, o terreno de competências privativas assinaladas a cada instância política (ADI 4.142, ministro Roberto Barroso, DJe de 26 de fevereiro de 2020; ADI 3.848, ministro Marco Aurélio, DJe de 6 de março de 2015; ADI 5.087, ministro Teori Zavascki, DJe de 13 de novembro de 2014; ADI 584, ministro Dias Toffoli, DJe de 9 de abril de 2014; e ADI 4.154, ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18 de junho de 2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO Desse modo, os Estados e o Distrito Federal têm de cumprir tanto um encargo positivo, porquanto obrigados a reproduzir modelo de organização dos Poderes diverso daquele previsto na Carta da República, como um negativo, visto que são impedidos de abordar, mesmo por meio do legislador constituinte derivado decorrente, temas alçados à iniciativa normativa de outra autoridade pública. Nos termos do art. 61, § 1..., II, “b” e “c”, compete exclusivamente ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa de normas sobre a organização administrativa e os servidores públicos, seu regime jurídico e provimento de cargos: Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1... São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I – [...] II – disponham sobre: [...] b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; [...] Anoto, a esse respeito, que esta Corte já se pronunciou acerca de emenda constitucional editada à revelia do Governador a fim de disciplinar a forma de escolha da direção da Polícia Civil: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO Desse modo, os Estados e o Distrito Federal têm de cumprir tanto um encargo positivo, porquanto obrigados a reproduzir modelo de organização dos Poderes diverso daquele previsto na Carta da República, como um negativo, visto que são impedidos de abordar, mesmo por meio do legislador constituinte derivado decorrente, temas alçados à iniciativa normativa de outra autoridade pública. Nos termos do art. 61, § 1..., II, “b” e “c”, compete exclusivamente ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa de normas sobre a organização administrativa e os servidores públicos, seu regime jurídico e provimento de cargos: Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1... São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I – [...] II – disponham sobre: [...] b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; [...] Anoto, a esse respeito, que esta Corte já se pronunciou acerca de emenda constitucional editada à revelia do Governador a fim de disciplinar a forma de escolha da direção da Polícia Civil: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO EMENDA CONSTITUCIONAL ESTADUAL. ESCOLHA DO DELEGADO-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Não é materialmente inconstitucional a exigência de que o Chefe da Polícia Civil seja delegado de carreira da classe mais elevada, conforme nova orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente: ADI 3.062, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2. Todavia, a instituição de requisitos para a nomeação do Delegado-Chefe da Polícia Civil é matéria de iniciativa privativa do Poder Executivo (CRFB/1988, art. 61, § 1..., II, “c” e “e”), e, desta forma, não pode ser tratada por Emenda Constitucional de iniciativa parlamentar. Precedentes. 3. Pedido julgado procedente, para declarar a inconstitucionalidade formal da EC n 86/2013, do Estado de Rondônia, por vício de iniciativa. (ADI 5.075, ministro Roberto Barroso, DJe de 8 de setembro de 2015 – grifei) Na espécie, a Emenda Constitucional n. 26/2014 do Estado do Tocantins, no texto mantido pela de n. 37/2019, alterou o § 1... do art. 116 – para atribuir natureza jurídica e essencial às funções desempenhadas pelos delegados de polícia – e acrescentou o § 5... – por meio do qual disciplinado o referido cargo quanto à estruturação, ao subsídio e à forma de provimento. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar nas redações dadas por ambas as Emendas, revelam usurpação da competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Esse o entendimento reiterado do Supremo nas ADIs 5.520 e 5.536, da relatoria do ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 e 26 de setembro de 2019, respectivamente. Eis as ementas: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO EMENDA CONSTITUCIONAL ESTADUAL. ESCOLHA DO DELEGADO-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Não é materialmente inconstitucional a exigência de que o Chefe da Polícia Civil seja delegado de carreira da classe mais elevada, conforme nova orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente: ADI 3.062, Rel. Min. Gilmar Mendes. 2. Todavia, a instituição de requisitos para a nomeação do Delegado-Chefe da Polícia Civil é matéria de iniciativa privativa do Poder Executivo (CRFB/1988, art. 61, § 1..., II, “c” e “e”), e, desta forma, não pode ser tratada por Emenda Constitucional de iniciativa parlamentar. Precedentes. 3. Pedido julgado procedente, para declarar a inconstitucionalidade formal da EC n 86/2013, do Estado de Rondônia, por vício de iniciativa. (ADI 5.075, ministro Roberto Barroso, DJe de 8 de setembro de 2015 – grifei) Na espécie, a Emenda Constitucional n. 26/2014 do Estado do Tocantins, no texto mantido pela de n. 37/2019, alterou o § 1... do art. 116 – para atribuir natureza jurídica e essencial às funções desempenhadas pelos delegados de polícia – e acrescentou o § 5... – por meio do qual disciplinado o referido cargo quanto à estruturação, ao subsídio e à forma de provimento. Os preceitos, no que resultantes de iniciativa parlamentar nas redações dadas por ambas as Emendas, revelam usurpação da competência do Chefe do Poder Executivo para organizar a Administração Pública e disciplinar o regime jurídico dos servidores, comprometendo o vínculo de subordinação da Polícia Civil ao Governador do Estado. Esse o entendimento reiterado do Supremo nas ADIs 5.520 e 5.536, da relatoria do ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 e 26 de setembro de 2019, respectivamente. Eis as ementas: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Com meus grifos) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (Constituição Federal de 1988, ART. 61, § 1..., II, “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Com meus grifos) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (Constituição Federal de 1988, ART. 61, § 1..., II, “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Grifei) Ainda sob a perspectiva da jurisprudência, acrescente-se que a matéria em debate não se assemelha a propostas de modificação constitucional voltadas a conferir autonomia administrativa a entidades como as Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal, as quais não se sujeitam às restrições de iniciativa no processo legislativo, por cuidarem da posição institucional desses órgãos. Foi nesse sentido o julgamento da ADI 5.296 MC, ministra Rosa Weber, DJe de 11 de novembro de 2016. Nada obstante, a outorga de autonomia à Polícia Civil é matéria particular em relação à das Defensorias Públicas, porquanto acolhida na constituição do Executivo. Como consignado nos votos proferidos no precedente invocado, a emancipação jamais poderia resultar de emenda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (Grifei) Ainda sob a perspectiva da jurisprudência, acrescente-se que a matéria em debate não se assemelha a propostas de modificação constitucional voltadas a conferir autonomia administrativa a entidades como as Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal, as quais não se sujeitam às restrições de iniciativa no processo legislativo, por cuidarem da posição institucional desses órgãos. Foi nesse sentido o julgamento da ADI 5.296 MC, ministra Rosa Weber, DJe de 11 de novembro de 2016. Nada obstante, a outorga de autonomia à Polícia Civil é matéria particular em relação à das Defensorias Públicas, porquanto acolhida na constituição do Executivo. Como consignado nos votos proferidos no precedente invocado, a emancipação jamais poderia resultar de emenda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO constitucional de iniciativa parlamentar, sob pena de ofensa ao princípio da separação de poderes, uma vez que a instituição em tela é dotada de competências constitucionais típicas de órgãos do Executivo (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes). Ante o quadro, declaro a inconstitucionalidade, considerada a perspectiva formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014. A Carta de 1988, também denominada Constituição Cidadã, não se limitou a estabelecer, sob o eixo axiológico da dignidade da pessoa humana, os direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos, mas também previu mecanismos e instrumentos de participação popular e controle do poder público, a fim de maximizar sua efetividade. Nessa esteira, fortaleceu as instituições democráticas e ampliou as competências de órgãos que, conquanto não integrem os Poderes da República, desempenham funções relevantes para o Estado Democrático de Direito e a função jurisdicional do Estado. São entidades expressamente previstas no Texto Constitucional, dotadas de independência funcional e atribuições específicas, cujas atividades são consideradas indispensáveis para a proteção dos direitos, a valorização da cidadania e a realização da justiça. Assim, ao dispor, no Título IV da Lei Maior, acerca da organização dos poderes, o constituinte estabeleceu, em capítulo próprio (IV), as funções essenciais à justiça, elencando-as nas Seções de I a IV: Ministério Público, advocacia pública, advocacia privada e Defensoria Pública. Os órgãos inseridos no sistema de segurança pública, por sua vez, estão previstos no Capítulo III do Título V, alusivo à defesa do Estado e 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO constitucional de iniciativa parlamentar, sob pena de ofensa ao princípio da separação de poderes, uma vez que a instituição em tela é dotada de competências constitucionais típicas de órgãos do Executivo (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes). Ante o quadro, declaro a inconstitucionalidade, considerada a perspectiva formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014. A Carta de 1988, também denominada Constituição Cidadã, não se limitou a estabelecer, sob o eixo axiológico da dignidade da pessoa humana, os direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos, mas também previu mecanismos e instrumentos de participação popular e controle do poder público, a fim de maximizar sua efetividade. Nessa esteira, fortaleceu as instituições democráticas e ampliou as competências de órgãos que, conquanto não integrem os Poderes da República, desempenham funções relevantes para o Estado Democrático de Direito e a função jurisdicional do Estado. São entidades expressamente previstas no Texto Constitucional, dotadas de independência funcional e atribuições específicas, cujas atividades são consideradas indispensáveis para a proteção dos direitos, a valorização da cidadania e a realização da justiça. Assim, ao dispor, no Título IV da Lei Maior, acerca da organização dos poderes, o constituinte estabeleceu, em capítulo próprio (IV), as funções essenciais à justiça, elencando-as nas Seções de I a IV: Ministério Público, advocacia pública, advocacia privada e Defensoria Pública. Os órgãos inseridos no sistema de segurança pública, por sua vez, estão previstos no Capítulo III do Título V, alusivo à defesa do Estado e 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO das instituições democráticas. São eles, conforme disposição do art. 144: Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. No que tange à Polícia Civil, o dispositivo preconiza, ainda, no § 4..., a direção por delegado de carreira e o exercício da função de polícia judiciária e apuração de infrações penais, bem como, no § 6..., a subordinação ao Governador do Estado ou do Distrito Federal: Art. 144. […] […] § 4... Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. […] § 6... As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Ora, os organismos policiais civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo e acham-se diretamente subordinados ao Governador do Estado. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO das instituições democráticas. São eles, conforme disposição do art. 144: Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. No que tange à Polícia Civil, o dispositivo preconiza, ainda, no § 4..., a direção por delegado de carreira e o exercício da função de polícia judiciária e apuração de infrações penais, bem como, no § 6..., a subordinação ao Governador do Estado ou do Distrito Federal: Art. 144. […] […] § 4... Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. […] § 6... As polícias militares e os corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Ora, os organismos policiais civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo e acham-se diretamente subordinados ao Governador do Estado. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO O tema relativo à inclusão do órgão entre as funções essenciais da justiça e da defesa da ordem jurídica não é novo. O Supremo cristalizou jurisprudência no sentido de a referida previsão não se coadunar com o modelo concebido pela Constituição Federal. O Plenário, ao analisar a ADI 882, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, DJe de 23 de abril de 2004, ratificou a liminar deferida em 18 de junho de 1993 e declarou inconstitucionais disposições normativas contidas na Lei Complementar n. 20/1992 do Estado de Mato Grosso que conferiam à Polícia Civil autonomia funcional e financeira, bem como, ao Diretor-Geral, a atribuição de propor o orçamento anual da Polícia Judiciária Civil. Confira-se a ementa do acórdão: [...] LEI COMPLEMENTAR 20/1992. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL ESTADUAL. AUTONOMIA FUNCIONAL E FINANCEIRA. ORÇAMENTO ANUAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DO PODER EXECUTIVO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE NO CONTROLE ABSTRATO. PRERROGATIVA DE FORO. EXTENSÃO AOS DELEGADOS. INADMISSIBILIDADE. DIREITO PROCESSUAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. AFRONTA AO MODELO FEDERAL. 1. Ordenamento constitucional. Organização administrativa. As polícias civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo, encontrando-se em posição de dependência administrativa, funcional e financeira em relação ao Governador do Estado (artigo, 144, § 6..., Constituição Federal de 1988). 2. Orçamento anual. Competência privativa. Por força de vinculação administrativo-constitucional, a competência para propor orçamento anual é privativa do Chefe do Poder Executivo. 3. Ação direta de inconstitucionalidade. Norma 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO O tema relativo à inclusão do órgão entre as funções essenciais da justiça e da defesa da ordem jurídica não é novo. O Supremo cristalizou jurisprudência no sentido de a referida previsão não se coadunar com o modelo concebido pela Constituição Federal. O Plenário, ao analisar a ADI 882, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, DJe de 23 de abril de 2004, ratificou a liminar deferida em 18 de junho de 1993 e declarou inconstitucionais disposições normativas contidas na Lei Complementar n. 20/1992 do Estado de Mato Grosso que conferiam à Polícia Civil autonomia funcional e financeira, bem como, ao Diretor-Geral, a atribuição de propor o orçamento anual da Polícia Judiciária Civil. Confira-se a ementa do acórdão: [...] LEI COMPLEMENTAR 20/1992. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL ESTADUAL. AUTONOMIA FUNCIONAL E FINANCEIRA. ORÇAMENTO ANUAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA DO PODER EXECUTIVO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE NO CONTROLE ABSTRATO. PRERROGATIVA DE FORO. EXTENSÃO AOS DELEGADOS. INADMISSIBILIDADE. DIREITO PROCESSUAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. AFRONTA AO MODELO FEDERAL. 1. Ordenamento constitucional. Organização administrativa. As polícias civis integram a estrutura institucional do Poder Executivo, encontrando-se em posição de dependência administrativa, funcional e financeira em relação ao Governador do Estado (artigo, 144, § 6..., Constituição Federal de 1988). 2. Orçamento anual. Competência privativa. Por força de vinculação administrativo-constitucional, a competência para propor orçamento anual é privativa do Chefe do Poder Executivo. 3. Ação direta de inconstitucionalidade. Norma 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO infraconstitucional. Não-cabimento. Em sede de controle abstrato de constitucionalidade é vedado o exame do conteúdo das normas jurídicas infraconstitucionais. 4. Prerrogativa de foro. Delegados de Polícia. Esta Corte consagrou tese no sentido da impossibilidade de estender-se a prerrogativa de foro, ainda que por previsão da Carta Estadual, em face da ausência de previsão simétrica no modelo federal. 5. Direito Processual. Competência privativa. Matéria de direito processual sobre a qual somente a União pode legislar (artigo 22, I, Constituição Federal de 1988). 6. Aposentadoria. Servidor Público. Previsão constitucional. Ausência. A norma institui exceções às regras de aposentadoria dos servidores públicos em geral, não previstas na Lei Fundamental (artigo 40, § 1..., I, II, III, “a” e “b”, Constituição Federal de 1988). Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente, em parte. Na ocasião, o Relator fez ver que a Carta da República atribuiu, de forma categórica, autonomia administrativa e financeira apenas ao Poder Judiciário (art. 96, I e II, e 99), ao Ministério Público (art. 127, §§ 2... e 3...) e à Defensoria Pública (Constituição Federal de 1988, art. 134, § 2...), e, no caso das universidades, autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial (art. 207). Por outro lado, ao cuidar do tema segurança pública, não garantiu autonomia de qualquer espécie, quer às polícias e aos corpos de bombeiros militares, quer às polícias civis. Antes, explicitou a subordinação e a vinculação hierárquico-administrativa ao Chefe do Executivo. Assim, o estabelecimento das funções do delegado de polícia como essenciais do Estado e dotadas de natureza jurídica discrepa, a mais não poder, do modelo previsto na Lei Maior. Do mesmo modo, aos delegados de polícia não foi conferida a garantia da independência funcional como ocorreu com os integrantes do Judiciário (Constituição Federal de 1988, art. 95), do Parquet (Constituição Federal de 1988, art. 127, § 1...) e da Defensoria 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO infraconstitucional. Não-cabimento. Em sede de controle abstrato de constitucionalidade é vedado o exame do conteúdo das normas jurídicas infraconstitucionais. 4. Prerrogativa de foro. Delegados de Polícia. Esta Corte consagrou tese no sentido da impossibilidade de estender-se a prerrogativa de foro, ainda que por previsão da Carta Estadual, em face da ausência de previsão simétrica no modelo federal. 5. Direito Processual. Competência privativa. Matéria de direito processual sobre a qual somente a União pode legislar (artigo 22, I, Constituição Federal de 1988). 6. Aposentadoria. Servidor Público. Previsão constitucional. Ausência. A norma institui exceções às regras de aposentadoria dos servidores públicos em geral, não previstas na Lei Fundamental (artigo 40, § 1..., I, II, III, “a” e “b”, Constituição Federal de 1988). Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente, em parte. Na ocasião, o Relator fez ver que a Carta da República atribuiu, de forma categórica, autonomia administrativa e financeira apenas ao Poder Judiciário (art. 96, I e II, e 99), ao Ministério Público (art. 127, §§ 2... e 3...) e à Defensoria Pública (Constituição Federal de 1988, art. 134, § 2...), e, no caso das universidades, autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial (art. 207). Por outro lado, ao cuidar do tema segurança pública, não garantiu autonomia de qualquer espécie, quer às polícias e aos corpos de bombeiros militares, quer às polícias civis. Antes, explicitou a subordinação e a vinculação hierárquico-administrativa ao Chefe do Executivo. Assim, o estabelecimento das funções do delegado de polícia como essenciais do Estado e dotadas de natureza jurídica discrepa, a mais não poder, do modelo previsto na Lei Maior. Do mesmo modo, aos delegados de polícia não foi conferida a garantia da independência funcional como ocorreu com os integrantes do Judiciário (Constituição Federal de 1988, art. 95), do Parquet (Constituição Federal de 1988, art. 127, § 1...) e da Defensoria 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO Pública (Constituição Federal de 1988, art. 134, § 4...). A autonomia administrativa e financeira e a independência funcional não se compatibilizam com a submissão hierárquica da polícia judiciária ao Chefe do Poder Executivo. A falta de previsão constitucional não deve ser entendida como omissão a ser suprida ou lacuna a ser integrada. Trata-se, antes, de legítima opção político-normativa de não estender determinada disciplina jurídica a outras situações, restando incabível a aplicação por analogia. Não há espaço, portanto, para inovação pelo constituinte derivado decorrente, o qual deve observar o tratamento federal, forte no princípio da simetria. Essa ótica foi recentemente reafirmada, por ocasião do julgamento das ADIs 5.520, 5.522 e 5.536, em que impugnadas emendas às Constituições dos Estados de Santa Catarina, São Paulo e Amazonas mediante as quais a função de delegado de polícia ganhou status de essencial à justiça e aos ocupantes do cargo foi conferida independência funcional. A Corte reiterou a compreensão de que o art. 144, § 6..., da Constituição Federal estabelece vínculo de subordinação hierárquica da Polícia Civil ao Governador do Estado, mostrando-se inconstitucional, também sob a perspectiva material, a caracterização do cargo de delegado de Polícia Civil como de natureza jurídica e essencial. Os acórdãos ficaram assim resumidos: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO Pública (Constituição Federal de 1988, art. 134, § 4...). A autonomia administrativa e financeira e a independência funcional não se compatibilizam com a submissão hierárquica da polícia judiciária ao Chefe do Poder Executivo. A falta de previsão constitucional não deve ser entendida como omissão a ser suprida ou lacuna a ser integrada. Trata-se, antes, de legítima opção político-normativa de não estender determinada disciplina jurídica a outras situações, restando incabível a aplicação por analogia. Não há espaço, portanto, para inovação pelo constituinte derivado decorrente, o qual deve observar o tratamento federal, forte no princípio da simetria. Essa ótica foi recentemente reafirmada, por ocasião do julgamento das ADIs 5.520, 5.522 e 5.536, em que impugnadas emendas às Constituições dos Estados de Santa Catarina, São Paulo e Amazonas mediante as quais a função de delegado de polícia ganhou status de essencial à justiça e aos ocupantes do cargo foi conferida independência funcional. A Corte reiterou a compreensão de que o art. 144, § 6..., da Constituição Federal estabelece vínculo de subordinação hierárquica da Polícia Civil ao Governador do Estado, mostrando-se inconstitucional, também sob a perspectiva material, a caracterização do cargo de delegado de Polícia Civil como de natureza jurídica e essencial. Os acórdãos ficaram assim resumidos: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 61/2012 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL AO CARGO DE DELEGADO DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO, NO PROCESSO 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.520, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 de setembro de 2019) Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Emenda Constitucional n 35/2012 à Constituição do Estado de São Paulo. Nova redação dada ao art. 140 da Constituição. 3. Polícia Civil do Estado de São Paulo incluída entre as funções essenciais da justiça estadual. 4. Violação aos arts. 37, 129 e 144 da Constituição Federal. 5. Precedentes: ADI 5520 e ADI 882. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 5.522, ministro Gilmar Mendes, DJe de 7 de março de 2022) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (Constituição Federal de 1988, ART. 61, § 1..., II, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO LEGISLATIVO, DO GOVERNADOR DO ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 61/2012 de Santa Catarina conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.520, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 20 de setembro de 2019) Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Emenda Constitucional n 35/2012 à Constituição do Estado de São Paulo. Nova redação dada ao art. 140 da Constituição. 3. Polícia Civil do Estado de São Paulo incluída entre as funções essenciais da justiça estadual. 4. Violação aos arts. 37, 129 e 144 da Constituição Federal. 5. Precedentes: ADI 5520 e ADI 882. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 5.522, ministro Gilmar Mendes, DJe de 7 de março de 2022) CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. EMENDA CONSTITUCIONAL 82/2013 DO ESTADO DO AMAZONAS. VÍCIO DE INICIATIVA EM MATÉRIA ORGÂNICA À ESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL (Constituição Federal de 1988, ART. 61, § 1..., II, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26 de setembro de 2019) Como se vê, a formatação constitucional não viabiliza a edição de normas nas Cartas estaduais em descompasso com o modelo federal, a abarcar situação de desvinculação da polícia judiciária do Poder Executivo. O desenho institucional inserido na Carta da República não legitima a governança independente da polícia judiciária, uma vez que competem ao Chefe do Poder Executivo, dirigente máximo da Administração Pública, a prerrogativa e a responsabilidade pela estruturação e pelo 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO “C”). MODIFICAÇÃO DE REGRAS E CRITÉRIOS DE PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR DA POLÍCIA CIVIL, ATRIBUIÇÃO DE STATUS DE FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA E DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM ANTINOMIA À PREVISÃO CONSTITUCIONAL DE SUBORDINAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL AO GOVERNADOR DE ESTADO. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 144, § 6...). PROCEDÊNCIA. 1. A Emenda Constitucional 82/2013 do Amazonas modificou regras e critérios de provimento do cargo de diretor da Polícia Civil e conferiu status de carreira jurídica, com independência funcional, ao cargo de delegado de polícia. Com isso, alterou o regime do cargo e afetou o exercício de competência típica da chefia do Poder Executivo, o que viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, “c”, extensível aos Estados-Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988). 2. O art. 144, § 6..., da Constituição Federal de 1988 estabelece vínculo de subordinação entre os Governadores de Estado e as respectivas polícias civis, em razão do que a atribuição de maior autonomia aos órgãos de direção máxima das polícias civis estaduais, mesmo que materializadas em deliberações da Assembleia local, mostra-se inconstitucional. 3. Ação direta julgada procedente. (ADI 5.536, ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26 de setembro de 2019) Como se vê, a formatação constitucional não viabiliza a edição de normas nas Cartas estaduais em descompasso com o modelo federal, a abarcar situação de desvinculação da polícia judiciária do Poder Executivo. O desenho institucional inserido na Carta da República não legitima a governança independente da polícia judiciária, uma vez que competem ao Chefe do Poder Executivo, dirigente máximo da Administração Pública, a prerrogativa e a responsabilidade pela estruturação e pelo 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO planejamento operacional dos órgãos locais de segurança pública, bem como a definição de programas e ações governamentais prioritários a partir do quadro orçamentário do ente federado. A inclusão da Polícia Civil entre as funções essenciais à justiça prevista no § 1... impugnado nesta ação direta é, por conseguinte, desarmônica com a disciplina da Constituição de 1988. Na linha do que consignado pelo eminente ministro Alexandre de Moraes, por ocasião do exame da ADI 5.522, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, pretensões de autonomia não são compatíveis com a instituição policial. Por essa mesma razão revela-se incabível o reconhecimento de que as funções desempenhadas pelos delegados de polícia são de natureza jurídica, dispensando-se-lhes o mesmo tratamento legal e protocolar outorgado às demais carreiras jurídicas do Estado. A análise atenta do vocábulo “jurídica”, utilizado em conjunto com os demais parágrafos inseridos no art. 116 da Constituição do Tocantins pela Emenda de n. 26/2014, sugere pretensão de equiparação da carreira de delegado de polícia a carreiras jurídicas com regramento, remuneração, garantias e vedações próprias e estabelecidas na Lei Maior. Conforme ressaltado pelo Procurador-Geral da República, tanto é assim que tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional n. 293/2008, voltada a promover modificações no art. 144 da Carta Magna, com a finalidade de definir a carreira de delegado de polícia como de natureza jurídica e, assim, conferir-lhe as garantias de independência funcional, vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio. Todavia, não é demais anotar, o inquérito policial é procedimento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO planejamento operacional dos órgãos locais de segurança pública, bem como a definição de programas e ações governamentais prioritários a partir do quadro orçamentário do ente federado. A inclusão da Polícia Civil entre as funções essenciais à justiça prevista no § 1... impugnado nesta ação direta é, por conseguinte, desarmônica com a disciplina da Constituição de 1988. Na linha do que consignado pelo eminente ministro Alexandre de Moraes, por ocasião do exame da ADI 5.522, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, pretensões de autonomia não são compatíveis com a instituição policial. Por essa mesma razão revela-se incabível o reconhecimento de que as funções desempenhadas pelos delegados de polícia são de natureza jurídica, dispensando-se-lhes o mesmo tratamento legal e protocolar outorgado às demais carreiras jurídicas do Estado. A análise atenta do vocábulo “jurídica”, utilizado em conjunto com os demais parágrafos inseridos no art. 116 da Constituição do Tocantins pela Emenda de n. 26/2014, sugere pretensão de equiparação da carreira de delegado de polícia a carreiras jurídicas com regramento, remuneração, garantias e vedações próprias e estabelecidas na Lei Maior. Conforme ressaltado pelo Procurador-Geral da República, tanto é assim que tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional n. 293/2008, voltada a promover modificações no art. 144 da Carta Magna, com a finalidade de definir a carreira de delegado de polícia como de natureza jurídica e, assim, conferir-lhe as garantias de independência funcional, vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio. Todavia, não é demais anotar, o inquérito policial é procedimento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO pré-processual de natureza administrativa e inquisitória, destinado a colher provas que subsidiem o exercício da ação penal pelo Ministério Público. Assim, seu condutor, o delegado de polícia, conquanto desempenhe atividades de conteúdo jurídico, não integra carreira propriamente jurídica, sob pena de inviabilização do controle externo e do poder requisitório exercidos pelo Parquet. O Tribunal concluiu nesse sentido, e por unanimidade, ao apreciar a ADI 5.522, Relator o ministro Gilmar Mendes, quanto ao art. 140, §§ 4... e 5..., da Constituição do Estado de São Paulo, na redação dada pela Emenda de n. 35/2012, de teor semelhante: Art. 140. [...] [...] § 4... O ingresso na carreira de Delegado de Polícia dependerá de concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, dois anos de atividades jurídicas, observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação. § 5... A exigência de tempo de atividade jurídica será dispensada para os que contarem com, no mínimo, dois anos de efetivo exercício em cargo de natureza policial-civil, anteriormente à publicação do edital de concurso. Reputo, portanto, inconstitucional, do ponto de vista material, a expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. No que tange ao § 5... do dispositivo, articula-se vício material quanto à determinação de lei específica para a fixação do subsídio do cargo de delegado de polícia. Transcrevo, por oportuno, o preceito impugnado: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO pré-processual de natureza administrativa e inquisitória, destinado a colher provas que subsidiem o exercício da ação penal pelo Ministério Público. Assim, seu condutor, o delegado de polícia, conquanto desempenhe atividades de conteúdo jurídico, não integra carreira propriamente jurídica, sob pena de inviabilização do controle externo e do poder requisitório exercidos pelo Parquet. O Tribunal concluiu nesse sentido, e por unanimidade, ao apreciar a ADI 5.522, Relator o ministro Gilmar Mendes, quanto ao art. 140, §§ 4... e 5..., da Constituição do Estado de São Paulo, na redação dada pela Emenda de n. 35/2012, de teor semelhante: Art. 140. [...] [...] § 4... O ingresso na carreira de Delegado de Polícia dependerá de concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, dois anos de atividades jurídicas, observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação. § 5... A exigência de tempo de atividade jurídica será dispensada para os que contarem com, no mínimo, dois anos de efetivo exercício em cargo de natureza policial-civil, anteriormente à publicação do edital de concurso. Reputo, portanto, inconstitucional, do ponto de vista material, a expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. No que tange ao § 5... do dispositivo, articula-se vício material quanto à determinação de lei específica para a fixação do subsídio do cargo de delegado de polícia. Transcrevo, por oportuno, o preceito impugnado: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO § 5... Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação. Não vislumbro o vício. A norma confere efetividade aos arts. 39, § 4..., e 144, § 9..., da Constituição Federal, mediante os quais instituído o regime de estipêndio na forma de subsídio inclusive para os servidores policiais: Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. [...] § 4... O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO § 5... Lei Complementar de iniciativa do Chefe do Poder Executivo disporá sobre a estruturação e o subsídio da carreira jurídica de Delegado de Polícia em quadro próprio, dependendo o respectivo ingresso de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou o mesmo tempo em efetivo exercício em cargo de natureza policial e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação. Não vislumbro o vício. A norma confere efetividade aos arts. 39, § 4..., e 144, § 9..., da Constituição Federal, mediante os quais instituído o regime de estipêndio na forma de subsídio inclusive para os servidores policiais: Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. [...] § 4... O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – polícia federal; II – polícia rodoviária federal; III – polícia ferroviária federal; IV – polícias civis; V – polícias militares e corpos de bombeiros militares. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 29 Voto - MIN. NUNES MARQUES ADI 5528 / TO VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. [...] § 9... A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4... do art. 39. Logo, o preceito questionado não traduz, como sugere o requerente, implicações na persecução penal, na atuação do Ministério Público ou na definição constitucional da função policial. Do exposto, conheço parcialmente desta ação direta e, nessa extensão, julgo procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Supremo Tribunal Federal ADI 5528 / TO VI – polícias penais federal, estaduais e distrital. [...] § 9... A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4... do art. 39. Logo, o preceito questionado não traduz, como sugere o requerente, implicações na persecução penal, na atuação do Ministério Público ou na definição constitucional da função policial. Do exposto, conheço parcialmente desta ação direta e, nessa extensão, julgo procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF69-273E-3663-CD14 e senha 6987-094A-34D0-FFFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 29 Extrato de Ata - 22/11/2022 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgou procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8614-B66B-7746-7A1A e senha A8DF-D5C3-4776-0F9D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.528 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. NUNES MARQUES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, nessa extensão, julgou procedente, em parte, o pedido nela formulado, para declarar a inconstitucionalidade, sob o ângulo formal, do art. 116, § 1..., nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, e § 5..., no texto conferido pela Emenda de n. 26/2014, bem como, no campo material, da expressão “de natureza jurídica, essenciais e” contida no art. 116, § 1..., da Constituição do Estado do Tocantins, nas redações dadas pelas Emendas de n. 37/2019 e 26/2014, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8614-B66B-7746-7A1A e senha A8DF-D5C3-4776-0F9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 528", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 528", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 882", "ADI 5528 / TO", "ADI 882", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 .", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 4 . 142", "ADI 3 . 848", "ADI 5 . 087", "ADI 584", "ADI 4 . 154", "ADI 5528 / TO", "ADI 4 . 142", "ADI 3 . 848", "ADI 5 . 087", "ADI 584", "ADI 4 . 154", "ADI 5528", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 3 . 062", "ADI 5 . 075", "ADIs 5 . 520", "5", ".", "536", "ADI 5528 / TO", "ADI 3 . 062", "ADI 5 . 075", "ADIs 5 . 520", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "EMENDA CONSTITUCIONAL 61 / 2012", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 296 MC", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 296 MC", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 536", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 536", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 882", "ADI 5528 / TO", "ADI 882", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADIs 5 . 520", "5", ".", "522", "5", ".", "536", "ADI 5528 / TO", "ADIs 5 . 520", "522", "536", "EMENDA", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 520", "ADI 5520", "ADI 882", "ADI 5 . 522", "EMENDA CONSTITUCIONAL 82 / 2013", "ADI 5528 / TO LEGISLATIVO", "ADI 5 . 520", "ADI 5520", "ADI 882 .", "ADI 5 . 522", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 536", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 536", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 522", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 522", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 522", "ADI 5528 / TO", "ADI 5 . 522", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "ADI 5528 / TO", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5 . 528" ], "LEGISLACAO": [ "EMENDA N . 26 / 2014", "EMENDA CONSTITUCIONAL N . 37 / 2019", "ART . 144 , § 9 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Emenda Constitucional n . 26 / 2014", "Emenda de n . 37 / 2019", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição de 1988", "Constituição Federal", "Emendas Constitucionais n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 144 , § 6 . . . , da", "Constituição de 1988", "Constituição Federal", "Emendas Constitucionais n . 37 / 2019", "/", "Emenda de n . 26 / 2014", "art .", "Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas", "de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "Emenda de n . 26 / 2014", "art", "Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Medida Provisória n 2", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda de n . 26", "artigo 116 da Constituição do Estado do Tocantins", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda de n . 26", "Constituição do Estado de Tocantins", "artigo 116 da Constituição do Estado do Tocantins", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 116 da Constituição do Estado do Tocantins", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 116 da Constituição do Estado do Tocantins", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , caput ; 61 , § 1 . . . , II , “ c ” ; 129 , I , VII e VIII ; e 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , caput ; 61 , § 1 . . . , II , “ c ” ; 129 , I , VII e VIII ; e 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 241 da Constituição Federal", "Emenda de n . 19 / 2008", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 241 da Constituição Federal", "Emenda de n . 19 / 2008", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda de n . 26 / 2014", "Constituição do Estado do Tocantins", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda de n . 26 / 2014", "Constituição do Estado do Tocantins", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional estadual n . 37 / 2019", "art . 116 da Constituição do Estado do Tocantins", "arts . 39 , § 4 . . . , e 144 , § 9 . . . , da Carta de 1988", "Emenda n . 26 / 2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "art . 116 da Constituição estadual", "Emenda de n . 26 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional estadual n . 37 / 2019", "art . 116 da Constituição do Estado do Tocantins", "arts . 39 , § 4 . . . , e 144 , § 9 . . . , da Carta de 1988", "Emenda n . 26 / 2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Emenda de n . 26 / 2014", "Carta do Estado do Tocantins", "Emenda de n . 37 / 2019", "art . 116 da Constituição do Estado do Tocantins", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Emenda de n . 26 / 2014", "Carta do Estado do Tocantins", "Emenda de n . 37 / 2019", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda de n . 37 / 2019", "art . 116 da Constituição do Tocantins", "Constituição Federal de 1988 , art . 25", "Texto", "Constitucional", "Constituição Federal de 1988 , art . 2 .", "Constituição Federal de 1988 , art . 1 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda de n", "art . 116 da Constituição do Tocantins", "Constituição Federal de 1988 , art . 25 ,", "ADCT , art . 11", "Texto Constitucional", "Constituição Federal de 1988 , art . 2 . . .", "Constituição Federal de 1988 , art . 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB", "/", "1988 , art . 61 , § 1 . . . , II ,", "EC n 86 / 2013", "Emenda Constitucional n . 26 / 2014", "de n . 37 / 2019", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB", "/", "1988 , art . 61 , § 1 . . . , II , “ c ” e", "EC n 86 / 2013", "Emenda Constitucional n . 26 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL 61 / 2012", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . . .", "Emenda Constitucional 61 / 2012", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988 , ART . 61 , § 1 . . . , II , “ C ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . . .", "Emenda Constitucional 61 / 2012", "art", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "EMENDA CONSTITUCIONAL 82 / 2013", "Constituição Federal de 1988 , ART . 61 , § 1 . . . , II , “ C ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . . .", "Emenda Constitucional 82 / 2013", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . .", "Emenda Constitucional 82 / 2013", "art .", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "Carta de 1988", "Constituição Cidadã", "Texto", "Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "Carta de 1988", "Constituição Cidadã", "Texto", "Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Complementar n . 20 / 1992", "LEI COMPLEMENTAR 20 / 1992", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Complementar n . 20 / 1992", "LEI COMPLEMENTAR 20 / 1992", "artigo , 144 , § 6 . . . , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , I , Constituição Federal de 1988", "Lei", ". . . , I , II , III , “ a ” e “ b ” , Constituição Federal de 1988", "Carta da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 134 , §", "Lei Maior", "Constituição Federal de 1988 , art . 95", "Constituição Federal de 1988 , art . 127 , § 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , I , Constituição Federal de 1988", "Lei Fundamental", "artigo 40 , § 1 . . . , I , II , III , “ a ” e “ b ” , Constituição Federal de 1988", "Carta da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 134 , § 2 . . .", "Lei Maior", "Constituição Federal de 1988 , art . 95", "Constituição Federal de 1988 , art . 127 , § 1 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 134 , § 4 . . .", "Constituições", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "EMENDA CONSTITUCIONAL 61 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 134 , § 4 . .", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . . .", "Emenda Constitucional 61 / 2012", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional n 35 / 2012", "Constituição do Estado de São Paulo", "arts . 37 , 129 e 144 da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , ART . 61 , § 1 . . . , II ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . . .", "Emenda Constitucional 61 / 2012 de Santa Catarina", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Emenda Constitucional n 35 / 2012 à", "Constituição do Estado de São Paulo", "art . 140 da Constituição", "arts . 37 , 129 e 144 da Constituição Federal", "EMENDA CONSTITUCIONAL 82 / 2013", "Constituição Federal de 1988 , ART . 61 , § 1 . . . , II ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . .", "Emenda Constitucional 82 / 2013", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 144 , § 6 . . .", "Emenda Constitucional 82 / 2013", "art . 61 , § 1 . . . , II , “ c ”", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "art . 144 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "art . 116 da Constituição do Tocantins", "Emenda de n . 26 / 2014", "Lei Maior", "Proposta de Emenda Constitucional n . 293 / 2008", "art . 144 da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "art . 116 da Constituição do Tocantins", "Emenda de n . 26 / 2014", "Lei Maior", "Proposta de Emenda Constitucional n . 293 / 2008", "art . 144 da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 140 , § § 4 . . . e 5 . . . , da Constituição do Estado de São Paulo", "Emenda de n . 35 / 2012", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "art . 140 , § § 4 . . . e 5 . . . , da", "Constituição do Estado de São Paulo", "Emenda de n . 35 / 2012", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 39 , § 4 . . . , e 144 , § 9 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2", "arts . 39 , § 4 . . . , e 144 , § 9 . . . , da Constituição Federal", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas", "de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "/", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Emenda de n . 26 / 2014", "art . 116 , § 1 . . . , da Constituição do Estado do Tocantins", "Emendas", "de n . 37 / 2019", "26", "/", "2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO TOCANTINS", "Estado do Tocantins", "Brasília", "Brasília", "Estado de Rondônia", "Estado de Rondônia", "Estado do Tocantins", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Santa Catarina", "ESTADO DO AMAZONAS", "Amazonas", "Amazonas", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Estado de Mato Grosso", "Estado de Mato Grosso", "Estados de Santa Catarina", "São Paulo", "Amazonas", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Santa Catarina", "São Paulo", "Amazonas", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Santa Catarina", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "Amazonas" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS", "FENAPEF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS", "FENAPEF", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS", "FENAPEF", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior da Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior da Polícia Civil", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Ordem dos Advogados do Brasil", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ordem dos Advogados do Brasil", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Assembleia Legislativa do Tocantins", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Assembleia Legislativa do Tocantins", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "União", "Ordem dos Advogados do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "União", "Ordem dos Advogados do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior da Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior da Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Assembleia Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Assembleia Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Civil", "Defensorias Públicas da", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Defensorias Públicas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Exército", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Polícia Civil", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Polícia Civil", "Polícia Judiciária Civil", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Ministério Público", "Defensoria Pública", "Judiciário", "Parquet", "Defensoria", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Ministério Público", "Defensoria Pública", "Parquet", "Defensoria", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Civil do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Civil do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Civil", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Civil", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ordem dos Advogados do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ordem dos Advogados do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ordem dos Advogados do Brasil", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ordem dos Advogados do Brasil", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS", "FEDERAÇÃO", "FENAPEF", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE TOCANTINS", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS", "FENAPEF", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "NUNES MARQUES", "ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA", "NUNES MARQUES", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "NUNES MARQUES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "NUNES MARQUES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "NUNES MARQUES", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "NUNES MARQUES", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Nunes Marques", "André Mendonça", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "NUNES MARQUES", "ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Nunes Marques", "André Mendonça", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "2014", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "26 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "26 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de abril de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de abril de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2020", "6 de março de 2015", "13 de novembro de 2014", "9 de abril de 2014", "18 de junho de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de fevereiro de 2020", "6 de março de 2015", "13 de novembro de 2014", "9 de abril de 2014", "18 de junho de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "20 e 26 de setembro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de setembro de 2015", "20", "e", "26 de setembro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de abril de 2004", "18 de junho de 1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de abril de 2004", "18 de junho de 1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de setembro de 2019", "7 de março de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de setembro de 2019", "7 de março de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de setembro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de setembro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "2014", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) :JOELSON DIAS ADV.(A/S) :CAMILA KIPPER AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS BOSCHI ADV.(A/S) :RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI ADV.(A/S) :JOELSON DIAS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Crimes contra a ordem tributária. 3. Alegada fragilidade das provas que lastrearam a condenação. Autoria e materialidade. Revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência da Súmula 279 desta Corte. 4 Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43C7-0F67-F592-9E77 e senha 8B3A-CBE6-8AE8-DC1F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) :JOELSON DIAS ADV.(A/S) :CAMILA KIPPER AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS BOSCHI ADV.(A/S) :RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI ADV.(A/S) :JOELSON DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 37) Nas razões recursais, a defesa reitera os mesmos argumentos suscitados no recurso extraordinário e enfatiza a fragilidade das provas que lastrearam a condenação. (eDOC 41) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-2441-FEEF-01CB e senha D84E-6919-ED19-9301 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) :JOELSON DIAS ADV.(A/S) :CAMILA KIPPER AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS BOSCHI ADV.(A/S) :RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI ADV.(A/S) :JOELSON DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 37) Nas razões recursais, a defesa reitera os mesmos argumentos suscitados no recurso extraordinário e enfatiza a fragilidade das provas que lastrearam a condenação. (eDOC 41) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-2441-FEEF-01CB e senha D84E-6919-ED19-9301 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que estariam suficientemente comprovadas a autoria e a materialidade do delito, de modo manter a condenação do réu. Assim, para se entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal Eleitoral. 3. Corrupção eleitoral e formação de quadrilha. 4. Suposta violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição, ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Ofensa aos dispositivos apontados, caso existente, ocorreria de forma reflexa. Precedentes. 5. Autoria e materialidade. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Dosimetria da pena. Ausência de ilegalidade. A jurisprudência desta Suprema Corte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que estariam suficientemente comprovadas a autoria e a materialidade do delito, de modo manter a condenação do réu. Assim, para se entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal Eleitoral. 3. Corrupção eleitoral e formação de quadrilha. 4. Suposta violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição, ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Ofensa aos dispositivos apontados, caso existente, ocorreria de forma reflexa. Precedentes. 5. Autoria e materialidade. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Dosimetria da pena. Ausência de ilegalidade. A jurisprudência desta Suprema Corte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1151436 AGR-SEGUNDO / RS entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos tribunais superiores, no exame da dosimetria das penas, em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional, o que não vislumbro no caso em deslinde. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 938.357/AL, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 14.6.2016) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Supremo Tribunal Federal ARE 1151436 AGR-SEGUNDO / RS entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos tribunais superiores, no exame da dosimetria das penas, em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional, o que não vislumbro no caso em deslinde. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 938.357/AL, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 14.6.2016) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) ADV.(A/S) : CAMILA KIPPER (87355/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI (54617/RS) ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS BOSCHI (0051026/RS) ADV.(A/S) : RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI (62699/RS) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40DC-0433-81D1-7B72 e senha 2006-CCA3-E1D3-193C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) ADV.(A/S) : CAMILA KIPPER (87355/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI (54617/RS) ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS BOSCHI (0051026/RS) ADV.(A/S) : RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI (62699/RS) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40DC-0433-81D1-7B72 e senha 2006-CCA3-E1D3-193C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749610012
2019-04-05T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Crimes contra a ordem tributária. 3. Alegada fragilidade das provas que lastrearam a condenação. Autoria e materialidade. Revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência da Súmula 279 desta Corte. 4 Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur402188
- Acórdão(s) citado(s): (AUTORIA, MATERIALIDADE, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 938357 AgR (2ªT). (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 135001 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 09/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1151436
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 1151436 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) : JOELSON DIAS ADV.(A/S) : CAMILA KIPPER AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS BOSCHI ADV.(A/S) : RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI ADV.(A/S) : JOELSON DIAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) :JOELSON DIAS ADV.(A/S) :CAMILA KIPPER AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS BOSCHI ADV.(A/S) :RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI ADV.(A/S) :JOELSON DIAS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Crimes contra a ordem tributária. 3. Alegada fragilidade das provas que lastrearam a condenação. Autoria e materialidade. Revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência da Súmula 279 desta Corte. 4 Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 4 de Abril de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43C7-0F67-F592-9E77 e senha 8B3A-CBE6-8AE8-DC1F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) :JOELSON DIAS ADV.(A/S) :CAMILA KIPPER AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS BOSCHI ADV.(A/S) :RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI ADV.(A/S) :JOELSON DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 37) Nas razões recursais, a defesa reitera os mesmos argumentos suscitados no recurso extraordinário e enfatiza a fragilidade das provas que lastrearam a condenação. (eDOC 41) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-2441-FEEF-01CB e senha D84E-6919-ED19-9301 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) :JOELSON DIAS ADV.(A/S) :CAMILA KIPPER AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS BOSCHI ADV.(A/S) :RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI ADV.(A/S) :JOELSON DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 37) Nas razões recursais, a defesa reitera os mesmos argumentos suscitados no recurso extraordinário e enfatiza a fragilidade das provas que lastrearam a condenação. (eDOC 41) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-2441-FEEF-01CB e senha D84E-6919-ED19-9301 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que estariam suficientemente comprovadas a autoria e a materialidade do delito, de modo manter a condenação do réu. Assim, para se entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal Eleitoral. 3. Corrupção eleitoral e formação de quadrilha. 4. Suposta violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição, ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Ofensa aos dispositivos apontados, caso existente, ocorreria de forma reflexa. Precedentes. 5. Autoria e materialidade. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Dosimetria da pena. Ausência de ilegalidade. A jurisprudência desta Suprema Corte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que estariam suficientemente comprovadas a autoria e a materialidade do delito, de modo manter a condenação do réu. Assim, para se entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal Eleitoral. 3. Corrupção eleitoral e formação de quadrilha. 4. Suposta violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição, ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Ofensa aos dispositivos apontados, caso existente, ocorreria de forma reflexa. Precedentes. 5. Autoria e materialidade. Necessidade de revolvimento do acervo fático- probatório. Incidência da Súmula 279. 6. Dosimetria da pena. Ausência de ilegalidade. A jurisprudência desta Suprema Corte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1151436 AGR-SEGUNDO / RS entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos tribunais superiores, no exame da dosimetria das penas, em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional, o que não vislumbro no caso em deslinde. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 938.357/AL, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 14.6.2016) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Supremo Tribunal Federal ARE 1151436 AGR-SEGUNDO / RS entende que a dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Aos tribunais superiores, no exame da dosimetria das penas, em grau recursal, compete somente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais decisões teratológicas e arbitrárias, que violem frontalmente dispositivo constitucional, o que não vislumbro no caso em deslinde. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 938.357/AL, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 14.6.2016) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo. 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017). Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CBE-FA3A-6A29-60F7 e senha 3B98-1A64-86D9-05EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) ADV.(A/S) : CAMILA KIPPER (87355/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI (54617/RS) ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS BOSCHI (0051026/RS) ADV.(A/S) : RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI (62699/RS) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40DC-0433-81D1-7B72 e senha 2006-CCA3-E1D3-193C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.151.436 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : RENO LUIZ SCHUH ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) ADV.(A/S) : CAMILA KIPPER (87355/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCO ANTONIO BORBA ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI (54617/RS) ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS BOSCHI (0051026/RS) ADV.(A/S) : RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI (62699/RS) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (DF010441/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 40DC-0433-81D1-7B72 e senha 2006-CCA3-E1D3-193C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 151 . 436", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 938 . 357 / AL", "HC", "-", "AgR 135 . 001 / MS", "ARE 1151436 AGR - SEGUNDO / RS", "ARE", "-", "AgR 938 . 357 / AL", "HC", "-", "AgR 135 . 001 / MS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "2", ".", ".", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RENO LUIZ SCHUH", "JOELSON DIAS", "CAMILA KIPPER", "MARCO ANTONIO BORBA", "JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI", "MARCUS VINICIUS BOSCHI", "RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI", "JOELSON DIAS", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RENO LUIZ SCHUH", "JOELSON DIAS", "CAMILA KIPPER", "MARCO ANTONIO BORBA", "JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI", "MARCUS VINICIUS BOSCHI", "RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI", "JOELSON DIAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RENO LUIZ SCHUH", "JOELSON DIAS", "CAMILA KIPPER", "MARCO ANTONIO BORBA", "JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI", "MARCUS VINICIUS BOSCHI", "RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI", "JOELSON DIAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "GILMAR MENDES", "RENO LUIZ SCHUH", "JOELSON DIAS", "CAMILA KIPPER", "MARCO ANTONIO BORBA", "JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI", "MARCUS VINICIUS BOSCHI", "RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI", "JOELSON DIAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "RENO LUIZ SCHUH", "JOELSON DIAS", "CAMILA KIPPER", "MARCO ANTONIO BORBA", "JOSE ANTONIO PAGANELLA BOSCHI", "MARCUS VINICIUS BOSCHI", "RAQUEL SOUZA DA LUZ BOSCHI", "JOELSON DIAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de março", "4 de Abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2016", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2016", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. Regulamentação da atividade de despachante documentalista. 3. Competência privativa da União para legislar sobre condições para o exercício da profissão de despachante. Art. 22, inciso XVI, da Constituição Federal. 4. Precedentes do STF. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade Lei estadual 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer da ação direta e julgar procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 11 a 21 de novembro de 2022. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4E5-D354-026E-9A15 e senha 3426-2DFE-3FB3-30B7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Procuradoria-Geral da República – PGR, em face da Lei 10.161, de 21.2.2017, do Estado do Rio Grande do Norte, que “dispõe sobre a atividade de despachante documentalista e dá outras providências”. A despeito da extensão textual dos dispositivos questionados, convém transcrevê-los, a fim de possibilitar uma visão transversal e exauriente da matéria, verbis: Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte “Art. 1º. O despachante documentalista é a pessoa física, habilitada e devidamente inscrita junto ao Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN, para exercer as seguintes atividades: I – trâmite de documentos de veículos automotores, impostos sobre a propriedade, taxas, multas e emolumentos incidentes sobre serviço de trânsito e transporte; II – revalidação e segundas vias da CNH – Carteira Nacional de Habilitação; Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Procuradoria-Geral da República – PGR, em face da Lei 10.161, de 21.2.2017, do Estado do Rio Grande do Norte, que “dispõe sobre a atividade de despachante documentalista e dá outras providências”. A despeito da extensão textual dos dispositivos questionados, convém transcrevê-los, a fim de possibilitar uma visão transversal e exauriente da matéria, verbis: Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte “Art. 1º. O despachante documentalista é a pessoa física, habilitada e devidamente inscrita junto ao Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN, para exercer as seguintes atividades: I – trâmite de documentos de veículos automotores, impostos sobre a propriedade, taxas, multas e emolumentos incidentes sobre serviço de trânsito e transporte; II – revalidação e segundas vias da CNH – Carteira Nacional de Habilitação; Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório ADI 6740 / RN III – atestados de qualquer natureza; IV – registro e porte de armas; V – obtenção de documentos e certidões perante órgãos públicos federais, estaduais e municipais. § 1º. O despachante documentalista, mediante anuência e independentemente de mandato, representará seus clientes perante os órgãos públicos, para a prática dos atos listados nos incisos deste artigo. § 2º. O despachante documentalista, na organização de sua atividade, deve se registrar perante a Junta Comercial do Estado como empresário ou como empresa individual, e a contratação de auxiliares e de prepostos para a prestação de serviços de escritório no interesse do exercício de sua atividade se regerão pelas disposições da legislação trabalhista. Art. 2º. O exercício da atividade de despachante documentalista e sua denominação são privativos dos inscritos no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN. Art. 3º. O despachante documentalista responderá, no exercício de sua atividade, por eventuais prejuízos causados a seus clientes, seja por ação ou omissão. Art. 4º. A atuação do despachante documentalista será no âmbito do município em que estiver registrado, podendo, entretanto, desde que em continuidade a seus serviços, atuar em municípios diversos. Art. 5º. São direitos dos despachantes documentalistas: I – exercer com liberdade a atividade em todo o Estado, subordinado às normas de seu órgão fiscalizador e em conformidade com o disposto no artigo 4º da presente Lei; II – ter respeitada, em nome do sigilo profissional e da liberdade de defesa, a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho; III – ser desagravado publicamente, pelo órgão de classe, quando ofendido ou agravado no exercício de sua atividade; IV – ter livre acesso a qualquer repartição pública para o exercício de sua atividade, dentro do expediente e horários 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN III – atestados de qualquer natureza; IV – registro e porte de armas; V – obtenção de documentos e certidões perante órgãos públicos federais, estaduais e municipais. § 1º. O despachante documentalista, mediante anuência e independentemente de mandato, representará seus clientes perante os órgãos públicos, para a prática dos atos listados nos incisos deste artigo. § 2º. O despachante documentalista, na organização de sua atividade, deve se registrar perante a Junta Comercial do Estado como empresário ou como empresa individual, e a contratação de auxiliares e de prepostos para a prestação de serviços de escritório no interesse do exercício de sua atividade se regerão pelas disposições da legislação trabalhista. Art. 2º. O exercício da atividade de despachante documentalista e sua denominação são privativos dos inscritos no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN. Art. 3º. O despachante documentalista responderá, no exercício de sua atividade, por eventuais prejuízos causados a seus clientes, seja por ação ou omissão. Art. 4º. A atuação do despachante documentalista será no âmbito do município em que estiver registrado, podendo, entretanto, desde que em continuidade a seus serviços, atuar em municípios diversos. Art. 5º. São direitos dos despachantes documentalistas: I – exercer com liberdade a atividade em todo o Estado, subordinado às normas de seu órgão fiscalizador e em conformidade com o disposto no artigo 4º da presente Lei; II – ter respeitada, em nome do sigilo profissional e da liberdade de defesa, a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho; III – ser desagravado publicamente, pelo órgão de classe, quando ofendido ou agravado no exercício de sua atividade; IV – ter livre acesso a qualquer repartição pública para o exercício de sua atividade, dentro do expediente e horários 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ADI 6740 / RN normais de funcionamento do órgão, obedecendo as normas de cada local; V – usar credenciais, símbolos e insígnias privativos de sua atividade, visando sua identificação como despachante documentalista; VI – não ser punido pelo órgão de classe sem prévia sindicância, assegurado o direito a ampla defesa. Art. 6º. São deveres dos despachantes documentalistas: I – ser inscrito no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN para o exercício de sua atividade; II – tratar colegas, servidores e o público em geral com urbanidade; III – fiscalizar a atuação de seus subordinados; IV – desempenhar com zelo e presteza os negócios a ser encargo; V – prestar contas a seus clientes; VI – expor em local visível em seu escritório ou local de trabalho, o título de habilitação de despachante documentalista; VII – fazer constar obrigatoriamente em documentos, papéis timbrados, propaganda e publicidade o nome do escritório e o número de registro profissional; VIII – preservar o sigilo profissional; IX – denunciar ao órgão de classe e às autoridades competentes, a prática do exercício ilegal da atividade. Art. 7º. São requisitos para a inscrição do despachante documentalista: I – ser brasileiro, maior e ter capacidade civil; II – possuir certificado de conclusão de curso de formação de despachante documentalista, obtido perante instituição autorizada pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN; III – ser eleito, estar quite com a Justiça Eleitoral e estar em dia com as obrigações do serviço militar; IV – ter concluído no mínimo o ensino médio, a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN normais de funcionamento do órgão, obedecendo as normas de cada local; V – usar credenciais, símbolos e insígnias privativos de sua atividade, visando sua identificação como despachante documentalista; VI – não ser punido pelo órgão de classe sem prévia sindicância, assegurado o direito a ampla defesa. Art. 6º. São deveres dos despachantes documentalistas: I – ser inscrito no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN para o exercício de sua atividade; II – tratar colegas, servidores e o público em geral com urbanidade; III – fiscalizar a atuação de seus subordinados; IV – desempenhar com zelo e presteza os negócios a ser encargo; V – prestar contas a seus clientes; VI – expor em local visível em seu escritório ou local de trabalho, o título de habilitação de despachante documentalista; VII – fazer constar obrigatoriamente em documentos, papéis timbrados, propaganda e publicidade o nome do escritório e o número de registro profissional; VIII – preservar o sigilo profissional; IX – denunciar ao órgão de classe e às autoridades competentes, a prática do exercício ilegal da atividade. Art. 7º. São requisitos para a inscrição do despachante documentalista: I – ser brasileiro, maior e ter capacidade civil; II – possuir certificado de conclusão de curso de formação de despachante documentalista, obtido perante instituição autorizada pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN; III – ser eleito, estar quite com a Justiça Eleitoral e estar em dia com as obrigações do serviço militar; IV – ter concluído no mínimo o ensino médio, a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ADI 6740 / RN comprovado mediante a apresentação de certificado expedido por instituição de ensino devidamente autorizada a funcionar pelos órgãos estaduais competentes; V – não possuir antecedentes criminais e cíveis que desabonem a sua conduta ou idoneidade. Art. 8º. Cancela-se a inscrição do despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter definitivo, profissão incompatível com a atividade; III – sofrer pena de exclusão; IV – perder qualquer dos requisitos para o exercício da atividade; V – falecer. Art. 9º. Licencia-se o despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter temporário, profissão incompatível com a atividade. Art. 10. As penas disciplinares aplicadas aos despachantes documentalistas são: I – advertência; II – censura reservada; III – censura pública; IV – multa; V – suspensão do exercício da atividade; VI – exclusão. Art. 11. O registro e a credencial de identificação dos despachantes documentalistas serão emitidos pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN e serão obrigatórios para o exercício da atividade. Art. 12. Os despachantes documentalistas que já exercem a atividade até a data da publicação desta Lei estão dispensados do curso de formação previsto no Art. 7º, inciso II, desta Lei, devendo apresentar, perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN comprovado mediante a apresentação de certificado expedido por instituição de ensino devidamente autorizada a funcionar pelos órgãos estaduais competentes; V – não possuir antecedentes criminais e cíveis que desabonem a sua conduta ou idoneidade. Art. 8º. Cancela-se a inscrição do despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter definitivo, profissão incompatível com a atividade; III – sofrer pena de exclusão; IV – perder qualquer dos requisitos para o exercício da atividade; V – falecer. Art. 9º. Licencia-se o despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter temporário, profissão incompatível com a atividade. Art. 10. As penas disciplinares aplicadas aos despachantes documentalistas são: I – advertência; II – censura reservada; III – censura pública; IV – multa; V – suspensão do exercício da atividade; VI – exclusão. Art. 11. O registro e a credencial de identificação dos despachantes documentalistas serão emitidos pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN e serão obrigatórios para o exercício da atividade. Art. 12. Os despachantes documentalistas que já exercem a atividade até a data da publicação desta Lei estão dispensados do curso de formação previsto no Art. 7º, inciso II, desta Lei, devendo apresentar, perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ADI 6740 / RN Norte – CRDD/RN, a documentação comprobatória do exercício da atividade em período anterior a essa data. Parágrafo único. O prazo para a regularização da atividade perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN é de 120 (cento e vinte) dias, contados a partir da vigência da presente Lei. Art. 13. O Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN será instalado em Assembleia convocada pelos profissionais que já atuam na atividade de despachante documentalista, atendidas as normas da legislação federal e do Estatuto e do Regimento Interno do Conselho Federal dos Despachantes Documentalistas do Brasil – CFDD/BR. Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.” A Procuradoria-Geral da República aduz, originalmente, que a disciplina normativa acima transcrita ofenderia a competência privativa da União, disposta no art. 22, I, XI e XVI, da Constituição Federal, ao regulamentar a profissão de despachante documentalista. Assevera que a ofensa à competência da União deu-se com a fixação das atribuições a serem desempenhadas (art. 1º), com o estabelecimento dos requisitos para a habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1º, §2º, 2º, 7º e 11), das responsabilidades (art. 3º), das vedações (art. 4º), dos direitos e prerrogativas (arts. 5º e 9º), deveres e penalidades (arts. 6º, 8º e 10), questões que somente poderiam ser dispostas em Lei federal. Por fim, diz que o STF já se manifestou pela inconstitucionalidade de leis estaduais que regulamentam a prossifão de despachante. Afirma, ainda, que tramita, na Câmara dos Deputados, o PL 2.002/2019, que dispõe sobre a profissão de despachante e que, enquanto não for editada tal norma, incumbe ao Conselho Federal dos Despachantes do Brasil fiscalizar o exercício da profissão. O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, prestando as informações solicitadas, alega que o processo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN Norte – CRDD/RN, a documentação comprobatória do exercício da atividade em período anterior a essa data. Parágrafo único. O prazo para a regularização da atividade perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN é de 120 (cento e vinte) dias, contados a partir da vigência da presente Lei. Art. 13. O Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN será instalado em Assembleia convocada pelos profissionais que já atuam na atividade de despachante documentalista, atendidas as normas da legislação federal e do Estatuto e do Regimento Interno do Conselho Federal dos Despachantes Documentalistas do Brasil – CFDD/BR. Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.” A Procuradoria-Geral da República aduz, originalmente, que a disciplina normativa acima transcrita ofenderia a competência privativa da União, disposta no art. 22, I, XI e XVI, da Constituição Federal, ao regulamentar a profissão de despachante documentalista. Assevera que a ofensa à competência da União deu-se com a fixação das atribuições a serem desempenhadas (art. 1º), com o estabelecimento dos requisitos para a habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1º, §2º, 2º, 7º e 11), das responsabilidades (art. 3º), das vedações (art. 4º), dos direitos e prerrogativas (arts. 5º e 9º), deveres e penalidades (arts. 6º, 8º e 10), questões que somente poderiam ser dispostas em Lei federal. Por fim, diz que o STF já se manifestou pela inconstitucionalidade de leis estaduais que regulamentam a prossifão de despachante. Afirma, ainda, que tramita, na Câmara dos Deputados, o PL 2.002/2019, que dispõe sobre a profissão de despachante e que, enquanto não for editada tal norma, incumbe ao Conselho Federal dos Despachantes do Brasil fiscalizar o exercício da profissão. O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, prestando as informações solicitadas, alega que o processo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ADI 6740 / RN legislativo seguiu o trâmite constitucional corretamente, não havendo que se falar em irregularidade procedimental. (eDOC 13) A Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, em informações, defende a constitucionalidade da norma questionada. (eDOC 18) A Advocacia-Geral da União manifesta-se pela procedência da presente ação. A Procuradoria-Geral da República reitera as razões já lançadas na petição inicial. (eDOC 24) É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN legislativo seguiu o trâmite constitucional corretamente, não havendo que se falar em irregularidade procedimental. (eDOC 13) A Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, em informações, defende a constitucionalidade da norma questionada. (eDOC 18) A Advocacia-Geral da União manifesta-se pela procedência da presente ação. A Procuradoria-Geral da República reitera as razões já lançadas na petição inicial. (eDOC 24) É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão posta em debate nesta ação direta cinge-se a saber se a Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ofende a competência privativa União para legislar sobre o exercício da profissão de despachante documentalista. Após detida análise dos autos, entendo ser procedente a presente ação direta de inconstitucionalidade. A Constituição estabelece as atribuições e responsabilidades de cada ente da federação com o objetivo de evitar eventuais sobreposições de atribuições e edições de normas conflitantes e contraditórias. Desse modo, verifica-se que a disciplina legal dos temas relacionados a regulamentação das condições de exercício de profissões deve ser estabelecida pela União. O artigo 22, incisos I, XI e XVI, da Lei Maior dispõe o seguinte: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) XI - trânsito e transporte;(...) XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; (...)” Com efeito, da análise da Lei 10.161/2017, do estado do Rio Grande do Norte, observa-se que, embora possa ter sido editada com o objetivo de determinar as regras de caráter administrativo sobre a atuação dos despachantes junto aos órgãos de trânsito, acabou por regulamentar a atividade profissional do despachante, invadindo a competência privativa da União (art. 22, XVI, da Constituição Federal), ao fixar as atribuições a serem desempenhadas (art. 1º), estabelecer os requisitos para a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão posta em debate nesta ação direta cinge-se a saber se a Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ofende a competência privativa União para legislar sobre o exercício da profissão de despachante documentalista. Após detida análise dos autos, entendo ser procedente a presente ação direta de inconstitucionalidade. A Constituição estabelece as atribuições e responsabilidades de cada ente da federação com o objetivo de evitar eventuais sobreposições de atribuições e edições de normas conflitantes e contraditórias. Desse modo, verifica-se que a disciplina legal dos temas relacionados a regulamentação das condições de exercício de profissões deve ser estabelecida pela União. O artigo 22, incisos I, XI e XVI, da Lei Maior dispõe o seguinte: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) XI - trânsito e transporte;(...) XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; (...)” Com efeito, da análise da Lei 10.161/2017, do estado do Rio Grande do Norte, observa-se que, embora possa ter sido editada com o objetivo de determinar as regras de caráter administrativo sobre a atuação dos despachantes junto aos órgãos de trânsito, acabou por regulamentar a atividade profissional do despachante, invadindo a competência privativa da União (art. 22, XVI, da Constituição Federal), ao fixar as atribuições a serem desempenhadas (art. 1º), estabelecer os requisitos para a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1º, §2º, 2º, 7º e 11), as responsabilidades (art. 3º), as vedações (art. 4º) e definir os direitos e prerrogativas (arts. 5º e 9º), os deveres e as penalidades (arts. 6º, 8º e 10). A validade de normas estaduais que regulamentam atividades profissionais, inclusive referentes à atividade profissional em questão, já foi apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência consolidou-se no sentido de reconhecer a competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Nesse sentido, cito as ADIs 4.387 e 6.742, que declararam a inconstitucionalidade de normas e decretos estaduais análogos, em razão da impossibilidade de estabelecimento de requisitos ou condições diferenciadas para o exercício de idêntica atividade profissional entre os entes federados, bem como da competência da União para legislar e editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Vejam-se as ementas dos julgados: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 8.107, de 27 de outubro de 1992, e Decretos nº 37.420 e nº 37.421, todos do Estado de São Paulo. Regulamentação da atividade de despachante perante os órgãos da Administração Pública estadual. Competência legislativa privativa da União (art. 22, I e XVI, da CF/88). Ratificação da cautelar. Ação julgada procedente. 1. A Lei estadual nº 8.107/92, a pretexto de prescrever regras de caráter administrativo acerca da atuação dos despachantes junto aos órgãos públicos estaduais, acabou por regulamentar essa atividade, uma vez que estabeleceu os próprios requisitos para seu exercício. Violação da competência legislativa da União, a quem compete privativamente editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Precedentes. A norma de que trata o art. 5º, XIII, da Carta Magna, que assegura ser ‘livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’, deve ter caráter nacional, não se admitindo que haja diferenças entre os entes federados quanto aos requisitos ou condições para o exercício de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1º, §2º, 2º, 7º e 11), as responsabilidades (art. 3º), as vedações (art. 4º) e definir os direitos e prerrogativas (arts. 5º e 9º), os deveres e as penalidades (arts. 6º, 8º e 10). A validade de normas estaduais que regulamentam atividades profissionais, inclusive referentes à atividade profissional em questão, já foi apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência consolidou-se no sentido de reconhecer a competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Nesse sentido, cito as ADIs 4.387 e 6.742, que declararam a inconstitucionalidade de normas e decretos estaduais análogos, em razão da impossibilidade de estabelecimento de requisitos ou condições diferenciadas para o exercício de idêntica atividade profissional entre os entes federados, bem como da competência da União para legislar e editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Vejam-se as ementas dos julgados: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 8.107, de 27 de outubro de 1992, e Decretos nº 37.420 e nº 37.421, todos do Estado de São Paulo. Regulamentação da atividade de despachante perante os órgãos da Administração Pública estadual. Competência legislativa privativa da União (art. 22, I e XVI, da CF/88). Ratificação da cautelar. Ação julgada procedente. 1. A Lei estadual nº 8.107/92, a pretexto de prescrever regras de caráter administrativo acerca da atuação dos despachantes junto aos órgãos públicos estaduais, acabou por regulamentar essa atividade, uma vez que estabeleceu os próprios requisitos para seu exercício. Violação da competência legislativa da União, a quem compete privativamente editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Precedentes. A norma de que trata o art. 5º, XIII, da Carta Magna, que assegura ser ‘livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’, deve ter caráter nacional, não se admitindo que haja diferenças entre os entes federados quanto aos requisitos ou condições para o exercício de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN atividade profissional. 2. O Estado de São Paulo, conforme se verifica nos arts. 7º e 8º da lei impugnada, impôs limites excessivos ao exercício da profissão de despachante no âmbito do Estado, submetendo esses profissionais liberais a regime jurídico assemelhado ao de função delegada da administração pública, afrontando materialmente o disposto no art. 5º, inciso XIII, da Carta Magna. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4.387, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 10.10.2014) (Grifei) “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO. FEDERALISMO E RESPEITO ÀS REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA. LEI 13.206/2014 DO ESTADO DA BAHIA. REGULAÇÃO DA PROFISSÃO DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE TRABALHO E CONDIÇÕES PARA EXERCÍCIO DE PROFISSÃO. PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. 1. As regras de distribuição de competências legislativas são alicerces do federalismo e consagram a fórmula de divisão de centros de poder em um Estado de Direito. Princípio da predominância do interesse. 2. A Constituição Federal de 1988, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos – União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios – e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (CF, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e nos Municípios (CF, arts. 24 e 30, inciso I). 3. A Lei 13.206/2014 do Estado da Bahia, regulamentada pela Portaria 596/2017 do DETRAN/BA, disciplinou a atividade de despachante documentalista no âmbito da Administração Pública estadual, estabelecendo requisitos e condicionantes para o cadastramento e atuação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN atividade profissional. 2. O Estado de São Paulo, conforme se verifica nos arts. 7º e 8º da lei impugnada, impôs limites excessivos ao exercício da profissão de despachante no âmbito do Estado, submetendo esses profissionais liberais a regime jurídico assemelhado ao de função delegada da administração pública, afrontando materialmente o disposto no art. 5º, inciso XIII, da Carta Magna. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4.387, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 10.10.2014) (Grifei) “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO. FEDERALISMO E RESPEITO ÀS REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA. LEI 13.206/2014 DO ESTADO DA BAHIA. REGULAÇÃO DA PROFISSÃO DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE TRABALHO E CONDIÇÕES PARA EXERCÍCIO DE PROFISSÃO. PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. 1. As regras de distribuição de competências legislativas são alicerces do federalismo e consagram a fórmula de divisão de centros de poder em um Estado de Direito. Princípio da predominância do interesse. 2. A Constituição Federal de 1988, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos – União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios – e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (CF, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e nos Municípios (CF, arts. 24 e 30, inciso I). 3. A Lei 13.206/2014 do Estado da Bahia, regulamentada pela Portaria 596/2017 do DETRAN/BA, disciplinou a atividade de despachante documentalista no âmbito da Administração Pública estadual, estabelecendo requisitos e condicionantes para o cadastramento e atuação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN desses profissionais perante o órgão de trânsito local, violando, assim, a competência da União para legislar sobre Direito do Trabalho e condições para exercício de profissão (art. 22, I e XVI, CF). Precedentes. 4. Ação Direta julgada procedente.” (ADI 6.742, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe 24.8.2021) (Grifei) O entendimento em questão foi recentemente reafirmado por esta Corte no julgamento da ADI 5.251 e ADI 5.412. Esta última que, de forma semelhante à presente ação, declarou a inconstitucionalidade da Lei 14.475/2014, do Estado do Rio Grande do Sul, que dispunha sobre a atuação do despachante documentalista de trânsito e estabelecia condições, requisitos, impedimentos e delimitava atribuições e penalidades aos integrantes dessa categoria profissional, por ofensa à competência privativa da União para dispor sobre condições de exercício de profissões, ainda que envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública local. Eis ementa desse julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 14.475/2014, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. DIPLOMA LEGISLATIVO QUE REGULA A ATIVIDADE DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO NAQUELA UNIDADE DA FEDERAÇÃO. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA DISPOR SOBRE CONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DE PROFISSÕES (CF, ART. 22, XVI). PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 1. A Lei gaúcha nº 14.475/2014 disciplina a atuação dos despachantes documentalistas de trânsito, estabelecendo condições, impondo requisitos, fixando impedimentos, delimitando atribuições e cominando penalidades aos integrantes dessa categoria profissional. 2. Compete à União Federal legislar, privativamente, sobre condições para o exercício de profissões (CF, art. 22, XVI), ainda que a atividade envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN desses profissionais perante o órgão de trânsito local, violando, assim, a competência da União para legislar sobre Direito do Trabalho e condições para exercício de profissão (art. 22, I e XVI, CF). Precedentes. 4. Ação Direta julgada procedente.” (ADI 6.742, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe 24.8.2021) (Grifei) O entendimento em questão foi recentemente reafirmado por esta Corte no julgamento da ADI 5.251 e ADI 5.412. Esta última que, de forma semelhante à presente ação, declarou a inconstitucionalidade da Lei 14.475/2014, do Estado do Rio Grande do Sul, que dispunha sobre a atuação do despachante documentalista de trânsito e estabelecia condições, requisitos, impedimentos e delimitava atribuições e penalidades aos integrantes dessa categoria profissional, por ofensa à competência privativa da União para dispor sobre condições de exercício de profissões, ainda que envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública local. Eis ementa desse julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 14.475/2014, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. DIPLOMA LEGISLATIVO QUE REGULA A ATIVIDADE DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO NAQUELA UNIDADE DA FEDERAÇÃO. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA DISPOR SOBRE CONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DE PROFISSÕES (CF, ART. 22, XVI). PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 1. A Lei gaúcha nº 14.475/2014 disciplina a atuação dos despachantes documentalistas de trânsito, estabelecendo condições, impondo requisitos, fixando impedimentos, delimitando atribuições e cominando penalidades aos integrantes dessa categoria profissional. 2. Compete à União Federal legislar, privativamente, sobre condições para o exercício de profissões (CF, art. 22, XVI), ainda que a atividade envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN local. 3. Aos Estados-membros e ao Distrito Federal, em tema de regulamentação das profissões, cabe dispor apenas sobre questões específicas relacionadas aos interesses locais e somente quando houver delegação legislativa da União operada por meio de lei complementar (CF, art. 22, parágrafo único), inexistente na espécie. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 5.412, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJe 27.5.2021) Por oportuno, transcrevo, ainda, trecho do parecer da Advocacia- Geral da União no sentido da inconstitucionalidade da norma impugnada: “Na espécie, observa-se que o legislador estadual, ao editar lei dispondo sobre a atividade de despachante documentalista, culminou por regulamentar a referida profissão no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, em descompasso com a regra constitucional acima referida. Com efeito, a competência para legislar sobre as condições para o exercício de atividades profissionais foi atribuída pelo Constituinte originário à União, de modo que somente por lei federal poder-se-ia disciplinar, validamente, o exercício da profissão em referência. Cabe ressaltar inclusive que a matéria é objeto do Projeto de Lei nº 2.022, de 2019 em tramitação no Congresso Nacional, que ‘regulamenta o exercício da profissão de despachante documentalista’. Dessa forma, constata-se que a legislação estadual disciplina assunto reservado ao domínio normativo da União. Em hipóteses semelhantes, esse Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade de leis estaduais e distritais que versavam sobre condições para o desempenho de atividades profissionais, inclusive em casos nos quais se examinou a compatibilidade com a Carta Federal de atos normativos que haviam regulamentado a profissão de despachante.” (eDOC 21, p. 7) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN local. 3. Aos Estados-membros e ao Distrito Federal, em tema de regulamentação das profissões, cabe dispor apenas sobre questões específicas relacionadas aos interesses locais e somente quando houver delegação legislativa da União operada por meio de lei complementar (CF, art. 22, parágrafo único), inexistente na espécie. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 5.412, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJe 27.5.2021) Por oportuno, transcrevo, ainda, trecho do parecer da Advocacia- Geral da União no sentido da inconstitucionalidade da norma impugnada: “Na espécie, observa-se que o legislador estadual, ao editar lei dispondo sobre a atividade de despachante documentalista, culminou por regulamentar a referida profissão no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, em descompasso com a regra constitucional acima referida. Com efeito, a competência para legislar sobre as condições para o exercício de atividades profissionais foi atribuída pelo Constituinte originário à União, de modo que somente por lei federal poder-se-ia disciplinar, validamente, o exercício da profissão em referência. Cabe ressaltar inclusive que a matéria é objeto do Projeto de Lei nº 2.022, de 2019 em tramitação no Congresso Nacional, que ‘regulamenta o exercício da profissão de despachante documentalista’. Dessa forma, constata-se que a legislação estadual disciplina assunto reservado ao domínio normativo da União. Em hipóteses semelhantes, esse Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade de leis estaduais e distritais que versavam sobre condições para o desempenho de atividades profissionais, inclusive em casos nos quais se examinou a compatibilidade com a Carta Federal de atos normativos que haviam regulamentado a profissão de despachante.” (eDOC 21, p. 7) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN Firme na jurisprudência desta Corte, entendo, portanto, que a Lei 10.161/2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ao dispor sobre a regulamentação da atividade de despachante, viola o disposto no art. 22, XVI, da Constituição Federal. Diante do exposto, conheço a presente Ação de Direta de Constitucionalidade e a julgo procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN Firme na jurisprudência desta Corte, entendo, portanto, que a Lei 10.161/2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ao dispor sobre a regulamentação da atividade de despachante, viola o disposto no art. 22, XVI, da Constituição Federal. Diante do exposto, conheço a presente Ação de Direta de Constitucionalidade e a julgo procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/11/2022 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu da ação direta e julgou-a procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD07-6C69-6A8F-1DD2 e senha 04BA-09BB-E518-A62E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu da ação direta e julgou-a procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD07-6C69-6A8F-1DD2 e senha 04BA-09BB-E518-A62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=764551189
2022-11-22T00:00:00
2022-11-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, conheceu da ação direta e julgou-a procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. Regulamentação da atividade de despachante documentalista. 3. Competência privativa da União para legislar sobre condições para o exercício da profissão de despachante. Art. 22, inciso XVI, da Constituição Federal. 4. Precedentes do STF. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade Lei estadual 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte.
sjur472511
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA PRIVATIVA, UNIÃO FEDERAL, DIREITO DO TRABALHO, EXERCÍCIO PROFISSIONAL) ADI 4387 (TP), ADI 5251 (TP), ADI 5412 (TP), ADI 6742 (TP). Número de páginas: 14. Análise: 24/05/2023, KBP.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
6740
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 PAR-00002 ART-00002 ART-00003\n ART-00004 ART-00005 ART-00006 ART-00007\n ART-00008 ART-00009 ART-00010 ART-00011\n ART-00022 INC-00001 INC-00011 INC-00016\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST LEI-014475 ANO-2014\n LEI ORDINÁRIA, RS\n\n", "LEG-EST LEI-010161 ANO-2017\n LEI ORDINÁRIA, RN" ]
ADI
acordaos
ADI 6740
[ "" ]
REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. Regulamentação da atividade de despachante documentalista. 3. Competência privativa da União para legislar sobre condições para o exercício da profissão de despachante. Art. 22, inciso XVI, da Constituição Federal. 4. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade Lei estadual 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer da ação direta e julgar procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 11 a 21 de novembro de 2022. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4E5-D354-026E-9A15 e senha 3426-2DFE-3FB3-30B7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Procuradoria-Geral da República – PGR, em face da Lei 10.161, de 21.2.2017, do Estado do Rio Grande do Norte, que “dispõe sobre a atividade de despachante documentalista e dá outras providências”. A despeito da extensão textual dos dispositivos questionados, convém transcrevê-los, a fim de possibilitar uma visão transversal e exauriente da matéria, verbis: Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte “Art. 1.... O despachante documentalista é a pessoa física, habilitada e devidamente inscrita junto ao Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN, para exercer as seguintes atividades: I – trâmite de documentos de veículos automotores, impostos sobre a propriedade, taxas, multas e emolumentos incidentes sobre serviço de trânsito e transporte; II – revalidação e segundas vias da CNH – Carteira Nacional de Habilitação; Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Procuradoria-Geral da República – PGR, em face da Lei 10.161, de 21.2.2017, do Estado do Rio Grande do Norte, que “dispõe sobre a atividade de despachante documentalista e dá outras providências”. A despeito da extensão textual dos dispositivos questionados, convém transcrevê-los, a fim de possibilitar uma visão transversal e exauriente da matéria, verbis: Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte “Art. 1.... O despachante documentalista é a pessoa física, habilitada e devidamente inscrita junto ao Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN, para exercer as seguintes atividades: I – trâmite de documentos de veículos automotores, impostos sobre a propriedade, taxas, multas e emolumentos incidentes sobre serviço de trânsito e transporte; II – revalidação e segundas vias da CNH – Carteira Nacional de Habilitação; Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório ADI 6740 / RN III – atestados de qualquer natureza; IV – registro e porte de armas; V – obtenção de documentos e certidões perante órgãos públicos federais, estaduais e municipais. § 1.... O despachante documentalista, mediante anuência e independentemente de mandato, representará seus clientes perante os órgãos públicos, para a prática dos atos listados nos incisos deste artigo. § 2.... O despachante documentalista, na organização de sua atividade, deve se registrar perante a Junta Comercial do Estado como empresário ou como empresa individual, e a contratação de auxiliares e de prepostos para a prestação de serviços de escritório no interesse do exercício de sua atividade se regerão pelas disposições da legislação trabalhista. Art. 2.... O exercício da atividade de despachante documentalista e sua denominação são privativos dos inscritos no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN. Art. 3.... O despachante documentalista responderá, no exercício de sua atividade, por eventuais prejuízos causados a seus clientes, seja por ação ou omissão. Art. 4.... A atuação do despachante documentalista será no âmbito do município em que estiver registrado, podendo, entretanto, desde que em continuidade a seus serviços, atuar em municípios diversos. Art. 5.... São direitos dos despachantes documentalistas: I – exercer com liberdade a atividade em todo o Estado, subordinado às normas de seu órgão fiscalizador e em conformidade com o disposto no artigo 4... da presente Lei; II – ter respeitada, em nome do sigilo profissional e da liberdade de defesa, a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho; III – ser desagravado publicamente, pelo órgão de classe, quando ofendido ou agravado no exercício de sua atividade; IV – ter livre acesso a qualquer repartição pública para o exercício de sua atividade, dentro do expediente e horários 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN III – atestados de qualquer natureza; IV – registro e porte de armas; V – obtenção de documentos e certidões perante órgãos públicos federais, estaduais e municipais. § 1.... O despachante documentalista, mediante anuência e independentemente de mandato, representará seus clientes perante os órgãos públicos, para a prática dos atos listados nos incisos deste artigo. § 2.... O despachante documentalista, na organização de sua atividade, deve se registrar perante a Junta Comercial do Estado como empresário ou como empresa individual, e a contratação de auxiliares e de prepostos para a prestação de serviços de escritório no interesse do exercício de sua atividade se regerão pelas disposições da legislação trabalhista. Art. 2.... O exercício da atividade de despachante documentalista e sua denominação são privativos dos inscritos no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN. Art. 3.... O despachante documentalista responderá, no exercício de sua atividade, por eventuais prejuízos causados a seus clientes, seja por ação ou omissão. Art. 4.... A atuação do despachante documentalista será no âmbito do município em que estiver registrado, podendo, entretanto, desde que em continuidade a seus serviços, atuar em municípios diversos. Art. 5.... São direitos dos despachantes documentalistas: I – exercer com liberdade a atividade em todo o Estado, subordinado às normas de seu órgão fiscalizador e em conformidade com o disposto no artigo 4... da presente Lei; II – ter respeitada, em nome do sigilo profissional e da liberdade de defesa, a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho; III – ser desagravado publicamente, pelo órgão de classe, quando ofendido ou agravado no exercício de sua atividade; IV – ter livre acesso a qualquer repartição pública para o exercício de sua atividade, dentro do expediente e horários 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ADI 6740 / RN normais de funcionamento do órgão, obedecendo as normas de cada local; V – usar credenciais, símbolos e insígnias privativos de sua atividade, visando sua identificação como despachante documentalista; VI – não ser punido pelo órgão de classe sem prévia sindicância, assegurado o direito a ampla defesa. Art. 6.... São deveres dos despachantes documentalistas: I – ser inscrito no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN para o exercício de sua atividade; II – tratar colegas, servidores e o público em geral com urbanidade; III – fiscalizar a atuação de seus subordinados; IV – desempenhar com zelo e presteza os negócios a ser encargo; V – prestar contas a seus clientes; VI – expor em local visível em seu escritório ou local de trabalho, o título de habilitação de despachante documentalista; VII – fazer constar obrigatoriamente em documentos, papéis timbrados, propaganda e publicidade o nome do escritório e o número de registro profissional; VIII – preservar o sigilo profissional; IX – denunciar ao órgão de classe e às autoridades competentes, a prática do exercício ilegal da atividade. Art. 7.... São requisitos para a inscrição do despachante documentalista: I – ser brasileiro, maior e ter capacidade civil; II – possuir certificado de conclusão de curso de formação de despachante documentalista, obtido perante instituição autorizada pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN; III – ser eleito, estar quite com a Justiça Eleitoral e estar em dia com as obrigações do serviço militar; IV – ter concluído no mínimo o ensino médio, a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN normais de funcionamento do órgão, obedecendo as normas de cada local; V – usar credenciais, símbolos e insígnias privativos de sua atividade, visando sua identificação como despachante documentalista; VI – não ser punido pelo órgão de classe sem prévia sindicância, assegurado o direito a ampla defesa. Art. 6.... São deveres dos despachantes documentalistas: I – ser inscrito no Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN para o exercício de sua atividade; II – tratar colegas, servidores e o público em geral com urbanidade; III – fiscalizar a atuação de seus subordinados; IV – desempenhar com zelo e presteza os negócios a ser encargo; V – prestar contas a seus clientes; VI – expor em local visível em seu escritório ou local de trabalho, o título de habilitação de despachante documentalista; VII – fazer constar obrigatoriamente em documentos, papéis timbrados, propaganda e publicidade o nome do escritório e o número de registro profissional; VIII – preservar o sigilo profissional; IX – denunciar ao órgão de classe e às autoridades competentes, a prática do exercício ilegal da atividade. Art. 7.... São requisitos para a inscrição do despachante documentalista: I – ser brasileiro, maior e ter capacidade civil; II – possuir certificado de conclusão de curso de formação de despachante documentalista, obtido perante instituição autorizada pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN; III – ser eleito, estar quite com a Justiça Eleitoral e estar em dia com as obrigações do serviço militar; IV – ter concluído no mínimo o ensino médio, a ser 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ADI 6740 / RN comprovado mediante a apresentação de certificado expedido por instituição de ensino devidamente autorizada a funcionar pelos órgãos estaduais competentes; V – não possuir antecedentes criminais e cíveis que desabonem a sua conduta ou idoneidade. Art. 8.... Cancela-se a inscrição do despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter definitivo, profissão incompatível com a atividade; III – sofrer pena de exclusão; IV – perder qualquer dos requisitos para o exercício da atividade; V – falecer. Art. 9.... Licencia-se o despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter temporário, profissão incompatível com a atividade. Art. 10. As penas disciplinares aplicadas aos despachantes documentalistas são: I – advertência; II – censura reservada; III – censura pública; IV – multa; V – suspensão do exercício da atividade; VI – exclusão. Art. 11. O registro e a credencial de identificação dos despachantes documentalistas serão emitidos pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN e serão obrigatórios para o exercício da atividade. Art. 12. Os despachantes documentalistas que já exercem a atividade até a data da publicação desta Lei estão dispensados do curso de formação previsto no Art. 7..., inciso II, desta Lei, devendo apresentar, perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN comprovado mediante a apresentação de certificado expedido por instituição de ensino devidamente autorizada a funcionar pelos órgãos estaduais competentes; V – não possuir antecedentes criminais e cíveis que desabonem a sua conduta ou idoneidade. Art. 8.... Cancela-se a inscrição do despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter definitivo, profissão incompatível com a atividade; III – sofrer pena de exclusão; IV – perder qualquer dos requisitos para o exercício da atividade; V – falecer. Art. 9.... Licencia-se o despachante documentalista que: I – requerer; II – passe a exercer, em caráter temporário, profissão incompatível com a atividade. Art. 10. As penas disciplinares aplicadas aos despachantes documentalistas são: I – advertência; II – censura reservada; III – censura pública; IV – multa; V – suspensão do exercício da atividade; VI – exclusão. Art. 11. O registro e a credencial de identificação dos despachantes documentalistas serão emitidos pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN e serão obrigatórios para o exercício da atividade. Art. 12. Os despachantes documentalistas que já exercem a atividade até a data da publicação desta Lei estão dispensados do curso de formação previsto no Art. 7..., inciso II, desta Lei, devendo apresentar, perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ADI 6740 / RN Norte – CRDD/RN, a documentação comprobatória do exercício da atividade em período anterior a essa data. Parágrafo único. O prazo para a regularização da atividade perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN é de 120 (cento e vinte) dias, contados a partir da vigência da presente Lei. Art. 13. O Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN será instalado em Assembleia convocada pelos profissionais que já atuam na atividade de despachante documentalista, atendidas as normas da legislação federal e do Estatuto e do Regimento Interno do Conselho Federal dos Despachantes Documentalistas do Brasil – CFDD/BR. Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.” A Procuradoria-Geral da República aduz, originalmente, que a disciplina normativa acima transcrita ofenderia a competência privativa da União, disposta no art. 22, I, XI e XVI, da Constituição Federal, ao regulamentar a profissão de despachante documentalista. Assevera que a ofensa à competência da União deu-se com a fixação das atribuições a serem desempenhadas (art. 1...), com o estabelecimento dos requisitos para a habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1..., §2..., 2..., 7... e 11), das responsabilidades (art. 3...), das vedações (art. 4...), dos direitos e prerrogativas (arts. 5... e 9...), deveres e penalidades (arts. 6..., 8... e 10), questões que somente poderiam ser dispostas em Lei federal. Por fim, diz que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela inconstitucionalidade de leis estaduais que regulamentam a prossifão de despachante. Afirma, ainda, que tramita, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2.002/2019, que dispõe sobre a profissão de despachante e que, enquanto não for editada tal norma, incumbe ao Conselho Federal dos Despachantes do Brasil fiscalizar o exercício da profissão. O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, prestando as informações solicitadas, alega que o processo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN Norte – CRDD/RN, a documentação comprobatória do exercício da atividade em período anterior a essa data. Parágrafo único. O prazo para a regularização da atividade perante o Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN é de 120 (cento e vinte) dias, contados a partir da vigência da presente Lei. Art. 13. O Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte – CRDD/RN será instalado em Assembleia convocada pelos profissionais que já atuam na atividade de despachante documentalista, atendidas as normas da legislação federal e do Estatuto e do Regimento Interno do Conselho Federal dos Despachantes Documentalistas do Brasil – CFDD/BR. Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.” A Procuradoria-Geral da República aduz, originalmente, que a disciplina normativa acima transcrita ofenderia a competência privativa da União, disposta no art. 22, I, XI e XVI, da Constituição Federal, ao regulamentar a profissão de despachante documentalista. Assevera que a ofensa à competência da União deu-se com a fixação das atribuições a serem desempenhadas (art. 1...), com o estabelecimento dos requisitos para a habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1..., §2..., 2..., 7... e 11), das responsabilidades (art. 3...), das vedações (art. 4...), dos direitos e prerrogativas (arts. 5... e 9...), deveres e penalidades (arts. 6..., 8... e 10), questões que somente poderiam ser dispostas em Lei federal. Por fim, diz que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela inconstitucionalidade de leis estaduais que regulamentam a prossifão de despachante. Afirma, ainda, que tramita, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2.002/2019, que dispõe sobre a profissão de despachante e que, enquanto não for editada tal norma, incumbe ao Conselho Federal dos Despachantes do Brasil fiscalizar o exercício da profissão. O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, prestando as informações solicitadas, alega que o processo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ADI 6740 / RN legislativo seguiu o trâmite constitucional corretamente, não havendo que se falar em irregularidade procedimental. (eDOC 13) A Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, em informações, defende a constitucionalidade da norma questionada. (eDOC 18) A Advocacia-Geral da União manifesta-se pela procedência da presente ação. A Procuradoria-Geral da República reitera as razões já lançadas na petição inicial. (eDOC 24) É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN legislativo seguiu o trâmite constitucional corretamente, não havendo que se falar em irregularidade procedimental. (eDOC 13) A Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, em informações, defende a constitucionalidade da norma questionada. (eDOC 18) A Advocacia-Geral da União manifesta-se pela procedência da presente ação. A Procuradoria-Geral da República reitera as razões já lançadas na petição inicial. (eDOC 24) É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DBE-BCAE-8CB4-E7E5 e senha 985E-6773-E1B7-D90A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão posta em debate nesta ação direta cinge-se a saber se a Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ofende a competência privativa União para legislar sobre o exercício da profissão de despachante documentalista. Após detida análise dos autos, entendo ser procedente a presente ação direta de inconstitucionalidade. A Constituição estabelece as atribuições e responsabilidades de cada ente da federação com o objetivo de evitar eventuais sobreposições de atribuições e edições de normas conflitantes e contraditórias. Desse modo, verifica-se que a disciplina legal dos temas relacionados a regulamentação das condições de exercício de profissões deve ser estabelecida pela União. O artigo 22, incisos I, XI e XVI, da Lei Maior dispõe o seguinte: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) XI - trânsito e transporte;(...) XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; (...)” Com efeito, da análise da Lei 10.161/2017, do estado do Rio Grande do Norte, observa-se que, embora possa ter sido editada com o objetivo de determinar as regras de caráter administrativo sobre a atuação dos despachantes junto aos órgãos de trânsito, acabou por regulamentar a atividade profissional do despachante, invadindo a competência privativa da União (art. 22, XVI, da Constituição Federal), ao fixar as atribuições a serem desempenhadas (art. 1...), estabelecer os requisitos para a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão posta em debate nesta ação direta cinge-se a saber se a Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ofende a competência privativa União para legislar sobre o exercício da profissão de despachante documentalista. Após detida análise dos autos, entendo ser procedente a presente ação direta de inconstitucionalidade. A Constituição estabelece as atribuições e responsabilidades de cada ente da federação com o objetivo de evitar eventuais sobreposições de atribuições e edições de normas conflitantes e contraditórias. Desse modo, verifica-se que a disciplina legal dos temas relacionados a regulamentação das condições de exercício de profissões deve ser estabelecida pela União. O artigo 22, incisos I, XI e XVI, da Lei Maior dispõe o seguinte: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) XI - trânsito e transporte;(...) XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; (...)” Com efeito, da análise da Lei 10.161/2017, do estado do Rio Grande do Norte, observa-se que, embora possa ter sido editada com o objetivo de determinar as regras de caráter administrativo sobre a atuação dos despachantes junto aos órgãos de trânsito, acabou por regulamentar a atividade profissional do despachante, invadindo a competência privativa da União (art. 22, XVI, da Constituição Federal), ao fixar as atribuições a serem desempenhadas (art. 1...), estabelecer os requisitos para a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1..., §2..., 2..., 7... e 11), as responsabilidades (art. 3...), as vedações (art. 4...) e definir os direitos e prerrogativas (arts. 5... e 9...), os deveres e as penalidades (arts. 6..., 8... e 10). A validade de normas estaduais que regulamentam atividades profissionais, inclusive referentes à atividade profissional em questão, já foi apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência consolidou-se no sentido de reconhecer a competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Nesse sentido, cito as ADIs 4.387 e 6.742, que declararam a inconstitucionalidade de normas e decretos estaduais análogos, em razão da impossibilidade de estabelecimento de requisitos ou condições diferenciadas para o exercício de idêntica atividade profissional entre os entes federados, bem como da competência da União para legislar e editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Vejam-se as ementas dos julgados: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 8.107, de 27 de outubro de 1992, e Decretos n 37.420 e n 37.421, todos do Estado de São Paulo. Regulamentação da atividade de despachante perante os órgãos da Administração Pública estadual. Competência legislativa privativa da União (art. 22, I e XVI, da Constituição Federal de 1988/88). Ratificação da cautelar. Ação julgada procedente. 1. A Lei estadual n 8.107/92, a pretexto de prescrever regras de caráter administrativo acerca da atuação dos despachantes junto aos órgãos públicos estaduais, acabou por regulamentar essa atividade, uma vez que estabeleceu os próprios requisitos para seu exercício. Violação da competência legislativa da União, a quem compete privativamente editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Precedentes. A norma de que trata o art. 5..., XIII, da Carta Magna, que assegura ser ‘livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’, deve ter caráter nacional, não se admitindo que haja diferenças entre os entes federados quanto aos requisitos ou condições para o exercício de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN habilitação ao exercício da atividade profissional (arts. 1..., §2..., 2..., 7... e 11), as responsabilidades (art. 3...), as vedações (art. 4...) e definir os direitos e prerrogativas (arts. 5... e 9...), os deveres e as penalidades (arts. 6..., 8... e 10). A validade de normas estaduais que regulamentam atividades profissionais, inclusive referentes à atividade profissional em questão, já foi apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência consolidou-se no sentido de reconhecer a competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Nesse sentido, cito as ADIs 4.387 e 6.742, que declararam a inconstitucionalidade de normas e decretos estaduais análogos, em razão da impossibilidade de estabelecimento de requisitos ou condições diferenciadas para o exercício de idêntica atividade profissional entre os entes federados, bem como da competência da União para legislar e editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Vejam-se as ementas dos julgados: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 8.107, de 27 de outubro de 1992, e Decretos n 37.420 e n 37.421, todos do Estado de São Paulo. Regulamentação da atividade de despachante perante os órgãos da Administração Pública estadual. Competência legislativa privativa da União (art. 22, I e XVI, da Constituição Federal de 1988/88). Ratificação da cautelar. Ação julgada procedente. 1. A Lei estadual n 8.107/92, a pretexto de prescrever regras de caráter administrativo acerca da atuação dos despachantes junto aos órgãos públicos estaduais, acabou por regulamentar essa atividade, uma vez que estabeleceu os próprios requisitos para seu exercício. Violação da competência legislativa da União, a quem compete privativamente editar leis sobre direito do trabalho e sobre condições para o exercício de profissões. Precedentes. A norma de que trata o art. 5..., XIII, da Carta Magna, que assegura ser ‘livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer’, deve ter caráter nacional, não se admitindo que haja diferenças entre os entes federados quanto aos requisitos ou condições para o exercício de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN atividade profissional. 2. O Estado de São Paulo, conforme se verifica nos arts. 7... e 8... da lei impugnada, impôs limites excessivos ao exercício da profissão de despachante no âmbito do Estado, submetendo esses profissionais liberais a regime jurídico assemelhado ao de função delegada da administração pública, afrontando materialmente o disposto no art. 5..., inciso XIII, da Carta Magna. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4.387, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 10.10.2014) (Grifei) “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO. FEDERALISMO E RESPEITO ÀS REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA. LEI 13.206/2014 DO ESTADO DA BAHIA. REGULAÇÃO DA PROFISSÃO DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE TRABALHO E CONDIÇÕES PARA EXERCÍCIO DE PROFISSÃO. PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. 1. As regras de distribuição de competências legislativas são alicerces do federalismo e consagram a fórmula de divisão de centros de poder em um Estado de Direito. Princípio da predominância do interesse. 2. A Constituição Federal de 1988, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos – União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios – e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (Constituição Federal de 1988, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e nos Municípios (Constituição Federal de 1988, arts. 24 e 30, inciso I). 3. A Lei 13.206/2014 do Estado da Bahia, regulamentada pela Portaria 596/2017 do DETRAN/BA, disciplinou a atividade de despachante documentalista no âmbito da Administração Pública estadual, estabelecendo requisitos e condicionantes para o cadastramento e atuação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN atividade profissional. 2. O Estado de São Paulo, conforme se verifica nos arts. 7... e 8... da lei impugnada, impôs limites excessivos ao exercício da profissão de despachante no âmbito do Estado, submetendo esses profissionais liberais a regime jurídico assemelhado ao de função delegada da administração pública, afrontando materialmente o disposto no art. 5..., inciso XIII, da Carta Magna. 3. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4.387, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 10.10.2014) (Grifei) “DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO DO TRABALHO. FEDERALISMO E RESPEITO ÀS REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA. LEI 13.206/2014 DO ESTADO DA BAHIA. REGULAÇÃO DA PROFISSÃO DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE TRABALHO E CONDIÇÕES PARA EXERCÍCIO DE PROFISSÃO. PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. 1. As regras de distribuição de competências legislativas são alicerces do federalismo e consagram a fórmula de divisão de centros de poder em um Estado de Direito. Princípio da predominância do interesse. 2. A Constituição Federal de 1988, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos – União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios – e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (Constituição Federal de 1988, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e nos Municípios (Constituição Federal de 1988, arts. 24 e 30, inciso I). 3. A Lei 13.206/2014 do Estado da Bahia, regulamentada pela Portaria 596/2017 do DETRAN/BA, disciplinou a atividade de despachante documentalista no âmbito da Administração Pública estadual, estabelecendo requisitos e condicionantes para o cadastramento e atuação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN desses profissionais perante o órgão de trânsito local, violando, assim, a competência da União para legislar sobre Direito do Trabalho e condições para exercício de profissão (art. 22, I e XVI, Constituição Federal de 1988). Precedentes. 4. Ação Direta julgada procedente.” (ADI 6.742, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe 24.8.2021) (Grifei) O entendimento em questão foi recentemente reafirmado por esta Corte no julgamento da ADI 5.251 e ADI 5.412. Esta última que, de forma semelhante à presente ação, declarou a inconstitucionalidade da Lei 14.475/2014, do Estado do Rio Grande do Sul, que dispunha sobre a atuação do despachante documentalista de trânsito e estabelecia condições, requisitos, impedimentos e delimitava atribuições e penalidades aos integrantes dessa categoria profissional, por ofensa à competência privativa da União para dispor sobre condições de exercício de profissões, ainda que envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública local. Eis ementa desse julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI n 14.475/2014, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. DIPLOMA LEGISLATIVO QUE REGULA A ATIVIDADE DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO NAQUELA UNIDADE DA FEDERAÇÃO. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA DISPOR SOBRE CONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DE PROFISSÕES (Constituição Federal de 1988, ART. 22, XVI). PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 1. A Lei gaúcha n 14.475/2014 disciplina a atuação dos despachantes documentalistas de trânsito, estabelecendo condições, impondo requisitos, fixando impedimentos, delimitando atribuições e cominando penalidades aos integrantes dessa categoria profissional. 2. Compete à União Federal legislar, privativamente, sobre condições para o exercício de profissões (Constituição Federal de 1988, art. 22, XVI), ainda que a atividade envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN desses profissionais perante o órgão de trânsito local, violando, assim, a competência da União para legislar sobre Direito do Trabalho e condições para exercício de profissão (art. 22, I e XVI, Constituição Federal de 1988). Precedentes. 4. Ação Direta julgada procedente.” (ADI 6.742, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe 24.8.2021) (Grifei) O entendimento em questão foi recentemente reafirmado por esta Corte no julgamento da ADI 5.251 e ADI 5.412. Esta última que, de forma semelhante à presente ação, declarou a inconstitucionalidade da Lei 14.475/2014, do Estado do Rio Grande do Sul, que dispunha sobre a atuação do despachante documentalista de trânsito e estabelecia condições, requisitos, impedimentos e delimitava atribuições e penalidades aos integrantes dessa categoria profissional, por ofensa à competência privativa da União para dispor sobre condições de exercício de profissões, ainda que envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública local. Eis ementa desse julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI n 14.475/2014, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. DIPLOMA LEGISLATIVO QUE REGULA A ATIVIDADE DE DESPACHANTE DOCUMENTALISTA DE TRÂNSITO NAQUELA UNIDADE DA FEDERAÇÃO. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA DISPOR SOBRE CONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DE PROFISSÕES (Constituição Federal de 1988, ART. 22, XVI). PRECEDENTES. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 1. A Lei gaúcha n 14.475/2014 disciplina a atuação dos despachantes documentalistas de trânsito, estabelecendo condições, impondo requisitos, fixando impedimentos, delimitando atribuições e cominando penalidades aos integrantes dessa categoria profissional. 2. Compete à União Federal legislar, privativamente, sobre condições para o exercício de profissões (Constituição Federal de 1988, art. 22, XVI), ainda que a atividade envolva a prestação eventual de serviços perante órgãos da administração pública 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN local. 3. Aos Estados-membros e ao Distrito Federal, em tema de regulamentação das profissões, cabe dispor apenas sobre questões específicas relacionadas aos interesses locais e somente quando houver delegação legislativa da União operada por meio de lei complementar (Constituição Federal de 1988, art. 22, parágrafo único), inexistente na espécie. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 5.412, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJe 27.5.2021) Por oportuno, transcrevo, ainda, trecho do parecer da Advocacia- Geral da União no sentido da inconstitucionalidade da norma impugnada: “Na espécie, observa-se que o legislador estadual, ao editar lei dispondo sobre a atividade de despachante documentalista, culminou por regulamentar a referida profissão no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, em descompasso com a regra constitucional acima referida. Com efeito, a competência para legislar sobre as condições para o exercício de atividades profissionais foi atribuída pelo Constituinte originário à União, de modo que somente por lei federal poder-se-ia disciplinar, validamente, o exercício da profissão em referência. Cabe ressaltar inclusive que a matéria é objeto do Projeto de Lei n 2.022, de 2019 em tramitação no Congresso Nacional, que ‘regulamenta o exercício da profissão de despachante documentalista’. Dessa forma, constata-se que a legislação estadual disciplina assunto reservado ao domínio normativo da União. Em hipóteses semelhantes, esse Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade de leis estaduais e distritais que versavam sobre condições para o desempenho de atividades profissionais, inclusive em casos nos quais se examinou a compatibilidade com a Carta Federal de atos normativos que haviam regulamentado a profissão de despachante.” (eDOC 21, p. 7) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN local. 3. Aos Estados-membros e ao Distrito Federal, em tema de regulamentação das profissões, cabe dispor apenas sobre questões específicas relacionadas aos interesses locais e somente quando houver delegação legislativa da União operada por meio de lei complementar (Constituição Federal de 1988, art. 22, parágrafo único), inexistente na espécie. 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 5.412, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJe 27.5.2021) Por oportuno, transcrevo, ainda, trecho do parecer da Advocacia- Geral da União no sentido da inconstitucionalidade da norma impugnada: “Na espécie, observa-se que o legislador estadual, ao editar lei dispondo sobre a atividade de despachante documentalista, culminou por regulamentar a referida profissão no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, em descompasso com a regra constitucional acima referida. Com efeito, a competência para legislar sobre as condições para o exercício de atividades profissionais foi atribuída pelo Constituinte originário à União, de modo que somente por lei federal poder-se-ia disciplinar, validamente, o exercício da profissão em referência. Cabe ressaltar inclusive que a matéria é objeto do Projeto de Lei n 2.022, de 2019 em tramitação no Congresso Nacional, que ‘regulamenta o exercício da profissão de despachante documentalista’. Dessa forma, constata-se que a legislação estadual disciplina assunto reservado ao domínio normativo da União. Em hipóteses semelhantes, esse Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade de leis estaduais e distritais que versavam sobre condições para o desempenho de atividades profissionais, inclusive em casos nos quais se examinou a compatibilidade com a Carta Federal de atos normativos que haviam regulamentado a profissão de despachante.” (eDOC 21, p. 7) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6740 / RN Firme na jurisprudência desta Corte, entendo, portanto, que a Lei 10.161/2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ao dispor sobre a regulamentação da atividade de despachante, viola o disposto no art. 22, XVI, da Constituição Federal. Diante do exposto, conheço a presente Ação de Direta de Constitucionalidade e a julgo procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Supremo Tribunal Federal ADI 6740 / RN Firme na jurisprudência desta Corte, entendo, portanto, que a Lei 10.161/2017, do Estado do Rio Grande do Norte, ao dispor sobre a regulamentação da atividade de despachante, viola o disposto no art. 22, XVI, da Constituição Federal. Diante do exposto, conheço a presente Ação de Direta de Constitucionalidade e a julgo procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96AA-587E-931B-558D e senha 4205-C3B6-3DEA-91E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/11/2022 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu da ação direta e julgou-a procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD07-6C69-6A8F-1DD2 e senha 04BA-09BB-E518-A62E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.740 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu da ação direta e julgou-a procedente para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei 10.161, de 21 de fevereiro de 2017, do Estado do Rio Grande do Norte, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD07-6C69-6A8F-1DD2 e senha 04BA-09BB-E518-A62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 740", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 740", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN Norte", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 /", "ADI 6740 / RN", "ADIs 4 . 387", "ADI 6740 / RN", "ADIs 4 . 387", "ADI 6740 / RN", "ADI 4 . 387", "ADI 6740 / RN", "ADI 4 . 387", "ADI 6740 / RN", "ADI 6 . 742", "ADI 5 . 251", "ADI 5 . 412", "ADI 6740 / RN", "ADI 6 . 742", "ADI 5 . 251", "ADI 5 . 412", "ADI 6740 / RN", "ADI 5 . 412", "ADI 6740 / RN", "ADI 5 . 412", "ADI 6740 / RN", "ADI 6740 / RN", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 740", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 740" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 10 . 161", "Art . 22 , inciso XVI , da Constituição Federal", "Lei estadual 10 . 161", "Lei 10 . 161", "Lei 10 . 161", "Lei 10 . 161", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 161", "Lei 10 . 161", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I , XI e XVI , da Constituição Federal", "Projeto de Lei 2 . 002 / 2019", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto", "Regimento Interno do Conselho Federal dos", "art . 22 , I , XI e XVI , da Constituição Federal", "Projeto de Lei 2 . 002 / 2019", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 161", "Constituição", "artigo 22 , incisos I , XI e XVI , da Lei Maior", "Lei 10 . 161 / 2017", "art . 22 , XVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 161", "Constituição", "artigo 22 , incisos I , XI e XVI , da Lei Maior", "Lei 10 . 161 / 2017", "art . 22 , XVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 107", "Decretos n 37 . 420", "art . 22 , I e XVI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei estadual n 8 . 107 / 92", "art . 5 . . . , XIII , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 107", "Decretos n 37 . 420", "n 37 . 421", "art . 22 , I e XVI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei estadual n 8 . 107 / 92", "art . 5 . . . , XIII , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XIII , da Carta Magna", "LEI 13 . 206 / 2014", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988 , art . 22", "Constituição Federal de 1988 , arts . 24 e 30 , inciso I", "Lei 13 . 206 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XIII , da Carta Magna", "LEI 13 . 206 / 2014", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988 , art . 22", "Constituição Federal de 1988 , arts . 24 e 30 , inciso I", "Lei 13 . 206 / 2014 do Estado da Bahia", "Portaria 596 / 2017", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I e XVI , Constituição Federal de 1988", "Lei 14 . 475 / 2014", "LEI n 14 . 475 / 2014", "Constituição Federal de 1988 , ART . 22 , XVI", "Lei gaúcha n 14 . 475 / 2014", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , XVI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I e XVI , Constituição Federal de 1988", "Lei 14 . 475 / 2014", "LEI n 14 . 475 / 2014", "Constituição Federal de 1988 , ART . 22 , XVI", "Lei gaúcha n 14 . 475 / 2014", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , XVI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , parágrafo único", "Projeto de Lei n 2 . 022", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , parágrafo único", "Projeto de Lei n 2 . 022", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 161 / 2017", "art . 22 , XVI , da Constituição Federal", "Lei 10 . 161", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 161 / 2017", "art . 22 , XVI , da Constituição Federal", "Lei 10 . 161", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 161", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 10 . 161", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "estado do Rio Grande do Norte", "RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "estado do Rio Grande do Norte", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado da Bahia", "Estado de São Paulo", "ESTADO DA BAHIA", "Estado do Rio Grande do Sul", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PGR", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PGR", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Junta Comercial do Estado", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do", "Estado", "CRDD", "/", "RN", "Supremo Tribunal Federal", "Junta Comercial do Estado", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do 4", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Federal dos Despachantes Documentalistas do Brasil", "CFDD", "/", "BR", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Conselho Federal dos Despachantes do Brasil", "Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "RN", "Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas do Estado do Rio Grande do Norte", "CRDD", "/", "CFDD", "/", "BR", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Conselho Federal dos Despachantes do Brasil", "Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte", "Advocacia", "-", "Geral da União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Advocacia", "-", "Geral da União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PLENÁRIO", "União", "União", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "União", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "União", "União", "Tribunal Pleno", "UNIÃO", "União", "Distrito Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "UNIÃO", "União", "Distrito Federal", "União", "DETRAN", "/", "BA", "União", "Tribunal Pleno", "União", "UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "União", "UNIÃO", "União", "Distrito Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Advocacia", "-", "Geral da União", "União", "Congresso Nacional", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Advocacia", "-", "Geral da União", "União", "Congresso Nacional", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Nunes Marques", "André Mendonça", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Nunes Marques", "André Mendonça", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "11", "/", "2022", "21 de fevereiro de 2017", "21 de fevereiro de 2017", "21 de fevereiro de 2017", "11 a 21 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "21", ".", "2", ".", "2017", "21 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "21", ".", "2", ".", "2017", "21 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "21 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "11", "/", "2022", "21 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "5", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "5", ".", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "21 de fevereiro de 2017", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de fevereiro de 2017", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) :LUIS HENRY BOFFY AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. OFENSA NÃO VERIFICADA. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INADEQUAÇÃO DA AÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, mostra-se impertinente a alegação de violação à súmula vinculante 10. 2. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para se alcançar a manifestação do Supremo Tribunal Federal em face de suposta contrariedade a dispositivos ou princípios constitucionais, tampouco suposta ofensa a normas infraconstitucionais. A aplicação do instituto restingue-se ao estritos limites da norma de regência (arts. 102, I, l, e 103- A, § 3º, da Constituição Federal e art. 988 do CPC). 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual de 11 a 21 de novembro de 2022, sob a Presidência do Senhor Ministro André Mendonça, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA11-C0E8-C6AB-6B52 e senha B06D-0C81-8CAB-E098 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 50503 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro EDSON FACHIN Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA11-C0E8-C6AB-6B52 e senha B06D-0C81-8CAB-E098 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro EDSON FACHIN Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA11-C0E8-C6AB-6B52 e senha B06D-0C81-8CAB-E098 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) :LUIS HENRY BOFFY AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Dilce de Oliveira Mesquita em face da decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, pelos seguintes fundamentos (eDOC 8): “DECISÃO: Trata-se de reclamação em face de acórdão do Colegiado da Seção Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que teria violado a Súmula Vinculante nº 10. Narra tratar-se, na origem, de ação cujo objeto é a discussão do direito ao saldo de verbas trabalhistas. Informa-se que, em primeira instância, teve o pedido julgado parcialmente procedente, ato confirmado pela Turma Recursal. Aponta-se que, na fase de execução, quando já transitado o processo de conhecimento, houve modificação dos cálculos constantes no título judicial executivo. Alega-se erro crasso do juízo da execução que, “ao argumento de que o Expert do Juízo goza de presunção de idoneidade, homologou os cálculos, concessa maxima venia, alterando os parâmetros do dispositivo sentenciado, já transitado em julgado, ou seja, de 9 (nove) para 3 (três) meses de trabalho, praticando, assim, verdadeira teratologia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) :LUIS HENRY BOFFY AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Dilce de Oliveira Mesquita em face da decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, pelos seguintes fundamentos (eDOC 8): “DECISÃO: Trata-se de reclamação em face de acórdão do Colegiado da Seção Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que teria violado a Súmula Vinculante nº 10. Narra tratar-se, na origem, de ação cujo objeto é a discussão do direito ao saldo de verbas trabalhistas. Informa-se que, em primeira instância, teve o pedido julgado parcialmente procedente, ato confirmado pela Turma Recursal. Aponta-se que, na fase de execução, quando já transitado o processo de conhecimento, houve modificação dos cálculos constantes no título judicial executivo. Alega-se erro crasso do juízo da execução que, “ao argumento de que o Expert do Juízo goza de presunção de idoneidade, homologou os cálculos, concessa maxima venia, alterando os parâmetros do dispositivo sentenciado, já transitado em julgado, ou seja, de 9 (nove) para 3 (três) meses de trabalho, praticando, assim, verdadeira teratologia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ processual” (eDoc 1, p. 3). Afirma-se que, após a interposição dos recursos cabíveis, optou por apresentar Reclamação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Considerou-se estar o entendimento que confirmou a sentença, contrariando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, calcada na Resolução 3/2016 do STJ, a qual “atribuiu às Câmaras Reunidas ou à Seção Especializada dos Tribunais de Justiça a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça” (eDoc 1, p. 3), apresentou Reclamação. Assinala que a ação foi rechaçada pela relatora. Ato contínuo apresentou agravo interno o qual também restou desprovido. Por fim, apresentou novo agravo interno em face do acórdão o qual não foi conhecido. Assevera-se que, em assim proceder, o Tribunal reclamado violou o artigo 97 da Constituição Federal bem como a Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que afastou a competência das Turmas Recursais para julgar as Reclamações em face de ato incompatível com a Jurisprudência do STJ. Desse modo, requer seja julgada procedente para cassar o ato reclamado e determinar que juízo de piso retome a execução do julgado com esteio na sentença proferida no processo de conhecimento. Dispenso o pedido de informações, bem como remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RI/STF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido. Defiro o pedido de justiça gratuita (eDoc 2). O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF), bem como contra atos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ processual” (eDoc 1, p. 3). Afirma-se que, após a interposição dos recursos cabíveis, optou por apresentar Reclamação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Considerou-se estar o entendimento que confirmou a sentença, contrariando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, calcada na Resolução 3/2016 do STJ, a qual “atribuiu às Câmaras Reunidas ou à Seção Especializada dos Tribunais de Justiça a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça” (eDoc 1, p. 3), apresentou Reclamação. Assinala que a ação foi rechaçada pela relatora. Ato contínuo apresentou agravo interno o qual também restou desprovido. Por fim, apresentou novo agravo interno em face do acórdão o qual não foi conhecido. Assevera-se que, em assim proceder, o Tribunal reclamado violou o artigo 97 da Constituição Federal bem como a Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que afastou a competência das Turmas Recursais para julgar as Reclamações em face de ato incompatível com a Jurisprudência do STJ. Desse modo, requer seja julgada procedente para cassar o ato reclamado e determinar que juízo de piso retome a execução do julgado com esteio na sentença proferida no processo de conhecimento. Dispenso o pedido de informações, bem como remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RI/STF), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido. Defiro o pedido de justiça gratuita (eDoc 2). O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF), bem como contra atos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF). Ademais, a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle é requisito indispensável para o cabimento de reclamação, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015; Rcl 12.851 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.3.2015, entre outros. O acórdão reclamado apoia-se nos seguintes fundamentos (eDoc 4, pp. 2-3): “Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2º, CPC verbis: ‘Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.’ Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF). Ademais, a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle é requisito indispensável para o cabimento de reclamação, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015; Rcl 12.851 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.3.2015, entre outros. O acórdão reclamado apoia-se nos seguintes fundamentos (eDoc 4, pp. 2-3): “Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2º, CPC verbis: ‘Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.’ Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ forma do art. 1.022 CPC/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Veja-se que o ato reclamado alega equívoco na interposição do recurso, com fundamento no próprio Código de Processo Civil, motivo pelo qual não conhece o recurso interposto pois incabível, no caso, a aplicação do princípio da fungibilidade. Como se nota, o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10, porque a decisão impugnada não declarou inconstitucional a norma legal indicada. Tão somente verifica-se evidente processo hermenêutico dos magistrados a indicar, diante do caso concreto, a opção pela densificação de normas constitucionais expressas aplicáveis à hipótese, em detrimento de outras opções interpretativas. Nesse contexto, não houve afastamento - por inconstitucionalidade, direta ou indiretamente – de qualquer dispositivo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme acerca da não exigência de reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação de normas jurídicas, que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à tal cláusula que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal indicada e a Carta da República, o que não se verificou no caso concreto. A propósito, confira-se: “Agravo regimental na reclamação. Súmulas Vinculantes nº 37 e nº 10. Ausência de aderência estrita entre o ato reclamado e os paradigmas da Corte. Agravo regimental não provido. (...) 3. Não há violação da Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ forma do art. 1.022 CPC/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Veja-se que o ato reclamado alega equívoco na interposição do recurso, com fundamento no próprio Código de Processo Civil, motivo pelo qual não conhece o recurso interposto pois incabível, no caso, a aplicação do princípio da fungibilidade. Como se nota, o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10, porque a decisão impugnada não declarou inconstitucional a norma legal indicada. Tão somente verifica-se evidente processo hermenêutico dos magistrados a indicar, diante do caso concreto, a opção pela densificação de normas constitucionais expressas aplicáveis à hipótese, em detrimento de outras opções interpretativas. Nesse contexto, não houve afastamento - por inconstitucionalidade, direta ou indiretamente – de qualquer dispositivo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme acerca da não exigência de reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação de normas jurídicas, que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à tal cláusula que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal indicada e a Carta da República, o que não se verificou no caso concreto. A propósito, confira-se: “Agravo regimental na reclamação. Súmulas Vinculantes nº 37 e nº 10. Ausência de aderência estrita entre o ato reclamado e os paradigmas da Corte. Agravo regimental não provido. (...) 3. Não há violação da Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 20.549 AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.5.2017) “Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição.” (Rcl 12.122-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 24.10.2013) Percebe, assim, a inexistência de aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão desta Corte em tese vulnerada, requisito imprescindível ao cabimento da presente reclamação. Em relação à alegada violação ao artigo 97 da Constituição Federal, melhor sorte não assiste à reclamante. Isso, porque a suposta contrariedade a dispositivos e princípios constitucionais e infralegais o que não constitui causa de pedir apta ao cabimento de reclamação. A parte reclamante, nesse sentido, carece de interesse processual, na modalidade da adequação, para o uso da ação escolhida (CPC, art. 485, VI), devendo valer-se dos meios e recursos próprios, que se lhe convenham à situação e não tenham ainda sido usados. Afinal, é remansosa a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamação não pode ser usada como sucedâneo de recurso próprio, nem de ação rescisória. Nesse sentido, a propósito e por todos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 20.549 AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.5.2017) “Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição.” (Rcl 12.122-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 24.10.2013) Percebe, assim, a inexistência de aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão desta Corte em tese vulnerada, requisito imprescindível ao cabimento da presente reclamação. Em relação à alegada violação ao artigo 97 da Constituição Federal, melhor sorte não assiste à reclamante. Isso, porque a suposta contrariedade a dispositivos e princípios constitucionais e infralegais o que não constitui causa de pedir apta ao cabimento de reclamação. A parte reclamante, nesse sentido, carece de interesse processual, na modalidade da adequação, para o uso da ação escolhida (CPC, art. 485, VI), devendo valer-se dos meios e recursos próprios, que se lhe convenham à situação e não tenham ainda sido usados. Afinal, é remansosa a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamação não pode ser usada como sucedâneo de recurso próprio, nem de ação rescisória. Nesse sentido, a propósito e por todos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento nas Súmulas nºs 280 e 284/STF. Interposição do agravo do art. 1.042 do CPC. Reclamação manifestamente infundada, com fundamento em precedentes firmados na sistemática da repercussão geral. Sucedâneo recursal. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. A reclamação constitucional proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida pressupõe o esgotamento das instâncias ordinárias, o que ocorre com a interposição do agravo interno (art. 1.021 do CPC) contra a decisão de inadmissão do apelo extremo fundamentada em precedente firmado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se verifica na hipótese dos autos . 2. Não há que se falar em afronta à autoridade deste Supremo Tribunal Federal, nem da decisão proferida nos RE nºs 590.260/SP-RG e 596.962/MT-RG, porquanto ainda pendente de análise o agravo em recurso extraordinário por esta própria Corte. 3. Inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. (Rcl 29.895 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 18.6.2018) (grifou-se) Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” Nas razões do recurso, a parte agravante repisa o seu entendimento de que, ao afastar a incidência da Resolução 03/2016 do Superior Tribunal de Justiça, a autoridade reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante nº 10 (eDOC 13). A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou (eDOC 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento nas Súmulas nºs 280 e 284/STF. Interposição do agravo do art. 1.042 do CPC. Reclamação manifestamente infundada, com fundamento em precedentes firmados na sistemática da repercussão geral. Sucedâneo recursal. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. A reclamação constitucional proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida pressupõe o esgotamento das instâncias ordinárias, o que ocorre com a interposição do agravo interno (art. 1.021 do CPC) contra a decisão de inadmissão do apelo extremo fundamentada em precedente firmado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se verifica na hipótese dos autos . 2. Não há que se falar em afronta à autoridade deste Supremo Tribunal Federal, nem da decisão proferida nos RE nºs 590.260/SP-RG e 596.962/MT-RG, porquanto ainda pendente de análise o agravo em recurso extraordinário por esta própria Corte. 3. Inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. (Rcl 29.895 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 18.6.2018) (grifou-se) Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” Nas razões do recurso, a parte agravante repisa o seu entendimento de que, ao afastar a incidência da Resolução 03/2016 do Superior Tribunal de Justiça, a autoridade reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante nº 10 (eDOC 13). A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou (eDOC 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ 17). É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ 17). É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Os argumentos expendidos pela parte agravante não são suficientes à reforma do que decidido. Conforme se extrai da inicial, sustenta-se que, ao apreciar o Agravo Interno na Reclamação nº 0072064-08.2020.8.19.0000, a autoridade reclamada referendou, por maioria, a decisão de negativa de vigência à Resolução STJ nº 03/2016, afastando a sua incidência ao caso concreto. Não obstante, não vislumbro a alegada afronta ao verbete vinculante. Confira-se o que consignado no voto condutor do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 2/3): A agravante interna alega, em síntese, que a decisão agravada teria violado o as disposições da Resolução nº 3/2016 do STJ; do art. 988, § 1º, II do CPC; do art. 97 da CF/88; e da Súmula Vinculante nº 10 do STF. Pugna pelo provimento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada, para que a Reclamação seja recebida e julgada procedente. É o relatório. Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2º, CPC verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Os argumentos expendidos pela parte agravante não são suficientes à reforma do que decidido. Conforme se extrai da inicial, sustenta-se que, ao apreciar o Agravo Interno na Reclamação nº 0072064-08.2020.8.19.0000, a autoridade reclamada referendou, por maioria, a decisão de negativa de vigência à Resolução STJ nº 03/2016, afastando a sua incidência ao caso concreto. Não obstante, não vislumbro a alegada afronta ao verbete vinculante. Confira-se o que consignado no voto condutor do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 2/3): A agravante interna alega, em síntese, que a decisão agravada teria violado o as disposições da Resolução nº 3/2016 do STJ; do art. 988, § 1º, II do CPC; do art. 97 da CF/88; e da Súmula Vinculante nº 10 do STF. Pugna pelo provimento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada, para que a Reclamação seja recebida e julgada procedente. É o relatório. Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2º, CPC verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.” Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na forma do art. 1.022 CPC/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Destaco, por oportuno, a existência voto vencido no referido acórdão, pelo qual o Des. Nagib Salii Filho, a despeito da indevida apresentação do agravo, aponta a viabilidade da reclamação ajuizada na origem, nos seguintes termos (eDOC 5, p. 2/3): “Na presente situação, a despeito de se constatar a indevida apresentação deste novo agravo interno, faz-se necessário reiterar que a presente reclamação foi proposta com o objetivo de reconhecimento da ocorrência de violação à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Conforme já, anteriormente asseverado, o Código de Processo Civil em seu art. 988, II, e § 1º, prevê que qualquer Tribunal é competente para apreciar Reclamações para garantir a autoridade de suas decisões. (…) No que tange às reclamações proposta contra decisões que tenham, em tese, deixado de observar precedentes da Alta Corte de Direito Federal, foi editada a Resolução nº 03/2016 do STJ, que dispõe sobre a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.” Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na forma do art. 1.022 CPC/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Destaco, por oportuno, a existência voto vencido no referido acórdão, pelo qual o Des. Nagib Salii Filho, a despeito da indevida apresentação do agravo, aponta a viabilidade da reclamação ajuizada na origem, nos seguintes termos (eDOC 5, p. 2/3): “Na presente situação, a despeito de se constatar a indevida apresentação deste novo agravo interno, faz-se necessário reiterar que a presente reclamação foi proposta com o objetivo de reconhecimento da ocorrência de violação à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Conforme já, anteriormente asseverado, o Código de Processo Civil em seu art. 988, II, e § 1º, prevê que qualquer Tribunal é competente para apreciar Reclamações para garantir a autoridade de suas decisões. (…) No que tange às reclamações proposta contra decisões que tenham, em tese, deixado de observar precedentes da Alta Corte de Direito Federal, foi editada a Resolução nº 03/2016 do STJ, que dispõe sobre a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ prolatado por turma recursal estadual ou do Distrito Federal e a jurisprudência daquele Tribunal Superior. Frise-se, por oportuno, que a Resolução nº 12/2009, que passou a admitir a reclamação destinada a eliminar a divergência havida entre decisões proferidas por Juizados Estaduais e precedentes do STJ, foi revogada por disposição expressa, contida no art. 4º da Emenda Regimental nº 22/2016 daquela Corte. Assim, em decorrência do aludido ato normativo da Alta Corte de Direito Federal, resta clara a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar as Reclamações ajuizadas contra decisões de colégios recursais de Juizados Especiais que afrontem a orientação do Superior Tribunal de Justiça. Afastar a incidência da resolução supramencionada, que confere à Seção Cível a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, afrontaria o verbete da Súmula Vinculante nº 10, que possui a seguinte redação, na defesa da legalidade: (…) Portanto, ainda que em sede de novo agravo interno, ao se negar vigência à Resolução STJ nº 03/2016, a douta maioria estaria afastando a sua incidência no caso, como se tivesse proclamado a sua inconstitucionalidade, o que, aliás, não poderia fazer, porque é órgão fracionário, e não o Pleno ou o Órgão Especial. A regra analisada destaca-se como condição de eficácia jurídica da própria declaração de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Negar a aplicação da Resolução nº 03/2016, editada pelo Colendo STJ, afronta o verbete nº 10 da Súmula Vinculante, por afastar sua incidência sem a devida análise pelo Órgão Especial desta Corte de Justiça. Assim, considerando que há, neste Tribunal de Justiça, Órgão Especial, somente pela maioria absoluta de seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ prolatado por turma recursal estadual ou do Distrito Federal e a jurisprudência daquele Tribunal Superior. Frise-se, por oportuno, que a Resolução nº 12/2009, que passou a admitir a reclamação destinada a eliminar a divergência havida entre decisões proferidas por Juizados Estaduais e precedentes do STJ, foi revogada por disposição expressa, contida no art. 4º da Emenda Regimental nº 22/2016 daquela Corte. Assim, em decorrência do aludido ato normativo da Alta Corte de Direito Federal, resta clara a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar as Reclamações ajuizadas contra decisões de colégios recursais de Juizados Especiais que afrontem a orientação do Superior Tribunal de Justiça. Afastar a incidência da resolução supramencionada, que confere à Seção Cível a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, afrontaria o verbete da Súmula Vinculante nº 10, que possui a seguinte redação, na defesa da legalidade: (…) Portanto, ainda que em sede de novo agravo interno, ao se negar vigência à Resolução STJ nº 03/2016, a douta maioria estaria afastando a sua incidência no caso, como se tivesse proclamado a sua inconstitucionalidade, o que, aliás, não poderia fazer, porque é órgão fracionário, e não o Pleno ou o Órgão Especial. A regra analisada destaca-se como condição de eficácia jurídica da própria declaração de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Negar a aplicação da Resolução nº 03/2016, editada pelo Colendo STJ, afronta o verbete nº 10 da Súmula Vinculante, por afastar sua incidência sem a devida análise pelo Órgão Especial desta Corte de Justiça. Assim, considerando que há, neste Tribunal de Justiça, Órgão Especial, somente pela maioria absoluta de seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ membros poderá ser afastada a incidência de atos do Poder Público, não cabendo a esta seção especializada afastar sua incidência, ainda que se omita na declaração da inconstitucionalidade, por afronta ao disposto na mesma súmula vinculante. Diante de tais considerações, votei vencido pelo acolhimento da presente reclamação, para determinar que a Turma Recursal julgue o recurso levando em consideração o precedente proposto.” Em que pese tenha o voto vencido discorrido sobre a possibilidade de ofensa à Súmula Vinculante 10, pela negativa de aplicação da Resolução nº 03/2016, do Superior Tribunal de Justiça, constata-se que o acórdão conheceu do agravo por manifesta inadmissibilidade do recurso, por ausência de previsão legal. Diante dos fundamentos que embasam o acórdão reclamado, patente se revela a ausência de violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, uma vez que a Corte não adentrou à discussão da matéria de fundo. Eis o teor da ementa do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 1): “Ementa: Agravo interno em face de Acórdão. Recurso que só pode ser manejado em face de decisão monocrática do Relator. Inteligência do art. 1.021 e § 2º CPC/15. Manifesta inadmissibilidade. Princípio da fungibilidade recursal que não se aplica. Recurso não conhecido, por maioria.” Diante disso, o que articulado pela parte agravante não encontra guarida na jurisprudência desta Corte, que possui entendimento sedimento no sentido de que, se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma, nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, confiram-se: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10 DO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ membros poderá ser afastada a incidência de atos do Poder Público, não cabendo a esta seção especializada afastar sua incidência, ainda que se omita na declaração da inconstitucionalidade, por afronta ao disposto na mesma súmula vinculante. Diante de tais considerações, votei vencido pelo acolhimento da presente reclamação, para determinar que a Turma Recursal julgue o recurso levando em consideração o precedente proposto.” Em que pese tenha o voto vencido discorrido sobre a possibilidade de ofensa à Súmula Vinculante 10, pela negativa de aplicação da Resolução nº 03/2016, do Superior Tribunal de Justiça, constata-se que o acórdão conheceu do agravo por manifesta inadmissibilidade do recurso, por ausência de previsão legal. Diante dos fundamentos que embasam o acórdão reclamado, patente se revela a ausência de violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, uma vez que a Corte não adentrou à discussão da matéria de fundo. Eis o teor da ementa do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 1): “Ementa: Agravo interno em face de Acórdão. Recurso que só pode ser manejado em face de decisão monocrática do Relator. Inteligência do art. 1.021 e § 2º CPC/15. Manifesta inadmissibilidade. Princípio da fungibilidade recursal que não se aplica. Recurso não conhecido, por maioria.” Diante disso, o que articulado pela parte agravante não encontra guarida na jurisprudência desta Corte, que possui entendimento sedimento no sentido de que, se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma, nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, confiram-se: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10 DO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ STF – DECISÃO FUNDADA EM RAZOÁVEL INTERPRETAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA - NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES - AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é remansosa no sentido de que somente ocorre afronta à SV 10 desta Corte quando a decisão reclamada afastar, com fundamentos constitucionais – expressa ou implicitamente –, incidência de lei aplicável ao caso. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 44036 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.9.2021) “Agravo regimental na reclamação. 2. Direito Constitucional e Administrativo. Alegada violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 3. Inexistência de afastamento lei ou ato normativo com base em fundamento constitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 49455 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 2.6.2022) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ STF – DECISÃO FUNDADA EM RAZOÁVEL INTERPRETAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA - NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES - AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é remansosa no sentido de que somente ocorre afronta à SV 10 desta Corte quando a decisão reclamada afastar, com fundamentos constitucionais – expressa ou implicitamente –, incidência de lei aplicável ao caso. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 44036 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.9.2021) “Agravo regimental na reclamação. 2. Direito Constitucional e Administrativo. Alegada violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 3. Inexistência de afastamento lei ou ato normativo com base em fundamento constitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 49455 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 2.6.2022) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/11/2022 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) : LUIS HENRY BOFFY (056410/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4D-2C3E-7D06-3CE2 e senha E846-888A-4945-E2C3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) : LUIS HENRY BOFFY (056410/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4D-2C3E-7D06-3CE2 e senha E846-888A-4945-E2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=764648386
2022-11-22T00:00:00
2022-11-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. OFENSA NÃO VERIFICADA. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INADEQUAÇÃO DA AÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, mostra-se impertinente a alegação de violação à súmula vinculante 10. 2. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para se alcançar a manifestação do Supremo Tribunal Federal em face de suposta contrariedade a dispositivos ou princípios constitucionais, tampouco suposta ofensa a normas infraconstitucionais. A aplicação do instituto restingue-se ao estritos limites da norma de regência (arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, da Constituição Federal e art. 988 do CPC). 3. Agravo regimental desprovido.
sjur472848
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA VINCULANTE 10/STF) Rcl 44036 AgR (2ªT), Rcl 49455 AgR (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 24/05/2023, JAS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
50503
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097 ART-00102 INC-00001 PAR-00003\n ART-0103A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RES-000003 ANO-2016\n RESOLUÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ\n\n", "LEG-FED SUV-000010\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 50503 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) : LUIS HENRY BOFFY AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) :LUIS HENRY BOFFY AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. OFENSA NÃO VERIFICADA. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INADEQUAÇÃO DA AÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, mostra-se impertinente a alegação de violação à súmula vinculante 10. 2. A reclamação constitucional não é o instrumento adequado para se alcançar a manifestação do Supremo Tribunal Federal em face de suposta contrariedade a dispositivos ou princípios constitucionais, tampouco suposta ofensa a normas infraconstitucionais. A aplicação do instituto restingue-se ao estritos limites da norma de regência (arts. 102, I, l, e 103- A, § 3..., da Constituição Federal e art. 988 do Código de Processo Civil). 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual de 11 a 21 de novembro de 2022, sob a Presidência do Senhor Ministro André Mendonça, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA11-C0E8-C6AB-6B52 e senha B06D-0C81-8CAB-E098 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 50503 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro EDSON FACHIN Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA11-C0E8-C6AB-6B52 e senha B06D-0C81-8CAB-E098 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro EDSON FACHIN Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA11-C0E8-C6AB-6B52 e senha B06D-0C81-8CAB-E098 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) :LUIS HENRY BOFFY AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Dilce de Oliveira Mesquita em face da decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, pelos seguintes fundamentos (eDOC 8): “DECISÃO: Trata-se de reclamação em face de acórdão do Colegiado da Seção Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que teria violado a Súmula Vinculante n 10. Narra tratar-se, na origem, de ação cujo objeto é a discussão do direito ao saldo de verbas trabalhistas. Informa-se que, em primeira instância, teve o pedido julgado parcialmente procedente, ato confirmado pela Turma Recursal. Aponta-se que, na fase de execução, quando já transitado o processo de conhecimento, houve modificação dos cálculos constantes no título judicial executivo. Alega-se erro crasso do juízo da execução que, “ao argumento de que o Expert do Juízo goza de presunção de idoneidade, homologou os cálculos, concessa maxima venia, alterando os parâmetros do dispositivo sentenciado, já transitado em julgado, ou seja, de 9 (nove) para 3 (três) meses de trabalho, praticando, assim, verdadeira teratologia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) :LUIS HENRY BOFFY AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Dilce de Oliveira Mesquita em face da decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, pelos seguintes fundamentos (eDOC 8): “DECISÃO: Trata-se de reclamação em face de acórdão do Colegiado da Seção Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que teria violado a Súmula Vinculante n 10. Narra tratar-se, na origem, de ação cujo objeto é a discussão do direito ao saldo de verbas trabalhistas. Informa-se que, em primeira instância, teve o pedido julgado parcialmente procedente, ato confirmado pela Turma Recursal. Aponta-se que, na fase de execução, quando já transitado o processo de conhecimento, houve modificação dos cálculos constantes no título judicial executivo. Alega-se erro crasso do juízo da execução que, “ao argumento de que o Expert do Juízo goza de presunção de idoneidade, homologou os cálculos, concessa maxima venia, alterando os parâmetros do dispositivo sentenciado, já transitado em julgado, ou seja, de 9 (nove) para 3 (três) meses de trabalho, praticando, assim, verdadeira teratologia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ processual” (eDoc 1, p. 3). Afirma-se que, após a interposição dos recursos cabíveis, optou por apresentar Reclamação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Considerou-se estar o entendimento que confirmou a sentença, contrariando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, calcada na Resolução 3/2016 do Superior Tribunal de Justiça, a qual “atribuiu às Câmaras Reunidas ou à Seção Especializada dos Tribunais de Justiça a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça” (eDoc 1, p. 3), apresentou Reclamação. Assinala que a ação foi rechaçada pela relatora. Ato contínuo apresentou agravo interno o qual também restou desprovido. Por fim, apresentou novo agravo interno em face do acórdão o qual não foi conhecido. Assevera-se que, em assim proceder, o Tribunal reclamado violou o artigo 97 da Constituição Federal bem como a Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que afastou a competência das Turmas Recursais para julgar as Reclamações em face de ato incompatível com a Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, requer seja julgada procedente para cassar o ato reclamado e determinar que juízo de piso retome a execução do julgado com esteio na sentença proferida no processo de conhecimento. Dispenso o pedido de informações, bem como remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido. Defiro o pedido de justiça gratuita (eDoc 2). O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988), bem como contra atos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ processual” (eDoc 1, p. 3). Afirma-se que, após a interposição dos recursos cabíveis, optou por apresentar Reclamação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Considerou-se estar o entendimento que confirmou a sentença, contrariando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, calcada na Resolução 3/2016 do Superior Tribunal de Justiça, a qual “atribuiu às Câmaras Reunidas ou à Seção Especializada dos Tribunais de Justiça a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça” (eDoc 1, p. 3), apresentou Reclamação. Assinala que a ação foi rechaçada pela relatora. Ato contínuo apresentou agravo interno o qual também restou desprovido. Por fim, apresentou novo agravo interno em face do acórdão o qual não foi conhecido. Assevera-se que, em assim proceder, o Tribunal reclamado violou o artigo 97 da Constituição Federal bem como a Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que afastou a competência das Turmas Recursais para julgar as Reclamações em face de ato incompatível com a Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, requer seja julgada procedente para cassar o ato reclamado e determinar que juízo de piso retome a execução do julgado com esteio na sentença proferida no processo de conhecimento. Dispenso o pedido de informações, bem como remessa à Procuradoria-Geral da República (art. 52, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal), por entender que o processo está suficientemente instruído e em condições de julgamento. É o relatório. Decido. Defiro o pedido de justiça gratuita (eDoc 2). O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que somente a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988), bem como contra atos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Ademais, a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle é requisito indispensável para o cabimento de reclamação, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015; Rcl 12.851 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.3.2015, entre outros. O acórdão reclamado apoia-se nos seguintes fundamentos (eDoc 4, pp. 2-3): “Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2..., Código de Processo Civil verbis: ‘Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.’ Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ contrariem ou indevidamente apliquem Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Ademais, a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle é requisito indispensável para o cabimento de reclamação, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015; Rcl 12.851 AgR-segundo, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 26.3.2015, entre outros. O acórdão reclamado apoia-se nos seguintes fundamentos (eDoc 4, pp. 2-3): “Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2..., Código de Processo Civil verbis: ‘Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.’ Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ forma do art. 1.022 Código de Processo Civil/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Veja-se que o ato reclamado alega equívoco na interposição do recurso, com fundamento no próprio Código de Processo Civil, motivo pelo qual não conhece o recurso interposto pois incabível, no caso, a aplicação do princípio da fungibilidade. Como se nota, o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10, porque a decisão impugnada não declarou inconstitucional a norma legal indicada. Tão somente verifica-se evidente processo hermenêutico dos magistrados a indicar, diante do caso concreto, a opção pela densificação de normas constitucionais expressas aplicáveis à hipótese, em detrimento de outras opções interpretativas. Nesse contexto, não houve afastamento - por inconstitucionalidade, direta ou indiretamente – de qualquer dispositivo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme acerca da não exigência de reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação de normas jurídicas, que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à tal cláusula que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal indicada e a Carta da República, o que não se verificou no caso concreto. A propósito, confira-se: “Agravo regimental na reclamação. Súmulas Vinculantes n 37 e n 10. Ausência de aderência estrita entre o ato reclamado e os paradigmas da Corte. Agravo regimental não provido. (...) 3. Não há violação da Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ forma do art. 1.022 Código de Processo Civil/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Veja-se que o ato reclamado alega equívoco na interposição do recurso, com fundamento no próprio Código de Processo Civil, motivo pelo qual não conhece o recurso interposto pois incabível, no caso, a aplicação do princípio da fungibilidade. Como se nota, o caso dos autos não fornece suporte fático para a incidência da Súmula Vinculante 10, porque a decisão impugnada não declarou inconstitucional a norma legal indicada. Tão somente verifica-se evidente processo hermenêutico dos magistrados a indicar, diante do caso concreto, a opção pela densificação de normas constitucionais expressas aplicáveis à hipótese, em detrimento de outras opções interpretativas. Nesse contexto, não houve afastamento - por inconstitucionalidade, direta ou indiretamente – de qualquer dispositivo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme acerca da não exigência de reserva de plenário para a mera interpretação e aplicação de normas jurídicas, que emerge do próprio exercício da jurisdição, sendo necessário para caracterizar violação à tal cláusula que a decisão de órgão fracionário fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal indicada e a Carta da República, o que não se verificou no caso concreto. A propósito, confira-se: “Agravo regimental na reclamação. Súmulas Vinculantes n 37 e n 10. Ausência de aderência estrita entre o ato reclamado e os paradigmas da Corte. Agravo regimental não provido. (...) 3. Não há violação da Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 20.549 AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.5.2017) “Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição.” (Rcl 12.122-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 24.10.2013) Percebe, assim, a inexistência de aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão desta Corte em tese vulnerada, requisito imprescindível ao cabimento da presente reclamação. Em relação à alegada violação ao artigo 97 da Constituição Federal, melhor sorte não assiste à reclamante. Isso, porque a suposta contrariedade a dispositivos e princípios constitucionais e infralegais o que não constitui causa de pedir apta ao cabimento de reclamação. A parte reclamante, nesse sentido, carece de interesse processual, na modalidade da adequação, para o uso da ação escolhida (Código de Processo Civil, art. 485, VI), devendo valer-se dos meios e recursos próprios, que se lhe convenham à situação e não tenham ainda sido usados. Afinal, é remansosa a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamação não pode ser usada como sucedâneo de recurso próprio, nem de ação rescisória. Nesse sentido, a propósito e por todos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 20.549 AgR/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.5.2017) “Registro, ainda, que é permitido aos magistrados, no exercício de atividade hermenêutica, revelar o sentido das normas legais, limitando a sua aplicação a determinadas hipóteses, sem que estejam declarando a sua inconstitucionalidade. Se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 e ao art. 97 da Constituição.” (Rcl 12.122-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 24.10.2013) Percebe, assim, a inexistência de aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão desta Corte em tese vulnerada, requisito imprescindível ao cabimento da presente reclamação. Em relação à alegada violação ao artigo 97 da Constituição Federal, melhor sorte não assiste à reclamante. Isso, porque a suposta contrariedade a dispositivos e princípios constitucionais e infralegais o que não constitui causa de pedir apta ao cabimento de reclamação. A parte reclamante, nesse sentido, carece de interesse processual, na modalidade da adequação, para o uso da ação escolhida (Código de Processo Civil, art. 485, VI), devendo valer-se dos meios e recursos próprios, que se lhe convenham à situação e não tenham ainda sido usados. Afinal, é remansosa a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamação não pode ser usada como sucedâneo de recurso próprio, nem de ação rescisória. Nesse sentido, a propósito e por todos: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento nas Súmulas ns 280 e 284/Supremo Tribunal Federal. Interposição do agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil. Reclamação manifestamente infundada, com fundamento em precedentes firmados na sistemática da repercussão geral. Sucedâneo recursal. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. A reclamação constitucional proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida pressupõe o esgotamento das instâncias ordinárias, o que ocorre com a interposição do agravo interno (art. 1.021 do Código de Processo Civil) contra a decisão de inadmissão do apelo extremo fundamentada em precedente firmado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se verifica na hipótese dos autos . 2. Não há que se falar em afronta à autoridade deste Supremo Tribunal Federal, nem da decisão proferida nos Recurso Extraordinário ns 590.260/SP-RG e 596.962/MT-RG, porquanto ainda pendente de análise o agravo em recurso extraordinário por esta própria Corte. 3. Inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. (Rcl 29.895 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 18.6.2018) (grifou-se) Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” Nas razões do recurso, a parte agravante repisa o seu entendimento de que, ao afastar a incidência da Resolução 03/2016 do Superior Tribunal de Justiça, a autoridade reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n 10 (eDOC 13). A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou (eDOC 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento nas Súmulas ns 280 e 284/Supremo Tribunal Federal. Interposição do agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil. Reclamação manifestamente infundada, com fundamento em precedentes firmados na sistemática da repercussão geral. Sucedâneo recursal. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. A reclamação constitucional proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida pressupõe o esgotamento das instâncias ordinárias, o que ocorre com a interposição do agravo interno (art. 1.021 do Código de Processo Civil) contra a decisão de inadmissão do apelo extremo fundamentada em precedente firmado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se verifica na hipótese dos autos . 2. Não há que se falar em afronta à autoridade deste Supremo Tribunal Federal, nem da decisão proferida nos Recurso Extraordinário ns 590.260/SP-RG e 596.962/MT-RG, porquanto ainda pendente de análise o agravo em recurso extraordinário por esta própria Corte. 3. Inadmissível o uso da reclamação constitucional como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. (Rcl 29.895 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 18.6.2018) (grifou-se) Ante o exposto, com base nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” Nas razões do recurso, a parte agravante repisa o seu entendimento de que, ao afastar a incidência da Resolução 03/2016 do Superior Tribunal de Justiça, a autoridade reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n 10 (eDOC 13). A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou (eDOC 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório RCL 50503 AGR / RJ 17). É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ 17). É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F48-CC4D-F0D2-8D06 e senha E99A-1F79-C271-8168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Os argumentos expendidos pela parte agravante não são suficientes à reforma do que decidido. Conforme se extrai da inicial, sustenta-se que, ao apreciar o Agravo Interno na Reclamação n 0072064-08.2020.8.19.0000, a autoridade reclamada referendou, por maioria, a decisão de negativa de vigência à Resolução Superior Tribunal de Justiça n 03/2016, afastando a sua incidência ao caso concreto. Não obstante, não vislumbro a alegada afronta ao verbete vinculante. Confira-se o que consignado no voto condutor do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 2/3): A agravante interna alega, em síntese, que a decisão agravada teria violado o as disposições da Resolução n 3/2016 do Superior Tribunal de Justiça; do art. 988, § 1..., II do Código de Processo Civil; do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88; e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal. Pugna pelo provimento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada, para que a Reclamação seja recebida e julgada procedente. É o relatório. Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2..., Código de Processo Civil verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Os argumentos expendidos pela parte agravante não são suficientes à reforma do que decidido. Conforme se extrai da inicial, sustenta-se que, ao apreciar o Agravo Interno na Reclamação n 0072064-08.2020.8.19.0000, a autoridade reclamada referendou, por maioria, a decisão de negativa de vigência à Resolução Superior Tribunal de Justiça n 03/2016, afastando a sua incidência ao caso concreto. Não obstante, não vislumbro a alegada afronta ao verbete vinculante. Confira-se o que consignado no voto condutor do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 2/3): A agravante interna alega, em síntese, que a decisão agravada teria violado o as disposições da Resolução n 3/2016 do Superior Tribunal de Justiça; do art. 988, § 1..., II do Código de Processo Civil; do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88; e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal. Pugna pelo provimento do recurso, para que seja reformada a decisão agravada, para que a Reclamação seja recebida e julgada procedente. É o relatório. Busca a agravante, por meio de novo agravo interno, a reanálise do Acórdão que negou provimento a anterior agravo interno por ela interposto em face de Decisão Monocrática, esta que indeferira liminarmente a sua Reclamação. O agravo interno só pode ser manejado em face de Decisão Monocrática do Relator, conforme se infere do art. 1.021 e seu § 2..., Código de Processo Civil verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.” Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na forma do art. 1.022 Código de Processo Civil/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Destaco, por oportuno, a existência voto vencido no referido acórdão, pelo qual o Des. Nagib Salii Filho, a despeito da indevida apresentação do agravo, aponta a viabilidade da reclamação ajuizada na origem, nos seguintes termos (eDOC 5, p. 2/3): “Na presente situação, a despeito de se constatar a indevida apresentação deste novo agravo interno, faz-se necessário reiterar que a presente reclamação foi proposta com o objetivo de reconhecimento da ocorrência de violação à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Conforme já, anteriormente asseverado, o Código de Processo Civil em seu art. 988, II, e § 1..., prevê que qualquer Tribunal é competente para apreciar Reclamações para garantir a autoridade de suas decisões. (…) No que tange às reclamações proposta contra decisões que tenham, em tese, deixado de observar precedentes da Alta Corte de Direito Federal, foi editada a Resolução n 03/2016 do Superior Tribunal de Justiça, que dispõe sobre a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ (...) § 2o O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.” Contra o Acórdão prolatado pelo Colegiado da Seção Cível do Tribunal caberia, se presentes os específicos requisitos legais, o recurso de embargos de declaração, na forma do art. 1.022 Código de Processo Civil/15. O recurso foi equivocadamente interposto, não sendo cabível na hipótese a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, e por conseguinte não há como prosperar a pretensão recursal em vista de sua manifesta inadmissibilidade. Isso posto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso.” Destaco, por oportuno, a existência voto vencido no referido acórdão, pelo qual o Des. Nagib Salii Filho, a despeito da indevida apresentação do agravo, aponta a viabilidade da reclamação ajuizada na origem, nos seguintes termos (eDOC 5, p. 2/3): “Na presente situação, a despeito de se constatar a indevida apresentação deste novo agravo interno, faz-se necessário reiterar que a presente reclamação foi proposta com o objetivo de reconhecimento da ocorrência de violação à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Conforme já, anteriormente asseverado, o Código de Processo Civil em seu art. 988, II, e § 1..., prevê que qualquer Tribunal é competente para apreciar Reclamações para garantir a autoridade de suas decisões. (…) No que tange às reclamações proposta contra decisões que tenham, em tese, deixado de observar precedentes da Alta Corte de Direito Federal, foi editada a Resolução n 03/2016 do Superior Tribunal de Justiça, que dispõe sobre a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ prolatado por turma recursal estadual ou do Distrito Federal e a jurisprudência daquele Tribunal Superior. Frise-se, por oportuno, que a Resolução n 12/2009, que passou a admitir a reclamação destinada a eliminar a divergência havida entre decisões proferidas por Juizados Estaduais e precedentes do Superior Tribunal de Justiça, foi revogada por disposição expressa, contida no art. 4... da Emenda Regimental n 22/2016 daquela Corte. Assim, em decorrência do aludido ato normativo da Alta Corte de Direito Federal, resta clara a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar as Reclamações ajuizadas contra decisões de colégios recursais de Juizados Especiais que afrontem a orientação do Superior Tribunal de Justiça. Afastar a incidência da resolução supramencionada, que confere à Seção Cível a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, afrontaria o verbete da Súmula Vinculante n 10, que possui a seguinte redação, na defesa da legalidade: (…) Portanto, ainda que em sede de novo agravo interno, ao se negar vigência à Resolução Superior Tribunal de Justiça n 03/2016, a douta maioria estaria afastando a sua incidência no caso, como se tivesse proclamado a sua inconstitucionalidade, o que, aliás, não poderia fazer, porque é órgão fracionário, e não o Pleno ou o Órgão Especial. A regra analisada destaca-se como condição de eficácia jurídica da própria declaração de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Negar a aplicação da Resolução n 03/2016, editada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, afronta o verbete n 10 da Súmula Vinculante, por afastar sua incidência sem a devida análise pelo Órgão Especial desta Corte de Justiça. Assim, considerando que há, neste Tribunal de Justiça, Órgão Especial, somente pela maioria absoluta de seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ prolatado por turma recursal estadual ou do Distrito Federal e a jurisprudência daquele Tribunal Superior. Frise-se, por oportuno, que a Resolução n 12/2009, que passou a admitir a reclamação destinada a eliminar a divergência havida entre decisões proferidas por Juizados Estaduais e precedentes do Superior Tribunal de Justiça, foi revogada por disposição expressa, contida no art. 4... da Emenda Regimental n 22/2016 daquela Corte. Assim, em decorrência do aludido ato normativo da Alta Corte de Direito Federal, resta clara a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar as Reclamações ajuizadas contra decisões de colégios recursais de Juizados Especiais que afrontem a orientação do Superior Tribunal de Justiça. Afastar a incidência da resolução supramencionada, que confere à Seção Cível a competência para processar e julgar as Reclamações destinadas a dirimir divergência entre acórdão prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, afrontaria o verbete da Súmula Vinculante n 10, que possui a seguinte redação, na defesa da legalidade: (…) Portanto, ainda que em sede de novo agravo interno, ao se negar vigência à Resolução Superior Tribunal de Justiça n 03/2016, a douta maioria estaria afastando a sua incidência no caso, como se tivesse proclamado a sua inconstitucionalidade, o que, aliás, não poderia fazer, porque é órgão fracionário, e não o Pleno ou o Órgão Especial. A regra analisada destaca-se como condição de eficácia jurídica da própria declaração de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público. Negar a aplicação da Resolução n 03/2016, editada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, afronta o verbete n 10 da Súmula Vinculante, por afastar sua incidência sem a devida análise pelo Órgão Especial desta Corte de Justiça. Assim, considerando que há, neste Tribunal de Justiça, Órgão Especial, somente pela maioria absoluta de seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ membros poderá ser afastada a incidência de atos do Poder Público, não cabendo a esta seção especializada afastar sua incidência, ainda que se omita na declaração da inconstitucionalidade, por afronta ao disposto na mesma súmula vinculante. Diante de tais considerações, votei vencido pelo acolhimento da presente reclamação, para determinar que a Turma Recursal julgue o recurso levando em consideração o precedente proposto.” Em que pese tenha o voto vencido discorrido sobre a possibilidade de ofensa à Súmula Vinculante 10, pela negativa de aplicação da Resolução n 03/2016, do Superior Tribunal de Justiça, constata-se que o acórdão conheceu do agravo por manifesta inadmissibilidade do recurso, por ausência de previsão legal. Diante dos fundamentos que embasam o acórdão reclamado, patente se revela a ausência de violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, uma vez que a Corte não adentrou à discussão da matéria de fundo. Eis o teor da ementa do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 1): “Ementa: Agravo interno em face de Acórdão. Recurso que só pode ser manejado em face de decisão monocrática do Relator. Inteligência do art. 1.021 e § 2... Código de Processo Civil/15. Manifesta inadmissibilidade. Princípio da fungibilidade recursal que não se aplica. Recurso não conhecido, por maioria.” Diante disso, o que articulado pela parte agravante não encontra guarida na jurisprudência desta Corte, que possui entendimento sedimento no sentido de que, se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma, nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, confiram-se: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10 DO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ membros poderá ser afastada a incidência de atos do Poder Público, não cabendo a esta seção especializada afastar sua incidência, ainda que se omita na declaração da inconstitucionalidade, por afronta ao disposto na mesma súmula vinculante. Diante de tais considerações, votei vencido pelo acolhimento da presente reclamação, para determinar que a Turma Recursal julgue o recurso levando em consideração o precedente proposto.” Em que pese tenha o voto vencido discorrido sobre a possibilidade de ofensa à Súmula Vinculante 10, pela negativa de aplicação da Resolução n 03/2016, do Superior Tribunal de Justiça, constata-se que o acórdão conheceu do agravo por manifesta inadmissibilidade do recurso, por ausência de previsão legal. Diante dos fundamentos que embasam o acórdão reclamado, patente se revela a ausência de violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, uma vez que a Corte não adentrou à discussão da matéria de fundo. Eis o teor da ementa do acórdão reclamado (eDOC 4, p. 1): “Ementa: Agravo interno em face de Acórdão. Recurso que só pode ser manejado em face de decisão monocrática do Relator. Inteligência do art. 1.021 e § 2... Código de Processo Civil/15. Manifesta inadmissibilidade. Princípio da fungibilidade recursal que não se aplica. Recurso não conhecido, por maioria.” Diante disso, o que articulado pela parte agravante não encontra guarida na jurisprudência desta Corte, que possui entendimento sedimento no sentido de que, se o Juízo reclamado não declarou a inconstitucionalidade de norma, nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da Constituição, não é pertinente a alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, confiram-se: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10 DO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 50503 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal – DECISÃO FUNDADA EM RAZOÁVEL INTERPRETAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA - NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES - AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é remansosa no sentido de que somente ocorre afronta à SV 10 desta Corte quando a decisão reclamada afastar, com fundamentos constitucionais – expressa ou implicitamente –, incidência de lei aplicável ao caso. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 44036 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.9.2021) “Agravo regimental na reclamação. 2. Direito Constitucional e Administrativo. Alegada violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 3. Inexistência de afastamento lei ou ato normativo com base em fundamento constitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 49455 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 2.6.2022) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Supremo Tribunal Federal RCL 50503 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal – DECISÃO FUNDADA EM RAZOÁVEL INTERPRETAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA - NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES - AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é remansosa no sentido de que somente ocorre afronta à SV 10 desta Corte quando a decisão reclamada afastar, com fundamentos constitucionais – expressa ou implicitamente –, incidência de lei aplicável ao caso. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 44036 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.9.2021) “Agravo regimental na reclamação. 2. Direito Constitucional e Administrativo. Alegada violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 3. Inexistência de afastamento lei ou ato normativo com base em fundamento constitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 49455 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 2.6.2022) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDC-C5BE-9CBB-384D e senha 1AA8-1202-68D1-2225 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 22/11/2022 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) : LUIS HENRY BOFFY (056410/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4D-2C3E-7D06-3CE2 e senha E846-888A-4945-E2C3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 50.503 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA ADV.(A/S) : LUIS HENRY BOFFY (056410/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4D-2C3E-7D06-3CE2 e senha E846-888A-4945-E2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RCL 50503", "RECLAMAÇÃO 50 . 503", "Súmula Vinculante n 10", "RECLAMAÇÃO 50 . 503", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 50503", "Rcl 7 . 082 AgR", "Rcl 11 . 463 AgR", "Rcl 15 . 956 ED", "Rcl 12 . 851 AgR - segundo", "Rcl 7 . 082 AgR", "Rcl 11 . 463 AgR", "Rcl 15 . 956 ED", "Rcl 12 . 851 AgR - segundo", "RCL 50503 AGR", "Súmula 4 Supremo Tribunal Federal", "RCL 50503 AGR / RJ", "RCL 50503 AGR / RJ", "Vinculante n 10 do", "Rcl 20 . 549 AgR / MS", "Súmula Vinculante 10", "Rcl 12 . 122 - AgR", "Rcl 20 . 549 AgR / MS", "Súmula Vinculante 10", "Rcl 12 . 122 - AgR", "Súmulas ns 280", "Recurso Extraordinário ns 590 . 260 / SP - RG", "596", ".", "962", "/", "MT", "-", "RG", "Rcl 29 . 895 AgR", "Súmulas ns 280 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário ns 590 . 260 / SP - RG", "596", ".", "962", "/", "MT", "-", "Rcl 29 . 895 AgR", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 50503 AGR / RJ 17", "Agravo Interno na Reclamação n 0072064 - 08 . 2020 . 8 . 19 . 0000", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "Agravo Interno na", "Reclamação n 0072064 - 08 . 2020 . 8 . 19 . 0000", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 50503", "RCL 50503 AGR / RJ", "verbete n 10 da Súmula Vinculante", "RCL 50503 AGR / RJ", "verbete da Súmula Vinculante n 10", "verbete n 10 da Súmula Vinculante", "RCL 50503 AGR / RJ", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "SÚMULA VINCULANTE 10 DO 4", "Súmula Vinculante 10", "Súmula Vinculante 10", "SÚMULA VINCULANTE 10 DO 4", "Rcl 44036 AgR", "Súmula Vinculante 10", "Rcl 49455 AgR", "RCL 50503 AGR / RJ", "Rcl 44036 AgR", "Súmula Vinculante 10 desta Corte", "Rcl 49455 AgR", "RECLAMAÇÃO 50 . 503", "RECLAMAÇÃO 50 . 503" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "arts . 102 , I , l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal", "art . 988 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução 3 / 2016 do Superior Tribunal de Justiça", "artigo 97 da Constituição Federal", "art . 52 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução 3 / 2016 do Superior Tribunal de Justiça", "artigo 97 da Constituição Federal", "art . 52 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 021 e seu", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 Código de Processo Civil / 15", "Código de Processo Civil", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 Código de Processo Civil / 15", "Código de Processo Civil", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 97 da Constituição", "artigo 97 da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 485 , VI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 97 da Constituição", "artigo 97 da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 485 , VI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "arts . 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do RISTF", "Resolução 03 / 2016 do Superior Tribunal de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "arts . 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do RISTF", "Resolução 03 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução", "Superior Tribunal de Justiça n 03 / 2016", "Resolução n 3 / 2016 do Superior Tribunal de Justiça", "art . 988 , § 1 . . . , II do Código de Processo Civil", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 021 e seu § 2 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução Superior Tribunal de Justiça n 03 / 2016", "Resolução n 3 / 2016 do Superior Tribunal de Justiça", "art . 988 , § 1 . . . , II do Código de Processo Civil", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 021 e seu § 2 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 Código de Processo Civil / 15", "Código de Processo Civil", "Resolução n 03 / 2016 do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 Código de Processo Civil / 15", "Código de Processo Civil", "Resolução n 03 / 2016 do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 12 / 2009", "Emenda Regimental n 22 / 2016", "Resolução Superior Tribunal de Justiça n 03 / 2016", "Resolução n 03 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 12 / 2009", "Emenda Regimental n 22 / 2016", "Resolução Superior Tribunal de Justiça n 03 / 2016", "Resolução n 03 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 03 / 2016", "art . 1 . 021 e § 2 . . . Código de Processo Civil / 15", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 03 / 2016", "art . 1 . 021 e § 2 . . . Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ORDINÁRIA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Distrito Federal", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO DO RIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Seção Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Seção Cível", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Superior Tribunal de Justiça", "Seção Especializada dos Tribunais de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Superior Tribunal de Justiça", "Seção Especializada dos Tribunais de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "RJ", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Seção Cível", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Cível do Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "RJ", "Seção Cível do Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Pleno", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Pleno", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA", "LUIS HENRY BOFFY", "André Mendonça", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA", "LUIS HENRY BOFFY", "EDSON FACHIN", "Dilce de Oliveira Mesquita", "EDSON FACHIN", "DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA", "LUIS HENRY BOFFY", "EDSON FACHIN", "Dilce de Oliveira Mesquita", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Nagib Salii Filho", "Nagib Salii Filho", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA", "LUIS HENRY BOFFY", "André Mendonça", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Hannah Gevartosky", "EDSON FACHIN", "DILCE DE OLIVEIRA MESQUITA", "LUIS HENRY BOFFY", "André Mendonça", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Hannah Gevartosky" ], "TEMPO": [ "22", "/", "11", "/", "2022", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2014", "13", ".", "2", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "26", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2014", "13", ".", "2", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "26", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "5", ".", "2017", "24", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "5", ".", "2017", "24", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "9", ".", "2021", "2", ".", "6", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "9", ".", "2021", "2", ".", "6", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) :RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DECORRENTE DE APROVAÇÃO NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS (ENCCEJA). NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA CARGA HORÁRIA MÍNIMA PREVISTA NO ART. 24, I, DA LEI N. 9.394/1996. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. Deve-se utilizar, no cálculo da remição em decorrência da aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), o percentual descrito no art. 3º, parágrafo único, da Resolução n. 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça – 50% – a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para os anos finais do ensino fundamental regular (correspondentes aos 6º, 7º, 8º e 9º anos) e de 2.400 horas para os três anos do ensino médio regular. 2. Agravo interno desprovido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CE5-2951-18F3-B871 e senha BA58-8EFC-F8DE-9B53 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 212714 AGR / SC realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em negar provimento ao agravo interno no habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CE5-2951-18F3-B871 e senha BA58-8EFC-F8DE-9B53 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em negar provimento ao agravo interno no habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CE5-2951-18F3-B871 e senha BA58-8EFC-F8DE-9B53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) :RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Ministério Público Federal interpôs agravo interno de decisão monocrática mediante a qual não conheci do habeas corpus, mas deferi de ofício a ordem, garantindo ao paciente a aplicação, no cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual de 50% descrito no art. 3º, parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para o ensino fundamental regular e de 2.400 horas para o ensino médio regular, conforme decidido pela Segunda Turma deste Tribunal no julgamento do RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski. Requer, em síntese, o restabelecimento da remição reconhecida na origem. A parte agravada, em contraminuta, postula o desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D3B-F569-3FD8-57F3 e senha 195C-EA82-8802-10AC Supremo Tribunal Federal 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) :RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Ministério Público Federal interpôs agravo interno de decisão monocrática mediante a qual não conheci do habeas corpus, mas deferi de ofício a ordem, garantindo ao paciente a aplicação, no cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual de 50% descrito no art. 3º, parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para o ensino fundamental regular e de 2.400 horas para o ensino médio regular, conforme decidido pela Segunda Turma deste Tribunal no julgamento do RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski. Requer, em síntese, o restabelecimento da remição reconhecida na origem. A parte agravada, em contraminuta, postula o desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D3B-F569-3FD8-57F3 e senha 195C-EA82-8802-10AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): Entendo não assistir razão à parte recorrente. O art. 126 da Lei de Execução Penal garante ao condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto a remição da pena por estudo, na medida de um dia de pena a cada doze horas de frequência escolar. Além disso, garante o acréscimo de um terço na remição na hipótese de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena. O Conselho Nacional de Justiça, por sua vez, editou a Resolução n. 391/2021, em substituição à Recomendação n. 44/2013, a fim de regulamentar a remição por estudo, no caso de o condenado instruir-se por contra própria, ou seja, sem comprovação de frequência escolar, e ser aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O art. 3º, parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, assim descreve a forma de cálculo da remição: Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): Entendo não assistir razão à parte recorrente. O art. 126 da Lei de Execução Penal garante ao condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto a remição da pena por estudo, na medida de um dia de pena a cada doze horas de frequência escolar. Além disso, garante o acréscimo de um terço na remição na hipótese de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena. O Conselho Nacional de Justiça, por sua vez, editou a Resolução n. 391/2021, em substituição à Recomendação n. 44/2013, a fim de regulamentar a remição por estudo, no caso de o condenado instruir-se por contra própria, ou seja, sem comprovação de frequência escolar, e ser aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O art. 3º, parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, assim descreve a forma de cálculo da remição: Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES HC 212714 AGR / SC definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4o da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5º, da LEP. Observo que esta Corte, ainda na vigência da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, havia firmado entendimento no sentido de considerar, quando não comprovada a frequência escolar, como base de cálculo para efeito de remição de pena em virtude da aprovação no Encceja, os percentuais de 50% de 2.400 horas, para o ensino médio, e de 50% de 3.200 horas, para o ensino fundamental, nos termos da Recomendação e da jurisprudência já citadas. Vale destacar, nesse sentido, relevante argumento apresentado pelo ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC 190.450, de sua relatoria: É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1200 horas para todo o Ensino Médio), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4o da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5º, da LEP. Observo que esta Corte, ainda na vigência da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, havia firmado entendimento no sentido de considerar, quando não comprovada a frequência escolar, como base de cálculo para efeito de remição de pena em virtude da aprovação no Encceja, os percentuais de 50% de 2.400 horas, para o ensino médio, e de 50% de 3.200 horas, para o ensino fundamental, nos termos da Recomendação e da jurisprudência já citadas. Vale destacar, nesse sentido, relevante argumento apresentado pelo ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC 190.450, de sua relatoria: É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1200 horas para todo o Ensino Médio), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES HC 212714 AGR / SC de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos “benefícios” de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Por tudo isso e na linha do que assentado pela Segunda Turma (RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski; RHC 193.336 AgR, ministro Gilmar Mendes; e RHC 193.347 AgR-segundo, ministra Cármen Lúcia), entendo que, no caso, há de se aplicar ao cálculo da remição a carga horária definida na Lei n. 9.394/1996: Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; Em síntese, deve-se utilizar, na espécie, para efeito do cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual descrito no art. 3º, parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021 – 50% – a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para os anos finais do ensino fundamental regular (correspondentes aos 6º, 7º, 8º e 9º anos) e de 2.400 horas para os três anos do ensino médio regular. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos “benefícios” de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Por tudo isso e na linha do que assentado pela Segunda Turma (RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski; RHC 193.336 AgR, ministro Gilmar Mendes; e RHC 193.347 AgR-segundo, ministra Cármen Lúcia), entendo que, no caso, há de se aplicar ao cálculo da remição a carga horária definida na Lei n. 9.394/1996: Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; Em síntese, deve-se utilizar, na espécie, para efeito do cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual descrito no art. 3º, parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021 – 50% – a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para os anos finais do ensino fundamental regular (correspondentes aos 6º, 7º, 8º e 9º anos) e de 2.400 horas para os três anos do ensino médio regular. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES HC 212714 AGR / SC É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Extrato de Ata - 30/05/2022 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e André Mendonça. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6F-7347-4365-111C e senha 7286-0C80-B976-B7DD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e André Mendonça. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6F-7347-4365-111C e senha 7286-0C80-B976-B7DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto Vista 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO-VISTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DA PENA POR APROVAÇÃO NO ENCCEJA. BASE DE CÁLCULO PARA CÔMPUTO DO BENEFÍCIO. EXEGESE DOS ARTS. 4º, INC. IV, 24, INC. I, E 32 DA LEI Nº 9.394, DE 1996. ART. 3º DA RESOLUÇÃO CNJ Nº 391, DE 2021, (QUE REVOGOU A RECOMENDAÇÃO CNJ Nº 44, DE 2013). ART. 4º, INC. II, DA RESOLUÇÃO CNE Nº 3, DE 2010. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA IN BONAM PARTEM. NEGATIVA DE PROVIMENTO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. A base de cálculo a ser considerada para cômputo da pena por aprovação no Encceja — nível fundamental, por estudo por conta própria — equivale a 1.600 horas. Esse quantitativo corresponde à aplicação do percentual de 50%, previsto no art. 3º da Resolução nº 391, de 2021, do CNJ (que revogou a Recomendação nº 44, de 2013), sobre a carga horária mínima legalmente definida (arts. 24, inc. I, e 32 da Lei nº 9.394, de 1993). 3. Interpretação sistemática mais benéfica ao apenado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO-VISTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DA PENA POR APROVAÇÃO NO ENCCEJA. BASE DE CÁLCULO PARA CÔMPUTO DO BENEFÍCIO. EXEGESE DOS ARTS. 4º, INC. IV, 24, INC. I, E 32 DA LEI Nº 9.394, DE 1996. ART. 3º DA RESOLUÇÃO CNJ Nº 391, DE 2021, (QUE REVOGOU A RECOMENDAÇÃO CNJ Nº 44, DE 2013). ART. 4º, INC. II, DA RESOLUÇÃO CNE Nº 3, DE 2010. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA IN BONAM PARTEM. NEGATIVA DE PROVIMENTO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. A base de cálculo a ser considerada para cômputo da pena por aprovação no Encceja — nível fundamental, por estudo por conta própria — equivale a 1.600 horas. Esse quantitativo corresponde à aplicação do percentual de 50%, previsto no art. 3º da Resolução nº 391, de 2021, do CNJ (que revogou a Recomendação nº 44, de 2013), sobre a carga horária mínima legalmente definida (arts. 24, inc. I, e 32 da Lei nº 9.394, de 1993). 3. Interpretação sistemática mais benéfica ao apenado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. O SENHOR MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA: 1. Trata-se de agravo regimental protocolado pelo Ministério Público Federal contra decisão monocrática do eminente Ministro Relator. Nela, o Ministro Nunes Marques, de ofício, deferiu a ordem e declarou remidos 133 (cento e trinta e três) dias da pena do paciente, ao contrário dos 66 (sessenta) dias declarados pelo Juízo da Execução. 2. Ao fundamentar sua decisão, o Ministro Relator concluiu que o paciente faz jus à remição decorrente da aprovação em todas as áreas do conhecimento no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para o ensino fundamental, adotando-se, como ponto de partida para incidência do percentual de 50% descrito na Recomendação CNJ nº 44, de 2013, a carga horária prevista na Lei nº 9.394, de 1996 (3.200 horas). Daí chegar-se ao que corresponde a um total de 1.600 horas. Adotou entendimento estabelecido em precedentes desta Suprema Corte: RHC nº 190.806-AgR/SC (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 30/03/2021, p. 02/06/2021); RHC nº 193.336-AgR/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j. 24/05/2021, p. 27/05/2021); RHC nº 193.347-AgR/SC (Rel. Min. Cármen Lúcia, j. 13/04/2021, p. 15/04/2021); RHC nº 190.450/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 30/09/2020, p. 02/10/2020). 3. Neste recurso, o agravante sustenta que a execução penal é pautada pelo princípio in dubio pro societate, havendo “sacrifício da legalidade penal” na aplicação da Lei nº 9.394, de 1996, cujo art. 4º, inc. I, dispõe ser destinada a menores de 18 anos, ao invés da observância do art. 4º, inc. II, da Resolução CNE nº 3, de 2010, pelo fato da aprovação no Encceja equivaler ao regramento destinado a jovens e adultos. Assim procedendo, haveria “elastecimento da benesse por analogia com norma que sequer trata de ressocialização de detentos, que sequer trata do ensino de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. O SENHOR MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA: 1. Trata-se de agravo regimental protocolado pelo Ministério Público Federal contra decisão monocrática do eminente Ministro Relator. Nela, o Ministro Nunes Marques, de ofício, deferiu a ordem e declarou remidos 133 (cento e trinta e três) dias da pena do paciente, ao contrário dos 66 (sessenta) dias declarados pelo Juízo da Execução. 2. Ao fundamentar sua decisão, o Ministro Relator concluiu que o paciente faz jus à remição decorrente da aprovação em todas as áreas do conhecimento no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para o ensino fundamental, adotando-se, como ponto de partida para incidência do percentual de 50% descrito na Recomendação CNJ nº 44, de 2013, a carga horária prevista na Lei nº 9.394, de 1996 (3.200 horas). Daí chegar-se ao que corresponde a um total de 1.600 horas. Adotou entendimento estabelecido em precedentes desta Suprema Corte: RHC nº 190.806-AgR/SC (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 30/03/2021, p. 02/06/2021); RHC nº 193.336-AgR/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j. 24/05/2021, p. 27/05/2021); RHC nº 193.347-AgR/SC (Rel. Min. Cármen Lúcia, j. 13/04/2021, p. 15/04/2021); RHC nº 190.450/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 30/09/2020, p. 02/10/2020). 3. Neste recurso, o agravante sustenta que a execução penal é pautada pelo princípio in dubio pro societate, havendo “sacrifício da legalidade penal” na aplicação da Lei nº 9.394, de 1996, cujo art. 4º, inc. I, dispõe ser destinada a menores de 18 anos, ao invés da observância do art. 4º, inc. II, da Resolução CNE nº 3, de 2010, pelo fato da aprovação no Encceja equivaler ao regramento destinado a jovens e adultos. Assim procedendo, haveria “elastecimento da benesse por analogia com norma que sequer trata de ressocialização de detentos, que sequer trata do ensino de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC jovens e adultos”. 4. O agravado, na petição inicial de habeas corpus, repisa que o mandamento legal acerca da “carga horária mínima anual” para o ensino fundamental, disposto no art. 24, inc. I, não se direciona apenas a menores de 4 a 17 anos, citados no art. 4º, inc. I, já que o inc. IV estabelece o “acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria”. Passo à análise. 5. A controvérsia gira em torno da forma de contagem dos dias de remição de pena, em caso de aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 6. Ao prever remição da pena por estudo, o art. 126 da Lei de Execução Penal (LEP) exige a efetiva comprovação de frequência escolar, conforme segue: “Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. §1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I. 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar – atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional – divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; (…) §5º O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação.” (grifos nossos). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC jovens e adultos”. 4. O agravado, na petição inicial de habeas corpus, repisa que o mandamento legal acerca da “carga horária mínima anual” para o ensino fundamental, disposto no art. 24, inc. I, não se direciona apenas a menores de 4 a 17 anos, citados no art. 4º, inc. I, já que o inc. IV estabelece o “acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria”. Passo à análise. 5. A controvérsia gira em torno da forma de contagem dos dias de remição de pena, em caso de aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 6. Ao prever remição da pena por estudo, o art. 126 da Lei de Execução Penal (LEP) exige a efetiva comprovação de frequência escolar, conforme segue: “Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. §1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I. 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar – atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional – divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; (…) §5º O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação.” (grifos nossos). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC 7. Buscando abranger outras hipóteses, com vistas a dar plena concretude ao princípio da individualização da pena, a Recomendação CNJ nº 441, de 2013, previu a remição de pena por estudo, realizado por esforço próprio do apenado (sem frequência escolar), desde que resultasse em aprovação no Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), in verbis: “Art. 1º Recomendar aos Tribunais que: (...) IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5º do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4º, incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio;” (grifos nossos). 8. A Resolução CNJ nº 3912, de 2021, que revogou a previsão anterior, manteve construção normativa semelhante, em seu art. 3º, parágrafo 1 Dispõe sobre atividades educacionais complementares para fins de remição da pena pelo estudo e estabelece critérios para a admissão pela leitura. 2 Estabelece procedimentos e diretrizes a serem observados pelo Poder Judiciário para o reconhecimento do direito à remição de pena por meio de práticas sociais educativas em unidades de privação de liberdade. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC 7. Buscando abranger outras hipóteses, com vistas a dar plena concretude ao princípio da individualização da pena, a Recomendação CNJ nº 441, de 2013, previu a remição de pena por estudo, realizado por esforço próprio do apenado (sem frequência escolar), desde que resultasse em aprovação no Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), in verbis: “Art. 1º Recomendar aos Tribunais que: (...) IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5º do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4º, incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio;” (grifos nossos). 8. A Resolução CNJ nº 3912, de 2021, que revogou a previsão anterior, manteve construção normativa semelhante, em seu art. 3º, parágrafo 1 Dispõe sobre atividades educacionais complementares para fins de remição da pena pelo estudo e estabelece critérios para a admissão pela leitura. 2 Estabelece procedimentos e diretrizes a serem observados pelo Poder Judiciário para o reconhecimento do direito à remição de pena por meio de práticas sociais educativas em unidades de privação de liberdade. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC único, assim redigido: “Parágrafo único. Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4º da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5º, da LEP.” (grifos nossos). 9. Ambas as diretrizes indicaram, como base de cálculo para a aplicação do percentual de 50%, a “carga horária definida legalmente para cada nível de ensino”, esclarecendo, inicialmente com a expressão “isto é” e, depois, “no montante”, para se referir a “1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental”, conforme art. 4º da Resolução nº 33, de 2010, do CNE, que estabelece a sua duração mínima, in verbis: “Art. 4º Quanto à duração dos cursos presenciais de EJA, mantém-se a formulação do Parecer CNE/CEB nº 29/2006, acrescentando o total de horas a serem cumpridas, 3 Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação de Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC único, assim redigido: “Parágrafo único. Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4º da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5º, da LEP.” (grifos nossos). 9. Ambas as diretrizes indicaram, como base de cálculo para a aplicação do percentual de 50%, a “carga horária definida legalmente para cada nível de ensino”, esclarecendo, inicialmente com a expressão “isto é” e, depois, “no montante”, para se referir a “1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental”, conforme art. 4º da Resolução nº 33, de 2010, do CNE, que estabelece a sua duração mínima, in verbis: “Art. 4º Quanto à duração dos cursos presenciais de EJA, mantém-se a formulação do Parecer CNE/CEB nº 29/2006, acrescentando o total de horas a serem cumpridas, 3 Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação de Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC independentemente da forma de organização curricular: (...) II - para os anos finais do Ensino Fundamental, a duração mínima deve ser de 1.600 (mil e seiscentas) horas;” (grifos nossos). 10. O ponto central da divergência reside em saber se, ao estabelecer cálculo da remição da pena por estudo próprio, o normativo do CNJ teria considerado que o montante de 1.600 horas já decorreria da aplicação do percentual de 50% ou se tal porcentagem ainda deveria ser calculada sobre a “carga horária definida legalmente”, a qual, por sua vez, poderia ser aquela definida pela conjugação do art. 24, inc. I, c/c o art. 32 da Lei 9.394, de 1996 (3.200 horas), ou pelo art. 4º, inc. II, da Resolução CNE nº 3, de 2010 (1.600 horas), resultando na margem de interpretação quanto ao valor final a ser considerado, se 1.600 ou 800 horas. 11. A fim de esclarecer a questão, importa atentar para o que a Lei nº 9.394, de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), diz sobre a temática, conforme segue: “Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (...) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC independentemente da forma de organização curricular: (...) II - para os anos finais do Ensino Fundamental, a duração mínima deve ser de 1.600 (mil e seiscentas) horas;” (grifos nossos). 10. O ponto central da divergência reside em saber se, ao estabelecer cálculo da remição da pena por estudo próprio, o normativo do CNJ teria considerado que o montante de 1.600 horas já decorreria da aplicação do percentual de 50% ou se tal porcentagem ainda deveria ser calculada sobre a “carga horária definida legalmente”, a qual, por sua vez, poderia ser aquela definida pela conjugação do art. 24, inc. I, c/c o art. 32 da Lei 9.394, de 1996 (3.200 horas), ou pelo art. 4º, inc. II, da Resolução CNE nº 3, de 2010 (1.600 horas), resultando na margem de interpretação quanto ao valor final a ser considerado, se 1.600 ou 800 horas. 11. A fim de esclarecer a questão, importa atentar para o que a Lei nº 9.394, de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), diz sobre a temática, conforme segue: “Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (...) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (...) § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida.” (grifos nossos). 12. Da leitura dos referidos dispositivos em cotejo com os demais normativos que tratam da matéria, é possível assumir que a carga horária da segunda metade do ensino fundamental, consistente na multiplicação do número de “ciclos”, que normalmente é de 4 anos, pelo mínimo de 800 horas anuais, equivaleria ao total de 3.200 horas. É sobre essa carga horária que deve incidir, quando é o caso, o percentual de 50%. Portanto, entendo que o parâmetro para a remição, em virtude de aprovação no Encceja, corresponde a 1.600 horas. 13. Por certo, não se chega a essa conclusão por analogia, pois inexiste silêncio ou lacuna normativa. Em verdade, trata-se de típica atividade jurisdicional de interpretação e aplicação das normas que regulam os aspectos a serem considerados para cálculo do benefício. 14. A LDB estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, inclusive para adultos e jovens. Da conjugação dos seus arts. 24, inc. I, e 32, tem-se o critério orientador para a definição da carga horária a ser considerada como base de cálculo para a concessão da remição da pena ao indivíduo cuja situação se enquadre na hipótese prevista no art. 1º, inc. IV, da Recomendação CNJ nº 44, de 2013 (atualmente art. 3º, parágrafo único, da Resolução nº 391, de 2021). Isso porque os normativos do CNJ se referem à base de cálculo correspondente a “50% (cinquenta por cento) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (...) § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida.” (grifos nossos). 12. Da leitura dos referidos dispositivos em cotejo com os demais normativos que tratam da matéria, é possível assumir que a carga horária da segunda metade do ensino fundamental, consistente na multiplicação do número de “ciclos”, que normalmente é de 4 anos, pelo mínimo de 800 horas anuais, equivaleria ao total de 3.200 horas. É sobre essa carga horária que deve incidir, quando é o caso, o percentual de 50%. Portanto, entendo que o parâmetro para a remição, em virtude de aprovação no Encceja, corresponde a 1.600 horas. 13. Por certo, não se chega a essa conclusão por analogia, pois inexiste silêncio ou lacuna normativa. Em verdade, trata-se de típica atividade jurisdicional de interpretação e aplicação das normas que regulam os aspectos a serem considerados para cálculo do benefício. 14. A LDB estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, inclusive para adultos e jovens. Da conjugação dos seus arts. 24, inc. I, e 32, tem-se o critério orientador para a definição da carga horária a ser considerada como base de cálculo para a concessão da remição da pena ao indivíduo cuja situação se enquadre na hipótese prevista no art. 1º, inc. IV, da Recomendação CNJ nº 44, de 2013 (atualmente art. 3º, parágrafo único, da Resolução nº 391, de 2021). Isso porque os normativos do CNJ se referem à base de cálculo correspondente a “50% (cinquenta por cento) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino (...)”. (grifos nossos). 15. Relevante consignar, ademais, que o art. 4º, inc. II, da Resolução CNE nº 3, de 2010, ao mencionar apenas a duração mínima de 1.600 horas para os anos finais de cursos presenciais de Educação para Jovens e Adultos, não impede o mesmo raciocínio. 16. Por fim, a Terceira Seção do STJ, ao uniformizar entendimentos divergentes entre a Quinta e Sexta Turmas, seguiu voto-vogal do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca (HC nº 602.425/SC, j. 10/03/2021, p. 06/04/2021), que, ao considerar a aplicação da LDB com intuito de "fechar esse espaço deixado pelo CNJ”, ressaltou sua consonância com preceitos essenciais da Constituição, citando precedente desta Corte. Vejamos: "(...) essa particular forma de parametrar a interpretação da lei (...) é a que mais se aproxima da Constituição Federal, que faz da cidadania e da dignidade da pessoa humana dois de seus fundamentos (incisos II e III do art. 1º). Mais: Constituição que tem por objetivos fundamentais erradicar a marginalização e construir uma sociedade livre, justa e solidária (incisos I e III do art. 3º). Tudo na perspectiva da construção do tipo ideal de sociedade que o preâmbulo de nossa Constituição caracteriza como 'fraterna'". (HC nº 94.163/RS, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, j. 02/12/2008, p. 23/10/2009; grifos nossos). 17. Na esteira do voto do e. Ministro Nunes Marques, impõe-se proceder a uma interpretação sistemática das normas de regência, adotando-se a hermenêutica para considerar que a mens legis na execução penal consiste na ressocialização do preso, tanto pelo estímulo ao aprimoramento cultural e educacional como pelo afastamento do ócio e preparação para sua readaptação ao convício social. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino (...)”. (grifos nossos). 15. Relevante consignar, ademais, que o art. 4º, inc. II, da Resolução CNE nº 3, de 2010, ao mencionar apenas a duração mínima de 1.600 horas para os anos finais de cursos presenciais de Educação para Jovens e Adultos, não impede o mesmo raciocínio. 16. Por fim, a Terceira Seção do STJ, ao uniformizar entendimentos divergentes entre a Quinta e Sexta Turmas, seguiu voto-vogal do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca (HC nº 602.425/SC, j. 10/03/2021, p. 06/04/2021), que, ao considerar a aplicação da LDB com intuito de "fechar esse espaço deixado pelo CNJ”, ressaltou sua consonância com preceitos essenciais da Constituição, citando precedente desta Corte. Vejamos: "(...) essa particular forma de parametrar a interpretação da lei (...) é a que mais se aproxima da Constituição Federal, que faz da cidadania e da dignidade da pessoa humana dois de seus fundamentos (incisos II e III do art. 1º). Mais: Constituição que tem por objetivos fundamentais erradicar a marginalização e construir uma sociedade livre, justa e solidária (incisos I e III do art. 3º). Tudo na perspectiva da construção do tipo ideal de sociedade que o preâmbulo de nossa Constituição caracteriza como 'fraterna'". (HC nº 94.163/RS, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, j. 02/12/2008, p. 23/10/2009; grifos nossos). 17. Na esteira do voto do e. Ministro Nunes Marques, impõe-se proceder a uma interpretação sistemática das normas de regência, adotando-se a hermenêutica para considerar que a mens legis na execução penal consiste na ressocialização do preso, tanto pelo estímulo ao aprimoramento cultural e educacional como pelo afastamento do ócio e preparação para sua readaptação ao convício social. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC 18. Finalmente, considero ser necessário destacar que, ao identificar determinada nuança na espécie, entendi pela apreciação mais detida dos autos, o que me levou a editar este voto-vista, para acompanhar o e. Relator, com objetivo de enfrentar a importância da educação como um direito fundamental e seu elevado relevo no âmbito das políticas públicas no sistema carcerário. 19. Assim, concluo que a remição da pena decorrente do estudo por esforço próprio representa a valorização daquele que, privado de seu direito de locomoção por conduta pretérita equivocada, fez uma nova opção pela real oportunidade de mudar sua história, buscando se aperfeiçoar para a vida fora do cárcere. Assim, ganha o indivíduo e, igualmente, se beneficia a sociedade em função do incremento potencial à efetiva ressocialização do apenado. 20. Ante o exposto, acompanhando o e. Relator, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Ministro ANDRÉ MENDONÇA 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC 18. Finalmente, considero ser necessário destacar que, ao identificar determinada nuança na espécie, entendi pela apreciação mais detida dos autos, o que me levou a editar este voto-vista, para acompanhar o e. Relator, com objetivo de enfrentar a importância da educação como um direito fundamental e seu elevado relevo no âmbito das políticas públicas no sistema carcerário. 19. Assim, concluo que a remição da pena decorrente do estudo por esforço próprio representa a valorização daquele que, privado de seu direito de locomoção por conduta pretérita equivocada, fez uma nova opção pela real oportunidade de mudar sua história, buscando se aperfeiçoar para a vida fora do cárcere. Assim, ganha o indivíduo e, igualmente, se beneficia a sociedade em função do incremento potencial à efetiva ressocialização do apenado. 20. Ante o exposto, acompanhando o e. Relator, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Ministro ANDRÉ MENDONÇA 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 22/11/2022 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B09-E8C2-6BB5-3405 e senha FF8C-2C77-0055-D886 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B09-E8C2-6BB5-3405 e senha FF8C-2C77-0055-D886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=764681959
2022-11-22T00:00:00
2022-12-02T00:00:00
Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DECORRENTE DE APROVAÇÃO NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS (ENCCEJA). NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA CARGA HORÁRIA MÍNIMA PREVISTA NO ART. 24, I, DA LEI N. 9.394/1996. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. Deve-se utilizar, no cálculo da remição em decorrência da aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), o percentual descrito no art. 3º, parágrafo único, da Resolução n. 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça – 50% – a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para os anos finais do ensino fundamental regular (correspondentes aos 6º, 7º, 8º e 9º anos) e de 2.400 horas para os três anos do ensino médio regular. 2. Agravo interno desprovido.
sjur473021
- Acórdão(s) citado(s): (REMIÇÃO DA PENA, NECESSIDADE, FREQUÊNCIA ESCOLAR, LIMITE MÍNIMO, RECOMENDAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ)) HC 190806 AgR (2ªT), RHC 193347 AgR-segundo (2ªT), RHC 193336 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (REMIÇÃO DA PENA, NECESSIDADE, FREQUÊNCIA ESCOLAR, LIMITE MÍNIMO, RECOMENDAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ)) RHC 190450. Número de páginas: 18. Análise: 10/02/2023, BMP.
NUNES MARQUES
Segunda Turma
212714
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00002 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00126\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED LEI-009394 ANO-1996\n ART-00004 INC-00001 ART-00024 INC-00001\n ART-00032\n LDBEN-1996 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL\n\n", "LEG-FED RES-000003 ANO-2010\n ART-00004 INC-00002\n RESOLUÇÃO\n\n", "LEG-FED RES-000033 ANO-2010\n ART-00004\n RESOLUÇÃO\n\n", "LEG-FED RES-000391 ANO-2021\n ART-00003 PAR-ÚNICO\n RESOLUÇÃO\n\n", "LEG-FED RES-003912 ANO-2021\n ART-00003 PAR-00001\n RESOLUÇÃO" ]
HC-AgR
acordaos
HC 212714 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) :RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DECORRENTE DE APROVAÇÃO NO EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS (ENCCEJA). NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA CARGA HORÁRIA MÍNIMA PREVISTA NO ART. 24, I, DA LEI N. 9.394/1996. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. Deve-se utilizar, no cálculo da remição em decorrência da aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), o percentual descrito no art. 3..., parágrafo único, da Resolução n. 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça – 50% – a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para os anos finais do ensino fundamental regular (correspondentes aos 6..., 7..., 8... e 9... anos) e de 2.400 horas para os três anos do ensino médio regular. 2. Agravo interno desprovido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CE5-2951-18F3-B871 e senha BA58-8EFC-F8DE-9B53 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 212714 AGR / SC realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em negar provimento ao agravo interno no habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CE5-2951-18F3-B871 e senha BA58-8EFC-F8DE-9B53 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC realizada de 11 a 21 de novembro de 2022, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, em negar provimento ao agravo interno no habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro NUNES MARQUES Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CE5-2951-18F3-B871 e senha BA58-8EFC-F8DE-9B53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) :RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Ministério Público Federal interpôs agravo interno de decisão monocrática mediante a qual não conheci do habeas corpus, mas deferi de ofício a ordem, garantindo ao paciente a aplicação, no cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual de 50% descrito no art. 3..., parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para o ensino fundamental regular e de 2.400 horas para o ensino médio regular, conforme decidido pela Segunda Turma deste Tribunal no julgamento do RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski. Requer, em síntese, o restabelecimento da remição reconhecida na origem. A parte agravada, em contraminuta, postula o desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D3B-F569-3FD8-57F3 e senha 195C-EA82-8802-10AC Supremo Tribunal Federal 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) :RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES: O Ministério Público Federal interpôs agravo interno de decisão monocrática mediante a qual não conheci do habeas corpus, mas deferi de ofício a ordem, garantindo ao paciente a aplicação, no cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual de 50% descrito no art. 3..., parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para o ensino fundamental regular e de 2.400 horas para o ensino médio regular, conforme decidido pela Segunda Turma deste Tribunal no julgamento do RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski. Requer, em síntese, o restabelecimento da remição reconhecida na origem. A parte agravada, em contraminuta, postula o desprovimento do agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D3B-F569-3FD8-57F3 e senha 195C-EA82-8802-10AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): Entendo não assistir razão à parte recorrente. O art. 126 da Lei de Execução Penal garante ao condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto a remição da pena por estudo, na medida de um dia de pena a cada doze horas de frequência escolar. Além disso, garante o acréscimo de um terço na remição na hipótese de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena. O Conselho Nacional de Justiça, por sua vez, editou a Resolução n. 391/2021, em substituição à Recomendação n. 44/2013, a fim de regulamentar a remição por estudo, no caso de o condenado instruir-se por contra própria, ou seja, sem comprovação de frequência escolar, e ser aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O art. 3..., parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, assim descreve a forma de cálculo da remição: Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal 30/05/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO NUNES MARQUES (RELATOR): Entendo não assistir razão à parte recorrente. O art. 126 da Lei de Execução Penal garante ao condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto a remição da pena por estudo, na medida de um dia de pena a cada doze horas de frequência escolar. Além disso, garante o acréscimo de um terço na remição na hipótese de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena. O Conselho Nacional de Justiça, por sua vez, editou a Resolução n. 391/2021, em substituição à Recomendação n. 44/2013, a fim de regulamentar a remição por estudo, no caso de o condenado instruir-se por contra própria, ou seja, sem comprovação de frequência escolar, e ser aprovado no Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O art. 3..., parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021, assim descreve a forma de cálculo da remição: Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES HC 212714 AGR / SC definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4o da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5..., da LEP. Observo que esta Corte, ainda na vigência da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, havia firmado entendimento no sentido de considerar, quando não comprovada a frequência escolar, como base de cálculo para efeito de remição de pena em virtude da aprovação no Encceja, os percentuais de 50% de 2.400 horas, para o ensino médio, e de 50% de 3.200 horas, para o ensino fundamental, nos termos da Recomendação e da jurisprudência já citadas. Vale destacar, nesse sentido, relevante argumento apresentado pelo ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC 190.450, de sua relatoria: É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1200 horas para todo o Ensino Médio), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4o da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5..., da LEP. Observo que esta Corte, ainda na vigência da Recomendação n. 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça, havia firmado entendimento no sentido de considerar, quando não comprovada a frequência escolar, como base de cálculo para efeito de remição de pena em virtude da aprovação no Encceja, os percentuais de 50% de 2.400 horas, para o ensino médio, e de 50% de 3.200 horas, para o ensino fundamental, nos termos da Recomendação e da jurisprudência já citadas. Vale destacar, nesse sentido, relevante argumento apresentado pelo ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC 190.450, de sua relatoria: É evidente que, para um detento em ambiente de cárcere, as dificuldades impostas pelos estudos são maiores que para um estudante de curso regular ou de curso na modalidade EJA, pois, tanto um quanto outro são beneficiados pela tutoria de professores, bem como pelo uso de materiais escolares direcionados. Por outro lado, o reeducando que escolhe estudar por conta própria, com os materiais disponíveis e sem acompanhamento, emprega esforços maiores para alcançar seus objetivos, tornando sua conquista algo louvável. Aplicar ao paciente a Resolução n. 03/2013 do Conselho Nacional de Educação, que disciplina o programa de Educação para Jovens e Adultos com idade mínima de 18 anos e duração menor (1200 horas para todo o Ensino Médio), à primeira vista, não atende aos fatores essenciais do princípio da proporcionalidade, que deve considerar a adequação teleológica (imbuindo o ato estatal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES HC 212714 AGR / SC de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos “benefícios” de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Por tudo isso e na linha do que assentado pela Segunda Turma (RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski; RHC 193.336 AgR, ministro Gilmar Mendes; e RHC 193.347 AgR-segundo, ministra Cármen Lúcia), entendo que, no caso, há de se aplicar ao cálculo da remição a carga horária definida na Lei n. 9.394/1996: Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; Em síntese, deve-se utilizar, na espécie, para efeito do cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual descrito no art. 3..., parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021 – 50% – a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para os anos finais do ensino fundamental regular (correspondentes aos 6..., 7..., 8... e 9... anos) e de 2.400 horas para os três anos do ensino médio regular. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC de uma finalidade política), a necessidade (respeitar os limites para conservação do fim legítimo) e proporcionalidade (utilizar os meios adequados para a concretização do bem social). Valorizar a conquista em voga trará consequências positivas à sociedade, pois servirá de incentivo para todos aqueles que vislumbrarem os benefícios do estudo, principalmente para aqueles que já acreditaram nos “benefícios” de uma vida delituosa. Portanto, seria desproporcional diminuir todo o esforço empregado e considerar o empenho demonstrado como algo mínimo e comparável à modalidade de curso com a menor carga horária para o cálculo da remição. Por tudo isso e na linha do que assentado pela Segunda Turma (RHC 190.806 AgR, ministro Ricardo Lewandowski; RHC 193.336 AgR, ministro Gilmar Mendes; e RHC 193.347 AgR-segundo, ministra Cármen Lúcia), entendo que, no caso, há de se aplicar ao cálculo da remição a carga horária definida na Lei n. 9.394/1996: Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; Em síntese, deve-se utilizar, na espécie, para efeito do cálculo da remição decorrente da aprovação no Encceja, o percentual descrito no art. 3..., parágrafo único, da Resolução/CNJ n. 391/2021 – 50% – a incidir sobre a carga horária mínima prevista no art. 24, I, da Lei n. 9.394/1996, que é de 3.200 horas para os anos finais do ensino fundamental regular (correspondentes aos 6..., 7..., 8... e 9... anos) e de 2.400 horas para os três anos do ensino médio regular. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. NUNES MARQUES HC 212714 AGR / SC É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B174-76FB-7206-62D5 e senha DD3C-134F-EF6F-C7F6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Extrato de Ata - 30/05/2022 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e André Mendonça. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6F-7347-4365-111C e senha 7286-0C80-B976-B7DD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Composição: Ministros Nunes Marques (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e André Mendonça. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6F-7347-4365-111C e senha 7286-0C80-B976-B7DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto Vista 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO-VISTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DA PENA POR APROVAÇÃO NO ENCCEJA. BASE DE CÁLCULO PARA CÔMPUTO DO BENEFÍCIO. EXEGESE DOS ARTS. 4..., INC. IV, 24, INC. I, E 32 DA LEI n 9.394, DE 1996. ART. 3... DA RESOLUÇÃO CNJ n 391, DE 2021, (QUE REVOGOU A RECOMENDAÇÃO CNJ n 44, DE 2013). ART. 4..., INC. II, DA RESOLUÇÃO CNE n 3, DE 2010. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA IN BONAM PARTEM. NEGATIVA DE PROVIMENTO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. A base de cálculo a ser considerada para cômputo da pena por aprovação no Encceja — nível fundamental, por estudo por conta própria — equivale a 1.600 horas. Esse quantitativo corresponde à aplicação do percentual de 50%, previsto no art. 3... da Resolução n 391, de 2021, do CNJ (que revogou a Recomendação n 44, de 2013), sobre a carga horária mínima legalmente definida (arts. 24, inc. I, e 32 da Lei n 9.394, de 1993). 3. Interpretação sistemática mais benéfica ao apenado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 SANTA CATARINA VOTO-VISTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DA PENA POR APROVAÇÃO NO ENCCEJA. BASE DE CÁLCULO PARA CÔMPUTO DO BENEFÍCIO. EXEGESE DOS ARTS. 4..., INC. IV, 24, INC. I, E 32 DA LEI n 9.394, DE 1996. ART. 3... DA RESOLUÇÃO CNJ n 391, DE 2021, (QUE REVOGOU A RECOMENDAÇÃO CNJ n 44, DE 2013). ART. 4..., INC. II, DA RESOLUÇÃO CNE n 3, DE 2010. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA IN BONAM PARTEM. NEGATIVA DE PROVIMENTO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. A base de cálculo a ser considerada para cômputo da pena por aprovação no Encceja — nível fundamental, por estudo por conta própria — equivale a 1.600 horas. Esse quantitativo corresponde à aplicação do percentual de 50%, previsto no art. 3... da Resolução n 391, de 2021, do CNJ (que revogou a Recomendação n 44, de 2013), sobre a carga horária mínima legalmente definida (arts. 24, inc. I, e 32 da Lei n 9.394, de 1993). 3. Interpretação sistemática mais benéfica ao apenado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. O SENHOR MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA: 1. Trata-se de agravo regimental protocolado pelo Ministério Público Federal contra decisão monocrática do eminente Ministro Relator. Nela, o Ministro Nunes Marques, de ofício, deferiu a ordem e declarou remidos 133 (cento e trinta e três) dias da pena do paciente, ao contrário dos 66 (sessenta) dias declarados pelo Juízo da Execução. 2. Ao fundamentar sua decisão, o Ministro Relator concluiu que o paciente faz jus à remição decorrente da aprovação em todas as áreas do conhecimento no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para o ensino fundamental, adotando-se, como ponto de partida para incidência do percentual de 50% descrito na Recomendação CNJ n 44, de 2013, a carga horária prevista na Lei n 9.394, de 1996 (3.200 horas). Daí chegar-se ao que corresponde a um total de 1.600 horas. Adotou entendimento estabelecido em precedentes desta Suprema Corte: RHC n 190.806-AgR/SC (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 30/03/2021, p. 02/06/2021); RHC n 193.336-AgR/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j. 24/05/2021, p. 27/05/2021); RHC n 193.347-AgR/SC (Rel. Min. Cármen Lúcia, j. 13/04/2021, p. 15/04/2021); RHC n 190.450/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 30/09/2020, p. 02/10/2020). 3. Neste recurso, o agravante sustenta que a execução penal é pautada pelo princípio in dubio pro societate, havendo “sacrifício da legalidade penal” na aplicação da Lei n 9.394, de 1996, cujo art. 4..., inc. I, dispõe ser destinada a menores de 18 anos, ao invés da observância do art. 4..., inc. II, da Resolução CNE n 3, de 2010, pelo fato da aprovação no Encceja equivaler ao regramento destinado a jovens e adultos. Assim procedendo, haveria “elastecimento da benesse por analogia com norma que sequer trata de ressocialização de detentos, que sequer trata do ensino de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. O SENHOR MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA: 1. Trata-se de agravo regimental protocolado pelo Ministério Público Federal contra decisão monocrática do eminente Ministro Relator. Nela, o Ministro Nunes Marques, de ofício, deferiu a ordem e declarou remidos 133 (cento e trinta e três) dias da pena do paciente, ao contrário dos 66 (sessenta) dias declarados pelo Juízo da Execução. 2. Ao fundamentar sua decisão, o Ministro Relator concluiu que o paciente faz jus à remição decorrente da aprovação em todas as áreas do conhecimento no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para o ensino fundamental, adotando-se, como ponto de partida para incidência do percentual de 50% descrito na Recomendação CNJ n 44, de 2013, a carga horária prevista na Lei n 9.394, de 1996 (3.200 horas). Daí chegar-se ao que corresponde a um total de 1.600 horas. Adotou entendimento estabelecido em precedentes desta Suprema Corte: RHC n 190.806-AgR/SC (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 30/03/2021, p. 02/06/2021); RHC n 193.336-AgR/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j. 24/05/2021, p. 27/05/2021); RHC n 193.347-AgR/SC (Rel. Min. Cármen Lúcia, j. 13/04/2021, p. 15/04/2021); RHC n 190.450/SC (Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 30/09/2020, p. 02/10/2020). 3. Neste recurso, o agravante sustenta que a execução penal é pautada pelo princípio in dubio pro societate, havendo “sacrifício da legalidade penal” na aplicação da Lei n 9.394, de 1996, cujo art. 4..., inc. I, dispõe ser destinada a menores de 18 anos, ao invés da observância do art. 4..., inc. II, da Resolução CNE n 3, de 2010, pelo fato da aprovação no Encceja equivaler ao regramento destinado a jovens e adultos. Assim procedendo, haveria “elastecimento da benesse por analogia com norma que sequer trata de ressocialização de detentos, que sequer trata do ensino de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC jovens e adultos”. 4. O agravado, na petição inicial de habeas corpus, repisa que o mandamento legal acerca da “carga horária mínima anual” para o ensino fundamental, disposto no art. 24, inc. I, não se direciona apenas a menores de 4 a 17 anos, citados no art. 4..., inc. I, já que o inc. IV estabelece o “acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria”. Passo à análise. 5. A controvérsia gira em torno da forma de contagem dos dias de remição de pena, em caso de aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 6. Ao prever remição da pena por estudo, o art. 126 da Lei de Execução Penal (LEP) exige a efetiva comprovação de frequência escolar, conforme segue: “Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. §1... A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I. 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar – atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional – divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; (…) §5... O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação.” (grifos nossos). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC jovens e adultos”. 4. O agravado, na petição inicial de habeas corpus, repisa que o mandamento legal acerca da “carga horária mínima anual” para o ensino fundamental, disposto no art. 24, inc. I, não se direciona apenas a menores de 4 a 17 anos, citados no art. 4..., inc. I, já que o inc. IV estabelece o “acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria”. Passo à análise. 5. A controvérsia gira em torno da forma de contagem dos dias de remição de pena, em caso de aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 6. Ao prever remição da pena por estudo, o art. 126 da Lei de Execução Penal (LEP) exige a efetiva comprovação de frequência escolar, conforme segue: “Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. §1... A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I. 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar – atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional – divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; (…) §5... O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação.” (grifos nossos). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC 7. Buscando abranger outras hipóteses, com vistas a dar plena concretude ao princípio da individualização da pena, a Recomendação CNJ n 441, de 2013, previu a remição de pena por estudo, realizado por esforço próprio do apenado (sem frequência escolar), desde que resultasse em aprovação no Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), in verbis: “Art. 1... Recomendar aos Tribunais que: (...) IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5... do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4..., incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio;” (grifos nossos). 8. A Resolução CNJ n 3912, de 2021, que revogou a previsão anterior, manteve construção normativa semelhante, em seu art. 3..., parágrafo 1 Dispõe sobre atividades educacionais complementares para fins de remição da pena pelo estudo e estabelece critérios para a admissão pela leitura. 2 Estabelece procedimentos e diretrizes a serem observados pelo Poder Judiciário para o reconhecimento do direito à remição de pena por meio de práticas sociais educativas em unidades de privação de liberdade. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC 7. Buscando abranger outras hipóteses, com vistas a dar plena concretude ao princípio da individualização da pena, a Recomendação CNJ n 441, de 2013, previu a remição de pena por estudo, realizado por esforço próprio do apenado (sem frequência escolar), desde que resultasse em aprovação no Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), in verbis: “Art. 1... Recomendar aos Tribunais que: (...) IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que certificam a conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de se dar plena aplicação ao disposto no § 5... do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental ou médio - art. 4..., incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio;” (grifos nossos). 8. A Resolução CNJ n 3912, de 2021, que revogou a previsão anterior, manteve construção normativa semelhante, em seu art. 3..., parágrafo 1 Dispõe sobre atividades educacionais complementares para fins de remição da pena pelo estudo e estabelece critérios para a admissão pela leitura. 2 Estabelece procedimentos e diretrizes a serem observados pelo Poder Judiciário para o reconhecimento do direito à remição de pena por meio de práticas sociais educativas em unidades de privação de liberdade. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC único, assim redigido: “Parágrafo único. Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4... da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5..., da LEP.” (grifos nossos). 9. Ambas as diretrizes indicaram, como base de cálculo para a aplicação do percentual de 50%, a “carga horária definida legalmente para cada nível de ensino”, esclarecendo, inicialmente com a expressão “isto é” e, depois, “no montante”, para se referir a “1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental”, conforme art. 4... da Resolução n 33, de 2010, do CNE, que estabelece a sua duração mínima, in verbis: “Art. 4... Quanto à duração dos cursos presenciais de EJA, mantém-se a formulação do Parecer CNE/CEB n 29/2006, acrescentando o total de horas a serem cumpridas, 3 Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação de Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC único, assim redigido: “Parágrafo único. Em caso de a pessoa privada de liberdade não estar vinculada a atividades regulares de ensino no interior da unidade e realizar estudos por conta própria, ou com acompanhamento pedagógico não-escolar, logrando, com isso, obter aprovação nos exames que certificam a conclusão do ensino fundamental ou médio (Encceja ou outros) e aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio - Enem, será considerada como base de cálculo para fins de cômputo das horas visando à remição da pena 50% (cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino, fundamental ou médio, no montante de 1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1.200 (mil e duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio, conforme o art. 4... da Resolução no 03/2010 do Conselho Nacional de Educação, acrescida de 1/3 (um terço) por conclusão de nível de educação, a fim de se dar plena aplicação ao disposto no art. 126, § 5..., da LEP.” (grifos nossos). 9. Ambas as diretrizes indicaram, como base de cálculo para a aplicação do percentual de 50%, a “carga horária definida legalmente para cada nível de ensino”, esclarecendo, inicialmente com a expressão “isto é” e, depois, “no montante”, para se referir a “1.600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental”, conforme art. 4... da Resolução n 33, de 2010, do CNE, que estabelece a sua duração mínima, in verbis: “Art. 4... Quanto à duração dos cursos presenciais de EJA, mantém-se a formulação do Parecer CNE/CEB n 29/2006, acrescentando o total de horas a serem cumpridas, 3 Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação de Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC independentemente da forma de organização curricular: (...) II - para os anos finais do Ensino Fundamental, a duração mínima deve ser de 1.600 (mil e seiscentas) horas;” (grifos nossos). 10. O ponto central da divergência reside em saber se, ao estabelecer cálculo da remição da pena por estudo próprio, o normativo do CNJ teria considerado que o montante de 1.600 horas já decorreria da aplicação do percentual de 50% ou se tal porcentagem ainda deveria ser calculada sobre a “carga horária definida legalmente”, a qual, por sua vez, poderia ser aquela definida pela conjugação do art. 24, inc. I, c/c o art. 32 da Lei 9.394, de 1996 (3.200 horas), ou pelo art. 4..., inc. II, da Resolução CNE n 3, de 2010 (1.600 horas), resultando na margem de interpretação quanto ao valor final a ser considerado, se 1.600 ou 800 horas. 11. A fim de esclarecer a questão, importa atentar para o que a Lei n 9.394, de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), diz sobre a temática, conforme segue: “Art. 4... O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (...) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC independentemente da forma de organização curricular: (...) II - para os anos finais do Ensino Fundamental, a duração mínima deve ser de 1.600 (mil e seiscentas) horas;” (grifos nossos). 10. O ponto central da divergência reside em saber se, ao estabelecer cálculo da remição da pena por estudo próprio, o normativo do CNJ teria considerado que o montante de 1.600 horas já decorreria da aplicação do percentual de 50% ou se tal porcentagem ainda deveria ser calculada sobre a “carga horária definida legalmente”, a qual, por sua vez, poderia ser aquela definida pela conjugação do art. 24, inc. I, c/c o art. 32 da Lei 9.394, de 1996 (3.200 horas), ou pelo art. 4..., inc. II, da Resolução CNE n 3, de 2010 (1.600 horas), resultando na margem de interpretação quanto ao valor final a ser considerado, se 1.600 ou 800 horas. 11. A fim de esclarecer a questão, importa atentar para o que a Lei n 9.394, de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), diz sobre a temática, conforme segue: “Art. 4... O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (...) IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (...) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (...) § 1... É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida.” (grifos nossos). 12. Da leitura dos referidos dispositivos em cotejo com os demais normativos que tratam da matéria, é possível assumir que a carga horária da segunda metade do ensino fundamental, consistente na multiplicação do número de “ciclos”, que normalmente é de 4 anos, pelo mínimo de 800 horas anuais, equivaleria ao total de 3.200 horas. É sobre essa carga horária que deve incidir, quando é o caso, o percentual de 50%. Portanto, entendo que o parâmetro para a remição, em virtude de aprovação no Encceja, corresponde a 1.600 horas. 13. Por certo, não se chega a essa conclusão por analogia, pois inexiste silêncio ou lacuna normativa. Em verdade, trata-se de típica atividade jurisdicional de interpretação e aplicação das normas que regulam os aspectos a serem considerados para cálculo do benefício. 14. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, inclusive para adultos e jovens. Da conjugação dos seus arts. 24, inc. I, e 32, tem-se o critério orientador para a definição da carga horária a ser considerada como base de cálculo para a concessão da remição da pena ao indivíduo cuja situação se enquadre na hipótese prevista no art. 1..., inc. IV, da Recomendação CNJ n 44, de 2013 (atualmente art. 3..., parágrafo único, da Resolução n 391, de 2021). Isso porque os normativos do CNJ se referem à base de cálculo correspondente a “50% (cinquenta por cento) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (...) § 1... É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida.” (grifos nossos). 12. Da leitura dos referidos dispositivos em cotejo com os demais normativos que tratam da matéria, é possível assumir que a carga horária da segunda metade do ensino fundamental, consistente na multiplicação do número de “ciclos”, que normalmente é de 4 anos, pelo mínimo de 800 horas anuais, equivaleria ao total de 3.200 horas. É sobre essa carga horária que deve incidir, quando é o caso, o percentual de 50%. Portanto, entendo que o parâmetro para a remição, em virtude de aprovação no Encceja, corresponde a 1.600 horas. 13. Por certo, não se chega a essa conclusão por analogia, pois inexiste silêncio ou lacuna normativa. Em verdade, trata-se de típica atividade jurisdicional de interpretação e aplicação das normas que regulam os aspectos a serem considerados para cálculo do benefício. 14. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, inclusive para adultos e jovens. Da conjugação dos seus arts. 24, inc. I, e 32, tem-se o critério orientador para a definição da carga horária a ser considerada como base de cálculo para a concessão da remição da pena ao indivíduo cuja situação se enquadre na hipótese prevista no art. 1..., inc. IV, da Recomendação CNJ n 44, de 2013 (atualmente art. 3..., parágrafo único, da Resolução n 391, de 2021). Isso porque os normativos do CNJ se referem à base de cálculo correspondente a “50% (cinquenta por cento) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino (...)”. (grifos nossos). 15. Relevante consignar, ademais, que o art. 4..., inc. II, da Resolução CNE n 3, de 2010, ao mencionar apenas a duração mínima de 1.600 horas para os anos finais de cursos presenciais de Educação para Jovens e Adultos, não impede o mesmo raciocínio. 16. Por fim, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao uniformizar entendimentos divergentes entre a Quinta e Sexta Turmas, seguiu voto-vogal do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca (HC n 602.425/SC, j. 10/03/2021, p. 06/04/2021), que, ao considerar a aplicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional com intuito de "fechar esse espaço deixado pelo CNJ”, ressaltou sua consonância com preceitos essenciais da Constituição, citando precedente desta Corte. Vejamos: "(...) essa particular forma de parametrar a interpretação da lei (...) é a que mais se aproxima da Constituição Federal, que faz da cidadania e da dignidade da pessoa humana dois de seus fundamentos (incisos II e III do art. 1...). Mais: Constituição que tem por objetivos fundamentais erradicar a marginalização e construir uma sociedade livre, justa e solidária (incisos I e III do art. 3...). Tudo na perspectiva da construção do tipo ideal de sociedade que o preâmbulo de nossa Constituição caracteriza como 'fraterna'". (HC n 94.163/RS, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, j. 02/12/2008, p. 23/10/2009; grifos nossos). 17. Na esteira do voto do e. Ministro Nunes Marques, impõe-se proceder a uma interpretação sistemática das normas de regência, adotando-se a hermenêutica para considerar que a mens legis na execução penal consiste na ressocialização do preso, tanto pelo estímulo ao aprimoramento cultural e educacional como pelo afastamento do ócio e preparação para sua readaptação ao convício social. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino (...)”. (grifos nossos). 15. Relevante consignar, ademais, que o art. 4..., inc. II, da Resolução CNE n 3, de 2010, ao mencionar apenas a duração mínima de 1.600 horas para os anos finais de cursos presenciais de Educação para Jovens e Adultos, não impede o mesmo raciocínio. 16. Por fim, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao uniformizar entendimentos divergentes entre a Quinta e Sexta Turmas, seguiu voto-vogal do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca (HC n 602.425/SC, j. 10/03/2021, p. 06/04/2021), que, ao considerar a aplicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional com intuito de "fechar esse espaço deixado pelo CNJ”, ressaltou sua consonância com preceitos essenciais da Constituição, citando precedente desta Corte. Vejamos: "(...) essa particular forma de parametrar a interpretação da lei (...) é a que mais se aproxima da Constituição Federal, que faz da cidadania e da dignidade da pessoa humana dois de seus fundamentos (incisos II e III do art. 1...). Mais: Constituição que tem por objetivos fundamentais erradicar a marginalização e construir uma sociedade livre, justa e solidária (incisos I e III do art. 3...). Tudo na perspectiva da construção do tipo ideal de sociedade que o preâmbulo de nossa Constituição caracteriza como 'fraterna'". (HC n 94.163/RS, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, j. 02/12/2008, p. 23/10/2009; grifos nossos). 17. Na esteira do voto do e. Ministro Nunes Marques, impõe-se proceder a uma interpretação sistemática das normas de regência, adotando-se a hermenêutica para considerar que a mens legis na execução penal consiste na ressocialização do preso, tanto pelo estímulo ao aprimoramento cultural e educacional como pelo afastamento do ócio e preparação para sua readaptação ao convício social. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vista HC 212714 AGR / SC 18. Finalmente, considero ser necessário destacar que, ao identificar determinada nuança na espécie, entendi pela apreciação mais detida dos autos, o que me levou a editar este voto-vista, para acompanhar o e. Relator, com objetivo de enfrentar a importância da educação como um direito fundamental e seu elevado relevo no âmbito das políticas públicas no sistema carcerário. 19. Assim, concluo que a remição da pena decorrente do estudo por esforço próprio representa a valorização daquele que, privado de seu direito de locomoção por conduta pretérita equivocada, fez uma nova opção pela real oportunidade de mudar sua história, buscando se aperfeiçoar para a vida fora do cárcere. Assim, ganha o indivíduo e, igualmente, se beneficia a sociedade em função do incremento potencial à efetiva ressocialização do apenado. 20. Ante o exposto, acompanhando o e. Relator, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Ministro ANDRÉ MENDONÇA 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 212714 AGR / SC 18. Finalmente, considero ser necessário destacar que, ao identificar determinada nuança na espécie, entendi pela apreciação mais detida dos autos, o que me levou a editar este voto-vista, para acompanhar o e. Relator, com objetivo de enfrentar a importância da educação como um direito fundamental e seu elevado relevo no âmbito das políticas públicas no sistema carcerário. 19. Assim, concluo que a remição da pena decorrente do estudo por esforço próprio representa a valorização daquele que, privado de seu direito de locomoção por conduta pretérita equivocada, fez uma nova opção pela real oportunidade de mudar sua história, buscando se aperfeiçoar para a vida fora do cárcere. Assim, ganha o indivíduo e, igualmente, se beneficia a sociedade em função do incremento potencial à efetiva ressocialização do apenado. 20. Ante o exposto, acompanhando o e. Relator, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Ministro ANDRÉ MENDONÇA 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA05-81C1-D5FF-2F99 e senha 9D0F-599D-8141-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 22/11/2022 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B09-E8C2-6BB5-3405 e senha FF8C-2C77-0055-D886 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 212.714 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. NUNES MARQUES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA AGDO.(A/S) : RODRIGO DA SILVA GENUÍNO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 587.438 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Ministro Nunes Marques (Relator), que negava provimento ao agravo regimental, no que foi acompanhado pelos Ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, pediu vista dos autos o Ministro André Mendonça. Segunda Turma, Sessão Virtual de 20.5.2022 a 27.5.2022. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros André Mendonça (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques. Hannah Gevartosky Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B09-E8C2-6BB5-3405 e senha FF8C-2C77-0055-D886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC n 587 . 438", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC n 587 . 438", "RHC 190 . 806 AgR", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC n 587 . 438", "RHC 190 . 806 AgR", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC 212714 AGR / SC", "RHC 190 . 450", "HC 212714 AGR / SC", "Recomendação n", "RHC 190 . 450", "HC 212714 AGR / SC", "RHC 190 . 806 AgR", "RHC 193", "RHC 193 . 347 AgR - segundo", "HC 212714 AGR", "RHC 190 . 806 AgR", "RHC 193 . 336 AgR", "RHC 193 . 347 AgR - segundo", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC n 587 . 438", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC n 587 . 438", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC 212714 AGR / SC", "RHC n 190 . 806 - AgR / SC", "RHC n 193 . 336 - AgR / SC", "RHC n 193 . 347 - AgR / SC", "RHC n 190 . 450 / SC", "HC 212714 AGR / SC", "RHC n 190 . 806 - AgR / SC", "RHC n 193 . 336 - AgR / SC", "RHC n 193 . 347 - AgR / SC", "RHC n 190 . 450 / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "Recomendação", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HC n 602 . 425 / SC", "HC n 94 . 163 / RS", "HC 212714 AGR / SC", "HC n 602 . 425 / SC", "HC n 94 . 163 / RS", "HC 212714 AGR / SC", "HC 212714 AGR / SC", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC n 587 . 438", "HABEAS CORPUS 212 . 714", "HC n 587 . 438" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 24 , I , DA LEI N . 9 . 394 / 1996", "Resolução n . 391 / 2021 do Conselho Nacional de Justiça", "art . 24 , I , da Lei n . 9 . 394 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , parágrafo único , da", "Resolução", "/", "CNJ n . 391 / 2021", "art . 24 , I , da Lei n . 9 . 394 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução /", "CNJ", "art . 24 , I , da Lei n . 9 . 394 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 126 da Lei de Execução Penal", "Resolução n . 391 / 2021", "Recomendação n . 44 / 2013", "Resolução", "/", "CNJ n . 391 / 2021", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 126 da Lei de Execução Penal", "Resolução n . 391 / 2021", "Recomendação n . 44 / 2013", "Resolução", "/", "CNJ n . 391 / 2021", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4o da Resolução no 03 / 2010 do Conselho Nacional de Educação", "art . 126 , § 5 . . . , da LEP", "Recomendação n . 44 / 2013", "Resolução n . 03 / 2013 do Conselho Nacional de Educação", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4o da Resolução no 03 / 2010 do Conselho Nacional de Educação", "art . 126 , § 5 . . . , da LEP", "Resolução n . 03 / 2013 do Conselho Nacional de Educação", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 394 / 1996", "art . 3 . . . , parágrafo único , da", "Resolução", "/", "CNJ n . 391 / 2021", "art . 24 , I , da Lei n . 9 . 394 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 394 / 1996", "art . 3 . . . , parágrafo único , da", "Resolução", "/", "CNJ n . 391 / 2021", "art . 24 , I , da Lei n . 9 . 394 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 4 . . . , INC . IV , 24 , INC . I , E 32 DA LEI n 9 . 394", "RESOLUÇÃO", "CNJ n 391", "RECOMENDAÇÃO", "ART", "RESOLUÇÃO CNE n 3", "Resolução n 391", "arts . 24 , inc . I , e 32 da Lei n 9 . 394", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS", "RESOLUÇÃO CNJ n 391", "RECOMENDAÇÃO", "RESOLUÇÃO CNE n 3", "Resolução n 391", "arts . 24 , inc . I , e 32 da Lei n 9 . 394", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 394", "Lei n 9 . 394", "art . 4 . . . , inc . II , da Resolução CNE n 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 394", "Lei n 9 . 394", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 126 da Lei de Execução Penal", "LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 126 da Lei de Execução Penal", "LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 5 . . . do art . 126 da LEP", "Lei n . 7 . 210 / 84", "Resolução", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Recomendação", "§ 5 . . . do", "art . 126 da LEP", "Lei n . 7 . 210 / 84", "Resolução CNJ n 3912", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução no 03 / 2010 do Conselho Nacional de Educação", "art . 126 , § 5 . . . , da LEP .", "Resolução n 33", "Parecer", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução no 03 / 2010 do Conselho Nacional de Educação", "art . 126 , § 5 . . . , da LEP .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 24 , inc . I , c / c o art . 32 da Lei 9 . 394", "art . 4 . . . , inc . II , da Resolução CNE n 3", "Lei n 9 . 394", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 24 , inc . I , c / c o art . 32 da Lei 9 . 394", "art", "Lei n 9 . 394", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Recomendação", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "art", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Constituição", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "Exame Nacional do Ensino Médio", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "336", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CNJ", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Exame Nacional do Ensino Médio", "Exame", "CNE", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Exame Nacional do", "CNE", "CNE", "CNE", "/", "CEB", "Supremo Tribunal Federal", "CNE", "CNE", "/", "CEB", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Quinta e Sexta Turmas", "CNJ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Quinta e Sexta Turmas", "CNJ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "NUNES MARQUES", "RODRIGO DA SILVA GENUÍNO", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "RODRIGO DA SILVA", "NUNES MARQUES", "Ricardo Lewandowski", "NUNES MARQUES", "RODRIGO DA SILVA GENUÍNO", "NUNES MARQUES", "Ricardo Lewandowski", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "NUNES MARQUES", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "NUNES MARQUES", "NUNES MARQUES", "RODRIGO DA SILVA GENUÍNO", "Nunes Marques", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "André Mendonça", "Nunes Marques", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "André Mendonça", "Hannah Gevartosky", "NUNES MARQUES", "RODRIGO DA SILVA GENUÍNO", "Nunes Marques", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "André Mendonça", "Nunes Marques", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "André Mendonça", "Hannah Gevartosky", "ANDRÉ MENDONÇA", "Nunes Marques", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "ANDRÉ MENDONÇA", "Nunes Marques", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Reynaldo Soares da Fonseca", "Carlos Britto", "Nunes Marques", "Reynaldo Soares da Fonseca", "Carlos Britto", "Nunes Marques", "ANDRÉ MENDONÇA", "ANDRÉ MENDONÇA", "NUNES MARQUES", "RODRIGO DA SILVA", "Nunes Marques", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "André Mendonça", "André Mendonça", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Hannah Gevartosky", "NUNES MARQUES", "RODRIGO DA SILVA GENUÍNO", "Nunes Marques", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "André Mendonça", "André Mendonça", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Nunes Marques", "Hannah Gevartosky" ], "TEMPO": [ "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "05", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "05", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "05", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "05", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "05", "/", "2022", "20", ".", "5", ".", "2022", "27", ".", "5", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "5", ".", "2022", "27", ".", "5", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "1996", "2021", "2013", "2010", "2013", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "1996", "2021", "2013", "2010", "2021", "2013", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "1996", "30", "/", "03", "/", "2021", "02", "/", "06", "/", "2021", "24", "/", "05", "/", "2021", "27", "/", "05", "/", "2021", "13", "/", "04", "/", "2021", "15", "/", "04", "/", "2021", "30", "/", "09", "/", "2020", "02", "/", "10", "/", "2020", "1996", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "1996", "30", "/", "03", "/", "2021", "02", "/", "06", "/", "2021", "24", "/", "05", "/", "2021", "27", "/", "05", "/", "2021", "13", "/", "04", "/", "2021", "15", "/", "04", "/", "2021", "30", "/", "09", "/", "2020", "02", "/", "10", "/", "2020", "1996", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "2010", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "10", "/", "03", "/", "2021", "06", "/", "04", "/", "2021", "02", "/", "12", "/", "2008", "23", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "10", "/", "03", "/", "2021", "06", "/", "04", "/", "2021", "02", "/", "12", "/", "2008", "23", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "20", ".", "5", ".", "2022", "27", ".", "5", ".", "2022", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "5", ".", "2022", "27", ".", "5", ".", "2022", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) :SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. § 3º DO ART. 1º DA LEI N. 3.624/2005, ALTERADOS PELA LEI N. 6.618/2020 DO DISTRITO FEDERAL. REQUISIÇÕES DE PEQUENO VALOR. LIMITE. ALTERAÇÃO. VINTE SALÁRIOS MÍNIMOS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM: AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA ENTRE O OBJETO DA AÇÃO E AS FINALIDADES DA AUTORA. VÍNCULO INDIRETO. PRECEDENTES. DESCUMPRIMENTO DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, negar provimento ao agravo e não conhecer da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Brasília, 22 de novembro de 2022. Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99A7-90D6-5015-D87C e senha 2AEC-0946-183D-99B6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ADPF 1015 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99A7-90D6-5015-D87C e senha 2AEC-0946-183D-99B6 Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99A7-90D6-5015-D87C e senha 2AEC-0946-183D-99B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) :SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Agravo regimental na arguição de descumprimento de preceito fundamental interposto contra decisão pela qual neguei seguimento à arguição ao fundamento de não terem sido comprovados o atendimento ao princípio da subsidiariedade e a legitimidade ativa da autora para atuar na espécie. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.10.2022, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 17). 3. O agravante alega que “tem por finalidade estatutária representar nacionalmente os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros perante as autoridades judiciárias, estando legitimada, nos termos do art. 2º, da Lei nº 9.882, de 3 de dezembro de 1999, c/c art. 103, inciso IX, da Constituição Federal, a deflagrar o controle concentrado de constitucionalidade, por se caracterizar como entidade sindical de grau máximo, ex vi do disposto no art. 8º, inciso IV, da CRFB/88” (fl. 3, e-doc. 17). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) :SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Agravo regimental na arguição de descumprimento de preceito fundamental interposto contra decisão pela qual neguei seguimento à arguição ao fundamento de não terem sido comprovados o atendimento ao princípio da subsidiariedade e a legitimidade ativa da autora para atuar na espécie. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.10.2022, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 17). 3. O agravante alega que “tem por finalidade estatutária representar nacionalmente os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros perante as autoridades judiciárias, estando legitimada, nos termos do art. 2º, da Lei nº 9.882, de 3 de dezembro de 1999, c/c art. 103, inciso IX, da Constituição Federal, a deflagrar o controle concentrado de constitucionalidade, por se caracterizar como entidade sindical de grau máximo, ex vi do disposto no art. 8º, inciso IV, da CRFB/88” (fl. 3, e-doc. 17). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ADPF 1015 AGR / DF Sustenta que, “em consulta ao portfólio jurisprudencial do STF, constata- se a presença de inúmeras ações de controle concentrado de constitucionalidade, propostas pela mesma CSPB, para salvaguardar direitos de seus representados, inclusive com a apreciação do mérito das questões constitucionais arguidas, o que pressupõe e confirma a legitimidade ad causam da referida confederação” (fl. 5, e-doc. 17). Argumenta que “a norma legal, cuja constitucionalidade a parte agravante busca ver declarada, beneficia diretamente e imediatamente milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação” (fl. 7, e-doc. 17). Transcreve “rol exemplificativo de ementas de acórdãos proferidos no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decisões prolatadas em sede de cumprimentos individuais de sentença genérica formada em ação coletiva, propostos por servidores públicos do Distrito Federal, em que se rechaçaram a validade e a eficácia da Lei Distrital nº 6.618/2020, diante do suposto vício formal de iniciativa, o impõe o pagamento da dívida por Precatório e suas condicionantes, isto é, por um meio sabidamente mais demorado e dificultoso se comparado com a RPV (Requisição de Pequeno Valor), causando prejuízo direto e imediato aos representados” (fl. 7, e-doc. 17). No que se refere ao cumprimento do princípio da subsidiariedade, assevera “não h[aver] outro meio objetivo e eficaz para afastar de forma ampla, geral e irrestrita a violação aos preceitos fundamentais citados, porquanto não se mostra cabível a propositura de ação declaratória de constitucionalidade de lei distrital em face da Constituição Federal, ex vi do disposto no art. 13, da Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999” (fl. 18, e-doc. 17). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF Sustenta que, “em consulta ao portfólio jurisprudencial do STF, constata- se a presença de inúmeras ações de controle concentrado de constitucionalidade, propostas pela mesma CSPB, para salvaguardar direitos de seus representados, inclusive com a apreciação do mérito das questões constitucionais arguidas, o que pressupõe e confirma a legitimidade ad causam da referida confederação” (fl. 5, e-doc. 17). Argumenta que “a norma legal, cuja constitucionalidade a parte agravante busca ver declarada, beneficia diretamente e imediatamente milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação” (fl. 7, e-doc. 17). Transcreve “rol exemplificativo de ementas de acórdãos proferidos no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decisões prolatadas em sede de cumprimentos individuais de sentença genérica formada em ação coletiva, propostos por servidores públicos do Distrito Federal, em que se rechaçaram a validade e a eficácia da Lei Distrital nº 6.618/2020, diante do suposto vício formal de iniciativa, o impõe o pagamento da dívida por Precatório e suas condicionantes, isto é, por um meio sabidamente mais demorado e dificultoso se comparado com a RPV (Requisição de Pequeno Valor), causando prejuízo direto e imediato aos representados” (fl. 7, e-doc. 17). No que se refere ao cumprimento do princípio da subsidiariedade, assevera “não h[aver] outro meio objetivo e eficaz para afastar de forma ampla, geral e irrestrita a violação aos preceitos fundamentais citados, porquanto não se mostra cabível a propositura de ação declaratória de constitucionalidade de lei distrital em face da Constituição Federal, ex vi do disposto no art. 13, da Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999” (fl. 18, e-doc. 17). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ADPF 1015 AGR / DF 4. Pede a reconsideração da decisão agravada e, “caso contrário, submeta o presente recurso à apreciação do douto Plenário, para reforma da r. decisão agravada e, consequente, conhecimento da presente Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, esperando que ao final seja declarada, com efeitos ex tunc e eficácia erga omnes, a constitucionalidade do art. 1º, I, da Lei Distrital nº 6.618/2020, que deu nova redação ao art. 1º, caput, da Lei Distrital nº 3.624/2005, cassando-se todas as decisões que tenham declarado a inconstitucionalidade de tal dispositivo, em curso perante o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios” (fl. 19, e-doc. 17). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF 4. Pede a reconsideração da decisão agravada e, “caso contrário, submeta o presente recurso à apreciação do douto Plenário, para reforma da r. decisão agravada e, consequente, conhecimento da presente Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, esperando que ao final seja declarada, com efeitos ex tunc e eficácia erga omnes, a constitucionalidade do art. 1º, I, da Lei Distrital nº 6.618/2020, que deu nova redação ao art. 1º, caput, da Lei Distrital nº 3.624/2005, cassando-se todas as decisões que tenham declarado a inconstitucionalidade de tal dispositivo, em curso perante o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios” (fl. 19, e-doc. 17). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se na decisão agravada: “4. A presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida. É manifesta a ausência de legitimidade ativa ad causam do autor e também o descumprimento do princípio da subsidiariedade. (...). 8. Na Lei distrital impugnada se dispõe o limite de até vinte salários mínimos a ser considerado como de pequeno valor para as obrigações a serem pagas pelo Distrito Federal e suas entidades de administração indireta, decorrentes de condenação judicial da qual não penda recurso ou defesa. Consta do § 5º do art. 1º do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB ser uma de suas finalidades representar ‘perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir’ (e-doc. 3). Quanto à sua legitimidade ativa ad causam, afirma a autora, no caso, que ‘a norma legal, cuja constitucionalidade busca ver a Autora declarada, beneficia milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se na decisão agravada: “4. A presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida. É manifesta a ausência de legitimidade ativa ad causam do autor e também o descumprimento do princípio da subsidiariedade. (...). 8. Na Lei distrital impugnada se dispõe o limite de até vinte salários mínimos a ser considerado como de pequeno valor para as obrigações a serem pagas pelo Distrito Federal e suas entidades de administração indireta, decorrentes de condenação judicial da qual não penda recurso ou defesa. Consta do § 5º do art. 1º do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB ser uma de suas finalidades representar ‘perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir’ (e-doc. 3). Quanto à sua legitimidade ativa ad causam, afirma a autora, no caso, que ‘a norma legal, cuja constitucionalidade busca ver a Autora declarada, beneficia milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação’. Do cotejo entre os objetivos listados no Estatuto Social da autora e o conteúdo das normas impugnadas se tem por demonstrado inexistir o necessário interesse jurídico direto e imediato para caracterizar a legitimidade constitucional para o ajuizamento da presente arguição. As atividades exercidas pela autora e a atividade econômica desenvolvida por seus representados não são afetadas de forma direta e específica pela lei questionada. A norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. O vínculo mediato e indireto não satisfaz o requisito da pertinência temática, pelo qual se legitimaria a autora à propositura da presente ação direta. Diferente do sustentado na inicial, o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora. Evidencia-se, assim, a ilegitimidade ativa ad causam para instaurar o controle de constitucionalidade contra os atos questionados. 9. Ademais, ainda que se pudesse superar aquele óbice – o que não se dá na espécie - a presente arguição não poderia ser conhecida pelo descumprimento do princípio da subsidiariedade, na espécie. (...). A matéria posta a exame nesta arguição é objeto da ação direta de inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, ajuizada pelo Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1). Ressalte-se ainda o descumprimento ao princípio da subsidiariedade pela passagem da petição inicial na qual a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação’. Do cotejo entre os objetivos listados no Estatuto Social da autora e o conteúdo das normas impugnadas se tem por demonstrado inexistir o necessário interesse jurídico direto e imediato para caracterizar a legitimidade constitucional para o ajuizamento da presente arguição. As atividades exercidas pela autora e a atividade econômica desenvolvida por seus representados não são afetadas de forma direta e específica pela lei questionada. A norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. O vínculo mediato e indireto não satisfaz o requisito da pertinência temática, pelo qual se legitimaria a autora à propositura da presente ação direta. Diferente do sustentado na inicial, o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora. Evidencia-se, assim, a ilegitimidade ativa ad causam para instaurar o controle de constitucionalidade contra os atos questionados. 9. Ademais, ainda que se pudesse superar aquele óbice – o que não se dá na espécie - a presente arguição não poderia ser conhecida pelo descumprimento do princípio da subsidiariedade, na espécie. (...). A matéria posta a exame nesta arguição é objeto da ação direta de inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, ajuizada pelo Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1). Ressalte-se ainda o descumprimento ao princípio da subsidiariedade pela passagem da petição inicial na qual a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF suscitada pela 3ª Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: ‘De igual modo, a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729-67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital nº 3.642/2005, (...)’ (fl. 11, e-doc. 1). Do que se tem nos autos, pretende a arguente seja declarada a constitucionalidade da norma impugnada, pois há inúmeras decisões nas quais a norma foi declarada inconstitucional com ‘a repristinação da Lei do DF n. 3.624, de 18 de julho de 2005, que fixou em 10 (dez) salários mínimos o patamar máximo da requisição de pequeno valor, com a consequente redução de 100 (cem) para 50 (cinquenta) salários mínimos do limite do adiantamento devido aos idosos e doentes graves previsto no art. 100, § 2º, da CRFB/88 c/c a Emenda Constitucional n. 99/2017, tudo isto comprometendo diversos preceitos fundamentais, dentre os quais, em primeiro lugar, o direito à razoável duração do processo (art. 5º, LXXVIII, da CRFB/88), em razão da ampliação do número de credores da Fazenda Pública do Distrito Federal submetidos ao regime de pagamento por meio de precatórios de pública e notória morosidade e baixa efetividade, muitos dos quais servidores públicos titulares de créditos de natureza alimentícia’ (fl. 17, e-doc. 1). Como reiteradamente assentado e repetido, a arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser utilizada para substituir os instrumentos recursais ou outras medidas processuais ordinárias acessíveis à parte processual, sob pena de transformá-la em ação rescisória até mesmo fora de seu prazo legal, sucedâneo recursal e mecanismo de burla às normas de distribuição de competências entre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF suscitada pela 3ª Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: ‘De igual modo, a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729-67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital nº 3.642/2005, (...)’ (fl. 11, e-doc. 1). Do que se tem nos autos, pretende a arguente seja declarada a constitucionalidade da norma impugnada, pois há inúmeras decisões nas quais a norma foi declarada inconstitucional com ‘a repristinação da Lei do DF n. 3.624, de 18 de julho de 2005, que fixou em 10 (dez) salários mínimos o patamar máximo da requisição de pequeno valor, com a consequente redução de 100 (cem) para 50 (cinquenta) salários mínimos do limite do adiantamento devido aos idosos e doentes graves previsto no art. 100, § 2º, da CRFB/88 c/c a Emenda Constitucional n. 99/2017, tudo isto comprometendo diversos preceitos fundamentais, dentre os quais, em primeiro lugar, o direito à razoável duração do processo (art. 5º, LXXVIII, da CRFB/88), em razão da ampliação do número de credores da Fazenda Pública do Distrito Federal submetidos ao regime de pagamento por meio de precatórios de pública e notória morosidade e baixa efetividade, muitos dos quais servidores públicos titulares de créditos de natureza alimentícia’ (fl. 17, e-doc. 1). Como reiteradamente assentado e repetido, a arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser utilizada para substituir os instrumentos recursais ou outras medidas processuais ordinárias acessíveis à parte processual, sob pena de transformá-la em ação rescisória até mesmo fora de seu prazo legal, sucedâneo recursal e mecanismo de burla às normas de distribuição de competências entre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF os órgãos jurisdicionais. (...). 11. Demonstrado está, pois, que a presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida também em razão do descumprimento do princípio da subsidiariedade. Tem-se, como anotado pela autora mesmo, a pendência de outra ação na qual está o Poder Judiciário analisa o tema (a Lei distrital n. 6.618/2020 é objeto de exame pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 e nos Agravos de Instrumento n. 0741503-56.2021.8.07.0000 e n. 0719729-67.2021.8.07.0000 (e-docs. 5, 6 e 7)” (e-doc. 16). 3. No que se refere à legitimidade ativa ad causam, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade profissional alcançada pela lei impugnada. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA. ENTIDADE REPRESENTATIVA DE PARCELA SETORIZADA DE ATIVIDADE ECONÔMICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade econômica alcançada pela lei impugnada. 2. Demonstrou-se na decisão agravada que a Lei n. 20.276/2020 do Paraná não repercute apenas nos correspondentes bancários representados pela Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País Aneps, mas também sobre as instituições financeiras e as sociedades de arrendamento mercantil. 3. Ausência de legitimidade ativa. Precedentes. Agravo ao qual se nega provimento” (ADI n. 6.539- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 27.4.2021). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF os órgãos jurisdicionais. (...). 11. Demonstrado está, pois, que a presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida também em razão do descumprimento do princípio da subsidiariedade. Tem-se, como anotado pela autora mesmo, a pendência de outra ação na qual está o Poder Judiciário analisa o tema (a Lei distrital n. 6.618/2020 é objeto de exame pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 e nos Agravos de Instrumento n. 0741503-56.2021.8.07.0000 e n. 0719729-67.2021.8.07.0000 (e-docs. 5, 6 e 7)” (e-doc. 16). 3. No que se refere à legitimidade ativa ad causam, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade profissional alcançada pela lei impugnada. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA. ENTIDADE REPRESENTATIVA DE PARCELA SETORIZADA DE ATIVIDADE ECONÔMICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade econômica alcançada pela lei impugnada. 2. Demonstrou-se na decisão agravada que a Lei n. 20.276/2020 do Paraná não repercute apenas nos correspondentes bancários representados pela Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País Aneps, mas também sobre as instituições financeiras e as sociedades de arrendamento mercantil. 3. Ausência de legitimidade ativa. Precedentes. Agravo ao qual se nega provimento” (ADI n. 6.539- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 27.4.2021). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 11.353/2019, do Estado da Paraíba (art. 1º, § 2º). Proibição da oferta e da contratação, por via telefônica, de empréstimos bancários destinados a idosos e aposentados. Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País ANEPS. Ausência de vínculo de pertinência temática. Falta de legitimidade ativa ad causam. 1. Na esteira da jurisprudência do STF, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (CF, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. Precedentes. 2. A legislação estadual impugnada dispõe sobre proteção aos aposentados e idosos, vedando a negociação, pela via telefônica, de empréstimos bancários com essa população economicamente vulnerável. 3. A ANEPS, no entanto, representa apenas os interesses dos profissionais e das empresas de intermediação bancária (empresas promotoras de crédito, correspondentes no País e similares), os quais não realizam, diretamente, nenhuma operação de crédito. 4. Em absoluto diz respeito, a lei estadual impugnada, às relações contratuais entre instituições financeiras e respectivos correspondentes bancários, sendo certo que o liame mediato, indireto ou oblíquo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedente específico no mesmo sentido (ADI 6.539-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, j. 13.4.2021). 5. Ação direta extinta, sem resolução de mérito, por ausência de legitimidade ativa ad causam” (ADI n. 6.203, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 17.3.2022). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 17.205/2019 DO ESTADO DE SÃO PAULO. TETO DAS OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR NO ÂMBITO DA FAZENDA ESTADUAL E DAS AUTARQUIAS, FUNDAÇÕES E UNIVERSIDADES ESTADUAIS. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS COBRAPOL. ENTIDADE DE REPRESENTAÇÃO SINDICAL DE GRAU SUPERIOR. LEGITIMAÇÃO ATIVA ESPECIAL. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 11.353/2019, do Estado da Paraíba (art. 1º, § 2º). Proibição da oferta e da contratação, por via telefônica, de empréstimos bancários destinados a idosos e aposentados. Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País ANEPS. Ausência de vínculo de pertinência temática. Falta de legitimidade ativa ad causam. 1. Na esteira da jurisprudência do STF, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (CF, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. Precedentes. 2. A legislação estadual impugnada dispõe sobre proteção aos aposentados e idosos, vedando a negociação, pela via telefônica, de empréstimos bancários com essa população economicamente vulnerável. 3. A ANEPS, no entanto, representa apenas os interesses dos profissionais e das empresas de intermediação bancária (empresas promotoras de crédito, correspondentes no País e similares), os quais não realizam, diretamente, nenhuma operação de crédito. 4. Em absoluto diz respeito, a lei estadual impugnada, às relações contratuais entre instituições financeiras e respectivos correspondentes bancários, sendo certo que o liame mediato, indireto ou oblíquo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedente específico no mesmo sentido (ADI 6.539-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, j. 13.4.2021). 5. Ação direta extinta, sem resolução de mérito, por ausência de legitimidade ativa ad causam” (ADI n. 6.203, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 17.3.2022). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 17.205/2019 DO ESTADO DE SÃO PAULO. TETO DAS OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR NO ÂMBITO DA FAZENDA ESTADUAL E DAS AUTARQUIAS, FUNDAÇÕES E UNIVERSIDADES ESTADUAIS. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS COBRAPOL. ENTIDADE DE REPRESENTAÇÃO SINDICAL DE GRAU SUPERIOR. LEGITIMAÇÃO ATIVA ESPECIAL. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF ADEQUAÇÃO MATERIAL ENTRE O CONTEÚDO DO ATO IMPUGNADO E A FINALIDADE INSTITUCIONAL DA ENTIDADE DE CLASSE. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CARÊNCIA DE AÇÃO. PRECEDENTES. NÃO PROVIMENTO. 1. Na esteira da jurisprudência do STF, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (CF, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. 2. A legitimação especial ou temática para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade supõe, no caso das confederações sindicais, a adequação material da quaestio, manifestada na relação de pertinência entre o conteúdo do ato impugnado e as finalidades institucionais da entidade de representação sindical de grau superior. Precedentes. 3. Norma formalizadora do regime de pagamento de débitos judiciais de Fazenda estadual não expressa interesse específico e próprio da categoria profissional dos policiais civis, pelo que insuscetível de caracterizar o necessário vínculo de afinidade temática entre o objeto da demanda e os objetivos institucionais da confederação sindical autora. O liame apenas mediato, indireto e subjetivo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 6444-AgR/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 24.9.2020; ADPF 480-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.4.2018; ADI 4400/DF, Redator do acórdão Min. Marco Aurélio, DJe 03.10.2013. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ADI n. 6.290 AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 30.11.2020). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS NS. 3.309/2006, 3.398/2007, 3.686/2009, 3.687/2009 DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL. PLANO DE CARGOS E DE CARREIRA DO QUADRO DE PESSOAL DO PODER JUDICIÁRIO DAQUELE ESTADO. CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. LIAME INDIRETO. REPRESENTAÇÃO AMPLA E HETEROGÊNEA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF ADEQUAÇÃO MATERIAL ENTRE O CONTEÚDO DO ATO IMPUGNADO E A FINALIDADE INSTITUCIONAL DA ENTIDADE DE CLASSE. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CARÊNCIA DE AÇÃO. PRECEDENTES. NÃO PROVIMENTO. 1. Na esteira da jurisprudência do STF, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (CF, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. 2. A legitimação especial ou temática para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade supõe, no caso das confederações sindicais, a adequação material da quaestio, manifestada na relação de pertinência entre o conteúdo do ato impugnado e as finalidades institucionais da entidade de representação sindical de grau superior. Precedentes. 3. Norma formalizadora do regime de pagamento de débitos judiciais de Fazenda estadual não expressa interesse específico e próprio da categoria profissional dos policiais civis, pelo que insuscetível de caracterizar o necessário vínculo de afinidade temática entre o objeto da demanda e os objetivos institucionais da confederação sindical autora. O liame apenas mediato, indireto e subjetivo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 6444-AgR/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 24.9.2020; ADPF 480-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.4.2018; ADI 4400/DF, Redator do acórdão Min. Marco Aurélio, DJe 03.10.2013. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ADI n. 6.290 AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 30.11.2020). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS NS. 3.309/2006, 3.398/2007, 3.686/2009, 3.687/2009 DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL. PLANO DE CARGOS E DE CARREIRA DO QUADRO DE PESSOAL DO PODER JUDICIÁRIO DAQUELE ESTADO. CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. LIAME INDIRETO. REPRESENTAÇÃO AMPLA E HETEROGÊNEA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF exige, para a caracterização da legitimidade ativa das entidades de classe e das confederações sindicais em ações de controle concentrado, a existência de correlação direta entre o objeto do pedido de declaração de inconstitucionalidade e os objetivos institucionais da associação. 2. No caso, não há pertinência temática entre as normas impugnadas, que cuidaram de disciplinar a organização administrativa do quadro funcional de servidores do Poder Judiciário do Estado do Mato Grosso do Sul, e os objetivos institucionais perseguidos pela Requerente (CSPB), voltados, genericamente, à proteção dos interesses dos servidores públicos civis de todos os Poderes e níveis federativos do País. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. O caráter amplo e heterogêneo da Requerente não serve à demonstração do atingimento de interesses típicos de determinado quadro funcional, afetado pela legislação impugnada. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido” (ADI n. 4.302-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe 4.4.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. CONFEDERAÇÃO SINDICAL. AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ILEGITIMIDADE ATIVA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. MANUTENÇÃO DO ARQUIVAMENTO AÇÃO. 1. A decisão agravada encontra-se em plena consonância com a jurisprudência eminentemente consolidada desta Corte, segundo a qual condiciona-se a legitimidade ativa das confederações sindicais à necessária pertinência temática entre suas respectivas finalidades institucionais e o conteúdo normativo dos atos impugnados. Por todos: ADI 1.157-MC, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.508, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.519-MC, Rel. Min. Carlos Velloso. 2. Nesse sentido, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria não possui legitimidade para a presente ação direta, visto que seu escopo de atuação não guarda pertinência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF exige, para a caracterização da legitimidade ativa das entidades de classe e das confederações sindicais em ações de controle concentrado, a existência de correlação direta entre o objeto do pedido de declaração de inconstitucionalidade e os objetivos institucionais da associação. 2. No caso, não há pertinência temática entre as normas impugnadas, que cuidaram de disciplinar a organização administrativa do quadro funcional de servidores do Poder Judiciário do Estado do Mato Grosso do Sul, e os objetivos institucionais perseguidos pela Requerente (CSPB), voltados, genericamente, à proteção dos interesses dos servidores públicos civis de todos os Poderes e níveis federativos do País. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. O caráter amplo e heterogêneo da Requerente não serve à demonstração do atingimento de interesses típicos de determinado quadro funcional, afetado pela legislação impugnada. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido” (ADI n. 4.302-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe 4.4.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. CONFEDERAÇÃO SINDICAL. AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ILEGITIMIDADE ATIVA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. MANUTENÇÃO DO ARQUIVAMENTO AÇÃO. 1. A decisão agravada encontra-se em plena consonância com a jurisprudência eminentemente consolidada desta Corte, segundo a qual condiciona-se a legitimidade ativa das confederações sindicais à necessária pertinência temática entre suas respectivas finalidades institucionais e o conteúdo normativo dos atos impugnados. Por todos: ADI 1.157-MC, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.508, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.519-MC, Rel. Min. Carlos Velloso. 2. Nesse sentido, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria não possui legitimidade para a presente ação direta, visto que seu escopo de atuação não guarda pertinência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF temática direta com os atos impugnados, que tratam da possibilidade de cancelamento, pela Secretaria de Receita Federal, de registro especial de funcionamento de empresas fabricantes de cigarro, no caso de descumprimento de obrigação tributária. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento” (ADI n. 3.527-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 11.2.2019). Como acentuado pela Ministra Ellen Gracie, em decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.471, “a jurisprudência desta Suprema Corte é firme em não reconhecer a legitimidade, para o ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, de entidade representativa de mera parcela de determinada categoria profissional ou econômica” (DJe 1º.8.2011). Em voto condutor no Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 5.444, o Ministro Alexandre de Moraes anotou que “esta CORTE reconhece a necessidade de se observar a total representação da categoria também em relação às associações representativas de categoria econômica” (Plenário, DJe 26.2.2018). 4. No caso, assentei, na decisão agravada, “a norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. (...). o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora”. Pela análise do art. 1º do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, a entidade representa servidores públicos civis brasileiros e tem por finalidade “representar perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF temática direta com os atos impugnados, que tratam da possibilidade de cancelamento, pela Secretaria de Receita Federal, de registro especial de funcionamento de empresas fabricantes de cigarro, no caso de descumprimento de obrigação tributária. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento” (ADI n. 3.527-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 11.2.2019). Como acentuado pela Ministra Ellen Gracie, em decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.471, “a jurisprudência desta Suprema Corte é firme em não reconhecer a legitimidade, para o ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, de entidade representativa de mera parcela de determinada categoria profissional ou econômica” (DJe 1º.8.2011). Em voto condutor no Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 5.444, o Ministro Alexandre de Moraes anotou que “esta CORTE reconhece a necessidade de se observar a total representação da categoria também em relação às associações representativas de categoria econômica” (Plenário, DJe 26.2.2018). 4. No caso, assentei, na decisão agravada, “a norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. (...). o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora”. Pela análise do art. 1º do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, a entidade representa servidores públicos civis brasileiros e tem por finalidade “representar perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir” (e-doc. 3). A norma questionada dirige-se a todos os cidadãos do Distrito Federal, servidores públicos ou não. O autor representa, portanto, apenas parte da categoria profissional que se submeteria à norma impugnada, o que afasta a sua legitimidade ativa ad causam. 5. Quanto ao princípio da subsidiariedade, este Supremo Tribunal assentou que a previsão legal de haver outro meio processual eficaz para sanar lesão questionada na arguição de descumprimento de preceito fundamental impede o aproveitamento dessa classe. Incabível arguição de descumprimento de preceito fundamental que seja acolhida como atalho a ações e recursos a serem utilizados na forma da legislação vigente. A arguição de descumprimento de preceito fundamental deve ser compreendida, no contexto da ordem constitucional, como o instrumento apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata (ADPF n. 33/PA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 7.12.2005), para o que não se dispõe outro meio. Em obra doutrinária, o Ministro Roberto Barroso ensina que a expressão “outro meio eficaz”, posta no § 1º do art. 4º da Lei n. 9.882/1999, abriga não apenas instrumentos de controle abstrato, mas outros meios processuais havidos no ordenamento jurídico aptos a solver a controvérsia suscitada na arguição de descumprimento de preceito fundamental: “O descabimento de outros mecanismos concentrados de controle de constitucionalidade, como assinalado, é um elemento necessário para caracterizar a presença da subsidiariedade que justifica a ADPF. Não se trata, porém, de elemento suficiente. Além da presença dos demais requisitos referidos acima, é preciso que os mecanismos subjetivos existentes sejam insatisfatórios justificando uma intervenção concentrada por parte do STF. Se tais mecanismos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir” (e-doc. 3). A norma questionada dirige-se a todos os cidadãos do Distrito Federal, servidores públicos ou não. O autor representa, portanto, apenas parte da categoria profissional que se submeteria à norma impugnada, o que afasta a sua legitimidade ativa ad causam. 5. Quanto ao princípio da subsidiariedade, este Supremo Tribunal assentou que a previsão legal de haver outro meio processual eficaz para sanar lesão questionada na arguição de descumprimento de preceito fundamental impede o aproveitamento dessa classe. Incabível arguição de descumprimento de preceito fundamental que seja acolhida como atalho a ações e recursos a serem utilizados na forma da legislação vigente. A arguição de descumprimento de preceito fundamental deve ser compreendida, no contexto da ordem constitucional, como o instrumento apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata (ADPF n. 33/PA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 7.12.2005), para o que não se dispõe outro meio. Em obra doutrinária, o Ministro Roberto Barroso ensina que a expressão “outro meio eficaz”, posta no § 1º do art. 4º da Lei n. 9.882/1999, abriga não apenas instrumentos de controle abstrato, mas outros meios processuais havidos no ordenamento jurídico aptos a solver a controvérsia suscitada na arguição de descumprimento de preceito fundamental: “O descabimento de outros mecanismos concentrados de controle de constitucionalidade, como assinalado, é um elemento necessário para caracterizar a presença da subsidiariedade que justifica a ADPF. Não se trata, porém, de elemento suficiente. Além da presença dos demais requisitos referidos acima, é preciso que os mecanismos subjetivos existentes sejam insatisfatórios justificando uma intervenção concentrada por parte do STF. Se tais mecanismos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF forem adequados para afastar eventual lesão, não se justifica o uso da ADPF. O sistema brasileiro de controle concentrado de constitucionalidade não se destina a absorver toda e qualquer discussão subjetiva envolvendo questões constitucionais. Por tal razão, os jurisdicionados não detêm a expectativa legítima de verem todas as suas disputas apreciadas pelo STF em sede de uma ação abstrata. Para conhecer as lides e dar-lhes solução, existe um complexo sistema orgânico e processual que, eventualmente, poderá até mesmo chegar ao STF pelas vias recursais próprias de natureza subjetiva. Nesse contexto, portanto, a ADPF não é uma ação abstrata subsidiária, no sentido de que seria cabível sempre que a ação direta de inconstitucionalidade ou a ação declaratória de constitucionalidade não o fossem. Como explicado acima, a subsidiariedade significa apenas que não caberá ADPF se outro meio idôneo capaz de sanar a lesividade estiver disponível, não podendo ser extraída da regra da subsidiariedade a conclusão de que seria possível o ajuizamento de APDF sempre que não coubesse ADIn e ADC” (O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 289). 6. Nas razões recursais, quanto ao princípio da subsidiariedade, a agravante limita-se a afirmar que, “estando o objeto da ADC limitado à lei ou ato normativo federal, não possui a parte agravante outro remédio para buscar o reconhecimento da constitucionalidade da Lei Distrital nº 6.618/2020, em face da Constituição Federal, razão pela qual atendido está o requisito da cláusula de subsidiariedade” (fl. 18, e-doc. 17). Conforme decidido na decisão agravada, além de a matéria posta a exame nesta arguição consistir em objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ajuizada pelo Procurador- Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1), a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF forem adequados para afastar eventual lesão, não se justifica o uso da ADPF. O sistema brasileiro de controle concentrado de constitucionalidade não se destina a absorver toda e qualquer discussão subjetiva envolvendo questões constitucionais. Por tal razão, os jurisdicionados não detêm a expectativa legítima de verem todas as suas disputas apreciadas pelo STF em sede de uma ação abstrata. Para conhecer as lides e dar-lhes solução, existe um complexo sistema orgânico e processual que, eventualmente, poderá até mesmo chegar ao STF pelas vias recursais próprias de natureza subjetiva. Nesse contexto, portanto, a ADPF não é uma ação abstrata subsidiária, no sentido de que seria cabível sempre que a ação direta de inconstitucionalidade ou a ação declaratória de constitucionalidade não o fossem. Como explicado acima, a subsidiariedade significa apenas que não caberá ADPF se outro meio idôneo capaz de sanar a lesividade estiver disponível, não podendo ser extraída da regra da subsidiariedade a conclusão de que seria possível o ajuizamento de APDF sempre que não coubesse ADIn e ADC” (O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 289). 6. Nas razões recursais, quanto ao princípio da subsidiariedade, a agravante limita-se a afirmar que, “estando o objeto da ADC limitado à lei ou ato normativo federal, não possui a parte agravante outro remédio para buscar o reconhecimento da constitucionalidade da Lei Distrital nº 6.618/2020, em face da Constituição Federal, razão pela qual atendido está o requisito da cláusula de subsidiariedade” (fl. 18, e-doc. 17). Conforme decidido na decisão agravada, além de a matéria posta a exame nesta arguição consistir em objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ajuizada pelo Procurador- Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1), a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental, suscitada pela Terceira Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: “De igual modo, a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729- 67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital nº 3.642/2005, (...)” (fl. 11, e-doc. 1). Não há, nas razões recursais, argumentos no sentido de afastar-se o fundamento pelo qual demonstrado o descumprimento do princípio da subsidiariedade consistente na tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios de ações nas quais arguida de forma abstrata e incidental a inconstitucionalidade da norma questionada. No ponto, incide a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal, pela ausência de impugnação específica dos fundamentos do ato agravado. Ressalto remanescer a possibilidade de utilização das vias processuais ordinárias aptas a sanar a controvérsia posta nos autos, com a abrangência e prontidão exigidas pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. 7. Os argumentos da agravante são insuficientes para modificar a decisão questionada. 8. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental, suscitada pela Terceira Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: “De igual modo, a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729- 67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital nº 3.642/2005, (...)” (fl. 11, e-doc. 1). Não há, nas razões recursais, argumentos no sentido de afastar-se o fundamento pelo qual demonstrado o descumprimento do princípio da subsidiariedade consistente na tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios de ações nas quais arguida de forma abstrata e incidental a inconstitucionalidade da norma questionada. No ponto, incide a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal, pela ausência de impugnação específica dos fundamentos do ato agravado. Ressalto remanescer a possibilidade de utilização das vias processuais ordinárias aptas a sanar a controvérsia posta nos autos, com a abrangência e prontidão exigidas pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. 7. Os argumentos da agravante são insuficientes para modificar a decisão questionada. 8. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF não conhecer da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF não conhecer da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 22/11/2022 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) : SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA (03680/DF) AGDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo e não conheceu da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5E4-74C0-41F9-F3C7 e senha D393-C952-B2EC-9FE9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) : SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA (03680/DF) AGDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo e não conheceu da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5E4-74C0-41F9-F3C7 e senha D393-C952-B2EC-9FE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=764551293
2022-11-22T00:00:00
2022-11-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo e não conheceu da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022.
AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. § 3º DO ART. 1º DA LEI N. 3.624/2005, ALTERADOS PELA LEI N. 6.618/2020 DO DISTRITO FEDERAL. REQUISIÇÕES DE PEQUENO VALOR. LIMITE. ALTERAÇÃO. VINTE SALÁRIOS MÍNIMOS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM: AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA ENTRE O OBJETO DA AÇÃO E AS FINALIDADES DA AUTORA. VÍNCULO INDIRETO. PRECEDENTES. DESCUMPRIMENTO DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur472533
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE, ILEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE DE CLASSE, REPRESENTATIVIDADE, PARCELA, CATEGORIA) ADI 3527 AgR (TP), ADI 4302 AgR (TP), ADI 5444 AgR (TP), ADI 6203 (TP), ADI 6290 AgR (TP), ADI 6539 AgR (TP). (ADPF, PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE) ADPF 33 (TP). - Decisão monocrática citada: (AÇÃO DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE, ILEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE DE CLASSE, REPRESENTATIVIDADE, PARCELA, CATEGORIA) ADI 4471. - Veja art. 1º, do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB. Número de páginas: 18. Análise: 12/06/2023, DAP.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
1015
[ "LEG-FED LEI-009882 ANO-1999\n ART-00004 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-DIS LEI-003624 ANO-2005\n ART-00001 PAR-00003\n LEI ORDINÁRIA, DF\n\n", "LEG-DIS LEI-006618 ANO-2020\n LEI ORDINÁRIA, DF" ]
ADPF-AgR
acordaos
ADPF 1015 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) : SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) :SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. § 3... DO ART. 1... DA LEI N. 3.624/2005, ALTERADOS PELA LEI N. 6.618/2020 DO DISTRITO FEDERAL. REQUISIÇÕES DE PEQUENO VALOR. LIMITE. ALTERAÇÃO. VINTE SALÁRIOS MÍNIMOS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM: AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA ENTRE O OBJETO DA AÇÃO E AS FINALIDADES DA AUTORA. VÍNCULO INDIRETO. PRECEDENTES. DESCUMPRIMENTO DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, negar provimento ao agravo e não conhecer da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Brasília, 22 de novembro de 2022. Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99A7-90D6-5015-D87C e senha 2AEC-0946-183D-99B6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ADPF 1015 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99A7-90D6-5015-D87C e senha 2AEC-0946-183D-99B6 Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99A7-90D6-5015-D87C e senha 2AEC-0946-183D-99B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) :SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Agravo regimental na arguição de descumprimento de preceito fundamental interposto contra decisão pela qual neguei seguimento à arguição ao fundamento de não terem sido comprovados o atendimento ao princípio da subsidiariedade e a legitimidade ativa da autora para atuar na espécie. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.10.2022, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 17). 3. O agravante alega que “tem por finalidade estatutária representar nacionalmente os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros perante as autoridades judiciárias, estando legitimada, nos termos do art. 2..., da Lei n 9.882, de 3 de dezembro de 1999, c/c art. 103, inciso IX, da Constituição Federal, a deflagrar o controle concentrado de constitucionalidade, por se caracterizar como entidade sindical de grau máximo, ex vi do disposto no art. 8..., inciso IV, da CRFB/88” (fl. 3, e-doc. 17). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) :SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Agravo regimental na arguição de descumprimento de preceito fundamental interposto contra decisão pela qual neguei seguimento à arguição ao fundamento de não terem sido comprovados o atendimento ao princípio da subsidiariedade e a legitimidade ativa da autora para atuar na espécie. 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.10.2022, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 17). 3. O agravante alega que “tem por finalidade estatutária representar nacionalmente os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros perante as autoridades judiciárias, estando legitimada, nos termos do art. 2..., da Lei n 9.882, de 3 de dezembro de 1999, c/c art. 103, inciso IX, da Constituição Federal, a deflagrar o controle concentrado de constitucionalidade, por se caracterizar como entidade sindical de grau máximo, ex vi do disposto no art. 8..., inciso IV, da CRFB/88” (fl. 3, e-doc. 17). Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ADPF 1015 AGR / DF Sustenta que, “em consulta ao portfólio jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, constata- se a presença de inúmeras ações de controle concentrado de constitucionalidade, propostas pela mesma CSPB, para salvaguardar direitos de seus representados, inclusive com a apreciação do mérito das questões constitucionais arguidas, o que pressupõe e confirma a legitimidade ad causam da referida confederação” (fl. 5, e-doc. 17). Argumenta que “a norma legal, cuja constitucionalidade a parte agravante busca ver declarada, beneficia diretamente e imediatamente milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação” (fl. 7, e-doc. 17). Transcreve “rol exemplificativo de ementas de acórdãos proferidos no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decisões prolatadas em sede de cumprimentos individuais de sentença genérica formada em ação coletiva, propostos por servidores públicos do Distrito Federal, em que se rechaçaram a validade e a eficácia da Lei Distrital n 6.618/2020, diante do suposto vício formal de iniciativa, o impõe o pagamento da dívida por Precatório e suas condicionantes, isto é, por um meio sabidamente mais demorado e dificultoso se comparado com a RPV (Requisição de Pequeno Valor), causando prejuízo direto e imediato aos representados” (fl. 7, e-doc. 17). No que se refere ao cumprimento do princípio da subsidiariedade, assevera “não h[aver] outro meio objetivo e eficaz para afastar de forma ampla, geral e irrestrita a violação aos preceitos fundamentais citados, porquanto não se mostra cabível a propositura de ação declaratória de constitucionalidade de lei distrital em face da Constituição Federal, ex vi do disposto no art. 13, da Lei n 9.868, de 10 de novembro de 1999” (fl. 18, e-doc. 17). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF Sustenta que, “em consulta ao portfólio jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, constata- se a presença de inúmeras ações de controle concentrado de constitucionalidade, propostas pela mesma CSPB, para salvaguardar direitos de seus representados, inclusive com a apreciação do mérito das questões constitucionais arguidas, o que pressupõe e confirma a legitimidade ad causam da referida confederação” (fl. 5, e-doc. 17). Argumenta que “a norma legal, cuja constitucionalidade a parte agravante busca ver declarada, beneficia diretamente e imediatamente milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação” (fl. 7, e-doc. 17). Transcreve “rol exemplificativo de ementas de acórdãos proferidos no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decisões prolatadas em sede de cumprimentos individuais de sentença genérica formada em ação coletiva, propostos por servidores públicos do Distrito Federal, em que se rechaçaram a validade e a eficácia da Lei Distrital n 6.618/2020, diante do suposto vício formal de iniciativa, o impõe o pagamento da dívida por Precatório e suas condicionantes, isto é, por um meio sabidamente mais demorado e dificultoso se comparado com a RPV (Requisição de Pequeno Valor), causando prejuízo direto e imediato aos representados” (fl. 7, e-doc. 17). No que se refere ao cumprimento do princípio da subsidiariedade, assevera “não h[aver] outro meio objetivo e eficaz para afastar de forma ampla, geral e irrestrita a violação aos preceitos fundamentais citados, porquanto não se mostra cabível a propositura de ação declaratória de constitucionalidade de lei distrital em face da Constituição Federal, ex vi do disposto no art. 13, da Lei n 9.868, de 10 de novembro de 1999” (fl. 18, e-doc. 17). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ADPF 1015 AGR / DF 4. Pede a reconsideração da decisão agravada e, “caso contrário, submeta o presente recurso à apreciação do douto Plenário, para reforma da r. decisão agravada e, consequente, conhecimento da presente Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, esperando que ao final seja declarada, com efeitos ex tunc e eficácia erga omnes, a constitucionalidade do art. 1..., I, da Lei Distrital n 6.618/2020, que deu nova redação ao art. 1..., caput, da Lei Distrital n 3.624/2005, cassando-se todas as decisões que tenham declarado a inconstitucionalidade de tal dispositivo, em curso perante o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios” (fl. 19, e-doc. 17). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF 4. Pede a reconsideração da decisão agravada e, “caso contrário, submeta o presente recurso à apreciação do douto Plenário, para reforma da r. decisão agravada e, consequente, conhecimento da presente Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, esperando que ao final seja declarada, com efeitos ex tunc e eficácia erga omnes, a constitucionalidade do art. 1..., I, da Lei Distrital n 6.618/2020, que deu nova redação ao art. 1..., caput, da Lei Distrital n 3.624/2005, cassando-se todas as decisões que tenham declarado a inconstitucionalidade de tal dispositivo, em curso perante o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios” (fl. 19, e-doc. 17). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC93-EE1D-A9F8-5F83 e senha 73F9-84F1-37F8-129C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se na decisão agravada: “4. A presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida. É manifesta a ausência de legitimidade ativa ad causam do autor e também o descumprimento do princípio da subsidiariedade. (...). 8. Na Lei distrital impugnada se dispõe o limite de até vinte salários mínimos a ser considerado como de pequeno valor para as obrigações a serem pagas pelo Distrito Federal e suas entidades de administração indireta, decorrentes de condenação judicial da qual não penda recurso ou defesa. Consta do § 5... do art. 1... do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB ser uma de suas finalidades representar ‘perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir’ (e-doc. 3). Quanto à sua legitimidade ativa ad causam, afirma a autora, no caso, que ‘a norma legal, cuja constitucionalidade busca ver a Autora declarada, beneficia milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se na decisão agravada: “4. A presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida. É manifesta a ausência de legitimidade ativa ad causam do autor e também o descumprimento do princípio da subsidiariedade. (...). 8. Na Lei distrital impugnada se dispõe o limite de até vinte salários mínimos a ser considerado como de pequeno valor para as obrigações a serem pagas pelo Distrito Federal e suas entidades de administração indireta, decorrentes de condenação judicial da qual não penda recurso ou defesa. Consta do § 5... do art. 1... do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB ser uma de suas finalidades representar ‘perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir’ (e-doc. 3). Quanto à sua legitimidade ativa ad causam, afirma a autora, no caso, que ‘a norma legal, cuja constitucionalidade busca ver a Autora declarada, beneficia milhares de credores da Fazenda Pública Distrital, dentre os quais figuram os servidores públicos do Distrito Federal titulares de créditos de natureza alimentícia, cuja representação incumbe a Autora, de sorte que patente se afigura a Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação’. Do cotejo entre os objetivos listados no Estatuto Social da autora e o conteúdo das normas impugnadas se tem por demonstrado inexistir o necessário interesse jurídico direto e imediato para caracterizar a legitimidade constitucional para o ajuizamento da presente arguição. As atividades exercidas pela autora e a atividade econômica desenvolvida por seus representados não são afetadas de forma direta e específica pela lei questionada. A norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. O vínculo mediato e indireto não satisfaz o requisito da pertinência temática, pelo qual se legitimaria a autora à propositura da presente ação direta. Diferente do sustentado na inicial, o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora. Evidencia-se, assim, a ilegitimidade ativa ad causam para instaurar o controle de constitucionalidade contra os atos questionados. 9. Ademais, ainda que se pudesse superar aquele óbice – o que não se dá na espécie - a presente arguição não poderia ser conhecida pelo descumprimento do princípio da subsidiariedade, na espécie. (...). A matéria posta a exame nesta arguição é objeto da ação direta de inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, ajuizada pelo Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1). Ressalte-se ainda o descumprimento ao princípio da subsidiariedade pela passagem da petição inicial na qual a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF pertinência ente os interesses específicos da classe e os atos normativos objeto da presente ação’. Do cotejo entre os objetivos listados no Estatuto Social da autora e o conteúdo das normas impugnadas se tem por demonstrado inexistir o necessário interesse jurídico direto e imediato para caracterizar a legitimidade constitucional para o ajuizamento da presente arguição. As atividades exercidas pela autora e a atividade econômica desenvolvida por seus representados não são afetadas de forma direta e específica pela lei questionada. A norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. O vínculo mediato e indireto não satisfaz o requisito da pertinência temática, pelo qual se legitimaria a autora à propositura da presente ação direta. Diferente do sustentado na inicial, o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora. Evidencia-se, assim, a ilegitimidade ativa ad causam para instaurar o controle de constitucionalidade contra os atos questionados. 9. Ademais, ainda que se pudesse superar aquele óbice – o que não se dá na espécie - a presente arguição não poderia ser conhecida pelo descumprimento do princípio da subsidiariedade, na espécie. (...). A matéria posta a exame nesta arguição é objeto da ação direta de inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, ajuizada pelo Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1). Ressalte-se ainda o descumprimento ao princípio da subsidiariedade pela passagem da petição inicial na qual a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF suscitada pela 3... Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: ‘De igual modo, a 3... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729-67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital n 3.642/2005, (...)’ (fl. 11, e-doc. 1). Do que se tem nos autos, pretende a arguente seja declarada a constitucionalidade da norma impugnada, pois há inúmeras decisões nas quais a norma foi declarada inconstitucional com ‘a repristinação da Lei do DF n. 3.624, de 18 de julho de 2005, que fixou em 10 (dez) salários mínimos o patamar máximo da requisição de pequeno valor, com a consequente redução de 100 (cem) para 50 (cinquenta) salários mínimos do limite do adiantamento devido aos idosos e doentes graves previsto no art. 100, § 2..., da CRFB/88 c/c a Emenda Constitucional n. 99/2017, tudo isto comprometendo diversos preceitos fundamentais, dentre os quais, em primeiro lugar, o direito à razoável duração do processo (art. 5..., LXXVIII, da CRFB/88), em razão da ampliação do número de credores da Fazenda Pública do Distrito Federal submetidos ao regime de pagamento por meio de precatórios de pública e notória morosidade e baixa efetividade, muitos dos quais servidores públicos titulares de créditos de natureza alimentícia’ (fl. 17, e-doc. 1). Como reiteradamente assentado e repetido, a arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser utilizada para substituir os instrumentos recursais ou outras medidas processuais ordinárias acessíveis à parte processual, sob pena de transformá-la em ação rescisória até mesmo fora de seu prazo legal, sucedâneo recursal e mecanismo de burla às normas de distribuição de competências entre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF suscitada pela 3... Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: ‘De igual modo, a 3... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729-67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital n 3.642/2005, (...)’ (fl. 11, e-doc. 1). Do que se tem nos autos, pretende a arguente seja declarada a constitucionalidade da norma impugnada, pois há inúmeras decisões nas quais a norma foi declarada inconstitucional com ‘a repristinação da Lei do DF n. 3.624, de 18 de julho de 2005, que fixou em 10 (dez) salários mínimos o patamar máximo da requisição de pequeno valor, com a consequente redução de 100 (cem) para 50 (cinquenta) salários mínimos do limite do adiantamento devido aos idosos e doentes graves previsto no art. 100, § 2..., da CRFB/88 c/c a Emenda Constitucional n. 99/2017, tudo isto comprometendo diversos preceitos fundamentais, dentre os quais, em primeiro lugar, o direito à razoável duração do processo (art. 5..., LXXVIII, da CRFB/88), em razão da ampliação do número de credores da Fazenda Pública do Distrito Federal submetidos ao regime de pagamento por meio de precatórios de pública e notória morosidade e baixa efetividade, muitos dos quais servidores públicos titulares de créditos de natureza alimentícia’ (fl. 17, e-doc. 1). Como reiteradamente assentado e repetido, a arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser utilizada para substituir os instrumentos recursais ou outras medidas processuais ordinárias acessíveis à parte processual, sob pena de transformá-la em ação rescisória até mesmo fora de seu prazo legal, sucedâneo recursal e mecanismo de burla às normas de distribuição de competências entre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF os órgãos jurisdicionais. (...). 11. Demonstrado está, pois, que a presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida também em razão do descumprimento do princípio da subsidiariedade. Tem-se, como anotado pela autora mesmo, a pendência de outra ação na qual está o Poder Judiciário analisa o tema (a Lei distrital n. 6.618/2020 é objeto de exame pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 e nos Agravos de Instrumento n. 0741503-56.2021.8.07.0000 e n. 0719729-67.2021.8.07.0000 (e-docs. 5, 6 e 7)” (e-doc. 16). 3. No que se refere à legitimidade ativa ad causam, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade profissional alcançada pela lei impugnada. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA. ENTIDADE REPRESENTATIVA DE PARCELA SETORIZADA DE ATIVIDADE ECONÔMICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade econômica alcançada pela lei impugnada. 2. Demonstrou-se na decisão agravada que a Lei n. 20.276/2020 do Paraná não repercute apenas nos correspondentes bancários representados pela Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País Aneps, mas também sobre as instituições financeiras e as sociedades de arrendamento mercantil. 3. Ausência de legitimidade ativa. Precedentes. Agravo ao qual se nega provimento” (ADI n. 6.539- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 27.4.2021). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF os órgãos jurisdicionais. (...). 11. Demonstrado está, pois, que a presente arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ser conhecida também em razão do descumprimento do princípio da subsidiariedade. Tem-se, como anotado pela autora mesmo, a pendência de outra ação na qual está o Poder Judiciário analisa o tema (a Lei distrital n. 6.618/2020 é objeto de exame pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 e nos Agravos de Instrumento n. 0741503-56.2021.8.07.0000 e n. 0719729-67.2021.8.07.0000 (e-docs. 5, 6 e 7)” (e-doc. 16). 3. No que se refere à legitimidade ativa ad causam, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade profissional alcançada pela lei impugnada. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA. ENTIDADE REPRESENTATIVA DE PARCELA SETORIZADA DE ATIVIDADE ECONÔMICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é consolidada no sentido de não se admitir o ajuizamento de ação do controle abstrato de constitucionalidade por entidade que congregue apenas parcela setorizada de atividade econômica alcançada pela lei impugnada. 2. Demonstrou-se na decisão agravada que a Lei n. 20.276/2020 do Paraná não repercute apenas nos correspondentes bancários representados pela Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País Aneps, mas também sobre as instituições financeiras e as sociedades de arrendamento mercantil. 3. Ausência de legitimidade ativa. Precedentes. Agravo ao qual se nega provimento” (ADI n. 6.539- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 27.4.2021). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 11.353/2019, do Estado da Paraíba (art. 1..., § 2...). Proibição da oferta e da contratação, por via telefônica, de empréstimos bancários destinados a idosos e aposentados. Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País ANEPS. Ausência de vínculo de pertinência temática. Falta de legitimidade ativa ad causam. 1. Na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (Constituição Federal de 1988, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. Precedentes. 2. A legislação estadual impugnada dispõe sobre proteção aos aposentados e idosos, vedando a negociação, pela via telefônica, de empréstimos bancários com essa população economicamente vulnerável. 3. A ANEPS, no entanto, representa apenas os interesses dos profissionais e das empresas de intermediação bancária (empresas promotoras de crédito, correspondentes no País e similares), os quais não realizam, diretamente, nenhuma operação de crédito. 4. Em absoluto diz respeito, a lei estadual impugnada, às relações contratuais entre instituições financeiras e respectivos correspondentes bancários, sendo certo que o liame mediato, indireto ou oblíquo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedente específico no mesmo sentido (ADI 6.539-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, j. 13.4.2021). 5. Ação direta extinta, sem resolução de mérito, por ausência de legitimidade ativa ad causam” (ADI n. 6.203, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 17.3.2022). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI n 17.205/2019 DO ESTADO DE SÃO PAULO. TETO DAS OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR NO ÂMBITO DA FAZENDA ESTADUAL E DAS AUTARQUIAS, FUNDAÇÕES E UNIVERSIDADES ESTADUAIS. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS COBRAPOL. ENTIDADE DE REPRESENTAÇÃO SINDICAL DE GRAU SUPERIOR. LEGITIMAÇÃO ATIVA ESPECIAL. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 11.353/2019, do Estado da Paraíba (art. 1..., § 2...). Proibição da oferta e da contratação, por via telefônica, de empréstimos bancários destinados a idosos e aposentados. Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País ANEPS. Ausência de vínculo de pertinência temática. Falta de legitimidade ativa ad causam. 1. Na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (Constituição Federal de 1988, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. Precedentes. 2. A legislação estadual impugnada dispõe sobre proteção aos aposentados e idosos, vedando a negociação, pela via telefônica, de empréstimos bancários com essa população economicamente vulnerável. 3. A ANEPS, no entanto, representa apenas os interesses dos profissionais e das empresas de intermediação bancária (empresas promotoras de crédito, correspondentes no País e similares), os quais não realizam, diretamente, nenhuma operação de crédito. 4. Em absoluto diz respeito, a lei estadual impugnada, às relações contratuais entre instituições financeiras e respectivos correspondentes bancários, sendo certo que o liame mediato, indireto ou oblíquo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedente específico no mesmo sentido (ADI 6.539-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, j. 13.4.2021). 5. Ação direta extinta, sem resolução de mérito, por ausência de legitimidade ativa ad causam” (ADI n. 6.203, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 17.3.2022). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI n 17.205/2019 DO ESTADO DE SÃO PAULO. TETO DAS OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR NO ÂMBITO DA FAZENDA ESTADUAL E DAS AUTARQUIAS, FUNDAÇÕES E UNIVERSIDADES ESTADUAIS. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS COBRAPOL. ENTIDADE DE REPRESENTAÇÃO SINDICAL DE GRAU SUPERIOR. LEGITIMAÇÃO ATIVA ESPECIAL. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF ADEQUAÇÃO MATERIAL ENTRE O CONTEÚDO DO ATO IMPUGNADO E A FINALIDADE INSTITUCIONAL DA ENTIDADE DE CLASSE. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CARÊNCIA DE AÇÃO. PRECEDENTES. NÃO PROVIMENTO. 1. Na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (Constituição Federal de 1988, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. 2. A legitimação especial ou temática para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade supõe, no caso das confederações sindicais, a adequação material da quaestio, manifestada na relação de pertinência entre o conteúdo do ato impugnado e as finalidades institucionais da entidade de representação sindical de grau superior. Precedentes. 3. Norma formalizadora do regime de pagamento de débitos judiciais de Fazenda estadual não expressa interesse específico e próprio da categoria profissional dos policiais civis, pelo que insuscetível de caracterizar o necessário vínculo de afinidade temática entre o objeto da demanda e os objetivos institucionais da confederação sindical autora. O liame apenas mediato, indireto e subjetivo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 6444-AgR/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 24.9.2020; ADPF 480-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.4.2018; ADI 4400/DF, Redator do acórdão Min. Marco Aurélio, DJe 03.10.2013. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ADI n. 6.290 AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 30.11.2020). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS NS. 3.309/2006, 3.398/2007, 3.686/2009, 3.687/2009 DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL. PLANO DE CARGOS E DE CARREIRA DO QUADRO DE PESSOAL DO PODER JUDICIÁRIO DAQUELE ESTADO. CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. LIAME INDIRETO. REPRESENTAÇÃO AMPLA E HETEROGÊNEA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF ADEQUAÇÃO MATERIAL ENTRE O CONTEÚDO DO ATO IMPUGNADO E A FINALIDADE INSTITUCIONAL DA ENTIDADE DE CLASSE. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CARÊNCIA DE AÇÃO. PRECEDENTES. NÃO PROVIMENTO. 1. Na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a legitimação ativa especial conferida às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional (Constituição Federal de 1988, art. 103, IX) supõe adequada representatividade, tanto sob o aspecto objetivo (pertinência temática) quanto o subjetivo. 2. A legitimação especial ou temática para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade supõe, no caso das confederações sindicais, a adequação material da quaestio, manifestada na relação de pertinência entre o conteúdo do ato impugnado e as finalidades institucionais da entidade de representação sindical de grau superior. Precedentes. 3. Norma formalizadora do regime de pagamento de débitos judiciais de Fazenda estadual não expressa interesse específico e próprio da categoria profissional dos policiais civis, pelo que insuscetível de caracterizar o necessário vínculo de afinidade temática entre o objeto da demanda e os objetivos institucionais da confederação sindical autora. O liame apenas mediato, indireto e subjetivo não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 6444-AgR/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 24.9.2020; ADPF 480-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.4.2018; ADI 4400/DF, Redator do acórdão Min. Marco Aurélio, DJe 03.10.2013. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (ADI n. 6.290 AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Plenário, DJe 30.11.2020). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEIS NS. 3.309/2006, 3.398/2007, 3.686/2009, 3.687/2009 DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL. PLANO DE CARGOS E DE CARREIRA DO QUADRO DE PESSOAL DO PODER JUDICIÁRIO DAQUELE ESTADO. CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. AUSÊNCIA. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. LIAME INDIRETO. REPRESENTAÇÃO AMPLA E HETEROGÊNEA. AGRAVO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal exige, para a caracterização da legitimidade ativa das entidades de classe e das confederações sindicais em ações de controle concentrado, a existência de correlação direta entre o objeto do pedido de declaração de inconstitucionalidade e os objetivos institucionais da associação. 2. No caso, não há pertinência temática entre as normas impugnadas, que cuidaram de disciplinar a organização administrativa do quadro funcional de servidores do Poder Judiciário do Estado do Mato Grosso do Sul, e os objetivos institucionais perseguidos pela Requerente (CSPB), voltados, genericamente, à proteção dos interesses dos servidores públicos civis de todos os Poderes e níveis federativos do País. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. O caráter amplo e heterogêneo da Requerente não serve à demonstração do atingimento de interesses típicos de determinado quadro funcional, afetado pela legislação impugnada. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido” (ADI n. 4.302-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe 4.4.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. CONFEDERAÇÃO SINDICAL. AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ILEGITIMIDADE ATIVA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. MANUTENÇÃO DO ARQUIVAMENTO AÇÃO. 1. A decisão agravada encontra-se em plena consonância com a jurisprudência eminentemente consolidada desta Corte, segundo a qual condiciona-se a legitimidade ativa das confederações sindicais à necessária pertinência temática entre suas respectivas finalidades institucionais e o conteúdo normativo dos atos impugnados. Por todos: ADI 1.157-MC, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.508, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.519-MC, Rel. Min. Carlos Velloso. 2. Nesse sentido, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria não possui legitimidade para a presente ação direta, visto que seu escopo de atuação não guarda pertinência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal exige, para a caracterização da legitimidade ativa das entidades de classe e das confederações sindicais em ações de controle concentrado, a existência de correlação direta entre o objeto do pedido de declaração de inconstitucionalidade e os objetivos institucionais da associação. 2. No caso, não há pertinência temática entre as normas impugnadas, que cuidaram de disciplinar a organização administrativa do quadro funcional de servidores do Poder Judiciário do Estado do Mato Grosso do Sul, e os objetivos institucionais perseguidos pela Requerente (CSPB), voltados, genericamente, à proteção dos interesses dos servidores públicos civis de todos os Poderes e níveis federativos do País. O liame mediato, indireto, não satisfaz o requisito da pertinência temática. Precedentes: ADI 5.023-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe 6/11/2014; ADI 4.722, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 14/2/2017. 3. O caráter amplo e heterogêneo da Requerente não serve à demonstração do atingimento de interesses típicos de determinado quadro funcional, afetado pela legislação impugnada. 4. Agravo Regimental conhecido e não provido” (ADI n. 4.302-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe 4.4.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. CONFEDERAÇÃO SINDICAL. AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. ILEGITIMIDADE ATIVA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. MANUTENÇÃO DO ARQUIVAMENTO AÇÃO. 1. A decisão agravada encontra-se em plena consonância com a jurisprudência eminentemente consolidada desta Corte, segundo a qual condiciona-se a legitimidade ativa das confederações sindicais à necessária pertinência temática entre suas respectivas finalidades institucionais e o conteúdo normativo dos atos impugnados. Por todos: ADI 1.157-MC, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.508, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.519-MC, Rel. Min. Carlos Velloso. 2. Nesse sentido, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria não possui legitimidade para a presente ação direta, visto que seu escopo de atuação não guarda pertinência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF temática direta com os atos impugnados, que tratam da possibilidade de cancelamento, pela Secretaria de Receita Federal, de registro especial de funcionamento de empresas fabricantes de cigarro, no caso de descumprimento de obrigação tributária. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento” (ADI n. 3.527-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 11.2.2019). Como acentuado pela Ministra Ellen Gracie, em decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.471, “a jurisprudência desta Suprema Corte é firme em não reconhecer a legitimidade, para o ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, de entidade representativa de mera parcela de determinada categoria profissional ou econômica” (DJe 1....8.2011). Em voto condutor no Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 5.444, o Ministro Alexandre de Moraes anotou que “esta CORTE reconhece a necessidade de se observar a total representação da categoria também em relação às associações representativas de categoria econômica” (Plenário, DJe 26.2.2018). 4. No caso, assentei, na decisão agravada, “a norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. (...). o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora”. Pela análise do art. 1... do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, a entidade representa servidores públicos civis brasileiros e tem por finalidade “representar perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF temática direta com os atos impugnados, que tratam da possibilidade de cancelamento, pela Secretaria de Receita Federal, de registro especial de funcionamento de empresas fabricantes de cigarro, no caso de descumprimento de obrigação tributária. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento” (ADI n. 3.527-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 11.2.2019). Como acentuado pela Ministra Ellen Gracie, em decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.471, “a jurisprudência desta Suprema Corte é firme em não reconhecer a legitimidade, para o ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, de entidade representativa de mera parcela de determinada categoria profissional ou econômica” (DJe 1....8.2011). Em voto condutor no Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 5.444, o Ministro Alexandre de Moraes anotou que “esta CORTE reconhece a necessidade de se observar a total representação da categoria também em relação às associações representativas de categoria econômica” (Plenário, DJe 26.2.2018). 4. No caso, assentei, na decisão agravada, “a norma impugnada, na qual se dispõe sobre o montante a ser pago pela Fazenda Pública em obrigações de pequeno valor, que podem vir a beneficiar os filiados da autora da presente arguição, configura repercussão mediata que não contraria os direitos ou o livre exercício da atividade própria desse setor econômico. (...). o alegado benefício da norma no direito subjetivo dos representados da categoria não é apto a legitimar a atuação judicial da requerente, considerado o resultado indireto da norma impugnada aos servidores públicos representados pela autora”. Pela análise do art. 1... do Estatuto Social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, a entidade representa servidores públicos civis brasileiros e tem por finalidade “representar perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da categoria profissional dos servidores públicos civis brasileiros, representados pelas federações sindicais de servidores públicos, inclusive para impetrar mandado de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir” (e-doc. 3). A norma questionada dirige-se a todos os cidadãos do Distrito Federal, servidores públicos ou não. O autor representa, portanto, apenas parte da categoria profissional que se submeteria à norma impugnada, o que afasta a sua legitimidade ativa ad causam. 5. Quanto ao princípio da subsidiariedade, este Supremo Tribunal assentou que a previsão legal de haver outro meio processual eficaz para sanar lesão questionada na arguição de descumprimento de preceito fundamental impede o aproveitamento dessa classe. Incabível arguição de descumprimento de preceito fundamental que seja acolhida como atalho a ações e recursos a serem utilizados na forma da legislação vigente. A arguição de descumprimento de preceito fundamental deve ser compreendida, no contexto da ordem constitucional, como o instrumento apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata (ADPF n. 33/PA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 7.12.2005), para o que não se dispõe outro meio. Em obra doutrinária, o Ministro Roberto Barroso ensina que a expressão “outro meio eficaz”, posta no § 1... do art. 4... da Lei n. 9.882/1999, abriga não apenas instrumentos de controle abstrato, mas outros meios processuais havidos no ordenamento jurídico aptos a solver a controvérsia suscitada na arguição de descumprimento de preceito fundamental: “O descabimento de outros mecanismos concentrados de controle de constitucionalidade, como assinalado, é um elemento necessário para caracterizar a presença da subsidiariedade que justifica a ADPF. Não se trata, porém, de elemento suficiente. Além da presença dos demais requisitos referidos acima, é preciso que os mecanismos subjetivos existentes sejam insatisfatórios justificando uma intervenção concentrada por parte do Supremo Tribunal Federal. Se tais mecanismos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF segurança coletivo, Ação Direta de Inconstitucionalidade autorizada no art. 103, IX da Constituição Federal, objetivando a defesa destes interesses e outras ações jurídicas que a legislação permitir” (e-doc. 3). A norma questionada dirige-se a todos os cidadãos do Distrito Federal, servidores públicos ou não. O autor representa, portanto, apenas parte da categoria profissional que se submeteria à norma impugnada, o que afasta a sua legitimidade ativa ad causam. 5. Quanto ao princípio da subsidiariedade, este Supremo Tribunal assentou que a previsão legal de haver outro meio processual eficaz para sanar lesão questionada na arguição de descumprimento de preceito fundamental impede o aproveitamento dessa classe. Incabível arguição de descumprimento de preceito fundamental que seja acolhida como atalho a ações e recursos a serem utilizados na forma da legislação vigente. A arguição de descumprimento de preceito fundamental deve ser compreendida, no contexto da ordem constitucional, como o instrumento apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata (ADPF n. 33/PA, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 7.12.2005), para o que não se dispõe outro meio. Em obra doutrinária, o Ministro Roberto Barroso ensina que a expressão “outro meio eficaz”, posta no § 1... do art. 4... da Lei n. 9.882/1999, abriga não apenas instrumentos de controle abstrato, mas outros meios processuais havidos no ordenamento jurídico aptos a solver a controvérsia suscitada na arguição de descumprimento de preceito fundamental: “O descabimento de outros mecanismos concentrados de controle de constitucionalidade, como assinalado, é um elemento necessário para caracterizar a presença da subsidiariedade que justifica a ADPF. Não se trata, porém, de elemento suficiente. Além da presença dos demais requisitos referidos acima, é preciso que os mecanismos subjetivos existentes sejam insatisfatórios justificando uma intervenção concentrada por parte do Supremo Tribunal Federal. Se tais mecanismos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF forem adequados para afastar eventual lesão, não se justifica o uso da ADPF. O sistema brasileiro de controle concentrado de constitucionalidade não se destina a absorver toda e qualquer discussão subjetiva envolvendo questões constitucionais. Por tal razão, os jurisdicionados não detêm a expectativa legítima de verem todas as suas disputas apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de uma ação abstrata. Para conhecer as lides e dar-lhes solução, existe um complexo sistema orgânico e processual que, eventualmente, poderá até mesmo chegar ao Supremo Tribunal Federal pelas vias recursais próprias de natureza subjetiva. Nesse contexto, portanto, a ADPF não é uma ação abstrata subsidiária, no sentido de que seria cabível sempre que a ação direta de inconstitucionalidade ou a ação declaratória de constitucionalidade não o fossem. Como explicado acima, a subsidiariedade significa apenas que não caberá ADPF se outro meio idôneo capaz de sanar a lesividade estiver disponível, não podendo ser extraída da regra da subsidiariedade a conclusão de que seria possível o ajuizamento de APDF sempre que não coubesse ADIn e ADC” (O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 289). 6. Nas razões recursais, quanto ao princípio da subsidiariedade, a agravante limita-se a afirmar que, “estando o objeto da ADC limitado à lei ou ato normativo federal, não possui a parte agravante outro remédio para buscar o reconhecimento da constitucionalidade da Lei Distrital n 6.618/2020, em face da Constituição Federal, razão pela qual atendido está o requisito da cláusula de subsidiariedade” (fl. 18, e-doc. 17). Conforme decidido na decisão agravada, além de a matéria posta a exame nesta arguição consistir em objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ajuizada pelo Procurador- Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1), a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF forem adequados para afastar eventual lesão, não se justifica o uso da ADPF. O sistema brasileiro de controle concentrado de constitucionalidade não se destina a absorver toda e qualquer discussão subjetiva envolvendo questões constitucionais. Por tal razão, os jurisdicionados não detêm a expectativa legítima de verem todas as suas disputas apreciadas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de uma ação abstrata. Para conhecer as lides e dar-lhes solução, existe um complexo sistema orgânico e processual que, eventualmente, poderá até mesmo chegar ao Supremo Tribunal Federal pelas vias recursais próprias de natureza subjetiva. Nesse contexto, portanto, a ADPF não é uma ação abstrata subsidiária, no sentido de que seria cabível sempre que a ação direta de inconstitucionalidade ou a ação declaratória de constitucionalidade não o fossem. Como explicado acima, a subsidiariedade significa apenas que não caberá ADPF se outro meio idôneo capaz de sanar a lesividade estiver disponível, não podendo ser extraída da regra da subsidiariedade a conclusão de que seria possível o ajuizamento de APDF sempre que não coubesse ADIn e ADC” (O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 289). 6. Nas razões recursais, quanto ao princípio da subsidiariedade, a agravante limita-se a afirmar que, “estando o objeto da ADC limitado à lei ou ato normativo federal, não possui a parte agravante outro remédio para buscar o reconhecimento da constitucionalidade da Lei Distrital n 6.618/2020, em face da Constituição Federal, razão pela qual atendido está o requisito da cláusula de subsidiariedade” (fl. 18, e-doc. 17). Conforme decidido na decisão agravada, além de a matéria posta a exame nesta arguição consistir em objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 0706877-74.2022.8.07.0000 em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ajuizada pelo Procurador- Geral de Justiça do Distrito Federal, como noticiado nas razões da petição inicial (fl. 11, e-doc. 1), a arguente afirma estar em tramitação no Tribunal 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental, suscitada pela Terceira Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: “De igual modo, a 3... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729- 67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital n 3.642/2005, (...)” (fl. 11, e-doc. 1). Não há, nas razões recursais, argumentos no sentido de afastar-se o fundamento pelo qual demonstrado o descumprimento do princípio da subsidiariedade consistente na tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios de ações nas quais arguida de forma abstrata e incidental a inconstitucionalidade da norma questionada. No ponto, incide a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal, pela ausência de impugnação específica dos fundamentos do ato agravado. Ressalto remanescer a possibilidade de utilização das vias processuais ordinárias aptas a sanar a controvérsia posta nos autos, com a abrangência e prontidão exigidas pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. 7. Os argumentos da agravante são insuficientes para modificar a decisão questionada. 8. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios o exame da inconstitucionalidade de forma incidental, suscitada pela Terceira Turma Cível daquele Tribunal quanto à norma impugnada: “De igual modo, a 3... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal arguiu a inconstitucionalidade da norma em apreço, no bojo dos AGIs 0741503-56.2021.8.07.0000 e 0719729- 67.2021.8.07.0000, estando os processos ainda em tramitação, sem qualquer decisão de mérito (DOCs. 006 e 007). Verifica-se ainda, que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios, em inúmeros feitos, vem declarando a inconstitucionalidade da referida norma de forma incidental, por entender pelo vício formal de iniciativa, para determinar que as expedições das requisições de pequeno valor obedeçam ao teto de 10 (dez) salários-mínimos, previsto na Lei Distrital n 3.642/2005, (...)” (fl. 11, e-doc. 1). Não há, nas razões recursais, argumentos no sentido de afastar-se o fundamento pelo qual demonstrado o descumprimento do princípio da subsidiariedade consistente na tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios de ações nas quais arguida de forma abstrata e incidental a inconstitucionalidade da norma questionada. No ponto, incide a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal, pela ausência de impugnação específica dos fundamentos do ato agravado. Ressalto remanescer a possibilidade de utilização das vias processuais ordinárias aptas a sanar a controvérsia posta nos autos, com a abrangência e prontidão exigidas pela jurisprudência deste Supremo Tribunal. 7. Os argumentos da agravante são insuficientes para modificar a decisão questionada. 8. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADPF 1015 AGR / DF não conhecer da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Supremo Tribunal Federal ADPF 1015 AGR / DF não conhecer da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2..., do Código de Processo Civil. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74DF-1DA4-07F6-4FE6 e senha 0BC4-56B7-234F-68BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 22/11/2022 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) : SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA (03680/DF) AGDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo e não conheceu da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5E4-74C0-41F9-F3C7 e senha D393-C952-B2EC-9FE9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 1.015 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : A CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB ADV.(A/S) : SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA (03680/DF) AGDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo e não conheceu da arguição de descumprimento de preceito fundamental, tendo presentes a ilegitimidade ativa ad causam e o descumprimento do princípio da subsidiariedade, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Rosa Weber (Presidente), Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5E4-74C0-41F9-F3C7 e senha D393-C952-B2EC-9FE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF 1015 AGR / DF", "ADPF 1015 AGR", "ADPF 1015 AGR / DF", "ADPF 1015 AGR / DF", "ADPF 1015 AGR / DF", "ADPF 1015 AGR / DF", "ação direta de inconstitucionalidade n . 0706877 - 74 . 2022 . 8 . 07 . 0000", "ADPF 1015", "ação", "ADPF 1015 AGR / DF", "AGIs 0741503 - 56 . 2021 . 8 . 07 . 0000", "0719729", "-", "67", ".", "2021", ".", "8", ".", "07", ".", "0000", "ADPF 1015 AGR / DF", "-", "ADPF 1015", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 0706877 - 74 . 2022 . 8 . 07 . 0000", "Agravos de Instrumento n . 0741503 - 56 . 2021 . 8 . 07 . 0000", "n", ".", "0719729", "-", "67", ".", "2021", ".", "8", ".", "07", ".", "0000", "ADI n . 6 . 539 - AgR", "ADPF 1015 AGR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 0706877 - 74 . 2022 . 8 . 07 . 0000", "Agravos de Instrumento n . 0741503 - 56 . 2021 . 8 . 07 . 0000", "n", ". 0719729 - 67 . 2021 . 8 . 07 . 0000", "ADI n . 6 . 539 - AgR", "ADPF 1015 AGR / DF", "ADI 6 . 539 - AgR", "ADI n . 6 . 203", "ADPF 1015 AGR / DF", "ADI 6 . 539 - AgR", "ADI n . 6 . 203", "ADPF 1015 AGR / DF", "ADI 6444 - AgR / DF", "ADPF 480 - AgR / RJ", "ADI 4400 / DF", "ADI n . 6 . 290 AgR", "ADPF 1015 AGR", "ADI 6444 - AgR / DF", "ADPF 480 - AgR / RJ", "ADI 4400 / DF", "ADI n . 6 . 290 AgR", "ADI 5 . 023 - AgR", "ADI 4 . 722", "ADI n . 4 . 302 - AgR", "ADI 1 . 157 - MC", "ADI 1 . 508", "ADI 1 . 519 - MC", "ADPF 1015", "ADI 5 . 023 - AgR", "ADI 4 . 722", "ADI n . 4 . 302 - AgR", "ADI 1 . 157 - MC", "ADI 1 . 508", "ADI 1 . 519 - MC", "ADPF 1015 AGR / DF", "ADI n . 3 . 527 - AgR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 4 . 471", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 5 . 444", "ADPF 1015 AGR", "ADI n . 3 . 527 - AgR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 4 . 471", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 5 . 444", "ADPF 1015", "ADPF n . 33 / PA", "ADPF 1015", "ADPF n . 33 / PA", "ADPF 1015 AGR / DF", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 0706877 - 74 . 2022 . 8 . 07 . 0000", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 0706877 - 74 . 2022 . 8 . 07 . 0000", "ADPF 1015 AGR", "/ DF", "AGIs 0741503 - 56 . 2021 . 8 . 07 . 0000", "0719729", "-", "67", ".", "2021 .", "8 . 07 . 0000", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "AGIs 0741503 - 56 . 2021 . 8 .", "0719729", "-", "67", ".", "2021", ".", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ADPF 1015 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . . . DA", "LEI N . 3 . 624 / 2005", "LEI N . 6 . 618 / 2020", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "art . 2 . . . , da Lei n 9 . 882", "103 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 8 . . . , inciso IV , da CRFB / 88", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 2 . . . , da Lei n 9 . 882", "art . 103 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 8 . . . , inciso IV , da CRFB / 88", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital n 6 . 618 / 2020", "Constituição Federal", "art . 13 , da Lei n 9 . 868", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital n 6 . 618 / 2020", "Constituição Federal", "art . 13 , da Lei n 9 . 868", "Código de Processo Civil", "art . 1 . . . , I , da Lei Distrital n 6 . 618 / 2020", "art . 1 . . . , caput , da Lei Distrital", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . , I , da Lei Distrital n 6 . 618 / 2020", "art . 1 . . . , caput , da Lei Distrital n 3 . 624 / 2005", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 103 , IX da Constituição Federal", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 103 , IX da Constituição Federal", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital n 3 . 642 / 2005", "Lei do DF n . 3 . 624", "art . 100 , § 2 . . . , da CRFB / 88", "Emenda Constitucional n . 99 / 2017", "art . 5 . . . , LXXVIII , da CRFB / 88", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital n 3 . 642 / 2005", "Lei do DF n . 3 . 624", "art . 100 , § 2 . . . , da CRFB / 88", "Emenda Constitucional n . 99 / 2017", "art . 5 . . . , LXXVIII , da CRFB / 88", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei distrital n . 6 . 618 / 2020", "Lei n . 20 . 276 / 2020 do Paraná", "§ 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei distrital n . 6 . 618 / 2020", "Lei n . 20 . 276 / 2020 do Paraná", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 353 / 2019", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 , IX", "LEI n 17 . 205 / 2019 DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 353 / 2019", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 , IX", "LEI n 17 . 205 / 2019", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 , IX", "LEIS NS . 3 . 309 / 2006", "3", ".", "398", "/", "2007", "3", ".", "686", "/", "2009", "3", ".", "687", "/", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 , IX", "LEIS NS . 3 . 309 / 2006", "3", ".", "398", "/", "2007", "3", ".", "686", "/", "2009", "3", ".", "687", "/", "2009", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 103 , IX da Constituição Federal", ".", "9 .", "882", "/", "1999", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 103 , IX da Constituição Federal", "§ 1 . . . do art . 4 . . . da Lei n . 9 . 882 / 1999", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital n 6 . 618 / 2020", "Constituição Federal", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital n 6 . 618 / 2020", "Constituição Federal", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Distrital n 3 . 642 / 2005", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Art . 205 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Estado da Paraíba", "Estado da Paraíba", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL", "Estado do Mato Grosso do Sul", "Estado do Mato Grosso do Sul", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "São Paulo", "Distrito Federal", "São Paulo", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL", "CSPB", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "1", ".", "015", "CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL", "CSPB", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Confederação dos Servidores Públicos do Brasil", "CSPB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL", "CSPB", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Confederação dos Servidores Públicos do Brasil", "CSPB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CSPB", "Fazenda Pública Distrital", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "CSPB", "Fazenda Pública Distrital", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "E", ".", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Distrito Federal", "Confederação dos Servidores Públicos do Brasil", "CSPB", "Fazenda Pública Distrital", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Distrito Federal", "Confederação", "dos Servidores Públicos do Brasil", "CSPB", "Fazenda Pública Distrital", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "3", ".", ".", ". Turma Cível", "3", ".", ".", ". Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "Fazenda Pública do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "3", ". Turma Cível do", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "Fazenda Pública do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes", "Aneps", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País", "Aneps", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País", "ANEPS", "Supremo Tribunal Federal", "ANEPS", "Tribunal Pleno", "Plenário", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País", "ANEPS", "Supremo Tribunal Federal", "ANEPS", "Tribunal Pleno", "Plenário", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS", "COBRAPOL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL", "CSPB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "CONFEDERAÇÃO", "BRASIL", "CSPB", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "CSPB", "Pleno", "Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CSPB", "Pleno", "Pleno", "Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Receita Federal", "Plenário", "Plenário", "Fazenda Pública", "Confederação dos Servidores Públicos do Brasil", "CSPB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Receita Federal", "Plenário", "Suprema", "Plenário", "Fazenda Pública", "Confederação dos", "CSPB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ADPF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Turma Cível", "3", ".", ".", ". Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Terceira Turma Cível", "3", ".", ".", ". Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL", "CSPB", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL", "CSPB", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "LÚCIA", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Carlos Velloso", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Carlos Velloso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Alexandre de Moraes", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Alexandre de Moraes", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Nunes Marques", "André Mendonça", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CÁRMEN LÚCIA", "SEVERINO MARQUES DE OLIVEIRA", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Nunes Marques", "André Mendonça", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "11", "/", "2022", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "22 de novembro de 2022", "22", "/", "11", "/", "2022", "19", ".", "10", ".", "2022", "3 de dezembro de 1999", "22", "/", "11", "/", "2022", "19", ".", "10", ".", "2022", "3 de dezembro de 1999", "10 de novembro de 1999", "10 de novembro de 1999", "22", "/", "11", "/", "2022", "22", "/", "11", "/", "2022", "18 de julho de 2005", "18 de julho de 2005", "27", ".", "4", ".", "2021", "27", ".", "4", ".", "2021", "13", ".", "4", ".", "2021", "17", ".", "3", ".", "2022", "13", ".", "4", ".", "2021", "17", ".", "3", ".", "2022", "24", ".", "9", ".", "2020", "24", ".", "4", ".", "2018", "03", ".", "10", ".", "2013", "30", ".", "11", ".", "2020", "24", ".", "9", ".", "2020", "24", ".", "4", ".", "2018", "03", ".", "10", ".", "2013", "30", ".", "11", ".", "2020", "6", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "2", "/", "2017", "4", ".", "4", ".", "2018", "6", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "2", "/", "2017", "4", ".", "4", ".", "2018", "11", ".", "2", ".", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2011", "26", ".", "2", ".", "2018", "11", ".", "2", ".", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2011", "26", ".", "2", ".", "2018", "7", ".", "12", ".", "2005", "7", ".", "12", ".", "2005", "2009", "2009", "22", "/", "11", "/", "2022", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7777-AE85-29ED-A6D6 e senha 7673-9361-5808-0D20 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.12.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Vladimir de Amorim Silveira, advogado, em benefício de Quelem Fernanda Silva, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a medida liminar no Habeas Corpus n. 480.653. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2019, Quelem Fernanda Silva interpôs, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. A agravante alega que a decisão agravada “desrespeita e muito a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, haja vista que em recente decisão o Supremo concedeu habeas corpus coletivo para todas as mulheres grávidas ou mãe de crianças menores de 12 anos”. Sustenta que, “no caso Carlos Alberto Richa, a ordem de habeas corpus na ADPF 444 foi deferida liminarmente de ofício passando da primeira instância direta para o Supremo Tribunal Federal passando por cima da Súmula 691”. Este o teor dos pedidos: “Diante do exposto, requer a defesa a concessão do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.12.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Vladimir de Amorim Silveira, advogado, em benefício de Quelem Fernanda Silva, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a medida liminar no Habeas Corpus n. 480.653. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2019, Quelem Fernanda Silva interpôs, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. A agravante alega que a decisão agravada “desrespeita e muito a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, haja vista que em recente decisão o Supremo concedeu habeas corpus coletivo para todas as mulheres grávidas ou mãe de crianças menores de 12 anos”. Sustenta que, “no caso Carlos Alberto Richa, a ordem de habeas corpus na ADPF 444 foi deferida liminarmente de ofício passando da primeira instância direta para o Supremo Tribunal Federal passando por cima da Súmula 691”. Este o teor dos pedidos: “Diante do exposto, requer a defesa a concessão do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório HC 165709 AGR / RS regimental para garantir a paciente o direito de aguardar o recurso especial em liberdade, eis que a súmula 691 deve ser afastada no caso concreto eis que as decisões negativa da liminar foi de encontro a jurisprudência do habeas corpus coletivo nº 143641, na reclamação 32579 e na ADPF 444 NO CASO CARLOS ROBERTO RICHA”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS regimental para garantir a paciente o direito de aguardar o recurso especial em liberdade, eis que a súmula 691 deve ser afastada no caso concreto eis que as decisões negativa da liminar foi de encontro a jurisprudência do habeas corpus coletivo nº 143641, na reclamação 32579 e na ADPF 444 NO CASO CARLOS ROBERTO RICHA”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 12.7.2018, a agravante e o corréu foram presos em flagrante pela alegada prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Em 13.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS homologou a prisão em flagrante e a converteu em preventiva para a garantia da ordem pública. 3. Em 20.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS deferiu a substituição da prisão preventiva da agravante por domiciliar, pois “comprovado está que ela possui filho com apenas 02 anos de idade”. 4. Contra essa decisão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul interpôs recurso em sentido estrito, provido pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA SUBSTITUÍDA POR PRISÃO DOMICILIAR. RISCO CONCRETO À ORDEM PÚBLICA. Cuidando-se o tráfico de drogas de crime grave, a repercussão social dele decorrente, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes – está a evidenciar concreto risco à ordem pública a tornar necessária a prisão preventiva e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. A alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 12.7.2018, a agravante e o corréu foram presos em flagrante pela alegada prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Em 13.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS homologou a prisão em flagrante e a converteu em preventiva para a garantia da ordem pública. 3. Em 20.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS deferiu a substituição da prisão preventiva da agravante por domiciliar, pois “comprovado está que ela possui filho com apenas 02 anos de idade”. 4. Contra essa decisão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul interpôs recurso em sentido estrito, provido pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA SUBSTITUÍDA POR PRISÃO DOMICILIAR. RISCO CONCRETO À ORDEM PÚBLICA. Cuidando-se o tráfico de drogas de crime grave, a repercussão social dele decorrente, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes – está a evidenciar concreto risco à ordem pública a tornar necessária a prisão preventiva e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. A alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, não se está diante de hipótese que autorize a providência lá contemplada. Decisão proferida no bojo do HC coletivo n. 143641/SP que, emanada de órgão fracionário da Suprema Corte, não dotada de efeito vinculante, ressalva situações “excepcionalíssimas” como a presente, em que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa “Os Manos”, atuante nesse Estado. Intento jurisprudencial em colocar pessoas do sexo feminino em prisão domiciliar que se amolda a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da criança e do adolescente. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, isoladamente, afastarem a prisão cautelar, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. RECURSO PROVIDO, POR MAIORIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA”. 5. Esse acórdão foi objeto do Habeas Corpus n. 480.653, cuja medida liminar foi indeferida pela Ministra Laurita Vaz, que requereu informações às instâncias ordinárias e determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal. 6. Essa decisão é o objeto da impetração protocolizada neste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, não se está diante de hipótese que autorize a providência lá contemplada. Decisão proferida no bojo do HC coletivo n. 143641/SP que, emanada de órgão fracionário da Suprema Corte, não dotada de efeito vinculante, ressalva situações “excepcionalíssimas” como a presente, em que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa “Os Manos”, atuante nesse Estado. Intento jurisprudencial em colocar pessoas do sexo feminino em prisão domiciliar que se amolda a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da criança e do adolescente. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, isoladamente, afastarem a prisão cautelar, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. RECURSO PROVIDO, POR MAIORIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA”. 5. Esse acórdão foi objeto do Habeas Corpus n. 480.653, cuja medida liminar foi indeferida pela Ministra Laurita Vaz, que requereu informações às instâncias ordinárias e determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal. 6. Essa decisão é o objeto da impetração protocolizada neste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS Supremo Tribunal, à qual neguei seguimento com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal. 7. A decisão questionada é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo. A Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento do habeas corpus até o julgamento na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua para prestá-la na forma da lei. 8. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre nas espécie vertente. 9. Ao reformar a decisão pela qual substituída a prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anotou: “Não subsistem os fundamentos utilizados pela magistrada para a substituição da prisão preventiva pela domiciliar à recorrida. Ora, a alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS Supremo Tribunal, à qual neguei seguimento com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal. 7. A decisão questionada é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo. A Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento do habeas corpus até o julgamento na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua para prestá-la na forma da lei. 8. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre nas espécie vertente. 9. Ao reformar a decisão pela qual substituída a prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anotou: “Não subsistem os fundamentos utilizados pela magistrada para a substituição da prisão preventiva pela domiciliar à recorrida. Ora, a alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Mais, não houve subtração da expressão imprescindível aos cuidados especiais, contida na regra posta no inciso III do dispositivo legal precitado (diz respeito, exclusivamente, à hipótese de se tratar de pessoa menor de seis anos ou deficiente), senão que cuida da hipótese de a presa ter filho com até doze anos de idade. Claro está que, em casos como o vertente, não há cogitar da imprescindibilidade a cuidados especiais, o que não tem o significado de que ser inexigível a demonstração da necessidade de adoção da medida. Entendimento contrário, tendo-se presente a presunção de necessidade do acompanhamento da genitora, como referido pelo relator, levaria à obrigatoriedade da colocação em prisão domiciliar de todas as presas que tenham filho com menos de doze anos de idade. E tanto não resulta da norma legal em questão. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, impositiva a decretação da prisão preventiva. Registro, por derradeiro, que a decisão proferida pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no bojo do HC n. 143.641/SP não ostenta o alcance que lhe empresta a magistrada de primeiro grau, porquanto não é dotada de efeito vinculante, nos termos do que preceitua a regra posta no artigo 102, § 2º, da CRFB , combinada com o artigo 927 do Código de Processo Civil . Seja como for, anoto que a decisão proferida pelo órgão fracionário da Suprema Corte ressalva as hipóteses envolvendo crimes praticados ‘mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas’. E, no caso dos autos, vê-se que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (repisa-se: oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Mais, não houve subtração da expressão imprescindível aos cuidados especiais, contida na regra posta no inciso III do dispositivo legal precitado (diz respeito, exclusivamente, à hipótese de se tratar de pessoa menor de seis anos ou deficiente), senão que cuida da hipótese de a presa ter filho com até doze anos de idade. Claro está que, em casos como o vertente, não há cogitar da imprescindibilidade a cuidados especiais, o que não tem o significado de que ser inexigível a demonstração da necessidade de adoção da medida. Entendimento contrário, tendo-se presente a presunção de necessidade do acompanhamento da genitora, como referido pelo relator, levaria à obrigatoriedade da colocação em prisão domiciliar de todas as presas que tenham filho com menos de doze anos de idade. E tanto não resulta da norma legal em questão. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, impositiva a decretação da prisão preventiva. Registro, por derradeiro, que a decisão proferida pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no bojo do HC n. 143.641/SP não ostenta o alcance que lhe empresta a magistrada de primeiro grau, porquanto não é dotada de efeito vinculante, nos termos do que preceitua a regra posta no artigo 102, § 2º, da CRFB , combinada com o artigo 927 do Código de Processo Civil . Seja como for, anoto que a decisão proferida pelo órgão fracionário da Suprema Corte ressalva as hipóteses envolvendo crimes praticados ‘mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas’. E, no caso dos autos, vê-se que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (repisa-se: oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa ‘Os Manos’, atuante nesse Estado. Nesse contexto, diante do quadro de excepcional gravidade acima retratado, resulta evidente que a colocação da recorrida em liberdade amolda-se a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da prole, com o que inviável o deferimento da prisão domiciliar. Outrossim, anoto que se trata o tráfico de drogas de crime grave. E a repercussão social dele resultante, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes, pois geradores de outras infrações igualmente graves – está a evidenciar concreto risco à ordem pública, a tornar imperiosa a prisão cautelar e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. E, na esteira do recente posicionamento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, ‘condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da constrição’, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. Por fim, saliento que o Habeas Corpus (nº 70079355574), impetrado em favor do corréu Lucas, teve a ordem denegada, por unanimidade, por essa Câmara Criminal, em sessão de julgamento ocorrida em 7 de novembro passado Daí por que estou provendo o recurso em sentido estrito para decretar a prisão preventiva de QUELEN FERNANDA SILVA, devendo ser expedido o mandado respectivo”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, não há teratologia ou ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. Sem ingressar no mérito da causa, mas apenas para afastar eventual 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa ‘Os Manos’, atuante nesse Estado. Nesse contexto, diante do quadro de excepcional gravidade acima retratado, resulta evidente que a colocação da recorrida em liberdade amolda-se a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da prole, com o que inviável o deferimento da prisão domiciliar. Outrossim, anoto que se trata o tráfico de drogas de crime grave. E a repercussão social dele resultante, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes, pois geradores de outras infrações igualmente graves – está a evidenciar concreto risco à ordem pública, a tornar imperiosa a prisão cautelar e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. E, na esteira do recente posicionamento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, ‘condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da constrição’, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. Por fim, saliento que o Habeas Corpus (nº 70079355574), impetrado em favor do corréu Lucas, teve a ordem denegada, por unanimidade, por essa Câmara Criminal, em sessão de julgamento ocorrida em 7 de novembro passado Daí por que estou provendo o recurso em sentido estrito para decretar a prisão preventiva de QUELEN FERNANDA SILVA, devendo ser expedido o mandado respectivo”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, não há teratologia ou ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. Sem ingressar no mérito da causa, mas apenas para afastar eventual 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS ilegalidade manifesta ou teratologia, tem-se, na espécie, que a constrição da liberdade da agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal de a periculosidade da agente, evidenciada pela natureza e quantidade de entorpecentes apreendidos, e a participação em organização criminosa serem motivos idôneos para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Negativa de seguimento à impetração. Possibilidade. Inteligência dos arts. 38 da Lei nº 8.038/90 e 21, § 1º, do RISTF. Não ocorrência de violação do princípio da colegialidade. Precedentes. Excesso de prazo. Interceptação telefônica. Transcrição integral dos diálogos. Questão decidida em impetração anteriormente dirigida ao Supremo Tribunal Federal. Reiteração configurada. Precedentes. Prisão preventiva. Alegada falta de fundamentação idônea. Pretendida revogação da prisão. Agravo regimental não provido. (…) 4. Segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RHC n. 144.517-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 5.9.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a periculosidade do agente e a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. Hipótese em que as instâncias precedentes fizeram expressa referência a dados objetivos da causa, notadamente à periculosidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS ilegalidade manifesta ou teratologia, tem-se, na espécie, que a constrição da liberdade da agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal de a periculosidade da agente, evidenciada pela natureza e quantidade de entorpecentes apreendidos, e a participação em organização criminosa serem motivos idôneos para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Negativa de seguimento à impetração. Possibilidade. Inteligência dos arts. 38 da Lei nº 8.038/90 e 21, § 1º, do RISTF. Não ocorrência de violação do princípio da colegialidade. Precedentes. Excesso de prazo. Interceptação telefônica. Transcrição integral dos diálogos. Questão decidida em impetração anteriormente dirigida ao Supremo Tribunal Federal. Reiteração configurada. Precedentes. Prisão preventiva. Alegada falta de fundamentação idônea. Pretendida revogação da prisão. Agravo regimental não provido. (…) 4. Segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RHC n. 144.517-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 5.9.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a periculosidade do agente e a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. Hipótese em que as instâncias precedentes fizeram expressa referência a dados objetivos da causa, notadamente à periculosidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS concreta do paciente. Paciente acusado de integrar organização criminosa armada, dedicada à explosão de caixas eletrônicos, bem como a furtos de automóveis. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 154.987-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.8.2018). “Processual penal. Habeas Corpus. Tráfico Internacional de Drogas. Associação para o tráfico. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. (…) 4. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. Hipótese em que a prisão preventiva foi decretada com base em aspectos objetivos da causa, notadamente a natureza e a quantidade das drogas apreendidas (130 kg de cocaína). 5. Rejeição da preliminar de deslocamento do feito para julgamento do Plenário do STF. Habeas Corpus não conhecido, revogada a liminar” (HC n. 145.570, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1º.6.2018). “HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus mostra-se adequado quer se trate de ato individual, quer de Colegiado. PRISÃO PREVENTIVA – PERICULOSIDADE. Ante o revelado em interceptações telefônicas e outros elementos coligidos, inclusive apreensão de substancial quantidade de drogas, tem-se como justificada a prisão preventiva” (HC n. 139.654, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.4.2018). “HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. É idônea a decisão que determinou a prisão preventiva lastreada em elementos concretos para resguardar a ordem pública (CPP, art. 312), em especial a indicação da quantidade e variedade de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS concreta do paciente. Paciente acusado de integrar organização criminosa armada, dedicada à explosão de caixas eletrônicos, bem como a furtos de automóveis. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 154.987-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.8.2018). “Processual penal. Habeas Corpus. Tráfico Internacional de Drogas. Associação para o tráfico. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. (…) 4. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. Hipótese em que a prisão preventiva foi decretada com base em aspectos objetivos da causa, notadamente a natureza e a quantidade das drogas apreendidas (130 kg de cocaína). 5. Rejeição da preliminar de deslocamento do feito para julgamento do Plenário do STF. Habeas Corpus não conhecido, revogada a liminar” (HC n. 145.570, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1º.6.2018). “HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus mostra-se adequado quer se trate de ato individual, quer de Colegiado. PRISÃO PREVENTIVA – PERICULOSIDADE. Ante o revelado em interceptações telefônicas e outros elementos coligidos, inclusive apreensão de substancial quantidade de drogas, tem-se como justificada a prisão preventiva” (HC n. 139.654, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.4.2018). “HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. É idônea a decisão que determinou a prisão preventiva lastreada em elementos concretos para resguardar a ordem pública (CPP, art. 312), em especial a indicação da quantidade e variedade de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS drogas apreendidas em poder do paciente (mais de 160 porções de cocaína, 1 porção de ecstasy e 8 pontos de LSD). 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 129.294, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 30.5.2017). “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes e associação para tráfico. Conversão da prisão em flagrante em preventiva. 3. Apreensão de grande quantidade de drogas (mais de 1 Kg de cocaína), de balança de precisão e inúmeros petrechos para acondicionar a droga que seria comercializada. Reconhecimento pelo acusado da propriedade e da traficância. 4. Situação distinta do paciente do HC 133.289/SP. Ausência de constrangimento ilegal. Prisão justificada. 5. Ordem denegada, cassando a liminar anteriormente deferida” (HC n. 134.025, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.10.2016). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO CAUTELAR: PRESSUPOSTOS. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO: INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a gravidade concreta do crime, o modus operandi da ação delituosa e a periculosidade do agente, evidenciados pela expressiva quantidade e pluralidade de entorpecentes apreendidos, respaldam a prisão preventiva para a garantia da ordem pública. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC n. 130.708, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.4.2016). 11. Não se desconsidera que, no julgamento do Habeas Corpus n. 143.641 (Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 9.10.2018), a Segunda Turma deste Supremo Tribunal concedeu a ordem para “determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar – sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP – de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2º do ECA e da Convenção sobre Direitos das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS drogas apreendidas em poder do paciente (mais de 160 porções de cocaína, 1 porção de ecstasy e 8 pontos de LSD). 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 129.294, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 30.5.2017). “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes e associação para tráfico. Conversão da prisão em flagrante em preventiva. 3. Apreensão de grande quantidade de drogas (mais de 1 Kg de cocaína), de balança de precisão e inúmeros petrechos para acondicionar a droga que seria comercializada. Reconhecimento pelo acusado da propriedade e da traficância. 4. Situação distinta do paciente do HC 133.289/SP. Ausência de constrangimento ilegal. Prisão justificada. 5. Ordem denegada, cassando a liminar anteriormente deferida” (HC n. 134.025, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.10.2016). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO CAUTELAR: PRESSUPOSTOS. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO: INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a gravidade concreta do crime, o modus operandi da ação delituosa e a periculosidade do agente, evidenciados pela expressiva quantidade e pluralidade de entorpecentes apreendidos, respaldam a prisão preventiva para a garantia da ordem pública. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC n. 130.708, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.4.2016). 11. Não se desconsidera que, no julgamento do Habeas Corpus n. 143.641 (Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 9.10.2018), a Segunda Turma deste Supremo Tribunal concedeu a ordem para “determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar – sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP – de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2º do ECA e da Convenção sobre Direitos das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição”. Nessa decisão, contudo, há ressalva quanto aos “casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício”. Inexistente ilegalidade flagrante a ser sanada nesta via processual, pois o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu de forma fundamentada pelo não cabimento da substituição da prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, ressaltando a quantidade e a natureza dos entorpecentes apreendidos, além dos indícios de que a agravante integra facção criminosa denominada “Os Manos”, atuante naquele estado. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL HABEAS CORPUS. PECULATO (ART. 312, CP); FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298, CP); FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, CP); USO DE DOCUMENTO FALSO (ART. 304, CP); LAVAGEM DE DINHEIRO (ART. 1º, CAPUT, DA LEI 9.613/1998) E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (ART. 2º, CAPUT, C/C § 4º, DA LEI Nº 12.850/2013). PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. SUBSTITUIÇÃO DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR POR PRISÃO DOMICILIAR. MEDIDA NÃO RECOMENDADA DIANTE DA GRAVIDADE DOS FATOS IMPUTADOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública, porque a agravante foi apontada como integrante de organização criminosa voltada para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição”. Nessa decisão, contudo, há ressalva quanto aos “casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício”. Inexistente ilegalidade flagrante a ser sanada nesta via processual, pois o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu de forma fundamentada pelo não cabimento da substituição da prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, ressaltando a quantidade e a natureza dos entorpecentes apreendidos, além dos indícios de que a agravante integra facção criminosa denominada “Os Manos”, atuante naquele estado. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL HABEAS CORPUS. PECULATO (ART. 312, CP); FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298, CP); FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, CP); USO DE DOCUMENTO FALSO (ART. 304, CP); LAVAGEM DE DINHEIRO (ART. 1º, CAPUT, DA LEI 9.613/1998) E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (ART. 2º, CAPUT, C/C § 4º, DA LEI Nº 12.850/2013). PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. SUBSTITUIÇÃO DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR POR PRISÃO DOMICILIAR. MEDIDA NÃO RECOMENDADA DIANTE DA GRAVIDADE DOS FATOS IMPUTADOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública, porque a agravante foi apontada como integrante de organização criminosa voltada para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS prática de crimes contra recursos da saúde pública municipal. A prisão preventiva também se justifica para conveniência da instrução criminal, em razão do fundado receio de que possa constranger pessoas relevantes para a apuração dos fatos. 2. A regra prevista no art. 318, inciso V, do Código de Processo Penal não implica reconhecer que a prisão domiciliar tem aplicação irrestrita ou automática. Na espécie, os graves fatos imputados à agravante não revelam quadro apto a justificar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. (…) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 153.528-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 8.8.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO RISTF. CRIME PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA. INAPLICÁVEL O ENTENDIMENTO FIXADO NO HC 143.641/SP. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna os fundamentos da decisão agravada. 2. O entendimento fixado no HC 143.641/SP é inaplicável às mulheres presas, gestantes, puérperas, ou mães de crianças e deficientes sob sua guarda, nos casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 156.026-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). Confiram-se também os seguintes precedentes: HC n. 164.695, de minha relatoria, DJe 28.11.2018; HC n. 164.689, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 22.11.2018; e HC n. 165.302, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 17.12.2018. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS prática de crimes contra recursos da saúde pública municipal. A prisão preventiva também se justifica para conveniência da instrução criminal, em razão do fundado receio de que possa constranger pessoas relevantes para a apuração dos fatos. 2. A regra prevista no art. 318, inciso V, do Código de Processo Penal não implica reconhecer que a prisão domiciliar tem aplicação irrestrita ou automática. Na espécie, os graves fatos imputados à agravante não revelam quadro apto a justificar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. (…) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 153.528-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 8.8.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO RISTF. CRIME PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA. INAPLICÁVEL O ENTENDIMENTO FIXADO NO HC 143.641/SP. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna os fundamentos da decisão agravada. 2. O entendimento fixado no HC 143.641/SP é inaplicável às mulheres presas, gestantes, puérperas, ou mães de crianças e deficientes sob sua guarda, nos casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 156.026-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). Confiram-se também os seguintes precedentes: HC n. 164.695, de minha relatoria, DJe 28.11.2018; HC n. 164.689, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 22.11.2018; e HC n. 165.302, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 17.12.2018. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS 12. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível especial prudência na análise do pleito por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/STF. TRÁFICO DE DROGAS. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO. ILEGALIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO. AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA. USO ARBITRÁRIO DE ALGEMAS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de manifesta ilegalidade ou teratologia. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.507- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 5.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11.343/06. ENUNCIADO Nº 691 DA SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. ‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’ - Enunciado 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS 12. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível especial prudência na análise do pleito por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/STF. TRÁFICO DE DROGAS. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO. ILEGALIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO. AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA. USO ARBITRÁRIO DE ALGEMAS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de manifesta ilegalidade ou teratologia. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.507- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 5.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11.343/06. ENUNCIADO Nº 691 DA SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. ‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’ - Enunciado 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. In casu, o paciente teve a prisão preventiva decretada no contexto de apuração dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. 3. A supressão de instância impede o conhecimento de Habeas Corpus impetrado per saltum, porquanto ausente o exame de mérito perante o Tribunal a quo e Corte Superior. Precedentes: HC 100.595, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 9/3/2011, HC 100.616, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 14/3/2011, HC 103.835, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 8/2/2011, HC 98.616, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/2/2011. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido” (HC n. 161.006-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 15.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. In casu, o paciente teve a prisão preventiva decretada no contexto de apuração dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. 3. A supressão de instância impede o conhecimento de Habeas Corpus impetrado per saltum, porquanto ausente o exame de mérito perante o Tribunal a quo e Corte Superior. Precedentes: HC 100.595, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 9/3/2011, HC 100.616, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 14/3/2011, HC 103.835, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 8/2/2011, HC 98.616, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/2/2011. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido” (HC n. 161.006-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 15.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1º.6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 13 Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1º.6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 13 Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (0075834/RS) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-79D8-8CEE-E1F3 e senha 67FE-EE31-9DFC-24C6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (0075834/RS) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-79D8-8CEE-E1F3 e senha 67FE-EE31-9DFC-24C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749570947
2019-03-29T00:00:00
2019-04-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur401714
- Acórdão(s) citado(s): (QUANTIDADE, NATUREZA DA DROGA, PERICULOSIDADE, PRISÃO CAUTELAR) HC 129294 (1ªT), HC 130708 (2ªT), HC 134025 (2ªT), HC 139654 (1ªT), HC 145570 (1ªT), HC 154987 AgR (1ªT), RHC 144517 AgR (2ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, SUBSTITUIÇÃO, PRISÃO DOMICILIAR) HC 143641 (2ªT), HC 156026 AgR (2ªT), HC 153528 AgR (1ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 89970 (1ªT), HC 90232 (1ªT), HC 89675 AgR (2ªT), HC 90716 AgR (1ªT), HC 160507 AgR (1ªT), HC 161006 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (PRISÃO PREVENTIVA, SUBSTITUIÇÃO, PRISÃO DOMICILIAR) HC 164689, HC 164695, HC 165302. Número de páginas: 17. Análise: 19/06/2019, KBP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
165709
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 165709 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7777-AE85-29ED-A6D6 e senha 7673-9361-5808-0D20 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.12.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Vladimir de Amorim Silveira, advogado, em benefício de Quelem Fernanda Silva, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a medida liminar no Habeas Corpus n. 480.653. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2019, Quelem Fernanda Silva interpôs, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. A agravante alega que a decisão agravada “desrespeita e muito a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, haja vista que em recente decisão o Supremo concedeu habeas corpus coletivo para todas as mulheres grávidas ou mãe de crianças menores de 12 anos”. Sustenta que, “no caso Carlos Alberto Richa, a ordem de habeas corpus na ADPF 444 foi deferida liminarmente de ofício passando da primeira instância direta para o Supremo Tribunal Federal passando por cima da Súmula 691”. Este o teor dos pedidos: “Diante do exposto, requer a defesa a concessão do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.12.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Vladimir de Amorim Silveira, advogado, em benefício de Quelem Fernanda Silva, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a medida liminar no Habeas Corpus n. 480.653. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2019, Quelem Fernanda Silva interpôs, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. A agravante alega que a decisão agravada “desrespeita e muito a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, haja vista que em recente decisão o Supremo concedeu habeas corpus coletivo para todas as mulheres grávidas ou mãe de crianças menores de 12 anos”. Sustenta que, “no caso Carlos Alberto Richa, a ordem de habeas corpus na ADPF 444 foi deferida liminarmente de ofício passando da primeira instância direta para o Supremo Tribunal Federal passando por cima da Súmula 691”. Este o teor dos pedidos: “Diante do exposto, requer a defesa a concessão do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório HC 165709 AGR / RS regimental para garantir a paciente o direito de aguardar o recurso especial em liberdade, eis que a súmula 691 deve ser afastada no caso concreto eis que as decisões negativa da liminar foi de encontro a jurisprudência do habeas corpus coletivo n 143641, na reclamação 32579 e na ADPF 444 NO CASO CARLOS ROBERTO RICHA”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS regimental para garantir a paciente o direito de aguardar o recurso especial em liberdade, eis que a súmula 691 deve ser afastada no caso concreto eis que as decisões negativa da liminar foi de encontro a jurisprudência do habeas corpus coletivo n 143641, na reclamação 32579 e na ADPF 444 NO CASO CARLOS ROBERTO RICHA”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97E0-5EE5-1213-3C16 e senha 5B46-258F-6384-3D4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 12.7.2018, a agravante e o corréu foram presos em flagrante pela alegada prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Em 13.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS homologou a prisão em flagrante e a converteu em preventiva para a garantia da ordem pública. 3. Em 20.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS deferiu a substituição da prisão preventiva da agravante por domiciliar, pois “comprovado está que ela possui filho com apenas 02 anos de idade”. 4. Contra essa decisão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul interpôs recurso em sentido estrito, provido pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA SUBSTITUÍDA POR PRISÃO DOMICILIAR. RISCO CONCRETO À ORDEM PÚBLICA. Cuidando-se o tráfico de drogas de crime grave, a repercussão social dele decorrente, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes – está a evidenciar concreto risco à ordem pública a tornar necessária a prisão preventiva e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. A alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 12.7.2018, a agravante e o corréu foram presos em flagrante pela alegada prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Em 13.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS homologou a prisão em flagrante e a converteu em preventiva para a garantia da ordem pública. 3. Em 20.7.2018, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS deferiu a substituição da prisão preventiva da agravante por domiciliar, pois “comprovado está que ela possui filho com apenas 02 anos de idade”. 4. Contra essa decisão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul interpôs recurso em sentido estrito, provido pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA SUBSTITUÍDA POR PRISÃO DOMICILIAR. RISCO CONCRETO À ORDEM PÚBLICA. Cuidando-se o tráfico de drogas de crime grave, a repercussão social dele decorrente, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes – está a evidenciar concreto risco à ordem pública a tornar necessária a prisão preventiva e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. A alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS da Primeira Infância (Lei n 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, não se está diante de hipótese que autorize a providência lá contemplada. Decisão proferida no bojo do HC coletivo n. 143641/SP que, emanada de órgão fracionário da Suprema Corte, não dotada de efeito vinculante, ressalva situações “excepcionalíssimas” como a presente, em que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa “Os Manos”, atuante nesse Estado. Intento jurisprudencial em colocar pessoas do sexo feminino em prisão domiciliar que se amolda a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da criança e do adolescente. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, isoladamente, afastarem a prisão cautelar, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. RECURSO PROVIDO, POR MAIORIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA”. 5. Esse acórdão foi objeto do Habeas Corpus n. 480.653, cuja medida liminar foi indeferida pela Ministra Laurita Vaz, que requereu informações às instâncias ordinárias e determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal. 6. Essa decisão é o objeto da impetração protocolizada neste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS da Primeira Infância (Lei n 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, não se está diante de hipótese que autorize a providência lá contemplada. Decisão proferida no bojo do HC coletivo n. 143641/SP que, emanada de órgão fracionário da Suprema Corte, não dotada de efeito vinculante, ressalva situações “excepcionalíssimas” como a presente, em que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa “Os Manos”, atuante nesse Estado. Intento jurisprudencial em colocar pessoas do sexo feminino em prisão domiciliar que se amolda a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da criança e do adolescente. Condições pessoais favoráveis não têm o condão de, isoladamente, afastarem a prisão cautelar, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. RECURSO PROVIDO, POR MAIORIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA”. 5. Esse acórdão foi objeto do Habeas Corpus n. 480.653, cuja medida liminar foi indeferida pela Ministra Laurita Vaz, que requereu informações às instâncias ordinárias e determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal. 6. Essa decisão é o objeto da impetração protocolizada neste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS Supremo Tribunal, à qual neguei seguimento com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal. 7. A decisão questionada é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo. A Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento do habeas corpus até o julgamento na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua para prestá-la na forma da lei. 8. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre nas espécie vertente. 9. Ao reformar a decisão pela qual substituída a prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anotou: “Não subsistem os fundamentos utilizados pela magistrada para a substituição da prisão preventiva pela domiciliar à recorrida. Ora, a alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto da Primeira Infância (Lei n 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS Supremo Tribunal, à qual neguei seguimento com fundamento na Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal. 7. A decisão questionada é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo. A Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento do habeas corpus até o julgamento na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua para prestá-la na forma da lei. 8. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre nas espécie vertente. 9. Ao reformar a decisão pela qual substituída a prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anotou: “Não subsistem os fundamentos utilizados pela magistrada para a substituição da prisão preventiva pela domiciliar à recorrida. Ora, a alteração legislativa aventada, com o acréscimo, pelo Estatuto da Primeira Infância (Lei n 13.257/2016) do inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal, contemplando a possibilidade da concessão de prisão domiciliar à mulher com filho de até 12 anos de idade incompletos, não tem a consequência de, diante da existência de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Mais, não houve subtração da expressão imprescindível aos cuidados especiais, contida na regra posta no inciso III do dispositivo legal precitado (diz respeito, exclusivamente, à hipótese de se tratar de pessoa menor de seis anos ou deficiente), senão que cuida da hipótese de a presa ter filho com até doze anos de idade. Claro está que, em casos como o vertente, não há cogitar da imprescindibilidade a cuidados especiais, o que não tem o significado de que ser inexigível a demonstração da necessidade de adoção da medida. Entendimento contrário, tendo-se presente a presunção de necessidade do acompanhamento da genitora, como referido pelo relator, levaria à obrigatoriedade da colocação em prisão domiciliar de todas as presas que tenham filho com menos de doze anos de idade. E tanto não resulta da norma legal em questão. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, impositiva a decretação da prisão preventiva. Registro, por derradeiro, que a decisão proferida pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no bojo do HC n. 143.641/SP não ostenta o alcance que lhe empresta a magistrada de primeiro grau, porquanto não é dotada de efeito vinculante, nos termos do que preceitua a regra posta no artigo 102, § 2..., da CRFB , combinada com o artigo 927 do Código de Processo Civil . Seja como for, anoto que a decisão proferida pelo órgão fracionário da Suprema Corte ressalva as hipóteses envolvendo crimes praticados ‘mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas’. E, no caso dos autos, vê-se que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (repisa-se: oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS prole até tal idade, ser obrigatória a adoção de tal providência. Não fosse assim e teria o legislador tornado imperativo o deferimento do benefício, o que não fez. Mais, não houve subtração da expressão imprescindível aos cuidados especiais, contida na regra posta no inciso III do dispositivo legal precitado (diz respeito, exclusivamente, à hipótese de se tratar de pessoa menor de seis anos ou deficiente), senão que cuida da hipótese de a presa ter filho com até doze anos de idade. Claro está que, em casos como o vertente, não há cogitar da imprescindibilidade a cuidados especiais, o que não tem o significado de que ser inexigível a demonstração da necessidade de adoção da medida. Entendimento contrário, tendo-se presente a presunção de necessidade do acompanhamento da genitora, como referido pelo relator, levaria à obrigatoriedade da colocação em prisão domiciliar de todas as presas que tenham filho com menos de doze anos de idade. E tanto não resulta da norma legal em questão. Por isso que, não vindo aos autos dado algum que evidencie ser necessária a colocação da recorrida em prisão domiciliar, impositiva a decretação da prisão preventiva. Registro, por derradeiro, que a decisão proferida pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no bojo do HC n. 143.641/SP não ostenta o alcance que lhe empresta a magistrada de primeiro grau, porquanto não é dotada de efeito vinculante, nos termos do que preceitua a regra posta no artigo 102, § 2..., da CRFB , combinada com o artigo 927 do Código de Processo Civil . Seja como for, anoto que a decisão proferida pelo órgão fracionário da Suprema Corte ressalva as hipóteses envolvendo crimes praticados ‘mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas’. E, no caso dos autos, vê-se que a recorrida foi presa em flagrante, juntamente com o corréu, na posse de vultosa quantidade de drogas diversas (repisa-se: oitenta e quatro porções de maconha, com peso aproximado de 456,7 gramas, e sessenta e duas pedras de crack, pesando aproximadamente 806 gramas), esta de especial nocividade, além de numerário e balança de precisão, quando abordada, à noite, na 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa ‘Os Manos’, atuante nesse Estado. Nesse contexto, diante do quadro de excepcional gravidade acima retratado, resulta evidente que a colocação da recorrida em liberdade amolda-se a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da prole, com o que inviável o deferimento da prisão domiciliar. Outrossim, anoto que se trata o tráfico de drogas de crime grave. E a repercussão social dele resultante, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes, pois geradores de outras infrações igualmente graves – está a evidenciar concreto risco à ordem pública, a tornar imperiosa a prisão cautelar e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. E, na esteira do recente posicionamento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, ‘condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da constrição’, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. Por fim, saliento que o Habeas Corpus (n 70079355574), impetrado em favor do corréu Lucas, teve a ordem denegada, por unanimidade, por essa Câmara Criminal, em sessão de julgamento ocorrida em 7 de novembro passado Daí por que estou provendo o recurso em sentido estrito para decretar a prisão preventiva de QUELEN FERNANDA SILVA, devendo ser expedido o mandado respectivo”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, não há teratologia ou ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. Sem ingressar no mérito da causa, mas apenas para afastar eventual 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS via pública, em zona onde corrente a mercancia; mais, há fortes indícios de que a recorrida e o corréu pertencem à facção criminosa ‘Os Manos’, atuante nesse Estado. Nesse contexto, diante do quadro de excepcional gravidade acima retratado, resulta evidente que a colocação da recorrida em liberdade amolda-se a pretensões político-criminais outras que não o melhor interesse da prole, com o que inviável o deferimento da prisão domiciliar. Outrossim, anoto que se trata o tráfico de drogas de crime grave. E a repercussão social dele resultante, quer no âmbito da saúde pública, quer na esfera da criminalidade – potencializada pelo uso e pelo comércio de substâncias entorpecentes, pois geradores de outras infrações igualmente graves – está a evidenciar concreto risco à ordem pública, a tornar imperiosa a prisão cautelar e obstar a aplicação das medidas cautelares a que alude o art. 319 do Código de Processo Penal. E, na esteira do recente posicionamento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, ‘condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da constrição’, com o que o fato de ser a recorrida primária em nada obsta sua segregação cautelar. Por fim, saliento que o Habeas Corpus (n 70079355574), impetrado em favor do corréu Lucas, teve a ordem denegada, por unanimidade, por essa Câmara Criminal, em sessão de julgamento ocorrida em 7 de novembro passado Daí por que estou provendo o recurso em sentido estrito para decretar a prisão preventiva de QUELEN FERNANDA SILVA, devendo ser expedido o mandado respectivo”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, não há teratologia ou ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. Sem ingressar no mérito da causa, mas apenas para afastar eventual 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS ilegalidade manifesta ou teratologia, tem-se, na espécie, que a constrição da liberdade da agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal de a periculosidade da agente, evidenciada pela natureza e quantidade de entorpecentes apreendidos, e a participação em organização criminosa serem motivos idôneos para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Negativa de seguimento à impetração. Possibilidade. Inteligência dos arts. 38 da Lei n 8.038/90 e 21, § 1..., do RISTF. Não ocorrência de violação do princípio da colegialidade. Precedentes. Excesso de prazo. Interceptação telefônica. Transcrição integral dos diálogos. Questão decidida em impetração anteriormente dirigida ao Supremo Tribunal Federal. Reiteração configurada. Precedentes. Prisão preventiva. Alegada falta de fundamentação idônea. Pretendida revogação da prisão. Agravo regimental não provido. (…) 4. Segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RHC n. 144.517-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 5.9.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a periculosidade do agente e a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. Hipótese em que as instâncias precedentes fizeram expressa referência a dados objetivos da causa, notadamente à periculosidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS ilegalidade manifesta ou teratologia, tem-se, na espécie, que a constrição da liberdade da agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal de a periculosidade da agente, evidenciada pela natureza e quantidade de entorpecentes apreendidos, e a participação em organização criminosa serem motivos idôneos para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Negativa de seguimento à impetração. Possibilidade. Inteligência dos arts. 38 da Lei n 8.038/90 e 21, § 1..., do RISTF. Não ocorrência de violação do princípio da colegialidade. Precedentes. Excesso de prazo. Interceptação telefônica. Transcrição integral dos diálogos. Questão decidida em impetração anteriormente dirigida ao Supremo Tribunal Federal. Reiteração configurada. Precedentes. Prisão preventiva. Alegada falta de fundamentação idônea. Pretendida revogação da prisão. Agravo regimental não provido. (…) 4. Segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RHC n. 144.517-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 5.9.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a periculosidade do agente e a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. Hipótese em que as instâncias precedentes fizeram expressa referência a dados objetivos da causa, notadamente à periculosidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS concreta do paciente. Paciente acusado de integrar organização criminosa armada, dedicada à explosão de caixas eletrônicos, bem como a furtos de automóveis. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 154.987-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.8.2018). “Processual penal. Habeas Corpus. Tráfico Internacional de Drogas. Associação para o tráfico. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. (…) 4. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. Hipótese em que a prisão preventiva foi decretada com base em aspectos objetivos da causa, notadamente a natureza e a quantidade das drogas apreendidas (130 kg de cocaína). 5. Rejeição da preliminar de deslocamento do feito para julgamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Habeas Corpus não conhecido, revogada a liminar” (HC n. 145.570, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1....6.2018). “HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus mostra-se adequado quer se trate de ato individual, quer de Colegiado. PRISÃO PREVENTIVA – PERICULOSIDADE. Ante o revelado em interceptações telefônicas e outros elementos coligidos, inclusive apreensão de substancial quantidade de drogas, tem-se como justificada a prisão preventiva” (HC n. 139.654, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.4.2018). “HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. É idônea a decisão que determinou a prisão preventiva lastreada em elementos concretos para resguardar a ordem pública (CPP, art. 312), em especial a indicação da quantidade e variedade de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS concreta do paciente. Paciente acusado de integrar organização criminosa armada, dedicada à explosão de caixas eletrônicos, bem como a furtos de automóveis. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 154.987-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.8.2018). “Processual penal. Habeas Corpus. Tráfico Internacional de Drogas. Associação para o tráfico. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. (…) 4. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. Hipótese em que a prisão preventiva foi decretada com base em aspectos objetivos da causa, notadamente a natureza e a quantidade das drogas apreendidas (130 kg de cocaína). 5. Rejeição da preliminar de deslocamento do feito para julgamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Habeas Corpus não conhecido, revogada a liminar” (HC n. 145.570, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1....6.2018). “HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus mostra-se adequado quer se trate de ato individual, quer de Colegiado. PRISÃO PREVENTIVA – PERICULOSIDADE. Ante o revelado em interceptações telefônicas e outros elementos coligidos, inclusive apreensão de substancial quantidade de drogas, tem-se como justificada a prisão preventiva” (HC n. 139.654, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.4.2018). “HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. É idônea a decisão que determinou a prisão preventiva lastreada em elementos concretos para resguardar a ordem pública (CPP, art. 312), em especial a indicação da quantidade e variedade de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS drogas apreendidas em poder do paciente (mais de 160 porções de cocaína, 1 porção de ecstasy e 8 pontos de LSD). 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 129.294, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 30.5.2017). “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes e associação para tráfico. Conversão da prisão em flagrante em preventiva. 3. Apreensão de grande quantidade de drogas (mais de 1 Kg de cocaína), de balança de precisão e inúmeros petrechos para acondicionar a droga que seria comercializada. Reconhecimento pelo acusado da propriedade e da traficância. 4. Situação distinta do paciente do HC 133.289/SP. Ausência de constrangimento ilegal. Prisão justificada. 5. Ordem denegada, cassando a liminar anteriormente deferida” (HC n. 134.025, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.10.2016). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO CAUTELAR: PRESSUPOSTOS. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO: INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a gravidade concreta do crime, o modus operandi da ação delituosa e a periculosidade do agente, evidenciados pela expressiva quantidade e pluralidade de entorpecentes apreendidos, respaldam a prisão preventiva para a garantia da ordem pública. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC n. 130.708, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.4.2016). 11. Não se desconsidera que, no julgamento do Habeas Corpus n. 143.641 (Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 9.10.2018), a Segunda Turma deste Supremo Tribunal concedeu a ordem para “determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar – sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP – de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2... do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Convenção sobre Direitos das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS drogas apreendidas em poder do paciente (mais de 160 porções de cocaína, 1 porção de ecstasy e 8 pontos de LSD). 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 129.294, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 30.5.2017). “Habeas corpus. 2. Tráfico de entorpecentes e associação para tráfico. Conversão da prisão em flagrante em preventiva. 3. Apreensão de grande quantidade de drogas (mais de 1 Kg de cocaína), de balança de precisão e inúmeros petrechos para acondicionar a droga que seria comercializada. Reconhecimento pelo acusado da propriedade e da traficância. 4. Situação distinta do paciente do HC 133.289/SP. Ausência de constrangimento ilegal. Prisão justificada. 5. Ordem denegada, cassando a liminar anteriormente deferida” (HC n. 134.025, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 21.10.2016). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO CAUTELAR: PRESSUPOSTOS. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO: INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a gravidade concreta do crime, o modus operandi da ação delituosa e a periculosidade do agente, evidenciados pela expressiva quantidade e pluralidade de entorpecentes apreendidos, respaldam a prisão preventiva para a garantia da ordem pública. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC n. 130.708, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.4.2016). 11. Não se desconsidera que, no julgamento do Habeas Corpus n. 143.641 (Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 9.10.2018), a Segunda Turma deste Supremo Tribunal concedeu a ordem para “determinar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar – sem prejuízo da aplicação concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP – de todas as mulheres presas, gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes, nos termos do art. 2... do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Convenção sobre Direitos das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição”. Nessa decisão, contudo, há ressalva quanto aos “casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício”. Inexistente ilegalidade flagrante a ser sanada nesta via processual, pois o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu de forma fundamentada pelo não cabimento da substituição da prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, ressaltando a quantidade e a natureza dos entorpecentes apreendidos, além dos indícios de que a agravante integra facção criminosa denominada “Os Manos”, atuante naquele estado. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL HABEAS CORPUS. PECULATO (ART. 312, Código Penal Brasileiro); FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298, Código Penal Brasileiro); FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, Código Penal Brasileiro); USO DE DOCUMENTO FALSO (ART. 304, Código Penal Brasileiro); LAVAGEM DE DINHEIRO (ART. 1..., CAPUT, DA LEI 9.613/1998) E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (ART. 2..., CAPUT, C/C § 4..., DA LEI n 12.850/2013). PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. SUBSTITUIÇÃO DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR POR PRISÃO DOMICILIAR. MEDIDA NÃO RECOMENDADA DIANTE DA GRAVIDADE DOS FATOS IMPUTADOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública, porque a agravante foi apontada como integrante de organização criminosa voltada para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS Pessoas com Deficiências (Decreto Legislativo 186/2008 e Lei 13.146/2015), relacionadas neste processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condição”. Nessa decisão, contudo, há ressalva quanto aos “casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício”. Inexistente ilegalidade flagrante a ser sanada nesta via processual, pois o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu de forma fundamentada pelo não cabimento da substituição da prisão preventiva da agravante por prisão domiciliar, ressaltando a quantidade e a natureza dos entorpecentes apreendidos, além dos indícios de que a agravante integra facção criminosa denominada “Os Manos”, atuante naquele estado. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL HABEAS CORPUS. PECULATO (ART. 312, Código Penal Brasileiro); FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR (ART. 298, Código Penal Brasileiro); FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, Código Penal Brasileiro); USO DE DOCUMENTO FALSO (ART. 304, Código Penal Brasileiro); LAVAGEM DE DINHEIRO (ART. 1..., CAPUT, DA LEI 9.613/1998) E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (ART. 2..., CAPUT, C/C § 4..., DA LEI n 12.850/2013). PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. SUBSTITUIÇÃO DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR POR PRISÃO DOMICILIAR. MEDIDA NÃO RECOMENDADA DIANTE DA GRAVIDADE DOS FATOS IMPUTADOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública, porque a agravante foi apontada como integrante de organização criminosa voltada para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS prática de crimes contra recursos da saúde pública municipal. A prisão preventiva também se justifica para conveniência da instrução criminal, em razão do fundado receio de que possa constranger pessoas relevantes para a apuração dos fatos. 2. A regra prevista no art. 318, inciso V, do Código de Processo Penal não implica reconhecer que a prisão domiciliar tem aplicação irrestrita ou automática. Na espécie, os graves fatos imputados à agravante não revelam quadro apto a justificar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. (…) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 153.528-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 8.8.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO RISTF. CRIME PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA. INAPLICÁVEL O ENTENDIMENTO FIXADO NO HC 143.641/SP. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna os fundamentos da decisão agravada. 2. O entendimento fixado no HC 143.641/SP é inaplicável às mulheres presas, gestantes, puérperas, ou mães de crianças e deficientes sob sua guarda, nos casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 156.026-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). Confiram-se também os seguintes precedentes: HC n. 164.695, de minha relatoria, DJe 28.11.2018; HC n. 164.689, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 22.11.2018; e HC n. 165.302, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 17.12.2018. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS prática de crimes contra recursos da saúde pública municipal. A prisão preventiva também se justifica para conveniência da instrução criminal, em razão do fundado receio de que possa constranger pessoas relevantes para a apuração dos fatos. 2. A regra prevista no art. 318, inciso V, do Código de Processo Penal não implica reconhecer que a prisão domiciliar tem aplicação irrestrita ou automática. Na espécie, os graves fatos imputados à agravante não revelam quadro apto a justificar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. (…) 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 153.528-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 8.8.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO RISTF. CRIME PRATICADO MEDIANTE VIOLÊNCIA. INAPLICÁVEL O ENTENDIMENTO FIXADO NO HC 143.641/SP. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna os fundamentos da decisão agravada. 2. O entendimento fixado no HC 143.641/SP é inaplicável às mulheres presas, gestantes, puérperas, ou mães de crianças e deficientes sob sua guarda, nos casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, as quais deverão ser devidamente fundamentadas pelos juízes que denegarem o benefício. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 156.026-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). Confiram-se também os seguintes precedentes: HC n. 164.695, de minha relatoria, DJe 28.11.2018; HC n. 164.689, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 22.11.2018; e HC n. 165.302, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 17.12.2018. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS 12. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível especial prudência na análise do pleito por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. TRÁFICO DE DROGAS. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO. ILEGALIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO. AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA. USO ARBITRÁRIO DE ALGEMAS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de manifesta ilegalidade ou teratologia. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.507- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 5.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11.343/06. ENUNCIADO n 691 DA SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. ‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’ - Enunciado 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS 12. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível especial prudência na análise do pleito por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. TRÁFICO DE DROGAS. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO. ILEGALIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO. AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA. USO ARBITRÁRIO DE ALGEMAS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de manifesta ilegalidade ou teratologia. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.507- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 5.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11.343/06. ENUNCIADO n 691 DA SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PLEITO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. ‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’ - Enunciado 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. In casu, o paciente teve a prisão preventiva decretada no contexto de apuração dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. 3. A supressão de instância impede o conhecimento de Habeas Corpus impetrado per saltum, porquanto ausente o exame de mérito perante o Tribunal a quo e Corte Superior. Precedentes: HC 100.595, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 9/3/2011, HC 100.616, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 14/3/2011, HC 103.835, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 8/2/2011, HC 98.616, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/2/2011. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido” (HC n. 161.006-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 15.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. In casu, o paciente teve a prisão preventiva decretada no contexto de apuração dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. 3. A supressão de instância impede o conhecimento de Habeas Corpus impetrado per saltum, porquanto ausente o exame de mérito perante o Tribunal a quo e Corte Superior. Precedentes: HC 100.595, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 9/3/2011, HC 100.616, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 14/3/2011, HC 103.835, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 8/2/2011, HC 98.616, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/2/2011. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido” (HC n. 161.006-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 15.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 165709 AGR / RS 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1....6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 13 Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Supremo Tribunal Federal HC 165709 AGR / RS 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1....6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 13 Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF77-E273-9A13-09C8 e senha 52BE-A456-EEC6-8D93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (0075834/RS) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-79D8-8CEE-E1F3 e senha 67FE-EE31-9DFC-24C6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : QUELEM FERNANDA SILVA ADV.(A/S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (0075834/RS) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 480.653 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-79D8-8CEE-E1F3 e senha 67FE-EE31-9DFC-24C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 165 . 709", "HC n 480 . 653", "SÚMULA N . 691 DO SUPREMO", "HC n 480 . 653 DO", "Habeas Corpus n . 480 . 653", "ADPF 444", "HABEAS CORPUS 165 . 709", "HC n 480 . 653", "Habeas Corpus n . 480 . 653 . 2", "ADPF 444", "HC 165709 AGR / RS", "ADPF 444", "HC 165709 AGR /", "ADPF 444", "HABEAS CORPUS 165 . 709", "HABEAS CORPUS 165 . 709", "HC 165709 AGR / RS", "HC coletivo n . 143641 / SP", "Habeas Corpus n . 480 . 653", "HC 165709 AGR / RS", "HC coletivo n . 143641 / SP", "Habeas Corpus n . 480 . 653", "HC 165709 AGR / RS", "Súmula n . 691 deste Supremo Tribunal", "Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 165709 AGR / RS", "Súmula n . 691 deste Supremo Tribunal", "Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 143 . 641 / SP", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 143 . 641 / SP", "HC 165709 AGR / RS", "HC 165709 AGR / RS", "HC 165709 AGR / RS", "RHC n . 144 . 517 - AgR", "HC 137 . 234", "HC 136 . 298", "HC 136 . 935 - AgR", "HC 165709 AGR", "RHC n . 144 . 517 - AgR", "HC 137 . 234", "HC 136 . 298", "HC 136 . 935 - AgR", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 154 . 987 - AgR", "HC n . 145 . 570", "HC n . 139 . 654", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 154 . 987 - AgR", "HC n . 145 . 570", "HC n . 139 . 654", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 129 . 294", "HC 133 . 289 / SP", "HC n . 134 . 025", "HC n . 130 . 708", "Habeas Corpus n . 143 . 641", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 129 . 294", "HC 133 . 289 / SP", "HC n . 134 . 025", "HC n . 130 . 708", "Habeas Corpus n . 143 . 641", "HC 165709 AGR / RS", "HC 165709", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 153 . 528 - AgR", "HC 143 . 641 / SP", "HC 143 . 641 / SP", "HC n . 156 . 026 - AgR", "HC n . 164 . 695", "HC n . 164 . 689", "HC n . 165 . 302", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 153 . 528 - AgR", "HC 143 . 641 / SP", "HC 143 . 641 / SP", "HC n . 156 . 026 - AgR", "HC n . 164 . 695", "HC n . 164 . 689", "HC n . 165 . 302", "HC 165709 AGR / RS", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n . 160 . 507 - AgR", "HC 165709 AGR / RS", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n . 160 . 507 - AgR", "ENUNCIADO n 691 DA SÚMULA", "HC 165709 AGR / RS n . 691 da Súmula do", "HC 100 . 595", "HC 100 . 616", "HC 103 . 835", "HC 98 . 616", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC n . 161 . 006 - AgR", "SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 691 deste Supremo Tribunal", "HC 165709 AGR / RS n . 691 da Súmula do", "HC 100 . 595", "HC 100 . 616", "HC 103 . 835", "HC 98 . 616", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC n . 161 . 006 - AgR", "SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 691 deste Supremo Tribunal", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 90 . 716 - AgR", "HC n . 89 . 970", "HC n . 90 . 232", "HC n . 89 . 675 - AgR", "HC 165709 AGR / RS", "HC n . 90 . 716 - AgR", "HC n . 89 . 970", "HC n . 90 . 232", "HC n . 89 . 675 - AgR", "HABEAS CORPUS 165 . 709", "HC n 480 . 653", "HC n 480 . 653 DO SUPERIOR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 257 / 2016", "inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 257 / 2016", "inciso V ao", "artigo 318 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Primeira Infância", "Lei n 13 . 257 / 2016", "inciso V ao artigo 318 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Primeira Infância", "Lei n 13 . 257 / 2016", "inciso V ao", "artigo 318 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , § 2 . . . , da CRFB", "artigo 927 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , § 2 . . . , da CRFB", "artigo 927 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 312", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 312", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "art . 2 . . . do Estatuto da Criança e do Adolescente", "Convenção sobre Direitos das 8", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 319 do CPP", "art", "Convenção sobre Direitos das", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "Legislativo 186 / 2008", "Lei 13 . 146 / 2015", "ART . 312 , Código Penal Brasileiro", "ART . 298 , Código Penal Brasileiro", "ART . 299 , Código Penal Brasileiro", "ART . 304 , Código Penal Brasileiro", "ART . 1 . . . , CAPUT , DA LEI 9 . 613 / 1998", "ART . 2 . . . , CAPUT , C / C § 4 . . . , DA LEI n 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Legislativo 186 / 2008", "Lei 13 . 146 / 2015", "ART . 312 , Código Penal Brasileiro", "ART . 298 , Código Penal Brasileiro", "ART . 299 , Código Penal Brasileiro", "ART . 304 , Código Penal Brasileiro", "ART . 1 . . . , CAPUT , DA LEI 9 . 613 / 1998", "ART . 2 . . . , CAPUT , C / C § 4 . . . , DA", "LEI n 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 318 , inciso V , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 318 , inciso V , do Código de Processo Penal", "ART . 317 , § 1 . . . , DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Ministério Público do Rio Grande do Sul", "Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Ministério Público do Rio Grande do Sul", "Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Infância", "Suprema Corte", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Suprema Corte", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "DEPEN", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SUPRESSÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "QUELEM FERNANDA SILVA", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "QUELEM FERNANDA SILVA", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Vladimir de Amorim Silveira", "Quelem", "Fernanda Silva", "Laurita Vaz", "Quelem Fernanda Silva", "Carlos Alberto Richa", "CÁRMEN LÚCIA", "QUELEM FERNANDA SILVA", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Vladimir de Amorim Silveira", "Quelem Fernanda Silva", "Laurita Vaz", "Quelem Fernanda Silva", "Carlos Alberto Richa", "CARLOS ROBERTO RICHA", "CARLOS ROBERTO RICHA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Laurita Vaz", "Laurita Vaz", "CÁRMEN LÚCIA", "Laurita Vaz", "Laurita Vaz", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Lucas", "QUELEN FERNANDA SILVA", "Lucas", "QUELEN FERNANDA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Laurita Vaz", "Rosa Weber", "Laurita Vaz", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "QUELEM FERNANDA SILVA", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "QUELEM FERNANDA SILVA", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "19", ".", "12", ".", "2018", "4", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "19", ".", "12", ".", "2018", "4", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "7", ".", "2018", "13", ".", "7", ".", "2018", "20", ".", "7", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "7", ".", "2018", "13", ".", "7", ".", "2018", "20", ".", "7", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de novembro passado", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de novembro passado", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "8", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2018", "16", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "8", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2018", "16", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2017", "21", ".", "10", ".", "2016", "6", ".", "4", ".", "2016", "9", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2017", "21", ".", "10", ".", "2016", "6", ".", "4", ".", "2016", "9", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "8", ".", "2018", "13", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "17", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "8", ".", "2018", "13", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "11", ".", "2018", "22", ".", "11", ".", "2018", "17", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2011", "14", "/", "3", "/", "2011", "8", "/", "2", "/", "2011", "22", "/", "2", "/", "2011", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "15", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2011", "14", "/", "3", "/", "2011", "8", "/", "2", "/", "2011", "22", "/", "2", "/", "2011", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "15", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2007", "22", ".", "6", ".", "2007", "2", ".", "3", ".", "2007", "2", ".", "2", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2007", "22", ".", "6", ".", "2007", "2", ".", "3", ".", "2007", "2", ".", "2", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR ENTIDADE SINDICAL. LIMITAÇÃO TERRITORIAL. ARTIGO 2º-A DA LEI 9.494/1997. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 813E-E926-1415-E1EE e senha 490D-4ABE-D288-B05A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANÁ - SINFISPAR contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA ENTIDADE SINDICAL. LIMITAÇÃO TERRITORIAL. ARTIGO 2º-A DA LEI 9.494/1997. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 7) Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “No v. acórdão recorrido, proferido em ação ordinária coletiva, foi reconhecido o direito dos servidores substituídos pelo Sindicato Agravante à conversão da licença-prêmio em pecúnia, porém foi limitada a substituição processual somente aos servidores domiciliados na abrangência do órgão prolator à época da data da propositura da ação ordinária coletiva (16/4/2009). (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANÁ - SINFISPAR contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA ENTIDADE SINDICAL. LIMITAÇÃO TERRITORIAL. ARTIGO 2º-A DA LEI 9.494/1997. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 7) Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “No v. acórdão recorrido, proferido em ação ordinária coletiva, foi reconhecido o direito dos servidores substituídos pelo Sindicato Agravante à conversão da licença-prêmio em pecúnia, porém foi limitada a substituição processual somente aos servidores domiciliados na abrangência do órgão prolator à época da data da propositura da ação ordinária coletiva (16/4/2009). (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 754986 AGR / PR Desse modo, em atenção ao entendimento pacífico deste Egrégio Supremo Tribunal, no sentido de que os Sindicatos atuam como substitutos processuais da categoria, é manifesta a inconstitucionalidade do artigo 2º-A da Lei nº 9.494/97 frente ao art. 8º, III, da Constituição, que não impõe qualquer restrição ao referido instituto e, também, ao direito de acesso ao Poder Judiciário (inciso XXXV do art. 5º da CF), que se constitui em um direito fundamental e não comporta quaisquer restrições, como as que objetivam a impedir os juízes de deferirem medidas necessárias à tutela do direito dos cidadãos com limitação territorial/temporal." (Doc. 10, fls. 2 e 5). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Supremo Tribunal Federal ARE 754986 AGR / PR Desse modo, em atenção ao entendimento pacífico deste Egrégio Supremo Tribunal, no sentido de que os Sindicatos atuam como substitutos processuais da categoria, é manifesta a inconstitucionalidade do artigo 2º-A da Lei nº 9.494/97 frente ao art. 8º, III, da Constituição, que não impõe qualquer restrição ao referido instituto e, também, ao direito de acesso ao Poder Judiciário (inciso XXXV do art. 5º da CF), que se constitui em um direito fundamental e não comporta quaisquer restrições, como as que objetivam a impedir os juízes de deferirem medidas necessárias à tutela do direito dos cidadãos com limitação territorial/temporal." (Doc. 10, fls. 2 e 5). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado, a matéria relativa à limitação territorial dos efeitos da decisão proferida em ação coletiva, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.494/1997), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, confiram-se os seguintes, de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual civil. Prequestionamento. Ausência. Ação coletiva. Limites territoriais da eficácia da decisão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame. Impossibilidade. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A questão sobre a limitação territorial da eficácia da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado, a matéria relativa à limitação territorial dos efeitos da decisão proferida em ação coletiva, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.494/1997), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, confiram-se os seguintes, de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual civil. Prequestionamento. Ausência. Ação coletiva. Limites territoriais da eficácia da decisão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame. Impossibilidade. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A questão sobre a limitação territorial da eficácia da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 754986 AGR / PR decisão proferida em ação coletiva proposta por sindicato restringe-se ao âmbito infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 862.020-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 2/5/2016) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. LIMITE TERRITORIAL DA EFICÁCIA DA DECISÃO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.01.2012. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 831.858-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/11/2015) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Supremo Tribunal Federal ARE 754986 AGR / PR decisão proferida em ação coletiva proposta por sindicato restringe-se ao âmbito infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 862.020-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 2/5/2016) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. LIMITE TERRITORIAL DA EFICÁCIA DA DECISÃO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.01.2012. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 831.858-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/11/2015) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 754986 AGR / PR princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios contra o recorrente no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Supremo Tribunal Federal ARE 754986 AGR / PR princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios contra o recorrente no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (19095/PR) ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA (23510B/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78E1-25DC-92C1-B243 e senha 3F09-29D6-50FA-40DD Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (19095/PR) ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA (23510B/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78E1-25DC-92C1-B243 e senha 3F09-29D6-50FA-40DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371352
2019-02-22T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR ENTIDADE SINDICAL. LIMITAÇÃO TERRITORIAL. ARTIGO 2º-A DA LEI 9.494/1997. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur399853
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 831858 AgR (1ªT), RE 862020 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 03/04/2019, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
754986
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-0002A\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 754986 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA POR ENTIDADE SINDICAL. LIMITAÇÃO TERRITORIAL. ARTIGO 2...-A DA LEI 9.494/1997. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 813E-E926-1415-E1EE e senha 490D-4ABE-D288-B05A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANÁ - SINFISPAR contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA ENTIDADE SINDICAL. LIMITAÇÃO TERRITORIAL. ARTIGO 2...-A DA LEI 9.494/1997. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 7) Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “No v. acórdão recorrido, proferido em ação ordinária coletiva, foi reconhecido o direito dos servidores substituídos pelo Sindicato Agravante à conversão da licença-prêmio em pecúnia, porém foi limitada a substituição processual somente aos servidores domiciliados na abrangência do órgão prolator à época da data da propositura da ação ordinária coletiva (16/4/2009). (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANÁ - SINFISPAR contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA ENTIDADE SINDICAL. LIMITAÇÃO TERRITORIAL. ARTIGO 2...-A DA LEI 9.494/1997. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 7) Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “No v. acórdão recorrido, proferido em ação ordinária coletiva, foi reconhecido o direito dos servidores substituídos pelo Sindicato Agravante à conversão da licença-prêmio em pecúnia, porém foi limitada a substituição processual somente aos servidores domiciliados na abrangência do órgão prolator à época da data da propositura da ação ordinária coletiva (16/4/2009). (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 754986 AGR / PR Desse modo, em atenção ao entendimento pacífico deste Egrégio Supremo Tribunal, no sentido de que os Sindicatos atuam como substitutos processuais da categoria, é manifesta a inconstitucionalidade do artigo 2...-A da Lei n 9.494/97 frente ao art. 8..., III, da Constituição, que não impõe qualquer restrição ao referido instituto e, também, ao direito de acesso ao Poder Judiciário (inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal de 1988), que se constitui em um direito fundamental e não comporta quaisquer restrições, como as que objetivam a impedir os juízes de deferirem medidas necessárias à tutela do direito dos cidadãos com limitação territorial/temporal." (Doc. 10, fls. 2 e 5). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Supremo Tribunal Federal ARE 754986 AGR / PR Desse modo, em atenção ao entendimento pacífico deste Egrégio Supremo Tribunal, no sentido de que os Sindicatos atuam como substitutos processuais da categoria, é manifesta a inconstitucionalidade do artigo 2...-A da Lei n 9.494/97 frente ao art. 8..., III, da Constituição, que não impõe qualquer restrição ao referido instituto e, também, ao direito de acesso ao Poder Judiciário (inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal de 1988), que se constitui em um direito fundamental e não comporta quaisquer restrições, como as que objetivam a impedir os juízes de deferirem medidas necessárias à tutela do direito dos cidadãos com limitação territorial/temporal." (Doc. 10, fls. 2 e 5). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DF6-8F0E-215B-FEF5 e senha 4ED4-1D81-ED06-85E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado, a matéria relativa à limitação territorial dos efeitos da decisão proferida em ação coletiva, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.494/1997), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, confiram-se os seguintes, de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual civil. Prequestionamento. Ausência. Ação coletiva. Limites territoriais da eficácia da decisão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame. Impossibilidade. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A questão sobre a limitação territorial da eficácia da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante asseverado, a matéria relativa à limitação territorial dos efeitos da decisão proferida em ação coletiva, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 9.494/1997), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão agravada, confiram-se os seguintes, de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual civil. Prequestionamento. Ausência. Ação coletiva. Limites territoriais da eficácia da decisão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame. Impossibilidade. Violação do princípio da reserva de plenário. Inexistência. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A questão sobre a limitação territorial da eficácia da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 754986 AGR / PR decisão proferida em ação coletiva proposta por sindicato restringe-se ao âmbito infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 862.020-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 2/5/2016) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. LIMITE TERRITORIAL DA EFICÁCIA DA DECISÃO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.01.2012. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 831.858-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/11/2015) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Supremo Tribunal Federal ARE 754986 AGR / PR decisão proferida em ação coletiva proposta por sindicato restringe-se ao âmbito infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 862.020-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 2/5/2016) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. LIMITE TERRITORIAL DA EFICÁCIA DA DECISÃO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.01.2012. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 831.858-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/11/2015) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 754986 AGR / PR princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios contra o recorrente no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Supremo Tribunal Federal ARE 754986 AGR / PR princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios contra o recorrente no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-093A-E04E-DB89 e senha E80C-A798-0ABF-E825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (19095/PR) ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA (23510B/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78E1-25DC-92C1-B243 e senha 3F09-29D6-50FA-40DD Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 754.986 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO PARANA - SINFISPAR ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (19095/PR) ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA (23510B/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78E1-25DC-92C1-B243 e senha 3F09-29D6-50FA-40DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 754986 AGR", "ARE 754986 AGR", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 862 . 020 - AgR", "ARE 831 . 858 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 754986", "Recurso Extraordinário 862 . 020 - AgR", "ARE 831 . 858 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 754986 AGR / PR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 2 . . . - A DA LEI 9 . 494 / 1997", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 2 . . . - A DA LEI 9 . 494 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 2 . . . - A DA LEI 9 . 494 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . - A da Lei n 9 . 494 / 97", "art . 8 . . . , III , da Constituição", "inciso XXXV do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . - A da Lei n 9 . 494 / 97", "art . 8 . . . , III , da Constituição", "inciso XXXV do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 494 / 1997", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 494 / 1997", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "PARANA", "Brasília", "PARANÁ", "PARANA", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANA", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANA", "PARANÁ", "PARANA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS AUDITORES - FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "SINFISPAR", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS AUDITORES", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS AUDITORES - FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO", "SINFISPAR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS AUDITORES - FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "SINFISPAR", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS AUDITORES - FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "SINFISPAR", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "PR", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS AUDITORES - FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO", "SINFISPAR", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS AUDITORES - FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL NO", "SINFISPAR", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15 a 21 / 2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "16", "/", "4", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "16", "/", "4", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "5", "/", "2016", "27", ".", "01", ".", "2012", "18", "/", "11", "/", "2015", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "5", "/", "2016", "27", ".", "01", ".", "2012", "18", "/", "11", "/", "2015", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCLUSÃO DO ICMS DE BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO DO TEMA 69 DA REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA OU SUBSTITUTIVA. LEI 12.546/2011. 1. A controvérsia relativa à exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição previdenciária substitutiva deve observar a mesma lógica atinente ao Tema 69 da sistemática da repercussão geral. Precedentes: RE 1089337 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 15.05.2018; e RE 1151761 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 14.12.2018. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 22 a 28 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D35B-F5EF-5478-B5C9 e senha 3178-5210-3178-46C3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual neguei seguimento ao recurso extraordinário e determinei a remessa dos autos ao Tribunal de origem para adequação à disposição do art. 1.036, do Código de Processo Civil. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a controvérsia acerca da inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição previdenciária detém caráter infraconstitucional. Logo, é impossível a transposição do quanto decidido no Tema 69 à contribuição previdenciária substitutiva incidente sobre a receita bruta. Sendo assim, alude o seguinte: “Portanto, se há cabimento na tentativa de aplicação por arrastamento do quanto decidido no RE 574.706/PR, TEMA 69, a conclusão que se impõe é de declaração de inconstitucionalidade da totalidade da Lei nº 12.546, de 2011, no que versa sobre o regime tributário favorecido e facultativo de substituição da incidência da contribuição previdenciária sobre a folha de salários pela receita bruta, sob pena de atuação como legislador positivo em cenário de renúncia fiscal, o que é vedado, culminando no paradoxo de impor ao demandante situação mais gravosa do que aquela em relação a qual se debate, o que impõe a improcedência do pedido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual neguei seguimento ao recurso extraordinário e determinei a remessa dos autos ao Tribunal de origem para adequação à disposição do art. 1.036, do Código de Processo Civil. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a controvérsia acerca da inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição previdenciária detém caráter infraconstitucional. Logo, é impossível a transposição do quanto decidido no Tema 69 à contribuição previdenciária substitutiva incidente sobre a receita bruta. Sendo assim, alude o seguinte: “Portanto, se há cabimento na tentativa de aplicação por arrastamento do quanto decidido no RE 574.706/PR, TEMA 69, a conclusão que se impõe é de declaração de inconstitucionalidade da totalidade da Lei nº 12.546, de 2011, no que versa sobre o regime tributário favorecido e facultativo de substituição da incidência da contribuição previdenciária sobre a folha de salários pela receita bruta, sob pena de atuação como legislador positivo em cenário de renúncia fiscal, o que é vedado, culminando no paradoxo de impor ao demandante situação mais gravosa do que aquela em relação a qual se debate, o que impõe a improcedência do pedido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 1100405 AGR / SC Ademais, pugna pelo sobrestamento do recurso até o julgamento em definitivo do Tema 69 da sistemática da repercussão geral, tendo em conta a possibilidade de modulação dos efeitos no caso paradigma. Devidamente intimada, a parte agravada requereu o não processamento e recebimento do recurso, nos termos da Súmula 282 do STF. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Supremo Tribunal Federal RE 1100405 AGR / SC Ademais, pugna pelo sobrestamento do recurso até o julgamento em definitivo do Tema 69 da sistemática da repercussão geral, tendo em conta a possibilidade de modulação dos efeitos no caso paradigma. Devidamente intimada, a parte agravada requereu o não processamento e recebimento do recurso, nos termos da Súmula 282 do STF. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, ressalto os seguintes termos assentados pela jurisprudência deste tribunal (eDOC 07, p. 04): “(...) ressalvada minha ótica pessoal, a compreensão iterativa é no sentido de excluir os valores pagos a título de ICMS nas bases de cálculo da contribuição substitutiva.” A despeito das ponderáveis objeções da Fazenda Nacional, reitero que a matéria guarda identidade temática com o decidido no Tema 69 da sistemática da repercussão geral. Eis a ementa do julgamento do mérito do paradigma: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2º, inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, ressalto os seguintes termos assentados pela jurisprudência deste tribunal (eDOC 07, p. 04): “(...) ressalvada minha ótica pessoal, a compreensão iterativa é no sentido de excluir os valores pagos a título de ICMS nas bases de cálculo da contribuição substitutiva.” A despeito das ponderáveis objeções da Fazenda Nacional, reitero que a matéria guarda identidade temática com o decidido no Tema 69 da sistemática da repercussão geral. Eis a ementa do julgamento do mérito do paradigma: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2º, inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1100405 AGR / SC concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” Isso porque, não obstante o processo paradigma cuide especificamente de questão alusiva à exclusão de ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, os fundamentos ali utilizados servem para amparar tal exclusão em casos similares. A respeito das contribuições previdenciárias substitutivas, cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SUBSTITUTIVA – BASE DE CÁLCULO – NÃO INCLUSÃO DO VALOR RELATIVO AO ICMS – ENTENDIMENTO FIRMADO COM BASE EM ORIENTAÇÃO QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROCLAMOU NA APRECIAÇÃO DO RE 574.706- RG/PR – POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO PELO RELATOR DE IDÊNTICA CONTROVÉRSIA INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO OU DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO “LEADING CASE” – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Supremo Tribunal Federal RE 1100405 AGR / SC concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” Isso porque, não obstante o processo paradigma cuide especificamente de questão alusiva à exclusão de ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, os fundamentos ali utilizados servem para amparar tal exclusão em casos similares. A respeito das contribuições previdenciárias substitutivas, cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SUBSTITUTIVA – BASE DE CÁLCULO – NÃO INCLUSÃO DO VALOR RELATIVO AO ICMS – ENTENDIMENTO FIRMADO COM BASE EM ORIENTAÇÃO QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROCLAMOU NA APRECIAÇÃO DO RE 574.706- RG/PR – POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO PELO RELATOR DE IDÊNTICA CONTROVÉRSIA INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO OU DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO “LEADING CASE” – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1100405 AGR / SC (RE 1089337 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 15.05.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO RECORRIDA EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 1151761 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Supremo Tribunal Federal RE 1100405 AGR / SC (RE 1089337 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 15.05.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO RECORRIDA EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 1151761 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6F7-D106-4198-470A e senha B5FE-3744-96E1-7630 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6F7-D106-4198-470A e senha B5FE-3744-96E1-7630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749587069
2019-03-29T00:00:00
2019-04-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCLUSÃO DO ICMS DE BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO DO TEMA 69 DA REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA OU SUBSTITUTIVA. LEI 12.546/2011. 1. A controvérsia relativa à exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição previdenciária substitutiva deve observar a mesma lógica atinente ao Tema 69 da sistemática da repercussão geral. Precedentes: RE 1089337 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 15.05.2018; e RE 1151761 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 14.12.2018. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur401812
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, ICMS, BASE DE CÁLCULO, PIS, COFINS) RE 574706 RG. (ICMS, BASE DE CÁLCULO, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, RECEITA BRUTA) RE 1089337 AgR (2ªT), RE 1151761 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 07/05/2019, AMS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1100405
[ "LEG-FED LEI-012546 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1100405 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCLUSÃO DO ICMS DE BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO DO TEMA 69 DA REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA OU SUBSTITUTIVA. LEI 12.546/2011. 1. A controvérsia relativa à exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição previdenciária substitutiva deve observar a mesma lógica atinente ao Tema 69 da sistemática da repercussão geral. Precedentes: Recurso Extraordinário 1089337 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 15.05.2018; e Recurso Extraordinário 1151761 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 14.12.2018. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 22 a 28 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D35B-F5EF-5478-B5C9 e senha 3178-5210-3178-46C3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual neguei seguimento ao recurso extraordinário e determinei a remessa dos autos ao Tribunal de origem para adequação à disposição do art. 1.036, do Código de Processo Civil. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a controvérsia acerca da inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição previdenciária detém caráter infraconstitucional. Logo, é impossível a transposição do quanto decidido no Tema 69 à contribuição previdenciária substitutiva incidente sobre a receita bruta. Sendo assim, alude o seguinte: “Portanto, se há cabimento na tentativa de aplicação por arrastamento do quanto decidido no Recurso Extraordinário 574.706/PR, TEMA 69, a conclusão que se impõe é de declaração de inconstitucionalidade da totalidade da Lei n 12.546, de 2011, no que versa sobre o regime tributário favorecido e facultativo de substituição da incidência da contribuição previdenciária sobre a folha de salários pela receita bruta, sob pena de atuação como legislador positivo em cenário de renúncia fiscal, o que é vedado, culminando no paradoxo de impor ao demandante situação mais gravosa do que aquela em relação a qual se debate, o que impõe a improcedência do pedido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual neguei seguimento ao recurso extraordinário e determinei a remessa dos autos ao Tribunal de origem para adequação à disposição do art. 1.036, do Código de Processo Civil. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que a controvérsia acerca da inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição previdenciária detém caráter infraconstitucional. Logo, é impossível a transposição do quanto decidido no Tema 69 à contribuição previdenciária substitutiva incidente sobre a receita bruta. Sendo assim, alude o seguinte: “Portanto, se há cabimento na tentativa de aplicação por arrastamento do quanto decidido no Recurso Extraordinário 574.706/PR, TEMA 69, a conclusão que se impõe é de declaração de inconstitucionalidade da totalidade da Lei n 12.546, de 2011, no que versa sobre o regime tributário favorecido e facultativo de substituição da incidência da contribuição previdenciária sobre a folha de salários pela receita bruta, sob pena de atuação como legislador positivo em cenário de renúncia fiscal, o que é vedado, culminando no paradoxo de impor ao demandante situação mais gravosa do que aquela em relação a qual se debate, o que impõe a improcedência do pedido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC Ademais, pugna pelo sobrestamento do recurso até o julgamento em definitivo do Tema 69 da sistemática da repercussão geral, tendo em conta a possibilidade de modulação dos efeitos no caso paradigma. Devidamente intimada, a parte agravada requereu o não processamento e recebimento do recurso, nos termos da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC Ademais, pugna pelo sobrestamento do recurso até o julgamento em definitivo do Tema 69 da sistemática da repercussão geral, tendo em conta a possibilidade de modulação dos efeitos no caso paradigma. Devidamente intimada, a parte agravada requereu o não processamento e recebimento do recurso, nos termos da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 745E-D3EA-56D7-7155 e senha 0B72-1B20-9358-743A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, ressalto os seguintes termos assentados pela jurisprudência deste tribunal (eDOC 07, p. 04): “(...) ressalvada minha ótica pessoal, a compreensão iterativa é no sentido de excluir os valores pagos a título de ICMS nas bases de cálculo da contribuição substitutiva.” A despeito das ponderáveis objeções da Fazenda Nacional, reitero que a matéria guarda identidade temática com o decidido no Tema 69 da sistemática da repercussão geral. Eis a ementa do julgamento do mérito do paradigma: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2..., inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, ressalto os seguintes termos assentados pela jurisprudência deste tribunal (eDOC 07, p. 04): “(...) ressalvada minha ótica pessoal, a compreensão iterativa é no sentido de excluir os valores pagos a título de ICMS nas bases de cálculo da contribuição substitutiva.” A despeito das ponderáveis objeções da Fazenda Nacional, reitero que a matéria guarda identidade temática com o decidido no Tema 69 da sistemática da repercussão geral. Eis a ementa do julgamento do mérito do paradigma: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2..., inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3..., § 2..., inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” Isso porque, não obstante o processo paradigma cuide especificamente de questão alusiva à exclusão de ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, os fundamentos ali utilizados servem para amparar tal exclusão em casos similares. A respeito das contribuições previdenciárias substitutivas, cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SUBSTITUTIVA – BASE DE CÁLCULO – NÃO INCLUSÃO DO VALOR RELATIVO AO ICMS – ENTENDIMENTO FIRMADO COM BASE EM ORIENTAÇÃO QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROCLAMOU NA APRECIAÇÃO DO Recurso Extraordinário 574.706- RG/PR – POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO PELO RELATOR DE IDÊNTICA CONTROVÉRSIA INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO OU DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO “LEADING CASE” – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3..., § 2..., inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” Isso porque, não obstante o processo paradigma cuide especificamente de questão alusiva à exclusão de ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, os fundamentos ali utilizados servem para amparar tal exclusão em casos similares. A respeito das contribuições previdenciárias substitutivas, cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SUBSTITUTIVA – BASE DE CÁLCULO – NÃO INCLUSÃO DO VALOR RELATIVO AO ICMS – ENTENDIMENTO FIRMADO COM BASE EM ORIENTAÇÃO QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROCLAMOU NA APRECIAÇÃO DO Recurso Extraordinário 574.706- RG/PR – POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO PELO RELATOR DE IDÊNTICA CONTROVÉRSIA INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO OU DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO “LEADING CASE” – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC (Recurso Extraordinário 1089337 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 15.05.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO RECORRIDA EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 1151761 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC (Recurso Extraordinário 1089337 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 15.05.2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO RECORRIDA EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 1151761 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43D5-FB5C-2CF5-5C2F e senha DFCA-ADFF-5E37-7E39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6F7-D106-4198-470A e senha B5FE-3744-96E1-7630 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.405 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : METALURGICA FEY LTDA ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6F7-D106-4198-470A e senha B5FE-3744-96E1-7630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 405", "Recurso Extraordinário 1089337 AgR", "Recurso Extraordinário 1151761 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 405", "Recurso Extraordinário 574 . 706 / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 405", "Recurso Extraordinário 574 . 706 / PR", "Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 574 . 706 - RG / PR", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 574 . 706 - RG / PR", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1089337 AgR", "Recurso Extraordinário 1151761 AgR", "Recurso Extraordinário 1100405 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1089337 AgR", "Recurso Extraordinário 1151761 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 405" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 12 . 546 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 036 , do Código de Processo Civil", "Lei n 12", ".", "546", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 036 , do Código de Processo Civil", "Lei n 12 . 546", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , inc . I , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , inc . I , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , § 2 . . . , inc . I , in fine , da Lei n . 9 . 718", "/", "1998", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 / 2009 , ART . 25", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , § 2 . . . , inc . I , in fine , da", "Lei n . 9 . 718 / 1998", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 / 2009 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "METALURGICA FEY LTDA", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "METALURGICA FEY LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "METALURGICA FEY LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "METALURGICA FEY LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "METALURGICA FEY LTDA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "05", ".", "2018", "14", ".", "12", ".", "2018", "22", "28 de março de 2019", "29 de março de", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "05", ".", "2018", "14", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "05", ".", "2018", "14", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO INC. LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E361-A57E-CA96-1FC3 e senha DB76-33B9-AE1C-91CC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eduardo Weyne Pedrosa sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e de incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, o agravante interpôs, em 12.12.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “não é exigido a indicação do dispositivo constitucional violado, mas sim a indicação do dispositivo que autorize a interposição do Recurso Extraordinário” (fl. 10, doc. 303). Sustenta que “a questão trazida à apreciação deste Supremo Tribunal não demanda análise de qualquer legislação infraconstitucional. As violações suscitadas no Recurso dizem respeito ao acesso à prova – sonegada intencionalmente – e o direito à contraprova – oitiva de Assistente Técnico” (fl. 15, doc. 303). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eduardo Weyne Pedrosa sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e de incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, o agravante interpôs, em 12.12.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “não é exigido a indicação do dispositivo constitucional violado, mas sim a indicação do dispositivo que autorize a interposição do Recurso Extraordinário” (fl. 10, doc. 303). Sustenta que “a questão trazida à apreciação deste Supremo Tribunal não demanda análise de qualquer legislação infraconstitucional. As violações suscitadas no Recurso dizem respeito ao acesso à prova – sonegada intencionalmente – e o direito à contraprova – oitiva de Assistente Técnico” (fl. 15, doc. 303). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1088955 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Supremo Tribunal Federal ARE 1088955 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, quanto à inconstitucionalidade do art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, o recurso interposto pelo agravante é deficiente por não indicar o dispositivo constitucional pretensamente contrariado, o que atrai a incidência da Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Deficiência de fundamentação. Cabimento do recurso extraordinário pela alínea d do permissivo constitucional. Lei local contestada em face de lei federal. Não ocorrência. Precedentes. 1. A recorrente não indicou, no recurso extraordinário, quais normas constitucionais teriam sido violadas no acórdão recorrido. Incidência da Súmula nº 284/STF. 2. O acórdão recorrido não julgou válida lei local contestada em face de lei federal, o que torna incabível a interposição do recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, d, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 1.131.117-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 284/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. Não procede a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, quanto à inconstitucionalidade do art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, o recurso interposto pelo agravante é deficiente por não indicar o dispositivo constitucional pretensamente contrariado, o que atrai a incidência da Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Deficiência de fundamentação. Cabimento do recurso extraordinário pela alínea d do permissivo constitucional. Lei local contestada em face de lei federal. Não ocorrência. Precedentes. 1. A recorrente não indicou, no recurso extraordinário, quais normas constitucionais teriam sido violadas no acórdão recorrido. Incidência da Súmula nº 284/STF. 2. O acórdão recorrido não julgou válida lei local contestada em face de lei federal, o que torna incabível a interposição do recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, d, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 1.131.117-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 284/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. Não procede a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1088955 AGR / DF alegação de ocorrência da extinção da punibilidade pela prescrição. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o recurso extraordinário manifestamente inadmissível não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes. 2. A parte recorrente, nas razões do recuso extraordinário, não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a Súmula 284/STF. 3. A solução da controvérsia pressupõe a análise de legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 4. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 1.092.099-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.5.2018). 3. Ademais, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Supremo Tribunal Federal ARE 1088955 AGR / DF alegação de ocorrência da extinção da punibilidade pela prescrição. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o recurso extraordinário manifestamente inadmissível não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes. 2. A parte recorrente, nas razões do recuso extraordinário, não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a Súmula 284/STF. 3. A solução da controvérsia pressupõe a análise de legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 4. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 1.092.099-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.5.2018). 3. Ademais, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1088955 AGR / DF prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Supremo Tribunal Federal ARE 1088955 AGR / DF prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B64-7943-17A8-7EAC e senha 4AE5-9828-55E1-94BC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B64-7943-17A8-7EAC e senha 4AE5-9828-55E1-94BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749320421
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO INC. LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur399302
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 284/STF) ARE 1092099 AgR (1ªT), ARE 1131117 AgR (2ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 20/03/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1088955
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1088955 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO INC. LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E361-A57E-CA96-1FC3 e senha DB76-33B9-AE1C-91CC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eduardo Weyne Pedrosa sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e de incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, o agravante interpôs, em 12.12.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “não é exigido a indicação do dispositivo constitucional violado, mas sim a indicação do dispositivo que autorize a interposição do Recurso Extraordinário” (fl. 10, doc. 303). Sustenta que “a questão trazida à apreciação deste Supremo Tribunal não demanda análise de qualquer legislação infraconstitucional. As violações suscitadas no Recurso dizem respeito ao acesso à prova – sonegada intencionalmente – e o direito à contraprova – oitiva de Assistente Técnico” (fl. 15, doc. 303). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eduardo Weyne Pedrosa sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e de incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, o agravante interpôs, em 12.12.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “não é exigido a indicação do dispositivo constitucional violado, mas sim a indicação do dispositivo que autorize a interposição do Recurso Extraordinário” (fl. 10, doc. 303). Sustenta que “a questão trazida à apreciação deste Supremo Tribunal não demanda análise de qualquer legislação infraconstitucional. As violações suscitadas no Recurso dizem respeito ao acesso à prova – sonegada intencionalmente – e o direito à contraprova – oitiva de Assistente Técnico” (fl. 15, doc. 303). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1088955 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Supremo Tribunal Federal ARE 1088955 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 956C-CF64-11BD-5A14 e senha 7EFF-205E-932E-0E87 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, quanto à inconstitucionalidade do art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, o recurso interposto pelo agravante é deficiente por não indicar o dispositivo constitucional pretensamente contrariado, o que atrai a incidência da Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Deficiência de fundamentação. Cabimento do recurso extraordinário pela alínea d do permissivo constitucional. Lei local contestada em face de lei federal. Não ocorrência. Precedentes. 1. A recorrente não indicou, no recurso extraordinário, quais normas constitucionais teriam sido violadas no acórdão recorrido. Incidência da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão recorrido não julgou válida lei local contestada em face de lei federal, o que torna incabível a interposição do recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, d, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 1.131.117-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Não procede a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, quanto à inconstitucionalidade do art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, o recurso interposto pelo agravante é deficiente por não indicar o dispositivo constitucional pretensamente contrariado, o que atrai a incidência da Súmula n. 284 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Deficiência de fundamentação. Cabimento do recurso extraordinário pela alínea d do permissivo constitucional. Lei local contestada em face de lei federal. Não ocorrência. Precedentes. 1. A recorrente não indicou, no recurso extraordinário, quais normas constitucionais teriam sido violadas no acórdão recorrido. Incidência da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão recorrido não julgou válida lei local contestada em face de lei federal, o que torna incabível a interposição do recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, d, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 1.131.117-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Não procede a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1088955 AGR / DF alegação de ocorrência da extinção da punibilidade pela prescrição. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o recurso extraordinário manifestamente inadmissível não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes. 2. A parte recorrente, nas razões do recuso extraordinário, não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. A solução da controvérsia pressupõe a análise de legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 4. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 1.092.099-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.5.2018). 3. Ademais, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Supremo Tribunal Federal ARE 1088955 AGR / DF alegação de ocorrência da extinção da punibilidade pela prescrição. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o recurso extraordinário manifestamente inadmissível não obsta a formação da coisa julgada. Precedentes. 2. A parte recorrente, nas razões do recuso extraordinário, não indicou os dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido. Nessas condições, incide a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. A solução da controvérsia pressupõe a análise de legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 4. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 1.092.099-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.5.2018). 3. Ademais, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1088955 AGR / DF prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Supremo Tribunal Federal ARE 1088955 AGR / DF prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F992-FAA9-C31E-5DC9 e senha 45EE-8E9D-6EF2-7337 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B64-7943-17A8-7EAC e senha 4AE5-9828-55E1-94BC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.955 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDUARDO WEYNE PEDROSA ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B64-7943-17A8-7EAC e senha 4AE5-9828-55E1-94BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 088 . 955", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 284 deste Supremo Tribunal", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 131 . 117 - AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 284 deste Supremo Tribunal", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 131 . 117 - AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1088955 AGR", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 092 . 099 - AgR", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1088955 AGR / DF", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 092 . 099 - AgR", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1088955 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "INC . LV DO ART . 5 . . . DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 302 do Código de Trânsito Brasileiro", "art . 102 , III , d , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 302 do Código de Trânsito Brasileiro", "art . 102 , III , d , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "EDUARDO WEYNE PEDROSA", "ROBERTO PODVAL", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EDUARDO WEYNE PEDROSA", "ROBERTO PODVAL", "CÁRMEN LÚCIA", "Eduardo Weyne Pedrosa", "CÁRMEN LÚCIA", "EDUARDO WEYNE PEDROSA", "ROBERTO PODVAL", "CÁRMEN LÚCIA", "Eduardo Weyne Pedrosa", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EDUARDO WEYNE PEDROSA", "ROBERTO PODVAL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "EDUARDO WEYNE PEDROSA", "ROBERTO PODVAL", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "3", ".", "12", ".", "2018", "5", ".", "12", ".", "2018", "12", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "3", ".", "12", ".", "2018", "5", ".", "12", ".", "2018", "12", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "6", ".", "9", ".", "2018", "“", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "5", ".", "2018", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EB0-1C62-FCED-7FE1 e senha 9AB8-E8A7-5981-8630 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1165734 AGR / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EB0-1C62-FCED-7FE1 e senha 9AB8-E8A7-5981-8630 Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EB0-1C62-FCED-7FE1 e senha 9AB8-E8A7-5981-8630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Marcos Paulo Gracano pela falta de prequestionamento e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante argumenta que “as matérias levantadas nas Razões do REX foram devidamente prequestionadas, não havendo falar em inovação recursal ou supressão de instância” (sic, fl. 2, doc. 9). Sustenta que “não há falar em ausência de repercussão geral por se tratar de matéria infraconstitucional no que tange ao cerceamento de defesa” (fl. 2, doc. 9). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Marcos Paulo Gracano pela falta de prequestionamento e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante argumenta que “as matérias levantadas nas Razões do REX foram devidamente prequestionadas, não havendo falar em inovação recursal ou supressão de instância” (sic, fl. 2, doc. 9). Sustenta que “não há falar em ausência de repercussão geral por se tratar de matéria infraconstitucional no que tange ao cerceamento de defesa” (fl. 2, doc. 9). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1165734 AGR / MG Requer o provimento do presente agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG Requer o provimento do presente agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de contrariedade aos incs. II, XXXV, XXXIX e LV do art. 5º da Constituição da República foi arguida unicamente nos embargos de declaração, configurando-se inovação juridicamente inaceitável por não se caracterizar como prequestionamento para os efeitos pretendidos. Confiram-se os seguintes julgados: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOVAÇÃO DA MATÉRIA. PREQUESTIONAMENTO TARDIO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282/STF. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido faz-se necessário o exame prévio das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, o que inviabiliza o extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 988.489-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de contrariedade aos incs. II, XXXV, XXXIX e LV do art. 5º da Constituição da República foi arguida unicamente nos embargos de declaração, configurando-se inovação juridicamente inaceitável por não se caracterizar como prequestionamento para os efeitos pretendidos. Confiram-se os seguintes julgados: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOVAÇÃO DA MATÉRIA. PREQUESTIONAMENTO TARDIO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282/STF. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido faz-se necessário o exame prévio das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, o que inviabiliza o extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 988.489-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1165734 AGR / MG “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O CUMPRIMENTO DO REQUISITO DO PREQUESTIONAMENTO DÁ-SE QUANDO OPORTUNAMENTE SUSCITADA A MATÉRIA CONSTITUCIONAL, O QUE OCORRE EM MOMENTO PROCESSUAL ADEQUADO, NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. A INOVAÇÃO DA MATÉRIA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É JURIDICAMENTE INACEITÁVEL PARA OS FINS DE COMPROVAÇÃO DE PREQUESTIONAMENTO. PRECEDENTES. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. ART. 306 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO ALTERADO PELA LEI N. 12.760/2012: INOCORRÊNCIA DE ABOLITIO CRIMINIS. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 807.562-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.6.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS STF 282 E 356. PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO E INOVAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 280. 1. O Supremo Tribunal não admite o “prequestionamento implícito” da questão constitucional. Precedentes. 2. Impossibilidade de se inovar matéria estranha aos autos em embargos de declaração para fins de comprovação do prequestionamento. 3. Inviável o recurso extraordinário no caso de análise de legislação infraconstitucional para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 744.561-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O CUMPRIMENTO DO REQUISITO DO PREQUESTIONAMENTO DÁ-SE QUANDO OPORTUNAMENTE SUSCITADA A MATÉRIA CONSTITUCIONAL, O QUE OCORRE EM MOMENTO PROCESSUAL ADEQUADO, NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. A INOVAÇÃO DA MATÉRIA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É JURIDICAMENTE INACEITÁVEL PARA OS FINS DE COMPROVAÇÃO DE PREQUESTIONAMENTO. PRECEDENTES. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. ART. 306 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO ALTERADO PELA LEI N. 12.760/2012: INOCORRÊNCIA DE ABOLITIO CRIMINIS. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 807.562-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.6.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS STF 282 E 356. PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO E INOVAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 280. 1. O Supremo Tribunal não admite o “prequestionamento implícito” da questão constitucional. Precedentes. 2. Impossibilidade de se inovar matéria estranha aos autos em embargos de declaração para fins de comprovação do prequestionamento. 3. Inviável o recurso extraordinário no caso de análise de legislação infraconstitucional para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 744.561-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1165734 AGR / MG INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. DEFICIÊNCIA NO TRASLADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 288 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (AI n. 836.511-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 3. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. DEFICIÊNCIA NO TRASLADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 288 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (AI n. 836.511-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 3. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1165734 AGR / MG 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDAO (93019/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B666-B22F-9A45-086A e senha 6749-6E1C-B934-4346 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDAO (93019/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B666-B22F-9A45-086A e senha 6749-6E1C-B934-4346 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749320373
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur399279
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (PREQUESTIONAMENTO, MATÉRIA CONSTITUCIONAL) AI 836511 AgR (1ªT), AI 744561 AgR (2ªT), ARE 807562 AgR (2ªT), ARE 988489 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/03/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1165734
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1165734 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDAO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EB0-1C62-FCED-7FE1 e senha 9AB8-E8A7-5981-8630 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1165734 AGR / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EB0-1C62-FCED-7FE1 e senha 9AB8-E8A7-5981-8630 Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EB0-1C62-FCED-7FE1 e senha 9AB8-E8A7-5981-8630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Marcos Paulo Gracano pela falta de prequestionamento e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante argumenta que “as matérias levantadas nas Razões do REX foram devidamente prequestionadas, não havendo falar em inovação recursal ou supressão de instância” (sic, fl. 2, doc. 9). Sustenta que “não há falar em ausência de repercussão geral por se tratar de matéria infraconstitucional no que tange ao cerceamento de defesa” (fl. 2, doc. 9). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) :MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Marcos Paulo Gracano pela falta de prequestionamento e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante argumenta que “as matérias levantadas nas Razões do REX foram devidamente prequestionadas, não havendo falar em inovação recursal ou supressão de instância” (sic, fl. 2, doc. 9). Sustenta que “não há falar em ausência de repercussão geral por se tratar de matéria infraconstitucional no que tange ao cerceamento de defesa” (fl. 2, doc. 9). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1165734 AGR / MG Requer o provimento do presente agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG Requer o provimento do presente agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB93-A73F-2B58-1875 e senha D0DF-4AA6-127D-AC98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de contrariedade aos incs. II, XXXV, XXXIX e LV do art. 5... da Constituição da República foi arguida unicamente nos embargos de declaração, configurando-se inovação juridicamente inaceitável por não se caracterizar como prequestionamento para os efeitos pretendidos. Confiram-se os seguintes julgados: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOVAÇÃO DA MATÉRIA. PREQUESTIONAMENTO TARDIO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido faz-se necessário o exame prévio das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, o que inviabiliza o extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 988.489-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de contrariedade aos incs. II, XXXV, XXXIX e LV do art. 5... da Constituição da República foi arguida unicamente nos embargos de declaração, configurando-se inovação juridicamente inaceitável por não se caracterizar como prequestionamento para os efeitos pretendidos. Confiram-se os seguintes julgados: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PROVAS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOVAÇÃO DA MATÉRIA. PREQUESTIONAMENTO TARDIO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido faz-se necessário o exame prévio das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, o que inviabiliza o extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 988.489-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.5.2017). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1165734 AGR / MG “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O CUMPRIMENTO DO REQUISITO DO PREQUESTIONAMENTO DÁ-SE QUANDO OPORTUNAMENTE SUSCITADA A MATÉRIA CONSTITUCIONAL, O QUE OCORRE EM MOMENTO PROCESSUAL ADEQUADO, NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. A INOVAÇÃO DA MATÉRIA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É JURIDICAMENTE INACEITÁVEL PARA OS FINS DE COMPROVAÇÃO DE PREQUESTIONAMENTO. PRECEDENTES. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. ART. 306 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO ALTERADO PELA LEI N. 12.760/2012: INOCORRÊNCIA DE ABOLITIO CRIMINIS. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 807.562-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.6.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO E INOVAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. O Supremo Tribunal não admite o “prequestionamento implícito” da questão constitucional. Precedentes. 2. Impossibilidade de se inovar matéria estranha aos autos em embargos de declaração para fins de comprovação do prequestionamento. 3. Inviável o recurso extraordinário no caso de análise de legislação infraconstitucional para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 744.561-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O CUMPRIMENTO DO REQUISITO DO PREQUESTIONAMENTO DÁ-SE QUANDO OPORTUNAMENTE SUSCITADA A MATÉRIA CONSTITUCIONAL, O QUE OCORRE EM MOMENTO PROCESSUAL ADEQUADO, NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE. A INOVAÇÃO DA MATÉRIA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É JURIDICAMENTE INACEITÁVEL PARA OS FINS DE COMPROVAÇÃO DE PREQUESTIONAMENTO. PRECEDENTES. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. ART. 306 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO ALTERADO PELA LEI N. 12.760/2012: INOCORRÊNCIA DE ABOLITIO CRIMINIS. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 807.562-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.6.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO E INOVAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. O Supremo Tribunal não admite o “prequestionamento implícito” da questão constitucional. Precedentes. 2. Impossibilidade de se inovar matéria estranha aos autos em embargos de declaração para fins de comprovação do prequestionamento. 3. Inviável o recurso extraordinário no caso de análise de legislação infraconstitucional para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 744.561-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1165734 AGR / MG INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. DEFICIÊNCIA NO TRASLADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 288 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (AI n. 836.511-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 3. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG INSTRUMENTO. PROCESSUAL PENAL. DEFICIÊNCIA NO TRASLADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 288 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processual adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (AI n. 836.511-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 3. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1165734 AGR / MG 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Supremo Tribunal Federal ARE 1165734 AGR / MG 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 840D-B412-0740-7143 e senha C071-7B61-C095-357D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDAO (93019/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B666-B22F-9A45-086A e senha 6749-6E1C-B934-4346 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.734 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARCOS PAULO GRACANO ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDAO (93019/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ALBERTO CARLOS DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR SOARES INTDO.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B666-B22F-9A45-086A e senha 6749-6E1C-B934-4346 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 165 . 734", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1165734 AGR / MG", "ARE 1165734 AGR / MG", "AGRAVO 1 . 165 . 734", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 988 . 489 - AgR", "ARE 1165734 AGR / MG", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n . 807 . 562 - AgR", "AI n . 744 . 561 - AgR", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n . 807 . 562 - AgR", "AI n . 744 . 561 - AgR", "ARE 1165734 AGR / MG", "SÚMULA N . 288 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI n . 836 . 511 - AgR", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1165734 AGR", "SÚMULA N . 288 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI n . 836 . 511 - AgR", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1165734 AGR / MG", "ARE 1165734 AGR / MG", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incs . II , XXXV , XXXIX e LV do art . 5 . . . da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incs . II , XXXV , XXXIX e LV do art . 5 . . . da", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 306 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "LEI N . 12 . 760 / 2012", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 306 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO", "LEI N . 12 . 760 / 2012", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "MARCOS PAULO GRACANO", "GIAN MILLER BRANDAO", "ALBERTO CARLOS DA SILVA", "CLAUDEMIR SOARES", "MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LÚCIA", "MARCOS PAULO GRACANO", "GIAN MILLER BRANDAO", "ALBERTO CARLOS DA SILVA", "CLAUDEMIR SOARES", "MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "Marcos Paulo Gracano", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS PAULO GRACANO", "GIAN MILLER BRANDAO", "ALBERTO CARLOS DA SILVA", "CLAUDEMIR SOARES", "MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "Marcos Paulo Gracano", "CÁRMEN", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS PAULO GRACANO", "GIAN MILLER BRANDAO", "ALBERTO CARLOS DA SILVA", "CLAUDEMIR SOARES", "MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS PAULO GRACANO", "GIAN MILLER BRANDAO", "ALBERTO CARLOS DA SILVA", "CLAUDEMIR SOARES", "MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "16", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "22", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "16", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "22", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2014", "4", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2014", "4", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "4", ".", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "4", ".", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. PRESSUPOSTOS DE RECURSO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA MATÉRIA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR INOBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C119-D448-61E6-AC2C e senha 3712-9710-BC69-F5F1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.11.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro de Freitas Sarmento, advogado, em benefício de Vanderlei Ferreira de Souza, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.8.2017, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.661.028, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2018, Vanderlei Ferreira de Souza interpôs, em 3.12.2018, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que o pedido, “vazado em sua inicial, não tem qualquer pertinência ou discussão a respeito dos pressupostos de admissibilidade de recurso interposto no STJ. Porém, ainda que assim fosse, estamos diante de caso de flagrante ilegalidade, a qual excepciona tal entendimento”. Reitera a alegação de nulidade por suposta inobservância dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa afastada nas instâncias antecedentes. Ressalta que teria sido condenado “tendo como base ação penal da qual não participou, não pôde contraditar as provas nela produzidas, cujo desmembramento da ação sequer foi admitido como prova emprestada nos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.11.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro de Freitas Sarmento, advogado, em benefício de Vanderlei Ferreira de Souza, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.8.2017, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.661.028, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2018, Vanderlei Ferreira de Souza interpôs, em 3.12.2018, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que o pedido, “vazado em sua inicial, não tem qualquer pertinência ou discussão a respeito dos pressupostos de admissibilidade de recurso interposto no STJ. Porém, ainda que assim fosse, estamos diante de caso de flagrante ilegalidade, a qual excepciona tal entendimento”. Reitera a alegação de nulidade por suposta inobservância dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa afastada nas instâncias antecedentes. Ressalta que teria sido condenado “tendo como base ação penal da qual não participou, não pôde contraditar as provas nela produzidas, cujo desmembramento da ação sequer foi admitido como prova emprestada nos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 164741 AGR / MG em que restou finalmente condenado”. Afirma que “não socorre a argumentação de que a análise do pleito do agravante demandaria prévio e complexo exame do conjunto probatório que fundamentou a condenação, uma vez que a prova produzida é pré-constituída”. Este o teor dos pedidos: “(...) pugna o agravante pelo exercício do Juízo de Reconsideração por essa Douta Relatora, a fim de que possa reconsiderar a vossa decisão, para o fim de ser concedida a liminar almejada a fim de que seja determinada a suspensão do cumprimento da reprimenda até o julgamento definitivo do presente writ e, ao final, ser declarada a nulidade do feito a partir do recebimento do aditamento à denúncia, bem como com a concessão de alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade, em virtude de não mais estarem presentes os pressupostos e requisitos da prisão preventiva. (...) Caso assim não entenda a Doutora Relatora, pugna a que seja o presente recurso de agravo submetido ao Plenário ou à Turma competente para dele conhecer e, ao final, seja provido, determinando- se o que for de direito, in casu, pela concessão da ordem, visando à decretação da nulidade apontada, determinando-se alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG em que restou finalmente condenado”. Afirma que “não socorre a argumentação de que a análise do pleito do agravante demandaria prévio e complexo exame do conjunto probatório que fundamentou a condenação, uma vez que a prova produzida é pré-constituída”. Este o teor dos pedidos: “(...) pugna o agravante pelo exercício do Juízo de Reconsideração por essa Douta Relatora, a fim de que possa reconsiderar a vossa decisão, para o fim de ser concedida a liminar almejada a fim de que seja determinada a suspensão do cumprimento da reprimenda até o julgamento definitivo do presente writ e, ao final, ser declarada a nulidade do feito a partir do recebimento do aditamento à denúncia, bem como com a concessão de alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade, em virtude de não mais estarem presentes os pressupostos e requisitos da prisão preventiva. (...) Caso assim não entenda a Doutora Relatora, pugna a que seja o presente recurso de agravo submetido ao Plenário ou à Turma competente para dele conhecer e, ao final, seja provido, determinando- se o que for de direito, in casu, pela concessão da ordem, visando à decretação da nulidade apontada, determinando-se alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso da defesa pela impossibilidade de reexame de prova, aplicando a Súmula n. 7 daquele Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. COMPETÊNCIA DO STF. NULIDADE. NÃO ALEGADA NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ALEGAÇÃO DE QUE A DECISÃO DE CONDENAÇÃO PROFERIDA É CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. 2. A falta de arguição da nulidade em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. 3. Se a decisão guerreada está respaldada na prova amealhada no caderno processual não é possível sua revisão ante o óbice da Súmula n. 7/STJ. 4. Agravo desprovido”. As questões referentes aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame em habeas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso da defesa pela impossibilidade de reexame de prova, aplicando a Súmula n. 7 daquele Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. COMPETÊNCIA DO STF. NULIDADE. NÃO ALEGADA NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ALEGAÇÃO DE QUE A DECISÃO DE CONDENAÇÃO PROFERIDA É CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. 2. A falta de arguição da nulidade em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. 3. Se a decisão guerreada está respaldada na prova amealhada no caderno processual não é possível sua revisão ante o óbice da Súmula n. 7/STJ. 4. Agravo desprovido”. As questões referentes aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame em habeas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG corpus neste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CRIME AMBIENTAL. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. REITERAÇÃO DELITIVA. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...) Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 131.506-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 16.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NA DECISÃO ATACADA NESTA IMPETRAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO HABEAS CORPUS PARA DISCUTIR REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL DE OUTRO TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As teses suscitadas nesta impetração não foram examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que se limitou a negar seguimento ao recurso especial veiculado pela defesa, ante o óbice constante da Súmula 7/STJ. Nesse contexto, a análise daquelas questões por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. II – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de não ser o habeas corpus meio hábil para discutir pressupostos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG corpus neste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CRIME AMBIENTAL. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. REITERAÇÃO DELITIVA. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...) Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 131.506-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 16.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NA DECISÃO ATACADA NESTA IMPETRAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO HABEAS CORPUS PARA DISCUTIR REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL DE OUTRO TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As teses suscitadas nesta impetração não foram examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que se limitou a negar seguimento ao recurso especial veiculado pela defesa, ante o óbice constante da Súmula 7/STJ. Nesse contexto, a análise daquelas questões por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. II – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de não ser o habeas corpus meio hábil para discutir pressupostos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG admissibilidade recursal de outro tribunal, o que inviabiliza a pretensão de se determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do recurso especial. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 131.242-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.9.2018). 3. Ademais, consta do voto condutor do julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal: “(...) Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. A parte agravante alega que a prova constante nos autos demonstra a ocorrência de desmembramento de processo diverso, que não foi contraditada pelo acusado, razão pela qual sustenta a ocorrência de nulidade. No entanto, percebe-se que foi dada oportunidade à parte recorrente para que se pronunciasse acerca da referida nulidade conforme consta em fl. 1.050: Vanderlei foi devidamente citado (f. 444), apresentando resposta à acusação devidamente acostada f. 414/415, não tendo, naquela oportunidade, alegado qualquer preliminar, arrolado testemunhas ou se manifestado sobre a documentação acostada nos autos, como lhe faculta a norma insculpida no art. 406, § 3o, do CPP (grifos nossos). Assim, a falta de arguição em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. (…) Já no que tange à afirmação da parte recorrente de que a decisão é manifestamente contrária à prova dos autos, não merece melhor sorte. Isso porque, no caso concreto, o Tribunal a quo baseou seu julgado a partir da análise do conjunto fático-probatório carreado aos autos, conforme se verifica do seguinte trecho extraído da decisão vergastada (e-STJ, fl. 1.052): In casu, a decisão emanada do Conselho de Sentença, que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG admissibilidade recursal de outro tribunal, o que inviabiliza a pretensão de se determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do recurso especial. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 131.242-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.9.2018). 3. Ademais, consta do voto condutor do julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal: “(...) Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. A parte agravante alega que a prova constante nos autos demonstra a ocorrência de desmembramento de processo diverso, que não foi contraditada pelo acusado, razão pela qual sustenta a ocorrência de nulidade. No entanto, percebe-se que foi dada oportunidade à parte recorrente para que se pronunciasse acerca da referida nulidade conforme consta em fl. 1.050: Vanderlei foi devidamente citado (f. 444), apresentando resposta à acusação devidamente acostada f. 414/415, não tendo, naquela oportunidade, alegado qualquer preliminar, arrolado testemunhas ou se manifestado sobre a documentação acostada nos autos, como lhe faculta a norma insculpida no art. 406, § 3o, do CPP (grifos nossos). Assim, a falta de arguição em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. (…) Já no que tange à afirmação da parte recorrente de que a decisão é manifestamente contrária à prova dos autos, não merece melhor sorte. Isso porque, no caso concreto, o Tribunal a quo baseou seu julgado a partir da análise do conjunto fático-probatório carreado aos autos, conforme se verifica do seguinte trecho extraído da decisão vergastada (e-STJ, fl. 1.052): In casu, a decisão emanada do Conselho de Sentença, que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG condenou o apelante pela prática do crime de homicídio qualificado, realmente encontra respaldo na prova amealhada no caderno processual. (...) Nesse contexto, observa-se que a decisão dos jurados em reconhecer a culpabilidade do apelante, não é contrária á prova dos autos, mas nela encontra respaldo. (…) Nestes termos, rever o referido posicionamento requer o reexame dos elementos fático-probatórios dos autos, circunstância obstada pela Súmula n. 7/STJ”. Pela expressa afirmação constante da decisão exarada na instância antecedente, a defesa teve a oportunidade de arguir a nulidade alegada e não o fez. Ademais, para acolher a pretensão da defesa seria necessário prévio exame do conjunto probatório pelo qual se fundamentou a condenação do paciente para apurar quais provas teriam sido produzidas antes do desmembramento feito pelo juízo de origem e sobre as quais não lhe teria sido concedida a oportunidade de se manifestar e se essas provas teriam efetivamente influenciado nessa condenação. Nessa mesma linha: “HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PENAL. HOMICÍDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. ART. 478 DO CPP. ROL TAXATIVO. PRECLUSÃO. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS, QUESTÃO QUE NÃO COMPORTA ANÁLISE EM HABEAS CORPUS. PENA CORRETAMENTE FIXADA. ORDEM DENEGADA. I – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal habeas corpus impetrado em substituição a recurso ordinário. Precedentes. II – As nulidades devem ser arguidas em momento oportuno, conforme dispõe o art. 571 do Código de Processo Penal. (...) Para se chegar à conclusão de que o julgamento proferido pelo Tribunal do Júri é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG condenou o apelante pela prática do crime de homicídio qualificado, realmente encontra respaldo na prova amealhada no caderno processual. (...) Nesse contexto, observa-se que a decisão dos jurados em reconhecer a culpabilidade do apelante, não é contrária á prova dos autos, mas nela encontra respaldo. (…) Nestes termos, rever o referido posicionamento requer o reexame dos elementos fático-probatórios dos autos, circunstância obstada pela Súmula n. 7/STJ”. Pela expressa afirmação constante da decisão exarada na instância antecedente, a defesa teve a oportunidade de arguir a nulidade alegada e não o fez. Ademais, para acolher a pretensão da defesa seria necessário prévio exame do conjunto probatório pelo qual se fundamentou a condenação do paciente para apurar quais provas teriam sido produzidas antes do desmembramento feito pelo juízo de origem e sobre as quais não lhe teria sido concedida a oportunidade de se manifestar e se essas provas teriam efetivamente influenciado nessa condenação. Nessa mesma linha: “HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PENAL. HOMICÍDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. ART. 478 DO CPP. ROL TAXATIVO. PRECLUSÃO. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS, QUESTÃO QUE NÃO COMPORTA ANÁLISE EM HABEAS CORPUS. PENA CORRETAMENTE FIXADA. ORDEM DENEGADA. I – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal habeas corpus impetrado em substituição a recurso ordinário. Precedentes. II – As nulidades devem ser arguidas em momento oportuno, conforme dispõe o art. 571 do Código de Processo Penal. (...) Para se chegar à conclusão de que o julgamento proferido pelo Tribunal do Júri é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG contrário à prova dos autos, imprescindível sua valoração, o que não é possível em sede de habeas corpus. (...) – Ordem denegada” (HC n. 137.182, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.10.2016). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG contrário à prova dos autos, imprescindível sua valoração, o que não é possível em sede de habeas corpus. (...) – Ordem denegada” (HC n. 137.182, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.10.2016). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO (122428/MG) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 408D-83F1-19A6-03BB e senha 39AA-7780-FE3E-8CBD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO (122428/MG) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 408D-83F1-19A6-03BB e senha 39AA-7780-FE3E-8CBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749320386
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. PRESSUPOSTOS DE RECURSO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA MATÉRIA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR INOBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur399290
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE, RECURSO, TRIBUNAL DIVERSO) HC 131242 AgR (2ªT), HC 131506 AgR (1ªT). (HABEAS CORPUS, REEXAME, FATO, PROVA, TRIBUNAL DO JÚRI, DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS ) HC 137182 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/03/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
164741
[ "LEG-FED SUMSTJ-000007 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
HC-AgR
acordaos
HC 164741 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. PRESSUPOSTOS DE RECURSO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA MATÉRIA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR INOBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C119-D448-61E6-AC2C e senha 3712-9710-BC69-F5F1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.11.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro de Freitas Sarmento, advogado, em benefício de Vanderlei Ferreira de Souza, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.8.2017, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.661.028, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2018, Vanderlei Ferreira de Souza interpôs, em 3.12.2018, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que o pedido, “vazado em sua inicial, não tem qualquer pertinência ou discussão a respeito dos pressupostos de admissibilidade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça. Porém, ainda que assim fosse, estamos diante de caso de flagrante ilegalidade, a qual excepciona tal entendimento”. Reitera a alegação de nulidade por suposta inobservância dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa afastada nas instâncias antecedentes. Ressalta que teria sido condenado “tendo como base ação penal da qual não participou, não pôde contraditar as provas nela produzidas, cujo desmembramento da ação sequer foi admitido como prova emprestada nos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.11.2018, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro de Freitas Sarmento, advogado, em benefício de Vanderlei Ferreira de Souza, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.8.2017, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.661.028, Relator o Ministro Joel Ilan Paciornik. 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2018, Vanderlei Ferreira de Souza interpôs, em 3.12.2018, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que o pedido, “vazado em sua inicial, não tem qualquer pertinência ou discussão a respeito dos pressupostos de admissibilidade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça. Porém, ainda que assim fosse, estamos diante de caso de flagrante ilegalidade, a qual excepciona tal entendimento”. Reitera a alegação de nulidade por suposta inobservância dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa afastada nas instâncias antecedentes. Ressalta que teria sido condenado “tendo como base ação penal da qual não participou, não pôde contraditar as provas nela produzidas, cujo desmembramento da ação sequer foi admitido como prova emprestada nos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 164741 AGR / MG em que restou finalmente condenado”. Afirma que “não socorre a argumentação de que a análise do pleito do agravante demandaria prévio e complexo exame do conjunto probatório que fundamentou a condenação, uma vez que a prova produzida é pré-constituída”. Este o teor dos pedidos: “(...) pugna o agravante pelo exercício do Juízo de Reconsideração por essa Douta Relatora, a fim de que possa reconsiderar a vossa decisão, para o fim de ser concedida a liminar almejada a fim de que seja determinada a suspensão do cumprimento da reprimenda até o julgamento definitivo do presente writ e, ao final, ser declarada a nulidade do feito a partir do recebimento do aditamento à denúncia, bem como com a concessão de alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade, em virtude de não mais estarem presentes os pressupostos e requisitos da prisão preventiva. (...) Caso assim não entenda a Doutora Relatora, pugna a que seja o presente recurso de agravo submetido ao Plenário ou à Turma competente para dele conhecer e, ao final, seja provido, determinando- se o que for de direito, in casu, pela concessão da ordem, visando à decretação da nulidade apontada, determinando-se alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG em que restou finalmente condenado”. Afirma que “não socorre a argumentação de que a análise do pleito do agravante demandaria prévio e complexo exame do conjunto probatório que fundamentou a condenação, uma vez que a prova produzida é pré-constituída”. Este o teor dos pedidos: “(...) pugna o agravante pelo exercício do Juízo de Reconsideração por essa Douta Relatora, a fim de que possa reconsiderar a vossa decisão, para o fim de ser concedida a liminar almejada a fim de que seja determinada a suspensão do cumprimento da reprimenda até o julgamento definitivo do presente writ e, ao final, ser declarada a nulidade do feito a partir do recebimento do aditamento à denúncia, bem como com a concessão de alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade, em virtude de não mais estarem presentes os pressupostos e requisitos da prisão preventiva. (...) Caso assim não entenda a Doutora Relatora, pugna a que seja o presente recurso de agravo submetido ao Plenário ou à Turma competente para dele conhecer e, ao final, seja provido, determinando- se o que for de direito, in casu, pela concessão da ordem, visando à decretação da nulidade apontada, determinando-se alvará de soltura para que o agravante possa responder ao feito em liberdade”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C366-1CE7-6723-FE6B e senha A68F-208D-6989-07C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso da defesa pela impossibilidade de reexame de prova, aplicando a Súmula n. 7 daquele Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NULIDADE. NÃO ALEGADA NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ALEGAÇÃO DE QUE A DECISÃO DE CONDENAÇÃO PROFERIDA É CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. 2. A falta de arguição da nulidade em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. 3. Se a decisão guerreada está respaldada na prova amealhada no caderno processual não é possível sua revisão ante o óbice da Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. 4. Agravo desprovido”. As questões referentes aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame em habeas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso da defesa pela impossibilidade de reexame de prova, aplicando a Súmula n. 7 daquele Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NULIDADE. NÃO ALEGADA NO MOMENTO OPORTUNO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ALEGAÇÃO DE QUE A DECISÃO DE CONDENAÇÃO PROFERIDA É CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. 2. A falta de arguição da nulidade em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. 3. Se a decisão guerreada está respaldada na prova amealhada no caderno processual não é possível sua revisão ante o óbice da Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça. 4. Agravo desprovido”. As questões referentes aos pressupostos de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça não podem ser objeto de exame em habeas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG corpus neste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CRIME AMBIENTAL. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. REITERAÇÃO DELITIVA. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...) Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 131.506-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 16.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NA DECISÃO ATACADA NESTA IMPETRAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO HABEAS CORPUS PARA DISCUTIR REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL DE OUTRO TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As teses suscitadas nesta impetração não foram examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que se limitou a negar seguimento ao recurso especial veiculado pela defesa, ante o óbice constante da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. Nesse contexto, a análise daquelas questões por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. II – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de não ser o habeas corpus meio hábil para discutir pressupostos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG corpus neste Supremo Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CRIME AMBIENTAL. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. REPROVABILIDADE DA CONDUTA. REITERAÇÃO DELITIVA. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (...) Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 131.506-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 16.10.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NA DECISÃO ATACADA NESTA IMPETRAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO HABEAS CORPUS PARA DISCUTIR REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL DE OUTRO TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As teses suscitadas nesta impetração não foram examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que se limitou a negar seguimento ao recurso especial veiculado pela defesa, ante o óbice constante da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. Nesse contexto, a análise daquelas questões por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites de competência descritos no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. II – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de não ser o habeas corpus meio hábil para discutir pressupostos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG admissibilidade recursal de outro tribunal, o que inviabiliza a pretensão de se determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do recurso especial. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 131.242-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.9.2018). 3. Ademais, consta do voto condutor do julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal: “(...) Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. A parte agravante alega que a prova constante nos autos demonstra a ocorrência de desmembramento de processo diverso, que não foi contraditada pelo acusado, razão pela qual sustenta a ocorrência de nulidade. No entanto, percebe-se que foi dada oportunidade à parte recorrente para que se pronunciasse acerca da referida nulidade conforme consta em fl. 1.050: Vanderlei foi devidamente citado (f. 444), apresentando resposta à acusação devidamente acostada f. 414/415, não tendo, naquela oportunidade, alegado qualquer preliminar, arrolado testemunhas ou se manifestado sobre a documentação acostada nos autos, como lhe faculta a norma insculpida no art. 406, § 3o, do CPP (grifos nossos). Assim, a falta de arguição em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. (…) Já no que tange à afirmação da parte recorrente de que a decisão é manifestamente contrária à prova dos autos, não merece melhor sorte. Isso porque, no caso concreto, o Tribunal a quo baseou seu julgado a partir da análise do conjunto fático-probatório carreado aos autos, conforme se verifica do seguinte trecho extraído da decisão vergastada (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.052): In casu, a decisão emanada do Conselho de Sentença, que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG admissibilidade recursal de outro tribunal, o que inviabiliza a pretensão de se determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do recurso especial. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (HC n. 131.242-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.9.2018). 3. Ademais, consta do voto condutor do julgado objeto da impetração neste Supremo Tribunal: “(...) Nos termos do art. 105, inc. III, da Constituição Federal, não compete a esta Corte o exame de dispositivos constitucionais, ainda que opostos para fins de prequestionamento, sob pena de invasão da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. A parte agravante alega que a prova constante nos autos demonstra a ocorrência de desmembramento de processo diverso, que não foi contraditada pelo acusado, razão pela qual sustenta a ocorrência de nulidade. No entanto, percebe-se que foi dada oportunidade à parte recorrente para que se pronunciasse acerca da referida nulidade conforme consta em fl. 1.050: Vanderlei foi devidamente citado (f. 444), apresentando resposta à acusação devidamente acostada f. 414/415, não tendo, naquela oportunidade, alegado qualquer preliminar, arrolado testemunhas ou se manifestado sobre a documentação acostada nos autos, como lhe faculta a norma insculpida no art. 406, § 3o, do CPP (grifos nossos). Assim, a falta de arguição em momento oportuno faz ocorrer o fenômeno da preclusão. (…) Já no que tange à afirmação da parte recorrente de que a decisão é manifestamente contrária à prova dos autos, não merece melhor sorte. Isso porque, no caso concreto, o Tribunal a quo baseou seu julgado a partir da análise do conjunto fático-probatório carreado aos autos, conforme se verifica do seguinte trecho extraído da decisão vergastada (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.052): In casu, a decisão emanada do Conselho de Sentença, que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG condenou o apelante pela prática do crime de homicídio qualificado, realmente encontra respaldo na prova amealhada no caderno processual. (...) Nesse contexto, observa-se que a decisão dos jurados em reconhecer a culpabilidade do apelante, não é contrária á prova dos autos, mas nela encontra respaldo. (…) Nestes termos, rever o referido posicionamento requer o reexame dos elementos fático-probatórios dos autos, circunstância obstada pela Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça”. Pela expressa afirmação constante da decisão exarada na instância antecedente, a defesa teve a oportunidade de arguir a nulidade alegada e não o fez. Ademais, para acolher a pretensão da defesa seria necessário prévio exame do conjunto probatório pelo qual se fundamentou a condenação do paciente para apurar quais provas teriam sido produzidas antes do desmembramento feito pelo juízo de origem e sobre as quais não lhe teria sido concedida a oportunidade de se manifestar e se essas provas teriam efetivamente influenciado nessa condenação. Nessa mesma linha: “HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PENAL. HOMICÍDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. ART. 478 DO CPP. ROL TAXATIVO. PRECLUSÃO. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS, QUESTÃO QUE NÃO COMPORTA ANÁLISE EM HABEAS CORPUS. PENA CORRETAMENTE FIXADA. ORDEM DENEGADA. I – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal habeas corpus impetrado em substituição a recurso ordinário. Precedentes. II – As nulidades devem ser arguidas em momento oportuno, conforme dispõe o art. 571 do Código de Processo Penal. (...) Para se chegar à conclusão de que o julgamento proferido pelo Tribunal do Júri é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG condenou o apelante pela prática do crime de homicídio qualificado, realmente encontra respaldo na prova amealhada no caderno processual. (...) Nesse contexto, observa-se que a decisão dos jurados em reconhecer a culpabilidade do apelante, não é contrária á prova dos autos, mas nela encontra respaldo. (…) Nestes termos, rever o referido posicionamento requer o reexame dos elementos fático-probatórios dos autos, circunstância obstada pela Súmula n. 7/Superior Tribunal de Justiça”. Pela expressa afirmação constante da decisão exarada na instância antecedente, a defesa teve a oportunidade de arguir a nulidade alegada e não o fez. Ademais, para acolher a pretensão da defesa seria necessário prévio exame do conjunto probatório pelo qual se fundamentou a condenação do paciente para apurar quais provas teriam sido produzidas antes do desmembramento feito pelo juízo de origem e sobre as quais não lhe teria sido concedida a oportunidade de se manifestar e se essas provas teriam efetivamente influenciado nessa condenação. Nessa mesma linha: “HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PENAL. HOMICÍDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. ART. 478 DO CPP. ROL TAXATIVO. PRECLUSÃO. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS, QUESTÃO QUE NÃO COMPORTA ANÁLISE EM HABEAS CORPUS. PENA CORRETAMENTE FIXADA. ORDEM DENEGADA. I – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal habeas corpus impetrado em substituição a recurso ordinário. Precedentes. II – As nulidades devem ser arguidas em momento oportuno, conforme dispõe o art. 571 do Código de Processo Penal. (...) Para se chegar à conclusão de que o julgamento proferido pelo Tribunal do Júri é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 164741 AGR / MG contrário à prova dos autos, imprescindível sua valoração, o que não é possível em sede de habeas corpus. (...) – Ordem denegada” (HC n. 137.182, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.10.2016). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Supremo Tribunal Federal HC 164741 AGR / MG contrário à prova dos autos, imprescindível sua valoração, o que não é possível em sede de habeas corpus. (...) – Ordem denegada” (HC n. 137.182, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.10.2016). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1379-537E-25A8-4D6E e senha 400F-3080-1C63-E85F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO (122428/MG) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 408D-83F1-19A6-03BB e senha 39AA-7780-FE3E-8CBD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.741 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO (122428/MG) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 408D-83F1-19A6-03BB e senha 39AA-7780-FE3E-8CBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 164 . 741", "HABEAS CORPUS 164 . 741", "Recurso Especial n . 1 . 661 . 028", "HABEAS CORPUS 164 . 741", "HC 164741 AGR / MG", "HC 164741 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 164 . 741", "SÚMULA N . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 164 .", "Súmula n . 7 daquele Tribunal", "SÚMULA N . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 164741 AGR / MG", "HC n . 131 . 506 - AgR", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 164741 AGR / MG", "HC n . 131 . 506 - AgR", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 164741 AGR / MG", "HC n . 131 . 242 - AgR", "HC 164741 AGR / MG", "HC n . 131 . 242 - AgR", "HC 164741 AGR / MG", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 164741 AGR / MG", "Súmula n . 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 164741 AGR / MG", "HC n . 137 . 182", "HC 164741 AGR / MG", "HC n . 137 . 182", "HABEAS CORPUS 164 . 741", "HABEAS CORPUS 164 . 741" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , inc . III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , inc . III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 59 DO CÓDIGO PENAL", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 59 DO CÓDIGO PENAL", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , inc . III , da Constituição Federal", "art . 406 , § 3o , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , inc . III , da Constituição Federal", "art . 406 , § 3o , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 478 DO CPP", "art . 571 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 478 DO CPP", "art . 571 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA", "ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA", "ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO", "CÁRMEN LÚCIA", "Alessandro de Freitas Sarmento", "Vanderlei Ferreira de Souza", "Joel Ilan Paciornik", "Vanderlei Ferreira de Souza", "CÁRMEN LÚCIA", "VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA", "ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO", "CÁRMEN LÚCIA", "Alessandro de Freitas Sarmento", "Vanderlei Ferreira de Souza", "Joel Ilan Paciornik", "Vanderlei Ferreira de Souza", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Vanderlei", "Ricardo Lewandowski", "Vanderlei", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA", "ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "VANDERLEI FERREIRA DE SOUZA", "ALESSANDRO DE FREITAS SARMENTO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "9", ".", "11", ".", "2018", "8", ".", "8", ".", "2017", "28", ".", "11", ".", "2018", "3", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "9", ".", "11", ".", "2018", "8", ".", "8", ".", "2017", "28", ".", "11", ".", "2018", "3", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :ALBERTO MOREIRA RODRIGUES E OUTRO(A/S) E M E N T A: INQUÉRITO INSTAURADO CONTRA MEMBRO DO CONGRESSO NACIONAL – SUPOSTA PRÁTICA DO DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL (LEI Nº 4.737/65, ART. 350), CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA, EMBORA VERIFICADA NO CURSO DO MANDATO LEGISLATIVO, COM ESTE NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA – FATO, PORTANTO, ABSOLUTAMENTE ESTRANHO ÀS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO OFÍCIO PARLAMENTAR – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – CESSAÇÃO DA COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTE TRIBUNAL, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – REMESSA DOS AUTOS À JUSTIÇA ELEITORAL – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA NO ÂMBITO DA COLENDA SEGUNDA TURMA DESTA SUPREMA CORTE (AP 577-AgR/RO, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – INQ 4.399-AgR/DF, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – INQ 4.428- -QO/DF, REL. MIM. GILMAR MENDES, v.g.) – A PRERROGATIVA DE FORO NO SISTEMA CONSTITUCIONAL BRASILEIRO – LEGITIMIDADE DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A RESPEITO DA MATÉRIA: DOUTRINA E OUTROS PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1721-7185-FD1D-FBA5 e senha 9EB3-486D-D18B-A693 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 366 Ementa e Acórdão INQ 4403 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1721-7185-FD1D-FBA5 e senha 9EB3-486D-D18B-A693 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1721-7185-FD1D-FBA5 e senha 9EB3-486D-D18B-A693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 367 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :ALBERTO MOREIRA RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo tempestivamente interposto pela douta Procuradoria-Geral da República contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar este procedimento penal e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a magistrado eleitoral a quem o feito coubesse por distribuição. O Ministério Público Federal sustenta, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue (fls. 354/360): “(...) A decisão agravada considerou que o crime apurado neste inquérito foi praticado no exercício do mandato parlamentar, por ocasião da campanha eleitoral de 2010, tratando-se de mandatos sucessivos, pois o congressista está no exercício do mandato desde 2003. Portanto, não há dúvidas de que os fatos ocorreram durante o exercício do mandato parlamentar. A questão remanescente é se o crime do art. 350 do Código Eleitoral supostamente perpetrado pelo deputado federal Vicente de Paulo da Silva tem relação com as funções do mandato legislativo, o que será adiante demonstrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :ALBERTO MOREIRA RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo tempestivamente interposto pela douta Procuradoria-Geral da República contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar este procedimento penal e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a magistrado eleitoral a quem o feito coubesse por distribuição. O Ministério Público Federal sustenta, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue (fls. 354/360): “(...) A decisão agravada considerou que o crime apurado neste inquérito foi praticado no exercício do mandato parlamentar, por ocasião da campanha eleitoral de 2010, tratando-se de mandatos sucessivos, pois o congressista está no exercício do mandato desde 2003. Portanto, não há dúvidas de que os fatos ocorreram durante o exercício do mandato parlamentar. A questão remanescente é se o crime do art. 350 do Código Eleitoral supostamente perpetrado pelo deputado federal Vicente de Paulo da Silva tem relação com as funções do mandato legislativo, o que será adiante demonstrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 368 Relatório INQ 4403 AGR / DF Para tanto, é necessária breve explanação sobre a influência do poder econômico em certas práticas políticas ilícitas no Brasil e sobre o resultado das eleições. As campanhas costumavam ser muito caras e, por esta razão, o candidato sem recursos para financiar a sua campanha eleitoral tinha muita dificuldade de se eleger em uma sistema que não adota o voto distrital. Investigações recentes têm revelado que aquele que estava no exercício do mandato – mais conhecido no meio político – e que pretendia se reeleger, muito frequentemente obtinha apoio financeiro de pessoas jurídicas de grande poder aquisitivo, em comparação com um novato na política. …................................................................................................... Fato é que os indícios iniciais que determinaram a instauração deste inquérito são de que há correlação direta entre a atuação do parlamentar e o crime de falsidade ideológica eleitoral, inclusive porque havia interesse do congressista em manter-se no exercício do mandato e, para isso, como dito, necessitava angariar expressivo valor para financiar sua campanha eleitoral. Não obstante tutelar a fé pública eleitoral, o crime de falsidade ideológica eleitoral tem relação de pertinência com as funções desempenhadas pelo congressista quando essa prática se dá durante o exercício do mandato parlamentar, já que é de interesse do doador a manutenção desse mandato por razões diversas. Com estas considerações, há elementos suficientes para manter o processamento deste feito no Supremo Tribunal Federal, porquanto cometido, em tese, durante o exercício do mandato parlamentar e a ele relacionado.” (grifei) Regularmente intimado a manifestar-se nestes autos (fls. 362), o Deputado Federal Vicente Paulo da Silva deixou transcorrer “in albis” o prazo legal para apresentar suas contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Para tanto, é necessária breve explanação sobre a influência do poder econômico em certas práticas políticas ilícitas no Brasil e sobre o resultado das eleições. As campanhas costumavam ser muito caras e, por esta razão, o candidato sem recursos para financiar a sua campanha eleitoral tinha muita dificuldade de se eleger em uma sistema que não adota o voto distrital. Investigações recentes têm revelado que aquele que estava no exercício do mandato – mais conhecido no meio político – e que pretendia se reeleger, muito frequentemente obtinha apoio financeiro de pessoas jurídicas de grande poder aquisitivo, em comparação com um novato na política. …................................................................................................... Fato é que os indícios iniciais que determinaram a instauração deste inquérito são de que há correlação direta entre a atuação do parlamentar e o crime de falsidade ideológica eleitoral, inclusive porque havia interesse do congressista em manter-se no exercício do mandato e, para isso, como dito, necessitava angariar expressivo valor para financiar sua campanha eleitoral. Não obstante tutelar a fé pública eleitoral, o crime de falsidade ideológica eleitoral tem relação de pertinência com as funções desempenhadas pelo congressista quando essa prática se dá durante o exercício do mandato parlamentar, já que é de interesse do doador a manutenção desse mandato por razões diversas. Com estas considerações, há elementos suficientes para manter o processamento deste feito no Supremo Tribunal Federal, porquanto cometido, em tese, durante o exercício do mandato parlamentar e a ele relacionado.” (grifei) Regularmente intimado a manifestar-se nestes autos (fls. 362), o Deputado Federal Vicente Paulo da Silva deixou transcorrer “in albis” o prazo legal para apresentar suas contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 369 Relatório INQ 4403 AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela eminente Senhora Chefe do Ministério Público da União, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela eminente Senhora Chefe do Ministério Público da União, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 370 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, cuida-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional por suposta prática delituosa cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência . Registro que este procedimento de investigação penal refere-se à apuração de alegado cometimento de crime eleitoral tipificado no art. 350 do Código Eleitoral (falsidade ideológica), pois o parlamentar em questão ter-se-ia omitido, por ocasião da prestação de contas de sua campanha eleitoral no ano de 2010, em relação às doações supostamente recebidas e que por ele sequer teriam sido formalmente declaradas à Justiça Eleitoral. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, cuida-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional por suposta prática delituosa cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência . Registro que este procedimento de investigação penal refere-se à apuração de alegado cometimento de crime eleitoral tipificado no art. 350 do Código Eleitoral (falsidade ideológica), pois o parlamentar em questão ter-se-ia omitido, por ocasião da prestação de contas de sua campanha eleitoral no ano de 2010, em relação às doações supostamente recebidas e que por ele sequer teriam sido formalmente declaradas à Justiça Eleitoral. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 371 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 372 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 373 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 374 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional nº 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do STF a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional nº 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do STF a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 375 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2ª ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (CF, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(...) A não observância da decisão desta Corte debilita a força 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2ª ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (CF, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(...) A não observância da decisão desta Corte debilita a força 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 376 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF normativa da Constituição (...)” (RE 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2ª ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2ª ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF normativa da Constituição (...)” (RE 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2ª ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2ª ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 377 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7ª ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7ª ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 378 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O STF é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o STF diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que, no poder de interpretar, inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O STF é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o STF diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que, no poder de interpretar, inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 379 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL. – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a função eminente de ‘guarda da Constituição’ (CF, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL. – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a função eminente de ‘guarda da Constituição’ (CF, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 380 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda nº 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2ª ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/STF! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a evento delituoso cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão. Saliente-se, por necessário, que eminentes Ministros desta Corte, ao depararem-se com situação idêntica à ora em exame, têm observado esse mesmo entendimento, no sentido de que não mais se justifica a subsistência, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda nº 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2ª ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/STF! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a evento delituoso cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão. Saliente-se, por necessário, que eminentes Ministros desta Corte, ao depararem-se com situação idêntica à ora em exame, têm observado esse mesmo entendimento, no sentido de que não mais se justifica a subsistência, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 381 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF no Supremo Tribunal Federal, de procedimentos penais instaurados contra membros do Congresso Nacional por suposta prática de falsidade ideológica eleitoral (Lei nº 4.737/65, art. 350) alegadamente cometida durante o mandato federal, na perspectiva de sua recondução ou de sua permanência em uma das Casas do Parlamento, tendo em vista tratar-se de fato absolutamente estranho às funções inerentes ao ofício parlamentar, sendo certo, ainda, que a eminente Chefia do Ministério Público da União manifestou aquiescência à orientação firmada na hipótese referida, optando por não recorrer (Inq 3.598/AC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.026/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.214/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.395/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Inq 4.396/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.409/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Inq 4.453/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). Cabe referir, ainda, que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento de controvérsias essencialmente idênticas à registrada na presente causa, consagrou diretriz cujos termos desautorizam a pretensão deduzida nesta sede recursal (Inq 4.428- -QO/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DETERMINAÇÃO DA REALIZAÇÃO DE PROVAS IMPRESCINDÍVEIS. REABERTURA DA INSTRUÇÃO. MARCO TEMPORAL NÃO ALCANÇADO. HIPÓTESE EM QUE NÃO ESTÁ AUTORIZADA A PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA DO FEITO À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF no Supremo Tribunal Federal, de procedimentos penais instaurados contra membros do Congresso Nacional por suposta prática de falsidade ideológica eleitoral (Lei nº 4.737/65, art. 350) alegadamente cometida durante o mandato federal, na perspectiva de sua recondução ou de sua permanência em uma das Casas do Parlamento, tendo em vista tratar-se de fato absolutamente estranho às funções inerentes ao ofício parlamentar, sendo certo, ainda, que a eminente Chefia do Ministério Público da União manifestou aquiescência à orientação firmada na hipótese referida, optando por não recorrer (Inq 3.598/AC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.026/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.214/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.395/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Inq 4.396/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.409/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Inq 4.453/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). Cabe referir, ainda, que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento de controvérsias essencialmente idênticas à registrada na presente causa, consagrou diretriz cujos termos desautorizam a pretensão deduzida nesta sede recursal (Inq 4.428- -QO/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DETERMINAÇÃO DA REALIZAÇÃO DE PROVAS IMPRESCINDÍVEIS. REABERTURA DA INSTRUÇÃO. MARCO TEMPORAL NÃO ALCANÇADO. HIPÓTESE EM QUE NÃO ESTÁ AUTORIZADA A PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA DO FEITO À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 382 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de realização de provas reputadas imprescindíveis para o julgamento da causa. IV – Hipótese dos autos que se distingue daquelas em que, encerrada a instrução, os autos estão prontos para serem pautados para julgamento. V – Remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. VI – Agravo regimental a que se nega provimento.” (AP 577-AgR/RO, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DECLINAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de realização de provas reputadas imprescindíveis para o julgamento da causa. IV – Hipótese dos autos que se distingue daquelas em que, encerrada a instrução, os autos estão prontos para serem pautados para julgamento. V – Remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. VI – Agravo regimental a que se nega provimento.” (AP 577-AgR/RO, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DECLINAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 383 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Inq 4.399-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, nos precedentes a que anteriormente aludi. Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Inq 4.399-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, nos precedentes a que anteriormente aludi. Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 384 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e que, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para que não se transgrida o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, por isso mesmo, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/STF no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e que, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para que não se transgrida o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, por isso mesmo, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/STF no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 385 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (CF, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/STF (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (CF, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/STF (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 386 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro do congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro do congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 387 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES (12652/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3377-C2A7-CDD8-A0D5 e senha 2BD0-6D69-AC41-D7D4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES (12652/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3377-C2A7-CDD8-A0D5 e senha 2BD0-6D69-AC41-D7D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23 388
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749260110
2019-02-22T00:00:00
2019-02-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO INQUÉRITO
E M E N T A: INQUÉRITO INSTAURADO CONTRA MEMBRO DO CONGRESSO NACIONAL – SUPOSTA PRÁTICA DO DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL (LEI Nº 4.737/65, ART. 350), CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA, EMBORA VERIFICADA NO CURSO DO MANDATO LEGISLATIVO, COM ESTE NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA – FATO, PORTANTO, ABSOLUTAMENTE ESTRANHO ÀS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO OFÍCIO PARLAMENTAR – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – CESSAÇÃO DA COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTE TRIBUNAL, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – REMESSA DOS AUTOS À JUSTIÇA ELEITORAL – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA NO ÂMBITO DA COLENDA SEGUNDA TURMA DESTA SUPREMA CORTE (AP 577-AgR/RO, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – INQ 4.399-AgR/DF, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – INQ 4.428- -QO/DF, REL. MIM. GILMAR MENDES, v.g.) – A PRERROGATIVA DE FORO NO SISTEMA CONSTITUCIONAL BRASILEIRO – LEGITIMIDADE DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A RESPEITO DA MATÉRIA: DOUTRINA E OUTROS PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur398963
- Acórdão(s) citado(s): (ALCANCE, FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO) AP 937 QO (TP). (COMPETÊNCIA, FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL) Inq 4399 AgR (2ªT), AP 577 AgR (2ªT), Inq 4428 QO (2ªT). (INSTITUTO JURÍDICO, FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO) AP 470 (TP). (FUNÇÃO, STF, INTERPRETAÇÃO, CONSTITUIÇÃO) MS 26603 (TP), RE 203498 AgR (2ªT). (FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO, LICENÇA, PARLAMENTAR, EXERCÍCIO DE CARGO PÚBLICO, PODER EXECUTIVO) Inq 104 (TP) - RTJ 99/477, Inq 105 QO (TP) - RTJ 99/487. (PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL) Inq 457 - RTJ 149/692, HC 73801 (1ªT) - RTJ 169/557, AI 177313 AgR (1ªT), HC 79865 (2ªT) - RTJ 179/378, RTJ 160/1056. (FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO, EX-TITULAR DE MANDATO ELETIVO, EX-SERVIDOR PÚBLICO) RE 546609 (TP), Inq 2231 AgR (TP), Inq 687 QO (TP) - RTJ 179/912, AP 226 (TP) - RTJ 76/18. (FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO, NATUREZA JURÍDICA) HC 33440 (TP). - Legislação estrangeira citada: Constituição da Argentina de 1853; Constituição da Bolívia de 2009; Constituição da Colômbia de 1991; Constituição da Espanha de 1978; Constituição dos Estados Unidos da América de 1787; Constituição da França de 1958; Constituição de Portugal de 1976. Número de páginas: 23. Análise: 09/05/2019, AMA.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
4403
[ "LEG-IMP CIB ANO-1824\n ART-00164 INC-00002\n CIB-1824 CONSTITUIÇÃO POLITICA DO IMPERIO DO BRAZIL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1891\n CF-1891 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1934\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1937\n CF-1937 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1946\n CF-1946 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1967\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL - REDAÇÃO DADA PELA EMC-1/1969\n\n", "LEG-FED EMC-000001 ANO-1969\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00056 INC-00001 ART-00102 \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\n ART-00350\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000004 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000394 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000398 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Inq-AgR
acordaos
Inq 4403 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :ALBERTO MOREIRA RODRIGUES E OUTRO(A/S) E M E N T A: INQUÉRITO INSTAURADO CONTRA MEMBRO DO CONGRESSO NACIONAL – SUPOSTA PRÁTICA DO DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL (LEI n 4.737/65, ART. 350), CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA, EMBORA VERIFICADA NO CURSO DO MANDATO LEGISLATIVO, COM ESTE NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA – FATO, PORTANTO, ABSOLUTAMENTE ESTRANHO ÀS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO OFÍCIO PARLAMENTAR – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – CESSAÇÃO DA COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTE TRIBUNAL, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – REMESSA DOS AUTOS À JUSTIÇA ELEITORAL – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA NO ÂMBITO DA COLENDA SEGUNDA TURMA DESTA SUPREMA CORTE (AP 577-AgR/RO, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – INQ 4.399-AgR/DF, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI – INQ 4.428- -QO/DF, REL. MIM. GILMAR MENDES, v.g.) – A PRERROGATIVA DE FORO NO SISTEMA CONSTITUCIONAL BRASILEIRO – LEGITIMIDADE DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A RESPEITO DA MATÉRIA: DOUTRINA E OUTROS PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1721-7185-FD1D-FBA5 e senha 9EB3-486D-D18B-A693 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 366 Ementa e Acórdão INQ 4403 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1721-7185-FD1D-FBA5 e senha 9EB3-486D-D18B-A693 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1721-7185-FD1D-FBA5 e senha 9EB3-486D-D18B-A693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 367 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :ALBERTO MOREIRA RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo tempestivamente interposto pela douta Procuradoria-Geral da República contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar este procedimento penal e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a magistrado eleitoral a quem o feito coubesse por distribuição. O Ministério Público Federal sustenta, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue (fls. 354/360): “(...) A decisão agravada considerou que o crime apurado neste inquérito foi praticado no exercício do mandato parlamentar, por ocasião da campanha eleitoral de 2010, tratando-se de mandatos sucessivos, pois o congressista está no exercício do mandato desde 2003. Portanto, não há dúvidas de que os fatos ocorreram durante o exercício do mandato parlamentar. A questão remanescente é se o crime do art. 350 do Código Eleitoral supostamente perpetrado pelo deputado federal Vicente de Paulo da Silva tem relação com as funções do mandato legislativo, o que será adiante demonstrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) :ALBERTO MOREIRA RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo tempestivamente interposto pela douta Procuradoria-Geral da República contra decisão que, por mim proferida, reconheceu cessada, na espécie, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para apreciar este procedimento penal e determinou, em consequência, a remessa dos presentes autos, por intermédio do E. Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a magistrado eleitoral a quem o feito coubesse por distribuição. O Ministério Público Federal sustenta, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue (fls. 354/360): “(...) A decisão agravada considerou que o crime apurado neste inquérito foi praticado no exercício do mandato parlamentar, por ocasião da campanha eleitoral de 2010, tratando-se de mandatos sucessivos, pois o congressista está no exercício do mandato desde 2003. Portanto, não há dúvidas de que os fatos ocorreram durante o exercício do mandato parlamentar. A questão remanescente é se o crime do art. 350 do Código Eleitoral supostamente perpetrado pelo deputado federal Vicente de Paulo da Silva tem relação com as funções do mandato legislativo, o que será adiante demonstrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 368 Relatório INQ 4403 AGR / DF Para tanto, é necessária breve explanação sobre a influência do poder econômico em certas práticas políticas ilícitas no Brasil e sobre o resultado das eleições. As campanhas costumavam ser muito caras e, por esta razão, o candidato sem recursos para financiar a sua campanha eleitoral tinha muita dificuldade de se eleger em uma sistema que não adota o voto distrital. Investigações recentes têm revelado que aquele que estava no exercício do mandato – mais conhecido no meio político – e que pretendia se reeleger, muito frequentemente obtinha apoio financeiro de pessoas jurídicas de grande poder aquisitivo, em comparação com um novato na política. …................................................................................................... Fato é que os indícios iniciais que determinaram a instauração deste inquérito são de que há correlação direta entre a atuação do parlamentar e o crime de falsidade ideológica eleitoral, inclusive porque havia interesse do congressista em manter-se no exercício do mandato e, para isso, como dito, necessitava angariar expressivo valor para financiar sua campanha eleitoral. Não obstante tutelar a fé pública eleitoral, o crime de falsidade ideológica eleitoral tem relação de pertinência com as funções desempenhadas pelo congressista quando essa prática se dá durante o exercício do mandato parlamentar, já que é de interesse do doador a manutenção desse mandato por razões diversas. Com estas considerações, há elementos suficientes para manter o processamento deste feito no Supremo Tribunal Federal, porquanto cometido, em tese, durante o exercício do mandato parlamentar e a ele relacionado.” (grifei) Regularmente intimado a manifestar-se nestes autos (fls. 362), o Deputado Federal Vicente Paulo da Silva deixou transcorrer “in albis” o prazo legal para apresentar suas contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Para tanto, é necessária breve explanação sobre a influência do poder econômico em certas práticas políticas ilícitas no Brasil e sobre o resultado das eleições. As campanhas costumavam ser muito caras e, por esta razão, o candidato sem recursos para financiar a sua campanha eleitoral tinha muita dificuldade de se eleger em uma sistema que não adota o voto distrital. Investigações recentes têm revelado que aquele que estava no exercício do mandato – mais conhecido no meio político – e que pretendia se reeleger, muito frequentemente obtinha apoio financeiro de pessoas jurídicas de grande poder aquisitivo, em comparação com um novato na política. …................................................................................................... Fato é que os indícios iniciais que determinaram a instauração deste inquérito são de que há correlação direta entre a atuação do parlamentar e o crime de falsidade ideológica eleitoral, inclusive porque havia interesse do congressista em manter-se no exercício do mandato e, para isso, como dito, necessitava angariar expressivo valor para financiar sua campanha eleitoral. Não obstante tutelar a fé pública eleitoral, o crime de falsidade ideológica eleitoral tem relação de pertinência com as funções desempenhadas pelo congressista quando essa prática se dá durante o exercício do mandato parlamentar, já que é de interesse do doador a manutenção desse mandato por razões diversas. Com estas considerações, há elementos suficientes para manter o processamento deste feito no Supremo Tribunal Federal, porquanto cometido, em tese, durante o exercício do mandato parlamentar e a ele relacionado.” (grifei) Regularmente intimado a manifestar-se nestes autos (fls. 362), o Deputado Federal Vicente Paulo da Silva deixou transcorrer “in albis” o prazo legal para apresentar suas contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 369 Relatório INQ 4403 AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela eminente Senhora Chefe do Ministério Público da União, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela eminente Senhora Chefe do Ministério Público da União, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A13-0D10-A68F-A911 e senha A7D1-EA5F-C9D2-05D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 370 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, cuida-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional por suposta prática delituosa cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência . Registro que este procedimento de investigação penal refere-se à apuração de alegado cometimento de crime eleitoral tipificado no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro (falsidade ideológica), pois o parlamentar em questão ter-se-ia omitido, por ocasião da prestação de contas de sua campanha eleitoral no ano de 2010, em relação às doações supostamente recebidas e que por ele sequer teriam sido formalmente declaradas à Justiça Eleitoral. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial consagrada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora recorrida, cuida-se de procedimento penal instaurado contra membro do Congresso Nacional por suposta prática delituosa cuja alegada ocorrência, embora verificada no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência . Registro que este procedimento de investigação penal refere-se à apuração de alegado cometimento de crime eleitoral tipificado no art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro (falsidade ideológica), pois o parlamentar em questão ter-se-ia omitido, por ocasião da prestação de contas de sua campanha eleitoral no ano de 2010, em relação às doações supostamente recebidas e que por ele sequer teriam sido formalmente declaradas à Justiça Eleitoral. 2 . O precedente do Supremo Tribunal Federal sobre a questão da prerrogativa de foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 371 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF O exame dos autos revela que a situação neles exposta ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, ainda, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, impor-se-á, em regra, como sucedeu na espécie, o encaminhamento dos autos a órgão judiciário competente situado no primeiro grau de jurisdição. 3. A prerrogativa de foro no sistema constitucional brasileiro Ninguém desconhece que o instituto da prerrogativa de foro tem provocado muitas discussões, notadamente naqueles casos em que se dá a instauração, perante esta Suprema Corte, de processos multitudinários, como se verificou, p. ex., no julgamento da AP 470/MG. A vigente Constituição do Brasil – ao pluralizar, de modo excessivo, as hipóteses de prerrogativa de foro – incidiu em verdadeiro paradoxo institucional, pois, pretendendo ser republicana, mostrou-se estranhamente aristocrática. Na verdade, o constituinte republicano, ao demonstrar essa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 372 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF visão aristocrática e seletiva de poder, cometeu censurável distorção na formulação de uma diretriz que se pautou, unicamente, pela perspectiva do Príncipe (“ex parte principis”) e que se afastou, por isso mesmo, do postulado republicano da igualdade. Ninguém ignora que a Carta Política do Império do Brasil, de 1824, consagrou apenas quatro hipóteses de prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal de Justiça, que era o órgão de cúpula do Poder Judiciário do regime monárquico (art. 164, II): “Art. 164. A este Tribunal Compete: …................................................................................................... II. Conhecer dos delictos, e erros do Officio, que commetterem os seus Ministros, os das Relações, os Empregados no Corpo Diplomatico, e os Presidentes das Provincias.” (grifei) A Constituição promulgada em 1988, no entanto, não foi capaz de igual parcimônia, ao ampliar, para quase 20 (vinte), as hipóteses de prerrogativa de foro (considerados, para esse efeito, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais), além de conferir autorização aos Estados-membros para incluir, nas Cartas estaduais, outras novas hipóteses de prerrogativa de foro perante os respectivos Tribunais de Justiça, ressalvados, apenas, os casos definidos na própria Carta Federal. Essencial destacar-se, no entanto, que a prerrogativa de foro, por não configurar privilégio de ordem pessoal em favor de quem a detém, somente diz respeito ao exercício e às funções inerentes ao cargo ou mandato cuja titularidade enseja o acesso a tal prerrogativa, que é concedida – insista-se – unicamente “ratione muneris”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 373 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Daí antiga orientação, que ainda hoje prevalece, que tem sido observada por esta Corte Suprema: “Foro privilegiado em razão de função. A prerrogativa é concedida em obséquio à função, a que é inerente, e não ao cidadão que a exerce. (…).” (HC 33.440/SP, Red. p/ o acórdão Min. NELSON HUNGRIA – grifei) Registre-se, a título de mera ilustração, que, no plano do direito comparado, remanesce, hoje, em poucos sistemas normativos, a prerrogativa de foro em razão de determinadas funções, o que demonstra clara tendência no sentido da extinção (pura e simples) ou da redução desse instituto a poucas hipóteses, valendo destacar, sob tais aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o da Argentina (Constituição de 1853), o da Bolívia (Constituição de 2009), o da Colômbia (Constituição Política de 1991), o da Espanha (Constituição de 1978), o dos Estados Unidos da América (Constituição de 1787), o da França (Constituição de 1958), o da Itália (Constituição de 1947) e o de Portugal (Constituição de 1976), entre outros modelos. De qualquer maneira, no entanto, cabe reconhecer que a questão ora em exame há de ser apreciada em função do contexto normativo que resulta da vigente Constituição promulgada em 1988 e que, como anteriormente salientado, pluralizou, de maneira excessiva, as hipóteses definidoras de prerrogativa de foro em matéria penal. A prerrogativa de foro, como anteriormente enfatizado, é outorgada “ratione muneris”, por efeito de previsão constitucional, a determinadas autoridades, a significar, portanto, que é deferida, tão somente, em razão da natureza de certos cargos ou ofícios titularizados por aquele que sofre persecução penal instaurada pelo Estado e, mesmo assim, consoante advertiu esta Corte no precedente referido, desde que a suposta prática 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 374 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional n 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do Supremo Tribunal Federal a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF delituosa, alegadamente cometida durante o mandato legislativo (ou, então, no curso de investidura funcional), com estes guarde necessária conexão, sob pena de tal prerrogativa – descaracterizando-se em sua essência mesma – degradar-se à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal. Vale mencionar, como simples registro histórico, que os membros do Congresso Nacional somente passaram a dispor de prerrogativa de foro, nas infrações penais comuns, perante esta Corte Suprema, a partir da outorga da Carta Política de 1969, travestida de Emenda Constitucional n 1, pois, até então, estavam todos eles sujeitos, em sede processual penal e na vigência dos anteriores estatutos constitucionais republicanos (1891, 1934, 1937, 1946 e 1967), à jurisdição e competência dos magistrados de primeira instância, tanto que este Tribunal, em razão de diversos julgamentos sobre essa específica questão, veio a formular enunciado inscrito na Súmula 398, hoje derrogada, que possuía o seguinte teor: “O Supremo Tribunal Federal não é competente para processar e julgar, originariamente, deputado ou senador acusado de crime” (grifei). Observe-se, por relevante, que o fato de os Deputados Federais e os Senadores da República não haverem sido contemplados, ao longo de quase 08 (oito) décadas, entre fevereiro de 1891 e outubro de 1969, com a prerrogativa de foro, nos ilícitos penais comuns, perante o Supremo Tribunal Federal (ou perante qualquer outra instância superior), não os impediu de exercerem, mesmo assim, com independência, as suas altas funções institucionais nem lhes afetou a dignidade do mandato legislativo por eles titularizado. 4. Legitimidade da interpretação constitucional do Plenário do Supremo Tribunal Federal a respeito da prerrogativa de foro: doutrina e outros precedentes Impende pôr em destaque observação que reputo sumamente importante. Entendo revestir-se de legitimidade, de inteira legitimidade, a interpretação jurídica que o Supremo Tribunal Federal realizou, no julgamento da AP 937-QO/RJ, a respeito do alcance da prerrogativa de foro, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 375 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2... ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (Constituição Federal de 1988, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(...) A não observância da decisão desta Corte debilita a força 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF por tratar-se de matéria sujeita, por efeito de sua natureza mesma, ao âmbito institucional em que atuam, por excelência, os órgãos do Poder Judiciário, qual seja, o domínio que compreende a hermenêutica da Constituição, de que esta Suprema Corte, incumbida de sua guarda, tem “o monopólio da última palavra”. Inegável reconhecer, por isso mesmo, que compete ao Supremo Tribunal Federal, em sua condição indisputável de guardião da Lei Fundamental, interpretá-la e de seu texto extrair, nesse processo de indagação hermenêutica, a máxima eficácia possível, em atenção e respeito aos grandes princípios estruturantes que informam, como verdadeiros vetores interpretativos, o sistema de nossa Carta Política, em ordem a fazer prevalecer a força normativa da Constituição, cuja integridade, eficácia e aplicabilidade, por tal razão, hão de ser valorizadas, em face de sua precedência, autoridade e grau hierárquico, como enfatizam autores eminentes (ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional”, p. 109, item n. 2.8, 2... ed., 2003, Atlas; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 50/57, 1999, RT; RITINHA ALZIRA STEVENSON, TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR. e MARIA HELENA DINIZ, “Constituição de 1988: Legitimidade, Vigência e Eficácia: Supremacia”, p. 98/104, 1989, Atlas; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 08/11, item n. 2, 1998, Celso Bastos Editor; CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, “A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 215/218, item n. 3, 1995, RT, v.g.). Cabe acentuar, bem por isso, tendo presente o contexto em questão, que assume papel de fundamental importância a interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, cuja função institucional de “guarda da Constituição” (Constituição Federal de 1988, art. 102, “caput”) confere-lhe o monopólio da última palavra em tema de exegese das normas positivadas no texto da Lei Fundamental, como tem sido destacado, com particular ênfase, pela jurisprudência deste Tribunal, para quem “(...) A não observância da decisão desta Corte debilita a força 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 376 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF normativa da Constituição (...)” (Recurso Extraordinário 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2... ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2... ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF normativa da Constituição (...)” (Recurso Extraordinário 203.498-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei). A circunstância de o Supremo Tribunal Federal, na qualidade de “organo di chiusura”, dispor de competência para interpretar o ordenamento constitucional, encerrando, em caráter definitivo, as controvérsias jurídicas a ele submetidas, não significa que suas decisões sejam imunes à crítica, à divergência e ao debate no âmbito da sociedade civil e no plano das comunidades jurídica e acadêmica, especialmente se se considerar a afirmação de que se vive sob a égide de uma “sociedade aberta dos intérpretes livres da Constituição”, como a ela se refere Peter Häberle. Inquestionável, desse modo, o reconhecimento, em favor da generalidade das pessoas e das instituições, inclusive dos próprios Poderes da República, de verdadeira “abertura hermenêutica”, que lhes permite discutir o alcance, o significado e a abrangência das cláusulas que compõem o “corpus” constitucional. Com essa compreensão, é importante destacar, pluraliza-se o debate constitucional, confere-se expressão real e efetiva ao princípio democrático e permite-se que o Supremo Tribunal Federal disponha de todos os elementos necessários à resolução da controvérsia, buscando-se alcançar, com tal abertura material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário (GUSTAVO BINENBOJM, “A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira”, 2... ed., 2004, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, “Tribunal e Jurisdição Constitucional”, p. 71/94, 1998, Celso Bastos Editor; ALEXANDRE DE MORAES, “Jurisdição Constitucional e Tribunais Constitucionais”, p. 64/81, 2000, Atlas; DAMARES MEDINA, “’Amicus Curiae’: Amigo da Corte ou Amigo da Parte?”, 2010, Saraiva; GILMAR MENDES, “Direitos Fundamentais e Controle de Constitucionalidade”, p. 503/504, 2... ed., 1999, Celso Bastos Editor; INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, “As Idéias de Peter Häberle 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 377 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7... ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF e a Abertura da Interpretação Constitucional no Direito Brasileiro”, “in” RDA 211/125-134, v.g.), a possibilidade de superação da grave questão pertinente à legitimidade democrática das decisões emanadas desta Corte Suprema no exercício de seu extraordinário poder de efetuar, notadamente em abstrato, o controle de constitucionalidade. A única diferença que existe entre a atuação desta Corte Suprema nos processos em que profere o seu julgamento (como no precedente referido no início da presente decisão) e a possibilidade democrática de ampla discussão social em torno da Constituição, passando, inclusive, pelo “diálogo institucional” entre os órgãos e Poderes constituídos, reside no fato, jurídica e processualmente relevante, de que a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal revestir-se-á de definitividade nas causas que julgar, pondo termo ao litígio nelas instaurado, seja com efeito “inter partes” (controle incidental ou difuso de constitucionalidade), seja com efeito “erga omnes” e eficácia vinculante (controle normativo abstrato de constitucionalidade). É por isso que se atribui ao Supremo Tribunal Federal o “monopólio da última palavra” em matéria de interpretação constitucional efetuada por esta Corte Suprema nos processos submetidos a seu julgamento, valendo destacar, quanto a esse ponto, no que concerne à capacidade institucional e aos efeitos sistêmicos em tema de exegese da Constituição, a lição do eminente Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO (“O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 392, item n. 2, 7... ed., 2016, Saraiva), bastante clara no sentido de que “Cabe aos três Poderes interpretar a Constituição e pautar sua atuação com base nela. Mas, em caso de divergência, a palavra final é do Judiciário” (grifei), embora esse ilustre magistrado e Professor advirta que a primazia judicial “não significa (…) que toda e qualquer matéria deva ser decidida em um tribunal”. As observações que venho de fazer enfatizam a circunstância – que assume absoluto relevo – de que não se pode minimizar o papel do Supremo 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 378 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o Supremo Tribunal Federal diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que, no poder de interpretar, inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Tribunal Federal e de suas decisões em matéria constitucional, pois tais decisões, em última análise, dão expressão concreta ao texto da própria Constituição, tal como assinala, em preciso magistério, o saudoso e eminente Ministro TEORI ZAVASCKI (“Ação Rescisória em Matéria Constitucional”, “in” Revista de Direito Renovar, vol. 27/153-174, 2003): “(…) O princípio da supremacia da Constituição e a autoridade do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal constituem, conforme se viu, os pilares de sustentação para construir um sistema apto a dar respostas coerentes à variedade de situações (…). …................................................................................................... (…) O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição. Ele é o órgão autorizado pela própria Constituição a dar a palavra final em temas constitucionais. A Constituição, destarte, é o que o Supremo Tribunal Federal diz que ela é. (…). Contrariar o precedente tem o mesmo significado, o mesmo alcance, pragmaticamente considerado, que os de violar a Constituição (…). É nessa perspectiva, pois, que se deve aquilatar o peso institucional dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal, mesmo em controle difuso.” (grifei) Daí a precisa lição de FRANCISCO CAMPOS (“Direito Constitucional”, vol. II/403, 1956, Freitas Bastos), cujo magistério enfatiza, corretamente, que, no poder de interpretar, inclui-se a prerrogativa de formular e de revelar o próprio sentido do texto constitucional. É que – segundo a lição desse eminente publicista – “O poder de interpretar a Constituição envolve, em muitos casos, o poder de formulá-la. A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la (…). Nos Tribunais incumbidos da guarda da Constituição, funciona, igualmente, o poder constituinte” (grifei), tal como tem sido proclamado, em diversos julgados, por este Supremo Tribunal Federal: “A FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO E O MONOPÓLIO DA ÚLTIMA PALAVRA, PELO SUPREMO 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 379 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL. – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a função eminente de ‘guarda da Constituição’ (Constituição Federal de 1988, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL, EM MATÉRIA DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL. – O exercício da jurisdição constitucional, que tem por objetivo preservar a supremacia da Constituição, põe em evidência a dimensão essencialmente política em que se projeta a atividade institucional do Supremo Tribunal Federal, pois, no processo de indagação constitucional, assenta-se a magna prerrogativa de decidir, em última análise, sobre a própria substância do poder. – No poder de interpretar a Lei Fundamental, reside a prerrogativa extraordinária de (re)formulá-la, eis que a interpretação judicial acha-se compreendida entre os processos informais de mutação constitucional, a significar, portanto, que ‘A Constituição está em elaboração permanente nos Tribunais incumbidos de aplicá-la’. Doutrina. Precedentes. – A interpretação constitucional derivada das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal – a quem se atribuiu a função eminente de ‘guarda da Constituição’ (Constituição Federal de 1988, art. 102, ‘caput’) – assume papel de fundamental importância na organização institucional do Estado brasileiro, a justificar o reconhecimento de que o modelo político-jurídico vigente em nosso País conferiu à Suprema Corte a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental.” (MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É de relembrar-se, finalmente, neste tópico, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em importantíssimos precedentes também firmados em “questão de ordem”, agindo em sede de interpretação constitucional, proferiu decisões pelas quais restringiu, de modo bastante expressivo, sempre, porém, nos estritos limites de suas atribuições jurisdicionais, o sentido e a abrangência de uma fundamental prerrogativa de índole constitucional dos membros do Poder Legislativo, prerrogativa essa muito mais relevante (e essencial) do que aquela referente ao foro “ratione muneris”, vindo a definir, então, no julgamento do Inq 104-QO/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO (RTJ 99/477), e do Inq 105-QO/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 380 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda n 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2... ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/Supremo Tribunal Federal! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a evento delituoso cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão. Saliente-se, por necessário, que eminentes Ministros desta Corte, ao depararem-se com situação idêntica à ora em exame, têm observado esse mesmo entendimento, no sentido de que não mais se justifica a subsistência, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF (RTJ 99/487), que o congressista, quando licenciado para exercer cargo no Poder Executivo (como ainda o permite o art. 56, I, da vigente Constituição), não pode invocar, em seu favor, por inaplicável, enquanto persistir tal situação, a imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, em razão de essa particular e especial proteção constitucional – como adverte o magistério doutrinário (PONTES DE MIRANDA, “Comentários à Constituição de 1967 – com a Emenda n 1, de 1969”, tomo III/10 e 43, 2... ed., 1970, RT; JOÃO BARBALHO, “Constituição Federal Brasileira”, p. 64, edição fac-similar, 1992, Senado Federal; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 2/625, 1990, Saraiva; JOSÉ CRETELLA JÚNIOR, “Comentários à Constituição de 1988”, vol. V/2.624-2.625, item n. 204, 1991, Forense Universitária; PEDRO ALEIXO, “Imunidades Parlamentares”, p. 59/65, 1961, Belo Horizonte; CELSO RIBEIRO BASTOS, “Comentários à Constituição do Brasil”, vol. 4, tomo I/187, 1995, Saraiva; RENÉ ARIEL DOTTI, “Curso de Direito Penal – Parte Geral”, p. 398, item n. 25, 2001, Forense; ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA, “O Poder Legislativo na República”, p. 140/141, item n. 2, 1960, Freitas Bastos, v.g.) – supor o “exercício” do ofício legislativo, inocorrente nas hipóteses em que o Deputado Federal ou Senador da República esteja a desempenhar, p. ex., o cargo de Ministro ou de Secretário de Estado. Em consequência de tais julgados, procedeu-se ao cancelamento da Súmula 4/Supremo Tribunal Federal! 5. Aplicabilidade, ao caso em julgamento, do precedente sobre prerrogativa de foro Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o procedimento em causa refere-se a evento delituoso cujo alegado cometimento, embora supostamente ocorrido no curso do mandato legislativo, com este não guarda qualquer relação de pertinência ou de conexão. Saliente-se, por necessário, que eminentes Ministros desta Corte, ao depararem-se com situação idêntica à ora em exame, têm observado esse mesmo entendimento, no sentido de que não mais se justifica a subsistência, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 381 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF no Supremo Tribunal Federal, de procedimentos penais instaurados contra membros do Congresso Nacional por suposta prática de falsidade ideológica eleitoral (Lei n 4.737/65, art. 350) alegadamente cometida durante o mandato federal, na perspectiva de sua recondução ou de sua permanência em uma das Casas do Parlamento, tendo em vista tratar-se de fato absolutamente estranho às funções inerentes ao ofício parlamentar, sendo certo, ainda, que a eminente Chefia do Ministério Público da União manifestou aquiescência à orientação firmada na hipótese referida, optando por não recorrer (Inq 3.598/AC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.026/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.214/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.395/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Inq 4.396/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.409/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Inq 4.453/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). Cabe referir, ainda, que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento de controvérsias essencialmente idênticas à registrada na presente causa, consagrou diretriz cujos termos desautorizam a pretensão deduzida nesta sede recursal (Inq 4.428- -QO/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DETERMINAÇÃO DA REALIZAÇÃO DE PROVAS IMPRESCINDÍVEIS. REABERTURA DA INSTRUÇÃO. MARCO TEMPORAL NÃO ALCANÇADO. HIPÓTESE EM QUE NÃO ESTÁ AUTORIZADA A PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA DO FEITO À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF no Supremo Tribunal Federal, de procedimentos penais instaurados contra membros do Congresso Nacional por suposta prática de falsidade ideológica eleitoral (Lei n 4.737/65, art. 350) alegadamente cometida durante o mandato federal, na perspectiva de sua recondução ou de sua permanência em uma das Casas do Parlamento, tendo em vista tratar-se de fato absolutamente estranho às funções inerentes ao ofício parlamentar, sendo certo, ainda, que a eminente Chefia do Ministério Público da União manifestou aquiescência à orientação firmada na hipótese referida, optando por não recorrer (Inq 3.598/AC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.026/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.214/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Inq 4.395/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Inq 4.396/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Inq 4.409/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – Inq 4.453/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). Cabe referir, ainda, que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, no julgamento de controvérsias essencialmente idênticas à registrada na presente causa, consagrou diretriz cujos termos desautorizam a pretensão deduzida nesta sede recursal (Inq 4.428- -QO/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DETERMINAÇÃO DA REALIZAÇÃO DE PROVAS IMPRESCINDÍVEIS. REABERTURA DA INSTRUÇÃO. MARCO TEMPORAL NÃO ALCANÇADO. HIPÓTESE EM QUE NÃO ESTÁ AUTORIZADA A PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA DO FEITO À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 382 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de realização de provas reputadas imprescindíveis para o julgamento da causa. IV – Hipótese dos autos que se distingue daquelas em que, encerrada a instrução, os autos estão prontos para serem pautados para julgamento. V – Remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. VI – Agravo regimental a que se nega provimento.” (AP 577-AgR/RO, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DECLINAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de realização de provas reputadas imprescindíveis para o julgamento da causa. IV – Hipótese dos autos que se distingue daquelas em que, encerrada a instrução, os autos estão prontos para serem pautados para julgamento. V – Remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. VI – Agravo regimental a que se nega provimento.” (AP 577-AgR/RO, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “DELITO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA ELEITORAL. COMPETÊNCIA PARA INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM NA AP 937/RJ. REINTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DO ALCANCE DA PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO ENTRE O DELITO TIPIFICADO NO ART. 350 DO CÓDIGO ELEITORAL E O EXERCÍCIO DO MANDATO DO PARLAMENTAR FEDERAL. DECLINAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMESSA À JUSTIÇA ELEITORAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Diante da reinterpretação constitucional do alcance do disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição, é de competência da Justiça Eleitoral o trâmite de inquérito e processo criminal relativo ao delito de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 383 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Inq 4.399-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, nos precedentes a que anteriormente aludi. Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF II – Não há falar em conexão entre o mencionado delito e o exercício do mandato do parlamentar federal. III – Determinação de remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte, para que distribua os autos ao juízo eleitoral competente para o processamento do feito. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Inq 4.399-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) São essas as razões que me levaram a declarar cessada a competência penal originária desta Corte no caso ora em exame, apoiando-me, para tanto, nos precedentes a que anteriormente aludi. Cumpre acentuar, neste ponto, bem por isso, que essa nova orientação adotada pelo Supremo Tribunal Federal encontra suporte legitimador no princípio republicano que consagra, a partir da ideia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos são iguais perante a lei, valendo relembrar que a noção de igualdade dos cidadãos, além de refletir uma conquista básica do regime democrático, tipifica-se como uma das pedras angulares e essenciais à configuração mesma da ordem republicana. Não constitui demasia assinalar que o postulado republicano repele privilégios e não tolera discriminações, impedindo que se estabeleçam tratamentos seletivos em favor de determinadas pessoas e obstando que se imponham restrições gravosas em detrimento de outras, em razão, p. ex., de condição social, de nascimento, de gênero, de origem étnica, de orientação sexual ou, como na espécie, de posição estamental, eis que – cabe insistir – nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República, sob pena de transgredir-se valor fundamental que confere substância à própria configuração dessa ideia nuclear que informa nosso sistema constitucional. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 384 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e que, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para que não se transgrida o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, por isso mesmo, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/Supremo Tribunal Federal no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Ressalte-se que a prerrogativa de foro traduz matéria de direito estrito e que, por isso mesmo, deve merecer interpretação que impeça a expansão indevida da competência penal originária desta Suprema Corte, para que não se transgrida o valor fundamental que venho de mencionar e que se orienta pelo vetor axiológico da igualdade, tudo com o objetivo de viabilizar, em relação a quem pratica crimes resultantes de fatos estranhos ao exercício do mandato parlamentar, a aplicação ordinária – comum a qualquer cidadão – do postulado do juiz natural, cuja importância tem sido enfatizada, em sucessivas decisões, por esta Corte Suprema (RTJ 149/962-963 – RTJ 160/1056-1058 – RTJ 169/557 – RTJ 179/378-379, v.g.). A prerrogativa de foro, por isso mesmo, nos termos da Constituição da República, não configura, como anteriormente enfatizado, situação de privilégio pessoal. Há de estender-se, como ninguém o desconhece, somente a quem haja cometido, “in officio”, fato criminoso que guarde estrita vinculação com o exercício das funções inerentes ao cargo que titulariza, pois a prerrogativa de foro, enquanto derrogação excepcional dos postulados da igualdade e do juiz natural (que há de ser, ordinariamente, um magistrado de primeira instância), tem caráter eminentemente funcional. É por essa razão que deixa de subsistir a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal, não obstante cometido o delito no curso do mandato legislativo (e mesmo que o crime tenha relação de pertinência com as funções inerentes ao ofício parlamentar), sempre que houver cessado a investidura do agente no cargo que lhe confere prerrogativa de foro, eis que ex- titulares de cargos ou de mandatos não dispõem, em sede processual penal, dessa especial prerrogativa (RTJ 76/18, v.g.), circunstância que levou esta Corte Suprema a cancelar a Súmula 394/Supremo Tribunal Federal no julgamento do Inq 687-QO/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 385 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/Supremo Tribunal Federal (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF (RTJ 179/912-913), como resulta claro, entre outros, dos seguintes julgados: “– O postulado republicano – que repele privilégios e não tolera discriminações – impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu no cargo, função ou mandato cuja titularidade (desde que subsistente) qualifica-se como o único fator de legitimação constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária da Suprema Corte (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘b’ e ‘c’). Cancelamento da Súmula 394/Supremo Tribunal Federal (RTJ 179/912-913).” (Inq 2.231-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “(...) III – A aposentadoria do magistrado, ainda que voluntária, transfere a competência para processamento e julgamento de eventual ilícito penal para o primeiro grau de jurisdição. IV – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.609/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) Daí a afirmação incontestável de JOÃO BARBALHO (“Constituição Federal Brasileira”, p. 303/304, edição fac-similar, 1992, Brasília), que associa à autoridade de seus comentários à nossa primeira Constituição republicana a experiência de membro do Congresso Constituinte que elaborou a Lei Fundamental de 1891 e, também, a de Senador da República e a de Ministro do Supremo Tribunal Federal: “Não há, perante a lei republicana, grandes nem pequenos, senhores nem vassalos, patrícios nem plebeus, ricos nem pobres, fortes nem fracos, porque a todos irmana e nivela o direito (…).” (grifei) 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 386 Voto - MIN. CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro do congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Supremo Tribunal Federal INQ 4403 AGR / DF Em suma: tais são os fundamentos que tornaram insubsistente, no caso ora em exame, a prerrogativa de foro do congressista em questão. 6. Conclusão Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3C0-0F14-646F-052E e senha 497D-F0CD-0B5D-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 387 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES (12652/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3377-C2A7-CDD8-A0D5 e senha 2BD0-6D69-AC41-D7D4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO INQUÉRITO 4.403 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : VICENTE PAULO DA SILVA ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES (12652/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3377-C2A7-CDD8-A0D5 e senha 2BD0-6D69-AC41-D7D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23 388
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AP 937 - QO / RJ", "AP 577 - AgR / RO", "AP 937 - QO / RJ", "AP 470 / MG", "AP 937 - QO / RJ", "AP 470 / MG", "HC 33 . 440 / SP", "HC 33 . 440 / SP", "AP 937 - QO / RJ", "Súmula 398", "AP 937 - QO / RJ", "Recurso Extraordinário 203 . 498 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 203 . 498 - AgR / DF", "MS 26 . 603 / DF", "Inq 104 - QO / RJ", "Inq 105 - QO / DF", "MS 26 . 603 / DF", "Inq 104 - QO / RJ", "Inq 105", "Súmula 4 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 4 / Supremo Tribunal Federal", "Inq", "Inq", "Inq", "Inq", "Inq", "AP 937 / RJ", "Inq 3 . 598 / AC", "Inq 4 . 026 / DF", "Inq 4 . 214 / SC", "Inq 4 . 395 / DF", "Inq", "Inq", "Inq", "Inq 4 . 428 -", "AP 937 / RJ", "AP 577 - AgR / RO", "AP 937 / RJ", "AP 577 - AgR / RO", "AP 937 / RJ", "Inq 4 . 399 - AgR / DF", "Inq 4 . 399 - AgR / DF", "RTJ 149 / 962 - 963", "RTJ 160 / 1056 - 1058", "RTJ 169 / 557", "RTJ 179 / 378 - 379", "RTJ 76 / 18", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "Inq 687 - QO / SP", "RTJ 149 / 962 - 963", "RTJ 76 / 18", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "Inq 687 - QO / SP", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 179 / 912 - 913", "Inq 2 . 231 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 546 . 609 / DF", "RTJ 179 / 912 - 913", "Súmula 394 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 179 / 912 - 913", "Inq 2 . 231 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 546 . 609 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 4 . 737 / 65 , ART . 350", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política do Império do Brasil", "Constituição", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política do Império do Brasil", "Constituição", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição Política de", "Constituição", "Constituição de 1787", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição Política de", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política de 1969", "Emenda Constitucional n 1", "1891", "1934", "1937", "1946", "1967", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política de 1969", "Emenda Constitucional n 1", "1891", "1934", "1937", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição do Brasil", "Constituição de 1988", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , “ caput ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política", "Constituição do Brasil", "Constituição de 1988", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 102", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , ‘ caput ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , ‘ caput ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1967", "Emenda n 1", "Constituição Federal Brasileira", "Constituição Brasileira", "Constituição de 1988", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 56 , I , da vigente Constituição", "Constituição de 1967", "Emenda n 1", "Constituição Federal Brasileira", "Constituição Brasileira", "Constituição de 1988", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 737 / 65 , art . 350", "ART . 350 DO CÓDIGO ELEITORAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 737 / 65 , art . 350", "ART . 350 DO CÓDIGO ELEITORAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ‘ b ’ , da Constituição", "art . 350 do Código Eleitoral", "ART . 350 DO CÓDIGO ELEITORAL", "art . 102 , I , ‘ b ’ , da Constituição", "art . 350 do Código Eleitoral", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ‘ b ’ , da Constituição", "art . 350 do Código Eleitoral", "ART . 350 DO CÓDIGO ELEITORAL", "art . 102 , I , ‘ b ’ , da Constituição", "art . 350 do Código Eleitoral", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , ‘ b ’ e ‘ c ’", "Constituição Federal Brasileira", "Lei Fundamental de 1891", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I ,", "Constituição Federal Brasileira", "Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasil", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Belo Horizonte", "Belo Horizonte", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INQUÉRITO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "COLENDA", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público da União", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público da União", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunais Regionais Federais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "Argentina", "Bolívia", "Colômbia", "Espanha", "Estados", "França", "Itália", "Portugal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Argentina", "Bolívia", "Colômbia", "Espanha", "Estados", "França", "Itália", "Portugal", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "Atlas", "Celso Bastos Editor", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "RT", "Atlas", "Celso", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Renovar", "Atlas", "Saraiva", "Celso", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Renovar", "Atlas", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF Tribunal Federal", "Revista de Direito Renovar", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INQ", "AGR", "/", "DF", "Tribunal Federal", "Revista de Direito Renovar", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO", "9", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Senado Federal", "Saraiva", "Forense Universitária", "Saraiva", "Forense", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RT", "Senado Federal", "Saraiva", "Forense Universitária", "Saraiva", "Forense", "Freitas Bastos", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Ministério Público da União", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Ministério Público da União", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Pleno", "Pleno", "Congresso Constituinte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Pleno", "Pleno", "Congresso Constituinte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "VICENTE PAULO DA SILVA", "ALBERTO MOREIRA RODRIGUES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "VICENTE PAULO DA SILVA", "ALBERTO MOREIRA", "CELSO DE MELLO", "Vicente de Paulo da Silva", "CELSO DE MELLO", "PAULO DA SILVA", "ALBERTO MOREIRA RODRIGUES", "CELSO DE MELLO", "Vicente de Paulo da Silva", "Vicente Paulo da Silva", "Vicente Paulo da Silva", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO INQ", "CELSO DE MELLO", "NELSON HUNGRIA", "NELSON HUNGRIA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "OSWALDO LUIZ PALU", "RITINHA ALZIRA STEVENSON", "TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR", ".", "MARIA HELENA DINIZ", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "CLÈMERSON MERLIN CLÈVE", "ALEXANDRE DE MORAES", "OSWALDO LUIZ PALU", "RITINHA ALZIRA STEVENSON", "TERCIO SAMPAIO FERRAZ JR .", "MARIA HELENA DINIZ", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "CLÈMERSON MERLIN CLÈVE", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "Peter Häberle", "GUSTAVO BINENBOJM", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "Celso Bastos", "ALEXANDRE DE MORAES", "DAMARES MEDINA", "GILMAR MENDES", "INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO", "Peter", "GILMAR MENDES", "Peter Häberle", "GUSTAVO BINENBOJM ,", "ANDRÉ RAMOS TAVARES", "Celso Bastos", "ALEXANDRE DE MORAES", "DAMARES MEDINA", "“", "GILMAR MENDES", "Celso Bastos", "INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO", "Peter Häberle", "CELSO DE MELLO INQ 4403 AGR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "FRANCISCO CAMPOS", "TEORI ZAVASCKI", "FRANCISCO CAMPOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CELSO DE MELLO", "PONTES DE MIRANDA", "JOÃO BARBALHO", "PINTO FERREIRA", "JOSÉ CRETELLA JÚNIOR", "PEDRO ALEIXO", "CELSO RIBEIRO BASTOS", "RENÉ ARIEL DOTTI", "ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA", "JOÃO BARBALHO", "PINTO FERREIRA", "JOSÉ CRETELLA JÚNIOR", "PEDRO ALEIXO", "CELSO RIBEIRO BASTOS", "RENÉ ARIEL DOTTI", "ROSAH RUSSOMANO DE MENDONÇA LIMA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOÃO BARBALHO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOÃO BARBALHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "VICENTE PAULO DA SILVA", "ALBERTO MOREIRA RODRIGUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "VICENTE PAULO DA SILVA", "ALBERTO MOREIRA RODRIGUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "21 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "2010", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "2010", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1824", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "1991", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "1991", "1947", "1976", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro de 1891", "outubro de 1969", "24", "/", "08", "/", "2001", "1967", "fevereiro de 1891", "outubro de 1969", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "1999", "1989", "1998", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "1999", "1989", "1998", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "1998", "2000", "2010", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "1998", "2000", "2010", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "1956", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "1956", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1970", "1992", "1990", "1991", "1961", "1995", "2001", "1960", "24", "/", "08", "/", "2001", "1969", "1970", "1992", "1990", "1991", "1961", "1995", "2001", "1960", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) :IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS ADV.(A/S) :DEBORA CUNHA RODRIGUES EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DE FORO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF35-B550-29E3-A82D e senha 829D-B060-3A62-B038 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) :IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS ADV.(A/S) :DEBORA CUNHA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, publicada em 2/3/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DE FORO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A solução adequada à peculiar natureza jurídica da Magistratura e do Ministério Público não esbarra na consolidada jurisprudência, reafirmada no julgamento do Ag.Reg na Reclamação nº 2186/DF, que repudia o foro privilegiado para as ações de improbidade. Basta que se apliquem as normas especiais acima invocadas, que distinguem os membros do Ministério Público e da Magistratura dos demais agentes públicos no tocante à regra de competência para o julgamento de qualquer ação – mesmo que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) :IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS ADV.(A/S) :DEBORA CUNHA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, publicada em 2/3/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DE FORO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A solução adequada à peculiar natureza jurídica da Magistratura e do Ministério Público não esbarra na consolidada jurisprudência, reafirmada no julgamento do Ag.Reg na Reclamação nº 2186/DF, que repudia o foro privilegiado para as ações de improbidade. Basta que se apliquem as normas especiais acima invocadas, que distinguem os membros do Ministério Público e da Magistratura dos demais agentes públicos no tocante à regra de competência para o julgamento de qualquer ação – mesmo que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 1105822 AGR / SP fundada na Lei nº 8.429/92 – que possa acarretar-lhes a perda do cargo vitalício. A fixação do entendimento defendido por meio deste recurso extraordinário, longe de representar alguma espécie de privilégio, apenas confere a máxima eficácia à vitaliciedade, um dos pilares do Estado Democrático de Direito, garantia inarredável conferida ao Ministério Público para o exercício fiel e independente de parcela da soberania do Estado e das demais funções públicas que lhe foram cometidas pela Constituição Federal. Portanto, em vista dos fundamentos acima expostos, requer-se o acolhimento do Agravo Interno, a fim de que, consideradas as peculiaridades do caso, distinta daquelas dos precedentes, eis que não se discute extensão do foro por prerrogativa penal, o julgamento do Recurso Extraordinário seja efetivado sob a ótica da garantia da vitaliciedade e da previsão de normas expressas e válidas a garantirem a competência dos Tribunais, para julgamento de magistrados e promotores de justiça, nas hipóteses de perda de cargo." (Doc. 53, fls. 14-15) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Supremo Tribunal Federal RE 1105822 AGR / SP fundada na Lei nº 8.429/92 – que possa acarretar-lhes a perda do cargo vitalício. A fixação do entendimento defendido por meio deste recurso extraordinário, longe de representar alguma espécie de privilégio, apenas confere a máxima eficácia à vitaliciedade, um dos pilares do Estado Democrático de Direito, garantia inarredável conferida ao Ministério Público para o exercício fiel e independente de parcela da soberania do Estado e das demais funções públicas que lhe foram cometidas pela Constituição Federal. Portanto, em vista dos fundamentos acima expostos, requer-se o acolhimento do Agravo Interno, a fim de que, consideradas as peculiaridades do caso, distinta daquelas dos precedentes, eis que não se discute extensão do foro por prerrogativa penal, o julgamento do Recurso Extraordinário seja efetivado sob a ótica da garantia da vitaliciedade e da previsão de normas expressas e válidas a garantirem a competência dos Tribunais, para julgamento de magistrados e promotores de justiça, nas hipóteses de perda de cargo." (Doc. 53, fls. 14-15) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Corte que, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.797, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 19/12/2006, declarou inconstitucionais os parágrafos 1º e 2º do artigo 84 do Código de Processo Penal, na redação que lhes conferiu a Lei 10.628/2002, concluindo pela natureza cível da ação de improbidade administrativa. Naquela oportunidade, fixou-se o entendimento de que inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa. Na parte que aqui interessa, trago à colação a ementa do referido julgado: “(...) IV. Ação de improbidade administrativa: extensão da competência especial por prerrogativa de função estabelecida para o processo penal condenatório contra o mesmo dignitário (§ 2º do art. 84 do C. Pr. Penal introduzido pela L. 10.628/2002): declaração, por lei, de competência originária não prevista na Constituição: inconstitucionalidade. 1. No plano federal, as hipóteses de competência cível ou criminal dos tribunais da União são as previstas na Constituição da República ou dela implicitamente decorrentes, salvo quando esta mesma remeta à lei a sua fixação. 2. Essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Corte que, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.797, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 19/12/2006, declarou inconstitucionais os parágrafos 1º e 2º do artigo 84 do Código de Processo Penal, na redação que lhes conferiu a Lei 10.628/2002, concluindo pela natureza cível da ação de improbidade administrativa. Naquela oportunidade, fixou-se o entendimento de que inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa. Na parte que aqui interessa, trago à colação a ementa do referido julgado: “(...) IV. Ação de improbidade administrativa: extensão da competência especial por prerrogativa de função estabelecida para o processo penal condenatório contra o mesmo dignitário (§ 2º do art. 84 do C. Pr. Penal introduzido pela L. 10.628/2002): declaração, por lei, de competência originária não prevista na Constituição: inconstitucionalidade. 1. No plano federal, as hipóteses de competência cível ou criminal dos tribunais da União são as previstas na Constituição da República ou dela implicitamente decorrentes, salvo quando esta mesma remeta à lei a sua fixação. 2. Essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1105822 AGR / SP exclusividade constitucional da fonte das competências dos tribunais federais resulta, de logo, de ser a Justiça da União especial em relação às dos Estados, detentores de toda a jurisdição residual. 3. Acresce que a competência originária dos Tribunais é, por definição, derrogação da competência ordinária dos juízos de primeiro grau, do que decorre que, demarcada a última pela Constituição, só a própria Constituição a pode excetuar. 4. Como mera explicitação de competências originárias implícitas na Lei Fundamental, à disposição legal em causa seriam oponíveis as razões já aventadas contra a pretensão de imposição por lei ordinária de uma dada interpretação constitucional. 5. De outro lado, pretende a lei questionada equiparar a ação de improbidade administrativa, de natureza civil (CF, art. 37, § 4º), à ação penal contra os mais altos dignitários da República, para o fim de estabelecer competência originária do Supremo Tribunal, em relação à qual a jurisprudência do Tribunal sempre estabeleceu nítida distinção entre as duas espécies . 6. Quanto aos Tribunais locais, a Constituição Federal -salvo as hipóteses dos seus arts. 29, X e 96, III -, reservou explicitamente às Constituições dos Estados-membros a definição da competência dos seus tribunais, o que afasta a possibilidade de ser ela alterada por lei federal ordinária.” Cito, ainda, o julgamento da Pet 3.240-AgR, redator para o acórdão Min. Roberto Barroso, Plenário, DJe de 22/8/2018, de cuja ementa transcrevo o trecho a seguir: “Direito Constitucional. Agravo Regimental em Petição. Sujeição dos Agentes Políticos a Duplo Regime Sancionatório em Matéria de Improbidade. Impossibilidade de Extensão do Foro por Prerrogativa de Função à Ação de Improbidade Administrativa.1. Os agentes políticos, com exceção do Presidente da República, encontram- se sujeitos a um duplo regime sancionatório, de modo que se submetem tanto à responsabilização civil pelos atos de improbidade administrativa, quanto à responsabilização político-administrativa por crimes de responsabilidade. Não há qualquer impedimento à concorrência de esferas de responsabilização distintas, de modo que carece de fundamento constitucional a tentativa de imunizar os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal RE 1105822 AGR / SP exclusividade constitucional da fonte das competências dos tribunais federais resulta, de logo, de ser a Justiça da União especial em relação às dos Estados, detentores de toda a jurisdição residual. 3. Acresce que a competência originária dos Tribunais é, por definição, derrogação da competência ordinária dos juízos de primeiro grau, do que decorre que, demarcada a última pela Constituição, só a própria Constituição a pode excetuar. 4. Como mera explicitação de competências originárias implícitas na Lei Fundamental, à disposição legal em causa seriam oponíveis as razões já aventadas contra a pretensão de imposição por lei ordinária de uma dada interpretação constitucional. 5. De outro lado, pretende a lei questionada equiparar a ação de improbidade administrativa, de natureza civil (CF, art. 37, § 4º), à ação penal contra os mais altos dignitários da República, para o fim de estabelecer competência originária do Supremo Tribunal, em relação à qual a jurisprudência do Tribunal sempre estabeleceu nítida distinção entre as duas espécies . 6. Quanto aos Tribunais locais, a Constituição Federal -salvo as hipóteses dos seus arts. 29, X e 96, III -, reservou explicitamente às Constituições dos Estados-membros a definição da competência dos seus tribunais, o que afasta a possibilidade de ser ela alterada por lei federal ordinária.” Cito, ainda, o julgamento da Pet 3.240-AgR, redator para o acórdão Min. Roberto Barroso, Plenário, DJe de 22/8/2018, de cuja ementa transcrevo o trecho a seguir: “Direito Constitucional. Agravo Regimental em Petição. Sujeição dos Agentes Políticos a Duplo Regime Sancionatório em Matéria de Improbidade. Impossibilidade de Extensão do Foro por Prerrogativa de Função à Ação de Improbidade Administrativa.1. Os agentes políticos, com exceção do Presidente da República, encontram- se sujeitos a um duplo regime sancionatório, de modo que se submetem tanto à responsabilização civil pelos atos de improbidade administrativa, quanto à responsabilização político-administrativa por crimes de responsabilidade. Não há qualquer impedimento à concorrência de esferas de responsabilização distintas, de modo que carece de fundamento constitucional a tentativa de imunizar os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1105822 AGR / SP agentes políticos das sanções da ação de improbidade administrativa, a pretexto de que estas seriam absorvidas pelo crime de responsabilidade. A única exceção ao duplo regime sancionatório em matéria de improbidade se refere aos atos praticados pelo Presidente da República, conforme previsão do art. 85, V, da Constituição.2. O foro especial por prerrogativa de função previsto na Constituição Federal em relação às infrações penais comuns não é extensível às ações de improbidade administrativa, de natureza civil. Em primeiro lugar, o foro privilegiado é destinado a abarcar apenas as infrações penais. A suposta gravidade das sanções previstas no art. 37, § 4º, da Constituição, não reveste a ação de improbidade administrativa de natureza penal. Em segundo lugar, o foro privilegiado submete-se a regime de direito estrito, já que representa exceção aos princípios estruturantes da igualdade e da república. Não comporta, portanto, ampliação a hipóteses não expressamente previstas no texto constitucional. E isso especialmente porque, na hipótese, não há lacuna constitucional, mas legítima opção do poder constituinte originário em não instituir foro privilegiado para o processo e julgamento de agentes políticos pela prática de atos de improbidade na esfera civil. Por fim, a fixação de competência para julgar a ação de improbidade no 1o grau de jurisdição, além de constituir fórmula mais republicana, é atenta às capacidades institucionais dos diferentes graus de jurisdição para a realização da instrução processual, de modo a promover maior eficiência no combate à corrupção e na proteção à moralidade administrativa.3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Seguindo essa orientação, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE PRERROGATIVA DE FORO EM AÇÕES DE IMPROBIDADE. COMPETÊNCIA DO PRIMEIRO GRAU. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 2.797/DF NÃO CONFIGURADA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal RE 1105822 AGR / SP agentes políticos das sanções da ação de improbidade administrativa, a pretexto de que estas seriam absorvidas pelo crime de responsabilidade. A única exceção ao duplo regime sancionatório em matéria de improbidade se refere aos atos praticados pelo Presidente da República, conforme previsão do art. 85, V, da Constituição.2. O foro especial por prerrogativa de função previsto na Constituição Federal em relação às infrações penais comuns não é extensível às ações de improbidade administrativa, de natureza civil. Em primeiro lugar, o foro privilegiado é destinado a abarcar apenas as infrações penais. A suposta gravidade das sanções previstas no art. 37, § 4º, da Constituição, não reveste a ação de improbidade administrativa de natureza penal. Em segundo lugar, o foro privilegiado submete-se a regime de direito estrito, já que representa exceção aos princípios estruturantes da igualdade e da república. Não comporta, portanto, ampliação a hipóteses não expressamente previstas no texto constitucional. E isso especialmente porque, na hipótese, não há lacuna constitucional, mas legítima opção do poder constituinte originário em não instituir foro privilegiado para o processo e julgamento de agentes políticos pela prática de atos de improbidade na esfera civil. Por fim, a fixação de competência para julgar a ação de improbidade no 1o grau de jurisdição, além de constituir fórmula mais republicana, é atenta às capacidades institucionais dos diferentes graus de jurisdição para a realização da instrução processual, de modo a promover maior eficiência no combate à corrupção e na proteção à moralidade administrativa.3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Seguindo essa orientação, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE PRERROGATIVA DE FORO EM AÇÕES DE IMPROBIDADE. COMPETÊNCIA DO PRIMEIRO GRAU. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 2.797/DF NÃO CONFIGURADA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1105822 AGR / SP Sedimentou-se, nesta Corte Suprema, o entendimento de que competente o primeiro grau de jurisdição para julgamento das ações de improbidade administrativa contra agentes políticos, ocupantes de cargos públicos ou detentores de mandato eletivo, independentemente de estarem, ou não, em atividade. Precedentes.Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 3.004-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 14/4/2016) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Improbidade administrativa. Prerrogativa de foro. Deputado estadual. Inexistência. Precedentes.1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte.2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes).3. Inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa.4. Agravo regimental não provido.” (AI 786.438-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/11/2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE IMPROBIDADE. 1. A Lei n. 8.429/1992 não contraria o art. 65, parágrafo único, da Constituição da República. Precedente do Plenário. 2. Ausência de prequestionamento do art. 129, inc. IX, da Constituição. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Necessidade de reexame de fatos e provas e análise de dispositivos infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Inexistência de prerrogativa de foro em ação de improbidade. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 540.712-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal RE 1105822 AGR / SP Sedimentou-se, nesta Corte Suprema, o entendimento de que competente o primeiro grau de jurisdição para julgamento das ações de improbidade administrativa contra agentes políticos, ocupantes de cargos públicos ou detentores de mandato eletivo, independentemente de estarem, ou não, em atividade. Precedentes.Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 3.004-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 14/4/2016) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Improbidade administrativa. Prerrogativa de foro. Deputado estadual. Inexistência. Precedentes.1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte.2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes).3. Inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa.4. Agravo regimental não provido.” (AI 786.438-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/11/2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE IMPROBIDADE. 1. A Lei n. 8.429/1992 não contraria o art. 65, parágrafo único, da Constituição da República. Precedente do Plenário. 2. Ausência de prequestionamento do art. 129, inc. IX, da Constituição. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Necessidade de reexame de fatos e provas e análise de dispositivos infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Inexistência de prerrogativa de foro em ação de improbidade. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 540.712-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1105822 AGR / SP apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal RE 1105822 AGR / SP apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) : IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS (25399/DF, 173163/SP) ADV.(A/S) : DEBORA CUNHA RODRIGUES (316117/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D366-80DE-9B2B-F7BC e senha CAD4-BC53-5679-6256 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) : IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS (25399/DF, 173163/SP) ADV.(A/S) : DEBORA CUNHA RODRIGUES (316117/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D366-80DE-9B2B-F7BC e senha CAD4-BC53-5679-6256 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371358
2019-02-22T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DE FORO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur399859
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO, IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, NATUREZA CÍVEL) ADI 2797 (TP), Pet 3240 AgR (TP), Rcl 3004 AgR (1ªT), RE 540712 AgR-AgR (2ªT), AI 786438 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 04/04/2019, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1105822
[ "LEG-FED LEI-010628 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00084 PAR-00001 PAR-00002\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1105822 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) : IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS ADV.(A/S) : DEBORA CUNHA RODRIGUES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) :IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS ADV.(A/S) :DEBORA CUNHA RODRIGUES EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DE FORO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF35-B550-29E3-A82D e senha 829D-B060-3A62-B038 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) :IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS ADV.(A/S) :DEBORA CUNHA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, publicada em 2/3/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DE FORO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A solução adequada à peculiar natureza jurídica da Magistratura e do Ministério Público não esbarra na consolidada jurisprudência, reafirmada no julgamento do Ag.Reg na Reclamação n 2186/DF, que repudia o foro privilegiado para as ações de improbidade. Basta que se apliquem as normas especiais acima invocadas, que distinguem os membros do Ministério Público e da Magistratura dos demais agentes públicos no tocante à regra de competência para o julgamento de qualquer ação – mesmo que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) :IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS ADV.(A/S) :DEBORA CUNHA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, publicada em 2/3/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DE FORO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A solução adequada à peculiar natureza jurídica da Magistratura e do Ministério Público não esbarra na consolidada jurisprudência, reafirmada no julgamento do Ag.Reg na Reclamação n 2186/DF, que repudia o foro privilegiado para as ações de improbidade. Basta que se apliquem as normas especiais acima invocadas, que distinguem os membros do Ministério Público e da Magistratura dos demais agentes públicos no tocante à regra de competência para o julgamento de qualquer ação – mesmo que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP fundada na Lei n 8.429/92 – que possa acarretar-lhes a perda do cargo vitalício. A fixação do entendimento defendido por meio deste recurso extraordinário, longe de representar alguma espécie de privilégio, apenas confere a máxima eficácia à vitaliciedade, um dos pilares do Estado Democrático de Direito, garantia inarredável conferida ao Ministério Público para o exercício fiel e independente de parcela da soberania do Estado e das demais funções públicas que lhe foram cometidas pela Constituição Federal. Portanto, em vista dos fundamentos acima expostos, requer-se o acolhimento do Agravo Interno, a fim de que, consideradas as peculiaridades do caso, distinta daquelas dos precedentes, eis que não se discute extensão do foro por prerrogativa penal, o julgamento do Recurso Extraordinário seja efetivado sob a ótica da garantia da vitaliciedade e da previsão de normas expressas e válidas a garantirem a competência dos Tribunais, para julgamento de magistrados e promotores de justiça, nas hipóteses de perda de cargo." (Doc. 53, fls. 14-15) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP fundada na Lei n 8.429/92 – que possa acarretar-lhes a perda do cargo vitalício. A fixação do entendimento defendido por meio deste recurso extraordinário, longe de representar alguma espécie de privilégio, apenas confere a máxima eficácia à vitaliciedade, um dos pilares do Estado Democrático de Direito, garantia inarredável conferida ao Ministério Público para o exercício fiel e independente de parcela da soberania do Estado e das demais funções públicas que lhe foram cometidas pela Constituição Federal. Portanto, em vista dos fundamentos acima expostos, requer-se o acolhimento do Agravo Interno, a fim de que, consideradas as peculiaridades do caso, distinta daquelas dos precedentes, eis que não se discute extensão do foro por prerrogativa penal, o julgamento do Recurso Extraordinário seja efetivado sob a ótica da garantia da vitaliciedade e da previsão de normas expressas e válidas a garantirem a competência dos Tribunais, para julgamento de magistrados e promotores de justiça, nas hipóteses de perda de cargo." (Doc. 53, fls. 14-15) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B41-F353-66AC-9C47 e senha A9C0-8EA0-46C8-BDA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Corte que, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.797, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 19/12/2006, declarou inconstitucionais os parágrafos 1... e 2... do artigo 84 do Código de Processo Penal, na redação que lhes conferiu a Lei 10.628/2002, concluindo pela natureza cível da ação de improbidade administrativa. Naquela oportunidade, fixou-se o entendimento de que inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa. Na parte que aqui interessa, trago à colação a ementa do referido julgado: “(...) IV. Ação de improbidade administrativa: extensão da competência especial por prerrogativa de função estabelecida para o processo penal condenatório contra o mesmo dignitário (§ 2... do art. 84 do C. Pr. Penal introduzido pela L. 10.628/2002): declaração, por lei, de competência originária não prevista na Constituição: inconstitucionalidade. 1. No plano federal, as hipóteses de competência cível ou criminal dos tribunais da União são as previstas na Constituição da República ou dela implicitamente decorrentes, salvo quando esta mesma remeta à lei a sua fixação. 2. Essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Corte que, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.797, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 19/12/2006, declarou inconstitucionais os parágrafos 1... e 2... do artigo 84 do Código de Processo Penal, na redação que lhes conferiu a Lei 10.628/2002, concluindo pela natureza cível da ação de improbidade administrativa. Naquela oportunidade, fixou-se o entendimento de que inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa. Na parte que aqui interessa, trago à colação a ementa do referido julgado: “(...) IV. Ação de improbidade administrativa: extensão da competência especial por prerrogativa de função estabelecida para o processo penal condenatório contra o mesmo dignitário (§ 2... do art. 84 do C. Pr. Penal introduzido pela L. 10.628/2002): declaração, por lei, de competência originária não prevista na Constituição: inconstitucionalidade. 1. No plano federal, as hipóteses de competência cível ou criminal dos tribunais da União são as previstas na Constituição da República ou dela implicitamente decorrentes, salvo quando esta mesma remeta à lei a sua fixação. 2. Essa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP exclusividade constitucional da fonte das competências dos tribunais federais resulta, de logo, de ser a Justiça da União especial em relação às dos Estados, detentores de toda a jurisdição residual. 3. Acresce que a competência originária dos Tribunais é, por definição, derrogação da competência ordinária dos juízos de primeiro grau, do que decorre que, demarcada a última pela Constituição, só a própria Constituição a pode excetuar. 4. Como mera explicitação de competências originárias implícitas na Lei Fundamental, à disposição legal em causa seriam oponíveis as razões já aventadas contra a pretensão de imposição por lei ordinária de uma dada interpretação constitucional. 5. De outro lado, pretende a lei questionada equiparar a ação de improbidade administrativa, de natureza civil (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 4...), à ação penal contra os mais altos dignitários da República, para o fim de estabelecer competência originária do Supremo Tribunal, em relação à qual a jurisprudência do Tribunal sempre estabeleceu nítida distinção entre as duas espécies . 6. Quanto aos Tribunais locais, a Constituição Federal -salvo as hipóteses dos seus arts. 29, X e 96, III -, reservou explicitamente às Constituições dos Estados-membros a definição da competência dos seus tribunais, o que afasta a possibilidade de ser ela alterada por lei federal ordinária.” Cito, ainda, o julgamento da Pet 3.240-AgR, redator para o acórdão Min. Roberto Barroso, Plenário, DJe de 22/8/2018, de cuja ementa transcrevo o trecho a seguir: “Direito Constitucional. Agravo Regimental em Petição. Sujeição dos Agentes Políticos a Duplo Regime Sancionatório em Matéria de Improbidade. Impossibilidade de Extensão do Foro por Prerrogativa de Função à Ação de Improbidade Administrativa.1. Os agentes políticos, com exceção do Presidente da República, encontram- se sujeitos a um duplo regime sancionatório, de modo que se submetem tanto à responsabilização civil pelos atos de improbidade administrativa, quanto à responsabilização político-administrativa por crimes de responsabilidade. Não há qualquer impedimento à concorrência de esferas de responsabilização distintas, de modo que carece de fundamento constitucional a tentativa de imunizar os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP exclusividade constitucional da fonte das competências dos tribunais federais resulta, de logo, de ser a Justiça da União especial em relação às dos Estados, detentores de toda a jurisdição residual. 3. Acresce que a competência originária dos Tribunais é, por definição, derrogação da competência ordinária dos juízos de primeiro grau, do que decorre que, demarcada a última pela Constituição, só a própria Constituição a pode excetuar. 4. Como mera explicitação de competências originárias implícitas na Lei Fundamental, à disposição legal em causa seriam oponíveis as razões já aventadas contra a pretensão de imposição por lei ordinária de uma dada interpretação constitucional. 5. De outro lado, pretende a lei questionada equiparar a ação de improbidade administrativa, de natureza civil (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 4...), à ação penal contra os mais altos dignitários da República, para o fim de estabelecer competência originária do Supremo Tribunal, em relação à qual a jurisprudência do Tribunal sempre estabeleceu nítida distinção entre as duas espécies . 6. Quanto aos Tribunais locais, a Constituição Federal -salvo as hipóteses dos seus arts. 29, X e 96, III -, reservou explicitamente às Constituições dos Estados-membros a definição da competência dos seus tribunais, o que afasta a possibilidade de ser ela alterada por lei federal ordinária.” Cito, ainda, o julgamento da Pet 3.240-AgR, redator para o acórdão Min. Roberto Barroso, Plenário, DJe de 22/8/2018, de cuja ementa transcrevo o trecho a seguir: “Direito Constitucional. Agravo Regimental em Petição. Sujeição dos Agentes Políticos a Duplo Regime Sancionatório em Matéria de Improbidade. Impossibilidade de Extensão do Foro por Prerrogativa de Função à Ação de Improbidade Administrativa.1. Os agentes políticos, com exceção do Presidente da República, encontram- se sujeitos a um duplo regime sancionatório, de modo que se submetem tanto à responsabilização civil pelos atos de improbidade administrativa, quanto à responsabilização político-administrativa por crimes de responsabilidade. Não há qualquer impedimento à concorrência de esferas de responsabilização distintas, de modo que carece de fundamento constitucional a tentativa de imunizar os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP agentes políticos das sanções da ação de improbidade administrativa, a pretexto de que estas seriam absorvidas pelo crime de responsabilidade. A única exceção ao duplo regime sancionatório em matéria de improbidade se refere aos atos praticados pelo Presidente da República, conforme previsão do art. 85, V, da Constituição.2. O foro especial por prerrogativa de função previsto na Constituição Federal em relação às infrações penais comuns não é extensível às ações de improbidade administrativa, de natureza civil. Em primeiro lugar, o foro privilegiado é destinado a abarcar apenas as infrações penais. A suposta gravidade das sanções previstas no art. 37, § 4..., da Constituição, não reveste a ação de improbidade administrativa de natureza penal. Em segundo lugar, o foro privilegiado submete-se a regime de direito estrito, já que representa exceção aos princípios estruturantes da igualdade e da república. Não comporta, portanto, ampliação a hipóteses não expressamente previstas no texto constitucional. E isso especialmente porque, na hipótese, não há lacuna constitucional, mas legítima opção do poder constituinte originário em não instituir foro privilegiado para o processo e julgamento de agentes políticos pela prática de atos de improbidade na esfera civil. Por fim, a fixação de competência para julgar a ação de improbidade no 1o grau de jurisdição, além de constituir fórmula mais republicana, é atenta às capacidades institucionais dos diferentes graus de jurisdição para a realização da instrução processual, de modo a promover maior eficiência no combate à corrupção e na proteção à moralidade administrativa.3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Seguindo essa orientação, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE PRERROGATIVA DE FORO EM AÇÕES DE IMPROBIDADE. COMPETÊNCIA DO PRIMEIRO GRAU. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 2.797/DF NÃO CONFIGURADA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP agentes políticos das sanções da ação de improbidade administrativa, a pretexto de que estas seriam absorvidas pelo crime de responsabilidade. A única exceção ao duplo regime sancionatório em matéria de improbidade se refere aos atos praticados pelo Presidente da República, conforme previsão do art. 85, V, da Constituição.2. O foro especial por prerrogativa de função previsto na Constituição Federal em relação às infrações penais comuns não é extensível às ações de improbidade administrativa, de natureza civil. Em primeiro lugar, o foro privilegiado é destinado a abarcar apenas as infrações penais. A suposta gravidade das sanções previstas no art. 37, § 4..., da Constituição, não reveste a ação de improbidade administrativa de natureza penal. Em segundo lugar, o foro privilegiado submete-se a regime de direito estrito, já que representa exceção aos princípios estruturantes da igualdade e da república. Não comporta, portanto, ampliação a hipóteses não expressamente previstas no texto constitucional. E isso especialmente porque, na hipótese, não há lacuna constitucional, mas legítima opção do poder constituinte originário em não instituir foro privilegiado para o processo e julgamento de agentes políticos pela prática de atos de improbidade na esfera civil. Por fim, a fixação de competência para julgar a ação de improbidade no 1o grau de jurisdição, além de constituir fórmula mais republicana, é atenta às capacidades institucionais dos diferentes graus de jurisdição para a realização da instrução processual, de modo a promover maior eficiência no combate à corrupção e na proteção à moralidade administrativa.3. Agravo regimental a que se nega provimento.” Seguindo essa orientação, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE PRERROGATIVA DE FORO EM AÇÕES DE IMPROBIDADE. COMPETÊNCIA DO PRIMEIRO GRAU. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 2.797/DF NÃO CONFIGURADA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP Sedimentou-se, nesta Corte Suprema, o entendimento de que competente o primeiro grau de jurisdição para julgamento das ações de improbidade administrativa contra agentes políticos, ocupantes de cargos públicos ou detentores de mandato eletivo, independentemente de estarem, ou não, em atividade. Precedentes.Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 3.004-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 14/4/2016) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Improbidade administrativa. Prerrogativa de foro. Deputado estadual. Inexistência. Precedentes.1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte.2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes).3. Inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa.4. Agravo regimental não provido.” (AI 786.438-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/11/2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE IMPROBIDADE. 1. A Lei n. 8.429/1992 não contraria o art. 65, parágrafo único, da Constituição da República. Precedente do Plenário. 2. Ausência de prequestionamento do art. 129, inc. IX, da Constituição. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Necessidade de reexame de fatos e provas e análise de dispositivos infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Inexistência de prerrogativa de foro em ação de improbidade. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 540.712-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP Sedimentou-se, nesta Corte Suprema, o entendimento de que competente o primeiro grau de jurisdição para julgamento das ações de improbidade administrativa contra agentes políticos, ocupantes de cargos públicos ou detentores de mandato eletivo, independentemente de estarem, ou não, em atividade. Precedentes.Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 3.004-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 14/4/2016) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Improbidade administrativa. Prerrogativa de foro. Deputado estadual. Inexistência. Precedentes.1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte.2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes).3. Inexiste foro por prerrogativa de função nas ações de improbidade administrativa.4. Agravo regimental não provido.” (AI 786.438-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 4/11/2014) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE IMPROBIDADE. 1. A Lei n. 8.429/1992 não contraria o art. 65, parágrafo único, da Constituição da República. Precedente do Plenário. 2. Ausência de prequestionamento do art. 129, inc. IX, da Constituição. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Necessidade de reexame de fatos e provas e análise de dispositivos infraconstitucionais. Ofensa constitucional indireta. 3. Inexistência de prerrogativa de foro em ação de improbidade. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 540.712-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1CE-7388-1180-0306 e senha A967-7F36-5DB5-17E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) : IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS (25399/DF, 173163/SP) ADV.(A/S) : DEBORA CUNHA RODRIGUES (316117/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D366-80DE-9B2B-F7BC e senha CAD4-BC53-5679-6256 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.822 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO ADV.(A/S) : IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS (25399/DF, 173163/SP) ADV.(A/S) : DEBORA CUNHA RODRIGUES (316117/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D366-80DE-9B2B-F7BC e senha CAD4-BC53-5679-6256 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 822", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 822", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 822", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 822", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 2 . 797", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 822", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 2 . 797", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "Pet 3 . 240 - AgR", "Pet 3 . 240 - AgR", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "ADI 2 . 797 / DF", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "ADI 2 . 797 / DF", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "Rcl 3 . 004 -", "Súmulas ns 282", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "AI 786 . 438 - AgR", "Súmulas n . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 540 . 712 - AgR", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "Rcl 3 . 004 - AgR", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "AI 786 . 438 - AgR", "Súmulas n . 282", "Recurso Extraordinário 540 . 712 - AgR", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1105822 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 822", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 ." ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 429 / 92", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 429 / 92", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 84 do Código de Processo Penal", "Lei 10 . 628 / 2002", "L", ". 10 . 628 / 2002", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 84 do Código de Processo Penal", "Lei 10 . 628 / 2002", "L", ". 10 . 628 / 2002", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , § 4 . . .", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Lei Fundamental", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , § 4 . . .", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , V , da Constituição", "Constituição Federal", "art . 37 , § 4 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , V , da Constituição", "Constituição Federal", "art . 37 , § 4 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 65 , parágrafo único , da Constituição da República", "art . 129 , inc . IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 1992", "art . 65 , parágrafo único , da Constituição da República", "art . 129 , inc . IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPREMA CORTE", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "União", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO", "IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS", "DEBORA CUNHA RODRIGUES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO", "IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS", "DEBORA CUNHA RODRIGUES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO", "IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS", "DEBORA CUNHA RODRIGUES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO", "IGOR SANT", "ANNA TAMASAUSKAS", "DEBORA CUNHA RODRIGUES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO", "IGOR SANT ANNA TAMASAUSKAS", "DEBORA CUNHA RODRIGUES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "2", "/", "3", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "2", "/", "3", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "19", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "19", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "4", "/", "2016", "4", "/", "11", "/", "2014", "13", "/", "12", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "4", "/", "2016", "4", "/", "11", "/", "2014", "13", "/", "12", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) :KATIA MARIA LOBO NUNES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. INSUFICIÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ADD-553E-25C3-42EB e senha 0889-4B63-88EC-5125 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) :KATIA MARIA LOBO NUNES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eridan Gomes da Silva pela insuficiência da fundamentação da preliminar de repercussão geral e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “sustentou, com argumentos objetivos – isto é, calcados no Direito Positivado, objetivo, e no Sistema jurídico e judicial – que a declaração de inconstitucionalidade (revogação ou não recepção) da vedação de o assistente de acusação, encartada CPPM, na via do presente Extraordinário, significa modificar todo o sistema recursal do CPPM não só para o Agravante, mas para todas as vítimas e familiares de vítimas que atuem como assistente de acusação no Processo Penal Militar” (sic, fl. 11, doc. 9). Sustenta que “a decisão agravada merece reforma, vez que o Extraordinário trata do devido processo legal substancial, que é objeto admitido à espécie e não teve repercussão geral negativa pelos precedentes citados na decisão agravada” (sic, fl. 13, doc. 9). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) :KATIA MARIA LOBO NUNES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eridan Gomes da Silva pela insuficiência da fundamentação da preliminar de repercussão geral e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “sustentou, com argumentos objetivos – isto é, calcados no Direito Positivado, objetivo, e no Sistema jurídico e judicial – que a declaração de inconstitucionalidade (revogação ou não recepção) da vedação de o assistente de acusação, encartada CPPM, na via do presente Extraordinário, significa modificar todo o sistema recursal do CPPM não só para o Agravante, mas para todas as vítimas e familiares de vítimas que atuem como assistente de acusação no Processo Penal Militar” (sic, fl. 11, doc. 9). Sustenta que “a decisão agravada merece reforma, vez que o Extraordinário trata do devido processo legal substancial, que é objeto admitido à espécie e não teve repercussão geral negativa pelos precedentes citados na decisão agravada” (sic, fl. 13, doc. 9). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 1161942 AGR / RN É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O acórdão recorrido foi publicado em 18.7.2011, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no recurso extraordinário. 3. Dispõe-se no § 3º do art. 102 da Constituição da República: “Art. 102. (...) § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros”. No dispositivo constitucional está explícito que “o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”, ônus a ser cumprido pelo recorrente como condição para que o Supremo Tribunal Federal “examine a admissão do recurso”. Na legislação processual, dispõe-se que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos do processo” (§ 1º do art. 1.035 do Código de Processo Civil e parágrafo único do art. 322 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O acórdão recorrido foi publicado em 18.7.2011, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no recurso extraordinário. 3. Dispõe-se no § 3º do art. 102 da Constituição da República: “Art. 102. (...) § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros”. No dispositivo constitucional está explícito que “o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”, ônus a ser cumprido pelo recorrente como condição para que o Supremo Tribunal Federal “examine a admissão do recurso”. Na legislação processual, dispõe-se que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos do processo” (§ 1º do art. 1.035 do Código de Processo Civil e parágrafo único do art. 322 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN Para o atendimento da repercussão geral, o recorrente deverá demonstrar a existência de dois requisitos: relevância (econômica, política, social ou jurídica) e transcendência (questões que ultrapassem os interesses subjetivos da causa). 4. O requisito da transcendência não foi demonstrado pelo agravante. Embora seja possível presumir a existência de transcendência da questão constitucional em determinadas circunstâncias, não é essa a norma. O recurso deve conter elementos que demonstrem objetivamente a existência de controvérsias atuais de elevada monta alcançáveis por eventual decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional. Apesar de ter mencionado a repercussão geral na espécie vertente, o agravante não desenvolveu argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Insuficiente, na espécie, alegar que, “a respeito, ainda, da admissibilidade do Extraordinário, cumpre ao recorrente configurar a existência de repercussão geral. Nesses termos, sobre a pretendida não recepção ou revogação dos artigos 65, § 1, 530 e 703 do CPPM (inconstitucionalidade imprópria), em face dos artigos constitucionais antes mencionados, tem-se que, objetivamente, transcende os interesses das partes envolvidas no conflito intersubjetivo do presente caso, numa perspectiva social, político-institucional, jurídica e jurisdicional. Com efeito, a declaração de não recepção ou revogação pretendida extravasará as raias do processo, visto que alcançará todos os demais Processo Penais Militares. Representará nova disciplina jurídica quanto ao Direito de Recorrer do Assistente de Acusação, no âmbito do Processo Penal Militar. Do ponto de vista político-institucional, fará com que a Administração do Judiciário pelos demais órgãos estaduais e da própria Justiça castrense adotem o novo paradigma, permitindo-se nova conformação do devido processo legal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN Para o atendimento da repercussão geral, o recorrente deverá demonstrar a existência de dois requisitos: relevância (econômica, política, social ou jurídica) e transcendência (questões que ultrapassem os interesses subjetivos da causa). 4. O requisito da transcendência não foi demonstrado pelo agravante. Embora seja possível presumir a existência de transcendência da questão constitucional em determinadas circunstâncias, não é essa a norma. O recurso deve conter elementos que demonstrem objetivamente a existência de controvérsias atuais de elevada monta alcançáveis por eventual decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional. Apesar de ter mencionado a repercussão geral na espécie vertente, o agravante não desenvolveu argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Insuficiente, na espécie, alegar que, “a respeito, ainda, da admissibilidade do Extraordinário, cumpre ao recorrente configurar a existência de repercussão geral. Nesses termos, sobre a pretendida não recepção ou revogação dos artigos 65, § 1, 530 e 703 do CPPM (inconstitucionalidade imprópria), em face dos artigos constitucionais antes mencionados, tem-se que, objetivamente, transcende os interesses das partes envolvidas no conflito intersubjetivo do presente caso, numa perspectiva social, político-institucional, jurídica e jurisdicional. Com efeito, a declaração de não recepção ou revogação pretendida extravasará as raias do processo, visto que alcançará todos os demais Processo Penais Militares. Representará nova disciplina jurídica quanto ao Direito de Recorrer do Assistente de Acusação, no âmbito do Processo Penal Militar. Do ponto de vista político-institucional, fará com que a Administração do Judiciário pelos demais órgãos estaduais e da própria Justiça castrense adotem o novo paradigma, permitindo-se nova conformação do devido processo legal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN como parâmetro para as decisões sobre os recursos aviados pelos Assistentes de Acusação no Processo Penal Militar. Ou seja, a declaração de revogação pretendida significará uma mensagem concreta para as Instituições envolvidas sobre a força normativa da Constituição. Vale dizer, tratar-se-á da concretização constitucional, a fim de restabelecer a ordem e as regras que foram violadas pelas formas às avessas das decisões impugnadas. A decisão dessa Colenda Corte Suprema para decretar a não recepção dos artigos 65, § 1º, 530 e 703 do CPPM também criará um equilíbrio do sistema normativo, restabelecendo-se os limites constitucionais e legais da regulamentação do Direito de Recorrer e das funções processuais do Assistente de Acusação. Ou seja, gerará efeitos no aspecto funcional e hierárquico de todo o Judiciário. Dessa forma, impedirá que subsistam decisões discrepantes do novo paradigma constitucional de 1988 acerca da matéria. Vale dizer, em relação ao aspecto jurídico e jurisdicional, tem- se que a decisão a ser proferida servirá de norte para as próximas discussões a respeito da matéria. Por conseguinte, de acordo com a dicção do artigo 543-A, § 10, do CPC, encontram-se configuradas questões relevantes do ponto de vista social, político (em nível institucional) e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa” (sic, fls. 7-8, doc. 3). Não basta afirmar ter o tema repercussão geral, sendo ônus do agravante demonstrar ter-se, na espécie, relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência da argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso extraordinário. Essa exigência não é exclusiva da repercussão geral ou do sistema brasileiro. Institutos similares no direito comparado, como a petition for certiorari na Suprema Corte dos Estados Unidos, também exigem a demonstração de que a solução da causa ultrapassa os interesses subjetivos das partes: “Independentemente de o conflito estar delineado na petição, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN como parâmetro para as decisões sobre os recursos aviados pelos Assistentes de Acusação no Processo Penal Militar. Ou seja, a declaração de revogação pretendida significará uma mensagem concreta para as Instituições envolvidas sobre a força normativa da Constituição. Vale dizer, tratar-se-á da concretização constitucional, a fim de restabelecer a ordem e as regras que foram violadas pelas formas às avessas das decisões impugnadas. A decisão dessa Colenda Corte Suprema para decretar a não recepção dos artigos 65, § 1º, 530 e 703 do CPPM também criará um equilíbrio do sistema normativo, restabelecendo-se os limites constitucionais e legais da regulamentação do Direito de Recorrer e das funções processuais do Assistente de Acusação. Ou seja, gerará efeitos no aspecto funcional e hierárquico de todo o Judiciário. Dessa forma, impedirá que subsistam decisões discrepantes do novo paradigma constitucional de 1988 acerca da matéria. Vale dizer, em relação ao aspecto jurídico e jurisdicional, tem- se que a decisão a ser proferida servirá de norte para as próximas discussões a respeito da matéria. Por conseguinte, de acordo com a dicção do artigo 543-A, § 10, do CPC, encontram-se configuradas questões relevantes do ponto de vista social, político (em nível institucional) e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa” (sic, fls. 7-8, doc. 3). Não basta afirmar ter o tema repercussão geral, sendo ônus do agravante demonstrar ter-se, na espécie, relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência da argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso extraordinário. Essa exigência não é exclusiva da repercussão geral ou do sistema brasileiro. Institutos similares no direito comparado, como a petition for certiorari na Suprema Corte dos Estados Unidos, também exigem a demonstração de que a solução da causa ultrapassa os interesses subjetivos das partes: “Independentemente de o conflito estar delineado na petição, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN requerente deve demonstrar todas as razões pelas quais o Tribunal deveria conceder a certiorari. A importância de um caso e, consequentemente, de seu “merecimento a certiorari” depende, acima de tudo, de quantas partes, além das que litigam, serão afetadas pelas questões apresentadas. O requerente deve persuadir o Tribunal de que o seu caso não se volta apenas para fatos delineados ou que as questões afetem apenas às partes do caso. Como afirmado pelo Chief Justice Vinson: Os advogados precisam ser aconselhados, na preparação de petitions for certiorari, a dedicar um pouco menos de tempo discutindo o mérito dos casos e um pouco mais de tempo demonstrando o por quê eles são importantes para que o Tribunal os ouça... O que o Tribunal está interessado é no efeito real, prático, da decisão – suas consequências para outros interessados e em outras situações... Se apenas demonstrar que a decisão recorrida pode estar errada, não cumpriu a sua finalidade” (Matthew B. Crum, 3 Cap. Def. Dig. 12 1990-1991, tradução livre). “Regardless of whether a conflict is defined in a petition, the drafter must prudently marshall and present all of the reasons why the court should grant the petition. Importance of a case and consequently its certworthiness hinges foremost upon how many other parties, aside from the actual litigants, will be affected by the questions presented. The drafter must persuade the Court that his case does not turn merely upon its facts or that the question only affects the individual parties. As stated by Chief Justice Vinson: Lawyers might be well advised, in preparing petitions for certiorari to spend a little less time discussing the merits of their cases and a little more time demonstrating why it is important that the Courts shoud hear them... What the Court is interested in is the actual, practical effect of the disputed decision – its consequences for other litigants and in other situations... If it succeeds in demonstranting [only] that the decision below may be erroneous, it has not fulfilled its purpose”. A referência à repercussão geral, sem demonstração da relevância da questão ou da transcendência dos interesses jurídico-processuais veiculados, não cumpre o requisito constitucionalmente posto. Na espécie 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN requerente deve demonstrar todas as razões pelas quais o Tribunal deveria conceder a certiorari. A importância de um caso e, consequentemente, de seu “merecimento a certiorari” depende, acima de tudo, de quantas partes, além das que litigam, serão afetadas pelas questões apresentadas. O requerente deve persuadir o Tribunal de que o seu caso não se volta apenas para fatos delineados ou que as questões afetem apenas às partes do caso. Como afirmado pelo Chief Justice Vinson: Os advogados precisam ser aconselhados, na preparação de petitions for certiorari, a dedicar um pouco menos de tempo discutindo o mérito dos casos e um pouco mais de tempo demonstrando o por quê eles são importantes para que o Tribunal os ouça... O que o Tribunal está interessado é no efeito real, prático, da decisão – suas consequências para outros interessados e em outras situações... Se apenas demonstrar que a decisão recorrida pode estar errada, não cumpriu a sua finalidade” (Matthew B. Crum, 3 Cap. Def. Dig. 12 1990-1991, tradução livre). “Regardless of whether a conflict is defined in a petition, the drafter must prudently marshall and present all of the reasons why the court should grant the petition. Importance of a case and consequently its certworthiness hinges foremost upon how many other parties, aside from the actual litigants, will be affected by the questions presented. The drafter must persuade the Court that his case does not turn merely upon its facts or that the question only affects the individual parties. As stated by Chief Justice Vinson: Lawyers might be well advised, in preparing petitions for certiorari to spend a little less time discussing the merits of their cases and a little more time demonstrating why it is important that the Courts shoud hear them... What the Court is interested in is the actual, practical effect of the disputed decision – its consequences for other litigants and in other situations... If it succeeds in demonstranting [only] that the decision below may be erroneous, it has not fulfilled its purpose”. A referência à repercussão geral, sem demonstração da relevância da questão ou da transcendência dos interesses jurídico-processuais veiculados, não cumpre o requisito constitucionalmente posto. Na espécie 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN não foi atendido o § 3º do art. 102 da Constituição da República, pela ausência de demonstração de relevância e transcendência da causa, a tornar insuficiente a articulação do tema na petição, revelando-se a inadmissibilidade do recurso. Assim, por exemplo: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 663.637-AgR-QO, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe 6.5.2013). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Deficiência na fundamentação da preliminar formal de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN não foi atendido o § 3º do art. 102 da Constituição da República, pela ausência de demonstração de relevância e transcendência da causa, a tornar insuficiente a articulação do tema na petição, revelando-se a inadmissibilidade do recurso. Assim, por exemplo: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 663.637-AgR-QO, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe 6.5.2013). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Deficiência na fundamentação da preliminar formal de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 976.919-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É ônus da parte recorrente apresentar a preliminar, formal e fundamentada, de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica, para que seja atendido o requisito previsto no art. 102, § 3°, da CF e no art. 543-A, § 2°, do CPC/1973, requisito não observado pela recorrente. II - Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, deixo de majorar os honorários recursais, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º do CPC” (ARE n. 924.553-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 7.12.2016). 5. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 976.919-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É ônus da parte recorrente apresentar a preliminar, formal e fundamentada, de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica, para que seja atendido o requisito previsto no art. 102, § 3°, da CF e no art. 543-A, § 2°, do CPC/1973, requisito não observado pela recorrente. II - Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, deixo de majorar os honorários recursais, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º do CPC” (ARE n. 924.553-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 7.12.2016). 5. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 6. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 6. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA (4005/RN) AGDO.(A/S) : AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) : KATIA MARIA LOBO NUNES (1721/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE84-38F3-E178-3B53 e senha F86B-6F9A-B704-F3E8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA (4005/RN) AGDO.(A/S) : AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) : KATIA MARIA LOBO NUNES (1721/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE84-38F3-E178-3B53 e senha F86B-6F9A-B704-F3E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749320376
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. INSUFICIÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur399282
- Acórdão(s) citado(s): (DEFICIÊNCIA, PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 663637 AgR-QO (TP), ARE 924553 AgR (2ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 11. Análise: 21/03/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1161942
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00322 PAR-ÚNICO ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1161942 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) : AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) : KATIA MARIA LOBO NUNES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) :KATIA MARIA LOBO NUNES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. INSUFICIÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ADD-553E-25C3-42EB e senha 0889-4B63-88EC-5125 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) :KATIA MARIA LOBO NUNES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eridan Gomes da Silva pela insuficiência da fundamentação da preliminar de repercussão geral e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “sustentou, com argumentos objetivos – isto é, calcados no Direito Positivado, objetivo, e no Sistema jurídico e judicial – que a declaração de inconstitucionalidade (revogação ou não recepção) da vedação de o assistente de acusação, encartada CPPM, na via do presente Extraordinário, significa modificar todo o sistema recursal do CPPM não só para o Agravante, mas para todas as vítimas e familiares de vítimas que atuem como assistente de acusação no Processo Penal Militar” (sic, fl. 11, doc. 9). Sustenta que “a decisão agravada merece reforma, vez que o Extraordinário trata do devido processo legal substancial, que é objeto admitido à espécie e não teve repercussão geral negativa pelos precedentes citados na decisão agravada” (sic, fl. 13, doc. 9). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :DANIEL ALVES PESSOA AGDO.(A/S) :AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) :KATIA MARIA LOBO NUNES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.10.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Eridan Gomes da Silva pela insuficiência da fundamentação da preliminar de repercussão geral e pela inexistência de repercussão geral da matéria. 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpôs, em 22.10.2018, agravo regimental. 3. O agravante alega que “sustentou, com argumentos objetivos – isto é, calcados no Direito Positivado, objetivo, e no Sistema jurídico e judicial – que a declaração de inconstitucionalidade (revogação ou não recepção) da vedação de o assistente de acusação, encartada CPPM, na via do presente Extraordinário, significa modificar todo o sistema recursal do CPPM não só para o Agravante, mas para todas as vítimas e familiares de vítimas que atuem como assistente de acusação no Processo Penal Militar” (sic, fl. 11, doc. 9). Sustenta que “a decisão agravada merece reforma, vez que o Extraordinário trata do devido processo legal substancial, que é objeto admitido à espécie e não teve repercussão geral negativa pelos precedentes citados na decisão agravada” (sic, fl. 13, doc. 9). Requer o provimento do presente agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 1161942 AGR / RN É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2026-2A96-335A-1C55 e senha B472-A0B0-06B1-A57D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O acórdão recorrido foi publicado em 18.7.2011, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no recurso extraordinário. 3. Dispõe-se no § 3... do art. 102 da Constituição da República: “Art. 102. (...) § 3... No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros”. No dispositivo constitucional está explícito que “o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”, ônus a ser cumprido pelo recorrente como condição para que o Supremo Tribunal Federal “examine a admissão do recurso”. Na legislação processual, dispõe-se que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos do processo” (§ 1... do art. 1.035 do Código de Processo Civil e parágrafo único do art. 322 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O acórdão recorrido foi publicado em 18.7.2011, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada no recurso extraordinário. 3. Dispõe-se no § 3... do art. 102 da Constituição da República: “Art. 102. (...) § 3... No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros”. No dispositivo constitucional está explícito que “o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”, ônus a ser cumprido pelo recorrente como condição para que o Supremo Tribunal Federal “examine a admissão do recurso”. Na legislação processual, dispõe-se que, “para efeito da repercussão geral, será considerada a existência, ou não, de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos do processo” (§ 1... do art. 1.035 do Código de Processo Civil e parágrafo único do art. 322 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN Para o atendimento da repercussão geral, o recorrente deverá demonstrar a existência de dois requisitos: relevância (econômica, política, social ou jurídica) e transcendência (questões que ultrapassem os interesses subjetivos da causa). 4. O requisito da transcendência não foi demonstrado pelo agravante. Embora seja possível presumir a existência de transcendência da questão constitucional em determinadas circunstâncias, não é essa a norma. O recurso deve conter elementos que demonstrem objetivamente a existência de controvérsias atuais de elevada monta alcançáveis por eventual decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional. Apesar de ter mencionado a repercussão geral na espécie vertente, o agravante não desenvolveu argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Insuficiente, na espécie, alegar que, “a respeito, ainda, da admissibilidade do Extraordinário, cumpre ao recorrente configurar a existência de repercussão geral. Nesses termos, sobre a pretendida não recepção ou revogação dos artigos 65, § 1, 530 e 703 do CPPM (inconstitucionalidade imprópria), em face dos artigos constitucionais antes mencionados, tem-se que, objetivamente, transcende os interesses das partes envolvidas no conflito intersubjetivo do presente caso, numa perspectiva social, político-institucional, jurídica e jurisdicional. Com efeito, a declaração de não recepção ou revogação pretendida extravasará as raias do processo, visto que alcançará todos os demais Processo Penais Militares. Representará nova disciplina jurídica quanto ao Direito de Recorrer do Assistente de Acusação, no âmbito do Processo Penal Militar. Do ponto de vista político-institucional, fará com que a Administração do Judiciário pelos demais órgãos estaduais e da própria Justiça castrense adotem o novo paradigma, permitindo-se nova conformação do devido processo legal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN Para o atendimento da repercussão geral, o recorrente deverá demonstrar a existência de dois requisitos: relevância (econômica, política, social ou jurídica) e transcendência (questões que ultrapassem os interesses subjetivos da causa). 4. O requisito da transcendência não foi demonstrado pelo agravante. Embora seja possível presumir a existência de transcendência da questão constitucional em determinadas circunstâncias, não é essa a norma. O recurso deve conter elementos que demonstrem objetivamente a existência de controvérsias atuais de elevada monta alcançáveis por eventual decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional. Apesar de ter mencionado a repercussão geral na espécie vertente, o agravante não desenvolveu argumentos suficientes para cumprir a exigência constitucional. Insuficiente, na espécie, alegar que, “a respeito, ainda, da admissibilidade do Extraordinário, cumpre ao recorrente configurar a existência de repercussão geral. Nesses termos, sobre a pretendida não recepção ou revogação dos artigos 65, § 1, 530 e 703 do CPPM (inconstitucionalidade imprópria), em face dos artigos constitucionais antes mencionados, tem-se que, objetivamente, transcende os interesses das partes envolvidas no conflito intersubjetivo do presente caso, numa perspectiva social, político-institucional, jurídica e jurisdicional. Com efeito, a declaração de não recepção ou revogação pretendida extravasará as raias do processo, visto que alcançará todos os demais Processo Penais Militares. Representará nova disciplina jurídica quanto ao Direito de Recorrer do Assistente de Acusação, no âmbito do Processo Penal Militar. Do ponto de vista político-institucional, fará com que a Administração do Judiciário pelos demais órgãos estaduais e da própria Justiça castrense adotem o novo paradigma, permitindo-se nova conformação do devido processo legal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN como parâmetro para as decisões sobre os recursos aviados pelos Assistentes de Acusação no Processo Penal Militar. Ou seja, a declaração de revogação pretendida significará uma mensagem concreta para as Instituições envolvidas sobre a força normativa da Constituição. Vale dizer, tratar-se-á da concretização constitucional, a fim de restabelecer a ordem e as regras que foram violadas pelas formas às avessas das decisões impugnadas. A decisão dessa Colenda Corte Suprema para decretar a não recepção dos artigos 65, § 1..., 530 e 703 do CPPM também criará um equilíbrio do sistema normativo, restabelecendo-se os limites constitucionais e legais da regulamentação do Direito de Recorrer e das funções processuais do Assistente de Acusação. Ou seja, gerará efeitos no aspecto funcional e hierárquico de todo o Judiciário. Dessa forma, impedirá que subsistam decisões discrepantes do novo paradigma constitucional de 1988 acerca da matéria. Vale dizer, em relação ao aspecto jurídico e jurisdicional, tem- se que a decisão a ser proferida servirá de norte para as próximas discussões a respeito da matéria. Por conseguinte, de acordo com a dicção do artigo 543-A, § 10, do Código de Processo Civil, encontram-se configuradas questões relevantes do ponto de vista social, político (em nível institucional) e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa” (sic, fls. 7-8, doc. 3). Não basta afirmar ter o tema repercussão geral, sendo ônus do agravante demonstrar ter-se, na espécie, relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência da argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso extraordinário. Essa exigência não é exclusiva da repercussão geral ou do sistema brasileiro. Institutos similares no direito comparado, como a petition for certiorari na Suprema Corte dos Estados Unidos, também exigem a demonstração de que a solução da causa ultrapassa os interesses subjetivos das partes: “Independentemente de o conflito estar delineado na petição, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN como parâmetro para as decisões sobre os recursos aviados pelos Assistentes de Acusação no Processo Penal Militar. Ou seja, a declaração de revogação pretendida significará uma mensagem concreta para as Instituições envolvidas sobre a força normativa da Constituição. Vale dizer, tratar-se-á da concretização constitucional, a fim de restabelecer a ordem e as regras que foram violadas pelas formas às avessas das decisões impugnadas. A decisão dessa Colenda Corte Suprema para decretar a não recepção dos artigos 65, § 1..., 530 e 703 do CPPM também criará um equilíbrio do sistema normativo, restabelecendo-se os limites constitucionais e legais da regulamentação do Direito de Recorrer e das funções processuais do Assistente de Acusação. Ou seja, gerará efeitos no aspecto funcional e hierárquico de todo o Judiciário. Dessa forma, impedirá que subsistam decisões discrepantes do novo paradigma constitucional de 1988 acerca da matéria. Vale dizer, em relação ao aspecto jurídico e jurisdicional, tem- se que a decisão a ser proferida servirá de norte para as próximas discussões a respeito da matéria. Por conseguinte, de acordo com a dicção do artigo 543-A, § 10, do Código de Processo Civil, encontram-se configuradas questões relevantes do ponto de vista social, político (em nível institucional) e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa” (sic, fls. 7-8, doc. 3). Não basta afirmar ter o tema repercussão geral, sendo ônus do agravante demonstrar ter-se, na espécie, relevância econômica, política, social ou jurídica. A insuficiência da argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso extraordinário. Essa exigência não é exclusiva da repercussão geral ou do sistema brasileiro. Institutos similares no direito comparado, como a petition for certiorari na Suprema Corte dos Estados Unidos, também exigem a demonstração de que a solução da causa ultrapassa os interesses subjetivos das partes: “Independentemente de o conflito estar delineado na petição, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN requerente deve demonstrar todas as razões pelas quais o Tribunal deveria conceder a certiorari. A importância de um caso e, consequentemente, de seu “merecimento a certiorari” depende, acima de tudo, de quantas partes, além das que litigam, serão afetadas pelas questões apresentadas. O requerente deve persuadir o Tribunal de que o seu caso não se volta apenas para fatos delineados ou que as questões afetem apenas às partes do caso. Como afirmado pelo Chief Justice Vinson: Os advogados precisam ser aconselhados, na preparação de petitions for certiorari, a dedicar um pouco menos de tempo discutindo o mérito dos casos e um pouco mais de tempo demonstrando o por quê eles são importantes para que o Tribunal os ouça... O que o Tribunal está interessado é no efeito real, prático, da decisão – suas consequências para outros interessados e em outras situações... Se apenas demonstrar que a decisão recorrida pode estar errada, não cumpriu a sua finalidade” (Matthew B. Crum, 3 Cap. Def. Dig. 12 1990-1991, tradução livre). “Regardless of whether a conflict is defined in a petition, the drafter must prudently marshall and present all of the reasons why the court should grant the petition. Importance of a case and consequently its certworthiness hinges foremost upon how many other parties, aside from the actual litigants, will be affected by the questions presented. The drafter must persuade the Court that his case does not turn merely upon its facts or that the question only affects the individual parties. As stated by Chief Justice Vinson: Lawyers might be well advised, in preparing petitions for certiorari to spend a little less time discussing the merits of their cases and a little more time demonstrating why it is important that the Courts shoud hear them... What the Court is interested in is the actual, practical effect of the disputed decision – its consequences for other litigants and in other situations... If it succeeds in demonstranting [only] that the decision below may be erroneous, it has not fulfilled its purpose”. A referência à repercussão geral, sem demonstração da relevância da questão ou da transcendência dos interesses jurídico-processuais veiculados, não cumpre o requisito constitucionalmente posto. Na espécie 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN requerente deve demonstrar todas as razões pelas quais o Tribunal deveria conceder a certiorari. A importância de um caso e, consequentemente, de seu “merecimento a certiorari” depende, acima de tudo, de quantas partes, além das que litigam, serão afetadas pelas questões apresentadas. O requerente deve persuadir o Tribunal de que o seu caso não se volta apenas para fatos delineados ou que as questões afetem apenas às partes do caso. Como afirmado pelo Chief Justice Vinson: Os advogados precisam ser aconselhados, na preparação de petitions for certiorari, a dedicar um pouco menos de tempo discutindo o mérito dos casos e um pouco mais de tempo demonstrando o por quê eles são importantes para que o Tribunal os ouça... O que o Tribunal está interessado é no efeito real, prático, da decisão – suas consequências para outros interessados e em outras situações... Se apenas demonstrar que a decisão recorrida pode estar errada, não cumpriu a sua finalidade” (Matthew B. Crum, 3 Cap. Def. Dig. 12 1990-1991, tradução livre). “Regardless of whether a conflict is defined in a petition, the drafter must prudently marshall and present all of the reasons why the court should grant the petition. Importance of a case and consequently its certworthiness hinges foremost upon how many other parties, aside from the actual litigants, will be affected by the questions presented. The drafter must persuade the Court that his case does not turn merely upon its facts or that the question only affects the individual parties. As stated by Chief Justice Vinson: Lawyers might be well advised, in preparing petitions for certiorari to spend a little less time discussing the merits of their cases and a little more time demonstrating why it is important that the Courts shoud hear them... What the Court is interested in is the actual, practical effect of the disputed decision – its consequences for other litigants and in other situations... If it succeeds in demonstranting [only] that the decision below may be erroneous, it has not fulfilled its purpose”. A referência à repercussão geral, sem demonstração da relevância da questão ou da transcendência dos interesses jurídico-processuais veiculados, não cumpre o requisito constitucionalmente posto. Na espécie 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN não foi atendido o § 3... do art. 102 da Constituição da República, pela ausência de demonstração de relevância e transcendência da causa, a tornar insuficiente a articulação do tema na petição, revelando-se a inadmissibilidade do recurso. Assim, por exemplo: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 663.637-AgR-QO, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe 6.5.2013). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Deficiência na fundamentação da preliminar formal de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN não foi atendido o § 3... do art. 102 da Constituição da República, pela ausência de demonstração de relevância e transcendência da causa, a tornar insuficiente a articulação do tema na petição, revelando-se a inadmissibilidade do recurso. Assim, por exemplo: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 663.637-AgR-QO, Relator o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe 6.5.2013). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Deficiência na fundamentação da preliminar formal de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 976.919-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É ônus da parte recorrente apresentar a preliminar, formal e fundamentada, de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica, para que seja atendido o requisito previsto no art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, requisito não observado pela recorrente. II - Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, deixo de majorar os honorários recursais, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil” (ARE n. 924.553-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 7.12.2016). 5. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 976.919-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 14.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É ônus da parte recorrente apresentar a preliminar, formal e fundamentada, de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica, para que seja atendido o requisito previsto no art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, requisito não observado pela recorrente. II - Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, deixo de majorar os honorários recursais, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil” (ARE n. 924.553-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 7.12.2016). 5. Este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1161942 AGR / RN relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 6. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Supremo Tribunal Federal ARE 1161942 AGR / RN relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 6. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3EA-075B-2E6B-63AA e senha 24E6-6DF7-874D-EE4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA (4005/RN) AGDO.(A/S) : AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) : KATIA MARIA LOBO NUNES (1721/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE84-38F3-E178-3B53 e senha F86B-6F9A-B704-F3E8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.161.942 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIDAN GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : DANIEL ALVES PESSOA (4005/RN) AGDO.(A/S) : AGNELO BATISTA DA SILVA ADV.(A/S) : KATIA MARIA LOBO NUNES (1721/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE84-38F3-E178-3B53 e senha F86B-6F9A-B704-F3E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 161 . 942", "ARE 1161942", "ARE 1161942", "ARE 1161942 AGR / RN", "ARE 1161942", "ARE n . 663 . 637 - AgR - QO", "ARE n . 663 . 637 - AgR - QO", "ARE n . 976 . 919 - AgR", "ARE n . 924 . 553 - AgR", "ARE n . 748 . 371", "ARE n . 976 . 919 - AgR", "ARE n . 924 . 553 - AgR", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1161942 AGR /", "ARE 1161942 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPPM", "CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPPM", "CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 1 . . . do art . 1 . 035 do Código de Processo Civil", "parágrafo único do art . 322 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 102 da Constituição da República", "§", "art . 1 . 035 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 65 , § 1 , 530 e 703 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 65 , § 1 , 530 e 703 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigos 65 , § 1 . . . , 530 e 703 do CPPM", "artigo 543 - A , § 10 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigos 65 , § 1 . . . , 530 e 703 do CPPM", "artigo 543 - A , § 10 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 102 da Constituição da República", "§ 3 . . . do art . 102 da Constituição Republicana", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição da República", "§ 3 . . . do art . 102 da Constituição Republicana", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RN", "Suprema Corte dos Estados Unidos", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte dos Estados Unidos", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RN", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "ERIDAN GOMES DA SILVA", "DANIEL ALVES PESSOA", "AGNELO BATISTA DA SILVA", "KATIA MARIA LOBO NUNES", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIDAN GOMES DA SILVA", "DANIEL ALVES PESSOA", "AGNELO BATISTA DA SILVA", "KATIA MARIA LOBO NUNES", "CÁRMEN LÚCIA", "Eridan Gomes da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIDAN GOMES DA SILVA", "DANIEL ALVES PESSOA", "AGNELO BATISTA DA SILVA", "KATIA MARIA LOBO NUNES", "CÁRMEN LÚCIA", "Eridan Gomes da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Justice", "Vinson", "Matthew B . Crum", "Vinson", "Vinson", "Matthew B . Crum", "Vinson", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "CÁRMEN", "LÚCIA", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIDAN GOMES DA SILVA", "DANIEL ALVES PESSOA", "AGNELO BATISTA DA SILVA", "KATIA MARIA LOBO NUNES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIDAN GOMES DA SILVA", "DANIEL ALVES PESSOA", "AGNELO BATISTA DA SILVA", "KATIA MARIA LOBO NUNES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2007", "22 de fevereiro", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "16", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "22", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "16", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "22", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", ".", "7", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", ".", "7", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2013", "“", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2016", "7", ".", "12", ".", "2016", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2016", "7", ".", "12", ".", "2016", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF Agravo regimental em reclamação. Tema nº 1.046 da Repercussão Geral (ARE nº 1.121.633/GO-RG). Ordem de suspensão nacional exarada em processo representativo da controvérsia (art. 1.035, § 5º, do CPC). Ausência de identidade entre o paradigma e as decisões proferidas pela justiça trabalhista fundamentadas na interpretação dada a cláusula de acordo coletivo que versa sobre o percentual de margem consignável para descontos decorrentes de Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS). Agravo regimental não provido. 1. O inconformismo quanto à interpretação dada pela Justiça do Trabalho à disciplina da Cláusula nº 34 do Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não possui aderência estrita com o debate no paradigma do Tema 1.046 da Repercussão Geral, qual seja, a constitucionalidade de restrição, por convenção ou acordo coletivo, a direito trabalhista previsto em lei. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 21/11/22, na conformidade da ata do julgamento e nos termos do voto do Relator, Minitstro Dias Toffoli, por unanimidade de votos, tendo afirmado suspeição o Ministro Roberto Barroso, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro Dias Toffoli Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF Agravo regimental em reclamação. Tema nº 1.046 da Repercussão Geral (ARE nº 1.121.633/GO-RG). Ordem de suspensão nacional exarada em processo representativo da controvérsia (art. 1.035, § 5º, do CPC). Ausência de identidade entre o paradigma e as decisões proferidas pela justiça trabalhista fundamentadas na interpretação dada a cláusula de acordo coletivo que versa sobre o percentual de margem consignável para descontos decorrentes de Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS). Agravo regimental não provido. 1. O inconformismo quanto à interpretação dada pela Justiça do Trabalho à disciplina da Cláusula nº 34 do Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não possui aderência estrita com o debate no paradigma do Tema 1.046 da Repercussão Geral, qual seja, a constitucionalidade de restrição, por convenção ou acordo coletivo, a direito trabalhista previsto em lei. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 21/11/22, na conformidade da ata do julgamento e nos termos do voto do Relator, Minitstro Dias Toffoli, por unanimidade de votos, tendo afirmado suspeição o Ministro Roberto Barroso, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro Dias Toffoli Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por Petroleo Brasileiro S.A. (Petrobras) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, tendo em vista a ausência de aderência entre a controvérsia instaurada nos autos dos processos de referência e aquela amparada pela determinação de suspensão nacional dos processos determinada pelo Ministro Gilmar Mendes no Tema nº 1.046 da Repercussão Geral. A parte agravante defende a existência de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma. Aduz que “a AMS – Programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde, a que se refere a cláusula em epígrafe, está prevista na Cláusula 30 do ACT 2020/2022 e conta com a participação financeira da Petrobras e de seus beneficiários para o devido custeio. Trata-se, em verdade, de um programa regido pelo princípio mutualista em que empregados, empregador e aposentados contribuem para a manutenção do plano, nas proporções definidas em acordo coletivo de trabalho. A modificação da margem de custeio de 30% para 13% prevista na cláusula 34 pode ser considerada norma que restringe direito que não seja absolutamente indisponível, independentemente da explicitação de vantagens compensatórias. Portando, ao contrário do que entendeu o i. relator, o debate da validade e alcance da cláusula 34 possui sim aderência com o objeto do Tema nº 1.046 (…). (…) Por fim, reitera-se o pedido feito na peça de ingresso da Reclamação Constitucional de suspensão do trâmite dos processos: 0000161-58.2021.5.05.0018, 0100130- 46.2021.5.01.0054, 0101231-86.2021.5.01.0000, 0100247- 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por Petroleo Brasileiro S.A. (Petrobras) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, tendo em vista a ausência de aderência entre a controvérsia instaurada nos autos dos processos de referência e aquela amparada pela determinação de suspensão nacional dos processos determinada pelo Ministro Gilmar Mendes no Tema nº 1.046 da Repercussão Geral. A parte agravante defende a existência de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma. Aduz que “a AMS – Programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde, a que se refere a cláusula em epígrafe, está prevista na Cláusula 30 do ACT 2020/2022 e conta com a participação financeira da Petrobras e de seus beneficiários para o devido custeio. Trata-se, em verdade, de um programa regido pelo princípio mutualista em que empregados, empregador e aposentados contribuem para a manutenção do plano, nas proporções definidas em acordo coletivo de trabalho. A modificação da margem de custeio de 30% para 13% prevista na cláusula 34 pode ser considerada norma que restringe direito que não seja absolutamente indisponível, independentemente da explicitação de vantagens compensatórias. Portando, ao contrário do que entendeu o i. relator, o debate da validade e alcance da cláusula 34 possui sim aderência com o objeto do Tema nº 1.046 (…). (…) Por fim, reitera-se o pedido feito na peça de ingresso da Reclamação Constitucional de suspensão do trâmite dos processos: 0000161-58.2021.5.05.0018, 0100130- 46.2021.5.01.0054, 0101231-86.2021.5.01.0000, 0100247- 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF 81.2021.5.01.0201, 0010401- 36.2021.5.03.0027, 0000172- 66.2021.5.17.0014, 0000231-08.2021.5.09.0651, 0000505- 82.2021.5.09.0000, 0000623-06.2021.5.06.0012, 0101436- 18.2021.5.01.0000, 0000201- 44.2021.5.21.0002 e 0100378- 63.2021.5.01.0037. Isso porque, nos termos do art. 1.040, inciso III, do Código de Processo Civil, os processos suspensos em primeiro e segundo graus de jurisdição retomarão o curso para julgamento apenas após a publicação do acórdão paradigma. Assim, até que seja publicado o acórdão do ARE 1121633, subsiste a necessidade a suspensão das Ações Coletivas acima citadas”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do presente recurso ao órgão colegiado competente. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF 81.2021.5.01.0201, 0010401- 36.2021.5.03.0027, 0000172- 66.2021.5.17.0014, 0000231-08.2021.5.09.0651, 0000505- 82.2021.5.09.0000, 0000623-06.2021.5.06.0012, 0101436- 18.2021.5.01.0000, 0000201- 44.2021.5.21.0002 e 0100378- 63.2021.5.01.0037. Isso porque, nos termos do art. 1.040, inciso III, do Código de Processo Civil, os processos suspensos em primeiro e segundo graus de jurisdição retomarão o curso para julgamento apenas após a publicação do acórdão paradigma. Assim, até que seja publicado o acórdão do ARE 1121633, subsiste a necessidade a suspensão das Ações Coletivas acima citadas”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do presente recurso ao órgão colegiado competente. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Preliminarmente, indefiro o pedido constante da Petição STF nº 77.472/22, assim formulado: “[E]m atenção à delicadeza do caso, que abarca situação de âmbito nacional e, até mesmo em atenção ao princípio da segurança jurídica, visto as várias decisões dissonantes em cada uma de suas bases sindicais, requer a Petrobras o encaminhamento dos presentes autos ao Centro de Conciliação e Mediação do Supremo Tribunal Federal, a fim de que sejam realizadas tratativas com o escopo de se buscar a conciliação.” Isso porque não estão presentes os requisitos dispostos no art. 2º, parágrafo único, da Resolução STF nº 697/20. Vide: “Art. 2º O CMC deverá atuar nas seguintes atividades segmentadas: I – solução de conflitos pré-processuais; II – soluções de conflitos processuais. Parágrafo único. Ao CMC compete buscar, mediante mediação ou conciliação, a solução de questões jurídicas sujeitas à competência do STF que, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica.” In casu, tratando-se de controvérsia que envolve a interpretação de cláusula de acordo coletivo firmado entre o ora reclamante e o sindicato competente, considero não se tratar de questão jurídica para a qual, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica. Ressalte-se, ademais, que, conforme consignado na decisão ora agravada, a questão debatida não possui aderência com o Tema nº 1.046 da Repercussão Geral. Portanto, não compete ao Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Preliminarmente, indefiro o pedido constante da Petição STF nº 77.472/22, assim formulado: “[E]m atenção à delicadeza do caso, que abarca situação de âmbito nacional e, até mesmo em atenção ao princípio da segurança jurídica, visto as várias decisões dissonantes em cada uma de suas bases sindicais, requer a Petrobras o encaminhamento dos presentes autos ao Centro de Conciliação e Mediação do Supremo Tribunal Federal, a fim de que sejam realizadas tratativas com o escopo de se buscar a conciliação.” Isso porque não estão presentes os requisitos dispostos no art. 2º, parágrafo único, da Resolução STF nº 697/20. Vide: “Art. 2º O CMC deverá atuar nas seguintes atividades segmentadas: I – solução de conflitos pré-processuais; II – soluções de conflitos processuais. Parágrafo único. Ao CMC compete buscar, mediante mediação ou conciliação, a solução de questões jurídicas sujeitas à competência do STF que, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica.” In casu, tratando-se de controvérsia que envolve a interpretação de cláusula de acordo coletivo firmado entre o ora reclamante e o sindicato competente, considero não se tratar de questão jurídica para a qual, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica. Ressalte-se, ademais, que, conforme consignado na decisão ora agravada, a questão debatida não possui aderência com o Tema nº 1.046 da Repercussão Geral. Portanto, não compete ao Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF Federal imiscuir-se em solução que deve se desenvolver pelos meios processuais adequados, no juízo competente, para dirimir a controvérsia. Quanto ao mais, a irresignação não merece prosperar. A agravante não apresentou argumentos suscetíveis de modificar a decisão agravada. Consoante exposto na decisão agravada, verifiquei que a discussão destes autos, em verdade, versa sobre a interpretação que a Justiça do Trabalho tem dado sobre a Cláusula 34 firmada no Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não havendo controvérsia sobre a validade do pactuado negocialmente, mas sobre a forma como os percentuais trazidos pela cláusula poderiam ser aplicados com o intuito de evitar maiores prejuízos aos aposentados e pensionistas. É o que se extrai das informações prestadas pelas autoridades apontadas como reclamadas, das quais cito os seguintes trechos: “Em decisão de apreciação da tutela de urgência, proferida por esse Magistrado, proferida em 18/08/2021, destacou-se que o pedido de urgência cinge-se, em primeiro ponto, acerca da interpretação da cláusula 34 ACT 2020/2022, já transcrita. A partir da análise das provas pré-construídas, identificou-se o ofício ‘GPB-0292/2020" (id. 183cf77), no qual se consigna que a empresa aplicou a majoração do percentual da margem consignável (de 13% para 30%) sem priorizar os descontos da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) pela PETROS. O ofício em questão, assinado pela ‘Gerente Executiva de Arrecadação e Pagamento de Benefícios’ e pela ‘Gerente de Cálculo da PETROS’, é inequívoco ao dizer que, em primeiro lugar, seriam realizados os descontos relativos aos empréstimos e, somente depois disso, seriam realizados os descontos relativos à AMS, destaque-se, ‘em atendimento à solicitação da Petrobras’. Diante do exposto, restou evidenciado que a prioridade da reclamada era o recebimento dos empréstimos e não a quitação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF Federal imiscuir-se em solução que deve se desenvolver pelos meios processuais adequados, no juízo competente, para dirimir a controvérsia. Quanto ao mais, a irresignação não merece prosperar. A agravante não apresentou argumentos suscetíveis de modificar a decisão agravada. Consoante exposto na decisão agravada, verifiquei que a discussão destes autos, em verdade, versa sobre a interpretação que a Justiça do Trabalho tem dado sobre a Cláusula 34 firmada no Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não havendo controvérsia sobre a validade do pactuado negocialmente, mas sobre a forma como os percentuais trazidos pela cláusula poderiam ser aplicados com o intuito de evitar maiores prejuízos aos aposentados e pensionistas. É o que se extrai das informações prestadas pelas autoridades apontadas como reclamadas, das quais cito os seguintes trechos: “Em decisão de apreciação da tutela de urgência, proferida por esse Magistrado, proferida em 18/08/2021, destacou-se que o pedido de urgência cinge-se, em primeiro ponto, acerca da interpretação da cláusula 34 ACT 2020/2022, já transcrita. A partir da análise das provas pré-construídas, identificou-se o ofício ‘GPB-0292/2020" (id. 183cf77), no qual se consigna que a empresa aplicou a majoração do percentual da margem consignável (de 13% para 30%) sem priorizar os descontos da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) pela PETROS. O ofício em questão, assinado pela ‘Gerente Executiva de Arrecadação e Pagamento de Benefícios’ e pela ‘Gerente de Cálculo da PETROS’, é inequívoco ao dizer que, em primeiro lugar, seriam realizados os descontos relativos aos empréstimos e, somente depois disso, seriam realizados os descontos relativos à AMS, destaque-se, ‘em atendimento à solicitação da Petrobras’. Diante do exposto, restou evidenciado que a prioridade da reclamada era o recebimento dos empréstimos e não a quitação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF relativa à AMS, em violação ao parágrafo 1 º da Cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho de 2020/2022. (...) Grifou-se que, por ora, não está a se analisar a controvérsia hermenêutica suscitada pelo sindicato, porquanto a violação acima destacada, por si, era suficiente para fundamentar a concessão da tutela em questão quanto à suspensão de descontos até que demonstrado que os descontos relativos à AMS somente seriam efetuados após os descontos relativos às contribuições previdenciárias (ordinárias e extraordinárias) e aos empréstimos consignados em folha, a ser analisada em decisão definitiva acerca do mérito, juntamente à questão em torno da interpretação extensiva - ou não - da cláusula 34 da ACT 2020/2022. Registrado ainda que a remuneração do empregado é protegida pelos princípios da irredutibilidade e da intangibilidade salarial. Assim, a efetivação de descontos nas verbas alimentares dos empregados, ativos ou aposentados, devem seguir regras estritas, sendo possível, de fato, que autorizados mediante normas coletivas. A validade da negociação coletiva para promover alterações na remuneração está insculpida no art. 7°, inciso XXVI, da Carta de Outubro, detendo os instrumentos coletivos força normativa cogente, aderindo ao contrato individual de trabalho” (e-Doc. 73, TRT6 - 0000623-06.2021.6.06.0012). “Referida ação coletiva tem por objeto a declaração da ‘nulidade material absoluta da alteração implementada pela Petrobras, no que se refere ao reajuste de 13 para 30% sem que houvesse a priorização pela Petros, em violação ao Acordo Coletivo de Trabalho, cláusula 34, § 1º, I’, bem como a condenação das rés à obrigação de voltarem a observar o percentual de 13% da contribuição mensal dos aposentados para o custeio da AMS, tudo com base na cláusula 34ª do ACT 2020/2022. O pedido foi acolhido pelo MM. Juízo de primeiro grau, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF relativa à AMS, em violação ao parágrafo 1 º da Cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho de 2020/2022. (...) Grifou-se que, por ora, não está a se analisar a controvérsia hermenêutica suscitada pelo sindicato, porquanto a violação acima destacada, por si, era suficiente para fundamentar a concessão da tutela em questão quanto à suspensão de descontos até que demonstrado que os descontos relativos à AMS somente seriam efetuados após os descontos relativos às contribuições previdenciárias (ordinárias e extraordinárias) e aos empréstimos consignados em folha, a ser analisada em decisão definitiva acerca do mérito, juntamente à questão em torno da interpretação extensiva - ou não - da cláusula 34 da ACT 2020/2022. Registrado ainda que a remuneração do empregado é protegida pelos princípios da irredutibilidade e da intangibilidade salarial. Assim, a efetivação de descontos nas verbas alimentares dos empregados, ativos ou aposentados, devem seguir regras estritas, sendo possível, de fato, que autorizados mediante normas coletivas. A validade da negociação coletiva para promover alterações na remuneração está insculpida no art. 7°, inciso XXVI, da Carta de Outubro, detendo os instrumentos coletivos força normativa cogente, aderindo ao contrato individual de trabalho” (e-Doc. 73, TRT6 - 0000623-06.2021.6.06.0012). “Referida ação coletiva tem por objeto a declaração da ‘nulidade material absoluta da alteração implementada pela Petrobras, no que se refere ao reajuste de 13 para 30% sem que houvesse a priorização pela Petros, em violação ao Acordo Coletivo de Trabalho, cláusula 34, § 1º, I’, bem como a condenação das rés à obrigação de voltarem a observar o percentual de 13% da contribuição mensal dos aposentados para o custeio da AMS, tudo com base na cláusula 34ª do ACT 2020/2022. O pedido foi acolhido pelo MM. Juízo de primeiro grau, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF que, concluindo pela existência de duas interpretações possíveis a respeito da referida cláusula, entendeu por correto aplicar aquela que seria a mais restritiva, principalmente por coincidir com aquela que seria mais favorável aos trabalhadores. (...) Embora a Petrobras sustente, ainda, que ‘a pretensão do Sindicato Autor representa indevida interferência em matéria afeta ao campo das relações coletivas’, não traz à discussão a tese de que o negociado deveria prevalecer sobre o legislado, o que imporia a suspensão do feito, na esteira do que restou decidido no âmbito da ação em que se discute o Tema 1046, até porque, ao que parece, a discussão aqui travada cinge-se à interpretação que seria a mais correta para a cláusula 34ª, e não a prevalência desta sobre qualquer outra norma” (e-Doc. 82, TRT1 - 0100247-81.2021.5.01.0201). “O pedido liminar encartado na ação constitucional fora parcialmente deferido por mim em consonância com a concepção de que a melhor interpretação da cláusula 34ª do ACT 2020/2022 celebrado entre impetrantes e terceiros era a empregada pelos entes sindicais. Em verdade, a hipótese retratada no writ de minha relataria não se amolda àquela aventada nos autos do ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral), cuja relataria está a cargo do eminente na o Ministro Gilmar Mendes, porquanto a celeuma no entorno da norma coletiva que embala a controvérsia diz respeito à interpretação de norma coletiva de confusa redação. Com efeito, as empresas, terceiras interessadas, a entendem como com a priorização dos descontos da AMS pela PETROS em folha de pagamentos, devendo o percentual ser efetivado após os descontos dos empréstimos consignados. Já os entes sindicais defendem que cláusula 34 do ACT 2020/2022 determina que sobre a margem consignável dos ganhos dos substituídos só devem ser apurado o desconto da AMS quando este for prioritária , o que não estaria sendo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF que, concluindo pela existência de duas interpretações possíveis a respeito da referida cláusula, entendeu por correto aplicar aquela que seria a mais restritiva, principalmente por coincidir com aquela que seria mais favorável aos trabalhadores. (...) Embora a Petrobras sustente, ainda, que ‘a pretensão do Sindicato Autor representa indevida interferência em matéria afeta ao campo das relações coletivas’, não traz à discussão a tese de que o negociado deveria prevalecer sobre o legislado, o que imporia a suspensão do feito, na esteira do que restou decidido no âmbito da ação em que se discute o Tema 1046, até porque, ao que parece, a discussão aqui travada cinge-se à interpretação que seria a mais correta para a cláusula 34ª, e não a prevalência desta sobre qualquer outra norma” (e-Doc. 82, TRT1 - 0100247-81.2021.5.01.0201). “O pedido liminar encartado na ação constitucional fora parcialmente deferido por mim em consonância com a concepção de que a melhor interpretação da cláusula 34ª do ACT 2020/2022 celebrado entre impetrantes e terceiros era a empregada pelos entes sindicais. Em verdade, a hipótese retratada no writ de minha relataria não se amolda àquela aventada nos autos do ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral), cuja relataria está a cargo do eminente na o Ministro Gilmar Mendes, porquanto a celeuma no entorno da norma coletiva que embala a controvérsia diz respeito à interpretação de norma coletiva de confusa redação. Com efeito, as empresas, terceiras interessadas, a entendem como com a priorização dos descontos da AMS pela PETROS em folha de pagamentos, devendo o percentual ser efetivado após os descontos dos empréstimos consignados. Já os entes sindicais defendem que cláusula 34 do ACT 2020/2022 determina que sobre a margem consignável dos ganhos dos substituídos só devem ser apurado o desconto da AMS quando este for prioritária , o que não estaria sendo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF observado pelas empresas, que estavam incluindo como prioritários os valores do plano de saúde e dos empréstimos consignados. Ou seja, os entes sindicais entendem que a literalidade da norma não empresta outra interpretação senão aquela que fixa a possibilidade de elevar a margem consignável a 30% somente quando os descontos da AMS forem priorizados, caso contrário, se os descontos dos consignados vierem antes, o percentual consignável deveria permanecer nos 13% praticados até o advento do ACT 2020//2022, com o que não concordaram as então terceiras interessadas. (...) Em suma: nos autos da ação mandamental de número 0101231-86.2021.5.01 .0000 de minha relataria não se tratou, com todas as vênias , de hipótese que se amolde à vertida na ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral) de relataria do Ministro Gilmar Mendes, mas, sim, pura e simplesmente, de demanda que reclamou por interpretação do Judiciário Trabalhista de cláusula normativa, cujos convenentes, cada qual aos seu modo, estavam empregando a interpretação que melhor lhes atendia” (e-Doc. 83, TRT1 - 0101231-86.2021.5.01.0000). “Como se vê, a concessão da segurança pautou-se no entendimento que a única prioridade estipulada na norma coletiva é a dos descontos da AMS, pelo que eles têm preferência sobre quaisquer outros, inclusive, e principalmente, sobre empréstimos consignados. Reitero que ao realizar diversos descontos sem que seja observada a priorização daqueles relativos à Assistência Multidisciplinar de Saúde, os terceiros interessados – PETROBRAS e PETROS - acabam por permitir que, em determinadas situações, ocorra comprometimento de quase a totalidade dos proventos dos substituídos. Levou-se em conta o caput da cláusula coletiva (Cláusula 34), a qual prevê o desconto de 30% para todos os beneficiários, cuja redação inclui empregados, aposentados e pensionistas. E, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF observado pelas empresas, que estavam incluindo como prioritários os valores do plano de saúde e dos empréstimos consignados. Ou seja, os entes sindicais entendem que a literalidade da norma não empresta outra interpretação senão aquela que fixa a possibilidade de elevar a margem consignável a 30% somente quando os descontos da AMS forem priorizados, caso contrário, se os descontos dos consignados vierem antes, o percentual consignável deveria permanecer nos 13% praticados até o advento do ACT 2020//2022, com o que não concordaram as então terceiras interessadas. (...) Em suma: nos autos da ação mandamental de número 0101231-86.2021.5.01 .0000 de minha relataria não se tratou, com todas as vênias , de hipótese que se amolde à vertida na ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral) de relataria do Ministro Gilmar Mendes, mas, sim, pura e simplesmente, de demanda que reclamou por interpretação do Judiciário Trabalhista de cláusula normativa, cujos convenentes, cada qual aos seu modo, estavam empregando a interpretação que melhor lhes atendia” (e-Doc. 83, TRT1 - 0101231-86.2021.5.01.0000). “Como se vê, a concessão da segurança pautou-se no entendimento que a única prioridade estipulada na norma coletiva é a dos descontos da AMS, pelo que eles têm preferência sobre quaisquer outros, inclusive, e principalmente, sobre empréstimos consignados. Reitero que ao realizar diversos descontos sem que seja observada a priorização daqueles relativos à Assistência Multidisciplinar de Saúde, os terceiros interessados – PETROBRAS e PETROS - acabam por permitir que, em determinadas situações, ocorra comprometimento de quase a totalidade dos proventos dos substituídos. Levou-se em conta o caput da cláusula coletiva (Cláusula 34), a qual prevê o desconto de 30% para todos os beneficiários, cuja redação inclui empregados, aposentados e pensionistas. E, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF por se tratar de categoria especial de beneficiários, os aposentados e pensionistas foram abarcados pela previsão, de igual forma especial, para que o aumento da margem ficasse condicionado à priorização dos descontos da AMS pela PETROS. Entendo, portanto, que o perigo de dano irreversível é claro, pois os descontos a mais efetuados mensalmente pela Petros – sobre a licitude dos quais paira a controvérsia –, não incluindo ou preterindo as obrigações que eventualmente decorram da utilização da AMS, constringem parcela disponível da remuneração de aposentados e pensionistas” (e- Doc. 86, TRT1 - 0101436-18.2021.5.01.0000). “Diante do exposto, e considerando-se (a) que o Tema 1046 trata da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, (b) que, no processo n.º 0000172-66.2021.5.17.0014, não se discute a validade da Cláusula 34 do ACT 2020/2022, mas sim se houve observância da condicionante prevista no § 1º, da mesma cláusula; bem como (c) que a decisão prolatada pelo Juízo da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória não exclui a validade dessa norma – pelo contrário, trata do cumprimento de condição nela prevista-, entende-se que, no que se refere ao Tribunal Regional do Trabalho da 17.ª Região, a Reclamação Constitucional n.º 52.048 deva ser julgada improcedente” (e-Doc. 87, TRT17 - 0000172-66.2021.5.17.0014). Dessa forma, fiz constar meu entendimento de que as ações interpostas não têm a pretensão de questionar a validade de cláusula prevista em acordo ou convenção coletiva, mas sim de conferir interpretação à referida cláusula. Ademais, não haveria falar em hipótese de restrição ou limitação de direitos trabalhistas, haja vista a questão do processo de referência tratar de matéria tipicamente privada. Nesse tocante, citei decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nestes mesmos autos: 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF por se tratar de categoria especial de beneficiários, os aposentados e pensionistas foram abarcados pela previsão, de igual forma especial, para que o aumento da margem ficasse condicionado à priorização dos descontos da AMS pela PETROS. Entendo, portanto, que o perigo de dano irreversível é claro, pois os descontos a mais efetuados mensalmente pela Petros – sobre a licitude dos quais paira a controvérsia –, não incluindo ou preterindo as obrigações que eventualmente decorram da utilização da AMS, constringem parcela disponível da remuneração de aposentados e pensionistas” (e- Doc. 86, TRT1 - 0101436-18.2021.5.01.0000). “Diante do exposto, e considerando-se (a) que o Tema 1046 trata da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, (b) que, no processo n.º 0000172-66.2021.5.17.0014, não se discute a validade da Cláusula 34 do ACT 2020/2022, mas sim se houve observância da condicionante prevista no § 1º, da mesma cláusula; bem como (c) que a decisão prolatada pelo Juízo da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória não exclui a validade dessa norma – pelo contrário, trata do cumprimento de condição nela prevista-, entende-se que, no que se refere ao Tribunal Regional do Trabalho da 17.ª Região, a Reclamação Constitucional n.º 52.048 deva ser julgada improcedente” (e-Doc. 87, TRT17 - 0000172-66.2021.5.17.0014). Dessa forma, fiz constar meu entendimento de que as ações interpostas não têm a pretensão de questionar a validade de cláusula prevista em acordo ou convenção coletiva, mas sim de conferir interpretação à referida cláusula. Ademais, não haveria falar em hipótese de restrição ou limitação de direitos trabalhistas, haja vista a questão do processo de referência tratar de matéria tipicamente privada. Nesse tocante, citei decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nestes mesmos autos: 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF “Da análise dos processos elencados pela requerente, bem como da cláusula objeto das demandas, constato que a matéria de fundo refere-se, de fato, à extensão da validade de cláusula de acordo coletivo. Entretanto, não vislumbro hipótese em que discutida restrição de direitos trabalhistas, condição apta a ensejar a aplicação da suspensão determinada pelo tema 1.046, da sistemática da repercussão geral. Isso porque a cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho para os anos 2020/2022 dispõe sobre a forma como se implementará a alteração do valor da margem consignável de aposentados e pensionistas para descontos da AMS pela Petros. Ou seja, trata de como se dará a participação na manutenção de benefício de assistência multidisciplinar de saúde, com condição que demanda ‘priorização’ a ser feita pelo fundo de previdência privada” (e-Doc. 54). Com efeito, ao contrário do que afirma a Petrobras, não deve prosperar o pleito de sobrestamento, ante a ausência de aderência estrita entre os atos reclamados e a ordem de suspensão. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. NORMA COLETIVA DE TRABALHO QUE LIMITA OU RESTRINGE DIREITO TRABALHISTA NÃO ASSEGURADO CONSTITUCIONALMENTE. TEMA 1.046 DA REPERCUSSÃO GERAL AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Na decisão reclamada não se evidencia a invalidação de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista. II - Não há relação de estrita aderência entre a decisão reclamada e o parâmetro de controle invocado, Tema 1.046 da Repercussão Geral (ARE 1.121.633-RG/GO). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl nº 52.296-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/5/22). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF “Da análise dos processos elencados pela requerente, bem como da cláusula objeto das demandas, constato que a matéria de fundo refere-se, de fato, à extensão da validade de cláusula de acordo coletivo. Entretanto, não vislumbro hipótese em que discutida restrição de direitos trabalhistas, condição apta a ensejar a aplicação da suspensão determinada pelo tema 1.046, da sistemática da repercussão geral. Isso porque a cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho para os anos 2020/2022 dispõe sobre a forma como se implementará a alteração do valor da margem consignável de aposentados e pensionistas para descontos da AMS pela Petros. Ou seja, trata de como se dará a participação na manutenção de benefício de assistência multidisciplinar de saúde, com condição que demanda ‘priorização’ a ser feita pelo fundo de previdência privada” (e-Doc. 54). Com efeito, ao contrário do que afirma a Petrobras, não deve prosperar o pleito de sobrestamento, ante a ausência de aderência estrita entre os atos reclamados e a ordem de suspensão. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. NORMA COLETIVA DE TRABALHO QUE LIMITA OU RESTRINGE DIREITO TRABALHISTA NÃO ASSEGURADO CONSTITUCIONALMENTE. TEMA 1.046 DA REPERCUSSÃO GERAL AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Na decisão reclamada não se evidencia a invalidação de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista. II - Não há relação de estrita aderência entre a decisão reclamada e o parâmetro de controle invocado, Tema 1.046 da Repercussão Geral (ARE 1.121.633-RG/GO). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl nº 52.296-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/5/22). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF “DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PRETENSÃO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO COM BASE NO TEMA 1046. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA. 1. Reclamação em que se alega violação à decisão de suspensão nacional de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, determinada pelo Min. Gilmar Mendes, Relator do ARE 1.121.633, Tema 1.046 da repercussão geral. 2. Na decisão reclamada, não se afastou norma coletiva, mas se afirmou o seu descumprimento, de modo que o debate, conforme delineado a partir do acórdão impugnado, não guarda relação de aderência estrita com o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (Rcl nº 47.765- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/3/22). “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl nº 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 17/10/08). Ademais, ainda que se pudesse superar o óbice acima referido, melhor sorte não socorreria a agravante. Isso porque, em 2/6/22, o Plenário deste Supremo Tribunal concluiu o julgamento do ARE nº 1.121.633/GO-RG, Tema nº 1.046 da Repercussão Geral. A ata de julgamento foi redigida nos seguintes termos: “Decisão: O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF “DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PRETENSÃO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO COM BASE NO TEMA 1046. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA. 1. Reclamação em que se alega violação à decisão de suspensão nacional de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, determinada pelo Min. Gilmar Mendes, Relator do ARE 1.121.633, Tema 1.046 da repercussão geral. 2. Na decisão reclamada, não se afastou norma coletiva, mas se afirmou o seu descumprimento, de modo que o debate, conforme delineado a partir do acórdão impugnado, não guarda relação de aderência estrita com o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (Rcl nº 47.765- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/3/22). “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl nº 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 17/10/08). Ademais, ainda que se pudesse superar o óbice acima referido, melhor sorte não socorreria a agravante. Isso porque, em 2/6/22, o Plenário deste Supremo Tribunal concluiu o julgamento do ARE nº 1.121.633/GO-RG, Tema nº 1.046 da Repercussão Geral. A ata de julgamento foi redigida nos seguintes termos: “Decisão: O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF 1.046 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber. Em seguida, por unanimidade, foi fixada a seguinte tese: ‘São constitucionais os acordos e as convenções coletivos que, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas, independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis’. Ausentes, justificadamente, o Ministro Luiz Fux (Presidente), impedido neste julgamento, e o Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu o julgamento a Ministra Rosa Weber, Vice-Presidente” (DJe de 14/6/22). Nesse quadro, julgado o mérito do ARE nº 1.121.633/GO-RG e publicada a ata de julgamento do processo, fica superada a questão da suspensão nacional dos processos. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF 1.046 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber. Em seguida, por unanimidade, foi fixada a seguinte tese: ‘São constitucionais os acordos e as convenções coletivos que, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas, independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis’. Ausentes, justificadamente, o Ministro Luiz Fux (Presidente), impedido neste julgamento, e o Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu o julgamento a Ministra Rosa Weber, Vice-Presidente” (DJe de 14/6/22). Nesse quadro, julgado o mérito do ARE nº 1.121.633/GO-RG e publicada a ata de julgamento do processo, fica superada a questão da suspensão nacional dos processos. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Extrato de Ata - 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (53389/DF, 150216/RJ) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (53389/DF, 150216/RJ) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Extrato de Ata - 22/11/2022 ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS-PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS-PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 22/11/2022 INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Convocado o Ministro Gilmar Mendes, para apresentar voto em processo suspenso, em razão de empate verificado. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Supremo Tribunal Federal INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Convocado o Ministro Gilmar Mendes, para apresentar voto em processo suspenso, em razão de empate verificado. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=764812090
2022-11-22T00:00:00
2022-12-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental em reclamação. Tema nº 1.046 da Repercussão Geral (ARE nº 1.121.633/GO-RG). Ordem de suspensão nacional exarada em processo representativo da controvérsia (art. 1.035, § 5º, do CPC). Ausência de identidade entre o paradigma e as decisões proferidas pela justiça trabalhista fundamentadas na interpretação dada a cláusula de acordo coletivo que versa sobre o percentual de margem consignável para descontos decorrentes de Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS). Agravo regimental não provido. 1. O inconformismo quanto à interpretação dada pela Justiça do Trabalho à disciplina da Cláusula nº 34 do Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não possui aderência estrita com o debate no paradigma do Tema 1.046 da Repercussão Geral, qual seja, a constitucionalidade de restrição, por convenção ou acordo coletivo, a direito trabalhista previsto em lei. 2. Agravo regimental não provido.
sjur473167
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA) Rcl 6534 AgR (TP), Rcl 47765 AgR (1ªT), Rcl 52296 AgR (2ªT). - Veja ARE 1121633 (Tema 1046 de RG). Número de páginas: 23. Análise: 23/05/2023, DAP.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
52048
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RES-000697 ANO-2020\n ART-00002 PAR-ÚNICO\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 52048 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS-PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Ementa e Acórdão RCL 52048 AGR / DF Agravo regimental em reclamação. Tema n 1.046 da Repercussão Geral (ARE n 1.121.633/GO-RG). Ordem de suspensão nacional exarada em processo representativo da controvérsia (art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil). Ausência de identidade entre o paradigma e as decisões proferidas pela justiça trabalhista fundamentadas na interpretação dada a cláusula de acordo coletivo que versa sobre o percentual de margem consignável para descontos decorrentes de Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS). Agravo regimental não provido. 1. O inconformismo quanto à interpretação dada pela Justiça do Trabalho à disciplina da Cláusula n 34 do Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não possui aderência estrita com o debate no paradigma do Tema 1.046 da Repercussão Geral, qual seja, a constitucionalidade de restrição, por convenção ou acordo coletivo, a direito trabalhista previsto em lei. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 21/11/22, na conformidade da ata do julgamento e nos termos do voto do Relator, Minitstro Dias Toffoli, por unanimidade de votos, tendo afirmado suspeição o Ministro Roberto Barroso, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro Dias Toffoli Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF Agravo regimental em reclamação. Tema n 1.046 da Repercussão Geral (ARE n 1.121.633/GO-RG). Ordem de suspensão nacional exarada em processo representativo da controvérsia (art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil). Ausência de identidade entre o paradigma e as decisões proferidas pela justiça trabalhista fundamentadas na interpretação dada a cláusula de acordo coletivo que versa sobre o percentual de margem consignável para descontos decorrentes de Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS). Agravo regimental não provido. 1. O inconformismo quanto à interpretação dada pela Justiça do Trabalho à disciplina da Cláusula n 34 do Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não possui aderência estrita com o debate no paradigma do Tema 1.046 da Repercussão Geral, qual seja, a constitucionalidade de restrição, por convenção ou acordo coletivo, a direito trabalhista previsto em lei. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 21/11/22, na conformidade da ata do julgamento e nos termos do voto do Relator, Minitstro Dias Toffoli, por unanimidade de votos, tendo afirmado suspeição o Ministro Roberto Barroso, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 22 de novembro de 2022. Ministro Dias Toffoli Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1519-9EF1-BEDB-7688 e senha F422-B4E5-2298-C6AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :LEANDRO FONSECA VIANNA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS- PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por Petroleo Brasileiro S.A. (Petrobras) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, tendo em vista a ausência de aderência entre a controvérsia instaurada nos autos dos processos de referência e aquela amparada pela determinação de suspensão nacional dos processos determinada pelo Ministro Gilmar Mendes no Tema n 1.046 da Repercussão Geral. A parte agravante defende a existência de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma. Aduz que “a AMS – Programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde, a que se refere a cláusula em epígrafe, está prevista na Cláusula 30 do ACT 2020/2022 e conta com a participação financeira da Petrobras e de seus beneficiários para o devido custeio. Trata-se, em verdade, de um programa regido pelo princípio mutualista em que empregados, empregador e aposentados contribuem para a manutenção do plano, nas proporções definidas em acordo coletivo de trabalho. A modificação da margem de custeio de 30% para 13% prevista na cláusula 34 pode ser considerada norma que restringe direito que não seja absolutamente indisponível, independentemente da explicitação de vantagens compensatórias. Portando, ao contrário do que entendeu o i. relator, o debate da validade e alcance da cláusula 34 possui sim aderência com o objeto do Tema n 1.046 (…). (…) Por fim, reitera-se o pedido feito na peça de ingresso da Reclamação Constitucional de suspensão do trâmite dos processos: 0000161-58.2021.5.05.0018, 0100130- 46.2021.5.01.0054, 0101231-86.2021.5.01.0000, 0100247- 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de tempestivo agravo regimental interposto por Petroleo Brasileiro S.A. (Petrobras) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, tendo em vista a ausência de aderência entre a controvérsia instaurada nos autos dos processos de referência e aquela amparada pela determinação de suspensão nacional dos processos determinada pelo Ministro Gilmar Mendes no Tema n 1.046 da Repercussão Geral. A parte agravante defende a existência de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma. Aduz que “a AMS – Programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde, a que se refere a cláusula em epígrafe, está prevista na Cláusula 30 do ACT 2020/2022 e conta com a participação financeira da Petrobras e de seus beneficiários para o devido custeio. Trata-se, em verdade, de um programa regido pelo princípio mutualista em que empregados, empregador e aposentados contribuem para a manutenção do plano, nas proporções definidas em acordo coletivo de trabalho. A modificação da margem de custeio de 30% para 13% prevista na cláusula 34 pode ser considerada norma que restringe direito que não seja absolutamente indisponível, independentemente da explicitação de vantagens compensatórias. Portando, ao contrário do que entendeu o i. relator, o debate da validade e alcance da cláusula 34 possui sim aderência com o objeto do Tema n 1.046 (…). (…) Por fim, reitera-se o pedido feito na peça de ingresso da Reclamação Constitucional de suspensão do trâmite dos processos: 0000161-58.2021.5.05.0018, 0100130- 46.2021.5.01.0054, 0101231-86.2021.5.01.0000, 0100247- 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório RCL 52048 AGR / DF 81.2021.5.01.0201, 0010401- 36.2021.5.03.0027, 0000172- 66.2021.5.17.0014, 0000231-08.2021.5.09.0651, 0000505- 82.2021.5.09.0000, 0000623-06.2021.5.06.0012, 0101436- 18.2021.5.01.0000, 0000201- 44.2021.5.21.0002 e 0100378- 63.2021.5.01.0037. Isso porque, nos termos do art. 1.040, inciso III, do Código de Processo Civil, os processos suspensos em primeiro e segundo graus de jurisdição retomarão o curso para julgamento apenas após a publicação do acórdão paradigma. Assim, até que seja publicado o acórdão do ARE 1121633, subsiste a necessidade a suspensão das Ações Coletivas acima citadas”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do presente recurso ao órgão colegiado competente. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF 81.2021.5.01.0201, 0010401- 36.2021.5.03.0027, 0000172- 66.2021.5.17.0014, 0000231-08.2021.5.09.0651, 0000505- 82.2021.5.09.0000, 0000623-06.2021.5.06.0012, 0101436- 18.2021.5.01.0000, 0000201- 44.2021.5.21.0002 e 0100378- 63.2021.5.01.0037. Isso porque, nos termos do art. 1.040, inciso III, do Código de Processo Civil, os processos suspensos em primeiro e segundo graus de jurisdição retomarão o curso para julgamento apenas após a publicação do acórdão paradigma. Assim, até que seja publicado o acórdão do ARE 1121633, subsiste a necessidade a suspensão das Ações Coletivas acima citadas”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do presente recurso ao órgão colegiado competente. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB25-1251-BBB3-4A6F e senha 571A-18C0-9271-B70F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Preliminarmente, indefiro o pedido constante da Petição Supremo Tribunal Federal n 77.472/22, assim formulado: “[E]m atenção à delicadeza do caso, que abarca situação de âmbito nacional e, até mesmo em atenção ao princípio da segurança jurídica, visto as várias decisões dissonantes em cada uma de suas bases sindicais, requer a Petrobras o encaminhamento dos presentes autos ao Centro de Conciliação e Mediação do Supremo Tribunal Federal, a fim de que sejam realizadas tratativas com o escopo de se buscar a conciliação.” Isso porque não estão presentes os requisitos dispostos no art. 2..., parágrafo único, da Resolução Supremo Tribunal Federal n 697/20. Vide: “Art. 2... O CMC deverá atuar nas seguintes atividades segmentadas: I – solução de conflitos pré-processuais; II – soluções de conflitos processuais. Parágrafo único. Ao CMC compete buscar, mediante mediação ou conciliação, a solução de questões jurídicas sujeitas à competência do Supremo Tribunal Federal que, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica.” In casu, tratando-se de controvérsia que envolve a interpretação de cláusula de acordo coletivo firmado entre o ora reclamante e o sindicato competente, considero não se tratar de questão jurídica para a qual, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica. Ressalte-se, ademais, que, conforme consignado na decisão ora agravada, a questão debatida não possui aderência com o Tema n 1.046 da Repercussão Geral. Portanto, não compete ao Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Preliminarmente, indefiro o pedido constante da Petição Supremo Tribunal Federal n 77.472/22, assim formulado: “[E]m atenção à delicadeza do caso, que abarca situação de âmbito nacional e, até mesmo em atenção ao princípio da segurança jurídica, visto as várias decisões dissonantes em cada uma de suas bases sindicais, requer a Petrobras o encaminhamento dos presentes autos ao Centro de Conciliação e Mediação do Supremo Tribunal Federal, a fim de que sejam realizadas tratativas com o escopo de se buscar a conciliação.” Isso porque não estão presentes os requisitos dispostos no art. 2..., parágrafo único, da Resolução Supremo Tribunal Federal n 697/20. Vide: “Art. 2... O CMC deverá atuar nas seguintes atividades segmentadas: I – solução de conflitos pré-processuais; II – soluções de conflitos processuais. Parágrafo único. Ao CMC compete buscar, mediante mediação ou conciliação, a solução de questões jurídicas sujeitas à competência do Supremo Tribunal Federal que, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica.” In casu, tratando-se de controvérsia que envolve a interpretação de cláusula de acordo coletivo firmado entre o ora reclamante e o sindicato competente, considero não se tratar de questão jurídica para a qual, por sua natureza, a lei permita a solução pacífica. Ressalte-se, ademais, que, conforme consignado na decisão ora agravada, a questão debatida não possui aderência com o Tema n 1.046 da Repercussão Geral. Portanto, não compete ao Supremo Tribunal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF Federal imiscuir-se em solução que deve se desenvolver pelos meios processuais adequados, no juízo competente, para dirimir a controvérsia. Quanto ao mais, a irresignação não merece prosperar. A agravante não apresentou argumentos suscetíveis de modificar a decisão agravada. Consoante exposto na decisão agravada, verifiquei que a discussão destes autos, em verdade, versa sobre a interpretação que a Justiça do Trabalho tem dado sobre a Cláusula 34 firmada no Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não havendo controvérsia sobre a validade do pactuado negocialmente, mas sobre a forma como os percentuais trazidos pela cláusula poderiam ser aplicados com o intuito de evitar maiores prejuízos aos aposentados e pensionistas. É o que se extrai das informações prestadas pelas autoridades apontadas como reclamadas, das quais cito os seguintes trechos: “Em decisão de apreciação da tutela de urgência, proferida por esse Magistrado, proferida em 18/08/2021, destacou-se que o pedido de urgência cinge-se, em primeiro ponto, acerca da interpretação da cláusula 34 ACT 2020/2022, já transcrita. A partir da análise das provas pré-construídas, identificou-se o ofício ‘GPB-0292/2020" (id. 183cf77), no qual se consigna que a empresa aplicou a majoração do percentual da margem consignável (de 13% para 30%) sem priorizar os descontos da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) pela PETROS. O ofício em questão, assinado pela ‘Gerente Executiva de Arrecadação e Pagamento de Benefícios’ e pela ‘Gerente de Cálculo da PETROS’, é inequívoco ao dizer que, em primeiro lugar, seriam realizados os descontos relativos aos empréstimos e, somente depois disso, seriam realizados os descontos relativos à AMS, destaque-se, ‘em atendimento à solicitação da Petrobras’. Diante do exposto, restou evidenciado que a prioridade da reclamada era o recebimento dos empréstimos e não a quitação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF Federal imiscuir-se em solução que deve se desenvolver pelos meios processuais adequados, no juízo competente, para dirimir a controvérsia. Quanto ao mais, a irresignação não merece prosperar. A agravante não apresentou argumentos suscetíveis de modificar a decisão agravada. Consoante exposto na decisão agravada, verifiquei que a discussão destes autos, em verdade, versa sobre a interpretação que a Justiça do Trabalho tem dado sobre a Cláusula 34 firmada no Acordo Coletivo 2020/21, que dispõe sobre margem consignável no que se refere à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), não havendo controvérsia sobre a validade do pactuado negocialmente, mas sobre a forma como os percentuais trazidos pela cláusula poderiam ser aplicados com o intuito de evitar maiores prejuízos aos aposentados e pensionistas. É o que se extrai das informações prestadas pelas autoridades apontadas como reclamadas, das quais cito os seguintes trechos: “Em decisão de apreciação da tutela de urgência, proferida por esse Magistrado, proferida em 18/08/2021, destacou-se que o pedido de urgência cinge-se, em primeiro ponto, acerca da interpretação da cláusula 34 ACT 2020/2022, já transcrita. A partir da análise das provas pré-construídas, identificou-se o ofício ‘GPB-0292/2020" (id. 183cf77), no qual se consigna que a empresa aplicou a majoração do percentual da margem consignável (de 13% para 30%) sem priorizar os descontos da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) pela PETROS. O ofício em questão, assinado pela ‘Gerente Executiva de Arrecadação e Pagamento de Benefícios’ e pela ‘Gerente de Cálculo da PETROS’, é inequívoco ao dizer que, em primeiro lugar, seriam realizados os descontos relativos aos empréstimos e, somente depois disso, seriam realizados os descontos relativos à AMS, destaque-se, ‘em atendimento à solicitação da Petrobras’. Diante do exposto, restou evidenciado que a prioridade da reclamada era o recebimento dos empréstimos e não a quitação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF relativa à AMS, em violação ao parágrafo 1 da Cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho de 2020/2022. (...) Grifou-se que, por ora, não está a se analisar a controvérsia hermenêutica suscitada pelo sindicato, porquanto a violação acima destacada, por si, era suficiente para fundamentar a concessão da tutela em questão quanto à suspensão de descontos até que demonstrado que os descontos relativos à AMS somente seriam efetuados após os descontos relativos às contribuições previdenciárias (ordinárias e extraordinárias) e aos empréstimos consignados em folha, a ser analisada em decisão definitiva acerca do mérito, juntamente à questão em torno da interpretação extensiva - ou não - da cláusula 34 da ACT 2020/2022. Registrado ainda que a remuneração do empregado é protegida pelos princípios da irredutibilidade e da intangibilidade salarial. Assim, a efetivação de descontos nas verbas alimentares dos empregados, ativos ou aposentados, devem seguir regras estritas, sendo possível, de fato, que autorizados mediante normas coletivas. A validade da negociação coletiva para promover alterações na remuneração está insculpida no art. 7..., inciso XXVI, da Carta de Outubro, detendo os instrumentos coletivos força normativa cogente, aderindo ao contrato individual de trabalho” (e-Doc. 73, TRT6 - 0000623-06.2021.6.06.0012). “Referida ação coletiva tem por objeto a declaração da ‘nulidade material absoluta da alteração implementada pela Petrobras, no que se refere ao reajuste de 13 para 30% sem que houvesse a priorização pela Petros, em violação ao Acordo Coletivo de Trabalho, cláusula 34, § 1..., I’, bem como a condenação das rés à obrigação de voltarem a observar o percentual de 13% da contribuição mensal dos aposentados para o custeio da AMS, tudo com base na cláusula 34... do ACT 2020/2022. O pedido foi acolhido pelo MM. Juízo de primeiro grau, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF relativa à AMS, em violação ao parágrafo 1 da Cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho de 2020/2022. (...) Grifou-se que, por ora, não está a se analisar a controvérsia hermenêutica suscitada pelo sindicato, porquanto a violação acima destacada, por si, era suficiente para fundamentar a concessão da tutela em questão quanto à suspensão de descontos até que demonstrado que os descontos relativos à AMS somente seriam efetuados após os descontos relativos às contribuições previdenciárias (ordinárias e extraordinárias) e aos empréstimos consignados em folha, a ser analisada em decisão definitiva acerca do mérito, juntamente à questão em torno da interpretação extensiva - ou não - da cláusula 34 da ACT 2020/2022. Registrado ainda que a remuneração do empregado é protegida pelos princípios da irredutibilidade e da intangibilidade salarial. Assim, a efetivação de descontos nas verbas alimentares dos empregados, ativos ou aposentados, devem seguir regras estritas, sendo possível, de fato, que autorizados mediante normas coletivas. A validade da negociação coletiva para promover alterações na remuneração está insculpida no art. 7..., inciso XXVI, da Carta de Outubro, detendo os instrumentos coletivos força normativa cogente, aderindo ao contrato individual de trabalho” (e-Doc. 73, TRT6 - 0000623-06.2021.6.06.0012). “Referida ação coletiva tem por objeto a declaração da ‘nulidade material absoluta da alteração implementada pela Petrobras, no que se refere ao reajuste de 13 para 30% sem que houvesse a priorização pela Petros, em violação ao Acordo Coletivo de Trabalho, cláusula 34, § 1..., I’, bem como a condenação das rés à obrigação de voltarem a observar o percentual de 13% da contribuição mensal dos aposentados para o custeio da AMS, tudo com base na cláusula 34... do ACT 2020/2022. O pedido foi acolhido pelo MM. Juízo de primeiro grau, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF que, concluindo pela existência de duas interpretações possíveis a respeito da referida cláusula, entendeu por correto aplicar aquela que seria a mais restritiva, principalmente por coincidir com aquela que seria mais favorável aos trabalhadores. (...) Embora a Petrobras sustente, ainda, que ‘a pretensão do Sindicato Autor representa indevida interferência em matéria afeta ao campo das relações coletivas’, não traz à discussão a tese de que o negociado deveria prevalecer sobre o legislado, o que imporia a suspensão do feito, na esteira do que restou decidido no âmbito da ação em que se discute o Tema 1046, até porque, ao que parece, a discussão aqui travada cinge-se à interpretação que seria a mais correta para a cláusula 34..., e não a prevalência desta sobre qualquer outra norma” (e-Doc. 82, TRT1 - 0100247-81.2021.5.01.0201). “O pedido liminar encartado na ação constitucional fora parcialmente deferido por mim em consonância com a concepção de que a melhor interpretação da cláusula 34... do ACT 2020/2022 celebrado entre impetrantes e terceiros era a empregada pelos entes sindicais. Em verdade, a hipótese retratada no writ de minha relataria não se amolda àquela aventada nos autos do ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral), cuja relataria está a cargo do eminente na o Ministro Gilmar Mendes, porquanto a celeuma no entorno da norma coletiva que embala a controvérsia diz respeito à interpretação de norma coletiva de confusa redação. Com efeito, as empresas, terceiras interessadas, a entendem como com a priorização dos descontos da AMS pela PETROS em folha de pagamentos, devendo o percentual ser efetivado após os descontos dos empréstimos consignados. Já os entes sindicais defendem que cláusula 34 do ACT 2020/2022 determina que sobre a margem consignável dos ganhos dos substituídos só devem ser apurado o desconto da AMS quando este for prioritária , o que não estaria sendo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF que, concluindo pela existência de duas interpretações possíveis a respeito da referida cláusula, entendeu por correto aplicar aquela que seria a mais restritiva, principalmente por coincidir com aquela que seria mais favorável aos trabalhadores. (...) Embora a Petrobras sustente, ainda, que ‘a pretensão do Sindicato Autor representa indevida interferência em matéria afeta ao campo das relações coletivas’, não traz à discussão a tese de que o negociado deveria prevalecer sobre o legislado, o que imporia a suspensão do feito, na esteira do que restou decidido no âmbito da ação em que se discute o Tema 1046, até porque, ao que parece, a discussão aqui travada cinge-se à interpretação que seria a mais correta para a cláusula 34..., e não a prevalência desta sobre qualquer outra norma” (e-Doc. 82, TRT1 - 0100247-81.2021.5.01.0201). “O pedido liminar encartado na ação constitucional fora parcialmente deferido por mim em consonância com a concepção de que a melhor interpretação da cláusula 34... do ACT 2020/2022 celebrado entre impetrantes e terceiros era a empregada pelos entes sindicais. Em verdade, a hipótese retratada no writ de minha relataria não se amolda àquela aventada nos autos do ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral), cuja relataria está a cargo do eminente na o Ministro Gilmar Mendes, porquanto a celeuma no entorno da norma coletiva que embala a controvérsia diz respeito à interpretação de norma coletiva de confusa redação. Com efeito, as empresas, terceiras interessadas, a entendem como com a priorização dos descontos da AMS pela PETROS em folha de pagamentos, devendo o percentual ser efetivado após os descontos dos empréstimos consignados. Já os entes sindicais defendem que cláusula 34 do ACT 2020/2022 determina que sobre a margem consignável dos ganhos dos substituídos só devem ser apurado o desconto da AMS quando este for prioritária , o que não estaria sendo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF observado pelas empresas, que estavam incluindo como prioritários os valores do plano de saúde e dos empréstimos consignados. Ou seja, os entes sindicais entendem que a literalidade da norma não empresta outra interpretação senão aquela que fixa a possibilidade de elevar a margem consignável a 30% somente quando os descontos da AMS forem priorizados, caso contrário, se os descontos dos consignados vierem antes, o percentual consignável deveria permanecer nos 13% praticados até o advento do ACT 2020//2022, com o que não concordaram as então terceiras interessadas. (...) Em suma: nos autos da ação mandamental de número 0101231-86.2021.5.01 .0000 de minha relataria não se tratou, com todas as vênias , de hipótese que se amolde à vertida na ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral) de relataria do Ministro Gilmar Mendes, mas, sim, pura e simplesmente, de demanda que reclamou por interpretação do Judiciário Trabalhista de cláusula normativa, cujos convenentes, cada qual aos seu modo, estavam empregando a interpretação que melhor lhes atendia” (e-Doc. 83, TRT1 - 0101231-86.2021.5.01.0000). “Como se vê, a concessão da segurança pautou-se no entendimento que a única prioridade estipulada na norma coletiva é a dos descontos da AMS, pelo que eles têm preferência sobre quaisquer outros, inclusive, e principalmente, sobre empréstimos consignados. Reitero que ao realizar diversos descontos sem que seja observada a priorização daqueles relativos à Assistência Multidisciplinar de Saúde, os terceiros interessados – PETROBRAS e PETROS - acabam por permitir que, em determinadas situações, ocorra comprometimento de quase a totalidade dos proventos dos substituídos. Levou-se em conta o caput da cláusula coletiva (Cláusula 34), a qual prevê o desconto de 30% para todos os beneficiários, cuja redação inclui empregados, aposentados e pensionistas. E, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF observado pelas empresas, que estavam incluindo como prioritários os valores do plano de saúde e dos empréstimos consignados. Ou seja, os entes sindicais entendem que a literalidade da norma não empresta outra interpretação senão aquela que fixa a possibilidade de elevar a margem consignável a 30% somente quando os descontos da AMS forem priorizados, caso contrário, se os descontos dos consignados vierem antes, o percentual consignável deveria permanecer nos 13% praticados até o advento do ACT 2020//2022, com o que não concordaram as então terceiras interessadas. (...) Em suma: nos autos da ação mandamental de número 0101231-86.2021.5.01 .0000 de minha relataria não se tratou, com todas as vênias , de hipótese que se amolde à vertida na ARE 1.121.633/GO (Tema 1.046 de repercussão geral) de relataria do Ministro Gilmar Mendes, mas, sim, pura e simplesmente, de demanda que reclamou por interpretação do Judiciário Trabalhista de cláusula normativa, cujos convenentes, cada qual aos seu modo, estavam empregando a interpretação que melhor lhes atendia” (e-Doc. 83, TRT1 - 0101231-86.2021.5.01.0000). “Como se vê, a concessão da segurança pautou-se no entendimento que a única prioridade estipulada na norma coletiva é a dos descontos da AMS, pelo que eles têm preferência sobre quaisquer outros, inclusive, e principalmente, sobre empréstimos consignados. Reitero que ao realizar diversos descontos sem que seja observada a priorização daqueles relativos à Assistência Multidisciplinar de Saúde, os terceiros interessados – PETROBRAS e PETROS - acabam por permitir que, em determinadas situações, ocorra comprometimento de quase a totalidade dos proventos dos substituídos. Levou-se em conta o caput da cláusula coletiva (Cláusula 34), a qual prevê o desconto de 30% para todos os beneficiários, cuja redação inclui empregados, aposentados e pensionistas. E, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF por se tratar de categoria especial de beneficiários, os aposentados e pensionistas foram abarcados pela previsão, de igual forma especial, para que o aumento da margem ficasse condicionado à priorização dos descontos da AMS pela PETROS. Entendo, portanto, que o perigo de dano irreversível é claro, pois os descontos a mais efetuados mensalmente pela Petros – sobre a licitude dos quais paira a controvérsia –, não incluindo ou preterindo as obrigações que eventualmente decorram da utilização da AMS, constringem parcela disponível da remuneração de aposentados e pensionistas” (e- Doc. 86, TRT1 - 0101436-18.2021.5.01.0000). “Diante do exposto, e considerando-se (a) que o Tema 1046 trata da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, (b) que, no processo n. 0000172-66.2021.5.17.0014, não se discute a validade da Cláusula 34 do ACT 2020/2022, mas sim se houve observância da condicionante prevista no § 1..., da mesma cláusula; bem como (c) que a decisão prolatada pelo Juízo da 14. Vara do Trabalho de Vitória não exclui a validade dessa norma – pelo contrário, trata do cumprimento de condição nela prevista-, entende-se que, no que se refere ao Tribunal Regional do Trabalho da 17. Região, a Reclamação Constitucional n. 52.048 deva ser julgada improcedente” (e-Doc. 87, TRT17 - 0000172-66.2021.5.17.0014). Dessa forma, fiz constar meu entendimento de que as ações interpostas não têm a pretensão de questionar a validade de cláusula prevista em acordo ou convenção coletiva, mas sim de conferir interpretação à referida cláusula. Ademais, não haveria falar em hipótese de restrição ou limitação de direitos trabalhistas, haja vista a questão do processo de referência tratar de matéria tipicamente privada. Nesse tocante, citei decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nestes mesmos autos: 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF por se tratar de categoria especial de beneficiários, os aposentados e pensionistas foram abarcados pela previsão, de igual forma especial, para que o aumento da margem ficasse condicionado à priorização dos descontos da AMS pela PETROS. Entendo, portanto, que o perigo de dano irreversível é claro, pois os descontos a mais efetuados mensalmente pela Petros – sobre a licitude dos quais paira a controvérsia –, não incluindo ou preterindo as obrigações que eventualmente decorram da utilização da AMS, constringem parcela disponível da remuneração de aposentados e pensionistas” (e- Doc. 86, TRT1 - 0101436-18.2021.5.01.0000). “Diante do exposto, e considerando-se (a) que o Tema 1046 trata da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, (b) que, no processo n. 0000172-66.2021.5.17.0014, não se discute a validade da Cláusula 34 do ACT 2020/2022, mas sim se houve observância da condicionante prevista no § 1..., da mesma cláusula; bem como (c) que a decisão prolatada pelo Juízo da 14. Vara do Trabalho de Vitória não exclui a validade dessa norma – pelo contrário, trata do cumprimento de condição nela prevista-, entende-se que, no que se refere ao Tribunal Regional do Trabalho da 17. Região, a Reclamação Constitucional n. 52.048 deva ser julgada improcedente” (e-Doc. 87, TRT17 - 0000172-66.2021.5.17.0014). Dessa forma, fiz constar meu entendimento de que as ações interpostas não têm a pretensão de questionar a validade de cláusula prevista em acordo ou convenção coletiva, mas sim de conferir interpretação à referida cláusula. Ademais, não haveria falar em hipótese de restrição ou limitação de direitos trabalhistas, haja vista a questão do processo de referência tratar de matéria tipicamente privada. Nesse tocante, citei decisão proferida pelo Ministro Gilmar Mendes nestes mesmos autos: 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF “Da análise dos processos elencados pela requerente, bem como da cláusula objeto das demandas, constato que a matéria de fundo refere-se, de fato, à extensão da validade de cláusula de acordo coletivo. Entretanto, não vislumbro hipótese em que discutida restrição de direitos trabalhistas, condição apta a ensejar a aplicação da suspensão determinada pelo tema 1.046, da sistemática da repercussão geral. Isso porque a cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho para os anos 2020/2022 dispõe sobre a forma como se implementará a alteração do valor da margem consignável de aposentados e pensionistas para descontos da AMS pela Petros. Ou seja, trata de como se dará a participação na manutenção de benefício de assistência multidisciplinar de saúde, com condição que demanda ‘priorização’ a ser feita pelo fundo de previdência privada” (e-Doc. 54). Com efeito, ao contrário do que afirma a Petrobras, não deve prosperar o pleito de sobrestamento, ante a ausência de aderência estrita entre os atos reclamados e a ordem de suspensão. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. NORMA COLETIVA DE TRABALHO QUE LIMITA OU RESTRINGE DIREITO TRABALHISTA NÃO ASSEGURADO CONSTITUCIONALMENTE. TEMA 1.046 DA REPERCUSSÃO GERAL AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Na decisão reclamada não se evidencia a invalidação de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista. II - Não há relação de estrita aderência entre a decisão reclamada e o parâmetro de controle invocado, Tema 1.046 da Repercussão Geral (ARE 1.121.633-RG/GO). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl n 52.296-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/5/22). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF “Da análise dos processos elencados pela requerente, bem como da cláusula objeto das demandas, constato que a matéria de fundo refere-se, de fato, à extensão da validade de cláusula de acordo coletivo. Entretanto, não vislumbro hipótese em que discutida restrição de direitos trabalhistas, condição apta a ensejar a aplicação da suspensão determinada pelo tema 1.046, da sistemática da repercussão geral. Isso porque a cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho para os anos 2020/2022 dispõe sobre a forma como se implementará a alteração do valor da margem consignável de aposentados e pensionistas para descontos da AMS pela Petros. Ou seja, trata de como se dará a participação na manutenção de benefício de assistência multidisciplinar de saúde, com condição que demanda ‘priorização’ a ser feita pelo fundo de previdência privada” (e-Doc. 54). Com efeito, ao contrário do que afirma a Petrobras, não deve prosperar o pleito de sobrestamento, ante a ausência de aderência estrita entre os atos reclamados e a ordem de suspensão. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. NORMA COLETIVA DE TRABALHO QUE LIMITA OU RESTRINGE DIREITO TRABALHISTA NÃO ASSEGURADO CONSTITUCIONALMENTE. TEMA 1.046 DA REPERCUSSÃO GERAL AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Na decisão reclamada não se evidencia a invalidação de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista. II - Não há relação de estrita aderência entre a decisão reclamada e o parâmetro de controle invocado, Tema 1.046 da Repercussão Geral (ARE 1.121.633-RG/GO). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl n 52.296-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/5/22). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF “DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PRETENSÃO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO COM BASE NO TEMA 1046. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA. 1. Reclamação em que se alega violação à decisão de suspensão nacional de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, determinada pelo Min. Gilmar Mendes, Relator do ARE 1.121.633, Tema 1.046 da repercussão geral. 2. Na decisão reclamada, não se afastou norma coletiva, mas se afirmou o seu descumprimento, de modo que o debate, conforme delineado a partir do acórdão impugnado, não guarda relação de aderência estrita com o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (Rcl n 47.765- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/3/22). “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl n 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 17/10/08). Ademais, ainda que se pudesse superar o óbice acima referido, melhor sorte não socorreria a agravante. Isso porque, em 2/6/22, o Plenário deste Supremo Tribunal concluiu o julgamento do ARE n 1.121.633/GO-RG, Tema n 1.046 da Repercussão Geral. A ata de julgamento foi redigida nos seguintes termos: “Decisão: O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF “DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PRETENSÃO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO COM BASE NO TEMA 1046. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA. 1. Reclamação em que se alega violação à decisão de suspensão nacional de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, determinada pelo Min. Gilmar Mendes, Relator do ARE 1.121.633, Tema 1.046 da repercussão geral. 2. Na decisão reclamada, não se afastou norma coletiva, mas se afirmou o seu descumprimento, de modo que o debate, conforme delineado a partir do acórdão impugnado, não guarda relação de aderência estrita com o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (Rcl n 47.765- AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/3/22). “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl n 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 17/10/08). Ademais, ainda que se pudesse superar o óbice acima referido, melhor sorte não socorreria a agravante. Isso porque, em 2/6/22, o Plenário deste Supremo Tribunal concluiu o julgamento do ARE n 1.121.633/GO-RG, Tema n 1.046 da Repercussão Geral. A ata de julgamento foi redigida nos seguintes termos: “Decisão: O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 52048 AGR / DF 1.046 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber. Em seguida, por unanimidade, foi fixada a seguinte tese: ‘São constitucionais os acordos e as convenções coletivos que, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas, independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis’. Ausentes, justificadamente, o Ministro Luiz Fux (Presidente), impedido neste julgamento, e o Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu o julgamento a Ministra Rosa Weber, Vice-Presidente” (DJe de 14/6/22). Nesse quadro, julgado o mérito do ARE n 1.121.633/GO-RG e publicada a ata de julgamento do processo, fica superada a questão da suspensão nacional dos processos. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Supremo Tribunal Federal RCL 52048 AGR / DF 1.046 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin e Rosa Weber. Em seguida, por unanimidade, foi fixada a seguinte tese: ‘São constitucionais os acordos e as convenções coletivos que, ao considerarem a adequação setorial negociada, pactuam limitações ou afastamentos de direitos trabalhistas, independentemente da explicitação especificada de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis’. Ausentes, justificadamente, o Ministro Luiz Fux (Presidente), impedido neste julgamento, e o Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu o julgamento a Ministra Rosa Weber, Vice-Presidente” (DJe de 14/6/22). Nesse quadro, julgado o mérito do ARE n 1.121.633/GO-RG e publicada a ata de julgamento do processo, fica superada a questão da suspensão nacional dos processos. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0415-85BE-F58A-A3A0 e senha 628E-6135-CDB8-0544 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Extrato de Ata - 22/11/2022 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (53389/DF, 150216/RJ) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 52.048 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : LEANDRO FONSECA VIANNA (53389/DF, 150216/RJ) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, DESTILAÇÃO, ARMAZENAMENTO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE ATRAVÉS DE DUTOVIAS, E IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO, DERIVADOS E SIMILARES DOS ESTADOS DE SÃO PAULO, GOIÁS E DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE REFINAÇÃO, DESTILAÇÃO, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA - SINDIPETRO PR/SC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS EMPRESAS E INDÚSTRIAS DO SETOR PÚBLICO, ESTATAL E DO SETOR PRIVADO DO RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO EM PESQUISA, EXPLORAÇÃO, PERFURAÇÃO, LAVRA, PRODUÇÃO, TRATAMENTO, PROCESSAMENTO, REFINO, ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS, GÁS NATURAL E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS, ENERGIA EÓLICA, BIOENERGIA, BIODIESEL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA INDUSTRIAL E SEUS DERIVADOS, QUÍMICA FINA E SEUS DERIVADOS, PETROQUÍMICA E SEUS DERIVADOS, PRODUÇÃO DE ÓLEOS MINERAIS E SEUS DERIVADOS, OUTROS INSUMOS E PRODUTOS AFINS E SUAS ALUDIDAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS, ECONÔMICAS, LOGÍSTICAS E DE SERVIÇOS NAS ÁREAS TERRESTRES E MARÍTIMAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - SINDIPETRO-RN ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS DE PERNAMBUCO E PARAÍBA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE - SINDIPETRO/NF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DO PETRÓLEO NO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDIPETRO-MG ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PESQUISA, PERFURAÇÃO, PRODUÇÃO, REFINO, ARMAZENAGEM, TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO E DISTRIBUIÇÃO DE DERIVADOS E GÁS NATURAL, GERAÇÃO DE ENERGIA ORIUNDA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL, PETROQUÍMICAS, QUÍMICAS, EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS NAS ALUDIDAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - SINDIPETRO-ES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Extrato de Ata - 22/11/2022 ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS-PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS - SINDIPETRO/DC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA - SINDIPETRO/BA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS DE MÁQUINAS EM TRANSPORTE MARÍTIMOS E FLUVIAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS, CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA - SINDIPETRO/LP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA E NO TRANSPORTE DE PETRÓLEO, GÁS, MATÉRIAS-PRIMAS, DERIVADOS, PETROQUÍMICA E AFINS, ENERGIAS DE BIOMASSAS E OUTRAS RENOVÁVEIS E COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINDIPETRO/RJ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS PRÓPRIAS E CONTRATADAS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO, PRODUÇÃO E REFINO DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NO TRANSPORTE, TRANSFERÊNCIA E ESTOCAGEM DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS NA INDÚSTRIA DE GÁS, PETROQUIMICA E AFINS, NAS INDÚSTRIAS DE ENERGIAS DE BIOMASSAS E ENERGIAS RENOVÁVEIS ENA INDÚSTRIA DE COMBUSTIVEIS ALTERNATIVOS NOS ESTADOS DO PARÁ, AMAZONAS, MARANHÃO, AMAPÁ E NOS DEMAIS ESTADOS DA AMAZÔNIA - SINDIPETRO PA/AM/MA/AP ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS, PETROQUÍMICOS, QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS ESTADOS DE ALAGOAS E SERGIPE - SINDIPETRO AL/SE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SINDIPETRO SJC ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 22/11/2022 INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Convocado o Ministro Gilmar Mendes, para apresentar voto em processo suspenso, em razão de empate verificado. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Supremo Tribunal Federal INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.11.2022 a 21.11.2022. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Convocado o Ministro Gilmar Mendes, para apresentar voto em processo suspenso, em razão de empate verificado. Luiz Gustavo Silva Almeida Secretário da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C2-12D9-18D7-5913 e senha E01B-EAFD-DDE7-E052 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 52 . 048", "RCL 52048", "RCL 52048", "RCL 52048", "RCL 52048", "ARE n 1 . 121 . 633 / GO -", "ARE n 1 . 121 . 633 / GO - RG", "RECLAMAÇÃO 52 . 048", "RECLAMAÇÃO 52 . 048", "RCL 52048", "RCL 52048", "RCL 52048", "ARE", "Petição", "Petição", "RCL 52048", "RCL 52048 AGR", "TRT6", "-", "0000623", "-", "06", ".", "2021", ".", "6", ".", ".", "RCL 52048 AGR", "ARE 1 . 121 . 633 / GO", "ARE 1 . 121 . 633", "ação mandamental de número 0101231 - 86 . 2021 . 5 . 01 . 0000", "ARE 1 . 121 . 633 / GO", "RCL 52048 AGR /", "ARE 1 . 121 . 633 / GO", "RCL 52048", "processo", "Reclamação Constitucional n . 52 . 048", "RCL 52048 AGR / DF", "Reclamação Constitucional n . 52 . 048", "RCL 52048 AGR / DF", "ARE 1 . 121 . 633 - RG / GO", "Rcl n 52 . 296 - AgR", "Rcl n 52 . 296 - AgR", "ARE 1 . 121 . 633", "Rcl n 47 . 765 - AgR", "Rcl n 6 . 534 / MG - AgR", "ARE n 1 . 121 . 633 / GO - RG", "RCL 52048 AGR / DF", "ARE 1 . 121 . 633", "Rcl n 47 . 765 - AgR", "Rcl n 6 . 534 / MG - AgR", "ARE n 1 . 121 . 633 / GO - RG", "ARE n 1 . 121 . 633 / GO -", "RCL 52048 AGR / DF", "ARE n 1 . 121 . 633 / GO -", "RECLAMAÇÃO 52 . 048" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Cláusula n 34 do Acordo Coletivo 2020 / 21", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , inciso III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , inciso III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução Supremo Tribunal Federal n 697 / 20", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 1 da Cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho de 2020 / 2022", "cláusula 34 da", "ACT 2020 / 2022", "art . 7 . . . , inciso XXVI , da Carta de Outubro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 1 da Cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho de 2020 / 2022", "cláusula 34 da", "ACT 2020 / 2022", "art . 7 . . . , inciso XXVI , da Carta de Outubro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "cláusula 34 do ACT 2020 / 2022", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ACT 2020 / 2022", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ACT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ACT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADOS DE SÃO PAULO", "GOIÁS", "DISTRITO FEDERAL", "SANTA CATARINA", "RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "PERNAMBUCO", "PARAÍBA", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "SINDIPETRO", "/", "RJ", "PARÁ", "AMAZONAS", "MARANHÃO", "AMAPÁ", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADOS", "PARÁ", "AMAZONAS", "MARANHÃO", "AMAPÁ", "ESTADOS DE ALAGOAS", "SERGIPE", "SÃO JOSÉ DOS CAMPOS", "ESTADOS DE ALAGOAS", "SÃO JOSÉ DOS CAMPOS", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "GOIÁS", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADOS DO PARANÁ", "SANTA CATARINA", "RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO", "DISTRITO FEDERAL", "GOIÁS", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADOS DO PARANÁ", "SANTA CATARINA", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADOS", "PARÁ", "AMAZONAS", "MARANHÃO", "AMAPÁ", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADOS DO PARÁ", "AMAZONAS", "MARANHÃO", "AMAPÁ", "ESTADOS DE", "ALAGOAS", "SERGIPE", "SÃO JOSÉ DOS CAMPOS", "ESTADOS DE ALAGOAS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "GO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADOS DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADOS DO PARANÁ", "SANTA CATARINA", "RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "PARAÍBA", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADOS DE SÃO PAULO", "GOIÁS", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADOS DO PARANÁ", "SANTA CATARINA", "RAMO ENERGÉTICO DO PETRÓLEO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "PARAÍBA", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "PARÁ", "AMAZONAS", "MARANHÃO", "AMAPÁ", "AMAZÔNIA", "ESTADOS DE ALAGOAS", "SERGIPE", "SÃO JOSÉ DOS CAMPOS", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADOS", "PARÁ", "AMAZONAS", "MARANHÃO", "AMAPÁ", "ALAGOAS", "SERGIPE" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PETROLEO BRASILEIRO S A", "PETROBRAS", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS", "SINDICATO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE", "SINDIPETRO", "/", "NF", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDIPETRO", "-", "MG", "SINDICATO DOS PETROLEIROS", "ES", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS", "SINDIPETRO", "DC", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA", "SINDIPETRO", "/", "BA", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "Supremo Tribunal Federal", "SINDIPETRO", "RN", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE", "NF", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDIPETRO", "-", "MG", "SINDICATO DOS PETROLEIROS", "ES", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA", "SINDIPETRO", "/", "BA", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "/", "DF", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS , CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA", "SINDIPETRO", "/", "LP", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "SINDICATO", "SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA", "SINDIPETRO", "/", "LP", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "RJ", "ESTADOS", "PA", "/", "AM", "/", "MA", "/", "AP", "SINDICATO", "SINDIPETRO", "AL", "/", "SE", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SJC", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5 .", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO", "SJC", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 . .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5", "AGR", "/", "DF", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS", "SINDICATO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS PETROLEIROS E PETROLEIRAS NAS", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE", "SINDIPETRO", "/", "NF", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDIPETRO", "MG", "SINDICATO DOS PETROLEIROS", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO DOS ESTADOS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE", "SINDIPETRO", "/", "NF", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS PETROLEIROS", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE DUQUE DE CAXIAS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA", "SINDIPETRO", "/", "BA", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "/", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS", "SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS , CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA", "SINDIPETRO", "/", "LP", "SINDICATO", "SINDIPETRO", "/", "RJ", "SINDICATO", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO NACIONAL DOS", "SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA", "SINDIPETRO", "/", "LP", "SINDICATO", "/", "RJ", "PA", "/", "SINDICATO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17", "REGIÃO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5 .", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO UNIFICADO DOS TRABALHADORES PETROLEIROS , PETROQUÍMICOS , QUÍMICOS E PLÁSTICOS NOS", "SINDIPETRO", "AL", "/", "SE", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE DESTILAÇÃO E REFINAÇÃO DE PETRÓLEO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS", "SINDIPETRO", "SJC", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9 . .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6 . .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5 .", "Petroleo Brasileiro S . A .", "Petrobras", "Supremo Tribunal Federal", "AMS", "Programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde", "Petrobras", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Petroleo Brasileiro S . A .", "Petrobras", "Supremo Tribunal Federal", "Petrobras", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Petrobras", "Centro de Conciliação e Mediação", "Supremo Tribunal Federal", "CMC", "CMC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Petrobras", "Centro de Conciliação e", "Supremo Tribunal Federal", "CMC", "CMC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "AGR", "/", "DF", "PETROS", "PETROS", "Petrobras", "Supremo Tribunal Federal", "PETROS", "PETROS", "Petrobras", "DF", "Petrobras", "Petros", "Supremo Tribunal Federal", "Petrobras", "Petros", "/", "DF", "Petrobras", "PETROS", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Petrobras", "PETROS", "/", "PETROBRAS", "PETROS", "Supremo Tribunal Federal", "PETROBRAS", "PETROS", "/", "AMS", "PETROS", "Petros", "AMS", "14", ". Vara do Trabalho de Vitória", "Tribunal Regional do Trabalho da 17 . Região", "Supremo Tribunal Federal", "PETROS", "Petros", "14 . Vara do Trabalho de Vitória", "Tribunal Regional do Trabalho da 17 . Região", "AMS", "Petros", "Petrobras", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Petros", "Petrobras", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Tribunal Pleno", "Plenário deste", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário deste Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETROLEO BRASILEIRO S A", "PETROBRAS", "/", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE", "SINDIPETRO", "/", "SINDICATO", "SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS", "SINDICATO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDICATO DOS PETROLEIROS", "SINDICATO DOS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE", "SINDICATO", "SINDIPETRO", "SINDICATO DOS PETROLEIROS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO", "ESTADO DA BAHIA", "SINDIPETRO", "/", "BA", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS", "SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS", "SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA", "SINDIPETRO", "/", "LP", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINDIPETRO", "/", "RJ", "SINDICATO", "/", "SINDIPETRO", "/", "SE", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SJC", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "DC", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DA BAHIA", "SINDIPETRO", "/", "BA", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS", "SINDICATO NACIONAL DOS MARINHEIROS E MOÇOS EM TRANSPORTES MARÍTIMOS", "SINDICATO NACIONAL DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS ENFERMEIROS DA MARINHA MERCANTE", "SINDICATO NACIONAL DOS TAIFEIROS , CULINÁRIOS E PANIFICADORES MARÍTIMOS", "SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL PAULISTA", "SINDIPETRO", "/", "LP", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS", "SINDIPETRO", "/", "SINDIPETRO", "SJC", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9 . .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 . .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3 . .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5 .", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 21 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5 .", "Primeira Turma", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "DIAS TOFFOLI", "LEANDRO FONSECA VIANNA", "Luís Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Luiz Gustavo Silva Almeida", "Luís Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Luiz Gustavo Silva Almeida" ], "TEMPO": [ "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "21", "/", "11", "/", "22", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 a 21 / 11", "/ 22", "22 de novembro de 2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "08", "/", "2021", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2020", "/", "2022", "19", "/", "5", "/", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "2020", "/", "2022", "19", "/", "5", "/", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "3", "/", "22", "17", "/", "10", "/", "08", "2", "/", "6", "/", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "3", "/", "22", "17", "/", "10", "/", "08", "2", "/", "6", "/", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "6", "/", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "6", "/", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "2022", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "11", ".", "2022", "21", ".", "11", ".", "2022", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :GILSON HIARITA IMPTE.(S) :DANYELLE DA SILVA GALVAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. DENÚNCIA – ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. Não se revela inepta a denúncia que, observados os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, narra, de forma precisa e individualizada, as condutas atribuídas e delimita o conteúdo da acusação veiculada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C1B-9F1F-C738-5469 e senha 6A3E-6398-6706-48D2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :GILSON HIARITA IMPTE.(S) :DANYELLE DA SILVA GALVAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise da liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Judicial da Comarca de Itapecerica da Serra/SP, no processo nº 0002699- 77.2016.8.26.0268, recebeu, em 8 de agosto de 2011, denúncia em desfavor do paciente ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 312 (peculato) do Código Penal. Segundo narrou o Ministério Público na peça acusatória, o paciente, então diretor financeiro e administrativo do Departamento de Saúde da Prefeitura de São Lourenço da Serra/SP, teria participado de esquema irregular de compras de medicamentos e materiais hospitalares da empresa E. A. Drogaria São Lourenço, pertencente a outros acusados, entre os anos de 2006 e 2007, causando prejuízos ao erário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :GILSON HIARITA IMPTE.(S) :DANYELLE DA SILVA GALVAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise da liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Judicial da Comarca de Itapecerica da Serra/SP, no processo nº 0002699- 77.2016.8.26.0268, recebeu, em 8 de agosto de 2011, denúncia em desfavor do paciente ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 312 (peculato) do Código Penal. Segundo narrou o Ministério Público na peça acusatória, o paciente, então diretor financeiro e administrativo do Departamento de Saúde da Prefeitura de São Lourenço da Serra/SP, teria participado de esquema irregular de compras de medicamentos e materiais hospitalares da empresa E. A. Drogaria São Lourenço, pertencente a outros acusados, entre os anos de 2006 e 2007, causando prejuízos ao erário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 144234 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 397.967/SP, indeferido liminarmente. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduzem que a acusação não descreveu a conduta do paciente na denúncia, afirmando-a inepta, vaga e genérica. Apontam a falta de justa causa para prosseguimento da ação penal, sublinhando a ausência de indícios de participação do paciente no crime. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. Buscam, alfim, o trancamento da ação penal. Vossa Excelência, em 24 de outubro de 2017, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, uma vez impetrado em face de decisão individual. No mérito, ressaltando a adequação da peça acusatória, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o encerramento da instrução. O processo aguarda a apresentação de alegações finais pelas partes. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para exame na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Supremo Tribunal Federal HC 144234 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 397.967/SP, indeferido liminarmente. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduzem que a acusação não descreveu a conduta do paciente na denúncia, afirmando-a inepta, vaga e genérica. Apontam a falta de justa causa para prosseguimento da ação penal, sublinhando a ausência de indícios de participação do paciente no crime. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. Buscam, alfim, o trancamento da ação penal. Vossa Excelência, em 24 de outubro de 2017, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, uma vez impetrado em face de decisão individual. No mérito, ressaltando a adequação da peça acusatória, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o encerramento da instrução. O processo aguarda a apresentação de alegações finais pelas partes. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para exame na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reafirmo a óptica veiculada ao deixar de implementar a medida acauteladora: […] 2. Na etapa de recebimento da denúncia, a análise da acusação submete-se à aplicação dos artigos 41 e 395 do Código de Processo Penal, que preveem a necessidade de apresentação de inicial a revelar o fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou os esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do delito e, quando for o caso, o rol de testemunhas, a presença dos requisitos processuais e condições da ação, assim como a base da denúncia em elementos mínimos quanto à materialidade e à autoria, tudo de modo a delimitar a imputação penal e possibilitar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. Observem que a denúncia remete à conduta do paciente. Nela se narra, com base em elementos colhidos mediante inquérito policial, no bojo de investigação acerca da prática de crimes contra a Administração Pública, que, em virtude de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reafirmo a óptica veiculada ao deixar de implementar a medida acauteladora: […] 2. Na etapa de recebimento da denúncia, a análise da acusação submete-se à aplicação dos artigos 41 e 395 do Código de Processo Penal, que preveem a necessidade de apresentação de inicial a revelar o fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou os esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do delito e, quando for o caso, o rol de testemunhas, a presença dos requisitos processuais e condições da ação, assim como a base da denúncia em elementos mínimos quanto à materialidade e à autoria, tudo de modo a delimitar a imputação penal e possibilitar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. Observem que a denúncia remete à conduta do paciente. Nela se narra, com base em elementos colhidos mediante inquérito policial, no bojo de investigação acerca da prática de crimes contra a Administração Pública, que, em virtude de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 144234 / SP prestar assessoria direta ao Prefeito do Município de São Lourenço da Serra/SP, teria participado, entre os anos de 2007 e 2008, de esquema irregular na aquisição de medicamentos e materiais hospitalares pela Prefeitura e agido em concurso de pessoas, com identidade de propósitos, exigindo para si e para outrem, diretamente, em razão da função pública, vantagem indevida. Apontou-se a exigência, direcionada ao comerciante identificado com Sidney, proprietário da E.A. Drogaria São Lourenço Ltda. – ME, da entrega de valores como condição para a realização de parte dos pagamentos a serem implementados pela Prefeitura. Aludiu-se à entrega de dinheiro, pelo citado comerciante, em mãos ao paciente. A denúncia atende à organicidade do Direito, viabilizando a defesa. A fase não é de definição da culpa, mas de simples instauração do processo-crime. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Supremo Tribunal Federal HC 144234 / SP prestar assessoria direta ao Prefeito do Município de São Lourenço da Serra/SP, teria participado, entre os anos de 2007 e 2008, de esquema irregular na aquisição de medicamentos e materiais hospitalares pela Prefeitura e agido em concurso de pessoas, com identidade de propósitos, exigindo para si e para outrem, diretamente, em razão da função pública, vantagem indevida. Apontou-se a exigência, direcionada ao comerciante identificado com Sidney, proprietário da E.A. Drogaria São Lourenço Ltda. – ME, da entrega de valores como condição para a realização de parte dos pagamentos a serem implementados pela Prefeitura. Aludiu-se à entrega de dinheiro, pelo citado comerciante, em mãos ao paciente. A denúncia atende à organicidade do Direito, viabilizando a defesa. A fase não é de definição da culpa, mas de simples instauração do processo-crime. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 144.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : GILSON HIARITA IMPTE.(S) : DANYELLE DA SILVA GALVAO (34006/DF, 40508/PR, 340931/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 854A-F520-A9BA-92F4 e senha C116-DD52-57E3-05DC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 144.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : GILSON HIARITA IMPTE.(S) : DANYELLE DA SILVA GALVAO (34006/DF, 40508/PR, 340931/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 854A-F520-A9BA-92F4 e senha C116-DD52-57E3-05DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749417570
2019-03-12T00:00:00
2019-03-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. DENÚNCIA – ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. Não se revela inepta a denúncia que, observados os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, narra, de forma precisa e individualizada, as condutas atribuídas e delimita o conteúdo da acusação veiculada.
sjur400284
Número de páginas: 6. Análise: 10/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
144234
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 144234
[ "" ]
PACTE.(S) : GILSON HIARITA IMPTE.(S) : DANYELLE DA SILVA GALVAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :GILSON HIARITA IMPTE.(S) :DANYELLE DA SILVA GALVAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. DENÚNCIA – ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. Não se revela inepta a denúncia que, observados os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, narra, de forma precisa e individualizada, as condutas atribuídas e delimita o conteúdo da acusação veiculada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C1B-9F1F-C738-5469 e senha 6A3E-6398-6706-48D2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :GILSON HIARITA IMPTE.(S) :DANYELLE DA SILVA GALVAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise da liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Judicial da Comarca de Itapecerica da Serra/SP, no processo n 0002699- 77.2016.8.26.0268, recebeu, em 8 de agosto de 2011, denúncia em desfavor do paciente ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 312 (peculato) do Código Penal. Segundo narrou o Ministério Público na peça acusatória, o paciente, então diretor financeiro e administrativo do Departamento de Saúde da Prefeitura de São Lourenço da Serra/SP, teria participado de esquema irregular de compras de medicamentos e materiais hospitalares da empresa E. A. Drogaria São Lourenço, pertencente a outros acusados, entre os anos de 2006 e 2007, causando prejuízos ao erário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :GILSON HIARITA IMPTE.(S) :DANYELLE DA SILVA GALVAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise da liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Judicial da Comarca de Itapecerica da Serra/SP, no processo n 0002699- 77.2016.8.26.0268, recebeu, em 8 de agosto de 2011, denúncia em desfavor do paciente ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 312 (peculato) do Código Penal. Segundo narrou o Ministério Público na peça acusatória, o paciente, então diretor financeiro e administrativo do Departamento de Saúde da Prefeitura de São Lourenço da Serra/SP, teria participado de esquema irregular de compras de medicamentos e materiais hospitalares da empresa E. A. Drogaria São Lourenço, pertencente a outros acusados, entre os anos de 2006 e 2007, causando prejuízos ao erário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 144234 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 397.967/SP, indeferido liminarmente. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduzem que a acusação não descreveu a conduta do paciente na denúncia, afirmando-a inepta, vaga e genérica. Apontam a falta de justa causa para prosseguimento da ação penal, sublinhando a ausência de indícios de participação do paciente no crime. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. Buscam, alfim, o trancamento da ação penal. Vossa Excelência, em 24 de outubro de 2017, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, uma vez impetrado em face de decisão individual. No mérito, ressaltando a adequação da peça acusatória, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o encerramento da instrução. O processo aguarda a apresentação de alegações finais pelas partes. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para exame na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Supremo Tribunal Federal HC 144234 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 397.967/SP, indeferido liminarmente. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduzem que a acusação não descreveu a conduta do paciente na denúncia, afirmando-a inepta, vaga e genérica. Apontam a falta de justa causa para prosseguimento da ação penal, sublinhando a ausência de indícios de participação do paciente no crime. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. Buscam, alfim, o trancamento da ação penal. Vossa Excelência, em 24 de outubro de 2017, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, uma vez impetrado em face de decisão individual. No mérito, ressaltando a adequação da peça acusatória, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o encerramento da instrução. O processo aguarda a apresentação de alegações finais pelas partes. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para exame na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-A5D6-3562-600B e senha 52F0-79BF-D178-E629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reafirmo a óptica veiculada ao deixar de implementar a medida acauteladora: […] 2. Na etapa de recebimento da denúncia, a análise da acusação submete-se à aplicação dos artigos 41 e 395 do Código de Processo Penal, que preveem a necessidade de apresentação de inicial a revelar o fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou os esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do delito e, quando for o caso, o rol de testemunhas, a presença dos requisitos processuais e condições da ação, assim como a base da denúncia em elementos mínimos quanto à materialidade e à autoria, tudo de modo a delimitar a imputação penal e possibilitar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. Observem que a denúncia remete à conduta do paciente. Nela se narra, com base em elementos colhidos mediante inquérito policial, no bojo de investigação acerca da prática de crimes contra a Administração Pública, que, em virtude de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 144.234 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reafirmo a óptica veiculada ao deixar de implementar a medida acauteladora: […] 2. Na etapa de recebimento da denúncia, a análise da acusação submete-se à aplicação dos artigos 41 e 395 do Código de Processo Penal, que preveem a necessidade de apresentação de inicial a revelar o fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou os esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do delito e, quando for o caso, o rol de testemunhas, a presença dos requisitos processuais e condições da ação, assim como a base da denúncia em elementos mínimos quanto à materialidade e à autoria, tudo de modo a delimitar a imputação penal e possibilitar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. Observem que a denúncia remete à conduta do paciente. Nela se narra, com base em elementos colhidos mediante inquérito policial, no bojo de investigação acerca da prática de crimes contra a Administração Pública, que, em virtude de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 144234 / SP prestar assessoria direta ao Prefeito do Município de São Lourenço da Serra/SP, teria participado, entre os anos de 2007 e 2008, de esquema irregular na aquisição de medicamentos e materiais hospitalares pela Prefeitura e agido em concurso de pessoas, com identidade de propósitos, exigindo para si e para outrem, diretamente, em razão da função pública, vantagem indevida. Apontou-se a exigência, direcionada ao comerciante identificado com Sidney, proprietário da E.A. Drogaria São Lourenço Ltda. – ME, da entrega de valores como condição para a realização de parte dos pagamentos a serem implementados pela Prefeitura. Aludiu-se à entrega de dinheiro, pelo citado comerciante, em mãos ao paciente. A denúncia atende à organicidade do Direito, viabilizando a defesa. A fase não é de definição da culpa, mas de simples instauração do processo-crime. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Supremo Tribunal Federal HC 144234 / SP prestar assessoria direta ao Prefeito do Município de São Lourenço da Serra/SP, teria participado, entre os anos de 2007 e 2008, de esquema irregular na aquisição de medicamentos e materiais hospitalares pela Prefeitura e agido em concurso de pessoas, com identidade de propósitos, exigindo para si e para outrem, diretamente, em razão da função pública, vantagem indevida. Apontou-se a exigência, direcionada ao comerciante identificado com Sidney, proprietário da E.A. Drogaria São Lourenço Ltda. – ME, da entrega de valores como condição para a realização de parte dos pagamentos a serem implementados pela Prefeitura. Aludiu-se à entrega de dinheiro, pelo citado comerciante, em mãos ao paciente. A denúncia atende à organicidade do Direito, viabilizando a defesa. A fase não é de definição da culpa, mas de simples instauração do processo-crime. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2788-89B6-486E-593A e senha 24E4-B984-61A7-8E71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 144.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : GILSON HIARITA IMPTE.(S) : DANYELLE DA SILVA GALVAO (34006/DF, 40508/PR, 340931/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 854A-F520-A9BA-92F4 e senha C116-DD52-57E3-05DC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 144.234 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : GILSON HIARITA IMPTE.(S) : DANYELLE DA SILVA GALVAO (34006/DF, 40508/PR, 340931/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 397.967 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 854A-F520-A9BA-92F4 e senha C116-DD52-57E3-05DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 144 . 234", "HC n 397 . 967", "HABEAS", "HC n 397 . 967", "processo n 0002699 - 77 . 2016 . 8 . 26 . 0268", "HABEAS CORPUS 144 . 234", "HC n 397 . 967", "processo n 0002699 - 77 . 2016 . 8 . 26 . 0268", "HC 144234 / SP", "habeas corpus n 397 . 967 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 144234 / SP", "habeas corpus n 397 . 967 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HABEAS CORPUS 144 . 234", "HABEAS CORPUS 144 . 234", "HC 144234 / SP", "HC 144234 / SP", "HABEAS CORPUS 144 . 234", "HC n 397 . 967", "HABEAS CORPUS 144 . 234", "HC n 397 . 967" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 ( peculato ) do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 41 e 395 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 41 e 395 do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Município de São Lourenço da Serra / SP", "Município de São Lourenço da Serra / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Judicial da Comarca de Itapecerica da Serra / SP", "Ministério Público", "Departamento", "Prefeitura de", "E", ".", "A . Drogaria São Lourenço", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Judicial da Comarca de Itapecerica da Serra / SP", "Ministério Público", "Prefeitura de", "E", ".", "A . Drogaria São Lourenço", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "A", ". Drogaria São Lourenço Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "A", ". Drogaria São Lourenço Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "GILSON HIARITA", "DANYELLE DA SILVA GALVAO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILSON HIARITA", "DANYELLE DA SILVA GALVAO", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "GILSON HIARITA", "DANYELLE DA SILVA GALVAO", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Sidney", "Sidney", "MARCO AURÉLIO", "GILSON HIARITA", "DANYELLE DA SILVA GALVAO", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "GILSON HIARITA", "DANYELLE DA SILVA GALVAO", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "8 de agosto de 2011", "2006", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "8 de agosto de 2011", "2006", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de outubro de 2017", "27 de fevereiro de 2019", "12 de março", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de outubro de 2017", "27 de fevereiro de 2019", "12 de março seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE SEM A INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE COM O CASO PARADIGMA DO TEMA 941. NULIDADE AFASTADA. RECURSO DEFENSIVO NO TRIBUNAL DE ORIGEM JULGADO PREJUDICADO. MÉRITO NÃO ANALISADO. ACÓRDÃO CASSADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF84-4F2C-214A-7800 e senha 4DD7-FDDE-F4D2-2E79 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual dei provimento ao recurso extraordinário, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Sustenta o agravante, em suma, que "deve ser determinado, com base no art. 328, parágrafo único, do RI/STF, o retorno dos autos à origem, a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral, na linha da decisão monocrática de lavra do Min. Roberto Barroso, proferido no RE 970128/Agr/RS, publicada em 17.04.2017". Requer, assim, a retratação da decisão agravada, "sobrestando-se a solução do presente feito, com a determinação do retorno dos autos à origem, para que seja aplicada a sistemática da repercussão geral" ou o provimento do presente recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-C3C2-7449-331A e senha BE07-9F06-ECF8-FB99 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual dei provimento ao recurso extraordinário, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Sustenta o agravante, em suma, que "deve ser determinado, com base no art. 328, parágrafo único, do RI/STF, o retorno dos autos à origem, a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral, na linha da decisão monocrática de lavra do Min. Roberto Barroso, proferido no RE 970128/Agr/RS, publicada em 17.04.2017". Requer, assim, a retratação da decisão agravada, "sobrestando-se a solução do presente feito, com a determinação do retorno dos autos à origem, para que seja aplicada a sistemática da repercussão geral" ou o provimento do presente recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-C3C2-7449-331A e senha BE07-9F06-ECF8-FB99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão agravada: O aresto impugnado foi assim ementado: AGRAVO EXECUÇÃO DEFENSIVO. FALTA GRAVE. NOVO FATO DEFINIDO COMO CRIME DOLOSO. DECISÃO QUE DISPENSA A CONFECÇÃO DE PAD E RECONHECE A FALTA GRAVE. NULIDADE. ART. 59 DA LEP. SÚMULA N. 533 DO STJ. A instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar é imprescindível para o reconhecimento das faltas graves e posterior instauração de procedimento judicial, conforme artigo 59 da Lei de Execução Penal. Direito de defesa do apenado. Ausência que configura, portanto, vício formal insanável. Nulidade formal. Súmula 533 do STJ. Decisão desconstituída. Não sendo caso de prescrição das faltas graves, não há prejuízo à instauração de PAD para análise das supostas infrações disciplinares. DECISÃO DESCONTITUÍDA, DE OFÍCIO. EXAME DO MÉRITO RECURSAL JULGADO PREJUDICADO. UNÂNIME. A decisão da Corte Estadual considerou absolutamente indispensável, para o reconhecimento da falta grave praticada no curso da execução penal do sentenciado, a instauração de procedimento administrativo disciplinar. Entretanto, é possível o reconhecimento da falta grave se o contraditório e a ampla defesa puderem ser devidamente exercidos na via judicial. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão agravada: O aresto impugnado foi assim ementado: AGRAVO EXECUÇÃO DEFENSIVO. FALTA GRAVE. NOVO FATO DEFINIDO COMO CRIME DOLOSO. DECISÃO QUE DISPENSA A CONFECÇÃO DE PAD E RECONHECE A FALTA GRAVE. NULIDADE. ART. 59 DA LEP. SÚMULA N. 533 DO STJ. A instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar é imprescindível para o reconhecimento das faltas graves e posterior instauração de procedimento judicial, conforme artigo 59 da Lei de Execução Penal. Direito de defesa do apenado. Ausência que configura, portanto, vício formal insanável. Nulidade formal. Súmula 533 do STJ. Decisão desconstituída. Não sendo caso de prescrição das faltas graves, não há prejuízo à instauração de PAD para análise das supostas infrações disciplinares. DECISÃO DESCONTITUÍDA, DE OFÍCIO. EXAME DO MÉRITO RECURSAL JULGADO PREJUDICADO. UNÂNIME. A decisão da Corte Estadual considerou absolutamente indispensável, para o reconhecimento da falta grave praticada no curso da execução penal do sentenciado, a instauração de procedimento administrativo disciplinar. Entretanto, é possível o reconhecimento da falta grave se o contraditório e a ampla defesa puderem ser devidamente exercidos na via judicial. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1166716 AGR / RS Assim, não prospera a fundamentação do acórdão, que reconheceu a nulidade da decisão de 1ª Instância com base, apenas, na imprescindibilidade da via administrativa. Nesse sentido, em que pese haver respeitável entendimento em sentido contrário (STF, RE 969.367 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 01/12/2016), esta SUPREMA CORTE já entendeu que a oitiva do condenado, em audiência de justificação realizada em Juízo, com a presença do defensor e do Ministério Público, supre a necessidade do procedimento administrativo disciplinar (HC 110.278/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/08/2013; HC 109.542/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/05/2012), servindo, igualmente, para sanar eventual nulidade havida na esfera administrativa (Rcl 15.486 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 12/02/2015; HC 109.536/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 14/06/2012). Em se tratando de infração disciplinar consistente na prática de novo crime, há precedentes deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL admitindo o reconhecimento da falta grave ante a prolação de sentença condenatória no respectivo processo-crime, onde foram exercidos o contraditório e a ampla defesa, sobretudo se houver o trânsito em julgado (HC 157.611/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 01/06/2018; RHC 126.919/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 07/04/2015). De outro lado, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL examinou a repercussão geral da questão constitucional referente à supressão do procedimento administrativo disciplinar pela audiência de justificação, no RE 972.598 RG/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tema 941: "Possibilidade de afastar-se o prévio procedimento administrativo disciplinar – PAD, ou suprir sua eventual deficiência técnica, na hipótese de oitiva do condenado em audiência de justificação no juízo da execução penal, realizada na presença do ministério público ou defensor". 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Supremo Tribunal Federal RE 1166716 AGR / RS Assim, não prospera a fundamentação do acórdão, que reconheceu a nulidade da decisão de 1ª Instância com base, apenas, na imprescindibilidade da via administrativa. Nesse sentido, em que pese haver respeitável entendimento em sentido contrário (STF, RE 969.367 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 01/12/2016), esta SUPREMA CORTE já entendeu que a oitiva do condenado, em audiência de justificação realizada em Juízo, com a presença do defensor e do Ministério Público, supre a necessidade do procedimento administrativo disciplinar (HC 110.278/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/08/2013; HC 109.542/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/05/2012), servindo, igualmente, para sanar eventual nulidade havida na esfera administrativa (Rcl 15.486 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 12/02/2015; HC 109.536/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 14/06/2012). Em se tratando de infração disciplinar consistente na prática de novo crime, há precedentes deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL admitindo o reconhecimento da falta grave ante a prolação de sentença condenatória no respectivo processo-crime, onde foram exercidos o contraditório e a ampla defesa, sobretudo se houver o trânsito em julgado (HC 157.611/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 01/06/2018; RHC 126.919/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 07/04/2015). De outro lado, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL examinou a repercussão geral da questão constitucional referente à supressão do procedimento administrativo disciplinar pela audiência de justificação, no RE 972.598 RG/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tema 941: "Possibilidade de afastar-se o prévio procedimento administrativo disciplinar – PAD, ou suprir sua eventual deficiência técnica, na hipótese de oitiva do condenado em audiência de justificação no juízo da execução penal, realizada na presença do ministério público ou defensor". 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1166716 AGR / RS O presente Recurso Extraordinário, seja por ausência de absoluta identidade com o caso paradigma (o acórdão recorrido nada falou sobre a existência de audiência de justificação), seja porque, notadamente em se tratando de processos de índole criminal, não é automática a suspensão dos recursos referentes à matéria com repercussão geral reconhecida (STF, RE 966.177/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 08/03/2018), a qual tampouco foi determinada pelo Relator do referido RE 972.598 RG/RS, Min. ROBERTO BARROSO, merece procedência. Afastada a nulidade reconhecida no acórdão recorrido, verifica-se que o mérito do recurso interposto pela defesa perante o Tribunal de Justiça local não foi apreciado (a Corte Estadual julgou-o prejudicado). Assim, deverá o Tribunal de Origem examinar o mérito da irresignação defensiva. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Supremo Tribunal Federal RE 1166716 AGR / RS O presente Recurso Extraordinário, seja por ausência de absoluta identidade com o caso paradigma (o acórdão recorrido nada falou sobre a existência de audiência de justificação), seja porque, notadamente em se tratando de processos de índole criminal, não é automática a suspensão dos recursos referentes à matéria com repercussão geral reconhecida (STF, RE 966.177/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 08/03/2018), a qual tampouco foi determinada pelo Relator do referido RE 972.598 RG/RS, Min. ROBERTO BARROSO, merece procedência. Afastada a nulidade reconhecida no acórdão recorrido, verifica-se que o mérito do recurso interposto pela defesa perante o Tribunal de Justiça local não foi apreciado (a Corte Estadual julgou-o prejudicado). Assim, deverá o Tribunal de Origem examinar o mérito da irresignação defensiva. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Paga-se um preço por se viver num Estado de Direito. É módico, estando ao alcance de todos: o respeito irrestrito às normas constitucionais e legais em vigor. Surge imprescindível, na forma do artigo 59 da Lei nº 7.210/1984, a instauração de processo administrativo penal para apuração de suposta falta grave cometida pelo agravante, sob pena de ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Provejo o agravo para que o extraordinário não tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE0B-3B57-FE97-478E e senha 5F7A-4E20-E666-A3C2 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Paga-se um preço por se viver num Estado de Direito. É módico, estando ao alcance de todos: o respeito irrestrito às normas constitucionais e legais em vigor. Surge imprescindível, na forma do artigo 59 da Lei nº 7.210/1984, a instauração de processo administrativo penal para apuração de suposta falta grave cometida pelo agravante, sob pena de ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Provejo o agravo para que o extraordinário não tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE0B-3B57-FE97-478E e senha 5F7A-4E20-E666-A3C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 49FA-93A8-CADD-97B3 e senha AFC5-4001-7829-656B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 49FA-93A8-CADD-97B3 e senha AFC5-4001-7829-656B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749397461
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE SEM A INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE COM O CASO PARADIGMA DO TEMA 941. NULIDADE AFASTADA. RECURSO DEFENSIVO NO TRIBUNAL DE ORIGEM JULGADO PREJUDICADO. MÉRITO NÃO ANALISADO. ACÓRDÃO CASSADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur400172
Número de páginas: 7. Análise: 02/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1166716
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00059\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1166716 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE SEM A INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE COM O CASO PARADIGMA DO TEMA 941. NULIDADE AFASTADA. RECURSO DEFENSIVO NO TRIBUNAL DE ORIGEM JULGADO PREJUDICADO. MÉRITO NÃO ANALISADO. ACÓRDÃO CASSADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF84-4F2C-214A-7800 e senha 4DD7-FDDE-F4D2-2E79 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual dei provimento ao recurso extraordinário, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Sustenta o agravante, em suma, que "deve ser determinado, com base no art. 328, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, o retorno dos autos à origem, a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral, na linha da decisão monocrática de lavra do Min. Roberto Barroso, proferido no Recurso Extraordinário 970128/Agr/RS, publicada em 17.04.2017". Requer, assim, a retratação da decisão agravada, "sobrestando-se a solução do presente feito, com a determinação do retorno dos autos à origem, para que seja aplicada a sistemática da repercussão geral" ou o provimento do presente recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-C3C2-7449-331A e senha BE07-9F06-ECF8-FB99 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual dei provimento ao recurso extraordinário, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Sustenta o agravante, em suma, que "deve ser determinado, com base no art. 328, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, o retorno dos autos à origem, a fim de que seja aplicada a sistemática da repercussão geral, na linha da decisão monocrática de lavra do Min. Roberto Barroso, proferido no Recurso Extraordinário 970128/Agr/RS, publicada em 17.04.2017". Requer, assim, a retratação da decisão agravada, "sobrestando-se a solução do presente feito, com a determinação do retorno dos autos à origem, para que seja aplicada a sistemática da repercussão geral" ou o provimento do presente recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-C3C2-7449-331A e senha BE07-9F06-ECF8-FB99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão agravada: O aresto impugnado foi assim ementado: AGRAVO EXECUÇÃO DEFENSIVO. FALTA GRAVE. NOVO FATO DEFINIDO COMO CRIME DOLOSO. DECISÃO QUE DISPENSA A CONFECÇÃO DE PAD E RECONHECE A FALTA GRAVE. NULIDADE. ART. 59 DA LEP. SÚMULA N. 533 DO Superior Tribunal de Justiça. A instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar é imprescindível para o reconhecimento das faltas graves e posterior instauração de procedimento judicial, conforme artigo 59 da Lei de Execução Penal. Direito de defesa do apenado. Ausência que configura, portanto, vício formal insanável. Nulidade formal. Súmula 533 do Superior Tribunal de Justiça. Decisão desconstituída. Não sendo caso de prescrição das faltas graves, não há prejuízo à instauração de PAD para análise das supostas infrações disciplinares. DECISÃO DESCONTITUÍDA, DE OFÍCIO. EXAME DO MÉRITO RECURSAL JULGADO PREJUDICADO. UNÂNIME. A decisão da Corte Estadual considerou absolutamente indispensável, para o reconhecimento da falta grave praticada no curso da execução penal do sentenciado, a instauração de procedimento administrativo disciplinar. Entretanto, é possível o reconhecimento da falta grave se o contraditório e a ampla defesa puderem ser devidamente exercidos na via judicial. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão agravada: O aresto impugnado foi assim ementado: AGRAVO EXECUÇÃO DEFENSIVO. FALTA GRAVE. NOVO FATO DEFINIDO COMO CRIME DOLOSO. DECISÃO QUE DISPENSA A CONFECÇÃO DE PAD E RECONHECE A FALTA GRAVE. NULIDADE. ART. 59 DA LEP. SÚMULA N. 533 DO Superior Tribunal de Justiça. A instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar é imprescindível para o reconhecimento das faltas graves e posterior instauração de procedimento judicial, conforme artigo 59 da Lei de Execução Penal. Direito de defesa do apenado. Ausência que configura, portanto, vício formal insanável. Nulidade formal. Súmula 533 do Superior Tribunal de Justiça. Decisão desconstituída. Não sendo caso de prescrição das faltas graves, não há prejuízo à instauração de PAD para análise das supostas infrações disciplinares. DECISÃO DESCONTITUÍDA, DE OFÍCIO. EXAME DO MÉRITO RECURSAL JULGADO PREJUDICADO. UNÂNIME. A decisão da Corte Estadual considerou absolutamente indispensável, para o reconhecimento da falta grave praticada no curso da execução penal do sentenciado, a instauração de procedimento administrativo disciplinar. Entretanto, é possível o reconhecimento da falta grave se o contraditório e a ampla defesa puderem ser devidamente exercidos na via judicial. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS Assim, não prospera a fundamentação do acórdão, que reconheceu a nulidade da decisão de 1... Instância com base, apenas, na imprescindibilidade da via administrativa. Nesse sentido, em que pese haver respeitável entendimento em sentido contrário (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 969.367 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 01/12/2016), esta SUPREMA CORTE já entendeu que a oitiva do condenado, em audiência de justificação realizada em Juízo, com a presença do defensor e do Ministério Público, supre a necessidade do procedimento administrativo disciplinar (HC 110.278/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/08/2013; HC 109.542/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/05/2012), servindo, igualmente, para sanar eventual nulidade havida na esfera administrativa (Rcl 15.486 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 12/02/2015; HC 109.536/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 14/06/2012). Em se tratando de infração disciplinar consistente na prática de novo crime, há precedentes deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL admitindo o reconhecimento da falta grave ante a prolação de sentença condenatória no respectivo processo-crime, onde foram exercidos o contraditório e a ampla defesa, sobretudo se houver o trânsito em julgado (HC 157.611/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 01/06/2018; RHC 126.919/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 07/04/2015). De outro lado, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL examinou a repercussão geral da questão constitucional referente à supressão do procedimento administrativo disciplinar pela audiência de justificação, no Recurso Extraordinário 972.598 RG/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tema 941: "Possibilidade de afastar-se o prévio procedimento administrativo disciplinar – PAD, ou suprir sua eventual deficiência técnica, na hipótese de oitiva do condenado em audiência de justificação no juízo da execução penal, realizada na presença do ministério público ou defensor". 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS Assim, não prospera a fundamentação do acórdão, que reconheceu a nulidade da decisão de 1... Instância com base, apenas, na imprescindibilidade da via administrativa. Nesse sentido, em que pese haver respeitável entendimento em sentido contrário (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 969.367 AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 01/12/2016), esta SUPREMA CORTE já entendeu que a oitiva do condenado, em audiência de justificação realizada em Juízo, com a presença do defensor e do Ministério Público, supre a necessidade do procedimento administrativo disciplinar (HC 110.278/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/08/2013; HC 109.542/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/05/2012), servindo, igualmente, para sanar eventual nulidade havida na esfera administrativa (Rcl 15.486 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 12/02/2015; HC 109.536/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 14/06/2012). Em se tratando de infração disciplinar consistente na prática de novo crime, há precedentes deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL admitindo o reconhecimento da falta grave ante a prolação de sentença condenatória no respectivo processo-crime, onde foram exercidos o contraditório e a ampla defesa, sobretudo se houver o trânsito em julgado (HC 157.611/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 01/06/2018; RHC 126.919/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 07/04/2015). De outro lado, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL examinou a repercussão geral da questão constitucional referente à supressão do procedimento administrativo disciplinar pela audiência de justificação, no Recurso Extraordinário 972.598 RG/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tema 941: "Possibilidade de afastar-se o prévio procedimento administrativo disciplinar – PAD, ou suprir sua eventual deficiência técnica, na hipótese de oitiva do condenado em audiência de justificação no juízo da execução penal, realizada na presença do ministério público ou defensor". 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS O presente Recurso Extraordinário, seja por ausência de absoluta identidade com o caso paradigma (o acórdão recorrido nada falou sobre a existência de audiência de justificação), seja porque, notadamente em se tratando de processos de índole criminal, não é automática a suspensão dos recursos referentes à matéria com repercussão geral reconhecida (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 966.177/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 08/03/2018), a qual tampouco foi determinada pelo Relator do referido Recurso Extraordinário 972.598 RG/RS, Min. ROBERTO BARROSO, merece procedência. Afastada a nulidade reconhecida no acórdão recorrido, verifica-se que o mérito do recurso interposto pela defesa perante o Tribunal de Justiça local não foi apreciado (a Corte Estadual julgou-o prejudicado). Assim, deverá o Tribunal de Origem examinar o mérito da irresignação defensiva. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS O presente Recurso Extraordinário, seja por ausência de absoluta identidade com o caso paradigma (o acórdão recorrido nada falou sobre a existência de audiência de justificação), seja porque, notadamente em se tratando de processos de índole criminal, não é automática a suspensão dos recursos referentes à matéria com repercussão geral reconhecida (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 966.177/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Decisão monocrática, DJe de 08/03/2018), a qual tampouco foi determinada pelo Relator do referido Recurso Extraordinário 972.598 RG/RS, Min. ROBERTO BARROSO, merece procedência. Afastada a nulidade reconhecida no acórdão recorrido, verifica-se que o mérito do recurso interposto pela defesa perante o Tribunal de Justiça local não foi apreciado (a Corte Estadual julgou-o prejudicado). Assim, deverá o Tribunal de Origem examinar o mérito da irresignação defensiva. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, para cassar o acórdão recorrido, devendo a Corte Estadual julgar o mérito do Agravo de Execução Penal interposto pela defesa. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 25F8-309F-954C-8204 e senha 8408-6346-37F2-B1B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Paga-se um preço por se viver num Estado de Direito. É módico, estando ao alcance de todos: o respeito irrestrito às normas constitucionais e legais em vigor. Surge imprescindível, na forma do artigo 59 da Lei n 7.210/1984, a instauração de processo administrativo penal para apuração de suposta falta grave cometida pelo agravante, sob pena de ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Provejo o agravo para que o extraordinário não tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE0B-3B57-FE97-478E e senha 5F7A-4E20-E666-A3C2 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Paga-se um preço por se viver num Estado de Direito. É módico, estando ao alcance de todos: o respeito irrestrito às normas constitucionais e legais em vigor. Surge imprescindível, na forma do artigo 59 da Lei n 7.210/1984, a instauração de processo administrativo penal para apuração de suposta falta grave cometida pelo agravante, sob pena de ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Provejo o agravo para que o extraordinário não tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE0B-3B57-FE97-478E e senha 5F7A-4E20-E666-A3C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 49FA-93A8-CADD-97B3 e senha AFC5-4001-7829-656B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.166.716 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 49FA-93A8-CADD-97B3 e senha AFC5-4001-7829-656B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 166 . 716", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 166 . 716", "Recurso Extraordinário 970128 / Agr / RS", "Recurso Extraordinário 970128 / Agr / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 166 . 716", "SÚMULA N . 533 DO Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 533 do Superior Tribunal de Justiça", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 166 . 716", "SÚMULA N . 533 DO Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 533 do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 969 . 367 AgR / RS", "HC 110 . 278 / RS", "HC 109 . 542 / RS", "Rcl 15 . 486 AgR / SP", "HC 109 . 536 / RS", "HC 157 . 611 / PR", "RHC 126 . 919 / MG", "Recurso Extraordinário 972 . 598 RG / RS", "Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 969 . 367 AgR / RS", "HC 110 . 278 / RS", "HC 109 . 542 / RS", "Rcl 15 . 486 AgR / SP", "HC 109 . 536 / RS", "HC 157 . 611 / PR", "RHC 126 . 919 / MG", "Recurso Extraordinário 972 . 598 RG / RS", "Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 966 . 177 / RS", "Recurso Extraordinário 972 . 598 RG / RS", "Recurso Extraordinário 1166716 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 966 . 177 / RS", "Recurso Extraordinário 972 . 598 RG / RS", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 166 . 716", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 166 . 716" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 59 DA LEP", "artigo 59 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 59 DA LEP", "artigo 59 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 da Lei n 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 da Lei n 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMA CORTE", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Roberto Barroso", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Roberto Barroso", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís", "Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOVANE MIQUEIAS DOS SANTOS NUNES FIGUEIREDO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "17", ".", "04", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "17", ".", "04", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "12", "/", "2016", "14", "/", "08", "/", "2013", "29", "/", "05", "/", "2012", "12", "/", "02", "/", "2015", "14", "/", "06", "/", "2012", "01", "/", "06", "/", "2018", "07", "/", "04", "/", "2015", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "12", "/", "2016", "14", "/", "08", "/", "2013", "29", "/", "05", "/", "2012", "12", "/", "02", "/", "2015", "14", "/", "06", "/", "2012", "01", "/", "06", "07", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "03", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "03", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) :COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) :ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) :AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) :CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) :CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) :FELICISSIMO JOSE DE SENA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Repercussão geral não demonstrada. Requisito de admissibilidade. Precedentes. 1. A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pela parte recorrente para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria nele suscitada inviabiliza o exame do referido recurso. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5544-1E34-D75D-DBC5 e senha 073A-B4F2-50A4-6A5A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1177213 AGR / GO Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5544-1E34-D75D-DBC5 e senha 073A-B4F2-50A4-6A5A Supremo Tribunal Federal ARE 1177213 AGR / GO Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5544-1E34-D75D-DBC5 e senha 073A-B4F2-50A4-6A5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) :COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) :ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) :AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) :CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) :CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) :FELICISSIMO JOSE DE SENA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de tópico formal e fundamentado de repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CE3-DCDA-9B77-9887 e senha 20A0-C126-9F54-4E10 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) :COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) :ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) :AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) :CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) :CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) :FELICISSIMO JOSE DE SENA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de tópico formal e fundamentado de repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CE3-DCDA-9B77-9887 e senha 20A0-C126-9F54-4E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Como assentado na decisão agravada, a parte recorrente foi intimada do acórdão recorrido, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão suscitada no recurso extraordinário, nos termos da decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence. Não basta alegar ter o tema repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte demonstrar, com argumentos substanciais, ter-se na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pela parte recorrente para demonstrar nas razões do recurso extraordinário a existência de repercussão geral da matéria nele suscitada, inviabiliza o exame do referido recurso. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 951.361-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/12/16). “AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Como assentado na decisão agravada, a parte recorrente foi intimada do acórdão recorrido, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão suscitada no recurso extraordinário, nos termos da decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence. Não basta alegar ter o tema repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte demonstrar, com argumentos substanciais, ter-se na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pela parte recorrente para demonstrar nas razões do recurso extraordinário a existência de repercussão geral da matéria nele suscitada, inviabiliza o exame do referido recurso. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 951.361-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/12/16). “AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1177213 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA DA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE nº 1.002.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/3/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, cabe ao Recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em tópico específico no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do CPC” (ARE nº 1.052.810-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe 5/4/18). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Supremo Tribunal Federal ARE 1177213 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA DA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE nº 1.002.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/3/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, cabe ao Recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em tópico específico no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do CPC” (ARE nº 1.052.810-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe 5/4/18). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) : COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) : ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) : AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) : CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) : CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) : FELICISSIMO JOSE DE SENA (2652/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF3C-ABD1-44E6-79BC e senha 3A3C-44D5-6011-E989 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) : COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) : ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) : AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) : CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) : CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) : FELICISSIMO JOSE DE SENA (2652/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF3C-ABD1-44E6-79BC e senha 3A3C-44D5-6011-E989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749383975
2019-02-22T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Repercussão geral não demonstrada. Requisito de admissibilidade. Precedentes. 1. A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pela parte recorrente para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria nele suscitada inviabiliza o exame do referido recurso. 2. Agravo regimental não provido.
sjur399999
- Acórdão(s) citado(s): (DEMONSTRAÇÃO, PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) AI 664567 QO (TP), ARE 951361 AgR (TP), ARE 1002419 AgR (1ªT), ARE 1052810 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 15/05/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1177213
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1177213 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) : COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) : ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) : AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) : CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) : CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) : FELICISSIMO JOSE DE SENA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) :COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) :ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) :AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) :CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) :CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) :FELICISSIMO JOSE DE SENA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Repercussão geral não demonstrada. Requisito de admissibilidade. Precedentes. 1. A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pela parte recorrente para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria nele suscitada inviabiliza o exame do referido recurso. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5544-1E34-D75D-DBC5 e senha 073A-B4F2-50A4-6A5A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1177213 AGR / GO Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5544-1E34-D75D-DBC5 e senha 073A-B4F2-50A4-6A5A Supremo Tribunal Federal ARE 1177213 AGR / GO Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5544-1E34-D75D-DBC5 e senha 073A-B4F2-50A4-6A5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) :COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) :ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) :AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) :CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) :CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) :FELICISSIMO JOSE DE SENA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de tópico formal e fundamentado de repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CE3-DCDA-9B77-9887 e senha 20A0-C126-9F54-4E10 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) :COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) :ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) :AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) :CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) :CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) :FELICISSIMO JOSE DE SENA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de tópico formal e fundamentado de repercussão geral. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CE3-DCDA-9B77-9887 e senha 20A0-C126-9F54-4E10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Como assentado na decisão agravada, a parte recorrente foi intimada do acórdão recorrido, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão suscitada no recurso extraordinário, nos termos da decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence. Não basta alegar ter o tema repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte demonstrar, com argumentos substanciais, ter-se na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pela parte recorrente para demonstrar nas razões do recurso extraordinário a existência de repercussão geral da matéria nele suscitada, inviabiliza o exame do referido recurso. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 951.361-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/12/16). “AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Como assentado na decisão agravada, a parte recorrente foi intimada do acórdão recorrido, quando já exigível a demonstração formal da existência de repercussão geral da questão suscitada no recurso extraordinário, nos termos da decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Agravo de Instrumento n. 664.567-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence. Não basta alegar ter o tema repercussão geral, sendo ônus exclusivo da parte demonstrar, com argumentos substanciais, ter-se na espécie relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de argumentação expressa, formal e objetivamente articulada pela parte recorrente para demonstrar nas razões do recurso extraordinário a existência de repercussão geral da matéria nele suscitada, inviabiliza o exame do referido recurso. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 951.361-AgR, Plenário, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/12/16). “AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1177213 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA DA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n 1.002.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/3/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, cabe ao Recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em tópico específico no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil” (ARE n 1.052.810-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe 5/4/18). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Supremo Tribunal Federal ARE 1177213 AGR / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA DA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n 1.002.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/3/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, cabe ao Recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em tópico específico no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil” (ARE n 1.052.810-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe 5/4/18). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A189-87F0-E263-D375 e senha 9F0F-2A43-3788-8ECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) : COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) : ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) : AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) : CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) : CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) : FELICISSIMO JOSE DE SENA (2652/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF3C-ABD1-44E6-79BC e senha 3A3C-44D5-6011-E989 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.213 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA AGTE.(S) : COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA AGTE.(S) : ARAPORA BIOENERGIA S/A AGTE.(S) : AGROPECUARIA ARAPORA LTDA AGTE.(S) : CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA AGTE.(S) : CLAUDIO FRANCESCHI ADV.(A/S) : FELICISSIMO JOSE DE SENA (2652/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF3C-ABD1-44E6-79BC e senha 3A3C-44D5-6011-E989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 177 . 213", "ARE 1177213 AGR /", "RECURSO", "Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO", "ARE n 951 . 361 - AgR", "Agravo de Instrumento n . 664 . 567 - QO", "ARE n 951 . 361 - AgR", "ARE 1177213 AGR / GO", "ARE n 1 . 002 . 419 - AgR", "ARE n 1 . 052 . 810 - AgR", "ARE 1177213 AGR / GO", "ARE n 1 . 002 . 419 - AgR", "ARE n" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "/", "88 ,", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1", ".", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA", "COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA", "ARAPORA BIOENERGIA S / A", "AGROPECUARIA ARAPORA LTDA", "CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIACAO DOS LAVRADORES", "COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA", "ARAPORA BIOENERGIA S / A", "AGROPECUARIA ARAPORA LTDA", "CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA", "COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA", "ARAPORA BIOENERGIA S / A", "AGROPECUARIA ARAPORA LTDA", "CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "PLENÁRIO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA", "COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA", "ARAPORA BIOENERGIA S / A", "AGROPECUARIA ARAPORA LTDA", "CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIACAO DOS LAVRADORES E FORNECEDORES DE CANA DE ARAPORA", "COOPERATIVA MISTA DOS PLANTADORES DE CANA DO VALE DO PARNAIBA LTDA", "ARAPORA BIOENERGIA S / A", "AGROPECUARIA ARAPORA LTDA", "CONDOMINIO AGRICOLA PARANAIBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "CLAUDIO FRANCESCHI", "FELICISSIMO JOSE DE SENA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CLAUDIO FRANCESCHI", "FELICISSIMO JOSE DE SENA", "DIAS TOFFOLI", "CLAUDIO FRANCESCHI", "FELICISSIMO JOSE DE SENA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "CLAUDIO FRANCESCHI", "FELICISSIMO JOSE DE SENA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CLAUDIO FRANCESCHI", "FELICISSIMO JOSE DE SENA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2007", "16", "/", "12", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2007", "16", "/", "12", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "3", "/", "18", "5", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "3", "/", "18", "5", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO INTERNO. PRIMEIRO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO BANCO SANTANDER BRASIL S/A. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE FATOS DA CAUSA. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. FUNDAMENTO NÃO ATACADO APTO, POR SI SÓ, PARA SUSTENTAR O JULGADO. SÚMULA 283/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 3207 Ementa e Acórdão ARE 675945 AGR-QUINTO / SP invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Além do referido óbice, que inviabiliza por completo o recurso extraordinário, muito outros também obstam sua admissão. 4. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 5. Aplica-se, no caso, a Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Na hipótese, incide o óbice da Súmula 283/STF ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles ), pois o recurso deixou incólume argumento apto, por si só, a sustentar o julgado. 7. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Além do referido óbice, que inviabiliza por completo o recurso extraordinário, muito outros também obstam sua admissão. 4. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 5. Aplica-se, no caso, a Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Na hipótese, incide o óbice da Súmula 283/STF ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles ), pois o recurso deixou incólume argumento apto, por si só, a sustentar o julgado. 7. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 3208 Ementa e Acórdão ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 3209 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 339 da repercussão geral; e (c) a aplicação das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante refuta os argumentos da decisão, requerendo a aplicação do Tema 82 da repercussão geral, bem como o reconhecimento da carência da ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BFC-1840-4E2A-4440 e senha B5E6-A445-C9A2-AD9D Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 339 da repercussão geral; e (c) a aplicação das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante refuta os argumentos da decisão, requerendo a aplicação do Tema 82 da repercussão geral, bem como o reconhecimento da carência da ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BFC-1840-4E2A-4440 e senha B5E6-A445-C9A2-AD9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 3210 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário do Banco Santander Brasil S/A (vol. 7, fls. 1732/1771) interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. Eis a ementa do julgado: “PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL. IMPEDIMENTO DA JUÍZA RELATORA. ATUAÇÃO COMO MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO PROCESSO. Não se verifica impedimento de magistrado para participar de julgamento de segundo recurso ordinário, pelo fato de ter participado, então como membro do Ministério Público, de julgamento do primeiro recurso ordinário, quando neste se tratava apenas do cabimento desta ação civil pública na Justiça do Trabalho e da legitimidade de parte da Associação autora, enquanto que, no segundo recurso, se tratava de outros temas. Também afasta o acolhimento da nulidade respectiva a circunstância de não ter sido argüida oportuna e adequadamente. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO REGIONAL POR OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE OMISSÕES NA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. Os artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal, 458, inciso II, do CPC e 832 da CLT dispõem que as decisões judiciais serão fundamentadas, sob pena de nulidade. A omissão capaz de ensejar o reconhecimento da nulidade do julgado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário do Banco Santander Brasil S/A (vol. 7, fls. 1732/1771) interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. Eis a ementa do julgado: “PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL. IMPEDIMENTO DA JUÍZA RELATORA. ATUAÇÃO COMO MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO PROCESSO. Não se verifica impedimento de magistrado para participar de julgamento de segundo recurso ordinário, pelo fato de ter participado, então como membro do Ministério Público, de julgamento do primeiro recurso ordinário, quando neste se tratava apenas do cabimento desta ação civil pública na Justiça do Trabalho e da legitimidade de parte da Associação autora, enquanto que, no segundo recurso, se tratava de outros temas. Também afasta o acolhimento da nulidade respectiva a circunstância de não ter sido argüida oportuna e adequadamente. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO REGIONAL POR OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE OMISSÕES NA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. Os artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal, 458, inciso II, do CPC e 832 da CLT dispõem que as decisões judiciais serão fundamentadas, sob pena de nulidade. A omissão capaz de ensejar o reconhecimento da nulidade do julgado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 3211 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP é aquela que o Juízo a quo não analisa a matéria debatida na hipótese, situação não observada nos autos. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. A efetiva prestação jurisdicional tem como premissa basilar a fundamentação das decisões judiciais, consoante se extrai dos artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal e 832 da CLT. Havendo nos autos explicitação das razões de decidir pelo Órgão Julgador, tem-se por atendida essa exigência, ainda que o resultado do julgamento seja contrário ao interesse da parte. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO MODIFICATIVO. AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO. Não há previsão de lei para que a parte contrária se manifeste acerca dos embargos de declaração opostos. A ausência de sua prévia intimação nas hipóteses em que se dá efeito modificativo ao julgado pode gerar nulidade da decisão, por ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Entretanto, neste particular, não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar. Recurso de revista não conhecido. LITIGÂNCIA DE MÁ- FÉ. CARACTERIZAÇÃO. MULTA. No caso, o Tribunal Regional declarou o Banco litigante de má-fé pela oposição de embargos declaratórios. Todavia, não há como se entender que ele, ao buscar judicialmente a satisfação dos seus direitos, tenha cometido dolo processual ou intenção de protelar o feito, mormente porque os referidos declaratórios buscavam prequestionar aspectos fáticos e jurídicos importantes para a solução da lide bem como sanar omissão quanto à análise da prescrição, a qual foi suprida pelo Regional. Diante disso, deve ser excluída a condenação ao pagamento da multa prevista no artigo 18 do CPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP é aquela que o Juízo a quo não analisa a matéria debatida na hipótese, situação não observada nos autos. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. A efetiva prestação jurisdicional tem como premissa basilar a fundamentação das decisões judiciais, consoante se extrai dos artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal e 832 da CLT. Havendo nos autos explicitação das razões de decidir pelo Órgão Julgador, tem-se por atendida essa exigência, ainda que o resultado do julgamento seja contrário ao interesse da parte. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO MODIFICATIVO. AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO. Não há previsão de lei para que a parte contrária se manifeste acerca dos embargos de declaração opostos. A ausência de sua prévia intimação nas hipóteses em que se dá efeito modificativo ao julgado pode gerar nulidade da decisão, por ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Entretanto, neste particular, não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar. Recurso de revista não conhecido. LITIGÂNCIA DE MÁ- FÉ. CARACTERIZAÇÃO. MULTA. No caso, o Tribunal Regional declarou o Banco litigante de má-fé pela oposição de embargos declaratórios. Todavia, não há como se entender que ele, ao buscar judicialmente a satisfação dos seus direitos, tenha cometido dolo processual ou intenção de protelar o feito, mormente porque os referidos declaratórios buscavam prequestionar aspectos fáticos e jurídicos importantes para a solução da lide bem como sanar omissão quanto à análise da prescrição, a qual foi suprida pelo Regional. Diante disso, deve ser excluída a condenação ao pagamento da multa prevista no artigo 18 do CPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 3212 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Recurso de revista conhecido e provido. PRELIMINAR DE NÃO-CABIMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA NA ESFERA TRABALHISTA E DE ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO. A ação civil pública é um instrumento de defesa dos interesses da sociedade, direitos e interesses metaindividuais, que encontra fundamento legal na Lei nº 7.347/85 - Lei da Ação Civil Pública - e na Lei nº 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor. Esse, em seu artigo 81, inciso III, prevê o cabimento de ações coletivas para salvaguardar direitos ou interesses individuais homogêneos, que são, segundo o Supremo Tribunal Federal, subespécies de direitos coletivos (RE-163.231-3/SP, Tribunal Pleno, Relator Ministro Maurício Corrêa, DJ de 29/06/2001) e decorrem de uma origem comum. No Direito do Trabalho, a referida ação coletiva é um mecanismo de proteção dos direitos sociais constitucionalmente garantidos e, uma vez verificada a lesão ou ameaça de lesão a direito difuso, coletivo ou individual homogêneo decorrente da relação de trabalho, será cabível a ação civil pública na esfera trabalhista. Quanto à legitimidade para a propositura da ação civil pública no âmbito trabalhista, tem-se que as associações, assim como no âmbito civil, também estão legitimadas, desde que possuam, dentre seus fins sociais, a defesa dos direitos de seus associados, registrando-se a incompatibilidade, in casu, entre os interesses do sindicato e os dos substituídos. Recurso de revista não conhecido. GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. VINCULAÇÃO AO LUCRO. PREVISÃO EM NORMA REGULAMENTAR. As regras preestabelecidas quanto a vantagens econômicas concedidas espontaneamente pelo empregador hão de ser respeitadas tais e quais. Os artigos 49 do Estatuto do Banespa e 56 do Regulamento de Pessoal prevêem que a gratificação semestral, devida aos empregados da ativa e aos aposentados que recebam complementação de aposentadoria, está vinculada ao lucro e será paga 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Recurso de revista conhecido e provido. PRELIMINAR DE NÃO-CABIMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA NA ESFERA TRABALHISTA E DE ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO. A ação civil pública é um instrumento de defesa dos interesses da sociedade, direitos e interesses metaindividuais, que encontra fundamento legal na Lei nº 7.347/85 - Lei da Ação Civil Pública - e na Lei nº 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor. Esse, em seu artigo 81, inciso III, prevê o cabimento de ações coletivas para salvaguardar direitos ou interesses individuais homogêneos, que são, segundo o Supremo Tribunal Federal, subespécies de direitos coletivos (RE-163.231-3/SP, Tribunal Pleno, Relator Ministro Maurício Corrêa, DJ de 29/06/2001) e decorrem de uma origem comum. No Direito do Trabalho, a referida ação coletiva é um mecanismo de proteção dos direitos sociais constitucionalmente garantidos e, uma vez verificada a lesão ou ameaça de lesão a direito difuso, coletivo ou individual homogêneo decorrente da relação de trabalho, será cabível a ação civil pública na esfera trabalhista. Quanto à legitimidade para a propositura da ação civil pública no âmbito trabalhista, tem-se que as associações, assim como no âmbito civil, também estão legitimadas, desde que possuam, dentre seus fins sociais, a defesa dos direitos de seus associados, registrando-se a incompatibilidade, in casu, entre os interesses do sindicato e os dos substituídos. Recurso de revista não conhecido. GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. VINCULAÇÃO AO LUCRO. PREVISÃO EM NORMA REGULAMENTAR. As regras preestabelecidas quanto a vantagens econômicas concedidas espontaneamente pelo empregador hão de ser respeitadas tais e quais. Os artigos 49 do Estatuto do Banespa e 56 do Regulamento de Pessoal prevêem que a gratificação semestral, devida aos empregados da ativa e aos aposentados que recebam complementação de aposentadoria, está vinculada ao lucro e será paga 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 3213 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP mediante autorização da diretoria do banco. O § 2º do artigo 56 do Regulamento de Pessoal dispõe que, no caso de instituição de verba de idêntica natureza à da gratificação semestral prevista em lei ou em normas coletivas de trabalho, proceder-se-á a compensação de uma pela outra, ou seja, pode-se pagar outra verba de idêntica natureza em compensação à gratificação semestral. In casu, a participação nos lucros tem a mesma natureza que a gratificação semestral, pois ambas estão vinculadas ao lucro. Diante disso, em respeito, pois, às normas estabelecidas pelo Banespa, este não poderia pagar aos empregados da ativa valores a título de participação nos lucros, como fez com relação aos 1º e 2º semestres de 1996 e 1º semestre de 1997, e, no entanto, pagar aos aposentados apenas a gratificação semestral no valor simbólico de 5% dos salários. É devida, portanto, aos associados da Associação autora constantes do rol por ela apresentado, quanto às parcelas vencidas, a gratificação semestral dos anos de 1996 e 1997, no mesmo valor pago a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário de cada empregado, compensados os valores pagos a título de gratificação semestral relativos a esses mesmos anos. Já, no que se refere às parcelas vincendas, tem-se que a gratificação semestral será devida no valor equivalente ao que, eventualmente, tiver sido ou for pago aos empregados da ativa, a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário por empregado e, nos semestres em que não tiver sido paga a participação nos lucros, será devida a gratificação semestral, na forma das normas regulamentares. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO AOS ASSOCIADOS DOMICILIADOS NA COMARCA DE SÃO PAULO. O artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que o foro competente será o da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP mediante autorização da diretoria do banco. O § 2º do artigo 56 do Regulamento de Pessoal dispõe que, no caso de instituição de verba de idêntica natureza à da gratificação semestral prevista em lei ou em normas coletivas de trabalho, proceder-se-á a compensação de uma pela outra, ou seja, pode-se pagar outra verba de idêntica natureza em compensação à gratificação semestral. In casu, a participação nos lucros tem a mesma natureza que a gratificação semestral, pois ambas estão vinculadas ao lucro. Diante disso, em respeito, pois, às normas estabelecidas pelo Banespa, este não poderia pagar aos empregados da ativa valores a título de participação nos lucros, como fez com relação aos 1º e 2º semestres de 1996 e 1º semestre de 1997, e, no entanto, pagar aos aposentados apenas a gratificação semestral no valor simbólico de 5% dos salários. É devida, portanto, aos associados da Associação autora constantes do rol por ela apresentado, quanto às parcelas vencidas, a gratificação semestral dos anos de 1996 e 1997, no mesmo valor pago a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário de cada empregado, compensados os valores pagos a título de gratificação semestral relativos a esses mesmos anos. Já, no que se refere às parcelas vincendas, tem-se que a gratificação semestral será devida no valor equivalente ao que, eventualmente, tiver sido ou for pago aos empregados da ativa, a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário por empregado e, nos semestres em que não tiver sido paga a participação nos lucros, será devida a gratificação semestral, na forma das normas regulamentares. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO AOS ASSOCIADOS DOMICILIADOS NA COMARCA DE SÃO PAULO. O artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que o foro competente será o da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 3214 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Capital do Estado ou o do Distrito Federal nas ações coletivas, ressalvada a competência da Justiça Federal para os danos de âmbito nacional ou regional. Assim, se a própria lei atribui a competência ao foro da Capital dos Estados para julgar ação civil pública proposta por associação de âmbito nacional, é porque considera que a sentença respectiva tenha eficácia para todos os seus associados relacionados, independentemente do lugar em que residam. Inaplicáveis, portanto, à hipótese, os artigos 16 da Lei nº 7.347/85 e 2º-A da Lei nº 9.494/97. Recurso de revista não conhecido. PRESCRIÇÃO TOTAL. PRETENSÃO DOS SUBSTITUÍDOS QUE NUNCA RECEBERAM A PARCELA. SÚMULA N° 326 DO TST. O direito vindicado - gratificação semestral - baseia-se em norma regulamentar ainda em vigor, tal e qual. A norma estatutária ou regulamentar que prevê o direito continua a mesma. Então, toda vez que se descumpre essa norma, renova-se a ofensa ao direito. A prescrição, assim, conta-se de cada uma dessas eventuais infringências à norma. Ademais, a norma que garante o direito permanece em vigor e, sendo indiscutível o direito à gratificação semestral, na forma da regulamentação, a prescrição é sempre parcial, pois, quando não paga, nasce o direito de ação. Diante disso, não há falar em contrariedade às Súmulas nos 294 e 326 do TST. Recurso de revista não conhecido. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 25/06/2008, 2ª Turma, Data de Publicação: DJ 15/08/2008)” Opostos embargos declaratórios por ambas as partes, foram resolvidos por meio do acórdão assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO. Embargos declaratórios acolhidos somente para prestar esclarecimentos. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO BANCO. OMISSÃO. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Capital do Estado ou o do Distrito Federal nas ações coletivas, ressalvada a competência da Justiça Federal para os danos de âmbito nacional ou regional. Assim, se a própria lei atribui a competência ao foro da Capital dos Estados para julgar ação civil pública proposta por associação de âmbito nacional, é porque considera que a sentença respectiva tenha eficácia para todos os seus associados relacionados, independentemente do lugar em que residam. Inaplicáveis, portanto, à hipótese, os artigos 16 da Lei nº 7.347/85 e 2º-A da Lei nº 9.494/97. Recurso de revista não conhecido. PRESCRIÇÃO TOTAL. PRETENSÃO DOS SUBSTITUÍDOS QUE NUNCA RECEBERAM A PARCELA. SÚMULA N° 326 DO TST. O direito vindicado - gratificação semestral - baseia-se em norma regulamentar ainda em vigor, tal e qual. A norma estatutária ou regulamentar que prevê o direito continua a mesma. Então, toda vez que se descumpre essa norma, renova-se a ofensa ao direito. A prescrição, assim, conta-se de cada uma dessas eventuais infringências à norma. Ademais, a norma que garante o direito permanece em vigor e, sendo indiscutível o direito à gratificação semestral, na forma da regulamentação, a prescrição é sempre parcial, pois, quando não paga, nasce o direito de ação. Diante disso, não há falar em contrariedade às Súmulas nos 294 e 326 do TST. Recurso de revista não conhecido. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 25/06/2008, 2ª Turma, Data de Publicação: DJ 15/08/2008)” Opostos embargos declaratórios por ambas as partes, foram resolvidos por meio do acórdão assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO. Embargos declaratórios acolhidos somente para prestar esclarecimentos. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO BANCO. OMISSÃO. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 3215 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP COMPENSAÇÃO. PARCELAS VINCENDAS. Embargos declaratórios acolhidos para, sanando omissão, determinar que, da parte dispositiva da decisão, quanto às parcelas vincendas, conste a compensação dos valores que já tiverem sido pagos a título de gratificação semestral nos anos em que for paga a participação nos lucros. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 01/10/2008, 2ª Turma, Data de Publicação: DEJT 17/10/2008)” No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a da Constituição Federal, a parte recorrente aduz, preliminarmente, a repercussão geral das questões discutidas. No mérito, sustenta que o julgado do TST perpetrou ofensas às seguintes normas da Constituição: (I) art. 5º, LIV e LV, pois o julgado do Tribunal Regional do Trabalho deu efeito modificativo a embargos declaratórios sem a indispensável oitiva da parte contrária; (II) arts. 5º, XXXV e LV, bem como art. 93, IX, pois o TRT deixou de examinar a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho; (III) arts. 5º, XXI, e 8º, caput e incisos III, V e VII, pois cabe ao sindicato a tutela coletiva dos direitos postulados nesta demanda, ressentindo-se de legitimidade a associação; (IV) art. 5º, XXI, pois a falta de autorização dos filiados para propor a causa inibe a atuação da associação. É o relatório. Decido. Em primeiro lugar, verifica-se importante óbice, que inviabiliza por completo a admissão do presente apelo. Com efeito, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP COMPENSAÇÃO. PARCELAS VINCENDAS. Embargos declaratórios acolhidos para, sanando omissão, determinar que, da parte dispositiva da decisão, quanto às parcelas vincendas, conste a compensação dos valores que já tiverem sido pagos a título de gratificação semestral nos anos em que for paga a participação nos lucros. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 01/10/2008, 2ª Turma, Data de Publicação: DEJT 17/10/2008)” No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a da Constituição Federal, a parte recorrente aduz, preliminarmente, a repercussão geral das questões discutidas. No mérito, sustenta que o julgado do TST perpetrou ofensas às seguintes normas da Constituição: (I) art. 5º, LIV e LV, pois o julgado do Tribunal Regional do Trabalho deu efeito modificativo a embargos declaratórios sem a indispensável oitiva da parte contrária; (II) arts. 5º, XXXV e LV, bem como art. 93, IX, pois o TRT deixou de examinar a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho; (III) arts. 5º, XXI, e 8º, caput e incisos III, V e VII, pois cabe ao sindicato a tutela coletiva dos direitos postulados nesta demanda, ressentindo-se de legitimidade a associação; (IV) art. 5º, XXI, pois a falta de autorização dos filiados para propor a causa inibe a atuação da associação. É o relatório. Decido. Em primeiro lugar, verifica-se importante óbice, que inviabiliza por completo a admissão do presente apelo. Com efeito, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 3216 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Além desse insuperável obstáculo, muitos outros levam ao desprovimento da pretensão recursal. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Além desse insuperável obstáculo, muitos outros levam ao desprovimento da pretensão recursal. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 3217 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Quanto à alegada deficiência de fundamentação do julgado do TRT, não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente, pois o referido Juízo não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão do TRT alinha-se às diretrizes desse precedente. Em relação à violação ao princípio do contraditório em razão do acolhimento de embargos declaratórios com efeitos modificativos, o acórdão do TST entendeu que “não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar”. Estabelecida essa premissa, o acolhimento das teses recursais no ponto não demanda apenas interpretação sobre os limites do princípio constitucional em questão. É preciso também examinar peças processuais, para se averiguar o que ocorreu: mera complementação ou efetiva modificação do julgado. Tal função não pode ser exercida pelo STF na sede recursal extraordinária, conforme sinaliza o seguinte precedente, na parte que grifamos: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO QUE JULGOU O RECURSO ESPECIAL. ATAQUE POR RECURSO EXTRAORDINÁRIO E POR 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Quanto à alegada deficiência de fundamentação do julgado do TRT, não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente, pois o referido Juízo não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão do TRT alinha-se às diretrizes desse precedente. Em relação à violação ao princípio do contraditório em razão do acolhimento de embargos declaratórios com efeitos modificativos, o acórdão do TST entendeu que “não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar”. Estabelecida essa premissa, o acolhimento das teses recursais no ponto não demanda apenas interpretação sobre os limites do princípio constitucional em questão. É preciso também examinar peças processuais, para se averiguar o que ocorreu: mera complementação ou efetiva modificação do julgado. Tal função não pode ser exercida pelo STF na sede recursal extraordinária, conforme sinaliza o seguinte precedente, na parte que grifamos: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO QUE JULGOU O RECURSO ESPECIAL. ATAQUE POR RECURSO EXTRAORDINÁRIO E POR 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 3218 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO ASSENTADO NO AI 791.292- QO-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS DA CAUSA OU DE OCORRÊNCIAS PROCESSUAIS CIRCUNSTANCIAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 5º, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF AO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA NO RE 598.365-RG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). REGULARIDADE DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. omissis. 2. Conforme a orientação assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010, Tema 339): “(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. O acórdão proferido pelo STJ encontra-se devidamente fundamentado, expondo de forma clara e profunda os motivos que levaram a Corte a prover o recurso especial. 3. A função desta Corte, em sede de recurso extraordinário, cinge-se à solução de controvérsias relacionadas à interpretação da Constituição Federal, não se prestando para o mero reexame dos fatos da causa ou da ocorrência ou não de ocorrências processuais circunstanciais. 4. A alegação da 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO ASSENTADO NO AI 791.292- QO-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS DA CAUSA OU DE OCORRÊNCIAS PROCESSUAIS CIRCUNSTANCIAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 5º, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF AO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA NO RE 598.365-RG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). REGULARIDADE DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. omissis. 2. Conforme a orientação assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010, Tema 339): “(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. O acórdão proferido pelo STJ encontra-se devidamente fundamentado, expondo de forma clara e profunda os motivos que levaram a Corte a prover o recurso especial. 3. A função desta Corte, em sede de recurso extraordinário, cinge-se à solução de controvérsias relacionadas à interpretação da Constituição Federal, não se prestando para o mero reexame dos fatos da causa ou da ocorrência ou não de ocorrências processuais circunstanciais. 4. A alegação da 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 3219 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP recorrente consiste, basicamente, em denunciar a omissão do Tribunal de origem sobre determinada questão. Essa, certamente, não é questão constitucional. Ela se resolve, não mediante interpretação e aplicação de norma constitucional, mas sim unicamente pelo exame e cotejo de peças processuais, mais especificamente entre o disposto na petição inicial, as razões do julgado do TRF4 e a fundamentação do acórdão recorrido. Ora, esse não é papel que as instâncias extraordinárias devem cumprir; não podem elas ser demandadas para simples comparação de peças processuais. Orientação que decorre da Súmula 279/STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 861239 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 15-05-2015 PUBLIC 18- 05-2015) “ Mesmo que se superasse esse obstáculo, merece ser prestigiada a orientação esposada pelo TST. A respeito, vejam- se as bem lançadas considerações do ilustre Min. ROBERTO BARROSO, no voto proferido quando do julgamento do terceiro agravo interno apresentado nestes autos: “16. Por fim, relativamente à alegada violação ao contraditório, o acórdão do TST proferido no julgamento do recurso de revista destacou tratar-se de “matéria acerca da qual o réu já tinha tido ampla oportunidade de manifestar-se”. Com efeito, em se tratando de pedido constante da própria inicial, entendo que houve oportunidade suficiente de exercício do contraditório durante a reclamação trabalhista, sendo um excesso de formalismo a determinação de retorno dos autos ao TRT para que a parte possa apresentar argumentos já manifestados durante o processo.” Por todos esses motivos, o recurso não merece prosperar, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP recorrente consiste, basicamente, em denunciar a omissão do Tribunal de origem sobre determinada questão. Essa, certamente, não é questão constitucional. Ela se resolve, não mediante interpretação e aplicação de norma constitucional, mas sim unicamente pelo exame e cotejo de peças processuais, mais especificamente entre o disposto na petição inicial, as razões do julgado do TRF4 e a fundamentação do acórdão recorrido. Ora, esse não é papel que as instâncias extraordinárias devem cumprir; não podem elas ser demandadas para simples comparação de peças processuais. Orientação que decorre da Súmula 279/STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 861239 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 15-05-2015 PUBLIC 18- 05-2015) “ Mesmo que se superasse esse obstáculo, merece ser prestigiada a orientação esposada pelo TST. A respeito, vejam- se as bem lançadas considerações do ilustre Min. ROBERTO BARROSO, no voto proferido quando do julgamento do terceiro agravo interno apresentado nestes autos: “16. Por fim, relativamente à alegada violação ao contraditório, o acórdão do TST proferido no julgamento do recurso de revista destacou tratar-se de “matéria acerca da qual o réu já tinha tido ampla oportunidade de manifestar-se”. Com efeito, em se tratando de pedido constante da própria inicial, entendo que houve oportunidade suficiente de exercício do contraditório durante a reclamação trabalhista, sendo um excesso de formalismo a determinação de retorno dos autos ao TRT para que a parte possa apresentar argumentos já manifestados durante o processo.” Por todos esses motivos, o recurso não merece prosperar, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 3220 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP no ponto. Sobre a alegada invasão do espaço de atuação dos sindicatos, demarcado pela própria Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido: “Quanto à alegação do recorrente de que somente o sindicato teria legitimidade para propor a ação civil pública, tem -se que não se está pleiteando, neste caso, direito de uma categoria determinada, mas dos filiados da Associação. Nada impede que empregados filiados a um determinado sindicato reivindiquem judicialmente por meio de sua associação, direitos cuja defesa compõem objeto desta (associação), mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa. Assim, não há falar em ofensa aos artigos 5°, inciso XX, 8°, caput e incisos III e V, da Constituição Federal, 513, alínea “a”, e 515 da CLT, 62, inciso IV, e 81, parágrafo único, da Lei nº 8.078/90, e 6°, inciso IV, alínea “d”, e 83 inciso III, da Lei Complementar n° 75/93.” O trecho evidencia que decisivo aspecto de fato determinou o reconhecimento da legitimidade da associação, qual seja: “(...) mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP no ponto. Sobre a alegada invasão do espaço de atuação dos sindicatos, demarcado pela própria Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido: “Quanto à alegação do recorrente de que somente o sindicato teria legitimidade para propor a ação civil pública, tem -se que não se está pleiteando, neste caso, direito de uma categoria determinada, mas dos filiados da Associação. Nada impede que empregados filiados a um determinado sindicato reivindiquem judicialmente por meio de sua associação, direitos cuja defesa compõem objeto desta (associação), mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa. Assim, não há falar em ofensa aos artigos 5°, inciso XX, 8°, caput e incisos III e V, da Constituição Federal, 513, alínea “a”, e 515 da CLT, 62, inciso IV, e 81, parágrafo único, da Lei nº 8.078/90, e 6°, inciso IV, alínea “d”, e 83 inciso III, da Lei Complementar n° 75/93.” O trecho evidencia que decisivo aspecto de fato determinou o reconhecimento da legitimidade da associação, qual seja: “(...) mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 3221 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa.” A argumentação recursal ignora esse relevante fundamento, o que a torna incapaz de reverter o julgado. Aplica-se o óbice da Súmula 283/STF (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.) De qualquer forma, rever esse específico aspecto também demandaria análise de fatos, o que não se comporta na via recursal eleita, conforme define a Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.). Por fim, a questão relativa à necessidade de autorização dos filiados para a associação propor a demanda já foi exaustivamente examinada por esta CORTE, nas diversas ocasiões em que foi analisado o segundo recurso extraordinário do Banco Santander. Interpostos sucessivos recursos, não logrou êxito o Banco quanto a tal alegação, que não pode ser reaberta. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO PRIMEIRO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO BANCO SANTANDER BRASIL S/A". Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa.” A argumentação recursal ignora esse relevante fundamento, o que a torna incapaz de reverter o julgado. Aplica-se o óbice da Súmula 283/STF (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.) De qualquer forma, rever esse específico aspecto também demandaria análise de fatos, o que não se comporta na via recursal eleita, conforme define a Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.). Por fim, a questão relativa à necessidade de autorização dos filiados para a associação propor a demanda já foi exaustivamente examinada por esta CORTE, nas diversas ocasiões em que foi analisado o segundo recurso extraordinário do Banco Santander. Interpostos sucessivos recursos, não logrou êxito o Banco quanto a tal alegação, que não pode ser reaberta. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO PRIMEIRO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO BANCO SANTANDER BRASIL S/A". Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 3222 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 3223 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C294-CDD7-D051-4ADC e senha C869-84C9-95E4-40AC Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C294-CDD7-D051-4ADC e senha C869-84C9-95E4-40AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 3224 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR (DF007447/) ADV.(A/S) : CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO (23750/DF, 7725/MG) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) : RENATO RUA DE ALMEIDA (0029241/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B28-016E-7E27-90F8 e senha 06C1-9718-0750-BFB7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR (DF007447/) ADV.(A/S) : CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO (23750/DF, 7725/MG) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) : RENATO RUA DE ALMEIDA (0029241/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B28-016E-7E27-90F8 e senha 06C1-9718-0750-BFB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19 3225
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749399852
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. PRIMEIRO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO BANCO SANTANDER BRASIL S/A. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE FATOS DA CAUSA. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. FUNDAMENTO NÃO ATACADO APTO, POR SI SÓ, PARA SUSTENTAR O JULGADO. SÚMULA 283/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Além do referido óbice, que inviabiliza por completo o recurso extraordinário, muito outros também obstam sua admissão. 4. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 5. Aplica-se, no caso, a Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Na hipótese, incide o óbice da Súmula 283/STF ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles ), pois o recurso deixou incólume argumento apto, por si só, a sustentar o julgado. 7. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur400167
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 19. Análise: 01/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
675945
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-quinto
acordaos
ARE 675945 AgR-quinto
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) : CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) : RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO INTERNO. PRIMEIRO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO BANCO SANTANDER BRASIL S/A. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE FATOS DA CAUSA. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. FUNDAMENTO NÃO ATACADO APTO, POR SI SÓ, PARA SUSTENTAR O JULGADO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 3207 Ementa e Acórdão ARE 675945 AGR-QUINTO / SP invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Além do referido óbice, que inviabiliza por completo o recurso extraordinário, muito outros também obstam sua admissão. 4. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 5. Aplica-se, no caso, a Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Na hipótese, incide o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles ), pois o recurso deixou incólume argumento apto, por si só, a sustentar o julgado. 7. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Além do referido óbice, que inviabiliza por completo o recurso extraordinário, muito outros também obstam sua admissão. 4. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 5. Aplica-se, no caso, a Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 6. Na hipótese, incide o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal ( É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles ), pois o recurso deixou incólume argumento apto, por si só, a sustentar o julgado. 7. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 3208 Ementa e Acórdão ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6DD-6DE7-681E-B15D e senha 9387-B41E-05ED-4BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 3209 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 339 da repercussão geral; e (c) a aplicação das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante refuta os argumentos da decisão, requerendo a aplicação do Tema 82 da repercussão geral, bem como o reconhecimento da carência da ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BFC-1840-4E2A-4440 e senha B5E6-A445-C9A2-AD9D Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 339 da repercussão geral; e (c) a aplicação das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante refuta os argumentos da decisão, requerendo a aplicação do Tema 82 da repercussão geral, bem como o reconhecimento da carência da ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BFC-1840-4E2A-4440 e senha B5E6-A445-C9A2-AD9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 3210 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário do Banco Santander Brasil S/A (vol. 7, fls. 1732/1771) interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. Eis a ementa do julgado: “PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL. IMPEDIMENTO DA JUÍZA RELATORA. ATUAÇÃO COMO MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO PROCESSO. Não se verifica impedimento de magistrado para participar de julgamento de segundo recurso ordinário, pelo fato de ter participado, então como membro do Ministério Público, de julgamento do primeiro recurso ordinário, quando neste se tratava apenas do cabimento desta ação civil pública na Justiça do Trabalho e da legitimidade de parte da Associação autora, enquanto que, no segundo recurso, se tratava de outros temas. Também afasta o acolhimento da nulidade respectiva a circunstância de não ter sido argüida oportuna e adequadamente. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO REGIONAL POR OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE OMISSÕES NA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. Os artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal, 458, inciso II, do Código de Processo Civil e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho dispõem que as decisões judiciais serão fundamentadas, sob pena de nulidade. A omissão capaz de ensejar o reconhecimento da nulidade do julgado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário do Banco Santander Brasil S/A (vol. 7, fls. 1732/1771) interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho. Eis a ementa do julgado: “PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL. IMPEDIMENTO DA JUÍZA RELATORA. ATUAÇÃO COMO MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NO PROCESSO. Não se verifica impedimento de magistrado para participar de julgamento de segundo recurso ordinário, pelo fato de ter participado, então como membro do Ministério Público, de julgamento do primeiro recurso ordinário, quando neste se tratava apenas do cabimento desta ação civil pública na Justiça do Trabalho e da legitimidade de parte da Associação autora, enquanto que, no segundo recurso, se tratava de outros temas. Também afasta o acolhimento da nulidade respectiva a circunstância de não ter sido argüida oportuna e adequadamente. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO REGIONAL POR OMISSÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE OMISSÕES NA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. Os artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal, 458, inciso II, do Código de Processo Civil e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho dispõem que as decisões judiciais serão fundamentadas, sob pena de nulidade. A omissão capaz de ensejar o reconhecimento da nulidade do julgado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 3211 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP é aquela que o Juízo a quo não analisa a matéria debatida na hipótese, situação não observada nos autos. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. A efetiva prestação jurisdicional tem como premissa basilar a fundamentação das decisões judiciais, consoante se extrai dos artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho. Havendo nos autos explicitação das razões de decidir pelo Órgão Julgador, tem-se por atendida essa exigência, ainda que o resultado do julgamento seja contrário ao interesse da parte. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO MODIFICATIVO. AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO. Não há previsão de lei para que a parte contrária se manifeste acerca dos embargos de declaração opostos. A ausência de sua prévia intimação nas hipóteses em que se dá efeito modificativo ao julgado pode gerar nulidade da decisão, por ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Entretanto, neste particular, não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar. Recurso de revista não conhecido. LITIGÂNCIA DE MÁ- FÉ. CARACTERIZAÇÃO. MULTA. No caso, o Tribunal Regional declarou o Banco litigante de má-fé pela oposição de embargos declaratórios. Todavia, não há como se entender que ele, ao buscar judicialmente a satisfação dos seus direitos, tenha cometido dolo processual ou intenção de protelar o feito, mormente porque os referidos declaratórios buscavam prequestionar aspectos fáticos e jurídicos importantes para a solução da lide bem como sanar omissão quanto à análise da prescrição, a qual foi suprida pelo Regional. Diante disso, deve ser excluída a condenação ao pagamento da multa prevista no artigo 18 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP é aquela que o Juízo a quo não analisa a matéria debatida na hipótese, situação não observada nos autos. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO REGIONAL POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. A efetiva prestação jurisdicional tem como premissa basilar a fundamentação das decisões judiciais, consoante se extrai dos artigos 93, inciso IX, da Constituição Federal e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho. Havendo nos autos explicitação das razões de decidir pelo Órgão Julgador, tem-se por atendida essa exigência, ainda que o resultado do julgamento seja contrário ao interesse da parte. Recurso de revista não conhecido. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM SEDE DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EFEITO MODIFICATIVO. AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO. Não há previsão de lei para que a parte contrária se manifeste acerca dos embargos de declaração opostos. A ausência de sua prévia intimação nas hipóteses em que se dá efeito modificativo ao julgado pode gerar nulidade da decisão, por ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Entretanto, neste particular, não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar. Recurso de revista não conhecido. LITIGÂNCIA DE MÁ- FÉ. CARACTERIZAÇÃO. MULTA. No caso, o Tribunal Regional declarou o Banco litigante de má-fé pela oposição de embargos declaratórios. Todavia, não há como se entender que ele, ao buscar judicialmente a satisfação dos seus direitos, tenha cometido dolo processual ou intenção de protelar o feito, mormente porque os referidos declaratórios buscavam prequestionar aspectos fáticos e jurídicos importantes para a solução da lide bem como sanar omissão quanto à análise da prescrição, a qual foi suprida pelo Regional. Diante disso, deve ser excluída a condenação ao pagamento da multa prevista no artigo 18 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 3212 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Recurso de revista conhecido e provido. PRELIMINAR DE NÃO-CABIMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA NA ESFERA TRABALHISTA E DE ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO. A ação civil pública é um instrumento de defesa dos interesses da sociedade, direitos e interesses metaindividuais, que encontra fundamento legal na Lei n 7.347/85 - Lei da Ação Civil Pública - e na Lei n 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor. Esse, em seu artigo 81, inciso III, prevê o cabimento de ações coletivas para salvaguardar direitos ou interesses individuais homogêneos, que são, segundo o Supremo Tribunal Federal, subespécies de direitos coletivos (Recurso Extraordinário-163.231-3/SP, Tribunal Pleno, Relator Ministro Maurício Corrêa, DJ de 29/06/2001) e decorrem de uma origem comum. No Direito do Trabalho, a referida ação coletiva é um mecanismo de proteção dos direitos sociais constitucionalmente garantidos e, uma vez verificada a lesão ou ameaça de lesão a direito difuso, coletivo ou individual homogêneo decorrente da relação de trabalho, será cabível a ação civil pública na esfera trabalhista. Quanto à legitimidade para a propositura da ação civil pública no âmbito trabalhista, tem-se que as associações, assim como no âmbito civil, também estão legitimadas, desde que possuam, dentre seus fins sociais, a defesa dos direitos de seus associados, registrando-se a incompatibilidade, in casu, entre os interesses do sindicato e os dos substituídos. Recurso de revista não conhecido. GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. VINCULAÇÃO AO LUCRO. PREVISÃO EM NORMA REGULAMENTAR. As regras preestabelecidas quanto a vantagens econômicas concedidas espontaneamente pelo empregador hão de ser respeitadas tais e quais. Os artigos 49 do Estatuto do Banespa e 56 do Regulamento de Pessoal prevêem que a gratificação semestral, devida aos empregados da ativa e aos aposentados que recebam complementação de aposentadoria, está vinculada ao lucro e será paga 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Recurso de revista conhecido e provido. PRELIMINAR DE NÃO-CABIMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA NA ESFERA TRABALHISTA E DE ILEGITIMIDADE ATIVA DA ASSOCIAÇÃO. A ação civil pública é um instrumento de defesa dos interesses da sociedade, direitos e interesses metaindividuais, que encontra fundamento legal na Lei n 7.347/85 - Lei da Ação Civil Pública - e na Lei n 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor. Esse, em seu artigo 81, inciso III, prevê o cabimento de ações coletivas para salvaguardar direitos ou interesses individuais homogêneos, que são, segundo o Supremo Tribunal Federal, subespécies de direitos coletivos (Recurso Extraordinário-163.231-3/SP, Tribunal Pleno, Relator Ministro Maurício Corrêa, DJ de 29/06/2001) e decorrem de uma origem comum. No Direito do Trabalho, a referida ação coletiva é um mecanismo de proteção dos direitos sociais constitucionalmente garantidos e, uma vez verificada a lesão ou ameaça de lesão a direito difuso, coletivo ou individual homogêneo decorrente da relação de trabalho, será cabível a ação civil pública na esfera trabalhista. Quanto à legitimidade para a propositura da ação civil pública no âmbito trabalhista, tem-se que as associações, assim como no âmbito civil, também estão legitimadas, desde que possuam, dentre seus fins sociais, a defesa dos direitos de seus associados, registrando-se a incompatibilidade, in casu, entre os interesses do sindicato e os dos substituídos. Recurso de revista não conhecido. GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. VINCULAÇÃO AO LUCRO. PREVISÃO EM NORMA REGULAMENTAR. As regras preestabelecidas quanto a vantagens econômicas concedidas espontaneamente pelo empregador hão de ser respeitadas tais e quais. Os artigos 49 do Estatuto do Banespa e 56 do Regulamento de Pessoal prevêem que a gratificação semestral, devida aos empregados da ativa e aos aposentados que recebam complementação de aposentadoria, está vinculada ao lucro e será paga 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 3213 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP mediante autorização da diretoria do banco. O § 2... do artigo 56 do Regulamento de Pessoal dispõe que, no caso de instituição de verba de idêntica natureza à da gratificação semestral prevista em lei ou em normas coletivas de trabalho, proceder-se-á a compensação de uma pela outra, ou seja, pode-se pagar outra verba de idêntica natureza em compensação à gratificação semestral. In casu, a participação nos lucros tem a mesma natureza que a gratificação semestral, pois ambas estão vinculadas ao lucro. Diante disso, em respeito, pois, às normas estabelecidas pelo Banespa, este não poderia pagar aos empregados da ativa valores a título de participação nos lucros, como fez com relação aos 1... e 2... semestres de 1996 e 1... semestre de 1997, e, no entanto, pagar aos aposentados apenas a gratificação semestral no valor simbólico de 5% dos salários. É devida, portanto, aos associados da Associação autora constantes do rol por ela apresentado, quanto às parcelas vencidas, a gratificação semestral dos anos de 1996 e 1997, no mesmo valor pago a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário de cada empregado, compensados os valores pagos a título de gratificação semestral relativos a esses mesmos anos. Já, no que se refere às parcelas vincendas, tem-se que a gratificação semestral será devida no valor equivalente ao que, eventualmente, tiver sido ou for pago aos empregados da ativa, a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário por empregado e, nos semestres em que não tiver sido paga a participação nos lucros, será devida a gratificação semestral, na forma das normas regulamentares. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO AOS ASSOCIADOS DOMICILIADOS NA COMARCA DE SÃO PAULO. O artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que o foro competente será o da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP mediante autorização da diretoria do banco. O § 2... do artigo 56 do Regulamento de Pessoal dispõe que, no caso de instituição de verba de idêntica natureza à da gratificação semestral prevista em lei ou em normas coletivas de trabalho, proceder-se-á a compensação de uma pela outra, ou seja, pode-se pagar outra verba de idêntica natureza em compensação à gratificação semestral. In casu, a participação nos lucros tem a mesma natureza que a gratificação semestral, pois ambas estão vinculadas ao lucro. Diante disso, em respeito, pois, às normas estabelecidas pelo Banespa, este não poderia pagar aos empregados da ativa valores a título de participação nos lucros, como fez com relação aos 1... e 2... semestres de 1996 e 1... semestre de 1997, e, no entanto, pagar aos aposentados apenas a gratificação semestral no valor simbólico de 5% dos salários. É devida, portanto, aos associados da Associação autora constantes do rol por ela apresentado, quanto às parcelas vencidas, a gratificação semestral dos anos de 1996 e 1997, no mesmo valor pago a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário de cada empregado, compensados os valores pagos a título de gratificação semestral relativos a esses mesmos anos. Já, no que se refere às parcelas vincendas, tem-se que a gratificação semestral será devida no valor equivalente ao que, eventualmente, tiver sido ou for pago aos empregados da ativa, a título de participação nos lucros, limitada, cada uma das gratificações semestrais devidas, ao valor de um salário por empregado e, nos semestres em que não tiver sido paga a participação nos lucros, será devida a gratificação semestral, na forma das normas regulamentares. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO AOS ASSOCIADOS DOMICILIADOS NA COMARCA DE SÃO PAULO. O artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que o foro competente será o da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 3214 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Capital do Estado ou o do Distrito Federal nas ações coletivas, ressalvada a competência da Justiça Federal para os danos de âmbito nacional ou regional. Assim, se a própria lei atribui a competência ao foro da Capital dos Estados para julgar ação civil pública proposta por associação de âmbito nacional, é porque considera que a sentença respectiva tenha eficácia para todos os seus associados relacionados, independentemente do lugar em que residam. Inaplicáveis, portanto, à hipótese, os artigos 16 da Lei n 7.347/85 e 2...-A da Lei n 9.494/97. Recurso de revista não conhecido. PRESCRIÇÃO TOTAL. PRETENSÃO DOS SUBSTITUÍDOS QUE NUNCA RECEBERAM A PARCELA. SÚMULA n 326 DO Tribunal Superior do Trabalho. O direito vindicado - gratificação semestral - baseia-se em norma regulamentar ainda em vigor, tal e qual. A norma estatutária ou regulamentar que prevê o direito continua a mesma. Então, toda vez que se descumpre essa norma, renova-se a ofensa ao direito. A prescrição, assim, conta-se de cada uma dessas eventuais infringências à norma. Ademais, a norma que garante o direito permanece em vigor e, sendo indiscutível o direito à gratificação semestral, na forma da regulamentação, a prescrição é sempre parcial, pois, quando não paga, nasce o direito de ação. Diante disso, não há falar em contrariedade às Súmulas nos 294 e 326 do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso de revista não conhecido. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 25/06/2008, 2... Turma, Data de Publicação: DJ 15/08/2008)” Opostos embargos declaratórios por ambas as partes, foram resolvidos por meio do acórdão assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO. Embargos declaratórios acolhidos somente para prestar esclarecimentos. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO BANCO. OMISSÃO. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Capital do Estado ou o do Distrito Federal nas ações coletivas, ressalvada a competência da Justiça Federal para os danos de âmbito nacional ou regional. Assim, se a própria lei atribui a competência ao foro da Capital dos Estados para julgar ação civil pública proposta por associação de âmbito nacional, é porque considera que a sentença respectiva tenha eficácia para todos os seus associados relacionados, independentemente do lugar em que residam. Inaplicáveis, portanto, à hipótese, os artigos 16 da Lei n 7.347/85 e 2...-A da Lei n 9.494/97. Recurso de revista não conhecido. PRESCRIÇÃO TOTAL. PRETENSÃO DOS SUBSTITUÍDOS QUE NUNCA RECEBERAM A PARCELA. SÚMULA n 326 DO Tribunal Superior do Trabalho. O direito vindicado - gratificação semestral - baseia-se em norma regulamentar ainda em vigor, tal e qual. A norma estatutária ou regulamentar que prevê o direito continua a mesma. Então, toda vez que se descumpre essa norma, renova-se a ofensa ao direito. A prescrição, assim, conta-se de cada uma dessas eventuais infringências à norma. Ademais, a norma que garante o direito permanece em vigor e, sendo indiscutível o direito à gratificação semestral, na forma da regulamentação, a prescrição é sempre parcial, pois, quando não paga, nasce o direito de ação. Diante disso, não há falar em contrariedade às Súmulas nos 294 e 326 do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso de revista não conhecido. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 25/06/2008, 2... Turma, Data de Publicação: DJ 15/08/2008)” Opostos embargos declaratórios por ambas as partes, foram resolvidos por meio do acórdão assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO. Embargos declaratórios acolhidos somente para prestar esclarecimentos. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO BANCO. OMISSÃO. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 3215 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP COMPENSAÇÃO. PARCELAS VINCENDAS. Embargos declaratórios acolhidos para, sanando omissão, determinar que, da parte dispositiva da decisão, quanto às parcelas vincendas, conste a compensação dos valores que já tiverem sido pagos a título de gratificação semestral nos anos em que for paga a participação nos lucros. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 01/10/2008, 2... Turma, Data de Publicação: DEJT 17/10/2008)” No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a da Constituição Federal, a parte recorrente aduz, preliminarmente, a repercussão geral das questões discutidas. No mérito, sustenta que o julgado do Tribunal Superior do Trabalho perpetrou ofensas às seguintes normas da Constituição: (I) art. 5..., LIV e LV, pois o julgado do Tribunal Regional do Trabalho deu efeito modificativo a embargos declaratórios sem a indispensável oitiva da parte contrária; (II) arts. 5..., XXXV e LV, bem como art. 93, IX, pois o TRT deixou de examinar a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho; (III) arts. 5..., XXI, e 8..., caput e incisos III, V e VII, pois cabe ao sindicato a tutela coletiva dos direitos postulados nesta demanda, ressentindo-se de legitimidade a associação; (IV) art. 5..., XXI, pois a falta de autorização dos filiados para propor a causa inibe a atuação da associação. É o relatório. Decido. Em primeiro lugar, verifica-se importante óbice, que inviabiliza por completo a admissão do presente apelo. Com efeito, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP COMPENSAÇÃO. PARCELAS VINCENDAS. Embargos declaratórios acolhidos para, sanando omissão, determinar que, da parte dispositiva da decisão, quanto às parcelas vincendas, conste a compensação dos valores que já tiverem sido pagos a título de gratificação semestral nos anos em que for paga a participação nos lucros. (ED-RR - 42400-13.1998.5.02.0036 , Relator Ministro: Vantuil Abdala, Data de Julgamento: 01/10/2008, 2... Turma, Data de Publicação: DEJT 17/10/2008)” No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a da Constituição Federal, a parte recorrente aduz, preliminarmente, a repercussão geral das questões discutidas. No mérito, sustenta que o julgado do Tribunal Superior do Trabalho perpetrou ofensas às seguintes normas da Constituição: (I) art. 5..., LIV e LV, pois o julgado do Tribunal Regional do Trabalho deu efeito modificativo a embargos declaratórios sem a indispensável oitiva da parte contrária; (II) arts. 5..., XXXV e LV, bem como art. 93, IX, pois o TRT deixou de examinar a alegação de incompetência da Justiça do Trabalho; (III) arts. 5..., XXI, e 8..., caput e incisos III, V e VII, pois cabe ao sindicato a tutela coletiva dos direitos postulados nesta demanda, ressentindo-se de legitimidade a associação; (IV) art. 5..., XXI, pois a falta de autorização dos filiados para propor a causa inibe a atuação da associação. É o relatório. Decido. Em primeiro lugar, verifica-se importante óbice, que inviabiliza por completo a admissão do presente apelo. Com efeito, os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 3216 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Além desse insuperável obstáculo, muitos outros levam ao desprovimento da pretensão recursal. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Além desse insuperável obstáculo, muitos outros levam ao desprovimento da pretensão recursal. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 3217 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Quanto à alegada deficiência de fundamentação do julgado do TRT, não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente, pois o referido Juízo não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão do TRT alinha-se às diretrizes desse precedente. Em relação à violação ao princípio do contraditório em razão do acolhimento de embargos declaratórios com efeitos modificativos, o acórdão do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que “não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar”. Estabelecida essa premissa, o acolhimento das teses recursais no ponto não demanda apenas interpretação sobre os limites do princípio constitucional em questão. É preciso também examinar peças processuais, para se averiguar o que ocorreu: mera complementação ou efetiva modificação do julgado. Tal função não pode ser exercida pelo Supremo Tribunal Federal na sede recursal extraordinária, conforme sinaliza o seguinte precedente, na parte que grifamos: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO QUE JULGOU O RECURSO ESPECIAL. ATAQUE POR RECURSO EXTRAORDINÁRIO E POR 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP Quanto à alegada deficiência de fundamentação do julgado do TRT, não merecem ser acolhidas as razões da parte recorrente, pois o referido Juízo não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO- RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão do TRT alinha-se às diretrizes desse precedente. Em relação à violação ao princípio do contraditório em razão do acolhimento de embargos declaratórios com efeitos modificativos, o acórdão do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que “não houve alteração do julgado, mas mera complementação da decisão, matéria acerca da qual o réu já teve ampla oportunidade de se manifestar”. Estabelecida essa premissa, o acolhimento das teses recursais no ponto não demanda apenas interpretação sobre os limites do princípio constitucional em questão. É preciso também examinar peças processuais, para se averiguar o que ocorreu: mera complementação ou efetiva modificação do julgado. Tal função não pode ser exercida pelo Supremo Tribunal Federal na sede recursal extraordinária, conforme sinaliza o seguinte precedente, na parte que grifamos: “Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO QUE JULGOU O RECURSO ESPECIAL. ATAQUE POR RECURSO EXTRAORDINÁRIO E POR 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 3218 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO ASSENTADO NO AI 791.292- QO-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS DA CAUSA OU DE OCORRÊNCIAS PROCESSUAIS CIRCUNSTANCIAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 5..., XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal AO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA NO Recurso Extraordinário 598.365-RG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). REGULARIDADE DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. omissis. 2. Conforme a orientação assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010, Tema 339): “(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça encontra-se devidamente fundamentado, expondo de forma clara e profunda os motivos que levaram a Corte a prover o recurso especial. 3. A função desta Corte, em sede de recurso extraordinário, cinge-se à solução de controvérsias relacionadas à interpretação da Constituição Federal, não se prestando para o mero reexame dos fatos da causa ou da ocorrência ou não de ocorrências processuais circunstanciais. 4. A alegação da 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE. PRECEDENTES. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO ASSENTADO NO AI 791.292- QO-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). REEXAME DE FATOS DA CAUSA OU DE OCORRÊNCIAS PROCESSUAIS CIRCUNSTANCIAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 5..., XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal AO RECURSO ESPECIAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA NO Recurso Extraordinário 598.365-RG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). REGULARIDADE DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. APLICAÇÃO DA MULTA DO ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. omissis. 2. Conforme a orientação assentada pelo Plenário desta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010, Tema 339): “(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça encontra-se devidamente fundamentado, expondo de forma clara e profunda os motivos que levaram a Corte a prover o recurso especial. 3. A função desta Corte, em sede de recurso extraordinário, cinge-se à solução de controvérsias relacionadas à interpretação da Constituição Federal, não se prestando para o mero reexame dos fatos da causa ou da ocorrência ou não de ocorrências processuais circunstanciais. 4. A alegação da 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 3219 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP recorrente consiste, basicamente, em denunciar a omissão do Tribunal de origem sobre determinada questão. Essa, certamente, não é questão constitucional. Ela se resolve, não mediante interpretação e aplicação de norma constitucional, mas sim unicamente pelo exame e cotejo de peças processuais, mais especificamente entre o disposto na petição inicial, as razões do julgado do TRF4 e a fundamentação do acórdão recorrido. Ora, esse não é papel que as instâncias extraordinárias devem cumprir; não podem elas ser demandadas para simples comparação de peças processuais. Orientação que decorre da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 861239 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 15-05-2015 PUBLIC 18- 05-2015) “ Mesmo que se superasse esse obstáculo, merece ser prestigiada a orientação esposada pelo Tribunal Superior do Trabalho. A respeito, vejam- se as bem lançadas considerações do ilustre Min. ROBERTO BARROSO, no voto proferido quando do julgamento do terceiro agravo interno apresentado nestes autos: “16. Por fim, relativamente à alegada violação ao contraditório, o acórdão do Tribunal Superior do Trabalho proferido no julgamento do recurso de revista destacou tratar-se de “matéria acerca da qual o réu já tinha tido ampla oportunidade de manifestar-se”. Com efeito, em se tratando de pedido constante da própria inicial, entendo que houve oportunidade suficiente de exercício do contraditório durante a reclamação trabalhista, sendo um excesso de formalismo a determinação de retorno dos autos ao TRT para que a parte possa apresentar argumentos já manifestados durante o processo.” Por todos esses motivos, o recurso não merece prosperar, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP recorrente consiste, basicamente, em denunciar a omissão do Tribunal de origem sobre determinada questão. Essa, certamente, não é questão constitucional. Ela se resolve, não mediante interpretação e aplicação de norma constitucional, mas sim unicamente pelo exame e cotejo de peças processuais, mais especificamente entre o disposto na petição inicial, as razões do julgado do TRF4 e a fundamentação do acórdão recorrido. Ora, esse não é papel que as instâncias extraordinárias devem cumprir; não podem elas ser demandadas para simples comparação de peças processuais. Orientação que decorre da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 861239 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 05/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 15-05-2015 PUBLIC 18- 05-2015) “ Mesmo que se superasse esse obstáculo, merece ser prestigiada a orientação esposada pelo Tribunal Superior do Trabalho. A respeito, vejam- se as bem lançadas considerações do ilustre Min. ROBERTO BARROSO, no voto proferido quando do julgamento do terceiro agravo interno apresentado nestes autos: “16. Por fim, relativamente à alegada violação ao contraditório, o acórdão do Tribunal Superior do Trabalho proferido no julgamento do recurso de revista destacou tratar-se de “matéria acerca da qual o réu já tinha tido ampla oportunidade de manifestar-se”. Com efeito, em se tratando de pedido constante da própria inicial, entendo que houve oportunidade suficiente de exercício do contraditório durante a reclamação trabalhista, sendo um excesso de formalismo a determinação de retorno dos autos ao TRT para que a parte possa apresentar argumentos já manifestados durante o processo.” Por todos esses motivos, o recurso não merece prosperar, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 3220 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP no ponto. Sobre a alegada invasão do espaço de atuação dos sindicatos, demarcado pela própria Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido: “Quanto à alegação do recorrente de que somente o sindicato teria legitimidade para propor a ação civil pública, tem -se que não se está pleiteando, neste caso, direito de uma categoria determinada, mas dos filiados da Associação. Nada impede que empregados filiados a um determinado sindicato reivindiquem judicialmente por meio de sua associação, direitos cuja defesa compõem objeto desta (associação), mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa. Assim, não há falar em ofensa aos artigos 5..., inciso XX, 8..., caput e incisos III e V, da Constituição Federal, 513, alínea “a”, e 515 da Consolidação das Leis do Trabalho, 62, inciso IV, e 81, parágrafo único, da Lei n 8.078/90, e 6..., inciso IV, alínea “d”, e 83 inciso III, da Lei Complementar n 75/93.” O trecho evidencia que decisivo aspecto de fato determinou o reconhecimento da legitimidade da associação, qual seja: “(...) mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP no ponto. Sobre a alegada invasão do espaço de atuação dos sindicatos, demarcado pela própria Constituição, assim se manifestou o acórdão recorrido: “Quanto à alegação do recorrente de que somente o sindicato teria legitimidade para propor a ação civil pública, tem -se que não se está pleiteando, neste caso, direito de uma categoria determinada, mas dos filiados da Associação. Nada impede que empregados filiados a um determinado sindicato reivindiquem judicialmente por meio de sua associação, direitos cuja defesa compõem objeto desta (associação), mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa. Assim, não há falar em ofensa aos artigos 5..., inciso XX, 8..., caput e incisos III e V, da Constituição Federal, 513, alínea “a”, e 515 da Consolidação das Leis do Trabalho, 62, inciso IV, e 81, parágrafo único, da Lei n 8.078/90, e 6..., inciso IV, alínea “d”, e 83 inciso III, da Lei Complementar n 75/93.” O trecho evidencia que decisivo aspecto de fato determinou o reconhecimento da legitimidade da associação, qual seja: “(...) mormente no caso dos autos, em que os associados são aposentados, cujos interesses, muitas vezes, 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 3221 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa.” A argumentação recursal ignora esse relevante fundamento, o que a torna incapaz de reverter o julgado. Aplica-se o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.) De qualquer forma, rever esse específico aspecto também demandaria análise de fatos, o que não se comporta na via recursal eleita, conforme define a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.). Por fim, a questão relativa à necessidade de autorização dos filiados para a associação propor a demanda já foi exaustivamente examinada por esta CORTE, nas diversas ocasiões em que foi analisado o segundo recurso extraordinário do Banco Santander. Interpostos sucessivos recursos, não logrou êxito o Banco quanto a tal alegação, que não pode ser reaberta. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO PRIMEIRO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO BANCO SANTANDER BRASIL S/A". Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP destoam daqueles dos empregados da ativa. Aliás, essa é a hipótese dos autos, pois, como se observará adiante, a participação nos lucros foi concedida só aos empregados da ativa por acordo coletivo, com conseqüente redução drástica do valor da gratificação semestral, e, assim, não seria concebível que o próprio sindicato que celebrou o acordo fosse ajuizar ação com o objeto dessa.” A argumentação recursal ignora esse relevante fundamento, o que a torna incapaz de reverter o julgado. Aplica-se o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.) De qualquer forma, rever esse específico aspecto também demandaria análise de fatos, o que não se comporta na via recursal eleita, conforme define a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.). Por fim, a questão relativa à necessidade de autorização dos filiados para a associação propor a demanda já foi exaustivamente examinada por esta CORTE, nas diversas ocasiões em que foi analisado o segundo recurso extraordinário do Banco Santander. Interpostos sucessivos recursos, não logrou êxito o Banco quanto a tal alegação, que não pode ser reaberta. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO PRIMEIRO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO BANCO SANTANDER BRASIL S/A". Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 3222 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 675945 AGR-QUINTO / SP óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Supremo Tribunal Federal ARE 675945 AGR-QUINTO / SP óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-6085-9B44-84BF e senha 2C5A-5471-0800-490E Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 3223 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C294-CDD7-D051-4ADC e senha C869-84C9-95E4-40AC Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR ADV.(A/S) :CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) :RENATO RUA DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C294-CDD7-D051-4ADC e senha C869-84C9-95E4-40AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 3224 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR (DF007447/) ADV.(A/S) : CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO (23750/DF, 7725/MG) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) : RENATO RUA DE ALMEIDA (0029241/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B28-016E-7E27-90F8 e senha 06C1-9718-0750-BFB7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUINTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR (DF007447/) ADV.(A/S) : CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO (23750/DF, 7725/MG) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO - AFABESP ADV.(A/S) : RENATO RUA DE ALMEIDA (0029241/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B28-016E-7E27-90F8 e senha 06C1-9718-0750-BFB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19 3225
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675 . 945", "SÚMULA 279 DO Supremo", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 675945 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "Súmula 279 desta Corte", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 675945 AGR", "ARE 675945 AGR", "Súmulas 279", "RECURSO", "Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 675 . 945", "ARE 675945 AGR", "ARE 675945 AGR", "ARE 675945 AGR", "Recurso Extraordinário - 163 . 231 - 3 / SP", "ARE 675945 AGR - QUINTO / SP", "Recurso Extraordinário - 163 . 231 - 3 / SP", "ARE 675945 AGR - QUINTO / SP", "SÚMULA n 326 DO Tribunal Superior do Trabalho", "Súmulas nos 294 e 326 do Tribunal Superior do Trabalho", "ED", "-", "RR", "-", "42400", "-", "13 .", "1998 . 5 .", "02", ".", "0036", "SÚMULA n 326 DO Tribunal Superior do Trabalho", "Súmulas nos 294", "ED", "-", "RR", "-", "42400", "-", "13", ".", "1998", ".", "5", ".", "02", ".", "0036", "ARE 675945 AGR", "ED", "-", "RR", "-", "42400", "-", "13", ".", "1998", ".", "5", ".", "02", ".", "0036", "ARE 675945 AGR -", "QUINTO / SP", "ED", "-", "RR", "-", "42400", "-", "13", ".", "1998", ".", "5", ".", "02", ".", "0036", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 675945 AGR - QUINTO / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 675945 AGR - QUINTO / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 675945 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 675945 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 861239 AgR", "ARE 675945", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 861239 AgR", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 675945 AGR -", "ARE 675945 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "458 , inciso II , do Código de Processo Civil", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "458 , inciso II , do Código de Processo Civil", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 18 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 18 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 347 / 85", "Lei da Ação Civil Pública", "Lei n 8 . 078 / 90", "Código de Defesa do Consumidor", "artigos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 347 / 85", "Lei da Ação Civil Pública", "Lei n 8 . 078 / 90", "Código de Defesa do Consumidor", "artigos 49 do Estatuto do Banespa", "56 do Regulamento de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 do Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 16 da Lei n 7 . 347 / 85", "2", ". . .", "-", "A da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 16 da Lei n 7 . 347 / 85", "2", ".", ".", ".", "-", "A da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88 ,", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "ART . 538 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigos 5 . . . , inciso XX , 8 . . . , caput e incisos III e V , da Constituição Federal", "513 , alínea “ a ” , e 515 da Consolidação das Leis do Trabalho", "62 , inciso IV , e 81 , parágrafo único , da Lei n 8 . 078 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigos 5 . . . , inciso XX , 8 . . . , caput e incisos III e V , da Constituição Federal", "513 , alínea “ a ” , e 515 da Consolidação das Leis do Trabalho", "62 , inciso IV , e 81 , parágrafo único , da Lei n 8 . 078 / 90", "6", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "COMARCA DE SÃO PAULO", "COMARCA DE SÃO PAULO", "Distrito Federal", "Capital dos Estados", "/", "SP", "Distrito Federal", "Capital dos Estados", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "QUINTO", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ASSOCIAÇÃO DOS", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "AFABESP", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "QUINTO", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "QUINTO", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ASSOCIAÇÃO", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "AFABESP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "QUINTO", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ASSOCIAÇÃO", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "AFABESP", "PRIMEIRA TURMA", "QUINTO", "Banco Santander Brasil S / A", "Tribunal Superior do Trabalho", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "QUINTO", "Banco Santander Brasil S / A", "Tribunal Superior do Trabalho", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Banespa", "Supremo Tribunal Federal", "Banespa", "2", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Regional do Trabalho", "TRT", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Regional do Trabalho", "TRT", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "TRT", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TRT", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TRT", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTO", "SP", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF4", "Segunda Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "TRT", "Supremo Tribunal Federal", "TRF4", "Segunda Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "TRT", "AGR", "-", "QUINTO", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTO", "/", "AGR", "QUINTO", "/", "SP", "Banco Santander", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Santander", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "QUINTO", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "QUINTO", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ASSOCIAÇÃO", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "AFABESP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "QUINTO", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ASSOCIAÇÃO", "BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "AFABESP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ASSOCIAÇÃO DOS", "AFABESP", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "AFABESP", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR", "CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO", "RENATO RUA DE ALMEIDA", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR", "CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO", "RENATO RUA DE ALMEIDA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR", "CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO", "RENATO RUA DE ALMEIDA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Vantuil Abdala", "Vantuil Abdala", "ALEXANDRE DE MORAES", "Vantuil Abdala", "Vantuil Abdala", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "GILMAR", "MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES ARE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR", "CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO", "RENATO RUA DE ALMEIDA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR", "CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO", "RENATO RUA DE ALMEIDA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR", "CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO", "RENATO RUA DE ALMEIDA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALDE DA COSTA SANTOS JÚNIOR", "CARLOS MARIO DA SILVA VELLOSO", "RENATO RUA DE ALMEIDA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "1", "1996", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "1996", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2008", "15", "/", "08", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2008", "15", "/", "08", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "10", "/", "2008", "17", "/", "10", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "10", "/", "2008", "17", "/", "10", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "15", "-", "05", "-", "2015", "18", "-", "05", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "05", "/", "2015", "15", "-", "05", "-", "2015", "18", "-", "05", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental na petição. Apreciação de antecipação de tutela via agravo de instrumento apresentado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade. Erro grosseiro. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Ausente hipótese autorizadora dos embargos, consoante dicção do art. 337 do RISTF. Pretensão da parte embargante de modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer sua tese. Recurso manifestamente protelatório. Rejeição dos embargos. Certificação do trânsito em julgado com determinação de imediato arquivamento dos autos. Precedentes. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1º a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração e determinar a certificação do trânsito em julgado e o pronto arquivamento dos autos, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A2A-ACDF-75A3-1AF7 e senha E411-CD0B-D614-1C4D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental na petição. Apreciação de antecipação de tutela via agravo de instrumento apresentado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade. Erro grosseiro. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado apresenta obscuridades que necessitam ser aclaradas. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 706D-618E-6252-B91B e senha E925-4921-FE33-BCA8 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental na petição. Apreciação de antecipação de tutela via agravo de instrumento apresentado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade. Erro grosseiro. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado apresenta obscuridades que necessitam ser aclaradas. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 706D-618E-6252-B91B e senha E925-4921-FE33-BCA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Com efeito, o que se pretende é apenas promover a rediscussão do conteúdo do julgado, para se fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ nº 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Com efeito, o que se pretende é apenas promover a rediscussão do conteúdo do julgado, para se fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ nº 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 7767 AGR-ED / SP “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE nº 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). Exsurge da hipótese o intuito manifestamente protelatório, pois reflete um inconformismo injustificado da parte com o resultado do julgamento da causa. Buscando coibir abusos como esse, a jurisprudência deste Supremo Tribunal alinhou-se no sentido de que, “quando animados de intuito meramente protelatório, embargos de declaração devem ser rejeitados, com determinação de cumprimento imediato da decisão cuja eficácia esteja suspensa, independentemente do seu trânsito em julgado” (Ext nº 928/PT-ED-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 14/9/07). Perfilham esse entendimento os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal PET 7767 AGR-ED / SP “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE nº 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). Exsurge da hipótese o intuito manifestamente protelatório, pois reflete um inconformismo injustificado da parte com o resultado do julgamento da causa. Buscando coibir abusos como esse, a jurisprudência deste Supremo Tribunal alinhou-se no sentido de que, “quando animados de intuito meramente protelatório, embargos de declaração devem ser rejeitados, com determinação de cumprimento imediato da decisão cuja eficácia esteja suspensa, independentemente do seu trânsito em julgado” (Ext nº 928/PT-ED-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 14/9/07). Perfilham esse entendimento os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 7767 AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO E INSTRUMENTO MATÉRIA CRIMINAL RECURSO EXTEMPORÂNEO INTUITO PROCRASTINATÓRIO PRÁTICA ABUSIVA. Novos embargos de declaração em que, uma vez mais, não se observou o requisito essencial da tempestividade. Recurso interposto antes da publicação do acórdão impugnado é tido como extemporâneo. O Supremo Tribunal Federal tem se mostrado intolerante com as sucessivas interposições de recursos manifestamente incabíveis que possuem o claro propósito de impedir o trânsito em julgado das decisões judiciais. Precedentes. Determinado o imediato cumprimento da decisão proferida por esta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão. embargos de declaração não conhecidos” (AI nº 712.079/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/4/11); “1. RECURSO. Embargos de Declaração. Efeito infringente ou modificativo. Conhecimento como agravo regimental. Recurso improvido. Devem ser recebidos e julgados como agravo regimental, embargos declaratórios opostos com manifesto e infundado propósito modificativo. 2. RECURSO. embargos de declaração. Impugnação à decisão. Falta. Caráter meramente abusivo. baixa imediata dos autos. Quando abusiva a interposição de recurso, deve o Tribunal determinar a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, independentemente do trânsito em julgado da decisão recorrida” (AI nº 659.758/PB-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 8/5/09); “RECURSO CRIMINAL. Embargos de declaração. Caráter manifestamente protelatório. Abuso caracterizado. Recurso não conhecido. Imediato arquivamento dos autos. Não se conhece de embargos declaratórios manifestamente abusivos” (AI nº 362.828/SP-AgR-ED-ED-EDv-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 6/10/06). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal PET 7767 AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO E INSTRUMENTO MATÉRIA CRIMINAL RECURSO EXTEMPORÂNEO INTUITO PROCRASTINATÓRIO PRÁTICA ABUSIVA. Novos embargos de declaração em que, uma vez mais, não se observou o requisito essencial da tempestividade. Recurso interposto antes da publicação do acórdão impugnado é tido como extemporâneo. O Supremo Tribunal Federal tem se mostrado intolerante com as sucessivas interposições de recursos manifestamente incabíveis que possuem o claro propósito de impedir o trânsito em julgado das decisões judiciais. Precedentes. Determinado o imediato cumprimento da decisão proferida por esta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão. embargos de declaração não conhecidos” (AI nº 712.079/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/4/11); “1. RECURSO. Embargos de Declaração. Efeito infringente ou modificativo. Conhecimento como agravo regimental. Recurso improvido. Devem ser recebidos e julgados como agravo regimental, embargos declaratórios opostos com manifesto e infundado propósito modificativo. 2. RECURSO. embargos de declaração. Impugnação à decisão. Falta. Caráter meramente abusivo. baixa imediata dos autos. Quando abusiva a interposição de recurso, deve o Tribunal determinar a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, independentemente do trânsito em julgado da decisão recorrida” (AI nº 659.758/PB-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 8/5/09); “RECURSO CRIMINAL. Embargos de declaração. Caráter manifestamente protelatório. Abuso caracterizado. Recurso não conhecido. Imediato arquivamento dos autos. Não se conhece de embargos declaratórios manifestamente abusivos” (AI nº 362.828/SP-AgR-ED-ED-EDv-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 6/10/06). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 7767 AGR-ED / SP Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e, na linha dos precedentes citados, proponho a certificação do trânsito em julgado e o consequente arquivamento dos autos independentemente da publicação deste acórdão. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal PET 7767 AGR-ED / SP Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e, na linha dos precedentes citados, proponho a certificação do trânsito em julgado e o consequente arquivamento dos autos independentemente da publicação deste acórdão. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA (241460/SP) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e o pronto arquivamento, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C2C-A3C0-7938-31DA e senha F2EE-A2B3-FCA7-876B Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA (241460/SP) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e o pronto arquivamento, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C2C-A3C0-7938-31DA e senha F2EE-A2B3-FCA7-876B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749598228
2019-03-12T00:00:00
2019-04-15T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e o pronto arquivamento, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental na petição. Apreciação de antecipação de tutela via agravo de instrumento apresentado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade. Erro grosseiro. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Ausente hipótese autorizadora dos embargos, consoante dicção do art. 337 do RISTF. Pretensão da parte embargante de modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer sua tese. Recurso manifestamente protelatório. Rejeição dos embargos. Certificação do trânsito em julgado com determinação de imediato arquivamento dos autos. Precedentes.
sjur401942
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CABIMENTO) ARE 728047 AgR-ED (2ªT), ARE 760524 AgR-ED (1ªT), ARE 910271 AgR-ED (TP). (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CARÁTER PROTELATÓRIO) AI 659758 ED (2ªT), Ext 928 ED-ED (TP), AI 362828 AgR-ED-ED-EDv-AgR-ED (TP), AI 712079 AgR-ED-ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 05/08/2019, JRS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
7767
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00337\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Pet-AgR-ED
acordaos
Pet 7767 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental na petição. Apreciação de antecipação de tutela via agravo de instrumento apresentado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade. Erro grosseiro. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Ausente hipótese autorizadora dos embargos, consoante dicção do art. 337 do RISTF. Pretensão da parte embargante de modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer sua tese. Recurso manifestamente protelatório. Rejeição dos embargos. Certificação do trânsito em julgado com determinação de imediato arquivamento dos autos. Precedentes. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1... a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração e determinar a certificação do trânsito em julgado e o pronto arquivamento dos autos, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A2A-ACDF-75A3-1AF7 e senha E411-CD0B-D614-1C4D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental na petição. Apreciação de antecipação de tutela via agravo de instrumento apresentado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade. Erro grosseiro. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado apresenta obscuridades que necessitam ser aclaradas. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 706D-618E-6252-B91B e senha E925-4921-FE33-BCA8 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) :SILVIO ITAMAR DE SOUZA EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental na petição. Apreciação de antecipação de tutela via agravo de instrumento apresentado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Impossibilidade. Erro grosseiro. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado apresenta obscuridades que necessitam ser aclaradas. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 706D-618E-6252-B91B e senha E925-4921-FE33-BCA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Com efeito, o que se pretende é apenas promover a rediscussão do conteúdo do julgado, para se fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ n 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Com efeito, o que se pretende é apenas promover a rediscussão do conteúdo do julgado, para se fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ n 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 7767 AGR-ED / SP “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE n 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). Exsurge da hipótese o intuito manifestamente protelatório, pois reflete um inconformismo injustificado da parte com o resultado do julgamento da causa. Buscando coibir abusos como esse, a jurisprudência deste Supremo Tribunal alinhou-se no sentido de que, “quando animados de intuito meramente protelatório, embargos de declaração devem ser rejeitados, com determinação de cumprimento imediato da decisão cuja eficácia esteja suspensa, independentemente do seu trânsito em julgado” (Ext n 928/PT-ED-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 14/9/07). Perfilham esse entendimento os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal PET 7767 AGR-ED / SP “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE n 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). Exsurge da hipótese o intuito manifestamente protelatório, pois reflete um inconformismo injustificado da parte com o resultado do julgamento da causa. Buscando coibir abusos como esse, a jurisprudência deste Supremo Tribunal alinhou-se no sentido de que, “quando animados de intuito meramente protelatório, embargos de declaração devem ser rejeitados, com determinação de cumprimento imediato da decisão cuja eficácia esteja suspensa, independentemente do seu trânsito em julgado” (Ext n 928/PT-ED-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 14/9/07). Perfilham esse entendimento os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 7767 AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO E INSTRUMENTO MATÉRIA CRIMINAL RECURSO EXTEMPORÂNEO INTUITO PROCRASTINATÓRIO PRÁTICA ABUSIVA. Novos embargos de declaração em que, uma vez mais, não se observou o requisito essencial da tempestividade. Recurso interposto antes da publicação do acórdão impugnado é tido como extemporâneo. O Supremo Tribunal Federal tem se mostrado intolerante com as sucessivas interposições de recursos manifestamente incabíveis que possuem o claro propósito de impedir o trânsito em julgado das decisões judiciais. Precedentes. Determinado o imediato cumprimento da decisão proferida por esta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão. embargos de declaração não conhecidos” (AI n 712.079/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/4/11); “1. RECURSO. Embargos de Declaração. Efeito infringente ou modificativo. Conhecimento como agravo regimental. Recurso improvido. Devem ser recebidos e julgados como agravo regimental, embargos declaratórios opostos com manifesto e infundado propósito modificativo. 2. RECURSO. embargos de declaração. Impugnação à decisão. Falta. Caráter meramente abusivo. baixa imediata dos autos. Quando abusiva a interposição de recurso, deve o Tribunal determinar a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, independentemente do trânsito em julgado da decisão recorrida” (AI n 659.758/PB-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 8/5/09); “RECURSO CRIMINAL. Embargos de declaração. Caráter manifestamente protelatório. Abuso caracterizado. Recurso não conhecido. Imediato arquivamento dos autos. Não se conhece de embargos declaratórios manifestamente abusivos” (AI n 362.828/SP-AgR-ED-ED-EDv-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 6/10/06). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal PET 7767 AGR-ED / SP DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO E INSTRUMENTO MATÉRIA CRIMINAL RECURSO EXTEMPORÂNEO INTUITO PROCRASTINATÓRIO PRÁTICA ABUSIVA. Novos embargos de declaração em que, uma vez mais, não se observou o requisito essencial da tempestividade. Recurso interposto antes da publicação do acórdão impugnado é tido como extemporâneo. O Supremo Tribunal Federal tem se mostrado intolerante com as sucessivas interposições de recursos manifestamente incabíveis que possuem o claro propósito de impedir o trânsito em julgado das decisões judiciais. Precedentes. Determinado o imediato cumprimento da decisão proferida por esta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão. embargos de declaração não conhecidos” (AI n 712.079/DF-AgR-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/4/11); “1. RECURSO. Embargos de Declaração. Efeito infringente ou modificativo. Conhecimento como agravo regimental. Recurso improvido. Devem ser recebidos e julgados como agravo regimental, embargos declaratórios opostos com manifesto e infundado propósito modificativo. 2. RECURSO. embargos de declaração. Impugnação à decisão. Falta. Caráter meramente abusivo. baixa imediata dos autos. Quando abusiva a interposição de recurso, deve o Tribunal determinar a imediata baixa dos autos ao juízo de origem, independentemente do trânsito em julgado da decisão recorrida” (AI n 659.758/PB-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 8/5/09); “RECURSO CRIMINAL. Embargos de declaração. Caráter manifestamente protelatório. Abuso caracterizado. Recurso não conhecido. Imediato arquivamento dos autos. Não se conhece de embargos declaratórios manifestamente abusivos” (AI n 362.828/SP-AgR-ED-ED-EDv-AgR-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 6/10/06). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PET 7767 AGR-ED / SP Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e, na linha dos precedentes citados, proponho a certificação do trânsito em julgado e o consequente arquivamento dos autos independentemente da publicação deste acórdão. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Supremo Tribunal Federal PET 7767 AGR-ED / SP Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e, na linha dos precedentes citados, proponho a certificação do trânsito em julgado e o consequente arquivamento dos autos independentemente da publicação deste acórdão. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE8F-A0AC-6865-BA0C e senha 75E6-38DC-FBB7-F57C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA (241460/SP) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e o pronto arquivamento, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C2C-A3C0-7938-31DA e senha F2EE-A2B3-FCA7-876B Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.767 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA ADV.(A/S) : SILVIO ITAMAR DE SOUZA (241460/SP) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e o pronto arquivamento, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C2C-A3C0-7938-31DA e senha F2EE-A2B3-FCA7-876B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PETIÇÃO 7 . 767", "PETIÇÃO 7 . 767", "RTJ n 191 / 694 - 695", "ARE n 910 . 271 - AgR - ED", "PETIÇÃO 7 . 767", "RTJ n 191 / 694 - 695", "ARE n 910 . 271 - AgR - ED", "PET 7767 AGR - ED / SP", "ARE n 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n 760 . 524 - AgR - ED", "Ext n 928 / PT - ED - ED", "ARE n 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n 760 . 524 - AgR - ED", "Ext n 928 / PT - ED - ED", "AI n 712 . 079 / DF - AgR - ED - ED", "AI n 659 . 758 / PB - ED", "AI n 362 . 828 / SP", "AI n 712 . 079 / DF - AgR - ED - ED", "AI n 659 . 758 / PB - ED", "AI n 362 . 828 / SP - AgR - ED -" ], "LEGISLACAO": [ "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "art . 1 . 022 , I , II e III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "art . 1 . 022 , I , II e III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "DIAS TOFFOLI", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "SILVIO ITAMAR DE SOUZA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "11", "/", "3", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "19", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "19", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "3", "/", "14", "26", "/", "11", "/", "13", "14", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "3", "/", "14", "26", "/", "11", "/", "13", "14", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "4", "/", "11", "8", "/", "5", "/", "09", "6", "/", "10", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "4", "/", "11", "8", "/", "5", "/", "09", "6", "/", "10", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Crime contra a ordem tributária (omitir informação das autoridades fazendárias). 3. Imposto de Renda da Pessoa Física. Rendimentos oriundos de atividade ilícita não declarados. 4. Inocorrência de afronta ao princípio da garantia contra a autoincriminação. 5. Obrigação de declarar os recursos. 6. Jurisprudência da Corte. 7. Ausência de constrangimento ilegal. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC5D-06B1-2B8D-65FF e senha B67F-0C80-AFB8-A220 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 12) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Consta dos autos que a paciente foi condenada pela prática do delito descrito no artigo 1º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias), na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão (eDOC 3, p. 19). O TJ/RS negou provimento à apelação. (eDOC 3, p. 100) A defesa interpôs recurso especial, o qual não foi admitido. Interposto agravo (Agravo em Recurso Especial 1.213.448/RS), este foi desprovido. (eDOC 3, p. 206) Nesta Corte, a defesa alega, em síntese, que a arrecadação proveniente de atividade ilícita não pode ser fato gerador de imposto de renda, em razão do princípio da não autoincriminação e requer a absolvição da paciente (eDOC 1). Em decisão de 9.10.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Neste agravo regimental, a agravante reitera os argumentos e afirma que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita e, portanto, não pode ser criminalizada porque deixou de fazer declaração de recursos de origem ilegal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C39F-B543-BF7D-793E e senha D88A-D01A-5B9A-C2A3 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 12) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Consta dos autos que a paciente foi condenada pela prática do delito descrito no artigo 1º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias), na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão (eDOC 3, p. 19). O TJ/RS negou provimento à apelação. (eDOC 3, p. 100) A defesa interpôs recurso especial, o qual não foi admitido. Interposto agravo (Agravo em Recurso Especial 1.213.448/RS), este foi desprovido. (eDOC 3, p. 206) Nesta Corte, a defesa alega, em síntese, que a arrecadação proveniente de atividade ilícita não pode ser fato gerador de imposto de renda, em razão do princípio da não autoincriminação e requer a absolvição da paciente (eDOC 1). Em decisão de 9.10.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Neste agravo regimental, a agravante reitera os argumentos e afirma que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita e, portanto, não pode ser criminalizada porque deixou de fazer declaração de recursos de origem ilegal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C39F-B543-BF7D-793E e senha D88A-D01A-5B9A-C2A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente agravo regimental em habeas corpus, a alegação de que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita. Na decisão monocrática, registrei que a decisão do STJ foi no sentido de que o simples fato de auferir rendimentos, independentemente de ser a origem lícita ou ilícita, obriga o contribuinte a declará-los. Nesse mesmo sentido cito precedente desta Corte: “Sonegação fiscal de lucro advindo de atividade criminosa: ‘non olet’. Drogas: tráfico de drogas, envolvendo sociedades comerciais organizadas, com lucros vultosos subtraídos à contabilização regular das empresas e subtraídos à declaração de rendimentos: caracterização, em tese, de crime de sonegação fiscal, a acarretar a competência da Justiça Federal e atrair pela conexão, o tráfico de entorpecentes: irrelevância da origem ilícita, mesmo quando criminal, da renda subtraída à tributação. A exoneração tributária dos resultados econômicos de fato criminoso – antes de ser corolário do princípio da moralidade – constitui violação do princípio de isonomia fiscal, de manifesta inspiração ética”. (HC 77.530, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.9.1998) Além deste precedente, aponto decisão na qual se decidiu que o réu pratica sonegação fiscal quando não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional: “É possível a incidência de tributação sobre valores arrecadados em virtude de atividade ilícita, consoante o art. 118 do CTN (‘Art. 118. A definição legal do fato gerador é Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente agravo regimental em habeas corpus, a alegação de que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita. Na decisão monocrática, registrei que a decisão do STJ foi no sentido de que o simples fato de auferir rendimentos, independentemente de ser a origem lícita ou ilícita, obriga o contribuinte a declará-los. Nesse mesmo sentido cito precedente desta Corte: “Sonegação fiscal de lucro advindo de atividade criminosa: ‘non olet’. Drogas: tráfico de drogas, envolvendo sociedades comerciais organizadas, com lucros vultosos subtraídos à contabilização regular das empresas e subtraídos à declaração de rendimentos: caracterização, em tese, de crime de sonegação fiscal, a acarretar a competência da Justiça Federal e atrair pela conexão, o tráfico de entorpecentes: irrelevância da origem ilícita, mesmo quando criminal, da renda subtraída à tributação. A exoneração tributária dos resultados econômicos de fato criminoso – antes de ser corolário do princípio da moralidade – constitui violação do princípio de isonomia fiscal, de manifesta inspiração ética”. (HC 77.530, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.9.1998) Além deste precedente, aponto decisão na qual se decidiu que o réu pratica sonegação fiscal quando não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional: “É possível a incidência de tributação sobre valores arrecadados em virtude de atividade ilícita, consoante o art. 118 do CTN (‘Art. 118. A definição legal do fato gerador é Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 158976 AGR / RS interpretada abstraindo-se: I – da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II – dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos’). Com base nessa orientação, a 1ª Turma conheceu parcialmente de habeas corpus e, na parte conhecida, por maioria, denegou a ordem. Na espécie, o paciente fora condenado pelo crime previsto no art. 1º, I, da Lei 8.137/1990 (‘Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I – omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias’) e sustentava a atipicidade de sua conduta, porque inexistiria obrigação tributária derivada da contravenção penal do jogo do bicho (Decreto-Lei 6.259/44, art. 58). O Min. Dias Toffoli, relator, assinalou que a definição legal do fato gerador deveria ser interpretada com abstração da validade jurídica da atividade efetivamente praticada, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Ressaltou que a possibilidade de tributação da renda obtida em razão de conduta ilícita consubstanciar-se-ia no princípio do non olet. Assim, concluiu que o réu praticara sonegação fiscal, porquanto não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional. O Min. Luiz Fux aludiu ao caráter sui generis da teoria geral do direito tributário. Acrescentou que seria contraditório o não-pagamento do imposto proveniente de ato ilegal, pois haveria locupletamento da própria torpeza em detrimento do interesse público da satisfação das necessidades coletivas, a qual se daria por meio da exação tributária. Vencido o Min. Marco Aurélio, que concedia a ordem por entender que recolhimento de tributo pressuporia atividade legítima. Precedente citado: HC 77530/RS (DJU de 18.9.98). HC 94.240/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 13.10.2011. (HC-94240)”. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Supremo Tribunal Federal HC 158976 AGR / RS interpretada abstraindo-se: I – da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II – dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos’). Com base nessa orientação, a 1ª Turma conheceu parcialmente de habeas corpus e, na parte conhecida, por maioria, denegou a ordem. Na espécie, o paciente fora condenado pelo crime previsto no art. 1º, I, da Lei 8.137/1990 (‘Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I – omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias’) e sustentava a atipicidade de sua conduta, porque inexistiria obrigação tributária derivada da contravenção penal do jogo do bicho (Decreto-Lei 6.259/44, art. 58). O Min. Dias Toffoli, relator, assinalou que a definição legal do fato gerador deveria ser interpretada com abstração da validade jurídica da atividade efetivamente praticada, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Ressaltou que a possibilidade de tributação da renda obtida em razão de conduta ilícita consubstanciar-se-ia no princípio do non olet. Assim, concluiu que o réu praticara sonegação fiscal, porquanto não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional. O Min. Luiz Fux aludiu ao caráter sui generis da teoria geral do direito tributário. Acrescentou que seria contraditório o não-pagamento do imposto proveniente de ato ilegal, pois haveria locupletamento da própria torpeza em detrimento do interesse público da satisfação das necessidades coletivas, a qual se daria por meio da exação tributária. Vencido o Min. Marco Aurélio, que concedia a ordem por entender que recolhimento de tributo pressuporia atividade legítima. Precedente citado: HC 77530/RS (DJU de 18.9.98). HC 94.240/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 13.10.2011. (HC-94240)”. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C532-7083-8D43-F236 e senha 4D03-0E0E-8B9F-1799 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C532-7083-8D43-F236 e senha 4D03-0E0E-8B9F-1799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749258996
2019-02-22T00:00:00
2019-02-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Crime contra a ordem tributária (omitir informação das autoridades fazendárias). 3. Imposto de Renda da Pessoa Física. Rendimentos oriundos de atividade ilícita não declarados. 4. Inocorrência de afronta ao princípio da garantia contra a autoincriminação. 5. Obrigação de declarar os recursos. 6. Jurisprudência da Corte. 7. Ausência de constrangimento ilegal. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur399021
- Acórdão(s) citado(s): (INCIDÊNCIA, TRIBUTO, LUCRO, ATIVIDADE CRIMINOSA) HC 77530 (1ªT), HC 94240 (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 08/03/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
158976
null
HC-AgR
acordaos
HC 158976 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Crime contra a ordem tributária (omitir informação das autoridades fazendárias). 3. Imposto de Renda da Pessoa Física. Rendimentos oriundos de atividade ilícita não declarados. 4. Inocorrência de afronta ao princípio da garantia contra a autoincriminação. 5. Obrigação de declarar os recursos. 6. Jurisprudência da Corte. 7. Ausência de constrangimento ilegal. 8. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC5D-06B1-2B8D-65FF e senha B67F-0C80-AFB8-A220 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 12) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Consta dos autos que a paciente foi condenada pela prática do delito descrito no artigo 1..., inciso I, da Lei 8.137/1990 (omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias), na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão (eDOC 3, p. 19). O TJ/RS negou provimento à apelação. (eDOC 3, p. 100) A defesa interpôs recurso especial, o qual não foi admitido. Interposto agravo (Agravo em Recurso Especial 1.213.448/RS), este foi desprovido. (eDOC 3, p. 206) Nesta Corte, a defesa alega, em síntese, que a arrecadação proveniente de atividade ilícita não pode ser fato gerador de imposto de renda, em razão do princípio da não autoincriminação e requer a absolvição da paciente (eDOC 1). Em decisão de 9.10.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Neste agravo regimental, a agravante reitera os argumentos e afirma que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita e, portanto, não pode ser criminalizada porque deixou de fazer declaração de recursos de origem ilegal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C39F-B543-BF7D-793E e senha D88A-D01A-5B9A-C2A3 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 12) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Consta dos autos que a paciente foi condenada pela prática do delito descrito no artigo 1..., inciso I, da Lei 8.137/1990 (omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias), na forma do artigo 71 do Código Penal, à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão (eDOC 3, p. 19). O TJ/RS negou provimento à apelação. (eDOC 3, p. 100) A defesa interpôs recurso especial, o qual não foi admitido. Interposto agravo (Agravo em Recurso Especial 1.213.448/RS), este foi desprovido. (eDOC 3, p. 206) Nesta Corte, a defesa alega, em síntese, que a arrecadação proveniente de atividade ilícita não pode ser fato gerador de imposto de renda, em razão do princípio da não autoincriminação e requer a absolvição da paciente (eDOC 1). Em decisão de 9.10.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 10) Neste agravo regimental, a agravante reitera os argumentos e afirma que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita e, portanto, não pode ser criminalizada porque deixou de fazer declaração de recursos de origem ilegal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C39F-B543-BF7D-793E e senha D88A-D01A-5B9A-C2A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente agravo regimental em habeas corpus, a alegação de que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita. Na decisão monocrática, registrei que a decisão do Superior Tribunal de Justiça foi no sentido de que o simples fato de auferir rendimentos, independentemente de ser a origem lícita ou ilícita, obriga o contribuinte a declará-los. Nesse mesmo sentido cito precedente desta Corte: “Sonegação fiscal de lucro advindo de atividade criminosa: ‘non olet’. Drogas: tráfico de drogas, envolvendo sociedades comerciais organizadas, com lucros vultosos subtraídos à contabilização regular das empresas e subtraídos à declaração de rendimentos: caracterização, em tese, de crime de sonegação fiscal, a acarretar a competência da Justiça Federal e atrair pela conexão, o tráfico de entorpecentes: irrelevância da origem ilícita, mesmo quando criminal, da renda subtraída à tributação. A exoneração tributária dos resultados econômicos de fato criminoso – antes de ser corolário do princípio da moralidade – constitui violação do princípio de isonomia fiscal, de manifesta inspiração ética”. (HC 77.530, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.9.1998) Além deste precedente, aponto decisão na qual se decidiu que o réu pratica sonegação fiscal quando não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional: “É possível a incidência de tributação sobre valores arrecadados em virtude de atividade ilícita, consoante o art. 118 do CTN (‘Art. 118. A definição legal do fato gerador é Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa reitera, no presente agravo regimental em habeas corpus, a alegação de que viola a vedação à autoincriminação a imposição de se declararem rendimentos de origem ilícita. Na decisão monocrática, registrei que a decisão do Superior Tribunal de Justiça foi no sentido de que o simples fato de auferir rendimentos, independentemente de ser a origem lícita ou ilícita, obriga o contribuinte a declará-los. Nesse mesmo sentido cito precedente desta Corte: “Sonegação fiscal de lucro advindo de atividade criminosa: ‘non olet’. Drogas: tráfico de drogas, envolvendo sociedades comerciais organizadas, com lucros vultosos subtraídos à contabilização regular das empresas e subtraídos à declaração de rendimentos: caracterização, em tese, de crime de sonegação fiscal, a acarretar a competência da Justiça Federal e atrair pela conexão, o tráfico de entorpecentes: irrelevância da origem ilícita, mesmo quando criminal, da renda subtraída à tributação. A exoneração tributária dos resultados econômicos de fato criminoso – antes de ser corolário do princípio da moralidade – constitui violação do princípio de isonomia fiscal, de manifesta inspiração ética”. (HC 77.530, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 18.9.1998) Além deste precedente, aponto decisão na qual se decidiu que o réu pratica sonegação fiscal quando não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional: “É possível a incidência de tributação sobre valores arrecadados em virtude de atividade ilícita, consoante o art. 118 do CTN (‘Art. 118. A definição legal do fato gerador é Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 158976 AGR / RS interpretada abstraindo-se: I – da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II – dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos’). Com base nessa orientação, a 1... Turma conheceu parcialmente de habeas corpus e, na parte conhecida, por maioria, denegou a ordem. Na espécie, o paciente fora condenado pelo crime previsto no art. 1..., I, da Lei 8.137/1990 (‘Art. 1... Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I – omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias’) e sustentava a atipicidade de sua conduta, porque inexistiria obrigação tributária derivada da contravenção penal do jogo do bicho (Decreto-Lei 6.259/44, art. 58). O Min. Dias Toffoli, relator, assinalou que a definição legal do fato gerador deveria ser interpretada com abstração da validade jurídica da atividade efetivamente praticada, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Ressaltou que a possibilidade de tributação da renda obtida em razão de conduta ilícita consubstanciar-se-ia no princípio do non olet. Assim, concluiu que o réu praticara sonegação fiscal, porquanto não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional. O Min. Luiz Fux aludiu ao caráter sui generis da teoria geral do direito tributário. Acrescentou que seria contraditório o não-pagamento do imposto proveniente de ato ilegal, pois haveria locupletamento da própria torpeza em detrimento do interesse público da satisfação das necessidades coletivas, a qual se daria por meio da exação tributária. Vencido o Min. Marco Aurélio, que concedia a ordem por entender que recolhimento de tributo pressuporia atividade legítima. Precedente citado: HC 77530/RS (DJU de 18.9.98). HC 94.240/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 13.10.2011. (HC-94240)”. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Supremo Tribunal Federal HC 158976 AGR / RS interpretada abstraindo-se: I – da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II – dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos’). Com base nessa orientação, a 1... Turma conheceu parcialmente de habeas corpus e, na parte conhecida, por maioria, denegou a ordem. Na espécie, o paciente fora condenado pelo crime previsto no art. 1..., I, da Lei 8.137/1990 (‘Art. 1... Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I – omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias’) e sustentava a atipicidade de sua conduta, porque inexistiria obrigação tributária derivada da contravenção penal do jogo do bicho (Decreto-Lei 6.259/44, art. 58). O Min. Dias Toffoli, relator, assinalou que a definição legal do fato gerador deveria ser interpretada com abstração da validade jurídica da atividade efetivamente praticada, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Ressaltou que a possibilidade de tributação da renda obtida em razão de conduta ilícita consubstanciar-se-ia no princípio do non olet. Assim, concluiu que o réu praticara sonegação fiscal, porquanto não declarara suas receitas, mesmo que resultantes de ato contravencional. O Min. Luiz Fux aludiu ao caráter sui generis da teoria geral do direito tributário. Acrescentou que seria contraditório o não-pagamento do imposto proveniente de ato ilegal, pois haveria locupletamento da própria torpeza em detrimento do interesse público da satisfação das necessidades coletivas, a qual se daria por meio da exação tributária. Vencido o Min. Marco Aurélio, que concedia a ordem por entender que recolhimento de tributo pressuporia atividade legítima. Precedente citado: HC 77530/RS (DJU de 18.9.98). HC 94.240/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 13.10.2011. (HC-94240)”. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C11-F59B-F994-7734 e senha BD70-0957-6B05-9820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C532-7083-8D43-F236 e senha 4D03-0E0E-8B9F-1799 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 158.976 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C532-7083-8D43-F236 e senha 4D03-0E0E-8B9F-1799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 158 . 976", "HABEAS CORPUS 158 . 976", "Agravo em Recurso Especial 1 . 213 . 448 / RS", "HABEAS CORPUS 158 . 976", "Agravo em Recurso Especial 1 . 213 . 448 / RS", "HABEAS CORPUS 158 . 976", "HC 77 . 530", "HABEAS CORPUS 158 . 976", "HC 77 . 530", "HC 158976 AGR / RS", "HC 77530 / RS", "HC 94 . 240 / SP", "HC", "HC 158976 AGR / RS", "HC 77530 / RS", "HC 94 . 240 / SP", "HC", "HABEAS CORPUS 158 . 976", "HABEAS CORPUS 158 . 976" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso I , da Lei 8 . 137 / 1990", "artigo 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso I , da Lei 8 . 137 / 1990", "artigo 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 118 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 118 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I , da Lei 8 . 137 / 1990", "Decreto", "-", "Lei 6 . 259 / 44 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I , da Lei 8 . 137 / 1990", "Decreto", "-", "Lei 6 . 259 / 44 , art . 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TJ", "/", "RS", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "HELOÍSA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA KEPPELER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "9", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "9", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", ".", "9", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "18", ".", "9", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "9", ".", "98", "13", ".", "10", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "9", ".", "98", "13", ".", "10", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) :JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATORA DO AIRR Nº 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Agravo regimental em reclamação. 2. Alegado descumprimento de decisão proferida por esta Corte (tema 339 da sistemática da repercussão geral). 3. Não esgotamento das instâncias ordinárias. 4. Reclamação como sucedâneo recursal. Inadmissibilidade. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1° a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EACE-FFF4-C62E-A8E2 e senha D482-DFFC-ED0E-366B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) :JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATORA DO AIRR Nº 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Na petição inicial, a reclamante narra que ajuizou, na origem, ação coletiva e, após o trâmite processual, interpôs recurso de revista no TST, no qual um dos temas discutido refere-se à negativa de prestação jurisdicional, nos termos do art. 93, IX, da CF/88, cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte nos autos do AI 791.292. Alega que, no entanto, a relatora negou seguimento ao agravo de instrumento interposto, com o fundamento de inexistência de transcendência na questão debatida. Nesse contexto, aduz que esse fundamento afronta o entendimento desta Corte, ao argumento de que a afirmação de que determinada matéria é desprovida de transcendência significa afirmar que é, também, desprovida de repercussão geral. (...) Observo que, na espécie, ainda seria cabível a interposição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) :JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATORA DO AIRR Nº 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Na petição inicial, a reclamante narra que ajuizou, na origem, ação coletiva e, após o trâmite processual, interpôs recurso de revista no TST, no qual um dos temas discutido refere-se à negativa de prestação jurisdicional, nos termos do art. 93, IX, da CF/88, cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte nos autos do AI 791.292. Alega que, no entanto, a relatora negou seguimento ao agravo de instrumento interposto, com o fundamento de inexistência de transcendência na questão debatida. Nesse contexto, aduz que esse fundamento afronta o entendimento desta Corte, ao argumento de que a afirmação de que determinada matéria é desprovida de transcendência significa afirmar que é, também, desprovida de repercussão geral. (...) Observo que, na espécie, ainda seria cabível a interposição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 32193 ED-AGR / MT de recurso extraordinário contra a decisão reclamada, para provocar o Tribunal a quo a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias, incabível a presente reclamação. Ainda que superado esse óbice, não assiste razão à parte reclamante. No tocante à aplicação do entendimento firmado por esta Corte no AI-QO-RG 791.292, processo-paradigma da repercussão geral, extraio o seguinte trecho do ato reclamado: ‘No tocante à nulidade do acórdão do TRT por negativa de prestação jurisdicional, não se constata a importância da matéria quando se verifica em exame preliminar que o Tribunal Regional entregou a prestação jurisdicional postulada pela parte, manifestando-se sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide (arts. 93, IX, da CF/88, 832 da CLT e 489 do CPC/2015), ao registrar expressamente que: a) A prova testemunhal comprovou que ‘os empregados ocupantes dos cargos de gerente aqui discutidos possuem uma fidúcia especial, na medida em que gerenciam carteiras, substituem o gerente geral da agência, fazem avaliação de risco do cliente para inclusão na carteira, assinam documentos em nome do banco, bem como liberam crédito sem a necessidade de autorização do gerente da agência’, sendo que ‘tais atribuições não são praticadas pelo bancário comum’; b) ‘a exigência de possuir empregados subordinados ou poder decisório está relacionado ao cargo previsto no art. 62, II, da CLT e não ao cargo descrito no art. 224, §2º, da CLT’; c) ‘é incontroverso nos autos que os ocupantes desses cargos recebiam a gratificação de função não inferior a 1/3 do salário do cargo efetivo’; e, d) 'os cargos de gerente de novos negócios premier’ e ‘gerente de relacionamento premier wealth’ possuem, de fato, especial fidúcia perante o empregador’.(eDOC 6, p. 2-3 – grifou-se) Depreende-se do trecho acima que, ao negar seguimento ao agravo, o juízo reclamado assentou a existência da prestação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT de recurso extraordinário contra a decisão reclamada, para provocar o Tribunal a quo a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias, incabível a presente reclamação. Ainda que superado esse óbice, não assiste razão à parte reclamante. No tocante à aplicação do entendimento firmado por esta Corte no AI-QO-RG 791.292, processo-paradigma da repercussão geral, extraio o seguinte trecho do ato reclamado: ‘No tocante à nulidade do acórdão do TRT por negativa de prestação jurisdicional, não se constata a importância da matéria quando se verifica em exame preliminar que o Tribunal Regional entregou a prestação jurisdicional postulada pela parte, manifestando-se sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide (arts. 93, IX, da CF/88, 832 da CLT e 489 do CPC/2015), ao registrar expressamente que: a) A prova testemunhal comprovou que ‘os empregados ocupantes dos cargos de gerente aqui discutidos possuem uma fidúcia especial, na medida em que gerenciam carteiras, substituem o gerente geral da agência, fazem avaliação de risco do cliente para inclusão na carteira, assinam documentos em nome do banco, bem como liberam crédito sem a necessidade de autorização do gerente da agência’, sendo que ‘tais atribuições não são praticadas pelo bancário comum’; b) ‘a exigência de possuir empregados subordinados ou poder decisório está relacionado ao cargo previsto no art. 62, II, da CLT e não ao cargo descrito no art. 224, §2º, da CLT’; c) ‘é incontroverso nos autos que os ocupantes desses cargos recebiam a gratificação de função não inferior a 1/3 do salário do cargo efetivo’; e, d) 'os cargos de gerente de novos negócios premier’ e ‘gerente de relacionamento premier wealth’ possuem, de fato, especial fidúcia perante o empregador’.(eDOC 6, p. 2-3 – grifou-se) Depreende-se do trecho acima que, ao negar seguimento ao agravo, o juízo reclamado assentou a existência da prestação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 32193 ED-AGR / MT jurisdicional no caso, ao argumento de que o TRT se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesse termos, verifico que o assentado pelo juízo reclamado vai ao encontro do decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. (eDOC 16) Nas razões recursais, o agravante reitera as alegações, enfatizando que “ao contrário do que se afirmou nas decisões agravadas, houve esgotamento das instâncias ordinárias”. Sustenta ainda que, “como a decisão reclamada adotou a conclusão de negar seguimento ao agravo por ausência de transcendência, tornou-se impossível a interposição de recurso para discutir a configuração, ou não, da negativa de prestação jurisdicional”. (eDOC 17, p. 5 e 7) Requer o provimento do presente recurso para que seja reformada a decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT jurisdicional no caso, ao argumento de que o TRT se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesse termos, verifico que o assentado pelo juízo reclamado vai ao encontro do decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. (eDOC 16) Nas razões recursais, o agravante reitera as alegações, enfatizando que “ao contrário do que se afirmou nas decisões agravadas, houve esgotamento das instâncias ordinárias”. Sustenta ainda que, “como a decisão reclamada adotou a conclusão de negar seguimento ao agravo por ausência de transcendência, tornou-se impossível a interposição de recurso para discutir a configuração, ou não, da negativa de prestação jurisdicional”. (eDOC 17, p. 5 e 7) Requer o provimento do presente recurso para que seja reformada a decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. No caso, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Código de Processo Civil de 2015 vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade à tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, ressalvadas as hipóteses de prévio exaurimento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5º). Na hipótese dos autos, ainda seria cabível a interposição de recurso extraordinário contra a decisão reclamada para provocar o Tribunal origem a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Ressalte-se, nesse ponto, o esgotamento recursal apenas no Tribunal Superior do Trabalho. Assim, tendo em vista a inexistência de interposição de recurso a esta Corte, não se verifica, na espécie, o esgotamento das instâncias a viabilizar o ajuizamento desta reclamação. Além disso, no tocante à negativa de prestação jurisdicional, reitere- se o consignado na decisão recorrida, no sentido de que houve a prestação jurisdicional no caso, uma vez que o Juízo a quo se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesses termos, verifico que o assentado pelo Juízo reclamado está em consonância com o decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. No caso, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Código de Processo Civil de 2015 vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade à tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, ressalvadas as hipóteses de prévio exaurimento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5º). Na hipótese dos autos, ainda seria cabível a interposição de recurso extraordinário contra a decisão reclamada para provocar o Tribunal origem a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Ressalte-se, nesse ponto, o esgotamento recursal apenas no Tribunal Superior do Trabalho. Assim, tendo em vista a inexistência de interposição de recurso a esta Corte, não se verifica, na espécie, o esgotamento das instâncias a viabilizar o ajuizamento desta reclamação. Além disso, no tocante à negativa de prestação jurisdicional, reitere- se o consignado na decisão recorrida, no sentido de que houve a prestação jurisdicional no caso, uma vez que o Juízo a quo se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesses termos, verifico que o assentado pelo Juízo reclamado está em consonância com o decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 32193 ED-AGR / MT 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Nesses termos, reitero que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, transcrevo o seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 5.8.2011) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. O CPC/2015 prevê como requisito para o ajuizamento de reclamação por alegação de afronta a tese firmada em repercussão geral o esgotamento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5º, II, do CPC/2015). Requisito não cumprido, na espécie. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime”. (Rcl-AgR 32.306, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 6.2.2019) “RECLAMAÇÃO – REPERCUSSÃO GERAL – ACÓRDÃO – OBSERVÂNCIA – INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS – ESGOTAMENTO – AUSÊNCIA. A parte final do artigo 988, § 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Nesses termos, reitero que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, transcrevo o seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 5.8.2011) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. O CPC/2015 prevê como requisito para o ajuizamento de reclamação por alegação de afronta a tese firmada em repercussão geral o esgotamento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5º, II, do CPC/2015). Requisito não cumprido, na espécie. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime”. (Rcl-AgR 32.306, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 6.2.2019) “RECLAMAÇÃO – REPERCUSSÃO GERAL – ACÓRDÃO – OBSERVÂNCIA – INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS – ESGOTAMENTO – AUSÊNCIA. A parte final do artigo 988, § 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 32193 ED-AGR / MT 5º, inciso II, do Código de Processo Civil revela estar condicionada a admissibilidade da reclamação, visando a observância de acórdão alusivo a extraordinário submetido ao regime da repercussão geral, ao esgotamento prévio das instâncias ordinárias”. (Rcl-AgR 28.577, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.10.2018) Ademais, saliento ainda que, nas razões recursais, o agravante não impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6º c/c art. 9º do CPC/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT 5º, inciso II, do Código de Processo Civil revela estar condicionada a admissibilidade da reclamação, visando a observância de acórdão alusivo a extraordinário submetido ao regime da repercussão geral, ao esgotamento prévio das instâncias ordinárias”. (Rcl-AgR 28.577, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.10.2018) Ademais, saliento ainda que, nas razões recursais, o agravante não impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6º c/c art. 9º do CPC/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) : JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES (32823/DF, 5672/SE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATORA DO AIRR Nº 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8571-3853-59DF-43AB e senha FAA2-C0AD-5B52-3D9F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) : JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES (32823/DF, 5672/SE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATORA DO AIRR Nº 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8571-3853-59DF-43AB e senha FAA2-C0AD-5B52-3D9F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371142
2019-03-12T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Alegado descumprimento de decisão proferida por esta Corte (tema 339 da sistemática da repercussão geral). 3. Não esgotamento das instâncias ordinárias. 4. Reclamação como sucedâneo recursal. Inadmissibilidade. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental.
sjur401262
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 28577 AgR (1ªT), Rcl 32306 AgR (1ªT). (PRINCÍPIO, CELERIDADE PROCESSUAL, INTIMAÇÃO, APRESENTAÇÃO, CONTRARRAZÕES) Rcl 20896 AgR (1ªT), Rcl 27893 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 05/04/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
32193
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00988 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-ED-AgR
acordaos
Rcl 32193 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) : JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATORA DO AIRR Nº 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) :JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATORA DO AIRR n 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Agravo regimental em reclamação. 2. Alegado descumprimento de decisão proferida por esta Corte (tema 339 da sistemática da repercussão geral). 3. Não esgotamento das instâncias ordinárias. 4. Reclamação como sucedâneo recursal. Inadmissibilidade. 5. Negativa de provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1... a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EACE-FFF4-C62E-A8E2 e senha D482-DFFC-ED0E-366B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) :JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATORA DO AIRR n 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Na petição inicial, a reclamante narra que ajuizou, na origem, ação coletiva e, após o trâmite processual, interpôs recurso de revista no Tribunal Superior do Trabalho, no qual um dos temas discutido refere-se à negativa de prestação jurisdicional, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte nos autos do AI 791.292. Alega que, no entanto, a relatora negou seguimento ao agravo de instrumento interposto, com o fundamento de inexistência de transcendência na questão debatida. Nesse contexto, aduz que esse fundamento afronta o entendimento desta Corte, ao argumento de que a afirmação de que determinada matéria é desprovida de transcendência significa afirmar que é, também, desprovida de repercussão geral. (...) Observo que, na espécie, ainda seria cabível a interposição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) :JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATORA DO AIRR n 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Na petição inicial, a reclamante narra que ajuizou, na origem, ação coletiva e, após o trâmite processual, interpôs recurso de revista no Tribunal Superior do Trabalho, no qual um dos temas discutido refere-se à negativa de prestação jurisdicional, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte nos autos do AI 791.292. Alega que, no entanto, a relatora negou seguimento ao agravo de instrumento interposto, com o fundamento de inexistência de transcendência na questão debatida. Nesse contexto, aduz que esse fundamento afronta o entendimento desta Corte, ao argumento de que a afirmação de que determinada matéria é desprovida de transcendência significa afirmar que é, também, desprovida de repercussão geral. (...) Observo que, na espécie, ainda seria cabível a interposição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 32193 ED-AGR / MT de recurso extraordinário contra a decisão reclamada, para provocar o Tribunal a quo a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias, incabível a presente reclamação. Ainda que superado esse óbice, não assiste razão à parte reclamante. No tocante à aplicação do entendimento firmado por esta Corte no AI-QO-RG 791.292, processo-paradigma da repercussão geral, extraio o seguinte trecho do ato reclamado: ‘No tocante à nulidade do acórdão do TRT por negativa de prestação jurisdicional, não se constata a importância da matéria quando se verifica em exame preliminar que o Tribunal Regional entregou a prestação jurisdicional postulada pela parte, manifestando-se sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide (arts. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, 832 da Consolidação das Leis do Trabalho e 489 do Código de Processo Civil/2015), ao registrar expressamente que: a) A prova testemunhal comprovou que ‘os empregados ocupantes dos cargos de gerente aqui discutidos possuem uma fidúcia especial, na medida em que gerenciam carteiras, substituem o gerente geral da agência, fazem avaliação de risco do cliente para inclusão na carteira, assinam documentos em nome do banco, bem como liberam crédito sem a necessidade de autorização do gerente da agência’, sendo que ‘tais atribuições não são praticadas pelo bancário comum’; b) ‘a exigência de possuir empregados subordinados ou poder decisório está relacionado ao cargo previsto no art. 62, II, da Consolidação das Leis do Trabalho e não ao cargo descrito no art. 224, §2..., da Consolidação das Leis do Trabalho’; c) ‘é incontroverso nos autos que os ocupantes desses cargos recebiam a gratificação de função não inferior a 1/3 do salário do cargo efetivo’; e, d) 'os cargos de gerente de novos negócios premier’ e ‘gerente de relacionamento premier wealth’ possuem, de fato, especial fidúcia perante o empregador’.(eDOC 6, p. 2-3 – grifou-se) Depreende-se do trecho acima que, ao negar seguimento ao agravo, o juízo reclamado assentou a existência da prestação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT de recurso extraordinário contra a decisão reclamada, para provocar o Tribunal a quo a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias, incabível a presente reclamação. Ainda que superado esse óbice, não assiste razão à parte reclamante. No tocante à aplicação do entendimento firmado por esta Corte no AI-QO-RG 791.292, processo-paradigma da repercussão geral, extraio o seguinte trecho do ato reclamado: ‘No tocante à nulidade do acórdão do TRT por negativa de prestação jurisdicional, não se constata a importância da matéria quando se verifica em exame preliminar que o Tribunal Regional entregou a prestação jurisdicional postulada pela parte, manifestando-se sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide (arts. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, 832 da Consolidação das Leis do Trabalho e 489 do Código de Processo Civil/2015), ao registrar expressamente que: a) A prova testemunhal comprovou que ‘os empregados ocupantes dos cargos de gerente aqui discutidos possuem uma fidúcia especial, na medida em que gerenciam carteiras, substituem o gerente geral da agência, fazem avaliação de risco do cliente para inclusão na carteira, assinam documentos em nome do banco, bem como liberam crédito sem a necessidade de autorização do gerente da agência’, sendo que ‘tais atribuições não são praticadas pelo bancário comum’; b) ‘a exigência de possuir empregados subordinados ou poder decisório está relacionado ao cargo previsto no art. 62, II, da Consolidação das Leis do Trabalho e não ao cargo descrito no art. 224, §2..., da Consolidação das Leis do Trabalho’; c) ‘é incontroverso nos autos que os ocupantes desses cargos recebiam a gratificação de função não inferior a 1/3 do salário do cargo efetivo’; e, d) 'os cargos de gerente de novos negócios premier’ e ‘gerente de relacionamento premier wealth’ possuem, de fato, especial fidúcia perante o empregador’.(eDOC 6, p. 2-3 – grifou-se) Depreende-se do trecho acima que, ao negar seguimento ao agravo, o juízo reclamado assentou a existência da prestação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 32193 ED-AGR / MT jurisdicional no caso, ao argumento de que o TRT se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesse termos, verifico que o assentado pelo juízo reclamado vai ao encontro do decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. (eDOC 16) Nas razões recursais, o agravante reitera as alegações, enfatizando que “ao contrário do que se afirmou nas decisões agravadas, houve esgotamento das instâncias ordinárias”. Sustenta ainda que, “como a decisão reclamada adotou a conclusão de negar seguimento ao agravo por ausência de transcendência, tornou-se impossível a interposição de recurso para discutir a configuração, ou não, da negativa de prestação jurisdicional”. (eDOC 17, p. 5 e 7) Requer o provimento do presente recurso para que seja reformada a decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT jurisdicional no caso, ao argumento de que o TRT se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesse termos, verifico que o assentado pelo juízo reclamado vai ao encontro do decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. (eDOC 16) Nas razões recursais, o agravante reitera as alegações, enfatizando que “ao contrário do que se afirmou nas decisões agravadas, houve esgotamento das instâncias ordinárias”. Sustenta ainda que, “como a decisão reclamada adotou a conclusão de negar seguimento ao agravo por ausência de transcendência, tornou-se impossível a interposição de recurso para discutir a configuração, ou não, da negativa de prestação jurisdicional”. (eDOC 17, p. 5 e 7) Requer o provimento do presente recurso para que seja reformada a decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19E8-EACC-A4E6-75CF e senha EB16-F7E3-03AE-F753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. No caso, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Código de Processo Civil de 2015 vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade à tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, ressalvadas as hipóteses de prévio exaurimento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5...). Na hipótese dos autos, ainda seria cabível a interposição de recurso extraordinário contra a decisão reclamada para provocar o Tribunal origem a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Ressalte-se, nesse ponto, o esgotamento recursal apenas no Tribunal Superior do Trabalho. Assim, tendo em vista a inexistência de interposição de recurso a esta Corte, não se verifica, na espécie, o esgotamento das instâncias a viabilizar o ajuizamento desta reclamação. Além disso, no tocante à negativa de prestação jurisdicional, reitere- se o consignado na decisão recorrida, no sentido de que houve a prestação jurisdicional no caso, uma vez que o Juízo a quo se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesses termos, verifico que o assentado pelo Juízo reclamado está em consonância com o decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. No caso, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Código de Processo Civil de 2015 vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade à tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, ressalvadas as hipóteses de prévio exaurimento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5...). Na hipótese dos autos, ainda seria cabível a interposição de recurso extraordinário contra a decisão reclamada para provocar o Tribunal origem a aplicar o entendimento firmado no recurso-paradigma indicado ao caso concreto, o que, todavia, não ocorreu. Ressalte-se, nesse ponto, o esgotamento recursal apenas no Tribunal Superior do Trabalho. Assim, tendo em vista a inexistência de interposição de recurso a esta Corte, não se verifica, na espécie, o esgotamento das instâncias a viabilizar o ajuizamento desta reclamação. Além disso, no tocante à negativa de prestação jurisdicional, reitere- se o consignado na decisão recorrida, no sentido de que houve a prestação jurisdicional no caso, uma vez que o Juízo a quo se manifestou sobre as questões relevantes e decisivas para o desfecho da lide. Nesses termos, verifico que o assentado pelo Juízo reclamado está em consonância com o decidido por esta Corte no AIQO-RG 791.292 (tema Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 32193 ED-AGR / MT 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Nesses termos, reitero que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, transcrevo o seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 5.8.2011) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. O Código de Processo Civil/2015 prevê como requisito para o ajuizamento de reclamação por alegação de afronta a tese firmada em repercussão geral o esgotamento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). Requisito não cumprido, na espécie. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime”. (Rcl-AgR 32.306, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 6.2.2019) “RECLAMAÇÃO – REPERCUSSÃO GERAL – ACÓRDÃO – OBSERVÂNCIA – INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS – ESGOTAMENTO – AUSÊNCIA. A parte final do artigo 988, § 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT 339), no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Nesses termos, reitero que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, transcrevo o seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 5.8.2011) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. O Código de Processo Civil/2015 prevê como requisito para o ajuizamento de reclamação por alegação de afronta a tese firmada em repercussão geral o esgotamento das instâncias ordinárias (art. 988, § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). Requisito não cumprido, na espécie. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime”. (Rcl-AgR 32.306, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 6.2.2019) “RECLAMAÇÃO – REPERCUSSÃO GERAL – ACÓRDÃO – OBSERVÂNCIA – INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS – ESGOTAMENTO – AUSÊNCIA. A parte final do artigo 988, § 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 32193 ED-AGR / MT 5..., inciso II, do Código de Processo Civil revela estar condicionada a admissibilidade da reclamação, visando a observância de acórdão alusivo a extraordinário submetido ao regime da repercussão geral, ao esgotamento prévio das instâncias ordinárias”. (Rcl-AgR 28.577, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.10.2018) Ademais, saliento ainda que, nas razões recursais, o agravante não impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6... c/c art. 9... do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Supremo Tribunal Federal RCL 32193 ED-AGR / MT 5..., inciso II, do Código de Processo Civil revela estar condicionada a admissibilidade da reclamação, visando a observância de acórdão alusivo a extraordinário submetido ao regime da repercussão geral, ao esgotamento prévio das instâncias ordinárias”. (Rcl-AgR 28.577, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 16.10.2018) Ademais, saliento ainda que, nas razões recursais, o agravante não impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6... c/c art. 9... do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9136-D28C-18AF-7911 e senha 2F9B-0DE4-2716-4611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) : JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES (32823/DF, 5672/SE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATORA DO AIRR n 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8571-3853-59DF-43AB e senha FAA2-C0AD-5B52-3D9F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 32.193 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO ESTADO DE MATO GROSSO ADV.(A/S) : JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES (32823/DF, 5672/SE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATORA DO AIRR n 539-11.2014.5.23.0001 DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8571-3853-59DF-43AB e senha FAA2-C0AD-5B52-3D9F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AIRR n 539 - 11 . 2014 .", "AIRR n 539 - 11 . 2014 . 5 . 23 . 0001", "AI 791 . 292", "AIRR n 539 - 11 . 2014 . 5 . 23 . 0001", "AI 791 . 292", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "RCL 32193", "AIQO", "-", "RG 791 . 292", "AIQO", "-", "RG 791 . 292", "AIQO", "-", "RG 791 . 292", "RECLAMAÇÃO", "AIQO", "-", "RG 791 . 292", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "Rcl", "-", "AgR 32 . 306", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "Rcl", "-", "AgR 32 . 306", "Rcl", "-", "AgR 28 . 577", "Rcl", "-", "AgR 20 . 896", "Rcl", "-", "AgR 27 . 893", "Rcl", "-", "AgR 28 . 577", "Rcl", "-", "AgR 20 . 896", "Rcl", "-", "AgR 27 . 893", "AIRR n 539 - 11 . 2014 . 5 . 23 . 0001", "AIRR n 539 - 11 . 2014 . 5 . 23 . 0001" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "489 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 62 , II , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 224 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "489 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 62 , II , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 224 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 2015", ".", ".", ". , II , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 988 , § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . c / c art . 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . c / c", "art . 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "Brasília", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS EMPREGADOS", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS E DO RAMO FINANCEIRO NO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS EMPREGADOS EM", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Tribunal Superior do Trabalho", "TRT", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "ED", "/", "TRT", "/", "TRT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "ED", "-", "AGR", "/", "MT", "TRT", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Primeira Turma", "/", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "JOSE SIMPLICIANO FONTES DE FARIA FERNANDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ". . .", "11 de Março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "8", ".", "2011", "6", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "8", "2011", "6", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "10", ".", "2018", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "10", ".", "2018", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES. ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE DA CONDUTA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42D8-F2ED-95D7-8C54 e senha CB51-B9D9-B96E-2498 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marcos Aparecido Forgiarini foi denunciado como incurso no art. 155, caput, do Código Penal, em razão de ter subtraído aproximadamente 20 toras de madeira e 1,5 metros de lenha, tipo castanheira, avaliados em R$ 200,00. Recebida a denúncia, foi designada audiência para os fins previstos no art. 89, da Lei n. 9.099/95, audiência esta que não foi realizada em razão do não comparecimento do réu, razão pela qual foi designada audiência de instrução e julgamento para o dia 29 de outubro de 2019. A defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, o reconhecimento da atipicidade material da conduta atribuída ao recorrente, dado o princípio da insignificância. A liminar foi indeferida. Por decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marcos Aparecido Forgiarini foi denunciado como incurso no art. 155, caput, do Código Penal, em razão de ter subtraído aproximadamente 20 toras de madeira e 1,5 metros de lenha, tipo castanheira, avaliados em R$ 200,00. Recebida a denúncia, foi designada audiência para os fins previstos no art. 89, da Lei n. 9.099/95, audiência esta que não foi realizada em razão do não comparecimento do réu, razão pela qual foi designada audiência de instrução e julgamento para o dia 29 de outubro de 2019. A defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, o reconhecimento da atipicidade material da conduta atribuída ao recorrente, dado o princípio da insignificância. A liminar foi indeferida. Por decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RHC 164346 AGR / SC Acórdão do Min. RIBEIRO DANTAS, o Habeas Corpus interposto não foi conhecido, conforme a ementa: PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. FURTO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA NÃO CONFIGURADA. VALOR DA RES FURTIVAE SUPERIOR A 10% DO SALÁRIO MÍNIMO. ATIPICIDADE DA CONDUTA NÃO EVIDENCIADA. BENS RESTITUÍDOS À VÍTIMA. IRRELEVÂNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. DECISÃO QUE RECEBE A DENÚNCIA E REJEITA PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. DESNECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO EXAURIENTE. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. 2. O "princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. [...] Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como: (a) a mínima ofensividade da conduta do agente; (b) nenhuma periculosidade social da ação; (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público." (HC n. 84.412-0/SP, STF, Rel. Ministro CELSO DE MELLO, DJU 19/11/2004). 3. A jurisprudência desta Corte, dentre outros critérios, aponta o parâmetro da décima parte do salário mínimo vigente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC Acórdão do Min. RIBEIRO DANTAS, o Habeas Corpus interposto não foi conhecido, conforme a ementa: PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. FURTO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA NÃO CONFIGURADA. VALOR DA RES FURTIVAE SUPERIOR A 10% DO SALÁRIO MÍNIMO. ATIPICIDADE DA CONDUTA NÃO EVIDENCIADA. BENS RESTITUÍDOS À VÍTIMA. IRRELEVÂNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. DECISÃO QUE RECEBE A DENÚNCIA E REJEITA PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. DESNECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO EXAURIENTE. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. 2. O "princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. [...] Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como: (a) a mínima ofensividade da conduta do agente; (b) nenhuma periculosidade social da ação; (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público." (HC n. 84.412-0/SP, STF, Rel. Ministro CELSO DE MELLO, DJU 19/11/2004). 3. A jurisprudência desta Corte, dentre outros critérios, aponta o parâmetro da décima parte do salário mínimo vigente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 164346 AGR / SC ao tempo da infração penal, para aferição da relevância da lesão patrimonial. Precedentes. 4. Hipótese na qual o paciente subtraiu 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. 5. O fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. Precedentes. 6. A decisão que recebe a denúncia (CPP, art. 396) e aquela que rejeita o pedido de absolvição sumária (CPP, art. 397) não demandam motivação profunda ou exauriente, considerando a natureza interlocutória de tais manifestações judiciais, sob pena de indevida antecipação do juízo de mérito, que somente poderá ser proferido após o desfecho da instrução criminal, com a devida observância das regras processuais e das garantias da ampla defesa e do contraditório. 7. Writ não conhecido. Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando o reconhecimento da atipicidade da conduta do réu, mercê da aplicação do princípio da insignificância. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade da concessão da ordem para o fim de aplicação do princípio da insignificância, trazendo a lume as mesmas teses outrora ventiladas no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, a fim de se trancar a ação penal, dada a atipicidade da sua conduta, com a aplicação do princípio da insignificância. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC ao tempo da infração penal, para aferição da relevância da lesão patrimonial. Precedentes. 4. Hipótese na qual o paciente subtraiu 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. 5. O fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. Precedentes. 6. A decisão que recebe a denúncia (CPP, art. 396) e aquela que rejeita o pedido de absolvição sumária (CPP, art. 397) não demandam motivação profunda ou exauriente, considerando a natureza interlocutória de tais manifestações judiciais, sob pena de indevida antecipação do juízo de mérito, que somente poderá ser proferido após o desfecho da instrução criminal, com a devida observância das regras processuais e das garantias da ampla defesa e do contraditório. 7. Writ não conhecido. Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando o reconhecimento da atipicidade da conduta do réu, mercê da aplicação do princípio da insignificância. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade da concessão da ordem para o fim de aplicação do princípio da insignificância, trazendo a lume as mesmas teses outrora ventiladas no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, a fim de se trancar a ação penal, dada a atipicidade da sua conduta, com a aplicação do princípio da insignificância. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 164346 AGR / SC É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, 'que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados' (HC 123.533/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/02/2016). Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade da conduta, pode Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, 'que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados' (HC 123.533/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/02/2016). Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade da conduta, pode Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 164346 AGR / SC desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que 'não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2º, 170, 171, §1º)'. Sobre o caso concreto, colhe-se do Voto condutor do acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que: Conforme descrito acima, o paciente, em 14/3/17, subtraiu do estabelecimento comercial "Lavanderia Elias Ltda." 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. Cumpre, por fim, ressaltar que, o fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do recorrente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Ao fim e ao cabo, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 145.562 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que 'não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2º, 170, 171, §1º)'. Sobre o caso concreto, colhe-se do Voto condutor do acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que: Conforme descrito acima, o paciente, em 14/3/17, subtraiu do estabelecimento comercial "Lavanderia Elias Ltda." 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. Cumpre, por fim, ressaltar que, o fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do recorrente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Ao fim e ao cabo, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 145.562 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 164346 AGR / SC de 21/05/2018; HC 149.255 AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 08/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; HC 105.022/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 09/05/2011; HC 90.922/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18/12/2009). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC de 21/05/2018; HC 149.255 AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 08/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; HC 105.022/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 09/05/2011; HC 90.922/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18/12/2009). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7563-10E9-A69C-EBBD e senha B08B-DB75-9CBB-DA2A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7563-10E9-A69C-EBBD e senha B08B-DB75-9CBB-DA2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0231-3221-551E-B44C e senha D583-6F4D-CE52-D478 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0231-3221-551E-B44C e senha D583-6F4D-CE52-D478 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749411775
2019-03-12T00:00:00
2019-03-21T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES. ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE DA CONDUTA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur400237
Número de páginas: 10. Análise: 03/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
164346
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 164346 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. FURTO SIMPLES. ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE DA CONDUTA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42D8-F2ED-95D7-8C54 e senha CB51-B9D9-B96E-2498 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marcos Aparecido Forgiarini foi denunciado como incurso no art. 155, caput, do Código Penal, em razão de ter subtraído aproximadamente 20 toras de madeira e 1,5 metros de lenha, tipo castanheira, avaliados em R$ 200,00. Recebida a denúncia, foi designada audiência para os fins previstos no art. 89, da Lei n. 9.099/95, audiência esta que não foi realizada em razão do não comparecimento do réu, razão pela qual foi designada audiência de instrução e julgamento para o dia 29 de outubro de 2019. A defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, o reconhecimento da atipicidade material da conduta atribuída ao recorrente, dado o princípio da insignificância. A liminar foi indeferida. Por decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marcos Aparecido Forgiarini foi denunciado como incurso no art. 155, caput, do Código Penal, em razão de ter subtraído aproximadamente 20 toras de madeira e 1,5 metros de lenha, tipo castanheira, avaliados em R$ 200,00. Recebida a denúncia, foi designada audiência para os fins previstos no art. 89, da Lei n. 9.099/95, audiência esta que não foi realizada em razão do não comparecimento do réu, razão pela qual foi designada audiência de instrução e julgamento para o dia 29 de outubro de 2019. A defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, em linhas gerais, o reconhecimento da atipicidade material da conduta atribuída ao recorrente, dado o princípio da insignificância. A liminar foi indeferida. Por decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RHC 164346 AGR / SC Acórdão do Min. RIBEIRO DANTAS, o Habeas Corpus interposto não foi conhecido, conforme a ementa: PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. FURTO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA NÃO CONFIGURADA. VALOR DA RES FURTIVAE SUPERIOR A 10% DO SALÁRIO MÍNIMO. ATIPICIDADE DA CONDUTA NÃO EVIDENCIADA. BENS RESTITUÍDOS À VÍTIMA. IRRELEVÂNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. DECISÃO QUE RECEBE A DENÚNCIA E REJEITA PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. DESNECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO EXAURIENTE. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. 2. O "princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. [...] Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como: (a) a mínima ofensividade da conduta do agente; (b) nenhuma periculosidade social da ação; (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público." (HC n. 84.412-0/SP, Supremo Tribunal Federal, Rel. Ministro CELSO DE MELLO, DJU 19/11/2004). 3. A jurisprudência desta Corte, dentre outros critérios, aponta o parâmetro da décima parte do salário mínimo vigente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC Acórdão do Min. RIBEIRO DANTAS, o Habeas Corpus interposto não foi conhecido, conforme a ementa: PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. FURTO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA NÃO CONFIGURADA. VALOR DA RES FURTIVAE SUPERIOR A 10% DO SALÁRIO MÍNIMO. ATIPICIDADE DA CONDUTA NÃO EVIDENCIADA. BENS RESTITUÍDOS À VÍTIMA. IRRELEVÂNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. DECISÃO QUE RECEBE A DENÚNCIA E REJEITA PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. DESNECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO EXAURIENTE. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. 2. O "princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. [...] Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como: (a) a mínima ofensividade da conduta do agente; (b) nenhuma periculosidade social da ação; (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público." (HC n. 84.412-0/SP, Supremo Tribunal Federal, Rel. Ministro CELSO DE MELLO, DJU 19/11/2004). 3. A jurisprudência desta Corte, dentre outros critérios, aponta o parâmetro da décima parte do salário mínimo vigente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 164346 AGR / SC ao tempo da infração penal, para aferição da relevância da lesão patrimonial. Precedentes. 4. Hipótese na qual o paciente subtraiu 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. 5. O fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. Precedentes. 6. A decisão que recebe a denúncia (CPP, art. 396) e aquela que rejeita o pedido de absolvição sumária (CPP, art. 397) não demandam motivação profunda ou exauriente, considerando a natureza interlocutória de tais manifestações judiciais, sob pena de indevida antecipação do juízo de mérito, que somente poderá ser proferido após o desfecho da instrução criminal, com a devida observância das regras processuais e das garantias da ampla defesa e do contraditório. 7. Writ não conhecido. Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando o reconhecimento da atipicidade da conduta do réu, mercê da aplicação do princípio da insignificância. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade da concessão da ordem para o fim de aplicação do princípio da insignificância, trazendo a lume as mesmas teses outrora ventiladas no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, a fim de se trancar a ação penal, dada a atipicidade da sua conduta, com a aplicação do princípio da insignificância. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC ao tempo da infração penal, para aferição da relevância da lesão patrimonial. Precedentes. 4. Hipótese na qual o paciente subtraiu 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. 5. O fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. Precedentes. 6. A decisão que recebe a denúncia (CPP, art. 396) e aquela que rejeita o pedido de absolvição sumária (CPP, art. 397) não demandam motivação profunda ou exauriente, considerando a natureza interlocutória de tais manifestações judiciais, sob pena de indevida antecipação do juízo de mérito, que somente poderá ser proferido após o desfecho da instrução criminal, com a devida observância das regras processuais e das garantias da ampla defesa e do contraditório. 7. Writ não conhecido. Inconformada, a defesa interpôs Recurso Ordinário Constitucional, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, sustentando o reconhecimento da atipicidade da conduta do réu, mercê da aplicação do princípio da insignificância. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade da concessão da ordem para o fim de aplicação do princípio da insignificância, trazendo a lume as mesmas teses outrora ventiladas no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, a fim de se trancar a ação penal, dada a atipicidade da sua conduta, com a aplicação do princípio da insignificância. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 164346 AGR / SC É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57A4-8C33-EAF5-DA87 e senha 921D-B370-5E70-A5BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, 'que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados' (HC 123.533/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/02/2016). Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade da conduta, pode Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A orientação firmada pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a aferição da insignificância da conduta como requisito negativo da tipicidade, em crimes contra o patrimônio, envolve um juízo amplo, 'que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados' (HC 123.533/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, DJe de 18/02/2016). Busca-se, desse modo, evitar que ações típicas de pequena significação passem a ser consideradas penalmente lícitas e imunes a qualquer espécie de repressão estatal, perdendo-se de vista as relevantes consequências jurídicas e sociais desse fato decorrentes. Daí a importância da atuação do juiz da causa que, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, deverá estabelecer a justa medida na dosagem da pena, tendo em conta, inclusive, heterogeneidades sociais, econômicas e culturais. Com efeito, a aplicação do princípio da insignificância não depende apenas da magnitude do resultado da conduta. Essa ideia se reforça pelo fato de já haver previsão na legislação penal da possibilidade de mensuração da gravidade da ação, o que, embora sem excluir a tipicidade da conduta, pode Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 164346 AGR / SC desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que 'não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2..., 170, 171, §1...)'. Sobre o caso concreto, colhe-se do Voto condutor do acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que: Conforme descrito acima, o paciente, em 14/3/17, subtraiu do estabelecimento comercial "Lavanderia Elias Ltda." 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. Cumpre, por fim, ressaltar que, o fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do recorrente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Ao fim e ao cabo, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 145.562 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC desembocar em significativo abrandamento da pena ou até mesmo na mitigação da persecução penal. A propósito, o legislador fez constar da Exposição de Motivos da Parte Especial do Código Penal que 'não se distingue, para diverso tratamento penal, entre o maior ou menor valor da lesão patrimonial; mas, tratando-se de furto, apropriação indébita ou estelionato, quando a coisa subtraída, desviada ou captada é de pequeno valor, (...) pode o juiz substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um até dois terços, ou aplicar somente a de multa (arts. 155, §2..., 170, 171, §1...)'. Sobre o caso concreto, colhe-se do Voto condutor do acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que: Conforme descrito acima, o paciente, em 14/3/17, subtraiu do estabelecimento comercial "Lavanderia Elias Ltda." 20 tábuas de madeira e 1,5 metros de lenha tipo costeira, que foram avaliados em R$ 200,00, o que equivale a mais de 21% do salário mínimo vigente, de R$ 937,00, não havendo que se falar, portanto, em lesão patrimonial irrelevante. Cumpre, por fim, ressaltar que, o fato de terem sido restituídas à vítima 8 tábuas de madeira e 1,5 metro de lenha tipo costaneira não afasta a consumação do delito e tampouco permite a aplicação do princípio da insignificância com base no pequeno valor dos bens não devolvidos, sendo certo que nem mesmo a restituição de todos os bens torna aplicável, por si só, a referida benesse. À luz das referidas premissas, em ampla análise à conduta do recorrente, não há como afastar o elevado nível de reprovabilidade assentado pelas instâncias antecedentes. Ao fim e ao cabo, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; HC 145.562 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 164346 AGR / SC de 21/05/2018; HC 149.255 AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 08/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; HC 105.022/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 09/05/2011; HC 90.922/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18/12/2009). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Supremo Tribunal Federal RHC 164346 AGR / SC de 21/05/2018; HC 149.255 AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 08/05/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018; HC 105.022/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 09/05/2011; HC 90.922/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe de 18/12/2009). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0528-5CAB-9282-3B77 e senha 6414-49F3-1812-7BA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7563-10E9-A69C-EBBD e senha B08B-DB75-9CBB-DA2A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7563-10E9-A69C-EBBD e senha B08B-DB75-9CBB-DA2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0231-3221-551E-B44C e senha D583-6F4D-CE52-D478 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.346 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS APARECIDO FORGIARINI PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0231-3221-551E-B44C e senha D583-6F4D-CE52-D478 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164 . 346", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164 . 346", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164 . 346", "HC n . 84 . 412 - 0 / SP", "HC n . 84 . 412 - 0 / SP", "RHC 164346", "HABEAS CORPUS 164 . 346", "HC 123 . 533 / SP", "HABEAS CORPUS 164 . 346", "HC 123 . 533 / SP", "HC 152 . 118 AgR / GO", "HC 145 . 562 AgR / MG", "RHC 164346 AGR /", "HC 152 . 118 AgR / GO", "HC 145 . 562 AgR / MG", "HC 149 . 255 AgR / PE", "HC 149 . 954 AgR / SP", "HC 105 . 022 / DF", "HC 90 . 922 / SP", "HC 149 . 255 AgR / PE", "HC 149 . 954 AgR / SP", "HC 105 . 022 / DF", "HC 90 . 922 / SP", "HABEAS CORPUS 164 . 346", "HABEAS CORPUS 164 . 346" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , caput , do Código Penal", "art . 89 , da Lei n . 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , caput , do Código Penal", "art . 89 , da Lei n . 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 396", "CPP , art . 397", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 396", "CPP , art . 397", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , §", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AGR", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Lavanderia Elias Ltda .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Lavanderia Elias Ltda .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "RHC", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS APARECIDO FORGIARINI", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS APARECIDO FORGIARINI", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marcos Aparecido Forgiarini", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS APARECIDO FORGIARINI", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marcos Aparecido Forgiarini", "RIBEIRO DANTAS", "CELSO DE MELLO", "RIBEIRO DANTAS", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "CEZAR PELUSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "CEZAR PELUSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS APARECIDO FORGIARINI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS APARECIDO FORGIARINI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS APARECIDO FORGIARINI", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS APARECIDO FORGIARINI", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "29 de outubro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "29 de outubro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "18", "/", "02", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "18", "/", "02", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "17", "17", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "17", "17", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2018", "08", "/", "05", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "09", "/", "05", "/", "2011", "18", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2018", "08", "/", "05", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "09", "/", "05", "/", "2011", "18", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) :ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) :LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) :MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) :VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) :MARISA APARECIDA RAMOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.03.2018. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES DISTRITAIS. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. REAJUSTE ESCALONADO. LEI DISTRITAL 5.237/2013 E LEI COMPLEMENTAR 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). ALEGADA INSUFICIÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INAPLICABILIDADE, NA HIPÓTESE, DO TEMA 864 DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Para divergir da conclusão adotada pela Turma de origem, quanto à alegada impossibilidade orçamentária para justificar, no caso, o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e a não implementação dos reajustes de vencimentos de servidores distritais, seria necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do STF. 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando seu exame implica rever a interpretação de norma infraconstitucional (Lei Distrital 5.237/2013 e Lei Complementar 101/2000) que fundamentou a decisão da Turma Recursal. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas reflexa. 3. Inaplicável, na espécie, o Tema 864, cujo paradigma é o RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7F9-75FB-998F-1D55 e senha 2FDB-F3BE-7C5C-8B41 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1081553 AGR / DF 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a ‘Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano’, tendo em vista que não ficou comprovada, na hipótese, a alegada insuficiência de dotação orçamentária. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15 a 21 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7F9-75FB-998F-1D55 e senha 2FDB-F3BE-7C5C-8B41 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a ‘Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano’, tendo em vista que não ficou comprovada, na hipótese, a alegada insuficiência de dotação orçamentária. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15 a 21 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7F9-75FB-998F-1D55 e senha 2FDB-F3BE-7C5C-8B41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) :ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) :LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) :MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) :VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) :MARISA APARECIDA RAMOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto em 14.03.2018 (eDOC 7) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 4, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 1, pp. 65): ‘ADMINISTRATIVO. FAZENDA PÚBLICA. SERVIDOR. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. REAJUSTE ESCALONADO PREVISTO NA LEI DISTRITAL Nº 5.237/2013. NÃO PAGAMENTO. ALEGAÇÃO DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA INSUFICIENTE. AUSÊNCIA DE PROVAS. LEI VIGENTE. DESPESA COM PESSOAL DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL NÃO VIOLA A LRF. CORREÇÃO MONETÁRIA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) :ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) :LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) :MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) :VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) :MARISA APARECIDA RAMOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto em 14.03.2018 (eDOC 7) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 4, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 1, pp. 65): ‘ADMINISTRATIVO. FAZENDA PÚBLICA. SERVIDOR. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. REAJUSTE ESCALONADO PREVISTO NA LEI DISTRITAL Nº 5.237/2013. NÃO PAGAMENTO. ALEGAÇÃO DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA INSUFICIENTE. AUSÊNCIA DE PROVAS. LEI VIGENTE. DESPESA COM PESSOAL DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL NÃO VIOLA A LRF. CORREÇÃO MONETÁRIA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF REFORMADA.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, pp. 24/25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 169, § 1º, I, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se (eDOC 2, p. 30): ‘A Constituição Federal é expressa ao exigir para a concessão de reajuste salarial a servidores públicos prévia dotação orçamentária suficiente, bem como autorização específica na LDO. Trata-se de exigência constitucional que não pode ser afastada. A Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública concluiu que esta questão não estava provada. Entretanto, é fato público e notório a ausência de recursos financeiros do Distrito Federal, sendo desnecessário a produção de prova (art.374, inciso I do CPC). Daí que a egrégia Turma contrariou o disposto no art. 169 da Constituição Federal, pois é inexistente a dotação orçamentária para se adimplir com os reajustes salariais, ainda que previstos em lei.’ A Presidência da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal inadmitiu o recurso assentando a deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e mediante aplicação da Súmula 279 do STF (eDOC 2, pp. 36-40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado, asseverou (eDOC 1, p. 66): ‘5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF REFORMADA.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, pp. 24/25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 169, § 1º, I, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se (eDOC 2, p. 30): ‘A Constituição Federal é expressa ao exigir para a concessão de reajuste salarial a servidores públicos prévia dotação orçamentária suficiente, bem como autorização específica na LDO. Trata-se de exigência constitucional que não pode ser afastada. A Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública concluiu que esta questão não estava provada. Entretanto, é fato público e notório a ausência de recursos financeiros do Distrito Federal, sendo desnecessário a produção de prova (art.374, inciso I do CPC). Daí que a egrégia Turma contrariou o disposto no art. 169 da Constituição Federal, pois é inexistente a dotação orçamentária para se adimplir com os reajustes salariais, ainda que previstos em lei.’ A Presidência da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal inadmitiu o recurso assentando a deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e mediante aplicação da Súmula 279 do STF (eDOC 2, pp. 36-40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado, asseverou (eDOC 1, p. 66): ‘5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital nº 5.237/2013), se tratam de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da LRF para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites pré- estabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no §3º do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (...) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1º, IV da LRF autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.’ Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ademais, verifica-se que a Corte de origem dirimiu a lide mediante aplicação da legislação infraconstitucional pertinente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital nº 5.237/2013), se tratam de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da LRF para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites pré- estabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no §3º do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (...) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1º, IV da LRF autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.’ Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ademais, verifica-se que a Corte de origem dirimiu a lide mediante aplicação da legislação infraconstitucional pertinente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF (Lei Distrital 5.237/2013 e Lei Complementar 101/2000). Desse modo, a discussão da matéria revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que não é suficiente a viabilizar o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.’ (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.4.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do RISTF”. Alega-se, em síntese, no presente recurso, o seguinte (eDOC 6, p. 2- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF (Lei Distrital 5.237/2013 e Lei Complementar 101/2000). Desse modo, a discussão da matéria revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que não é suficiente a viabilizar o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.’ (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.4.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do RISTF”. Alega-se, em síntese, no presente recurso, o seguinte (eDOC 6, p. 2- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF 3): “No apelo, o Distrito Federal demonstrou ofensa aos artigos 1º; 165, § 9º; e 169, caput, e § 1º, da Constituição Federal, tendo em vista a da edição de leis que concedem reajuste e gratificações a categorias de servidores públicos distritais, sem o necessário estudo de impacto financeiro-orçamentário, ao arrepio das normas constitucionais. (....) Ao desprover o apelo, citaram-se, no despacho atacado, vários precedentes do Excelso Pretório no sentido de que a questão relativa ao direito subjetivo a aumento salarial previsto em lei não se presta para exame em sede de recurso extraordinário, incidente à hipótese a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nada obstante, o agravante não pode deixar de apontar uma questão preliminar não examinada no despacho alvejado. Cuida-se do fato de que, nos autos do Recurso Extraordinário nº 905.357/RR, relator para acórdão o saudoso Ministro Teori Zavascki, esse Excelso Pretório reconheceu a existência de repercussão geral no tema constitucional que se discute nos presentes autos. Confira-se a ementa (...). Ademais, naquele recurso extraordinário foi determinada a suspensão de todos os processos tratando do tema no território nacional, causando espécie que a própria Corte de onde emana o comando continue a julgar casos análogos, com a análise de eventuais pressupostos recursais. Assim, afigura-se imperiosa, na hipótese, a reconsideração da decisão que desproveu o recurso extraordinário, determinando-se o retorno dos autos ao TJDFT, a fim de que se aguarde o término do julgamento do Recurso Extraordinário nº 905.357/RR, no sistema da repercussão geral”. Quanto ao mérito, sustenta-se, ainda, “que a questão constitucional de que trata o apelo foi devidamente prequestionada e encerra discussão de cunho estritamente jurídico, de modo a ser oportuna a submissão do inconformismo à apreciação da Suprema Corte, a quem compete a interpretação última dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF 3): “No apelo, o Distrito Federal demonstrou ofensa aos artigos 1º; 165, § 9º; e 169, caput, e § 1º, da Constituição Federal, tendo em vista a da edição de leis que concedem reajuste e gratificações a categorias de servidores públicos distritais, sem o necessário estudo de impacto financeiro-orçamentário, ao arrepio das normas constitucionais. (....) Ao desprover o apelo, citaram-se, no despacho atacado, vários precedentes do Excelso Pretório no sentido de que a questão relativa ao direito subjetivo a aumento salarial previsto em lei não se presta para exame em sede de recurso extraordinário, incidente à hipótese a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nada obstante, o agravante não pode deixar de apontar uma questão preliminar não examinada no despacho alvejado. Cuida-se do fato de que, nos autos do Recurso Extraordinário nº 905.357/RR, relator para acórdão o saudoso Ministro Teori Zavascki, esse Excelso Pretório reconheceu a existência de repercussão geral no tema constitucional que se discute nos presentes autos. Confira-se a ementa (...). Ademais, naquele recurso extraordinário foi determinada a suspensão de todos os processos tratando do tema no território nacional, causando espécie que a própria Corte de onde emana o comando continue a julgar casos análogos, com a análise de eventuais pressupostos recursais. Assim, afigura-se imperiosa, na hipótese, a reconsideração da decisão que desproveu o recurso extraordinário, determinando-se o retorno dos autos ao TJDFT, a fim de que se aguarde o término do julgamento do Recurso Extraordinário nº 905.357/RR, no sistema da repercussão geral”. Quanto ao mérito, sustenta-se, ainda, “que a questão constitucional de que trata o apelo foi devidamente prequestionada e encerra discussão de cunho estritamente jurídico, de modo a ser oportuna a submissão do inconformismo à apreciação da Suprema Corte, a quem compete a interpretação última dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF comandos emergentes da Constituição Federal” (eDOC 6, p. 5), na medida “em que há flagrante impropriedade acerca das leis distritais concessivas de reajustes remuneratórios em face da Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo esta última de atenção obrigatória a todos os entes da federação” (eDOC 6, p. 5). Ao final, conclui-se “Logo, ao revés do que afirmado na decisão agravada, a questão trazida no apelo extremo definitivamente não passa pela análise simples da legislação local que concedeu reajuste a inúmeras categorias de servidores públicos do DF’ (...) e que “é de sabença geral que tais reajustes, inclusive o da recorrida, não decorreram de uma política desastrosa vivenciada em gestão administrativa passada, sem qualquer respaldo em estudo de viabilidade econômico-financeira”, circunstância que, segundo o ora Recorrente, “restou devidamente comprovada no texto do recurso, ao qual o ente público se reporta para fundamentar o presente agravo interno” (eDOC 6, p. 5). A parte agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 9). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF comandos emergentes da Constituição Federal” (eDOC 6, p. 5), na medida “em que há flagrante impropriedade acerca das leis distritais concessivas de reajustes remuneratórios em face da Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo esta última de atenção obrigatória a todos os entes da federação” (eDOC 6, p. 5). Ao final, conclui-se “Logo, ao revés do que afirmado na decisão agravada, a questão trazida no apelo extremo definitivamente não passa pela análise simples da legislação local que concedeu reajuste a inúmeras categorias de servidores públicos do DF’ (...) e que “é de sabença geral que tais reajustes, inclusive o da recorrida, não decorreram de uma política desastrosa vivenciada em gestão administrativa passada, sem qualquer respaldo em estudo de viabilidade econômico-financeira”, circunstância que, segundo o ora Recorrente, “restou devidamente comprovada no texto do recurso, ao qual o ente público se reporta para fundamentar o presente agravo interno” (eDOC 6, p. 5). A parte agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 9). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme ressaltado na decisão ora agravada, a Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal concluiu, com base nas provas constantes dos autos, que não restou comprovada a alegada insuficiência orçamentária, argumento utilizado pelo ora Recorrente para o cumprimento da lei de responsabilidade fiscal a justificar a não implementação dos reajustes de vencimentos de servidores distritais. Desse modo, entendeu a Turma de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei Distrital 5.237/2013 e na Lei Complementar 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal), serem devidos tais reajustes. É o que se depreende dos seguintes trechos do acórdão proferido no julgamento do recurso inominado, os quais foram destacados na decisão impugnada (eDOC 1, p. 66): “5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital nº 5.237/2013), tratam-se de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando há matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme ressaltado na decisão ora agravada, a Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal concluiu, com base nas provas constantes dos autos, que não restou comprovada a alegada insuficiência orçamentária, argumento utilizado pelo ora Recorrente para o cumprimento da lei de responsabilidade fiscal a justificar a não implementação dos reajustes de vencimentos de servidores distritais. Desse modo, entendeu a Turma de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei Distrital 5.237/2013 e na Lei Complementar 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal), serem devidos tais reajustes. É o que se depreende dos seguintes trechos do acórdão proferido no julgamento do recurso inominado, os quais foram destacados na decisão impugnada (eDOC 1, p. 66): “5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital nº 5.237/2013), tratam-se de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando há matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da LRF para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites preestabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no § 3º do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (…) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1º, IV da LRF autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.” Por isso, diante de tais fundamentos, não há como acolher a tese posta no apelo extremo sem proceder a reanálise do conjunto fático- probatório, o que é vedado nesta via, nos termos da Súmula 279 do STF. Além disso, a discussão da matéria dos autos revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que também obsta o trânsito do recurso. Nesse sentido, em caso análogo, a decisão impugnada apontou o seguinte julgado do Plenário deste Supremo Tribunal: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da LRF para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites preestabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no § 3º do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (…) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1º, IV da LRF autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.” Por isso, diante de tais fundamentos, não há como acolher a tese posta no apelo extremo sem proceder a reanálise do conjunto fático- probatório, o que é vedado nesta via, nos termos da Súmula 279 do STF. Além disso, a discussão da matéria dos autos revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que também obsta o trânsito do recurso. Nesse sentido, em caso análogo, a decisão impugnada apontou o seguinte julgado do Plenário deste Supremo Tribunal: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.04.2014) Além desse precedente, confiram-se, ainda, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. ARE Nº 792.107. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.” (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.04.2014) Além desse precedente, confiram-se, ainda, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. ARE Nº 792.107. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 780.297-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.06.2014). “(...) Implementação de parcela do plano de carreira. Falta de dotação orçamentária. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes (...). 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.821, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.09.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.12.2016. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REALIZAÇÃO DE REFORMA EM ESTÁDIO MUNICIPAL. IMPOSIÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER AO MUNICÍPIO. IMPOSSIBILIDADE ORÇAMENTÁRIA. SÚMULA 279 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à alegada impossibilidade orçamentária do recorrente para a realização da reforma objeto da demanda, bem como em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 780.297-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.06.2014). “(...) Implementação de parcela do plano de carreira. Falta de dotação orçamentária. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes (...). 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.821, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.09.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.12.2016. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REALIZAÇÃO DE REFORMA EM ESTÁDIO MUNICIPAL. IMPOSIÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER AO MUNICÍPIO. IMPOSSIBILIDADE ORÇAMENTÁRIA. SÚMULA 279 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à alegada impossibilidade orçamentária do recorrente para a realização da reforma objeto da demanda, bem como em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF relação à aplicação do princípio da proporcionalidade ao caso em exame, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que encontra óbice na Súmula 279/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC” (RE 683.625-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.10.2017). Desse modo, não prospera a pretensão do ora Recorrente de aplicação, na hipótese, da sistemática da repercussão geral (eDOC 6, p. 6), porquanto é inaplicável, no caso dos autos, o Tema 864, cujo paradigma é o RE 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano, tendo em vista que não ficou comprovada a alegada insuficiência de dotação orçamentária. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem (eDOC 1, p. 67). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF relação à aplicação do princípio da proporcionalidade ao caso em exame, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que encontra óbice na Súmula 279/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC” (RE 683.625-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.10.2017). Desse modo, não prospera a pretensão do ora Recorrente de aplicação, na hipótese, da sistemática da repercussão geral (eDOC 6, p. 6), porquanto é inaplicável, no caso dos autos, o Tema 864, cujo paradigma é o RE 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano, tendo em vista que não ficou comprovada a alegada insuficiência de dotação orçamentária. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem (eDOC 1, p. 67). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) : ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) : LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) : MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) : VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) : MARISA APARECIDA RAMOS (41298/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15AD-EF54-234B-CA13 e senha EBDB-6ABD-7A19-FCBC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) : ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) : LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) : MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) : VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) : MARISA APARECIDA RAMOS (41298/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15AD-EF54-234B-CA13 e senha EBDB-6ABD-7A19-FCBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749579709
2019-03-22T00:00:00
2019-04-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.03.2018. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES DISTRITAIS. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. REAJUSTE ESCALONADO. LEI DISTRITAL 5.237/2013 E LEI COMPLEMENTAR 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). ALEGADA INSUFICIÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INAPLICABILIDADE, NA HIPÓTESE, DO TEMA 864 DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Para divergir da conclusão adotada pela Turma de origem, quanto à alegada impossibilidade orçamentária para justificar, no caso, o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e a não implementação dos reajustes de vencimentos de servidores distritais, seria necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do STF. 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando seu exame implica rever a interpretação de norma infraconstitucional (Lei Distrital 5.237/2013 e Lei Complementar 101/2000) que fundamentou a decisão da Turma Recursal. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas reflexa. 3. Inaplicável, na espécie, o Tema 864, cujo paradigma é o RE 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a ‘Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano’, tendo em vista que não ficou comprovada, na hipótese, a alegada insuficiência de dotação orçamentária. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem.
sjur401756
- Acórdão(s) citado(s): (REAJUSTE, SERVIDOR PÚBLICO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 792107 RG, ARE 780297 AgR (1ªT), RE 683625 AgR (2ªT), ARE 1047821 AgR (2ªT). (REPERCUSSÃO GERAL, SERVIDOR PÚBLICO, REVISÃO GERAL DA REMUNERAÇÃO) RE 905357 RG. Número de páginas: 14. Análise: 07/05/2019, AMS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1081553
[ "LEG-FED LCP-000101 ANO-2000\n ART-00023\n LRF-2000 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-DIS LEI-005237 ANO-2013\n ART-00015\n LEI ORDINÁRIA, DF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1081553 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) : ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) : LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) : MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) : VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) : MARISA APARECIDA RAMOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) :ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) :LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) :MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) :VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) :MARISA APARECIDA RAMOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.03.2018. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES DISTRITAIS. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. REAJUSTE ESCALONADO. LEI DISTRITAL 5.237/2013 E LEI COMPLEMENTAR 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). ALEGADA INSUFICIÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INAPLICABILIDADE, NA HIPÓTESE, DO TEMA 864 DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Para divergir da conclusão adotada pela Turma de origem, quanto à alegada impossibilidade orçamentária para justificar, no caso, o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e a não implementação dos reajustes de vencimentos de servidores distritais, seria necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando seu exame implica rever a interpretação de norma infraconstitucional (Lei Distrital 5.237/2013 e Lei Complementar 101/2000) que fundamentou a decisão da Turma Recursal. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas reflexa. 3. Inaplicável, na espécie, o Tema 864, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7F9-75FB-998F-1D55 e senha 2FDB-F3BE-7C5C-8B41 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1081553 AGR / DF 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a ‘Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano’, tendo em vista que não ficou comprovada, na hipótese, a alegada insuficiência de dotação orçamentária. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15 a 21 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7F9-75FB-998F-1D55 e senha 2FDB-F3BE-7C5C-8B41 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a ‘Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano’, tendo em vista que não ficou comprovada, na hipótese, a alegada insuficiência de dotação orçamentária. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15 a 21 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7F9-75FB-998F-1D55 e senha 2FDB-F3BE-7C5C-8B41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) :ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) :LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) :MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) :VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) :MARISA APARECIDA RAMOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto em 14.03.2018 (eDOC 7) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 4, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 1, pp. 65): ‘ADMINISTRATIVO. FAZENDA PÚBLICA. SERVIDOR. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. REAJUSTE ESCALONADO PREVISTO NA LEI DISTRITAL n 5.237/2013. NÃO PAGAMENTO. ALEGAÇÃO DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA INSUFICIENTE. AUSÊNCIA DE PROVAS. LEI VIGENTE. DESPESA COM PESSOAL DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL NÃO VIOLA A Lei de Responsabilidade Fiscal. CORREÇÃO MONETÁRIA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) :ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) :LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) :MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) :VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) :MARISA APARECIDA RAMOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto em 14.03.2018 (eDOC 7) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 4, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 1, pp. 65): ‘ADMINISTRATIVO. FAZENDA PÚBLICA. SERVIDOR. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. REAJUSTE ESCALONADO PREVISTO NA LEI DISTRITAL n 5.237/2013. NÃO PAGAMENTO. ALEGAÇÃO DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA INSUFICIENTE. AUSÊNCIA DE PROVAS. LEI VIGENTE. DESPESA COM PESSOAL DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL NÃO VIOLA A Lei de Responsabilidade Fiscal. CORREÇÃO MONETÁRIA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF REFORMADA.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, pp. 24/25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 169, § 1..., I, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se (eDOC 2, p. 30): ‘A Constituição Federal é expressa ao exigir para a concessão de reajuste salarial a servidores públicos prévia dotação orçamentária suficiente, bem como autorização específica na LDO. Trata-se de exigência constitucional que não pode ser afastada. A Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública concluiu que esta questão não estava provada. Entretanto, é fato público e notório a ausência de recursos financeiros do Distrito Federal, sendo desnecessário a produção de prova (art.374, inciso I do Código de Processo Civil). Daí que a egrégia Turma contrariou o disposto no art. 169 da Constituição Federal, pois é inexistente a dotação orçamentária para se adimplir com os reajustes salariais, ainda que previstos em lei.’ A Presidência da 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal inadmitiu o recurso assentando a deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e mediante aplicação da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 2, pp. 36-40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado, asseverou (eDOC 1, p. 66): ‘5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF REFORMADA.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, pp. 24/25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 169, § 1..., I, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se (eDOC 2, p. 30): ‘A Constituição Federal é expressa ao exigir para a concessão de reajuste salarial a servidores públicos prévia dotação orçamentária suficiente, bem como autorização específica na LDO. Trata-se de exigência constitucional que não pode ser afastada. A Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública concluiu que esta questão não estava provada. Entretanto, é fato público e notório a ausência de recursos financeiros do Distrito Federal, sendo desnecessário a produção de prova (art.374, inciso I do Código de Processo Civil). Daí que a egrégia Turma contrariou o disposto no art. 169 da Constituição Federal, pois é inexistente a dotação orçamentária para se adimplir com os reajustes salariais, ainda que previstos em lei.’ A Presidência da 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal inadmitiu o recurso assentando a deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral, que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e mediante aplicação da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 2, pp. 36-40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso inominado, asseverou (eDOC 1, p. 66): ‘5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital n 5.237/2013), se tratam de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites pré- estabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no §3... do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (...) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1..., IV da Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.’ Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, verifica-se que a Corte de origem dirimiu a lide mediante aplicação da legislação infraconstitucional pertinente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital n 5.237/2013), se tratam de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites pré- estabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no §3... do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (...) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1..., IV da Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.’ Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, verifica-se que a Corte de origem dirimiu a lide mediante aplicação da legislação infraconstitucional pertinente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF (Lei Distrital 5.237/2013 e Lei Complementar 101/2000). Desse modo, a discussão da matéria revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que não é suficiente a viabilizar o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.’ (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.4.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do RISTF”. Alega-se, em síntese, no presente recurso, o seguinte (eDOC 6, p. 2- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF (Lei Distrital 5.237/2013 e Lei Complementar 101/2000). Desse modo, a discussão da matéria revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que não é suficiente a viabilizar o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.’ (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.4.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do RISTF”. Alega-se, em síntese, no presente recurso, o seguinte (eDOC 6, p. 2- 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF 3): “No apelo, o Distrito Federal demonstrou ofensa aos artigos 1...; 165, § 9...; e 169, caput, e § 1..., da Constituição Federal, tendo em vista a da edição de leis que concedem reajuste e gratificações a categorias de servidores públicos distritais, sem o necessário estudo de impacto financeiro-orçamentário, ao arrepio das normas constitucionais. (....) Ao desprover o apelo, citaram-se, no despacho atacado, vários precedentes do Excelso Pretório no sentido de que a questão relativa ao direito subjetivo a aumento salarial previsto em lei não se presta para exame em sede de recurso extraordinário, incidente à hipótese a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nada obstante, o agravante não pode deixar de apontar uma questão preliminar não examinada no despacho alvejado. Cuida-se do fato de que, nos autos do Recurso Extraordinário n 905.357/RR, relator para acórdão o saudoso Ministro Teori Zavascki, esse Excelso Pretório reconheceu a existência de repercussão geral no tema constitucional que se discute nos presentes autos. Confira-se a ementa (...). Ademais, naquele recurso extraordinário foi determinada a suspensão de todos os processos tratando do tema no território nacional, causando espécie que a própria Corte de onde emana o comando continue a julgar casos análogos, com a análise de eventuais pressupostos recursais. Assim, afigura-se imperiosa, na hipótese, a reconsideração da decisão que desproveu o recurso extraordinário, determinando-se o retorno dos autos ao TJDFT, a fim de que se aguarde o término do julgamento do Recurso Extraordinário n 905.357/RR, no sistema da repercussão geral”. Quanto ao mérito, sustenta-se, ainda, “que a questão constitucional de que trata o apelo foi devidamente prequestionada e encerra discussão de cunho estritamente jurídico, de modo a ser oportuna a submissão do inconformismo à apreciação da Suprema Corte, a quem compete a interpretação última dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF 3): “No apelo, o Distrito Federal demonstrou ofensa aos artigos 1...; 165, § 9...; e 169, caput, e § 1..., da Constituição Federal, tendo em vista a da edição de leis que concedem reajuste e gratificações a categorias de servidores públicos distritais, sem o necessário estudo de impacto financeiro-orçamentário, ao arrepio das normas constitucionais. (....) Ao desprover o apelo, citaram-se, no despacho atacado, vários precedentes do Excelso Pretório no sentido de que a questão relativa ao direito subjetivo a aumento salarial previsto em lei não se presta para exame em sede de recurso extraordinário, incidente à hipótese a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nada obstante, o agravante não pode deixar de apontar uma questão preliminar não examinada no despacho alvejado. Cuida-se do fato de que, nos autos do Recurso Extraordinário n 905.357/RR, relator para acórdão o saudoso Ministro Teori Zavascki, esse Excelso Pretório reconheceu a existência de repercussão geral no tema constitucional que se discute nos presentes autos. Confira-se a ementa (...). Ademais, naquele recurso extraordinário foi determinada a suspensão de todos os processos tratando do tema no território nacional, causando espécie que a própria Corte de onde emana o comando continue a julgar casos análogos, com a análise de eventuais pressupostos recursais. Assim, afigura-se imperiosa, na hipótese, a reconsideração da decisão que desproveu o recurso extraordinário, determinando-se o retorno dos autos ao TJDFT, a fim de que se aguarde o término do julgamento do Recurso Extraordinário n 905.357/RR, no sistema da repercussão geral”. Quanto ao mérito, sustenta-se, ainda, “que a questão constitucional de que trata o apelo foi devidamente prequestionada e encerra discussão de cunho estritamente jurídico, de modo a ser oportuna a submissão do inconformismo à apreciação da Suprema Corte, a quem compete a interpretação última dos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1081553 AGR / DF comandos emergentes da Constituição Federal” (eDOC 6, p. 5), na medida “em que há flagrante impropriedade acerca das leis distritais concessivas de reajustes remuneratórios em face da Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo esta última de atenção obrigatória a todos os entes da federação” (eDOC 6, p. 5). Ao final, conclui-se “Logo, ao revés do que afirmado na decisão agravada, a questão trazida no apelo extremo definitivamente não passa pela análise simples da legislação local que concedeu reajuste a inúmeras categorias de servidores públicos do DF’ (...) e que “é de sabença geral que tais reajustes, inclusive o da recorrida, não decorreram de uma política desastrosa vivenciada em gestão administrativa passada, sem qualquer respaldo em estudo de viabilidade econômico-financeira”, circunstância que, segundo o ora Recorrente, “restou devidamente comprovada no texto do recurso, ao qual o ente público se reporta para fundamentar o presente agravo interno” (eDOC 6, p. 5). A parte agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 9). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF comandos emergentes da Constituição Federal” (eDOC 6, p. 5), na medida “em que há flagrante impropriedade acerca das leis distritais concessivas de reajustes remuneratórios em face da Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo esta última de atenção obrigatória a todos os entes da federação” (eDOC 6, p. 5). Ao final, conclui-se “Logo, ao revés do que afirmado na decisão agravada, a questão trazida no apelo extremo definitivamente não passa pela análise simples da legislação local que concedeu reajuste a inúmeras categorias de servidores públicos do DF’ (...) e que “é de sabença geral que tais reajustes, inclusive o da recorrida, não decorreram de uma política desastrosa vivenciada em gestão administrativa passada, sem qualquer respaldo em estudo de viabilidade econômico-financeira”, circunstância que, segundo o ora Recorrente, “restou devidamente comprovada no texto do recurso, ao qual o ente público se reporta para fundamentar o presente agravo interno” (eDOC 6, p. 5). A parte agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 9). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4109-5643-4AD7-F996 e senha 84BA-D87E-3409-A297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme ressaltado na decisão ora agravada, a Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal concluiu, com base nas provas constantes dos autos, que não restou comprovada a alegada insuficiência orçamentária, argumento utilizado pelo ora Recorrente para o cumprimento da lei de responsabilidade fiscal a justificar a não implementação dos reajustes de vencimentos de servidores distritais. Desse modo, entendeu a Turma de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei Distrital 5.237/2013 e na Lei Complementar 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal), serem devidos tais reajustes. É o que se depreende dos seguintes trechos do acórdão proferido no julgamento do recurso inominado, os quais foram destacados na decisão impugnada (eDOC 1, p. 66): “5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital n 5.237/2013), tratam-se de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando há matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme ressaltado na decisão ora agravada, a Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal concluiu, com base nas provas constantes dos autos, que não restou comprovada a alegada insuficiência orçamentária, argumento utilizado pelo ora Recorrente para o cumprimento da lei de responsabilidade fiscal a justificar a não implementação dos reajustes de vencimentos de servidores distritais. Desse modo, entendeu a Turma de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei Distrital 5.237/2013 e na Lei Complementar 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal), serem devidos tais reajustes. É o que se depreende dos seguintes trechos do acórdão proferido no julgamento do recurso inominado, os quais foram destacados na decisão impugnada (eDOC 1, p. 66): “5. Anote-se que os reajustes dos vencimentos dos servidores da Carreira de Vigilância Ambiental e Atenção Comunitária à Saúde, bem como da Gratificação de Titulação (art. 15 da Lei Distrital n 5.237/2013), tratam-se de despesas obrigatórias de caráter continuado, de modo que, ao aprovar uma lei com tal característica, a Câmara Legislativa incluiu a despesa em seu orçamento realizando a avaliação do seu implemento. 6. Ademais, cabe ao recorrido comprovar o motivo pelo qual não está cumprindo a lei, sobretudo quando há matéria similar ao caso destes autos já debatida em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Frise-se, por oportuno, que a lei em questão permanece em vigor. 7. Embora o recorrido alegue insuficiência de dotação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites preestabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no § 3... do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (…) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1..., IV da Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.” Por isso, diante de tais fundamentos, não há como acolher a tese posta no apelo extremo sem proceder a reanálise do conjunto fático- probatório, o que é vedado nesta via, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a discussão da matéria dos autos revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que também obsta o trânsito do recurso. Nesse sentido, em caso análogo, a decisão impugnada apontou o seguinte julgado do Plenário deste Supremo Tribunal: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF orçamentária, não trouxe qualquer prova a fim de comprovar tal alegação. Além disso, não comprovou ter tomado as medidas previstas no art. 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal para preservar a remuneração dos servidores: eliminar nos dois quadrimestres seguintes o percentual excedente aos limites preestabelecidos, reduzir em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança e exonerar servidores não estáveis. Aliás, o recorrido também não se absteve de praticar as condutas descritas no § 3... do referido artigo: receber transferências voluntárias; obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. (…) 9. Não prospera a alegação do recorrido de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o art. 19, § 1..., IV da Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza o pagamento de despesas com pessoal decorrentes de decisão judicial, o que se aplica na espécie.” Por isso, diante de tais fundamentos, não há como acolher a tese posta no apelo extremo sem proceder a reanálise do conjunto fático- probatório, o que é vedado nesta via, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a discussão da matéria dos autos revela-se adstrita ao âmbito infraconstitucional, de modo que possível ofensa ao dispositivo constitucional evocado, se existente, somente se daria de maneira reflexa ou indireta, o que também obsta o trânsito do recurso. Nesse sentido, em caso análogo, a decisão impugnada apontou o seguinte julgado do Plenário deste Supremo Tribunal: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDORES PÚBLICOS. RIO GRANDE DO NORTE. REAJUSTES CONCEDIDOS PELA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432/2010. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.04.2014) Além desse precedente, confiram-se, ainda, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. ARE n 792.107. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF 1. A controvérsia relativa à concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Complementar Estadual 432/2010 é de natureza infraconstitucional, seja em razão da aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelo Tribunal de origem, seja em razão da argumentação do recorrente de que o art. 38 da Lei Complementar Estadual 432/2010 estabeleceu, como requisito para a concessão do reajuste de vencimentos, a existência de dotação orçamentária. 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.” (ARE 792107, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, DJe 29.04.2014) Além desse precedente, confiram-se, ainda, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. ARE n 792.107. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 780.297-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.06.2014). “(...) Implementação de parcela do plano de carreira. Falta de dotação orçamentária. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes (...). 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.821, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.09.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.12.2016. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REALIZAÇÃO DE REFORMA EM ESTÁDIO MUNICIPAL. IMPOSIÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER AO MUNICÍPIO. IMPOSSIBILIDADE ORÇAMENTÁRIA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à alegada impossibilidade orçamentária do recorrente para a realização da reforma objeto da demanda, bem como em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 780.297-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.06.2014). “(...) Implementação de parcela do plano de carreira. Falta de dotação orçamentária. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes (...). 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 6. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.821, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.09.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.12.2016. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REALIZAÇÃO DE REFORMA EM ESTÁDIO MUNICIPAL. IMPOSIÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER AO MUNICÍPIO. IMPOSSIBILIDADE ORÇAMENTÁRIA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à alegada impossibilidade orçamentária do recorrente para a realização da reforma objeto da demanda, bem como em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1081553 AGR / DF relação à aplicação do princípio da proporcionalidade ao caso em exame, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 683.625-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.10.2017). Desse modo, não prospera a pretensão do ora Recorrente de aplicação, na hipótese, da sistemática da repercussão geral (eDOC 6, p. 6), porquanto é inaplicável, no caso dos autos, o Tema 864, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano, tendo em vista que não ficou comprovada a alegada insuficiência de dotação orçamentária. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem (eDOC 1, p. 67). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Supremo Tribunal Federal ARE 1081553 AGR / DF relação à aplicação do princípio da proporcionalidade ao caso em exame, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 683.625-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.10.2017). Desse modo, não prospera a pretensão do ora Recorrente de aplicação, na hipótese, da sistemática da repercussão geral (eDOC 6, p. 6), porquanto é inaplicável, no caso dos autos, o Tema 864, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário 905.357-RG, Redator para o acórdão o Min. Teori Zavascki, no qual o Plenário desta Suprema Corte reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a Existência, ou não, de direito subjetivo a revisão geral da remuneração dos servidores públicos por índice previsto apenas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, sem correspondente dotação orçamentária na Lei Orçamentária do respectivo ano, tendo em vista que não ficou comprovada a alegada insuficiência de dotação orçamentária. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem (eDOC 1, p. 67). É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 054B-489D-D51B-5967 e senha 400C-4F2F-A36B-5729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) : ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) : LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) : MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) : VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) : MARISA APARECIDA RAMOS (41298/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15AD-EF54-234B-CA13 e senha EBDB-6ABD-7A19-FCBC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.081.553 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA AGDO.(A/S) : ELZITA ROCHA SANTOS AGDO.(A/S) : LUZIA DOS SANTOS PEREIRA AGDO.(A/S) : MONICA ALVES DA SILVA AGDO.(A/S) : VANDERLEIA MOREIRA ADV.(A/S) : MARISA APARECIDA RAMOS (41298/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e entendeu inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do recorrente em honorários na instância de origem, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15AD-EF54-234B-CA13 e senha EBDB-6ABD-7A19-FCBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 081 . 553", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1081553 AGR / DF 905 . 357 - RG", "ARE 1081553", "ARE 1081553 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1081553 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 792107", "ARE 1081553 AGR", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 792107", "ARE 1081553 AGR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 905 . 357 / RR", "Recurso Extraordinário n 905 . 357 / RR", "ARE 1081553 AGR / DF 3", "Súmula 280", "Recurso Extraordinário n 905 . 357 / RR", "Recurso Extraordinário n 905 . 357 / RR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1081553 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 792107", "ARE n 792 . 107", "ARE 1081553", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 792107", "ARE n 792 . 107", "ARE n 792 . 107", "ARE 780 . 297 - AgR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 047 . 821", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1081553 AGR / DF", "ARE 780 . 297 - AgR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 047 . 821", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 683 . 625 - AgR", "Recurso Extraordinário 905 . 357 - RG", "ARE 1081553 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 683 . 625 - AgR", "Recurso Extraordinário 905 . 357 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "LEI DISTRITAL 5 . 237 / 2013", "LEI COMPLEMENTAR 101 / 2000", "LEI", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei Distrital 5 . 237 / 2013", "Lei Complementar 101 / 2000", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes Orçamentárias", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes Orçamentárias", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI DISTRITAL n 5 . 237 / 2013", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI DISTRITAL n 5 . 237 / 2013", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III ,", "art . 169 , § 1 . . . , I , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "LDO", "art . 374 , inciso I do Código de Processo Civil", "art . 169 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 169 , § 1 . . . , I , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "LDO", "art . 374 , inciso I do Código de Processo Civil", "art . 169 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 15 da Lei Distrital n 5 . 237 / 2013", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 19 , § 1 . . . , IV da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 15 da Lei Distrital n 5 . 237 / 2013", "art . 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 19 , § 1 . . . , IV da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 237 / 2013", "Lei Complementar 101 / 2000", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432 / 2010", "Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 38 da Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil .", "art . 932 , IV , a e b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 237 / 2013", "Lei Complementar 101 / 2000", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432 / 2010", "Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 38 da Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil .", "art . 932 , IV , a e b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . ; 165 , § 9 . . . ; e 169 , caput , e § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . ; 165 , § 9 . . . ; e 169 , caput , e § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 237 / 2013", "Lei Complementar 101 / 2000", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei Distrital n 5 . 237 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 237 / 2013", "Lei Complementar 101 / 2000", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 15 da Lei Distrital n 5 . 237 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei de Responsabilidade", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 19 , § 1 . . . , IV da Lei de Responsabilidade Fiscal", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 19 , § 1 . . . , IV da Lei de Responsabilidade Fiscal", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 432 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 38 da Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil .", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 432 / 2010", "Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 38 da Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil .", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 432 / 2010", "Lei Complementar Estadual 432 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 432 / 2010", "LEI", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 432 / 2010", "LEI", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei de Diretrizes Orçamentárias", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei de Diretrizes Orçamentárias", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "DF", "DF", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio Grande do Norte", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "FAZENDA PÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública", "Distrito Federal", "Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Turma Recursal dos Juizados Especiais da Fazenda Pública", "Distrito Federal", "Presidência", "1", ". Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Excelso", "TJDFT", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJDFT", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal", "Câmara Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal", "Câmara Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO VIRTUAL", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CORTE", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Segunda Turma", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA", "ELZITA ROCHA SANTOS", "LUZIA DOS SANTOS PEREIRA", "MONICA ALVES DA SILVA", "VANDERLEIA MOREIRA", "MARISA APARECIDA RAMOS", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA", "ELZITA ROCHA SANTOS", "LUZIA DOS SANTOS PEREIRA", "MONICA ALVES DA SILVA", "MARISA APARECIDA RAMOS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA", "ELZITA ROCHA SANTOS", "LUZIA DOS SANTOS PEREIRA", "MONICA ALVES DA SILVA", "VANDERLEIA MOREIRA", "MARISA APARECIDA RAMOS", "EDSON FACHIN", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA", "ELZITA ROCHA SANTOS", "LUZIA DOS SANTOS PEREIRA", "MONICA ALVES DA SILVA", "VANDERLEIA MOREIRA", "MARISA APARECIDA RAMOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "DIVINA DAS GRACAS OLIVEIRA MOTA", "ELZITA ROCHA SANTOS", "LUZIA DOS SANTOS PEREIRA", "MONICA ALVES DA SILVA", "VANDERLEIA MOREIRA", "MARISA APARECIDA RAMOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "14", ".", "03", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 a 21 de março de 2019", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "21 de março de 2019", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "14", ".", "03", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "14", ".", "03", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "29", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "29", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "29", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "29", ".", "04", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "06", ".", "2014", "11", ".", "09", ".", "2017", "14", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "06", ".", "2014", "11", ".", "09", ".", "2017", "14", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) :RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL (ART. 40, § 4º, II, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). AGENTE PENITENCIÁRIO. ATIVIDADE NÃO INTEGRANTE DO SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA. PERICULOSIDADE INERENTE. EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7AA-E039-3522-52E0 e senha CA66-9555-D270-291E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) :RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão que concedeu parcialmente o Mandado de Injunção, ante a ausência de norma que regulamente a aposentadoria especial de servidor público que exerce atividade de risco, prevista no art. 40, § 4º, II, da Constituição Federal. Alega o recorrente, em síntese, que a decisão merece ser reformada, pois o rito da Lei 13.300/2016 não foi observado, tendo em vista que não houve citação das partes rés e não foram solicitadas informações das autoridades impetradas, violando, assim, os princípios do contraditório e do devido processo legal. Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou a submissão do feito ao colegiado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B948-BBEB-0E23-16D2 e senha 4A00-B534-BCAD-C654 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) :RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão que concedeu parcialmente o Mandado de Injunção, ante a ausência de norma que regulamente a aposentadoria especial de servidor público que exerce atividade de risco, prevista no art. 40, § 4º, II, da Constituição Federal. Alega o recorrente, em síntese, que a decisão merece ser reformada, pois o rito da Lei 13.300/2016 não foi observado, tendo em vista que não houve citação das partes rés e não foram solicitadas informações das autoridades impetradas, violando, assim, os princípios do contraditório e do devido processo legal. Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou a submissão do feito ao colegiado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B948-BBEB-0E23-16D2 e senha 4A00-B534-BCAD-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Mandado de Injunção em face de omissão legislativa atribuída ao Presidente da República, ao Presidente do Senado Federal e ao Presidente da Câmara dos Deputados, relativamente à ausência de legislação complementar que regulamente a aposentadoria especial dos servidores públicos que exerçam atividades de risco, o que inviabiliza o exercício do seu direito à aposentadoria diferenciada. Na inicial, o impetrante alega que: (a) é servidor público estadual, exercendo a função de agente penitenciário no Estado do Paraná, portando, exposto a constante atividade de risco, o que autoriza a sua aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4º, II, da CF/1988; e (b) no entanto, pela ausência de Lei Complementar no âmbito federal, tal disposição estadual não considera a aposentadoria especial e exigem idade e tempo de contribuições para fins de aposentadoria, da mesma forma exigida por um servidor que trabalha em condições normais (fl. 6). Requer a concessão dos benefícios da gratuidade de justiça e, ao final, o provimento do presente writ, a fim de declarar omissa legislativa, bem como declaração do direito à aposentadoria especial do impetrante por trabalhar há mais de 25 (vinte e cinco) anos em atividade penosa, insalubre, perigosa, com base nos artigos 5º, inciso LXXI, 40, §4º, incisos II e III e, artigo 102, I q, da Constituição Federal c/c período estabelecido no Regime Geral de Previdência Social, nos termos da Lei Complementar 51/1985; (ii) Declaração do impetrante como aposentado para todos os fins de direito, concedendo-se os proventos da aposentadoria com pagamento de forma integral, ou seja, 100% (cem por cento) do salário-benefício, equiparando-se aos servidores públicos estatuais da ativa, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Mandado de Injunção em face de omissão legislativa atribuída ao Presidente da República, ao Presidente do Senado Federal e ao Presidente da Câmara dos Deputados, relativamente à ausência de legislação complementar que regulamente a aposentadoria especial dos servidores públicos que exerçam atividades de risco, o que inviabiliza o exercício do seu direito à aposentadoria diferenciada. Na inicial, o impetrante alega que: (a) é servidor público estadual, exercendo a função de agente penitenciário no Estado do Paraná, portando, exposto a constante atividade de risco, o que autoriza a sua aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4º, II, da CF/1988; e (b) no entanto, pela ausência de Lei Complementar no âmbito federal, tal disposição estadual não considera a aposentadoria especial e exigem idade e tempo de contribuições para fins de aposentadoria, da mesma forma exigida por um servidor que trabalha em condições normais (fl. 6). Requer a concessão dos benefícios da gratuidade de justiça e, ao final, o provimento do presente writ, a fim de declarar omissa legislativa, bem como declaração do direito à aposentadoria especial do impetrante por trabalhar há mais de 25 (vinte e cinco) anos em atividade penosa, insalubre, perigosa, com base nos artigos 5º, inciso LXXI, 40, §4º, incisos II e III e, artigo 102, I q, da Constituição Federal c/c período estabelecido no Regime Geral de Previdência Social, nos termos da Lei Complementar 51/1985; (ii) Declaração do impetrante como aposentado para todos os fins de direito, concedendo-se os proventos da aposentadoria com pagamento de forma integral, ou seja, 100% (cem por cento) do salário-benefício, equiparando-se aos servidores públicos estatuais da ativa, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF conforme disciplina a Lei Complementar 51/198” (fl. 19). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República É o relatório. Decido. DEFIRO a gratuidade de Justiça, pois não há elementos que possam afastar a presunção de insuficiência de recursos de que trata o § 3º do art. 99 do CPC/2015. O art. 5º, inciso LXXI, da Constituição Federal prevê que se concederá mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Trata-se de ação constitucional autoaplicável, de caráter civil e de procedimento especial, que visa a suprir uma omissão do Poder Público, no intuito de viabilizar o exercício de um direito, uma liberdade ou uma prerrogativa prevista na Constituição Federal, visando a afastar o que ARICÊ MOACYR AMARAL SANTOS aponta como a “inércia da norma constitucional, decorrente da omissão normativa” (Mandado de injunção. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1989. P. 31), ou no dizer de CANOTILHO, buscando “destruir o ‘rochedo de bronze’ da incensurabilidade do silêncio” legislativo (As garantias do cidadão na justiça. (coord. Sálvio de Figueiredo Teixera). São Paulo: Saraiva, 1993, p. 367). Em outras palavras, como tive oportunidade de afirmar, o mandado de injunção visa ao combate à síndrome de inefetividade das normas constitucionais (Direito Constitucional. 33. Ed. São Paulo: Atlas, 2017. P. 183). As normas constitucionais que permitem o ajuizamento do mandado de injunção não decorrem de todas as espécies de omissões do Poder Público, mas tão só em relação às normas constitucionais de eficácia limitada de princípio institutivo de caráter impositivo e das normas programáticas vinculadas ao princípio da legalidade, por dependerem de atuação normativa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF conforme disciplina a Lei Complementar 51/198” (fl. 19). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República É o relatório. Decido. DEFIRO a gratuidade de Justiça, pois não há elementos que possam afastar a presunção de insuficiência de recursos de que trata o § 3º do art. 99 do CPC/2015. O art. 5º, inciso LXXI, da Constituição Federal prevê que se concederá mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Trata-se de ação constitucional autoaplicável, de caráter civil e de procedimento especial, que visa a suprir uma omissão do Poder Público, no intuito de viabilizar o exercício de um direito, uma liberdade ou uma prerrogativa prevista na Constituição Federal, visando a afastar o que ARICÊ MOACYR AMARAL SANTOS aponta como a “inércia da norma constitucional, decorrente da omissão normativa” (Mandado de injunção. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1989. P. 31), ou no dizer de CANOTILHO, buscando “destruir o ‘rochedo de bronze’ da incensurabilidade do silêncio” legislativo (As garantias do cidadão na justiça. (coord. Sálvio de Figueiredo Teixera). São Paulo: Saraiva, 1993, p. 367). Em outras palavras, como tive oportunidade de afirmar, o mandado de injunção visa ao combate à síndrome de inefetividade das normas constitucionais (Direito Constitucional. 33. Ed. São Paulo: Atlas, 2017. P. 183). As normas constitucionais que permitem o ajuizamento do mandado de injunção não decorrem de todas as espécies de omissões do Poder Público, mas tão só em relação às normas constitucionais de eficácia limitada de princípio institutivo de caráter impositivo e das normas programáticas vinculadas ao princípio da legalidade, por dependerem de atuação normativa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF ulterior para garantir sua aplicabilidade. Assim, sempre é necessária a presença dos requisitos do mandado de injunção, que são (a) a falta de norma reguladora de uma previsão constitucional (omissão total ou parcial do Poder Público); (b) inviabilização do exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Ressalte-se, portanto, que o cabimento do mandado de injunção pressupõe a existência de nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito, liberdade ou prerrogativa, conforme decidido por esta CORTE: DIREITO SUBJETIVO À LEGISLAÇÃO E DEVER CONSTITUCIONAL DE LEGISLAR: A NECESSÁRIA EXISTÊNCIA DO PERTINENTE NEXO DE CAUSALIDADE. - O direito à legislação só pode ser invocado pelo interessado, quando também existir - simultaneamente imposta pelo próprio texto constitucional - a previsão do dever estatal de emanar normas legais. Isso significa que o direito individual à atividade legislativa do Estado apenas se evidenciará naquelas estritas hipóteses em que o desempenho da função de legislar refletir, por efeito de exclusiva determinação constitucional, uma obrigação jurídica indeclinável imposta ao Poder Público. Para que possa atuar a norma pertinente ao instituto do mandado de injunção, revela-se essencial que se estabeleça a necessária correlação entre a imposição constitucional de legislar, de um lado, e o consequente reconhecimento do direito público subjetivo à legislação, de outro, de tal forma que, ausente a obrigação jurídico-constitucional de emanar provimentos legislativos, não se tornará possível imputar comportamento moroso ao Estado, nem pretender acesso legítimo à via injuncional. Precedentes (MI 542, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 28/6/2002). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF ulterior para garantir sua aplicabilidade. Assim, sempre é necessária a presença dos requisitos do mandado de injunção, que são (a) a falta de norma reguladora de uma previsão constitucional (omissão total ou parcial do Poder Público); (b) inviabilização do exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Ressalte-se, portanto, que o cabimento do mandado de injunção pressupõe a existência de nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito, liberdade ou prerrogativa, conforme decidido por esta CORTE: DIREITO SUBJETIVO À LEGISLAÇÃO E DEVER CONSTITUCIONAL DE LEGISLAR: A NECESSÁRIA EXISTÊNCIA DO PERTINENTE NEXO DE CAUSALIDADE. - O direito à legislação só pode ser invocado pelo interessado, quando também existir - simultaneamente imposta pelo próprio texto constitucional - a previsão do dever estatal de emanar normas legais. Isso significa que o direito individual à atividade legislativa do Estado apenas se evidenciará naquelas estritas hipóteses em que o desempenho da função de legislar refletir, por efeito de exclusiva determinação constitucional, uma obrigação jurídica indeclinável imposta ao Poder Público. Para que possa atuar a norma pertinente ao instituto do mandado de injunção, revela-se essencial que se estabeleça a necessária correlação entre a imposição constitucional de legislar, de um lado, e o consequente reconhecimento do direito público subjetivo à legislação, de outro, de tal forma que, ausente a obrigação jurídico-constitucional de emanar provimentos legislativos, não se tornará possível imputar comportamento moroso ao Estado, nem pretender acesso legítimo à via injuncional. Precedentes (MI 542, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 28/6/2002). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF Em relação a ausência de legislação complementar regulamentadora do artigo 40, § 4º, II, da Constituição da República, a SUPREMA CORTE passou a exigir que a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício, para que seja reconhecido o nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito e, consequentemente, possa ser concedida a ordem no mandado de injunção (Pleno, MIs 833 e 844, Red. P/Acórdão Min. ROBERTO BARROSO, julgamentos em 11/06/2015). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL fixou, portanto, como fato determinante para o reconhecimento da atividade de risco a presença de periculosidade como inerente ao ofício, permitindo a colmatação da lacuna legislativa somente nos casos que se adequem a essa hipótese específica. Nesse sentido, esta CORTE reconheceu a presença desse fato determinante para a categoria dos agentes penitenciários e determinou a aplicação do regime jurídico da LC 51/1985 (MI 6.250, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 31/1/2018; MI 6.171, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, julgado em 1º/2/2018; MI 6.124, Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 30/11/2017; MI 6.219, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 9/2/2017; MI 3.973, Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 26/10/2015; MI 2.045, Rel. Min. ROSA WEBER, julgado em 7/3/2014; MI 5.684, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 28/2/2014). Diante do exposto, defiro o pedido de justiça gratuita e, com base no art. 205, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM para reconhecer a mora legislativa e determinar ao órgão público competente que aprecie o pedido de aposentadoria especial do impetrante, aplicando, no que couber, os termos da LC 51/85. As razões recursais do Estado do Paraná não conseguem infirmar os fundamentos expostos na decisão monocrática. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF Em relação a ausência de legislação complementar regulamentadora do artigo 40, § 4º, II, da Constituição da República, a SUPREMA CORTE passou a exigir que a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício, para que seja reconhecido o nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito e, consequentemente, possa ser concedida a ordem no mandado de injunção (Pleno, MIs 833 e 844, Red. P/Acórdão Min. ROBERTO BARROSO, julgamentos em 11/06/2015). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL fixou, portanto, como fato determinante para o reconhecimento da atividade de risco a presença de periculosidade como inerente ao ofício, permitindo a colmatação da lacuna legislativa somente nos casos que se adequem a essa hipótese específica. Nesse sentido, esta CORTE reconheceu a presença desse fato determinante para a categoria dos agentes penitenciários e determinou a aplicação do regime jurídico da LC 51/1985 (MI 6.250, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 31/1/2018; MI 6.171, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, julgado em 1º/2/2018; MI 6.124, Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 30/11/2017; MI 6.219, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 9/2/2017; MI 3.973, Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 26/10/2015; MI 2.045, Rel. Min. ROSA WEBER, julgado em 7/3/2014; MI 5.684, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 28/2/2014). Diante do exposto, defiro o pedido de justiça gratuita e, com base no art. 205, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM para reconhecer a mora legislativa e determinar ao órgão público competente que aprecie o pedido de aposentadoria especial do impetrante, aplicando, no que couber, os termos da LC 51/85. As razões recursais do Estado do Paraná não conseguem infirmar os fundamentos expostos na decisão monocrática. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF Conforme assentei, está presente o fato determinante exigido pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para o reconhecimento da atividade de risco, uma vez que a periculosidade é aspecto inerente às funções essenciais exercidas pela carreira de agente penitenciário, enquanto integrantes do sistema de Segurança Pública, conforme reconhecido por esta CORTE (ARE 654.432, Rel. Min. EDSON FACHIN, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 5/4/2017) e (RE 846.854/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 1º/8/2017). Portanto, havendo omissão legislativa, deve ser utilizado o parâmetro previsto na Lei Complementar 51/1985 para viabilizar à parte impetrante, na qualidade de agente penitenciário, o exercício do direito estabelecido no artigo 40, § 4º, II, da Constituição Federal. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF Conforme assentei, está presente o fato determinante exigido pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para o reconhecimento da atividade de risco, uma vez que a periculosidade é aspecto inerente às funções essenciais exercidas pela carreira de agente penitenciário, enquanto integrantes do sistema de Segurança Pública, conforme reconhecido por esta CORTE (ARE 654.432, Rel. Min. EDSON FACHIN, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 5/4/2017) e (RE 846.854/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 1º/8/2017). Portanto, havendo omissão legislativa, deve ser utilizado o parâmetro previsto na Lei Complementar 51/1985 para viabilizar à parte impetrante, na qualidade de agente penitenciário, o exercício do direito estabelecido no artigo 40, § 4º, II, da Constituição Federal. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) : RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES (40526/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DBF-1B83-239C-4C77 e senha 7D63-239D-5848-8591 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) : RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES (40526/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DBF-1B83-239C-4C77 e senha 7D63-239D-5848-8591 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749428435
2019-03-12T00:00:00
2019-03-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL (ART. 40, § 4º, II, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). AGENTE PENITENCIÁRIO. ATIVIDADE NÃO INTEGRANTE DO SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA. PERICULOSIDADE INERENTE. EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur400668
- Acórdão(s) citado(s): (AGENTE PENITENCIÁRIO, ATIVIDADE PERIGOSA, ) ARE 654432 (TP), RE 846854 (TP). Número de páginas: 8. Análise: 03/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
7055
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00004 INC-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000051 ANO-1985\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
MI-AgR
acordaos
MI 7055 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) : RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) :RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL (ART. 40, § 4..., II, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). AGENTE PENITENCIÁRIO. ATIVIDADE NÃO INTEGRANTE DO SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA. PERICULOSIDADE INERENTE. EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7AA-E039-3522-52E0 e senha CA66-9555-D270-291E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) :RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão que concedeu parcialmente o Mandado de Injunção, ante a ausência de norma que regulamente a aposentadoria especial de servidor público que exerce atividade de risco, prevista no art. 40, § 4..., II, da Constituição Federal. Alega o recorrente, em síntese, que a decisão merece ser reformada, pois o rito da Lei 13.300/2016 não foi observado, tendo em vista que não houve citação das partes rés e não foram solicitadas informações das autoridades impetradas, violando, assim, os princípios do contraditório e do devido processo legal. Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou a submissão do feito ao colegiado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B948-BBEB-0E23-16D2 e senha 4A00-B534-BCAD-C654 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) :RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão que concedeu parcialmente o Mandado de Injunção, ante a ausência de norma que regulamente a aposentadoria especial de servidor público que exerce atividade de risco, prevista no art. 40, § 4..., II, da Constituição Federal. Alega o recorrente, em síntese, que a decisão merece ser reformada, pois o rito da Lei 13.300/2016 não foi observado, tendo em vista que não houve citação das partes rés e não foram solicitadas informações das autoridades impetradas, violando, assim, os princípios do contraditório e do devido processo legal. Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou a submissão do feito ao colegiado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B948-BBEB-0E23-16D2 e senha 4A00-B534-BCAD-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Mandado de Injunção em face de omissão legislativa atribuída ao Presidente da República, ao Presidente do Senado Federal e ao Presidente da Câmara dos Deputados, relativamente à ausência de legislação complementar que regulamente a aposentadoria especial dos servidores públicos que exerçam atividades de risco, o que inviabiliza o exercício do seu direito à aposentadoria diferenciada. Na inicial, o impetrante alega que: (a) é servidor público estadual, exercendo a função de agente penitenciário no Estado do Paraná, portando, exposto a constante atividade de risco, o que autoriza a sua aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4..., II, da Constituição Federal de 1988/1988; e (b) no entanto, pela ausência de Lei Complementar no âmbito federal, tal disposição estadual não considera a aposentadoria especial e exigem idade e tempo de contribuições para fins de aposentadoria, da mesma forma exigida por um servidor que trabalha em condições normais (fl. 6). Requer a concessão dos benefícios da gratuidade de justiça e, ao final, o provimento do presente writ, a fim de declarar omissa legislativa, bem como declaração do direito à aposentadoria especial do impetrante por trabalhar há mais de 25 (vinte e cinco) anos em atividade penosa, insalubre, perigosa, com base nos artigos 5..., inciso LXXI, 40, §4..., incisos II e III e, artigo 102, I q, da Constituição Federal c/c período estabelecido no Regime Geral de Previdência Social, nos termos da Lei Complementar 51/1985; (ii) Declaração do impetrante como aposentado para todos os fins de direito, concedendo-se os proventos da aposentadoria com pagamento de forma integral, ou seja, 100% (cem por cento) do salário-benefício, equiparando-se aos servidores públicos estatuais da ativa, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Mandado de Injunção em face de omissão legislativa atribuída ao Presidente da República, ao Presidente do Senado Federal e ao Presidente da Câmara dos Deputados, relativamente à ausência de legislação complementar que regulamente a aposentadoria especial dos servidores públicos que exerçam atividades de risco, o que inviabiliza o exercício do seu direito à aposentadoria diferenciada. Na inicial, o impetrante alega que: (a) é servidor público estadual, exercendo a função de agente penitenciário no Estado do Paraná, portando, exposto a constante atividade de risco, o que autoriza a sua aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4..., II, da Constituição Federal de 1988/1988; e (b) no entanto, pela ausência de Lei Complementar no âmbito federal, tal disposição estadual não considera a aposentadoria especial e exigem idade e tempo de contribuições para fins de aposentadoria, da mesma forma exigida por um servidor que trabalha em condições normais (fl. 6). Requer a concessão dos benefícios da gratuidade de justiça e, ao final, o provimento do presente writ, a fim de declarar omissa legislativa, bem como declaração do direito à aposentadoria especial do impetrante por trabalhar há mais de 25 (vinte e cinco) anos em atividade penosa, insalubre, perigosa, com base nos artigos 5..., inciso LXXI, 40, §4..., incisos II e III e, artigo 102, I q, da Constituição Federal c/c período estabelecido no Regime Geral de Previdência Social, nos termos da Lei Complementar 51/1985; (ii) Declaração do impetrante como aposentado para todos os fins de direito, concedendo-se os proventos da aposentadoria com pagamento de forma integral, ou seja, 100% (cem por cento) do salário-benefício, equiparando-se aos servidores públicos estatuais da ativa, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF conforme disciplina a Lei Complementar 51/198” (fl. 19). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República É o relatório. Decido. DEFIRO a gratuidade de Justiça, pois não há elementos que possam afastar a presunção de insuficiência de recursos de que trata o § 3... do art. 99 do Código de Processo Civil/2015. O art. 5..., inciso LXXI, da Constituição Federal prevê que se concederá mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Trata-se de ação constitucional autoaplicável, de caráter civil e de procedimento especial, que visa a suprir uma omissão do Poder Público, no intuito de viabilizar o exercício de um direito, uma liberdade ou uma prerrogativa prevista na Constituição Federal, visando a afastar o que ARICÊ MOACYR AMARAL SANTOS aponta como a “inércia da norma constitucional, decorrente da omissão normativa” (Mandado de injunção. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1989. P. 31), ou no dizer de CANOTILHO, buscando “destruir o ‘rochedo de bronze’ da incensurabilidade do silêncio” legislativo (As garantias do cidadão na justiça. (coord. Sálvio de Figueiredo Teixera). São Paulo: Saraiva, 1993, p. 367). Em outras palavras, como tive oportunidade de afirmar, o mandado de injunção visa ao combate à síndrome de inefetividade das normas constitucionais (Direito Constitucional. 33. Ed. São Paulo: Atlas, 2017. P. 183). As normas constitucionais que permitem o ajuizamento do mandado de injunção não decorrem de todas as espécies de omissões do Poder Público, mas tão só em relação às normas constitucionais de eficácia limitada de princípio institutivo de caráter impositivo e das normas programáticas vinculadas ao princípio da legalidade, por dependerem de atuação normativa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF conforme disciplina a Lei Complementar 51/198” (fl. 19). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República É o relatório. Decido. DEFIRO a gratuidade de Justiça, pois não há elementos que possam afastar a presunção de insuficiência de recursos de que trata o § 3... do art. 99 do Código de Processo Civil/2015. O art. 5..., inciso LXXI, da Constituição Federal prevê que se concederá mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Trata-se de ação constitucional autoaplicável, de caráter civil e de procedimento especial, que visa a suprir uma omissão do Poder Público, no intuito de viabilizar o exercício de um direito, uma liberdade ou uma prerrogativa prevista na Constituição Federal, visando a afastar o que ARICÊ MOACYR AMARAL SANTOS aponta como a “inércia da norma constitucional, decorrente da omissão normativa” (Mandado de injunção. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1989. P. 31), ou no dizer de CANOTILHO, buscando “destruir o ‘rochedo de bronze’ da incensurabilidade do silêncio” legislativo (As garantias do cidadão na justiça. (coord. Sálvio de Figueiredo Teixera). São Paulo: Saraiva, 1993, p. 367). Em outras palavras, como tive oportunidade de afirmar, o mandado de injunção visa ao combate à síndrome de inefetividade das normas constitucionais (Direito Constitucional. 33. Ed. São Paulo: Atlas, 2017. P. 183). As normas constitucionais que permitem o ajuizamento do mandado de injunção não decorrem de todas as espécies de omissões do Poder Público, mas tão só em relação às normas constitucionais de eficácia limitada de princípio institutivo de caráter impositivo e das normas programáticas vinculadas ao princípio da legalidade, por dependerem de atuação normativa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF ulterior para garantir sua aplicabilidade. Assim, sempre é necessária a presença dos requisitos do mandado de injunção, que são (a) a falta de norma reguladora de uma previsão constitucional (omissão total ou parcial do Poder Público); (b) inviabilização do exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Ressalte-se, portanto, que o cabimento do mandado de injunção pressupõe a existência de nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito, liberdade ou prerrogativa, conforme decidido por esta CORTE: DIREITO SUBJETIVO À LEGISLAÇÃO E DEVER CONSTITUCIONAL DE LEGISLAR: A NECESSÁRIA EXISTÊNCIA DO PERTINENTE NEXO DE CAUSALIDADE. - O direito à legislação só pode ser invocado pelo interessado, quando também existir - simultaneamente imposta pelo próprio texto constitucional - a previsão do dever estatal de emanar normas legais. Isso significa que o direito individual à atividade legislativa do Estado apenas se evidenciará naquelas estritas hipóteses em que o desempenho da função de legislar refletir, por efeito de exclusiva determinação constitucional, uma obrigação jurídica indeclinável imposta ao Poder Público. Para que possa atuar a norma pertinente ao instituto do mandado de injunção, revela-se essencial que se estabeleça a necessária correlação entre a imposição constitucional de legislar, de um lado, e o consequente reconhecimento do direito público subjetivo à legislação, de outro, de tal forma que, ausente a obrigação jurídico-constitucional de emanar provimentos legislativos, não se tornará possível imputar comportamento moroso ao Estado, nem pretender acesso legítimo à via injuncional. Precedentes (MI 542, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 28/6/2002). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF ulterior para garantir sua aplicabilidade. Assim, sempre é necessária a presença dos requisitos do mandado de injunção, que são (a) a falta de norma reguladora de uma previsão constitucional (omissão total ou parcial do Poder Público); (b) inviabilização do exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Ressalte-se, portanto, que o cabimento do mandado de injunção pressupõe a existência de nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito, liberdade ou prerrogativa, conforme decidido por esta CORTE: DIREITO SUBJETIVO À LEGISLAÇÃO E DEVER CONSTITUCIONAL DE LEGISLAR: A NECESSÁRIA EXISTÊNCIA DO PERTINENTE NEXO DE CAUSALIDADE. - O direito à legislação só pode ser invocado pelo interessado, quando também existir - simultaneamente imposta pelo próprio texto constitucional - a previsão do dever estatal de emanar normas legais. Isso significa que o direito individual à atividade legislativa do Estado apenas se evidenciará naquelas estritas hipóteses em que o desempenho da função de legislar refletir, por efeito de exclusiva determinação constitucional, uma obrigação jurídica indeclinável imposta ao Poder Público. Para que possa atuar a norma pertinente ao instituto do mandado de injunção, revela-se essencial que se estabeleça a necessária correlação entre a imposição constitucional de legislar, de um lado, e o consequente reconhecimento do direito público subjetivo à legislação, de outro, de tal forma que, ausente a obrigação jurídico-constitucional de emanar provimentos legislativos, não se tornará possível imputar comportamento moroso ao Estado, nem pretender acesso legítimo à via injuncional. Precedentes (MI 542, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 28/6/2002). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF Em relação a ausência de legislação complementar regulamentadora do artigo 40, § 4..., II, da Constituição da República, a SUPREMA CORTE passou a exigir que a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício, para que seja reconhecido o nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito e, consequentemente, possa ser concedida a ordem no mandado de injunção (Pleno, MIs 833 e 844, Red. P/Acórdão Min. ROBERTO BARROSO, julgamentos em 11/06/2015). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL fixou, portanto, como fato determinante para o reconhecimento da atividade de risco a presença de periculosidade como inerente ao ofício, permitindo a colmatação da lacuna legislativa somente nos casos que se adequem a essa hipótese específica. Nesse sentido, esta CORTE reconheceu a presença desse fato determinante para a categoria dos agentes penitenciários e determinou a aplicação do regime jurídico da Lei Complementar 51/1985 (MI 6.250, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 31/1/2018; MI 6.171, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, julgado em 1.../2/2018; MI 6.124, Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 30/11/2017; MI 6.219, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 9/2/2017; MI 3.973, Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 26/10/2015; MI 2.045, Rel. Min. ROSA WEBER, julgado em 7/3/2014; MI 5.684, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 28/2/2014). Diante do exposto, defiro o pedido de justiça gratuita e, com base no art. 205, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM para reconhecer a mora legislativa e determinar ao órgão público competente que aprecie o pedido de aposentadoria especial do impetrante, aplicando, no que couber, os termos da Lei Complementar 51/85. As razões recursais do Estado do Paraná não conseguem infirmar os fundamentos expostos na decisão monocrática. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF Em relação a ausência de legislação complementar regulamentadora do artigo 40, § 4..., II, da Constituição da República, a SUPREMA CORTE passou a exigir que a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício, para que seja reconhecido o nexo de causalidade entre a omissão normativa do Poder Público e a inviabilidade do exercício do direito e, consequentemente, possa ser concedida a ordem no mandado de injunção (Pleno, MIs 833 e 844, Red. P/Acórdão Min. ROBERTO BARROSO, julgamentos em 11/06/2015). O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL fixou, portanto, como fato determinante para o reconhecimento da atividade de risco a presença de periculosidade como inerente ao ofício, permitindo a colmatação da lacuna legislativa somente nos casos que se adequem a essa hipótese específica. Nesse sentido, esta CORTE reconheceu a presença desse fato determinante para a categoria dos agentes penitenciários e determinou a aplicação do regime jurídico da Lei Complementar 51/1985 (MI 6.250, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 31/1/2018; MI 6.171, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, julgado em 1.../2/2018; MI 6.124, Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 30/11/2017; MI 6.219, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 9/2/2017; MI 3.973, Rel. Min. EDSON FACHIN, julgado em 26/10/2015; MI 2.045, Rel. Min. ROSA WEBER, julgado em 7/3/2014; MI 5.684, Rel. Min. CELSO DE MELLO, julgado em 28/2/2014). Diante do exposto, defiro o pedido de justiça gratuita e, com base no art. 205, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, CONCEDO PARCIALMENTE A ORDEM para reconhecer a mora legislativa e determinar ao órgão público competente que aprecie o pedido de aposentadoria especial do impetrante, aplicando, no que couber, os termos da Lei Complementar 51/85. As razões recursais do Estado do Paraná não conseguem infirmar os fundamentos expostos na decisão monocrática. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MI 7055 AGR / DF Conforme assentei, está presente o fato determinante exigido pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para o reconhecimento da atividade de risco, uma vez que a periculosidade é aspecto inerente às funções essenciais exercidas pela carreira de agente penitenciário, enquanto integrantes do sistema de Segurança Pública, conforme reconhecido por esta CORTE (ARE 654.432, Rel. Min. EDSON FACHIN, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 5/4/2017) e (Recurso Extraordinário 846.854/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 1.../8/2017). Portanto, havendo omissão legislativa, deve ser utilizado o parâmetro previsto na Lei Complementar 51/1985 para viabilizar à parte impetrante, na qualidade de agente penitenciário, o exercício do direito estabelecido no artigo 40, § 4..., II, da Constituição Federal. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Supremo Tribunal Federal MI 7055 AGR / DF Conforme assentei, está presente o fato determinante exigido pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL para o reconhecimento da atividade de risco, uma vez que a periculosidade é aspecto inerente às funções essenciais exercidas pela carreira de agente penitenciário, enquanto integrantes do sistema de Segurança Pública, conforme reconhecido por esta CORTE (ARE 654.432, Rel. Min. EDSON FACHIN, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 5/4/2017) e (Recurso Extraordinário 846.854/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, redator para o acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 1.../8/2017). Portanto, havendo omissão legislativa, deve ser utilizado o parâmetro previsto na Lei Complementar 51/1985 para viabilizar à parte impetrante, na qualidade de agente penitenciário, o exercício do direito estabelecido no artigo 40, § 4..., II, da Constituição Federal. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9462-AE68-71FF-DA61 e senha 494B-7235-BBC0-A081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) : RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES (40526/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DBF-1B83-239C-4C77 e senha 7D63-239D-5848-8591 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 7.055 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : JACKSON CLAUDIO MODESTO ADV.(A/S) : RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES (40526/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DBF-1B83-239C-4C77 e senha 7D63-239D-5848-8591 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE INJUNÇÃO 7 . 055", "MANDADO DE INJUNÇÃO 7 . 055", "MI 542", "MI 542", "MIs 833", "MI 6 . 250", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI 5 . 684", "ARE 654 . 432", "Recurso Extraordinário 846 . 854 / SP", "ARE 654 . 432", "Recurso Extraordinário 846 . 854 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 40 , § 4 . . . , II , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição Federal", "Lei 13 . 300 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição Federal", "Lei 13 . 300 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Lei Complementar 51 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "artigos 5 . . . , inciso LXXI , 40 , § 4 . . . , incisos II e III e , artigo 102 , I [UNK] , da Constituição Federal", "Lei Complementar 51 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 51 / 198", "art . 52 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "§", "art . 5 . . . , inciso LXXI , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 51 / 198", "art . 52 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "§", "art . 5 . . . , inciso LXXI , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 40 , § 4 . . . , II , da Constituição da República", "Lei Complementar 51 / 1985", "art . 205 , caput , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei Complementar 51 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 40 , § 4 . . . , II , da Constituição da República", "Lei Complementar 51 / 1985", "art . 205 , caput , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei Complementar 51 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 51", "artigo 40 , § 4 . . . , II , da Constituição Federal", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 51 / 1985", "artigo 40 , § 4 . . . , II , da Constituição Federal", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Paraná", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Paraná", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "MANDADO", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "SENADO FEDERAL", "UNIÃO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "SENADO FEDERAL", "UNIÃO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "SENADO FEDERAL", "UNIÃO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "PLENÁRIO", "AG", "MANDADO", "Senado Federal", "Câmara dos Deputados", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Senado Federal", "Câmara dos Deputados", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Revista dos Tribunais", "Saraiva", "Atlas", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Revista dos Tribunais", "Saraiva", "Atlas", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "AGR", "/", "SUPREMA CORTE", "Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMA CORTE", "Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "PLENÁRIO", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "SENADO FEDERAL", "UNIÃO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "SENADO FEDERAL", "UNIÃO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "JACKSON CLAUDIO MODESTO", "RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JACKSON CLAUDIO MODESTO", "RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JACKSON CLAUDIO", "RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES MI", "ARICÊ MOACYR AMARAL SANTOS", "CANOTILHO", "Sálvio de Figueiredo Teixera", "ARICÊ MOACYR AMARAL SANTOS", "CANOTILHO", "Sálvio de Figueiredo Teixera", "ALEXANDRE DE MORAES MI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES MI 7055", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "ROSA", "WEBER", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES MI", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JACKSON CLAUDIO MODESTO", "RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "JACKSON CLAUDIO", "RAPHAEL GOUVEIA RODRIGUES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1989", "1993", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1989", ".", "1993", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "06", "/", "2015", "31", "/", "1", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2018", "30", "/", "11", "/", "2017", "9", "/", "2", "/", "2017", "26", "/", "10", "/", "2015", "7", "/", "3", "/", "2014", "28", "/", "2", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "06", "/", "2015", "31", "/", "1", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2018", "30", "/", "11", "/", "2017", "9", "/", "2", "/", "2017", "26", "/", "10", "/", "2015", "7", "/", "3", "/", "2014", "28", "/", "2", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "2017", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "2017", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) :MAURICIO PEREIRA CABRAL ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA UTILIZAÇÃO SISCOMEX. PORTARIA MF Nº 257/2011. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 37, VIII, 145, II, 150, I, E 237 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9936-9696-765C-9924 e senha D722-CE72-DAD4-00C1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1155381 AGR / SC 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1º a 11 de março de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 12 de março de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9936-9696-765C-9924 e senha D722-CE72-DAD4-00C1 Supremo Tribunal Federal RE 1155381 AGR / SC 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1º a 11 de março de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 12 de março de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9936-9696-765C-9924 e senha D722-CE72-DAD4-00C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) :MAURICIO PEREIRA CABRAL ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 37, VIII, 145, II, 150, I, e 237 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo voto, parcialmente, reproduzo: “[...] Assim, é inexigível o reajuste da taxa de utilização do SISCOMEX promovido pela Portaria MF n. 257/2011 acima do valor resultante da aplicação do percentual de 131,60%, correspondente à variação de preços, medida pelo INPC entre janeiro de 1999 e abril e 2011. Nesse contexto, nego provimento ao recurso. Considero prequestionados os dispositivos enumerados pelas partes nas razões e contrarrazões recursais, declarando que a decisão encontra amparo nos dispositivos da Constituição Federal de 1988 e na legislação infraconstitucional, aos quais inexiste violação. Condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) :MAURICIO PEREIRA CABRAL ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 37, VIII, 145, II, 150, I, e 237 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo voto, parcialmente, reproduzo: “[...] Assim, é inexigível o reajuste da taxa de utilização do SISCOMEX promovido pela Portaria MF n. 257/2011 acima do valor resultante da aplicação do percentual de 131,60%, correspondente à variação de preços, medida pelo INPC entre janeiro de 1999 e abril e 2011. Nesse contexto, nego provimento ao recurso. Considero prequestionados os dispositivos enumerados pelas partes nas razões e contrarrazões recursais, declarando que a decisão encontra amparo nos dispositivos da Constituição Federal de 1988 e na legislação infraconstitucional, aos quais inexiste violação. Condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1155381 AGR / SC advocatícios, os quais arbitro em 10% (dez por cento) do valor da condenação e, não havendo condenação, sobre o valor atualizado da causa. Ressalvo que a condenação em honorários, a fim de evitar retribuição insignificante ao advogado, não pode ser inferior ao salário mínimo vigente na data do acórdão, atualizado monetariamente, a partir de então, pela IPCA-E, nos termos do que foi decidido pelo STF no RE N. 870.947/SE, objeto do Tema 810, em regime de repercussão geral 9 DATA DE PUBLICAÇÃO ACÓRDÃO, DJE 20/11/2017 – ATA N. 174/2017. DJE N. 262, divulgado em 17/11/2017) Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Supremo Tribunal Federal RE 1155381 AGR / SC advocatícios, os quais arbitro em 10% (dez por cento) do valor da condenação e, não havendo condenação, sobre o valor atualizado da causa. Ressalvo que a condenação em honorários, a fim de evitar retribuição insignificante ao advogado, não pode ser inferior ao salário mínimo vigente na data do acórdão, atualizado monetariamente, a partir de então, pela IPCA-E, nos termos do que foi decidido pelo STF no RE N. 870.947/SE, objeto do Tema 810, em regime de repercussão geral 9 DATA DE PUBLICAÇÃO ACÓRDÃO, DJE 20/11/2017 – ATA N. 174/2017. DJE N. 262, divulgado em 17/11/2017) Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa SISCOMEX. Majoração. Portaria. Delegação. Artigo 3º, § 2º, Lei nº 9.716/98. Ausência de balizas mínimas definidas em lei. Princípio da Legalidade. Violação. Atualização. Índices oficiais. Possibilidade. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem acompanhado um movimento de maior flexibilização do Princípio da Legalidade em matéria de delegação legislativa, desde que o legislador estabeleça o desenho mínimo que evite o arbítrio. 2. Diante dos parâmetros já traçados na jurisprudência da Corte, a delegação contida no art. 3º, § 2º, da Lei nº 9.716/98restou incompleta ou defeituosa, pois o legislador não estabeleceu o desenho mínimo que evitasse o arbítrio fiscal. 3. Esse entendimento não conduz a invalidade da taxa SISCOMEX, tampouco impede que o Poder Executivo atualize os valores previamente fixados na lei, de acordo com os índices oficiais, conforme amplamente aceito na jurisprudência da Corte. 4. Agravo regimental não provido. 5. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais.” (RE 1095001 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 06/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 25-05- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa SISCOMEX. Majoração. Portaria. Delegação. Artigo 3º, § 2º, Lei nº 9.716/98. Ausência de balizas mínimas definidas em lei. Princípio da Legalidade. Violação. Atualização. Índices oficiais. Possibilidade. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem acompanhado um movimento de maior flexibilização do Princípio da Legalidade em matéria de delegação legislativa, desde que o legislador estabeleça o desenho mínimo que evite o arbítrio. 2. Diante dos parâmetros já traçados na jurisprudência da Corte, a delegação contida no art. 3º, § 2º, da Lei nº 9.716/98restou incompleta ou defeituosa, pois o legislador não estabeleceu o desenho mínimo que evitasse o arbítrio fiscal. 3. Esse entendimento não conduz a invalidade da taxa SISCOMEX, tampouco impede que o Poder Executivo atualize os valores previamente fixados na lei, de acordo com os índices oficiais, conforme amplamente aceito na jurisprudência da Corte. 4. Agravo regimental não provido. 5. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais.” (RE 1095001 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 06/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 25-05- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1155381 AGR / SC 2018 PUBLIC 28-05-2018) “Direito Tributário. Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. Taxa de utilização do SISCOMEX. Majoração por Portaria do Ministério da Fazenda. Afronta à Legalidade Tributária. Agravo regimental provido. 1. É inconstitucional a majoração de alíquotas da Taxa de Utilização do SISCOMEX por ato normativo infralegal. Não obstante a lei que instituiu o tributo tenha permitido o reajuste dos valores pelo Poder Executivo, o Legislativo não fixou balizas mínimas e máximas para uma eventual delegação tributária. 2. Conforme previsto no art. 150, I, da Constituição, somente lei em sentido estrito é instrumento hábil para a criação e majoração de tributos. A Legalidade Tributária é, portanto, verdadeiro direito fundamental dos contribuintes, que não admite flexibilização em hipóteses que não estejam constitucionalmente previstas. 3. Agravo regimental a que se dá provimento tão somente para permitir o processamento do recurso extraordinário.” (RE 959274 AgR, de minha Relatoria, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 29/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 11-10-2017 PUBLIC 13-10-2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Supremo Tribunal Federal RE 1155381 AGR / SC 2018 PUBLIC 28-05-2018) “Direito Tributário. Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. Taxa de utilização do SISCOMEX. Majoração por Portaria do Ministério da Fazenda. Afronta à Legalidade Tributária. Agravo regimental provido. 1. É inconstitucional a majoração de alíquotas da Taxa de Utilização do SISCOMEX por ato normativo infralegal. Não obstante a lei que instituiu o tributo tenha permitido o reajuste dos valores pelo Poder Executivo, o Legislativo não fixou balizas mínimas e máximas para uma eventual delegação tributária. 2. Conforme previsto no art. 150, I, da Constituição, somente lei em sentido estrito é instrumento hábil para a criação e majoração de tributos. A Legalidade Tributária é, portanto, verdadeiro direito fundamental dos contribuintes, que não admite flexibilização em hipóteses que não estejam constitucionalmente previstas. 3. Agravo regimental a que se dá provimento tão somente para permitir o processamento do recurso extraordinário.” (RE 959274 AgR, de minha Relatoria, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 29/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 11-10-2017 PUBLIC 13-10-2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1155381 AGR / SC demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Supremo Tribunal Federal RE 1155381 AGR / SC demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) : MAURICIO PEREIRA CABRAL (38505/SC) ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA (8303/SC, 411107/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-9F95-4FC0-2094 e senha B43B-9EE8-D665-8E7C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) : MAURICIO PEREIRA CABRAL (38505/SC) ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA (8303/SC, 411107/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-9F95-4FC0-2094 e senha B43B-9EE8-D665-8E7C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749428182
2019-03-12T00:00:00
2019-03-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA UTILIZAÇÃO SISCOMEX. PORTARIA MF Nº 257/2011. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 37, VIII, 145, II, 150, I, E 237 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur400584
- Acórdão(s) citado(s): (TAXA SISCOMEX, MAJORAÇÃO, PORTARIA) RE 959274 AgR (1ªT), RE 1095001 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/04/2019, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1155381
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED PRT-000257 ANO-2011\n PORTARIA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA - MF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1155381 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) : MAURICIO PEREIRA CABRAL ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) :MAURICIO PEREIRA CABRAL ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA UTILIZAÇÃO SISCOMEX. PORTARIA MF n 257/2011. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 37, VIII, 145, II, 150, I, E 237 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9936-9696-765C-9924 e senha D722-CE72-DAD4-00C1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1... a 11 de março de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 12 de março de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9936-9696-765C-9924 e senha D722-CE72-DAD4-00C1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1... a 11 de março de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 12 de março de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9936-9696-765C-9924 e senha D722-CE72-DAD4-00C1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) :MAURICIO PEREIRA CABRAL ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 37, VIII, 145, II, 150, I, e 237 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo voto, parcialmente, reproduzo: “[...] Assim, é inexigível o reajuste da taxa de utilização do SISCOMEX promovido pela Portaria MF n. 257/2011 acima do valor resultante da aplicação do percentual de 131,60%, correspondente à variação de preços, medida pelo INPC entre janeiro de 1999 e abril e 2011. Nesse contexto, nego provimento ao recurso. Considero prequestionados os dispositivos enumerados pelas partes nas razões e contrarrazões recursais, declarando que a decisão encontra amparo nos dispositivos da Constituição Federal de 1988 e na legislação infraconstitucional, aos quais inexiste violação. Condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) :MAURICIO PEREIRA CABRAL ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 37, VIII, 145, II, 150, I, e 237 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujo voto, parcialmente, reproduzo: “[...] Assim, é inexigível o reajuste da taxa de utilização do SISCOMEX promovido pela Portaria MF n. 257/2011 acima do valor resultante da aplicação do percentual de 131,60%, correspondente à variação de preços, medida pelo INPC entre janeiro de 1999 e abril e 2011. Nesse contexto, nego provimento ao recurso. Considero prequestionados os dispositivos enumerados pelas partes nas razões e contrarrazões recursais, declarando que a decisão encontra amparo nos dispositivos da Constituição Federal de 1988 e na legislação infraconstitucional, aos quais inexiste violação. Condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC advocatícios, os quais arbitro em 10% (dez por cento) do valor da condenação e, não havendo condenação, sobre o valor atualizado da causa. Ressalvo que a condenação em honorários, a fim de evitar retribuição insignificante ao advogado, não pode ser inferior ao salário mínimo vigente na data do acórdão, atualizado monetariamente, a partir de então, pela IPCA-E, nos termos do que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário N. 870.947/SE, objeto do Tema 810, em regime de repercussão geral 9 DATA DE PUBLICAÇÃO ACÓRDÃO, DJE 20/11/2017 – ATA N. 174/2017. DJE N. 262, divulgado em 17/11/2017) Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC advocatícios, os quais arbitro em 10% (dez por cento) do valor da condenação e, não havendo condenação, sobre o valor atualizado da causa. Ressalvo que a condenação em honorários, a fim de evitar retribuição insignificante ao advogado, não pode ser inferior ao salário mínimo vigente na data do acórdão, atualizado monetariamente, a partir de então, pela IPCA-E, nos termos do que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário N. 870.947/SE, objeto do Tema 810, em regime de repercussão geral 9 DATA DE PUBLICAÇÃO ACÓRDÃO, DJE 20/11/2017 – ATA N. 174/2017. DJE N. 262, divulgado em 17/11/2017) Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03E3-D7A3-7E9E-DE66 e senha A3B4-B2E8-2D35-C874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa SISCOMEX. Majoração. Portaria. Delegação. Artigo 3..., § 2..., Lei n 9.716/98. Ausência de balizas mínimas definidas em lei. Princípio da Legalidade. Violação. Atualização. Índices oficiais. Possibilidade. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem acompanhado um movimento de maior flexibilização do Princípio da Legalidade em matéria de delegação legislativa, desde que o legislador estabeleça o desenho mínimo que evite o arbítrio. 2. Diante dos parâmetros já traçados na jurisprudência da Corte, a delegação contida no art. 3..., § 2..., da Lei n 9.716/98restou incompleta ou defeituosa, pois o legislador não estabeleceu o desenho mínimo que evitasse o arbítrio fiscal. 3. Esse entendimento não conduz a invalidade da taxa SISCOMEX, tampouco impede que o Poder Executivo atualize os valores previamente fixados na lei, de acordo com os índices oficiais, conforme amplamente aceito na jurisprudência da Corte. 4. Agravo regimental não provido. 5. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais.” (Recurso Extraordinário 1095001 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 06/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 25-05- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa SISCOMEX. Majoração. Portaria. Delegação. Artigo 3..., § 2..., Lei n 9.716/98. Ausência de balizas mínimas definidas em lei. Princípio da Legalidade. Violação. Atualização. Índices oficiais. Possibilidade. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem acompanhado um movimento de maior flexibilização do Princípio da Legalidade em matéria de delegação legislativa, desde que o legislador estabeleça o desenho mínimo que evite o arbítrio. 2. Diante dos parâmetros já traçados na jurisprudência da Corte, a delegação contida no art. 3..., § 2..., da Lei n 9.716/98restou incompleta ou defeituosa, pois o legislador não estabeleceu o desenho mínimo que evitasse o arbítrio fiscal. 3. Esse entendimento não conduz a invalidade da taxa SISCOMEX, tampouco impede que o Poder Executivo atualize os valores previamente fixados na lei, de acordo com os índices oficiais, conforme amplamente aceito na jurisprudência da Corte. 4. Agravo regimental não provido. 5. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais.” (Recurso Extraordinário 1095001 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 06/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-103 DIVULG 25-05- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC 2018 PUBLIC 28-05-2018) “Direito Tributário. Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. Taxa de utilização do SISCOMEX. Majoração por Portaria do Ministério da Fazenda. Afronta à Legalidade Tributária. Agravo regimental provido. 1. É inconstitucional a majoração de alíquotas da Taxa de Utilização do SISCOMEX por ato normativo infralegal. Não obstante a lei que instituiu o tributo tenha permitido o reajuste dos valores pelo Poder Executivo, o Legislativo não fixou balizas mínimas e máximas para uma eventual delegação tributária. 2. Conforme previsto no art. 150, I, da Constituição, somente lei em sentido estrito é instrumento hábil para a criação e majoração de tributos. A Legalidade Tributária é, portanto, verdadeiro direito fundamental dos contribuintes, que não admite flexibilização em hipóteses que não estejam constitucionalmente previstas. 3. Agravo regimental a que se dá provimento tão somente para permitir o processamento do recurso extraordinário.” (Recurso Extraordinário 959274 AgR, de minha Relatoria, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 29/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 11-10-2017 PUBLIC 13-10-2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC 2018 PUBLIC 28-05-2018) “Direito Tributário. Agravo Regimental em Recurso Extraordinário. Taxa de utilização do SISCOMEX. Majoração por Portaria do Ministério da Fazenda. Afronta à Legalidade Tributária. Agravo regimental provido. 1. É inconstitucional a majoração de alíquotas da Taxa de Utilização do SISCOMEX por ato normativo infralegal. Não obstante a lei que instituiu o tributo tenha permitido o reajuste dos valores pelo Poder Executivo, o Legislativo não fixou balizas mínimas e máximas para uma eventual delegação tributária. 2. Conforme previsto no art. 150, I, da Constituição, somente lei em sentido estrito é instrumento hábil para a criação e majoração de tributos. A Legalidade Tributária é, portanto, verdadeiro direito fundamental dos contribuintes, que não admite flexibilização em hipóteses que não estejam constitucionalmente previstas. 3. Agravo regimental a que se dá provimento tão somente para permitir o processamento do recurso extraordinário.” (Recurso Extraordinário 959274 AgR, de minha Relatoria, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 29/08/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-234 DIVULG 11-10-2017 PUBLIC 13-10-2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C296-567E-40FC-9846 e senha D2D6-C19E-B1BE-DF41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) : MAURICIO PEREIRA CABRAL (38505/SC) ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA (8303/SC, 411107/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-9F95-4FC0-2094 e senha B43B-9EE8-D665-8E7C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.155.381 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP ADV.(A/S) : MAURICIO PEREIRA CABRAL (38505/SC) ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA (8303/SC, 411107/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D66-9F95-4FC0-2094 e senha B43B-9EE8-D665-8E7C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 381", "Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC", "Recurso Extraordinário N . 870 . 947 / SE", "Recurso Extraordinário N . 870 . 947 / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 155 . 381", "Recurso Extraordinário 1095001 AgR", "Recurso Extraordinário 1095001 AgR", "Recurso Extraordinário 959274 AgR", "Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 959274 AgR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso Extraordinário 1155381 AGR / SC", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "PORTARIA", "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 37 , VIII , 145 , II , 150 , I , E 237 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 37 , VIII , 145 , II , 150 , I , e 237 da Constituição Federal", "Portaria MF n . 257 / 2011", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 37 , VIII , 145 , II , 150 , I , e 237 da Constituição Federal", "Portaria MF n . 257 / 2011", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 3 . . . , § 2 . . . , Lei n 9 . 716 / 98", "art . 3 . . . , § 2 . . . , da Lei n 9 . 716 / 98restou", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 3 . . . , § 2 . . . ,", "Lei n 9 . 716 / 98", "art . 3 . . . , § 2 . . . , da Lei n 9 . 716 / 98restou", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , I , da Constituição", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , I , da Constituição", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "inciso LXXVIII no", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA - EPP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério da Fazenda", "Primeira Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério da Fazenda", "Primeira Turma", "República Federativa do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "AMICCI IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MAURICIO PEREIRA CABRAL", "JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "AMICCI", "MAURICIO PEREIRA CABRAL", "JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MAURICIO PEREIRA CABRAL", "JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "MAURICIO PEREIRA CABRAL", "JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "MAURICIO PEREIRA CABRAL", "JOSE ANTONIO HOMERICH VALDUGA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "11 de março de 2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "1", ".", ". .", "11 de março de 2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "janeiro de 1999 e", "abril e 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "janeiro de 1999", "abril e 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "2017", "17", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "2017", "17", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "06", "/", "03", "/", "2018", "25", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "06", "/", "03", "/", "2018", "25", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "-", "05", "-", "2018", "29", "/", "08", "/", "2017", "11", "-", "10", "-", "2017", "13", "-", "10", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "-", "05", "-", "2018", "29", "/", "08", "/", "2017", "11", "-", "10", "-", "2017", "13", "-", "10", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) :PEDRO GONCALVES DIAS NETO ADV.(A/S) :EDSON RIBEIRO RAMOS ADV.(A/S) :CLAUDIO DE SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO DA IMPETRAÇÃO. POSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS CONTRA ACÓRDÃO DO PLENÁRIO DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 606 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Brasília, 22 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E5-D7DF-0AC7-DE79 e senha 46E1-E3E0-9234-FCFE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 156003 AGR / PB 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E5-D7DF-0AC7-DE79 e senha 46E1-E3E0-9234-FCFE Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E5-D7DF-0AC7-DE79 e senha 46E1-E3E0-9234-FCFE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) :PEDRO GONCALVES DIAS NETO ADV.(A/S) :EDSON RIBEIRO RAMOS ADV.(A/S) :CLAUDIO DE SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.4.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao habeas corpus impetrado pela Associação de Assistência aos Detentos e Seus Familiares do Estado da Paraíba – ADEF/PB, em favor “de todos os presos do Estado da Paraíba, submetidos a antecipação do cumprimento de pena após condenação em segunda instância”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2018, os agravantes interpõem, em 7.5.2018, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os agravantes sustentam a ocorrência de cerceamento de defesa e de ofensa ao princípio da colegialidade pelo julgamento monocrático da presente impetração, que teria solapado “duramente o direito de defesa do Recorrente consubstanciado no exercício de seu direito à sustentação oral, permitindo que todos os Ministros pudessem efetivamente conhecer, com amplitude, a matéria questionada”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) :PEDRO GONCALVES DIAS NETO ADV.(A/S) :EDSON RIBEIRO RAMOS ADV.(A/S) :CLAUDIO DE SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.4.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao habeas corpus impetrado pela Associação de Assistência aos Detentos e Seus Familiares do Estado da Paraíba – ADEF/PB, em favor “de todos os presos do Estado da Paraíba, submetidos a antecipação do cumprimento de pena após condenação em segunda instância”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2018, os agravantes interpõem, em 7.5.2018, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os agravantes sustentam a ocorrência de cerceamento de defesa e de ofensa ao princípio da colegialidade pelo julgamento monocrático da presente impetração, que teria solapado “duramente o direito de defesa do Recorrente consubstanciado no exercício de seu direito à sustentação oral, permitindo que todos os Ministros pudessem efetivamente conhecer, com amplitude, a matéria questionada”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 156003 AGR / PB Alegam que a execução da pena deve aguardar “o julgamento do recurso especial pelo STJ”, pois os temas jurídicos suscitados nesse apelo “serão capazes de reverter o juízo de culpa para o de inocência, bem como a pena poderá ser mitigada e nulidades reconhecidas (…)”. Pedem o provimento do agravo regimental. 4. A Procuradora-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB Alegam que a execução da pena deve aguardar “o julgamento do recurso especial pelo STJ”, pois os temas jurídicos suscitados nesse apelo “serão capazes de reverter o juízo de culpa para o de inocência, bem como a pena poderá ser mitigada e nulidades reconhecidas (…)”. Pedem o provimento do agravo regimental. 4. A Procuradora-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Pela jurisprudência deste Supremo Tribunal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE O WRIT. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DOSIMETRIA. MATÉRIA DE ESTRITO CONHECIMENTO. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. 1. O § 1º do art. 21 e o art. 192 do RISTF conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, nas hipóteses em que enuncia. Inocorrência de transgressão ao princípio da colegialidade. Precedentes: HC 137.265/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 11.4.2017 e HC 138.687-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 1.3.2017. (…) 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 157.504- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 30.11.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Pela jurisprudência deste Supremo Tribunal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE O WRIT. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DOSIMETRIA. MATÉRIA DE ESTRITO CONHECIMENTO. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. 1. O § 1º do art. 21 e o art. 192 do RISTF conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, nas hipóteses em que enuncia. Inocorrência de transgressão ao princípio da colegialidade. Precedentes: HC 137.265/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 11.4.2017 e HC 138.687-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 1.3.2017. (…) 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 157.504- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 30.11.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 156003 AGR / PB COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICAR DECISÃO MONOCRÁTICA. SUSTENTAÇÃO ORAL EM AGRAVO REGIMENTAL. INCABÍVEL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. Não cabe sustentação oral em sede de agravo regimental, em razão de expressa vedação (RISTF, art. 131, §2º). 4. Agravo regimental desprovido” (HC n. 144.187-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). 3. Embora tenham sido indicados como autoridade coatora o Tribunal de Justiça da Paraíba, o Tribunal Regional Federal da Quinta Região e o Superior Tribunal de Justiça, infere-se das razões da petição inicial que se pretende impugnar a orientação firmada pelo Plenário deste Supremo Tribunal no julgamento do Habeas Corpus n. 126.292 (Relator o Ministro Teori Zavascki). Conforme a al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República, compete a este Supremo Tribunal processar e julgar, originariamente, “habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal”. Não se admite a impetração de habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato de Ministro, do Plenário ou de órgão fracionário do Supremo Tribunal Federal, incidindo, na espécie, a Súmula n. 606: “Não cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICAR DECISÃO MONOCRÁTICA. SUSTENTAÇÃO ORAL EM AGRAVO REGIMENTAL. INCABÍVEL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. Não cabe sustentação oral em sede de agravo regimental, em razão de expressa vedação (RISTF, art. 131, §2º). 4. Agravo regimental desprovido” (HC n. 144.187-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). 3. Embora tenham sido indicados como autoridade coatora o Tribunal de Justiça da Paraíba, o Tribunal Regional Federal da Quinta Região e o Superior Tribunal de Justiça, infere-se das razões da petição inicial que se pretende impugnar a orientação firmada pelo Plenário deste Supremo Tribunal no julgamento do Habeas Corpus n. 126.292 (Relator o Ministro Teori Zavascki). Conforme a al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República, compete a este Supremo Tribunal processar e julgar, originariamente, “habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal”. Não se admite a impetração de habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato de Ministro, do Plenário ou de órgão fracionário do Supremo Tribunal Federal, incidindo, na espécie, a Súmula n. 606: “Não cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 156003 AGR / PB Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso”. No mesmo sentido, em casos idênticos: “Agravo regimental em habeas corpus coletivo. Constitucional. Processual Penal. Execução provisória. Impetração com objetivo implícito de impugnar decisão com a qual o próprio Plenário da Corte autorizou, em sede de repercussão geral, a execução provisória da sentença penal condenatória já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial ou extraordinário. Impossibilidade. Incidência da Súmula nº 606. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 155.407-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018). “Agravo regimental em habeas corpus. Impetração contra julgado em que o Plenário do Supremo Tribunal Federal denegou a ordem no HC nº 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki. Não cabimento. Incidência da Súmula nº 606, a qual não admite o habeas corpus originário para o Tribunal Pleno contra decisão de Turma ou do Plenário proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 133.267-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 2.6.2016). Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso”. No mesmo sentido, em casos idênticos: “Agravo regimental em habeas corpus coletivo. Constitucional. Processual Penal. Execução provisória. Impetração com objetivo implícito de impugnar decisão com a qual o próprio Plenário da Corte autorizou, em sede de repercussão geral, a execução provisória da sentença penal condenatória já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial ou extraordinário. Impossibilidade. Incidência da Súmula nº 606. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 155.407-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018). “Agravo regimental em habeas corpus. Impetração contra julgado em que o Plenário do Supremo Tribunal Federal denegou a ordem no HC nº 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki. Não cabimento. Incidência da Súmula nº 606, a qual não admite o habeas corpus originário para o Tribunal Pleno contra decisão de Turma ou do Plenário proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 133.267-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 2.6.2016). Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) : PEDRO GONCALVES DIAS NETO (6829/PB) ADV.(A/S) : EDSON RIBEIRO RAMOS (8187/PB) ADV.(A/S) : CLAUDIO DE SOUSA SILVA (9597/PB) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B206-C1BA-D7E5-663B e senha A626-4AFD-F1B5-A192 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) : PEDRO GONCALVES DIAS NETO (6829/PB) ADV.(A/S) : EDSON RIBEIRO RAMOS (8187/PB) ADV.(A/S) : CLAUDIO DE SOUSA SILVA (9597/PB) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B206-C1BA-D7E5-663B e senha A626-4AFD-F1B5-A192 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750117253
2019-03-22T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO DA IMPETRAÇÃO. POSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS CONTRA ACÓRDÃO DO PLENÁRIO DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 606 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur406043
- Acórdão(s) citado(s): (HC, COMPETÊNCIA, RELATOR, NEGATIVA DE SEGUIMENTO) HC 96883 AgR (1ªT), HC 144187 AgR (2ªT), HC 157504 AgR (1ªT). (SÚMULA 606/STF) HC 133267 AgR (TP), HC 155407 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/07/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Tribunal Pleno
156003
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000606 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 156003 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) : PEDRO GONCALVES DIAS NETO ADV.(A/S) : EDSON RIBEIRO RAMOS ADV.(A/S) : CLAUDIO DE SOUSA SILVA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) :PEDRO GONCALVES DIAS NETO ADV.(A/S) :EDSON RIBEIRO RAMOS ADV.(A/S) :CLAUDIO DE SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5... REGIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO MONOCRÁTICO DA IMPETRAÇÃO. POSSIBILIDADE. HABEAS CORPUS CONTRA ACÓRDÃO DO PLENÁRIO DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 606 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Brasília, 22 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E5-D7DF-0AC7-DE79 e senha 46E1-E3E0-9234-FCFE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 156003 AGR / PB 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E5-D7DF-0AC7-DE79 e senha 46E1-E3E0-9234-FCFE Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54E5-D7DF-0AC7-DE79 e senha 46E1-E3E0-9234-FCFE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) :PEDRO GONCALVES DIAS NETO ADV.(A/S) :EDSON RIBEIRO RAMOS ADV.(A/S) :CLAUDIO DE SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5... REGIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.4.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao habeas corpus impetrado pela Associação de Assistência aos Detentos e Seus Familiares do Estado da Paraíba – ADEF/PB, em favor “de todos os presos do Estado da Paraíba, submetidos a antecipação do cumprimento de pena após condenação em segunda instância”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2018, os agravantes interpõem, em 7.5.2018, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os agravantes sustentam a ocorrência de cerceamento de defesa e de ofensa ao princípio da colegialidade pelo julgamento monocrático da presente impetração, que teria solapado “duramente o direito de defesa do Recorrente consubstanciado no exercício de seu direito à sustentação oral, permitindo que todos os Ministros pudessem efetivamente conhecer, com amplitude, a matéria questionada”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) :PEDRO GONCALVES DIAS NETO ADV.(A/S) :EDSON RIBEIRO RAMOS ADV.(A/S) :CLAUDIO DE SOUSA SILVA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5... REGIÃO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.4.2018, o Ministro Dias Toffoli negou seguimento ao habeas corpus impetrado pela Associação de Assistência aos Detentos e Seus Familiares do Estado da Paraíba – ADEF/PB, em favor “de todos os presos do Estado da Paraíba, submetidos a antecipação do cumprimento de pena após condenação em segunda instância”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2018, os agravantes interpõem, em 7.5.2018, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os agravantes sustentam a ocorrência de cerceamento de defesa e de ofensa ao princípio da colegialidade pelo julgamento monocrático da presente impetração, que teria solapado “duramente o direito de defesa do Recorrente consubstanciado no exercício de seu direito à sustentação oral, permitindo que todos os Ministros pudessem efetivamente conhecer, com amplitude, a matéria questionada”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 156003 AGR / PB Alegam que a execução da pena deve aguardar “o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça”, pois os temas jurídicos suscitados nesse apelo “serão capazes de reverter o juízo de culpa para o de inocência, bem como a pena poderá ser mitigada e nulidades reconhecidas (…)”. Pedem o provimento do agravo regimental. 4. A Procuradora-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB Alegam que a execução da pena deve aguardar “o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça”, pois os temas jurídicos suscitados nesse apelo “serão capazes de reverter o juízo de culpa para o de inocência, bem como a pena poderá ser mitigada e nulidades reconhecidas (…)”. Pedem o provimento do agravo regimental. 4. A Procuradora-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 717A-E627-DC9F-5483 e senha 3CD4-08B8-F037-2A3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Pela jurisprudência deste Supremo Tribunal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE O WRIT. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DOSIMETRIA. MATÉRIA DE ESTRITO CONHECIMENTO. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. 1. O § 1... do art. 21 e o art. 192 do RISTF conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, nas hipóteses em que enuncia. Inocorrência de transgressão ao princípio da colegialidade. Precedentes: HC 137.265/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 11.4.2017 e HC 138.687-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 1.3.2017. (…) 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 157.504- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 30.11.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PARAÍBA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Pela jurisprudência deste Supremo Tribunal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE O WRIT. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DOSIMETRIA. MATÉRIA DE ESTRITO CONHECIMENTO. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE. 1. O § 1... do art. 21 e o art. 192 do RISTF conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, nas hipóteses em que enuncia. Inocorrência de transgressão ao princípio da colegialidade. Precedentes: HC 137.265/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 11.4.2017 e HC 138.687-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 1.3.2017. (…) 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 157.504- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 30.11.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 156003 AGR / PB COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICAR DECISÃO MONOCRÁTICA. SUSTENTAÇÃO ORAL EM AGRAVO REGIMENTAL. INCABÍVEL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1..., e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. Não cabe sustentação oral em sede de agravo regimental, em razão de expressa vedação (RISTF, art. 131, §2...). 4. Agravo regimental desprovido” (HC n. 144.187-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). 3. Embora tenham sido indicados como autoridade coatora o Tribunal de Justiça da Paraíba, o Tribunal Regional Federal da Quinta Região e o Superior Tribunal de Justiça, infere-se das razões da petição inicial que se pretende impugnar a orientação firmada pelo Plenário deste Supremo Tribunal no julgamento do Habeas Corpus n. 126.292 (Relator o Ministro Teori Zavascki). Conforme a al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República, compete a este Supremo Tribunal processar e julgar, originariamente, “habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal”. Não se admite a impetração de habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato de Ministro, do Plenário ou de órgão fracionário do Supremo Tribunal Federal, incidindo, na espécie, a Súmula n. 606: “Não cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICAR DECISÃO MONOCRÁTICA. SUSTENTAÇÃO ORAL EM AGRAVO REGIMENTAL. INCABÍVEL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1..., e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. Não cabe sustentação oral em sede de agravo regimental, em razão de expressa vedação (RISTF, art. 131, §2...). 4. Agravo regimental desprovido” (HC n. 144.187-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 13.6.2018). 3. Embora tenham sido indicados como autoridade coatora o Tribunal de Justiça da Paraíba, o Tribunal Regional Federal da Quinta Região e o Superior Tribunal de Justiça, infere-se das razões da petição inicial que se pretende impugnar a orientação firmada pelo Plenário deste Supremo Tribunal no julgamento do Habeas Corpus n. 126.292 (Relator o Ministro Teori Zavascki). Conforme a al. i do inc. I do art. 102 da Constituição da República, compete a este Supremo Tribunal processar e julgar, originariamente, “habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal”. Não se admite a impetração de habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato de Ministro, do Plenário ou de órgão fracionário do Supremo Tribunal Federal, incidindo, na espécie, a Súmula n. 606: “Não cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 156003 AGR / PB Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso”. No mesmo sentido, em casos idênticos: “Agravo regimental em habeas corpus coletivo. Constitucional. Processual Penal. Execução provisória. Impetração com objetivo implícito de impugnar decisão com a qual o próprio Plenário da Corte autorizou, em sede de repercussão geral, a execução provisória da sentença penal condenatória já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial ou extraordinário. Impossibilidade. Incidência da Súmula n 606. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 155.407-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018). “Agravo regimental em habeas corpus. Impetração contra julgado em que o Plenário do Supremo Tribunal Federal denegou a ordem no HC n 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki. Não cabimento. Incidência da Súmula n 606, a qual não admite o habeas corpus originário para o Tribunal Pleno contra decisão de Turma ou do Plenário proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 133.267-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 2.6.2016). Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Supremo Tribunal Federal HC 156003 AGR / PB Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso”. No mesmo sentido, em casos idênticos: “Agravo regimental em habeas corpus coletivo. Constitucional. Processual Penal. Execução provisória. Impetração com objetivo implícito de impugnar decisão com a qual o próprio Plenário da Corte autorizou, em sede de repercussão geral, a execução provisória da sentença penal condenatória já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial ou extraordinário. Impossibilidade. Incidência da Súmula n 606. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 155.407-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 24.8.2018). “Agravo regimental em habeas corpus. Impetração contra julgado em que o Plenário do Supremo Tribunal Federal denegou a ordem no HC n 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki. Não cabimento. Incidência da Súmula n 606, a qual não admite o habeas corpus originário para o Tribunal Pleno contra decisão de Turma ou do Plenário proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. Precedentes. Regimental não provido” (HC n. 133.267-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 2.6.2016). Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B80-9032-E6E7-58BF e senha B121-EECF-9010-F1B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) : PEDRO GONCALVES DIAS NETO (6829/PB) ADV.(A/S) : EDSON RIBEIRO RAMOS (8187/PB) ADV.(A/S) : CLAUDIO DE SOUSA SILVA (9597/PB) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5... REGIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B206-C1BA-D7E5-663B e senha A626-4AFD-F1B5-A192 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.003 PROCED. : PARAÍBA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : TODOS OS PRESOS DO ESTADO DA PARAÍBA, SUBMETIDOS A ANTECIPAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE PENA APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ADV.(A/S) : PEDRO GONCALVES DIAS NETO (6829/PB) ADV.(A/S) : EDSON RIBEIRO RAMOS (8187/PB) ADV.(A/S) : CLAUDIO DE SOUSA SILVA (9597/PB) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5... REGIÃO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B206-C1BA-D7E5-663B e senha A626-4AFD-F1B5-A192 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 156 . 003", "SÚMULA N . 606", "HC 156003 AGR / PB", "HC 156003 AGR / PB 2", "HABEAS CORPUS 156 . 003", "HABEAS CORPUS 156 . 003", "HC 156003 AGR / PB", "HC 156003 AGR", "HABEAS CORPUS 156 . 003", "HC n . 96 . 883 - AgR", "HC 137 . 265 / SP", "HC 138 . 687 - AgR / RS", "HC n . 157 . 504 - AgR", "HABEAS CORPUS 156 . 003", "HC n . 96 . 883 - AgR", "HC 137 . 265 / SP", "HC 138 . 687 - AgR / RS", "HC n . 157 . 504 - AgR", "HC 156003 AGR / PB", "HC n . 144 . 187 - AgR", "Habeas Corpus n . 126 . 292", "HC 156003 AGR / PB", "HC n . 144 . 187 - AgR", "Habeas Corpus n . 126 . 292", "HC 156003 AGR / PB", "HC n . 155 . 407 - AgR", "HC n 126 . 292 / SP", "HC n . 133 . 267 - AgR", "HC 156003 AGR / PB", "HC n . 155 . 407 - AgR", "HC n 126 . 292 / SP", "Súmula n 606", "HC n . 133 . 267 - AgR", "HABEAS CORPUS 156 . 003", "HABEAS CORPUS 156 . 003" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 192 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 21 , § 1 . . . , e 192 , caput , do RISTF", "RISTF , art . 131 , § 2 . . .", "al . i do inc . I do art . 102 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 .", "arts . 21 , § 1 . . . , e 192 , caput , do RISTF", "RISTF , art", "al . i do inc . I do art . 102 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "Estado da Paraíba", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Estado da Paraíba", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5 .", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5 .", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Associação de Assistência aos Detentos e Seus Familiares do Estado da Paraíba", "ADEF", "/", "PB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5 . . .", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Associação de Assistência aos Detentos e Seus Familiares do Estado da Paraíba", "ADEF", "/", "PB", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça ”", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal de Justiça da Paraíba", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal de Justiça da Paraíba", "Tribunal Regional Federal da Quinta Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário deste", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Segunda Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário da Corte", "Segunda Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5 . .", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Plenário" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "PEDRO GONCALVES DIAS NETO", "EDSON RIBEIRO RAMOS", "CLAUDIO DE SOUSA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "PEDRO GONCALVES DIAS NETO", "EDSON RIBEIRO RAMOS", "CLAUDIO DE SOUSA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "PEDRO GONCALVES DIAS NETO", "EDSON RIBEIRO RAMOS", "CLAUDIO DE SOUSA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "PEDRO GONCALVES DIAS NETO", "EDSON RIBEIRO RAMOS", "CLAUDIO DE SOUSA SILVA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CÁRMEN LÚCIA", "PEDRO GONCALVES DIAS NETO", "EDSON RIBEIRO RAMOS", "CLAUDIO DE SOUSA SILVA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "30", ".", "4", ".", "2018", "3", ".", "5", ".", "2018", "7", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "30", ".", "4", ".", "2018", "3", ".", "5", ".", "2018", "7", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", ".", ".", "2", ".", "2011", "11", ".", "4", ".", "2017", "1", ".", "3", ".", "2017", "30", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2011", "11", ".", "4", ".", "2017", "1", ".", "3", ".", "2017", "30", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "2", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "2", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) :DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADV.(A/S) :FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) :NELSON CANEDO MOTTA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do recurso foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via extraordinária, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41E1-27E4-AA04-3388 e senha DC54-23F7-4F89-B28D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 3826 Ementa e Acórdão ARE 1149446 AGR / RO A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41E1-27E4-AA04-3388 e senha DC54-23F7-4F89-B28D Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41E1-27E4-AA04-3388 e senha DC54-23F7-4F89-B28D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 3827 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) :DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADV.(A/S) :FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) :NELSON CANEDO MOTTA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos. Os agravantes reiteram os argumentos expostos anteriormente na inicial do presente recurso. Ao final, pedem a reconsideração da decisão agravada ou provimento do agravo. A Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, mantendo-se, na íntegra, a decisão agravada por seus próprios e jurídicos fundamentos (fls. 3.811 a 3.822 do volume 18). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DCF-E63D-38E5-DE46 e senha F8B8-705E-584C-DCE7 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) :DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADV.(A/S) :FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) :NELSON CANEDO MOTTA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos. Os agravantes reiteram os argumentos expostos anteriormente na inicial do presente recurso. Ao final, pedem a reconsideração da decisão agravada ou provimento do agravo. A Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, mantendo-se, na íntegra, a decisão agravada por seus próprios e jurídicos fundamentos (fls. 3.811 a 3.822 do volume 18). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DCF-E63D-38E5-DE46 e senha F8B8-705E-584C-DCE7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 3828 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do ARE foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via recursal, nos seguintes termos: “Bem examinados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Isso porque o dispositivo constitucional arguido pelos recorrentes não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do ARE foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via recursal, nos seguintes termos: “Bem examinados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Isso porque o dispositivo constitucional arguido pelos recorrentes não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 3829 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1149446 AGR / RO possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido” (grifei). Ademais, o encerramento do prazo de inelegibilidade depois do dia da eleição, não constitui fato superveniente apto a afastar a inelegibilidade nos termos do art. 11, § 10, da Lei 9.504/1997, com a redação dada pela Lei Complementar 135/2010. No presente caso, a eleição ocorreu no dia 2/10/2016 e o decurso do prazo de 8 anos, no dia 5/10/2016. Aqui, verifica-se o mero exaurimento dos efeitos da inelegibilidade após a eleição, não caracterizando, portanto, a possibilidade de afastar a incidência do óbice à candidatura dos ora recorrentes, que somente se configuraria caso houvesse alteração de ordem fática ou jurídica posterior à data da eleição. Segundo a doutrina de José Jairo Gomes, “[...] somente a suspensão ou extinção do ato ocorrido até o dia da eleição tem o condão de afetar o pedido de registro de candidatura e ensejar o seu ulterior deferimento. Isso porque é no dia da eleição que o direito de sufrágio é exercido pelos cidadãos; a rigor, é nesse dia que que o candidato deve ser elegível […]” (GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 14 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2018. p.337). No presente caso, no dia da eleição ocorrida em 2/10/2016, a candidata Rosani Terezinha Pires da Costa Donadon era inelegível e, somente ulterior alteração fático-jurídica, até a diplomação, poderia afastar tal inelegibilidade na espécie. Nesse sentido: “ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido” (grifei). Ademais, o encerramento do prazo de inelegibilidade depois do dia da eleição, não constitui fato superveniente apto a afastar a inelegibilidade nos termos do art. 11, § 10, da Lei 9.504/1997, com a redação dada pela Lei Complementar 135/2010. No presente caso, a eleição ocorreu no dia 2/10/2016 e o decurso do prazo de 8 anos, no dia 5/10/2016. Aqui, verifica-se o mero exaurimento dos efeitos da inelegibilidade após a eleição, não caracterizando, portanto, a possibilidade de afastar a incidência do óbice à candidatura dos ora recorrentes, que somente se configuraria caso houvesse alteração de ordem fática ou jurídica posterior à data da eleição. Segundo a doutrina de José Jairo Gomes, “[...] somente a suspensão ou extinção do ato ocorrido até o dia da eleição tem o condão de afetar o pedido de registro de candidatura e ensejar o seu ulterior deferimento. Isso porque é no dia da eleição que o direito de sufrágio é exercido pelos cidadãos; a rigor, é nesse dia que que o candidato deve ser elegível […]” (GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 14 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2018. p.337). No presente caso, no dia da eleição ocorrida em 2/10/2016, a candidata Rosani Terezinha Pires da Costa Donadon era inelegível e, somente ulterior alteração fático-jurídica, até a diplomação, poderia afastar tal inelegibilidade na espécie. Nesse sentido: “ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 3830 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1149446 AGR / RO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. REGISTRO DE CANDIDATURA. VEREADOR. COLIGAÇÃO POR UMA ALAGOINHA MELHOR (PP/PDT/PMDB/PSL/PR/PPS/PSDB/PROS). INDEFERIDO. INELEGIBILIDADE. ART. 1º, I, "j" DA LC Nº 64/1990. CONDENAÇÃO POR CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO NAS ELEIÇÕES DE 2008. TRANSCURSO DO PRAZO DE OITO ANOS APÓS A DATA DA ELEIÇÃO. INCIDÊNCIA DA INELEGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 11, § 10, DA LEI DAS ELEIÇÕES. O art. 11, § 10, da Lei das Eleições, em sua exegese mais adequada, não alberga a hipótese de decurso do prazo de inelegibilidade ocorrido após a eleição e antes da diplomação como alteração fático-jurídica que afaste a inelegibilidade. O mero exaurimento do prazo após a eleição não desconstitui e nem suspende o obstáculo ao ius honorum que aquele substrato atraía no dia da eleição, ocorrendo, após essa data, apenas o exaurimento de seus efeitos (Súmula n° 70 TSE: "O encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição constitui fato superveniente que afasta a inelegibilidade, nos termos do art. 11, § 10, da Lei n° 9.504/97"). Precedente. Respe 283-41, Rel. Ministro Luiz Fux, PSESS 19.12.2016 Agravo regimental conhecido e não provido” (REspe 8208/PB, Rel. Min. Rosa Weber). Apenas para registro, ressalto que, ao meu sentir, a inelegibilidade decorrente do art. 1°, I, d, da Lei da Ficha Limpa é a única que tem natureza de pena/sanção, pois é o resultado final da condenação em ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) e não se tratando, como as demais hipóteses, de mera consequência de condenações em matéria estranha ao Direito Eleitoral. Assim, por estar expressamente consignada na sentença, com prazo determinado pela lei, o prazo de inelegibilidade não poderia ser exasperado por norma posterior. Contudo, este não foi o entendimento do plenário do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. REGISTRO DE CANDIDATURA. VEREADOR. COLIGAÇÃO POR UMA ALAGOINHA MELHOR (PP/PDT/PMDB/PSL/PR/PPS/PSDB/PROS). INDEFERIDO. INELEGIBILIDADE. ART. 1º, I, "j" DA LC Nº 64/1990. CONDENAÇÃO POR CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO NAS ELEIÇÕES DE 2008. TRANSCURSO DO PRAZO DE OITO ANOS APÓS A DATA DA ELEIÇÃO. INCIDÊNCIA DA INELEGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 11, § 10, DA LEI DAS ELEIÇÕES. O art. 11, § 10, da Lei das Eleições, em sua exegese mais adequada, não alberga a hipótese de decurso do prazo de inelegibilidade ocorrido após a eleição e antes da diplomação como alteração fático-jurídica que afaste a inelegibilidade. O mero exaurimento do prazo após a eleição não desconstitui e nem suspende o obstáculo ao ius honorum que aquele substrato atraía no dia da eleição, ocorrendo, após essa data, apenas o exaurimento de seus efeitos (Súmula n° 70 TSE: "O encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição constitui fato superveniente que afasta a inelegibilidade, nos termos do art. 11, § 10, da Lei n° 9.504/97"). Precedente. Respe 283-41, Rel. Ministro Luiz Fux, PSESS 19.12.2016 Agravo regimental conhecido e não provido” (REspe 8208/PB, Rel. Min. Rosa Weber). Apenas para registro, ressalto que, ao meu sentir, a inelegibilidade decorrente do art. 1°, I, d, da Lei da Ficha Limpa é a única que tem natureza de pena/sanção, pois é o resultado final da condenação em ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) e não se tratando, como as demais hipóteses, de mera consequência de condenações em matéria estranha ao Direito Eleitoral. Assim, por estar expressamente consignada na sentença, com prazo determinado pela lei, o prazo de inelegibilidade não poderia ser exasperado por norma posterior. Contudo, este não foi o entendimento do plenário do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 3831 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1149446 AGR / RO STF no julgamento do RE 929.670/DF. Isso posto, nego provimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Deixo de fixar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo eleitoral. Descabida, portanto, referida condenação (art. 5°, LXXVII, da CF/1988).” Ademais, o presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma).” Isso posto, nego provimento ao recurso. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO STF no julgamento do RE 929.670/DF. Isso posto, nego provimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Deixo de fixar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo eleitoral. Descabida, portanto, referida condenação (art. 5°, LXXVII, da CF/1988).” Ademais, o presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma).” Isso posto, nego provimento ao recurso. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 3832 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) : DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) : MARILDA DE PAULA SILVEIRA (33954/DF, 90211/MG) ADV.(A/S) : FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA (31442/DF, 83471/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) : NELSON CANEDO MOTTA (2721/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 222D-08A5-C518-B9F0 e senha 3DD0-B194-B685-00D0 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) : DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) : MARILDA DE PAULA SILVEIRA (33954/DF, 90211/MG) ADV.(A/S) : FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA (31442/DF, 83471/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) : NELSON CANEDO MOTTA (2721/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 222D-08A5-C518-B9F0 e senha 3DD0-B194-B685-00D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 3833
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749468306
2019-03-22T00:00:00
2019-03-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do recurso foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via extraordinária, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur400894
- Acórdão(s) citado(s): (REITERAÇÃO, ARGUMENTO) HC 108507 AgR (2ªT), RHC 130578 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 26/04/2019, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1149446
[ "LEG-FED LCP-000135 ANO-2010\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-009504 ANO-1997\n ART-00011 PAR-00010 REDAÇÃO DADA PELA LCP-135/2010\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1149446 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) : DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) : MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADV.(A/S) : FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) : NELSON CANEDO MOTTA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) :DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADV.(A/S) :FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) :NELSON CANEDO MOTTA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do recurso foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via extraordinária, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41E1-27E4-AA04-3388 e senha DC54-23F7-4F89-B28D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 3826 Ementa e Acórdão ARE 1149446 AGR / RO A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41E1-27E4-AA04-3388 e senha DC54-23F7-4F89-B28D Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41E1-27E4-AA04-3388 e senha DC54-23F7-4F89-B28D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 3827 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) :DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADV.(A/S) :FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) :NELSON CANEDO MOTTA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos. Os agravantes reiteram os argumentos expostos anteriormente na inicial do presente recurso. Ao final, pedem a reconsideração da decisão agravada ou provimento do agravo. A Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, mantendo-se, na íntegra, a decisão agravada por seus próprios e jurídicos fundamentos (fls. 3.811 a 3.822 do volume 18). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DCF-E63D-38E5-DE46 e senha F8B8-705E-584C-DCE7 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) :DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA ADV.(A/S) :FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) :NELSON CANEDO MOTTA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim proferida nestes autos. Os agravantes reiteram os argumentos expostos anteriormente na inicial do presente recurso. Ao final, pedem a reconsideração da decisão agravada ou provimento do agravo. A Procuradora-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, mantendo-se, na íntegra, a decisão agravada por seus próprios e jurídicos fundamentos (fls. 3.811 a 3.822 do volume 18). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DCF-E63D-38E5-DE46 e senha F8B8-705E-584C-DCE7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 3828 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do ARE foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via recursal, nos seguintes termos: “Bem examinados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Isso porque o dispositivo constitucional arguido pelos recorrentes não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do ARE foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via recursal, nos seguintes termos: “Bem examinados os autos, verifico que o recurso não merece prosperar. Isso porque o dispositivo constitucional arguido pelos recorrentes não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 3829 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1149446 AGR / RO possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido” (grifei). Ademais, o encerramento do prazo de inelegibilidade depois do dia da eleição, não constitui fato superveniente apto a afastar a inelegibilidade nos termos do art. 11, § 10, da Lei 9.504/1997, com a redação dada pela Lei Complementar 135/2010. No presente caso, a eleição ocorreu no dia 2/10/2016 e o decurso do prazo de 8 anos, no dia 5/10/2016. Aqui, verifica-se o mero exaurimento dos efeitos da inelegibilidade após a eleição, não caracterizando, portanto, a possibilidade de afastar a incidência do óbice à candidatura dos ora recorrentes, que somente se configuraria caso houvesse alteração de ordem fática ou jurídica posterior à data da eleição. Segundo a doutrina de José Jairo Gomes, “[...] somente a suspensão ou extinção do ato ocorrido até o dia da eleição tem o condão de afetar o pedido de registro de candidatura e ensejar o seu ulterior deferimento. Isso porque é no dia da eleição que o direito de sufrágio é exercido pelos cidadãos; a rigor, é nesse dia que que o candidato deve ser elegível […]” (GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 14 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2018. p.337). No presente caso, no dia da eleição ocorrida em 2/10/2016, a candidata Rosani Terezinha Pires da Costa Donadon era inelegível e, somente ulterior alteração fático-jurídica, até a diplomação, poderia afastar tal inelegibilidade na espécie. Nesse sentido: “ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido” (grifei). Ademais, o encerramento do prazo de inelegibilidade depois do dia da eleição, não constitui fato superveniente apto a afastar a inelegibilidade nos termos do art. 11, § 10, da Lei 9.504/1997, com a redação dada pela Lei Complementar 135/2010. No presente caso, a eleição ocorreu no dia 2/10/2016 e o decurso do prazo de 8 anos, no dia 5/10/2016. Aqui, verifica-se o mero exaurimento dos efeitos da inelegibilidade após a eleição, não caracterizando, portanto, a possibilidade de afastar a incidência do óbice à candidatura dos ora recorrentes, que somente se configuraria caso houvesse alteração de ordem fática ou jurídica posterior à data da eleição. Segundo a doutrina de José Jairo Gomes, “[...] somente a suspensão ou extinção do ato ocorrido até o dia da eleição tem o condão de afetar o pedido de registro de candidatura e ensejar o seu ulterior deferimento. Isso porque é no dia da eleição que o direito de sufrágio é exercido pelos cidadãos; a rigor, é nesse dia que que o candidato deve ser elegível […]” (GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 14 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2018. p.337). No presente caso, no dia da eleição ocorrida em 2/10/2016, a candidata Rosani Terezinha Pires da Costa Donadon era inelegível e, somente ulterior alteração fático-jurídica, até a diplomação, poderia afastar tal inelegibilidade na espécie. Nesse sentido: “ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 3830 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1149446 AGR / RO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. REGISTRO DE CANDIDATURA. VEREADOR. COLIGAÇÃO POR UMA ALAGOINHA MELHOR (PP/PDT/PMDB/PSL/PR/PPS/PSDB/PROS). INDEFERIDO. INELEGIBILIDADE. ART. 1..., I, "j" DA Lei Complementar n 64/1990. CONDENAÇÃO POR CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO NAS ELEIÇÕES DE 2008. TRANSCURSO DO PRAZO DE OITO ANOS APÓS A DATA DA ELEIÇÃO. INCIDÊNCIA DA INELEGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 11, § 10, DA LEI DAS ELEIÇÕES. O art. 11, § 10, da Lei das Eleições, em sua exegese mais adequada, não alberga a hipótese de decurso do prazo de inelegibilidade ocorrido após a eleição e antes da diplomação como alteração fático-jurídica que afaste a inelegibilidade. O mero exaurimento do prazo após a eleição não desconstitui e nem suspende o obstáculo ao ius honorum que aquele substrato atraía no dia da eleição, ocorrendo, após essa data, apenas o exaurimento de seus efeitos (Súmula n 70 TSE: "O encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição constitui fato superveniente que afasta a inelegibilidade, nos termos do art. 11, § 10, da Lei n 9.504/97"). Precedente. Respe 283-41, Rel. Ministro Luiz Fux, PSESS 19.12.2016 Agravo regimental conhecido e não provido” (REspe 8208/PB, Rel. Min. Rosa Weber). Apenas para registro, ressalto que, ao meu sentir, a inelegibilidade decorrente do art. 1..., I, d, da Lei da Ficha Limpa é a única que tem natureza de pena/sanção, pois é o resultado final da condenação em ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) e não se tratando, como as demais hipóteses, de mera consequência de condenações em matéria estranha ao Direito Eleitoral. Assim, por estar expressamente consignada na sentença, com prazo determinado pela lei, o prazo de inelegibilidade não poderia ser exasperado por norma posterior. Contudo, este não foi o entendimento do plenário do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. REGISTRO DE CANDIDATURA. VEREADOR. COLIGAÇÃO POR UMA ALAGOINHA MELHOR (PP/PDT/PMDB/PSL/PR/PPS/PSDB/PROS). INDEFERIDO. INELEGIBILIDADE. ART. 1..., I, "j" DA Lei Complementar n 64/1990. CONDENAÇÃO POR CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO NAS ELEIÇÕES DE 2008. TRANSCURSO DO PRAZO DE OITO ANOS APÓS A DATA DA ELEIÇÃO. INCIDÊNCIA DA INELEGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 11, § 10, DA LEI DAS ELEIÇÕES. O art. 11, § 10, da Lei das Eleições, em sua exegese mais adequada, não alberga a hipótese de decurso do prazo de inelegibilidade ocorrido após a eleição e antes da diplomação como alteração fático-jurídica que afaste a inelegibilidade. O mero exaurimento do prazo após a eleição não desconstitui e nem suspende o obstáculo ao ius honorum que aquele substrato atraía no dia da eleição, ocorrendo, após essa data, apenas o exaurimento de seus efeitos (Súmula n 70 TSE: "O encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição constitui fato superveniente que afasta a inelegibilidade, nos termos do art. 11, § 10, da Lei n 9.504/97"). Precedente. Respe 283-41, Rel. Ministro Luiz Fux, PSESS 19.12.2016 Agravo regimental conhecido e não provido” (REspe 8208/PB, Rel. Min. Rosa Weber). Apenas para registro, ressalto que, ao meu sentir, a inelegibilidade decorrente do art. 1..., I, d, da Lei da Ficha Limpa é a única que tem natureza de pena/sanção, pois é o resultado final da condenação em ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) e não se tratando, como as demais hipóteses, de mera consequência de condenações em matéria estranha ao Direito Eleitoral. Assim, por estar expressamente consignada na sentença, com prazo determinado pela lei, o prazo de inelegibilidade não poderia ser exasperado por norma posterior. Contudo, este não foi o entendimento do plenário do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 3831 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1149446 AGR / RO Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 929.670/DF. Isso posto, nego provimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Deixo de fixar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo eleitoral. Descabida, portanto, referida condenação (art. 5..., LXXVII, da Constituição Federal de 1988/1988).” Ademais, o presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma).” Isso posto, nego provimento ao recurso. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Supremo Tribunal Federal ARE 1149446 AGR / RO Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 929.670/DF. Isso posto, nego provimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Deixo de fixar os honorários recursais previstos no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo eleitoral. Descabida, portanto, referida condenação (art. 5..., LXXVII, da Constituição Federal de 1988/1988).” Ademais, o presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma).” Isso posto, nego provimento ao recurso. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 860A-6235-D4D4-C1D7 e senha D00B-23EA-B4FD-1592 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 3832 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) : DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) : MARILDA DE PAULA SILVEIRA (33954/DF, 90211/MG) ADV.(A/S) : FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA (31442/DF, 83471/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) : NELSON CANEDO MOTTA (2721/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 222D-08A5-C518-B9F0 e senha 3DD0-B194-B685-00D0 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.446 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON AGTE.(S) : DARCI AGOSTINHO CERUTTI ADV.(A/S) : MARILDA DE PAULA SILVEIRA (33954/DF, 90211/MG) ADV.(A/S) : FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA (31442/DF, 83471/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : COLIGAÇÃO PRA FAZER A DIFERENÇA ADV.(A/S) : NELSON CANEDO MOTTA (2721/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 222D-08A5-C518-B9F0 e senha 3DD0-B194-B685-00D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 3833
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 149 . 446", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 149 . 446", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR / PE", "Súmulas 282", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR / PE", "Súmulas 282", "ARE 1149446 AGR /", "ARE 1149446", "Súmula n 70 TSE", "Respe 283 - 41", "REspe 8208 / PB", "ARE 1149446", "Súmula n 70 TSE", "Respe 283 - 41", "REspe 8208 / PB", "Recurso Extraordinário 929", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "ARE 1149446 AGR / RO", "Recurso Extraordinário 929 . 670 / DF", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "AGRAVO 1 . 149 . 446", "AGRAVO 1 . 149 . 446" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN", "MPS", "/", "SRP n 3 / 05", "art . 11 , § 10 , da Lei 9 . 504 / 1997", "Lei Complementar 135 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN", "MPS", "/", "SRP n 3 / 05", "art . 11 , § 10 , da Lei 9 . 504 / 1997", "Lei Complementar 135 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . , I , \" j \" DA Lei Complementar n 64 / 1990", "ART . 11 , § 10 , DA LEI DAS ELEIÇÕES", "art . 11 , § 10 , da Lei das Eleições", "art . 11 , § 10 , da Lei", "art . 1 . . . , I , d , da Lei da Ficha Limpa", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . . . , I , \" j \" DA Lei Complementar n 64 / 1990", "ART . 11 , § 10 , DA LEI DAS ELEIÇÕES", "art . 11 , § 10 , da Lei das Eleições", "art . 11 , § 10 , da Lei n 9 . 504 / 97", "art . 1 . . . , I , d , da Lei da Ficha Limpa", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 5 . . . , LXXVII , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 5 . . . , LXXVII , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "São Paulo", "São Paulo", "ALAGOINHA", "ALAGOINHA", "RONDÔNIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "COLIGAÇÃO", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "COLIGAÇÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "COLIGAÇÃO", "SEGUNDA TURMA", "Suprema Corte", "Fundo de Participação dos Municípios", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Fundo de Participação dos Municípios", "Atlas", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "PP", "/", "PDT", "PMDB", "/", "PSL", "/", "PR", "PPS", "PSDB", "/", "PROS", "Supremo Tribunal Federal", "COLIGAÇÃO", "PP", "/", "PDT", "/", "PMDB", "/", "PSL", "/", "PR", "/", "PPS", "/", "PSDB", "/", "PROS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "COLIGAÇÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "COLIGAÇÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON", "DARCI AGOSTINHO CERUTTI", "MARILDA DE PAULA SILVEIRA", "FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA", "NELSON CANEDO MOTTA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA DONADON", "DARCI AGOSTINHO CERUTTI", "MARILDA DE PAULA SILVEIRA", "FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA", "NELSON CANEDO MOTTA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA", "DARCI AGOSTINHO CERUTTI", "MARILDA DE PAULA SILVEIRA", "FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA", "NELSON CANEDO MOTTA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "José Jairo Gomes", "GOMES , José Jairo", "Rosani Terezinha Pires da Costa Donadon", "José Jairo Gomes", "GOMES , José Jairo", "Rosani Terezinha Pires da Costa Donadon", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA", "DARCI AGOSTINHO CERUTTI", "MARILDA DE PAULA SILVEIRA", "FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA", "NELSON CANEDO MOTTA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSANI TEREZINHA PIRES DA COSTA", "DARCI AGOSTINHO CERUTTI", "MARILDA DE PAULA SILVEIRA", "FLAVIO HENRIQUE UNES PEREIRA", "NELSON CANEDO MOTTA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "2016", "5", "/", "10", "/", "2016", "2018", "2", "/", "10", "/", "2016", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "2016", "5", "/", "10", "/", "2016", "2018", "2", "/", "10", "/", "2016", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "19", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "19", ".", "12", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) :JULIANO DOSSENA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. PREJUDICIALIDADE. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB10-C32C-5280-5BAB e senha E4CA-4757-C0ED-C9E3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 147484 / RS MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB10-C32C-5280-5BAB e senha E4CA-4757-C0ED-C9E3 Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB10-C32C-5280-5BAB e senha E4CA-4757-C0ED-C9E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) :JULIANO DOSSENA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Comarca de Arroio do Meio/RS, no processo nº 0001803-54.2016.8.21.0080, determinou as prisões preventivas do paciente e de outros dois indiciados, ocorridas em 23 de junho de 2016, em virtude do suposto cometimento da infração descrita no artigo 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal. Consignou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, aludindo à gravidade do crime, a revelar a periculosidade dos agentes, aos contornos do delito, à necessidade de desestimular a conduta ilícita e ao sentimento de intranquilidade social. Condenou-o a 9 anos e 7 meses de reclusão, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) :JULIANO DOSSENA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Comarca de Arroio do Meio/RS, no processo nº 0001803-54.2016.8.21.0080, determinou as prisões preventivas do paciente e de outros dois indiciados, ocorridas em 23 de junho de 2016, em virtude do suposto cometimento da infração descrita no artigo 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal. Consignou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, aludindo à gravidade do crime, a revelar a periculosidade dos agentes, aos contornos do delito, à necessidade de desestimular a conduta ilícita e ao sentimento de intranquilidade social. Condenou-o a 9 anos e 7 meses de reclusão, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 147484 / RS regime inicial fechado, considerada a prática das infrações versadas nos artigos 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal e 244-B (corrupção de menores) da Lei nº 8.069/1990. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando reforçados, com a condenação, os requisitos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 414.218/RS, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual se reportou ao verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do óbice. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-os como abstratos. Afirmam a necessidade de motivação, na sentença condenatória, da manutenção da prisão, articulando com a ofensa ao artigo 387, § 2º, do Código de Processo Penal. Asseveram tratar-se de antecipação de pena. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da liminar aos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Conclui não haver ilegalidade a ser reparada. Alude ao julgamento da apelação protocolada pela defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS regime inicial fechado, considerada a prática das infrações versadas nos artigos 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal e 244-B (corrupção de menores) da Lei nº 8.069/1990. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando reforçados, com a condenação, os requisitos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 414.218/RS, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual se reportou ao verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do óbice. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-os como abstratos. Afirmam a necessidade de motivação, na sentença condenatória, da manutenção da prisão, articulando com a ofensa ao artigo 387, § 2º, do Código de Processo Penal. Asseveram tratar-se de antecipação de pena. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da liminar aos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Conclui não haver ilegalidade a ser reparada. Alude ao julgamento da apelação protocolada pela defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 147484 / RS Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 28 de novembro de 2018, revelou que a apelação formalizada pela defesa foi desprovida, em 22 de agosto último. Andamento processual demonstrou encontrarem-se pendentes de análise os embargos de declaração interpostos. Por meio da petição/STF nº 62.012/2018, os impetrantes noticiam ter sido julgada a apelação. Sustentam haver risco iminente de determinação da execução provisória da pena. Postulam o afastamento da providência. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 28 de novembro de 2018, revelou que a apelação formalizada pela defesa foi desprovida, em 22 de agosto último. Andamento processual demonstrou encontrarem-se pendentes de análise os embargos de declaração interpostos. Por meio da petição/STF nº 62.012/2018, os impetrantes noticiam ter sido julgada a apelação. Sustentam haver risco iminente de determinação da execução provisória da pena. Postulam o afastamento da providência. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INTRANQUILIDADE SOCIAL. A intranquilidade social é elemento neutro na aferição da necessidade da prisão, devendo basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. PRISÃO – NATUREZA – SENTENÇA CONDENATÓRIA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 14 de setembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INTRANQUILIDADE SOCIAL. A intranquilidade social é elemento neutro na aferição da necessidade da prisão, devendo basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. PRISÃO – NATUREZA – SENTENÇA CONDENATÓRIA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 14 de setembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147484 / RS […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. O sentimento de intranquilidade social e os contornos do delito surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. A par disso, o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 2 meses e 21 dias. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da prisão. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as constrições decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, rotula como preventiva a prisão oriunda de condenação não transitada em julgado. […] No tocante ao pedido de obstar-se a execução antecipada da pena, ante o receio de a providência ser adotada pelo Tribunal estadual, não se tem, até o momento, circunstância a revelar a expedição de mandado de prisão, no que sequer foi designada data para o julgamento dos embargos de declaração, interpostos pela defesa, contra o acórdão alusivo à apelação. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva formalizada no processo nº 0001803-54.2016.8.21.0080, do Juízo da Comarca de Arroio do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. O sentimento de intranquilidade social e os contornos do delito surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. A par disso, o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 2 meses e 21 dias. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da prisão. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as constrições decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, rotula como preventiva a prisão oriunda de condenação não transitada em julgado. […] No tocante ao pedido de obstar-se a execução antecipada da pena, ante o receio de a providência ser adotada pelo Tribunal estadual, não se tem, até o momento, circunstância a revelar a expedição de mandado de prisão, no que sequer foi designada data para o julgamento dos embargos de declaração, interpostos pela defesa, contra o acórdão alusivo à apelação. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva formalizada no processo nº 0001803-54.2016.8.21.0080, do Juízo da Comarca de Arroio do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147484 / RS Meio/RS . Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, estendo-lhes os efeitos desta decisão, com as mesmas cautelas, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS Meio/RS . Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, estendo-lhes os efeitos desta decisão, com as mesmas cautelas, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do habeas corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do habeas corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 147484 / RS Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, mantendo-se a prisão, ocorrido em 13 de setembro de 2017, prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, mantendo-se a prisão, ocorrido em 13 de setembro de 2017, prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, também eu, pedindo todas as vênias, vou acompanhar a divergência. A hipótese é de extorsão mediante sequestro; já há condenação em primeiro grau e – e esse é, talvez, um fundamento de divergência que eu respeito, mas sigo na minha posição – o Tribunal tem que, evidentemente, zelar pelos direitos fundamentais de todo acusado. Nós também somos os guardiões da próxima vítima, portanto, em casos de crime violento e da perspectiva de reiteração, penso que se justifica a prisão preventiva, pelo que não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D66E-BEFA-9275-8240 e senha 9721-B8E2-8E90-6828 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, também eu, pedindo todas as vênias, vou acompanhar a divergência. A hipótese é de extorsão mediante sequestro; já há condenação em primeiro grau e – e esse é, talvez, um fundamento de divergência que eu respeito, mas sigo na minha posição – o Tribunal tem que, evidentemente, zelar pelos direitos fundamentais de todo acusado. Nós também somos os guardiões da próxima vítima, portanto, em casos de crime violento e da perspectiva de reiteração, penso que se justifica a prisão preventiva, pelo que não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D66E-BEFA-9275-8240 e senha 9721-B8E2-8E90-6828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.484 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) : JULIANO DOSSENA JUNIOR (94458/RS) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FCD-78DF-B945-DA6C e senha 1B50-CAD4-E367-8ED3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.484 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) : JULIANO DOSSENA JUNIOR (94458/RS) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FCD-78DF-B945-DA6C e senha 1B50-CAD4-E367-8ED3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749226746
2019-02-05T00:00:00
2019-02-25T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. PREJUDICIALIDADE. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado.
sjur398728
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, TRIBUNAL SUPERIOR) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (HC, TERATOLOGIA) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). (HC, PREJUDICIALIDADE, SUPERVENIÊNCIA, DECISÃO DE MÉRITO) HC 134998 (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 12/04/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
147484
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 147484
[ "" ]
PACTE.(S) : EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) : JULIANO DOSSENA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) :JULIANO DOSSENA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. PREJUDICIALIDADE. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB10-C32C-5280-5BAB e senha E4CA-4757-C0ED-C9E3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 147484 / RS MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB10-C32C-5280-5BAB e senha E4CA-4757-C0ED-C9E3 Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB10-C32C-5280-5BAB e senha E4CA-4757-C0ED-C9E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) :JULIANO DOSSENA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Comarca de Arroio do Meio/RS, no processo n 0001803-54.2016.8.21.0080, determinou as prisões preventivas do paciente e de outros dois indiciados, ocorridas em 23 de junho de 2016, em virtude do suposto cometimento da infração descrita no artigo 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal. Consignou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, aludindo à gravidade do crime, a revelar a periculosidade dos agentes, aos contornos do delito, à necessidade de desestimular a conduta ilícita e ao sentimento de intranquilidade social. Condenou-o a 9 anos e 7 meses de reclusão, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) :JULIANO DOSSENA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Comarca de Arroio do Meio/RS, no processo n 0001803-54.2016.8.21.0080, determinou as prisões preventivas do paciente e de outros dois indiciados, ocorridas em 23 de junho de 2016, em virtude do suposto cometimento da infração descrita no artigo 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal. Consignou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, aludindo à gravidade do crime, a revelar a periculosidade dos agentes, aos contornos do delito, à necessidade de desestimular a conduta ilícita e ao sentimento de intranquilidade social. Condenou-o a 9 anos e 7 meses de reclusão, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 147484 / RS regime inicial fechado, considerada a prática das infrações versadas nos artigos 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal e 244-B (corrupção de menores) da Lei n 8.069/1990. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando reforçados, com a condenação, os requisitos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 414.218/RS, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual se reportou ao verbete n 691 da Súmula do Supremo. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do óbice. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-os como abstratos. Afirmam a necessidade de motivação, na sentença condenatória, da manutenção da prisão, articulando com a ofensa ao artigo 387, § 2..., do Código de Processo Penal. Asseveram tratar-se de antecipação de pena. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da liminar aos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Conclui não haver ilegalidade a ser reparada. Alude ao julgamento da apelação protocolada pela defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS regime inicial fechado, considerada a prática das infrações versadas nos artigos 159, cabeça (extorsão mediante sequestro), do Código Penal e 244-B (corrupção de menores) da Lei n 8.069/1990. Negou o direito de recorrer em liberdade, afirmando reforçados, com a condenação, os requisitos ensejadores da preventiva. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 414.218/RS, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual se reportou ao verbete n 691 da Súmula do Supremo. Os impetrantes dizem ser o caso de superação do óbice. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-os como abstratos. Afirmam a necessidade de motivação, na sentença condenatória, da manutenção da prisão, articulando com a ofensa ao artigo 387, § 2..., do Código de Processo Penal. Asseveram tratar-se de antecipação de pena. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da liminar aos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a substitutiva de recurso ordinário. Conclui não haver ilegalidade a ser reparada. Alude ao julgamento da apelação protocolada pela defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 147484 / RS Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 28 de novembro de 2018, revelou que a apelação formalizada pela defesa foi desprovida, em 22 de agosto último. Andamento processual demonstrou encontrarem-se pendentes de análise os embargos de declaração interpostos. Por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 62.012/2018, os impetrantes noticiam ter sido julgada a apelação. Sustentam haver risco iminente de determinação da execução provisória da pena. Postulam o afastamento da providência. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS Consulta ao sítio do Tribunal estadual, em 28 de novembro de 2018, revelou que a apelação formalizada pela defesa foi desprovida, em 22 de agosto último. Andamento processual demonstrou encontrarem-se pendentes de análise os embargos de declaração interpostos. Por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 62.012/2018, os impetrantes noticiam ter sido julgada a apelação. Sustentam haver risco iminente de determinação da execução provisória da pena. Postulam o afastamento da providência. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2642-A224-5ECC-616C e senha DBA0-DE84-E518-661E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INTRANQUILIDADE SOCIAL. A intranquilidade social é elemento neutro na aferição da necessidade da prisão, devendo basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. PRISÃO – NATUREZA – SENTENÇA CONDENATÓRIA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 14 de setembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, considerado o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a levar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – INTRANQUILIDADE SOCIAL. A intranquilidade social é elemento neutro na aferição da necessidade da prisão, devendo basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. PRISÃO – NATUREZA – SENTENÇA CONDENATÓRIA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 14 de setembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147484 / RS […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. O sentimento de intranquilidade social e os contornos do delito surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. A par disso, o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 2 meses e 21 dias. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da prisão. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as constrições decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., rotula como preventiva a prisão oriunda de condenação não transitada em julgado. […] No tocante ao pedido de obstar-se a execução antecipada da pena, ante o receio de a providência ser adotada pelo Tribunal estadual, não se tem, até o momento, circunstância a revelar a expedição de mandado de prisão, no que sequer foi designada data para o julgamento dos embargos de declaração, interpostos pela defesa, contra o acórdão alusivo à apelação. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva formalizada no processo n 0001803-54.2016.8.21.0080, do Juízo da Comarca de Arroio do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS […] 2. O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação para assentar a periculosidade do paciente. Inexiste a custódia automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. O sentimento de intranquilidade social e os contornos do delito surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor. No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. A par disso, o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 2 meses e 21 dias. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas e o excesso de prazo da prisão. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as constrições decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., rotula como preventiva a prisão oriunda de condenação não transitada em julgado. […] No tocante ao pedido de obstar-se a execução antecipada da pena, ante o receio de a providência ser adotada pelo Tribunal estadual, não se tem, até o momento, circunstância a revelar a expedição de mandado de prisão, no que sequer foi designada data para o julgamento dos embargos de declaração, interpostos pela defesa, contra o acórdão alusivo à apelação. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva formalizada no processo n 0001803-54.2016.8.21.0080, do Juízo da Comarca de Arroio do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147484 / RS Meio/RS . Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, estendo-lhes os efeitos desta decisão, com as mesmas cautelas, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS Meio/RS . Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Natanael Luciano da Silva Kunzler e Jonas Azeredo da Silva, estendo-lhes os efeitos desta decisão, com as mesmas cautelas, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A55-A00D-5421-F369 e senha 4452-FBEC-2C84-09E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do habeas corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do habeas corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 147484 / RS Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, mantendo-se a prisão, ocorrido em 13 de setembro de 2017, prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Supremo Tribunal Federal HC 147484 / RS Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, mantendo-se a prisão, ocorrido em 13 de setembro de 2017, prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D9F-6C06-A1FC-876D e senha EE32-9DC8-EDDB-1C5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, também eu, pedindo todas as vênias, vou acompanhar a divergência. A hipótese é de extorsão mediante sequestro; já há condenação em primeiro grau e – e esse é, talvez, um fundamento de divergência que eu respeito, mas sigo na minha posição – o Tribunal tem que, evidentemente, zelar pelos direitos fundamentais de todo acusado. Nós também somos os guardiões da próxima vítima, portanto, em casos de crime violento e da perspectiva de reiteração, penso que se justifica a prisão preventiva, pelo que não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D66E-BEFA-9275-8240 e senha 9721-B8E2-8E90-6828 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.484 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, também eu, pedindo todas as vênias, vou acompanhar a divergência. A hipótese é de extorsão mediante sequestro; já há condenação em primeiro grau e – e esse é, talvez, um fundamento de divergência que eu respeito, mas sigo na minha posição – o Tribunal tem que, evidentemente, zelar pelos direitos fundamentais de todo acusado. Nós também somos os guardiões da próxima vítima, portanto, em casos de crime violento e da perspectiva de reiteração, penso que se justifica a prisão preventiva, pelo que não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D66E-BEFA-9275-8240 e senha 9721-B8E2-8E90-6828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.484 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) : JULIANO DOSSENA JUNIOR (94458/RS) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FCD-78DF-B945-DA6C e senha 1B50-CAD4-E367-8ED3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.484 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : EDUARDO MARTINS DE CARVALHO IMPTE.(S) : JULIANO DOSSENA JUNIOR (94458/RS) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 414.218 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FCD-78DF-B945-DA6C e senha 1B50-CAD4-E367-8ED3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HC n 414 . 218", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875", "/", "AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "HC 147484 / RS", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 147484 / RS", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HC n 414 . 218 DO SUPERIOR", "processo n 0001803 - 54 . 2016 . 8 . 21 . 0080", "DBA0", "-", "-", "661E", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HC n 414 .", "processo n 0001803 - 54 . 2016 .", "HC 147484 / RS", "habeas corpus n 414 . 218 / RS", "verbete n 691 da Súmula", "HC 147484 / RS", "habeas corpus n 414 . 218 / RS", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 147484 / RS", "HC 147484 / RS", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HC 147484 / RS", "processo n 0001803 - 54 . 2016 . 8 . 21 . 0080", "HC 147484 / RS", "processo n 0001803 - 54 . 2016 . 8 . 21 . 0080", "HC 147484 / RS", "HC 147484 / RS Meio / RS", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 147484 / RS", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HC 134998", "HC 147484 / RS", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HC 134998", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HC n 414 . 218", "HABEAS CORPUS 147 . 484", "HC n 414 . 218 DO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 159 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 159 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 159 , cabeça (", "244", "-", "B (", "artigo 387 , § 2 . . . , do Código de Processo Penal", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 159 , cabeça", "244", "-", "B (", "artigo 387 , § 2 . . . , do Código de Processo Penal", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "Comarca de Arroio do Meio / RS", "RIO GRANDE DO SUL", "Comarca de Arroio do Meio / RS", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Comarca de Arroio do 2", "Comarca de Arroio do 2", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TRIBUNAL ESTADUAL", "Supremo Tribunal Federal", "Superior de Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDUARDO MARTINS DE CARVALHO", "JULIANO DOSSENA JUNIOR", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDUARDO MARTINS DE CARVALHO", "JULIANO DOSSENA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDUARDO MARTINS DE CARVALHO", "JULIANO DOSSENA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Mariana Madera Nunes", "Natanael Luciano da Silva Kunzler", "Jonas Azeredo da Silva", "Natanael Luciano da Silva Kunzler", "Jonas Azeredo da Silva", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Natanael Luciano da Silva Kunzler", "Jonas Azeredo da Silva", "Natanael Luciano da Silva Kunzler", "Jonas Azeredo da Silva", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDUARDO MARTINS DE CARVALHO", "JULIANO DOSSENA JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDUARDO MARTINS DE CARVALHO", "JULIANO DOSSENA JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da", "Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "23 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "8", "23 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de novembro de 2018", "22 de agosto último", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de novembro de 2018", "22 de agosto último", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "14 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "14 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "13 de setembro de 2017", "5", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "13 de setembro de 2017", "5", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF AGDO.(A/S) :VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) :IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. RECURSO INADMISSÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. NECESSIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC e no art. 327, § 1°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II – Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. III – O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do RE 553.670-AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-FDB5-CCB7-6F80 e senha 1081-1039-0EC4-6357 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1176188 AGR / SP quando há compatibilidade de horários. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-FDB5-CCB7-6F80 e senha 1081-1039-0EC4-6357 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP quando há compatibilidade de horários. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-FDB5-CCB7-6F80 e senha 1081-1039-0EC4-6357 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF AGDO.(A/S) :VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) :IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário (documento eletrônico 38). A agravante sustenta, em síntese, que “[n]ão há reexame dos fatos e das provas dos autos, visto que a matéria é exclusivamente de direito constitucional, mais precisamente sobre o dever de se garantir ao empregado meio ambiente adequado às atividades exercidas, o que implica a observância do art. 14 da Lei nº 7.394/1985, à luz da Constituição Federal” (pág. 18 do documento eletrônico 39). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-3313-ABAB-35D7 e senha DADF-6ABC-4595-58F4 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF AGDO.(A/S) :VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) :IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário (documento eletrônico 38). A agravante sustenta, em síntese, que “[n]ão há reexame dos fatos e das provas dos autos, visto que a matéria é exclusivamente de direito constitucional, mais precisamente sobre o dever de se garantir ao empregado meio ambiente adequado às atividades exercidas, o que implica a observância do art. 14 da Lei nº 7.394/1985, à luz da Constituição Federal” (pág. 18 do documento eletrônico 39). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-3313-ABAB-35D7 e senha DADF-6ABC-4595-58F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. Nos termos do artigo 37, XVI, c, da Constituição Federal, é possível a acumulação de dois empregos de técnico em radiologia quando inexistente a incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei nº 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal. Precedentes. Recurso de revista de que não se conhece (grifos no original) (pág. 1 do documento eletrônico 18). No RE fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em síntese, violação dos arts. 1°, III e IV; 6°; 7°, XXII; 37, XVI; 194; e 196, da mesma Carta. Aduz a recorrente que: Por essa razão, não pode prevalecer o entendimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. Nos termos do artigo 37, XVI, c, da Constituição Federal, é possível a acumulação de dois empregos de técnico em radiologia quando inexistente a incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei nº 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal. Precedentes. Recurso de revista de que não se conhece (grifos no original) (pág. 1 do documento eletrônico 18). No RE fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em síntese, violação dos arts. 1°, III e IV; 6°; 7°, XXII; 37, XVI; 194; e 196, da mesma Carta. Aduz a recorrente que: Por essa razão, não pode prevalecer o entendimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP TST, que afirmou que o art. 5º, XIII, da CF/88, impõe o livre exercício de qualquer trabalho, não podendo o princípio da redução de riscos á saúde do trabalhador, anular a livre liberdade que o trabalhador tem para discernir o que é melhor para a sua vida, inclusive deliberar pela acumulação de dois vínculos de radiologia (pág. 9 do documento eletrônico 20). A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC. Nesse sentido, destaca-se o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP TST, que afirmou que o art. 5º, XIII, da CF/88, impõe o livre exercício de qualquer trabalho, não podendo o princípio da redução de riscos á saúde do trabalhador, anular a livre liberdade que o trabalhador tem para discernir o que é melhor para a sua vida, inclusive deliberar pela acumulação de dois vínculos de radiologia (pág. 9 do documento eletrônico 20). A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC. Nesse sentido, destaca-se o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, destaca-se do voto condutor do acórdão recorrido (págs. 3 e seguintes do documento eletrônico 18): ‘Nesse sentido, não se verifica nenhuma irregularidade na acumulação pelo autor dos empregos mantidos com a USP e com a UNIFESP, pois, além de exercer atividade ligada à saúde (técnico em radiologia) e com regulamentação própria (Lei 7.394/85), cumpre em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, destaca-se do voto condutor do acórdão recorrido (págs. 3 e seguintes do documento eletrônico 18): ‘Nesse sentido, não se verifica nenhuma irregularidade na acumulação pelo autor dos empregos mantidos com a USP e com a UNIFESP, pois, além de exercer atividade ligada à saúde (técnico em radiologia) e com regulamentação própria (Lei 7.394/85), cumpre em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP cada um dos vínculos empregatícios a carga horaria máxima prevista na lei específica da profissão (24 horas semanais), sem nenhuma incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei nº 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal’. Assim, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF, e a reanálise da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que se houvesse ofensa à Constituição, seria apenas indireta. Nesse sentido, destaca-se julgados do Plenário e de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (ARE 936.295-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP cada um dos vínculos empregatícios a carga horaria máxima prevista na lei específica da profissão (24 horas semanais), sem nenhuma incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei nº 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal’. Assim, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF, e a reanálise da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que se houvesse ofensa à Constituição, seria apenas indireta. Nesse sentido, destaca-se julgados do Plenário e de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (ARE 936.295-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do STF. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’(ARE 817.366-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 1.084.537-AgR/RJ, Relatora Ministra Presidente, Pleno). ‘Ementa: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS RECONHECIDA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. REGULARIDADE CONSTITUCIONAL DE ACUMULAÇÃO. PODER REGULAMENTAR. CRIAÇÃO DE NOVA REGRA. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II Impossibilidade de se criar regra não prevista no texto da Constituição Federal, a pretexto de regulamentar dispositivo constitucional. III - Agravo regimental improvido’ (RE 565.917- AgR/GO, de minha relatoria, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Não ocorrência. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do STF. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’(ARE 817.366-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 1.084.537-AgR/RJ, Relatora Ministra Presidente, Pleno). ‘Ementa: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS RECONHECIDA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. REGULARIDADE CONSTITUCIONAL DE ACUMULAÇÃO. PODER REGULAMENTAR. CRIAÇÃO DE NOVA REGRA. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II Impossibilidade de se criar regra não prevista no texto da Constituição Federal, a pretexto de regulamentar dispositivo constitucional. III - Agravo regimental improvido’ (RE 565.917- AgR/GO, de minha relatoria, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Não ocorrência. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP 13.8.2010. 4. Acumulação de cargos. compatibilidade de horários. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 823.115-AgR/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). No mesmo sentido, cita-se, ainda, os seguintes precedentes: AI 835.129/AM, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia; AI 833.664/RJ, da relatoria do Ministro Ayres Britto; RE 634.984/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes; AI 752.240/RJ, de minha relatoria. Por fim, ressalta-se que o acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do RE 553.670- AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. Por oportuno, transcreve-se a ementa do aludido julgado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PRIVATIVOS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE. CF/88, ART. 37, XVI, c. POSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal prevê a possibilidade da acumulação de cargos privativos de profissionais da saúde, em que se incluem os assistentes sociais. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites do art. 85, § 2°, do CPC” (documento eletrônico 39). Nesse mesmo sentido, quanto à incidência da Súmula 279/STF, menciono, ainda, os seguintes precedentes: 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP 13.8.2010. 4. Acumulação de cargos. compatibilidade de horários. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 823.115-AgR/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). No mesmo sentido, cita-se, ainda, os seguintes precedentes: AI 835.129/AM, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia; AI 833.664/RJ, da relatoria do Ministro Ayres Britto; RE 634.984/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes; AI 752.240/RJ, de minha relatoria. Por fim, ressalta-se que o acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do RE 553.670- AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. Por oportuno, transcreve-se a ementa do aludido julgado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PRIVATIVOS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE. CF/88, ART. 37, XVI, c. POSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal prevê a possibilidade da acumulação de cargos privativos de profissionais da saúde, em que se incluem os assistentes sociais. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites do art. 85, § 2°, do CPC” (documento eletrônico 39). Nesse mesmo sentido, quanto à incidência da Súmula 279/STF, menciono, ainda, os seguintes precedentes: 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.9.2017. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, quanto à incompatibilidade de horários referentes aos cargos em exame, seria necessária a análise das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo” (ARE 1.065.622-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, XVI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.9.2017. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, quanto à incompatibilidade de horários referentes aos cargos em exame, seria necessária a análise das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo” (ARE 1.065.622-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, XVI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação”.(ARE 1.133.892-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). Assim, mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação”.(ARE 1.133.892-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). Assim, mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) AGDO.(A/S) : VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) : IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK (236059/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 823B-A647-FA68-AF44 e senha 8B55-5879-4580-B688 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) AGDO.(A/S) : VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) : IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK (236059/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 823B-A647-FA68-AF44 e senha 8B55-5879-4580-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749468783
2019-03-22T00:00:00
2019-03-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. RECURSO INADMISSÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. NECESSIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC e no art. 327, § 1°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II – Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. III – O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do RE 553.670-AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur400884
- Acórdão(s) citado(s): (ACUMULAÇÃO DE CARGOS, PROFISISONAL, SAÚDE) RE 553670 AgR (2ªT). (ACUMULAÇÃO DE CARGOS, PROFISISONAL, SAÚDE, COMPATIBILIDADE, HORÁRIO) ARE 1065622 AgR (2ªT), ARE 1133892 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 11/04/2019, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1176188
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1176188 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF AGDO.(A/S) : VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) : IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF AGDO.(A/S) :VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) :IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. RECURSO INADMISSÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil e no art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II – Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. III – O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do Recurso Extraordinário 553.670-AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-FDB5-CCB7-6F80 e senha 1081-1039-0EC4-6357 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1176188 AGR / SP quando há compatibilidade de horários. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-FDB5-CCB7-6F80 e senha 1081-1039-0EC4-6357 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP quando há compatibilidade de horários. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-FDB5-CCB7-6F80 e senha 1081-1039-0EC4-6357 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF AGDO.(A/S) :VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) :IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário (documento eletrônico 38). A agravante sustenta, em síntese, que “[n]ão há reexame dos fatos e das provas dos autos, visto que a matéria é exclusivamente de direito constitucional, mais precisamente sobre o dever de se garantir ao empregado meio ambiente adequado às atividades exercidas, o que implica a observância do art. 14 da Lei n 7.394/1985, à luz da Constituição Federal” (pág. 18 do documento eletrônico 39). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-3313-ABAB-35D7 e senha DADF-6ABC-4595-58F4 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF AGDO.(A/S) :VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) :IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário (documento eletrônico 38). A agravante sustenta, em síntese, que “[n]ão há reexame dos fatos e das provas dos autos, visto que a matéria é exclusivamente de direito constitucional, mais precisamente sobre o dever de se garantir ao empregado meio ambiente adequado às atividades exercidas, o que implica a observância do art. 14 da Lei n 7.394/1985, à luz da Constituição Federal” (pág. 18 do documento eletrônico 39). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-3313-ABAB-35D7 e senha DADF-6ABC-4595-58F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI n 13.015/2014. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. Nos termos do artigo 37, XVI, c, da Constituição Federal, é possível a acumulação de dois empregos de técnico em radiologia quando inexistente a incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei n 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal. Precedentes. Recurso de revista de que não se conhece (grifos no original) (pág. 1 do documento eletrônico 18). No Recurso Extraordinário fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em síntese, violação dos arts. 1..., III e IV; 6...; 7..., XXII; 37, XVI; 194; e 196, da mesma Carta. Aduz a recorrente que: Por essa razão, não pode prevalecer o entendimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI n 13.015/2014. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. Nos termos do artigo 37, XVI, c, da Constituição Federal, é possível a acumulação de dois empregos de técnico em radiologia quando inexistente a incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei n 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal. Precedentes. Recurso de revista de que não se conhece (grifos no original) (pág. 1 do documento eletrônico 18). No Recurso Extraordinário fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou- se, em síntese, violação dos arts. 1..., III e IV; 6...; 7..., XXII; 37, XVI; 194; e 196, da mesma Carta. Aduz a recorrente que: Por essa razão, não pode prevalecer o entendimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP Tribunal Superior do Trabalho, que afirmou que o art. 5..., XIII, da Constituição Federal de 1988/88, impõe o livre exercício de qualquer trabalho, não podendo o princípio da redução de riscos á saúde do trabalhador, anular a livre liberdade que o trabalhador tem para discernir o que é melhor para a sua vida, inclusive deliberar pela acumulação de dois vínculos de radiologia (pág. 9 do documento eletrônico 20). A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, destaca-se o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP Tribunal Superior do Trabalho, que afirmou que o art. 5..., XIII, da Constituição Federal de 1988/88, impõe o livre exercício de qualquer trabalho, não podendo o princípio da redução de riscos á saúde do trabalhador, anular a livre liberdade que o trabalhador tem para discernir o que é melhor para a sua vida, inclusive deliberar pela acumulação de dois vínculos de radiologia (pág. 9 do documento eletrônico 20). A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, destaca-se o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, destaca-se do voto condutor do acórdão recorrido (págs. 3 e seguintes do documento eletrônico 18): ‘Nesse sentido, não se verifica nenhuma irregularidade na acumulação pelo autor dos empregos mantidos com a USP e com a UNIFESP, pois, além de exercer atividade ligada à saúde (técnico em radiologia) e com regulamentação própria (Lei 7.394/85), cumpre em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, destaca-se do voto condutor do acórdão recorrido (págs. 3 e seguintes do documento eletrônico 18): ‘Nesse sentido, não se verifica nenhuma irregularidade na acumulação pelo autor dos empregos mantidos com a USP e com a UNIFESP, pois, além de exercer atividade ligada à saúde (técnico em radiologia) e com regulamentação própria (Lei 7.394/85), cumpre em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP cada um dos vínculos empregatícios a carga horaria máxima prevista na lei específica da profissão (24 horas semanais), sem nenhuma incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei n 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal’. Assim, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, e a reanálise da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que se houvesse ofensa à Constituição, seria apenas indireta. Nesse sentido, destaca-se julgados do Plenário e de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (ARE 936.295-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP cada um dos vínculos empregatícios a carga horaria máxima prevista na lei específica da profissão (24 horas semanais), sem nenhuma incompatibilidade de horários. A limitação de 24 horas semanais prevista no artigo 14 da Lei n 7.394/85 a qual regulamenta a profissão do técnico em radiologia - deve ser observada em relação a cada um dos contratos de trabalho mantidos pelo empregado, não impedindo a acumulação prevista constitucionalmente o fato de a soma das jornadas exercidas nos dois empregos ultrapassar o referido teto semanal’. Assim, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, e a reanálise da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que se houvesse ofensa à Constituição, seria apenas indireta. Nesse sentido, destaca-se julgados do Plenário e de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (ARE 936.295-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’(ARE 817.366-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 1.084.537-AgR/RJ, Relatora Ministra Presidente, Pleno). ‘Ementa: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS RECONHECIDA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. REGULARIDADE CONSTITUCIONAL DE ACUMULAÇÃO. PODER REGULAMENTAR. CRIAÇÃO DE NOVA REGRA. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II Impossibilidade de se criar regra não prevista no texto da Constituição Federal, a pretexto de regulamentar dispositivo constitucional. III - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário 565.917- AgR/GO, de minha relatoria, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Não ocorrência. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’(ARE 817.366-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 1.084.537-AgR/RJ, Relatora Ministra Presidente, Pleno). ‘Ementa: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS RECONHECIDA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. REGULARIDADE CONSTITUCIONAL DE ACUMULAÇÃO. PODER REGULAMENTAR. CRIAÇÃO DE NOVA REGRA. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II Impossibilidade de se criar regra não prevista no texto da Constituição Federal, a pretexto de regulamentar dispositivo constitucional. III - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário 565.917- AgR/GO, de minha relatoria, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Não ocorrência. Precedente: AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP 13.8.2010. 4. Acumulação de cargos. compatibilidade de horários. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 823.115-AgR/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). No mesmo sentido, cita-se, ainda, os seguintes precedentes: AI 835.129/AM, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia; AI 833.664/RJ, da relatoria do Ministro Ayres Britto; Recurso Extraordinário 634.984/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes; AI 752.240/RJ, de minha relatoria. Por fim, ressalta-se que o acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do Recurso Extraordinário 553.670- AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. Por oportuno, transcreve-se a ementa do aludido julgado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PRIVATIVOS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE. Constituição Federal de 1988/88, ART. 37, XVI, c. POSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal prevê a possibilidade da acumulação de cargos privativos de profissionais da saúde, em que se incluem os assistentes sociais. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil” (documento eletrônico 39). Nesse mesmo sentido, quanto à incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, menciono, ainda, os seguintes precedentes: 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP 13.8.2010. 4. Acumulação de cargos. compatibilidade de horários. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 823.115-AgR/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). No mesmo sentido, cita-se, ainda, os seguintes precedentes: AI 835.129/AM, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia; AI 833.664/RJ, da relatoria do Ministro Ayres Britto; Recurso Extraordinário 634.984/RJ, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes; AI 752.240/RJ, de minha relatoria. Por fim, ressalta-se que o acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do Recurso Extraordinário 553.670- AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. Por oportuno, transcreve-se a ementa do aludido julgado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PRIVATIVOS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE. Constituição Federal de 1988/88, ART. 37, XVI, c. POSSIBILIDADE. 1. A Constituição Federal prevê a possibilidade da acumulação de cargos privativos de profissionais da saúde, em que se incluem os assistentes sociais. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites do art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil” (documento eletrônico 39). Nesse mesmo sentido, quanto à incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, menciono, ainda, os seguintes precedentes: 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.9.2017. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, quanto à incompatibilidade de horários referentes aos cargos em exame, seria necessária a análise das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo” (ARE 1.065.622-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, XVI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 14.9.2017. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela do acórdão recorrido, quanto à incompatibilidade de horários referentes aos cargos em exame, seria necessária a análise das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo” (ARE 1.065.622-AgR/RJ, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, XVI, ‘C’, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176188 AGR / SP que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação”.(ARE 1.133.892-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). Assim, mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1176188 AGR / SP que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação”.(ARE 1.133.892-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). Assim, mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13A5-43C5-8E91-F109 e senha 8BC3-8740-051A-B4A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) AGDO.(A/S) : VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) : IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK (236059/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 823B-A647-FA68-AF44 e senha 8B55-5879-4580-B688 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.188 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) AGDO.(A/S) : VALDIR JOSE DE LIMA ADV.(A/S) : IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK (236059/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 823B-A647-FA68-AF44 e senha 8B55-5879-4580-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 176 . 188 SÃO", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 553 . 670 - AgR / MG", "ARE 1176188 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 176 . 188", "ARE 1176188 AGR / SP", "ARE 882 . 864 - AgR / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1176188 AGR / SP", "ARE 882 . 864 - AgR / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1176188 AGR / SP", "ARE 1176188 AGR / SP", "ARE 1176188 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 936 . 295 - AgR / SP", "ARE 1176188 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 936 . 295 - AgR / SP", "ARE 1176188 AGR / SP", "Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 817 . 366 - AgR / RJ", "ARE 1 . 084 . 537 - AgR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 565 . 917 - AgR / GO", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1176188 AGR / SP", "Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 817 . 366 - AgR / RJ", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1 . 084 . 537 - AgR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 565 . 917 - AgR / GO", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1176188 AGR / SP", "Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 823 . 115 - AgR / PI", "AI 835 . 129 / AM", "AI 833 . 664 / RJ", "Recurso Extraordinário 634 . 984 / RJ", "AI 752 . 240 / RJ", "Recurso Extraordinário 553 . 670 - AgR / MG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1176188 AGR / SP", "Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 823 . 115 - AgR / PI", "AI 835 . 129 / AM", "AI 833 . 664 / RJ", "Recurso Extraordinário 634 . 984 / RJ", "AI 752 . 240 / RJ", "Recurso Extraordinário 553 . 670 - AgR / MG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 065 . 622 - AgR / RJ", "ARE 1176188 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 065 . 622 - AgR / RJ", "ARE 1176188 AGR / SP", "ARE 1 . 133 . 892 - AgR / MG", "ARE 1176188 AGR / SP", "ARE 1 . 133 . 892 - AgR / MG" ], "LEGISLACAO": [ ".", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 da Lei n 7 . 394 /", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 da Lei n 7 . 394 / 1985", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 13 . 015 / 2014", "artigo 37 , XVI , c , da Constituição Federal", "artigo 14 da Lei n 7 . 394 / 85", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2", "LEI n 13 . 015 / 2014", "artigo 37 , XVI , c , da Constituição Federal", "artigo 14 da Lei n 7 . 394 / 85", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Lei 7 . 394 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Lei 7 . 394 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 14 da Lei n 7 . 394 / 85", "Constituição", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Lei 7 . 394 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 14 da Lei n 7 . 394 / 85", "Constituição", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Lei 7 . 394 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 92 . 790 / 86", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 92 . 790 /", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 37 , XVI , c", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88 , ART . 37 , XVI , c", "Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 37 , XVI , ‘ C ’ , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 37 , XVI , ‘ C ’ , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil /", "art . 102 da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "USP", "UNIFESP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "USP", "UNIFESP", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "REGIS", "VALDIR JOSE DE LIMA", "IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "REGIS LATTOUF", "VALDIR JOSE DE LIMA", "IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "REGIS LATTOUF", "VALDIR JOSE DE LIMA", "IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "REGIS LATTOUF", "VALDIR JOSE DE LIMA", "IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "REGIS LATTOUF", "VALDIR JOSE DE LIMA", "IRAINA GODINHO MACEDO TKACZUK", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) :ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO ADV.(A/S) :RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP Nº 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD67-D472-8B39-416C e senha 56A9-0BE5-0A44-FB96 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 149067 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD67-D472-8B39-416C e senha 56A9-0BE5-0A44-FB96 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD67-D472-8B39-416C e senha 56A9-0BE5-0A44-FB96 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) :ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO ADV.(A/S) :RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP Nº 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, no processo nº 0039497- 45.2000.8.26.0576, em 6 de maio de 2011, condenou o paciente e mais três pessoas a 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 100 dias-multa, ante a prática do delito descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Assegurou o direito de recorrerem em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) :ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO ADV.(A/S) :RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP Nº 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, no processo nº 0039497- 45.2000.8.26.0576, em 6 de maio de 2011, condenou o paciente e mais três pessoas a 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 100 dias-multa, ante a prática do delito descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Assegurou o direito de recorrerem em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 149067 / SP A Quarta Câmara Criminal Extraordinária do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa. Recurso especial foi inadmitido e o extraordinário declarado prejudicado pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial nº 1.039.077/SP, tendo o Relator dado parcial provimento ao recurso especial, redimensionando a sanção para 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 40 dias-multa. Na sequência, determinou o envio de cópia do processo ao Juízo para início da execução provisória da pena com relação ao paciente e ao corréu Marcos Antônio Rosa Paim. Os impetrantes apontam o reconhecimento, na sentença condenatória, do direito de recorrer em liberdade, aduzindo não ter havido impugnação por parte da acusação. Arguem violação do princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, fosse afastada a execução antecipada da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 26 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP A Quarta Câmara Criminal Extraordinária do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa. Recurso especial foi inadmitido e o extraordinário declarado prejudicado pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial nº 1.039.077/SP, tendo o Relator dado parcial provimento ao recurso especial, redimensionando a sanção para 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 40 dias-multa. Na sequência, determinou o envio de cópia do processo ao Juízo para início da execução provisória da pena com relação ao paciente e ao corréu Marcos Antônio Rosa Paim. Os impetrantes apontam o reconhecimento, na sentença condenatória, do direito de recorrer em liberdade, aduzindo não ter havido impugnação por parte da acusação. Arguem violação do princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, fosse afastada a execução antecipada da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 26 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 149067 / SP Consulta ao sítio do Supremo revelou haver Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, negado provimento ao recurso extraordinário com agravo nº 1.116.742. Agravo interno foi desprovido pela Primeira Turma em 11 de setembro seguinte. Interpostos embargos declaratórios, encontram-se pendentes de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP Consulta ao sítio do Supremo revelou haver Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, negado provimento ao recurso extraordinário com agravo nº 1.116.742. Agravo interno foi desprovido pela Primeira Turma em 11 de setembro seguinte. Interpostos embargos declaratórios, encontram-se pendentes de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reitero o que fiz ver por ocasião do implemento da medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reitero o que fiz ver por ocasião do implemento da medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149067 / SP penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e nº 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário nº 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus nº 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e nº 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário nº 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus nº 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149067 / SP para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5º da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de nº 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus nº 152.752, relator ministro Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5º da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de nº 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus nº 152.752, relator ministro Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149067 / SP Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. […] Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório formalizado no processo nº 0039497-45.2000.8.26.0576, da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam o paciente da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão médio, integrado à sociedade. Estendo a decisão, com idênticas cautelas, ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. […] Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório formalizado no processo nº 0039497-45.2000.8.26.0576, da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam o paciente da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão médio, integrado à sociedade. Estendo a decisão, com idênticas cautelas, ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149067 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade, uma vez que, conforme salientei no julgamento do RE 696.533, 1ª Turma, As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e a ampla defesa em dupla instância, e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2º grau. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade, uma vez que, conforme salientei no julgamento do RE 696.533, 1ª Turma, As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e a ampla defesa em dupla instância, e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2º grau. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também considero que se trata de execução imediata da pena. Portanto, acompanho a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76F0-7FC5-3104-A1C6 e senha 8B91-4442-C489-2498 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também considero que se trata de execução imediata da pena. Portanto, acompanho a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76F0-7FC5-3104-A1C6 e senha 8B91-4442-C489-2498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) : ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA (23183/SP) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO (360868/SP) ADV.(A/S) : RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA (277106/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP Nº 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BCD-84CA-F151-FC44 e senha 6A78-6803-C5C6-D7B0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) : ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA (23183/SP) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO (360868/SP) ADV.(A/S) : RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA (277106/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP Nº 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BCD-84CA-F151-FC44 e senha 6A78-6803-C5C6-D7B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749815560
2019-02-05T00:00:00
2019-05-15T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.
sjur406362
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, STJ) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (HC, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA INFERIOR) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, INTERPRETAÇÃO ESTRITA) HC 139262 AgR (1ªT). (SUPERAÇÃO, ÓBICE, HC, EXCEPCIONALIDADE, TERATOLOGIA) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 16/09/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
149067
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 149067
[ "" ]
PACTE.(S) : AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) : ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO ADV.(A/S) : RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP Nº 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) :ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO ADV.(A/S) :RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP n 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD67-D472-8B39-416C e senha 56A9-0BE5-0A44-FB96 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 149067 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD67-D472-8B39-416C e senha 56A9-0BE5-0A44-FB96 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD67-D472-8B39-416C e senha 56A9-0BE5-0A44-FB96 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) :ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO ADV.(A/S) :RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP n 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, no processo n 0039497- 45.2000.8.26.0576, em 6 de maio de 2011, condenou o paciente e mais três pessoas a 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 100 dias-multa, ante a prática do delito descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Assegurou o direito de recorrerem em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) :ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO ADV.(A/S) :RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP n 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, no processo n 0039497- 45.2000.8.26.0576, em 6 de maio de 2011, condenou o paciente e mais três pessoas a 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 100 dias-multa, ante a prática do delito descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Assegurou o direito de recorrerem em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 149067 / SP A Quarta Câmara Criminal Extraordinária do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa. Recurso especial foi inadmitido e o extraordinário declarado prejudicado pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial n 1.039.077/SP, tendo o Relator dado parcial provimento ao recurso especial, redimensionando a sanção para 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 40 dias-multa. Na sequência, determinou o envio de cópia do processo ao Juízo para início da execução provisória da pena com relação ao paciente e ao corréu Marcos Antônio Rosa Paim. Os impetrantes apontam o reconhecimento, na sentença condenatória, do direito de recorrer em liberdade, aduzindo não ter havido impugnação por parte da acusação. Arguem violação do princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, fosse afastada a execução antecipada da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 26 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP A Quarta Câmara Criminal Extraordinária do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa. Recurso especial foi inadmitido e o extraordinário declarado prejudicado pelo Presidente da Seção de Direito Criminal. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial n 1.039.077/SP, tendo o Relator dado parcial provimento ao recurso especial, redimensionando a sanção para 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 40 dias-multa. Na sequência, determinou o envio de cópia do processo ao Juízo para início da execução provisória da pena com relação ao paciente e ao corréu Marcos Antônio Rosa Paim. Os impetrantes apontam o reconhecimento, na sentença condenatória, do direito de recorrer em liberdade, aduzindo não ter havido impugnação por parte da acusação. Arguem violação do princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, fosse afastada a execução antecipada da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 26 de outubro de 2017, acolheu o pedido de medida acauteladora. Estendeu os efeitos da decisão ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra ato individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 149067 / SP Consulta ao sítio do Supremo revelou haver Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, negado provimento ao recurso extraordinário com agravo n 1.116.742. Agravo interno foi desprovido pela Primeira Turma em 11 de setembro seguinte. Interpostos embargos declaratórios, encontram-se pendentes de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP Consulta ao sítio do Supremo revelou haver Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, negado provimento ao recurso extraordinário com agravo n 1.116.742. Agravo interno foi desprovido pela Primeira Turma em 11 de setembro seguinte. Interpostos embargos declaratórios, encontram-se pendentes de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A71-1A72-B84F-C6CD e senha D1E6-ABBF-0A7D-A9D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reitero o que fiz ver por ocasião do implemento da medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é cabível contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso é esvaziar o alcance da impetração. Reitero o que fiz ver por ocasião do implemento da medida acauteladora: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149067 / SP penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei n 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e n 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário n 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus n 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei n 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e n 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário n 964.246, formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus n 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149067 / SP para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5... da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de n 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus n 152.752, relator ministro Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5... da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – segundo a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de n 54 para análise do pedido de liminar. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus n 152.752, relator ministro Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149067 / SP Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. […] Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório formalizado no processo n 0039497-45.2000.8.26.0576, da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam o paciente da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão médio, integrado à sociedade. Estendo a decisão, com idênticas cautelas, ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. […] Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório formalizado no processo n 0039497-45.2000.8.26.0576, da Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam o paciente da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão médio, integrado à sociedade. Estendo a decisão, com idênticas cautelas, ao corréu Marcos Antonio Rosa Paim, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2BB-1EBD-ABBD-7922 e senha 00FE-B2EE-8973-EB1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Senhor Presidente, peço vênia para divergir. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149067 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade, uma vez que, conforme salientei no julgamento do Recurso Extraordinário 696.533, 1... Turma, As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e a ampla defesa em dupla instância, e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2... grau. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Supremo Tribunal Federal HC 149067 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade, uma vez que, conforme salientei no julgamento do Recurso Extraordinário 696.533, 1... Turma, As exigências decorrentes da previsão constitucional do princípio da presunção de inocência não são desrespeitadas mediante a possibilidade de execução provisória da pena privativa de liberdade, quando a decisão condenatória observar todos os demais princípios constitucionais interligados; ou seja, quando o juízo de culpabilidade do acusado tiver sido firmado com absoluta independência pelo juízo natural, a partir da valoração de provas obtidas mediante o devido processo legal, contraditório e a ampla defesa em dupla instância, e a condenação criminal tiver sido imposta, em decisão colegiada, devidamente motivada, de Tribunal de 2... grau. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC33-91CA-F65A-4153 e senha E81D-177A-E4A2-F643 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também considero que se trata de execução imediata da pena. Portanto, acompanho a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76F0-7FC5-3104-A1C6 e senha 8B91-4442-C489-2498 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.067 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também considero que se trata de execução imediata da pena. Portanto, acompanho a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76F0-7FC5-3104-A1C6 e senha 8B91-4442-C489-2498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) : ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA (23183/SP) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO (360868/SP) ADV.(A/S) : RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA (277106/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP n 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BCD-84CA-F151-FC44 e senha 6A78-6803-C5C6-D7B0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AIRTON MALIKOSKI IMPTE.(S) : ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA (23183/SP) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO (360868/SP) ADV.(A/S) : RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA (277106/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP n 1.039.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BCD-84CA-F151-FC44 e senha 6A78-6803-C5C6-D7B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 149 . 067", "ARESP n 1 . 039 . 077", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 149067 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 149067 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "ARESP n 1 . 039 . 077", "processo n 0039497 - 45 . 2000 . 8 . 26 . 0576", "HABEAS CORPUS 149 . 067 SÃO", "ARESP n 1 . 039 . 077", "processo n 0039497 - 45 . 2000 . 8 . 26 . 0576", "HC 149067 / SP", "HC 149067 / SP", "agravo", "recurso especial n 1 . 039 . 077 / SP", "HC 149067 / SP", "agravo n 1 . 116 . 742", "agravo n 1 . 116 . 742", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "habeas corpus n 126 . 292", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 149067 / SP", "HC 149067 / SP", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 149067 / SP", "habeas corpus n 152 . 752", "HC 149067 / SP", "habeas corpus n 152 . 752", "HC 149067 / SP", "processo n 0039497 - 45 . 2000 . 8 .", "26 . 0576", "HC 149067 / SP", "-", "45", ".", "2000", ".", "8", ".", "26", ".", "0576", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 149067 / SP", "HC 139 . 262", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "Recurso Extraordinário 696 . 533", "HC 149067 / SP", "HC 139 . 262", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "Recurso Extraordinário 696 . 533", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "ARESP n 1 . 039 . 077", "HABEAS CORPUS 149 . 067", "ARESP n" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 171 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 171 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Lei n 12 . 403", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Lei n 12 . 403", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos XXXV e LVII do artigo 5 . . . da Carta da República", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos XXXV e LVII do artigo 5 . . . da Carta da República", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior de Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Quarta Câmara Criminal Extraordinária do Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Quarta Câmara Criminal Extraordinária do Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Pleno", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Pleno", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Supremo", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Supremo", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Fachin", "Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "1", ".", ".", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AIRTON MALIKOSKI", "ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA", "BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO", "RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AIRTON MALIKOSKI", "ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA", "BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO", "RAFAEL", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AIRTON MALIKOSKI", "ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA", "BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO", "RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "Marcos Antônio Rosa Paim", "Marcos Antonio Rosa Paim", "Marcos Antônio Rosa Paim", "Marcos Antonio Rosa Paim", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "MARCO AURÉLIO", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Edson", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Edson", "MARCO AURÉLIO", "Marcos Antonio Rosa Paim", "Marcos Antonio Rosa Paim", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AIRTON MALIKOSKI", "ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA", "BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO", "RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AIRTON MALIKOSKI", "ANTONIO CLAUDIO MARIZ DE OLIVEIRA", "BARBARA AUGUSTA FERREIRA DONINHO", "RAFAEL AUGUSTO DAS FLORES ROSA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "6 de maio de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "6 de maio de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2018", "11 de setembro seguinte", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2018", "11 de setembro seguinte", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "17 de fevereiro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "17 de fevereiro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de maio de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de maio de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de dezembro de 2017", "19 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de dezembro de 2017", "19 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.663 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :E.F.S. ADV.(A/S) :EDISON FREITAS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS NA ORIGEM. ALEGADA OFENSA AO ART. 5°, LIV, DA CF. LEI 11.419/2006. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TEMA 660 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a reinterpretação da legislação infraconstitucional aplicável ao caso, sendo certo que a ofensa à Constituição seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II – O Supremo Tribunal Federal já definiu que a violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando implicarem em exame de legislação infraconstitucional, é matéria sem repercussão geral (Tema 660 - ARE 748.371 RG). III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75E5-2AFD-AA33-BC4D e senha A15D-B8C9-72C0-1E43 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1175663 AGR / RS voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75E5-2AFD-AA33-BC4D e senha A15D-B8C9-72C0-1E43 Supremo Tribunal Federal ARE 1175663 AGR / RS voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75E5-2AFD-AA33-BC4D e senha A15D-B8C9-72C0-1E43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.663 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.F.S. ADV.(A/S) : EDISON FREITAS DE SIQUEIRA (23016/BA, 2074-A/DF, 28659/GO, 92047/MG, 10305/A/MT, 47098/PR, 2541-A/RJ, 22136/RS, 22281/SC, 172838/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10AB-627F-6F7F-A256 e senha 935E-055C-7149-2069 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.663 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.F.S. ADV.(A/S) : EDISON FREITAS DE SIQUEIRA (23016/BA, 2074-A/DF, 28659/GO, 92047/MG, 10305/A/MT, 47098/PR, 2541-A/RJ, 22136/RS, 22281/SC, 172838/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10AB-627F-6F7F-A256 e senha 935E-055C-7149-2069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749475329
2019-03-22T00:00:00
2019-03-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS NA ORIGEM. ALEGADA OFENSA AO ART. 5°, LIV, DA CF. LEI 11.419/2006. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TEMA 660 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a reinterpretação da legislação infraconstitucional aplicável ao caso, sendo certo que a ofensa à Constituição seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II – O Supremo Tribunal Federal já definiu que a violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando implicarem em exame de legislação infraconstitucional, é matéria sem repercussão geral (Tema 660 - ARE 748.371 RG). III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur400923
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 3. Análise: 11/04/2019, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1175663
[ "LEG-FED LEI-011419 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1175663 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : E.F.S. ADV.(A/S) : EDISON FREITAS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.663 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :E.F.S. ADV.(A/S) :EDISON FREITAS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS NA ORIGEM. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., LIV, DA Constituição Federal de 1988. LEI 11.419/2006. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TEMA 660 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a reinterpretação da legislação infraconstitucional aplicável ao caso, sendo certo que a ofensa à Constituição seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II – O Supremo Tribunal Federal já definiu que a violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando implicarem em exame de legislação infraconstitucional, é matéria sem repercussão geral (Tema 660 - ARE 748.371 RG). III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75E5-2AFD-AA33-BC4D e senha A15D-B8C9-72C0-1E43 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1175663 AGR / RS voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75E5-2AFD-AA33-BC4D e senha A15D-B8C9-72C0-1E43 Supremo Tribunal Federal ARE 1175663 AGR / RS voto do Relator. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75E5-2AFD-AA33-BC4D e senha A15D-B8C9-72C0-1E43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.663 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.F.S. ADV.(A/S) : EDISON FREITAS DE SIQUEIRA (23016/BA, 2074-A/DF, 28659/GO, 92047/MG, 10305/A/MT, 47098/PR, 2541-A/RJ, 22136/RS, 22281/SC, 172838/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10AB-627F-6F7F-A256 e senha 935E-055C-7149-2069 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.663 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.F.S. ADV.(A/S) : EDISON FREITAS DE SIQUEIRA (23016/BA, 2074-A/DF, 28659/GO, 92047/MG, 10305/A/MT, 47098/PR, 2541-A/RJ, 22136/RS, 22281/SC, 172838/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10AB-627F-6F7F-A256 e senha 935E-055C-7149-2069 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 175 . 663", "ARE 1175663 AGR / RS", "ARE 1175663", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LIV , DA Constituição Federal de 1988", "LEI 11 . 419 / 2006", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDISON FREITAS DE SIQUEIRA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDISON FREITAS DE SIQUEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDISON FREITAS DE SIQUEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PACIENTE CONDENADO PELO CRIME MILITAR DE DESERÇÃO. ART. 187 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. REGIME PRISIONAL FECHADO. POSSIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO ART. 84 COMBINADO COM O ART. 59 DO CPM. COMPATIBILIDADE CONSTITUCIONAL DA RESTRIÇÃO PREVISTA NO ART. 88, II, A, DO CPM. PRECEDENTES DESTA SUPREMA CORTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. II – Aplicada reprimenda corporal de detenção ou reclusão inferior a 2 anos, quando vedada a concessão da suspensão condicional da pena, deve aquela ser convertida em prisão, a ser cumprida em local distinto para praças e oficiais. Inteligência do art. 84 combinado com o art. 59 do Código Penal Miliar – CPM. III – A incidência do art. 59 do CPM, na espécie, decorre do fato de o paciente ter sido condenado à pena de 6 meses de prisão pela prática do crime de deserção, para o qual o art. 88, II, a, do Código Penal Militar veda expressamente a suspensão condicional da pena. IV – O Plenário desta Suprema Corte decidiu que a restrição a que se submete os condenados pela prática do delito de deserção, crime militar por excelência, prevista no art. 88, II, a, do Código Penal Castrense, não apresenta quadro de incompatibilidade com a Constituição Federal de 1988 (HC 119.567/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, sendo Rel. para o acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B1E-33D0-7440-7F13 e senha 95C6-BC9A-BBBF-D3FF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 150443 AGR / DF Min. Roberto Barroso). V – É firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). VI – Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. VII – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por maioria, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B1E-33D0-7440-7F13 e senha 95C6-BC9A-BBBF-D3FF Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF Min. Roberto Barroso). V – É firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). VI – Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. VII – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por maioria, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B1E-33D0-7440-7F13 e senha 95C6-BC9A-BBBF-D3FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem no presente habeas corpus (documento eletrônico 12). O recorrente, em síntese, reitera os fundamentos expostos na petição inicial, acentuando que, “como lançado pelo Ministro Ayres Britto no HC 104174, […] quando a Constituição quis diferenciar a situação do militar daquela enfrentada pelo civil, foi expressa” (pág. 8 do documento eletrônico 14). Por essa razão, entende que deve “ser exercido o juízo de reconsideração ou provido o agravo para, ao final, conceder-se a ordem habeas corpus, permitindo-se a fixação do regime aberto de cumprimento de pena, uma vez que sua vedação apriorística está em claro confronto com a garantia constitucional da individualização da pena” (pág. 8 do documento eletrônico 14). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 198D-477C-12A3-B604 e senha FF7F-8452-93BB-A3AC Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem no presente habeas corpus (documento eletrônico 12). O recorrente, em síntese, reitera os fundamentos expostos na petição inicial, acentuando que, “como lançado pelo Ministro Ayres Britto no HC 104174, […] quando a Constituição quis diferenciar a situação do militar daquela enfrentada pelo civil, foi expressa” (pág. 8 do documento eletrônico 14). Por essa razão, entende que deve “ser exercido o juízo de reconsideração ou provido o agravo para, ao final, conceder-se a ordem habeas corpus, permitindo-se a fixação do regime aberto de cumprimento de pena, uma vez que sua vedação apriorística está em claro confronto com a garantia constitucional da individualização da pena” (pág. 8 do documento eletrônico 14). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 198D-477C-12A3-B604 e senha FF7F-8452-93BB-A3AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). De qualquer modo, reafirmo que o caso é de denegação da ordem. Conforme acentuei na decisão agravada, à luz do que dispõe o art. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). De qualquer modo, reafirmo que o caso é de denegação da ordem. Conforme acentuei na decisão agravada, à luz do que dispõe o art. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 150443 AGR / DF 84 do Código Penal Militar, quando aplicada pena de reclusão ou detenção não superior a 2 anos, a regra é que haja a suspensão condicional da reprimenda. Por outro lado, quando incabível a concessão desse benefício, incide o art. 59 do mesmo Códex, que assim disciplina a matéria: “A pena de reclusão ou de detenção até 2 (dois) anos, aplicada a militar, é convertida em pena de prisão e cumprida, quando não cabível a suspensão condicional: I – pelo oficial, em recinto de estabelecimento militar; II – pela praça, em estabelecimento penal militar, onde ficará separada de presos que estejam cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos”. Portanto, aplicada reprimenda corporal de detenção ou reclusão inferior a 2 anos, quando vedada a concessão da suspensão condicional da pena, deve aquela ser convertida em prisão, a ser cumprida em local distinto para praças e oficiais. Na hipótese sob análise, a incidência daquele dispositivo (art. 59 do CPM) decorre do fato de o paciente ter sido condenado à pena de 6 meses de prisão pela prática do crime de deserção, para o qual o art. 88, II, a, do Código Penal Militar veda expressamente a suspensão condicional da pena. O Plenário desta Suprema Corte, aliás, já decidiu que a restrição a que se submete os condenados pela prática do delito de deserção, crime militar por excelência, prevista no art. 88, II, a, do Código Penal Castrense, não apresenta quadro de incompatibilidade com a Constituição Federal de 1988 (HC 119.567/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, sendo Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso). Eis a ementa desse julgado: “DIREITO PENAL MILITAR. VEDAÇÃO DO SURSIS. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF 84 do Código Penal Militar, quando aplicada pena de reclusão ou detenção não superior a 2 anos, a regra é que haja a suspensão condicional da reprimenda. Por outro lado, quando incabível a concessão desse benefício, incide o art. 59 do mesmo Códex, que assim disciplina a matéria: “A pena de reclusão ou de detenção até 2 (dois) anos, aplicada a militar, é convertida em pena de prisão e cumprida, quando não cabível a suspensão condicional: I – pelo oficial, em recinto de estabelecimento militar; II – pela praça, em estabelecimento penal militar, onde ficará separada de presos que estejam cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos”. Portanto, aplicada reprimenda corporal de detenção ou reclusão inferior a 2 anos, quando vedada a concessão da suspensão condicional da pena, deve aquela ser convertida em prisão, a ser cumprida em local distinto para praças e oficiais. Na hipótese sob análise, a incidência daquele dispositivo (art. 59 do CPM) decorre do fato de o paciente ter sido condenado à pena de 6 meses de prisão pela prática do crime de deserção, para o qual o art. 88, II, a, do Código Penal Militar veda expressamente a suspensão condicional da pena. O Plenário desta Suprema Corte, aliás, já decidiu que a restrição a que se submete os condenados pela prática do delito de deserção, crime militar por excelência, prevista no art. 88, II, a, do Código Penal Castrense, não apresenta quadro de incompatibilidade com a Constituição Federal de 1988 (HC 119.567/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, sendo Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso). Eis a ementa desse julgado: “DIREITO PENAL MILITAR. VEDAÇÃO DO SURSIS. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 150443 AGR / DF CRIME DE DESERÇÃO. COMPATIBILIDADE COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal inclina-se pela constitucionalidade do tratamento processual penal mais gravoso aos crimes submetidos à justiça militar, em virtude da hierarquia e da disciplina próprias das Forças Armadas. Nesse sentido, há o precedente que cuida da suspensão condicional do processo relativo a militar responsabilizado por crime de deserção (HC nº 99.743, Pleno, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Com efeito, no próprio texto constitucional, há discrímen no regime de disciplina das instituições militares. Desse modo, como princípio de hermenêutica, somente se deveria declarar um preceito normativo conflitante com a Lei Maior se o conflito fosse evidente. Ou seja, deve-se preservar o afastamento da suspensão condicional da pena por ser opção política normativa. 3. Em consequência, entende-se como recepcionadas pela Constituição as normas previstas na alínea a do inciso II do artigo 88 do Código Penal Militar e na alínea a do inciso II do artigo 617 do Código de Processo Penal Militar. 4. Denegação da ordem de habeas corpus”. Nesse contexto, é de ser considerar como válida a opção política do legislador de conferir tratamento mais gravoso aos condenados pelo crime de deserção, em razão dos princípios da hierarquia e da disciplina previstos no art. 142 da Constituição Federal, os quais norteiam o ambiente da Caserna. Com efeito, não se vislumbra qualquer ofensa a princípios basilares do Direito Penal a aplicação do regramento específico previsto no art. 59 do Código Penal Militar, que determina a conversão da pena de reclusão ou detenção em prisão, a ser cumprida em estabelecimento militar distinto para praças e oficiais, quando incabível a suspensão condicional da pena. Daí por que entendo não ser aplicável à especie o entendimento fixado no HC 104.174/RJ, de relatoria do Ministro Ayres Britto, agora invocado pelo agravante, pois, naquele julgamento, não foi abordada a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF CRIME DE DESERÇÃO. COMPATIBILIDADE COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal inclina-se pela constitucionalidade do tratamento processual penal mais gravoso aos crimes submetidos à justiça militar, em virtude da hierarquia e da disciplina próprias das Forças Armadas. Nesse sentido, há o precedente que cuida da suspensão condicional do processo relativo a militar responsabilizado por crime de deserção (HC nº 99.743, Pleno, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Com efeito, no próprio texto constitucional, há discrímen no regime de disciplina das instituições militares. Desse modo, como princípio de hermenêutica, somente se deveria declarar um preceito normativo conflitante com a Lei Maior se o conflito fosse evidente. Ou seja, deve-se preservar o afastamento da suspensão condicional da pena por ser opção política normativa. 3. Em consequência, entende-se como recepcionadas pela Constituição as normas previstas na alínea a do inciso II do artigo 88 do Código Penal Militar e na alínea a do inciso II do artigo 617 do Código de Processo Penal Militar. 4. Denegação da ordem de habeas corpus”. Nesse contexto, é de ser considerar como válida a opção política do legislador de conferir tratamento mais gravoso aos condenados pelo crime de deserção, em razão dos princípios da hierarquia e da disciplina previstos no art. 142 da Constituição Federal, os quais norteiam o ambiente da Caserna. Com efeito, não se vislumbra qualquer ofensa a princípios basilares do Direito Penal a aplicação do regramento específico previsto no art. 59 do Código Penal Militar, que determina a conversão da pena de reclusão ou detenção em prisão, a ser cumprida em estabelecimento militar distinto para praças e oficiais, quando incabível a suspensão condicional da pena. Daí por que entendo não ser aplicável à especie o entendimento fixado no HC 104.174/RJ, de relatoria do Ministro Ayres Britto, agora invocado pelo agravante, pois, naquele julgamento, não foi abordada a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 150443 AGR / DF possibilidade específica de fixação de regime prisional mais brando quando se tratar um dos delitos propriamente militares previstos na alínea a do inciso II do art. 88 do Código Penal Militar, como ocorre no caso sob exame. Além disso, é firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. Com efeito, até decisão em sentido contrário, segue hígido o regramento específico da Justiça Castrense estabelecido no art. 59 do Código Penal Militar. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF possibilidade específica de fixação de regime prisional mais brando quando se tratar um dos delitos propriamente militares previstos na alínea a do inciso II do art. 88 do Código Penal Militar, como ocorre no caso sob exame. Além disso, é firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. Com efeito, até decisão em sentido contrário, segue hígido o regramento específico da Justiça Castrense estabelecido no art. 59 do Código Penal Militar. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto Vogal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para, dissentindo do eminente Relator, acolher o substancioso e fundamentado pronunciamento do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, que opinou pela concessão da ordem de “habeas corpus” em parecer assim ementado: “Processo penal. ‘Habeas corpus’. Crime de deserção. Pleito de fixação do regime inicial aberto. 1. A sentença penal condenatória foi omissa quanto ao regime inicial prisional aplicado ao paciente. Dessa forma, considerando a omissão do Código Penal Militar relativamente aos regimes prisionais, haverá aplicação subsidiária do Código Penal. 2. Considerando a condenação à pena de seis meses, valoração favorável ao paciente quanto às circunstâncias judiciais e a primariedade, deverá ser fixado o regime inicial aberto. 3. Pela concessão da ordem, para que seja fixado o regime inicial aberto para o início de cumprimento da pena.” (grifei) Observo, de outro lado, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, à diretriz jurisprudencial que a colenda Segunda Turma desta Suprema Corte firmou na apreciação de controvérsia semelhante à ora em análise: “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para, dissentindo do eminente Relator, acolher o substancioso e fundamentado pronunciamento do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, que opinou pela concessão da ordem de “habeas corpus” em parecer assim ementado: “Processo penal. ‘Habeas corpus’. Crime de deserção. Pleito de fixação do regime inicial aberto. 1. A sentença penal condenatória foi omissa quanto ao regime inicial prisional aplicado ao paciente. Dessa forma, considerando a omissão do Código Penal Militar relativamente aos regimes prisionais, haverá aplicação subsidiária do Código Penal. 2. Considerando a condenação à pena de seis meses, valoração favorável ao paciente quanto às circunstâncias judiciais e a primariedade, deverá ser fixado o regime inicial aberto. 3. Pela concessão da ordem, para que seja fixado o regime inicial aberto para o início de cumprimento da pena.” (grifei) Observo, de outro lado, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, à diretriz jurisprudencial que a colenda Segunda Turma desta Suprema Corte firmou na apreciação de controvérsia semelhante à ora em análise: “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto Vogal HC 150443 AGR / DF PROCESSUAL PENAL MILITAR. EXECUÇÃO DA PENA. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL EM ESTABELECIMENTO MILITAR. POSSIBILIDADE. PROJEÇÃO DA GARANTIA DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5º DA CF/88). LEI CASTRENSE. OMISSÃO. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CÓDIGO PENAL COMUM E DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. É dizer: a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder- -dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato-tipo. Se compete à lei indicar os parâmetros de densificação da garantia constitucional da individualização do castigo, não lhe é permitido se desgarrar do núcleo significativo que exsurge da Constituição: o momento concreto da aplicação da pena privativa da liberdade, seguido do instante igualmente concreto do respectivo cumprimento em recinto penitenciário. Ali, busca da justa medida entre a ação criminosa dos sentenciados e reação coativa do estado. Aqui, a mesma procura de uma justa medida, só que no transcurso de uma outra relação de causa e efeito: de uma parte, a resposta crescentemente positiva do encarcerado ao esforço estatal de recuperá-lo para a normalidade do convívio social; de outra banda, a passagem de um regime prisional mais severo para outro menos rigoroso. 2. Os militares, indivíduos que são, não foram excluídos da garantia constitucional da individualização da pena. Digo isso porque, de ordinário, a Constituição Federal de 1988, quando quis tratar por modo diferenciado os servidores militares, o fez explicitamente. Por ilustração, é o que se contém no inciso LXI do art. 5º do Magno Texto, a saber: ‘ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF PROCESSUAL PENAL MILITAR. EXECUÇÃO DA PENA. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL EM ESTABELECIMENTO MILITAR. POSSIBILIDADE. PROJEÇÃO DA GARANTIA DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5º DA CF/88). LEI CASTRENSE. OMISSÃO. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CÓDIGO PENAL COMUM E DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. É dizer: a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder- -dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato-tipo. Se compete à lei indicar os parâmetros de densificação da garantia constitucional da individualização do castigo, não lhe é permitido se desgarrar do núcleo significativo que exsurge da Constituição: o momento concreto da aplicação da pena privativa da liberdade, seguido do instante igualmente concreto do respectivo cumprimento em recinto penitenciário. Ali, busca da justa medida entre a ação criminosa dos sentenciados e reação coativa do estado. Aqui, a mesma procura de uma justa medida, só que no transcurso de uma outra relação de causa e efeito: de uma parte, a resposta crescentemente positiva do encarcerado ao esforço estatal de recuperá-lo para a normalidade do convívio social; de outra banda, a passagem de um regime prisional mais severo para outro menos rigoroso. 2. Os militares, indivíduos que são, não foram excluídos da garantia constitucional da individualização da pena. Digo isso porque, de ordinário, a Constituição Federal de 1988, quando quis tratar por modo diferenciado os servidores militares, o fez explicitamente. Por ilustração, é o que se contém no inciso LXI do art. 5º do Magno Texto, a saber: ‘ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto Vogal HC 150443 AGR / DF judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei’. Nova amostragem está no preceito de que não caberá ‘habeas corpus’ em relação a punições disciplinares militares (§ 2º do art. 142). Isso sem contar que são proibidas a sindicalização e a greve por parte do militar em serviço ativo, bem como a filiação partidária (incisos IV e V do § 3º do art. 142). 3. De se ver que esse tratamento particularizado decorre do fato de que as Forças Armadas são instituições nacionais regulares e permanentes, organizadas com base na hierarquia e disciplina, destinadas à Defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem (cabeça do art. 142). Regramento singular, esse, que toma em linha de conta as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra (inciso X do art. 142). 4. É de se entender, desse modo, contrária ao texto constitucional a exigência do cumprimento de pena privativa de liberdade sob regime integralmente fechado em estabelecimento militar, seja pelo invocado fundamento da falta de previsão legal na lei especial, seja pela necessidade do resguardo da segurança ou do respeito à hierarquia e à disciplina no âmbito castrense. 5. Ordem parcialmente concedida para determinar ao Juízo da execução penal que promova a avaliação das condições objetivas e subjetivas para progressão de regime prisional, na concreta situação do paciente, e que aplique, para tanto, o Código Penal e a Lei 7.210/1984 naquilo que for omissa a Lei castrense”. (HC 104.174/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei’. Nova amostragem está no preceito de que não caberá ‘habeas corpus’ em relação a punições disciplinares militares (§ 2º do art. 142). Isso sem contar que são proibidas a sindicalização e a greve por parte do militar em serviço ativo, bem como a filiação partidária (incisos IV e V do § 3º do art. 142). 3. De se ver que esse tratamento particularizado decorre do fato de que as Forças Armadas são instituições nacionais regulares e permanentes, organizadas com base na hierarquia e disciplina, destinadas à Defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem (cabeça do art. 142). Regramento singular, esse, que toma em linha de conta as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra (inciso X do art. 142). 4. É de se entender, desse modo, contrária ao texto constitucional a exigência do cumprimento de pena privativa de liberdade sob regime integralmente fechado em estabelecimento militar, seja pelo invocado fundamento da falta de previsão legal na lei especial, seja pela necessidade do resguardo da segurança ou do respeito à hierarquia e à disciplina no âmbito castrense. 5. Ordem parcialmente concedida para determinar ao Juízo da execução penal que promova a avaliação das condições objetivas e subjetivas para progressão de regime prisional, na concreta situação do paciente, e que aplique, para tanto, o Código Penal e a Lei 7.210/1984 naquilo que for omissa a Lei castrense”. (HC 104.174/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal HC 150443 AGR / DF como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – HC 69.438/SP – Rcl 3.430/RN, v.g.), dou provimento ao presente recurso de agravo, para conceder a ordem de “habeas corpus”, fixando, desde logo, o regime inicial aberto para o cumprimento da pena privativa de liberdade imposta ao ora paciente. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – HC 69.438/SP – Rcl 3.430/RN, v.g.), dou provimento ao presente recurso de agravo, para conceder a ordem de “habeas corpus”, fixando, desde logo, o regime inicial aberto para o cumprimento da pena privativa de liberdade imposta ao ora paciente. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A65D-216F-A49B-D015 e senha 2242-C045-8B3E-9A65 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A65D-216F-A49B-D015 e senha 2242-C045-8B3E-9A65 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749568652
2019-03-22T00:00:00
2019-04-10T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PACIENTE CONDENADO PELO CRIME MILITAR DE DESERÇÃO. ART. 187 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. REGIME PRISIONAL FECHADO. POSSIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO ART. 84 COMBINADO COM O ART. 59 DO CPM. COMPATIBILIDADE CONSTITUCIONAL DA RESTRIÇÃO PREVISTA NO ART. 88, II, A, DO CPM. PRECEDENTES DESTA SUPREMA CORTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. II – Aplicada reprimenda corporal de detenção ou reclusão inferior a 2 anos, quando vedada a concessão da suspensão condicional da pena, deve aquela ser convertida em prisão, a ser cumprida em local distinto para praças e oficiais. Inteligência do art. 84 combinado com o art. 59 do Código Penal Miliar – CPM. III – A incidência do art. 59 do CPM, na espécie, decorre do fato de o paciente ter sido condenado à pena de 6 meses de prisão pela prática do crime de deserção, para o qual o art. 88, II, a, do Código Penal Militar veda expressamente a suspensão condicional da pena. IV – O Plenário desta Suprema Corte decidiu que a restrição a que se submete os condenados pela prática do delito de deserção, crime militar por excelência, prevista no art. 88, II, a, do Código Penal Castrense, não apresenta quadro de incompatibilidade com a Constituição Federal de 1988 (HC 119.567/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, sendo Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso). V – É firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). VI – Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. VII – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur401653
- Acórdão(s) citado(s): (ARGUMENTOS, REITERAÇÃO) HC 108507 AgR (2ªT), RHC 130578 AgR (2ªT). (CRIME MILITAR, DESERÇÃO, PRISÃO, CONSTITUCIONALIDADE) HC 104174 (2ªT), HC 119567 (TP). (LEGISLAÇÃO ESPECIAL, MISTURA, LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA, IMPOSSIBILIDADE) HC 105925 (2ªT). (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) HC 69438 (1ªT), AI 825520 AgR-ED (2ªT), ARE 791637 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 02/05/2019, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
150443
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00142\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00059 ART-00088 INC-00002 LET-A \n ART-00187\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR" ]
HC-AgR
acordaos
HC 150443 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PACIENTE CONDENADO PELO CRIME MILITAR DE DESERÇÃO. ART. 187 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. REGIME PRISIONAL FECHADO. POSSIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO ART. 84 COMBINADO COM O ART. 59 DO CPM. COMPATIBILIDADE CONSTITUCIONAL DA RESTRIÇÃO PREVISTA NO ART. 88, II, A, DO CPM. PRECEDENTES DESTA SUPREMA CORTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. II – Aplicada reprimenda corporal de detenção ou reclusão inferior a 2 anos, quando vedada a concessão da suspensão condicional da pena, deve aquela ser convertida em prisão, a ser cumprida em local distinto para praças e oficiais. Inteligência do art. 84 combinado com o art. 59 do Código Penal Miliar – CPM. III – A incidência do art. 59 do CPM, na espécie, decorre do fato de o paciente ter sido condenado à pena de 6 meses de prisão pela prática do crime de deserção, para o qual o art. 88, II, a, do Código Penal Militar veda expressamente a suspensão condicional da pena. IV – O Plenário desta Suprema Corte decidiu que a restrição a que se submete os condenados pela prática do delito de deserção, crime militar por excelência, prevista no art. 88, II, a, do Código Penal Castrense, não apresenta quadro de incompatibilidade com a Constituição Federal de 1988 (HC 119.567/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, sendo Rel. para o acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B1E-33D0-7440-7F13 e senha 95C6-BC9A-BBBF-D3FF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 150443 AGR / DF Min. Roberto Barroso). V – É firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). VI – Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. VII – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por maioria, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B1E-33D0-7440-7F13 e senha 95C6-BC9A-BBBF-D3FF Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF Min. Roberto Barroso). V – É firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). VI – Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. VII – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por maioria, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Brasília, 22 de março de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B1E-33D0-7440-7F13 e senha 95C6-BC9A-BBBF-D3FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem no presente habeas corpus (documento eletrônico 12). O recorrente, em síntese, reitera os fundamentos expostos na petição inicial, acentuando que, “como lançado pelo Ministro Ayres Britto no HC 104174, […] quando a Constituição quis diferenciar a situação do militar daquela enfrentada pelo civil, foi expressa” (pág. 8 do documento eletrônico 14). Por essa razão, entende que deve “ser exercido o juízo de reconsideração ou provido o agravo para, ao final, conceder-se a ordem habeas corpus, permitindo-se a fixação do regime aberto de cumprimento de pena, uma vez que sua vedação apriorística está em claro confronto com a garantia constitucional da individualização da pena” (pág. 8 do documento eletrônico 14). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 198D-477C-12A3-B604 e senha FF7F-8452-93BB-A3AC Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que denegou a ordem no presente habeas corpus (documento eletrônico 12). O recorrente, em síntese, reitera os fundamentos expostos na petição inicial, acentuando que, “como lançado pelo Ministro Ayres Britto no HC 104174, […] quando a Constituição quis diferenciar a situação do militar daquela enfrentada pelo civil, foi expressa” (pág. 8 do documento eletrônico 14). Por essa razão, entende que deve “ser exercido o juízo de reconsideração ou provido o agravo para, ao final, conceder-se a ordem habeas corpus, permitindo-se a fixação do regime aberto de cumprimento de pena, uma vez que sua vedação apriorística está em claro confronto com a garantia constitucional da individualização da pena” (pág. 8 do documento eletrônico 14). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 198D-477C-12A3-B604 e senha FF7F-8452-93BB-A3AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). De qualquer modo, reafirmo que o caso é de denegação da ordem. Conforme acentuei na decisão agravada, à luz do que dispõe o art. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. Ademais, o agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões decisórias. Nesse sentido, transcrevo as ementas dos seguintes julgados, entre outros: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS EM RECURSO ANTERIOR. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso ordinário em que se reiteram os argumentos expostos em impetração anterior. No caso, o recorrente busca o exame de matéria já apreciada no RHC 122.002/RJ, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia. II – Agravo ao qual se nega provimento” (RHC 130578-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma). “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Alegada supressão de instância em recurso que teve seguimento negado. 3. Mera reiteração de argumentos da inicial. 4. Precedentes. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 108.507-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). De qualquer modo, reafirmo que o caso é de denegação da ordem. Conforme acentuei na decisão agravada, à luz do que dispõe o art. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 150443 AGR / DF 84 do Código Penal Militar, quando aplicada pena de reclusão ou detenção não superior a 2 anos, a regra é que haja a suspensão condicional da reprimenda. Por outro lado, quando incabível a concessão desse benefício, incide o art. 59 do mesmo Códex, que assim disciplina a matéria: “A pena de reclusão ou de detenção até 2 (dois) anos, aplicada a militar, é convertida em pena de prisão e cumprida, quando não cabível a suspensão condicional: I – pelo oficial, em recinto de estabelecimento militar; II – pela praça, em estabelecimento penal militar, onde ficará separada de presos que estejam cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos”. Portanto, aplicada reprimenda corporal de detenção ou reclusão inferior a 2 anos, quando vedada a concessão da suspensão condicional da pena, deve aquela ser convertida em prisão, a ser cumprida em local distinto para praças e oficiais. Na hipótese sob análise, a incidência daquele dispositivo (art. 59 do CPM) decorre do fato de o paciente ter sido condenado à pena de 6 meses de prisão pela prática do crime de deserção, para o qual o art. 88, II, a, do Código Penal Militar veda expressamente a suspensão condicional da pena. O Plenário desta Suprema Corte, aliás, já decidiu que a restrição a que se submete os condenados pela prática do delito de deserção, crime militar por excelência, prevista no art. 88, II, a, do Código Penal Castrense, não apresenta quadro de incompatibilidade com a Constituição Federal de 1988 (HC 119.567/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, sendo Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso). Eis a ementa desse julgado: “DIREITO PENAL MILITAR. VEDAÇÃO DO SURSIS. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF 84 do Código Penal Militar, quando aplicada pena de reclusão ou detenção não superior a 2 anos, a regra é que haja a suspensão condicional da reprimenda. Por outro lado, quando incabível a concessão desse benefício, incide o art. 59 do mesmo Códex, que assim disciplina a matéria: “A pena de reclusão ou de detenção até 2 (dois) anos, aplicada a militar, é convertida em pena de prisão e cumprida, quando não cabível a suspensão condicional: I – pelo oficial, em recinto de estabelecimento militar; II – pela praça, em estabelecimento penal militar, onde ficará separada de presos que estejam cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos”. Portanto, aplicada reprimenda corporal de detenção ou reclusão inferior a 2 anos, quando vedada a concessão da suspensão condicional da pena, deve aquela ser convertida em prisão, a ser cumprida em local distinto para praças e oficiais. Na hipótese sob análise, a incidência daquele dispositivo (art. 59 do CPM) decorre do fato de o paciente ter sido condenado à pena de 6 meses de prisão pela prática do crime de deserção, para o qual o art. 88, II, a, do Código Penal Militar veda expressamente a suspensão condicional da pena. O Plenário desta Suprema Corte, aliás, já decidiu que a restrição a que se submete os condenados pela prática do delito de deserção, crime militar por excelência, prevista no art. 88, II, a, do Código Penal Castrense, não apresenta quadro de incompatibilidade com a Constituição Federal de 1988 (HC 119.567/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, sendo Rel. para o acórdão Min. Roberto Barroso). Eis a ementa desse julgado: “DIREITO PENAL MILITAR. VEDAÇÃO DO SURSIS. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 150443 AGR / DF CRIME DE DESERÇÃO. COMPATIBILIDADE COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal inclina-se pela constitucionalidade do tratamento processual penal mais gravoso aos crimes submetidos à justiça militar, em virtude da hierarquia e da disciplina próprias das Forças Armadas. Nesse sentido, há o precedente que cuida da suspensão condicional do processo relativo a militar responsabilizado por crime de deserção (HC n 99.743, Pleno, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Com efeito, no próprio texto constitucional, há discrímen no regime de disciplina das instituições militares. Desse modo, como princípio de hermenêutica, somente se deveria declarar um preceito normativo conflitante com a Lei Maior se o conflito fosse evidente. Ou seja, deve-se preservar o afastamento da suspensão condicional da pena por ser opção política normativa. 3. Em consequência, entende-se como recepcionadas pela Constituição as normas previstas na alínea a do inciso II do artigo 88 do Código Penal Militar e na alínea a do inciso II do artigo 617 do Código de Processo Penal Militar. 4. Denegação da ordem de habeas corpus”. Nesse contexto, é de ser considerar como válida a opção política do legislador de conferir tratamento mais gravoso aos condenados pelo crime de deserção, em razão dos princípios da hierarquia e da disciplina previstos no art. 142 da Constituição Federal, os quais norteiam o ambiente da Caserna. Com efeito, não se vislumbra qualquer ofensa a princípios basilares do Direito Penal a aplicação do regramento específico previsto no art. 59 do Código Penal Militar, que determina a conversão da pena de reclusão ou detenção em prisão, a ser cumprida em estabelecimento militar distinto para praças e oficiais, quando incabível a suspensão condicional da pena. Daí por que entendo não ser aplicável à especie o entendimento fixado no HC 104.174/RJ, de relatoria do Ministro Ayres Britto, agora invocado pelo agravante, pois, naquele julgamento, não foi abordada a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF CRIME DE DESERÇÃO. COMPATIBILIDADE COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal inclina-se pela constitucionalidade do tratamento processual penal mais gravoso aos crimes submetidos à justiça militar, em virtude da hierarquia e da disciplina próprias das Forças Armadas. Nesse sentido, há o precedente que cuida da suspensão condicional do processo relativo a militar responsabilizado por crime de deserção (HC n 99.743, Pleno, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Com efeito, no próprio texto constitucional, há discrímen no regime de disciplina das instituições militares. Desse modo, como princípio de hermenêutica, somente se deveria declarar um preceito normativo conflitante com a Lei Maior se o conflito fosse evidente. Ou seja, deve-se preservar o afastamento da suspensão condicional da pena por ser opção política normativa. 3. Em consequência, entende-se como recepcionadas pela Constituição as normas previstas na alínea a do inciso II do artigo 88 do Código Penal Militar e na alínea a do inciso II do artigo 617 do Código de Processo Penal Militar. 4. Denegação da ordem de habeas corpus”. Nesse contexto, é de ser considerar como válida a opção política do legislador de conferir tratamento mais gravoso aos condenados pelo crime de deserção, em razão dos princípios da hierarquia e da disciplina previstos no art. 142 da Constituição Federal, os quais norteiam o ambiente da Caserna. Com efeito, não se vislumbra qualquer ofensa a princípios basilares do Direito Penal a aplicação do regramento específico previsto no art. 59 do Código Penal Militar, que determina a conversão da pena de reclusão ou detenção em prisão, a ser cumprida em estabelecimento militar distinto para praças e oficiais, quando incabível a suspensão condicional da pena. Daí por que entendo não ser aplicável à especie o entendimento fixado no HC 104.174/RJ, de relatoria do Ministro Ayres Britto, agora invocado pelo agravante, pois, naquele julgamento, não foi abordada a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 150443 AGR / DF possibilidade específica de fixação de regime prisional mais brando quando se tratar um dos delitos propriamente militares previstos na alínea a do inciso II do art. 88 do Código Penal Militar, como ocorre no caso sob exame. Além disso, é firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. Com efeito, até decisão em sentido contrário, segue hígido o regramento específico da Justiça Castrense estabelecido no art. 59 do Código Penal Militar. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF possibilidade específica de fixação de regime prisional mais brando quando se tratar um dos delitos propriamente militares previstos na alínea a do inciso II do art. 88 do Código Penal Militar, como ocorre no caso sob exame. Além disso, é firme a orientação jurisprudencial desta Suprema Corte no sentido de que, na hipótese de crime de competência da justiça militar, “somente a falta de um regramento específico em sentido contrário é que possibilitaria a aplicação da legislação comum”, ante a “impossibilidade de se mesclar o regime processual penal comum e o regime processual penal especificamente militar, mediante a seleção das partes mais benéficas de cada um deles, pena de incidência em postura hermenêutica tipificadora de hibridismo ou promiscuidade regratória incompatível com o princípio da especialidade das leis” (HC 105.925/SP, Rel. Min. Ayres Britto). Nessas circunstâncias, fica afastada a possibilidade de fixação do regime prisional à luz da aplicação analógica das regras estabelecidas no art. 33 do Código Penal comum. Com efeito, até decisão em sentido contrário, segue hígido o regramento específico da Justiça Castrense estabelecido no art. 59 do Código Penal Militar. Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EED0-2421-2917-E35B e senha 8F7A-5428-DB99-DE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto Vogal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para, dissentindo do eminente Relator, acolher o substancioso e fundamentado pronunciamento do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, que opinou pela concessão da ordem de “habeas corpus” em parecer assim ementado: “Processo penal. ‘Habeas corpus’. Crime de deserção. Pleito de fixação do regime inicial aberto. 1. A sentença penal condenatória foi omissa quanto ao regime inicial prisional aplicado ao paciente. Dessa forma, considerando a omissão do Código Penal Militar relativamente aos regimes prisionais, haverá aplicação subsidiária do Código Penal. 2. Considerando a condenação à pena de seis meses, valoração favorável ao paciente quanto às circunstâncias judiciais e a primariedade, deverá ser fixado o regime inicial aberto. 3. Pela concessão da ordem, para que seja fixado o regime inicial aberto para o início de cumprimento da pena.” (grifei) Observo, de outro lado, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, à diretriz jurisprudencial que a colenda Segunda Turma desta Suprema Corte firmou na apreciação de controvérsia semelhante à ora em análise: “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal 22/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para, dissentindo do eminente Relator, acolher o substancioso e fundamentado pronunciamento do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, que opinou pela concessão da ordem de “habeas corpus” em parecer assim ementado: “Processo penal. ‘Habeas corpus’. Crime de deserção. Pleito de fixação do regime inicial aberto. 1. A sentença penal condenatória foi omissa quanto ao regime inicial prisional aplicado ao paciente. Dessa forma, considerando a omissão do Código Penal Militar relativamente aos regimes prisionais, haverá aplicação subsidiária do Código Penal. 2. Considerando a condenação à pena de seis meses, valoração favorável ao paciente quanto às circunstâncias judiciais e a primariedade, deverá ser fixado o regime inicial aberto. 3. Pela concessão da ordem, para que seja fixado o regime inicial aberto para o início de cumprimento da pena.” (grifei) Observo, de outro lado, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, à diretriz jurisprudencial que a colenda Segunda Turma desta Suprema Corte firmou na apreciação de controvérsia semelhante à ora em análise: “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto Vogal HC 150443 AGR / DF PROCESSUAL PENAL MILITAR. EXECUÇÃO DA PENA. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL EM ESTABELECIMENTO MILITAR. POSSIBILIDADE. PROJEÇÃO DA GARANTIA DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88). LEI CASTRENSE. OMISSÃO. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CÓDIGO PENAL COMUM E DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. É dizer: a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder- -dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato-tipo. Se compete à lei indicar os parâmetros de densificação da garantia constitucional da individualização do castigo, não lhe é permitido se desgarrar do núcleo significativo que exsurge da Constituição: o momento concreto da aplicação da pena privativa da liberdade, seguido do instante igualmente concreto do respectivo cumprimento em recinto penitenciário. Ali, busca da justa medida entre a ação criminosa dos sentenciados e reação coativa do estado. Aqui, a mesma procura de uma justa medida, só que no transcurso de uma outra relação de causa e efeito: de uma parte, a resposta crescentemente positiva do encarcerado ao esforço estatal de recuperá-lo para a normalidade do convívio social; de outra banda, a passagem de um regime prisional mais severo para outro menos rigoroso. 2. Os militares, indivíduos que são, não foram excluídos da garantia constitucional da individualização da pena. Digo isso porque, de ordinário, a Constituição Federal de 1988, quando quis tratar por modo diferenciado os servidores militares, o fez explicitamente. Por ilustração, é o que se contém no inciso LXI do art. 5... do Magno Texto, a saber: ‘ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF PROCESSUAL PENAL MILITAR. EXECUÇÃO DA PENA. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL EM ESTABELECIMENTO MILITAR. POSSIBILIDADE. PROJEÇÃO DA GARANTIA DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (INCISO XLVI DO ART. 5... DA Constituição Federal de 1988/88). LEI CASTRENSE. OMISSÃO. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CÓDIGO PENAL COMUM E DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O processo de individualização da pena é um caminhar no rumo da personalização da resposta punitiva do Estado, desenvolvendo-se em três momentos individuados e complementares: o legislativo, o judicial e o executivo. É dizer: a lei comum não tem a força de subtrair do juiz sentenciante o poder- -dever de impor ao delinqüente a sanção criminal que a ele, juiz, afigurar-se como expressão de um concreto balanceamento ou de uma empírica ponderação de circunstâncias objetivas com protagonizações subjetivas do fato-tipo. Se compete à lei indicar os parâmetros de densificação da garantia constitucional da individualização do castigo, não lhe é permitido se desgarrar do núcleo significativo que exsurge da Constituição: o momento concreto da aplicação da pena privativa da liberdade, seguido do instante igualmente concreto do respectivo cumprimento em recinto penitenciário. Ali, busca da justa medida entre a ação criminosa dos sentenciados e reação coativa do estado. Aqui, a mesma procura de uma justa medida, só que no transcurso de uma outra relação de causa e efeito: de uma parte, a resposta crescentemente positiva do encarcerado ao esforço estatal de recuperá-lo para a normalidade do convívio social; de outra banda, a passagem de um regime prisional mais severo para outro menos rigoroso. 2. Os militares, indivíduos que são, não foram excluídos da garantia constitucional da individualização da pena. Digo isso porque, de ordinário, a Constituição Federal de 1988, quando quis tratar por modo diferenciado os servidores militares, o fez explicitamente. Por ilustração, é o que se contém no inciso LXI do art. 5... do Magno Texto, a saber: ‘ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto Vogal HC 150443 AGR / DF judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei’. Nova amostragem está no preceito de que não caberá ‘habeas corpus’ em relação a punições disciplinares militares (§ 2... do art. 142). Isso sem contar que são proibidas a sindicalização e a greve por parte do militar em serviço ativo, bem como a filiação partidária (incisos IV e V do § 3... do art. 142). 3. De se ver que esse tratamento particularizado decorre do fato de que as Forças Armadas são instituições nacionais regulares e permanentes, organizadas com base na hierarquia e disciplina, destinadas à Defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem (cabeça do art. 142). Regramento singular, esse, que toma em linha de conta as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra (inciso X do art. 142). 4. É de se entender, desse modo, contrária ao texto constitucional a exigência do cumprimento de pena privativa de liberdade sob regime integralmente fechado em estabelecimento militar, seja pelo invocado fundamento da falta de previsão legal na lei especial, seja pela necessidade do resguardo da segurança ou do respeito à hierarquia e à disciplina no âmbito castrense. 5. Ordem parcialmente concedida para determinar ao Juízo da execução penal que promova a avaliação das condições objetivas e subjetivas para progressão de regime prisional, na concreta situação do paciente, e que aplique, para tanto, o Código Penal e a Lei 7.210/1984 naquilo que for omissa a Lei castrense”. (HC 104.174/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei’. Nova amostragem está no preceito de que não caberá ‘habeas corpus’ em relação a punições disciplinares militares (§ 2... do art. 142). Isso sem contar que são proibidas a sindicalização e a greve por parte do militar em serviço ativo, bem como a filiação partidária (incisos IV e V do § 3... do art. 142). 3. De se ver que esse tratamento particularizado decorre do fato de que as Forças Armadas são instituições nacionais regulares e permanentes, organizadas com base na hierarquia e disciplina, destinadas à Defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem (cabeça do art. 142). Regramento singular, esse, que toma em linha de conta as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra (inciso X do art. 142). 4. É de se entender, desse modo, contrária ao texto constitucional a exigência do cumprimento de pena privativa de liberdade sob regime integralmente fechado em estabelecimento militar, seja pelo invocado fundamento da falta de previsão legal na lei especial, seja pela necessidade do resguardo da segurança ou do respeito à hierarquia e à disciplina no âmbito castrense. 5. Ordem parcialmente concedida para determinar ao Juízo da execução penal que promova a avaliação das condições objetivas e subjetivas para progressão de regime prisional, na concreta situação do paciente, e que aplique, para tanto, o Código Penal e a Lei 7.210/1984 naquilo que for omissa a Lei castrense”. (HC 104.174/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal HC 150443 AGR / DF como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – HC 69.438/SP – Rcl 3.430/RN, v.g.), dou provimento ao presente recurso de agravo, para conceder a ordem de “habeas corpus”, fixando, desde logo, o regime inicial aberto para o cumprimento da pena privativa de liberdade imposta ao ora paciente. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Supremo Tribunal Federal HC 150443 AGR / DF como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – HC 69.438/SP – Rcl 3.430/RN, v.g.), dou provimento ao presente recurso de agravo, para conceder a ordem de “habeas corpus”, fixando, desde logo, o regime inicial aberto para o cumprimento da pena privativa de liberdade imposta ao ora paciente. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C12-C369-4A1B-B83F e senha B6F4-F2AE-5262-3023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A65D-216F-A49B-D015 e senha 2242-C045-8B3E-9A65 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 150.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : JONATAN PAES BARRETO DANTAS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.3.2019 a 21.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A65D-216F-A49B-D015 e senha 2242-C045-8B3E-9A65 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 150 . 443", "HC 119 . 567 / RJ", "HC 150443 AGR / DF", "HC 105 . 925 / SP", "HC 150443 AGR / DF", "HC 105 . 925 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 443", "HC 104174", "HABEAS CORPUS 150 . 443", "HC 104174", "HABEAS CORPUS 150 . 443", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 443", "RHC 122 . 002 / RJ", "RHC 130578 - AgR / RJ", "HC 108 . 507 - AgR / SP", "HC 150443 AGR / DF", "HC 119 . 567 / RJ", "HC 150443 AGR / DF", "HC 119 . 567 / RJ", "HC 150443 AGR / DF", "HC n 99 . 743", "HC 104 . 174 / RJ", "HC 150443 AGR", "HC n 99 . 743", "HC 104 . 174 / RJ", "HC 150443 AGR / DF", "HC 105 . 925 / SP", "HC 150443 AGR / DF", "HC 105 . 925 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 443", "HABEAS CORPUS 150 . 443", "HC 150443 AGR / DF", "HC 150443 AGR / DF", "HC 150443 AGR / DF", "HC 104 . 174 / RJ", "HC 150443 AGR / DF", "HC 104 . 174 / RJ", "HC 150443 AGR / DF", "AI 825 . 520 - AgR - ED", "ARE 791 . 637 - AgR / DF", "HC 69 . 438 / SP", "Rcl 3 . 430 / RN", "HC 150443 AGR / DF", "AI 825 . 520 - AgR - ED / SP", "ARE 791 . 637 - AgR / DF", "HC 69 . 438 / SP", "Rcl 3 . 430 / RN", "HABEAS CORPUS 150 . 443", "HABEAS CORPUS 150 . 443" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 187 DO CÓDIGO PENAL MILITAR", "ART . 59 DO CPM", "ART . 88 , II , A , DO CPM", "Código Penal Miliar", "CPM", "art . 59 do CPM", "art . 88 , II , a , do Código Penal Militar", "art . 88 , II , a , do Código Penal Castrense", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal comum", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal comum", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do CPM", "art . 88 , II , a , do Código Penal Militar", "art . 88 , II , a , do Código Penal Castrense", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do CPM", "art . 88 , II , a , do Código Penal Militar", "art . 88 , II , a , do Código Penal Castrense", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Constituição", "alínea a do inciso II do artigo 88 do Código Penal Militar", "alínea a do inciso II do artigo 617 do Código de Processo Penal Militar", ".", "142 da Constituição Federal", "art . 59 do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "alínea a do inciso II do artigo 88 do Código Penal Militar", "alínea a do inciso II do artigo 617 do Código de", "art . 142 da Constituição Federal", "art . 59 do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso II do art . 88 do Código Penal Militar", "art . 33 do Código Penal comum", "art . 59 do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso II do art . 88 do Código Penal Militar", "art . 33 do Código Penal comum", "art . 59 do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Militar", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200", "INCISO XLVI DO ART . 5 . . . DA", "Constituição Federal de 1988 / 88", "CÓDIGO PENAL COMUM", "Constituição", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISO XLVI DO ART . 5 . . . DA Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI CASTRENSE", "CÓDIGO PENAL COMUM", "Constituição", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Lei 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Lei 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "SEGUNDA TURMA", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Segunda Turma desta", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Ministério Público Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "JONATAN PAES BARRETO DANTAS", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Ayres Britto", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "Ayres Britto", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JONATAN PAES BARRETO DANTAS", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JONATAN PAES BARRETO DANTAS", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JONATAN PAES BARRETO DANTAS", "CELSO DE MELLO", "JULIANO BAIOCCHI VILLA - VERDE DE CARVALHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JONATAN PAES BARRETO DANTAS", "CELSO DE MELLO", "JULIANO BAIOCCHI VILLA - VERDE DE CARVALHO", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JONATAN PAES BARRETO DANTAS", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JONATAN PAES BARRETO DANTAS", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2019", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) :WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82A4-3752-44C1-EECE e senha BB73-0C64-8597-9BBE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149106 / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82A4-3752-44C1-EECE e senha BB73-0C64-8597-9BBE Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82A4-3752-44C1-EECE e senha BB73-0C64-8597-9BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) :WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, no processo nº 0014624-57.2017.8.21.0015, converteu as prisões em flagrante dos pacientes, ocorridas no dia 4 de junho de 2017, em preventivas, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 157, § 2º, incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena por emprego de arma de fogo e concurso de agentes), do Código Penal. Aludiu à gravidade do crime e à periculosidade dos acusados, frisando os contornos do delito – roubo de veículo praticado em concurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) :WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, no processo nº 0014624-57.2017.8.21.0015, converteu as prisões em flagrante dos pacientes, ocorridas no dia 4 de junho de 2017, em preventivas, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 157, § 2º, incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena por emprego de arma de fogo e concurso de agentes), do Código Penal. Aludiu à gravidade do crime e à periculosidade dos acusados, frisando os contornos do delito – roubo de veículo praticado em concurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 149106 / RS pessoas, mediante o uso de arma de fogo e a utilização de colete balístico. Apontou a existência de antecedentes criminais, bem como a ausência de comprovante de endereço e de emprego. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 417.104/RS, no qual o Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta que o ato por meio do qual implementada a custódia e os seguintes lastrearam-se na gravidade abstrata da infração. Destaca as condições pessoais favoráveis dos pacientes – primariedade, trabalho lícito e residência fixa. Aponta a possibilidade de condenação em regime mais brando do que o atualmente imposto. Cita precedentes do Supremo acerca da excepcionalidade da constrição da liberdade. […] O impetrante postulou, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura, e, sucessivamente, a fixação de cautelar diversa, sem especificá-la. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. No mérito, aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício, concluindo fundamentada a prisão. Por meio da petição/STF nº 23.305/2018, o impetrante aditou a inicial, para fazer constar os pedidos de anulação do processo, ante a ausência de realização de audiência de custódia. Destacou desclassificada a conduta, na sentença, para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS pessoas, mediante o uso de arma de fogo e a utilização de colete balístico. Apontou a existência de antecedentes criminais, bem como a ausência de comprovante de endereço e de emprego. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 417.104/RS, no qual o Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta que o ato por meio do qual implementada a custódia e os seguintes lastrearam-se na gravidade abstrata da infração. Destaca as condições pessoais favoráveis dos pacientes – primariedade, trabalho lícito e residência fixa. Aponta a possibilidade de condenação em regime mais brando do que o atualmente imposto. Cita precedentes do Supremo acerca da excepcionalidade da constrição da liberdade. […] O impetrante postulou, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura, e, sucessivamente, a fixação de cautelar diversa, sem especificá-la. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. No mérito, aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício, concluindo fundamentada a prisão. Por meio da petição/STF nº 23.305/2018, o impetrante aditou a inicial, para fazer constar os pedidos de anulação do processo, ante a ausência de realização de audiência de custódia. Destacou desclassificada a conduta, na sentença, para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149106 / RS porte ilegal de arma de fogo. Sustentou o excesso de prazo da prisão, a perdurar por mais de 1 ano. Requer seja reconhecido o direito do paciente de aguardar, solto, o julgamento da apelação. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que os pacientes William Guimarães Assunção e Deivid Silveira Prado foram condenados, respectivamente, às penas de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial de cumprimento fechado, e ao pagamento de 25 dias-multa; e de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, e 15 dias-multa, em virtude do cometimento do crime previsto no artigo 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito), da Lei nº 10.826/2003. O Juízo negou o direito de William recorrer em liberdade, reconhecendo-o quanto a Deivid. No Superior Tribunal de Justiça, a impetração foi julgada prejudicada pelo Relator, considerada a superveniência de sentença condenatória. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS porte ilegal de arma de fogo. Sustentou o excesso de prazo da prisão, a perdurar por mais de 1 ano. Requer seja reconhecido o direito do paciente de aguardar, solto, o julgamento da apelação. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que os pacientes William Guimarães Assunção e Deivid Silveira Prado foram condenados, respectivamente, às penas de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial de cumprimento fechado, e ao pagamento de 25 dias-multa; e de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, e 15 dias-multa, em virtude do cometimento do crime previsto no artigo 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito), da Lei nº 10.826/2003. O Juízo negou o direito de William recorrer em liberdade, reconhecendo-o quanto a Deivid. No Superior Tribunal de Justiça, a impetração foi julgada prejudicada pelo Relator, considerada a superveniência de sentença condenatória. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO PARCIAL. Fica prejudicado em parte o habeas corpus, voltado ao afastamento de custódia preventiva, quando deferido o direito de recorrer em liberdade, em relação a um dos pacientes. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. Tem-se que o flagrante, em se tratando de crime de porte ilegal de arma de fogo, no que apreendidas duas pistolas, consubstancia dado a sinalizar a periculosidade do envolvido, sendo possível a prisão preventiva. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO PARCIAL. Fica prejudicado em parte o habeas corpus, voltado ao afastamento de custódia preventiva, quando deferido o direito de recorrer em liberdade, em relação a um dos pacientes. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. Tem-se que o flagrante, em se tratando de crime de porte ilegal de arma de fogo, no que apreendidas duas pistolas, consubstancia dado a sinalizar a periculosidade do envolvido, sendo possível a prisão preventiva. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149106 / RS responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No tocante ao paciente Deivid Silveira Prado, em razão do reconhecimento do direito de recorrer em liberdade, declaro prejudicada a impetração, porque voltada ao afastamento da prisão. Relativamente a inexistência de audiência de custódia, não há ilegalidade. O Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, chancelou-a, assentando atendidos os requisitos legais. Ou seja, cumpriu- se a finalidade do procedimento evocado, sem qualquer evidência de prejuízo à defesa. Em passo seguinte, justificou a determinação da preventiva, referindo-se à necessidade de preservação da ordem pública. Apesar do previsto no artigo 13 da Resolução nº 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça, a falta de audiência de custódia constitui mera irregularidade, não tendo o efeito, por si só, de revogar a prisão estabelecida, uma vez preenchidos os requisitos autorizadores do artigo 312 do citado Código e observados os direitos e garantias versados na Constituição Federal. Quanto à motivação da custódia, apesar da superveniência de condenação pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo, a prisão em flagrante e os contornos do delito, considerada a apreensão de uma pistola marca Taurus, calibre .40 S&W, com número de série removido, e de uma pistola marca Glock, calibre .9mm Luger, em normais condições de uso e funcionamento, indicam estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio constitucional da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Na sentença, o Juízo assentou estar comprovado tratar-se de reincidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No tocante ao paciente Deivid Silveira Prado, em razão do reconhecimento do direito de recorrer em liberdade, declaro prejudicada a impetração, porque voltada ao afastamento da prisão. Relativamente a inexistência de audiência de custódia, não há ilegalidade. O Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, chancelou-a, assentando atendidos os requisitos legais. Ou seja, cumpriu- se a finalidade do procedimento evocado, sem qualquer evidência de prejuízo à defesa. Em passo seguinte, justificou a determinação da preventiva, referindo-se à necessidade de preservação da ordem pública. Apesar do previsto no artigo 13 da Resolução nº 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça, a falta de audiência de custódia constitui mera irregularidade, não tendo o efeito, por si só, de revogar a prisão estabelecida, uma vez preenchidos os requisitos autorizadores do artigo 312 do citado Código e observados os direitos e garantias versados na Constituição Federal. Quanto à motivação da custódia, apesar da superveniência de condenação pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo, a prisão em flagrante e os contornos do delito, considerada a apreensão de uma pistola marca Taurus, calibre .40 S&W, com número de série removido, e de uma pistola marca Glock, calibre .9mm Luger, em normais condições de uso e funcionamento, indicam estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio constitucional da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Na sentença, o Juízo assentou estar comprovado tratar-se de reincidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149106 / RS Surge relevante o que articulado em relação ao excesso de prazo da custódia. O paciente está preso, sem culpa formada, desde 4 de junho de 2017, ou seja, há 1 ano, 6 meses e 6 dias, considerada a data da liberação deste processo para julgamento – 10 de dezembro de 2018. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a custódia oriunda da condenação recorrível. Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente Willian Guimarães Assunção, formalizada no processo nº 0014624- 57.2017.8.21.0015, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS Surge relevante o que articulado em relação ao excesso de prazo da custódia. O paciente está preso, sem culpa formada, desde 4 de junho de 2017, ou seja, há 1 ano, 6 meses e 6 dias, considerada a data da liberação deste processo para julgamento – 10 de dezembro de 2018. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a custódia oriunda da condenação recorrível. Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente Willian Guimarães Assunção, formalizada no processo nº 0014624- 57.2017.8.21.0015, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). O presente caso, em síntese, consiste no suposto cometimento do crime de roubo com o emprego de arma de fogo e concurso de agentes (art. 157, § 2º, incisos I e II, do Código Penal). Consta dos autos que os pacientes se envolveram em um tiroteio com facção rival, praticando o roubo do automóvel no momento em que iniciavam a fuga do local. Ainda, no momento da abordagem policial, traziam consigo uma pistola 24/7 com numeração raspada, calibre .40, municiada com 11 cartuchos intactos e um carregador vazio sobressalente, e uma pistola Glock calibre 9mm, carregada com 14 cartuchos intactos, além de um colete à prova de balas, conforme consignado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que denegou a ordem no HC 70074555129. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). O presente caso, em síntese, consiste no suposto cometimento do crime de roubo com o emprego de arma de fogo e concurso de agentes (art. 157, § 2º, incisos I e II, do Código Penal). Consta dos autos que os pacientes se envolveram em um tiroteio com facção rival, praticando o roubo do automóvel no momento em que iniciavam a fuga do local. Ainda, no momento da abordagem policial, traziam consigo uma pistola 24/7 com numeração raspada, calibre .40, municiada com 11 cartuchos intactos e um carregador vazio sobressalente, e uma pistola Glock calibre 9mm, carregada com 14 cartuchos intactos, além de um colete à prova de balas, conforme consignado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que denegou a ordem no HC 70074555129. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149106 / RS ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.106 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) : WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7A-3F81-4F14-0D65 e senha 86FA-9AF6-D91F-C505 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.106 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) : WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7A-3F81-4F14-0D65 e senha 86FA-9AF6-D91F-C505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749178271
2019-02-05T00:00:00
2019-02-19T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido.
sjur398537
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF) HC 128740 (1ªT), HC 138946 (1ªT), HC 138945 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 11/04/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
149106
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 \"CAPUT\" ART-00312 ART-00387 \n PAR-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RES-000213 ANO-2015\n ART-00013\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 149106
[ "" ]
PACTE.(S) : DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) : WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) :WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82A4-3752-44C1-EECE e senha BB73-0C64-8597-9BBE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149106 / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82A4-3752-44C1-EECE e senha BB73-0C64-8597-9BBE Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82A4-3752-44C1-EECE e senha BB73-0C64-8597-9BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) :WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, no processo n 0014624-57.2017.8.21.0015, converteu as prisões em flagrante dos pacientes, ocorridas no dia 4 de junho de 2017, em preventivas, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 157, § 2..., incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena por emprego de arma de fogo e concurso de agentes), do Código Penal. Aludiu à gravidade do crime e à periculosidade dos acusados, frisando os contornos do delito – roubo de veículo praticado em concurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) :WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) :VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS, no processo n 0014624-57.2017.8.21.0015, converteu as prisões em flagrante dos pacientes, ocorridas no dia 4 de junho de 2017, em preventivas, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 157, § 2..., incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena por emprego de arma de fogo e concurso de agentes), do Código Penal. Aludiu à gravidade do crime e à periculosidade dos acusados, frisando os contornos do delito – roubo de veículo praticado em concurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 149106 / RS pessoas, mediante o uso de arma de fogo e a utilização de colete balístico. Apontou a existência de antecedentes criminais, bem como a ausência de comprovante de endereço e de emprego. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 417.104/RS, no qual o Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta que o ato por meio do qual implementada a custódia e os seguintes lastrearam-se na gravidade abstrata da infração. Destaca as condições pessoais favoráveis dos pacientes – primariedade, trabalho lícito e residência fixa. Aponta a possibilidade de condenação em regime mais brando do que o atualmente imposto. Cita precedentes do Supremo acerca da excepcionalidade da constrição da liberdade. […] O impetrante postulou, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura, e, sucessivamente, a fixação de cautelar diversa, sem especificá-la. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. No mérito, aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício, concluindo fundamentada a prisão. Por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 23.305/2018, o impetrante aditou a inicial, para fazer constar os pedidos de anulação do processo, ante a ausência de realização de audiência de custódia. Destacou desclassificada a conduta, na sentença, para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS pessoas, mediante o uso de arma de fogo e a utilização de colete balístico. Apontou a existência de antecedentes criminais, bem como a ausência de comprovante de endereço e de emprego. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 417.104/RS, no qual o Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta que o ato por meio do qual implementada a custódia e os seguintes lastrearam-se na gravidade abstrata da infração. Destaca as condições pessoais favoráveis dos pacientes – primariedade, trabalho lícito e residência fixa. Aponta a possibilidade de condenação em regime mais brando do que o atualmente imposto. Cita precedentes do Supremo acerca da excepcionalidade da constrição da liberdade. […] O impetrante postulou, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva, com expedição de alvará de soltura, e, sucessivamente, a fixação de cautelar diversa, sem especificá-la. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra decisão individual. No mérito, aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício, concluindo fundamentada a prisão. Por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 23.305/2018, o impetrante aditou a inicial, para fazer constar os pedidos de anulação do processo, ante a ausência de realização de audiência de custódia. Destacou desclassificada a conduta, na sentença, para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149106 / RS porte ilegal de arma de fogo. Sustentou o excesso de prazo da prisão, a perdurar por mais de 1 ano. Requer seja reconhecido o direito do paciente de aguardar, solto, o julgamento da apelação. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que os pacientes William Guimarães Assunção e Deivid Silveira Prado foram condenados, respectivamente, às penas de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial de cumprimento fechado, e ao pagamento de 25 dias-multa; e de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, e 15 dias-multa, em virtude do cometimento do crime previsto no artigo 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito), da Lei n 10.826/2003. O Juízo negou o direito de William recorrer em liberdade, reconhecendo-o quanto a Deivid. No Superior Tribunal de Justiça, a impetração foi julgada prejudicada pelo Relator, considerada a superveniência de sentença condenatória. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS porte ilegal de arma de fogo. Sustentou o excesso de prazo da prisão, a perdurar por mais de 1 ano. Requer seja reconhecido o direito do paciente de aguardar, solto, o julgamento da apelação. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que os pacientes William Guimarães Assunção e Deivid Silveira Prado foram condenados, respectivamente, às penas de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial de cumprimento fechado, e ao pagamento de 25 dias-multa; e de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, e 15 dias-multa, em virtude do cometimento do crime previsto no artigo 16, cabeça (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito), da Lei n 10.826/2003. O Juízo negou o direito de William recorrer em liberdade, reconhecendo-o quanto a Deivid. No Superior Tribunal de Justiça, a impetração foi julgada prejudicada pelo Relator, considerada a superveniência de sentença condenatória. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A45-F18F-A963-BF95 e senha 9E7F-121C-3DF7-B688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO PARCIAL. Fica prejudicado em parte o habeas corpus, voltado ao afastamento de custódia preventiva, quando deferido o direito de recorrer em liberdade, em relação a um dos pacientes. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. Tem-se que o flagrante, em se tratando de crime de porte ilegal de arma de fogo, no que apreendidas duas pistolas, consubstancia dado a sinalizar a periculosidade do envolvido, sendo possível a prisão preventiva. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO PARCIAL. Fica prejudicado em parte o habeas corpus, voltado ao afastamento de custódia preventiva, quando deferido o direito de recorrer em liberdade, em relação a um dos pacientes. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. Tem-se que o flagrante, em se tratando de crime de porte ilegal de arma de fogo, no que apreendidas duas pistolas, consubstancia dado a sinalizar a periculosidade do envolvido, sendo possível a prisão preventiva. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149106 / RS responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No tocante ao paciente Deivid Silveira Prado, em razão do reconhecimento do direito de recorrer em liberdade, declaro prejudicada a impetração, porque voltada ao afastamento da prisão. Relativamente a inexistência de audiência de custódia, não há ilegalidade. O Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, chancelou-a, assentando atendidos os requisitos legais. Ou seja, cumpriu- se a finalidade do procedimento evocado, sem qualquer evidência de prejuízo à defesa. Em passo seguinte, justificou a determinação da preventiva, referindo-se à necessidade de preservação da ordem pública. Apesar do previsto no artigo 13 da Resolução n 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça, a falta de audiência de custódia constitui mera irregularidade, não tendo o efeito, por si só, de revogar a prisão estabelecida, uma vez preenchidos os requisitos autorizadores do artigo 312 do citado Código e observados os direitos e garantias versados na Constituição Federal. Quanto à motivação da custódia, apesar da superveniência de condenação pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo, a prisão em flagrante e os contornos do delito, considerada a apreensão de uma pistola marca Taurus, calibre .40 S&W, com número de série removido, e de uma pistola marca Glock, calibre .9mm Luger, em normais condições de uso e funcionamento, indicam estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio constitucional da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Na sentença, o Juízo assentou estar comprovado tratar-se de reincidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No tocante ao paciente Deivid Silveira Prado, em razão do reconhecimento do direito de recorrer em liberdade, declaro prejudicada a impetração, porque voltada ao afastamento da prisão. Relativamente a inexistência de audiência de custódia, não há ilegalidade. O Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, chancelou-a, assentando atendidos os requisitos legais. Ou seja, cumpriu- se a finalidade do procedimento evocado, sem qualquer evidência de prejuízo à defesa. Em passo seguinte, justificou a determinação da preventiva, referindo-se à necessidade de preservação da ordem pública. Apesar do previsto no artigo 13 da Resolução n 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça, a falta de audiência de custódia constitui mera irregularidade, não tendo o efeito, por si só, de revogar a prisão estabelecida, uma vez preenchidos os requisitos autorizadores do artigo 312 do citado Código e observados os direitos e garantias versados na Constituição Federal. Quanto à motivação da custódia, apesar da superveniência de condenação pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo, a prisão em flagrante e os contornos do delito, considerada a apreensão de uma pistola marca Taurus, calibre .40 S&W, com número de série removido, e de uma pistola marca Glock, calibre .9mm Luger, em normais condições de uso e funcionamento, indicam estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio constitucional da não culpabilidade, a medida se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Na sentença, o Juízo assentou estar comprovado tratar-se de reincidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149106 / RS Surge relevante o que articulado em relação ao excesso de prazo da custódia. O paciente está preso, sem culpa formada, desde 4 de junho de 2017, ou seja, há 1 ano, 6 meses e 6 dias, considerada a data da liberação deste processo para julgamento – 10 de dezembro de 2018. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a custódia oriunda da condenação recorrível. Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente Willian Guimarães Assunção, formalizada no processo n 0014624- 57.2017.8.21.0015, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS Surge relevante o que articulado em relação ao excesso de prazo da custódia. O paciente está preso, sem culpa formada, desde 4 de junho de 2017, ou seja, há 1 ano, 6 meses e 6 dias, considerada a data da liberação deste processo para julgamento – 10 de dezembro de 2018. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., do mesmo diploma denomina, expressamente, preventiva a custódia oriunda da condenação recorrível. Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente Willian Guimarães Assunção, formalizada no processo n 0014624- 57.2017.8.21.0015, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí/RS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6237-563C-FBC5-EAAD e senha CA64-4280-1D6E-BA33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). O presente caso, em síntese, consiste no suposto cometimento do crime de roubo com o emprego de arma de fogo e concurso de agentes (art. 157, § 2..., incisos I e II, do Código Penal). Consta dos autos que os pacientes se envolveram em um tiroteio com facção rival, praticando o roubo do automóvel no momento em que iniciavam a fuga do local. Ainda, no momento da abordagem policial, traziam consigo uma pistola 24/7 com numeração raspada, calibre .40, municiada com 11 cartuchos intactos e um carregador vazio sobressalente, e uma pistola Glock calibre 9mm, carregada com 14 cartuchos intactos, além de um colete à prova de balas, conforme consignado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que denegou a ordem no HC 70074555129. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.106 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). O presente caso, em síntese, consiste no suposto cometimento do crime de roubo com o emprego de arma de fogo e concurso de agentes (art. 157, § 2..., incisos I e II, do Código Penal). Consta dos autos que os pacientes se envolveram em um tiroteio com facção rival, praticando o roubo do automóvel no momento em que iniciavam a fuga do local. Ainda, no momento da abordagem policial, traziam consigo uma pistola 24/7 com numeração raspada, calibre .40, municiada com 11 cartuchos intactos e um carregador vazio sobressalente, e uma pistola Glock calibre 9mm, carregada com 14 cartuchos intactos, além de um colete à prova de balas, conforme consignado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que denegou a ordem no HC 70074555129. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149106 / RS ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Supremo Tribunal Federal HC 149106 / RS ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 935D-DF9E-A6BF-B463 e senha A192-E2B2-F6BC-1C76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.106 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) : WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7A-3F81-4F14-0D65 e senha 86FA-9AF6-D91F-C505 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.106 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : DEIVID SILVEIRA PRADO PACTE.(S) : WILLIAM GUIMARÃES ASSUNÇÃO IMPTE.(S) : VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA (75834/RS) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 417.104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F7A-3F81-4F14-0D65 e senha 86FA-9AF6-D91F-C505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HC n 417 . 104 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 149106 / RS", "HC 149106 / RS", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HC n 417 . 104 DO", "processo n 0014624 - 57 . 2017 . 8 . 21 . 0015", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HC n 417 . 104", "HC 149106 / RS", "habeas corpus n 417 . 104 / RS", "Supremo", "HC 149106 / RS", "habeas corpus n 417 . 104 / RS", "HC 149106 / RS", "HC 149106 / RS", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HC 149106 / RS", "HC 149106 / RS", "HC 149106 / RS", "HC 149106 / RS", "processo n 0014624 - 57 . 2017 . 8 . 21 . 0015", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HC 70074555129", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HC 70074555129", "HC 149106 / RS", "HC 149106 / RS", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HC n 417 . 104", "HABEAS CORPUS 149 . 106", "HC n 417 . 104" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , incisos I e II", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , incisos I e II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 16 , cabeça", "Lei n 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 13 da Resolução n 213 / 2015 do Conselho Nacional de Justiça", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 13 da Resolução n 213 / 2015 do Conselho Nacional de Justiça", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I e II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPRESSÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Taurus", "Glock", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Taurus", "Glock", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Gravataí / RS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DEIVID SILVEIRA PRADO", "WILLIAM GUIMARÃES", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DEIVID SILVEIRA PRADO", "WILLIAM GUIMARÃES", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DEIVID SILVEIRA PRADO", "WILLIAM GUIMARÃES", "VLADIMIR DE", "AMORIM SILVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "William Guimarães Assunção", "Deivid Silveira Prado", "William", "Deivid", "William Guimarães Assunção", "Deivid Silveira Prado", "William", "Deivid", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Deivid Silveira Prado", "Deivid Silveira Prado", "MARCO AURÉLIO", "Willian Guimarães Assunção", "Willian Guimarães Assunção", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DEIVID SILVEIRA PRADO", "WILLIAM GUIMARÃES", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DEIVID SILVEIRA PRADO", "WILLIAM GUIMARÃES", "VLADIMIR DE AMORIM SILVEIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "05 de fevereiro de 2019", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "4 de junho de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "4 de junho de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de dezembro de 2018", "10 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de dezembro de 2018", "10 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2017", "10 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2017", "10 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0577-05C0-311F-466B e senha 7758-1EF3-1D86-F827 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149648 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0577-05C0-311F-466B e senha 7758-1EF3-1D86-F827 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0577-05C0-311F-466B e senha 7758-1EF3-1D86-F827 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, no processo nº 0001423-72.2014.8.26.0238, quando do recebimento da denúncia, determinou a prisão preventiva do paciente, implementada em 1º de abril de 2014, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2º, incisos I e IV (homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, considerada a gravidade do crime, e da aplicação da lei penal. Destacou ameaça de morte sofrida por testemunha. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, no processo nº 0001423-72.2014.8.26.0238, quando do recebimento da denúncia, determinou a prisão preventiva do paciente, implementada em 1º de abril de 2014, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2º, incisos I e IV (homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, considerada a gravidade do crime, e da aplicação da lei penal. Destacou ameaça de morte sofrida por testemunha. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 149648 / SP Em virtude da desclassificação, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP condenou o paciente a 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3º (lesão corporal seguida de morte), e 344 (coação no curso do processo), combinados com o 69 (concurso material), todos do Código Penal. Entendeu pela continuidade da constrição, salientando a condenação por ameaça a testemunha. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 419.875/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Anota o excesso de prazo da prisão, apontando perdurar por mais de 3 anos e 7 meses. Diz ausente motivação idônea a respaldá-la. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal e do princípio da dignidade da pessoa humana. Aduz inexistir contemporaneidade em relação à situação ensejadora da preventiva – intimidação de testemunha –, ocorrida em 2014. Realça a primariedade e os bons antecedentes do paciente. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar diversa, sem especificá-la. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão ao corréu Vagner Cardoso Passos. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP Em virtude da desclassificação, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP condenou o paciente a 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3º (lesão corporal seguida de morte), e 344 (coação no curso do processo), combinados com o 69 (concurso material), todos do Código Penal. Entendeu pela continuidade da constrição, salientando a condenação por ameaça a testemunha. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 419.875/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Anota o excesso de prazo da prisão, apontando perdurar por mais de 3 anos e 7 meses. Diz ausente motivação idônea a respaldá-la. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal e do princípio da dignidade da pessoa humana. Aduz inexistir contemporaneidade em relação à situação ensejadora da preventiva – intimidação de testemunha –, ocorrida em 2014. Realça a primariedade e os bons antecedentes do paciente. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar diversa, sem especificá-la. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão ao corréu Vagner Cardoso Passos. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149648 / SP Por meio da petição/STF nº 54.364/2018, o impetrante manifestou interesse na sequência do processo, afirmando sequer distribuída a apelação interposta pela defesa do paciente. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP Por meio da petição/STF nº 54.364/2018, o impetrante manifestou interesse na sequência do processo, afirmando sequer distribuída a apelação interposta pela defesa do paciente. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – TESTEMUNHA – INTIMIDAÇÃO. Uma vez decorrendo a prisão preventiva da notícia de ameaça a testemunha, tem-se sinalizada a periculosidade, possível a custódia provisória. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO – NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 14 de dezembro de 2017, quando do implemento de medida de urgência: […] 2. O Juízo, ao determinar a preventiva, apontou risco à instrução criminal, tendo em vista notícia de ameaça a uma das testemunhas. Na sentença, entendeu inafastável a prisão, reafirmando a intimidação, consubstanciada no fato de, no dia seguinte ao cometimento do delito, o paciente haver gesticulado possíveis disparos de arma de fogo contra a testemunha. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – TESTEMUNHA – INTIMIDAÇÃO. Uma vez decorrendo a prisão preventiva da notícia de ameaça a testemunha, tem-se sinalizada a periculosidade, possível a custódia provisória. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO – NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 14 de dezembro de 2017, quando do implemento de medida de urgência: […] 2. O Juízo, ao determinar a preventiva, apontou risco à instrução criminal, tendo em vista notícia de ameaça a uma das testemunhas. Na sentença, entendeu inafastável a prisão, reafirmando a intimidação, consubstanciada no fato de, no dia seguinte ao cometimento do delito, o paciente haver gesticulado possíveis disparos de arma de fogo contra a testemunha. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149648 / SP direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. O paciente está preso, sem culpa formada, há 3 anos, 9 meses e 8 dias. Tem-se o excesso de prazo, considerada a prisão provisória e o estágio do processo-crime, pendente de julgamento a apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da custódia é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0001423-72.2014.8.26.0238, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a decisão, com as mesmas cautelas, ao corréu Vagner Cardoso Passos, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. O paciente está preso, sem culpa formada, há 3 anos, 9 meses e 8 dias. Tem-se o excesso de prazo, considerada a prisão provisória e o estágio do processo-crime, pendente de julgamento a apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da custódia é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0001423-72.2014.8.26.0238, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a decisão, com as mesmas cautelas, ao corréu Vagner Cardoso Passos, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149648 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, há informação de que o paciente foi condenado à pena de 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3º (lesão corporal seguida de morte) e 344 (coação no curso do processo), sendo-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Não verifico, nesse contexto, flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, há informação de que o paciente foi condenado à pena de 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3º (lesão corporal seguida de morte) e 344 (coação no curso do processo), sendo-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Não verifico, nesse contexto, flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, Presidente, ademais desse argumento trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, há a informação de que o paciente teria ameaçado de morte a vítima sobrevivente. É caso típico de prisão preventiva. De modo que eu estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1071-5CE5-EBB7-DA5B e senha 795F-0591-BDC7-5A9A Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, Presidente, ademais desse argumento trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, há a informação de que o paciente teria ameaçado de morte a vítima sobrevivente. É caso típico de prisão preventiva. De modo que eu estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1071-5CE5-EBB7-DA5B e senha 795F-0591-BDC7-5A9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB7-C038-5686-7B86 e senha 4D6D-2B3F-2A9B-05FB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB7-C038-5686-7B86 e senha 4D6D-2B3F-2A9B-05FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749225905
2019-02-05T00:00:00
2019-02-25T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.
sjur398732
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, TRIBUNAL SUPERIOR) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (EXAURIMENTO, INSTÂNCIA, COMPETÊNCIA, STF) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, ROL TAXATIVO) HC 139262 AgR (1ªT). (HC, TERATOLOGIA) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 24/04/2019, TLR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
149648
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00129 PAR-00003 ART-00344\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 149648
[ "" ]
PACTE.(S) : WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0577-05C0-311F-466B e senha 7758-1EF3-1D86-F827 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149648 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0577-05C0-311F-466B e senha 7758-1EF3-1D86-F827 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0577-05C0-311F-466B e senha 7758-1EF3-1D86-F827 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, no processo n 0001423-72.2014.8.26.0238, quando do recebimento da denúncia, determinou a prisão preventiva do paciente, implementada em 1... de abril de 2014, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2..., incisos I e IV (homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, considerada a gravidade do crime, e da aplicação da lei penal. Destacou ameaça de morte sofrida por testemunha. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, no processo n 0001423-72.2014.8.26.0238, quando do recebimento da denúncia, determinou a prisão preventiva do paciente, implementada em 1... de abril de 2014, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2..., incisos I e IV (homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, considerada a gravidade do crime, e da aplicação da lei penal. Destacou ameaça de morte sofrida por testemunha. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 149648 / SP Em virtude da desclassificação, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP condenou o paciente a 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3... (lesão corporal seguida de morte), e 344 (coação no curso do processo), combinados com o 69 (concurso material), todos do Código Penal. Entendeu pela continuidade da constrição, salientando a condenação por ameaça a testemunha. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 419.875/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Anota o excesso de prazo da prisão, apontando perdurar por mais de 3 anos e 7 meses. Diz ausente motivação idônea a respaldá-la. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal e do princípio da dignidade da pessoa humana. Aduz inexistir contemporaneidade em relação à situação ensejadora da preventiva – intimidação de testemunha –, ocorrida em 2014. Realça a primariedade e os bons antecedentes do paciente. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar diversa, sem especificá-la. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão ao corréu Vagner Cardoso Passos. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP Em virtude da desclassificação, o Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP condenou o paciente a 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3... (lesão corporal seguida de morte), e 344 (coação no curso do processo), combinados com o 69 (concurso material), todos do Código Penal. Entendeu pela continuidade da constrição, salientando a condenação por ameaça a testemunha. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 419.875/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Anota o excesso de prazo da prisão, apontando perdurar por mais de 3 anos e 7 meses. Diz ausente motivação idônea a respaldá-la. Articula com a violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal e do princípio da dignidade da pessoa humana. Aduz inexistir contemporaneidade em relação à situação ensejadora da preventiva – intimidação de testemunha –, ocorrida em 2014. Realça a primariedade e os bons antecedentes do paciente. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar diversa, sem especificá-la. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 14 de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão ao corréu Vagner Cardoso Passos. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149648 / SP Por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 54.364/2018, o impetrante manifestou interesse na sequência do processo, afirmando sequer distribuída a apelação interposta pela defesa do paciente. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP Por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 54.364/2018, o impetrante manifestou interesse na sequência do processo, afirmando sequer distribuída a apelação interposta pela defesa do paciente. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67BB-44E9-E1ED-52E8 e senha 9389-BF6E-5D98-9A52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – TESTEMUNHA – INTIMIDAÇÃO. Uma vez decorrendo a prisão preventiva da notícia de ameaça a testemunha, tem-se sinalizada a periculosidade, possível a custódia provisória. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO – NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 14 de dezembro de 2017, quando do implemento de medida de urgência: […] 2. O Juízo, ao determinar a preventiva, apontou risco à instrução criminal, tendo em vista notícia de ameaça a uma das testemunhas. Na sentença, entendeu inafastável a prisão, reafirmando a intimidação, consubstanciada no fato de, no dia seguinte ao cometimento do delito, o paciente haver gesticulado possíveis disparos de arma de fogo contra a testemunha. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – TESTEMUNHA – INTIMIDAÇÃO. Uma vez decorrendo a prisão preventiva da notícia de ameaça a testemunha, tem-se sinalizada a periculosidade, possível a custódia provisória. HABEAS CORPUS – SENTENÇA CONDENATÓRIA – PRISÃO – NATUREZA. Enquanto não preclusa a decisão condenatória proferida, a prisão tem natureza preventiva – artigo 283 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 14 de dezembro de 2017, quando do implemento de medida de urgência: […] 2. O Juízo, ao determinar a preventiva, apontou risco à instrução criminal, tendo em vista notícia de ameaça a uma das testemunhas. Na sentença, entendeu inafastável a prisão, reafirmando a intimidação, consubstanciada no fato de, no dia seguinte ao cometimento do delito, o paciente haver gesticulado possíveis disparos de arma de fogo contra a testemunha. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149648 / SP direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. O paciente está preso, sem culpa formada, há 3 anos, 9 meses e 8 dias. Tem-se o excesso de prazo, considerada a prisão provisória e o estágio do processo-crime, pendente de julgamento a apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da custódia é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0001423-72.2014.8.26.0238, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a decisão, com as mesmas cautelas, ao corréu Vagner Cardoso Passos, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. O paciente está preso, sem culpa formada, há 3 anos, 9 meses e 8 dias. Tem-se o excesso de prazo, considerada a prisão provisória e o estágio do processo-crime, pendente de julgamento a apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da custódia é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. Observem que a superveniência de sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0001423-72.2014.8.26.0238, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Estendo a decisão, com as mesmas cautelas, ao corréu Vagner Cardoso Passos, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B1-4F9E-13A5-7D3B e senha 13DB-0876-0EB9-F97E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149648 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, há informação de que o paciente foi condenado à pena de 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3... (lesão corporal seguida de morte) e 344 (coação no curso do processo), sendo-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Não verifico, nesse contexto, flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Supremo Tribunal Federal HC 149648 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, há informação de que o paciente foi condenado à pena de 7 anos e 12 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos delitos versados nos artigos 129, § 3... (lesão corporal seguida de morte) e 344 (coação no curso do processo), sendo-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Não verifico, nesse contexto, flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7069-AB19-1002-6802 e senha CC66-E66C-C489-AA70 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, Presidente, ademais desse argumento trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, há a informação de que o paciente teria ameaçado de morte a vítima sobrevivente. É caso típico de prisão preventiva. De modo que eu estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1071-5CE5-EBB7-DA5B e senha 795F-0591-BDC7-5A9A Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.648 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, Presidente, ademais desse argumento trazido pelo Ministro Alexandre de Moraes, há a informação de que o paciente teria ameaçado de morte a vítima sobrevivente. É caso típico de prisão preventiva. De modo que eu estou acompanhando a divergência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1071-5CE5-EBB7-DA5B e senha 795F-0591-BDC7-5A9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB7-C038-5686-7B86 e senha 4D6D-2B3F-2A9B-05FB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.648 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 419.875 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB7-C038-5686-7B86 e senha 4D6D-2B3F-2A9B-05FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HC n 419 . 875", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "HC 149648 / SP", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 149648 / SP", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 149 . 648 SÃO", "HC n 419 . 875 DO SUPERIOR", "processo n 0001423 - 72 . 2014 . 8 . 26 . 0238", "HABEAS CORPUS 149 . 648 SÃO", "HC n 419 . 875", "processo n 0001423 - 72 . 2014 . 8 . 26 . 0238", "HC 149648 / SP", "habeas corpus n 419 . 875 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 149648 / SP", "habeas corpus n 419 . 875 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 149648 / SP", "HC 149648 / SP", "HABEAS CORPUS 149 . 648 SÃO", "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HC 149648 / SP", "HC 149648 / SP", "processo n 0001423 - 72 . 2014 . 8 . 26 . 0238", "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 149648 / SP", "HC 139 . 262", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HC 149648 / SP", "HC 139 . 262", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HC n 419 . 875", "HABEAS CORPUS 149 . 648", "HC n 419 . 875 DO SUPERIOR TRIBUNAL" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 129 , § 3 . . .", "Código Penal", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 129 , § 3 . . .", "69", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 .", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior de Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "PRIMEIRA", "TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA", "MAURO ATUI NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA", "MAURO ATUI NETO", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA", "MAURO ATUI NETO", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "Vagner Cardoso Passos", "Vagner Cardoso Passos", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Vagner Cardoso Passos", "Vagner Cardoso Passos", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "LUÍS", "ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA", "MAURO ATUI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WESLEM DOUGLAS CARDOSO SARAIVA", "MAURO ATUI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", ". . de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", ". . de abril de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "14 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "14 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "14 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "14 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) :PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Ante dedicação do paciente a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento é definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir parcialmente a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE46-8DCC-C497-9D27 e senha 4A68-9F01-7B61-07EF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) :PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo nº 0000106-44.2015.8.26.0613, condenou o paciente e outro acusado a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 dias-multa, em virtude da prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei nº 11.343/2006. Deixou de aplicar a causa de diminuição prevista no § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas, dizendo dedicar-se o paciente a atividades criminosas, considerada a natureza e quantidade de substância apreendida – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas –, e o valor de R$ 1.500,00 em dinheiro encontrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) :PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo nº 0000106-44.2015.8.26.0613, condenou o paciente e outro acusado a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 dias-multa, em virtude da prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei nº 11.343/2006. Deixou de aplicar a causa de diminuição prevista no § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas, dizendo dedicar-se o paciente a atividades criminosas, considerada a natureza e quantidade de substância apreendida – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas –, e o valor de R$ 1.500,00 em dinheiro encontrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 148798 / SP A Terceira Câmara de Direito Criminal desproveu a apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Na sequência, embargos declaratórios não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 366.165/SP, inadmitido pelo Relator. A Quinta Turma negou provimento ao agravo interno, decisão transitada em julgado no dia 26 de abril de 2017. O impetrante aduz preenchidos os requisitos autorizadores da incidência do § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, apontando inidôneos os fundamentos lançados para inobservá-lo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades criminosas e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a incidência da causa de diminuição, com a modificação do regime inicial de cumprimento da sanção para o semiaberto. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 13 de novembro de 2017, acolheu parcialmente o pedido de medida acauteladora, determinando, até o julgamento do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o substitutivo de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade na terceira fase da dosimetria da pena. Opina pelo deferimento parcial da ordem para impor o regime semiaberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Supremo Tribunal Federal HC 148798 / SP A Terceira Câmara de Direito Criminal desproveu a apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Na sequência, embargos declaratórios não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 366.165/SP, inadmitido pelo Relator. A Quinta Turma negou provimento ao agravo interno, decisão transitada em julgado no dia 26 de abril de 2017. O impetrante aduz preenchidos os requisitos autorizadores da incidência do § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, apontando inidôneos os fundamentos lançados para inobservá-lo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades criminosas e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a incidência da causa de diminuição, com a modificação do regime inicial de cumprimento da sanção para o semiaberto. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 13 de novembro de 2017, acolheu parcialmente o pedido de medida acauteladora, determinando, até o julgamento do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o substitutivo de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade na terceira fase da dosimetria da pena. Opina pelo deferimento parcial da ordem para impor o regime semiaberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 148798 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o arquivamento definitivo do processo em 11 de abril de 2017. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Supremo Tribunal Federal HC 148798 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o arquivamento definitivo do processo em 11 de abril de 2017. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 13 de novembro de 2017, quando do acolhimento parcial do pedido de medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo, mantidas pelo Tribunal, para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, presente a elevada quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas, e R$ 1.500,00. Ressaltou o contexto do delito, os elementos coligidos no processo-crime, consignando tratar-se de traficante não ocasional. Inexiste ilegalidade a ser sanada. O Juízo veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após serem as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Fixou a sanção final em 5 anos de reclusão. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. Ante o quadro, não se podia impor o regime inicial fechado, considerada a pena menor de 8 anos, cabendo o semiaberto. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 13 de novembro de 2017, quando do acolhimento parcial do pedido de medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo, mantidas pelo Tribunal, para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, presente a elevada quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas, e R$ 1.500,00. Ressaltou o contexto do delito, os elementos coligidos no processo-crime, consignando tratar-se de traficante não ocasional. Inexiste ilegalidade a ser sanada. O Juízo veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após serem as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Fixou a sanção final em 5 anos de reclusão. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. Ante o quadro, não se podia impor o regime inicial fechado, considerada a pena menor de 8 anos, cabendo o semiaberto. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148798 / SP Defiro parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo nº 0000106-44.2015.8.26.0613. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Supremo Tribunal Federal HC 148798 / SP Defiro parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo nº 0000106-44.2015.8.26.0613. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, apesar da fixação da pena em cinco anos de reclusão, na decisão, o juiz fundamentou o porquê do regime inicial fechado. Peço vênia ao Ministro Marco Aurélio para indeferir a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-5D77-3E9E-1019 e senha FE65-664D-7ECA-8B31 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, apesar da fixação da pena em cinco anos de reclusão, na decisão, o juiz fundamentou o porquê do regime inicial fechado. Peço vênia ao Ministro Marco Aurélio para indeferir a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-5D77-3E9E-1019 e senha FE65-664D-7ECA-8B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, penso que é possível a não observância do regime tentativamente previsto no Código Penal, mas isso aumenta, de maneira relevante, o ônus argumentativo do magistrado. Portanto, dar regime fechado, no qual o Código Penal permite o semiaberto, a meu ver, exige um ônus de argumentação que me parece não ter sido satisfatoriamente atendido aqui, razão pela qual, ressalvado o cabimento, estou acompanhando a posição do Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9990-1B6F-DE61-816E e senha C6F2-7113-56ED-97DF Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, penso que é possível a não observância do regime tentativamente previsto no Código Penal, mas isso aumenta, de maneira relevante, o ônus argumentativo do magistrado. Portanto, dar regime fechado, no qual o Código Penal permite o semiaberto, a meu ver, exige um ônus de argumentação que me parece não ter sido satisfatoriamente atendido aqui, razão pela qual, ressalvado o cabimento, estou acompanhando a posição do Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9990-1B6F-DE61-816E e senha C6F2-7113-56ED-97DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROSA WEBER - Também, peço vênia ao Ministro Alexandre, para acompanhar o Ministro Marco Aurélio, ressalvado o cabimento, na linha do parecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AC0-E2FC-D41D-C6CC e senha 73E6-BFC0-42FA-4825 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROSA WEBER - Também, peço vênia ao Ministro Alexandre, para acompanhar o Ministro Marco Aurélio, ressalvado o cabimento, na linha do parecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AC0-E2FC-D41D-C6CC e senha 73E6-BFC0-42FA-4825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) : PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY (75225/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo 0000106-44.2015.8.26.0613, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5868-5FF1-8F31-20F7 e senha BFC8-F794-69C1-A54C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) : PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY (75225/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo 0000106-44.2015.8.26.0613, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5868-5FF1-8F31-20F7 e senha BFC8-F794-69C1-A54C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749385060
2019-02-05T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
A Turma, por maioria, deferiu parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo 0000106-44.2015.8.26.0613, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Ante dedicação do paciente a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento é definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal.
sjur400073
Número de páginas: 10. Análise: 05/06/2019, AMA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
148798
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 148798
[ "" ]
PACTE.(S) : EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) : PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) :PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – INADEQUAÇÃO. Ante dedicação do paciente a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento é definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir parcialmente a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE46-8DCC-C497-9D27 e senha 4A68-9F01-7B61-07EF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) :PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo n 0000106-44.2015.8.26.0613, condenou o paciente e outro acusado a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 dias-multa, em virtude da prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei n 11.343/2006. Deixou de aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do artigo 33 da Lei de Drogas, dizendo dedicar-se o paciente a atividades criminosas, considerada a natureza e quantidade de substância apreendida – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas –, e o valor de R$ 1.500,00 em dinheiro encontrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) :PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo n 0000106-44.2015.8.26.0613, condenou o paciente e outro acusado a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 dias-multa, em virtude da prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei n 11.343/2006. Deixou de aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do artigo 33 da Lei de Drogas, dizendo dedicar-se o paciente a atividades criminosas, considerada a natureza e quantidade de substância apreendida – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas –, e o valor de R$ 1.500,00 em dinheiro encontrado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 148798 / SP A Terceira Câmara de Direito Criminal desproveu a apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Na sequência, embargos declaratórios não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 366.165/SP, inadmitido pelo Relator. A Quinta Turma negou provimento ao agravo interno, decisão transitada em julgado no dia 26 de abril de 2017. O impetrante aduz preenchidos os requisitos autorizadores da incidência do § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, apontando inidôneos os fundamentos lançados para inobservá-lo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades criminosas e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a incidência da causa de diminuição, com a modificação do regime inicial de cumprimento da sanção para o semiaberto. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 13 de novembro de 2017, acolheu parcialmente o pedido de medida acauteladora, determinando, até o julgamento do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o substitutivo de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade na terceira fase da dosimetria da pena. Opina pelo deferimento parcial da ordem para impor o regime semiaberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Supremo Tribunal Federal HC 148798 / SP A Terceira Câmara de Direito Criminal desproveu a apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Na sequência, embargos declaratórios não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 366.165/SP, inadmitido pelo Relator. A Quinta Turma negou provimento ao agravo interno, decisão transitada em julgado no dia 26 de abril de 2017. O impetrante aduz preenchidos os requisitos autorizadores da incidência do § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, apontando inidôneos os fundamentos lançados para inobservá-lo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente – primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades criminosas e trabalho lícito. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a incidência da causa de diminuição, com a modificação do regime inicial de cumprimento da sanção para o semiaberto. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 13 de novembro de 2017, acolheu parcialmente o pedido de medida acauteladora, determinando, até o julgamento do mérito desta impetração, a observância do regime semiaberto. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão do habeas, dizendo-o substitutivo de recurso ordinário. Afirma ausente ilegalidade na terceira fase da dosimetria da pena. Opina pelo deferimento parcial da ordem para impor o regime semiaberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 148798 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o arquivamento definitivo do processo em 11 de abril de 2017. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Supremo Tribunal Federal HC 148798 / SP Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o arquivamento definitivo do processo em 11 de abril de 2017. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8942-F136-E2B1-E5F4 e senha 79DF-E198-2A02-17BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 13 de novembro de 2017, quando do acolhimento parcial do pedido de medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo, mantidas pelo Tribunal, para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, presente a elevada quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas, e R$ 1.500,00. Ressaltou o contexto do delito, os elementos coligidos no processo-crime, consignando tratar-se de traficante não ocasional. Inexiste ilegalidade a ser sanada. O Juízo veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após serem as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Fixou a sanção final em 5 anos de reclusão. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. Ante o quadro, não se podia impor o regime inicial fechado, considerada a pena menor de 8 anos, cabendo o semiaberto. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. Reitero o que assentado, em 13 de novembro de 2017, quando do acolhimento parcial do pedido de medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo, mantidas pelo Tribunal, para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, presente a elevada quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 48 porções de cocaína, totalizando 66,5 gramas, e R$ 1.500,00. Ressaltou o contexto do delito, os elementos coligidos no processo-crime, consignando tratar-se de traficante não ocasional. Inexiste ilegalidade a ser sanada. O Juízo veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após serem as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Fixou a sanção final em 5 anos de reclusão. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. Ante o quadro, não se podia impor o regime inicial fechado, considerada a pena menor de 8 anos, cabendo o semiaberto. […] Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 148798 / SP Defiro parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo n 0000106-44.2015.8.26.0613. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Supremo Tribunal Federal HC 148798 / SP Defiro parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo n 0000106-44.2015.8.26.0613. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7360-2AF8-7409-EFB7 e senha 95C4-1F8F-D98D-B7BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, apesar da fixação da pena em cinco anos de reclusão, na decisão, o juiz fundamentou o porquê do regime inicial fechado. Peço vênia ao Ministro Marco Aurélio para indeferir a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-5D77-3E9E-1019 e senha FE65-664D-7ECA-8B31 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, apesar da fixação da pena em cinco anos de reclusão, na decisão, o juiz fundamentou o porquê do regime inicial fechado. Peço vênia ao Ministro Marco Aurélio para indeferir a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-5D77-3E9E-1019 e senha FE65-664D-7ECA-8B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, penso que é possível a não observância do regime tentativamente previsto no Código Penal, mas isso aumenta, de maneira relevante, o ônus argumentativo do magistrado. Portanto, dar regime fechado, no qual o Código Penal permite o semiaberto, a meu ver, exige um ônus de argumentação que me parece não ter sido satisfatoriamente atendido aqui, razão pela qual, ressalvado o cabimento, estou acompanhando a posição do Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9990-1B6F-DE61-816E e senha C6F2-7113-56ED-97DF Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, penso que é possível a não observância do regime tentativamente previsto no Código Penal, mas isso aumenta, de maneira relevante, o ônus argumentativo do magistrado. Portanto, dar regime fechado, no qual o Código Penal permite o semiaberto, a meu ver, exige um ônus de argumentação que me parece não ter sido satisfatoriamente atendido aqui, razão pela qual, ressalvado o cabimento, estou acompanhando a posição do Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9990-1B6F-DE61-816E e senha C6F2-7113-56ED-97DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROSA WEBER - Também, peço vênia ao Ministro Alexandre, para acompanhar o Ministro Marco Aurélio, ressalvado o cabimento, na linha do parecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AC0-E2FC-D41D-C6CC e senha 73E6-BFC0-42FA-4825 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 148.798 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROSA WEBER - Também, peço vênia ao Ministro Alexandre, para acompanhar o Ministro Marco Aurélio, ressalvado o cabimento, na linha do parecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9AC0-E2FC-D41D-C6CC e senha 73E6-BFC0-42FA-4825 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) : PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY (75225/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo 0000106-44.2015.8.26.0613, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5868-5FF1-8F31-20F7 e senha BFC8-F794-69C1-A54C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 148.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDUARDO COSTA PEREIRA IMPTE.(S) : PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY (75225/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu parcialmente a ordem para implementar o regime semiaberto de cumprimento da pena, ou o aberto, caso o paciente já tenha sido beneficiado pela progressão de regime, quanto à sentença proferida pelo Juízo da Segunda Vara da Comarca de Mococa/SP, no processo 0000106-44.2015.8.26.0613, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5868-5FF1-8F31-20F7 e senha BFC8-F794-69C1-A54C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HABEAS CORPUS 148 . 798 SÃO PAULO", "processo n 0000106 - 44 . 2015 . 8 . 26 . 0613", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "processo n 0000106 - 44 . 2015 . 8 . 26 . 0613", "HC 148798 / SP", "habeas corpus n 366 . 165 / SP", "HC 148798 / SP", "habeas corpus n 366 . 165 / SP", "HC 148798 / SP", "HC 148798 / SP", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HC 148798 / SP", "processo n 0000106 - 44 . 2015 . 8 . 26 . 0613", "HC 148798 / SP", "processo n 0000106 - 44 . 2015 . 8 . 26 . 0613", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HABEAS CORPUS 148 . 798 SÃO", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "0000106", "-", "44", ".", "2015", ".", "8", "26", "HABEAS CORPUS 148 . 798", "0000106", "-", "44", ".", "2015", ".", "8", ".", "26", ".", "0613" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "Lei n 11 . 343 / 2006", "§ 4 . . . do", "artigo 33 da Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Mococa / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Mococa / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Câmara de Direito Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Terceira Câmara de Direito Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara da Comarca de Mococa / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara da Comarca de Mococa / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Mococa / SP", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara da Comarca de Mococa / SP", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO COSTA PEREIRA", "PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO COSTA PEREIRA", "PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO COSTA PEREIRA", "PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Alexandre", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Alexandre", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO COSTA PEREIRA", "PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "EDUARDO COSTA PEREIRA", "PAULO SERGIO DE ALMEIDA GODOY", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de abril de 2017", "13 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de abril de 2017", "13 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de abril de 2017", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de abril de 2017", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "13 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "13 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JURISPRUDÊNCIA DE AMBAS AS TURMAS E DO PLENÁRIO FIRMADA NO SENTIDO DA DECISÃO EMBARGADA. PRECEDENTES. ART. 332 DO RISTF. NÃO CABIMENTO. 1. Não se conhece dos embargos de divergência quando firmada a jurisprudência de ambas as Turmas ou do Plenário no sentido da decisão embargada (art. 332 do RISTF), a evidenciar a superação da tese assentada no aresto cotejado. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual do Pleno de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 723B-71D1-CBE0-F88D e senha 02D7-FE6F-148D-C331 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 723B-71D1-CBE0-F88D e senha 02D7-FE6F-148D-C331 Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 723B-71D1-CBE0-F88D e senha 02D7-FE6F-148D-C331 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual neguei seguimento aos embargos de divergência interpostos em face do acórdão mediante o qual a Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal rejeitou seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário, manejam agravo regimental LEA FERRARI BOLLA E OUTROS. Insistem demonstrado o dissenso jurisprudencial apto a ensejar a admissibilidade dos embargos de divergência. Foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B28-8C5A-96FC-BE9E e senha A88E-F132-4F3A-560E Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual neguei seguimento aos embargos de divergência interpostos em face do acórdão mediante o qual a Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal rejeitou seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário, manejam agravo regimental LEA FERRARI BOLLA E OUTROS. Insistem demonstrado o dissenso jurisprudencial apto a ensejar a admissibilidade dos embargos de divergência. Foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B28-8C5A-96FC-BE9E e senha A88E-F132-4F3A-560E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. 1. Trata-se de embargos de divergência de LEA FERRARI BOLLA E OUTROS contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, pelo qual rejeitados seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário. Foram apresentadas contrarrazões. 2. Apesar da representação processual regular e da tempestividade do recurso, não se fazem presentes na espécie os pressupostos de admissibilidade recursal. 3. Desafia embargos de divergência decisão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário (arts. 546, II, do CPC/1973 e 1.043, I e III, do CPC/2015). Na espécie, a Turma, ao julgamento de agravo regimental, cingiu-se a confirmar decisão monocrática desta Relatora pela qual negado seguimento a agravo em recurso extraordinário, forte no entendimento de que harmônico o acórdão de origem com a jurisprudência firmada no âmbito desta Suprema Corte. O embargante não logrou demonstrar o dissenso pretoriano exigido pelos arts. 1.043 do CPC/2015 e 330 do RISTF, na medida em que nenhum dos arestos trazidos para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. 1. Trata-se de embargos de divergência de LEA FERRARI BOLLA E OUTROS contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, pelo qual rejeitados seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário. Foram apresentadas contrarrazões. 2. Apesar da representação processual regular e da tempestividade do recurso, não se fazem presentes na espécie os pressupostos de admissibilidade recursal. 3. Desafia embargos de divergência decisão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário (arts. 546, II, do CPC/1973 e 1.043, I e III, do CPC/2015). Na espécie, a Turma, ao julgamento de agravo regimental, cingiu-se a confirmar decisão monocrática desta Relatora pela qual negado seguimento a agravo em recurso extraordinário, forte no entendimento de que harmônico o acórdão de origem com a jurisprudência firmada no âmbito desta Suprema Corte. O embargante não logrou demonstrar o dissenso pretoriano exigido pelos arts. 1.043 do CPC/2015 e 330 do RISTF, na medida em que nenhum dos arestos trazidos para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP demonstração de dissenso enuncia tese jurídica divergente do acórdão embargado. A divergência apta a ensejar o conhecimento dos embargos, nos moldes dos arts. 1.043, I e IIII, do CPC/2015 e 330 do RISTF, há de ser específica, revelando a existência de teses diversas na interpretação do direito em face das mesmas premissas fáticas, o que, in casu, não lograram os embargantes demonstrar. 4. Vale ressaltar que o acórdão embargado converge no mesmo sentido do posicionamento assentado no RE 606199/PR (Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014), invocado como paradigma pelos embargantes. No referido julgado, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, sob o rito da repercussão geral, fixou a tese de que “desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente”. Confira-se a ementa: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO, A SERVIDORES APOSENTADOS, DE VANTAGENS CONCEDIDAS A SERVIDORES ATIVOS. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. ARTIGO 40, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 41/03). INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PECULIARIDADES DA REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA DECORRENTE DA LEI 13.666/02 DO ESTADO DO PARANÁ. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do STF, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP demonstração de dissenso enuncia tese jurídica divergente do acórdão embargado. A divergência apta a ensejar o conhecimento dos embargos, nos moldes dos arts. 1.043, I e IIII, do CPC/2015 e 330 do RISTF, há de ser específica, revelando a existência de teses diversas na interpretação do direito em face das mesmas premissas fáticas, o que, in casu, não lograram os embargantes demonstrar. 4. Vale ressaltar que o acórdão embargado converge no mesmo sentido do posicionamento assentado no RE 606199/PR (Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014), invocado como paradigma pelos embargantes. No referido julgado, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, sob o rito da repercussão geral, fixou a tese de que “desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente”. Confira-se a ementa: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO, A SERVIDORES APOSENTADOS, DE VANTAGENS CONCEDIDAS A SERVIDORES ATIVOS. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. ARTIGO 40, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 41/03). INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PECULIARIDADES DA REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA DECORRENTE DA LEI 13.666/02 DO ESTADO DO PARANÁ. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do STF, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento.” (RE 606199/PR, Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014, destaquei) No mesmo sentido, ainda, a jurisprudência de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. IRREDUTIBILIDADE MANTIDA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 927.796-AgR/SP, Relatora Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgamento em 15.12.2015, DJe 01.02.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgamento do RE 563.965-RG, Relª. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento.” (RE 606199/PR, Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014, destaquei) No mesmo sentido, ainda, a jurisprudência de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. IRREDUTIBILIDADE MANTIDA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 927.796-AgR/SP, Relatora Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgamento em 15.12.2015, DJe 01.02.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgamento do RE 563.965-RG, Relª. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes - Tema 660). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento.” (RE 1.078.360-AgR/SP, Relator Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, julgamento em 20.04.2018, DJe 04.5.2018) Firmada a jurisprudência de ambas as turmas e do Plenário da Corte no sentido da decisão embargada, mostram- se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1º, do RISTF).” Nada colhe o agravo. Consoante os fundamentos declinados na decisão transcrita, e aqui reafirmados, firmada a jurisprudência de ambas as Turmas e do Plenário no sentido da decisão embargada, mostram-se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. Resulta não atendida pela embargante a condição de admissibilidade dos embargos de divergência relativa à demonstração da existência de dissenso interna corporis específico, a revelar a existência de teses diversas na interpretação do direito constitucional diante das mesmas premissas fáticas (art. 546, II, do CPC/1973, art. 1.043, I e III, do CPC/2015 e do art. 330 do RISTF). Irrepreensível, pois, a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes - Tema 660). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento.” (RE 1.078.360-AgR/SP, Relator Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, julgamento em 20.04.2018, DJe 04.5.2018) Firmada a jurisprudência de ambas as turmas e do Plenário da Corte no sentido da decisão embargada, mostram- se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1º, do RISTF).” Nada colhe o agravo. Consoante os fundamentos declinados na decisão transcrita, e aqui reafirmados, firmada a jurisprudência de ambas as Turmas e do Plenário no sentido da decisão embargada, mostram-se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. Resulta não atendida pela embargante a condição de admissibilidade dos embargos de divergência relativa à demonstração da existência de dissenso interna corporis específico, a revelar a existência de teses diversas na interpretação do direito constitucional diante das mesmas premissas fáticas (art. 546, II, do CPC/1973, art. 1.043, I e III, do CPC/2015 e do art. 330 do RISTF). Irrepreensível, pois, a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9774-8303-67B3-542E e senha A1CB-940D-9AD4-20DF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9774-8303-67B3-542E e senha A1CB-940D-9AD4-20DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749318566
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JURISPRUDÊNCIA DE AMBAS AS TURMAS E DO PLENÁRIO FIRMADA NO SENTIDO DA DECISÃO EMBARGADA. PRECEDENTES. ART. 332 DO RISTF. NÃO CABIMENTO. 1. Não se conhece dos embargos de divergência quando firmada a jurisprudência de ambas as Turmas ou do Plenário no sentido da decisão embargada (art. 332 do RISTF), a evidenciar a superação da tese assentada no aresto cotejado. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur399498
Número de páginas: 8. Análise: 24/03/2019, MJC.
ROSA WEBER
Tribunal Pleno
969196
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00546 INC-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01043 INC-00001 INC-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00330\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-ED-EDv-AgR
acordaos
ARE 969196 AgR-ED-EDv-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JURISPRUDÊNCIA DE AMBAS AS TURMAS E DO PLENÁRIO FIRMADA NO SENTIDO DA DECISÃO EMBARGADA. PRECEDENTES. ART. 332 DO RISTF. NÃO CABIMENTO. 1. Não se conhece dos embargos de divergência quando firmada a jurisprudência de ambas as Turmas ou do Plenário no sentido da decisão embargada (art. 332 do RISTF), a evidenciar a superação da tese assentada no aresto cotejado. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual do Pleno de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 723B-71D1-CBE0-F88D e senha 02D7-FE6F-148D-C331 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 723B-71D1-CBE0-F88D e senha 02D7-FE6F-148D-C331 Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 723B-71D1-CBE0-F88D e senha 02D7-FE6F-148D-C331 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual neguei seguimento aos embargos de divergência interpostos em face do acórdão mediante o qual a Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal rejeitou seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário, manejam agravo regimental LEA FERRARI BOLLA E OUTROS. Insistem demonstrado o dissenso jurisprudencial apto a ensejar a admissibilidade dos embargos de divergência. Foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B28-8C5A-96FC-BE9E e senha A88E-F132-4F3A-560E Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual neguei seguimento aos embargos de divergência interpostos em face do acórdão mediante o qual a Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal rejeitou seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário, manejam agravo regimental LEA FERRARI BOLLA E OUTROS. Insistem demonstrado o dissenso jurisprudencial apto a ensejar a admissibilidade dos embargos de divergência. Foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B28-8C5A-96FC-BE9E e senha A88E-F132-4F3A-560E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. 1. Trata-se de embargos de divergência de LEA FERRARI BOLLA E OUTROS contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, pelo qual rejeitados seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário. Foram apresentadas contrarrazões. 2. Apesar da representação processual regular e da tempestividade do recurso, não se fazem presentes na espécie os pressupostos de admissibilidade recursal. 3. Desafia embargos de divergência decisão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário (arts. 546, II, do Código de Processo Civil/1973 e 1.043, I e III, do Código de Processo Civil/2015). Na espécie, a Turma, ao julgamento de agravo regimental, cingiu-se a confirmar decisão monocrática desta Relatora pela qual negado seguimento a agravo em recurso extraordinário, forte no entendimento de que harmônico o acórdão de origem com a jurisprudência firmada no âmbito desta Suprema Corte. O embargante não logrou demonstrar o dissenso pretoriano exigido pelos arts. 1.043 do Código de Processo Civil/2015 e 330 do RISTF, na medida em que nenhum dos arestos trazidos para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. 1. Trata-se de embargos de divergência de LEA FERRARI BOLLA E OUTROS contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, pelo qual rejeitados seus embargos de declaração em agravo regimental em agravo em recurso extraordinário. Foram apresentadas contrarrazões. 2. Apesar da representação processual regular e da tempestividade do recurso, não se fazem presentes na espécie os pressupostos de admissibilidade recursal. 3. Desafia embargos de divergência decisão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário (arts. 546, II, do Código de Processo Civil/1973 e 1.043, I e III, do Código de Processo Civil/2015). Na espécie, a Turma, ao julgamento de agravo regimental, cingiu-se a confirmar decisão monocrática desta Relatora pela qual negado seguimento a agravo em recurso extraordinário, forte no entendimento de que harmônico o acórdão de origem com a jurisprudência firmada no âmbito desta Suprema Corte. O embargante não logrou demonstrar o dissenso pretoriano exigido pelos arts. 1.043 do Código de Processo Civil/2015 e 330 do RISTF, na medida em que nenhum dos arestos trazidos para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP demonstração de dissenso enuncia tese jurídica divergente do acórdão embargado. A divergência apta a ensejar o conhecimento dos embargos, nos moldes dos arts. 1.043, I e IIII, do Código de Processo Civil/2015 e 330 do RISTF, há de ser específica, revelando a existência de teses diversas na interpretação do direito em face das mesmas premissas fáticas, o que, in casu, não lograram os embargantes demonstrar. 4. Vale ressaltar que o acórdão embargado converge no mesmo sentido do posicionamento assentado no Recurso Extraordinário 606199/PR (Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014), invocado como paradigma pelos embargantes. No referido julgado, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, sob o rito da repercussão geral, fixou a tese de que “desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente”. Confira-se a ementa: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO, A SERVIDORES APOSENTADOS, DE VANTAGENS CONCEDIDAS A SERVIDORES ATIVOS. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. ARTIGO 40, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 41/03). INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PECULIARIDADES DA REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA DECORRENTE DA LEI 13.666/02 DO ESTADO DO PARANÁ. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP demonstração de dissenso enuncia tese jurídica divergente do acórdão embargado. A divergência apta a ensejar o conhecimento dos embargos, nos moldes dos arts. 1.043, I e IIII, do Código de Processo Civil/2015 e 330 do RISTF, há de ser específica, revelando a existência de teses diversas na interpretação do direito em face das mesmas premissas fáticas, o que, in casu, não lograram os embargantes demonstrar. 4. Vale ressaltar que o acórdão embargado converge no mesmo sentido do posicionamento assentado no Recurso Extraordinário 606199/PR (Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014), invocado como paradigma pelos embargantes. No referido julgado, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, sob o rito da repercussão geral, fixou a tese de que “desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente”. Confira-se a ementa: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO, A SERVIDORES APOSENTADOS, DE VANTAGENS CONCEDIDAS A SERVIDORES ATIVOS. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. ARTIGO 40, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 41/03). INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PECULIARIDADES DA REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA DECORRENTE DA LEI 13.666/02 DO ESTADO DO PARANÁ. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento.” (Recurso Extraordinário 606199/PR, Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014, destaquei) No mesmo sentido, ainda, a jurisprudência de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. IRREDUTIBILIDADE MANTIDA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 927.796-AgR/SP, Relatora Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgamento em 15.12.2015, DJe 01.02.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgamento do Recurso Extraordinário 563.965-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. Recurso extraordinário a que se dá parcial provimento.” (Recurso Extraordinário 606199/PR, Relator Ministro Teori Zavascki, julgamento em 09.10.2013, DJe 07.02.2014, destaquei) No mesmo sentido, ainda, a jurisprudência de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. IRREDUTIBILIDADE MANTIDA. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 927.796-AgR/SP, Relatora Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgamento em 15.12.2015, DJe 01.02.2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgamento do Recurso Extraordinário 563.965-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, reafirmou sua jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes - Tema 660). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 1.078.360-AgR/SP, Relator Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, julgamento em 20.04.2018, DJe 04.5.2018) Firmada a jurisprudência de ambas as turmas e do Plenário da Corte no sentido da decisão embargada, mostram- se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1..., do RISTF).” Nada colhe o agravo. Consoante os fundamentos declinados na decisão transcrita, e aqui reafirmados, firmada a jurisprudência de ambas as Turmas e do Plenário no sentido da decisão embargada, mostram-se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. Resulta não atendida pela embargante a condição de admissibilidade dos embargos de divergência relativa à demonstração da existência de dissenso interna corporis específico, a revelar a existência de teses diversas na interpretação do direito constitucional diante das mesmas premissas fáticas (art. 546, II, do Código de Processo Civil/1973, art. 1.043, I e III, do Código de Processo Civil/2015 e do art. 330 do RISTF). Irrepreensível, pois, a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Supremo Tribunal Federal ARE 969196 AGR-ED-EDV-AGR / SP remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes - Tema 660). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 1.078.360-AgR/SP, Relator Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, julgamento em 20.04.2018, DJe 04.5.2018) Firmada a jurisprudência de ambas as turmas e do Plenário da Corte no sentido da decisão embargada, mostram- se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1..., do RISTF).” Nada colhe o agravo. Consoante os fundamentos declinados na decisão transcrita, e aqui reafirmados, firmada a jurisprudência de ambas as Turmas e do Plenário no sentido da decisão embargada, mostram-se incabíveis os embargos, a teor do art. 332 do RISTF. Resulta não atendida pela embargante a condição de admissibilidade dos embargos de divergência relativa à demonstração da existência de dissenso interna corporis específico, a revelar a existência de teses diversas na interpretação do direito constitucional diante das mesmas premissas fáticas (art. 546, II, do Código de Processo Civil/1973, art. 1.043, I e III, do Código de Processo Civil/2015 e do art. 330 do RISTF). Irrepreensível, pois, a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 515B-020B-CF79-1F3D e senha ED20-0B55-BCF3-BDFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9774-8303-67B3-542E e senha A1CB-940D-9AD4-20DF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 969.196 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEA FERRARI BOLLA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS (250793/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA-SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9774-8303-67B3-542E e senha A1CB-940D-9AD4-20DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário 606199 / PR", "Recurso Extraordinário 606199 / PR", "Recurso Extraordinário 606199 / PR", "ARE 927 . 796 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "ARE 969196 AGR -", "Recurso Extraordinário 606199 / PR", "ARE 927 . 796 - AgR / SP", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 078 . 360 - AgR / SP", "ARE 969196", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 078 . 360 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 546 , II , do Código de Processo Civil / 1973", "1", ".", "043 , I e III , do Código de Processo Civil / 2015", "arts . 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "330 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 546 , II , do Código de Processo Civil / 1973", "1", ".", "043 , I e III , do Código de Processo Civil / 2015", "arts . 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "330 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "330 do RISTF", "ARTIGO 40 , § 8 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "EC 41 / 03", "LEI 13 . 666 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . 043 , I e IIII , do Código de Processo Civil / 2015", "330 do RISTF", "ARTIGO 40 , § 8 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "EC 41 / 03", "LEI 13 . 666 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 13 . 666 / 02", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 13 . 666 / 02", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 332 do RISTF", "art . 546 , II , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 1 . 043 , I e III , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 330 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 332 do RISTF", "art", "art . 546 , II , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 1 . 043 , I e III , do Código de Processo Civil", "art . 330 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "PREVIDÊNCIA", "SPPREV", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SPPREV", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PREVIDÊNCIA", "SPPREV", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário da Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário da Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "LEA FERRARI BOLLA", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LEA FERRARI BOLLA", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Rosa Weber", "LEA FERRARI BOLLA", "ROSA WEBER", "LEA FERRARI BOLLA", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Rosa Weber", "LEA FERRARI BOLLA", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "LEA FERRARI BOLLA", "Rosa Weber", "LEA FERRARI BOLLA", "ROSA WEBER ARE 969196", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER ARE 969196", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "LEA FERRARI BOLLA", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "LEA FERRARI BOLLA", "MESSIAS TADEU DE OLIVEIRA BENTO FALLEIROS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21 de fevereiro de 2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "10", ".", "2013", "07", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "10", ".", "2013", "07", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "10", ".", "2013", "07", ".", "02", ".", "2014", "15", ".", "12", ".", "2015", "01", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "10", ".", "2013", "07", ".", "02", ".", "2014", "15", ".", "12", ".", "2015", "01", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "04", ".", "2018", "04", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "04", ".", "2018", "04", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) :ANTONIO FERRO RICCI ADV.(A/S) :RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO ADV.(A/S) :DANIEL ADENSOHN DE SOUZA AGDO.(A/S) :PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :JOSE CRETELLA NETO ADV.(A/S) :ACACIO FERNANDO JOSE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2144-844E-B56C-154A e senha 3347-187F-05C6-3EFC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1137032 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2144-844E-B56C-154A e senha 3347-187F-05C6-3EFC Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2144-844E-B56C-154A e senha 3347-187F-05C6-3EFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) :ANTONIO FERRO RICCI ADV.(A/S) :RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO ADV.(A/S) :DANIEL ADENSOHN DE SOUZA AGDO.(A/S) :PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :JOSE CRETELLA NETO ADV.(A/S) :ACACIO FERNANDO JOSE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – NORMAS LEGAIS – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. Eis os fundamentos da decisão atacada: […] Não há má-fé em discutir a legalidade das atividades da PRO TESTE no Judiciário e a demora na solução do litígio não se deve a retardamento provocado pelas autoras. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) :ANTONIO FERRO RICCI ADV.(A/S) :RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO ADV.(A/S) :DANIEL ADENSOHN DE SOUZA AGDO.(A/S) :PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :JOSE CRETELLA NETO ADV.(A/S) :ACACIO FERNANDO JOSE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – NORMAS LEGAIS – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. Eis os fundamentos da decisão atacada: […] Não há má-fé em discutir a legalidade das atividades da PRO TESTE no Judiciário e a demora na solução do litígio não se deve a retardamento provocado pelas autoras. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1137032 AGR / SP […] Cumpre transcrever trecho de acórdão proferido por este Desembargador Relator em caso análogo, Apelação n° 0120252-19.2006.8.26.0003, senão vejamos: Inicialmente aduz-se que não prospera a tese de que o método de exame utilizado pela PROTESTE foi ilegal. As apelantes enumeraram um rol de artigos supostamente transgredidos e normas do SNDC, mas neste caso não há qualquer irregularidade a ser sanada ou ilegalidade a ser declarada. A PROTESTE agiu como um consumidor qualquer que adquire um produto na gôndola do supermercado e se depara com alguma surpresa não agradável, com a diferença de que no caso dos autos, por se tratar de associação que atua em prol do consumidor acabou publicando em sua revista o resultado dos testes. A PROTESTE se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente, nesse sentido AI n. 446.747-416-00 e w ç 458.736-4/9. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de policia — agências certificadoras - nessa diapasão não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são á de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Corroborando esse entendimento: TJSP AI n. 458.736-419. […] A PROTESTE atua como se fosse um consumidor e dele se diferencia apenas pela maneira como se personifica juridicamente. É um agrupamento idealizado, para agir em nome e em benefício dos consumidores anônimos, realizando diligências que o cliente não faz, ou por falta de ânimo ou por não ter condições materiais [tempo e dinheiro] para investir nesse tipo de comportamento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP […] Cumpre transcrever trecho de acórdão proferido por este Desembargador Relator em caso análogo, Apelação n° 0120252-19.2006.8.26.0003, senão vejamos: Inicialmente aduz-se que não prospera a tese de que o método de exame utilizado pela PROTESTE foi ilegal. As apelantes enumeraram um rol de artigos supostamente transgredidos e normas do SNDC, mas neste caso não há qualquer irregularidade a ser sanada ou ilegalidade a ser declarada. A PROTESTE agiu como um consumidor qualquer que adquire um produto na gôndola do supermercado e se depara com alguma surpresa não agradável, com a diferença de que no caso dos autos, por se tratar de associação que atua em prol do consumidor acabou publicando em sua revista o resultado dos testes. A PROTESTE se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente, nesse sentido AI n. 446.747-416-00 e w ç 458.736-4/9. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de policia — agências certificadoras - nessa diapasão não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são á de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Corroborando esse entendimento: TJSP AI n. 458.736-419. […] A PROTESTE atua como se fosse um consumidor e dele se diferencia apenas pela maneira como se personifica juridicamente. É um agrupamento idealizado, para agir em nome e em benefício dos consumidores anônimos, realizando diligências que o cliente não faz, ou por falta de ânimo ou por não ter condições materiais [tempo e dinheiro] para investir nesse tipo de comportamento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1137032 AGR / SP Portanto, não caberia aplicar, para essa associação, as mesmas regras que se observam no campo das penalidades administrativas. […] Aduzem as apelantes autoras que a sentença foi infra petita por não julgar um dos pedidos formulados, qual seja, declarar que os testes da apelada não são "comparativos", mas sim de "certificação". Tal não prospera. No corpo da sentença ficou claro que o magistrado considera o teste realizado pela PROTESTE como comparativo, já que o fez expressamente em diversos momentos da sentença, como por exemplo, às fls. 19 - 50, parágrafos. Além do mais consta no dispositivo: "improcedentes os demais pedidos formulados", ou seja, tal pedido foi corretamente apreciado. Não ocorreu ofensa aos limites objetivos da lide (art. 128 e 460, do CPC/1973). O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP Portanto, não caberia aplicar, para essa associação, as mesmas regras que se observam no campo das penalidades administrativas. […] Aduzem as apelantes autoras que a sentença foi infra petita por não julgar um dos pedidos formulados, qual seja, declarar que os testes da apelada não são "comparativos", mas sim de "certificação". Tal não prospera. No corpo da sentença ficou claro que o magistrado considera o teste realizado pela PROTESTE como comparativo, já que o fez expressamente em diversos momentos da sentença, como por exemplo, às fls. 19 - 50, parágrafos. Além do mais consta no dispositivo: "improcedentes os demais pedidos formulados", ou seja, tal pedido foi corretamente apreciado. Não ocorreu ofensa aos limites objetivos da lide (art. 128 e 460, do CPC/1973). O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1137032 AGR / SP As agravantes reiteram a alegada violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Sustentam o prequestionamento da matéria e a não pretensão de reexame de questão fática. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 6 de dezembro de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP As agravantes reiteram a alegada violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Sustentam o prequestionamento da matéria e a não pretensão de reexame de questão fática. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 6 de dezembro de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Improcede a irresignação. Confiram, novamente, a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: CONSUMIDOR - Associação [PRO TESTE] que realiza testes de segurança e qualidade de produtos, com o propósito de divulgar os resultados para esclarecer o público consumidor. - MÉTODO DE EXAME. Não há qualquer ilegalidade. Associação que atua em prol do consumidor e se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente. Precedentes deste Tribunal. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de polícia – agências certificadoras. Não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Precedente deste Tribunal AI n. 458.736- 4/9. Afastado a pretensão das apelantes para que fosse declarada que a ré está obrigada a obedecer ao devido processo legal, a ampla defesa, contraditório e contraditório técnico permitindo às autoras a participação na colheita das amostras, acompanhamento integral nos testes e a conhecer a identidade e idoneidade dos laboratórios contratados pela ré para fazer os testes antes da divulgação de qualquer resultado. - TESTES COMPARATIVOS. Não há se falar em sentença infra petita. O julgador foi expresso nesse sentido. - DIREITO DE RESPOSTA. Deve ser garantido o direito de resposta das autoras, mas não com espaço semelhante aquele utilizado para veiculação da matéria, mas em uma página, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Improcede a irresignação. Confiram, novamente, a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: CONSUMIDOR - Associação [PRO TESTE] que realiza testes de segurança e qualidade de produtos, com o propósito de divulgar os resultados para esclarecer o público consumidor. - MÉTODO DE EXAME. Não há qualquer ilegalidade. Associação que atua em prol do consumidor e se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente. Precedentes deste Tribunal. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de polícia – agências certificadoras. Não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Precedente deste Tribunal AI n. 458.736- 4/9. Afastado a pretensão das apelantes para que fosse declarada que a ré está obrigada a obedecer ao devido processo legal, a ampla defesa, contraditório e contraditório técnico permitindo às autoras a participação na colheita das amostras, acompanhamento integral nos testes e a conhecer a identidade e idoneidade dos laboratórios contratados pela ré para fazer os testes antes da divulgação de qualquer resultado. - TESTES COMPARATIVOS. Não há se falar em sentença infra petita. O julgador foi expresso nesse sentido. - DIREITO DE RESPOSTA. Deve ser garantido o direito de resposta das autoras, mas não com espaço semelhante aquele utilizado para veiculação da matéria, mas em uma página, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1137032 AGR / SP esteira do que já se decidiu em agravo de instrumento. - SENTENÇA EXTRA PETITA. Sentença que julga improcedente pedido indenizatório não formulado. Inteligência do art. 515, §3º do CPC. Correção do excesso. Causa pronta para julgamento. - HONORÁRIOS fixados na sentença. De acordo com o Diploma processual Civil. Correta a incidência do art. 21, mas deve ser fixada a verba honorária em R$10.000,00, para cada qual, devido ao trabalho desenvolvido. A referida quantia atende aos preceitos legais relativos à matéria e ainda remunera satisfatoriamente o trabalho dos nobres patronos, de acordo com as circunstâncias previstas no artigo 20, §4º, do Código de Processo Civil. Reforma. - Recursos providos em parte. A controvérsia foi dirimida sob o ângulo estritamente legal e mediante apreciação de fatos e provas. O Tribunal assentou ausente ilegalidade nos procedimentos adotados pela agravada. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP esteira do que já se decidiu em agravo de instrumento. - SENTENÇA EXTRA PETITA. Sentença que julga improcedente pedido indenizatório não formulado. Inteligência do art. 515, §3º do CPC. Correção do excesso. Causa pronta para julgamento. - HONORÁRIOS fixados na sentença. De acordo com o Diploma processual Civil. Correta a incidência do art. 21, mas deve ser fixada a verba honorária em R$10.000,00, para cada qual, devido ao trabalho desenvolvido. A referida quantia atende aos preceitos legais relativos à matéria e ainda remunera satisfatoriamente o trabalho dos nobres patronos, de acordo com as circunstâncias previstas no artigo 20, §4º, do Código de Processo Civil. Reforma. - Recursos providos em parte. A controvérsia foi dirimida sob o ângulo estritamente legal e mediante apreciação de fatos e provas. O Tribunal assentou ausente ilegalidade nos procedimentos adotados pela agravada. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) : ANTONIO FERRO RICCI (67143/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO (273904/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ADENSOHN DE SOUZA (217921/RJ, 200120/SP) AGDO.(A/S) : PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : JOSE CRETELLA NETO (139472/SP) ADV.(A/S) : ACACIO FERNANDO JOSE (314267/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC9F-2202-2EBC-F6B2 e senha DD0A-63C3-C8D0-E975 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) : ANTONIO FERRO RICCI (67143/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO (273904/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ADENSOHN DE SOUZA (217921/RJ, 200120/SP) AGDO.(A/S) : PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : JOSE CRETELLA NETO (139472/SP) ADV.(A/S) : ACACIO FERNANDO JOSE (314267/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC9F-2202-2EBC-F6B2 e senha DD0A-63C3-C8D0-E975 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749360149
2019-02-05T00:00:00
2019-03-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais.
sjur399770
Número de páginas: 9. Análise: 28/03/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1137032
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1137032 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) : ANTONIO FERRO RICCI ADV.(A/S) : RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO ADV.(A/S) : DANIEL ADENSOHN DE SOUZA AGDO.(A/S) : PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : JOSE CRETELLA NETO ADV.(A/S) : ACACIO FERNANDO JOSE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) :ANTONIO FERRO RICCI ADV.(A/S) :RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO ADV.(A/S) :DANIEL ADENSOHN DE SOUZA AGDO.(A/S) :PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :JOSE CRETELLA NETO ADV.(A/S) :ACACIO FERNANDO JOSE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2144-844E-B56C-154A e senha 3347-187F-05C6-3EFC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1137032 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2144-844E-B56C-154A e senha 3347-187F-05C6-3EFC Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2144-844E-B56C-154A e senha 3347-187F-05C6-3EFC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) :ANTONIO FERRO RICCI ADV.(A/S) :RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO ADV.(A/S) :DANIEL ADENSOHN DE SOUZA AGDO.(A/S) :PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :JOSE CRETELLA NETO ADV.(A/S) :ACACIO FERNANDO JOSE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – NORMAS LEGAIS – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. Eis os fundamentos da decisão atacada: […] Não há má-fé em discutir a legalidade das atividades da PRO TESTE no Judiciário e a demora na solução do litígio não se deve a retardamento provocado pelas autoras. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) :ANTONIO FERRO RICCI ADV.(A/S) :RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO ADV.(A/S) :DANIEL ADENSOHN DE SOUZA AGDO.(A/S) :PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) :JOSE CRETELLA NETO ADV.(A/S) :ACACIO FERNANDO JOSE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – NORMAS LEGAIS – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – AGRAVO – DESPROVIMENTO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. Eis os fundamentos da decisão atacada: […] Não há má-fé em discutir a legalidade das atividades da PRO TESTE no Judiciário e a demora na solução do litígio não se deve a retardamento provocado pelas autoras. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1137032 AGR / SP […] Cumpre transcrever trecho de acórdão proferido por este Desembargador Relator em caso análogo, Apelação n 0120252-19.2006.8.26.0003, senão vejamos: Inicialmente aduz-se que não prospera a tese de que o método de exame utilizado pela PROTESTE foi ilegal. As apelantes enumeraram um rol de artigos supostamente transgredidos e normas do SNDC, mas neste caso não há qualquer irregularidade a ser sanada ou ilegalidade a ser declarada. A PROTESTE agiu como um consumidor qualquer que adquire um produto na gôndola do supermercado e se depara com alguma surpresa não agradável, com a diferença de que no caso dos autos, por se tratar de associação que atua em prol do consumidor acabou publicando em sua revista o resultado dos testes. A PROTESTE se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente, nesse sentido AI n. 446.747-416-00 e w ç 458.736-4/9. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de policia — agências certificadoras - nessa diapasão não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são á de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Corroborando esse entendimento: TJSP AI n. 458.736-419. […] A PROTESTE atua como se fosse um consumidor e dele se diferencia apenas pela maneira como se personifica juridicamente. É um agrupamento idealizado, para agir em nome e em benefício dos consumidores anônimos, realizando diligências que o cliente não faz, ou por falta de ânimo ou por não ter condições materiais [tempo e dinheiro] para investir nesse tipo de comportamento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP […] Cumpre transcrever trecho de acórdão proferido por este Desembargador Relator em caso análogo, Apelação n 0120252-19.2006.8.26.0003, senão vejamos: Inicialmente aduz-se que não prospera a tese de que o método de exame utilizado pela PROTESTE foi ilegal. As apelantes enumeraram um rol de artigos supostamente transgredidos e normas do SNDC, mas neste caso não há qualquer irregularidade a ser sanada ou ilegalidade a ser declarada. A PROTESTE agiu como um consumidor qualquer que adquire um produto na gôndola do supermercado e se depara com alguma surpresa não agradável, com a diferença de que no caso dos autos, por se tratar de associação que atua em prol do consumidor acabou publicando em sua revista o resultado dos testes. A PROTESTE se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente, nesse sentido AI n. 446.747-416-00 e w ç 458.736-4/9. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de policia — agências certificadoras - nessa diapasão não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são á de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Corroborando esse entendimento: TJSP AI n. 458.736-419. […] A PROTESTE atua como se fosse um consumidor e dele se diferencia apenas pela maneira como se personifica juridicamente. É um agrupamento idealizado, para agir em nome e em benefício dos consumidores anônimos, realizando diligências que o cliente não faz, ou por falta de ânimo ou por não ter condições materiais [tempo e dinheiro] para investir nesse tipo de comportamento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1137032 AGR / SP Portanto, não caberia aplicar, para essa associação, as mesmas regras que se observam no campo das penalidades administrativas. […] Aduzem as apelantes autoras que a sentença foi infra petita por não julgar um dos pedidos formulados, qual seja, declarar que os testes da apelada não são "comparativos", mas sim de "certificação". Tal não prospera. No corpo da sentença ficou claro que o magistrado considera o teste realizado pela PROTESTE como comparativo, já que o fez expressamente em diversos momentos da sentença, como por exemplo, às fls. 19 - 50, parágrafos. Além do mais consta no dispositivo: "improcedentes os demais pedidos formulados", ou seja, tal pedido foi corretamente apreciado. Não ocorreu ofensa aos limites objetivos da lide (art. 128 e 460, do Código de Processo Civil/1973). O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP Portanto, não caberia aplicar, para essa associação, as mesmas regras que se observam no campo das penalidades administrativas. […] Aduzem as apelantes autoras que a sentença foi infra petita por não julgar um dos pedidos formulados, qual seja, declarar que os testes da apelada não são "comparativos", mas sim de "certificação". Tal não prospera. No corpo da sentença ficou claro que o magistrado considera o teste realizado pela PROTESTE como comparativo, já que o fez expressamente em diversos momentos da sentença, como por exemplo, às fls. 19 - 50, parágrafos. Além do mais consta no dispositivo: "improcedentes os demais pedidos formulados", ou seja, tal pedido foi corretamente apreciado. Não ocorreu ofensa aos limites objetivos da lide (art. 128 e 460, do Código de Processo Civil/1973). O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1137032 AGR / SP As agravantes reiteram a alegada violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Sustentam o prequestionamento da matéria e a não pretensão de reexame de questão fática. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 6 de dezembro de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP As agravantes reiteram a alegada violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Sustentam o prequestionamento da matéria e a não pretensão de reexame de questão fática. A agravada, intimada, não apresentou contraminuta – certidão emitida em 6 de dezembro de 2018. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54FC-35E5-137B-3028 e senha D6D0-1666-94A6-F2B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Improcede a irresignação. Confiram, novamente, a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: CONSUMIDOR - Associação [PRO TESTE] que realiza testes de segurança e qualidade de produtos, com o propósito de divulgar os resultados para esclarecer o público consumidor. - MÉTODO DE EXAME. Não há qualquer ilegalidade. Associação que atua em prol do consumidor e se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente. Precedentes deste Tribunal. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de polícia – agências certificadoras. Não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Precedente deste Tribunal AI n. 458.736- 4/9. Afastado a pretensão das apelantes para que fosse declarada que a ré está obrigada a obedecer ao devido processo legal, a ampla defesa, contraditório e contraditório técnico permitindo às autoras a participação na colheita das amostras, acompanhamento integral nos testes e a conhecer a identidade e idoneidade dos laboratórios contratados pela ré para fazer os testes antes da divulgação de qualquer resultado. - TESTES COMPARATIVOS. Não há se falar em sentença infra petita. O julgador foi expresso nesse sentido. - DIREITO DE RESPOSTA. Deve ser garantido o direito de resposta das autoras, mas não com espaço semelhante aquele utilizado para veiculação da matéria, mas em uma página, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Improcede a irresignação. Confiram, novamente, a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: CONSUMIDOR - Associação [PRO TESTE] que realiza testes de segurança e qualidade de produtos, com o propósito de divulgar os resultados para esclarecer o público consumidor. - MÉTODO DE EXAME. Não há qualquer ilegalidade. Associação que atua em prol do consumidor e se diferencia de um consumidor qualquer apenas pela maneira como se personifica juridicamente. Precedentes deste Tribunal. Não se pode pretender que sejam aplicadas a elas as mesmas regras aplicadas às entidades com poder de polícia – agências certificadoras. Não se subordina aos rigores das normas técnicas e que são de ordem pública (vigilância sanitária, controle de peso etc.). Precedente deste Tribunal AI n. 458.736- 4/9. Afastado a pretensão das apelantes para que fosse declarada que a ré está obrigada a obedecer ao devido processo legal, a ampla defesa, contraditório e contraditório técnico permitindo às autoras a participação na colheita das amostras, acompanhamento integral nos testes e a conhecer a identidade e idoneidade dos laboratórios contratados pela ré para fazer os testes antes da divulgação de qualquer resultado. - TESTES COMPARATIVOS. Não há se falar em sentença infra petita. O julgador foi expresso nesse sentido. - DIREITO DE RESPOSTA. Deve ser garantido o direito de resposta das autoras, mas não com espaço semelhante aquele utilizado para veiculação da matéria, mas em uma página, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1137032 AGR / SP esteira do que já se decidiu em agravo de instrumento. - SENTENÇA EXTRA PETITA. Sentença que julga improcedente pedido indenizatório não formulado. Inteligência do art. 515, §3... do Código de Processo Civil. Correção do excesso. Causa pronta para julgamento. - HONORÁRIOS fixados na sentença. De acordo com o Diploma processual Civil. Correta a incidência do art. 21, mas deve ser fixada a verba honorária em R$10.000,00, para cada qual, devido ao trabalho desenvolvido. A referida quantia atende aos preceitos legais relativos à matéria e ainda remunera satisfatoriamente o trabalho dos nobres patronos, de acordo com as circunstâncias previstas no artigo 20, §4..., do Código de Processo Civil. Reforma. - Recursos providos em parte. A controvérsia foi dirimida sob o ângulo estritamente legal e mediante apreciação de fatos e provas. O Tribunal assentou ausente ilegalidade nos procedimentos adotados pela agravada. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Supremo Tribunal Federal ARE 1137032 AGR / SP esteira do que já se decidiu em agravo de instrumento. - SENTENÇA EXTRA PETITA. Sentença que julga improcedente pedido indenizatório não formulado. Inteligência do art. 515, §3... do Código de Processo Civil. Correção do excesso. Causa pronta para julgamento. - HONORÁRIOS fixados na sentença. De acordo com o Diploma processual Civil. Correta a incidência do art. 21, mas deve ser fixada a verba honorária em R$10.000,00, para cada qual, devido ao trabalho desenvolvido. A referida quantia atende aos preceitos legais relativos à matéria e ainda remunera satisfatoriamente o trabalho dos nobres patronos, de acordo com as circunstâncias previstas no artigo 20, §4..., do Código de Processo Civil. Reforma. - Recursos providos em parte. A controvérsia foi dirimida sob o ângulo estritamente legal e mediante apreciação de fatos e provas. O Tribunal assentou ausente ilegalidade nos procedimentos adotados pela agravada. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4891-96A0-525A-F6A5 e senha 9ECF-D835-A2C8-BAC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) : ANTONIO FERRO RICCI (67143/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO (273904/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ADENSOHN DE SOUZA (217921/RJ, 200120/SP) AGDO.(A/S) : PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : JOSE CRETELLA NETO (139472/SP) ADV.(A/S) : ACACIO FERNANDO JOSE (314267/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC9F-2202-2EBC-F6B2 e senha DD0A-63C3-C8D0-E975 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.032 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SENDAS DISTRIBUIDORA S/A AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO ADV.(A/S) : ANTONIO FERRO RICCI (67143/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO (273904/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ADENSOHN DE SOUZA (217921/RJ, 200120/SP) AGDO.(A/S) : PROTESTE ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR ADV.(A/S) : JOSE CRETELLA NETO (139472/SP) ADV.(A/S) : ACACIO FERNANDO JOSE (314267/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC9F-2202-2EBC-F6B2 e senha DD0A-63C3-C8D0-E975 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 137 . 032", "ARE 1137032 AGR / SP", "ARE 1137032 AGR / SP", "ARE 1137032", "Apelação n 0120252 - 19 . 2006 . 8 . 26 . 0003", "AI n . 446 . 747 - 416 - 00", "w [UNK] 458 . 736 - 4 / 9", "AI n . 458 . 736 - 419", "Apelação n 0120252 - 19 . 2006 . 8 . 26 . 0003", "AI n . 446 . 747 - 416 - 00", "w [UNK] 458 . 736 - 4 / 9", "AI n . 458 . 736 - 419", "ARE 1137032 AGR / SP", "ARE 1137032 AGR / SP", "ARE 1137032 AGR / SP", "AI n . 458 . 736 - 4 / 9", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI n . 458 . 736 - 4 / 9", "ARE 1137032", "ARE 1137032", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 137 . 032" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 128 e 460 , do Código de Processo Civil / 1973", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 128 e 460 , do Código de Processo Civil / 1973", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 515 , § 3 . . . do Código de Processo Civil", "artigo 20 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 515 , § 3 . . . do Código de Processo Civil", "artigo 20 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SENDAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO", "PROTESTE", "ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SENDAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO", "ASSOCIACAO BRASILEIRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SENDAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO", "PROTESTE", "ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "PRO", "Supremo Tribunal Federal", "PROTESTE", "SNDC", "PROTESTE", "PROTESTE", "TJSP", "PROTESTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "SNDC", "PROTESTE", "PROTESTE", "TJSP", "PROTESTE", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "PROTESTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PROTESTE", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SENDAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO", "PROTESTE", "ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SENDAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO", "PROTESTE", "ASSOCIACAO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO FERRO RICCI", "RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO", "DANIEL ADENSOHN DE SOUZA", "JOSE CRETELLA NETO", "ACACIO FERNANDO JOSE", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO FERRO RICCI", "RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO", "DANIEL ADENSOHN DE SOUZA", "JOSE CRETELLA NETO", "FERNANDO JOSE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO FERRO RICCI", "RODRIGO GOMES DE MENDONCA", "DANIEL ADENSOHN DE SOUZA", "JOSE CRETELLA NETO", "ACACIO", "FERNANDO JOSE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO FERRO RICCI", "RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO", "DANIEL ADENSOHN DE SOUZA", "JOSE CRETELLA NETO", "ACACIO FERNANDO JOSE", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO FERRO RICCI", "RODRIGO GOMES DE MENDONCA PINHEIRO", "DANIEL ADENSOHN DE SOUZA", "JOSE CRETELLA NETO", "ACACIO FERNANDO JOSE", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "10 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "10 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ATO IMPUGNADO – RAZÕES. O descompasso entre os fundamentos da decisão negativa de admissibilidade do extraordinário e as razões do agravo conduz, por si só, à confirmação do que assentado no ato impugnado. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F15F-D2B1-BF3D-FA2B e senha C763-B641-5852-69CF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1154741 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F15F-D2B1-BF3D-FA2B e senha C763-B641-5852-69CF Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F15F-D2B1-BF3D-FA2B e senha C763-B641-5852-69CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO – MINUTA – DESCOMPASSO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Há flagrante descompasso entre o ato com que se negou seguimento ao extraordinário e o teor da minuta deste agravo. Ao não admitir o recurso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo apontou a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. O agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada configura irregularidade formal, porquanto a reiteração das razões do extraordinário não tem o condão de afastar a motivação apresentada pelo juízo primeiro de admissibilidade. 2. Conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Supremo Tribunal Federal 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO – MINUTA – DESCOMPASSO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Há flagrante descompasso entre o ato com que se negou seguimento ao extraordinário e o teor da minuta deste agravo. Ao não admitir o recurso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo apontou a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. O agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada configura irregularidade formal, porquanto a reiteração das razões do extraordinário não tem o condão de afastar a motivação apresentada pelo juízo primeiro de admissibilidade. 2. Conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1154741 AGR / SP O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Afirma ter impugnado os fundamentos da decisão questionada. Discorre sobre a controvérsia, buscando o provimento do recurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Afirma ter impugnado os fundamentos da decisão questionada. Discorre sobre a controvérsia, buscando o provimento do recurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prospera a articulação do agravante. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão por meio da qual inadmitido o extraordinário e a minuta do agravo. Na primeira, sustentou-se óbice ao extraordinário a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. Nas razões do recurso extraordinário com agravo, o agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A falta de ataque específico a todas as premissas apontadas é de molde a levar à manutenção do decidido. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EE5-4BDF-1880-6777 e senha A7E7-28D7-AA67-57AC Supremo Tribunal Federal 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prospera a articulação do agravante. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão por meio da qual inadmitido o extraordinário e a minuta do agravo. Na primeira, sustentou-se óbice ao extraordinário a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. Nas razões do recurso extraordinário com agravo, o agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A falta de ataque específico a todas as premissas apontadas é de molde a levar à manutenção do decidido. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EE5-4BDF-1880-6777 e senha A7E7-28D7-AA67-57AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Extrato de Ata - 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A04-097B-4452-BFAE e senha A4D6-E7F3-7E20-567B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A04-097B-4452-BFAE e senha A4D6-E7F3-7E20-567B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto Vista 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO Voto Vista O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Interno interposto em face de decisão proferida pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Colocado em julgamento na sessão do dia 13/11/2018, pedi vista dos autos em razão da alta relevância a questão do dolo nos casos envolvendo os atos de improbidade administrativa. Na origem, o Ministério Público de São Paulo propôs Ação Civil Pública tendo por objeto ato de improbidade praticado por Celso Torquato Junqueira Franco, prefeito de Sud Mennucci/SP à época dos fatos que ensejaram a referida demanda. Narrou-se que o ora agravante, em 15/8/2012, praticou dois atos administrativos objetivando fim proibido em lei, agindo de forma ilegal, contrariando o art. 11, caput, e I da Lei 8.4292/1992. O então Prefeito teria concedido ao servidor municipal Benedito Alves Luz Filho, ocupante do cargo de auxiliar contábil, (a) licença- prêmio e (b) férias antes do encerramento do período aquisitivo e à margem da escala constante do art. 98 do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais. Informa-se que tais atos teriam sido praticados de ofício, sem que o servidor interessado os tivesse requerido. Com a publicação das respectivas portarias, o servidor ficou afastado de suas funções por cerca de dois meses, de agosto até meados de outubro de 2012, véspera das eleições para o cargo do Executivo municipal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO Voto Vista O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Interno interposto em face de decisão proferida pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Colocado em julgamento na sessão do dia 13/11/2018, pedi vista dos autos em razão da alta relevância a questão do dolo nos casos envolvendo os atos de improbidade administrativa. Na origem, o Ministério Público de São Paulo propôs Ação Civil Pública tendo por objeto ato de improbidade praticado por Celso Torquato Junqueira Franco, prefeito de Sud Mennucci/SP à época dos fatos que ensejaram a referida demanda. Narrou-se que o ora agravante, em 15/8/2012, praticou dois atos administrativos objetivando fim proibido em lei, agindo de forma ilegal, contrariando o art. 11, caput, e I da Lei 8.4292/1992. O então Prefeito teria concedido ao servidor municipal Benedito Alves Luz Filho, ocupante do cargo de auxiliar contábil, (a) licença- prêmio e (b) férias antes do encerramento do período aquisitivo e à margem da escala constante do art. 98 do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais. Informa-se que tais atos teriam sido praticados de ofício, sem que o servidor interessado os tivesse requerido. Com a publicação das respectivas portarias, o servidor ficou afastado de suas funções por cerca de dois meses, de agosto até meados de outubro de 2012, véspera das eleições para o cargo do Executivo municipal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP Sublinhou-se que esses atos foram motivados por conta de o servidor ter apoiado o candidato a prefeito do município que fazia oposição ao ora agravante, a fim de retirá-lo do cargo nos momentos finais do pleito. Assim, tais atos teriam sido editados com motivação política, sendo inegável o dolo do requerido na ação civil pública, o qual usou do cargo de prefeito para perseguir a parte agravada, considerada seu desafeto. Apresentando essa narrativa, o Parquet requereu a procedência da demanda, reconhecendo-se a prática de ato de improbidade administrativa “previsto no art. 11, ‘"caput"’ e inciso I, da Lei n. 8.429/92, para o fim de aplicar, a ele, as sanções do art. 12, inciso III, do mesmo diploma.” Em sua defesa, a parte agravante alegou: (I) que, na verdade, foi perseguida pelo servidor, cuja aliança com o prefeito que o sucedeu no cargo era conhecida; (II) o servidor em questão estava cometendo atos ilegais, a saber, negar o pagamento aos credores do município, ainda que houvesse dinheiro em caixa, e realizar o pagamento com verbas orçamentárias não direcionadas às respectivas despesas; com o único propósito de prejudicar a parte ora agravante. (e-DOC. Vol. 1, fl. e-STJ 118). A Prefeitura de Sud Mennucci, intimada, confirmou os atos narrados pelo órgão ministerial. Ademais, asseverou que o servidor, após impetrar mandado de segurança, retornou ao trabalho, mas foi alocado em sala diversa da sua, sem “computador, impressora ou papel, sendo impedido de exercer suas funções.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-STJ 133). Na contestação, anotou-se, ainda, “que a escolha do momento adequado para a concessão da licença prêmio a servidor público é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP Sublinhou-se que esses atos foram motivados por conta de o servidor ter apoiado o candidato a prefeito do município que fazia oposição ao ora agravante, a fim de retirá-lo do cargo nos momentos finais do pleito. Assim, tais atos teriam sido editados com motivação política, sendo inegável o dolo do requerido na ação civil pública, o qual usou do cargo de prefeito para perseguir a parte agravada, considerada seu desafeto. Apresentando essa narrativa, o Parquet requereu a procedência da demanda, reconhecendo-se a prática de ato de improbidade administrativa “previsto no art. 11, ‘"caput"’ e inciso I, da Lei n. 8.429/92, para o fim de aplicar, a ele, as sanções do art. 12, inciso III, do mesmo diploma.” Em sua defesa, a parte agravante alegou: (I) que, na verdade, foi perseguida pelo servidor, cuja aliança com o prefeito que o sucedeu no cargo era conhecida; (II) o servidor em questão estava cometendo atos ilegais, a saber, negar o pagamento aos credores do município, ainda que houvesse dinheiro em caixa, e realizar o pagamento com verbas orçamentárias não direcionadas às respectivas despesas; com o único propósito de prejudicar a parte ora agravante. (e-DOC. Vol. 1, fl. e-STJ 118). A Prefeitura de Sud Mennucci, intimada, confirmou os atos narrados pelo órgão ministerial. Ademais, asseverou que o servidor, após impetrar mandado de segurança, retornou ao trabalho, mas foi alocado em sala diversa da sua, sem “computador, impressora ou papel, sendo impedido de exercer suas funções.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-STJ 133). Na contestação, anotou-se, ainda, “que a escolha do momento adequado para a concessão da licença prêmio a servidor público é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP realizada conforme o poder discricionário da Administração, que, de acordo com os critérios de conveniência e oportunidade sempre escolhe o momento adequado para o gozo do benefício.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-STJ 208). O juízo de primeiro grau, na sentença, constatou a presença de dolo nos atos, pois motivados por razões políticas, haja vista que o ex-prefeito intentava prejudicar o servidor, de maneira que sua responsabilidade se encontra “na prática de ato administrativo (concessão de licença-prêmio e férias), [praticado] dolosamente, com desvio de finalidade (retaliação política) e em desacordo com a legislação.” Logo, a parte agravante foi condenada, “em razão da prática de ato por improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei 8.249/92, às seguintes sanções: (i) suspensão dos direitos políticos, pelo prazo de 3 (três) anos, a contar do trânsito em julgado, e (ii) pagamento de multa civil, correspondente ao quíntuplo da remuneração percebida pelo réu como Prefeito de Sud Mennucci no último ano do mandato que exerceu, devidamente atualizada, a partir de então, com acréscimo de juros demora de 1% (um por cento) ao mês, a partir do trânsito em julgado da presente sentença.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-STJ 242). O agravante apelou, sustentando, em síntese, (a) não ter havido dolo ou prejuízo ao erário, e sem dolo inexiste improbidade administrativa; e (b) que os atos praticados visavam ao interesse público. O acórdão recorrido negou provimento à apelação, merecendo destaque os seguintes trechos do voto condutor do aresto (e-DOC. Vol. 3, fl. e-STJ. fl. 319/320): “(...) Neste passo, tem-se que a apelante concedeu férias e licença prêmio sem observar referida legislação, pois concedeu licença prêmio ao servidor sem que ele a solicitasse e férias sem que a modificação da escala com a oitiva de chefe imediato, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP realizada conforme o poder discricionário da Administração, que, de acordo com os critérios de conveniência e oportunidade sempre escolhe o momento adequado para o gozo do benefício.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-STJ 208). O juízo de primeiro grau, na sentença, constatou a presença de dolo nos atos, pois motivados por razões políticas, haja vista que o ex-prefeito intentava prejudicar o servidor, de maneira que sua responsabilidade se encontra “na prática de ato administrativo (concessão de licença-prêmio e férias), [praticado] dolosamente, com desvio de finalidade (retaliação política) e em desacordo com a legislação.” Logo, a parte agravante foi condenada, “em razão da prática de ato por improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei 8.249/92, às seguintes sanções: (i) suspensão dos direitos políticos, pelo prazo de 3 (três) anos, a contar do trânsito em julgado, e (ii) pagamento de multa civil, correspondente ao quíntuplo da remuneração percebida pelo réu como Prefeito de Sud Mennucci no último ano do mandato que exerceu, devidamente atualizada, a partir de então, com acréscimo de juros demora de 1% (um por cento) ao mês, a partir do trânsito em julgado da presente sentença.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-STJ 242). O agravante apelou, sustentando, em síntese, (a) não ter havido dolo ou prejuízo ao erário, e sem dolo inexiste improbidade administrativa; e (b) que os atos praticados visavam ao interesse público. O acórdão recorrido negou provimento à apelação, merecendo destaque os seguintes trechos do voto condutor do aresto (e-DOC. Vol. 3, fl. e-STJ. fl. 319/320): “(...) Neste passo, tem-se que a apelante concedeu férias e licença prêmio sem observar referida legislação, pois concedeu licença prêmio ao servidor sem que ele a solicitasse e férias sem que a modificação da escala com a oitiva de chefe imediato, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP fatos esses que restaram incontroversos nos autos, visto que o apelante não os refuta, limita-se somente a alegar que tais condutas foram desprovidas de dolo e não geraram prejuízo ao erário. Tal comportamento, por si só já denota ato de improbidade administrativo agravado pela razoabilidade da alegação do Ministério Público de que tais medidas objetivaram retaliação política, visto que o servidor que tirou as férias e a licença-prêmio apoiou o adversário do apelante nas últimas eleições municipais, fato também não contestado. Ressalte-se, ainda, que os argumentos trazidos aos autos não foram suficientes para afastar as alegações trazidas pelo Ministério Público que trouxe elementos a indicar os atos de improbidade administrativa praticados. Neste sentido, ainda que não haja prova de enriquecimento ilícito, ou mesmo de efetivo dano ao erário, irrecusável a ofensa à legalidade, porque evidente a burla da lei de regência, por meio do apontado expediente utilizado, que consistiu em todas as irregularidades, acima apontadas. (...) Comete ato de improbidade administrativa o agente público que pratica ato contrário às normas da moral, à lei e aos bons costumes, ou seja, aquele ato que indica falta de honradez e de retidão de conduta no modo de proceder perante a Administração Pública. A Lei n° 8.429/92 classifica os atos de improbidade administrativa nos artigos 9º, 10 e 11, dispondo respectivamente, em atos que importam em enriquecimento ilícito, atos que causam prejuízo ao erário e atos que o atentam contra os princípios da Administração Pública. ” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP fatos esses que restaram incontroversos nos autos, visto que o apelante não os refuta, limita-se somente a alegar que tais condutas foram desprovidas de dolo e não geraram prejuízo ao erário. Tal comportamento, por si só já denota ato de improbidade administrativo agravado pela razoabilidade da alegação do Ministério Público de que tais medidas objetivaram retaliação política, visto que o servidor que tirou as férias e a licença-prêmio apoiou o adversário do apelante nas últimas eleições municipais, fato também não contestado. Ressalte-se, ainda, que os argumentos trazidos aos autos não foram suficientes para afastar as alegações trazidas pelo Ministério Público que trouxe elementos a indicar os atos de improbidade administrativa praticados. Neste sentido, ainda que não haja prova de enriquecimento ilícito, ou mesmo de efetivo dano ao erário, irrecusável a ofensa à legalidade, porque evidente a burla da lei de regência, por meio do apontado expediente utilizado, que consistiu em todas as irregularidades, acima apontadas. (...) Comete ato de improbidade administrativa o agente público que pratica ato contrário às normas da moral, à lei e aos bons costumes, ou seja, aquele ato que indica falta de honradez e de retidão de conduta no modo de proceder perante a Administração Pública. A Lei n° 8.429/92 classifica os atos de improbidade administrativa nos artigos 9º, 10 e 11, dispondo respectivamente, em atos que importam em enriquecimento ilícito, atos que causam prejuízo ao erário e atos que o atentam contra os princípios da Administração Pública. ” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP Após a rejeição dos embargos declaratórios opostos, foi interposto Recurso Extraordinário cujas razões versam sobre violação ao art. 37, § 4º da CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Isso porque se alega, em suma, que (a) “em direito só se configura um ato de improbidade administrativa se nele existir o elemento subjetivo do dolo (...)”; (b) “Observa-se no caso presente a absoluta ausência de dolo e de dano ao erário, uma vez que os cofres da Prefeitura Municipal de Sud Mennucci não sofreram qualquer prejuízo, nem tampouco houve o enriquecimento ilícito de quem quer que fosse, o que desnatura e descaracteriza na essência o ato de improbidade administrativa.”; e (c) “O elemento subjetivo dos tipos contidos da LIA é o dolo e apenas o dolo, decorrente da vontade do agente público em locupletar-se às custas do erário, enriquecendo-se em detrimento do Poder Público.” O Tribunal a quo negou-lhe seguimento, sob os fundamentos de que a matéria recorrida demanda a análise de normas infraconstitucionais e provas, o que é vedado pelo enunciado da Súmula 279 do STF. A decisão foi impugnada pelo Agravo em Recurso Extraordinário, o qual foi desprovido pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Pois bem. É o caso de acompanhar o eminente Relator. Como frisado no abreviado acima, o Tribunal de origem visualizou, no conjunto de provas dos autos, a presença de dolo nos apontados atos administrativos, cujo móvel consistiu em retaliar servidor público municipal que apoiou candidato ao cargo de prefeito do município de Sud Mennucci, adversário político do agravante. Em consequência, os atos que amparam a demanda contra o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP Após a rejeição dos embargos declaratórios opostos, foi interposto Recurso Extraordinário cujas razões versam sobre violação ao art. 37, § 4º da CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Isso porque se alega, em suma, que (a) “em direito só se configura um ato de improbidade administrativa se nele existir o elemento subjetivo do dolo (...)”; (b) “Observa-se no caso presente a absoluta ausência de dolo e de dano ao erário, uma vez que os cofres da Prefeitura Municipal de Sud Mennucci não sofreram qualquer prejuízo, nem tampouco houve o enriquecimento ilícito de quem quer que fosse, o que desnatura e descaracteriza na essência o ato de improbidade administrativa.”; e (c) “O elemento subjetivo dos tipos contidos da LIA é o dolo e apenas o dolo, decorrente da vontade do agente público em locupletar-se às custas do erário, enriquecendo-se em detrimento do Poder Público.” O Tribunal a quo negou-lhe seguimento, sob os fundamentos de que a matéria recorrida demanda a análise de normas infraconstitucionais e provas, o que é vedado pelo enunciado da Súmula 279 do STF. A decisão foi impugnada pelo Agravo em Recurso Extraordinário, o qual foi desprovido pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Pois bem. É o caso de acompanhar o eminente Relator. Como frisado no abreviado acima, o Tribunal de origem visualizou, no conjunto de provas dos autos, a presença de dolo nos apontados atos administrativos, cujo móvel consistiu em retaliar servidor público municipal que apoiou candidato ao cargo de prefeito do município de Sud Mennucci, adversário político do agravante. Em consequência, os atos que amparam a demanda contra o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP agravante foram ofensivos ao princípio da legalidade, já que não buscavam o fim previsto na lei, mas almejavam impor prejuízo ao servidor em questão, ao afastá-lo de suas funções desempenhadas no exercício do cargo público municipal, sendo dispensados, na presente hipótese, o efetivo dano ao erário ou o enriquecimento ilícito, nos termos da Lei 8.429/1992. É que se deflui do acórdão atacado. Destarte, correta também a decisão do juízo de origem que inadmitiu o RE, pois, para reformar o julgado do Tribunal a quo, se faz necessário o exame da legislação infraconstitucional e a incursão no conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da 2ª Turma desta CORTE, no qual se deparou com idênticos óbices em caso análogo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 589.784-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012). Ante o exposto, acompanho o Relator. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP agravante foram ofensivos ao princípio da legalidade, já que não buscavam o fim previsto na lei, mas almejavam impor prejuízo ao servidor em questão, ao afastá-lo de suas funções desempenhadas no exercício do cargo público municipal, sendo dispensados, na presente hipótese, o efetivo dano ao erário ou o enriquecimento ilícito, nos termos da Lei 8.429/1992. É que se deflui do acórdão atacado. Destarte, correta também a decisão do juízo de origem que inadmitiu o RE, pois, para reformar o julgado do Tribunal a quo, se faz necessário o exame da legislação infraconstitucional e a incursão no conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da 2ª Turma desta CORTE, no qual se deparou com idênticos óbices em caso análogo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 589.784-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012). Ante o exposto, acompanho o Relator. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4639-B1B1-91CC-4326 e senha B0D2-053B-FADC-7BCB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4639-B1B1-91CC-4326 e senha B0D2-053B-FADC-7BCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749702321
2019-02-05T00:00:00
2019-05-02T00:00:00
Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ATO IMPUGNADO – RAZÕES. O descompasso entre os fundamentos da decisão negativa de admissibilidade do extraordinário e as razões do agravo conduz, por si só, à confirmação do que assentado no ato impugnado. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur402830
- Acórdão(s) citado(s): (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 589784 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 26/05/2019, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1154741
[ "LEG-FED LEI-008429 ANO-1992\n ART-00011\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1154741 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ATO IMPUGNADO – RAZÕES. O descompasso entre os fundamentos da decisão negativa de admissibilidade do extraordinário e as razões do agravo conduz, por si só, à confirmação do que assentado no ato impugnado. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de fevereiro de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F15F-D2B1-BF3D-FA2B e senha C763-B641-5852-69CF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1154741 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F15F-D2B1-BF3D-FA2B e senha C763-B641-5852-69CF Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F15F-D2B1-BF3D-FA2B e senha C763-B641-5852-69CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO – MINUTA – DESCOMPASSO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Há flagrante descompasso entre o ato com que se negou seguimento ao extraordinário e o teor da minuta deste agravo. Ao não admitir o recurso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo apontou a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. O agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada configura irregularidade formal, porquanto a reiteração das razões do extraordinário não tem o condão de afastar a motivação apresentada pelo juízo primeiro de admissibilidade. 2. Conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Supremo Tribunal Federal 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO – MINUTA – DESCOMPASSO – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Há flagrante descompasso entre o ato com que se negou seguimento ao extraordinário e o teor da minuta deste agravo. Ao não admitir o recurso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo apontou a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. O agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada configura irregularidade formal, porquanto a reiteração das razões do extraordinário não tem o condão de afastar a motivação apresentada pelo juízo primeiro de admissibilidade. 2. Conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1154741 AGR / SP O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Afirma ter impugnado os fundamentos da decisão questionada. Discorre sobre a controvérsia, buscando o provimento do recurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Afirma ter impugnado os fundamentos da decisão questionada. Discorre sobre a controvérsia, buscando o provimento do recurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BCEF-CA59-091E-E298 e senha 0973-69FE-1085-1F43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prospera a articulação do agravante. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão por meio da qual inadmitido o extraordinário e a minuta do agravo. Na primeira, sustentou-se óbice ao extraordinário a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. Nas razões do recurso extraordinário com agravo, o agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A falta de ataque específico a todas as premissas apontadas é de molde a levar à manutenção do decidido. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EE5-4BDF-1880-6777 e senha A7E7-28D7-AA67-57AC Supremo Tribunal Federal 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prospera a articulação do agravante. Salta aos olhos o descompasso entre a decisão por meio da qual inadmitido o extraordinário e a minuta do agravo. Na primeira, sustentou-se óbice ao extraordinário a necessidade de reexame da prova e análise das normas de regência. Nas razões do recurso extraordinário com agravo, o agravante limitou-se a discorrer sobre o tema de fundo, reiterando os argumentos expendidos no extraordinário. A falta de ataque específico a todas as premissas apontadas é de molde a levar à manutenção do decidido. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 1% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EE5-4BDF-1880-6777 e senha A7E7-28D7-AA67-57AC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Extrato de Ata - 13/11/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A04-097B-4452-BFAE e senha A4D6-E7F3-7E20-567B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A04-097B-4452-BFAE e senha A4D6-E7F3-7E20-567B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto Vista 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO Voto Vista O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Interno interposto em face de decisão proferida pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Colocado em julgamento na sessão do dia 13/11/2018, pedi vista dos autos em razão da alta relevância a questão do dolo nos casos envolvendo os atos de improbidade administrativa. Na origem, o Ministério Público de São Paulo propôs Ação Civil Pública tendo por objeto ato de improbidade praticado por Celso Torquato Junqueira Franco, prefeito de Sud Mennucci/SP à época dos fatos que ensejaram a referida demanda. Narrou-se que o ora agravante, em 15/8/2012, praticou dois atos administrativos objetivando fim proibido em lei, agindo de forma ilegal, contrariando o art. 11, caput, e I da Lei 8.4292/1992. O então Prefeito teria concedido ao servidor municipal Benedito Alves Luz Filho, ocupante do cargo de auxiliar contábil, (a) licença- prêmio e (b) férias antes do encerramento do período aquisitivo e à margem da escala constante do art. 98 do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais. Informa-se que tais atos teriam sido praticados de ofício, sem que o servidor interessado os tivesse requerido. Com a publicação das respectivas portarias, o servidor ficou afastado de suas funções por cerca de dois meses, de agosto até meados de outubro de 2012, véspera das eleições para o cargo do Executivo municipal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 SÃO PAULO Voto Vista O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Interno interposto em face de decisão proferida pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Colocado em julgamento na sessão do dia 13/11/2018, pedi vista dos autos em razão da alta relevância a questão do dolo nos casos envolvendo os atos de improbidade administrativa. Na origem, o Ministério Público de São Paulo propôs Ação Civil Pública tendo por objeto ato de improbidade praticado por Celso Torquato Junqueira Franco, prefeito de Sud Mennucci/SP à época dos fatos que ensejaram a referida demanda. Narrou-se que o ora agravante, em 15/8/2012, praticou dois atos administrativos objetivando fim proibido em lei, agindo de forma ilegal, contrariando o art. 11, caput, e I da Lei 8.4292/1992. O então Prefeito teria concedido ao servidor municipal Benedito Alves Luz Filho, ocupante do cargo de auxiliar contábil, (a) licença- prêmio e (b) férias antes do encerramento do período aquisitivo e à margem da escala constante do art. 98 do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais. Informa-se que tais atos teriam sido praticados de ofício, sem que o servidor interessado os tivesse requerido. Com a publicação das respectivas portarias, o servidor ficou afastado de suas funções por cerca de dois meses, de agosto até meados de outubro de 2012, véspera das eleições para o cargo do Executivo municipal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP Sublinhou-se que esses atos foram motivados por conta de o servidor ter apoiado o candidato a prefeito do município que fazia oposição ao ora agravante, a fim de retirá-lo do cargo nos momentos finais do pleito. Assim, tais atos teriam sido editados com motivação política, sendo inegável o dolo do requerido na ação civil pública, o qual usou do cargo de prefeito para perseguir a parte agravada, considerada seu desafeto. Apresentando essa narrativa, o Parquet requereu a procedência da demanda, reconhecendo-se a prática de ato de improbidade administrativa “previsto no art. 11, ‘"caput"’ e inciso I, da Lei n. 8.429/92, para o fim de aplicar, a ele, as sanções do art. 12, inciso III, do mesmo diploma.” Em sua defesa, a parte agravante alegou: (I) que, na verdade, foi perseguida pelo servidor, cuja aliança com o prefeito que o sucedeu no cargo era conhecida; (II) o servidor em questão estava cometendo atos ilegais, a saber, negar o pagamento aos credores do município, ainda que houvesse dinheiro em caixa, e realizar o pagamento com verbas orçamentárias não direcionadas às respectivas despesas; com o único propósito de prejudicar a parte ora agravante. (e-DOC. Vol. 1, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 118). A Prefeitura de Sud Mennucci, intimada, confirmou os atos narrados pelo órgão ministerial. Ademais, asseverou que o servidor, após impetrar mandado de segurança, retornou ao trabalho, mas foi alocado em sala diversa da sua, sem “computador, impressora ou papel, sendo impedido de exercer suas funções.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 133). Na contestação, anotou-se, ainda, “que a escolha do momento adequado para a concessão da licença prêmio a servidor público é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP Sublinhou-se que esses atos foram motivados por conta de o servidor ter apoiado o candidato a prefeito do município que fazia oposição ao ora agravante, a fim de retirá-lo do cargo nos momentos finais do pleito. Assim, tais atos teriam sido editados com motivação política, sendo inegável o dolo do requerido na ação civil pública, o qual usou do cargo de prefeito para perseguir a parte agravada, considerada seu desafeto. Apresentando essa narrativa, o Parquet requereu a procedência da demanda, reconhecendo-se a prática de ato de improbidade administrativa “previsto no art. 11, ‘"caput"’ e inciso I, da Lei n. 8.429/92, para o fim de aplicar, a ele, as sanções do art. 12, inciso III, do mesmo diploma.” Em sua defesa, a parte agravante alegou: (I) que, na verdade, foi perseguida pelo servidor, cuja aliança com o prefeito que o sucedeu no cargo era conhecida; (II) o servidor em questão estava cometendo atos ilegais, a saber, negar o pagamento aos credores do município, ainda que houvesse dinheiro em caixa, e realizar o pagamento com verbas orçamentárias não direcionadas às respectivas despesas; com o único propósito de prejudicar a parte ora agravante. (e-DOC. Vol. 1, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 118). A Prefeitura de Sud Mennucci, intimada, confirmou os atos narrados pelo órgão ministerial. Ademais, asseverou que o servidor, após impetrar mandado de segurança, retornou ao trabalho, mas foi alocado em sala diversa da sua, sem “computador, impressora ou papel, sendo impedido de exercer suas funções.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 133). Na contestação, anotou-se, ainda, “que a escolha do momento adequado para a concessão da licença prêmio a servidor público é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP realizada conforme o poder discricionário da Administração, que, de acordo com os critérios de conveniência e oportunidade sempre escolhe o momento adequado para o gozo do benefício.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 208). O juízo de primeiro grau, na sentença, constatou a presença de dolo nos atos, pois motivados por razões políticas, haja vista que o ex-prefeito intentava prejudicar o servidor, de maneira que sua responsabilidade se encontra “na prática de ato administrativo (concessão de licença-prêmio e férias), [praticado] dolosamente, com desvio de finalidade (retaliação política) e em desacordo com a legislação.” Logo, a parte agravante foi condenada, “em razão da prática de ato por improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei 8.249/92, às seguintes sanções: (i) suspensão dos direitos políticos, pelo prazo de 3 (três) anos, a contar do trânsito em julgado, e (ii) pagamento de multa civil, correspondente ao quíntuplo da remuneração percebida pelo réu como Prefeito de Sud Mennucci no último ano do mandato que exerceu, devidamente atualizada, a partir de então, com acréscimo de juros demora de 1% (um por cento) ao mês, a partir do trânsito em julgado da presente sentença.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 242). O agravante apelou, sustentando, em síntese, (a) não ter havido dolo ou prejuízo ao erário, e sem dolo inexiste improbidade administrativa; e (b) que os atos praticados visavam ao interesse público. O acórdão recorrido negou provimento à apelação, merecendo destaque os seguintes trechos do voto condutor do aresto (e-DOC. Vol. 3, fl. e-Superior Tribunal de Justiça. fl. 319/320): “(...) Neste passo, tem-se que a apelante concedeu férias e licença prêmio sem observar referida legislação, pois concedeu licença prêmio ao servidor sem que ele a solicitasse e férias sem que a modificação da escala com a oitiva de chefe imediato, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP realizada conforme o poder discricionário da Administração, que, de acordo com os critérios de conveniência e oportunidade sempre escolhe o momento adequado para o gozo do benefício.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 208). O juízo de primeiro grau, na sentença, constatou a presença de dolo nos atos, pois motivados por razões políticas, haja vista que o ex-prefeito intentava prejudicar o servidor, de maneira que sua responsabilidade se encontra “na prática de ato administrativo (concessão de licença-prêmio e férias), [praticado] dolosamente, com desvio de finalidade (retaliação política) e em desacordo com a legislação.” Logo, a parte agravante foi condenada, “em razão da prática de ato por improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei 8.249/92, às seguintes sanções: (i) suspensão dos direitos políticos, pelo prazo de 3 (três) anos, a contar do trânsito em julgado, e (ii) pagamento de multa civil, correspondente ao quíntuplo da remuneração percebida pelo réu como Prefeito de Sud Mennucci no último ano do mandato que exerceu, devidamente atualizada, a partir de então, com acréscimo de juros demora de 1% (um por cento) ao mês, a partir do trânsito em julgado da presente sentença.” (e-DOC. Vol. 2, fl. e-Superior Tribunal de Justiça 242). O agravante apelou, sustentando, em síntese, (a) não ter havido dolo ou prejuízo ao erário, e sem dolo inexiste improbidade administrativa; e (b) que os atos praticados visavam ao interesse público. O acórdão recorrido negou provimento à apelação, merecendo destaque os seguintes trechos do voto condutor do aresto (e-DOC. Vol. 3, fl. e-Superior Tribunal de Justiça. fl. 319/320): “(...) Neste passo, tem-se que a apelante concedeu férias e licença prêmio sem observar referida legislação, pois concedeu licença prêmio ao servidor sem que ele a solicitasse e férias sem que a modificação da escala com a oitiva de chefe imediato, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP fatos esses que restaram incontroversos nos autos, visto que o apelante não os refuta, limita-se somente a alegar que tais condutas foram desprovidas de dolo e não geraram prejuízo ao erário. Tal comportamento, por si só já denota ato de improbidade administrativo agravado pela razoabilidade da alegação do Ministério Público de que tais medidas objetivaram retaliação política, visto que o servidor que tirou as férias e a licença-prêmio apoiou o adversário do apelante nas últimas eleições municipais, fato também não contestado. Ressalte-se, ainda, que os argumentos trazidos aos autos não foram suficientes para afastar as alegações trazidas pelo Ministério Público que trouxe elementos a indicar os atos de improbidade administrativa praticados. Neste sentido, ainda que não haja prova de enriquecimento ilícito, ou mesmo de efetivo dano ao erário, irrecusável a ofensa à legalidade, porque evidente a burla da lei de regência, por meio do apontado expediente utilizado, que consistiu em todas as irregularidades, acima apontadas. (...) Comete ato de improbidade administrativa o agente público que pratica ato contrário às normas da moral, à lei e aos bons costumes, ou seja, aquele ato que indica falta de honradez e de retidão de conduta no modo de proceder perante a Administração Pública. A Lei n 8.429/92 classifica os atos de improbidade administrativa nos artigos 9..., 10 e 11, dispondo respectivamente, em atos que importam em enriquecimento ilícito, atos que causam prejuízo ao erário e atos que o atentam contra os princípios da Administração Pública. ” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP fatos esses que restaram incontroversos nos autos, visto que o apelante não os refuta, limita-se somente a alegar que tais condutas foram desprovidas de dolo e não geraram prejuízo ao erário. Tal comportamento, por si só já denota ato de improbidade administrativo agravado pela razoabilidade da alegação do Ministério Público de que tais medidas objetivaram retaliação política, visto que o servidor que tirou as férias e a licença-prêmio apoiou o adversário do apelante nas últimas eleições municipais, fato também não contestado. Ressalte-se, ainda, que os argumentos trazidos aos autos não foram suficientes para afastar as alegações trazidas pelo Ministério Público que trouxe elementos a indicar os atos de improbidade administrativa praticados. Neste sentido, ainda que não haja prova de enriquecimento ilícito, ou mesmo de efetivo dano ao erário, irrecusável a ofensa à legalidade, porque evidente a burla da lei de regência, por meio do apontado expediente utilizado, que consistiu em todas as irregularidades, acima apontadas. (...) Comete ato de improbidade administrativa o agente público que pratica ato contrário às normas da moral, à lei e aos bons costumes, ou seja, aquele ato que indica falta de honradez e de retidão de conduta no modo de proceder perante a Administração Pública. A Lei n 8.429/92 classifica os atos de improbidade administrativa nos artigos 9..., 10 e 11, dispondo respectivamente, em atos que importam em enriquecimento ilícito, atos que causam prejuízo ao erário e atos que o atentam contra os princípios da Administração Pública. ” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP Após a rejeição dos embargos declaratórios opostos, foi interposto Recurso Extraordinário cujas razões versam sobre violação ao art. 37, § 4... da CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Isso porque se alega, em suma, que (a) “em direito só se configura um ato de improbidade administrativa se nele existir o elemento subjetivo do dolo (...)”; (b) “Observa-se no caso presente a absoluta ausência de dolo e de dano ao erário, uma vez que os cofres da Prefeitura Municipal de Sud Mennucci não sofreram qualquer prejuízo, nem tampouco houve o enriquecimento ilícito de quem quer que fosse, o que desnatura e descaracteriza na essência o ato de improbidade administrativa.”; e (c) “O elemento subjetivo dos tipos contidos da LIA é o dolo e apenas o dolo, decorrente da vontade do agente público em locupletar-se às custas do erário, enriquecendo-se em detrimento do Poder Público.” O Tribunal a quo negou-lhe seguimento, sob os fundamentos de que a matéria recorrida demanda a análise de normas infraconstitucionais e provas, o que é vedado pelo enunciado da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi impugnada pelo Agravo em Recurso Extraordinário, o qual foi desprovido pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Pois bem. É o caso de acompanhar o eminente Relator. Como frisado no abreviado acima, o Tribunal de origem visualizou, no conjunto de provas dos autos, a presença de dolo nos apontados atos administrativos, cujo móvel consistiu em retaliar servidor público municipal que apoiou candidato ao cargo de prefeito do município de Sud Mennucci, adversário político do agravante. Em consequência, os atos que amparam a demanda contra o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP Após a rejeição dos embargos declaratórios opostos, foi interposto Recurso Extraordinário cujas razões versam sobre violação ao art. 37, § 4... da CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Isso porque se alega, em suma, que (a) “em direito só se configura um ato de improbidade administrativa se nele existir o elemento subjetivo do dolo (...)”; (b) “Observa-se no caso presente a absoluta ausência de dolo e de dano ao erário, uma vez que os cofres da Prefeitura Municipal de Sud Mennucci não sofreram qualquer prejuízo, nem tampouco houve o enriquecimento ilícito de quem quer que fosse, o que desnatura e descaracteriza na essência o ato de improbidade administrativa.”; e (c) “O elemento subjetivo dos tipos contidos da LIA é o dolo e apenas o dolo, decorrente da vontade do agente público em locupletar-se às custas do erário, enriquecendo-se em detrimento do Poder Público.” O Tribunal a quo negou-lhe seguimento, sob os fundamentos de que a matéria recorrida demanda a análise de normas infraconstitucionais e provas, o que é vedado pelo enunciado da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi impugnada pelo Agravo em Recurso Extraordinário, o qual foi desprovido pelo eminente Ministro MARCO AURÉLIO. Pois bem. É o caso de acompanhar o eminente Relator. Como frisado no abreviado acima, o Tribunal de origem visualizou, no conjunto de provas dos autos, a presença de dolo nos apontados atos administrativos, cujo móvel consistiu em retaliar servidor público municipal que apoiou candidato ao cargo de prefeito do município de Sud Mennucci, adversário político do agravante. Em consequência, os atos que amparam a demanda contra o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vista ARE 1154741 AGR / SP agravante foram ofensivos ao princípio da legalidade, já que não buscavam o fim previsto na lei, mas almejavam impor prejuízo ao servidor em questão, ao afastá-lo de suas funções desempenhadas no exercício do cargo público municipal, sendo dispensados, na presente hipótese, o efetivo dano ao erário ou o enriquecimento ilícito, nos termos da Lei 8.429/1992. É que se deflui do acórdão atacado. Destarte, correta também a decisão do juízo de origem que inadmitiu o Recurso Extraordinário, pois, para reformar o julgado do Tribunal a quo, se faz necessário o exame da legislação infraconstitucional e a incursão no conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da 2... Turma desta CORTE, no qual se deparou com idênticos óbices em caso análogo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 589.784-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012). Ante o exposto, acompanho o Relator. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Supremo Tribunal Federal ARE 1154741 AGR / SP agravante foram ofensivos ao princípio da legalidade, já que não buscavam o fim previsto na lei, mas almejavam impor prejuízo ao servidor em questão, ao afastá-lo de suas funções desempenhadas no exercício do cargo público municipal, sendo dispensados, na presente hipótese, o efetivo dano ao erário ou o enriquecimento ilícito, nos termos da Lei 8.429/1992. É que se deflui do acórdão atacado. Destarte, correta também a decisão do juízo de origem que inadmitiu o Recurso Extraordinário, pois, para reformar o julgado do Tribunal a quo, se faz necessário o exame da legislação infraconstitucional e a incursão no conjunto fático-probatório dos autos. Nesse sentido, cito o seguinte precedente da 2... Turma desta CORTE, no qual se deparou com idênticos óbices em caso análogo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. 4. O Tribunal de origem concluiu pela inexistência de dolo ou má-fé do agente público e, por conseguinte, não configuração de ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei 8.429/92). Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Óbice da Súmula 279. 5. Alegação de aplicação do art. 11 da Lei 8.429/92 ao caso. Discussão de índole infraconstitucional. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 589.784-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012). Ante o exposto, acompanho o Relator. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5282-5441-0C22-B7D0 e senha 4126-C889-C51B-5FA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4639-B1B1-91CC-4326 e senha B0D2-053B-FADC-7BCB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.154.741 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN (64974/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Após o voto do Ministro Marco Aurélio, Relator, que negava provimento ao agravo, com imposição de multa, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 13.11.2018. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4639-B1B1-91CC-4326 e senha B0D2-053B-FADC-7BCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 154 . 741", "ARE 1154741 AGR / SP", "ARE", "ARE 1154741 AGR / SP", "ARE 1154741 AGR / SP", "RECURSO", "ARE 1154741 AGR / SP", "ARE 1154741 AGR / SP", "ARE 1154741 AGR / SP", "ARE 1154741 AGR / SP", "ARE 1154741 AGR / SP", "ARE 1154741 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1154741 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1154741 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 589 . 784 - AgR", "ARE 1154741 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 589 . 784 - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 , caput , e I da Lei 8 . 4292 / 1992", "art . 98 do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 , caput , e I da Lei 8 . 4292 / 1992", "art . 98 do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 , ‘ \" caput \" ’ e inciso I , da Lei n . 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 , ‘ \" caput \" ’ e inciso I , da Lei n . 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 da Lei 8 . 249 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 da Lei 8 . 249 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2", "Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 4 . . . da CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 4 . . . da CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Lei 8 . 429 / 1992", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 429 / 1992", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "art . 11 da Lei 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Sud Mennucci / SP", "SÃO PAULO", "Sud Mennucci / SP", "Sud Mennucci", "Sud Mennucci", "município de Sud Mennucci", "Sud Mennucci", "município de", "Sud Mennucci", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Prefeitura", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Prefeitura de Sud", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Prefeitura Municipal de Sud Mennucci", "Supremo Tribunal Federal", "Prefeitura Municipal de", "2", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "Celso Torquato Junqueira Franco", "Benedito Alves Luz Filho", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "Celso Torquato Junqueira Franco", "Benedito Alves Luz Filho", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "CELSO TORQUATO JUNQUEIRA FRANCO", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "5 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2018", "3 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2018", "3 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2018", "13", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "13", "/", "11", "/", "2018", "15", "/", "8", "/", "2012", "agosto", "meados de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "13", "/", "11", "/", "2018", "15", "/", "8", "/", "2012", "agosto", "meados de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "13", ".", "11", ".", "2018", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "2018", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :LUCAS BISCEGLI EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS. AÇÃO DE COBRANÇA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0532-B77D-3830-2769 e senha C541-7AE3-D79F-A219 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :LUCAS BISCEGLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS. AÇÃO DE COBRANÇA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Por meio deste recurso, a Municipalidade visa demonstrar que os argumentos trazidos refutaram todos os fundamentos que compõem a decisão recorrida, e que não há o menor interesse em reexame de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :LUCAS BISCEGLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS. AÇÃO DE COBRANÇA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Por meio deste recurso, a Municipalidade visa demonstrar que os argumentos trazidos refutaram todos os fundamentos que compõem a decisão recorrida, e que não há o menor interesse em reexame de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1167103 AGR / SP conjunto fático-probatório, devendo o agravo em recurso extraordinário ter seu regular prosseguimento e julgamento. Em primeiro lugar, o relator afirmou que havia pretensão de revolvimento fático do caso, o que não ocorre. Isso se dá porque É INCONTROVERSO nos autos tanto que A PARTE RECORRIDA NÃO FOI CONTRATADA PELA ADMINISTRAÇÃO (porque afirmou ter estabelecido acordo verbal com a instituição conveniada do SUS), quanto que A PARTE RECORRIDA SOMENTE PRESTOU SERVIÇOS À INSTITUIÇÃO IELAR, também demandada, EM PRÉDIO PRÓPRIO DAQUELA (e não do Município). Basta que se verifique as próprias afirmações da parte recorrida, em sua petição inicial, nas fls. 02 dos autos originários, Excelências. Esses fatos são incontroversos. Não há a menor pretensão de verificar se os fatos são existentes ou não, ou perquirir sobre suas circunstâncias, valorando-os. Se não há controvérsia sobre isso, resta aplicar a norma constitucional, e o indexador jurisprudencial ao caso, nada mais. Inexiste avença entre a Administração e a Instituição que recebia repasses por meio da contratualização da saúde envolvendo a prestação ode serviços da parte recorrida. O fato negativo evidencia desnecessidade de qualquer reexame probatório." (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Supremo Tribunal Federal ARE 1167103 AGR / SP conjunto fático-probatório, devendo o agravo em recurso extraordinário ter seu regular prosseguimento e julgamento. Em primeiro lugar, o relator afirmou que havia pretensão de revolvimento fático do caso, o que não ocorre. Isso se dá porque É INCONTROVERSO nos autos tanto que A PARTE RECORRIDA NÃO FOI CONTRATADA PELA ADMINISTRAÇÃO (porque afirmou ter estabelecido acordo verbal com a instituição conveniada do SUS), quanto que A PARTE RECORRIDA SOMENTE PRESTOU SERVIÇOS À INSTITUIÇÃO IELAR, também demandada, EM PRÉDIO PRÓPRIO DAQUELA (e não do Município). Basta que se verifique as próprias afirmações da parte recorrida, em sua petição inicial, nas fls. 02 dos autos originários, Excelências. Esses fatos são incontroversos. Não há a menor pretensão de verificar se os fatos são existentes ou não, ou perquirir sobre suas circunstâncias, valorando-os. Se não há controvérsia sobre isso, resta aplicar a norma constitucional, e o indexador jurisprudencial ao caso, nada mais. Inexiste avença entre a Administração e a Instituição que recebia repasses por meio da contratualização da saúde envolvendo a prestação ode serviços da parte recorrida. O fato negativo evidencia desnecessidade de qualquer reexame probatório." (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, pelos seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Tribunal de origem manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual julgou parcialmente procedente a demanda por entender que restou devidamente comprovada a efetiva prestação de serviços médicos, pela recorrida, a implicar a obrigação do respectivo pagamento, sob pena de enriquecimento sem causa da Administração Pública. Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida pelo acórdão impugnado: “Com relação ao pedido de pagamento do valor requerido pela autora, este merece prosperar, pelos documentos de fls. 20/51, na qual consta, como por exemplo, fls. 20, como sendo um relatório de vagas de agendamentos, constando o nome do Hospital (IELAR), o tipo de serviço prestado (ultrassonografia), especialidade (médico em radiologia e diagnóstico por imagem), profissional (Maria Gabriela Fernandes Colnaghi), situação (agendado atendido disponível), período (27/10/2016 a 27/10/2016) e tipo de compromisso (exame). Portanto, fica comprovado que a autora prestou os referidos serviços, apesar de não constar no quadro de funcionários do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, pelos seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Tribunal de origem manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual julgou parcialmente procedente a demanda por entender que restou devidamente comprovada a efetiva prestação de serviços médicos, pela recorrida, a implicar a obrigação do respectivo pagamento, sob pena de enriquecimento sem causa da Administração Pública. Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida pelo acórdão impugnado: “Com relação ao pedido de pagamento do valor requerido pela autora, este merece prosperar, pelos documentos de fls. 20/51, na qual consta, como por exemplo, fls. 20, como sendo um relatório de vagas de agendamentos, constando o nome do Hospital (IELAR), o tipo de serviço prestado (ultrassonografia), especialidade (médico em radiologia e diagnóstico por imagem), profissional (Maria Gabriela Fernandes Colnaghi), situação (agendado atendido disponível), período (27/10/2016 a 27/10/2016) e tipo de compromisso (exame). Portanto, fica comprovado que a autora prestou os referidos serviços, apesar de não constar no quadro de funcionários do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1167103 AGR / SP município e nem do referido hospital, por outro lado, os documentos de fls. 52, demonstra o pagamento do serviço prestado em período anterior. Aliás, a autora juntou a fls. 179, documento semelhante originado de outro hospital e sem qualquer impugnação do Município e do corréu.” (Doc. 13, fl. 2) Assim, acolher a pretensão da parte ora agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A solução da controvérsia demanda uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Supremo Tribunal Federal ARE 1167103 AGR / SP município e nem do referido hospital, por outro lado, os documentos de fls. 52, demonstra o pagamento do serviço prestado em período anterior. Aliás, a autora juntou a fls. 179, documento semelhante originado de outro hospital e sem qualquer impugnação do Município e do corréu.” (Doc. 13, fl. 2) Assim, acolher a pretensão da parte ora agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A solução da controvérsia demanda uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1167103 AGR / SP 1.053.508-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Supremo Tribunal Federal ARE 1167103 AGR / SP 1.053.508-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : LUCAS BISCEGLI (395760/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE06-1964-8E46-3B0C e senha 5A21-27B9-51AC-BBF1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : LUCAS BISCEGLI (395760/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE06-1964-8E46-3B0C e senha 5A21-27B9-51AC-BBF1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371374
2019-02-22T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS. AÇÃO DE COBRANÇA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur399875
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) ARE 1053508 ED-AgR (1ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/04/2019, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1167103
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1167103 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : LUCAS BISCEGLI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :LUCAS BISCEGLI EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS. AÇÃO DE COBRANÇA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0532-B77D-3830-2769 e senha C541-7AE3-D79F-A219 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :LUCAS BISCEGLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS. AÇÃO DE COBRANÇA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Por meio deste recurso, a Municipalidade visa demonstrar que os argumentos trazidos refutaram todos os fundamentos que compõem a decisão recorrida, e que não há o menor interesse em reexame de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) :LUCAS BISCEGLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS. AÇÃO DE COBRANÇA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO–PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO NO MÁXIMO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Por meio deste recurso, a Municipalidade visa demonstrar que os argumentos trazidos refutaram todos os fundamentos que compõem a decisão recorrida, e que não há o menor interesse em reexame de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1167103 AGR / SP conjunto fático-probatório, devendo o agravo em recurso extraordinário ter seu regular prosseguimento e julgamento. Em primeiro lugar, o relator afirmou que havia pretensão de revolvimento fático do caso, o que não ocorre. Isso se dá porque É INCONTROVERSO nos autos tanto que A PARTE RECORRIDA NÃO FOI CONTRATADA PELA ADMINISTRAÇÃO (porque afirmou ter estabelecido acordo verbal com a instituição conveniada do SUS), quanto que A PARTE RECORRIDA SOMENTE PRESTOU SERVIÇOS À INSTITUIÇÃO IELAR, também demandada, EM PRÉDIO PRÓPRIO DAQUELA (e não do Município). Basta que se verifique as próprias afirmações da parte recorrida, em sua petição inicial, nas fls. 02 dos autos originários, Excelências. Esses fatos são incontroversos. Não há a menor pretensão de verificar se os fatos são existentes ou não, ou perquirir sobre suas circunstâncias, valorando-os. Se não há controvérsia sobre isso, resta aplicar a norma constitucional, e o indexador jurisprudencial ao caso, nada mais. Inexiste avença entre a Administração e a Instituição que recebia repasses por meio da contratualização da saúde envolvendo a prestação ode serviços da parte recorrida. O fato negativo evidencia desnecessidade de qualquer reexame probatório." (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Supremo Tribunal Federal ARE 1167103 AGR / SP conjunto fático-probatório, devendo o agravo em recurso extraordinário ter seu regular prosseguimento e julgamento. Em primeiro lugar, o relator afirmou que havia pretensão de revolvimento fático do caso, o que não ocorre. Isso se dá porque É INCONTROVERSO nos autos tanto que A PARTE RECORRIDA NÃO FOI CONTRATADA PELA ADMINISTRAÇÃO (porque afirmou ter estabelecido acordo verbal com a instituição conveniada do SUS), quanto que A PARTE RECORRIDA SOMENTE PRESTOU SERVIÇOS À INSTITUIÇÃO IELAR, também demandada, EM PRÉDIO PRÓPRIO DAQUELA (e não do Município). Basta que se verifique as próprias afirmações da parte recorrida, em sua petição inicial, nas fls. 02 dos autos originários, Excelências. Esses fatos são incontroversos. Não há a menor pretensão de verificar se os fatos são existentes ou não, ou perquirir sobre suas circunstâncias, valorando-os. Se não há controvérsia sobre isso, resta aplicar a norma constitucional, e o indexador jurisprudencial ao caso, nada mais. Inexiste avença entre a Administração e a Instituição que recebia repasses por meio da contratualização da saúde envolvendo a prestação ode serviços da parte recorrida. O fato negativo evidencia desnecessidade de qualquer reexame probatório." (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9AD-D30E-9A03-B06B e senha 1E91-0E41-8FEC-882B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, pelos seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Tribunal de origem manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual julgou parcialmente procedente a demanda por entender que restou devidamente comprovada a efetiva prestação de serviços médicos, pela recorrida, a implicar a obrigação do respectivo pagamento, sob pena de enriquecimento sem causa da Administração Pública. Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida pelo acórdão impugnado: “Com relação ao pedido de pagamento do valor requerido pela autora, este merece prosperar, pelos documentos de fls. 20/51, na qual consta, como por exemplo, fls. 20, como sendo um relatório de vagas de agendamentos, constando o nome do Hospital (IELAR), o tipo de serviço prestado (ultrassonografia), especialidade (médico em radiologia e diagnóstico por imagem), profissional (Maria Gabriela Fernandes Colnaghi), situação (agendado atendido disponível), período (27/10/2016 a 27/10/2016) e tipo de compromisso (exame). Portanto, fica comprovado que a autora prestou os referidos serviços, apesar de não constar no quadro de funcionários do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, pelos seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Tribunal de origem manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual julgou parcialmente procedente a demanda por entender que restou devidamente comprovada a efetiva prestação de serviços médicos, pela recorrida, a implicar a obrigação do respectivo pagamento, sob pena de enriquecimento sem causa da Administração Pública. Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida pelo acórdão impugnado: “Com relação ao pedido de pagamento do valor requerido pela autora, este merece prosperar, pelos documentos de fls. 20/51, na qual consta, como por exemplo, fls. 20, como sendo um relatório de vagas de agendamentos, constando o nome do Hospital (IELAR), o tipo de serviço prestado (ultrassonografia), especialidade (médico em radiologia e diagnóstico por imagem), profissional (Maria Gabriela Fernandes Colnaghi), situação (agendado atendido disponível), período (27/10/2016 a 27/10/2016) e tipo de compromisso (exame). Portanto, fica comprovado que a autora prestou os referidos serviços, apesar de não constar no quadro de funcionários do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1167103 AGR / SP município e nem do referido hospital, por outro lado, os documentos de fls. 52, demonstra o pagamento do serviço prestado em período anterior. Aliás, a autora juntou a fls. 179, documento semelhante originado de outro hospital e sem qualquer impugnação do Município e do corréu.” (Doc. 13, fl. 2) Assim, acolher a pretensão da parte ora agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A solução da controvérsia demanda uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Supremo Tribunal Federal ARE 1167103 AGR / SP município e nem do referido hospital, por outro lado, os documentos de fls. 52, demonstra o pagamento do serviço prestado em período anterior. Aliás, a autora juntou a fls. 179, documento semelhante originado de outro hospital e sem qualquer impugnação do Município e do corréu.” (Doc. 13, fl. 2) Assim, acolher a pretensão da parte ora agravante e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRATOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A solução da controvérsia demanda uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1167103 AGR / SP 1.053.508-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Supremo Tribunal Federal ARE 1167103 AGR / SP 1.053.508-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F80-668D-43B4-A611 e senha 3F2A-F41E-CC8B-6C85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : LUCAS BISCEGLI (395760/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE06-1964-8E46-3B0C e senha 5A21-27B9-51AC-BBF1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.103 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA ADV.(A/S) : LUCAS BISCEGLI (395760/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE06-1964-8E46-3B0C e senha 5A21-27B9-51AC-BBF1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 167 . 103", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 167 . 103", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1167103 AGR / SP", "ARE 1167103 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1167103 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1167103 AGR / SP 1", ".", "053 .", "508 - ED - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 1167103 AGR / SP 1", "508", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO", "SAO JOSE DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE", "SAO JOSE DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO", "SÃO JOSÉ DO RIO PRETO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "SUS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "IELAR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA", "LUCAS BISCEGLI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA", "LUCAS BISCEGLI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA", "LUCAS BISCEGLI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Maria Gabriela Fernandes Colnaghi", "LUIZ FUX", "Maria Gabriela Fernandes Colnaghi", "LUIZ FUX ARE", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "MARIA", "GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA", "LUCAS BISCEGLI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "MARIA GABRIELA FERNANDES COLNAGHI ALVES DA SILVA", "LUCAS BISCEGLI", "Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "27", "/", "10", "/", "2016", "27", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "27", "/", "10", "/", "2016", "27", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "2018", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "2018", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. PREJUDICIALIDADE. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2 . O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1337-B9E6-18AC-2BB8 e senha 039A-ED50-B142-228F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149009 / SP sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1337-B9E6-18AC-2BB8 e senha 039A-ED50-B142-228F Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1337-B9E6-18AC-2BB8 e senha 039A-ED50-B142-228F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Itapetininga/SP, no processo nº 0000708- 64.2015.8.26.0571, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 9 de outubro de 2015, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006 e 184, § 2º (violação de direito autoral), do Código Penal. Consignou o cabimento da custódia para garantia da ordem pública – presente o risco de reiteração delituosa e a necessidade de estabilizar as relações sociais –, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Itapetininga/SP, no processo nº 0000708- 64.2015.8.26.0571, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 9 de outubro de 2015, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006 e 184, § 2º (violação de direito autoral), do Código Penal. Consignou o cabimento da custódia para garantia da ordem pública – presente o risco de reiteração delituosa e a necessidade de estabilizar as relações sociais –, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 149009 / SP aplicação da lei penal e da instrução processual. Aludiu à quantidade de substância apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, a indicar a finalidade de tráfico. Fez ver os prejuízos para a sociedade, a fomentar a prática de outras condutas ilícitas. Afastou a viabilidade de medida cautelar diversa, tendo-a como insuficiente. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, em 1º de fevereiro de 2016, condenou o paciente a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 500 dias-multa, considerado o tráfico de entorpecentes. Negou o direito de recorrer em liberdade, assentando ser indispensável a constrição para preservar a ordem pública, destacando os malefícios do trafico para a saúde. Determinou o desmembramento quanto ao delito de violação de direito autoral, referindo-se à impossibilidade de obtenção de laudos periciais alusivos aos DVDs e computador apreendidos. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 418.621/SP, indeferido liminarmente pelo Relator. Os impetrantes impugnam o ato mediante o qual negado o direito de recorrer solto. Dizem ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos veiculados, apontando-os genéricos. Consoante afirmam, a condenação por tráfico de drogas não alcançou a preclusão maior. Alegam que, presente o princípio da não culpabilidade, processos em curso não respaldam a continuidade da prisão. Articulam com o disposto no artigo 387, § 1º, do Código de Processo Penal. Sublinham as condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP aplicação da lei penal e da instrução processual. Aludiu à quantidade de substância apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, a indicar a finalidade de tráfico. Fez ver os prejuízos para a sociedade, a fomentar a prática de outras condutas ilícitas. Afastou a viabilidade de medida cautelar diversa, tendo-a como insuficiente. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, em 1º de fevereiro de 2016, condenou o paciente a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 500 dias-multa, considerado o tráfico de entorpecentes. Negou o direito de recorrer em liberdade, assentando ser indispensável a constrição para preservar a ordem pública, destacando os malefícios do trafico para a saúde. Determinou o desmembramento quanto ao delito de violação de direito autoral, referindo-se à impossibilidade de obtenção de laudos periciais alusivos aos DVDs e computador apreendidos. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 418.621/SP, indeferido liminarmente pelo Relator. Os impetrantes impugnam o ato mediante o qual negado o direito de recorrer solto. Dizem ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos veiculados, apontando-os genéricos. Consoante afirmam, a condenação por tráfico de drogas não alcançou a preclusão maior. Alegam que, presente o princípio da não culpabilidade, processos em curso não respaldam a continuidade da prisão. Articulam com o disposto no artigo 387, § 1º, do Código de Processo Penal. Sublinham as condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149009 / SP pessoais favoráveis do paciente – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Frisam ofensa aos artigos 312 do Código de Processo Penal e 93, inciso IX, da Constituição Federal. [...] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão da preventiva, a fim de que fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado do título condenatório. Buscam, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 1º de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Aponta o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado perante o Tribunal estadual, no âmbito do qual indeferida a ordem pela Segunda Câmara Criminal. No mérito, diz prejudicada a impetração. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou pendente de apreciação o agravo em recurso especial. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP pessoais favoráveis do paciente – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Frisam ofensa aos artigos 312 do Código de Processo Penal e 93, inciso IX, da Constituição Federal. [...] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão da preventiva, a fim de que fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado do título condenatório. Buscam, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 1º de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Aponta o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado perante o Tribunal estadual, no âmbito do qual indeferida a ordem pela Segunda Câmara Criminal. No mérito, diz prejudicada a impetração. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou pendente de apreciação o agravo em recurso especial. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, sem o deferimento da ordem, não prejudica o habeas corpus formalizado no Supremo. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – TRÁFICO DE DROGAS. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, sem o deferimento da ordem, não prejudica o habeas corpus formalizado no Supremo. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – TRÁFICO DE DROGAS. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149009 / SP transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional e o exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, o que não prejudica esta impetração. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado, em 1º de dezembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente encontra-se preso há 2 anos, 1 mês e 22 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão provisória. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A custódia decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da constrição. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional e o exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, o que não prejudica esta impetração. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado, em 1º de dezembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente encontra-se preso há 2 anos, 1 mês e 22 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão provisória. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A custódia decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da constrição. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149009 / SP temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, rotula como preventiva a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000708-64.2015.8.26.0571, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1º, rotula como preventiva a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000708-64.2015.8.26.0571, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149009 / SP Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal de origem prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: 1. O posterior julgamento do mérito do writ impetrado em Tribunal a quo prejudica o habeas corpus submetido ao STF. 2. Writ prejudicado, com revogação da liminar anteriormente deferida. (HC 127635, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/10/2016) Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal de origem prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: 1. O posterior julgamento do mérito do writ impetrado em Tribunal a quo prejudica o habeas corpus submetido ao STF. 2. Writ prejudicado, com revogação da liminar anteriormente deferida. (HC 127635, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/10/2016) Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.009 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43A9-FACD-2E02-7A0B e senha 05E0-9032-F8CF-AAEF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.009 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43A9-FACD-2E02-7A0B e senha 05E0-9032-F8CF-AAEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749176240
2019-02-05T00:00:00
2019-02-19T00:00:00
A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. PREJUDICIALIDADE. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2 . O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado.
sjur398548
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, TRIBUNAL SUPERIOR) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (EXAURIMENTO, INSTÂNCIA, COMPETÊNCIA, STF) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (HC, TERATOLOGIA) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). (JULGAMENTO DE MÉRITO, HC, PREJUÍZO) HC 127635 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 23/04/2019, TLR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
149009
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 \"CAPUT\" ART-00387 PAR-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 149009
[ "" ]
PACTE.(S) : LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. PREJUDICIALIDADE. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2 . O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1337-B9E6-18AC-2BB8 e senha 039A-ED50-B142-228F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149009 / SP sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1337-B9E6-18AC-2BB8 e senha 039A-ED50-B142-228F Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 5. Habeas corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 05 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1337-B9E6-18AC-2BB8 e senha 039A-ED50-B142-228F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Itapetininga/SP, no processo n 0000708- 64.2015.8.26.0571, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 9 de outubro de 2015, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006 e 184, § 2... (violação de direito autoral), do Código Penal. Consignou o cabimento da custódia para garantia da ordem pública – presente o risco de reiteração delituosa e a necessidade de estabilizar as relações sociais –, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Itapetininga/SP, no processo n 0000708- 64.2015.8.26.0571, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 9 de outubro de 2015, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006 e 184, § 2... (violação de direito autoral), do Código Penal. Consignou o cabimento da custódia para garantia da ordem pública – presente o risco de reiteração delituosa e a necessidade de estabilizar as relações sociais –, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 149009 / SP aplicação da lei penal e da instrução processual. Aludiu à quantidade de substância apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, a indicar a finalidade de tráfico. Fez ver os prejuízos para a sociedade, a fomentar a prática de outras condutas ilícitas. Afastou a viabilidade de medida cautelar diversa, tendo-a como insuficiente. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, em 1... de fevereiro de 2016, condenou o paciente a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 500 dias-multa, considerado o tráfico de entorpecentes. Negou o direito de recorrer em liberdade, assentando ser indispensável a constrição para preservar a ordem pública, destacando os malefícios do trafico para a saúde. Determinou o desmembramento quanto ao delito de violação de direito autoral, referindo-se à impossibilidade de obtenção de laudos periciais alusivos aos DVDs e computador apreendidos. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 418.621/SP, indeferido liminarmente pelo Relator. Os impetrantes impugnam o ato mediante o qual negado o direito de recorrer solto. Dizem ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos veiculados, apontando-os genéricos. Consoante afirmam, a condenação por tráfico de drogas não alcançou a preclusão maior. Alegam que, presente o princípio da não culpabilidade, processos em curso não respaldam a continuidade da prisão. Articulam com o disposto no artigo 387, § 1..., do Código de Processo Penal. Sublinham as condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP aplicação da lei penal e da instrução processual. Aludiu à quantidade de substância apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, a indicar a finalidade de tráfico. Fez ver os prejuízos para a sociedade, a fomentar a prática de outras condutas ilícitas. Afastou a viabilidade de medida cautelar diversa, tendo-a como insuficiente. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, em 1... de fevereiro de 2016, condenou o paciente a 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 500 dias-multa, considerado o tráfico de entorpecentes. Negou o direito de recorrer em liberdade, assentando ser indispensável a constrição para preservar a ordem pública, destacando os malefícios do trafico para a saúde. Determinou o desmembramento quanto ao delito de violação de direito autoral, referindo-se à impossibilidade de obtenção de laudos periciais alusivos aos DVDs e computador apreendidos. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 418.621/SP, indeferido liminarmente pelo Relator. Os impetrantes impugnam o ato mediante o qual negado o direito de recorrer solto. Dizem ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Sustentam a inidoneidade dos fundamentos veiculados, apontando-os genéricos. Consoante afirmam, a condenação por tráfico de drogas não alcançou a preclusão maior. Alegam que, presente o princípio da não culpabilidade, processos em curso não respaldam a continuidade da prisão. Articulam com o disposto no artigo 387, § 1..., do Código de Processo Penal. Sublinham as condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149009 / SP pessoais favoráveis do paciente – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Frisam ofensa aos artigos 312 do Código de Processo Penal e 93, inciso IX, da Constituição Federal. [...] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão da preventiva, a fim de que fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado do título condenatório. Buscam, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 1... de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Aponta o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado perante o Tribunal estadual, no âmbito do qual indeferida a ordem pela Segunda Câmara Criminal. No mérito, diz prejudicada a impetração. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou pendente de apreciação o agravo em recurso especial. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP pessoais favoráveis do paciente – primariedade, residência fixa e trabalho lícito. Frisam ofensa aos artigos 312 do Código de Processo Penal e 93, inciso IX, da Constituição Federal. [...] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a suspensão da preventiva, a fim de que fosse assegurado ao paciente o direito de aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado do título condenatório. Buscam, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 1... de dezembro de 2017, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Aponta o julgamento do mérito do habeas corpus formalizado perante o Tribunal estadual, no âmbito do qual indeferida a ordem pela Segunda Câmara Criminal. No mérito, diz prejudicada a impetração. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou pendente de apreciação o agravo em recurso especial. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7274-8ECB-6CDB-BEC8 e senha 5CD5-EB1F-7913-79F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, sem o deferimento da ordem, não prejudica o habeas corpus formalizado no Supremo. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – TRÁFICO DE DROGAS. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo do recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, sem o deferimento da ordem, não prejudica o habeas corpus formalizado no Supremo. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – TRÁFICO DE DROGAS. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149009 / SP transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional e o exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, o que não prejudica esta impetração. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado, em 1... de dezembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente encontra-se preso há 2 anos, 1 mês e 22 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão provisória. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A custódia decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da constrição. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional e o exame de idêntica medida no Tribunal de Justiça, o que não prejudica esta impetração. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado, em 1... de dezembro de 2017, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida – 28 porções de maconha, perfazendo 83,55 gramas –, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, medida se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo- crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente encontra-se preso há 2 anos, 1 mês e 22 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão provisória. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A custódia decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. Observem que a superveniência de decisão condenatória recorrível não afasta a natureza preventiva da constrição. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 149009 / SP temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., rotula como preventiva a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000708-64.2015.8.26.0571, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória ainda não alcançada pela preclusão maior integram a última. O artigo 387, § 1..., rotula como preventiva a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000708-64.2015.8.26.0571, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7767-75C5-2946-0D4A e senha 7CB9-72D2-027E-F36F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Supremo Tribunal Federal 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 149.009 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia a Vossa Excelência para divergir, por dois motivos. Primeiro, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 149009 / SP Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal de origem prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: 1. O posterior julgamento do mérito do writ impetrado em Tribunal a quo prejudica o habeas corpus submetido ao Supremo Tribunal Federal. 2. Writ prejudicado, com revogação da liminar anteriormente deferida. (HC 127635, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/10/2016) Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Supremo Tribunal Federal HC 149009 / SP Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. No particular, entretanto, não se apresentam as hipóteses de teratologia ou excepcionalidade. Por fim, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal de origem prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: 1. O posterior julgamento do mérito do writ impetrado em Tribunal a quo prejudica o habeas corpus submetido ao Supremo Tribunal Federal. 2. Writ prejudicado, com revogação da liminar anteriormente deferida. (HC 127635, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/10/2016) Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO O HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7366-8D1E-618B-331A e senha 88C2-953F-D9A3-746A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.009 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43A9-FACD-2E02-7A0B e senha 05E0-9032-F8CF-AAEF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 149.009 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 418.621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43A9-FACD-2E02-7A0B e senha 05E0-9032-F8CF-AAEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HC n 418 . 621", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 149009 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 149009 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HC n 418 . 621", "processo n 0000708 - 64 . 2015 . 8 . 26 . 0571", "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HC n 418 . 621", "HC 149009 / SP", "habeas corpus n 418 . 621 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 149009 / SP", "habeas corpus n 418 . 621 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 149009 / SP", "HC 149009 / SP", "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HC 149009 / SP", "HC 149009 / SP", "HC 149009 / SP", "processo n 0000708 - 64 . 2015 . 8 . 26 . 0571", "HC 149009 / SP", "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 149009 / SP", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HC 127635", "HC 149009 / SP", "HC 138 . 414 / RJ", "HC 137 . 078 / SP", "HC 127635", "HC n 418 . 621", "HABEAS CORPUS 149 . 009", "HC n 418 . 621 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 , cabeça (", "184 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 , cabeça (", "184 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 387 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 387 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 312 do Código de Processo Penal", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 312 do Código de Processo Penal", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior de Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Câmara Criminal", "Superior Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Câmara Criminal", "Superior Tribunal revelou", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUCAS VINICIUS RODRIGUES DA COSTA", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "05 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "9 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "9 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de dezembro de 2017", "10 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de dezembro de 2017", "10 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "19", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "19", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "02", "/", "2019", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) :LUIS FELIPE DI FIORI SOARES ADV.(A/S) :MARCELO NASTROMAGARIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ROUBO SOFRIDO AO DEIXAR AS DEPENDÊNCIAS DO LOCAL DE TRABALHO. NEXO DE CAUSALIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBAD-C256-A3E4-9B3F e senha 9417-4745-D0CF-085C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) :LUIS FELIPE DI FIORI SOARES ADV.(A/S) :MARCELO NASTROMAGARIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ROUBO SOFRIDO AO DEIXAR AS DEPENDÊNCIAS DO LOCAL DE TRABALHO. NEXO DE CAUSALIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A r. decisão monocrática agravada consignou genericamente que para análise do Recurso Extraordinário seria necessária a análise Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) :LUIS FELIPE DI FIORI SOARES ADV.(A/S) :MARCELO NASTROMAGARIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ROUBO SOFRIDO AO DEIXAR AS DEPENDÊNCIAS DO LOCAL DE TRABALHO. NEXO DE CAUSALIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A r. decisão monocrática agravada consignou genericamente que para análise do Recurso Extraordinário seria necessária a análise Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1168386 AGR / SP do conjunto fático probatório dos autos o que esbarra na supracitada Súmula editada por este E. Supremo Tribunal Federal. Restou nítido, portanto, que a r. decisão sequer enfrentou os argumentos trazidos pela Agravante que demonstram com clareza que a análise da violação aos artigos 7º, inciso XXII e 37, §6º, ambos da Constituição Federal, assim como a apontada divergência do entendimento jurisprudencial deste E. Supremo Tribunal Federal, é questão exclusiva de direito. Ora, imperioso destacar que os fatos expostos no caso concreto restaram incontroversos e a Agravante não pretende a rediscussão de tais acontecimentos." (Doc. 10, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP do conjunto fático probatório dos autos o que esbarra na supracitada Súmula editada por este E. Supremo Tribunal Federal. Restou nítido, portanto, que a r. decisão sequer enfrentou os argumentos trazidos pela Agravante que demonstram com clareza que a análise da violação aos artigos 7º, inciso XXII e 37, §6º, ambos da Constituição Federal, assim como a apontada divergência do entendimento jurisprudencial deste E. Supremo Tribunal Federal, é questão exclusiva de direito. Ora, imperioso destacar que os fatos expostos no caso concreto restaram incontroversos e a Agravante não pretende a rediscussão de tais acontecimentos." (Doc. 10, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à responsabilidade civil do recorrido com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Restou incontroverso, nos autos, que a requerente, servidora pública municipal, foi vítima de roubo quando deixava as dependências do seu local de trabalho, a escola municipal 'EMEF Pedro Nava'. Alega a requerente que o evento ocorreu porque a o município falhou no dever de oferecer segurança no local de trabalho. Não se trata, assim, de responsabilidade do Estado por dano resultado de omissão, causado ao administrado, mas de responsabilidade do município de São Paulo, como empregador que não teria garantido a segurança de sua servidora. Assim, de forma escorreita, o juiz sentenciante bem apreciou a causa sob o prisma da responsabilidade subjetiva, com a aferição específica da culpa ou dolo, como um dos elementos para a responsabilização, no caso concreto. Assinale-se, de qualquer modo, que a responsabilidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à responsabilidade civil do recorrido com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Restou incontroverso, nos autos, que a requerente, servidora pública municipal, foi vítima de roubo quando deixava as dependências do seu local de trabalho, a escola municipal 'EMEF Pedro Nava'. Alega a requerente que o evento ocorreu porque a o município falhou no dever de oferecer segurança no local de trabalho. Não se trata, assim, de responsabilidade do Estado por dano resultado de omissão, causado ao administrado, mas de responsabilidade do município de São Paulo, como empregador que não teria garantido a segurança de sua servidora. Assim, de forma escorreita, o juiz sentenciante bem apreciou a causa sob o prisma da responsabilidade subjetiva, com a aferição específica da culpa ou dolo, como um dos elementos para a responsabilização, no caso concreto. Assinale-se, de qualquer modo, que a responsabilidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1168386 AGR / SP objetiva ou subjetiva, não dispensa a prova inequívoca do nexo de causalidade, sem o qual não se configura o dever de indenização. No caso dos autos, não foi comprovada a culpa e/ou dolo, nem o nexo de causalidade. O ato criminoso que vitimou a requerente foi praticado por terceiros e, portanto, não se estabeleceu um vínculo direto entre o dano e o ato/omissão do município, pois o dano, no caso, decorreu, diretamente, do ato do criminoso. Assinale-se que a circunstância de ter sido concedida licença médica por acidente de trabalho, por si só, não implica que a empregadora, no caso, a Prefeitura de São Paulo, é responsável civilmente pelas consequências do crime ocorrido na saída do trabalho, uma vez que a licença médica, para fins securitários, não se confunde com a responsabilidade civil. Não se nega o dever do município de São Paulo em garantir a incolumidade e integridade dos seus servidores, entretanto, este dever não implica, necessariamente, responsabilidade por todo e qualquer fato que ocorra nas dependências do local de trabalho, sobretudo em se tratando de crimes praticados por terceiros. Por outro lado, a abordagem da requerente ocorreu quando ela deixava o estacionamento da escola municipal, onde não se verificou um controle de entrada e saída e, aliás, o portão era acionado pelos próprios servidores, mediante controle remoto. Assim, não havia vigilância ostensiva, preventiva e/ou ininterrupta no local, de modo que se pudesse cogitar em falha de serviço. Assinale-se ser inaplicável, na espécie, a teoria do risco administrativo, uma vez que a segurança pública não é atividade própria do município, mesmo porque a responsabilização do Estado, no seu sentido amplo, implicaria erigi-lo em segurador universal, exigindo-se dele uma eficiência acima dos padrões normais.” (Doc. 4, fls. 80-82, grifei) Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP objetiva ou subjetiva, não dispensa a prova inequívoca do nexo de causalidade, sem o qual não se configura o dever de indenização. No caso dos autos, não foi comprovada a culpa e/ou dolo, nem o nexo de causalidade. O ato criminoso que vitimou a requerente foi praticado por terceiros e, portanto, não se estabeleceu um vínculo direto entre o dano e o ato/omissão do município, pois o dano, no caso, decorreu, diretamente, do ato do criminoso. Assinale-se que a circunstância de ter sido concedida licença médica por acidente de trabalho, por si só, não implica que a empregadora, no caso, a Prefeitura de São Paulo, é responsável civilmente pelas consequências do crime ocorrido na saída do trabalho, uma vez que a licença médica, para fins securitários, não se confunde com a responsabilidade civil. Não se nega o dever do município de São Paulo em garantir a incolumidade e integridade dos seus servidores, entretanto, este dever não implica, necessariamente, responsabilidade por todo e qualquer fato que ocorra nas dependências do local de trabalho, sobretudo em se tratando de crimes praticados por terceiros. Por outro lado, a abordagem da requerente ocorreu quando ela deixava o estacionamento da escola municipal, onde não se verificou um controle de entrada e saída e, aliás, o portão era acionado pelos próprios servidores, mediante controle remoto. Assim, não havia vigilância ostensiva, preventiva e/ou ininterrupta no local, de modo que se pudesse cogitar em falha de serviço. Assinale-se ser inaplicável, na espécie, a teoria do risco administrativo, uma vez que a segurança pública não é atividade própria do município, mesmo porque a responsabilização do Estado, no seu sentido amplo, implicaria erigi-lo em segurador universal, exigindo-se dele uma eficiência acima dos padrões normais.” (Doc. 4, fls. 80-82, grifei) Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1168386 AGR / SP contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRISÃO PREVENTIVA. ADVOGADO. SALA DE ESTADO-MAIOR. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).” (ARE 1.115.590-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/10/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 956.285-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/8/2016) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRISÃO PREVENTIVA. ADVOGADO. SALA DE ESTADO-MAIOR. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).” (ARE 1.115.590-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/10/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 956.285-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/8/2016) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1168386 AGR / SP Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental.” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 25/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental.” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 25/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) : LUIS FELIPE DI FIORI SOARES (185509/SP) ADV.(A/S) : MARCELO NASTROMAGARIO (183434/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C84B-752D-480A-5C4E e senha BCF4-221C-E9C1-2213 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) : LUIS FELIPE DI FIORI SOARES (185509/SP) ADV.(A/S) : MARCELO NASTROMAGARIO (183434/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C84B-752D-480A-5C4E e senha BCF4-221C-E9C1-2213 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371373
2019-02-22T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ROUBO SOFRIDO AO DEIXAR AS DEPENDÊNCIAS DO LOCAL DE TRABALHO. NEXO DE CAUSALIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur399874
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 956285 AgR (1ªT), ARE 1115590 AgR (2ªT), ARE 1027337 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/04/2019, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1168386
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1168386 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) : LUIS FELIPE DI FIORI SOARES ADV.(A/S) : MARCELO NASTROMAGARIO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) :LUIS FELIPE DI FIORI SOARES ADV.(A/S) :MARCELO NASTROMAGARIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ROUBO SOFRIDO AO DEIXAR AS DEPENDÊNCIAS DO LOCAL DE TRABALHO. NEXO DE CAUSALIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BBAD-C256-A3E4-9B3F e senha 9417-4745-D0CF-085C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) :LUIS FELIPE DI FIORI SOARES ADV.(A/S) :MARCELO NASTROMAGARIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ROUBO SOFRIDO AO DEIXAR AS DEPENDÊNCIAS DO LOCAL DE TRABALHO. NEXO DE CAUSALIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A r. decisão monocrática agravada consignou genericamente que para análise do Recurso Extraordinário seria necessária a análise Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) :LUIS FELIPE DI FIORI SOARES ADV.(A/S) :MARCELO NASTROMAGARIO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. ROUBO SOFRIDO AO DEIXAR AS DEPENDÊNCIAS DO LOCAL DE TRABALHO. NEXO DE CAUSALIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "A r. decisão monocrática agravada consignou genericamente que para análise do Recurso Extraordinário seria necessária a análise Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1168386 AGR / SP do conjunto fático probatório dos autos o que esbarra na supracitada Súmula editada por este E. Supremo Tribunal Federal. Restou nítido, portanto, que a r. decisão sequer enfrentou os argumentos trazidos pela Agravante que demonstram com clareza que a análise da violação aos artigos 7..., inciso XXII e 37, §6..., ambos da Constituição Federal, assim como a apontada divergência do entendimento jurisprudencial deste E. Supremo Tribunal Federal, é questão exclusiva de direito. Ora, imperioso destacar que os fatos expostos no caso concreto restaram incontroversos e a Agravante não pretende a rediscussão de tais acontecimentos." (Doc. 10, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP do conjunto fático probatório dos autos o que esbarra na supracitada Súmula editada por este E. Supremo Tribunal Federal. Restou nítido, portanto, que a r. decisão sequer enfrentou os argumentos trazidos pela Agravante que demonstram com clareza que a análise da violação aos artigos 7..., inciso XXII e 37, §6..., ambos da Constituição Federal, assim como a apontada divergência do entendimento jurisprudencial deste E. Supremo Tribunal Federal, é questão exclusiva de direito. Ora, imperioso destacar que os fatos expostos no caso concreto restaram incontroversos e a Agravante não pretende a rediscussão de tais acontecimentos." (Doc. 10, fl. 4) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45AF-689F-CBC4-AA82 e senha A6DB-9E35-E49F-C183 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à responsabilidade civil do recorrido com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Restou incontroverso, nos autos, que a requerente, servidora pública municipal, foi vítima de roubo quando deixava as dependências do seu local de trabalho, a escola municipal 'EMEF Pedro Nava'. Alega a requerente que o evento ocorreu porque a o município falhou no dever de oferecer segurança no local de trabalho. Não se trata, assim, de responsabilidade do Estado por dano resultado de omissão, causado ao administrado, mas de responsabilidade do município de São Paulo, como empregador que não teria garantido a segurança de sua servidora. Assim, de forma escorreita, o juiz sentenciante bem apreciou a causa sob o prisma da responsabilidade subjetiva, com a aferição específica da culpa ou dolo, como um dos elementos para a responsabilização, no caso concreto. Assinale-se, de qualquer modo, que a responsabilidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à responsabilidade civil do recorrido com fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: "Restou incontroverso, nos autos, que a requerente, servidora pública municipal, foi vítima de roubo quando deixava as dependências do seu local de trabalho, a escola municipal 'EMEF Pedro Nava'. Alega a requerente que o evento ocorreu porque a o município falhou no dever de oferecer segurança no local de trabalho. Não se trata, assim, de responsabilidade do Estado por dano resultado de omissão, causado ao administrado, mas de responsabilidade do município de São Paulo, como empregador que não teria garantido a segurança de sua servidora. Assim, de forma escorreita, o juiz sentenciante bem apreciou a causa sob o prisma da responsabilidade subjetiva, com a aferição específica da culpa ou dolo, como um dos elementos para a responsabilização, no caso concreto. Assinale-se, de qualquer modo, que a responsabilidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1168386 AGR / SP objetiva ou subjetiva, não dispensa a prova inequívoca do nexo de causalidade, sem o qual não se configura o dever de indenização. No caso dos autos, não foi comprovada a culpa e/ou dolo, nem o nexo de causalidade. O ato criminoso que vitimou a requerente foi praticado por terceiros e, portanto, não se estabeleceu um vínculo direto entre o dano e o ato/omissão do município, pois o dano, no caso, decorreu, diretamente, do ato do criminoso. Assinale-se que a circunstância de ter sido concedida licença médica por acidente de trabalho, por si só, não implica que a empregadora, no caso, a Prefeitura de São Paulo, é responsável civilmente pelas consequências do crime ocorrido na saída do trabalho, uma vez que a licença médica, para fins securitários, não se confunde com a responsabilidade civil. Não se nega o dever do município de São Paulo em garantir a incolumidade e integridade dos seus servidores, entretanto, este dever não implica, necessariamente, responsabilidade por todo e qualquer fato que ocorra nas dependências do local de trabalho, sobretudo em se tratando de crimes praticados por terceiros. Por outro lado, a abordagem da requerente ocorreu quando ela deixava o estacionamento da escola municipal, onde não se verificou um controle de entrada e saída e, aliás, o portão era acionado pelos próprios servidores, mediante controle remoto. Assim, não havia vigilância ostensiva, preventiva e/ou ininterrupta no local, de modo que se pudesse cogitar em falha de serviço. Assinale-se ser inaplicável, na espécie, a teoria do risco administrativo, uma vez que a segurança pública não é atividade própria do município, mesmo porque a responsabilização do Estado, no seu sentido amplo, implicaria erigi-lo em segurador universal, exigindo-se dele uma eficiência acima dos padrões normais.” (Doc. 4, fls. 80-82, grifei) Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP objetiva ou subjetiva, não dispensa a prova inequívoca do nexo de causalidade, sem o qual não se configura o dever de indenização. No caso dos autos, não foi comprovada a culpa e/ou dolo, nem o nexo de causalidade. O ato criminoso que vitimou a requerente foi praticado por terceiros e, portanto, não se estabeleceu um vínculo direto entre o dano e o ato/omissão do município, pois o dano, no caso, decorreu, diretamente, do ato do criminoso. Assinale-se que a circunstância de ter sido concedida licença médica por acidente de trabalho, por si só, não implica que a empregadora, no caso, a Prefeitura de São Paulo, é responsável civilmente pelas consequências do crime ocorrido na saída do trabalho, uma vez que a licença médica, para fins securitários, não se confunde com a responsabilidade civil. Não se nega o dever do município de São Paulo em garantir a incolumidade e integridade dos seus servidores, entretanto, este dever não implica, necessariamente, responsabilidade por todo e qualquer fato que ocorra nas dependências do local de trabalho, sobretudo em se tratando de crimes praticados por terceiros. Por outro lado, a abordagem da requerente ocorreu quando ela deixava o estacionamento da escola municipal, onde não se verificou um controle de entrada e saída e, aliás, o portão era acionado pelos próprios servidores, mediante controle remoto. Assim, não havia vigilância ostensiva, preventiva e/ou ininterrupta no local, de modo que se pudesse cogitar em falha de serviço. Assinale-se ser inaplicável, na espécie, a teoria do risco administrativo, uma vez que a segurança pública não é atividade própria do município, mesmo porque a responsabilização do Estado, no seu sentido amplo, implicaria erigi-lo em segurador universal, exigindo-se dele uma eficiência acima dos padrões normais.” (Doc. 4, fls. 80-82, grifei) Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1168386 AGR / SP contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRISÃO PREVENTIVA. ADVOGADO. SALA DE ESTADO-MAIOR. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (ARE 1.115.590-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/10/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6..., do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 956.285-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/8/2016) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRISÃO PREVENTIVA. ADVOGADO. SALA DE ESTADO-MAIOR. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (ARE 1.115.590-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/10/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6..., do Texto Constitucional. Precedentes. 2. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 956.285-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/8/2016) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1168386 AGR / SP Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental.” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 25/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Supremo Tribunal Federal ARE 1168386 AGR / SP Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental.” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 25/9/2018) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFB4-CE5E-11C6-61FA e senha D1B0-8FF7-5B06-07BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) : LUIS FELIPE DI FIORI SOARES (185509/SP) ADV.(A/S) : MARCELO NASTROMAGARIO (183434/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C84B-752D-480A-5C4E e senha BCF4-221C-E9C1-2213 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.386 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES ADV.(A/S) : LUIS FELIPE DI FIORI SOARES (185509/SP) ADV.(A/S) : MARCELO NASTROMAGARIO (183434/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C84B-752D-480A-5C4E e senha BCF4-221C-E9C1-2213 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 168 . 386", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1168386 AGR / SP", "ARE 1168386 AGR / SP", "ARE 1168386 AGR / SP", "ARE 1168386 AGR / SP", "ARE 1168386 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 115 . 590 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 956 . 285 - AgR", "ARE 1168386 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal .", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 115 . 590 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 956 . 285 - AgR", "ARE 1168386", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 027 . 337 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 027 . 337 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 7 . . . , inciso XXII e 37 , § 6 . . . , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 7 . . . , inciso XXII e 37 , § 6 . . . , ambos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 37 , § 6 . . . , do Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo", "art . 37 , § 6 . . . , do Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "município de São Paulo", "SÃO PAULO", "município de São Paulo", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "EMEF Pedro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "EMEF", "Supremo Tribunal Federal", "Prefeitura de São Paulo", "município de", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Prefeitura de São Paulo", "município", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES", "LUIS FELIPE DI FIORI SOARES", "MARCELO NASTROMAGARIO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES", "LUIS FELIPE DI FIORI SOARES", "MARCELO NASTROMAGARIO", "LUIZ FUX", "MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES", "LUIZ FUX", "MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES", "LUIS FELIPE DI FIORI SOARES", "MARCELO NASTROMAGARIO", "LUIZ FUX", "MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES", "LUIS FELIPE DI FIORI SOARES", "MARCELO NASTROMAGARIO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "MARCIA CRISTINA LOUSAN LOPES", "LUIS FELIPE DI FIORI SOARES", "MARCELO NASTROMAGARIO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "10", "/", "2018", "25", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "10", "/", "2018", "25", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "2018", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "2018", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALE S.A. ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR ADV.(A/S) :LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SUBSOLO. EXPOSIÇÃO A CALOR EXCESSIVO. ATIVIDADE INSALUBRE. INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. NÃO OBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. PORTARIA 3.214/1978 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO - CLT. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE52-E630-DB7F-B4E6 e senha EF41-424C-F362-496C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1164486 AGR / SE A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE52-E630-DB7F-B4E6 e senha EF41-424C-F362-496C Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE52-E630-DB7F-B4E6 e senha EF41-424C-F362-496C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALE S.A. ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR ADV.(A/S) :LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela VALE S.A. contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SUBSOLO. EXPOSIÇÃO A CALOR EXCESSIVO. ATIVIDADE INSALUBRE. INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. NÃO OBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO, NESSA PARTE. PORTARIA 3.214/1978 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO CLT. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALE S.A. ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR ADV.(A/S) :LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela VALE S.A. contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SUBSOLO. EXPOSIÇÃO A CALOR EXCESSIVO. ATIVIDADE INSALUBRE. INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. NÃO OBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO, NESSA PARTE. PORTARIA 3.214/1978 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO CLT. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1164486 AGR / SE CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO CONHECIDO, EM PARTE, E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” (Doc. 124) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Tal como argumentado no Recurso Extraordinário, vem sendo deferido ao empregado o direito ao pagamento das horas extras, em razão da supressão do ‘intervalo para recuperação térmica’, exatamente este intervalo de 45 minutos, a cada 15 minutos de trabalho, estabelecido em anexo à Portaria do MTE. De fato, o Ministério do Trabalho e Emprego tem que buscar proteção aos trabalhadores, na forma do artigo 200, da CLT, complementando as normas do capítulo V, da CLT. CONTUDO, essa proteção tem que passar longe de qualquer alteração na jornada de trabalho, sob pena de afronta ao artigo 22, I, da Constituição Federal e, ainda, total abandono ao princípio da reserva legal - artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, violações que dão sustento ao Recurso Extraordinário da Reclamada. A Agravante destaca, com toda a vênia, a inaplicabilidade da Súmula 636, do STF, porque, efetivamente, não se faz necessária a interpretação de qualquer norma infraconstitucional para se diagnosticar a renegação ao artigo 5º, inciso II, e 22, I, da Constituição Federal. Fixando, o artigo 22, I, da CF, como competência privativa da União, legislar sobre direito do trabalho, e considerando que a Portaria do MTE estabeleceu INTERVALO diferente e peculiar, não se faz necessário revolver qualquer fato ou qualquer prova dos autos. Inaplicável, também, a Súmula 279, do STF, como obstáculo ao recurso da empresa.” (Doc. 125, fls. 7-8) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO CONHECIDO, EM PARTE, E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” (Doc. 124) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Tal como argumentado no Recurso Extraordinário, vem sendo deferido ao empregado o direito ao pagamento das horas extras, em razão da supressão do ‘intervalo para recuperação térmica’, exatamente este intervalo de 45 minutos, a cada 15 minutos de trabalho, estabelecido em anexo à Portaria do MTE. De fato, o Ministério do Trabalho e Emprego tem que buscar proteção aos trabalhadores, na forma do artigo 200, da CLT, complementando as normas do capítulo V, da CLT. CONTUDO, essa proteção tem que passar longe de qualquer alteração na jornada de trabalho, sob pena de afronta ao artigo 22, I, da Constituição Federal e, ainda, total abandono ao princípio da reserva legal - artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, violações que dão sustento ao Recurso Extraordinário da Reclamada. A Agravante destaca, com toda a vênia, a inaplicabilidade da Súmula 636, do STF, porque, efetivamente, não se faz necessária a interpretação de qualquer norma infraconstitucional para se diagnosticar a renegação ao artigo 5º, inciso II, e 22, I, da Constituição Federal. Fixando, o artigo 22, I, da CF, como competência privativa da União, legislar sobre direito do trabalho, e considerando que a Portaria do MTE estabeleceu INTERVALO diferente e peculiar, não se faz necessário revolver qualquer fato ou qualquer prova dos autos. Inaplicável, também, a Súmula 279, do STF, como obstáculo ao recurso da empresa.” (Doc. 125, fls. 7-8) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral (Tema 181), inadmitiu o recurso extraordinário quanto à violação ao artigo 22, I, da Constituição Federal, por entender que a tese não ultrapassou os limites de admissibilidade do recurso de revista. Por oportuno, confira-se trecho do juízo de admissibilidade exercido na origem, in verbis: “Conforme se constata, a Turma não examinou a controvérsia sob a ótica do art. 22, I, da Constituição Federal, sob o fundamento de que a tese seria inovatória. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal. Tal entendimento foi consagrado no RE 598.365, da relatoria do Min. Ayres Britto, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 181’ do ementário temático de Repercussão Geral do STF, hipótese dos autos. Logo, não tendo havido na decisão recorrida exame do mérito da controvérsia debatida no recurso extraordinário (competência privativa da União), dada a imposição de óbice de natureza exclusivamente processual ao processamento da revista, a única Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral (Tema 181), inadmitiu o recurso extraordinário quanto à violação ao artigo 22, I, da Constituição Federal, por entender que a tese não ultrapassou os limites de admissibilidade do recurso de revista. Por oportuno, confira-se trecho do juízo de admissibilidade exercido na origem, in verbis: “Conforme se constata, a Turma não examinou a controvérsia sob a ótica do art. 22, I, da Constituição Federal, sob o fundamento de que a tese seria inovatória. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal. Tal entendimento foi consagrado no RE 598.365, da relatoria do Min. Ayres Britto, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 181’ do ementário temático de Repercussão Geral do STF, hipótese dos autos. Logo, não tendo havido na decisão recorrida exame do mérito da controvérsia debatida no recurso extraordinário (competência privativa da União), dada a imposição de óbice de natureza exclusivamente processual ao processamento da revista, a única Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE questão passível de discussão em sede de recurso extraordinário seria a relativa aos pressupostos de admissibilidade daquele recurso, sendo certo que o Supremo Tribunal Federal rejeita a possibilidade desse reexame, por ausência de repercussão geral da matéria.” (Doc. 106, fl. 3) O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE questão passível de discussão em sede de recurso extraordinário seria a relativa aos pressupostos de admissibilidade daquele recurso, sendo certo que o Supremo Tribunal Federal rejeita a possibilidade desse reexame, por ausência de repercussão geral da matéria.” (Doc. 106, fl. 3) O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nada obstante, nas razões do presente recurso, a parte agravante não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar referido fundamento da decisão agravada, limitando-se a repetir os argumentos relativos à competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho. Assim, verifico que as razões do agravo interno estão dissociadas dos fundamentos da decisão impugnada, o que caracteriza a deficiência na sua fundamentação. Essa deficiência faz incidir o óbice da Súmula 284 do STF, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 284 do STF, na qual faz referência à Súmula 287 do STF: “Qualquer recurso deve ter fundamentação razoável para que o juiz possa apreciá-lo (RE 78.873, RTJ 76/814; 70.143, RTJ 77/467). Ver Súmula 287.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140) No que diz respeito à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nada obstante, nas razões do presente recurso, a parte agravante não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar referido fundamento da decisão agravada, limitando-se a repetir os argumentos relativos à competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho. Assim, verifico que as razões do agravo interno estão dissociadas dos fundamentos da decisão impugnada, o que caracteriza a deficiência na sua fundamentação. Essa deficiência faz incidir o óbice da Súmula 284 do STF, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 284 do STF, na qual faz referência à Súmula 287 do STF: “Qualquer recurso deve ter fundamentação razoável para que o juiz possa apreciá-lo (RE 78.873, RTJ 76/814; 70.143, RTJ 77/467). Ver Súmula 287.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140) No que diz respeito à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE verifico que o acórdão ora recorrido tão somente interpretou o que dispõe a Portaria 3.214/1978, NR 15, Anexo III, do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamentou o artigo 200, V, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em sentido contrário àquele desejado pela parte ora agravante, o que configura ofensa indireta à Constituição Federal, não suscetível de apreciação em sede de recurso extraordinário. Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Consoante estabelece o art. 7º, XXII, da Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Além disso, o art. 200 da CLT dispõe expressamente que cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer disposições complementares acerca da segurança e medicina do trabalho, com o intuito de atender às peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre proteção contra o calor (item V do art. 200 da CLT). Atendendo à previsão contida na Constituição Federal e em lei, o Ministério do Trabalho e Emprego editou a Portaria nº 3.214/78, que no Anexo 3 da NR nº 15 estabeleceu os limites de tolerância para a exposição ao calor, constando no quadro 1 o seguinte: (...) Além disso, constou expressamente no anexo 3 da NR nº 15 que os mencionados períodos de descanso são considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. Ora, se os intervalos para recuperação térmica são considerados tempo de serviço, a sua não concessão e a prestação de labor nesse lapso implicam o pagamento de horas extraordinárias. (...) A Corte a quo, com base no julgamento do Recurso Ordinário em Ação Civil Pública ajuizada contra a reclamada, no qual a Vale S.A. foi condenada a adotar regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho, nos termos do mencionado Anexo 3 da NR Nº 15 da Portaria nº 3.214/78, constatou que o tipo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE verifico que o acórdão ora recorrido tão somente interpretou o que dispõe a Portaria 3.214/1978, NR 15, Anexo III, do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamentou o artigo 200, V, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em sentido contrário àquele desejado pela parte ora agravante, o que configura ofensa indireta à Constituição Federal, não suscetível de apreciação em sede de recurso extraordinário. Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Consoante estabelece o art. 7º, XXII, da Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Além disso, o art. 200 da CLT dispõe expressamente que cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer disposições complementares acerca da segurança e medicina do trabalho, com o intuito de atender às peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre proteção contra o calor (item V do art. 200 da CLT). Atendendo à previsão contida na Constituição Federal e em lei, o Ministério do Trabalho e Emprego editou a Portaria nº 3.214/78, que no Anexo 3 da NR nº 15 estabeleceu os limites de tolerância para a exposição ao calor, constando no quadro 1 o seguinte: (...) Além disso, constou expressamente no anexo 3 da NR nº 15 que os mencionados períodos de descanso são considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. Ora, se os intervalos para recuperação térmica são considerados tempo de serviço, a sua não concessão e a prestação de labor nesse lapso implicam o pagamento de horas extraordinárias. (...) A Corte a quo, com base no julgamento do Recurso Ordinário em Ação Civil Pública ajuizada contra a reclamada, no qual a Vale S.A. foi condenada a adotar regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho, nos termos do mencionado Anexo 3 da NR Nº 15 da Portaria nº 3.214/78, constatou que o tipo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE de atividade desenvolvida pelo reclamante caracterizava-se como moderada, de modo que ele fazia jus ao intervalo de 45 minutos de descanso a cada 15 minutos de trabalho. Sinale-se que a ora recorrente não impugna essa relação entre trabalho e descanso, limitando-se a recorrer acerca do pagamento, ou não, do tempo destinado ao intervalo para a recuperação térmica, mas que foi trabalhado como horas extraordinárias.” (Doc. 57, fls. 12 e 16). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Portaria 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego e Consolidação das Leis do Trabalho CLT), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, bem como do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. INTERVALO INTRAJORNADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DO MATERIAL FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O regular exercício da função jurisdicional, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Para dissentir do acórdão recorrido e concluir pelas inconstitucionalidades apontadas, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (CLT), e do material fático- probatório dos autos, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE de atividade desenvolvida pelo reclamante caracterizava-se como moderada, de modo que ele fazia jus ao intervalo de 45 minutos de descanso a cada 15 minutos de trabalho. Sinale-se que a ora recorrente não impugna essa relação entre trabalho e descanso, limitando-se a recorrer acerca do pagamento, ou não, do tempo destinado ao intervalo para a recuperação térmica, mas que foi trabalhado como horas extraordinárias.” (Doc. 57, fls. 12 e 16). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Portaria 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego e Consolidação das Leis do Trabalho CLT), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, bem como do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. INTERVALO INTRAJORNADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DO MATERIAL FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O regular exercício da função jurisdicional, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Para dissentir do acórdão recorrido e concluir pelas inconstitucionalidades apontadas, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (CLT), e do material fático- probatório dos autos, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE 793.670-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/2/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO CALOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 914.859-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 5/11/2015) Assevere-se, ainda, que a jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Súmula 636 do STF). Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE 793.670-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/2/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO CALOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 914.859-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 5/11/2015) Assevere-se, ainda, que a jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Súmula 636 do STF). Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALE S.A. ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF, 188740/MG, 26054-A/ PB, 48700/PE, 221326/RJ) ADV.(A/S) : BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR (21165/DF) ADV.(A/S) : LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO (16661A/AL, 42974/PE, 2814/SE) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO (115576/MG, 93431/RJ, 352A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-40C3-8625-8F10 e senha 8593-4EA8-EF8F-3A5A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALE S.A. ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF, 188740/MG, 26054-A/ PB, 48700/PE, 221326/RJ) ADV.(A/S) : BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR (21165/DF) ADV.(A/S) : LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO (16661A/AL, 42974/PE, 2814/SE) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO (115576/MG, 93431/RJ, 352A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-40C3-8625-8F10 e senha 8593-4EA8-EF8F-3A5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371365
2019-02-22T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SUBSOLO. EXPOSIÇÃO A CALOR EXCESSIVO. ATIVIDADE INSALUBRE. INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. NÃO OBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. PORTARIA 3.214/1978 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO - CLT. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur399866
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) ARE 793670 AgR (1ªT), ARE 914859 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 02/04/2019, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1164486
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED PRT-003214 ANO-1978\n PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO - MTE\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1164486 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VALE S.A. ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) : BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR ADV.(A/S) : LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) : ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALE S.A. ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR ADV.(A/S) :LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SUBSOLO. EXPOSIÇÃO A CALOR EXCESSIVO. ATIVIDADE INSALUBRE. INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. NÃO OBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. PORTARIA 3.214/1978 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO - Consolidação das Leis do Trabalho. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE52-E630-DB7F-B4E6 e senha EF41-424C-F362-496C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1164486 AGR / SE A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE52-E630-DB7F-B4E6 e senha EF41-424C-F362-496C Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/2/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE52-E630-DB7F-B4E6 e senha EF41-424C-F362-496C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALE S.A. ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR ADV.(A/S) :LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela VALE S.A. contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SUBSOLO. EXPOSIÇÃO A CALOR EXCESSIVO. ATIVIDADE INSALUBRE. INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. NÃO OBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO, NESSA PARTE. PORTARIA 3.214/1978 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO Consolidação das Leis do Trabalho. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALE S.A. ADV.(A/S) :NILTON DA SILVA CORREIA ADV.(A/S) :BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR ADV.(A/S) :LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO AGDO.(A/S) :ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO REIS CLETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela VALE S.A. contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SUBSOLO. EXPOSIÇÃO A CALOR EXCESSIVO. ATIVIDADE INSALUBRE. INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA. NÃO OBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO, NESSA PARTE. PORTARIA 3.214/1978 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO Consolidação das Leis do Trabalho. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1164486 AGR / SE CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO CONHECIDO, EM PARTE, E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” (Doc. 124) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Tal como argumentado no Recurso Extraordinário, vem sendo deferido ao empregado o direito ao pagamento das horas extras, em razão da supressão do ‘intervalo para recuperação térmica’, exatamente este intervalo de 45 minutos, a cada 15 minutos de trabalho, estabelecido em anexo à Portaria do MTE. De fato, o Ministério do Trabalho e Emprego tem que buscar proteção aos trabalhadores, na forma do artigo 200, da Consolidação das Leis do Trabalho, complementando as normas do capítulo V, da Consolidação das Leis do Trabalho. CONTUDO, essa proteção tem que passar longe de qualquer alteração na jornada de trabalho, sob pena de afronta ao artigo 22, I, da Constituição Federal e, ainda, total abandono ao princípio da reserva legal - artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal, violações que dão sustento ao Recurso Extraordinário da Reclamada. A Agravante destaca, com toda a vênia, a inaplicabilidade da Súmula 636, do Supremo Tribunal Federal, porque, efetivamente, não se faz necessária a interpretação de qualquer norma infraconstitucional para se diagnosticar a renegação ao artigo 5..., inciso II, e 22, I, da Constituição Federal. Fixando, o artigo 22, I, da Constituição Federal de 1988, como competência privativa da União, legislar sobre direito do trabalho, e considerando que a Portaria do MTE estabeleceu INTERVALO diferente e peculiar, não se faz necessário revolver qualquer fato ou qualquer prova dos autos. Inaplicável, também, a Súmula 279, do Supremo Tribunal Federal, como obstáculo ao recurso da empresa.” (Doc. 125, fls. 7-8) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO CONHECIDO, EM PARTE, E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” (Doc. 124) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Tal como argumentado no Recurso Extraordinário, vem sendo deferido ao empregado o direito ao pagamento das horas extras, em razão da supressão do ‘intervalo para recuperação térmica’, exatamente este intervalo de 45 minutos, a cada 15 minutos de trabalho, estabelecido em anexo à Portaria do MTE. De fato, o Ministério do Trabalho e Emprego tem que buscar proteção aos trabalhadores, na forma do artigo 200, da Consolidação das Leis do Trabalho, complementando as normas do capítulo V, da Consolidação das Leis do Trabalho. CONTUDO, essa proteção tem que passar longe de qualquer alteração na jornada de trabalho, sob pena de afronta ao artigo 22, I, da Constituição Federal e, ainda, total abandono ao princípio da reserva legal - artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal, violações que dão sustento ao Recurso Extraordinário da Reclamada. A Agravante destaca, com toda a vênia, a inaplicabilidade da Súmula 636, do Supremo Tribunal Federal, porque, efetivamente, não se faz necessária a interpretação de qualquer norma infraconstitucional para se diagnosticar a renegação ao artigo 5..., inciso II, e 22, I, da Constituição Federal. Fixando, o artigo 22, I, da Constituição Federal de 1988, como competência privativa da União, legislar sobre direito do trabalho, e considerando que a Portaria do MTE estabeleceu INTERVALO diferente e peculiar, não se faz necessário revolver qualquer fato ou qualquer prova dos autos. Inaplicável, também, a Súmula 279, do Supremo Tribunal Federal, como obstáculo ao recurso da empresa.” (Doc. 125, fls. 7-8) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4261-6ADA-35E7-2941 e senha 5CCD-8D0D-FC96-196F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral (Tema 181), inadmitiu o recurso extraordinário quanto à violação ao artigo 22, I, da Constituição Federal, por entender que a tese não ultrapassou os limites de admissibilidade do recurso de revista. Por oportuno, confira-se trecho do juízo de admissibilidade exercido na origem, in verbis: “Conforme se constata, a Turma não examinou a controvérsia sob a ótica do art. 22, I, da Constituição Federal, sob o fundamento de que a tese seria inovatória. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal. Tal entendimento foi consagrado no Recurso Extraordinário 598.365, da relatoria do Min. Ayres Britto, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 181’ do ementário temático de Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal, hipótese dos autos. Logo, não tendo havido na decisão recorrida exame do mérito da controvérsia debatida no recurso extraordinário (competência privativa da União), dada a imposição de óbice de natureza exclusivamente processual ao processamento da revista, a única Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão impugnada, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral (Tema 181), inadmitiu o recurso extraordinário quanto à violação ao artigo 22, I, da Constituição Federal, por entender que a tese não ultrapassou os limites de admissibilidade do recurso de revista. Por oportuno, confira-se trecho do juízo de admissibilidade exercido na origem, in verbis: “Conforme se constata, a Turma não examinou a controvérsia sob a ótica do art. 22, I, da Constituição Federal, sob o fundamento de que a tese seria inovatória. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal. Tal entendimento foi consagrado no Recurso Extraordinário 598.365, da relatoria do Min. Ayres Britto, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 181’ do ementário temático de Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal, hipótese dos autos. Logo, não tendo havido na decisão recorrida exame do mérito da controvérsia debatida no recurso extraordinário (competência privativa da União), dada a imposição de óbice de natureza exclusivamente processual ao processamento da revista, a única Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE questão passível de discussão em sede de recurso extraordinário seria a relativa aos pressupostos de admissibilidade daquele recurso, sendo certo que o Supremo Tribunal Federal rejeita a possibilidade desse reexame, por ausência de repercussão geral da matéria.” (Doc. 106, fl. 3) O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE questão passível de discussão em sede de recurso extraordinário seria a relativa aos pressupostos de admissibilidade daquele recurso, sendo certo que o Supremo Tribunal Federal rejeita a possibilidade desse reexame, por ausência de repercussão geral da matéria.” (Doc. 106, fl. 3) O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nada obstante, nas razões do presente recurso, a parte agravante não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar referido fundamento da decisão agravada, limitando-se a repetir os argumentos relativos à competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho. Assim, verifico que as razões do agravo interno estão dissociadas dos fundamentos da decisão impugnada, o que caracteriza a deficiência na sua fundamentação. Essa deficiência faz incidir o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, na qual faz referência à Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal: “Qualquer recurso deve ter fundamentação razoável para que o juiz possa apreciá-lo (Recurso Extraordinário 78.873, RTJ 76/814; 70.143, RTJ 77/467). Ver Súmula 287.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140) No que diz respeito à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nada obstante, nas razões do presente recurso, a parte agravante não apresentou quaisquer argumentos destinados a infirmar referido fundamento da decisão agravada, limitando-se a repetir os argumentos relativos à competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho. Assim, verifico que as razões do agravo interno estão dissociadas dos fundamentos da decisão impugnada, o que caracteriza a deficiência na sua fundamentação. Essa deficiência faz incidir o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas sobre a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, na qual faz referência à Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal: “Qualquer recurso deve ter fundamentação razoável para que o juiz possa apreciá-lo (Recurso Extraordinário 78.873, RTJ 76/814; 70.143, RTJ 77/467). Ver Súmula 287.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140) No que diz respeito à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE verifico que o acórdão ora recorrido tão somente interpretou o que dispõe a Portaria 3.214/1978, NR 15, Anexo III, do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamentou o artigo 200, V, da Consolidação das Leis do Trabalho (Consolidação das Leis do Trabalho), em sentido contrário àquele desejado pela parte ora agravante, o que configura ofensa indireta à Constituição Federal, não suscetível de apreciação em sede de recurso extraordinário. Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Consoante estabelece o art. 7..., XXII, da Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Além disso, o art. 200 da Consolidação das Leis do Trabalho dispõe expressamente que cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer disposições complementares acerca da segurança e medicina do trabalho, com o intuito de atender às peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre proteção contra o calor (item V do art. 200 da Consolidação das Leis do Trabalho). Atendendo à previsão contida na Constituição Federal e em lei, o Ministério do Trabalho e Emprego editou a Portaria n 3.214/78, que no Anexo 3 da NR n 15 estabeleceu os limites de tolerância para a exposição ao calor, constando no quadro 1 o seguinte: (...) Além disso, constou expressamente no anexo 3 da NR n 15 que os mencionados períodos de descanso são considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. Ora, se os intervalos para recuperação térmica são considerados tempo de serviço, a sua não concessão e a prestação de labor nesse lapso implicam o pagamento de horas extraordinárias. (...) A Corte a quo, com base no julgamento do Recurso Ordinário em Ação Civil Pública ajuizada contra a reclamada, no qual a Vale S.A. foi condenada a adotar regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho, nos termos do mencionado Anexo 3 da NR n 15 da Portaria n 3.214/78, constatou que o tipo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE verifico que o acórdão ora recorrido tão somente interpretou o que dispõe a Portaria 3.214/1978, NR 15, Anexo III, do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamentou o artigo 200, V, da Consolidação das Leis do Trabalho (Consolidação das Leis do Trabalho), em sentido contrário àquele desejado pela parte ora agravante, o que configura ofensa indireta à Constituição Federal, não suscetível de apreciação em sede de recurso extraordinário. Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Consoante estabelece o art. 7..., XXII, da Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Além disso, o art. 200 da Consolidação das Leis do Trabalho dispõe expressamente que cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer disposições complementares acerca da segurança e medicina do trabalho, com o intuito de atender às peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre proteção contra o calor (item V do art. 200 da Consolidação das Leis do Trabalho). Atendendo à previsão contida na Constituição Federal e em lei, o Ministério do Trabalho e Emprego editou a Portaria n 3.214/78, que no Anexo 3 da NR n 15 estabeleceu os limites de tolerância para a exposição ao calor, constando no quadro 1 o seguinte: (...) Além disso, constou expressamente no anexo 3 da NR n 15 que os mencionados períodos de descanso são considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. Ora, se os intervalos para recuperação térmica são considerados tempo de serviço, a sua não concessão e a prestação de labor nesse lapso implicam o pagamento de horas extraordinárias. (...) A Corte a quo, com base no julgamento do Recurso Ordinário em Ação Civil Pública ajuizada contra a reclamada, no qual a Vale S.A. foi condenada a adotar regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho, nos termos do mencionado Anexo 3 da NR n 15 da Portaria n 3.214/78, constatou que o tipo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE de atividade desenvolvida pelo reclamante caracterizava-se como moderada, de modo que ele fazia jus ao intervalo de 45 minutos de descanso a cada 15 minutos de trabalho. Sinale-se que a ora recorrente não impugna essa relação entre trabalho e descanso, limitando-se a recorrer acerca do pagamento, ou não, do tempo destinado ao intervalo para a recuperação térmica, mas que foi trabalhado como horas extraordinárias.” (Doc. 57, fls. 12 e 16). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Portaria 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego e Consolidação das Leis do Trabalho Consolidação das Leis do Trabalho), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, bem como do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. INTERVALO INTRAJORNADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DO MATERIAL FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O regular exercício da função jurisdicional, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Para dissentir do acórdão recorrido e concluir pelas inconstitucionalidades apontadas, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Consolidação das Leis do Trabalho), e do material fático- probatório dos autos, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE de atividade desenvolvida pelo reclamante caracterizava-se como moderada, de modo que ele fazia jus ao intervalo de 45 minutos de descanso a cada 15 minutos de trabalho. Sinale-se que a ora recorrente não impugna essa relação entre trabalho e descanso, limitando-se a recorrer acerca do pagamento, ou não, do tempo destinado ao intervalo para a recuperação térmica, mas que foi trabalhado como horas extraordinárias.” (Doc. 57, fls. 12 e 16). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Portaria 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego e Consolidação das Leis do Trabalho Consolidação das Leis do Trabalho), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal, bem como do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. INTERVALO INTRAJORNADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DO MATERIAL FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O regular exercício da função jurisdicional, desde que pautado pelo respeito à Constituição, não transgride o princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Para dissentir do acórdão recorrido e concluir pelas inconstitucionalidades apontadas, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Consolidação das Leis do Trabalho), e do material fático- probatório dos autos, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE 793.670-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/2/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO CALOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 914.859-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 5/11/2015) Assevere-se, ainda, que a jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE 793.670-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/2/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO CALOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 914.859-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 5/11/2015) Assevere-se, ainda, que a jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1164486 AGR / SE Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Supremo Tribunal Federal ARE 1164486 AGR / SE Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 47A6-AD59-5E7C-8EB0 e senha ECAF-EEA7-BC59-D935 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALE S.A. ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF, 188740/MG, 26054-A/ PB, 48700/PE, 221326/RJ) ADV.(A/S) : BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR (21165/DF) ADV.(A/S) : LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO (16661A/AL, 42974/PE, 2814/SE) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO (115576/MG, 93431/RJ, 352A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-40C3-8625-8F10 e senha 8593-4EA8-EF8F-3A5A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.486 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALE S.A. ADV.(A/S) : NILTON DA SILVA CORREIA (01291/DF, 188740/MG, 26054-A/ PB, 48700/PE, 221326/RJ) ADV.(A/S) : BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR (21165/DF) ADV.(A/S) : LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO (16661A/AL, 42974/PE, 2814/SE) AGDO.(A/S) : ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO REIS CLETO (115576/MG, 93431/RJ, 352A/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 141D-40C3-8625-8F10 e senha 8593-4EA8-EF8F-3A5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1164486 AGR", "Súmula 636 , do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 , do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 , do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "ARE 1164486 AGR / SE", "AI 760 . 358 - QO", "ARE 1 . 011 . 495 - ED - AgR", "ARE 1164486 AGR", "AI 760 . 358 - QO", "ARE 1 . 011 . 495 - ED - AgR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 78 . 873", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 78 . 873", ".", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1164486 AGR / SE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 5", "ARE 1164486 AGR / SE 793 . 670 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "SÚMULA N . 636 DESTE", "ARE 914 . 859 - AgR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "-", "AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL", "ARE 914 . 859 - AgR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 1164486 AGR / SE" ], "LEGISLACAO": [ "PORTARIA 3 . 214 / 1978", "LEIS DO TRABALHO", "Consolidação das Leis do Trabalho", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA 3 . 214 / 1978", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA 3 . 214 / 1978", "LEIS DO TRABALHO", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 200 , da Consolidação das Leis do Trabalho", "capítulo V , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 22 , I , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso II , e 22 , I , da Constituição Federal", "artigo 22 , I , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 200 , da Consolidação das Leis do Trabalho", "capítulo V , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 22 , I , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso II , e 22 , I , da Constituição Federal", "artigo 22 , I , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , I , da Constituição Federal", "art . 22 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , I , da Constituição Federal", "art . 22 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 3 . 214 / 1978", "artigo 200 , V , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "art . 200 da Consolidação das Leis do Trabalho", "item V do art . 200 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "Portaria n 3 . 214 / 78", "Anexo 3 da NR n 15 da Portaria n 3 . 214 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 3 . 214 / 1978", "artigo 200 , V , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "art . 7 . . . , XXII , da Constituição Federal", "art . 200 da Consolidação das Leis do Trabalho", "item V do art . 200 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "Portaria n 3 . 214 / 78", "Anexo 3 da NR n 15 da Portaria n 3 . 214 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 3 . 214 / 1978", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "Constituição", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 3 . 214 / 1978", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "Constituição", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AL", ".", "C DO INC . III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AL", ".", "C DO INC . III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "São Paulo", "São Paulo" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "VALE S . A .", "MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VALE S . A .", "VALE S . A .", "MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VALE S . A .", "MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO", "Supremo Tribunal Federal", "MTE", "Ministério do Trabalho e Emprego", "União", "MTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MTE", "Ministério do Trabalho e Emprego", "União", "MTE", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "União", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "União", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Vale S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Vale S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "NILTON DA SILVA CORREIA", "BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR", "LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO", "ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS", "CARLOS EDUARDO REIS CLETO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "NILTON DA SILVA CORREIA", "BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR", "LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO", "ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS", "CARLOS EDUARDO REIS", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "VALE S", "NILTON DA SILVA CORREIA", "BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR", "LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO", "ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS", "CARLOS EDUARDO REIS", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ", "FUX", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Roberto Rosas", "Roberto Rosas", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "VALE S . A", "NILTON DA SILVA CORREIA", "BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR", "LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO", "ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS", "CARLOS EDUARDO REIS CLETO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "LUIZ FUX", "VALE S . A", "NILTON DA SILVA CORREIA", "BIANCA MARTINS CARNEIRO FAMILIAR", "LILIAN JORDELINE FERREIRA DE MELO", "ALEXANDRE RODRIGUES DOS SANTOS", "CARLOS EDUARDO REIS CLETO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "2", "/", "2015", "5", "/", "11", "/", "2015", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "2", "/", "2015", "5", "/", "11", "/", "2015", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. OBSERVÂNCIA DA SISTEMÁTICA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 660. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. O art. 1.042 do CPC/2015 excetua das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice- presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, fundado na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6205-DE9E-6465-64B9 e senha 62D1-0EC4-EDE3-8445 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação por inexistente a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, Marcemino Zago interpõe agravo regimental. 2. Consoante afirma “independentemente da modalidade de agravo como explicitado nas razões da Reclamação trata-se unicamente de erro formal quanto ao endereçamento da peça, todavia, os fundamentos estão de acordo e atacam nitidamente a decisão que não conheceu do Recurso Extraordinário”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F11B-8FC3-CF2C-8318 e senha 8023-E641-115F-D8F8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação por inexistente a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, Marcemino Zago interpõe agravo regimental. 2. Consoante afirma “independentemente da modalidade de agravo como explicitado nas razões da Reclamação trata-se unicamente de erro formal quanto ao endereçamento da peça, todavia, os fundamentos estão de acordo e atacam nitidamente a decisão que não conheceu do Recurso Extraordinário”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F11B-8FC3-CF2C-8318 e senha 8023-E641-115F-D8F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental da reclamante: Vistos etc. 1. Trata-se de Reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Marcemino Zago contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nos autos do Processo nº 0045170-23.2009.8.24.0038, que, ao negar seguimento ao recurso extraordinário e ao agravo, supostamente teria usurpado a competência deste Supremo Tribunal Federal. 2. O reclamada argumenta com a usurpação da competência desta Suprema Corte, pois em seu entender “quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição Federal e após a apresentação das contrarrazões, os autos são enviados aos tribunais superiores, independentemente de ser feito juízo de admissibilidade”. 3. Deixo de citar a parte beneficiária do ato judicial reclamado, em razão da manifesta improcedência do pedido. Igualmente, dispenso a intimação da autoridade reclamada para prestar informações, bem como do Procurador-Geral da República para ofertar parecer, por tratar a demanda de matéria repetitiva. É o relatório. Decido. 1. Verifico que a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo reclamante ao fundamento de que não há repercussão geral na controvérsia com fundamento no que decidido no ARE 748.371 (Tema 660). Manejado agravo a esta Suprema Corte, a autoridade reclamada negou-lhe seguimento por manifestamente incabível nos termos do art. 1.042, § 2º, do CPC/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental da reclamante: Vistos etc. 1. Trata-se de Reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Marcemino Zago contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nos autos do Processo nº 0045170-23.2009.8.24.0038, que, ao negar seguimento ao recurso extraordinário e ao agravo, supostamente teria usurpado a competência deste Supremo Tribunal Federal. 2. O reclamada argumenta com a usurpação da competência desta Suprema Corte, pois em seu entender “quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição Federal e após a apresentação das contrarrazões, os autos são enviados aos tribunais superiores, independentemente de ser feito juízo de admissibilidade”. 3. Deixo de citar a parte beneficiária do ato judicial reclamado, em razão da manifesta improcedência do pedido. Igualmente, dispenso a intimação da autoridade reclamada para prestar informações, bem como do Procurador-Geral da República para ofertar parecer, por tratar a demanda de matéria repetitiva. É o relatório. Decido. 1. Verifico que a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo reclamante ao fundamento de que não há repercussão geral na controvérsia com fundamento no que decidido no ARE 748.371 (Tema 660). Manejado agravo a esta Suprema Corte, a autoridade reclamada negou-lhe seguimento por manifestamente incabível nos termos do art. 1.042, § 2º, do CPC/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC 2. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do CPC/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC 2. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do CPC/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). 4. Registro que o CPC/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2º, o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral, verbis: Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: I – negar seguimento: a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral; § 2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. 5. Já o art. 1.042 do CPC/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. Confira-se: Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). 4. Registro que o CPC/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2º, o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral, verbis: Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: I – negar seguimento: a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral; § 2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. 5. Já o art. 1.042 do CPC/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. Confira-se: Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC fundada na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos. (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) 6. Ante o exposto, ausente usurpação da competência desta Suprema Corte, forte no art. 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação. Nada colhe o agravo regimental. Consoante emerge dos autos, a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina não conheceu do agravo interposto pelo reclamante com fulcro no art. 1.042 do CPC, por incabível contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento em decisão desta Suprema Corte que afastou a repercussão geral da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, na hipótese em que o julgamento da causa depender de prévia análise das normas infraconstitucionais (Tema 660). O agravante insiste na usurpação da competência desta Suprema Corte, bem como na admissibilidade do recurso extraordinário por violação da coisa julgada. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do CPC/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC fundada na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos. (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) 6. Ante o exposto, ausente usurpação da competência desta Suprema Corte, forte no art. 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação. Nada colhe o agravo regimental. Consoante emerge dos autos, a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina não conheceu do agravo interposto pelo reclamante com fulcro no art. 1.042 do CPC, por incabível contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento em decisão desta Suprema Corte que afastou a repercussão geral da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, na hipótese em que o julgamento da causa depender de prévia análise das normas infraconstitucionais (Tema 660). O agravante insiste na usurpação da competência desta Suprema Corte, bem como na admissibilidade do recurso extraordinário por violação da coisa julgada. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do CPC/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). Registro que o CPC/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2º, o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral. Por sua vez, o art. 1.042 do CPC/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. No caso, a matéria controversa na presente reclamação refere-se à admissibilidade de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina por violação do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, ao argumento de não respeitada a coisa julgada formal. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748371, afastou a existência de repercussão geral sobre a matéria: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). Registro que o CPC/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2º, o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral. Por sua vez, o art. 1.042 do CPC/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. No caso, a matéria controversa na presente reclamação refere-se à admissibilidade de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina por violação do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, ao argumento de não respeitada a coisa julgada formal. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748371, afastou a existência de repercussão geral sobre a matéria: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse contexto, o ato decisório reclamado está em conformidade com a nova sistemática recursal disciplinada no CPC/2015. Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental da reclamante. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse contexto, o ato decisório reclamado está em conformidade com a nova sistemática recursal disciplinada no CPC/2015. Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental da reclamante. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5º, inciso II, e 1.037, § 13º, inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-9317-676C-8BAA e senha 6216-DFBA-D487-4513 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5º, inciso II, e 1.037, § 13º, inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-9317-676C-8BAA e senha 6216-DFBA-D487-4513 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) : JONATHAN ZAGO APPI (69868/RS, 25675/SC) AGDO.(A/S) : BANCO BMG SA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62E7-C133-794F-FCED e senha 641B-D2E0-4ECF-0E11 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) : JONATHAN ZAGO APPI (69868/RS, 25675/SC) AGDO.(A/S) : BANCO BMG SA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62E7-C133-794F-FCED e senha 641B-D2E0-4ECF-0E11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749318492
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. OBSERVÂNCIA DA SISTEMÁTICA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 660. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. O art. 1.042 do CPC/2015 excetua das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, fundado na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. 2. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur399332
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, COISA JULGADA) ARE 748371 RG. (APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, AGRAVO DE INSTRUMENTO) Rcl 7547 (TP), Rcl 7569 (TP), AI 760358 QO (TP). Número de páginas: 12. Análise: 28/03/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
29878
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00544\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 PAR-00005 INC-00002 ART-01030 \n PAR-00002 ART-01037 PAR-00013 INC-00002 \n ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 29878 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) : JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) : BANCO BMG SA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. OBSERVÂNCIA DA SISTEMÁTICA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 660. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. O art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 excetua das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice- presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, fundado na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6205-DE9E-6465-64B9 e senha 62D1-0EC4-EDE3-8445 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação por inexistente a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, Marcemino Zago interpõe agravo regimental. 2. Consoante afirma “independentemente da modalidade de agravo como explicitado nas razões da Reclamação trata-se unicamente de erro formal quanto ao endereçamento da peça, todavia, os fundamentos estão de acordo e atacam nitidamente a decisão que não conheceu do Recurso Extraordinário”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F11B-8FC3-CF2C-8318 e senha 8023-E641-115F-D8F8 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação por inexistente a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, Marcemino Zago interpõe agravo regimental. 2. Consoante afirma “independentemente da modalidade de agravo como explicitado nas razões da Reclamação trata-se unicamente de erro formal quanto ao endereçamento da peça, todavia, os fundamentos estão de acordo e atacam nitidamente a decisão que não conheceu do Recurso Extraordinário”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F11B-8FC3-CF2C-8318 e senha 8023-E641-115F-D8F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental da reclamante: Vistos etc. 1. Trata-se de Reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Marcemino Zago contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nos autos do Processo n 0045170-23.2009.8.24.0038, que, ao negar seguimento ao recurso extraordinário e ao agravo, supostamente teria usurpado a competência deste Supremo Tribunal Federal. 2. O reclamada argumenta com a usurpação da competência desta Suprema Corte, pois em seu entender “quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição Federal e após a apresentação das contrarrazões, os autos são enviados aos tribunais superiores, independentemente de ser feito juízo de admissibilidade”. 3. Deixo de citar a parte beneficiária do ato judicial reclamado, em razão da manifesta improcedência do pedido. Igualmente, dispenso a intimação da autoridade reclamada para prestar informações, bem como do Procurador-Geral da República para ofertar parecer, por tratar a demanda de matéria repetitiva. É o relatório. Decido. 1. Verifico que a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo reclamante ao fundamento de que não há repercussão geral na controvérsia com fundamento no que decidido no ARE 748.371 (Tema 660). Manejado agravo a esta Suprema Corte, a autoridade reclamada negou-lhe seguimento por manifestamente incabível nos termos do art. 1.042, § 2..., do Código de Processo Civil/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental da reclamante: Vistos etc. 1. Trata-se de Reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Marcemino Zago contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nos autos do Processo n 0045170-23.2009.8.24.0038, que, ao negar seguimento ao recurso extraordinário e ao agravo, supostamente teria usurpado a competência deste Supremo Tribunal Federal. 2. O reclamada argumenta com a usurpação da competência desta Suprema Corte, pois em seu entender “quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição Federal e após a apresentação das contrarrazões, os autos são enviados aos tribunais superiores, independentemente de ser feito juízo de admissibilidade”. 3. Deixo de citar a parte beneficiária do ato judicial reclamado, em razão da manifesta improcedência do pedido. Igualmente, dispenso a intimação da autoridade reclamada para prestar informações, bem como do Procurador-Geral da República para ofertar parecer, por tratar a demanda de matéria repetitiva. É o relatório. Decido. 1. Verifico que a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo reclamante ao fundamento de que não há repercussão geral na controvérsia com fundamento no que decidido no ARE 748.371 (Tema 660). Manejado agravo a esta Suprema Corte, a autoridade reclamada negou-lhe seguimento por manifestamente incabível nos termos do art. 1.042, § 2..., do Código de Processo Civil/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC 2. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC 2. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. 3. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). 4. Registro que o Código de Processo Civil/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2..., o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral, verbis: Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: I – negar seguimento: a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral; § 2... Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. 5. Já o art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. Confira-se: Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). 4. Registro que o Código de Processo Civil/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2..., o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral, verbis: Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: I – negar seguimento: a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral; § 2... Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. 5. Já o art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. Confira-se: Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC fundada na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos. (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) 6. Ante o exposto, ausente usurpação da competência desta Suprema Corte, forte no art. 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação. Nada colhe o agravo regimental. Consoante emerge dos autos, a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina não conheceu do agravo interposto pelo reclamante com fulcro no art. 1.042 do Código de Processo Civil, por incabível contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento em decisão desta Suprema Corte que afastou a repercussão geral da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, na hipótese em que o julgamento da causa depender de prévia análise das normas infraconstitucionais (Tema 660). O agravante insiste na usurpação da competência desta Suprema Corte, bem como na admissibilidade do recurso extraordinário por violação da coisa julgada. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC fundada na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos. (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) 6. Ante o exposto, ausente usurpação da competência desta Suprema Corte, forte no art. 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação. Nada colhe o agravo regimental. Consoante emerge dos autos, a Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina não conheceu do agravo interposto pelo reclamante com fulcro no art. 1.042 do Código de Processo Civil, por incabível contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com fundamento em decisão desta Suprema Corte que afastou a repercussão geral da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, na hipótese em que o julgamento da causa depender de prévia análise das normas infraconstitucionais (Tema 660). O agravante insiste na usurpação da competência desta Suprema Corte, bem como na admissibilidade do recurso extraordinário por violação da coisa julgada. Com relação à modalidade recursal cabível em face de juízo de admissibilidade de recurso extraordinário com fundamento em precedente de repercussão geral, cabem alguns esclarecimentos. No julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, bem como nas Reclamações 7.569 e 7.547, este Pretório Excelso firmou a orientação de que incabível o agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/73 contra decisão que, considerada a negativa de repercussão geral firmada no âmbito desta Suprema Corte, indefere o processamento do apelo extremo. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Confira-se: Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem (AI 760358 QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 19.2.2010) RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). Registro que o Código de Processo Civil/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2..., o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral. Por sua vez, o art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. No caso, a matéria controversa na presente reclamação refere-se à admissibilidade de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina por violação do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, ao argumento de não respeitada a coisa julgada formal. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748371, afastou a existência de repercussão geral sobre a matéria: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação (Rcl 7569/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 11.12.2009). Registro que o Código de Processo Civil/2015 passou a prever, expressamente, em seu art. 1.030, § 2..., o cabimento do agravo interno na hipótese em que negado seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral. Por sua vez, o art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015 excetuou, das hipóteses de cabimento do agravo dirigido a esta Suprema Corte, aquele interposto contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido que inadmite o apelo extremo, quando fundada, a inadmissão, na aplicação de entendimento firmado em regime de repercussão geral. No caso, a matéria controversa na presente reclamação refere-se à admissibilidade de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina por violação do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, ao argumento de não respeitada a coisa julgada formal. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748371, afastou a existência de repercussão geral sobre a matéria: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 29878 AGR / SC relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse contexto, o ato decisório reclamado está em conformidade com a nova sistemática recursal disciplinada no Código de Processo Civil/2015. Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental da reclamante. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Supremo Tribunal Federal RCL 29878 AGR / SC relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse contexto, o ato decisório reclamado está em conformidade com a nova sistemática recursal disciplinada no Código de Processo Civil/2015. Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental da reclamante. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFC-CF4E-8F7E-D3C1 e senha 8E54-851E-53EC-32B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5..., inciso II, e 1.037, § 13..., inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-9317-676C-8BAA e senha 6216-DFBA-D487-4513 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) :JONATHAN ZAGO APPI AGDO.(A/S) :BANCO BMG SA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5..., inciso II, e 1.037, § 13..., inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-9317-676C-8BAA e senha 6216-DFBA-D487-4513 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) : JONATHAN ZAGO APPI (69868/RS, 25675/SC) AGDO.(A/S) : BANCO BMG SA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62E7-C133-794F-FCED e senha 641B-D2E0-4ECF-0E11 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.878 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MARCEMINO ZAGO ADV.(A/S) : JONATHAN ZAGO APPI (69868/RS, 25675/SC) AGDO.(A/S) : BANCO BMG SA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62E7-C133-794F-FCED e senha 641B-D2E0-4ECF-0E11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 29 . 878", "Processo n 0045170 - 23 . 2009 . 8 . 24 . 0038", "ARE 748 . 371", "Processo n 0045170 - 23 . 2009 . 8 . 24 . 0038", "ARE 748 . 371", "AI 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "AI 760358 QO / SE", "RCL 29878 AGR / SC", "AI 760 . 358", "Reclamações", "AI 760358 QO / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 336 -", "Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE", "RECURSO", "Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE", "Rcl 7569 / SP", "Rcl 7569 / SP", "AI 760 . 358", "Reclamações", "RCL 29878", "AI 760 . 358", "Reclamações 7 .", "RCL 29878 AGR", "AI 760358 QO / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 336 - RG /", "Súmula Supremo Tribunal Federal 727 . 2", "Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE", "AI 760358 QO / SE", "Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE", "Rcl 7569 / SP", "ARE 748371", "Rcl 7569 / SP", "ARE 748371", "RCL 29878", "RECLAMAÇÃO 29 . 878", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 1 . 042 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 1 . 042 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil / 73", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil / 73", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "§ 4 .", "Código de Processo Civil", "328", "-", "A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328", "-", "A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 256", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 256", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "§", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - B do Código de", "328", "-", "A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328", "-", "A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil anterior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil anterior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG SA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG SA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG SA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE ORIGEM", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "SC", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno", "TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "BANCO BMG SA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "BANCO BMG SA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG SA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO BMG SA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MARCEMINO ZAGO", "JONATHAN ZAGO APPI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MARCEMINO ZAGO", "JONATHAN ZAGO APPI", "Rosa Weber", "Marcemino Zago", "ROSA WEBER", "MARCEMINO ZAGO", "JONATHAN ZAGO APPI", "Rosa Weber", "Marcemino Zago", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Marcemino Zago", "Rosa Weber", "Marcemino Zago", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER RCL", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MARCEMINO ZAGO", "JONATHAN ZAGO APPI", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCEMINO ZAGO", "JONATHAN ZAGO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCEMINO ZAGO", "JONATHAN ZAGO APPI", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "MARCEMINO ZAGO", "JONATHAN ZAGO APPI", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DESCONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, negaram provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Alexandre de Moraes Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 420F-A31F-4B83-A0B9 e senha 744B-477D-4B5F-0BC9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 1041305 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 420F-A31F-4B83-A0B9 e senha 744B-477D-4B5F-0BC9 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 420F-A31F-4B83-A0B9 e senha 744B-477D-4B5F-0BC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que conheceu do Agravo e deu provimento ao Recurso Extraordinário para julgar procedente o pedido inicial. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão demanda reanálise de fatos e provas; e (b) as razões recursais são deficientes a teor da Súmula 284 do STF. No mais, alega questões de mérito recursal aduzindo em suma, que inexiste inconstitucionalidade na norma em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24C6-E4CC-F190-5775 e senha 5C48-B968-A78D-4BC3 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que conheceu do Agravo e deu provimento ao Recurso Extraordinário para julgar procedente o pedido inicial. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão demanda reanálise de fatos e provas; e (b) as razões recursais são deficientes a teor da Súmula 284 do STF. No mais, alega questões de mérito recursal aduzindo em suma, que inexiste inconstitucionalidade na norma em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24C6-E4CC-F190-5775 e senha 5C48-B968-A78D-4BC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (Doc. 2). A Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios ajuizou Ação Direita de Inconstitucionalidade em face da Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, que dispõe sobre a obrigatoriedade de emissão de atestados médicos digitais em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no âmbito do Distrito Federal. Sustenta, em suma, que houve interferência indevida do Poder Legislativo na seara administrativa, com violação dos princípios da reserva de administração, independência e separação dos poderes. Intimados para apresentar informações, o Governador (Doc.1, fls. 17-25) e a Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Doc.1, fls. 28-34) manifestaram-se pela improcedência dos pedidos. Posteriormente, o Tribunal de origem rejeitou o pedido de ingresso como amicus curiae solicitado pela Deputada Distrital Sandra Faraj Cavalcante (Doc. 1, fls. 65-68). Ato contínuo, o Tribunal proferiu acórdão ementado nos seguintes termos (Doc. 2, fls. 1-2): AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INADMISSIBILIDADE DO INGRESSO NO FEITO DE PARLAMENTAR NA QUALIDADE DE AMICUS CURIAE PRECEDENTES DO STF. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. LEI 5.526, DE 26 DE AGOSTO DE 2015, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (Doc. 2). A Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios ajuizou Ação Direita de Inconstitucionalidade em face da Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, que dispõe sobre a obrigatoriedade de emissão de atestados médicos digitais em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no âmbito do Distrito Federal. Sustenta, em suma, que houve interferência indevida do Poder Legislativo na seara administrativa, com violação dos princípios da reserva de administração, independência e separação dos poderes. Intimados para apresentar informações, o Governador (Doc.1, fls. 17-25) e a Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Doc.1, fls. 28-34) manifestaram-se pela improcedência dos pedidos. Posteriormente, o Tribunal de origem rejeitou o pedido de ingresso como amicus curiae solicitado pela Deputada Distrital Sandra Faraj Cavalcante (Doc. 1, fls. 65-68). Ato contínuo, o Tribunal proferiu acórdão ementado nos seguintes termos (Doc. 2, fls. 1-2): AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INADMISSIBILIDADE DO INGRESSO NO FEITO DE PARLAMENTAR NA QUALIDADE DE AMICUS CURIAE PRECEDENTES DO STF. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. LEI 5.526, DE 26 DE AGOSTO DE 2015, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF QUE DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE EMISSÃO DE ATESTADOS MÉDICOS DIGITAIS. PROJETO DE LEI DE INICIATIVA DE PARLAMENTAR. DIPLOMA QUE NÃO INVADE COMPETÊNCIA RESERVADA AO PODER EXECUTIVO IMPROCEDÊNCIA. A jurisprudência do STF proclama que não é possível o deferimento do pedido de ingresso de pessoa física, ainda que deputado estadual, na qualidade de amicus curiae. Conforme entendimento do STF, as hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar, em matéria legislativa, estão previstas em numerus clausus e, assim, devem ser interpretadas restritivamente. Demonstrado que a Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, de iniciativa parlamentar, não aumenta despesas e não afeta as atribuições da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, não se vislumbra, do ponto de vista formal, agrestia à ordem constitucional vigente. Irresignada, a Douta Procuradoria-Geral de Justiça interpôs Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, a e c, da Constituição Federal, alegando violação aos arts. 2º; 61, § 1º, II, b; e 63, I, da Constituição Federal de 1988. Sustenta, em suma: (a) violação ao princípio da separação dos poderes; e (b) afronta da legitimidade para propositura de normas que disponham sobre a organização e o funcionamento da administração pública, implicando nítido aumento de despesas em projeto de lei de iniciativa privativa do titular do Poder Executivo (Doc. 3, fl. 3). Em contrarrazões, a Câmara Legislativa alega que (a) a repercussão geral da matéria não está devidamente fundamentada; (b) não foi cumprido o requisito do prequestionamento; (c) trata-se de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal; (d) a matéria não se encontra entre 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF QUE DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE EMISSÃO DE ATESTADOS MÉDICOS DIGITAIS. PROJETO DE LEI DE INICIATIVA DE PARLAMENTAR. DIPLOMA QUE NÃO INVADE COMPETÊNCIA RESERVADA AO PODER EXECUTIVO IMPROCEDÊNCIA. A jurisprudência do STF proclama que não é possível o deferimento do pedido de ingresso de pessoa física, ainda que deputado estadual, na qualidade de amicus curiae. Conforme entendimento do STF, as hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar, em matéria legislativa, estão previstas em numerus clausus e, assim, devem ser interpretadas restritivamente. Demonstrado que a Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, de iniciativa parlamentar, não aumenta despesas e não afeta as atribuições da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, não se vislumbra, do ponto de vista formal, agrestia à ordem constitucional vigente. Irresignada, a Douta Procuradoria-Geral de Justiça interpôs Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, a e c, da Constituição Federal, alegando violação aos arts. 2º; 61, § 1º, II, b; e 63, I, da Constituição Federal de 1988. Sustenta, em suma: (a) violação ao princípio da separação dos poderes; e (b) afronta da legitimidade para propositura de normas que disponham sobre a organização e o funcionamento da administração pública, implicando nítido aumento de despesas em projeto de lei de iniciativa privativa do titular do Poder Executivo (Doc. 3, fl. 3). Em contrarrazões, a Câmara Legislativa alega que (a) a repercussão geral da matéria não está devidamente fundamentada; (b) não foi cumprido o requisito do prequestionamento; (c) trata-se de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal; (d) a matéria não se encontra entre 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF àquelas sujeitas à reserva de administração; (e) a efetivação da Lei 5.526/2015 não acarreta aumento de despesas. A Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, ao fundamento de que incidem os óbices constantes nas Súmulas 279 e 284 (no que se refere ao artigo 102, III, c, da CF/1988), ambas desta CORTE. Em sede de Agravo, o Parquet sustenta a desnecessidade de análise dos fatos e provas, bem como que houve efetiva violação de dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que foram preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão ao recorrente. In casu, a Lei Distrital 5.526/2015 prevê a obrigatoriedade de toda a rede hospitalar pública e privada do Distrito Federal emitir atestados médicos digitais (e-Atestados); determina, ainda, que as despesas decorrentes da execução desta Lei corram à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Vejamos seus termos: Art. 1º Fica instituída a obrigatoriedade da emissão de atestados médicos digitais, denominados e-Atestados, em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no Distrito Federal. Parágrafo único. Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, pode ser emitido o atestado em papel. Art. 2º Os hospitais públicos e privados e os médicos devem se adaptar à exigência constante do art. 1º no prazo máximo de 1 ano a partir da publicação desta Lei. Art. 3º Os atestados digitais devem ser certificados por órgãos oficiais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF àquelas sujeitas à reserva de administração; (e) a efetivação da Lei 5.526/2015 não acarreta aumento de despesas. A Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, ao fundamento de que incidem os óbices constantes nas Súmulas 279 e 284 (no que se refere ao artigo 102, III, c, da CF/1988), ambas desta CORTE. Em sede de Agravo, o Parquet sustenta a desnecessidade de análise dos fatos e provas, bem como que houve efetiva violação de dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que foram preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão ao recorrente. In casu, a Lei Distrital 5.526/2015 prevê a obrigatoriedade de toda a rede hospitalar pública e privada do Distrito Federal emitir atestados médicos digitais (e-Atestados); determina, ainda, que as despesas decorrentes da execução desta Lei corram à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Vejamos seus termos: Art. 1º Fica instituída a obrigatoriedade da emissão de atestados médicos digitais, denominados e-Atestados, em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no Distrito Federal. Parágrafo único. Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, pode ser emitido o atestado em papel. Art. 2º Os hospitais públicos e privados e os médicos devem se adaptar à exigência constante do art. 1º no prazo máximo de 1 ano a partir da publicação desta Lei. Art. 3º Os atestados digitais devem ser certificados por órgãos oficiais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF Art. 4º A infração às disposições desta Lei acarreta multa estipulada pelo decreto regulamentador. Art. 5º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 dias, contados de sua publicação. Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta Lei correm à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 26 de agosto de 2015. Acerca da iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (artigo 61, da CF/1988), assim me manifestei em sede doutrinária: As referidas matérias cuja discussão legislativa dependem da iniciativa privativa do Presidente da República (CF, art. 61, §1º) são de observância obrigatória pelos Estados-Membros que, ao disciplinar o processo legislativo no âmbito das respectivas Constituições estaduais, não poderão afastar-se da disciplina constitucional federal, sob pena de nulidade da lei. Assim, por exemplo, a iniciativa reservada das leis que versem o regime jurídico dos servidores públicos revela-se, enquanto prerrogativa conferida pela Carta Política do Chefe do Poder Executivo, projeção específica do princípio da separação dos poderes, incidindo em inconstitucionalidade formal a norma inscrita em Constituição do Estado que, subtraindo a disciplina da matéria ao domínio normativo da lei, dispõe sobre provimento de cargos que integram a estrutura jurídico- administrativa do Poder Executivo Local. A Constituição Federal inseriu, ainda, na esfera de atribuições do Executivo, o poder de elaborar e de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF Art. 4º A infração às disposições desta Lei acarreta multa estipulada pelo decreto regulamentador. Art. 5º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 dias, contados de sua publicação. Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta Lei correm à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 26 de agosto de 2015. Acerca da iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (artigo 61, da CF/1988), assim me manifestei em sede doutrinária: As referidas matérias cuja discussão legislativa dependem da iniciativa privativa do Presidente da República (CF, art. 61, §1º) são de observância obrigatória pelos Estados-Membros que, ao disciplinar o processo legislativo no âmbito das respectivas Constituições estaduais, não poderão afastar-se da disciplina constitucional federal, sob pena de nulidade da lei. Assim, por exemplo, a iniciativa reservada das leis que versem o regime jurídico dos servidores públicos revela-se, enquanto prerrogativa conferida pela Carta Política do Chefe do Poder Executivo, projeção específica do princípio da separação dos poderes, incidindo em inconstitucionalidade formal a norma inscrita em Constituição do Estado que, subtraindo a disciplina da matéria ao domínio normativo da lei, dispõe sobre provimento de cargos que integram a estrutura jurídico- administrativa do Poder Executivo Local. A Constituição Federal inseriu, ainda, na esfera de atribuições do Executivo, o poder de elaborar e de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF encaminhar ao Legislativo o projeto de lei referente ao orçamento anual, função esta que deverá observar somente as limitações da própria Carta Magna, da lei de diretrizes orçamentárias e do plano plurianual, inexistindo possibilidade, sob pena de afronta à Separação dos Poderes, consagrada textualmente na Constituição Federal, do Poder Judiciário determinar ao Presidente da República a inclusão, no texto do projeto de lei orçamentária anual, de cláusulas pertinente à fixação da despesa pública, com a consequente alocação de recursos financeiros destinados a satisfazer a determinados encargos. (Direito Constitucional. 33ª ed. São Paulo: Atlas, 2017; p. 682-683) Na mesma linha, esta SUPREMA CORTE já assentou o entendimento de que leis de iniciativa do Poder Legislativo que interferem na organização de órgãos, entidades, servidores públicos, ou que, em decorrência desta interferência, acarretem despesas para o Poder Executivo, violam a independência e separação dos poderes. A propósito, citem-se os seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL, DE INICIATIVA PARLAMENTAR, QUE INTERVÉM NO REGIME JURÍDICO DE SERVIDORES PÚBLICOS VINCULADOS AO PODER EXECUTIVO - USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO - INCONSTITUCIONALIDADE - CONTEÚDO MATERIAL DO DIPLOMA LEGISLATIVO IMPUGNADO (LEI Nº 6.161/2000, ART. 70) QUE TORNA SEM EFEITO ATOS ADMINISTRATIVOS EDITADOS PELO GOVERNADOR DO ESTADO - IMPOSSIBILIDADE - OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA, COM EFICÁCIA EX TUNC. PROCESSO LEGISLATIVO E 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF encaminhar ao Legislativo o projeto de lei referente ao orçamento anual, função esta que deverá observar somente as limitações da própria Carta Magna, da lei de diretrizes orçamentárias e do plano plurianual, inexistindo possibilidade, sob pena de afronta à Separação dos Poderes, consagrada textualmente na Constituição Federal, do Poder Judiciário determinar ao Presidente da República a inclusão, no texto do projeto de lei orçamentária anual, de cláusulas pertinente à fixação da despesa pública, com a consequente alocação de recursos financeiros destinados a satisfazer a determinados encargos. (Direito Constitucional. 33ª ed. São Paulo: Atlas, 2017; p. 682-683) Na mesma linha, esta SUPREMA CORTE já assentou o entendimento de que leis de iniciativa do Poder Legislativo que interferem na organização de órgãos, entidades, servidores públicos, ou que, em decorrência desta interferência, acarretem despesas para o Poder Executivo, violam a independência e separação dos poderes. A propósito, citem-se os seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL, DE INICIATIVA PARLAMENTAR, QUE INTERVÉM NO REGIME JURÍDICO DE SERVIDORES PÚBLICOS VINCULADOS AO PODER EXECUTIVO - USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO - INCONSTITUCIONALIDADE - CONTEÚDO MATERIAL DO DIPLOMA LEGISLATIVO IMPUGNADO (LEI Nº 6.161/2000, ART. 70) QUE TORNA SEM EFEITO ATOS ADMINISTRATIVOS EDITADOS PELO GOVERNADOR DO ESTADO - IMPOSSIBILIDADE - OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA, COM EFICÁCIA EX TUNC. PROCESSO LEGISLATIVO E 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS. - O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer conseqüência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte. Precedentes. Doutrina. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina. RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, desse modo, ao Poder Legislativo, sob pena de grave desrespeito ao postulado da separação de poderes, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS. - O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer conseqüência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte. Precedentes. Doutrina. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (CF, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina. RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, desse modo, ao Poder Legislativo, sob pena de grave desrespeito ao postulado da separação de poderes, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo, no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (ADI 2.364 MC / AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 14/12/2001) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI QUE INTERFERE SOBRE ATRIBUIÇÕES DE SECRETARIA DE ESTADO EM MATÉRIA SUJEITA À RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO. 1. Lei que determina que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo envie aviso de vencimento da validade da Carteira Nacional de Habilitação a seus respectivos portadores. Matéria de reserva de administração, ensejando ônus administrativo ilegítimo. 2. Procedência da ação direta de inconstitucionalidade. (ADI 3.169 / SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 19/2/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE LEI Nº 10.640/1998 DO ESTADO DE SANTA CATARINA DIPLOMA LEGISLATIVO QUE RESULTOU DE INICIATIVA PARLAMENTAR CONCESSÃO DE VALE- TRANSPORTE A SERVIDORES PÚBLICOS, INDEPENDENTEMENTE DA DISTÂNCIA DO DESLOCAMENTO USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA DO PROCESSO LEGISLATIVO RESERVADO, NOTADAMENTE, AO GOVERNADOR DO ESTADO OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo, no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (ADI 2.364 MC / AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 14/12/2001) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI QUE INTERFERE SOBRE ATRIBUIÇÕES DE SECRETARIA DE ESTADO EM MATÉRIA SUJEITA À RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO. 1. Lei que determina que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo envie aviso de vencimento da validade da Carteira Nacional de Habilitação a seus respectivos portadores. Matéria de reserva de administração, ensejando ônus administrativo ilegítimo. 2. Procedência da ação direta de inconstitucionalidade. (ADI 3.169 / SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 19/2/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE LEI Nº 10.640/1998 DO ESTADO DE SANTA CATARINA DIPLOMA LEGISLATIVO QUE RESULTOU DE INICIATIVA PARLAMENTAR CONCESSÃO DE VALE- TRANSPORTE A SERVIDORES PÚBLICOS, INDEPENDENTEMENTE DA DISTÂNCIA DO DESLOCAMENTO USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA DO PROCESSO LEGISLATIVO RESERVADO, NOTADAMENTE, AO GOVERNADOR DO ESTADO OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo legislativo, que resulte da usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente editado. Situação ocorrente na espécie, em que diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, institui vale-transporte em favor de servidores públicos, independentemente da distância do seu deslocamento: concessão de vantagem que, além de interferir no regime jurídico dos servidores públicos locais, também importa em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 RTJ 132/1059 RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo a ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula nº 5/STF, motivada pela superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) A locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo legislativo, que resulte da usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente editado. Situação ocorrente na espécie, em que diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, institui vale-transporte em favor de servidores públicos, independentemente da distância do seu deslocamento: concessão de vantagem que, além de interferir no regime jurídico dos servidores públicos locais, também importa em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 RTJ 132/1059 RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo a ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula nº 5/STF, motivada pela superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) A locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. (ADI 1809 / SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, Dje. 10/08/2017) Ademais, a determinação legal para que os hospitais da rede privada emitam atestados digitais também está eivada de inconstitucionalidade formal, visto que fere a iniciativa privativa da União para legislar sobre Direito Civil (art. 22, I, da CF/88). A propósito, citem-se os seguintes precedentes: Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei estadual que regula obrigações relativas a serviços de assistência médico-hospitalar regidos por contratos de natureza privada, universalizando a cobertura de doenças (Lei nº 11.446/1997, do Estado de Pernambuco). 3. Vício formal. 4. Competência privativa da União para legislar sobre direito civil, comercial e sobre política de seguros (CF, art. 22, I e VII). 5. Precedente: ADI no 1.595-MC/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19.12.2002, Pleno, maioria. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente (ADI nº 1.646, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJ de 7/12/2006). Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 11.265/02 do Estado de São Paulo. Seguro obrigatório. Eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Inconstitucionalidade formal. Competência privativa da União. 1. Lei estadual nº 11.265/02, que instituiu a obrigatoriedade de cobertura de seguro de acidentes pessoais coletivos em eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Competência privativa da União para legislar sobre Direito Civil, Direito Comercial e política de seguros (CF, art. 22, I e VII). 2. Não se trata de legislação concernente à proteção dos consumidores (CF, art. 24, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. (ADI 1809 / SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, Dje. 10/08/2017) Ademais, a determinação legal para que os hospitais da rede privada emitam atestados digitais também está eivada de inconstitucionalidade formal, visto que fere a iniciativa privativa da União para legislar sobre Direito Civil (art. 22, I, da CF/88). A propósito, citem-se os seguintes precedentes: Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei estadual que regula obrigações relativas a serviços de assistência médico-hospitalar regidos por contratos de natureza privada, universalizando a cobertura de doenças (Lei nº 11.446/1997, do Estado de Pernambuco). 3. Vício formal. 4. Competência privativa da União para legislar sobre direito civil, comercial e sobre política de seguros (CF, art. 22, I e VII). 5. Precedente: ADI no 1.595-MC/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19.12.2002, Pleno, maioria. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente (ADI nº 1.646, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJ de 7/12/2006). Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 11.265/02 do Estado de São Paulo. Seguro obrigatório. Eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Inconstitucionalidade formal. Competência privativa da União. 1. Lei estadual nº 11.265/02, que instituiu a obrigatoriedade de cobertura de seguro de acidentes pessoais coletivos em eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Competência privativa da União para legislar sobre Direito Civil, Direito Comercial e política de seguros (CF, art. 22, I e VII). 2. Não se trata de legislação concernente à proteção dos consumidores (CF, art. 24, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF inciso VII, §§ 1º e 2º), de competência legislativa concorrente dos estados-membros, pois a lei impugnada não se limita a regular as relações entre os consumidores e os prestadores de serviço, nem a dispor sobre responsabilidade por dano ao consumidor. Na verdade, cria hipótese de condicionamento da realização de alguns espetáculos ou eventos à existência de contrato de seguro obrigatório de acidentes pessoais coletivos. 3. Não obstante a boa intenção do legislador paulista de proteger o espectador, a lei do Estado de São Paulo criou nova modalidade de seguro obrigatório, além daquelas previstas no art. 20 do Decreto-Lei federal nº 73/66 e em outros diplomas federais, invadindo a competência privativa da União para legislar sobre direito civil, direito comercial e política de seguros (CF, art. 22, I e VII). 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 3.402, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 11/12/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 10.989/93 DO ESTADO DE PERNAMBUCO. EDUCAÇÃO: SERVIÇO PÚBLICO NÃO PRIVATIVO. MENSALIDADES ESCOLARES. FIXAÇÃO DA DATA DE VENCIMENTO. MATÉRIA DE DIREITO CONTRATUAL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Os serviços de educação, seja os prestados pelo Estado, seja os prestados por particulares, configuram serviço público não privativo, podendo ser desenvolvidos pelo setor privado independentemente de concessão, permissão ou autorização. 2. Nos termos do artigo 22, inciso I, da Constituição do Brasil, compete à União legislar sobre direito civil. 3. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente. (ADI 1.007/PE, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJ 24/02/2006) Por pertinente, citem-se os seguintes trechos de voto que 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF inciso VII, §§ 1º e 2º), de competência legislativa concorrente dos estados-membros, pois a lei impugnada não se limita a regular as relações entre os consumidores e os prestadores de serviço, nem a dispor sobre responsabilidade por dano ao consumidor. Na verdade, cria hipótese de condicionamento da realização de alguns espetáculos ou eventos à existência de contrato de seguro obrigatório de acidentes pessoais coletivos. 3. Não obstante a boa intenção do legislador paulista de proteger o espectador, a lei do Estado de São Paulo criou nova modalidade de seguro obrigatório, além daquelas previstas no art. 20 do Decreto-Lei federal nº 73/66 e em outros diplomas federais, invadindo a competência privativa da União para legislar sobre direito civil, direito comercial e política de seguros (CF, art. 22, I e VII). 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 3.402, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 11/12/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 10.989/93 DO ESTADO DE PERNAMBUCO. EDUCAÇÃO: SERVIÇO PÚBLICO NÃO PRIVATIVO. MENSALIDADES ESCOLARES. FIXAÇÃO DA DATA DE VENCIMENTO. MATÉRIA DE DIREITO CONTRATUAL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Os serviços de educação, seja os prestados pelo Estado, seja os prestados por particulares, configuram serviço público não privativo, podendo ser desenvolvidos pelo setor privado independentemente de concessão, permissão ou autorização. 2. Nos termos do artigo 22, inciso I, da Constituição do Brasil, compete à União legislar sobre direito civil. 3. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente. (ADI 1.007/PE, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJ 24/02/2006) Por pertinente, citem-se os seguintes trechos de voto que 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF proferi por ocasião do julgamento da ADI 451, transitada em julgado em 17/3/2018: Como tive a oportunidade de manifestar no voto proferido na ADI 907, o federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito , que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade do Direito ser respeitoso com as interpretações envolvendo diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de Direito Constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por CANOTILHO (Direito Constitucional e Teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 ss), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LUCA LEVI: a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF proferi por ocasião do julgamento da ADI 451, transitada em julgado em 17/3/2018: Como tive a oportunidade de manifestar no voto proferido na ADI 907, o federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito , que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade do Direito ser respeitoso com as interpretações envolvendo diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de Direito Constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por CANOTILHO (Direito Constitucional e Teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 ss), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LUCA LEVI: a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF Federal. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO, (Coord.) Dicionário de política . v. I, p. 482). (...) O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, tanto para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, quanto em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, portanto, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos, União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, e a partir dessas opções pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (CF, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-membros e Municípios (CF, arts. 24 e 30, inciso I). (...) Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional, dos quais constam, com relevo para o presente caso, o Direito Civil e o Direito do Trabalho. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF Federal. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO, (Coord.) Dicionário de política . v. I, p. 482). (...) O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, tanto para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, quanto em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, portanto, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos, União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, e a partir dessas opções pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (CF, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-membros e Municípios (CF, arts. 24 e 30, inciso I). (...) Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional, dos quais constam, com relevo para o presente caso, o Direito Civil e o Direito do Trabalho. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF É o que ocorre em relação ao art. 1º da legislação examinada, onde fica evidente a usurpação da competência da União para legislar em matéria de direito do trabalho (art. 22, I, da CF), de natureza privativa, por opção do legislador constituinte. Esse dispositivo, ao obrigar que o serviço de guarda e vigilância de veículos automotores em estacionamentos privados seja desempenhado por vigilantes especialmente contratados para serem postados à entrada e saída do estabelecimento, interferiu indevidamente nas relações trabalhistas estabelecidas nesse tipo de serviço, impelindo- o a contratar empregados com função determinada. (...) Está caracterizada, portanto, a inconstitucionalidade formal do art. 1º da Lei 1.748/1990, do Estado do Rio de Janeiro por ferimento direto ao artigo 22, inciso I, do texto constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para, desde logo, DAR PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido. Publique-se. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF É o que ocorre em relação ao art. 1º da legislação examinada, onde fica evidente a usurpação da competência da União para legislar em matéria de direito do trabalho (art. 22, I, da CF), de natureza privativa, por opção do legislador constituinte. Esse dispositivo, ao obrigar que o serviço de guarda e vigilância de veículos automotores em estacionamentos privados seja desempenhado por vigilantes especialmente contratados para serem postados à entrada e saída do estabelecimento, interferiu indevidamente nas relações trabalhistas estabelecidas nesse tipo de serviço, impelindo- o a contratar empregados com função determinada. (...) Está caracterizada, portanto, a inconstitucionalidade formal do art. 1º da Lei 1.748/1990, do Estado do Rio de Janeiro por ferimento direto ao artigo 22, inciso I, do texto constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para, desde logo, DAR PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido. Publique-se. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado improcedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43EB-194F-8BC0-B0CE e senha B29F-0AF4-0586-865B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado improcedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43EB-194F-8BC0-B0CE e senha B29F-0AF4-0586-865B Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHAES (17700/DF, 157005/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0734-9FE7-CA8D-7315 e senha 1766-2B02-B717-C29C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHAES (17700/DF, 157005/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0734-9FE7-CA8D-7315 e senha 1766-2B02-B717-C29C Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749318673
2019-02-22T00:00:00
2019-03-11T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DESCONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur399456
Número de páginas: 18. Análise: 26/03/2019, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1041305
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1041305 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHAES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DESCONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, negaram provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Alexandre de Moraes Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 420F-A31F-4B83-A0B9 e senha 744B-477D-4B5F-0BC9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 1041305 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 420F-A31F-4B83-A0B9 e senha 744B-477D-4B5F-0BC9 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 420F-A31F-4B83-A0B9 e senha 744B-477D-4B5F-0BC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que conheceu do Agravo e deu provimento ao Recurso Extraordinário para julgar procedente o pedido inicial. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão demanda reanálise de fatos e provas; e (b) as razões recursais são deficientes a teor da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. No mais, alega questões de mérito recursal aduzindo em suma, que inexiste inconstitucionalidade na norma em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24C6-E4CC-F190-5775 e senha 5C48-B968-A78D-4BC3 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que conheceu do Agravo e deu provimento ao Recurso Extraordinário para julgar procedente o pedido inicial. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão demanda reanálise de fatos e provas; e (b) as razões recursais são deficientes a teor da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. No mais, alega questões de mérito recursal aduzindo em suma, que inexiste inconstitucionalidade na norma em questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24C6-E4CC-F190-5775 e senha 5C48-B968-A78D-4BC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (Doc. 2). A Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios ajuizou Ação Direita de Inconstitucionalidade em face da Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, que dispõe sobre a obrigatoriedade de emissão de atestados médicos digitais em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no âmbito do Distrito Federal. Sustenta, em suma, que houve interferência indevida do Poder Legislativo na seara administrativa, com violação dos princípios da reserva de administração, independência e separação dos poderes. Intimados para apresentar informações, o Governador (Doc.1, fls. 17-25) e a Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Doc.1, fls. 28-34) manifestaram-se pela improcedência dos pedidos. Posteriormente, o Tribunal de origem rejeitou o pedido de ingresso como amicus curiae solicitado pela Deputada Distrital Sandra Faraj Cavalcante (Doc. 1, fls. 65-68). Ato contínuo, o Tribunal proferiu acórdão ementado nos seguintes termos (Doc. 2, fls. 1-2): AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INADMISSIBILIDADE DO INGRESSO NO FEITO DE PARLAMENTAR NA QUALIDADE DE AMICUS CURIAE PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. LEI 5.526, DE 26 DE AGOSTO DE 2015, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (Doc. 2). A Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios ajuizou Ação Direita de Inconstitucionalidade em face da Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, que dispõe sobre a obrigatoriedade de emissão de atestados médicos digitais em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no âmbito do Distrito Federal. Sustenta, em suma, que houve interferência indevida do Poder Legislativo na seara administrativa, com violação dos princípios da reserva de administração, independência e separação dos poderes. Intimados para apresentar informações, o Governador (Doc.1, fls. 17-25) e a Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Doc.1, fls. 28-34) manifestaram-se pela improcedência dos pedidos. Posteriormente, o Tribunal de origem rejeitou o pedido de ingresso como amicus curiae solicitado pela Deputada Distrital Sandra Faraj Cavalcante (Doc. 1, fls. 65-68). Ato contínuo, o Tribunal proferiu acórdão ementado nos seguintes termos (Doc. 2, fls. 1-2): AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INADMISSIBILIDADE DO INGRESSO NO FEITO DE PARLAMENTAR NA QUALIDADE DE AMICUS CURIAE PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. LEI 5.526, DE 26 DE AGOSTO DE 2015, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF QUE DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE EMISSÃO DE ATESTADOS MÉDICOS DIGITAIS. PROJETO DE LEI DE INICIATIVA DE PARLAMENTAR. DIPLOMA QUE NÃO INVADE COMPETÊNCIA RESERVADA AO PODER EXECUTIVO IMPROCEDÊNCIA. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal proclama que não é possível o deferimento do pedido de ingresso de pessoa física, ainda que deputado estadual, na qualidade de amicus curiae. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, as hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar, em matéria legislativa, estão previstas em numerus clausus e, assim, devem ser interpretadas restritivamente. Demonstrado que a Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, de iniciativa parlamentar, não aumenta despesas e não afeta as atribuições da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, não se vislumbra, do ponto de vista formal, agrestia à ordem constitucional vigente. Irresignada, a Douta Procuradoria-Geral de Justiça interpôs Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, a e c, da Constituição Federal, alegando violação aos arts. 2...; 61, § 1..., II, b; e 63, I, da Constituição Federal de 1988. Sustenta, em suma: (a) violação ao princípio da separação dos poderes; e (b) afronta da legitimidade para propositura de normas que disponham sobre a organização e o funcionamento da administração pública, implicando nítido aumento de despesas em projeto de lei de iniciativa privativa do titular do Poder Executivo (Doc. 3, fl. 3). Em contrarrazões, a Câmara Legislativa alega que (a) a repercussão geral da matéria não está devidamente fundamentada; (b) não foi cumprido o requisito do prequestionamento; (c) trata-se de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal; (d) a matéria não se encontra entre 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF QUE DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE EMISSÃO DE ATESTADOS MÉDICOS DIGITAIS. PROJETO DE LEI DE INICIATIVA DE PARLAMENTAR. DIPLOMA QUE NÃO INVADE COMPETÊNCIA RESERVADA AO PODER EXECUTIVO IMPROCEDÊNCIA. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal proclama que não é possível o deferimento do pedido de ingresso de pessoa física, ainda que deputado estadual, na qualidade de amicus curiae. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, as hipóteses de limitação da iniciativa parlamentar, em matéria legislativa, estão previstas em numerus clausus e, assim, devem ser interpretadas restritivamente. Demonstrado que a Lei Distrital 5.526, de 26 de agosto de 2015, de iniciativa parlamentar, não aumenta despesas e não afeta as atribuições da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, não se vislumbra, do ponto de vista formal, agrestia à ordem constitucional vigente. Irresignada, a Douta Procuradoria-Geral de Justiça interpôs Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, a e c, da Constituição Federal, alegando violação aos arts. 2...; 61, § 1..., II, b; e 63, I, da Constituição Federal de 1988. Sustenta, em suma: (a) violação ao princípio da separação dos poderes; e (b) afronta da legitimidade para propositura de normas que disponham sobre a organização e o funcionamento da administração pública, implicando nítido aumento de despesas em projeto de lei de iniciativa privativa do titular do Poder Executivo (Doc. 3, fl. 3). Em contrarrazões, a Câmara Legislativa alega que (a) a repercussão geral da matéria não está devidamente fundamentada; (b) não foi cumprido o requisito do prequestionamento; (c) trata-se de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal; (d) a matéria não se encontra entre 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF àquelas sujeitas à reserva de administração; (e) a efetivação da Lei 5.526/2015 não acarreta aumento de despesas. A Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, ao fundamento de que incidem os óbices constantes nas Súmulas 279 e 284 (no que se refere ao artigo 102, III, c, da Constituição Federal de 1988/1988), ambas desta CORTE. Em sede de Agravo, o Parquet sustenta a desnecessidade de análise dos fatos e provas, bem como que houve efetiva violação de dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que foram preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão ao recorrente. In casu, a Lei Distrital 5.526/2015 prevê a obrigatoriedade de toda a rede hospitalar pública e privada do Distrito Federal emitir atestados médicos digitais (e-Atestados); determina, ainda, que as despesas decorrentes da execução desta Lei corram à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Vejamos seus termos: Art. 1... Fica instituída a obrigatoriedade da emissão de atestados médicos digitais, denominados e-Atestados, em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no Distrito Federal. Parágrafo único. Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, pode ser emitido o atestado em papel. Art. 2... Os hospitais públicos e privados e os médicos devem se adaptar à exigência constante do art. 1... no prazo máximo de 1 ano a partir da publicação desta Lei. Art. 3... Os atestados digitais devem ser certificados por órgãos oficiais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF àquelas sujeitas à reserva de administração; (e) a efetivação da Lei 5.526/2015 não acarreta aumento de despesas. A Presidência do Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, ao fundamento de que incidem os óbices constantes nas Súmulas 279 e 284 (no que se refere ao artigo 102, III, c, da Constituição Federal de 1988/1988), ambas desta CORTE. Em sede de Agravo, o Parquet sustenta a desnecessidade de análise dos fatos e provas, bem como que houve efetiva violação de dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que foram preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão ao recorrente. In casu, a Lei Distrital 5.526/2015 prevê a obrigatoriedade de toda a rede hospitalar pública e privada do Distrito Federal emitir atestados médicos digitais (e-Atestados); determina, ainda, que as despesas decorrentes da execução desta Lei corram à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Vejamos seus termos: Art. 1... Fica instituída a obrigatoriedade da emissão de atestados médicos digitais, denominados e-Atestados, em toda a rede hospitalar pública e privada e pelos médicos em geral no Distrito Federal. Parágrafo único. Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, pode ser emitido o atestado em papel. Art. 2... Os hospitais públicos e privados e os médicos devem se adaptar à exigência constante do art. 1... no prazo máximo de 1 ano a partir da publicação desta Lei. Art. 3... Os atestados digitais devem ser certificados por órgãos oficiais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF Art. 4... A infração às disposições desta Lei acarreta multa estipulada pelo decreto regulamentador. Art. 5... O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 dias, contados de sua publicação. Art. 6... As despesas decorrentes da execução desta Lei correm à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 7... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8... Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 26 de agosto de 2015. Acerca da iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (artigo 61, da Constituição Federal de 1988/1988), assim me manifestei em sede doutrinária: As referidas matérias cuja discussão legislativa dependem da iniciativa privativa do Presidente da República (Constituição Federal de 1988, art. 61, §1...) são de observância obrigatória pelos Estados-Membros que, ao disciplinar o processo legislativo no âmbito das respectivas Constituições estaduais, não poderão afastar-se da disciplina constitucional federal, sob pena de nulidade da lei. Assim, por exemplo, a iniciativa reservada das leis que versem o regime jurídico dos servidores públicos revela-se, enquanto prerrogativa conferida pela Carta Política do Chefe do Poder Executivo, projeção específica do princípio da separação dos poderes, incidindo em inconstitucionalidade formal a norma inscrita em Constituição do Estado que, subtraindo a disciplina da matéria ao domínio normativo da lei, dispõe sobre provimento de cargos que integram a estrutura jurídico- administrativa do Poder Executivo Local. A Constituição Federal inseriu, ainda, na esfera de atribuições do Executivo, o poder de elaborar e de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF Art. 4... A infração às disposições desta Lei acarreta multa estipulada pelo decreto regulamentador. Art. 5... O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 dias, contados de sua publicação. Art. 6... As despesas decorrentes da execução desta Lei correm à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 7... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 8... Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 26 de agosto de 2015. Acerca da iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (artigo 61, da Constituição Federal de 1988/1988), assim me manifestei em sede doutrinária: As referidas matérias cuja discussão legislativa dependem da iniciativa privativa do Presidente da República (Constituição Federal de 1988, art. 61, §1...) são de observância obrigatória pelos Estados-Membros que, ao disciplinar o processo legislativo no âmbito das respectivas Constituições estaduais, não poderão afastar-se da disciplina constitucional federal, sob pena de nulidade da lei. Assim, por exemplo, a iniciativa reservada das leis que versem o regime jurídico dos servidores públicos revela-se, enquanto prerrogativa conferida pela Carta Política do Chefe do Poder Executivo, projeção específica do princípio da separação dos poderes, incidindo em inconstitucionalidade formal a norma inscrita em Constituição do Estado que, subtraindo a disciplina da matéria ao domínio normativo da lei, dispõe sobre provimento de cargos que integram a estrutura jurídico- administrativa do Poder Executivo Local. A Constituição Federal inseriu, ainda, na esfera de atribuições do Executivo, o poder de elaborar e de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF encaminhar ao Legislativo o projeto de lei referente ao orçamento anual, função esta que deverá observar somente as limitações da própria Carta Magna, da lei de diretrizes orçamentárias e do plano plurianual, inexistindo possibilidade, sob pena de afronta à Separação dos Poderes, consagrada textualmente na Constituição Federal, do Poder Judiciário determinar ao Presidente da República a inclusão, no texto do projeto de lei orçamentária anual, de cláusulas pertinente à fixação da despesa pública, com a consequente alocação de recursos financeiros destinados a satisfazer a determinados encargos. (Direito Constitucional. 33... ed. São Paulo: Atlas, 2017; p. 682-683) Na mesma linha, esta SUPREMA CORTE já assentou o entendimento de que leis de iniciativa do Poder Legislativo que interferem na organização de órgãos, entidades, servidores públicos, ou que, em decorrência desta interferência, acarretem despesas para o Poder Executivo, violam a independência e separação dos poderes. A propósito, citem-se os seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL, DE INICIATIVA PARLAMENTAR, QUE INTERVÉM NO REGIME JURÍDICO DE SERVIDORES PÚBLICOS VINCULADOS AO PODER EXECUTIVO - USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO - INCONSTITUCIONALIDADE - CONTEÚDO MATERIAL DO DIPLOMA LEGISLATIVO IMPUGNADO (LEI n 6.161/2000, ART. 70) QUE TORNA SEM EFEITO ATOS ADMINISTRATIVOS EDITADOS PELO GOVERNADOR DO ESTADO - IMPOSSIBILIDADE - OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA, COM EFICÁCIA EX TUNC. PROCESSO LEGISLATIVO E 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF encaminhar ao Legislativo o projeto de lei referente ao orçamento anual, função esta que deverá observar somente as limitações da própria Carta Magna, da lei de diretrizes orçamentárias e do plano plurianual, inexistindo possibilidade, sob pena de afronta à Separação dos Poderes, consagrada textualmente na Constituição Federal, do Poder Judiciário determinar ao Presidente da República a inclusão, no texto do projeto de lei orçamentária anual, de cláusulas pertinente à fixação da despesa pública, com a consequente alocação de recursos financeiros destinados a satisfazer a determinados encargos. (Direito Constitucional. 33... ed. São Paulo: Atlas, 2017; p. 682-683) Na mesma linha, esta SUPREMA CORTE já assentou o entendimento de que leis de iniciativa do Poder Legislativo que interferem na organização de órgãos, entidades, servidores públicos, ou que, em decorrência desta interferência, acarretem despesas para o Poder Executivo, violam a independência e separação dos poderes. A propósito, citem-se os seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL, DE INICIATIVA PARLAMENTAR, QUE INTERVÉM NO REGIME JURÍDICO DE SERVIDORES PÚBLICOS VINCULADOS AO PODER EXECUTIVO - USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO - INCONSTITUCIONALIDADE - CONTEÚDO MATERIAL DO DIPLOMA LEGISLATIVO IMPUGNADO (LEI n 6.161/2000, ART. 70) QUE TORNA SEM EFEITO ATOS ADMINISTRATIVOS EDITADOS PELO GOVERNADOR DO ESTADO - IMPOSSIBILIDADE - OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA, COM EFICÁCIA EX TUNC. PROCESSO LEGISLATIVO E 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS. - O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer conseqüência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte. Precedentes. Doutrina. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina. RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, desse modo, ao Poder Legislativo, sob pena de grave desrespeito ao postulado da separação de poderes, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS. - O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer conseqüência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte. Precedentes. Doutrina. O CONCURSO PÚBLICO REPRESENTA GARANTIA CONCRETIZADORA DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. - O respeito efetivo à exigência de prévia aprovação em concurso público qualifica-se, constitucionalmente, como paradigma de legitimação ético-jurídica da investidura de qualquer cidadão em cargos, funções ou empregos públicos, ressalvadas as hipóteses de nomeação para cargos em comissão (Constituição Federal de 1988, art. 37, II). A razão subjacente ao postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, vedando-se, desse modo, a prática inaceitável de o Poder Público conceder privilégios a alguns ou de dispensar tratamento discriminatório e arbitrário a outros. Precedentes. Doutrina. RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, desse modo, ao Poder Legislativo, sob pena de grave desrespeito ao postulado da separação de poderes, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo, no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (ADI 2.364 MC / AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 14/12/2001) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI QUE INTERFERE SOBRE ATRIBUIÇÕES DE SECRETARIA DE ESTADO EM MATÉRIA SUJEITA À RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO. 1. Lei que determina que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo envie aviso de vencimento da validade da Carteira Nacional de Habilitação a seus respectivos portadores. Matéria de reserva de administração, ensejando ônus administrativo ilegítimo. 2. Procedência da ação direta de inconstitucionalidade. (ADI 3.169 / SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 19/2/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE LEI n 10.640/1998 DO ESTADO DE SANTA CATARINA DIPLOMA LEGISLATIVO QUE RESULTOU DE INICIATIVA PARLAMENTAR CONCESSÃO DE VALE- TRANSPORTE A SERVIDORES PÚBLICOS, INDEPENDENTEMENTE DA DISTÂNCIA DO DESLOCAMENTO USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA DO PROCESSO LEGISLATIVO RESERVADO, NOTADAMENTE, AO GOVERNADOR DO ESTADO OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo, no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (ADI 2.364 MC / AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 14/12/2001) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI QUE INTERFERE SOBRE ATRIBUIÇÕES DE SECRETARIA DE ESTADO EM MATÉRIA SUJEITA À RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO. 1. Lei que determina que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo envie aviso de vencimento da validade da Carteira Nacional de Habilitação a seus respectivos portadores. Matéria de reserva de administração, ensejando ônus administrativo ilegítimo. 2. Procedência da ação direta de inconstitucionalidade. (ADI 3.169 / SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, DJe de 19/2/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE LEI n 10.640/1998 DO ESTADO DE SANTA CATARINA DIPLOMA LEGISLATIVO QUE RESULTOU DE INICIATIVA PARLAMENTAR CONCESSÃO DE VALE- TRANSPORTE A SERVIDORES PÚBLICOS, INDEPENDENTEMENTE DA DISTÂNCIA DO DESLOCAMENTO USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA DO PROCESSO LEGISLATIVO RESERVADO, NOTADAMENTE, AO GOVERNADOR DO ESTADO OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo legislativo, que resulte da usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente editado. Situação ocorrente na espécie, em que diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, institui vale-transporte em favor de servidores públicos, independentemente da distância do seu deslocamento: concessão de vantagem que, além de interferir no regime jurídico dos servidores públicos locais, também importa em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 RTJ 132/1059 RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo a ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula n 5/Supremo Tribunal Federal, motivada pela superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) A locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo legislativo, que resulte da usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente editado. Situação ocorrente na espécie, em que diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, institui vale-transporte em favor de servidores públicos, independentemente da distância do seu deslocamento: concessão de vantagem que, além de interferir no regime jurídico dos servidores públicos locais, também importa em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 RTJ 132/1059 RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo a ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula n 5/Supremo Tribunal Federal, motivada pela superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) A locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. (ADI 1809 / SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, Dje. 10/08/2017) Ademais, a determinação legal para que os hospitais da rede privada emitam atestados digitais também está eivada de inconstitucionalidade formal, visto que fere a iniciativa privativa da União para legislar sobre Direito Civil (art. 22, I, da Constituição Federal de 1988/88). A propósito, citem-se os seguintes precedentes: Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei estadual que regula obrigações relativas a serviços de assistência médico-hospitalar regidos por contratos de natureza privada, universalizando a cobertura de doenças (Lei n 11.446/1997, do Estado de Pernambuco). 3. Vício formal. 4. Competência privativa da União para legislar sobre direito civil, comercial e sobre política de seguros (Constituição Federal de 1988, art. 22, I e VII). 5. Precedente: ADI no 1.595-MC/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19.12.2002, Pleno, maioria. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente (ADI n 1.646, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJ de 7/12/2006). Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 11.265/02 do Estado de São Paulo. Seguro obrigatório. Eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Inconstitucionalidade formal. Competência privativa da União. 1. Lei estadual n 11.265/02, que instituiu a obrigatoriedade de cobertura de seguro de acidentes pessoais coletivos em eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Competência privativa da União para legislar sobre Direito Civil, Direito Comercial e política de seguros (Constituição Federal de 1988, art. 22, I e VII). 2. Não se trata de legislação concernente à proteção dos consumidores (Constituição Federal de 1988, art. 24, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. (ADI 1809 / SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, Dje. 10/08/2017) Ademais, a determinação legal para que os hospitais da rede privada emitam atestados digitais também está eivada de inconstitucionalidade formal, visto que fere a iniciativa privativa da União para legislar sobre Direito Civil (art. 22, I, da Constituição Federal de 1988/88). A propósito, citem-se os seguintes precedentes: Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei estadual que regula obrigações relativas a serviços de assistência médico-hospitalar regidos por contratos de natureza privada, universalizando a cobertura de doenças (Lei n 11.446/1997, do Estado de Pernambuco). 3. Vício formal. 4. Competência privativa da União para legislar sobre direito civil, comercial e sobre política de seguros (Constituição Federal de 1988, art. 22, I e VII). 5. Precedente: ADI no 1.595-MC/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19.12.2002, Pleno, maioria. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente (ADI n 1.646, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJ de 7/12/2006). Ação direta de inconstitucionalidade. Lei n 11.265/02 do Estado de São Paulo. Seguro obrigatório. Eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Inconstitucionalidade formal. Competência privativa da União. 1. Lei estadual n 11.265/02, que instituiu a obrigatoriedade de cobertura de seguro de acidentes pessoais coletivos em eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos com renda resultante de cobrança de ingressos. Competência privativa da União para legislar sobre Direito Civil, Direito Comercial e política de seguros (Constituição Federal de 1988, art. 22, I e VII). 2. Não se trata de legislação concernente à proteção dos consumidores (Constituição Federal de 1988, art. 24, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF inciso VII, §§ 1... e 2...), de competência legislativa concorrente dos estados-membros, pois a lei impugnada não se limita a regular as relações entre os consumidores e os prestadores de serviço, nem a dispor sobre responsabilidade por dano ao consumidor. Na verdade, cria hipótese de condicionamento da realização de alguns espetáculos ou eventos à existência de contrato de seguro obrigatório de acidentes pessoais coletivos. 3. Não obstante a boa intenção do legislador paulista de proteger o espectador, a lei do Estado de São Paulo criou nova modalidade de seguro obrigatório, além daquelas previstas no art. 20 do Decreto-Lei federal n 73/66 e em outros diplomas federais, invadindo a competência privativa da União para legislar sobre direito civil, direito comercial e política de seguros (Constituição Federal de 1988, art. 22, I e VII). 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 3.402, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 11/12/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 10.989/93 DO ESTADO DE PERNAMBUCO. EDUCAÇÃO: SERVIÇO PÚBLICO NÃO PRIVATIVO. MENSALIDADES ESCOLARES. FIXAÇÃO DA DATA DE VENCIMENTO. MATÉRIA DE DIREITO CONTRATUAL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Os serviços de educação, seja os prestados pelo Estado, seja os prestados por particulares, configuram serviço público não privativo, podendo ser desenvolvidos pelo setor privado independentemente de concessão, permissão ou autorização. 2. Nos termos do artigo 22, inciso I, da Constituição do Brasil, compete à União legislar sobre direito civil. 3. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente. (ADI 1.007/PE, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJ 24/02/2006) Por pertinente, citem-se os seguintes trechos de voto que 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF inciso VII, §§ 1... e 2...), de competência legislativa concorrente dos estados-membros, pois a lei impugnada não se limita a regular as relações entre os consumidores e os prestadores de serviço, nem a dispor sobre responsabilidade por dano ao consumidor. Na verdade, cria hipótese de condicionamento da realização de alguns espetáculos ou eventos à existência de contrato de seguro obrigatório de acidentes pessoais coletivos. 3. Não obstante a boa intenção do legislador paulista de proteger o espectador, a lei do Estado de São Paulo criou nova modalidade de seguro obrigatório, além daquelas previstas no art. 20 do Decreto-Lei federal n 73/66 e em outros diplomas federais, invadindo a competência privativa da União para legislar sobre direito civil, direito comercial e política de seguros (Constituição Federal de 1988, art. 22, I e VII). 4. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 3.402, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 11/12/2015) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI N. 10.989/93 DO ESTADO DE PERNAMBUCO. EDUCAÇÃO: SERVIÇO PÚBLICO NÃO PRIVATIVO. MENSALIDADES ESCOLARES. FIXAÇÃO DA DATA DE VENCIMENTO. MATÉRIA DE DIREITO CONTRATUAL. VÍCIO DE INICIATIVA. 1. Os serviços de educação, seja os prestados pelo Estado, seja os prestados por particulares, configuram serviço público não privativo, podendo ser desenvolvidos pelo setor privado independentemente de concessão, permissão ou autorização. 2. Nos termos do artigo 22, inciso I, da Constituição do Brasil, compete à União legislar sobre direito civil. 3. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente. (ADI 1.007/PE, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, DJ 24/02/2006) Por pertinente, citem-se os seguintes trechos de voto que 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF proferi por ocasião do julgamento da ADI 451, transitada em julgado em 17/3/2018: Como tive a oportunidade de manifestar no voto proferido na ADI 907, o federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito , que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade do Direito ser respeitoso com as interpretações envolvendo diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de Direito Constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por CANOTILHO (Direito Constitucional e Teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 ss), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LUCA LEVI: a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF proferi por ocasião do julgamento da ADI 451, transitada em julgado em 17/3/2018: Como tive a oportunidade de manifestar no voto proferido na ADI 907, o federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito , que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade do Direito ser respeitoso com as interpretações envolvendo diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de Direito Constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por CANOTILHO (Direito Constitucional e Teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 ss), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LUCA LEVI: a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF Federal. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO, (Coord.) Dicionário de política . v. I, p. 482). (...) O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, tanto para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, quanto em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, portanto, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos, União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, e a partir dessas opções pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (Constituição Federal de 1988, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-membros e Municípios (Constituição Federal de 1988, arts. 24 e 30, inciso I). (...) Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional, dos quais constam, com relevo para o presente caso, o Direito Civil e o Direito do Trabalho. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF Federal. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO, (Coord.) Dicionário de política . v. I, p. 482). (...) O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, tanto para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, quanto em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, portanto, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes federativos, União, Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, e a partir dessas opções pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (Constituição Federal de 1988, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-membros e Municípios (Constituição Federal de 1988, arts. 24 e 30, inciso I). (...) Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional, dos quais constam, com relevo para o presente caso, o Direito Civil e o Direito do Trabalho. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1041305 AGR / DF É o que ocorre em relação ao art. 1... da legislação examinada, onde fica evidente a usurpação da competência da União para legislar em matéria de direito do trabalho (art. 22, I, da Constituição Federal de 1988), de natureza privativa, por opção do legislador constituinte. Esse dispositivo, ao obrigar que o serviço de guarda e vigilância de veículos automotores em estacionamentos privados seja desempenhado por vigilantes especialmente contratados para serem postados à entrada e saída do estabelecimento, interferiu indevidamente nas relações trabalhistas estabelecidas nesse tipo de serviço, impelindo- o a contratar empregados com função determinada. (...) Está caracterizada, portanto, a inconstitucionalidade formal do art. 1... da Lei 1.748/1990, do Estado do Rio de Janeiro por ferimento direto ao artigo 22, inciso I, do texto constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para, desde logo, DAR PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido. Publique-se. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Supremo Tribunal Federal ARE 1041305 AGR / DF É o que ocorre em relação ao art. 1... da legislação examinada, onde fica evidente a usurpação da competência da União para legislar em matéria de direito do trabalho (art. 22, I, da Constituição Federal de 1988), de natureza privativa, por opção do legislador constituinte. Esse dispositivo, ao obrigar que o serviço de guarda e vigilância de veículos automotores em estacionamentos privados seja desempenhado por vigilantes especialmente contratados para serem postados à entrada e saída do estabelecimento, interferiu indevidamente nas relações trabalhistas estabelecidas nesse tipo de serviço, impelindo- o a contratar empregados com função determinada. (...) Está caracterizada, portanto, a inconstitucionalidade formal do art. 1... da Lei 1.748/1990, do Estado do Rio de Janeiro por ferimento direto ao artigo 22, inciso I, do texto constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para, desde logo, DAR PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido. Publique-se. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAC0-4803-EA5F-AB49 e senha DF81-C435-6C16-AA29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado improcedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43EB-194F-8BC0-B0CE e senha B29F-0AF4-0586-865B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHAES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado improcedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43EB-194F-8BC0-B0CE e senha B29F-0AF4-0586-865B Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 22/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHAES (17700/DF, 157005/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0734-9FE7-CA8D-7315 e senha 1766-2B02-B717-C29C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.041.305 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHAES (17700/DF, 157005/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0734-9FE7-CA8D-7315 e senha 1766-2B02-B717-C29C Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 041 . 305", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1041305 AGR / DF", "ARE 1041305 AGR / DF", "ARE 1041305 AGR / DF", "ADI 2 . 364 MC / AL", "ADI 3 . 169 / SP", "ADI 2 . 364 MC / AL", "ADI 3 . 169 / SP", "RTJ 101 / 929", "RTJ 132 / 1059", "RTJ 170 / 383", "Súmula n 5 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1041305 AGR / DF", "RTJ 101 / 929", "RTJ 132 / 1059", "RTJ 170 / 383", "Súmula n 5 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 1809 / SC", "ADI no 1 . 595 - MC / SP", "ADI n 1 . 646", "ARE 1041305 AGR / DF", "ADI 1809 / SC", "ADI no 1 . 595 - MC / SP", "ADI n 1 . 646", "EA5F - AB49", "ADI 3 . 402", "ADI 1 . 007 / PE", "ARE 1041305 AGR / DF", "ADI 3 . 402", "ADI 1 . 007 / PE", "ARE 1041305 AGR / DF", "ADI 451", "ADI 907", "ADI 451", "ADI 907", "ARE 1041305 AGR / DF", "AGRAVO 1 . 041 . 305", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 526", "LEI 5 . 526", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 526", "LEI 5 . 526", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 526", "artigo 102 , III , a e c , da Constituição Federal", "arts . 2 . . . ; 61 , § 1 . . . , II , b ; e 63 , I , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital 5 . 526", "artigo 102 , III , a e c , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 5 . 526 / 2015", "artigo 102 , III , c , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Lei Distrital 5 . 526 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 5 . 526 / 2015", "artigo 102 , III , c , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Lei Distrital 5 . 526 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 61 , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Constituição Federal de 1988 , art . 61 , § 1 . . .", "Carta Política", "Constituição do Estado", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 61 , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Constituição Federal de 1988 , art . 61 , § 1 . . .", "Carta Política do Chefe do Poder Executivo", "Constituição do Estado", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição Federal", "LEI n 6 . 161 / 2000 , ART . 70", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição Federal", "LEI n 6 . 161 / 2000 , ART . 70", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , II", "Medida Provisória n", "Carta Política", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 10 . 640 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 10 . 640 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei n 11 . 446 / 1997", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , I e VII", "Lei n 11 . 265 / 02", "Lei estadual n 11 . 265 / 02", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , I e VII", "Constituição Federal de 1988 , art . 24 , 9", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei n 11 . 446 / 1997", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , I e VII", "Lei n 11 . 265 / 02 do Estado de São Paulo", "Lei estadual n 11 . 265 / 02", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , I e VII", "Constituição Federal de 1988 , art . 24 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei do", "Estado de São", "art . 20 do Decreto - Lei federal n 73 / 66", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , I e VII", "LEI N . 10 . 989 / 93", "artigo 22 , inciso I , da Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei", "art . 20 do Decreto - Lei federal n 73 / 66", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , I e VII", "LEI N . 10 . 989 / 93", "artigo 22 , inciso I , da Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 22", "Constituição Federal de 1988 , arts . 24 e 30 , inciso I", "Constituição de 1988", "artigo 22 do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 22", "Constituição Federal de 1988 , arts . 24 e 30 , inciso I", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . da Lei 1 . 748 / 1990", "art . 21 , § § 1 . . . e", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . da Lei 1 . 748 / 1990", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "Brasília", "Brasília", "São Paulo", "São Paulo", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Estado de Pernambuco", "Estado de São Paulo", "Estado de Pernambuco", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Estado de São Paulo", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Coimbra", "Paris", "Coimbra", "Paris", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DISTRITO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "PRIMEIRA TURMA", "Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Procuradoria", "-", "Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Mesa Diretora da", "Câmara Legislativa do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Procuradoria", "-", "Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Mesa Diretora da", "Câmara Legislativa do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal", "Câmara Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal", "Procuradoria", "-", "Geral de Justiça", "Câmara Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Atlas", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo", "Tribunal Pleno", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "União", "União", "Pleno", "Tribunal Pleno", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "União", "União", "Pleno", "Tribunal Pleno", "União", "União", "União", "Tribunal Pleno", "União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "União", "Tribunal Pleno", "Coimbra Editora", "Almedina", "Presses Universitaires de France", "Supremo Tribunal Federal", "Coimbra Editora", "Almedina", "Presses Universitaires de France", "União", "Distrito Federal", "União", "Congresso Nacional", "Forense", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "União", "Congresso Nacional", "Forense", "União", "/", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Tribunal de Justiça", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "DISTRITO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CAROLINA REIS MAGALHAES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CAROLINA REIS MAGALHAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CAROLINA REIS MAGALHAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Sandra Faraj Cavalcante", "ALEXANDRE DE MORAES", "Sandra Faraj Cavalcante", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES ARE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "Nelson Jobim", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "Nelson Jobim", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "DIAS TOFFOLI", "EROS GRAU", "ALEXANDRE DE MORAES", "PABLO LUCAS VERDÚ", "JORGE MIRANDA", "CANOTILHO", "MAURICE DUVERGER", "LUCA LEVI", "PABLO LUCAS VERDÚ", "JORGE MIRANDA", "CANOTILHO", "MAURICE DUVERGER", "LUCA LEVI", "ALEXANDRE DE MORAES", "NORBERTO BOBBIO", "NICOLA MATTEUCCI", "GIANFRANCO PASQUINO", "JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO", "NORBERTO BOBBIO", "NICOLA MATTEUCCI", "GIANFRANCO PASQUINO", "JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CAROLINA REIS MAGALHAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CAROLINA REIS MAGALHAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CAROLINA REIS MAGALHAES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANA CAROLINA REIS MAGALHAES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "26 de agosto de 2015", "26 DE AGOSTO DE 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "26 de agosto de 2015", "26 DE AGOSTO DE 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "08", "/", "2017", "19", ".", "12", ".", "2002", "7", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "08", "/", "2017", "19", ".", "12", ".", "2002", "7", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2015", "24", "/", "02", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2015", "24", "/", "02", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "3", "/", "2018", "1990", "1955", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "3", "/", "2018", "1990", "1955", "24", "/", "08", "/", "2001", "1986", "24", "/", "08", "/", "2001", "1986", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) :ARISTIDES LIMA FONTENELE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 962F-D458-ADE2-297C e senha BC07-0344-77A0-1A4B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) :ARISTIDES LIMA FONTENELE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B18-D84D-2446-E483 e senha D4E1-F86B-F9CA-79CA Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) :ARISTIDES LIMA FONTENELE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B18-D84D-2446-E483 e senha D4E1-F86B-F9CA-79CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 1ª Região, está assim ementado: “DIREITO CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO, ADMINISTRATIVO, CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. IMÓVEL SITUADO EM DOMÍNIO ÚTIL DO TERRENO NACIONAL INTERIOR, NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS/MA. EC 46/2005. COBRANÇA DE TAXA DE OCUPAÇÃO. FORO E LAUDÊMIO. INEXIGIBILIDADE. CADEIA DOMINIAL. DEMARCAÇÃO POR EDITAL. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE NOTIFICAÇÃO PESSOAL. EMBARGOS INFRINGENTES PROVIDOS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA DO PLEITO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 1ª Região, está assim ementado: “DIREITO CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO, ADMINISTRATIVO, CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. IMÓVEL SITUADO EM DOMÍNIO ÚTIL DO TERRENO NACIONAL INTERIOR, NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS/MA. EC 46/2005. COBRANÇA DE TAXA DE OCUPAÇÃO. FORO E LAUDÊMIO. INEXIGIBILIDADE. CADEIA DOMINIAL. DEMARCAÇÃO POR EDITAL. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE NOTIFICAÇÃO PESSOAL. EMBARGOS INFRINGENTES PROVIDOS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA DO PLEITO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1150466 AGR / MA INICIAL MANTIDA. PREVALÊNCIA DO VOTO-VOGAL VENCIDO DA DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO. 1. A orientação preponderante na Sétima Turma desta Corte tem sido a de que somente a partir da vigência da Constituição de 1988 poder-se-ia presumir a propriedade da União sobre as ilhas costeiras quando estas não fossem pertencentes aos Estados, municípios ou particulares. No que concerne ao período anterior, a ausência de registro de domínio do imóvel não faria presumir, só por si, a propriedade da União uma vez que, para se considerar ‘terra devoluta' o terreno examinado, far-se-ia mister a comprovação específica desta condição do bem jurídico. 2. As disposições contidas nos Decretos Presidenciais 66.227/1970 e 71.206/1972, relativas à cessão ao Estado do Maranhão, sob regime de aforamento, da área da gleba Rio Anil, não são suficientes à comprovação da propriedade da União sobre tais terrenos, porquanto, não se referindo à gênese da cadeia dominial dos imóveis, não configurariam o requisito do ‘justo título' na caracterização da propriedade. 3. ‘(...) a conclusão a que se chega é que os referidos decretos presidenciais foram editados com base na presunção de que as terras, por estarem situadas em ilhas costeiras, pertenciam à União. Note-se que os aludidos decretos presidenciais foram editados nos anos de 1970 e de 1972 e a confusão conceitual entre ilhas oceânicas e costeiras só foi dirimida pelo Supremo Tribunal Federal no ano de 1985. Em outros feitos, da mesma natureza, provenientes da Justiça Federal do Maranhão, os particulares têm apresentado documentos que remontam ao ano de 1615, nos quais é demonstrada a cadeia dominial do imóvel, sem registro de propriedade da União.’ (trecho do voto da lavra da Desembargadora Maria do Carmo Cardoso – …) 4. No que concerne aos terrenos de marinha e acrescidos, o fato de constar da matrícula do imóvel no Registro de Imóveis a localização em domínio útil do terreno da União igualmente não auxilia o ente público em sua pretensão de cobrança das taxas referidas uma vez que, para tanto, far-se-ia mister a notificação pessoal da parte interessada nos processos de demarcação respectivos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal ARE 1150466 AGR / MA INICIAL MANTIDA. PREVALÊNCIA DO VOTO-VOGAL VENCIDO DA DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO. 1. A orientação preponderante na Sétima Turma desta Corte tem sido a de que somente a partir da vigência da Constituição de 1988 poder-se-ia presumir a propriedade da União sobre as ilhas costeiras quando estas não fossem pertencentes aos Estados, municípios ou particulares. No que concerne ao período anterior, a ausência de registro de domínio do imóvel não faria presumir, só por si, a propriedade da União uma vez que, para se considerar ‘terra devoluta' o terreno examinado, far-se-ia mister a comprovação específica desta condição do bem jurídico. 2. As disposições contidas nos Decretos Presidenciais 66.227/1970 e 71.206/1972, relativas à cessão ao Estado do Maranhão, sob regime de aforamento, da área da gleba Rio Anil, não são suficientes à comprovação da propriedade da União sobre tais terrenos, porquanto, não se referindo à gênese da cadeia dominial dos imóveis, não configurariam o requisito do ‘justo título' na caracterização da propriedade. 3. ‘(...) a conclusão a que se chega é que os referidos decretos presidenciais foram editados com base na presunção de que as terras, por estarem situadas em ilhas costeiras, pertenciam à União. Note-se que os aludidos decretos presidenciais foram editados nos anos de 1970 e de 1972 e a confusão conceitual entre ilhas oceânicas e costeiras só foi dirimida pelo Supremo Tribunal Federal no ano de 1985. Em outros feitos, da mesma natureza, provenientes da Justiça Federal do Maranhão, os particulares têm apresentado documentos que remontam ao ano de 1615, nos quais é demonstrada a cadeia dominial do imóvel, sem registro de propriedade da União.’ (trecho do voto da lavra da Desembargadora Maria do Carmo Cardoso – …) 4. No que concerne aos terrenos de marinha e acrescidos, o fato de constar da matrícula do imóvel no Registro de Imóveis a localização em domínio útil do terreno da União igualmente não auxilia o ente público em sua pretensão de cobrança das taxas referidas uma vez que, para tanto, far-se-ia mister a notificação pessoal da parte interessada nos processos de demarcação respectivos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1150466 AGR / MA 5. É inexigível a cobrança de taxas de ocupação e laudêmio relativamente ao imóvel da parte autora, situado na ilha costeira do município de São Luís/MA, no que concerne ao período de ocupação posterior à promulgação da Emenda Constitucional 46, de 05 de maio de 2005. 6. Orientação da Sétima Turma alinhada com os fundamentos do voto da lavra da Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso para o deslinde da controvérsia posta nos autos. 7. Embargos infringentes da parte autora providos para que prevaleça, no julgamento subjacente, o voto proferido pela Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso, pelo qual negou provimento à Remessa Oficial e à Apelação interposta pela União e confirmou a sentença de procedência do pedido, declarando indevida a cobrança dos créditos patrimoniais (foros e laudêmio) posteriores à publicação da EC nº 46/2005 relativas ao imóvel descrito na inicial.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre registrar, desde logo, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal ARE 1150466 AGR / MA 5. É inexigível a cobrança de taxas de ocupação e laudêmio relativamente ao imóvel da parte autora, situado na ilha costeira do município de São Luís/MA, no que concerne ao período de ocupação posterior à promulgação da Emenda Constitucional 46, de 05 de maio de 2005. 6. Orientação da Sétima Turma alinhada com os fundamentos do voto da lavra da Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso para o deslinde da controvérsia posta nos autos. 7. Embargos infringentes da parte autora providos para que prevaleça, no julgamento subjacente, o voto proferido pela Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso, pelo qual negou provimento à Remessa Oficial e à Apelação interposta pela União e confirmou a sentença de procedência do pedido, declarando indevida a cobrança dos créditos patrimoniais (foros e laudêmio) posteriores à publicação da EC nº 46/2005 relativas ao imóvel descrito na inicial.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre registrar, desde logo, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1150466 AGR / MA âmbito desta Suprema Corte (ARE 1.150.183/MA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 1.150.229/MA, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 550.347-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TERRENOS DE MARINHA. TITULARIDADE. DEMARCAÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPRESCINDIBILIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 757.502-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal ARE 1150466 AGR / MA âmbito desta Suprema Corte (ARE 1.150.183/MA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 1.150.229/MA, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 550.347-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TERRENOS DE MARINHA. TITULARIDADE. DEMARCAÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPRESCINDIBILIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 757.502-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) : ARISTIDES LIMA FONTENELE (7750/MA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0BA7-0BAD-8622-1FE2 e senha A663-08E5-8370-3124 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) : ARISTIDES LIMA FONTENELE (7750/MA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0BA7-0BAD-8622-1FE2 e senha A663-08E5-8370-3124 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749388437
2019-02-22T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur399963
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) AI 156696 AgR (2ªT), AI 155818 AgR (2ªT), AI 147019 AgR (2ªT), RE 550347 AgR (1ªT), ARE 757502 AgR (2ªT), RTJ 152/612, RTJ 153/1019, RTJ 158/693. - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 279/STF) ARE 1150229, ARE 1150183. Número de páginas: 7. Análise: 09/04/2019, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1150466
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1150466 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) : ARISTIDES LIMA FONTENELE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) :ARISTIDES LIMA FONTENELE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de fevereiro de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 962F-D458-ADE2-297C e senha BC07-0344-77A0-1A4B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) :ARISTIDES LIMA FONTENELE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B18-D84D-2446-E483 e senha D4E1-F86B-F9CA-79CA Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) :ARISTIDES LIMA FONTENELE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B18-D84D-2446-E483 e senha D4E1-F86B-F9CA-79CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 1... Região, está assim ementado: “DIREITO CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO, ADMINISTRATIVO, CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. IMÓVEL SITUADO EM DOMÍNIO ÚTIL DO TERRENO NACIONAL INTERIOR, NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS/MA. EC 46/2005. COBRANÇA DE TAXA DE OCUPAÇÃO. FORO E LAUDÊMIO. INEXIGIBILIDADE. CADEIA DOMINIAL. DEMARCAÇÃO POR EDITAL. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE NOTIFICAÇÃO PESSOAL. EMBARGOS INFRINGENTES PROVIDOS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA DO PLEITO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 1... Região, está assim ementado: “DIREITO CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO, ADMINISTRATIVO, CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. IMÓVEL SITUADO EM DOMÍNIO ÚTIL DO TERRENO NACIONAL INTERIOR, NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS/MA. EC 46/2005. COBRANÇA DE TAXA DE OCUPAÇÃO. FORO E LAUDÊMIO. INEXIGIBILIDADE. CADEIA DOMINIAL. DEMARCAÇÃO POR EDITAL. OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE NOTIFICAÇÃO PESSOAL. EMBARGOS INFRINGENTES PROVIDOS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA DO PLEITO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1150466 AGR / MA INICIAL MANTIDA. PREVALÊNCIA DO VOTO-VOGAL VENCIDO DA DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO. 1. A orientação preponderante na Sétima Turma desta Corte tem sido a de que somente a partir da vigência da Constituição de 1988 poder-se-ia presumir a propriedade da União sobre as ilhas costeiras quando estas não fossem pertencentes aos Estados, municípios ou particulares. No que concerne ao período anterior, a ausência de registro de domínio do imóvel não faria presumir, só por si, a propriedade da União uma vez que, para se considerar ‘terra devoluta' o terreno examinado, far-se-ia mister a comprovação específica desta condição do bem jurídico. 2. As disposições contidas nos Decretos Presidenciais 66.227/1970 e 71.206/1972, relativas à cessão ao Estado do Maranhão, sob regime de aforamento, da área da gleba Rio Anil, não são suficientes à comprovação da propriedade da União sobre tais terrenos, porquanto, não se referindo à gênese da cadeia dominial dos imóveis, não configurariam o requisito do ‘justo título' na caracterização da propriedade. 3. ‘(...) a conclusão a que se chega é que os referidos decretos presidenciais foram editados com base na presunção de que as terras, por estarem situadas em ilhas costeiras, pertenciam à União. Note-se que os aludidos decretos presidenciais foram editados nos anos de 1970 e de 1972 e a confusão conceitual entre ilhas oceânicas e costeiras só foi dirimida pelo Supremo Tribunal Federal no ano de 1985. Em outros feitos, da mesma natureza, provenientes da Justiça Federal do Maranhão, os particulares têm apresentado documentos que remontam ao ano de 1615, nos quais é demonstrada a cadeia dominial do imóvel, sem registro de propriedade da União.’ (trecho do voto da lavra da Desembargadora Maria do Carmo Cardoso – …) 4. No que concerne aos terrenos de marinha e acrescidos, o fato de constar da matrícula do imóvel no Registro de Imóveis a localização em domínio útil do terreno da União igualmente não auxilia o ente público em sua pretensão de cobrança das taxas referidas uma vez que, para tanto, far-se-ia mister a notificação pessoal da parte interessada nos processos de demarcação respectivos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal ARE 1150466 AGR / MA INICIAL MANTIDA. PREVALÊNCIA DO VOTO-VOGAL VENCIDO DA DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO. 1. A orientação preponderante na Sétima Turma desta Corte tem sido a de que somente a partir da vigência da Constituição de 1988 poder-se-ia presumir a propriedade da União sobre as ilhas costeiras quando estas não fossem pertencentes aos Estados, municípios ou particulares. No que concerne ao período anterior, a ausência de registro de domínio do imóvel não faria presumir, só por si, a propriedade da União uma vez que, para se considerar ‘terra devoluta' o terreno examinado, far-se-ia mister a comprovação específica desta condição do bem jurídico. 2. As disposições contidas nos Decretos Presidenciais 66.227/1970 e 71.206/1972, relativas à cessão ao Estado do Maranhão, sob regime de aforamento, da área da gleba Rio Anil, não são suficientes à comprovação da propriedade da União sobre tais terrenos, porquanto, não se referindo à gênese da cadeia dominial dos imóveis, não configurariam o requisito do ‘justo título' na caracterização da propriedade. 3. ‘(...) a conclusão a que se chega é que os referidos decretos presidenciais foram editados com base na presunção de que as terras, por estarem situadas em ilhas costeiras, pertenciam à União. Note-se que os aludidos decretos presidenciais foram editados nos anos de 1970 e de 1972 e a confusão conceitual entre ilhas oceânicas e costeiras só foi dirimida pelo Supremo Tribunal Federal no ano de 1985. Em outros feitos, da mesma natureza, provenientes da Justiça Federal do Maranhão, os particulares têm apresentado documentos que remontam ao ano de 1615, nos quais é demonstrada a cadeia dominial do imóvel, sem registro de propriedade da União.’ (trecho do voto da lavra da Desembargadora Maria do Carmo Cardoso – …) 4. No que concerne aos terrenos de marinha e acrescidos, o fato de constar da matrícula do imóvel no Registro de Imóveis a localização em domínio útil do terreno da União igualmente não auxilia o ente público em sua pretensão de cobrança das taxas referidas uma vez que, para tanto, far-se-ia mister a notificação pessoal da parte interessada nos processos de demarcação respectivos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1150466 AGR / MA 5. É inexigível a cobrança de taxas de ocupação e laudêmio relativamente ao imóvel da parte autora, situado na ilha costeira do município de São Luís/MA, no que concerne ao período de ocupação posterior à promulgação da Emenda Constitucional 46, de 05 de maio de 2005. 6. Orientação da Sétima Turma alinhada com os fundamentos do voto da lavra da Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso para o deslinde da controvérsia posta nos autos. 7. Embargos infringentes da parte autora providos para que prevaleça, no julgamento subjacente, o voto proferido pela Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso, pelo qual negou provimento à Remessa Oficial e à Apelação interposta pela União e confirmou a sentença de procedência do pedido, declarando indevida a cobrança dos créditos patrimoniais (foros e laudêmio) posteriores à publicação da EC n 46/2005 relativas ao imóvel descrito na inicial.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre registrar, desde logo, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal ARE 1150466 AGR / MA 5. É inexigível a cobrança de taxas de ocupação e laudêmio relativamente ao imóvel da parte autora, situado na ilha costeira do município de São Luís/MA, no que concerne ao período de ocupação posterior à promulgação da Emenda Constitucional 46, de 05 de maio de 2005. 6. Orientação da Sétima Turma alinhada com os fundamentos do voto da lavra da Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso para o deslinde da controvérsia posta nos autos. 7. Embargos infringentes da parte autora providos para que prevaleça, no julgamento subjacente, o voto proferido pela Desembargadora Federal Maria do Carmo Cardoso, pelo qual negou provimento à Remessa Oficial e à Apelação interposta pela União e confirmou a sentença de procedência do pedido, declarando indevida a cobrança dos créditos patrimoniais (foros e laudêmio) posteriores à publicação da EC n 46/2005 relativas ao imóvel descrito na inicial.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre registrar, desde logo, que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Impende assinalar, por relevante, que o entendimento exposto na presente decisão tem sido observado em julgamentos proferidos no 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1150466 AGR / MA âmbito desta Suprema Corte (ARE 1.150.183/MA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 1.150.229/MA, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 550.347-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TERRENOS DE MARINHA. TITULARIDADE. DEMARCAÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPRESCINDIBILIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 757.502-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Supremo Tribunal Federal ARE 1150466 AGR / MA âmbito desta Suprema Corte (ARE 1.150.183/MA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 1.150.229/MA, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 550.347-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TERRENOS DE MARINHA. TITULARIDADE. DEMARCAÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPRESCINDIBILIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.” (ARE 757.502-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte agravante revela-se processualmente inviável, pois o apelo extremo não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, mostram-se condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-227E-0C2D-9A22 e senha 8EED-6607-B835-873A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) : ARISTIDES LIMA FONTENELE (7750/MA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0BA7-0BAD-8622-1FE2 e senha A663-08E5-8370-3124 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.466 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO ADV.(A/S) : ARISTIDES LIMA FONTENELE (7750/MA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0BA7-0BAD-8622-1FE2 e senha A663-08E5-8370-3124 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 466", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 466", "ARE 1150466 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1150466 AGR /", "ARE 1 . 150 . 183 / MA", "ARE 1 . 150", ".", "229", "/", "MA", "Recurso Extraordinário 550 . 347 - AgR / RS", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 757 . 502 - AgR / SC", "RTJ 161 / 992", "RTJ 152 / 612", "RTJ 153 / 1019", "ARE 1150466 AGR / MA", "ARE 1 . 150 . 183 / MA", "ARE 1 . 150 . 229 / MA", "Recurso Extraordinário 550 . 347 - AgR / RS", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 757 . 502 - AgR / SC", "RTJ 161 / 992", "RTJ 186 / 703", "RTJ 152 / 612", "RTJ 153 / 1019", "RTJ 158 / 693" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 46 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Decretos Presidenciais 66 . 227 / 1970", "71", ".", "206", "/", "1972", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Decretos Presidenciais 66 . 227 / 1970", "71", ".", "206", "/", "1972", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 46", "EC n 46 / 2005", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 46", "EC n 46 / 2005", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "Brasília", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "TERRENO NACIONAL INTERIOR", "MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS / MA", "MARANHÃO", "TERRENO NACIONAL", "MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS / MA", "Estado do Maranhão", "gleba Rio Anil", "Rio Anil", "ilha costeira do município de São Luís / MA", "ilha costeira do município de São Luís / MA", "MARANHÃO", "MARANHÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal", "/", "Sétima Turma", "União", "União", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sétima Turma", "União", "União", "Estado do", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "MA", "Sétima Turma", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sétima Turma", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO", "ARISTIDES LIMA FONTENELE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO", "ARISTIDES LIMA FONTENELE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO", "ARISTIDES LIMA FONTENELE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARIA DO CARMO CARDOSO", "Maria", "do Carmo Cardoso", "MARIA DO CARMO CARDOSO", "Maria", "do Carmo Cardoso", "CELSO DE MELLO", "Maria", "do Carmo Cardoso", "Maria do Carmo Cardoso", "Maria", "do Carmo Cardoso", "Maria do Carmo Cardoso", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO", "ARISTIDES LIMA FONTENELE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO NEVES REGADAS FILHO", "ARISTIDES LIMA FONTENELE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1972", "1985", "24", "/", "08", "/", "2001", "1972", "1985", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de maio de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de maio de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL EMENTA Agravo regimental em suspensão de tutela antecipada. Ação originária. Ordem de repasse mensal a hospital conveniado ao SUS, sob pena de astreintes e bloqueio dos recursos públicos. Alegação de violação do regime de precatório. Manutenção da decisão agravada. Agravo regimental não provido. 1. As alegações relacionadas à ausência de dever do Estado de efetuar o repasse a que obrigado por decisão judicial e à ausência de liquidez dos valores apurados na ação originária não se inserem no bojo das matérias sob apreciação em suspensão de segurança. 2. A decisão agravada não faz juízo de valor quanto ao acerto da medida de bloqueio dos valores, apenas considera sobressair “a necessidade de proteção à saúde, à vida e à dignidade, justificando-se a efetivação da medida liminar pela fundamentalidade dos bens jurídicos envolvidos, que estão a reclamar uma proteção maior e mais efetiva do Poder Judiciário”, sem prejuízo de apreciação, no tempo oportuno e pelas vias recursais adequadas, das razões do Estado de Santa Catarina. Manutenção da decisão agravada. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7DD-0587-6E1F-6204 e senha 3402-7107-C64B-37A6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão STA 802 AGR / SC 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7DD-0587-6E1F-6204 e senha 3402-7107-C64B-37A6 Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7DD-0587-6E1F-6204 e senha 3402-7107-C64B-37A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado de Santa Catarina em face de decisão monocrática da Presidência desta Corte proferida em 25/8/15 por meio da qual se indeferiu o pedido de suspensão por ausência de demonstração de lesão aos valores públicos protegidos pela medida de contracautela. Em suas razões de recurso, sustenta o agravante ser “inequívoco o potencial lesivo da decisão que se pretende suspender”. Argumenta que a decisão impugnada “acarretará grandes impactos financeiros [a si], comprometendo inclusive a continuidade dos serviços públicos na unidade federada e a quitação de despesas inadiáveis. Isso porque o cumprimento da determinação judicial em questão implica o necessário remanejamento de verbas públicas de outros setores sociais sensíveis, prejudicando sobremaneira a previsão e execução orçamentária”. Defende o agravante a ocorrência do efeito multiplicador na espécie, pois, com a ordem de bloqueio e sequestro de verbas públicas fora do regime de precatório, se estaria legitimando a indisponibilidade de valores do Erário sem que tenha havido o efetivo trânsito em julgado do feito. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado de Santa Catarina em face de decisão monocrática da Presidência desta Corte proferida em 25/8/15 por meio da qual se indeferiu o pedido de suspensão por ausência de demonstração de lesão aos valores públicos protegidos pela medida de contracautela. Em suas razões de recurso, sustenta o agravante ser “inequívoco o potencial lesivo da decisão que se pretende suspender”. Argumenta que a decisão impugnada “acarretará grandes impactos financeiros [a si], comprometendo inclusive a continuidade dos serviços públicos na unidade federada e a quitação de despesas inadiáveis. Isso porque o cumprimento da determinação judicial em questão implica o necessário remanejamento de verbas públicas de outros setores sociais sensíveis, prejudicando sobremaneira a previsão e execução orçamentária”. Defende o agravante a ocorrência do efeito multiplicador na espécie, pois, com a ordem de bloqueio e sequestro de verbas públicas fora do regime de precatório, se estaria legitimando a indisponibilidade de valores do Erário sem que tenha havido o efetivo trânsito em julgado do feito. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório STA 802 AGR / SC Aponta, ademais, que nos autos da ação originária não se teria apurado “o valor correto a ser repassado ao Hospital; [nem teria havido] a demonstração dos apontados riscos à continuidade dos serviços do Hospital em referência”, pelo que, conclui: “o bloqueio de recursos financeiros exclusivamente do Estado de Santa Catarina configura medida extremamente ilegítima e arbitrária”. Sustenta o agravante que “o bloqueio de verbas públicas, à luz do texto constitucional (art. 100, § 6º) e da jurisprudência dessa e. Corte, somente é possível em situações excepcionalíssimas, relacionadas à preterição da ordem de pagamento dos precatórios”, situação excepcional que não comportaria interpretações e aplicações extensivas, para além dessa hipótese. Cita julgados desta Suprema Corte que estariam por amparar sua compreensão Requer o agravante “a reconsideração da r. decisão agravada, para que seja suspensa, até o trânsito em julgado do feito originário, a antecipação de tutela concedida [na] ação n. 0301939- 94.2015.824.0058. Não sendo este o entendimento, requer-se a remessa deste recurso para apreciação e julgamento pelo Colegiado”. A Procuradoria Geral da República apresentou parecer assim ementado: “SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ORDINÁRIA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER. SAÚDE PÚBLICA. BLOQUEIO DE VALORES PÚBLICOS. CONVÊNIO. PACTO DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS DE HOSPITAL MUNICIPAL. REPASSE DE VALOR ACORDADO COM A MUNICIPALIDADE PELO ESTADO REQUERENTE. CONTRACAUTELA INDEFERIDA. MANUTENÇÃO NECESSÁRIA DA DECISÃO OBJETO DO INCIDENTE. DESPROVIMENTO DO RECURSO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC Aponta, ademais, que nos autos da ação originária não se teria apurado “o valor correto a ser repassado ao Hospital; [nem teria havido] a demonstração dos apontados riscos à continuidade dos serviços do Hospital em referência”, pelo que, conclui: “o bloqueio de recursos financeiros exclusivamente do Estado de Santa Catarina configura medida extremamente ilegítima e arbitrária”. Sustenta o agravante que “o bloqueio de verbas públicas, à luz do texto constitucional (art. 100, § 6º) e da jurisprudência dessa e. Corte, somente é possível em situações excepcionalíssimas, relacionadas à preterição da ordem de pagamento dos precatórios”, situação excepcional que não comportaria interpretações e aplicações extensivas, para além dessa hipótese. Cita julgados desta Suprema Corte que estariam por amparar sua compreensão Requer o agravante “a reconsideração da r. decisão agravada, para que seja suspensa, até o trânsito em julgado do feito originário, a antecipação de tutela concedida [na] ação n. 0301939- 94.2015.824.0058. Não sendo este o entendimento, requer-se a remessa deste recurso para apreciação e julgamento pelo Colegiado”. A Procuradoria Geral da República apresentou parecer assim ementado: “SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ORDINÁRIA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER. SAÚDE PÚBLICA. BLOQUEIO DE VALORES PÚBLICOS. CONVÊNIO. PACTO DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS DE HOSPITAL MUNICIPAL. REPASSE DE VALOR ACORDADO COM A MUNICIPALIDADE PELO ESTADO REQUERENTE. CONTRACAUTELA INDEFERIDA. MANUTENÇÃO NECESSÁRIA DA DECISÃO OBJETO DO INCIDENTE. DESPROVIMENTO DO RECURSO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório STA 802 AGR / SC 1 – O agravo regimental não acrescenta à lide argumentos hábeis a alterar o entendimento externado no parecer anterior, orientado ao indeferimento da medida de contracautela. 2 – Não comprovação de ofensa aos valores protegidos pela Lei 8.437/1992 e manifesto risco de dano inverso, em caso de acatamento do pleito formulado pelo requerente. 3 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. Instado a se manifestar, o Estado de Santa Catarina expressou seu interesse na apreciação do recurso, apontando, quanto ao andamento da lide ordinária, que “a ação n. 0301939-94.2015.8.24.0058 encontra-se em grau de recurso para julgamento da apelação.(anexo). Já em relação de Agravo de Instrumento n. 2015.045374-0, houve trânsito em julgado”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC 1 – O agravo regimental não acrescenta à lide argumentos hábeis a alterar o entendimento externado no parecer anterior, orientado ao indeferimento da medida de contracautela. 2 – Não comprovação de ofensa aos valores protegidos pela Lei 8.437/1992 e manifesto risco de dano inverso, em caso de acatamento do pleito formulado pelo requerente. 3 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. Instado a se manifestar, o Estado de Santa Catarina expressou seu interesse na apreciação do recurso, apontando, quanto ao andamento da lide ordinária, que “a ação n. 0301939-94.2015.8.24.0058 encontra-se em grau de recurso para julgamento da apelação.(anexo). Já em relação de Agravo de Instrumento n. 2015.045374-0, houve trânsito em julgado”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A presente suspensão se voltou contra decisão monocrática proferida por órgão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina que, nos autos do Agravo de Instrumento 2015.045374-0, manteve a tutela antecipada concedida pelo Juízo da 3ª Vara da Comarca de São Bento do Sul na Ação Ordinária 03019399420158240058, determinando ao referido estado “a regularização dos repasses pecuniários atrelados ao Termo de Pactuação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências nº 017/2013, consubstanciadas na i) transferência integral dos valores vencidos em prazo máximo de quarenta e oito horas a contar da intimação para essa finalidade - que será realizada nas sedes da SDR e da PGE de Mafra/SC -, com comprovação nestes autos no mesmo prazo, isto sob pena de ‘incontinenti’ sequestro da quantia respectiva de suas contas bancárias; e na ii) proibição de novos atrasos nos repasses vincendos, aqui sob pena de também incidir multa mensal em cada um deles, arbitrada em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)”. Na decisão ora agravada, compreendeu o Ministro Ricardo Lewandowski que o Estado não logrou êxito em comprovar o risco e a lesão sustentados. Tenho que a decisão agravada deve ser mantida. Começo salientando, quanto à insurgência do estado no sentido de que não estariam devidamente apurados os valores a serem repassados ao hospital e de que não haveria demonstração dos riscos à continuidade de seus serviços, que se trata de matéria a ser versada nos autos da ação originária, não sendo a presente via, na qual não se resolve o mérito da celeuma, a adequada para apreciações dessa natureza. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A presente suspensão se voltou contra decisão monocrática proferida por órgão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina que, nos autos do Agravo de Instrumento 2015.045374-0, manteve a tutela antecipada concedida pelo Juízo da 3ª Vara da Comarca de São Bento do Sul na Ação Ordinária 03019399420158240058, determinando ao referido estado “a regularização dos repasses pecuniários atrelados ao Termo de Pactuação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências nº 017/2013, consubstanciadas na i) transferência integral dos valores vencidos em prazo máximo de quarenta e oito horas a contar da intimação para essa finalidade - que será realizada nas sedes da SDR e da PGE de Mafra/SC -, com comprovação nestes autos no mesmo prazo, isto sob pena de ‘incontinenti’ sequestro da quantia respectiva de suas contas bancárias; e na ii) proibição de novos atrasos nos repasses vincendos, aqui sob pena de também incidir multa mensal em cada um deles, arbitrada em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)”. Na decisão ora agravada, compreendeu o Ministro Ricardo Lewandowski que o Estado não logrou êxito em comprovar o risco e a lesão sustentados. Tenho que a decisão agravada deve ser mantida. Começo salientando, quanto à insurgência do estado no sentido de que não estariam devidamente apurados os valores a serem repassados ao hospital e de que não haveria demonstração dos riscos à continuidade de seus serviços, que se trata de matéria a ser versada nos autos da ação originária, não sendo a presente via, na qual não se resolve o mérito da celeuma, a adequada para apreciações dessa natureza. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE STA 802 AGR / SC Importa, ainda, consignar que a decisão agravada também não fez juízo de valor quanto ao acerto da medida de bloqueio dos valores, apenas considerou sobressair “a necessidade de proteção à saúde, à vida e à dignidade, justificando-se a efetivação da medida liminar pela fundamentalidade dos bens jurídicos envolvidos, que estão a reclamar uma proteção maior e mais efetiva do Poder Judiciário”. Foi por não haver demonstração de que a ordem judicial que se buscou suspender implicaria violação maior que o risco à saúde pública em caso de sua suspensão que se indeferiu a presente medida, sem qualquer prejuízo, no tempo oportuno, de apreciação das razões do Estado de Santa Catarina nas vias recursais adequadas. Saliente-se, em acréscimo, que caso se modifique na análise de mérito o entendimento adotado na decisão de antecipação de tutela proferida na origem, poderá ser determinada a restituição ao erário dos valores eventualmente pagos de modo indevido, o que corrobora a compreensão de que, no presente momento, dadas as limitações impostas à presente via, se mostra mais evidenciado o risco à saúde pública do que ao orçamento do Estado. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC Importa, ainda, consignar que a decisão agravada também não fez juízo de valor quanto ao acerto da medida de bloqueio dos valores, apenas considerou sobressair “a necessidade de proteção à saúde, à vida e à dignidade, justificando-se a efetivação da medida liminar pela fundamentalidade dos bens jurídicos envolvidos, que estão a reclamar uma proteção maior e mais efetiva do Poder Judiciário”. Foi por não haver demonstração de que a ordem judicial que se buscou suspender implicaria violação maior que o risco à saúde pública em caso de sua suspensão que se indeferiu a presente medida, sem qualquer prejuízo, no tempo oportuno, de apreciação das razões do Estado de Santa Catarina nas vias recursais adequadas. Saliente-se, em acréscimo, que caso se modifique na análise de mérito o entendimento adotado na decisão de antecipação de tutela proferida na origem, poderá ser determinada a restituição ao erário dos valores eventualmente pagos de modo indevido, o que corrobora a compreensão de que, no presente momento, dadas as limitações impostas à presente via, se mostra mais evidenciado o risco à saúde pública do que ao orçamento do Estado. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B81-A35E-A911-D21C e senha 95AD-EE94-2071-9232 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B81-A35E-A911-D21C e senha 95AD-EE94-2071-9232 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749428347
2019-02-22T00:00:00
2019-03-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA
EMENTA Agravo regimental em suspensão de tutela antecipada. Ação originária. Ordem de repasse mensal a hospital conveniado ao SUS, sob pena de astreintes e bloqueio dos recursos públicos. Alegação de violação do regime de precatório. Manutenção da decisão agravada. Agravo regimental não provido. 1. As alegações relacionadas à ausência de dever do Estado de efetuar o repasse a que obrigado por decisão judicial e à ausência de liquidez dos valores apurados na ação originária não se inserem no bojo das matérias sob apreciação em suspensão de segurança. 2. A decisão agravada não faz juízo de valor quanto ao acerto da medida de bloqueio dos valores, apenas considera sobressair “a necessidade de proteção à saúde, à vida e à dignidade, justificando-se a efetivação da medida liminar pela fundamentalidade dos bens jurídicos envolvidos, que estão a reclamar uma proteção maior e mais efetiva do Poder Judiciário”, sem prejuízo de apreciação, no tempo oportuno e pelas vias recursais adequadas, das razões do Estado de Santa Catarina. Manutenção da decisão agravada. 3. Agravo regimental não provido.
sjur400621
Número de páginas: 8. Análise: 02/05/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
802
null
STA-AgR
acordaos
STA 802 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL EMENTA Agravo regimental em suspensão de tutela antecipada. Ação originária. Ordem de repasse mensal a hospital conveniado ao SUS, sob pena de astreintes e bloqueio dos recursos públicos. Alegação de violação do regime de precatório. Manutenção da decisão agravada. Agravo regimental não provido. 1. As alegações relacionadas à ausência de dever do Estado de efetuar o repasse a que obrigado por decisão judicial e à ausência de liquidez dos valores apurados na ação originária não se inserem no bojo das matérias sob apreciação em suspensão de segurança. 2. A decisão agravada não faz juízo de valor quanto ao acerto da medida de bloqueio dos valores, apenas considera sobressair “a necessidade de proteção à saúde, à vida e à dignidade, justificando-se a efetivação da medida liminar pela fundamentalidade dos bens jurídicos envolvidos, que estão a reclamar uma proteção maior e mais efetiva do Poder Judiciário”, sem prejuízo de apreciação, no tempo oportuno e pelas vias recursais adequadas, das razões do Estado de Santa Catarina. Manutenção da decisão agravada. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7DD-0587-6E1F-6204 e senha 3402-7107-C64B-37A6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão STA 802 AGR / SC 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7DD-0587-6E1F-6204 e senha 3402-7107-C64B-37A6 Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7DD-0587-6E1F-6204 e senha 3402-7107-C64B-37A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado de Santa Catarina em face de decisão monocrática da Presidência desta Corte proferida em 25/8/15 por meio da qual se indeferiu o pedido de suspensão por ausência de demonstração de lesão aos valores públicos protegidos pela medida de contracautela. Em suas razões de recurso, sustenta o agravante ser “inequívoco o potencial lesivo da decisão que se pretende suspender”. Argumenta que a decisão impugnada “acarretará grandes impactos financeiros [a si], comprometendo inclusive a continuidade dos serviços públicos na unidade federada e a quitação de despesas inadiáveis. Isso porque o cumprimento da determinação judicial em questão implica o necessário remanejamento de verbas públicas de outros setores sociais sensíveis, prejudicando sobremaneira a previsão e execução orçamentária”. Defende o agravante a ocorrência do efeito multiplicador na espécie, pois, com a ordem de bloqueio e sequestro de verbas públicas fora do regime de precatório, se estaria legitimando a indisponibilidade de valores do Erário sem que tenha havido o efetivo trânsito em julgado do feito. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Estado de Santa Catarina em face de decisão monocrática da Presidência desta Corte proferida em 25/8/15 por meio da qual se indeferiu o pedido de suspensão por ausência de demonstração de lesão aos valores públicos protegidos pela medida de contracautela. Em suas razões de recurso, sustenta o agravante ser “inequívoco o potencial lesivo da decisão que se pretende suspender”. Argumenta que a decisão impugnada “acarretará grandes impactos financeiros [a si], comprometendo inclusive a continuidade dos serviços públicos na unidade federada e a quitação de despesas inadiáveis. Isso porque o cumprimento da determinação judicial em questão implica o necessário remanejamento de verbas públicas de outros setores sociais sensíveis, prejudicando sobremaneira a previsão e execução orçamentária”. Defende o agravante a ocorrência do efeito multiplicador na espécie, pois, com a ordem de bloqueio e sequestro de verbas públicas fora do regime de precatório, se estaria legitimando a indisponibilidade de valores do Erário sem que tenha havido o efetivo trânsito em julgado do feito. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório STA 802 AGR / SC Aponta, ademais, que nos autos da ação originária não se teria apurado “o valor correto a ser repassado ao Hospital; [nem teria havido] a demonstração dos apontados riscos à continuidade dos serviços do Hospital em referência”, pelo que, conclui: “o bloqueio de recursos financeiros exclusivamente do Estado de Santa Catarina configura medida extremamente ilegítima e arbitrária”. Sustenta o agravante que “o bloqueio de verbas públicas, à luz do texto constitucional (art. 100, § 6...) e da jurisprudência dessa e. Corte, somente é possível em situações excepcionalíssimas, relacionadas à preterição da ordem de pagamento dos precatórios”, situação excepcional que não comportaria interpretações e aplicações extensivas, para além dessa hipótese. Cita julgados desta Suprema Corte que estariam por amparar sua compreensão Requer o agravante “a reconsideração da r. decisão agravada, para que seja suspensa, até o trânsito em julgado do feito originário, a antecipação de tutela concedida [na] ação n. 0301939- 94.2015.824.0058. Não sendo este o entendimento, requer-se a remessa deste recurso para apreciação e julgamento pelo Colegiado”. A Procuradoria Geral da República apresentou parecer assim ementado: “SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ORDINÁRIA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER. SAÚDE PÚBLICA. BLOQUEIO DE VALORES PÚBLICOS. CONVÊNIO. PACTO DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS DE HOSPITAL MUNICIPAL. REPASSE DE VALOR ACORDADO COM A MUNICIPALIDADE PELO ESTADO REQUERENTE. CONTRACAUTELA INDEFERIDA. MANUTENÇÃO NECESSÁRIA DA DECISÃO OBJETO DO INCIDENTE. DESPROVIMENTO DO RECURSO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC Aponta, ademais, que nos autos da ação originária não se teria apurado “o valor correto a ser repassado ao Hospital; [nem teria havido] a demonstração dos apontados riscos à continuidade dos serviços do Hospital em referência”, pelo que, conclui: “o bloqueio de recursos financeiros exclusivamente do Estado de Santa Catarina configura medida extremamente ilegítima e arbitrária”. Sustenta o agravante que “o bloqueio de verbas públicas, à luz do texto constitucional (art. 100, § 6...) e da jurisprudência dessa e. Corte, somente é possível em situações excepcionalíssimas, relacionadas à preterição da ordem de pagamento dos precatórios”, situação excepcional que não comportaria interpretações e aplicações extensivas, para além dessa hipótese. Cita julgados desta Suprema Corte que estariam por amparar sua compreensão Requer o agravante “a reconsideração da r. decisão agravada, para que seja suspensa, até o trânsito em julgado do feito originário, a antecipação de tutela concedida [na] ação n. 0301939- 94.2015.824.0058. Não sendo este o entendimento, requer-se a remessa deste recurso para apreciação e julgamento pelo Colegiado”. A Procuradoria Geral da República apresentou parecer assim ementado: “SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA. AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ORDINÁRIA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER. SAÚDE PÚBLICA. BLOQUEIO DE VALORES PÚBLICOS. CONVÊNIO. PACTO DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS DE HOSPITAL MUNICIPAL. REPASSE DE VALOR ACORDADO COM A MUNICIPALIDADE PELO ESTADO REQUERENTE. CONTRACAUTELA INDEFERIDA. MANUTENÇÃO NECESSÁRIA DA DECISÃO OBJETO DO INCIDENTE. DESPROVIMENTO DO RECURSO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório STA 802 AGR / SC 1 – O agravo regimental não acrescenta à lide argumentos hábeis a alterar o entendimento externado no parecer anterior, orientado ao indeferimento da medida de contracautela. 2 – Não comprovação de ofensa aos valores protegidos pela Lei 8.437/1992 e manifesto risco de dano inverso, em caso de acatamento do pleito formulado pelo requerente. 3 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. Instado a se manifestar, o Estado de Santa Catarina expressou seu interesse na apreciação do recurso, apontando, quanto ao andamento da lide ordinária, que “a ação n. 0301939-94.2015.8.24.0058 encontra-se em grau de recurso para julgamento da apelação.(anexo). Já em relação de Agravo de Instrumento n. 2015.045374-0, houve trânsito em julgado”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC 1 – O agravo regimental não acrescenta à lide argumentos hábeis a alterar o entendimento externado no parecer anterior, orientado ao indeferimento da medida de contracautela. 2 – Não comprovação de ofensa aos valores protegidos pela Lei 8.437/1992 e manifesto risco de dano inverso, em caso de acatamento do pleito formulado pelo requerente. 3 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. Instado a se manifestar, o Estado de Santa Catarina expressou seu interesse na apreciação do recurso, apontando, quanto ao andamento da lide ordinária, que “a ação n. 0301939-94.2015.8.24.0058 encontra-se em grau de recurso para julgamento da apelação.(anexo). Já em relação de Agravo de Instrumento n. 2015.045374-0, houve trânsito em julgado”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A62-5E09-5D8B-B81D e senha 8DD4-1F9E-6994-DAC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A presente suspensão se voltou contra decisão monocrática proferida por órgão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina que, nos autos do Agravo de Instrumento 2015.045374-0, manteve a tutela antecipada concedida pelo Juízo da 3... Vara da Comarca de São Bento do Sul na Ação Ordinária 03019399420158240058, determinando ao referido estado “a regularização dos repasses pecuniários atrelados ao Termo de Pactuação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências n 017/2013, consubstanciadas na i) transferência integral dos valores vencidos em prazo máximo de quarenta e oito horas a contar da intimação para essa finalidade - que será realizada nas sedes da SDR e da PGE de Mafra/SC -, com comprovação nestes autos no mesmo prazo, isto sob pena de ‘incontinenti’ sequestro da quantia respectiva de suas contas bancárias; e na ii) proibição de novos atrasos nos repasses vincendos, aqui sob pena de também incidir multa mensal em cada um deles, arbitrada em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)”. Na decisão ora agravada, compreendeu o Ministro Ricardo Lewandowski que o Estado não logrou êxito em comprovar o risco e a lesão sustentados. Tenho que a decisão agravada deve ser mantida. Começo salientando, quanto à insurgência do estado no sentido de que não estariam devidamente apurados os valores a serem repassados ao hospital e de que não haveria demonstração dos riscos à continuidade de seus serviços, que se trata de matéria a ser versada nos autos da ação originária, não sendo a presente via, na qual não se resolve o mérito da celeuma, a adequada para apreciações dessa natureza. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A presente suspensão se voltou contra decisão monocrática proferida por órgão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina que, nos autos do Agravo de Instrumento 2015.045374-0, manteve a tutela antecipada concedida pelo Juízo da 3... Vara da Comarca de São Bento do Sul na Ação Ordinária 03019399420158240058, determinando ao referido estado “a regularização dos repasses pecuniários atrelados ao Termo de Pactuação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências n 017/2013, consubstanciadas na i) transferência integral dos valores vencidos em prazo máximo de quarenta e oito horas a contar da intimação para essa finalidade - que será realizada nas sedes da SDR e da PGE de Mafra/SC -, com comprovação nestes autos no mesmo prazo, isto sob pena de ‘incontinenti’ sequestro da quantia respectiva de suas contas bancárias; e na ii) proibição de novos atrasos nos repasses vincendos, aqui sob pena de também incidir multa mensal em cada um deles, arbitrada em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)”. Na decisão ora agravada, compreendeu o Ministro Ricardo Lewandowski que o Estado não logrou êxito em comprovar o risco e a lesão sustentados. Tenho que a decisão agravada deve ser mantida. Começo salientando, quanto à insurgência do estado no sentido de que não estariam devidamente apurados os valores a serem repassados ao hospital e de que não haveria demonstração dos riscos à continuidade de seus serviços, que se trata de matéria a ser versada nos autos da ação originária, não sendo a presente via, na qual não se resolve o mérito da celeuma, a adequada para apreciações dessa natureza. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE STA 802 AGR / SC Importa, ainda, consignar que a decisão agravada também não fez juízo de valor quanto ao acerto da medida de bloqueio dos valores, apenas considerou sobressair “a necessidade de proteção à saúde, à vida e à dignidade, justificando-se a efetivação da medida liminar pela fundamentalidade dos bens jurídicos envolvidos, que estão a reclamar uma proteção maior e mais efetiva do Poder Judiciário”. Foi por não haver demonstração de que a ordem judicial que se buscou suspender implicaria violação maior que o risco à saúde pública em caso de sua suspensão que se indeferiu a presente medida, sem qualquer prejuízo, no tempo oportuno, de apreciação das razões do Estado de Santa Catarina nas vias recursais adequadas. Saliente-se, em acréscimo, que caso se modifique na análise de mérito o entendimento adotado na decisão de antecipação de tutela proferida na origem, poderá ser determinada a restituição ao erário dos valores eventualmente pagos de modo indevido, o que corrobora a compreensão de que, no presente momento, dadas as limitações impostas à presente via, se mostra mais evidenciado o risco à saúde pública do que ao orçamento do Estado. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Supremo Tribunal Federal STA 802 AGR / SC Importa, ainda, consignar que a decisão agravada também não fez juízo de valor quanto ao acerto da medida de bloqueio dos valores, apenas considerou sobressair “a necessidade de proteção à saúde, à vida e à dignidade, justificando-se a efetivação da medida liminar pela fundamentalidade dos bens jurídicos envolvidos, que estão a reclamar uma proteção maior e mais efetiva do Poder Judiciário”. Foi por não haver demonstração de que a ordem judicial que se buscou suspender implicaria violação maior que o risco à saúde pública em caso de sua suspensão que se indeferiu a presente medida, sem qualquer prejuízo, no tempo oportuno, de apreciação das razões do Estado de Santa Catarina nas vias recursais adequadas. Saliente-se, em acréscimo, que caso se modifique na análise de mérito o entendimento adotado na decisão de antecipação de tutela proferida na origem, poderá ser determinada a restituição ao erário dos valores eventualmente pagos de modo indevido, o que corrobora a compreensão de que, no presente momento, dadas as limitações impostas à presente via, se mostra mais evidenciado o risco à saúde pública do que ao orçamento do Estado. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5781-9CC7-5BA9-2290 e senha 084A-7609-08DB-B57B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B81-A35E-A911-D21C e senha 95AD-EE94-2071-9232 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE TUTELA ANTECIPADA 802 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B81-A35E-A911-D21C e senha 95AD-EE94-2071-9232 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ação n . 0301939 - 94 . 2015 . 824 . 0058", "ação n . 0301939 - 94 . 2015 . 824 . 0058", "ação n . 0301939 - 94 . 2015 . 8 . 24 . 0058", "Agravo de Instrumento n . 2015 . 045374 - 0", "ação n . 0301939 - 94 . 2015 . 8 . 24 . 0058", "Agravo de Instrumento n . 2015 . 045374 - 0", "Agravo de Instrumento 2015 . 045374 - 0", "Ação Ordinária 03019399420158240058", "Agravo de Instrumento 2015 . 045374 - 0", "Ação Ordinária 03019399420158240058" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 437 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 437 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL", "Estado de Santa Catarina", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "Mafra", "/", "SC", "SANTA CATARINA", "Mafra", "/", "SC", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL", "MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL", "MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "SUS", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "STA", "802", "AGR", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "STA", "802", "AGR", "/", "SC", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO DE", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "STA", "AGR", "/", "SC", "Procuradoria Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "STA", "802", "AGR", "/", "SC", "Suprema Corte", "Procuradoria Geral da República", "STA", "AGR", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "STA", "802", "AGR", "/", "SC", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Vara da Comarca de São", "SDR", "PGE", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Vara da Comarca de São Bento do Sul", "SDR", "PGE", "STA", "802 AGR", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "STA", "802", "AGR", "/", "SC", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "2019", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. IMPETRAÇÃO FORMALIZADA CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE INDEFERIMENTO LIMINAR EM HABEAS CORPUS ENDEREÇADO A TRIBUNAL SUPERIOR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. NÃO CONHECIMENTO. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE EVIDENTE OU TERATOLOGIA. DESCABIMENTO DE SUPERAÇÃO SUMULAR. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A teor da Súmula 691/STF, é inadmissível a impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de liminar, salvo em hipóteses excepcionais, em que o impetrante demonstre a existência de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia na decisão hostilizada. 2. Inocorrência das hipóteses de excepcional superação do verbete sumular. 3. A execução provisória de decisão penal condenatória proferida em segundo grau de jurisdição, ainda que sujeita a recurso especial ou extraordinário, não viola o princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-E7D7-9FCE-43DE e senha EE5A-BBBF-93E2-B877 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 36 Ementa e Acórdão HC 164701 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-E7D7-9FCE-43DE e senha EE5A-BBBF-93E2-B877 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-E7D7-9FCE-43DE e senha EE5A-BBBF-93E2-B877 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 36 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que: a) em 18.10.2018, após esgotados os recursos nas instâncias ordinárias, iniciou o cumprimento da execução provisória da pena cominada ao paciente pela prática dos crimes de peculato, furto e associação criminosa; b) a defesa arguiu a nulidade da sentença e do acórdão da apelação por desrespeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e ao direito à ampla produção de provas; c) nesse contexto, a decisão do Tribunal Regional, ao determinar a execução provisória da pena de forma automática e genérica, viola o princípio da presunção de inocência, especialmente porque não há justa causa para a segregação cautelar; d) a decisão agravada carece de fundamentação, bem como subtraiu o julgamento do habeas corpus do seu juiz natural, que é a Segunda Turma do STF. À vista do exposto, pugna-se pela superação da Súmula 691/STF a fim de que seja determinada a suspensão da execução provisória da pena imposta ao agravante. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E94F-EE8D-F8BE-4A86 e senha 5573-9421-3C3A-5385 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que: a) em 18.10.2018, após esgotados os recursos nas instâncias ordinárias, iniciou o cumprimento da execução provisória da pena cominada ao paciente pela prática dos crimes de peculato, furto e associação criminosa; b) a defesa arguiu a nulidade da sentença e do acórdão da apelação por desrespeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e ao direito à ampla produção de provas; c) nesse contexto, a decisão do Tribunal Regional, ao determinar a execução provisória da pena de forma automática e genérica, viola o princípio da presunção de inocência, especialmente porque não há justa causa para a segregação cautelar; d) a decisão agravada carece de fundamentação, bem como subtraiu o julgamento do habeas corpus do seu juiz natural, que é a Segunda Turma do STF. À vista do exposto, pugna-se pela superação da Súmula 691/STF a fim de que seja determinada a suspensão da execução provisória da pena imposta ao agravante. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E94F-EE8D-F8BE-4A86 e senha 5573-9421-3C3A-5385 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa esclarecer que não procedem as alegações do agravante quanto à impossibilidade do julgamento monocrático do habeas corpus. Isso porque o julgamento se deu em conformidade com as balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO WRIT: ART. 192 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ATULIZADO COM A INTRODUÇÃO DA EMENDA REGIMENTAL 30/2009. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Ao contrário do que alegam os agravantes, “[...] o Supremo Tribunal Federal, mediante edição da Emenda Regimental nº 30, de 29 de maio de 2009, delegou expressa competência ao Relator da causa, para, em sede de julgamento monocrático, denegar ou conceder a ordem de habeas corpus, ainda que de ofício, desde que a matéria versada no writ em questão constitua ‘objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal’ (RISTF, art. 192, caput, na redação dada pela ER nº 30/2009)” (HC 109.353/SP, Rel. Min. Celso de Mello, monocrática, DJe 13/12/2013). II - Os agravantes apenas reiteram os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzirem novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento” (HC 147.834 AgR, Relato Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 03.05.2018) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa esclarecer que não procedem as alegações do agravante quanto à impossibilidade do julgamento monocrático do habeas corpus. Isso porque o julgamento se deu em conformidade com as balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO WRIT: ART. 192 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ATULIZADO COM A INTRODUÇÃO DA EMENDA REGIMENTAL 30/2009. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Ao contrário do que alegam os agravantes, “[...] o Supremo Tribunal Federal, mediante edição da Emenda Regimental nº 30, de 29 de maio de 2009, delegou expressa competência ao Relator da causa, para, em sede de julgamento monocrático, denegar ou conceder a ordem de habeas corpus, ainda que de ofício, desde que a matéria versada no writ em questão constitua ‘objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal’ (RISTF, art. 192, caput, na redação dada pela ER nº 30/2009)” (HC 109.353/SP, Rel. Min. Celso de Mello, monocrática, DJe 13/12/2013). II - Os agravantes apenas reiteram os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzirem novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento” (HC 147.834 AgR, Relato Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 03.05.2018) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. Não cabe habeas corpus em substituição ao recurso extraordinário, tendo em vista que “Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz- se em via das mais afuniladas mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Rel. Min. Marco Aurélio). Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal reconhece a validade do julgamento monocrático (em casos de aplicação de jurisprudência dominante) e a constitucionalidade da vedação de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Precedentes. 3. A decisão judicial que rejeita a absolvição sumária, com fundamento na regularidade da denúncia e na falta de comprovação das hipóteses do art. 397 do CPP, não viola o art. 93, IX, da CF/88. 4. A jurisprudência desta Corte já decidiu que “o juízo positivo de admissibilidade da acusação penal, ainda que desejável e conveniente a sua motivação, não reclama, contudo, fundamentação. Precedentes.” (HC 101.971, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (HC 138.413 AgR, Relator Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.03.2017) HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. Não cabe habeas corpus em substituição ao recurso extraordinário, tendo em vista que “Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz- se em via das mais afuniladas mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Rel. Min. Marco Aurélio). Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal reconhece a validade do julgamento monocrático (em casos de aplicação de jurisprudência dominante) e a constitucionalidade da vedação de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Precedentes. 3. A decisão judicial que rejeita a absolvição sumária, com fundamento na regularidade da denúncia e na falta de comprovação das hipóteses do art. 397 do CPP, não viola o art. 93, IX, da CF/88. 4. A jurisprudência desta Corte já decidiu que “o juízo positivo de admissibilidade da acusação penal, ainda que desejável e conveniente a sua motivação, não reclama, contudo, fundamentação. Precedentes.” (HC 101.971, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (HC 138.413 AgR, Relator Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.03.2017) HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Conforme anteriormente explicitado, neguei seguimento ao habeas corpus com base na Súmula 691 do STF. Dessa forma, a análise do writ não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. No mais, o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada, que restou fundamentada nestes termos: “1. Esta Corte tem posição firme pela impossibilidade de admissão de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por membro de Tribunal Superior, visto que, a teor do art. 102, I, “i”, da Constituição da República, sob o prisma da autoridade coatora, a competência originária do Supremo Tribunal Federal somente se perfectibiliza na hipótese em que Tribunal Superior, por meio de órgão colegiado, atue nessa condição. Nessa linha, cito o seguinte precedente: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5º, LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior . Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5º da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, “i”, da Constituição como regra de competência, estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Conforme anteriormente explicitado, neguei seguimento ao habeas corpus com base na Súmula 691 do STF. Dessa forma, a análise do writ não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. No mais, o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada, que restou fundamentada nestes termos: “1. Esta Corte tem posição firme pela impossibilidade de admissão de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por membro de Tribunal Superior, visto que, a teor do art. 102, I, “i”, da Constituição da República, sob o prisma da autoridade coatora, a competência originária do Supremo Tribunal Federal somente se perfectibiliza na hipótese em que Tribunal Superior, por meio de órgão colegiado, atue nessa condição. Nessa linha, cito o seguinte precedente: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5º, LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior . Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5º da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, “i”, da Constituição como regra de competência, estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (CF, artigo 102, inciso I, alínea “i”), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental” (HC 114.557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.08.2014, grifei). Nessa perspectiva, tem-se reconhecido o descabimento de habeas corpus dirigido ao combate de decisão monocrática de indeferimento de liminar proferida no âmbito do STJ. Tal entendimento pode ser extraído a partir da leitura da Súmula 691/STF: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.” 2. Não bastasse, a exigência de motivação estabelecida pelo art. 93, XI, CF, deve ser compreendida à luz do cenário processual em que o ato se insere. Vale mencionar, por exemplo, a evidente distinção da motivação exigida entre medidas embrionárias, que se contentam com juízo sumário, e o édito condenatório, que desafia a presença de arcabouço robusto para fins de desconstituição do estado de inocência presumido. Cumpre assinalar que o deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar, desde logo, manifesto constrangimento ilegal. Ou seja, no contexto do habeas corpus, a concessão da tutela de urgência é exceção, e, nesse particular, seu indeferimento deve ser motivado de acordo com essa condição. Sendo assim, o ônus argumentativo para afastar o pleito liminar é extremamente reduzido. Calha reiterar que, em tais hipóteses, não há pronunciamento de mérito da autoridade apontada como coatora, de modo que se mostra recomendável 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (CF, artigo 102, inciso I, alínea “i”), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental” (HC 114.557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.08.2014, grifei). Nessa perspectiva, tem-se reconhecido o descabimento de habeas corpus dirigido ao combate de decisão monocrática de indeferimento de liminar proferida no âmbito do STJ. Tal entendimento pode ser extraído a partir da leitura da Súmula 691/STF: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.” 2. Não bastasse, a exigência de motivação estabelecida pelo art. 93, XI, CF, deve ser compreendida à luz do cenário processual em que o ato se insere. Vale mencionar, por exemplo, a evidente distinção da motivação exigida entre medidas embrionárias, que se contentam com juízo sumário, e o édito condenatório, que desafia a presença de arcabouço robusto para fins de desconstituição do estado de inocência presumido. Cumpre assinalar que o deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar, desde logo, manifesto constrangimento ilegal. Ou seja, no contexto do habeas corpus, a concessão da tutela de urgência é exceção, e, nesse particular, seu indeferimento deve ser motivado de acordo com essa condição. Sendo assim, o ônus argumentativo para afastar o pleito liminar é extremamente reduzido. Calha reiterar que, em tais hipóteses, não há pronunciamento de mérito da autoridade apontada como coatora, de modo que se mostra recomendável 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP aguardar a manifestação conclusiva do Juízo natural. 3. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, com fulcro na Súmula 691/STF e no art. 21, §1º, do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. 1. Conforme explicitado no ato ora impugnado, o indeferimento de liminar em habeas corpus é caracterizado por um reduzido ônus argumentativo. Ademais, em consulta ao andamento processual do habeas corpus impetrado perante o STJ, consta já ter havido o julgamento de mérito do writ. Dessa forma, a decisão liminar ora questionada foi substituída pela decisão monocrática do Ministro-Relator que julgou o mérito do writ, o que denota, no muito, prejudicada a presente impetração. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA: PRESSUPOSTOS. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR POR DESEMBARGADOR DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS INDEFERIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DEFINITIVO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUBSTITUIÇÃO DE TÍTULO: PREJUÍZO. ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO-JURÍDICO: PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Substituído o título judicial questionado no Superior Tribunal de Justiça, prejudicado está o habeas corpus por perda superveniente de objeto. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (HC 135.010 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 06.09.2016) Não bastasse, verifico que, no julgamento do mérito do habeas corpus 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP aguardar a manifestação conclusiva do Juízo natural. 3. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, com fulcro na Súmula 691/STF e no art. 21, §1º, do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. 1. Conforme explicitado no ato ora impugnado, o indeferimento de liminar em habeas corpus é caracterizado por um reduzido ônus argumentativo. Ademais, em consulta ao andamento processual do habeas corpus impetrado perante o STJ, consta já ter havido o julgamento de mérito do writ. Dessa forma, a decisão liminar ora questionada foi substituída pela decisão monocrática do Ministro-Relator que julgou o mérito do writ, o que denota, no muito, prejudicada a presente impetração. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA: PRESSUPOSTOS. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR POR DESEMBARGADOR DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS INDEFERIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DEFINITIVO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUBSTITUIÇÃO DE TÍTULO: PREJUÍZO. ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO-JURÍDICO: PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Substituído o título judicial questionado no Superior Tribunal de Justiça, prejudicado está o habeas corpus por perda superveniente de objeto. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (HC 135.010 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 06.09.2016) Não bastasse, verifico que, no julgamento do mérito do habeas corpus 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP impetrado perante o STJ, o Ministro-Relator assentou que “não há qualquer ilegalidade na execução provisória da pena imposta ao paciente, uma vez que esgotada a instância ordinária, e os recursos de natureza extraordinária não possuem, em regra, efeito suspensivo.” 2. Importa ressaltar, por oportuno, que a discussão acerca da execução provisória da pena admite enfrentamento sobre, ao menos, três questionamentos, quais sejam: i) se é constitucionalmente hígida a execução da pena decorrente de condenação assentada pelas instâncias ordinárias e passível, em tese, de impugnação por meio de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, notadamente sob a ótica do Princípio da Presunção de Inocência; ii) se, partindo da premissa de que é cabível o cumprimento da pena, a deflagração da etapa executiva exigiria, ou não, motivação particularizada e fundamentada que demonstrasse, sob o viés cautelar, a necessidade da medida, e; iii) se, também partindo da premissa de que é cabível a execução provisória, o início do cumprimento da pena em tal seara configuraria ofensa à coisa julgada nas hipóteses em a sentença de primeiro grau assegurar ao acusado o direito de apelar em liberdade. 3. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP impetrado perante o STJ, o Ministro-Relator assentou que “não há qualquer ilegalidade na execução provisória da pena imposta ao paciente, uma vez que esgotada a instância ordinária, e os recursos de natureza extraordinária não possuem, em regra, efeito suspensivo.” 2. Importa ressaltar, por oportuno, que a discussão acerca da execução provisória da pena admite enfrentamento sobre, ao menos, três questionamentos, quais sejam: i) se é constitucionalmente hígida a execução da pena decorrente de condenação assentada pelas instâncias ordinárias e passível, em tese, de impugnação por meio de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, notadamente sob a ótica do Princípio da Presunção de Inocência; ii) se, partindo da premissa de que é cabível o cumprimento da pena, a deflagração da etapa executiva exigiria, ou não, motivação particularizada e fundamentada que demonstrasse, sob o viés cautelar, a necessidade da medida, e; iii) se, também partindo da premissa de que é cabível a execução provisória, o início do cumprimento da pena em tal seara configuraria ofensa à coisa julgada nas hipóteses em a sentença de primeiro grau assegurar ao acusado o direito de apelar em liberdade. 3. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926 do CPC. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, CPC, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Já ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926 do CPC. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, CPC, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Já ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Diante do exposto, sobretudo na atual sede fracionária, antes de discutir efetivamente o mérito das questões afetas à execução provisória da pena, tenho que é o caso de ponderar se tais temas foram, ou não, objeto de prévio pronunciamento do Tribunal Pleno. Em caso positivo, reitero, independentemente do acerto ou desacerto da decisão do colegiado maior, cujo reexame, por óbvio, não se submete a órgão fracionário, é o caso de, forte no Princípio da Colegialidade, implementar a compreensão adotada pelo Plenário. Saliento que não se trata de defender uma indesejável petrificação da jurisprudência da Suprema Corte, mas de apenas se reconhecer que cabe precipuamente ao Plenário eventual análise de superação de seus próprios precedentes. Acrescento que, embora se possa sustentar que determinado tema demandaria reexame definitivo em sede plenária, com a devida vênia aos que aderem a posição diversa, não cabe às Turmas fazê-lo, notadamente quando há factível risco de produção de compreensões fracionárias divergentes, a acarretar potencial insegurança jurídica e involuntária violação à isonomia. Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos referentes à questão que ora se impõe. 4. O primeiro ponto a ser examinado refere-se à compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Diante do exposto, sobretudo na atual sede fracionária, antes de discutir efetivamente o mérito das questões afetas à execução provisória da pena, tenho que é o caso de ponderar se tais temas foram, ou não, objeto de prévio pronunciamento do Tribunal Pleno. Em caso positivo, reitero, independentemente do acerto ou desacerto da decisão do colegiado maior, cujo reexame, por óbvio, não se submete a órgão fracionário, é o caso de, forte no Princípio da Colegialidade, implementar a compreensão adotada pelo Plenário. Saliento que não se trata de defender uma indesejável petrificação da jurisprudência da Suprema Corte, mas de apenas se reconhecer que cabe precipuamente ao Plenário eventual análise de superação de seus próprios precedentes. Acrescento que, embora se possa sustentar que determinado tema demandaria reexame definitivo em sede plenária, com a devida vênia aos que aderem a posição diversa, não cabe às Turmas fazê-lo, notadamente quando há factível risco de produção de compreensões fracionárias divergentes, a acarretar potencial insegurança jurídica e involuntária violação à isonomia. Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos referentes à questão que ora se impõe. 4. O primeiro ponto a ser examinado refere-se à compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do STF, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283 do CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126.292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126.292 eram impugnados sob a premissa 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do STF, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283 do CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126.292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126.292 eram impugnados sob a premissa 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP da higidez constitucional do art. 283 do CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP da higidez constitucional do art. 283 do CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5°, LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. De tal modo, embora, eventualmente, a matéria possa ser reexaminada, a tempo e modo e em sede própria, entendo, com a devida vênia, que não cabe a órgão fracionário dissentir da compreensão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5°, LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. De tal modo, embora, eventualmente, a matéria possa ser reexaminada, a tempo e modo e em sede própria, entendo, com a devida vênia, que não cabe a órgão fracionário dissentir da compreensão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP assentada pelo colegiado maior, de modo que tomo como premissa a higidez constitucional da execução provisória da pena. 5. A segunda questão a ser enfrentada refere-se à exigência de fundamentação concreta para fins de legitimação da execução provisória, especialmente em razão do contido no art. 5°, LXI, CF, que condiciona a implementação de prisões à situação de flagrância ou ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, bem como no art. 93, IX, da CF, que prescreve o dever de fundamentação judicial. A pretensão defensiva, contudo, colide com prévio pronunciamento do Plenário. Com efeito, o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP assentada pelo colegiado maior, de modo que tomo como premissa a higidez constitucional da execução provisória da pena. 5. A segunda questão a ser enfrentada refere-se à exigência de fundamentação concreta para fins de legitimação da execução provisória, especialmente em razão do contido no art. 5°, LXI, CF, que condiciona a implementação de prisões à situação de flagrância ou ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, bem como no art. 93, IX, da CF, que prescreve o dever de fundamentação judicial. A pretensão defensiva, contudo, colide com prévio pronunciamento do Plenário. Com efeito, o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5º, ambos do CPC c/c art. 3º e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5º, ambos do CPC c/c art. 3º e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5º, LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05/04/2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5°, LXI e art. 93, IX, CF, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05/04/2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5°, LXI e art. 93, IX, CF, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do STJ, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do STJ, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR em que examinada os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR em que examinada os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Diante de tais aspectos, entendo que a cogitada exigência de fundamentação concreta a fim de legitimar o cumprimento do acórdão que materializa a condenação, além de ter sido expressamente rechaçada pelo Plenário, revela-se de todo incompatível com a razão de ser dos precedentes do Tribunal Pleno e com a própria natureza dos recursos extremos cabíveis contra acórdãos que assentam condenações, os quais, repita-se, nascem eficazes e cujos efeitos somente se suspendem em caso de específica e motivada concessão de tutela provisória. 6. Remanesce a questão associada à formação da coisa julgada decorrente do disposto eventualmente contido na sentença que assegura ao acusado o direito de responder em liberdade. Esse aspecto também foi enfrentado pelo Plenário no HC 152.752/PR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Diante de tais aspectos, entendo que a cogitada exigência de fundamentação concreta a fim de legitimar o cumprimento do acórdão que materializa a condenação, além de ter sido expressamente rechaçada pelo Plenário, revela-se de todo incompatível com a razão de ser dos precedentes do Tribunal Pleno e com a própria natureza dos recursos extremos cabíveis contra acórdãos que assentam condenações, os quais, repita-se, nascem eficazes e cujos efeitos somente se suspendem em caso de específica e motivada concessão de tutela provisória. 6. Remanesce a questão associada à formação da coisa julgada decorrente do disposto eventualmente contido na sentença que assegura ao acusado o direito de responder em liberdade. Esse aspecto também foi enfrentado pelo Plenário no HC 152.752/PR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP que decidiu o seguinte: “Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade . ” (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018) A respeito do tema, consta do voto condutor que proferi naquela assentada (grifei): “7. Também não impressiona a alegação de ocorrência de reformatio in pejus, aspecto corolário do contraditório e da ampla defesa e derivado do artigo 617 do Código de Processo Penal, que prescreve que, no âmbito dos órgãos recursais, não poderá ser agravada a pena, quando somente o réu houver apelado da sentença. Esse postulado, ao qual os Tribunais têm atribuído interpretação ampliativa, inclusive com alcance de prejuízos qualitativos, materializa a personalidade dos recursos. A esse respeito, enuncia a doutrina: ‘O princípio da personalidade dos recursos significa que: a) o recurso só pode beneficiar à parte que o interpôs, não aproveitando a parte que não recorre; e, como via de consequência, que b) quem recorreu não pode ter sua situação agravada, se não houve recurso da outra parte.’ (GRINOVER. Ada Pellegrini e outros. Recursos no processo penal: teoria geral dos recursos, recursos em espécie, ações de impugnação, reclamação aos tribunais.5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2008. p. 43) Tal compreensão tem assento na perspectiva de que o recurso constitui desdobramento do direito de ação. Nesse enfoque, impor situação prejudicial ao réu sem insurgência da acusação consubstancia ato semelhante à submissão de pleito 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP que decidiu o seguinte: “Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade . ” (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018) A respeito do tema, consta do voto condutor que proferi naquela assentada (grifei): “7. Também não impressiona a alegação de ocorrência de reformatio in pejus, aspecto corolário do contraditório e da ampla defesa e derivado do artigo 617 do Código de Processo Penal, que prescreve que, no âmbito dos órgãos recursais, não poderá ser agravada a pena, quando somente o réu houver apelado da sentença. Esse postulado, ao qual os Tribunais têm atribuído interpretação ampliativa, inclusive com alcance de prejuízos qualitativos, materializa a personalidade dos recursos. A esse respeito, enuncia a doutrina: ‘O princípio da personalidade dos recursos significa que: a) o recurso só pode beneficiar à parte que o interpôs, não aproveitando a parte que não recorre; e, como via de consequência, que b) quem recorreu não pode ter sua situação agravada, se não houve recurso da outra parte.’ (GRINOVER. Ada Pellegrini e outros. Recursos no processo penal: teoria geral dos recursos, recursos em espécie, ações de impugnação, reclamação aos tribunais.5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2008. p. 43) Tal compreensão tem assento na perspectiva de que o recurso constitui desdobramento do direito de ação. Nesse enfoque, impor situação prejudicial ao réu sem insurgência da acusação consubstancia ato semelhante à submissão de pleito 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP condenatório despido de imputação, de modo que se nota íntima relação entre a vedação da reformatio in pejus e o sistema acusatório. Ocorre que esse modo de pensar não pode ser transportado, de forma automática, para a execução penal, atmosfera processual em que não há acusação propriamente dita e que é regida, quanto à instauração e processamento, por critérios de oficialidade, conforme expressamente preceitua a Lei n. 7.210/84 (Lei de Execuções Penais): Art. 1º A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. (…) Art. 194. O procedimento correspondente às situações previstas nesta Lei será judicial, desenvolvendo- se perante o Juízo da execução. Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-á de ofício, a requerimento do Ministério Público, do interessado, de quem o represente, de seu cônjuge, parente ou descendente, mediante proposta do Conselho Penitenciário, ou, ainda, da autoridade administrativa. Não bastasse, não comungo da compreensão no sentido de que o acórdão penal condenatório que determina o início da execução provisória da pena concede providência sem requerimento do Ministério Público. Entender que o requerimento para cumprimento de pena, provisório ou definitivo, não está contido, desde o início, na pretensão acusatória é negar, em sua inteireza, o próprio direito constitucional de ação, porque limita temporalmente os efeitos da pretensão deduzida em juízo quando o ordenamento jurídico admite, expressamente, que os recursos excepcionais não são dotados de automática eficácia suspensiva. Assim, a ilegalidade apontada, a meu ver, não merece ser 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP condenatório despido de imputação, de modo que se nota íntima relação entre a vedação da reformatio in pejus e o sistema acusatório. Ocorre que esse modo de pensar não pode ser transportado, de forma automática, para a execução penal, atmosfera processual em que não há acusação propriamente dita e que é regida, quanto à instauração e processamento, por critérios de oficialidade, conforme expressamente preceitua a Lei n. 7.210/84 (Lei de Execuções Penais): Art. 1º A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. (…) Art. 194. O procedimento correspondente às situações previstas nesta Lei será judicial, desenvolvendo- se perante o Juízo da execução. Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-á de ofício, a requerimento do Ministério Público, do interessado, de quem o represente, de seu cônjuge, parente ou descendente, mediante proposta do Conselho Penitenciário, ou, ainda, da autoridade administrativa. Não bastasse, não comungo da compreensão no sentido de que o acórdão penal condenatório que determina o início da execução provisória da pena concede providência sem requerimento do Ministério Público. Entender que o requerimento para cumprimento de pena, provisório ou definitivo, não está contido, desde o início, na pretensão acusatória é negar, em sua inteireza, o próprio direito constitucional de ação, porque limita temporalmente os efeitos da pretensão deduzida em juízo quando o ordenamento jurídico admite, expressamente, que os recursos excepcionais não são dotados de automática eficácia suspensiva. Assim, a ilegalidade apontada, a meu ver, não merece ser 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP reconhecida. Nessa ótica, não verifico pronunciamento jurisdicional, ainda que anterior, que dê guarida à alegação de que o TRF-4ª teria incorrido em indevida reformatio in pejus, tampouco sustentação jurídica ao condicionamento do início da execução à existência de pedido específico da acusação.” Também cumpre reproduzir resumo dos termos do multicitado HC 126.292, de Relatoria do saudoso Min. Teori Zavascki, conforme ementa formulada, naqueles autos, pela própria defesa (fls. 03-04 da petição inicial, grifei), a revelar inexistência de particularidade nos casos ora em exame que imponham equacionamento diverso do exarado pelo Plenário: “1. Paciente, primário, sem nenhum antecedente criminal, foi condenado pela suposta prática do crime de roubo qualificado. Antes do encerramento da instrução criminal foi revogada a prisão preventiva decretada em desfavor do Paciente, o qual encontra-se em liberdade há mais de quatro anos, trabalhando e sem que nenhum outro delito tivesse cometido. 2. Sentença condenatória, que transitou em julgado para o Ministério Público, que garante, expressamente, o direito do paciente recorrer em liberdade desta decisão. 3. Determinação da expedição do mandado de prisão no julgamento da apelação. Manifesta ilegalidade. Afronta ao princípio constitucional preconizado no art. 5°, LVII da Constituição Federal. Precedentes do col. Superior Tribunal de Justiça: A ilegalidade decorre da determinação de expedição de mandado de prisão em desfavor do paciente antes mesmo do trânsito em julgado do acórdão que julgou o recurso de apelação. Registre-se que o paciente encontrava-se em liberdade até o julgamento do apelo, por ocasião da prolação da sentença condenatória (fls. 23/34), situação que deve ser preservada se não há motivo suficientemente forte em contrário, consoante se nota, a priori, da decisão vergastada. A PROPÓSITO, CUMPRE REGISTRAR QUE A CHAMADA EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA PRIVATIVA DE 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP reconhecida. Nessa ótica, não verifico pronunciamento jurisdicional, ainda que anterior, que dê guarida à alegação de que o TRF-4ª teria incorrido em indevida reformatio in pejus, tampouco sustentação jurídica ao condicionamento do início da execução à existência de pedido específico da acusação.” Também cumpre reproduzir resumo dos termos do multicitado HC 126.292, de Relatoria do saudoso Min. Teori Zavascki, conforme ementa formulada, naqueles autos, pela própria defesa (fls. 03-04 da petição inicial, grifei), a revelar inexistência de particularidade nos casos ora em exame que imponham equacionamento diverso do exarado pelo Plenário: “1. Paciente, primário, sem nenhum antecedente criminal, foi condenado pela suposta prática do crime de roubo qualificado. Antes do encerramento da instrução criminal foi revogada a prisão preventiva decretada em desfavor do Paciente, o qual encontra-se em liberdade há mais de quatro anos, trabalhando e sem que nenhum outro delito tivesse cometido. 2. Sentença condenatória, que transitou em julgado para o Ministério Público, que garante, expressamente, o direito do paciente recorrer em liberdade desta decisão. 3. Determinação da expedição do mandado de prisão no julgamento da apelação. Manifesta ilegalidade. Afronta ao princípio constitucional preconizado no art. 5°, LVII da Constituição Federal. Precedentes do col. Superior Tribunal de Justiça: A ilegalidade decorre da determinação de expedição de mandado de prisão em desfavor do paciente antes mesmo do trânsito em julgado do acórdão que julgou o recurso de apelação. Registre-se que o paciente encontrava-se em liberdade até o julgamento do apelo, por ocasião da prolação da sentença condenatória (fls. 23/34), situação que deve ser preservada se não há motivo suficientemente forte em contrário, consoante se nota, a priori, da decisão vergastada. A PROPÓSITO, CUMPRE REGISTRAR QUE A CHAMADA EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA PRIVATIVA DE 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP LIBERDADE, EM PRINCÍPIO, É VEDADA, SOB PENA DE SE PÔR EM XEQUE A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (HC n.º 312.273, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, decisão monocrática, DJ 18.12.14). 5. Ausência dos requisitos previstos no artigo 312, do Código de Processo Penal, que justificasse a prisão do Paciente. MANIFESTA FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. 6. Pedido de liminar tão-somente para sobrestar o cumprimento do mandado de prisão expedido em desfavor do Paciente até o julgamento final do writ.” Ainda sobre as balizas do decidido pelo Tribunal Pleno no HC 126.292, oportuno transcrever segmento do voto condutor proferido no HC 134.863 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 29/11/2016, desprovido em decisão unânime, ocasião em que se enfrentou idêntica matéria: “Os impetrantes sustentaram a possibilidade de se mitigar o óbice da Súmula nº 691/STF, aduzindo, para tanto, que, na pendência de recursos especial e extraordinário, o juízo de primeiro grau, após requerimento do Ministério Público Federal, determinou a execução provisória da pena de 5 (cinco) anos de reclusão em regime semiaberto imposta ao paciente pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei nº 7492/86). No entender da defesa, essa determinação configurou reformatio in pejus , na medida em que, quando da prolação da r. Sentença condenatória, o d. juízo de piso decidiu que o Paciente poderia RECORRER EM LIBERDADE (…) (…) Anoto, adicionalmente, como registro, que o Tribunal Pleno desta Suprema Corte em caso equivalente, vale dizer, hipótese em que o paciente também obtivera o direito de recorrer em liberdade, fixou orientação no sentido de que 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP LIBERDADE, EM PRINCÍPIO, É VEDADA, SOB PENA DE SE PÔR EM XEQUE A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (HC n.º 312.273, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, decisão monocrática, DJ 18.12.14). 5. Ausência dos requisitos previstos no artigo 312, do Código de Processo Penal, que justificasse a prisão do Paciente. MANIFESTA FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. 6. Pedido de liminar tão-somente para sobrestar o cumprimento do mandado de prisão expedido em desfavor do Paciente até o julgamento final do writ.” Ainda sobre as balizas do decidido pelo Tribunal Pleno no HC 126.292, oportuno transcrever segmento do voto condutor proferido no HC 134.863 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 29/11/2016, desprovido em decisão unânime, ocasião em que se enfrentou idêntica matéria: “Os impetrantes sustentaram a possibilidade de se mitigar o óbice da Súmula nº 691/STF, aduzindo, para tanto, que, na pendência de recursos especial e extraordinário, o juízo de primeiro grau, após requerimento do Ministério Público Federal, determinou a execução provisória da pena de 5 (cinco) anos de reclusão em regime semiaberto imposta ao paciente pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei nº 7492/86). No entender da defesa, essa determinação configurou reformatio in pejus , na medida em que, quando da prolação da r. Sentença condenatória, o d. juízo de piso decidiu que o Paciente poderia RECORRER EM LIBERDADE (…) (…) Anoto, adicionalmente, como registro, que o Tribunal Pleno desta Suprema Corte em caso equivalente, vale dizer, hipótese em que o paciente também obtivera o direito de recorrer em liberdade, fixou orientação no sentido de que 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal (HC nº 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/5/16).’ Portanto, a decisão do juízo de origem, que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante, não configurou reformatio in pejus nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal naquele leading case. (…) Fica ressalvado, contudo, meu entendimento pessoal consignado por ocasião do julgamento daquelas ações diretas.” Rememoro que o HC 126.292 retomou a posição tradicional desta Corte quanto à compatibilidade constitucional da imediata execução de condenações assentadas pelas instâncias ordinárias, superando a compreensão afirmada no HC 84.078/MG, Rel. Min. Eros Grau. Na vigência do entendimento que admitia o cumprimento da pena, ou seja, em momento anterior ao julgamento do HC 84.078/MG, a Corte já havia se debruçado sobre a questão atinente à vinculação do Juízo ad quem ao pronunciamento espelhado em sentença que assegura ao acusado o direito de apelar em liberdade. Cito, a esse respeito, precedente de lavra do eminente decano: “HABEAS CORPUS - RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELO ACUSADO - INEXISTÊNCIA DE EFEITO SUSPENSIVO - POSSIBILIDADE DE PRISÃO IMEDIATA DO CONDENADO - MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DO MANDADO DE PRISÃO AO PRÉVIO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL - DELIBERAÇÃO QUE NÃO 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal (HC nº 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/5/16).’ Portanto, a decisão do juízo de origem, que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante, não configurou reformatio in pejus nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal naquele leading case. (…) Fica ressalvado, contudo, meu entendimento pessoal consignado por ocasião do julgamento daquelas ações diretas.” Rememoro que o HC 126.292 retomou a posição tradicional desta Corte quanto à compatibilidade constitucional da imediata execução de condenações assentadas pelas instâncias ordinárias, superando a compreensão afirmada no HC 84.078/MG, Rel. Min. Eros Grau. Na vigência do entendimento que admitia o cumprimento da pena, ou seja, em momento anterior ao julgamento do HC 84.078/MG, a Corte já havia se debruçado sobre a questão atinente à vinculação do Juízo ad quem ao pronunciamento espelhado em sentença que assegura ao acusado o direito de apelar em liberdade. Cito, a esse respeito, precedente de lavra do eminente decano: “HABEAS CORPUS - RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELO ACUSADO - INEXISTÊNCIA DE EFEITO SUSPENSIVO - POSSIBILIDADE DE PRISÃO IMEDIATA DO CONDENADO - MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DO MANDADO DE PRISÃO AO PRÉVIO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL - DELIBERAÇÃO QUE NÃO 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP VINCULA OS TRIBUNAIS SUPERIORES - PEDIDO INDEFERIDO. PRISÃO DO SENTENCIADO E INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS EXCEPCIONAIS. - (…) JUIZ QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE PRISÃO AO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL. - A deliberação do magistrado de primeira instância, que condiciona a expedição do mandado de prisão ao prévio trânsito em julgado da condenação penal, embora garanta ao réu o direito de apelar em liberdade contra a sentença, não vincula os Tribunais incumbidos de julgar os recursos ordinários ou extraordinários eventualmente deduzidos pelo sentenciado. O Tribunal ad quem, em conseqüência, pode ordenar, em sede recursal, a prisão do condenado, quando improvido o recurso por este interposto. (…) (HC 72.610, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, julgado em 05/12/1995, grifei) Desse modo, não verifico hipótese de excepcional superação do verbete sumular. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP VINCULA OS TRIBUNAIS SUPERIORES - PEDIDO INDEFERIDO. PRISÃO DO SENTENCIADO E INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS EXCEPCIONAIS. - (…) JUIZ QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE PRISÃO AO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL. - A deliberação do magistrado de primeira instância, que condiciona a expedição do mandado de prisão ao prévio trânsito em julgado da condenação penal, embora garanta ao réu o direito de apelar em liberdade contra a sentença, não vincula os Tribunais incumbidos de julgar os recursos ordinários ou extraordinários eventualmente deduzidos pelo sentenciado. O Tribunal ad quem, em conseqüência, pode ordenar, em sede recursal, a prisão do condenado, quando improvido o recurso por este interposto. (…) (HC 72.610, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, julgado em 05/12/1995, grifei) Desse modo, não verifico hipótese de excepcional superação do verbete sumular. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 36 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (CF, art. 5º, LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Cabe observar, de outro lado, que esta impetração sustenta-se, ainda, em outro fundamento, consistente na alegada transgressão, pelo Tribunal “ad quem”, do postulado que veda a “reformatio in pejus” (CPP, art. 617, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (CF, art. 5º, LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Cabe observar, de outro lado, que esta impetração sustenta-se, ainda, em outro fundamento, consistente na alegada transgressão, pelo Tribunal “ad quem”, do postulado que veda a “reformatio in pejus” (CPP, art. 617, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP “in fine”), eis que, no caso ora em exame, determinou-se, em recurso exclusivo da defesa, fosse instaurada a execução provisória da condenação criminal. Tenho assinalado, nesta Suprema Corte, que, em situações como a que venho de referir (HC 147.428/MG – HC 148.122-MC/MG – HC 148.687-MC/SP, v.g., dos quais sou Relator), em que o Ministério Público sequer se insurgiu contra o pronunciamento do órgão judiciário “a quo” que garantiu ao paciente o direito de recorrer em liberdade, não pode o Tribunal de superior jurisdição suprimir esse benefício, em detrimento do condenado, sob pena de ofensa à cláusula final inscrita no art. 617 do Código de Processo Penal: “(…) POSSÍVEL OFENSA AO PRINCÍPIO QUE VEDA A ‘REFORMATIO IN PEJUS’ (CPP, ART. 617, ‘in fine’), POIS O TRIBUNAL DE INFERIOR JURISDIÇÃO ORDENOU QUE SE PROCEDESSE, EM PRIMEIRO GRAU, À IMEDIATA EXECUÇÃO ANTECIPADA DA PENA, NÃO OBSTANTE ESSE COMANDO HOUVESSE SIDO DETERMINADO EM RECURSO EXCLUSIVO DO RÉU CONDENADO, A QUEM SE ASSEGURARA, NO ENTANTO, EM MOMENTO ANTERIOR, SEM IMPUGNAÇÃO RECURSAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, O DIREITO DE AGUARDAR EM LIBERDADE A CONCLUSÃO DO PROCESSO. (…).” (HC 147.452/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impõe-se reconhecer, no entanto, que ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal têm proclamado, em sucessivos julgamentos (HC 135.752-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 151.814-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – HC 157.808-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 158.658-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 160.418-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que “a determinação da execução provisória 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP “in fine”), eis que, no caso ora em exame, determinou-se, em recurso exclusivo da defesa, fosse instaurada a execução provisória da condenação criminal. Tenho assinalado, nesta Suprema Corte, que, em situações como a que venho de referir (HC 147.428/MG – HC 148.122-MC/MG – HC 148.687-MC/SP, v.g., dos quais sou Relator), em que o Ministério Público sequer se insurgiu contra o pronunciamento do órgão judiciário “a quo” que garantiu ao paciente o direito de recorrer em liberdade, não pode o Tribunal de superior jurisdição suprimir esse benefício, em detrimento do condenado, sob pena de ofensa à cláusula final inscrita no art. 617 do Código de Processo Penal: “(…) POSSÍVEL OFENSA AO PRINCÍPIO QUE VEDA A ‘REFORMATIO IN PEJUS’ (CPP, ART. 617, ‘in fine’), POIS O TRIBUNAL DE INFERIOR JURISDIÇÃO ORDENOU QUE SE PROCEDESSE, EM PRIMEIRO GRAU, À IMEDIATA EXECUÇÃO ANTECIPADA DA PENA, NÃO OBSTANTE ESSE COMANDO HOUVESSE SIDO DETERMINADO EM RECURSO EXCLUSIVO DO RÉU CONDENADO, A QUEM SE ASSEGURARA, NO ENTANTO, EM MOMENTO ANTERIOR, SEM IMPUGNAÇÃO RECURSAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, O DIREITO DE AGUARDAR EM LIBERDADE A CONCLUSÃO DO PROCESSO. (…).” (HC 147.452/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impõe-se reconhecer, no entanto, que ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal têm proclamado, em sucessivos julgamentos (HC 135.752-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 151.814-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – HC 157.808-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 158.658-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 160.418-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que “a determinação da execução provisória 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP da pena não conflita com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’” (HC 157.159-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei), cabendo destacar, por expressivos desse entendimento, os seguintes precedentes emanados desta Suprema Corte: “3. A decisão do juízo de origem que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante não configurou ‘reformatio in pejus’ e nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal que, no julgamento do HC nº 126.292/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, entendeu que ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em julgamento de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência’ (DJe de 17/5/16). 4. Esse entendimento, aliás, manteve-se inalterado na Corte, que, em 5/10/16, indeferiu as medidas cautelares formuladas na ADC nº 43 e na ADC nº 44, as quais pleiteavam, sob a premissa da constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, a suspensão das execuções provisórias de decisões penais que têm por fundamento as mesmas razões de decidir do julgado proferido no HC nº 126.292/SP. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 134.863-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “3. A execução provisória da pena coaduna com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’, quando mantida a condenação do paciente pela Corte local, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, no restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como na atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 154.976-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP da pena não conflita com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’” (HC 157.159-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei), cabendo destacar, por expressivos desse entendimento, os seguintes precedentes emanados desta Suprema Corte: “3. A decisão do juízo de origem que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante não configurou ‘reformatio in pejus’ e nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal que, no julgamento do HC nº 126.292/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, entendeu que ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em julgamento de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência’ (DJe de 17/5/16). 4. Esse entendimento, aliás, manteve-se inalterado na Corte, que, em 5/10/16, indeferiu as medidas cautelares formuladas na ADC nº 43 e na ADC nº 44, as quais pleiteavam, sob a premissa da constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, a suspensão das execuções provisórias de decisões penais que têm por fundamento as mesmas razões de decidir do julgado proferido no HC nº 126.292/SP. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 134.863-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “3. A execução provisória da pena coaduna com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’, quando mantida a condenação do paciente pela Corte local, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, no restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como na atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 154.976-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP Cumpre registrar, finalmente, por relevante, que essa mesma diretriz jurisprudencial veio a ser reafirmada em recente julgamento plenário desta Corte Suprema que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “7. Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade.” (HC 152.752/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Cumpre registrar, finalmente, por relevante, que essa mesma diretriz jurisprudencial veio a ser reafirmada em recente julgamento plenário desta Corte Suprema que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “7. Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade.” (HC 152.752/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 36 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto em habeas corpus impetrado contra decisão monocrática, proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. O eminente relator negou seguimento à impetração por meio de decisão unipessoal, provimento impugnado mediante o agravo regimental ora em apreço. Conforme asseverei ao apreciar o pedido de liminar no HC 146.818 MC/ES, DJe 20.9.2017, os Ministros do STF, monocraticamente, têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo STF ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. Todavia, no julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao STJ, mas não de recurso extraordinário ao STF. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto em habeas corpus impetrado contra decisão monocrática, proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. O eminente relator negou seguimento à impetração por meio de decisão unipessoal, provimento impugnado mediante o agravo regimental ora em apreço. Conforme asseverei ao apreciar o pedido de liminar no HC 146.818 MC/ES, DJe 20.9.2017, os Ministros do STF, monocraticamente, têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo STF ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. Todavia, no julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao STJ, mas não de recurso extraordinário ao STF. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Dessa forma, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli no sentido de que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ. Entretanto, tenho que o entendimento não deve ser aplicado indistintamente, sobretudo quando se tratar de condenação por crimes graves. Isso porque, consoante asseverei no julgamento do citado HC 126.292/SP, em que pese à presunção de não culpabilidade ser direito fundamental que impõe o ônus da prova à acusação e impede o tratamento do réu como culpado até o trânsito em julgado da sentença, ainda assim, não impõe que o réu seja tratado da mesma forma durante todo o processo. Conforme se avança e a culpa vai ficando demonstrada, a lei poderá impor tratamento diferenciado. A presunção de inocência deve ser vista como princípio relevantíssimo para a ordem jurídica ou constitucional, mas princípio suscetível de ser devidamente conformado, tendo em vista, inclusive, as circunstâncias de aplicação no caso do Direito Penal e Processual Penal. Por isso, entendo que, nesse contexto, não é de considerar-se que prisão, após a decisão do tribunal de apelação, haja de ser considerada violadora desse princípio. Nesse sentido, cito trechos do voto de minha relatoria, no HC 152.752/PR: “Em conclusão, penso que a regra da presunção de não culpabilidade, diante da formação progressiva da culpa, permite o início da execução da pena a partir do julgamento pelo STJ de REsp e AResp (fixando-se limite nos primeiros Embargos Declaratórios), marco de maior segurança jurídica, quando então a reprimenda estaria estabilizada, com nenhuma 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Dessa forma, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli no sentido de que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo STJ. Entretanto, tenho que o entendimento não deve ser aplicado indistintamente, sobretudo quando se tratar de condenação por crimes graves. Isso porque, consoante asseverei no julgamento do citado HC 126.292/SP, em que pese à presunção de não culpabilidade ser direito fundamental que impõe o ônus da prova à acusação e impede o tratamento do réu como culpado até o trânsito em julgado da sentença, ainda assim, não impõe que o réu seja tratado da mesma forma durante todo o processo. Conforme se avança e a culpa vai ficando demonstrada, a lei poderá impor tratamento diferenciado. A presunção de inocência deve ser vista como princípio relevantíssimo para a ordem jurídica ou constitucional, mas princípio suscetível de ser devidamente conformado, tendo em vista, inclusive, as circunstâncias de aplicação no caso do Direito Penal e Processual Penal. Por isso, entendo que, nesse contexto, não é de considerar-se que prisão, após a decisão do tribunal de apelação, haja de ser considerada violadora desse princípio. Nesse sentido, cito trechos do voto de minha relatoria, no HC 152.752/PR: “Em conclusão, penso que a regra da presunção de não culpabilidade, diante da formação progressiva da culpa, permite o início da execução da pena a partir do julgamento pelo STJ de REsp e AResp (fixando-se limite nos primeiros Embargos Declaratórios), marco de maior segurança jurídica, quando então a reprimenda estaria estabilizada, com nenhuma 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP ou reduzida possibilidade de mutação decorrente de análises fáticas ou de aspectos alusivos à quantidade e qualidade da pena. Fora desse marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo STJ ou pelo STF de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem pública ou da aplicação da lei penal”. Dito isto, tenho que o caso dos autos não comporta concessão da ordem, pois se verifica o enquadramento na terceira exceção acima elencada. Portanto, acompanho o eminente relator, para negar provimento ao agravo regimental, com as ressalvas de fundamento expostas. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP ou reduzida possibilidade de mutação decorrente de análises fáticas ou de aspectos alusivos à quantidade e qualidade da pena. Fora desse marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo STJ ou pelo STF de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem pública ou da aplicação da lei penal”. Dito isto, tenho que o caso dos autos não comporta concessão da ordem, pois se verifica o enquadramento na terceira exceção acima elencada. Portanto, acompanho o eminente relator, para negar provimento ao agravo regimental, com as ressalvas de fundamento expostas. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 36 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Considerando as razões lançadas no agravo regimental, divirjo do Relator, tendo em vista o entendimento ao qual sempre me filiei no que toca à possibilidade de execução antecipada da pena condenatória. Entendo que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5°, LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Essa foi minha posição por ocasião do julgamento do HC 126.292/SP, de relatoria do Ministro Teori Zavascki; das ADC 43 e 44, ambas de relatoria do Ministro Marco Aurélio; e do HC 152.752/PR, de relatoria do Ministro Edson Fachin. Isso posto, divirjo do Ministro Relator para prover o agravo regimental e conceder a ordem de habeas corpus, para que o paciente possa aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAA9-F7B0-F1AA-16C5 e senha C300-69E0-967A-3ECF Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Considerando as razões lançadas no agravo regimental, divirjo do Relator, tendo em vista o entendimento ao qual sempre me filiei no que toca à possibilidade de execução antecipada da pena condenatória. Entendo que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5°, LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Essa foi minha posição por ocasião do julgamento do HC 126.292/SP, de relatoria do Ministro Teori Zavascki; das ADC 43 e 44, ambas de relatoria do Ministro Marco Aurélio; e do HC 152.752/PR, de relatoria do Ministro Edson Fachin. Isso posto, divirjo do Ministro Relator para prover o agravo regimental e conceder a ordem de habeas corpus, para que o paciente possa aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAA9-F7B0-F1AA-16C5 e senha C300-69E0-967A-3ECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 36 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) : PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS (215364/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B9-70FE-CE92-9E66 e senha 6D3C-0C37-2F1E-8928 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) : PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS (215364/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B9-70FE-CE92-9E66 e senha 6D3C-0C37-2F1E-8928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 36
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749690511
2019-04-05T00:00:00
2019-04-30T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. IMPETRAÇÃO FORMALIZADA CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE INDEFERIMENTO LIMINAR EM HABEAS CORPUS ENDEREÇADO A TRIBUNAL SUPERIOR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. NÃO CONHECIMENTO. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE EVIDENTE OU TERATOLOGIA. DESCABIMENTO DE SUPERAÇÃO SUMULAR. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A teor da Súmula 691/STF, é inadmissível a impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de liminar, salvo em hipóteses excepcionais, em que o impetrante demonstre a existência de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia na decisão hostilizada. 2. Inocorrência das hipóteses de excepcional superação do verbete sumular. 3. A execução provisória de decisão penal condenatória proferida em segundo grau de jurisdição, ainda que sujeita a recurso especial ou extraordinário, não viola o princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur402664
- Acórdão(s) citado(s): (HC, JULGAMENTO, DECISÃO MONOCRÁTICA) HC 138413 AgR (1ªT), HC 140629 AgR (2ªT), HC 147834 AgR (2ªT). (HC, PREJUDICIALIDADE, SUPERVENIÊNCIA, JULGAMENTO DO MÉRITO) HC 135010 AgR (2ªT). (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 72610 (1ªT), HC 84078 (TP), HC 126292 (TP), ADC 43 MC (TP), HC 126292 ED (TP), ADC 44 MC (TP), ARE 964246 RG, HC 134863 AgR (2ªT), HC 142173 (2ªT), HC 152752 (TP). (DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE) HC 152752 (TP). (EXECUÇÃO PROVISÓRIA, REFORMATIO IN PEJUS) HC 135752 AgR (1ªT), HC 151814 AgR (1ªT), HC 154976 AgR (1ªT), HC 157159 AgR (1ªT), HC 157808 AgR (2ªT), HC 158658 AgR (1ªT), HC 160418 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, REFORMATIO IN PEJUS) HC 147452, HC 148122 MC, HC 147428, HC 148687 MC. (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 146818 MC, HC 154954 MC, HC 154032 MC, HC 158640 MC. - Veja Rcl 30126 do STF. Número de páginas: 36. Análise: 16/08/2019, JRS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
164701
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057 INC-00061 ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00926 ART-00927 INC-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 ART-00312 ART-00617\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001 ART-00192 \"CAPUT\"\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 164701 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) : PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. IMPETRAÇÃO FORMALIZADA CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE INDEFERIMENTO LIMINAR EM HABEAS CORPUS ENDEREÇADO A TRIBUNAL SUPERIOR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. NÃO CONHECIMENTO. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE EVIDENTE OU TERATOLOGIA. DESCABIMENTO DE SUPERAÇÃO SUMULAR. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A teor da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, é inadmissível a impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de liminar, salvo em hipóteses excepcionais, em que o impetrante demonstre a existência de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia na decisão hostilizada. 2. Inocorrência das hipóteses de excepcional superação do verbete sumular. 3. A execução provisória de decisão penal condenatória proferida em segundo grau de jurisdição, ainda que sujeita a recurso especial ou extraordinário, não viola o princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-E7D7-9FCE-43DE e senha EE5A-BBBF-93E2-B877 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 36 Ementa e Acórdão HC 164701 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-E7D7-9FCE-43DE e senha EE5A-BBBF-93E2-B877 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD7A-E7D7-9FCE-43DE e senha EE5A-BBBF-93E2-B877 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 36 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que: a) em 18.10.2018, após esgotados os recursos nas instâncias ordinárias, iniciou o cumprimento da execução provisória da pena cominada ao paciente pela prática dos crimes de peculato, furto e associação criminosa; b) a defesa arguiu a nulidade da sentença e do acórdão da apelação por desrespeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e ao direito à ampla produção de provas; c) nesse contexto, a decisão do Tribunal Regional, ao determinar a execução provisória da pena de forma automática e genérica, viola o princípio da presunção de inocência, especialmente porque não há justa causa para a segregação cautelar; d) a decisão agravada carece de fundamentação, bem como subtraiu o julgamento do habeas corpus do seu juiz natural, que é a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. À vista do exposto, pugna-se pela superação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal a fim de que seja determinada a suspensão da execução provisória da pena imposta ao agravante. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E94F-EE8D-F8BE-4A86 e senha 5573-9421-3C3A-5385 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ocorrência de hipótese de não conhecimento, sem possibilidade de concessão da ordem de ofício em razão da ausência de ilegalidade flagrante ou teratologia, negou seguimento ao habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que: a) em 18.10.2018, após esgotados os recursos nas instâncias ordinárias, iniciou o cumprimento da execução provisória da pena cominada ao paciente pela prática dos crimes de peculato, furto e associação criminosa; b) a defesa arguiu a nulidade da sentença e do acórdão da apelação por desrespeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e ao direito à ampla produção de provas; c) nesse contexto, a decisão do Tribunal Regional, ao determinar a execução provisória da pena de forma automática e genérica, viola o princípio da presunção de inocência, especialmente porque não há justa causa para a segregação cautelar; d) a decisão agravada carece de fundamentação, bem como subtraiu o julgamento do habeas corpus do seu juiz natural, que é a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. À vista do exposto, pugna-se pela superação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal a fim de que seja determinada a suspensão da execução provisória da pena imposta ao agravante. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E94F-EE8D-F8BE-4A86 e senha 5573-9421-3C3A-5385 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa esclarecer que não procedem as alegações do agravante quanto à impossibilidade do julgamento monocrático do habeas corpus. Isso porque o julgamento se deu em conformidade com as balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1..., e 192, caput, do RISTF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO WRIT: ART. 192 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ATULIZADO COM A INTRODUÇÃO DA EMENDA REGIMENTAL 30/2009. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Ao contrário do que alegam os agravantes, “[...] o Supremo Tribunal Federal, mediante edição da Emenda Regimental n 30, de 29 de maio de 2009, delegou expressa competência ao Relator da causa, para, em sede de julgamento monocrático, denegar ou conceder a ordem de habeas corpus, ainda que de ofício, desde que a matéria versada no writ em questão constitua ‘objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal’ (RISTF, art. 192, caput, na redação dada pela ER n 30/2009)” (HC 109.353/SP, Rel. Min. Celso de Mello, monocrática, DJe 13/12/2013). II - Os agravantes apenas reiteram os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzirem novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento” (HC 147.834 AgR, Relato Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 03.05.2018) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa esclarecer que não procedem as alegações do agravante quanto à impossibilidade do julgamento monocrático do habeas corpus. Isso porque o julgamento se deu em conformidade com as balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1..., e 192, caput, do RISTF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO WRIT: ART. 192 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ATULIZADO COM A INTRODUÇÃO DA EMENDA REGIMENTAL 30/2009. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Ao contrário do que alegam os agravantes, “[...] o Supremo Tribunal Federal, mediante edição da Emenda Regimental n 30, de 29 de maio de 2009, delegou expressa competência ao Relator da causa, para, em sede de julgamento monocrático, denegar ou conceder a ordem de habeas corpus, ainda que de ofício, desde que a matéria versada no writ em questão constitua ‘objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal’ (RISTF, art. 192, caput, na redação dada pela ER n 30/2009)” (HC 109.353/SP, Rel. Min. Celso de Mello, monocrática, DJe 13/12/2013). II - Os agravantes apenas reiteram os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzirem novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento” (HC 147.834 AgR, Relato Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 03.05.2018) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. Não cabe habeas corpus em substituição ao recurso extraordinário, tendo em vista que “Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz- se em via das mais afuniladas mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Rel. Min. Marco Aurélio). Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal reconhece a validade do julgamento monocrático (em casos de aplicação de jurisprudência dominante) e a constitucionalidade da vedação de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Precedentes. 3. A decisão judicial que rejeita a absolvição sumária, com fundamento na regularidade da denúncia e na falta de comprovação das hipóteses do art. 397 do CPP, não viola o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. A jurisprudência desta Corte já decidiu que “o juízo positivo de admissibilidade da acusação penal, ainda que desejável e conveniente a sua motivação, não reclama, contudo, fundamentação. Precedentes.” (HC 101.971, Rel. Min. Cármen Lúcia). 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (HC 138.413 AgR, Relator Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.03.2017) HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. Não cabe habeas corpus em substituição ao recurso extraordinário, tendo em vista que “Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz- se em via das mais afuniladas mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Rel. Min. Marco Aurélio). Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal reconhece a validade do julgamento monocrático (em casos de aplicação de jurisprudência dominante) e a constitucionalidade da vedação de sustentação oral no julgamento de agravo regimental. Precedentes. 3. A decisão judicial que rejeita a absolvição sumária, com fundamento na regularidade da denúncia e na falta de comprovação das hipóteses do art. 397 do CPP, não viola o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. A jurisprudência desta Corte já decidiu que “o juízo positivo de admissibilidade da acusação penal, ainda que desejável e conveniente a sua motivação, não reclama, contudo, fundamentação. Precedentes.” (HC 101.971, Rel. Min. Cármen Lúcia). 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (HC 138.413 AgR, Relator Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.03.2017) HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Conforme anteriormente explicitado, neguei seguimento ao habeas corpus com base na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Dessa forma, a análise do writ não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. No mais, o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada, que restou fundamentada nestes termos: “1. Esta Corte tem posição firme pela impossibilidade de admissão de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por membro de Tribunal Superior, visto que, a teor do art. 102, I, “i”, da Constituição da República, sob o prisma da autoridade coatora, a competência originária do Supremo Tribunal Federal somente se perfectibiliza na hipótese em que Tribunal Superior, por meio de órgão colegiado, atue nessa condição. Nessa linha, cito o seguinte precedente: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5..., LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior . Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5... da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, “i”, da Constituição como regra de competência, estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Conforme anteriormente explicitado, neguei seguimento ao habeas corpus com base na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Dessa forma, a análise do writ não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. No mais, o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada, que restou fundamentada nestes termos: “1. Esta Corte tem posição firme pela impossibilidade de admissão de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por membro de Tribunal Superior, visto que, a teor do art. 102, I, “i”, da Constituição da República, sob o prisma da autoridade coatora, a competência originária do Supremo Tribunal Federal somente se perfectibiliza na hipótese em que Tribunal Superior, por meio de órgão colegiado, atue nessa condição. Nessa linha, cito o seguinte precedente: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5..., LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior . Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5... da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, “i”, da Constituição como regra de competência, estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (Constituição Federal de 1988, artigo 102, inciso I, alínea “i”), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental” (HC 114.557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.08.2014, grifei). Nessa perspectiva, tem-se reconhecido o descabimento de habeas corpus dirigido ao combate de decisão monocrática de indeferimento de liminar proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Tal entendimento pode ser extraído a partir da leitura da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.” 2. Não bastasse, a exigência de motivação estabelecida pelo art. 93, XI, Constituição Federal de 1988, deve ser compreendida à luz do cenário processual em que o ato se insere. Vale mencionar, por exemplo, a evidente distinção da motivação exigida entre medidas embrionárias, que se contentam com juízo sumário, e o édito condenatório, que desafia a presença de arcabouço robusto para fins de desconstituição do estado de inocência presumido. Cumpre assinalar que o deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar, desde logo, manifesto constrangimento ilegal. Ou seja, no contexto do habeas corpus, a concessão da tutela de urgência é exceção, e, nesse particular, seu indeferimento deve ser motivado de acordo com essa condição. Sendo assim, o ônus argumentativo para afastar o pleito liminar é extremamente reduzido. Calha reiterar que, em tais hipóteses, não há pronunciamento de mérito da autoridade apontada como coatora, de modo que se mostra recomendável 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (Constituição Federal de 1988, artigo 102, inciso I, alínea “i”), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental” (HC 114.557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.08.2014, grifei). Nessa perspectiva, tem-se reconhecido o descabimento de habeas corpus dirigido ao combate de decisão monocrática de indeferimento de liminar proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Tal entendimento pode ser extraído a partir da leitura da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.” 2. Não bastasse, a exigência de motivação estabelecida pelo art. 93, XI, Constituição Federal de 1988, deve ser compreendida à luz do cenário processual em que o ato se insere. Vale mencionar, por exemplo, a evidente distinção da motivação exigida entre medidas embrionárias, que se contentam com juízo sumário, e o édito condenatório, que desafia a presença de arcabouço robusto para fins de desconstituição do estado de inocência presumido. Cumpre assinalar que o deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar, desde logo, manifesto constrangimento ilegal. Ou seja, no contexto do habeas corpus, a concessão da tutela de urgência é exceção, e, nesse particular, seu indeferimento deve ser motivado de acordo com essa condição. Sendo assim, o ônus argumentativo para afastar o pleito liminar é extremamente reduzido. Calha reiterar que, em tais hipóteses, não há pronunciamento de mérito da autoridade apontada como coatora, de modo que se mostra recomendável 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP aguardar a manifestação conclusiva do Juízo natural. 3. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, com fulcro na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal e no art. 21, §1..., do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. 1. Conforme explicitado no ato ora impugnado, o indeferimento de liminar em habeas corpus é caracterizado por um reduzido ônus argumentativo. Ademais, em consulta ao andamento processual do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça, consta já ter havido o julgamento de mérito do writ. Dessa forma, a decisão liminar ora questionada foi substituída pela decisão monocrática do Ministro-Relator que julgou o mérito do writ, o que denota, no muito, prejudicada a presente impetração. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA: PRESSUPOSTOS. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR POR DESEMBARGADOR DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS INDEFERIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DEFINITIVO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUBSTITUIÇÃO DE TÍTULO: PREJUÍZO. ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO-JURÍDICO: PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Substituído o título judicial questionado no Superior Tribunal de Justiça, prejudicado está o habeas corpus por perda superveniente de objeto. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (HC 135.010 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 06.09.2016) Não bastasse, verifico que, no julgamento do mérito do habeas corpus 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP aguardar a manifestação conclusiva do Juízo natural. 3. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, com fulcro na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal e no art. 21, §1..., do RISTF, nego seguimento ao habeas corpus.” Os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. 1. Conforme explicitado no ato ora impugnado, o indeferimento de liminar em habeas corpus é caracterizado por um reduzido ônus argumentativo. Ademais, em consulta ao andamento processual do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça, consta já ter havido o julgamento de mérito do writ. Dessa forma, a decisão liminar ora questionada foi substituída pela decisão monocrática do Ministro-Relator que julgou o mérito do writ, o que denota, no muito, prejudicada a presente impetração. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA: PRESSUPOSTOS. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR POR DESEMBARGADOR DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS INDEFERIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DEFINITIVO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUBSTITUIÇÃO DE TÍTULO: PREJUÍZO. ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO-JURÍDICO: PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Substituído o título judicial questionado no Superior Tribunal de Justiça, prejudicado está o habeas corpus por perda superveniente de objeto. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (HC 135.010 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 06.09.2016) Não bastasse, verifico que, no julgamento do mérito do habeas corpus 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça, o Ministro-Relator assentou que “não há qualquer ilegalidade na execução provisória da pena imposta ao paciente, uma vez que esgotada a instância ordinária, e os recursos de natureza extraordinária não possuem, em regra, efeito suspensivo.” 2. Importa ressaltar, por oportuno, que a discussão acerca da execução provisória da pena admite enfrentamento sobre, ao menos, três questionamentos, quais sejam: i) se é constitucionalmente hígida a execução da pena decorrente de condenação assentada pelas instâncias ordinárias e passível, em tese, de impugnação por meio de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, notadamente sob a ótica do Princípio da Presunção de Inocência; ii) se, partindo da premissa de que é cabível o cumprimento da pena, a deflagração da etapa executiva exigiria, ou não, motivação particularizada e fundamentada que demonstrasse, sob o viés cautelar, a necessidade da medida, e; iii) se, também partindo da premissa de que é cabível a execução provisória, o início do cumprimento da pena em tal seara configuraria ofensa à coisa julgada nas hipóteses em a sentença de primeiro grau assegurar ao acusado o direito de apelar em liberdade. 3. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça, o Ministro-Relator assentou que “não há qualquer ilegalidade na execução provisória da pena imposta ao paciente, uma vez que esgotada a instância ordinária, e os recursos de natureza extraordinária não possuem, em regra, efeito suspensivo.” 2. Importa ressaltar, por oportuno, que a discussão acerca da execução provisória da pena admite enfrentamento sobre, ao menos, três questionamentos, quais sejam: i) se é constitucionalmente hígida a execução da pena decorrente de condenação assentada pelas instâncias ordinárias e passível, em tese, de impugnação por meio de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, notadamente sob a ótica do Princípio da Presunção de Inocência; ii) se, partindo da premissa de que é cabível o cumprimento da pena, a deflagração da etapa executiva exigiria, ou não, motivação particularizada e fundamentada que demonstrasse, sob o viés cautelar, a necessidade da medida, e; iii) se, também partindo da premissa de que é cabível a execução provisória, o início do cumprimento da pena em tal seara configuraria ofensa à coisa julgada nas hipóteses em a sentença de primeiro grau assegurar ao acusado o direito de apelar em liberdade. 3. Cumpre assentar, de saída, que o tema afeto à conformidade constitucional da execução provisória da pena configura matéria, ao meu sentir, de extrema delicadeza, a exigir a apreciação e contraposição de diversos argumentos e elementos interpretativos que devem ser sopesados à luz da inteireza constitucional. Reconheço, nessa ambiência, a possibilidade de adoção de distintas e respeitáveis leituras da Constituição a fim de se extrair a resposta adequada à questão. Assim, embora tenha convicção formada e explicitada em diversos outros feitos a respeito da matéria, enfatizo que a sensibilidade da controvérsia constitucional, a meu ver, realmente pode albergar diversas compreensões. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926 do Código de Processo Civil. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, Código de Processo Civil, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Já ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Nesse cenário, independentemente da posição adotada, tenho como imprescindível que sujeitos processuais que se encontrem em situações semelhantes recebam tratamento processual condizente com tal similaridade. Vale dizer, comungo do entendimento no sentido de que esta Corte deve funcionar de modo a prestigiar a estabilidade, integridade e coerência de sua jurisprudência, conforme, a propósito, expressamente exige o art. 926 do Código de Processo Civil. A respeito de tal dispositivo, cito Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “O art. 926, Código de Processo Civil, institui claramente o que a doutrina chama de stare decisis horizontal. Ao dizer expressamente que há dever de outorgar unidade ao direito e de fazê-lo seguro o que implica torná-lo cognoscível, estável e confiável o legislador obviamente determinou ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça respeito aos próprios precedentes, além de ter determinado aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais de Justiça respeito à própria jurisprudência formada a partir dos incidentes de resolução de resolução de demandas repetitivas e de assunção de competência. Isso porque a primeira condição para que exista um sistema de precedentes e de compatibilização vertical das decisões judiciais é o respeito por parte das Cortes Supremas aos seus próprios precedentes. Do ponto de vista da administração da Justiça Civil, não é possível respeitar quem não se respeita.” (Novo Código de Processo Civil comentado. 2. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, p. 990, grifei) Portanto, à luz da regência do Código de Processo Civil, deve ser observada a necessária estabilidade, integridade e uniformidade da jurisprudência, circunstância que é traduzida, inclusive, a partir do dever de autorreferência da Corte. Já ao disciplinar o stare decisis segundo um enfoque vertical, prescreve o Código de Processo Civil: 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Diante do exposto, sobretudo na atual sede fracionária, antes de discutir efetivamente o mérito das questões afetas à execução provisória da pena, tenho que é o caso de ponderar se tais temas foram, ou não, objeto de prévio pronunciamento do Tribunal Pleno. Em caso positivo, reitero, independentemente do acerto ou desacerto da decisão do colegiado maior, cujo reexame, por óbvio, não se submete a órgão fracionário, é o caso de, forte no Princípio da Colegialidade, implementar a compreensão adotada pelo Plenário. Saliento que não se trata de defender uma indesejável petrificação da jurisprudência da Suprema Corte, mas de apenas se reconhecer que cabe precipuamente ao Plenário eventual análise de superação de seus próprios precedentes. Acrescento que, embora se possa sustentar que determinado tema demandaria reexame definitivo em sede plenária, com a devida vênia aos que aderem a posição diversa, não cabe às Turmas fazê-lo, notadamente quando há factível risco de produção de compreensões fracionárias divergentes, a acarretar potencial insegurança jurídica e involuntária violação à isonomia. Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos referentes à questão que ora se impõe. 4. O primeiro ponto a ser examinado refere-se à compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP “Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: (…) V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.” Diante do exposto, sobretudo na atual sede fracionária, antes de discutir efetivamente o mérito das questões afetas à execução provisória da pena, tenho que é o caso de ponderar se tais temas foram, ou não, objeto de prévio pronunciamento do Tribunal Pleno. Em caso positivo, reitero, independentemente do acerto ou desacerto da decisão do colegiado maior, cujo reexame, por óbvio, não se submete a órgão fracionário, é o caso de, forte no Princípio da Colegialidade, implementar a compreensão adotada pelo Plenário. Saliento que não se trata de defender uma indesejável petrificação da jurisprudência da Suprema Corte, mas de apenas se reconhecer que cabe precipuamente ao Plenário eventual análise de superação de seus próprios precedentes. Acrescento que, embora se possa sustentar que determinado tema demandaria reexame definitivo em sede plenária, com a devida vênia aos que aderem a posição diversa, não cabe às Turmas fazê-lo, notadamente quando há factível risco de produção de compreensões fracionárias divergentes, a acarretar potencial insegurança jurídica e involuntária violação à isonomia. Feito esse registro, e com especial enfoque no Princípio da Colegialidade, passo a apreciar, à luz dos precedentes do Tribunal Pleno, os questionamentos referentes à questão que ora se impõe. 4. O primeiro ponto a ser examinado refere-se à compatibilidade constitucional da execução da pena assentada em sede ordinária e passível de impugnação por recursos que não possuem eficácia suspensiva ope legis. A esse respeito, registro que a jurisprudência tradicional da Corte admitia a execução da pena em tais circunstâncias. Como bem explicitado pelo saudoso Min. Teori Zavascki (HC 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283 do CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126.292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126.292 eram impugnados sob a premissa 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016), com citação, na ocasião, de diversos precedentes, “a possibilidade da execução provisória da pena privativa de liberdade era orientação que prevalecia na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988.” Em suma, segundo Sua Excelência, já naquele contexto, o “princípio da presunção de inocência não inibia a execução provisória da pena imposta, ainda que pendente o julgamento de recurso especial ou extraordinário.” A guinada jurisprudencial acerca da matéria operou-se pelo Plenário no HC 84.078/MG (Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 05/02/2009), oportunidade em que o Supremo Tribunal Federal afirmou a impossibilidade de deflagração da execução penal na pendência de recursos excepcionais. A posição tradicional da Corte, contudo, foi retomada na ocasião do julgamento do citado HC 126.292, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/02/2016. A esse respeito, concluiu o saudoso Relator (grifei): “12. Essas são razões suficientes para justificar a proposta de orientação, que ora apresento, restaurando o tradicional entendimento desta Suprema Corte, no seguinte sentido: a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência.” Referido pronunciamento foi atacado por meio de embargos de declaração. Em sede de aclaratórios, além do pedido de modulação de efeitos, também se alegava omissão quanto à incidência do art. 283 do CPP. O recurso, contudo, foi rejeitado por maioria, vencido o eminente decano, Min. Celso de Mello (HC 126.292 ED, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/09/2016). Em seguida, o Tribunal Pleno, em 05/10/2016, indeferiu as medidas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, ações nas quais os fundamentos decisórios explicitados no HC 126.292 eram impugnados sob a premissa 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP da higidez constitucional do art. 283 do CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP da higidez constitucional do art. 283 do CPP. Selando a consolidação do tema, a Corte, sob a sistemática da repercussão geral, reafirmou a jurisprudência (Tema 925), nos seguintes termos: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, grifei) Mais recentemente, o Plenário voltou a debruçar-se sobre o tema (HC 152.752/PR), salientando, por maioria de votos, que não se qualifica como configurador de constrangimento ilegal o ato judicial que, ao se alinhar aos precedentes da Suprema Corte, chancela a deflagração da execução provisória da pena: “HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COGNOSCIBILIDADE. ATO REPUTADO COATOR COMPATÍVEL COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5..., LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. De tal modo, embora, eventualmente, a matéria possa ser reexaminada, a tempo e modo e em sede própria, entendo, com a devida vênia, que não cabe a órgão fracionário dissentir da compreensão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP ALEGADO CARÁTER NÃO VINCULANTE DOS PRECEDENTES DESTA CORTE. IRRELEVÂNCIA. DEFLAGRAÇÃO DA ETAPA EXECUTIVA. FUNDAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. DESNECESSIDADE. PEDIDO EXPRESSO DA ACUSAÇÃO. DISPENSABILIDADE. PLAUSIBILIDADE DE TESES VEICULADAS EM FUTURO RECURSO EXCEPCIONAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 2. O habeas corpus destina-se, por expressa injunção constitucional (art. 5..., LXVIII), à tutela da liberdade de locomoção, desde que objeto de ameaça concreta, ou efetiva coação, fruto de ilegalidade ou abuso de poder. 3. Não se qualifica como ilegal ou abusivo o ato cujo conteúdo é compatível com a compreensão do Supremo Tribunal Federal, sobretudo quando se trata de jurisprudência dominante ao tempo em que proferida a decisão impugnada. 4. Independentemente do caráter vinculante ou não dos precedentes, emanados desta Suprema Corte, que admitem a execução provisória da pena, não configura constrangimento ilegal a decisão que se alinha a esse posicionamento, forte no necessário comprometimento do Estado-Juiz, decorrente de um sistema de precedentes, voltado a conferir cognoscibilidade, estabilidade e uniformidade à jurisprudência. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei)” Como se vê, os precedentes emanados do Tribunal Pleno revelam que a jurisprudência atual desta Corte admite o início do cumprimento da pena em caso de título condenatório não passível de impugnação por recursos que possuam automática eficácia suspensiva. De tal modo, embora, eventualmente, a matéria possa ser reexaminada, a tempo e modo e em sede própria, entendo, com a devida vênia, que não cabe a órgão fracionário dissentir da compreensão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP assentada pelo colegiado maior, de modo que tomo como premissa a higidez constitucional da execução provisória da pena. 5. A segunda questão a ser enfrentada refere-se à exigência de fundamentação concreta para fins de legitimação da execução provisória, especialmente em razão do contido no art. 5..., LXI, Constituição Federal de 1988, que condiciona a implementação de prisões à situação de flagrância ou ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, bem como no art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, que prescreve o dever de fundamentação judicial. A pretensão defensiva, contudo, colide com prévio pronunciamento do Plenário. Com efeito, o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP assentada pelo colegiado maior, de modo que tomo como premissa a higidez constitucional da execução provisória da pena. 5. A segunda questão a ser enfrentada refere-se à exigência de fundamentação concreta para fins de legitimação da execução provisória, especialmente em razão do contido no art. 5..., LXI, Constituição Federal de 1988, que condiciona a implementação de prisões à situação de flagrância ou ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, bem como no art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, que prescreve o dever de fundamentação judicial. A pretensão defensiva, contudo, colide com prévio pronunciamento do Plenário. Com efeito, o Tribunal Pleno, ao examinar as tutelas cautelares requeridas nas ADCs 43 e 44, firmou o seguinte entendimento: “MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APÓS O ESGOTAMENTO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL EM SEGUNDO GRAU. COMPATIBILIDADE COM O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO HC 126.292. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAL. REGRA ESPECIAL ASSOCIADA À DISPOSIÇÃO GERAL DO ART. 283 DO CPP QUE CONDICIONA A EFICÁCIA DOS PROVIMENTOS JURISDICIONAIS CONDENATÓRIOS AO TRÂNSITO EM JULGADO. IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE AOS PRECEDENTES JUDICIAIS. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. (…) 2. No âmbito criminal, a possibilidade de atribuição de efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial detém 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil c/c art. 3... e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP caráter excepcional (art. 995 e art. 1.029, § 5..., ambos do Código de Processo Civil c/c art. 3... e 637 do CPP), normativa compatível com a regra do art. 5..., LVII, da Constituição da República. Efetivamente, o acesso individual às instâncias extraordinárias visa a propiciar a esta Suprema Corte e ao Superior Tribunal de Justiça exercer seus papéis de estabilizadores, uniformizadores e pacificadores da interpretação das normas constitucionais e do direito infraconstitucional. (…) 4. O retorno à compreensão emanada anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de conferir efeito paralisante a absolutamente todas decisões colegiadas prolatadas em segundo grau de jurisdição, investindo os Tribunais Superiores em terceiro e quarto graus, revela-se inapropriado com as competências atribuídas constitucionalmente às Cortes de cúpula. (…) 6. Declaração de constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, com interpretação conforme à Constituição, assentando que é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível.” (ADCs 43 e 44 MC, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 05/10/2016, grifei) Noto que, no referido julgamento, o Plenário concluiu que o efeito suspensivo eventualmente concedido aos recursos especial ou extraordinário é de cunho excepcional, sendo que conferir automático efeito paralisante a todos os títulos condenatórios assentados pelas instâncias ordinárias configuraria medida dissonante das competências dos órgãos de cúpula. Nesse contexto, a execução da condenação seria desde logo possível, exceto se existente atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível. Não se trata, portanto, de exigência de fundamentação concreta para 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05/04/2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5..., LXI e art. 93, IX, Constituição Federal de 1988, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP fins de observância da regra geral, qual seja, o imediato implemento do acórdão proferido pelas instâncias ordinárias, que nasce eficaz e apenas terá seus efeitos suspensos por força de eventual, específica e fundamentada decisão judicial que atribua tal consequência jurídica aos recursos excepcionais interpostos. O tema foi novamente debatido no contexto do Plenário no HC 152.752/PR, de minha relatoria, julgado em 05/04/2018. A esse respeito, reproduzo segmento do voto condutor que proferi e recebeu a adesão da maioria dos integrantes do respectivo colegiado: “6. No que se refere à ausência de motivação concreta da imposição da prisão, o que, em tese, poderia configurar ofensa ao art. 5..., LXI e art. 93, IX, Constituição Federal de 1988, enfatizo que a necessidade de fundamentação da ordem escrita de autoridade judiciária deve ser compreendida à luz do momento processual em que inserida. Vale dizer, o implemento da execução provisória da pena, nos termos das decisões tomadas pelo Plenário, atua como desdobramento natural do esgotamento das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, de modo que, assim como ocorre na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada. Trata-se, em verdade, tão somente de cumprimento do título condenatório, este sim caracterizado pela necessidade de robusta motivação.” Consta da ementa do referido julgado: “(…) 5. O implemento da execução provisória da pena atua como desdobramento natural da perfectibilização da condenação sedimentada na seara das instâncias ordinárias e do cabimento, em tese, tão somente de recursos despidos de automática eficácia suspensiva, sendo que, assim como ocorre 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4... Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP na deflagração da execução definitiva, não se exige motivação particularizada ou de índole cautelar. (…) (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018, grifei) Também cumpre registrar, a respeito da matéria, as bem lançadas razões explicitadas, na oportunidade, pelo eminente Min. Ricardo Lewandowski (transcrição livre), das quais respeitosamente divirjo, a reforçar que o tema foi objeto de efetiva deliberação pelo Plenário: “Mas eu ousaria afirmar, com muita convicção Senhora Presidente, que a ilegalidade está justamente na falta de fundamentação, de motivação adequada dessas decisões. Porque, em que pese as palavras até um tanto quanto rebuscadas, por parte dos integrantes da Turma que analisou o caso do ora paciente no Tribunal Regional Federal da 4... Região, no fundo no fundo eles simplesmente arrimaram sua decisão na Súmula 122 daquela Corte Regional, que tem a seguinte redação: (…) Fazer remissão às súmulas, à súmula 122 do TRF4 ou à súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça, data vênia, não é fundamentar a decisão nos termos do exigido pela Constituição. Aí é que reside a ilegalidade dessas duas decisões. É por isso que eu entendo viável e necessário conceder-se a ordem.” A propósito, cabe enfatizar que, salvo melhor juízo, e desde que obviamente preenchidos os requisitos próprios, inexiste controvérsia na ambiência deste Supremo Tribunal Federal acerca da compatibilidade, em si, da presunção da inocência com a imposição de prisões de índole cautelar. Ou seja, que é possível a prisão de índole cautelar a partir do esgotamento da jurisdição ordinária não há dúvidas, tampouco parece existir questionamento a esse respeito. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR em que examinada os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Assim, o cerne do que a Corte discutiu e decidiu no HC 126.292/SP, em sede cautelar nas ADC 43 e 44, sob a sistemática da repercussão geral, no ARE 964.246/SP e no HC 152.752/PR, consiste, precisamente, na adequação, independentemente dos requisitos da prisão cautelar, da deflagração de prisão penal quando a condenação encontrar-se assentada na seara ordinária. Aliás, a própria ideia de execução penal, ainda que provisória, parece incompatível com a exigência de pressupostos próprios de prisões processuais. Como bem observou a Procuradora-Geral da República em parecer exarado na Rcl. 30.126/PR em que examinada os pronunciamentos do Tribunal Pleno, “a essência desse precedente, ou seja, aquilo que ele traz de novo para a persecução penal no país, é estabelecer a regra de que o início do cumprimento da pena dar-se-á já após a condenação do réu por Tribunal, ainda que pendentes de julgamento recursos extremos”. Impende sopesar ainda que, a rigor, qualquer recurso admite, em tese, a atribuição de efeito suspensivo. O que se coloca é que, em determinados casos, expressamente assim previstos em lei, tal consequência decorre direta e tão somente da hipótese normativa de cabimento recursal (ope legis), enquanto que, nos demais, a suspensão dos efeitos da decisão recorrida pressupõe decisão judicial específica (ope judicis). Confira-se, nesse contexto, o que menciona a doutrina: “Quando o efeito suspensivo é ope legis, decorre do cabimento do recurso. Ou seja, a mera possibilidade de uso do recurso, em função de sua previsão legal, já retira a eficácia da decisão que será recorrida. (…) Com efeito, o efeito suspensivo ope iudicis é uma forma de tutela provisória, uma providência cautelar a ser concedida incidentalmente em favor do recorrente. No caso do efeito suspensivo ope iudicis, este não decorre do cabimento do recurso, pois não se sabe se o relator concederá esse efeito. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Diante de tais aspectos, entendo que a cogitada exigência de fundamentação concreta a fim de legitimar o cumprimento do acórdão que materializa a condenação, além de ter sido expressamente rechaçada pelo Plenário, revela-se de todo incompatível com a razão de ser dos precedentes do Tribunal Pleno e com a própria natureza dos recursos extremos cabíveis contra acórdãos que assentam condenações, os quais, repita-se, nascem eficazes e cujos efeitos somente se suspendem em caso de específica e motivada concessão de tutela provisória. 6. Remanesce a questão associada à formação da coisa julgada decorrente do disposto eventualmente contido na sentença que assegura ao acusado o direito de responder em liberdade. Esse aspecto também foi enfrentado pelo Plenário no HC 152.752/PR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Portanto, o efeito suspensivo nessas hipóteses decorre da decisão que o concede, configurando uma determinação do órgão jurisdicional, com base nos pressupostos legais. Dependendo o efeito suspensivo de ato judicial, ao contrário, o provimento nasce eficaz. Os seus efeitos cessam na oportunidade em que o órgão ad quem agrega o efeito suspensivo.” (RODRIGUES. Marco Antonio. Manual dos recursos, ação rescisória e reclamação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 87, grifei) Esse é o sentido, a meu ver, do pronunciamento do Tribunal Pleno, colhido no contexto cautelar das ADC 43 e 44, na direção de que “é coerente com a Constituição o principiar de execução criminal quando houver condenação assentada em segundo grau de jurisdição, salvo atribuição expressa de efeito suspensivo ao recurso cabível”. Em suma, os recursos excepcionais eventualmente cabíveis contra o acórdão que assenta a condenação em sede ordinária possuem potencial efeito suspensivo ope iudicis, de modo que tais provimentos nascem eficazes e demandam imediata execução, com possibilidade, em casos excepcionais, de atribuição de resultado paralisante a ser implementado mediante concessão de tutela específica de urgência. Diante de tais aspectos, entendo que a cogitada exigência de fundamentação concreta a fim de legitimar o cumprimento do acórdão que materializa a condenação, além de ter sido expressamente rechaçada pelo Plenário, revela-se de todo incompatível com a razão de ser dos precedentes do Tribunal Pleno e com a própria natureza dos recursos extremos cabíveis contra acórdãos que assentam condenações, os quais, repita-se, nascem eficazes e cujos efeitos somente se suspendem em caso de específica e motivada concessão de tutela provisória. 6. Remanesce a questão associada à formação da coisa julgada decorrente do disposto eventualmente contido na sentença que assegura ao acusado o direito de responder em liberdade. Esse aspecto também foi enfrentado pelo Plenário no HC 152.752/PR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP que decidiu o seguinte: “Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade . ” (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018) A respeito do tema, consta do voto condutor que proferi naquela assentada (grifei): “7. Também não impressiona a alegação de ocorrência de reformatio in pejus, aspecto corolário do contraditório e da ampla defesa e derivado do artigo 617 do Código de Processo Penal, que prescreve que, no âmbito dos órgãos recursais, não poderá ser agravada a pena, quando somente o réu houver apelado da sentença. Esse postulado, ao qual os Tribunais têm atribuído interpretação ampliativa, inclusive com alcance de prejuízos qualitativos, materializa a personalidade dos recursos. A esse respeito, enuncia a doutrina: ‘O princípio da personalidade dos recursos significa que: a) o recurso só pode beneficiar à parte que o interpôs, não aproveitando a parte que não recorre; e, como via de consequência, que b) quem recorreu não pode ter sua situação agravada, se não houve recurso da outra parte.’ (GRINOVER. Ada Pellegrini e outros. Recursos no processo penal: teoria geral dos recursos, recursos em espécie, ações de impugnação, reclamação aos tribunais.5... ed. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2008. p. 43) Tal compreensão tem assento na perspectiva de que o recurso constitui desdobramento do direito de ação. Nesse enfoque, impor situação prejudicial ao réu sem insurgência da acusação consubstancia ato semelhante à submissão de pleito 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP que decidiu o seguinte: “Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade . ” (HC 152.752, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 04/04/2018) A respeito do tema, consta do voto condutor que proferi naquela assentada (grifei): “7. Também não impressiona a alegação de ocorrência de reformatio in pejus, aspecto corolário do contraditório e da ampla defesa e derivado do artigo 617 do Código de Processo Penal, que prescreve que, no âmbito dos órgãos recursais, não poderá ser agravada a pena, quando somente o réu houver apelado da sentença. Esse postulado, ao qual os Tribunais têm atribuído interpretação ampliativa, inclusive com alcance de prejuízos qualitativos, materializa a personalidade dos recursos. A esse respeito, enuncia a doutrina: ‘O princípio da personalidade dos recursos significa que: a) o recurso só pode beneficiar à parte que o interpôs, não aproveitando a parte que não recorre; e, como via de consequência, que b) quem recorreu não pode ter sua situação agravada, se não houve recurso da outra parte.’ (GRINOVER. Ada Pellegrini e outros. Recursos no processo penal: teoria geral dos recursos, recursos em espécie, ações de impugnação, reclamação aos tribunais.5... ed. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2008. p. 43) Tal compreensão tem assento na perspectiva de que o recurso constitui desdobramento do direito de ação. Nesse enfoque, impor situação prejudicial ao réu sem insurgência da acusação consubstancia ato semelhante à submissão de pleito 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP condenatório despido de imputação, de modo que se nota íntima relação entre a vedação da reformatio in pejus e o sistema acusatório. Ocorre que esse modo de pensar não pode ser transportado, de forma automática, para a execução penal, atmosfera processual em que não há acusação propriamente dita e que é regida, quanto à instauração e processamento, por critérios de oficialidade, conforme expressamente preceitua a Lei n. 7.210/84 (Lei de Execuções Penais): Art. 1... A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. (…) Art. 194. O procedimento correspondente às situações previstas nesta Lei será judicial, desenvolvendo- se perante o Juízo da execução. Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-á de ofício, a requerimento do Ministério Público, do interessado, de quem o represente, de seu cônjuge, parente ou descendente, mediante proposta do Conselho Penitenciário, ou, ainda, da autoridade administrativa. Não bastasse, não comungo da compreensão no sentido de que o acórdão penal condenatório que determina o início da execução provisória da pena concede providência sem requerimento do Ministério Público. Entender que o requerimento para cumprimento de pena, provisório ou definitivo, não está contido, desde o início, na pretensão acusatória é negar, em sua inteireza, o próprio direito constitucional de ação, porque limita temporalmente os efeitos da pretensão deduzida em juízo quando o ordenamento jurídico admite, expressamente, que os recursos excepcionais não são dotados de automática eficácia suspensiva. Assim, a ilegalidade apontada, a meu ver, não merece ser 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP condenatório despido de imputação, de modo que se nota íntima relação entre a vedação da reformatio in pejus e o sistema acusatório. Ocorre que esse modo de pensar não pode ser transportado, de forma automática, para a execução penal, atmosfera processual em que não há acusação propriamente dita e que é regida, quanto à instauração e processamento, por critérios de oficialidade, conforme expressamente preceitua a Lei n. 7.210/84 (Lei de Execuções Penais): Art. 1... A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. (…) Art. 194. O procedimento correspondente às situações previstas nesta Lei será judicial, desenvolvendo- se perante o Juízo da execução. Art. 195. O procedimento judicial iniciar-se-á de ofício, a requerimento do Ministério Público, do interessado, de quem o represente, de seu cônjuge, parente ou descendente, mediante proposta do Conselho Penitenciário, ou, ainda, da autoridade administrativa. Não bastasse, não comungo da compreensão no sentido de que o acórdão penal condenatório que determina o início da execução provisória da pena concede providência sem requerimento do Ministério Público. Entender que o requerimento para cumprimento de pena, provisório ou definitivo, não está contido, desde o início, na pretensão acusatória é negar, em sua inteireza, o próprio direito constitucional de ação, porque limita temporalmente os efeitos da pretensão deduzida em juízo quando o ordenamento jurídico admite, expressamente, que os recursos excepcionais não são dotados de automática eficácia suspensiva. Assim, a ilegalidade apontada, a meu ver, não merece ser 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP reconhecida. Nessa ótica, não verifico pronunciamento jurisdicional, ainda que anterior, que dê guarida à alegação de que o TRF-4... teria incorrido em indevida reformatio in pejus, tampouco sustentação jurídica ao condicionamento do início da execução à existência de pedido específico da acusação.” Também cumpre reproduzir resumo dos termos do multicitado HC 126.292, de Relatoria do saudoso Min. Teori Zavascki, conforme ementa formulada, naqueles autos, pela própria defesa (fls. 03-04 da petição inicial, grifei), a revelar inexistência de particularidade nos casos ora em exame que imponham equacionamento diverso do exarado pelo Plenário: “1. Paciente, primário, sem nenhum antecedente criminal, foi condenado pela suposta prática do crime de roubo qualificado. Antes do encerramento da instrução criminal foi revogada a prisão preventiva decretada em desfavor do Paciente, o qual encontra-se em liberdade há mais de quatro anos, trabalhando e sem que nenhum outro delito tivesse cometido. 2. Sentença condenatória, que transitou em julgado para o Ministério Público, que garante, expressamente, o direito do paciente recorrer em liberdade desta decisão. 3. Determinação da expedição do mandado de prisão no julgamento da apelação. Manifesta ilegalidade. Afronta ao princípio constitucional preconizado no art. 5..., LVII da Constituição Federal. Precedentes do col. Superior Tribunal de Justiça: A ilegalidade decorre da determinação de expedição de mandado de prisão em desfavor do paciente antes mesmo do trânsito em julgado do acórdão que julgou o recurso de apelação. Registre-se que o paciente encontrava-se em liberdade até o julgamento do apelo, por ocasião da prolação da sentença condenatória (fls. 23/34), situação que deve ser preservada se não há motivo suficientemente forte em contrário, consoante se nota, a priori, da decisão vergastada. A PROPÓSITO, CUMPRE REGISTRAR QUE A CHAMADA EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA PRIVATIVA DE 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP reconhecida. Nessa ótica, não verifico pronunciamento jurisdicional, ainda que anterior, que dê guarida à alegação de que o TRF-4... teria incorrido em indevida reformatio in pejus, tampouco sustentação jurídica ao condicionamento do início da execução à existência de pedido específico da acusação.” Também cumpre reproduzir resumo dos termos do multicitado HC 126.292, de Relatoria do saudoso Min. Teori Zavascki, conforme ementa formulada, naqueles autos, pela própria defesa (fls. 03-04 da petição inicial, grifei), a revelar inexistência de particularidade nos casos ora em exame que imponham equacionamento diverso do exarado pelo Plenário: “1. Paciente, primário, sem nenhum antecedente criminal, foi condenado pela suposta prática do crime de roubo qualificado. Antes do encerramento da instrução criminal foi revogada a prisão preventiva decretada em desfavor do Paciente, o qual encontra-se em liberdade há mais de quatro anos, trabalhando e sem que nenhum outro delito tivesse cometido. 2. Sentença condenatória, que transitou em julgado para o Ministério Público, que garante, expressamente, o direito do paciente recorrer em liberdade desta decisão. 3. Determinação da expedição do mandado de prisão no julgamento da apelação. Manifesta ilegalidade. Afronta ao princípio constitucional preconizado no art. 5..., LVII da Constituição Federal. Precedentes do col. Superior Tribunal de Justiça: A ilegalidade decorre da determinação de expedição de mandado de prisão em desfavor do paciente antes mesmo do trânsito em julgado do acórdão que julgou o recurso de apelação. Registre-se que o paciente encontrava-se em liberdade até o julgamento do apelo, por ocasião da prolação da sentença condenatória (fls. 23/34), situação que deve ser preservada se não há motivo suficientemente forte em contrário, consoante se nota, a priori, da decisão vergastada. A PROPÓSITO, CUMPRE REGISTRAR QUE A CHAMADA EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA PRIVATIVA DE 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP LIBERDADE, EM PRINCÍPIO, É VEDADA, SOB PENA DE SE PÔR EM XEQUE A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (HC n. 312.273, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, decisão monocrática, DJ 18.12.14). 5. Ausência dos requisitos previstos no artigo 312, do Código de Processo Penal, que justificasse a prisão do Paciente. MANIFESTA FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. 6. Pedido de liminar tão-somente para sobrestar o cumprimento do mandado de prisão expedido em desfavor do Paciente até o julgamento final do writ.” Ainda sobre as balizas do decidido pelo Tribunal Pleno no HC 126.292, oportuno transcrever segmento do voto condutor proferido no HC 134.863 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 29/11/2016, desprovido em decisão unânime, ocasião em que se enfrentou idêntica matéria: “Os impetrantes sustentaram a possibilidade de se mitigar o óbice da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, aduzindo, para tanto, que, na pendência de recursos especial e extraordinário, o juízo de primeiro grau, após requerimento do Ministério Público Federal, determinou a execução provisória da pena de 5 (cinco) anos de reclusão em regime semiaberto imposta ao paciente pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei n 7492/86). No entender da defesa, essa determinação configurou reformatio in pejus , na medida em que, quando da prolação da r. Sentença condenatória, o d. juízo de piso decidiu que o Paciente poderia RECORRER EM LIBERDADE (…) (…) Anoto, adicionalmente, como registro, que o Tribunal Pleno desta Suprema Corte em caso equivalente, vale dizer, hipótese em que o paciente também obtivera o direito de recorrer em liberdade, fixou orientação no sentido de que 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP LIBERDADE, EM PRINCÍPIO, É VEDADA, SOB PENA DE SE PÔR EM XEQUE A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (HC n. 312.273, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, decisão monocrática, DJ 18.12.14). 5. Ausência dos requisitos previstos no artigo 312, do Código de Processo Penal, que justificasse a prisão do Paciente. MANIFESTA FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. 6. Pedido de liminar tão-somente para sobrestar o cumprimento do mandado de prisão expedido em desfavor do Paciente até o julgamento final do writ.” Ainda sobre as balizas do decidido pelo Tribunal Pleno no HC 126.292, oportuno transcrever segmento do voto condutor proferido no HC 134.863 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 29/11/2016, desprovido em decisão unânime, ocasião em que se enfrentou idêntica matéria: “Os impetrantes sustentaram a possibilidade de se mitigar o óbice da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, aduzindo, para tanto, que, na pendência de recursos especial e extraordinário, o juízo de primeiro grau, após requerimento do Ministério Público Federal, determinou a execução provisória da pena de 5 (cinco) anos de reclusão em regime semiaberto imposta ao paciente pela prática do crime de evasão de divisas (art. 22 da Lei n 7492/86). No entender da defesa, essa determinação configurou reformatio in pejus , na medida em que, quando da prolação da r. Sentença condenatória, o d. juízo de piso decidiu que o Paciente poderia RECORRER EM LIBERDADE (…) (…) Anoto, adicionalmente, como registro, que o Tribunal Pleno desta Suprema Corte em caso equivalente, vale dizer, hipótese em que o paciente também obtivera o direito de recorrer em liberdade, fixou orientação no sentido de que 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal (HC n 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/5/16).’ Portanto, a decisão do juízo de origem, que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante, não configurou reformatio in pejus nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal naquele leading case. (…) Fica ressalvado, contudo, meu entendimento pessoal consignado por ocasião do julgamento daquelas ações diretas.” Rememoro que o HC 126.292 retomou a posição tradicional desta Corte quanto à compatibilidade constitucional da imediata execução de condenações assentadas pelas instâncias ordinárias, superando a compreensão afirmada no HC 84.078/MG, Rel. Min. Eros Grau. Na vigência do entendimento que admitia o cumprimento da pena, ou seja, em momento anterior ao julgamento do HC 84.078/MG, a Corte já havia se debruçado sobre a questão atinente à vinculação do Juízo ad quem ao pronunciamento espelhado em sentença que assegura ao acusado o direito de apelar em liberdade. Cito, a esse respeito, precedente de lavra do eminente decano: “HABEAS CORPUS - RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELO ACUSADO - INEXISTÊNCIA DE EFEITO SUSPENSIVO - POSSIBILIDADE DE PRISÃO IMEDIATA DO CONDENADO - MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DO MANDADO DE PRISÃO AO PRÉVIO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL - DELIBERAÇÃO QUE NÃO 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal (HC n 126.292/SP, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 17/5/16).’ Portanto, a decisão do juízo de origem, que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante, não configurou reformatio in pejus nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal naquele leading case. (…) Fica ressalvado, contudo, meu entendimento pessoal consignado por ocasião do julgamento daquelas ações diretas.” Rememoro que o HC 126.292 retomou a posição tradicional desta Corte quanto à compatibilidade constitucional da imediata execução de condenações assentadas pelas instâncias ordinárias, superando a compreensão afirmada no HC 84.078/MG, Rel. Min. Eros Grau. Na vigência do entendimento que admitia o cumprimento da pena, ou seja, em momento anterior ao julgamento do HC 84.078/MG, a Corte já havia se debruçado sobre a questão atinente à vinculação do Juízo ad quem ao pronunciamento espelhado em sentença que assegura ao acusado o direito de apelar em liberdade. Cito, a esse respeito, precedente de lavra do eminente decano: “HABEAS CORPUS - RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO PELO ACUSADO - INEXISTÊNCIA DE EFEITO SUSPENSIVO - POSSIBILIDADE DE PRISÃO IMEDIATA DO CONDENADO - MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DO MANDADO DE PRISÃO AO PRÉVIO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL - DELIBERAÇÃO QUE NÃO 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 36 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 164701 AGR / SP VINCULA OS TRIBUNAIS SUPERIORES - PEDIDO INDEFERIDO. PRISÃO DO SENTENCIADO E INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS EXCEPCIONAIS. - (…) JUIZ QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE PRISÃO AO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL. - A deliberação do magistrado de primeira instância, que condiciona a expedição do mandado de prisão ao prévio trânsito em julgado da condenação penal, embora garanta ao réu o direito de apelar em liberdade contra a sentença, não vincula os Tribunais incumbidos de julgar os recursos ordinários ou extraordinários eventualmente deduzidos pelo sentenciado. O Tribunal ad quem, em conseqüência, pode ordenar, em sede recursal, a prisão do condenado, quando improvido o recurso por este interposto. (…) (HC 72.610, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, julgado em 05/12/1995, grifei) Desse modo, não verifico hipótese de excepcional superação do verbete sumular. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP VINCULA OS TRIBUNAIS SUPERIORES - PEDIDO INDEFERIDO. PRISÃO DO SENTENCIADO E INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS EXCEPCIONAIS. - (…) JUIZ QUE CONDICIONA A EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE PRISÃO AO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO PENAL. - A deliberação do magistrado de primeira instância, que condiciona a expedição do mandado de prisão ao prévio trânsito em julgado da condenação penal, embora garanta ao réu o direito de apelar em liberdade contra a sentença, não vincula os Tribunais incumbidos de julgar os recursos ordinários ou extraordinários eventualmente deduzidos pelo sentenciado. O Tribunal ad quem, em conseqüência, pode ordenar, em sede recursal, a prisão do condenado, quando improvido o recurso por este interposto. (…) (HC 72.610, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Primeira Turma, julgado em 05/12/1995, grifei) Desse modo, não verifico hipótese de excepcional superação do verbete sumular. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 409C-5417-1560-E85B e senha D395-A70F-ED41-9AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 36 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal, a partir da decisão proferida no HC 126.292/SP e com apoio em sucessivos julgados emanados do Plenário desta Corte Suprema (ADC 43-MC/DF e ADC 44-MC/DF), inclusive em sede de repercussão geral (ARE 964.246-RG/SP), veio a firmar orientação no sentido da legitimidade constitucional da execução provisória da pena: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Cabe observar, de outro lado, que esta impetração sustenta-se, ainda, em outro fundamento, consistente na alegada transgressão, pelo Tribunal “ad quem”, do postulado que veda a “reformatio in pejus” (CPP, art. 617, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 964.246-RG/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) Ao participar dos julgamentos que consagraram os precedentes referidos, integrei a corrente minoritária, por entender que a tese da execução provisória de condenações penais ainda recorríveis transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência, que só deixa de subsistir ante o trânsito em julgado da decisão condenatória (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII). Ocorre, no entanto, que, enquanto não sobrevier alteração do pensamento jurisprudencial desta Corte sobre o tema em causa, não tenho como dele dissociar-me. Desse modo, no que concerne ao questionamento referente à execução antecipada da pena, e tal como já venho fazendo em casos da minha própria relatoria (HC 154.032-MC/PE – HC 154.954-MC/SP – HC 158.640-MC/PE, v.g.), devo observar o princípio da colegialidade, além de considerar, na espécie, o fato de que se deve aguardar o julgamento definitivo da ADC 43/DF e da ADC 44/DF, de que é Relator o eminente Ministro MARCO AURÉLIO, ocasião em que esta Corte reapreciará, em caráter final, com eficácia “erga omnes” e efeito vinculante, o tema da possibilidade constitucional de efetivar-se, ou não, a execução antecipada (ou provisória) da condenação penal. Cabe observar, de outro lado, que esta impetração sustenta-se, ainda, em outro fundamento, consistente na alegada transgressão, pelo Tribunal “ad quem”, do postulado que veda a “reformatio in pejus” (CPP, art. 617, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP “in fine”), eis que, no caso ora em exame, determinou-se, em recurso exclusivo da defesa, fosse instaurada a execução provisória da condenação criminal. Tenho assinalado, nesta Suprema Corte, que, em situações como a que venho de referir (HC 147.428/MG – HC 148.122-MC/MG – HC 148.687-MC/SP, v.g., dos quais sou Relator), em que o Ministério Público sequer se insurgiu contra o pronunciamento do órgão judiciário “a quo” que garantiu ao paciente o direito de recorrer em liberdade, não pode o Tribunal de superior jurisdição suprimir esse benefício, em detrimento do condenado, sob pena de ofensa à cláusula final inscrita no art. 617 do Código de Processo Penal: “(…) POSSÍVEL OFENSA AO PRINCÍPIO QUE VEDA A ‘REFORMATIO IN PEJUS’ (CPP, ART. 617, ‘in fine’), POIS O TRIBUNAL DE INFERIOR JURISDIÇÃO ORDENOU QUE SE PROCEDESSE, EM PRIMEIRO GRAU, À IMEDIATA EXECUÇÃO ANTECIPADA DA PENA, NÃO OBSTANTE ESSE COMANDO HOUVESSE SIDO DETERMINADO EM RECURSO EXCLUSIVO DO RÉU CONDENADO, A QUEM SE ASSEGURARA, NO ENTANTO, EM MOMENTO ANTERIOR, SEM IMPUGNAÇÃO RECURSAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, O DIREITO DE AGUARDAR EM LIBERDADE A CONCLUSÃO DO PROCESSO. (…).” (HC 147.452/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impõe-se reconhecer, no entanto, que ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal têm proclamado, em sucessivos julgamentos (HC 135.752-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 151.814-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – HC 157.808-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 158.658-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 160.418-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que “a determinação da execução provisória 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP “in fine”), eis que, no caso ora em exame, determinou-se, em recurso exclusivo da defesa, fosse instaurada a execução provisória da condenação criminal. Tenho assinalado, nesta Suprema Corte, que, em situações como a que venho de referir (HC 147.428/MG – HC 148.122-MC/MG – HC 148.687-MC/SP, v.g., dos quais sou Relator), em que o Ministério Público sequer se insurgiu contra o pronunciamento do órgão judiciário “a quo” que garantiu ao paciente o direito de recorrer em liberdade, não pode o Tribunal de superior jurisdição suprimir esse benefício, em detrimento do condenado, sob pena de ofensa à cláusula final inscrita no art. 617 do Código de Processo Penal: “(…) POSSÍVEL OFENSA AO PRINCÍPIO QUE VEDA A ‘REFORMATIO IN PEJUS’ (CPP, ART. 617, ‘in fine’), POIS O TRIBUNAL DE INFERIOR JURISDIÇÃO ORDENOU QUE SE PROCEDESSE, EM PRIMEIRO GRAU, À IMEDIATA EXECUÇÃO ANTECIPADA DA PENA, NÃO OBSTANTE ESSE COMANDO HOUVESSE SIDO DETERMINADO EM RECURSO EXCLUSIVO DO RÉU CONDENADO, A QUEM SE ASSEGURARA, NO ENTANTO, EM MOMENTO ANTERIOR, SEM IMPUGNAÇÃO RECURSAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, O DIREITO DE AGUARDAR EM LIBERDADE A CONCLUSÃO DO PROCESSO. (…).” (HC 147.452/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impõe-se reconhecer, no entanto, que ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal têm proclamado, em sucessivos julgamentos (HC 135.752-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 151.814-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – HC 157.808-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 158.658-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 160.418-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que “a determinação da execução provisória 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP da pena não conflita com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’” (HC 157.159-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei), cabendo destacar, por expressivos desse entendimento, os seguintes precedentes emanados desta Suprema Corte: “3. A decisão do juízo de origem que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante não configurou ‘reformatio in pejus’ e nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal que, no julgamento do HC n 126.292/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, entendeu que ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em julgamento de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência’ (DJe de 17/5/16). 4. Esse entendimento, aliás, manteve-se inalterado na Corte, que, em 5/10/16, indeferiu as medidas cautelares formuladas na ADC n 43 e na ADC n 44, as quais pleiteavam, sob a premissa da constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, a suspensão das execuções provisórias de decisões penais que têm por fundamento as mesmas razões de decidir do julgado proferido no HC n 126.292/SP. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 134.863-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “3. A execução provisória da pena coaduna com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’, quando mantida a condenação do paciente pela Corte local, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, no restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como na atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 154.976-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP da pena não conflita com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’” (HC 157.159-AgR/AC, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei), cabendo destacar, por expressivos desse entendimento, os seguintes precedentes emanados desta Suprema Corte: “3. A decisão do juízo de origem que determinou a execução provisória da pena imposta ao ora agravante não configurou ‘reformatio in pejus’ e nem afrontou a jurisprudência fixada pelo Supremo Tribunal Federal que, no julgamento do HC n 126.292/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, entendeu que ‘a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em julgamento de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência’ (DJe de 17/5/16). 4. Esse entendimento, aliás, manteve-se inalterado na Corte, que, em 5/10/16, indeferiu as medidas cautelares formuladas na ADC n 43 e na ADC n 44, as quais pleiteavam, sob a premissa da constitucionalidade do art. 283 do Código de Processo Penal, a suspensão das execuções provisórias de decisões penais que têm por fundamento as mesmas razões de decidir do julgado proferido no HC n 126.292/SP. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 134.863-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “3. A execução provisória da pena coaduna com o princípio da vedação da ‘reformatio in pejus’, quando mantida a condenação do paciente pela Corte local, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, no restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como na atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 154.976-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP Cumpre registrar, finalmente, por relevante, que essa mesma diretriz jurisprudencial veio a ser reafirmada em recente julgamento plenário desta Corte Suprema que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “7. Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade.” (HC 152.752/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP Cumpre registrar, finalmente, por relevante, que essa mesma diretriz jurisprudencial veio a ser reafirmada em recente julgamento plenário desta Corte Suprema que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “7. Não configura reforma prejudicial a determinação de início do cumprimento da pena, mesmo se existente comando sentencial anterior que assegure ao acusado, genericamente, o direito de recorrer em liberdade.” (HC 152.752/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Não obstante a minha pessoal convicção em sentido contrário, devo ajustar o meu entendimento à diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, em respeito e em atenção ao postulado da colegialidade. Sendo assim, em face do exposto e, sobretudo, em respeito ao princípio da colegialidade, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA8A-0ABC-E458-44C7 e senha 5791-C564-9DF5-BF9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 36 Voto Vogal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto em habeas corpus impetrado contra decisão monocrática, proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. O eminente relator negou seguimento à impetração por meio de decisão unipessoal, provimento impugnado mediante o agravo regimental ora em apreço. Conforme asseverei ao apreciar o pedido de liminar no HC 146.818 MC/ES, DJe 20.9.2017, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, monocraticamente, têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo Supremo Tribunal Federal ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. Todavia, no julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça, mas não de recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto em habeas corpus impetrado contra decisão monocrática, proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. O eminente relator negou seguimento à impetração por meio de decisão unipessoal, provimento impugnado mediante o agravo regimental ora em apreço. Conforme asseverei ao apreciar o pedido de liminar no HC 146.818 MC/ES, DJe 20.9.2017, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, monocraticamente, têm aplicado a jurisprudência do Supremo no sentido de que a execução provisória da sentença já confirmada em sede de apelação, ainda que sujeita a recurso especial e extraordinário, não ofende o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme decidido no HC 126.292/SP. Esse posicionamento foi mantido pelo Supremo Tribunal Federal ao indeferir medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, e no julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo 964.246/SP, com repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual. Todavia, no julgamento do HC 126.292/SP, o Ministro Dias Toffoli votou no sentido de que a execução da pena deveria ficar suspensa com a pendência de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça, mas não de recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. Para fundamentar sua posição, sustentou que a instituição do requisito de repercussão geral dificultou a admissão do recurso extraordinário em matéria penal, que tende a tratar de tema de natureza individual, e não de natureza geral, ao contrário do recurso especial, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Dessa forma, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli no sentido de que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Entretanto, tenho que o entendimento não deve ser aplicado indistintamente, sobretudo quando se tratar de condenação por crimes graves. Isso porque, consoante asseverei no julgamento do citado HC 126.292/SP, em que pese à presunção de não culpabilidade ser direito fundamental que impõe o ônus da prova à acusação e impede o tratamento do réu como culpado até o trânsito em julgado da sentença, ainda assim, não impõe que o réu seja tratado da mesma forma durante todo o processo. Conforme se avança e a culpa vai ficando demonstrada, a lei poderá impor tratamento diferenciado. A presunção de inocência deve ser vista como princípio relevantíssimo para a ordem jurídica ou constitucional, mas princípio suscetível de ser devidamente conformado, tendo em vista, inclusive, as circunstâncias de aplicação no caso do Direito Penal e Processual Penal. Por isso, entendo que, nesse contexto, não é de considerar-se que prisão, após a decisão do tribunal de apelação, haja de ser considerada violadora desse princípio. Nesse sentido, cito trechos do voto de minha relatoria, no HC 152.752/PR: “Em conclusão, penso que a regra da presunção de não culpabilidade, diante da formação progressiva da culpa, permite o início da execução da pena a partir do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça de REsp e AResp (fixando-se limite nos primeiros Embargos Declaratórios), marco de maior segurança jurídica, quando então a reprimenda estaria estabilizada, com nenhuma 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP abrange situações mais comuns de conflito de entendimento entre tribunais. Dessa forma, no julgamento do HC 142.173/SP (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2017), manifestei minha tendência em acompanhar o Ministro Dias Toffoli no sentido de que a execução da pena com decisão de segundo grau deve aguardar o julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Entretanto, tenho que o entendimento não deve ser aplicado indistintamente, sobretudo quando se tratar de condenação por crimes graves. Isso porque, consoante asseverei no julgamento do citado HC 126.292/SP, em que pese à presunção de não culpabilidade ser direito fundamental que impõe o ônus da prova à acusação e impede o tratamento do réu como culpado até o trânsito em julgado da sentença, ainda assim, não impõe que o réu seja tratado da mesma forma durante todo o processo. Conforme se avança e a culpa vai ficando demonstrada, a lei poderá impor tratamento diferenciado. A presunção de inocência deve ser vista como princípio relevantíssimo para a ordem jurídica ou constitucional, mas princípio suscetível de ser devidamente conformado, tendo em vista, inclusive, as circunstâncias de aplicação no caso do Direito Penal e Processual Penal. Por isso, entendo que, nesse contexto, não é de considerar-se que prisão, após a decisão do tribunal de apelação, haja de ser considerada violadora desse princípio. Nesse sentido, cito trechos do voto de minha relatoria, no HC 152.752/PR: “Em conclusão, penso que a regra da presunção de não culpabilidade, diante da formação progressiva da culpa, permite o início da execução da pena a partir do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça de REsp e AResp (fixando-se limite nos primeiros Embargos Declaratórios), marco de maior segurança jurídica, quando então a reprimenda estaria estabilizada, com nenhuma 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 36 Voto Vogal HC 164701 AGR / SP ou reduzida possibilidade de mutação decorrente de análises fáticas ou de aspectos alusivos à quantidade e qualidade da pena. Fora desse marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo Supremo Tribunal Federal de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem pública ou da aplicação da lei penal”. Dito isto, tenho que o caso dos autos não comporta concessão da ordem, pois se verifica o enquadramento na terceira exceção acima elencada. Portanto, acompanho o eminente relator, para negar provimento ao agravo regimental, com as ressalvas de fundamento expostas. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Supremo Tribunal Federal HC 164701 AGR / SP ou reduzida possibilidade de mutação decorrente de análises fáticas ou de aspectos alusivos à quantidade e qualidade da pena. Fora desse marco, abrem-se três possibilidades de antecipação da execução da pena: A primeira: possibilidade de antecipar-se a execução da pena ocorreria com o trânsito em julgado progressivo da sentença condenatória, tendo em vista que parte ou parcela da pena tornou-se líquida por falta de argumentação recursal. A pena incontroversa poderia ser executada ainda na primeira instância (execução da pena mínima). A segunda: possibilidade de antecipação da execução da pena, na mesma linha do trânsito em julgado progressivo, decorrente agora da precipitação em habeas corpus (denegado) do exame pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo Supremo Tribunal Federal de questões iguais ou mais abrangentes que aquelas perfiladas nos recursos extraordinários (especial e extraordinário), tornando desnecessário aguardar o julgamento destes para o cumprimento da reprimenda. A terceira: uma vez confirmada a condenação em segundo grau de jurisdição, formando-se, portanto, título executivo mais robusto, abre-se a possibilidade, em crimes graves de nova análise do cabimento da antecipação da execução da pena para garantia da ordem pública ou da aplicação da lei penal”. Dito isto, tenho que o caso dos autos não comporta concessão da ordem, pois se verifica o enquadramento na terceira exceção acima elencada. Portanto, acompanho o eminente relator, para negar provimento ao agravo regimental, com as ressalvas de fundamento expostas. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E54-295D-B4E7-15CA e senha 81EE-7CDE-E9D5-DECC Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 36 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Considerando as razões lançadas no agravo regimental, divirjo do Relator, tendo em vista o entendimento ao qual sempre me filiei no que toca à possibilidade de execução antecipada da pena condenatória. Entendo que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5..., LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Essa foi minha posição por ocasião do julgamento do HC 126.292/SP, de relatoria do Ministro Teori Zavascki; das ADC 43 e 44, ambas de relatoria do Ministro Marco Aurélio; e do HC 152.752/PR, de relatoria do Ministro Edson Fachin. Isso posto, divirjo do Ministro Relator para prover o agravo regimental e conceder a ordem de habeas corpus, para que o paciente possa aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAA9-F7B0-F1AA-16C5 e senha C300-69E0-967A-3ECF Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) :PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O V O G A L O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski: Considerando as razões lançadas no agravo regimental, divirjo do Relator, tendo em vista o entendimento ao qual sempre me filiei no que toca à possibilidade de execução antecipada da pena condenatória. Entendo que ofende o princípio da presunção de inocência, insculpido no art. 5..., LVII, da Constituição Federal, a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar, e desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Essa foi minha posição por ocasião do julgamento do HC 126.292/SP, de relatoria do Ministro Teori Zavascki; das ADC 43 e 44, ambas de relatoria do Ministro Marco Aurélio; e do HC 152.752/PR, de relatoria do Ministro Edson Fachin. Isso posto, divirjo do Ministro Relator para prover o agravo regimental e conceder a ordem de habeas corpus, para que o paciente possa aguardar, em liberdade, o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAA9-F7B0-F1AA-16C5 e senha C300-69E0-967A-3ECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 36 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) : PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS (215364/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B9-70FE-CE92-9E66 e senha 6D3C-0C37-2F1E-8928 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.701 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : RENATO MORAES GONCALVES ADV.(A/S) : PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS (215364/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 460.987 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas dos Ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78B9-70FE-CE92-9E66 e senha 6D3C-0C37-2F1E-8928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 36
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC n 460 . 987 DO SUPERIOR TRIBUNAL", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 164 . 701 SÃO", "HC n 460 . 987", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 164 . 701 SÃO", "HC n 460 . 987", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "EMENDA", "HC 109 . 353 / SP", "HC 147 . 834 AgR", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC 109 . 353 / SP", "HC 147 . 834 AgR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 110 . 055", "HC 101 . 971", "HC 138 . 413 AgR", "HC 140 . 629 AgR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 110 . 055", "HC 101 . 971", "HC 138 . 413 AgR", "HC 140 . 629 AgR", "HC 164701 AGR / SP", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP", "HC 114 . 557 AgR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP", "HC 114 . 557 AgR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 135 . 010 AgR", "HC 164701 AGR / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 135 . 010 AgR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC 8 Supremo", "HC 164701 AGR", "HC 8 Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP 126 . 292", "HC 84 . 078 / MG", "HC 126 . 292", "HC 126 . 292 ED", "ADCs 43", "HC 126 . 292", "HC 164701 AGR / SP 126 . 292", "HC 84 . 078 / MG", "HC 126 . 292", "HC 126 . 292 ED", "ADCs", "HC 126 . 292", "HC 164701 AGR / SP", "ARE 964 . 246 RG", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "ARE 964 . 246 RG", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752", "HC 164701 AGR / SP", "ADCs", "HC 126 . 292", "HC 164701 AGR / SP", "ADCs", "HC 126 . 292", "HC 164701 AGR / SP", "ADCs 43 e 44 MC", "HC 164701 AGR / SP", "ADCs 43", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752", "Súmula 122 daquela Corte Regional", "súmula 122 do TRF4", "súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752", "Súmula 122 daquela Corte Regional", "súmula 122 do TRF4", "súmula 267 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 164701 AGR / SP", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43", "ARE 964 . 246 / SP", "HC 152 . 752 / PR", "Rcl . 30 . 126 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43", "ARE 964 . 246 / SP", "HC 152 . 752 / PR", "Rcl", ". 30 . 126 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "ADC 43", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "ADC 43", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 164701 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 164701 AGR / SP", "HC n . 312 . 273", "HC 126 . 292", "HC 134 . 863 AgR", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP", "HC n . 312 . 273", "HC 126 . 292", "HC 134 . 863 AgR", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 164701 AGR / SP", "HC n 126 . 292 / SP", "HC 126 . 292", "HC 84 . 078 / MG", "HC 84 . 078 / MG", "HC 164701 AGR / SP", "HC n 126 . 292 / SP", "HC 126 . 292", "HC 84 . 078 / MG", "HC 84 . 078 / MG", "HC 164701 AGR / SP", "HC 72 . 610", "HC 164701 AGR / SP", "HC 72 . 610", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC n 460 . 987", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43 - MC / DF", "ADC 44 - MC / DF", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC n 460 . 987", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43 - MC / DF", "ADC 44 - MC / DF", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HC 164701 AGR / SP", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HC 154 . 032 - MC / PE", "HC 154 . 954 - MC / SP", "HC 158 . 640 - MC / PE", "ADC 43 / DF", "ADC 44 / DF", "HC 164701 AGR / SP", "ARE 964 . 246 - RG / SP", "HC 154 . 032 - MC / PE", "HC 154 . 954 - MC / SP", "HC 158 . 640 - MC / PE", "ADC 43 / DF", "ADC 44 / DF", "HC 164701 AGR / SP", "HC 147 . 428 / MG", "HC 148 . 122 - MC / MG", "HC 148 . 687 - MC / SP", "HC 147 . 452 / MG", "HC 135 . 752 - AgR / PB", "HC 151 . 814 - AgR / SP", "HC 157 . 808 - AgR / SP", "HC 158 . 658 - AgR / SP", "HC 160 . 418 - AgR / RS", "HC 164701 AGR / SP", "HC 147 . 428 / MG", "HC 148 . 122 - MC / MG", "HC 148 . 687 - MC / SP", "HC 147 . 452 / MG", "HC 135 . 752 - AgR / PB", "HC 151 . 814 - AgR / SP", "HC 157 . 808 - AgR / SP", "HC 158 . 658 - AgR / SP", "HC 160 . 418 - AgR / RS", "HC 164701 AGR / SP", "HC 157 . 159 - AgR / AC", "HC n 126 . 292 / SP", "ADC n 43", "ADC n 44", "HC n 126 . 292 / SP", "HC 134 . 863 - AgR / SP", "HC 154 . 976 - AgR / DF", "HC 164701 AGR / SP", "HC 157 . 159 - AgR / AC", "HC n 126 . 292 / SP", "ADC n 43", "ADC n 44", "HC n 126 . 292 / SP", "HC 134 . 863 - AgR / SP", "HC 154 . 976 - AgR / DF", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC n 460 . 987 DO", "HC 146 . 818 MC / ES", "HC 126 . 292 / SP", "Recurso Extraordinário com Agravo 964 . 246 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "HC n 460 . 987", "HC 146 . 818 MC / ES", "HC 126 . 292 / SP", "Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43", "Recurso Extraordinário com Agravo 964 . 246 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC 142 . 173 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 142 . 173 / SP", "HC 126 . 292 / SP", "HC 152 . 752 / PR", "HC 164701 AGR / SP", "HC 164701 AGR / SP", "HC n 460 . 987 DO SUPERIOR", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43", "HC 152 . 752 / PR", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC n 460 . 987 DO SUPERIOR TRIBUNAL", "HC 126 . 292 / SP", "ADC 43", "HC 152 . 752 / PR", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC n 460 . 987", "HABEAS CORPUS 164 . 701", "HC n 460 . 987 DO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 21 , § 1 . . . , e 192 , caput , do RISTF", "Emenda Regimental n 30", "RISTF , art . 192 , caput", "ER n 30 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "ART . 192 DO REGIMENTO INTERNO DO", "EMENDA REGIMENTAL 30 / 2009", "Emenda Regimental n 30", "ER n 30 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 397 do CPP", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "RISTF , ART . 192 , “ CAPUT ”", "ER n 30 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 397 do CPP", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "RISTF , ART . 192 ,", "ER n 30 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ i ” , da Constituição da República", "Constituição Federal", "Constituição", "artigo 102 , I , “ i ” , da Constituição", "artigo 34 , inciso XVIII , do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ i ” , da Constituição da República", "Constituição Federal", "Constituição", "artigo 102 , I , “ i ” , da Constituição", "artigo 34 , inciso XVIII , do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , artigo 102 , inciso I , alínea “ i", "art . 93 , XI , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , artigo 102 , inciso I , alínea “ i ”", "art . 93 , XI , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 926 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Novo", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 926 do Código de Processo Civil", "art . 926 , Código de Processo Civil", "Novo", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 283 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 283 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 283 do CPP", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 283 do CPP", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "5", ". . . , LXI , Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "ART . 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "ART . 283 DO CPP", "ART . 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXI , Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "ART . 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "ART . 283 DO CPP", "ART . 283 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ED41", "art . 995 e art . 1 . 029 , § 5 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . e 637 do CPP", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição da República", "art . 283 do Código de Processo Penal", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 995 e art . 1 . 029 , § 5 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . e 637 do CPP", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição da República", "art . 283 do Código de Processo Penal", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXI e art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXI e art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 617 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 617 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 7 . 210 / 84", "Lei de Execuções Penais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 7 . 210 / 84", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 , do Código de Processo Penal", "art . 22 da Lei n 7492", "Medida Provisória n 2", "artigo 312 , do Código de Processo Penal", "art . 22 da Lei n 7492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LVII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LVII", "CPP , art . 617 , 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LVII", "CPP , art . 617", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 617 do Código de Processo Penal", "CPP , ART . 617 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 617 do Código de Processo Penal", "CPP , ART . 617 , ‘ in fine ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ORDENAMENTO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior", "Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Editora Revista dos Tribunais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Editora Revista dos Tribunais", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Suprema Corte", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Revista dos Tribunais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Revista dos Tribunais", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "TRF", "-", "4", "Plenário", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRF", "-", "4", "Plenário", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Ministério Público Federal", "Tribunal Pleno desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Luiz Guilherme Marinoni", "Sérgio Cruz Arenhart", "Daniel Mitidiero", "Luiz Guilherme Marinoni", "Sérgio Cruz Arenhart", "Daniel Mitidiero", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "TEORI ZAVASCKI", "EROS GRAU", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "EROS GRAU", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "RODRIGUES . Marco Antonio", "RODRIGUES . Marco Antonio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GRINOVER .", "Ada Pellegrini", "EDSON FACHIN", "GRINOVER .", "Ada Pellegrini", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "DIAS TOFFOLI", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "Eros Grau", "Teori Zavascki", "Eros Grau", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "RENATO MORAES GONCALVES", "PAULO JOSE SILVEIRA DOS SANTOS", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de março", "4 de abril de 2019", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de março", "4 de abril de 2019", "5 de abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "18", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "18", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de maio de 2009", "13", "/", "12", "/", "2013", "03", ".", "05", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de maio de 2009", "13", "/", "12", "/", "2013", "03", ".", "05", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "03", ".", "2017", "30", ".", "06", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "03", ".", "2017", "30", ".", "06", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "09", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "09", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "02", "/", "2016", "05", "/", "02", "/", "2009", "17", "/", "02", "/", "2016", "02", "/", "09", "/", "2016", "05", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "02", "/", "2016", "05", "/", "02", "/", "2009", "17", "/", "02", "/", "2016", "02", "/", "09", "/", "2016", "05", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "04", "/", "2018", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "14", "29", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "14", "29", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "12", "/", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "12", "/", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "16", "5", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "16", "5", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "20", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "20", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM ENTENDIMENTO FIXADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RE 586.453-RG (TEMA 190). 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RE 1184796 AGR / DF desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta Corte. 7. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no RE 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/08/2014, Tema 190). 8. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta Corte. 7. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no RE 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/08/2014, Tema 190). 8. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Ementa e Acórdão RE 1184796 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto pela FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF contra decisão que negou seguimento aos Recurso Extraordinários da FUNCEF e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF, sob o argumento de que (a) mostra-se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide ao caso o Tema 660 da repercussão geral; (c) a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação infraconstitucional; (d) aplica-se ao debate o teor das Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; e (e) o acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no RE 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/08/2014, Tema 190). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) repercussão geral está demonstrada; (b) o acórdão recorrido ofendeu a Constituição Federal; (c) não incide o Tema 660; (d) os Enunciados 279 e 454 desta CORTE não têm aplicação neste caso; e (e) houve inobservância da decisão proferida no RE 586.453 (Tema 190), pois o STF já decidiu que toda e qualquer demanda ajuizada contra entidade de previdência complementar, com pedido previdenciário é de competência da Justiça Comum. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto pela FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF contra decisão que negou seguimento aos Recurso Extraordinários da FUNCEF e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF, sob o argumento de que (a) mostra-se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide ao caso o Tema 660 da repercussão geral; (c) a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação infraconstitucional; (d) aplica-se ao debate o teor das Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; e (e) o acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no RE 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/08/2014, Tema 190). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) repercussão geral está demonstrada; (b) o acórdão recorrido ofendeu a Constituição Federal; (c) não incide o Tema 660; (d) os Enunciados 279 e 454 desta CORTE não têm aplicação neste caso; e (e) houve inobservância da decisão proferida no RE 586.453 (Tema 190), pois o STF já decidiu que toda e qualquer demanda ajuizada contra entidade de previdência complementar, com pedido previdenciário é de competência da Justiça Comum. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RE 1184796 AGR / DF É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO TRATA-SE DE RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF E PELA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF EM FACE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, ASSIM EMENTADO (DOC. 61): I - RECURSO DE REVISTA DO AUTOR. RESERVA MATEMÁTICA. FONTE DE CUSTEIO. EQUILÍBRIO ATUARIAL. NECESSIDADE DE CONTRIBUIÇÃO DO AUTOR E DA PATROCINADORA. O ARTIGO 202 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ESTABELECE QUE O REGIME DE PREVIDÊNCIA PRIVADA É BASEADO NA FORMAÇÃO DE RESERVAS QUE GARANTAM O BENEFÍCIO CONTRATADO. DO MESMO MODO A LEI COMPLEMENTAR 108/2001, EM SEU ARTIGO 6º - VISANDO A RESGUARDAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E GARANTIR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÕES DOS SEGURADOS -, DETERMINA QUE O PATROCINADOR E OS PARTICIPANTES SÃO CORRESPONSÁVEIS PELO CUSTEIO DOS PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. PARA TANTO, VEDA, INCLUSIVE, QUE O PATROCINADOR ASSUMA ENCARGOS ADICIONAIS PARA O FINANCIAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS, ALÉM DOS PREVISTOS NOS RESPECTIVOS PLANOS DE CUSTEIO. ASSIM, EM SENDO RECONHECIDAS DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, SERIA NECESSÁRIO QUE O RECOLHIMENTO A TÍTULO DE FONTE DE CUSTEIO INCIDISSE NAS COTAS-PARTES TANTO DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO TRATA-SE DE RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF E PELA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF EM FACE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, ASSIM EMENTADO (DOC. 61): I - RECURSO DE REVISTA DO AUTOR. RESERVA MATEMÁTICA. FONTE DE CUSTEIO. EQUILÍBRIO ATUARIAL. NECESSIDADE DE CONTRIBUIÇÃO DO AUTOR E DA PATROCINADORA. O ARTIGO 202 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ESTABELECE QUE O REGIME DE PREVIDÊNCIA PRIVADA É BASEADO NA FORMAÇÃO DE RESERVAS QUE GARANTAM O BENEFÍCIO CONTRATADO. DO MESMO MODO A LEI COMPLEMENTAR 108/2001, EM SEU ARTIGO 6º - VISANDO A RESGUARDAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E GARANTIR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÕES DOS SEGURADOS -, DETERMINA QUE O PATROCINADOR E OS PARTICIPANTES SÃO CORRESPONSÁVEIS PELO CUSTEIO DOS PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. PARA TANTO, VEDA, INCLUSIVE, QUE O PATROCINADOR ASSUMA ENCARGOS ADICIONAIS PARA O FINANCIAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS, ALÉM DOS PREVISTOS NOS RESPECTIVOS PLANOS DE CUSTEIO. ASSIM, EM SENDO RECONHECIDAS DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, SERIA NECESSÁRIO QUE O RECOLHIMENTO A TÍTULO DE FONTE DE CUSTEIO INCIDISSE NAS COTAS-PARTES TANTO DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF EMPREGADO QUANTO DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, EM CONFORMIDADE COM O REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ESTA CORTE TEM SE MANIFESTADO NESSE SENTIDO A FIM DE PRESERVAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E ASSEGURAR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÃO AOS SEUS SEGURADOS. PORTANTO, TORNA-SE FORÇOSO DETERMINAR O RECOLHIMENTO DA COTA-PARTE DEVIDA PELO AUTOR PARA O CUSTEIO DAS DIFERENÇAS CONCEDIDAS, SOBRE A QUAL NÃO CREDORA, EMBORA INDIRETA, DA VERBA RELATIVA À COMPLEMENTAÇÃO, NÃO SE ENCONTRA EM MORA NOS TERMOS DO REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ENTENDE-SE, QUANTO AOS VALORES REFERENTES À PARTICIPAÇÃO, QUE O AUTOR DEVE PAGAR APENAS O VALOR HISTÓRICO DE SUA CONTRIBUIÇÃO. RESSALTE-SE QUE O RECOLHIMENTO DEVERÁ INCIDIR TAMBÉM SOBRE A COTA- PARTE DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, INCLUSIVE QUANTO À DIFERENÇA "ATUARIAL", COM OS CONSECTÁRIOS DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA, ANTE OS TERMOS DA SÚMULA 187 DO TST. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. II - RECURSOS DE REVISTA DA FUNCEF E DA CEF. ANÁLISE CONJUNTA. MATÉRIAS COMUNS. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ESTA CORTE SUPERIOR HÁ DÉCADAS VEM DECIDINDO QUE, SENDO A ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E A NORMA GARANTIDORA CRIADAS PELO EMPREGADOR, A COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO, INDEPENDENTEMENTE DE HAVER-SE TRANSFERIDO A RESPONSABILIDADE PELA COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS PARA ENTIDADE DIVERSA. NO ENTANTO, O EXCELSO STF, EM SUA COMPOSIÇÃO PLENÁRIA, APRECIANDO A QUESTÃO RELATIVA À COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA SOLUCIONAR CONTROVÉRSIAS RELATIVAS À COMPLEMENTAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF EMPREGADO QUANTO DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, EM CONFORMIDADE COM O REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ESTA CORTE TEM SE MANIFESTADO NESSE SENTIDO A FIM DE PRESERVAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E ASSEGURAR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÃO AOS SEUS SEGURADOS. PORTANTO, TORNA-SE FORÇOSO DETERMINAR O RECOLHIMENTO DA COTA-PARTE DEVIDA PELO AUTOR PARA O CUSTEIO DAS DIFERENÇAS CONCEDIDAS, SOBRE A QUAL NÃO CREDORA, EMBORA INDIRETA, DA VERBA RELATIVA À COMPLEMENTAÇÃO, NÃO SE ENCONTRA EM MORA NOS TERMOS DO REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ENTENDE-SE, QUANTO AOS VALORES REFERENTES À PARTICIPAÇÃO, QUE O AUTOR DEVE PAGAR APENAS O VALOR HISTÓRICO DE SUA CONTRIBUIÇÃO. RESSALTE-SE QUE O RECOLHIMENTO DEVERÁ INCIDIR TAMBÉM SOBRE A COTA- PARTE DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, INCLUSIVE QUANTO À DIFERENÇA "ATUARIAL", COM OS CONSECTÁRIOS DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA, ANTE OS TERMOS DA SÚMULA 187 DO TST. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. II - RECURSOS DE REVISTA DA FUNCEF E DA CEF. ANÁLISE CONJUNTA. MATÉRIAS COMUNS. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ESTA CORTE SUPERIOR HÁ DÉCADAS VEM DECIDINDO QUE, SENDO A ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E A NORMA GARANTIDORA CRIADAS PELO EMPREGADOR, A COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO, INDEPENDENTEMENTE DE HAVER-SE TRANSFERIDO A RESPONSABILIDADE PELA COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS PARA ENTIDADE DIVERSA. NO ENTANTO, O EXCELSO STF, EM SUA COMPOSIÇÃO PLENÁRIA, APRECIANDO A QUESTÃO RELATIVA À COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA SOLUCIONAR CONTROVÉRSIAS RELATIVAS À COMPLEMENTAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF APOSENTADORIA (PROCESSOS RE-586.453/SE E RE- 583.050/RS, COM REPERCUSSÃO GERAL), DECIDIU, PELA MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DA DECISÃO, QUE SOMENTE NOS PROCESSOS SENTENCIADOS ATÉ 20/2/2013, COMO NO CASO SUB JUDICE , SUBSISTE A COMPETÊNCIA DESTE RAMO DO PODER JUDICIÁRIO, DO QUE RESULTA A INCIDÊNCIA DA SÚMULA 401 DAQUELE AUGUSTO PRETÓRIO COMO ÓBICE À PRETENSÃO AQUI DEDUZIDA. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. INCORPORAÇÃO DO COMPLEMENTO TEMPORÁRIO VARIÁVEL DE AJUSTE AO PISO DE MERCADO - CTVA E BASE DE CÁLCULO PARA CONTRIBUIÇÃO PARA A FUNCEF. ADESÃO AO NOVO PLANO. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. A SBDI-1 DESTA CORTE UNIFORMIZOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A PARCELA DENOMINADA CTVA POSSUI NATUREZA SALARIAL, NOS TERMOS DO ART. 457, § 1º, DA CLT, PORQUANTO COMPÕE A REMUNERAÇÃO DO CARGO DE CONFIANÇA, AINDA QUE A TÍTULO DE COMPLEMENTO DE GRATIFICAÇÃO, QUANDO O VALOR DA REMUNERAÇÃO FOR INFERIOR AO DE MERCADO. POR ISSO, CORRETA A DECISÃO RECORRIDA EM QUE CONSIDEROU DEVIDA SUA INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADO. PRECEDENTES. QUANTO AO SALDAMENTO DO REG/REPLAN PELA ADESÃO AO NOVO PLANO A SBDI-1 DESTA CORTE, PACIFICOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A MIGRAÇÃO DO EMPREGADO DO PLANO REG/REPLAN PARA O NOVO PLANO DE APOSENTADORIA NÃO COMPORTA RENÚNCIA A DIREITO QUE JÁ SE ENCONTRAVA INCORPORADO EM SEU PATRIMÔNIO, UMA VEZ QUE A INTEGRAÇÃO DA CTVA NO SALDAMENTO DO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA ESTÁ EM CONFORMIDADE COM AS REGRAS ATINENTES AO SALÁRIO DE PARTICIPAÇÃO DO PERÍODO ANTERIORMENTE VIGENTE À ADESÃO AO NOVO PLANO, SENDO INAPLICÁVEL A SÚMULA 51, II, DO TST. DESSA FORMA, UMA VEZ QUE TÊM A MESMA NATUREZA DA CTVA, CONCLUI-SE POR ÓBVIO QUE NÃO OCORREU TRANSAÇÃO POR OCASIÃO DA ADESÃO: NÃO SE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF APOSENTADORIA (PROCESSOS RE-586.453/SE E RE- 583.050/RS, COM REPERCUSSÃO GERAL), DECIDIU, PELA MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DA DECISÃO, QUE SOMENTE NOS PROCESSOS SENTENCIADOS ATÉ 20/2/2013, COMO NO CASO SUB JUDICE , SUBSISTE A COMPETÊNCIA DESTE RAMO DO PODER JUDICIÁRIO, DO QUE RESULTA A INCIDÊNCIA DA SÚMULA 401 DAQUELE AUGUSTO PRETÓRIO COMO ÓBICE À PRETENSÃO AQUI DEDUZIDA. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. INCORPORAÇÃO DO COMPLEMENTO TEMPORÁRIO VARIÁVEL DE AJUSTE AO PISO DE MERCADO - CTVA E BASE DE CÁLCULO PARA CONTRIBUIÇÃO PARA A FUNCEF. ADESÃO AO NOVO PLANO. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. A SBDI-1 DESTA CORTE UNIFORMIZOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A PARCELA DENOMINADA CTVA POSSUI NATUREZA SALARIAL, NOS TERMOS DO ART. 457, § 1º, DA CLT, PORQUANTO COMPÕE A REMUNERAÇÃO DO CARGO DE CONFIANÇA, AINDA QUE A TÍTULO DE COMPLEMENTO DE GRATIFICAÇÃO, QUANDO O VALOR DA REMUNERAÇÃO FOR INFERIOR AO DE MERCADO. POR ISSO, CORRETA A DECISÃO RECORRIDA EM QUE CONSIDEROU DEVIDA SUA INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADO. PRECEDENTES. QUANTO AO SALDAMENTO DO REG/REPLAN PELA ADESÃO AO NOVO PLANO A SBDI-1 DESTA CORTE, PACIFICOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A MIGRAÇÃO DO EMPREGADO DO PLANO REG/REPLAN PARA O NOVO PLANO DE APOSENTADORIA NÃO COMPORTA RENÚNCIA A DIREITO QUE JÁ SE ENCONTRAVA INCORPORADO EM SEU PATRIMÔNIO, UMA VEZ QUE A INTEGRAÇÃO DA CTVA NO SALDAMENTO DO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA ESTÁ EM CONFORMIDADE COM AS REGRAS ATINENTES AO SALÁRIO DE PARTICIPAÇÃO DO PERÍODO ANTERIORMENTE VIGENTE À ADESÃO AO NOVO PLANO, SENDO INAPLICÁVEL A SÚMULA 51, II, DO TST. DESSA FORMA, UMA VEZ QUE TÊM A MESMA NATUREZA DA CTVA, CONCLUI-SE POR ÓBVIO QUE NÃO OCORREU TRANSAÇÃO POR OCASIÃO DA ADESÃO: NÃO SE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF PODE CONCLUIR QUE HOUVE RENÚNCIA DO EMPREGADO AO ADERIR AO NOVO PLANO, PORQUANTO OS PLANOS NÃO ERAM COEXISTENTES. ORA, É DO CONHECIMENTO DESTA CORTE A PRÁTICA DAS EMPRESAS DE ALTERAR A NOMENCLATURA DE PARCELAS QUANDO DA MIGRAÇÃO PARA OUTROS PLANOS DE FUNÇÕES E GRATIFICAÇÕES, COM O FITO DE MODIFICAR A NATUREZA JURÍDICA DE SALARIAL PARA INDENIZATÓRIA E IMPEDIR A SUA INTEGRAÇÃO NO CÁLCULO DA FUTURA COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA DO TRABALHADOR. NESSE ESTEIO, ESTÃO INTACTOS OS DISPOSITIVOS DE LEIS E DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA INVOCADOS, BEM COMO ESTÁ SUPERADA A TESE DOS ARESTOS TRANSCRITOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 333/TST E DO ARTIGO 896, § 4º, DA CLT (LEI 9.756/98. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA CTVA AO SALÁRIO. CONTRIBUIÇÕES À FUNCEF. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. AUSÊNCIA DE RENÚNCIA OU TRANSAÇÃO. VERIFICADAS NO EXAME DO TÓPICO ANTERIOR A NATUREZA SALARIAL DA CTVA E A AUSÊNCIA DE QUITAÇÃO OU TRANSAÇÃO COM A ADESÃO AO SALDAMENTO DO PLANO ANTERIOR, INTITULADO REG/REPLAN, NÃO SE HÁ FALAR, POR CONSEQUÊNCIA, EM PRESCRIÇÃO TOTAL, JÁ QUE A CONTROVÉRSIA SE SUJEITA À PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARCIAL, SOB O FUNDAMENTO DE QUE NÃO SE TRATA DE ALTERAÇÃO DO PACTUADO POR ATO ÚNICO DO EMPREGADOR, MAS DE DESCUMPRIMENTO DO PACTUADO, LESÃO DE TRATO SUCESSIVO, A QUAL SE RENOVA A CADA MÊS EM QUE A EMPREGADORA DEIXA DE CUMPRIR O QUE FOI PREVIAMENTE PACTUADO. JULGADOS DO C. TST. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. III - RECURSO DE REVISTA DA CEF. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. O ENTENDIMENTO QUE TEM SIDO ADOTADO NESTE C. TST É O DE QUE, SENDO A CEF INSTITUIDORA E MANTENEDORA DA FUNCEF, A SOLIDARIEDADE DECORRE DA LEI, NA FORMA DO ARTIGO 2º, § 2º, DA CLT. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF PODE CONCLUIR QUE HOUVE RENÚNCIA DO EMPREGADO AO ADERIR AO NOVO PLANO, PORQUANTO OS PLANOS NÃO ERAM COEXISTENTES. ORA, É DO CONHECIMENTO DESTA CORTE A PRÁTICA DAS EMPRESAS DE ALTERAR A NOMENCLATURA DE PARCELAS QUANDO DA MIGRAÇÃO PARA OUTROS PLANOS DE FUNÇÕES E GRATIFICAÇÕES, COM O FITO DE MODIFICAR A NATUREZA JURÍDICA DE SALARIAL PARA INDENIZATÓRIA E IMPEDIR A SUA INTEGRAÇÃO NO CÁLCULO DA FUTURA COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA DO TRABALHADOR. NESSE ESTEIO, ESTÃO INTACTOS OS DISPOSITIVOS DE LEIS E DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA INVOCADOS, BEM COMO ESTÁ SUPERADA A TESE DOS ARESTOS TRANSCRITOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 333/TST E DO ARTIGO 896, § 4º, DA CLT (LEI 9.756/98. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA CTVA AO SALÁRIO. CONTRIBUIÇÕES À FUNCEF. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. AUSÊNCIA DE RENÚNCIA OU TRANSAÇÃO. VERIFICADAS NO EXAME DO TÓPICO ANTERIOR A NATUREZA SALARIAL DA CTVA E A AUSÊNCIA DE QUITAÇÃO OU TRANSAÇÃO COM A ADESÃO AO SALDAMENTO DO PLANO ANTERIOR, INTITULADO REG/REPLAN, NÃO SE HÁ FALAR, POR CONSEQUÊNCIA, EM PRESCRIÇÃO TOTAL, JÁ QUE A CONTROVÉRSIA SE SUJEITA À PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARCIAL, SOB O FUNDAMENTO DE QUE NÃO SE TRATA DE ALTERAÇÃO DO PACTUADO POR ATO ÚNICO DO EMPREGADOR, MAS DE DESCUMPRIMENTO DO PACTUADO, LESÃO DE TRATO SUCESSIVO, A QUAL SE RENOVA A CADA MÊS EM QUE A EMPREGADORA DEIXA DE CUMPRIR O QUE FOI PREVIAMENTE PACTUADO. JULGADOS DO C. TST. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. III - RECURSO DE REVISTA DA CEF. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. O ENTENDIMENTO QUE TEM SIDO ADOTADO NESTE C. TST É O DE QUE, SENDO A CEF INSTITUIDORA E MANTENEDORA DA FUNCEF, A SOLIDARIEDADE DECORRE DA LEI, NA FORMA DO ARTIGO 2º, § 2º, DA CLT. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF IV - RECURSO DE REVISTA DA FUNCEF. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PERÍCIA ATUARIAL. 1. NOS TERMOS DOS ARTS. 794 E 795 DA CLT, HAVERÁ NULIDADE QUANDO RESULTAR DOS ATOS INQUINADOS MANIFESTO PREJUÍZO ÀS PARTES LITIGANTES E SOMENTE DECLARADA MEDIANTE PROVOCAÇÃO DAS PARTES, AS QUAIS DEVERÃO ARGUI-LA À PRIMEIRA VEZ EM QUE TIVEREM DE FALAR NOS AUTOS. 2. O INDEFERIMENTO DE PROVAS INÚTEIS E DESNECESSÁRIAS CONSTITUI PRERROGATIVA DO JUIZ CONDUTOR DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL, NOS TERMOS DOS ART. 130 DO CPC DE 1973. 3. CONFORME SE EXTRAI DO ACÓRDÃO RECORRIDO, O CERNE DA QUESTÃO CONTROVERTIDA É PREDOMINANTEMENTE JURÍDICO, E NÃO MERAMENTE MATEMÁTICO OU ATUARIAL. LOGO, A DECISÃO REGIONAL QUE CONCLUIU PELO INDEFERIMENTO DA PROVA ATUARIAL, POR CONSIDERÁ-LA DESNECESSÁRIA, NÃO AFRONTA O ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. CONCLUSÃO: RECURSOS DE REVISTA INTEGRALMENTE NÃO CONHECIDOS. NOS APELOS EXTREMOS, ALEGAM-SE, COM AMPARO NO ART. 102, III, A, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, VIOLAÇÕES AOS SEGUINTES DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS: ARTS. 5º, XXXVI; 114, I E IX; 195, §5º; E 202, §§ 2º E 3º. É O RELATÓRIO. DECIDO. CONSIDERANDO A SIMILITUDE DOS ARGUMENTOS SUSTENTADOS, BEM COMO A IDENTIDADE DOS DISPOSITIVOS APONTADOS COMO VIOLADOS, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SERÃO ANALISADOS CONJUNTAMENTE. OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SOMENTE SERÃO CONHECIDOS E JULGADOS, QUANDO ESSENCIAIS E RELEVANTES AS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS A SEREM ANALISADAS, SENDO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF IV - RECURSO DE REVISTA DA FUNCEF. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PERÍCIA ATUARIAL. 1. NOS TERMOS DOS ARTS. 794 E 795 DA CLT, HAVERÁ NULIDADE QUANDO RESULTAR DOS ATOS INQUINADOS MANIFESTO PREJUÍZO ÀS PARTES LITIGANTES E SOMENTE DECLARADA MEDIANTE PROVOCAÇÃO DAS PARTES, AS QUAIS DEVERÃO ARGUI-LA À PRIMEIRA VEZ EM QUE TIVEREM DE FALAR NOS AUTOS. 2. O INDEFERIMENTO DE PROVAS INÚTEIS E DESNECESSÁRIAS CONSTITUI PRERROGATIVA DO JUIZ CONDUTOR DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL, NOS TERMOS DOS ART. 130 DO CPC DE 1973. 3. CONFORME SE EXTRAI DO ACÓRDÃO RECORRIDO, O CERNE DA QUESTÃO CONTROVERTIDA É PREDOMINANTEMENTE JURÍDICO, E NÃO MERAMENTE MATEMÁTICO OU ATUARIAL. LOGO, A DECISÃO REGIONAL QUE CONCLUIU PELO INDEFERIMENTO DA PROVA ATUARIAL, POR CONSIDERÁ-LA DESNECESSÁRIA, NÃO AFRONTA O ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. CONCLUSÃO: RECURSOS DE REVISTA INTEGRALMENTE NÃO CONHECIDOS. NOS APELOS EXTREMOS, ALEGAM-SE, COM AMPARO NO ART. 102, III, A, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, VIOLAÇÕES AOS SEGUINTES DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS: ARTS. 5º, XXXVI; 114, I E IX; 195, §5º; E 202, §§ 2º E 3º. É O RELATÓRIO. DECIDO. CONSIDERANDO A SIMILITUDE DOS ARGUMENTOS SUSTENTADOS, BEM COMO A IDENTIDADE DOS DISPOSITIVOS APONTADOS COMO VIOLADOS, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SERÃO ANALISADOS CONJUNTAMENTE. OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SOMENTE SERÃO CONHECIDOS E JULGADOS, QUANDO ESSENCIAIS E RELEVANTES AS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS A SEREM ANALISADAS, SENDO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF IMPRESCINDÍVEL AO RECORRENTE, EM SUA PETIÇÃO DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO, A APRESENTAÇÃO FORMAL E MOTIVADA DA REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, A EXISTÊNCIA DE ACENTUADO INTERESSE GERAL NA SOLUÇÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NO PROCESSO, QUE TRANSCENDA A DEFESA PURAMENTE DE INTERESSES SUBJETIVOS E PARTICULARES. A OBRIGAÇÃO DO RECORRENTE DE APRESENTAR FORMAL E MOTIVADAMENTE A PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, SOB O PONTO DE VISTA ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO, A RELEVÂNCIA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DEBATIDA QUE ULTRAPASSE OS INTERESSES SUBJETIVOS DA CAUSA, CONFORME EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL, LEGAL E REGIMENTAL (ART. 102, § 3º, DA CF/88, C/C ART. 1.035, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015), NÃO SE CONFUNDE COM MERAS INVOCAÇÕES, DESACOMPANHADAS DE SÓLIDOS FUNDAMENTOS E DE DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS NO CASO CONCRETO, DE QUE (A) O TEMA CONTROVERTIDO É PORTADOR DE AMPLA REPERCUSSÃO E DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA O CENÁRIO ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO; (B) A MATÉRIA NÃO INTERESSA ÚNICA E SIMPLESMENTE ÀS PARTES ENVOLVIDAS NA LIDE; OU, AINDA, DE QUE (C) A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL É INCONTROVERSA NO TOCANTE À CAUSA DEBATIDA, ENTRE OUTRAS ALEGAÇÕES DE IGUAL PATAMAR ARGUMENTATIVO (ARE 691.595-AGR, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 25/2/2013; ARE 696.347-AGR-SEGUNDO, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 14/2/2013; ARE 696.263-AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 19/2/2013; AI 717.821-AGR, REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 13/8/2012). NÃO HAVENDO DEMONSTRAÇÃO FUNDAMENTADA DA PRESENÇA DE REPERCUSSÃO GERAL, INCABÍVEL O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADEMAIS, QUANTO À ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, O APELO EXTRAORDINÁRIO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF IMPRESCINDÍVEL AO RECORRENTE, EM SUA PETIÇÃO DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO, A APRESENTAÇÃO FORMAL E MOTIVADA DA REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, A EXISTÊNCIA DE ACENTUADO INTERESSE GERAL NA SOLUÇÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NO PROCESSO, QUE TRANSCENDA A DEFESA PURAMENTE DE INTERESSES SUBJETIVOS E PARTICULARES. A OBRIGAÇÃO DO RECORRENTE DE APRESENTAR FORMAL E MOTIVADAMENTE A PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, SOB O PONTO DE VISTA ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO, A RELEVÂNCIA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DEBATIDA QUE ULTRAPASSE OS INTERESSES SUBJETIVOS DA CAUSA, CONFORME EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL, LEGAL E REGIMENTAL (ART. 102, § 3º, DA CF/88, C/C ART. 1.035, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015), NÃO SE CONFUNDE COM MERAS INVOCAÇÕES, DESACOMPANHADAS DE SÓLIDOS FUNDAMENTOS E DE DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS NO CASO CONCRETO, DE QUE (A) O TEMA CONTROVERTIDO É PORTADOR DE AMPLA REPERCUSSÃO E DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA O CENÁRIO ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO; (B) A MATÉRIA NÃO INTERESSA ÚNICA E SIMPLESMENTE ÀS PARTES ENVOLVIDAS NA LIDE; OU, AINDA, DE QUE (C) A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL É INCONTROVERSA NO TOCANTE À CAUSA DEBATIDA, ENTRE OUTRAS ALEGAÇÕES DE IGUAL PATAMAR ARGUMENTATIVO (ARE 691.595-AGR, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 25/2/2013; ARE 696.347-AGR-SEGUNDO, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 14/2/2013; ARE 696.263-AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 19/2/2013; AI 717.821-AGR, REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 13/8/2012). NÃO HAVENDO DEMONSTRAÇÃO FUNDAMENTADA DA PRESENÇA DE REPERCUSSÃO GERAL, INCABÍVEL O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADEMAIS, QUANTO À ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, O APELO EXTRAORDINÁRIO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF NÃO TEM CHANCES DE ÊXITO, POIS ESTA CORTE, NO JULGAMENTO DO ARE 748.371-RG/MT (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660), REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA ALEGADA VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, QUANDO SE MOSTRAR IMPRESCINDÍVEL O EXAME DE NORMAS DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. QUANTO À INSURGÊNCIA ACERCA DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA LABORAL, O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NO RE 586.453, REL.ª MIN. ELLEN GRACIE, REL. P/ ACÓRDÃO: MIN. DIAS TOFFOLI, JULGADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 190), FIXOU TESE NO SENTIDO DE QUE COMPETE À JUSTIÇA COMUM O PROCESSAMENTO DE DEMANDAS AJUIZADAS CONTRA ENTIDADES PRIVADAS DE PREVIDÊNCIA COM O PROPÓSITO DE OBTER COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, MANTENDO-SE NA JUSTIÇA FEDERAL DO TRABALHO, ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO E CORRESPONDENTE EXECUÇÃO, TODAS AS CAUSAS DESSA ESPÉCIE EM QUE HOUVER SIDO PROFERIDA SENTENÇA DE MÉRITO ATÉ 20/2/2013. O ACÓRDÃO RECORRIDO NÃO DIVERGIU DESSE ENTENDIMENTO, UMA VEZ QUE, NA HIPÓTESE, A SENTENÇA DE MÉRITO FOI PROFERIDA EM 28/5/2012 (VOL. 18). QUANTO AO MAIS, O TRIBUNAL DE ORIGEM DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM FUNDAMENTO NO CONTEÚDO PROBATÓRIO DOS AUTOS E NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA PERTINENTE (REGULAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS E CLT). TRATA-SE, PORTANTO, DE MATÉRIA SITUADA NO CONTEXTO NORMATIVO INFRACONSTITUCIONAL, DE FORMA QUE AS ALEGADAS OFENSAS À CONSTITUIÇÃO SERIAM MERAMENTE INDIRETAS (OU MEDIATAS), O QUE INVIABILIZA O CONHECIMENTO DO REFERIDO APELO. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF NÃO TEM CHANCES DE ÊXITO, POIS ESTA CORTE, NO JULGAMENTO DO ARE 748.371-RG/MT (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660), REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA ALEGADA VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, QUANDO SE MOSTRAR IMPRESCINDÍVEL O EXAME DE NORMAS DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. QUANTO À INSURGÊNCIA ACERCA DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA LABORAL, O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NO RE 586.453, REL.ª MIN. ELLEN GRACIE, REL. P/ ACÓRDÃO: MIN. DIAS TOFFOLI, JULGADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 190), FIXOU TESE NO SENTIDO DE QUE COMPETE À JUSTIÇA COMUM O PROCESSAMENTO DE DEMANDAS AJUIZADAS CONTRA ENTIDADES PRIVADAS DE PREVIDÊNCIA COM O PROPÓSITO DE OBTER COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, MANTENDO-SE NA JUSTIÇA FEDERAL DO TRABALHO, ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO E CORRESPONDENTE EXECUÇÃO, TODAS AS CAUSAS DESSA ESPÉCIE EM QUE HOUVER SIDO PROFERIDA SENTENÇA DE MÉRITO ATÉ 20/2/2013. O ACÓRDÃO RECORRIDO NÃO DIVERGIU DESSE ENTENDIMENTO, UMA VEZ QUE, NA HIPÓTESE, A SENTENÇA DE MÉRITO FOI PROFERIDA EM 28/5/2012 (VOL. 18). QUANTO AO MAIS, O TRIBUNAL DE ORIGEM DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM FUNDAMENTO NO CONTEÚDO PROBATÓRIO DOS AUTOS E NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA PERTINENTE (REGULAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS E CLT). TRATA-SE, PORTANTO, DE MATÉRIA SITUADA NO CONTEXTO NORMATIVO INFRACONSTITUCIONAL, DE FORMA QUE AS ALEGADAS OFENSAS À CONSTITUIÇÃO SERIAM MERAMENTE INDIRETAS (OU MEDIATAS), O QUE INVIABILIZA O CONHECIMENTO DO REFERIDO APELO. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF MESMO QUE FOSSE POSSÍVEL SUPERAR TODOS ESSES GRAVES ÓBICES, A ARGUMENTAÇÃO RECURSAL TRAZ VERSÃO DOS FATOS DIVERSA DA EXPOSTA NO ACÓRDÃO, DE MODO QUE O ACOLHIMENTO DO RECURSO PASSA NECESSARIAMENTE PELA REVISÃO DAS PROVAS. INCIDEM, PORTANTO, OS ÓBICES DAS SÚMULAS 279/STF ( PARA SIMPLES REEXAME DE PROVA NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ) 454/STF ( SIMPLES INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS NÃO DÁ LUGAR A RECURSO EXTRAORDINÁRIO ). NO MESMO SENTIDO, CITEM-SE OS SEGUINTES PRECEDENTES DE AMBAS TURMAS DESTA CORTE: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PARCELA CTVA. NATUREZA JURÍDICA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (RE 1.173.430- AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 12/2/2019) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ARTIGO 93, INCISO IX, DA CF. VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEI COMPLEMENTAR 108/2001. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. NÃO PROCEDE A ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 93, INCISO IX, DA 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF MESMO QUE FOSSE POSSÍVEL SUPERAR TODOS ESSES GRAVES ÓBICES, A ARGUMENTAÇÃO RECURSAL TRAZ VERSÃO DOS FATOS DIVERSA DA EXPOSTA NO ACÓRDÃO, DE MODO QUE O ACOLHIMENTO DO RECURSO PASSA NECESSARIAMENTE PELA REVISÃO DAS PROVAS. INCIDEM, PORTANTO, OS ÓBICES DAS SÚMULAS 279/STF ( PARA SIMPLES REEXAME DE PROVA NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ) 454/STF ( SIMPLES INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS NÃO DÁ LUGAR A RECURSO EXTRAORDINÁRIO ). NO MESMO SENTIDO, CITEM-SE OS SEGUINTES PRECEDENTES DE AMBAS TURMAS DESTA CORTE: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PARCELA CTVA. NATUREZA JURÍDICA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (RE 1.173.430- AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 12/2/2019) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ARTIGO 93, INCISO IX, DA CF. VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEI COMPLEMENTAR 108/2001. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. NÃO PROCEDE A ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 93, INCISO IX, DA 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF CONSTITUIÇÃO FEDERAL, HAJA VISTA QUE A JURISDIÇÃO FOI PRESTADA, NO CASO, MEDIANTE DECISÕES SUFICIENTEMENTE MOTIVADAS, NÃO OBSTANTE CONTRÁRIAS À PRETENSÃO DA PARTE RECORRENTE. 2. INADMISSÍVEL, EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO, A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, BEM COMO DAS CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS DA ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NºS 636 E 454/STF. 3. O PLENÁRIO DESTA CORTE, NO EXAME DO ARE Nº 742.083/DF, RELATOR O MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI, TEMA 662, CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA RELATIVA À EXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA CALCULADA DE ACORDO COM AS NORMAS VIGENTES À ÉPOCA DA ADESÃO A CONTRATO DE PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DADO SEU CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 5. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA EM VALOR EQUIVALENTE A 10% (DEZ POR CENTO) DO TOTAL DAQUELA JÁ FIXADA (ART. 85, §§ 2º, 3º E 11, DO CPC), OBSERVADA A EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA. (ARE 967.011-AGR, RELATOR(A): MIN. DIAS TOFFOLI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A CONTROVÉRSIA, A TEOR DO JÁ ASSEVERADO NA DECISÃO GUERREADA, NÃO ALCANÇA ESTATURA CONSTITUCIONAL. NÃO HÁ FALAR EM AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INDICADOS NAS RAZÕES RECURSAIS. COMPREENDER DE MODO DIVERSO EXIGIRIA A ANÁLISE DA 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF CONSTITUIÇÃO FEDERAL, HAJA VISTA QUE A JURISDIÇÃO FOI PRESTADA, NO CASO, MEDIANTE DECISÕES SUFICIENTEMENTE MOTIVADAS, NÃO OBSTANTE CONTRÁRIAS À PRETENSÃO DA PARTE RECORRENTE. 2. INADMISSÍVEL, EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO, A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, BEM COMO DAS CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS DA ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NºS 636 E 454/STF. 3. O PLENÁRIO DESTA CORTE, NO EXAME DO ARE Nº 742.083/DF, RELATOR O MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI, TEMA 662, CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA RELATIVA À EXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA CALCULADA DE ACORDO COM AS NORMAS VIGENTES À ÉPOCA DA ADESÃO A CONTRATO DE PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DADO SEU CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 5. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA EM VALOR EQUIVALENTE A 10% (DEZ POR CENTO) DO TOTAL DAQUELA JÁ FIXADA (ART. 85, §§ 2º, 3º E 11, DO CPC), OBSERVADA A EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA. (ARE 967.011-AGR, RELATOR(A): MIN. DIAS TOFFOLI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A CONTROVÉRSIA, A TEOR DO JÁ ASSEVERADO NA DECISÃO GUERREADA, NÃO ALCANÇA ESTATURA CONSTITUCIONAL. NÃO HÁ FALAR EM AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INDICADOS NAS RAZÕES RECURSAIS. COMPREENDER DE MODO DIVERSO EXIGIRIA A ANÁLISE DA 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1184796 AGR / DF LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ENCAMPADA NA DECISÃO DA CORTE DE ORIGEM, A TORNAR OBLÍQUA E REFLEXA EVENTUAL OFENSA, INSUSCETÍVEL, COMO TAL, DE VIABILIZAR O CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESATENDIDA A EXIGÊNCIA DO ART. 102, III, A, DA LEI MAIOR, NOS TERMOS DA REMANSOSA JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 2. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SE MOSTRAM APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. 3. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO (ARE 913.015-AGR, REL. MIN. ROSA WEBER, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AGR/RS, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 21/9/2012) DIANTE DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 21, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno da FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal RE 1184796 AGR / DF LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ENCAMPADA NA DECISÃO DA CORTE DE ORIGEM, A TORNAR OBLÍQUA E REFLEXA EVENTUAL OFENSA, INSUSCETÍVEL, COMO TAL, DE VIABILIZAR O CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESATENDIDA A EXIGÊNCIA DO ART. 102, III, A, DA LEI MAIOR, NOS TERMOS DA REMANSOSA JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 2. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SE MOSTRAM APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. 3. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO (ARE 913.015-AGR, REL. MIN. ROSA WEBER, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AGR/RS, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 21/9/2012) DIANTE DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 21, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno da FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDC0-0DF8-20FB-54D4 e senha AEDD-6D55-1582-4979 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDC0-0DF8-20FB-54D4 e senha AEDD-6D55-1582-4979 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS (11694/DF, 785-A/RN, 414489/SP) AGDO.(A/S) : ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) : REGIS ELENO FONTANA (A654/AM, 29199/DF, 58441/PR, 27389/RS, 25014/SC, 266450/SP) INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD6F-0627-EE78-5B9D e senha B636-D412-3520-F2B9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS (11694/DF, 785-A/RN, 414489/SP) AGDO.(A/S) : ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) : REGIS ELENO FONTANA (A654/AM, 29199/DF, 58441/PR, 27389/RS, 25014/SC, 266450/SP) INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD6F-0627-EE78-5B9D e senha B636-D412-3520-F2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749586420
2019-04-05T00:00:00
2019-04-12T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM ENTENDIMENTO FIXADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RE 586.453-RG (TEMA 190). 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 4. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta Corte. 7. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no RE 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/08/2014, Tema 190). 8. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur401896
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (OFENSA, PRINCÍPIO DA LEGALIDADE, CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, DEVIDO PROCESSO LEGAL, NORMA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 748371 RG. - Veja RE 586453 RG do STF. Número de páginas: 17. Análise: 02/07/2019, KBP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1184796
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1184796 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) : ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) : REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM ENTENDIMENTO FIXADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 586.453-RG (TEMA 190). 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 4. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta Corte. 7. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../08/2014, Tema 190). 8. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 4. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 5. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 6. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta Corte. 7. O acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../08/2014, Tema 190). 8. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22E4-576F-BF0D-B3D0 e senha 0990-7D96-11D0-A820 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto pela FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF contra decisão que negou seguimento aos Recurso Extraordinários da FUNCEF e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF, sob o argumento de que (a) mostra-se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide ao caso o Tema 660 da repercussão geral; (c) a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação infraconstitucional; (d) aplica-se ao debate o teor das Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; e (e) o acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../08/2014, Tema 190). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) repercussão geral está demonstrada; (b) o acórdão recorrido ofendeu a Constituição Federal; (c) não incide o Tema 660; (d) os Enunciados 279 e 454 desta CORTE não têm aplicação neste caso; e (e) houve inobservância da decisão proferida no Recurso Extraordinário 586.453 (Tema 190), pois o Supremo Tribunal Federal já decidiu que toda e qualquer demanda ajuizada contra entidade de previdência complementar, com pedido previdenciário é de competência da Justiça Comum. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno interposto pela FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF contra decisão que negou seguimento aos Recurso Extraordinários da FUNCEF e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF, sob o argumento de que (a) mostra-se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide ao caso o Tema 660 da repercussão geral; (c) a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação infraconstitucional; (d) aplica-se ao debate o teor das Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; e (e) o acórdão não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta CORTE, no julgamento do mérito da repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 586.453-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Rel. p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../08/2014, Tema 190). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) repercussão geral está demonstrada; (b) o acórdão recorrido ofendeu a Constituição Federal; (c) não incide o Tema 660; (d) os Enunciados 279 e 454 desta CORTE não têm aplicação neste caso; e (e) houve inobservância da decisão proferida no Recurso Extraordinário 586.453 (Tema 190), pois o Supremo Tribunal Federal já decidiu que toda e qualquer demanda ajuizada contra entidade de previdência complementar, com pedido previdenciário é de competência da Justiça Comum. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C409-29D7-4EBC-F267 e senha 9302-8307-7CC0-B528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO TRATA-SE DE RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF E PELA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF EM FACE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, ASSIM EMENTADO (DOC. 61): I - RECURSO DE REVISTA DO AUTOR. RESERVA MATEMÁTICA. FONTE DE CUSTEIO. EQUILÍBRIO ATUARIAL. NECESSIDADE DE CONTRIBUIÇÃO DO AUTOR E DA PATROCINADORA. O ARTIGO 202 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ESTABELECE QUE O REGIME DE PREVIDÊNCIA PRIVADA É BASEADO NA FORMAÇÃO DE RESERVAS QUE GARANTAM O BENEFÍCIO CONTRATADO. DO MESMO MODO A LEI COMPLEMENTAR 108/2001, EM SEU ARTIGO 6... - VISANDO A RESGUARDAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E GARANTIR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÕES DOS SEGURADOS -, DETERMINA QUE O PATROCINADOR E OS PARTICIPANTES SÃO CORRESPONSÁVEIS PELO CUSTEIO DOS PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. PARA TANTO, VEDA, INCLUSIVE, QUE O PATROCINADOR ASSUMA ENCARGOS ADICIONAIS PARA O FINANCIAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS, ALÉM DOS PREVISTOS NOS RESPECTIVOS PLANOS DE CUSTEIO. ASSIM, EM SENDO RECONHECIDAS DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, SERIA NECESSÁRIO QUE O RECOLHIMENTO A TÍTULO DE FONTE DE CUSTEIO INCIDISSE NAS COTAS-PARTES TANTO DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO TRATA-SE DE RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL CEF E PELA FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF EM FACE DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, ASSIM EMENTADO (DOC. 61): I - RECURSO DE REVISTA DO AUTOR. RESERVA MATEMÁTICA. FONTE DE CUSTEIO. EQUILÍBRIO ATUARIAL. NECESSIDADE DE CONTRIBUIÇÃO DO AUTOR E DA PATROCINADORA. O ARTIGO 202 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ESTABELECE QUE O REGIME DE PREVIDÊNCIA PRIVADA É BASEADO NA FORMAÇÃO DE RESERVAS QUE GARANTAM O BENEFÍCIO CONTRATADO. DO MESMO MODO A LEI COMPLEMENTAR 108/2001, EM SEU ARTIGO 6... - VISANDO A RESGUARDAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E GARANTIR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÕES DOS SEGURADOS -, DETERMINA QUE O PATROCINADOR E OS PARTICIPANTES SÃO CORRESPONSÁVEIS PELO CUSTEIO DOS PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. PARA TANTO, VEDA, INCLUSIVE, QUE O PATROCINADOR ASSUMA ENCARGOS ADICIONAIS PARA O FINANCIAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS, ALÉM DOS PREVISTOS NOS RESPECTIVOS PLANOS DE CUSTEIO. ASSIM, EM SENDO RECONHECIDAS DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, SERIA NECESSÁRIO QUE O RECOLHIMENTO A TÍTULO DE FONTE DE CUSTEIO INCIDISSE NAS COTAS-PARTES TANTO DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF EMPREGADO QUANTO DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, EM CONFORMIDADE COM O REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ESTA CORTE TEM SE MANIFESTADO NESSE SENTIDO A FIM DE PRESERVAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E ASSEGURAR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÃO AOS SEUS SEGURADOS. PORTANTO, TORNA-SE FORÇOSO DETERMINAR O RECOLHIMENTO DA COTA-PARTE DEVIDA PELO AUTOR PARA O CUSTEIO DAS DIFERENÇAS CONCEDIDAS, SOBRE A QUAL NÃO CREDORA, EMBORA INDIRETA, DA VERBA RELATIVA À COMPLEMENTAÇÃO, NÃO SE ENCONTRA EM MORA NOS TERMOS DO REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ENTENDE-SE, QUANTO AOS VALORES REFERENTES À PARTICIPAÇÃO, QUE O AUTOR DEVE PAGAR APENAS O VALOR HISTÓRICO DE SUA CONTRIBUIÇÃO. RESSALTE-SE QUE O RECOLHIMENTO DEVERÁ INCIDIR TAMBÉM SOBRE A COTA- PARTE DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, INCLUSIVE QUANTO À DIFERENÇA "ATUARIAL", COM OS CONSECTÁRIOS DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA, ANTE OS TERMOS DA SÚMULA 187 DO Tribunal Superior do Trabalho. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. II - RECURSOS DE REVISTA DA FUNCEF E DA CEF. ANÁLISE CONJUNTA. MATÉRIAS COMUNS. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ESTA CORTE SUPERIOR HÁ DÉCADAS VEM DECIDINDO QUE, SENDO A ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E A NORMA GARANTIDORA CRIADAS PELO EMPREGADOR, A COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO, INDEPENDENTEMENTE DE HAVER-SE TRANSFERIDO A RESPONSABILIDADE PELA COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS PARA ENTIDADE DIVERSA. NO ENTANTO, O EXCELSO Supremo Tribunal Federal, EM SUA COMPOSIÇÃO PLENÁRIA, APRECIANDO A QUESTÃO RELATIVA À COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA SOLUCIONAR CONTROVÉRSIAS RELATIVAS À COMPLEMENTAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF EMPREGADO QUANTO DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, EM CONFORMIDADE COM O REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ESTA CORTE TEM SE MANIFESTADO NESSE SENTIDO A FIM DE PRESERVAR O EQUILÍBRIO ATUARIAL E FINANCEIRO DAS ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E ASSEGURAR O PAGAMENTO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E FUTUROS DE APOSENTADORIA E PENSÃO AOS SEUS SEGURADOS. PORTANTO, TORNA-SE FORÇOSO DETERMINAR O RECOLHIMENTO DA COTA-PARTE DEVIDA PELO AUTOR PARA O CUSTEIO DAS DIFERENÇAS CONCEDIDAS, SOBRE A QUAL NÃO CREDORA, EMBORA INDIRETA, DA VERBA RELATIVA À COMPLEMENTAÇÃO, NÃO SE ENCONTRA EM MORA NOS TERMOS DO REGULAMENTO DO PLANO DE BENEFÍCIOS. ENTENDE-SE, QUANTO AOS VALORES REFERENTES À PARTICIPAÇÃO, QUE O AUTOR DEVE PAGAR APENAS O VALOR HISTÓRICO DE SUA CONTRIBUIÇÃO. RESSALTE-SE QUE O RECOLHIMENTO DEVERÁ INCIDIR TAMBÉM SOBRE A COTA- PARTE DA EMPRESA EMPREGADORA PATROCINADORA, INCLUSIVE QUANTO À DIFERENÇA "ATUARIAL", COM OS CONSECTÁRIOS DE JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA, ANTE OS TERMOS DA SÚMULA 187 DO Tribunal Superior do Trabalho. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. II - RECURSOS DE REVISTA DA FUNCEF E DA CEF. ANÁLISE CONJUNTA. MATÉRIAS COMUNS. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ESTA CORTE SUPERIOR HÁ DÉCADAS VEM DECIDINDO QUE, SENDO A ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E A NORMA GARANTIDORA CRIADAS PELO EMPREGADOR, A COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO, INDEPENDENTEMENTE DE HAVER-SE TRANSFERIDO A RESPONSABILIDADE PELA COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS PARA ENTIDADE DIVERSA. NO ENTANTO, O EXCELSO Supremo Tribunal Federal, EM SUA COMPOSIÇÃO PLENÁRIA, APRECIANDO A QUESTÃO RELATIVA À COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA SOLUCIONAR CONTROVÉRSIAS RELATIVAS À COMPLEMENTAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF APOSENTADORIA (PROCESSOS Recurso Extraordinário-586.453/SE E Recurso Extraordinário- 583.050/RS, COM REPERCUSSÃO GERAL), DECIDIU, PELA MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DA DECISÃO, QUE SOMENTE NOS PROCESSOS SENTENCIADOS ATÉ 20/2/2013, COMO NO CASO SUB JUDICE , SUBSISTE A COMPETÊNCIA DESTE RAMO DO PODER JUDICIÁRIO, DO QUE RESULTA A INCIDÊNCIA DA SÚMULA 401 DAQUELE AUGUSTO PRETÓRIO COMO ÓBICE À PRETENSÃO AQUI DEDUZIDA. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. INCORPORAÇÃO DO COMPLEMENTO TEMPORÁRIO VARIÁVEL DE AJUSTE AO PISO DE MERCADO - CTVA E BASE DE CÁLCULO PARA CONTRIBUIÇÃO PARA A FUNCEF. ADESÃO AO NOVO PLANO. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. A SBDI-1 DESTA CORTE UNIFORMIZOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A PARCELA DENOMINADA CTVA POSSUI NATUREZA SALARIAL, NOS TERMOS DO ART. 457, § 1..., DA Consolidação das Leis do Trabalho, PORQUANTO COMPÕE A REMUNERAÇÃO DO CARGO DE CONFIANÇA, AINDA QUE A TÍTULO DE COMPLEMENTO DE GRATIFICAÇÃO, QUANDO O VALOR DA REMUNERAÇÃO FOR INFERIOR AO DE MERCADO. POR ISSO, CORRETA A DECISÃO RECORRIDA EM QUE CONSIDEROU DEVIDA SUA INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADO. PRECEDENTES. QUANTO AO SALDAMENTO DO REG/REPLAN PELA ADESÃO AO NOVO PLANO A SBDI-1 DESTA CORTE, PACIFICOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A MIGRAÇÃO DO EMPREGADO DO PLANO REG/REPLAN PARA O NOVO PLANO DE APOSENTADORIA NÃO COMPORTA RENÚNCIA A DIREITO QUE JÁ SE ENCONTRAVA INCORPORADO EM SEU PATRIMÔNIO, UMA VEZ QUE A INTEGRAÇÃO DA CTVA NO SALDAMENTO DO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA ESTÁ EM CONFORMIDADE COM AS REGRAS ATINENTES AO SALÁRIO DE PARTICIPAÇÃO DO PERÍODO ANTERIORMENTE VIGENTE À ADESÃO AO NOVO PLANO, SENDO INAPLICÁVEL A SÚMULA 51, II, DO Tribunal Superior do Trabalho. DESSA FORMA, UMA VEZ QUE TÊM A MESMA NATUREZA DA CTVA, CONCLUI-SE POR ÓBVIO QUE NÃO OCORREU TRANSAÇÃO POR OCASIÃO DA ADESÃO: NÃO SE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF APOSENTADORIA (PROCESSOS Recurso Extraordinário-586.453/SE E Recurso Extraordinário- 583.050/RS, COM REPERCUSSÃO GERAL), DECIDIU, PELA MODULAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DA DECISÃO, QUE SOMENTE NOS PROCESSOS SENTENCIADOS ATÉ 20/2/2013, COMO NO CASO SUB JUDICE , SUBSISTE A COMPETÊNCIA DESTE RAMO DO PODER JUDICIÁRIO, DO QUE RESULTA A INCIDÊNCIA DA SÚMULA 401 DAQUELE AUGUSTO PRETÓRIO COMO ÓBICE À PRETENSÃO AQUI DEDUZIDA. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. INCORPORAÇÃO DO COMPLEMENTO TEMPORÁRIO VARIÁVEL DE AJUSTE AO PISO DE MERCADO - CTVA E BASE DE CÁLCULO PARA CONTRIBUIÇÃO PARA A FUNCEF. ADESÃO AO NOVO PLANO. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. A SBDI-1 DESTA CORTE UNIFORMIZOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A PARCELA DENOMINADA CTVA POSSUI NATUREZA SALARIAL, NOS TERMOS DO ART. 457, § 1..., DA Consolidação das Leis do Trabalho, PORQUANTO COMPÕE A REMUNERAÇÃO DO CARGO DE CONFIANÇA, AINDA QUE A TÍTULO DE COMPLEMENTO DE GRATIFICAÇÃO, QUANDO O VALOR DA REMUNERAÇÃO FOR INFERIOR AO DE MERCADO. POR ISSO, CORRETA A DECISÃO RECORRIDA EM QUE CONSIDEROU DEVIDA SUA INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADO. PRECEDENTES. QUANTO AO SALDAMENTO DO REG/REPLAN PELA ADESÃO AO NOVO PLANO A SBDI-1 DESTA CORTE, PACIFICOU ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE A MIGRAÇÃO DO EMPREGADO DO PLANO REG/REPLAN PARA O NOVO PLANO DE APOSENTADORIA NÃO COMPORTA RENÚNCIA A DIREITO QUE JÁ SE ENCONTRAVA INCORPORADO EM SEU PATRIMÔNIO, UMA VEZ QUE A INTEGRAÇÃO DA CTVA NO SALDAMENTO DO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA ESTÁ EM CONFORMIDADE COM AS REGRAS ATINENTES AO SALÁRIO DE PARTICIPAÇÃO DO PERÍODO ANTERIORMENTE VIGENTE À ADESÃO AO NOVO PLANO, SENDO INAPLICÁVEL A SÚMULA 51, II, DO Tribunal Superior do Trabalho. DESSA FORMA, UMA VEZ QUE TÊM A MESMA NATUREZA DA CTVA, CONCLUI-SE POR ÓBVIO QUE NÃO OCORREU TRANSAÇÃO POR OCASIÃO DA ADESÃO: NÃO SE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF PODE CONCLUIR QUE HOUVE RENÚNCIA DO EMPREGADO AO ADERIR AO NOVO PLANO, PORQUANTO OS PLANOS NÃO ERAM COEXISTENTES. ORA, É DO CONHECIMENTO DESTA CORTE A PRÁTICA DAS EMPRESAS DE ALTERAR A NOMENCLATURA DE PARCELAS QUANDO DA MIGRAÇÃO PARA OUTROS PLANOS DE FUNÇÕES E GRATIFICAÇÕES, COM O FITO DE MODIFICAR A NATUREZA JURÍDICA DE SALARIAL PARA INDENIZATÓRIA E IMPEDIR A SUA INTEGRAÇÃO NO CÁLCULO DA FUTURA COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA DO TRABALHADOR. NESSE ESTEIO, ESTÃO INTACTOS OS DISPOSITIVOS DE LEIS E DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA INVOCADOS, BEM COMO ESTÁ SUPERADA A TESE DOS ARESTOS TRANSCRITOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 333/Tribunal Superior do Trabalho E DO ARTIGO 896, § 4..., DA Consolidação das Leis do Trabalho (LEI 9.756/98. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA CTVA AO SALÁRIO. CONTRIBUIÇÕES À FUNCEF. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. AUSÊNCIA DE RENÚNCIA OU TRANSAÇÃO. VERIFICADAS NO EXAME DO TÓPICO ANTERIOR A NATUREZA SALARIAL DA CTVA E A AUSÊNCIA DE QUITAÇÃO OU TRANSAÇÃO COM A ADESÃO AO SALDAMENTO DO PLANO ANTERIOR, INTITULADO REG/REPLAN, NÃO SE HÁ FALAR, POR CONSEQUÊNCIA, EM PRESCRIÇÃO TOTAL, JÁ QUE A CONTROVÉRSIA SE SUJEITA À PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARCIAL, SOB O FUNDAMENTO DE QUE NÃO SE TRATA DE ALTERAÇÃO DO PACTUADO POR ATO ÚNICO DO EMPREGADOR, MAS DE DESCUMPRIMENTO DO PACTUADO, LESÃO DE TRATO SUCESSIVO, A QUAL SE RENOVA A CADA MÊS EM QUE A EMPREGADORA DEIXA DE CUMPRIR O QUE FOI PREVIAMENTE PACTUADO. JULGADOS DO C. Tribunal Superior do Trabalho. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. III - RECURSO DE REVISTA DA CEF. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. O ENTENDIMENTO QUE TEM SIDO ADOTADO NESTE C. Tribunal Superior do Trabalho É O DE QUE, SENDO A CEF INSTITUIDORA E MANTENEDORA DA FUNCEF, A SOLIDARIEDADE DECORRE DA LEI, NA FORMA DO ARTIGO 2..., § 2..., DA Consolidação das Leis do Trabalho. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF PODE CONCLUIR QUE HOUVE RENÚNCIA DO EMPREGADO AO ADERIR AO NOVO PLANO, PORQUANTO OS PLANOS NÃO ERAM COEXISTENTES. ORA, É DO CONHECIMENTO DESTA CORTE A PRÁTICA DAS EMPRESAS DE ALTERAR A NOMENCLATURA DE PARCELAS QUANDO DA MIGRAÇÃO PARA OUTROS PLANOS DE FUNÇÕES E GRATIFICAÇÕES, COM O FITO DE MODIFICAR A NATUREZA JURÍDICA DE SALARIAL PARA INDENIZATÓRIA E IMPEDIR A SUA INTEGRAÇÃO NO CÁLCULO DA FUTURA COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA DO TRABALHADOR. NESSE ESTEIO, ESTÃO INTACTOS OS DISPOSITIVOS DE LEIS E DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA INVOCADOS, BEM COMO ESTÁ SUPERADA A TESE DOS ARESTOS TRANSCRITOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 333/Tribunal Superior do Trabalho E DO ARTIGO 896, § 4..., DA Consolidação das Leis do Trabalho (LEI 9.756/98. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA CTVA AO SALÁRIO. CONTRIBUIÇÕES À FUNCEF. SALDAMENTO DO REG/REPLAN. AUSÊNCIA DE RENÚNCIA OU TRANSAÇÃO. VERIFICADAS NO EXAME DO TÓPICO ANTERIOR A NATUREZA SALARIAL DA CTVA E A AUSÊNCIA DE QUITAÇÃO OU TRANSAÇÃO COM A ADESÃO AO SALDAMENTO DO PLANO ANTERIOR, INTITULADO REG/REPLAN, NÃO SE HÁ FALAR, POR CONSEQUÊNCIA, EM PRESCRIÇÃO TOTAL, JÁ QUE A CONTROVÉRSIA SE SUJEITA À PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARCIAL, SOB O FUNDAMENTO DE QUE NÃO SE TRATA DE ALTERAÇÃO DO PACTUADO POR ATO ÚNICO DO EMPREGADOR, MAS DE DESCUMPRIMENTO DO PACTUADO, LESÃO DE TRATO SUCESSIVO, A QUAL SE RENOVA A CADA MÊS EM QUE A EMPREGADORA DEIXA DE CUMPRIR O QUE FOI PREVIAMENTE PACTUADO. JULGADOS DO C. Tribunal Superior do Trabalho. RECURSOS DE REVISTA NÃO CONHECIDOS. III - RECURSO DE REVISTA DA CEF. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. O ENTENDIMENTO QUE TEM SIDO ADOTADO NESTE C. Tribunal Superior do Trabalho É O DE QUE, SENDO A CEF INSTITUIDORA E MANTENEDORA DA FUNCEF, A SOLIDARIEDADE DECORRE DA LEI, NA FORMA DO ARTIGO 2..., § 2..., DA Consolidação das Leis do Trabalho. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF IV - RECURSO DE REVISTA DA FUNCEF. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PERÍCIA ATUARIAL. 1. NOS TERMOS DOS ARTS. 794 E 795 DA Consolidação das Leis do Trabalho, HAVERÁ NULIDADE QUANDO RESULTAR DOS ATOS INQUINADOS MANIFESTO PREJUÍZO ÀS PARTES LITIGANTES E SOMENTE DECLARADA MEDIANTE PROVOCAÇÃO DAS PARTES, AS QUAIS DEVERÃO ARGUI-LA À PRIMEIRA VEZ EM QUE TIVEREM DE FALAR NOS AUTOS. 2. O INDEFERIMENTO DE PROVAS INÚTEIS E DESNECESSÁRIAS CONSTITUI PRERROGATIVA DO JUIZ CONDUTOR DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL, NOS TERMOS DOS ART. 130 DO Código de Processo Civil DE 1973. 3. CONFORME SE EXTRAI DO ACÓRDÃO RECORRIDO, O CERNE DA QUESTÃO CONTROVERTIDA É PREDOMINANTEMENTE JURÍDICO, E NÃO MERAMENTE MATEMÁTICO OU ATUARIAL. LOGO, A DECISÃO REGIONAL QUE CONCLUIU PELO INDEFERIMENTO DA PROVA ATUARIAL, POR CONSIDERÁ-LA DESNECESSÁRIA, NÃO AFRONTA O ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. CONCLUSÃO: RECURSOS DE REVISTA INTEGRALMENTE NÃO CONHECIDOS. NOS APELOS EXTREMOS, ALEGAM-SE, COM AMPARO NO ART. 102, III, A, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, VIOLAÇÕES AOS SEGUINTES DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS: ARTS. 5..., XXXVI; 114, I E IX; 195, §5...; E 202, §§ 2... E 3.... É O RELATÓRIO. DECIDO. CONSIDERANDO A SIMILITUDE DOS ARGUMENTOS SUSTENTADOS, BEM COMO A IDENTIDADE DOS DISPOSITIVOS APONTADOS COMO VIOLADOS, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SERÃO ANALISADOS CONJUNTAMENTE. OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SOMENTE SERÃO CONHECIDOS E JULGADOS, QUANDO ESSENCIAIS E RELEVANTES AS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS A SEREM ANALISADAS, SENDO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF IV - RECURSO DE REVISTA DA FUNCEF. NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PERÍCIA ATUARIAL. 1. NOS TERMOS DOS ARTS. 794 E 795 DA Consolidação das Leis do Trabalho, HAVERÁ NULIDADE QUANDO RESULTAR DOS ATOS INQUINADOS MANIFESTO PREJUÍZO ÀS PARTES LITIGANTES E SOMENTE DECLARADA MEDIANTE PROVOCAÇÃO DAS PARTES, AS QUAIS DEVERÃO ARGUI-LA À PRIMEIRA VEZ EM QUE TIVEREM DE FALAR NOS AUTOS. 2. O INDEFERIMENTO DE PROVAS INÚTEIS E DESNECESSÁRIAS CONSTITUI PRERROGATIVA DO JUIZ CONDUTOR DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL, NOS TERMOS DOS ART. 130 DO Código de Processo Civil DE 1973. 3. CONFORME SE EXTRAI DO ACÓRDÃO RECORRIDO, O CERNE DA QUESTÃO CONTROVERTIDA É PREDOMINANTEMENTE JURÍDICO, E NÃO MERAMENTE MATEMÁTICO OU ATUARIAL. LOGO, A DECISÃO REGIONAL QUE CONCLUIU PELO INDEFERIMENTO DA PROVA ATUARIAL, POR CONSIDERÁ-LA DESNECESSÁRIA, NÃO AFRONTA O ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. CONCLUSÃO: RECURSOS DE REVISTA INTEGRALMENTE NÃO CONHECIDOS. NOS APELOS EXTREMOS, ALEGAM-SE, COM AMPARO NO ART. 102, III, A, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, VIOLAÇÕES AOS SEGUINTES DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS: ARTS. 5..., XXXVI; 114, I E IX; 195, §5...; E 202, §§ 2... E 3.... É O RELATÓRIO. DECIDO. CONSIDERANDO A SIMILITUDE DOS ARGUMENTOS SUSTENTADOS, BEM COMO A IDENTIDADE DOS DISPOSITIVOS APONTADOS COMO VIOLADOS, OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SERÃO ANALISADOS CONJUNTAMENTE. OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS SOMENTE SERÃO CONHECIDOS E JULGADOS, QUANDO ESSENCIAIS E RELEVANTES AS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS A SEREM ANALISADAS, SENDO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF IMPRESCINDÍVEL AO RECORRENTE, EM SUA PETIÇÃO DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO, A APRESENTAÇÃO FORMAL E MOTIVADA DA REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, A EXISTÊNCIA DE ACENTUADO INTERESSE GERAL NA SOLUÇÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NO PROCESSO, QUE TRANSCENDA A DEFESA PURAMENTE DE INTERESSES SUBJETIVOS E PARTICULARES. A OBRIGAÇÃO DO RECORRENTE DE APRESENTAR FORMAL E MOTIVADAMENTE A PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, SOB O PONTO DE VISTA ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO, A RELEVÂNCIA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DEBATIDA QUE ULTRAPASSE OS INTERESSES SUBJETIVOS DA CAUSA, CONFORME EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL, LEGAL E REGIMENTAL (ART. 102, § 3..., DA Constituição Federal de 1988/88, C/C ART. 1.035, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015), NÃO SE CONFUNDE COM MERAS INVOCAÇÕES, DESACOMPANHADAS DE SÓLIDOS FUNDAMENTOS E DE DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS NO CASO CONCRETO, DE QUE (A) O TEMA CONTROVERTIDO É PORTADOR DE AMPLA REPERCUSSÃO E DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA O CENÁRIO ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO; (B) A MATÉRIA NÃO INTERESSA ÚNICA E SIMPLESMENTE ÀS PARTES ENVOLVIDAS NA LIDE; OU, AINDA, DE QUE (C) A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL É INCONTROVERSA NO TOCANTE À CAUSA DEBATIDA, ENTRE OUTRAS ALEGAÇÕES DE IGUAL PATAMAR ARGUMENTATIVO (ARE 691.595-AGR, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 25/2/2013; ARE 696.347-AGR-SEGUNDO, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 14/2/2013; ARE 696.263-AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 19/2/2013; AI 717.821-AGR, REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 13/8/2012). NÃO HAVENDO DEMONSTRAÇÃO FUNDAMENTADA DA PRESENÇA DE REPERCUSSÃO GERAL, INCABÍVEL O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADEMAIS, QUANTO À ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, O APELO EXTRAORDINÁRIO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF IMPRESCINDÍVEL AO RECORRENTE, EM SUA PETIÇÃO DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO, A APRESENTAÇÃO FORMAL E MOTIVADA DA REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, A EXISTÊNCIA DE ACENTUADO INTERESSE GERAL NA SOLUÇÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NO PROCESSO, QUE TRANSCENDA A DEFESA PURAMENTE DE INTERESSES SUBJETIVOS E PARTICULARES. A OBRIGAÇÃO DO RECORRENTE DE APRESENTAR FORMAL E MOTIVADAMENTE A PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL QUE DEMONSTRE, SOB O PONTO DE VISTA ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO, A RELEVÂNCIA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DEBATIDA QUE ULTRAPASSE OS INTERESSES SUBJETIVOS DA CAUSA, CONFORME EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL, LEGAL E REGIMENTAL (ART. 102, § 3..., DA Constituição Federal de 1988/88, C/C ART. 1.035, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015), NÃO SE CONFUNDE COM MERAS INVOCAÇÕES, DESACOMPANHADAS DE SÓLIDOS FUNDAMENTOS E DE DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS NO CASO CONCRETO, DE QUE (A) O TEMA CONTROVERTIDO É PORTADOR DE AMPLA REPERCUSSÃO E DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA O CENÁRIO ECONÔMICO, POLÍTICO, SOCIAL OU JURÍDICO; (B) A MATÉRIA NÃO INTERESSA ÚNICA E SIMPLESMENTE ÀS PARTES ENVOLVIDAS NA LIDE; OU, AINDA, DE QUE (C) A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL É INCONTROVERSA NO TOCANTE À CAUSA DEBATIDA, ENTRE OUTRAS ALEGAÇÕES DE IGUAL PATAMAR ARGUMENTATIVO (ARE 691.595-AGR, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 25/2/2013; ARE 696.347-AGR-SEGUNDO, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 14/2/2013; ARE 696.263-AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 19/2/2013; AI 717.821-AGR, REL. MIN. JOAQUIM BARBOSA, SEGUNDA TURMA, DJE DE 13/8/2012). NÃO HAVENDO DEMONSTRAÇÃO FUNDAMENTADA DA PRESENÇA DE REPERCUSSÃO GERAL, INCABÍVEL O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADEMAIS, QUANTO À ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, O APELO EXTRAORDINÁRIO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF NÃO TEM CHANCES DE ÊXITO, POIS ESTA CORTE, NO JULGAMENTO DO ARE 748.371-RG/MT (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660), REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA ALEGADA VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, QUANDO SE MOSTRAR IMPRESCINDÍVEL O EXAME DE NORMAS DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. QUANTO À INSURGÊNCIA ACERCA DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA LABORAL, O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NO Recurso Extraordinário 586.453, REL. MIN. ELLEN GRACIE, REL. P/ ACÓRDÃO: MIN. DIAS TOFFOLI, JULGADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 190), FIXOU TESE NO SENTIDO DE QUE COMPETE À JUSTIÇA COMUM O PROCESSAMENTO DE DEMANDAS AJUIZADAS CONTRA ENTIDADES PRIVADAS DE PREVIDÊNCIA COM O PROPÓSITO DE OBTER COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, MANTENDO-SE NA JUSTIÇA FEDERAL DO TRABALHO, ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO E CORRESPONDENTE EXECUÇÃO, TODAS AS CAUSAS DESSA ESPÉCIE EM QUE HOUVER SIDO PROFERIDA SENTENÇA DE MÉRITO ATÉ 20/2/2013. O ACÓRDÃO RECORRIDO NÃO DIVERGIU DESSE ENTENDIMENTO, UMA VEZ QUE, NA HIPÓTESE, A SENTENÇA DE MÉRITO FOI PROFERIDA EM 28/5/2012 (VOL. 18). QUANTO AO MAIS, O TRIBUNAL DE ORIGEM DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM FUNDAMENTO NO CONTEÚDO PROBATÓRIO DOS AUTOS E NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA PERTINENTE (REGULAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS E Consolidação das Leis do Trabalho). TRATA-SE, PORTANTO, DE MATÉRIA SITUADA NO CONTEXTO NORMATIVO INFRACONSTITUCIONAL, DE FORMA QUE AS ALEGADAS OFENSAS À CONSTITUIÇÃO SERIAM MERAMENTE INDIRETAS (OU MEDIATAS), O QUE INVIABILIZA O CONHECIMENTO DO REFERIDO APELO. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF NÃO TEM CHANCES DE ÊXITO, POIS ESTA CORTE, NO JULGAMENTO DO ARE 748.371-RG/MT (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660), REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA ALEGADA VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, QUANDO SE MOSTRAR IMPRESCINDÍVEL O EXAME DE NORMAS DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. QUANTO À INSURGÊNCIA ACERCA DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA LABORAL, O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NO Recurso Extraordinário 586.453, REL. MIN. ELLEN GRACIE, REL. P/ ACÓRDÃO: MIN. DIAS TOFFOLI, JULGADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 190), FIXOU TESE NO SENTIDO DE QUE COMPETE À JUSTIÇA COMUM O PROCESSAMENTO DE DEMANDAS AJUIZADAS CONTRA ENTIDADES PRIVADAS DE PREVIDÊNCIA COM O PROPÓSITO DE OBTER COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, MANTENDO-SE NA JUSTIÇA FEDERAL DO TRABALHO, ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO E CORRESPONDENTE EXECUÇÃO, TODAS AS CAUSAS DESSA ESPÉCIE EM QUE HOUVER SIDO PROFERIDA SENTENÇA DE MÉRITO ATÉ 20/2/2013. O ACÓRDÃO RECORRIDO NÃO DIVERGIU DESSE ENTENDIMENTO, UMA VEZ QUE, NA HIPÓTESE, A SENTENÇA DE MÉRITO FOI PROFERIDA EM 28/5/2012 (VOL. 18). QUANTO AO MAIS, O TRIBUNAL DE ORIGEM DECIDIU A CONTROVÉRSIA COM FUNDAMENTO NO CONTEÚDO PROBATÓRIO DOS AUTOS E NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA PERTINENTE (REGULAMENTO DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS E Consolidação das Leis do Trabalho). TRATA-SE, PORTANTO, DE MATÉRIA SITUADA NO CONTEXTO NORMATIVO INFRACONSTITUCIONAL, DE FORMA QUE AS ALEGADAS OFENSAS À CONSTITUIÇÃO SERIAM MERAMENTE INDIRETAS (OU MEDIATAS), O QUE INVIABILIZA O CONHECIMENTO DO REFERIDO APELO. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF MESMO QUE FOSSE POSSÍVEL SUPERAR TODOS ESSES GRAVES ÓBICES, A ARGUMENTAÇÃO RECURSAL TRAZ VERSÃO DOS FATOS DIVERSA DA EXPOSTA NO ACÓRDÃO, DE MODO QUE O ACOLHIMENTO DO RECURSO PASSA NECESSARIAMENTE PELA REVISÃO DAS PROVAS. INCIDEM, PORTANTO, OS ÓBICES DAS SÚMULAS 279/Supremo Tribunal Federal ( PARA SIMPLES REEXAME DE PROVA NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ) 454/Supremo Tribunal Federal ( SIMPLES INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS NÃO DÁ LUGAR A RECURSO EXTRAORDINÁRIO ). NO MESMO SENTIDO, CITEM-SE OS SEGUINTES PRECEDENTES DE AMBAS TURMAS DESTA CORTE: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PARCELA CTVA. NATUREZA JURÍDICA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (Recurso Extraordinário 1.173.430- AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 12/2/2019) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ARTIGO 93, INCISO IX, DA Constituição Federal de 1988. VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEI COMPLEMENTAR 108/2001. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. NÃO PROCEDE A ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 93, INCISO IX, DA 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF MESMO QUE FOSSE POSSÍVEL SUPERAR TODOS ESSES GRAVES ÓBICES, A ARGUMENTAÇÃO RECURSAL TRAZ VERSÃO DOS FATOS DIVERSA DA EXPOSTA NO ACÓRDÃO, DE MODO QUE O ACOLHIMENTO DO RECURSO PASSA NECESSARIAMENTE PELA REVISÃO DAS PROVAS. INCIDEM, PORTANTO, OS ÓBICES DAS SÚMULAS 279/Supremo Tribunal Federal ( PARA SIMPLES REEXAME DE PROVA NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ) 454/Supremo Tribunal Federal ( SIMPLES INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS NÃO DÁ LUGAR A RECURSO EXTRAORDINÁRIO ). NO MESMO SENTIDO, CITEM-SE OS SEGUINTES PRECEDENTES DE AMBAS TURMAS DESTA CORTE: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PARCELA CTVA. NATUREZA JURÍDICA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (Recurso Extraordinário 1.173.430- AGR, REL. MIN. LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 12/2/2019) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ARTIGO 93, INCISO IX, DA Constituição Federal de 1988. VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEI COMPLEMENTAR 108/2001. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. NÃO PROCEDE A ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 93, INCISO IX, DA 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF CONSTITUIÇÃO FEDERAL, HAJA VISTA QUE A JURISDIÇÃO FOI PRESTADA, NO CASO, MEDIANTE DECISÕES SUFICIENTEMENTE MOTIVADAS, NÃO OBSTANTE CONTRÁRIAS À PRETENSÃO DA PARTE RECORRENTE. 2. INADMISSÍVEL, EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO, A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, BEM COMO DAS CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS DA ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS nS 636 E 454/Supremo Tribunal Federal. 3. O PLENÁRIO DESTA CORTE, NO EXAME DO ARE n 742.083/DF, RELATOR O MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI, TEMA 662, CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA RELATIVA À EXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA CALCULADA DE ACORDO COM AS NORMAS VIGENTES À ÉPOCA DA ADESÃO A CONTRATO DE PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DADO SEU CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 5. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA EM VALOR EQUIVALENTE A 10% (DEZ POR CENTO) DO TOTAL DAQUELA JÁ FIXADA (ART. 85, §§ 2..., 3... E 11, DO Código de Processo Civil), OBSERVADA A EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA. (ARE 967.011-AGR, RELATOR(A): MIN. DIAS TOFFOLI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A CONTROVÉRSIA, A TEOR DO JÁ ASSEVERADO NA DECISÃO GUERREADA, NÃO ALCANÇA ESTATURA CONSTITUCIONAL. NÃO HÁ FALAR EM AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INDICADOS NAS RAZÕES RECURSAIS. COMPREENDER DE MODO DIVERSO EXIGIRIA A ANÁLISE DA 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF CONSTITUIÇÃO FEDERAL, HAJA VISTA QUE A JURISDIÇÃO FOI PRESTADA, NO CASO, MEDIANTE DECISÕES SUFICIENTEMENTE MOTIVADAS, NÃO OBSTANTE CONTRÁRIAS À PRETENSÃO DA PARTE RECORRENTE. 2. INADMISSÍVEL, EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO, A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, BEM COMO DAS CLÁUSULAS DO REGULAMENTO DE BENEFÍCIOS DA ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS nS 636 E 454/Supremo Tribunal Federal. 3. O PLENÁRIO DESTA CORTE, NO EXAME DO ARE n 742.083/DF, RELATOR O MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI, TEMA 662, CONCLUIU PELA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA RELATIVA À EXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA CALCULADA DE ACORDO COM AS NORMAS VIGENTES À ÉPOCA DA ADESÃO A CONTRATO DE PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, DADO SEU CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 5. MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA EM VALOR EQUIVALENTE A 10% (DEZ POR CENTO) DO TOTAL DAQUELA JÁ FIXADA (ART. 85, §§ 2..., 3... E 11, DO Código de Processo Civil), OBSERVADA A EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA. (ARE 967.011-AGR, RELATOR(A): MIN. DIAS TOFFOLI, SEGUNDA TURMA, DJE DE 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A CONTROVÉRSIA, A TEOR DO JÁ ASSEVERADO NA DECISÃO GUERREADA, NÃO ALCANÇA ESTATURA CONSTITUCIONAL. NÃO HÁ FALAR EM AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INDICADOS NAS RAZÕES RECURSAIS. COMPREENDER DE MODO DIVERSO EXIGIRIA A ANÁLISE DA 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ENCAMPADA NA DECISÃO DA CORTE DE ORIGEM, A TORNAR OBLÍQUA E REFLEXA EVENTUAL OFENSA, INSUSCETÍVEL, COMO TAL, DE VIABILIZAR O CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESATENDIDA A EXIGÊNCIA DO ART. 102, III, A, DA LEI MAIOR, NOS TERMOS DA REMANSOSA JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 2. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SE MOSTRAM APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. 3. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO (ARE 913.015-AGR, REL. MIN. ROSA WEBER, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AGR/RS, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 21/9/2012) DIANTE DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 21, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno da FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ENCAMPADA NA DECISÃO DA CORTE DE ORIGEM, A TORNAR OBLÍQUA E REFLEXA EVENTUAL OFENSA, INSUSCETÍVEL, COMO TAL, DE VIABILIZAR O CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DESATENDIDA A EXIGÊNCIA DO ART. 102, III, A, DA LEI MAIOR, NOS TERMOS DA REMANSOSA JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 2. AS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL NÃO SE MOSTRAM APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. 3. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO (ARE 913.015-AGR, REL. MIN. ROSA WEBER, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AGR/RS, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, PRIMEIRA TURMA, DJE DE 21/9/2012) DIANTE DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 21, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno da FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS FUNCEF não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F813-8B14-1101-1C83 e senha EE32-06C3-9DA8-63B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDC0-0DF8-20FB-54D4 e senha AEDD-6D55-1582-4979 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS AGDO.(A/S) :ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) :REGIS ELENO FONTANA INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FDC0-0DF8-20FB-54D4 e senha AEDD-6D55-1582-4979 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 05/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS (11694/DF, 785-A/RN, 414489/SP) AGDO.(A/S) : ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) : REGIS ELENO FONTANA (A654/AM, 29199/DF, 58441/PR, 27389/RS, 25014/SC, 266450/SP) INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD6F-0627-EE78-5B9D e senha B636-D412-3520-F2B9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.184.796 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS (11694/DF, 785-A/RN, 414489/SP) AGDO.(A/S) : ELOIR JOSE NOSKOSKI ADV.(A/S) : REGIS ELENO FONTANA (A654/AM, 29199/DF, 58441/PR, 27389/RS, 25014/SC, 266450/SP) INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD6F-0627-EE78-5B9D e senha B636-D412-3520-F2B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 184 . 796", "SÚMULA 279 DO Supremo", "Recurso Extraordinário 586 . 453 - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 586 . 453 - RG", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 586 . 453 - RG", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 184 . 796", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 586 . 453 - RG", "Recurso Extraordinário 586 . 453", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 184 . 796", "Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 586 . 453 - RG", "Recurso Extraordinário 586 . 453", "Recurso Extraordinário 1184796", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 184 . 796", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 184 . 796", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR /", "SÚMULA 187 DO Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR", "SÚMULA 187 DO Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF", "Recurso Extraordinário - 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário - 583 . 050 / RS", "SÚMULA 51 , II , DO Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR /", "Recurso Extraordinário - 586 . 453 / SE", "Recurso Extraordinário - 583 . 050 / RS", "SÚMULA 51 , II , DO Tribunal", "SÚMULA 333 / Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1184796", "SÚMULA 333 / Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR /", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF", "ARE 691 . 595 - AGR", "ARE 696 . 347 - AGR - SEGUNDO", "ARE 696 . 263 - AGR", "AI 717 . 821 - AGR", "ARE 691 . 595 - AGR", "ARE 696 . 347 - AGR - SEGUNDO", "ARE 696 . 263 - AGR", "AI 717 . 821 - AGR", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 586 . 453", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR / DF", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 586 . 453", "Recurso Extraordinário 1184796 AGR", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 173 . 430 - AGR", "Recurso Extraordinário 1184796", "SÚMULAS 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 173 . 430 - AGR", "Recurso Extraordinário 1184796", "SÚMULAS nS 636", "ARE n 742 . 083 / DF", "ARE 967 . 011 - AGR", "SÚMULAS nS 636 E 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 742 . 083 / DF", "ARE 967 . 011 - AGR", "Recurso Extraordinário 1184796", "ARE 913 . 015 - AGR", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 846 . 336 - AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1184796", "ARE 913 . 015 - AGR", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 846 . 336 - AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 184 . 796" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1", ".", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 202 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI COMPLEMENTAR 108 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 202 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI COMPLEMENTAR 108 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 457 , § 1 . . . , DA", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 457 , § 1 . . . , DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 896 , § 4 . . . , DA", "Consolidação das Leis do Trabalho", "LEI 9 . 756 / 98", "ARTIGO 2 . . . , § 2 . . . , DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ARTIGO 896 , § 4 . . . , DA Consolidação das Leis do Trabalho", "LEI 9 . 756 / 98", "ARTIGO 2 . . . , § 2 . . . , DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 794 E 795 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "ART . 130 DO Código de Processo Civil DE 1973", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 102 , III , A , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 794 E 795 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "ART . 130 DO Código de Processo Civil DE 1973", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 102 , III , A , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ARTS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , § 3 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 1 . 035 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , § 3 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 1 . 035 ,", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , INCISO IX , DA Constituição Federal de 1988", "LEI COMPLEMENTAR 108 / 2001", "ART . 93 , INCISO IX , DA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , INCISO IX , DA Constituição Federal de 1988", "LEI COMPLEMENTAR 108 / 2001", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . E 11 , DO Código de Processo Civil", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . E 11 , DO Código de Processo Civil", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , III , A , DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART .", "ART . 21 , § 1 . . . , DO REGIMENTO INTERNO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "DF", "FUNCEF", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Federal", "FUNCEF", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "FUNCEF", "SBDI", "1", "SBDI", "1", "Supremo Tribunal Federal", "FUNCEF", "SBDI", "-", "1", "SBDI", "-", "1", "FUNCEF", "C", "Tribunal Superior", "CEF", "Tribunal Superior do Trabalho", "CEF", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "FUNCEF", "C", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "CEF", "CEF", "FUNCEF", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "FUNCEF", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TRIBUNAL", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "454", "/", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "/", "PLENÁRIO", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "REGIS", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS", "ELOIR JOSE NOSKOSKI", "REGIS ELENO FONTANA", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS", "ELOIR JOSE NOSKOSKI", "REGIS ELENO FONTANA", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS", "ELOIR JOSE NOSKOSKI", "REGIS", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS", "ELOIR JOSE NOSKOSKI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS", "ELOIR JOSE NOSKOSKI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS", "ELOIR JOSE NOSKOSKI", "REGIS ELENO FONTANA", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESTEFANIA FERREIRA DE SOUZA DE VIVEIROS", "ELOIR JOSE NOSKOSKI", "REGIS ELENO FONTANA", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "28", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2013", "28", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2017", "19", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2017", "19", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2015", "21", "/", "9", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2015", "21", "/", "9", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) :WELLINGTON COELHO TRINDADE AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 12.9.2017. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ATO OMISSIVO. DANOS MORAIS E ESTÉTICOS. ALEGAÇÃO DE FALTA DE ATENDIMENTO MÉDICO ADEQUADO. RECOLHIMENTO EM ESTABELECIMENTO PRISIONAL. NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem seja necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FAE-4B1B-A8EB-1CE8 e senha 1A65-F94F-00EC-4ECB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1069076 AGR / SP Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FAE-4B1B-A8EB-1CE8 e senha 1A65-F94F-00EC-4ECB Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FAE-4B1B-A8EB-1CE8 e senha 1A65-F94F-00EC-4ECB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) :WELLINGTON COELHO TRINDADE AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 97) interposto em 12.09.2017 em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 96, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 62, p. 2): ‘APELAÇÃO – Indenização – Responsabilidade civil – Danos morais e estéticos – Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado – Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado – Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade – Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência – Não comprovação dos fatos alegados – Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado – Ausência de falha do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) :WELLINGTON COELHO TRINDADE AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 97) interposto em 12.09.2017 em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 96, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 62, p. 2): ‘APELAÇÃO – Indenização – Responsabilidade civil – Danos morais e estéticos – Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado – Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado – Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade – Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência – Não comprovação dos fatos alegados – Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado – Ausência de falha do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP serviço – Indenização indevida – Reforma da r. sentença – Recurso provido.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 76, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, do permissivo constitucional, aponta ofensa aos arts. 5º, XLIX; e 37, § 6º, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a obrigação de indenizar é indubitável, já que preso era dever do Estado lhe fornecer a medicação ou lhe proporcionar o tratamento adequado para que o tiro não virasse câncer e para que o Recorrente não viesse a perder a sua perna.’ (eDOC 79, p. 11). Alega, ainda, que ‘apesar dos referidos preceitos constitucionais, o Recorrente, enquanto estava preso, não teve garantida a sua integridade física, tanto que, a partir de agora, está condenado a passar o restante de sua vida sem um membro de seu corpo.’ (eDOC 79, p. 11). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso extraordinário com base na Súmula 279 do STF (eDOC 85). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou que (eDOC 62, p. 4-7): ‘No caso, evidente que inaplicável a teoria da responsabilidade objetiva da Administração, mas tão- somente a subjetiva. Logo, não basta a comprovação apenas do nexo de causalidade entre o fato e o dano, mas há necessidade de demonstração, de modo claro e objetivo, da culpa do Estado para a ocorrência do evento danoso. (…) E este é o caso dos autos, portanto, necessária a análise da culpa para o julgamento da ação, bem como dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP serviço – Indenização indevida – Reforma da r. sentença – Recurso provido.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 76, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, do permissivo constitucional, aponta ofensa aos arts. 5º, XLIX; e 37, § 6º, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a obrigação de indenizar é indubitável, já que preso era dever do Estado lhe fornecer a medicação ou lhe proporcionar o tratamento adequado para que o tiro não virasse câncer e para que o Recorrente não viesse a perder a sua perna.’ (eDOC 79, p. 11). Alega, ainda, que ‘apesar dos referidos preceitos constitucionais, o Recorrente, enquanto estava preso, não teve garantida a sua integridade física, tanto que, a partir de agora, está condenado a passar o restante de sua vida sem um membro de seu corpo.’ (eDOC 79, p. 11). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso extraordinário com base na Súmula 279 do STF (eDOC 85). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou que (eDOC 62, p. 4-7): ‘No caso, evidente que inaplicável a teoria da responsabilidade objetiva da Administração, mas tão- somente a subjetiva. Logo, não basta a comprovação apenas do nexo de causalidade entre o fato e o dano, mas há necessidade de demonstração, de modo claro e objetivo, da culpa do Estado para a ocorrência do evento danoso. (…) E este é o caso dos autos, portanto, necessária a análise da culpa para o julgamento da ação, bem como dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP demais requisitos legais, quais sejam o dano e o nexo de causalidade. Dentro dessa ótica, incumbia ao autor fazer prova dos fatos constitutivos de seu direito, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil. No entanto, este não logrou comprovar que houve falha na prestação do serviço consistente no fornecimento de atendimento médico adequado à enfermidade que lhe acometia. Alega o autor que após ter sido atingido, de raspão, por um projétil de arma de fogo, formou uma ferida, a qual não teve o tratamento adequado, situação que resultou em um câncer no local do ferimento, o que obrigou à amputação de sua perna. Desse modo, atribui o seu infortúnio à falta de atendimento médico adequado enquanto esteve em custódia, pois estando recolhido em estabelecimento prisional, incumbia ao Estado proporcioná-lo adequadamente. Verifica-se que é incontroverso o fato do autor ter tido a perna amputada em virtude de um câncer. No entanto, não se comprovou o nexo de causalidade entre o dano e a alegada omissão estatal. E, para constatação deste requisito, o juízo a quo determinou a realização de perícia médica a fls. 113. No entanto, o autor, mesmo sendo o maior interessado, não compareceu ao IMESC para realização do exame médico (fls. 125), nem tampouco justificou a sua ausência (fls. 128 e 131). Não há, assim, como prevalecer o r. entendimento externado pelo nobre magistrado sentenciante, tendo em vista que o câncer é uma doença agressiva que, mesmo diante de atendimento médico adequado, pode advir de inúmeras causas. Por esta razão, era imprescindível a realização de prova pericial médica a fim de que o perito, com 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP demais requisitos legais, quais sejam o dano e o nexo de causalidade. Dentro dessa ótica, incumbia ao autor fazer prova dos fatos constitutivos de seu direito, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil. No entanto, este não logrou comprovar que houve falha na prestação do serviço consistente no fornecimento de atendimento médico adequado à enfermidade que lhe acometia. Alega o autor que após ter sido atingido, de raspão, por um projétil de arma de fogo, formou uma ferida, a qual não teve o tratamento adequado, situação que resultou em um câncer no local do ferimento, o que obrigou à amputação de sua perna. Desse modo, atribui o seu infortúnio à falta de atendimento médico adequado enquanto esteve em custódia, pois estando recolhido em estabelecimento prisional, incumbia ao Estado proporcioná-lo adequadamente. Verifica-se que é incontroverso o fato do autor ter tido a perna amputada em virtude de um câncer. No entanto, não se comprovou o nexo de causalidade entre o dano e a alegada omissão estatal. E, para constatação deste requisito, o juízo a quo determinou a realização de perícia médica a fls. 113. No entanto, o autor, mesmo sendo o maior interessado, não compareceu ao IMESC para realização do exame médico (fls. 125), nem tampouco justificou a sua ausência (fls. 128 e 131). Não há, assim, como prevalecer o r. entendimento externado pelo nobre magistrado sentenciante, tendo em vista que o câncer é uma doença agressiva que, mesmo diante de atendimento médico adequado, pode advir de inúmeras causas. Por esta razão, era imprescindível a realização de prova pericial médica a fim de que o perito, com 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP conhecimento adequado e com propriedade, constatasse a ocorrência do nexo etiológico entre o fato de eventual falha na prestação do serviço fornecido pelo Estado e o dano suportado pelo autor, consistente na amputação indevida do membro inferior.” Como se depreende dos fundamentos do acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6º, DA CF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 22/8/2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MORTE DE PACIENTE. DEMORA NA ADMINISTRAÇÃO DA MEDICAÇÃO NECESSÁRIA AO TRATAMENTO E PROCEDIMENTO CIRÚRGICO ESPECÍFICO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO FEITO. PRECEDENTE. 1. A Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP conhecimento adequado e com propriedade, constatasse a ocorrência do nexo etiológico entre o fato de eventual falha na prestação do serviço fornecido pelo Estado e o dano suportado pelo autor, consistente na amputação indevida do membro inferior.” Como se depreende dos fundamentos do acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6º, DA CF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 22/8/2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MORTE DE PACIENTE. DEMORA NA ADMINISTRAÇÃO DA MEDICAÇÃO NECESSÁRIA AO TRATAMENTO E PROCEDIMENTO CIRÚRGICO ESPECÍFICO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO FEITO. PRECEDENTE. 1. A Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP 279/STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe de 1º.7.2011. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: (...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 719.067-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10/6/2013) Ademais, quanto à interposição do apelo extraordinário com base no art. 102, III, alínea c, da Constituição Federal, observa-se que o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal. Portanto, resta inviabilizado o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do Código de Processo Civil. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, nas razões do presente recurso, que incide no caso a responsabilidade objetiva do Estado, visto que restou comprovado o dano, sofrimento pela perda de um membro e o nexo de causalidade, falta de tutela pelo Estado. Aduz-se que, diversamente do que contou do acórdão recorrido, “as provas são robustas em demonstrar que houve omissão do Estado no caso em tela, pois todas as documentações juntadas aos autos demonstram claramente que o Recorrente solicitou por diversas vezes a sua liberação para que pudesse cuidar da sua ferida antes mesmo que virasse o câncer, bem como foi demonstrada a responsabilidade objetiva do Estado pelo zelo do preso” (eDOC 97). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP 279/STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe de 1º.7.2011. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: (...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 719.067-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10/6/2013) Ademais, quanto à interposição do apelo extraordinário com base no art. 102, III, alínea c, da Constituição Federal, observa-se que o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal. Portanto, resta inviabilizado o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do Código de Processo Civil. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, nas razões do presente recurso, que incide no caso a responsabilidade objetiva do Estado, visto que restou comprovado o dano, sofrimento pela perda de um membro e o nexo de causalidade, falta de tutela pelo Estado. Aduz-se que, diversamente do que contou do acórdão recorrido, “as provas são robustas em demonstrar que houve omissão do Estado no caso em tela, pois todas as documentações juntadas aos autos demonstram claramente que o Recorrente solicitou por diversas vezes a sua liberação para que pudesse cuidar da sua ferida antes mesmo que virasse o câncer, bem como foi demonstrada a responsabilidade objetiva do Estado pelo zelo do preso” (eDOC 97). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 101). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 101). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que não ficou demonstrada nos autos a existência de nexo causal entre o dano sofrido pelo Agravante (câncer na perna supostamente decorrente de ferimento não tratado) e a alegada omissão do Estado quanto à falta de atendimento médico adequado. Ademais, afirmou que o Recorrente não comprovou o alegado impedimento quanto à impossibilidade de comparecimento ao IMESC para realização da perícia determinada pelo Juízo de primeiro grau. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido (eDOC 62, p. 2): “APELAÇÃO Indenização - Responsabilidade civil Danos morais e estéticos - Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado - Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado - Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade - Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência - Não comprovação dos fatos alegados - Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado - Ausência de falha do serviço - Indenização indevida - Reforma da r. Sentença - Recurso provido”. Constata-se que, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à responsabilidade do Estado pelos danos sofridos pela parte autora, seria necessário o reexame dos fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que não ficou demonstrada nos autos a existência de nexo causal entre o dano sofrido pelo Agravante (câncer na perna supostamente decorrente de ferimento não tratado) e a alegada omissão do Estado quanto à falta de atendimento médico adequado. Ademais, afirmou que o Recorrente não comprovou o alegado impedimento quanto à impossibilidade de comparecimento ao IMESC para realização da perícia determinada pelo Juízo de primeiro grau. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido (eDOC 62, p. 2): “APELAÇÃO Indenização - Responsabilidade civil Danos morais e estéticos - Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado - Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado - Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade - Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência - Não comprovação dos fatos alegados - Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado - Ausência de falha do serviço - Indenização indevida - Reforma da r. Sentença - Recurso provido”. Constata-se que, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à responsabilidade do Estado pelos danos sofridos pela parte autora, seria necessário o reexame dos fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1069076 AGR / SP provas dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se, além dos julgados apontados na decisão agravada, os seguintes precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência do agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado por omissão. Teoria do Risco Administrativo. Art. 37, § 6º, da Constituição. Pressupostos necessários à sua configuração. Demonstração da conduta, do dano e do nexo causal entre eles. 4. Omissão específica não demonstrada. Ausência de nexo de causalidade entre a suposta falta do serviço e o dano sofrido. Necessidade do revolvimento do conjunto fático probatório dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 677.139-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 09.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. SUSPENSÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. DANO MORAL. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279/STF que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: ARE 848.352-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/12/2014 e ARE 712.815-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 4/12/2012. 3. In casu, o acórdão recorrido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP provas dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se, além dos julgados apontados na decisão agravada, os seguintes precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência do agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado por omissão. Teoria do Risco Administrativo. Art. 37, § 6º, da Constituição. Pressupostos necessários à sua configuração. Demonstração da conduta, do dano e do nexo causal entre eles. 4. Omissão específica não demonstrada. Ausência de nexo de causalidade entre a suposta falta do serviço e o dano sofrido. Necessidade do revolvimento do conjunto fático probatório dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 677.139-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 09.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. SUSPENSÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. DANO MORAL. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula nº 279/STF que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: ARE 848.352-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/12/2014 e ARE 712.815-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 4/12/2012. 3. In casu, o acórdão recorrido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1069076 AGR / SP assentou: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. CONDUTA OMISSIVA. NEXO DE CAUSALIDADE EVIDENCIADO. DEVER DE INDENIZAR.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 857.889-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Detento acometido pela doença da tuberculose durante o tempo em que permaneceu preso. Elementos da responsabilidade estatal afastados pelo Tribunal a quo. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil do Estado. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.889-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.08.2017). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP assentou: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. CONDUTA OMISSIVA. NEXO DE CAUSALIDADE EVIDENCIADO. DEVER DE INDENIZAR.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 857.889-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Detento acometido pela doença da tuberculose durante o tempo em que permaneceu preso. Elementos da responsabilidade estatal afastados pelo Tribunal a quo. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil do Estado. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.889-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.08.2017). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) : WELLINGTON COELHO TRINDADE (309403/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5307-490E-0BDB-5750 e senha 5819-9DF1-106F-64FF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) : WELLINGTON COELHO TRINDADE (309403/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5307-490E-0BDB-5750 e senha 5819-9DF1-106F-64FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749817586
2019-04-05T00:00:00
2019-05-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 12.9.2017. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ATO OMISSIVO. DANOS MORAIS E ESTÉTICOS. ALEGAÇÃO DE FALTA DE ATENDIMENTO MÉDICO ADEQUADO. RECOLHIMENTO EM ESTABELECIMENTO PRISIONAL. NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem seja necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.
sjur403760
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) ARE 857889 AgR (1ªT), RE 677139 AgR-EDv-AgR (TP), ARE 1047889 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 19/06/2019, BMP. Número de páginas: 12. Análise: 19/06/2019, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1069076
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1069076 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) : WELLINGTON COELHO TRINDADE AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) :WELLINGTON COELHO TRINDADE AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 12.9.2017. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ATO OMISSIVO. DANOS MORAIS E ESTÉTICOS. ALEGAÇÃO DE FALTA DE ATENDIMENTO MÉDICO ADEQUADO. RECOLHIMENTO EM ESTABELECIMENTO PRISIONAL. NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem seja necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FAE-4B1B-A8EB-1CE8 e senha 1A65-F94F-00EC-4ECB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1069076 AGR / SP Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FAE-4B1B-A8EB-1CE8 e senha 1A65-F94F-00EC-4ECB Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FAE-4B1B-A8EB-1CE8 e senha 1A65-F94F-00EC-4ECB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) :WELLINGTON COELHO TRINDADE AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 97) interposto em 12.09.2017 em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 96, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 62, p. 2): ‘APELAÇÃO – Indenização – Responsabilidade civil – Danos morais e estéticos – Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado – Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado – Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade – Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência – Não comprovação dos fatos alegados – Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado – Ausência de falha do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) :WELLINGTON COELHO TRINDADE AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 97) interposto em 12.09.2017 em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 96, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 62, p. 2): ‘APELAÇÃO – Indenização – Responsabilidade civil – Danos morais e estéticos – Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado – Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado – Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade – Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência – Não comprovação dos fatos alegados – Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado – Ausência de falha do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP serviço – Indenização indevida – Reforma da r. sentença – Recurso provido.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 76, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, do permissivo constitucional, aponta ofensa aos arts. 5..., XLIX; e 37, § 6..., da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a obrigação de indenizar é indubitável, já que preso era dever do Estado lhe fornecer a medicação ou lhe proporcionar o tratamento adequado para que o tiro não virasse câncer e para que o Recorrente não viesse a perder a sua perna.’ (eDOC 79, p. 11). Alega, ainda, que ‘apesar dos referidos preceitos constitucionais, o Recorrente, enquanto estava preso, não teve garantida a sua integridade física, tanto que, a partir de agora, está condenado a passar o restante de sua vida sem um membro de seu corpo.’ (eDOC 79, p. 11). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso extraordinário com base na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 85). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou que (eDOC 62, p. 4-7): ‘No caso, evidente que inaplicável a teoria da responsabilidade objetiva da Administração, mas tão- somente a subjetiva. Logo, não basta a comprovação apenas do nexo de causalidade entre o fato e o dano, mas há necessidade de demonstração, de modo claro e objetivo, da culpa do Estado para a ocorrência do evento danoso. (…) E este é o caso dos autos, portanto, necessária a análise da culpa para o julgamento da ação, bem como dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP serviço – Indenização indevida – Reforma da r. sentença – Recurso provido.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 76, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, do permissivo constitucional, aponta ofensa aos arts. 5..., XLIX; e 37, § 6..., da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta, em suma, que ‘a obrigação de indenizar é indubitável, já que preso era dever do Estado lhe fornecer a medicação ou lhe proporcionar o tratamento adequado para que o tiro não virasse câncer e para que o Recorrente não viesse a perder a sua perna.’ (eDOC 79, p. 11). Alega, ainda, que ‘apesar dos referidos preceitos constitucionais, o Recorrente, enquanto estava preso, não teve garantida a sua integridade física, tanto que, a partir de agora, está condenado a passar o restante de sua vida sem um membro de seu corpo.’ (eDOC 79, p. 11). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso extraordinário com base na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 85). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou que (eDOC 62, p. 4-7): ‘No caso, evidente que inaplicável a teoria da responsabilidade objetiva da Administração, mas tão- somente a subjetiva. Logo, não basta a comprovação apenas do nexo de causalidade entre o fato e o dano, mas há necessidade de demonstração, de modo claro e objetivo, da culpa do Estado para a ocorrência do evento danoso. (…) E este é o caso dos autos, portanto, necessária a análise da culpa para o julgamento da ação, bem como dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP demais requisitos legais, quais sejam o dano e o nexo de causalidade. Dentro dessa ótica, incumbia ao autor fazer prova dos fatos constitutivos de seu direito, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil. No entanto, este não logrou comprovar que houve falha na prestação do serviço consistente no fornecimento de atendimento médico adequado à enfermidade que lhe acometia. Alega o autor que após ter sido atingido, de raspão, por um projétil de arma de fogo, formou uma ferida, a qual não teve o tratamento adequado, situação que resultou em um câncer no local do ferimento, o que obrigou à amputação de sua perna. Desse modo, atribui o seu infortúnio à falta de atendimento médico adequado enquanto esteve em custódia, pois estando recolhido em estabelecimento prisional, incumbia ao Estado proporcioná-lo adequadamente. Verifica-se que é incontroverso o fato do autor ter tido a perna amputada em virtude de um câncer. No entanto, não se comprovou o nexo de causalidade entre o dano e a alegada omissão estatal. E, para constatação deste requisito, o juízo a quo determinou a realização de perícia médica a fls. 113. No entanto, o autor, mesmo sendo o maior interessado, não compareceu ao IMESC para realização do exame médico (fls. 125), nem tampouco justificou a sua ausência (fls. 128 e 131). Não há, assim, como prevalecer o r. entendimento externado pelo nobre magistrado sentenciante, tendo em vista que o câncer é uma doença agressiva que, mesmo diante de atendimento médico adequado, pode advir de inúmeras causas. Por esta razão, era imprescindível a realização de prova pericial médica a fim de que o perito, com 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP demais requisitos legais, quais sejam o dano e o nexo de causalidade. Dentro dessa ótica, incumbia ao autor fazer prova dos fatos constitutivos de seu direito, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil. No entanto, este não logrou comprovar que houve falha na prestação do serviço consistente no fornecimento de atendimento médico adequado à enfermidade que lhe acometia. Alega o autor que após ter sido atingido, de raspão, por um projétil de arma de fogo, formou uma ferida, a qual não teve o tratamento adequado, situação que resultou em um câncer no local do ferimento, o que obrigou à amputação de sua perna. Desse modo, atribui o seu infortúnio à falta de atendimento médico adequado enquanto esteve em custódia, pois estando recolhido em estabelecimento prisional, incumbia ao Estado proporcioná-lo adequadamente. Verifica-se que é incontroverso o fato do autor ter tido a perna amputada em virtude de um câncer. No entanto, não se comprovou o nexo de causalidade entre o dano e a alegada omissão estatal. E, para constatação deste requisito, o juízo a quo determinou a realização de perícia médica a fls. 113. No entanto, o autor, mesmo sendo o maior interessado, não compareceu ao IMESC para realização do exame médico (fls. 125), nem tampouco justificou a sua ausência (fls. 128 e 131). Não há, assim, como prevalecer o r. entendimento externado pelo nobre magistrado sentenciante, tendo em vista que o câncer é uma doença agressiva que, mesmo diante de atendimento médico adequado, pode advir de inúmeras causas. Por esta razão, era imprescindível a realização de prova pericial médica a fim de que o perito, com 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP conhecimento adequado e com propriedade, constatasse a ocorrência do nexo etiológico entre o fato de eventual falha na prestação do serviço fornecido pelo Estado e o dano suportado pelo autor, consistente na amputação indevida do membro inferior.” Como se depreende dos fundamentos do acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6..., DA Constituição Federal de 1988. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 22/8/2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MORTE DE PACIENTE. DEMORA NA ADMINISTRAÇÃO DA MEDICAÇÃO NECESSÁRIA AO TRATAMENTO E PROCEDIMENTO CIRÚRGICO ESPECÍFICO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO FEITO. PRECEDENTE. 1. A Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP conhecimento adequado e com propriedade, constatasse a ocorrência do nexo etiológico entre o fato de eventual falha na prestação do serviço fornecido pelo Estado e o dano suportado pelo autor, consistente na amputação indevida do membro inferior.” Como se depreende dos fundamentos do acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6..., DA Constituição Federal de 1988. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 22/8/2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MORTE DE PACIENTE. DEMORA NA ADMINISTRAÇÃO DA MEDICAÇÃO NECESSÁRIA AO TRATAMENTO E PROCEDIMENTO CIRÚRGICO ESPECÍFICO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO FEITO. PRECEDENTE. 1. A Súmula 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe de 1....7.2011. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: (...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 719.067-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10/6/2013) Ademais, quanto à interposição do apelo extraordinário com base no art. 102, III, alínea c, da Constituição Federal, observa-se que o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal. Portanto, resta inviabilizado o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do Código de Processo Civil. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, nas razões do presente recurso, que incide no caso a responsabilidade objetiva do Estado, visto que restou comprovado o dano, sofrimento pela perda de um membro e o nexo de causalidade, falta de tutela pelo Estado. Aduz-se que, diversamente do que contou do acórdão recorrido, “as provas são robustas em demonstrar que houve omissão do Estado no caso em tela, pois todas as documentações juntadas aos autos demonstram claramente que o Recorrente solicitou por diversas vezes a sua liberação para que pudesse cuidar da sua ferida antes mesmo que virasse o câncer, bem como foi demonstrada a responsabilidade objetiva do Estado pelo zelo do preso” (eDOC 97). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe de 1....7.2011. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: (...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 719.067-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10/6/2013) Ademais, quanto à interposição do apelo extraordinário com base no art. 102, III, alínea c, da Constituição Federal, observa-se que o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal. Portanto, resta inviabilizado o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do Código de Processo Civil. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, nas razões do presente recurso, que incide no caso a responsabilidade objetiva do Estado, visto que restou comprovado o dano, sofrimento pela perda de um membro e o nexo de causalidade, falta de tutela pelo Estado. Aduz-se que, diversamente do que contou do acórdão recorrido, “as provas são robustas em demonstrar que houve omissão do Estado no caso em tela, pois todas as documentações juntadas aos autos demonstram claramente que o Recorrente solicitou por diversas vezes a sua liberação para que pudesse cuidar da sua ferida antes mesmo que virasse o câncer, bem como foi demonstrada a responsabilidade objetiva do Estado pelo zelo do preso” (eDOC 97). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório ARE 1069076 AGR / SP A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 101). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 101). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB1B-9BDE-A52C-061E e senha 82D4-1307-A8F2-C138 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que não ficou demonstrada nos autos a existência de nexo causal entre o dano sofrido pelo Agravante (câncer na perna supostamente decorrente de ferimento não tratado) e a alegada omissão do Estado quanto à falta de atendimento médico adequado. Ademais, afirmou que o Recorrente não comprovou o alegado impedimento quanto à impossibilidade de comparecimento ao IMESC para realização da perícia determinada pelo Juízo de primeiro grau. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido (eDOC 62, p. 2): “APELAÇÃO Indenização - Responsabilidade civil Danos morais e estéticos - Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado - Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado - Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade - Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência - Não comprovação dos fatos alegados - Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado - Ausência de falha do serviço - Indenização indevida - Reforma da r. Sentença - Recurso provido”. Constata-se que, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à responsabilidade do Estado pelos danos sofridos pela parte autora, seria necessário o reexame dos fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem entendeu que não ficou demonstrada nos autos a existência de nexo causal entre o dano sofrido pelo Agravante (câncer na perna supostamente decorrente de ferimento não tratado) e a alegada omissão do Estado quanto à falta de atendimento médico adequado. Ademais, afirmou que o Recorrente não comprovou o alegado impedimento quanto à impossibilidade de comparecimento ao IMESC para realização da perícia determinada pelo Juízo de primeiro grau. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido (eDOC 62, p. 2): “APELAÇÃO Indenização - Responsabilidade civil Danos morais e estéticos - Pedido de reparação por danos extrapatrimoniais ocasionados por falta de atendimento médico adequado - Autor, recolhido em estabelecimento prisional, alega que teve a perna amputada porque o Estado não lhe forneceu o atendimento médico adequado - Determinação pelo juízo a quo de perícia médica, com o fim de comprovar o nexo de causalidade - Autor que não compareceu à perícia designada, nem tampouco justificou a sua ausência - Não comprovação dos fatos alegados - Não comprovada omissão estatal ou ilícito praticado - Ausência de falha do serviço - Indenização indevida - Reforma da r. Sentença - Recurso provido”. Constata-se que, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à responsabilidade do Estado pelos danos sofridos pela parte autora, seria necessário o reexame dos fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1069076 AGR / SP provas dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se, além dos julgados apontados na decisão agravada, os seguintes precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência do agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado por omissão. Teoria do Risco Administrativo. Art. 37, § 6..., da Constituição. Pressupostos necessários à sua configuração. Demonstração da conduta, do dano e do nexo causal entre eles. 4. Omissão específica não demonstrada. Ausência de nexo de causalidade entre a suposta falta do serviço e o dano sofrido. Necessidade do revolvimento do conjunto fático probatório dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 677.139-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 09.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. SUSPENSÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. DANO MORAL. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: ARE 848.352-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/12/2014 e ARE 712.815-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 4/12/2012. 3. In casu, o acórdão recorrido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP provas dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se, além dos julgados apontados na decisão agravada, os seguintes precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência do agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade civil do Estado por omissão. Teoria do Risco Administrativo. Art. 37, § 6..., da Constituição. Pressupostos necessários à sua configuração. Demonstração da conduta, do dano e do nexo causal entre eles. 4. Omissão específica não demonstrada. Ausência de nexo de causalidade entre a suposta falta do serviço e o dano sofrido. Necessidade do revolvimento do conjunto fático probatório dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 677.139-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe 09.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. SUSPENSÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. DANO MORAL. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: ARE 848.352-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/12/2014 e ARE 712.815-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 4/12/2012. 3. In casu, o acórdão recorrido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1069076 AGR / SP assentou: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. CONDUTA OMISSIVA. NEXO DE CAUSALIDADE EVIDENCIADO. DEVER DE INDENIZAR.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 857.889-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Detento acometido pela doença da tuberculose durante o tempo em que permaneceu preso. Elementos da responsabilidade estatal afastados pelo Tribunal a quo. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil do Estado. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.889-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.08.2017). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Supremo Tribunal Federal ARE 1069076 AGR / SP assentou: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. CONDUTA OMISSIVA. NEXO DE CAUSALIDADE EVIDENCIADO. DEVER DE INDENIZAR.’ 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 857.889-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Detento acometido pela doença da tuberculose durante o tempo em que permaneceu preso. Elementos da responsabilidade estatal afastados pelo Tribunal a quo. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não restaram demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade civil do Estado. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.047.889-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.08.2017). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4196-6D13-5A8E-2EEF e senha C296-5A82-CC97-8287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) : WELLINGTON COELHO TRINDADE (309403/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5307-490E-0BDB-5750 e senha 5819-9DF1-106F-64FF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.076 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA (SUCESSORA DE THIAGO OLIVEIRA SALES) ADV.(A/S) : WELLINGTON COELHO TRINDADE (309403/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5307-490E-0BDB-5750 e senha 5819-9DF1-106F-64FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 069 . 076", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1069076 AGR / SP", "ARE 1069076 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 069 . 076", "ARE 1069076 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1069076", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1069076 AGR / SP", "ARE 1069076 AGR / SP", "ARE 1069076 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 399 . 284 - AgR - segundo", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1069076", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 399 . 284 - AgR - segundo", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1069076 AGR", "MS n . 28 . 097 - AgR", "ARE 719 . 067 - AgR", "ARE 1069076 AGR", "MS n . 28 . 097 - AgR", "ARE 719 . 067 - AgR", "ARE 1069076 AGR / SP", "ARE 1069076 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 069 . 076", "ARE 1069076 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677 . 139 - AgR - EDv - AgR", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 848 . 352 - AgR", "ARE 712 . 815 - AgR", "ARE 1069076 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677 . 139 - AgR - EDv - AgR", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 848 . 352 - AgR", "ARE 712 . 815 - AgR", "ARE 1069076", "ARE 857 . 889 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 047 . 889 - AgR", "ARE 1069076 AGR / SP", "ARE 857 . 889 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 047 . 889 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "art . 102 , III , ‘", "arts . 5 . . . , XLIX ; e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XLIX ; e 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 333 , inciso I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 333 , inciso I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , § 6 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , § 6 . . . , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea c , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 932 , IV , ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea c , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 932 , IV , ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art .", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Seção", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência", "Seção de Direito Público do TJ / SP", "Supremo Tribunal Federal", "IMESC", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Segunda Turma", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "279", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "IMESC", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "IMESC", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "AGR", "/", "SP", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA", "THIAGO OLIVEIRA SALES", "WELLINGTON COELHO TRINDADE", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA", "THIAGO OLIVEIRA SALES", "WELLINGTON COELHO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA", "THIAGO OLIVEIRA SALES", "WELLINGTON COELHO", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA", "THIAGO OLIVEIRA SALES", "WELLINGTON COELHO TRINDADE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "GIRLENE SANTOS DE OLIVEIRA", "THIAGO OLIVEIRA SALES", "WELLINGTON COELHO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "12", ".", "9", ".", "2017", "29 de março", "4 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "12", ".", "09", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "12", ".", "09", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2011", "10", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2011", "10", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "12", ".", "2015", "2", "/", "12", "/", "2014", "4", "/", "12", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "12", ".", "2015", "2", "/", "12", "/", "2014", "4", "/", "12", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2015", "14", ".", "08", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2015", "14", ".", "08", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) :LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) :ROBERTO SACCARDO AGDO.(A/S) :NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) :TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Arbitramento de honorários. Valores. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83DC-3515-1EAF-D1C1 e senha 84DD-07B8-6EAC-4F81 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1173387 AGR / SP Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83DC-3515-1EAF-D1C1 e senha 84DD-07B8-6EAC-4F81 Supremo Tribunal Federal ARE 1173387 AGR / SP Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83DC-3515-1EAF-D1C1 e senha 84DD-07B8-6EAC-4F81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) :LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) :ROBERTO SACCARDO AGDO.(A/S) :NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) :TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A146-27BB-48DF-1937 e senha A353-BD70-16B3-043E Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) :LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) :ROBERTO SACCARDO AGDO.(A/S) :NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) :TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A146-27BB-48DF-1937 e senha A353-BD70-16B3-043E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nº 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Liquidação extrajudicial de seguradora. 3. Alegação de violação ao devido processo legal. ARE-RG 748.371. 4. Alegação de violação do artigo 5º, XXXVII, da Constituição. Improcedência. Matéria decidida à luz da legislação infraconstitucional. 5. Pedido de de declaração de inconstitucionalidade do artigo 3º da Lei 10.190/2001 e do artigo 34 da Lei 6.024/1974. Inovação recursal. Impossibilidade. Súmula 287 do STF. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE nº 564.672/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXECUÇÃO E INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI nº 854.576/RJ-AgR, Primeira Turma, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nº 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Liquidação extrajudicial de seguradora. 3. Alegação de violação ao devido processo legal. ARE-RG 748.371. 4. Alegação de violação do artigo 5º, XXXVII, da Constituição. Improcedência. Matéria decidida à luz da legislação infraconstitucional. 5. Pedido de de declaração de inconstitucionalidade do artigo 3º da Lei 10.190/2001 e do artigo 34 da Lei 6.024/1974. Inovação recursal. Impossibilidade. Súmula 287 do STF. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE nº 564.672/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXECUÇÃO E INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI nº 854.576/RJ-AgR, Primeira Turma, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1173387 AGR / SP Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/5/12). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Supremo Tribunal Federal ARE 1173387 AGR / SP Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/5/12). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) : LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) : ROBERTO SACCARDO (177394/SP) AGDO.(A/S) : NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) : TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES (34763/DF, 122152/MG, 117852/RJ, 194583/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3FA7-6CB3-5223-5589 e senha 3B7E-59C4-457B-451D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) : LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) : ROBERTO SACCARDO (177394/SP) AGDO.(A/S) : NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) : TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES (34763/DF, 122152/MG, 117852/RJ, 194583/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3FA7-6CB3-5223-5589 e senha 3B7E-59C4-457B-451D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749383974
2019-02-22T00:00:00
2019-03-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Arbitramento de honorários. Valores. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur399998
- Acórdão(s) citado(s): (RE, REEXAME, FATO, PROVA) AI 854576 AgR (1ªT), RE 564672 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 15/05/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1173387
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1173387 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) : LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) : ROBERTO SACCARDO AGDO.(A/S) : NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) : TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) :LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) :ROBERTO SACCARDO AGDO.(A/S) :NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) :TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Arbitramento de honorários. Valores. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 15 a 21/2/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83DC-3515-1EAF-D1C1 e senha 84DD-07B8-6EAC-4F81 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1173387 AGR / SP Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83DC-3515-1EAF-D1C1 e senha 84DD-07B8-6EAC-4F81 Supremo Tribunal Federal ARE 1173387 AGR / SP Brasília, 22 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83DC-3515-1EAF-D1C1 e senha 84DD-07B8-6EAC-4F81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) :LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) :ROBERTO SACCARDO AGDO.(A/S) :NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) :TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A146-27BB-48DF-1937 e senha A353-BD70-16B3-043E Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) :LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) :ROBERTO SACCARDO AGDO.(A/S) :NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) :TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A146-27BB-48DF-1937 e senha A353-BD70-16B3-043E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas n 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Liquidação extrajudicial de seguradora. 3. Alegação de violação ao devido processo legal. ARE-RG 748.371. 4. Alegação de violação do artigo 5..., XXXVII, da Constituição. Improcedência. Matéria decidida à luz da legislação infraconstitucional. 5. Pedido de de declaração de inconstitucionalidade do artigo 3... da Lei 10.190/2001 e do artigo 34 da Lei 6.024/1974. Inovação recursal. Impossibilidade. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 564.672/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXECUÇÃO E INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI n 854.576/RJ-AgR, Primeira Turma, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Supremo Tribunal Federal 22/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas n 279 e 636 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Liquidação extrajudicial de seguradora. 3. Alegação de violação ao devido processo legal. ARE-RG 748.371. 4. Alegação de violação do artigo 5..., XXXVII, da Constituição. Improcedência. Matéria decidida à luz da legislação infraconstitucional. 5. Pedido de de declaração de inconstitucionalidade do artigo 3... da Lei 10.190/2001 e do artigo 34 da Lei 6.024/1974. Inovação recursal. Impossibilidade. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 564.672/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL. SUSPENSÃO DE EXECUÇÃO E INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI n 854.576/RJ-AgR, Primeira Turma, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1173387 AGR / SP Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/5/12). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Supremo Tribunal Federal ARE 1173387 AGR / SP Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/5/12). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8B5-00BA-02A2-6FB1 e senha 2B67-3525-85BC-3502 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) : LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) : ROBERTO SACCARDO (177394/SP) AGDO.(A/S) : NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) : TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES (34763/DF, 122152/MG, 117852/RJ, 194583/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3FA7-6CB3-5223-5589 e senha 3B7E-59C4-457B-451D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.387 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUCIA REGINA TUCCI AGTE.(S) : LUCIA TUCCI ADVOGADOS ADV.(A/S) : ROBERTO SACCARDO (177394/SP) AGDO.(A/S) : NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR ADV.(A/S) : TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES (34763/DF, 122152/MG, 117852/RJ, 194583/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3FA7-6CB3-5223-5589 e senha 3B7E-59C4-457B-451D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 173 . 387", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1173387 AGR / SP", "ARE 1173387 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 564 . 672 / RJ - AgR", "AI n 854 . 576 / RJ - AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 564 . 672 / RJ - AgR", "AI n 854 . 576 / RJ - AgR", "ARE 1173387 AGR / SP", "ARE 1173387 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXVII , da Constituição", "artigo 3 . . . da Lei 10 . 190 / 2001", "artigo 34 da Lei 6 . 024 / 1974", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXVII , da Constituição", "artigo 3 . . . da Lei 10 . 190 / 2001", "artigo 34 da Lei 6 . 024 / 1974", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO AG", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "LUCIA REGINA TUCCI", "LUCIA TUCCI", "ROBERTO SACCARDO", "NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR", "TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUCIA REGINA TUCCI", "LUCIA TUCCI", "ROBERTO SACCARDO", "NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR", "TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES", "DIAS TOFFOLI", "LUCIA REGINA TUCCI", "LUCIA TUCCI", "ROBERTO SACCARDO", "NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR", "TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUCIA REGINA TUCCI", "LUCIA TUCCI", "ROBERTO SACCARDO", "NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR", "TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUCIA REGINA TUCCI", "LUCIA TUCCI", "ROBERTO SACCARDO", "NESTOR DE MATTOS CUNHA JUNIOR", "TIAGO SCHREINER GARCEZ LOPES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "02", "/", "2019", "15", "21", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "27", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "27", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "02", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE YUNES ADV.(A/S) :RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. MATÉRIA PROCESSUAL PENAL. DECISÃO PARADIGMA. ADOÇÃO EXPRESSA DO CRITÉRIO DA LIVRE DISTRIBUIÇÃO. CONEXÃO RECONHECIDA NO ATO RECLAMADO. RELAÇÃO DE CONEXIDADE INCOMPATÍVEL COM O PRECEDENTE INVOCADO. VULNERAÇÃO À AUTORIDADE DA CORTE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A reclamação não se presta a funcionar como sucedâneo recursal, destinando-se a salvaguardar a competência da Corte e a autoridade de suas decisões. 2. Hipótese concreta em que, em prévio pronunciamento colegiado, o Supremo Tribunal Federal determinou o encaminhamento da apuração subjacente à Seção Judiciária do Distrito Federal mediante adoção expressa do critério da livre distribuição. 3. Nesse cenário, o ato reclamado, ao definir a competência mediante conexão, sobretudo com base em compreensão jurídica rechaçada pelo julgamento paradigma, inobserva o critério da livre distribuição expressamente imposto pela Corte e, por consequência, configura vulneração à autoridade da decisão paradigma. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45A9-4A0E-8220-CF56 e senha 3E8F-E4C5-3A16-F359 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 31994 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45A9-4A0E-8220-CF56 e senha 3E8F-E4C5-3A16-F359 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45A9-4A0E-8220-CF56 e senha 3E8F-E4C5-3A16-F359 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE YUNES ADV.(A/S) :RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. Na petição inicial, sustentou a defesa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal teria determinado que a apuração subjacente fosse submetida, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. A autoridade reclamada, por sua vez, em sede de julgamento de conflito positivo de competência, travado entre a 10ª e a 12ª Varas Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, teria reconhecido a competência, por conexão, da 10ª Vara Federal, providência que, ainda na visão da defesa, configuraria descumprimento da determinação desta Suprema Corte. Em suma, entende a defesa que o ato reclamado, ao reconhecer a conexão entre a Operação Patmos (livremente distribuída à 10ª Vara Federal e, em seguida, redistribuída à 12ª Vara Federal) e as Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield (distribuídas à 10ª Vara Federal), teria vulnerado a autoridade de decisão proferida pelo Plenário do STF. Esclarece a defesa que, em decisão conjunta que proferi nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, determinei a remessa da investigação à Subseção Judiciária de Curitiba/PR, quanto ao delito de organização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE YUNES ADV.(A/S) :RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. Na petição inicial, sustentou a defesa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal teria determinado que a apuração subjacente fosse submetida, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. A autoridade reclamada, por sua vez, em sede de julgamento de conflito positivo de competência, travado entre a 10ª e a 12ª Varas Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, teria reconhecido a competência, por conexão, da 10ª Vara Federal, providência que, ainda na visão da defesa, configuraria descumprimento da determinação desta Suprema Corte. Em suma, entende a defesa que o ato reclamado, ao reconhecer a conexão entre a Operação Patmos (livremente distribuída à 10ª Vara Federal e, em seguida, redistribuída à 12ª Vara Federal) e as Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield (distribuídas à 10ª Vara Federal), teria vulnerado a autoridade de decisão proferida pelo Plenário do STF. Esclarece a defesa que, em decisão conjunta que proferi nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, determinei a remessa da investigação à Subseção Judiciária de Curitiba/PR, quanto ao delito de organização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 31994 AGR / DF criminosa, e à Seção Judiciária do Distrito Federal, em relação à infração de embaraço à investigação. Nessa perspectiva, haveria prévio pronunciamento desta Relatoria reconhecendo a ausência de hipótese a acarretar o processamento simultâneo dos delitos de organização criminosa e eventuais infrações praticadas por seus membros, como, por exemplo, condutas de embaraço à investigação. Aponta que, em 19.12.2017, o Tribunal Pleno, por maioria, concluiu que os fatos associados ao suposto delito de organização criminosa, então encaminhados à Justiça Federal em Curitiba/PR, deveriam ser submetidos, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. Na ocasião, reconheceu-se a prevenção da 10ª Vara Federal apenas em relação aos fatos imputados a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, em razão da apontada prévia existência de investigação naquele Juízo. A apuração, com exceção a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, foi livremente distribuída à 10ª Vara Federal e, em seguida, em razão de normativa no âmbito da Primeira Região, redistribuída à 12ª Vara Federal, em razão da superveniente atribuição de competência criminal à 15ª Vara Federal, todas da Seção Judiciária do Distrito Federal. No âmbito da 12ª Vara Federal, segundo aduz a defesa, o ora agravado “foi denunciado, por supostamente pertencer a organização criminosa do denominado PMDB da Câmara”. Ao aditar a denúncia, o Ministério Público pugnou pelo retorno dos autos ao Juízo da 10ª Vara Federal, alegando conexão em relação a feitos que tramitam no referido órgão jurisdicional (vale dizer, Operações Séspsis, Cui Bono? e Greenfield). O pedido foi indeferido pela 12ª Vara Federal, apontando-se que o Supremo Tribunal Federal teria assentado a autonomia do crime de organização criminosa e as infrações eventualmente praticadas por seus membros. Em sede de conflito positivo de competência, contudo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a redistribuição, e consequente retorno, dos autos à 10ª Vara Federal, em acórdão assim ementado (grifei): “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CONEXÃO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITANTE. 1. Conflito positivo de competência suscitado pelo Juízo da 10ª 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF criminosa, e à Seção Judiciária do Distrito Federal, em relação à infração de embaraço à investigação. Nessa perspectiva, haveria prévio pronunciamento desta Relatoria reconhecendo a ausência de hipótese a acarretar o processamento simultâneo dos delitos de organização criminosa e eventuais infrações praticadas por seus membros, como, por exemplo, condutas de embaraço à investigação. Aponta que, em 19.12.2017, o Tribunal Pleno, por maioria, concluiu que os fatos associados ao suposto delito de organização criminosa, então encaminhados à Justiça Federal em Curitiba/PR, deveriam ser submetidos, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. Na ocasião, reconheceu-se a prevenção da 10ª Vara Federal apenas em relação aos fatos imputados a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, em razão da apontada prévia existência de investigação naquele Juízo. A apuração, com exceção a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, foi livremente distribuída à 10ª Vara Federal e, em seguida, em razão de normativa no âmbito da Primeira Região, redistribuída à 12ª Vara Federal, em razão da superveniente atribuição de competência criminal à 15ª Vara Federal, todas da Seção Judiciária do Distrito Federal. No âmbito da 12ª Vara Federal, segundo aduz a defesa, o ora agravado “foi denunciado, por supostamente pertencer a organização criminosa do denominado PMDB da Câmara”. Ao aditar a denúncia, o Ministério Público pugnou pelo retorno dos autos ao Juízo da 10ª Vara Federal, alegando conexão em relação a feitos que tramitam no referido órgão jurisdicional (vale dizer, Operações Séspsis, Cui Bono? e Greenfield). O pedido foi indeferido pela 12ª Vara Federal, apontando-se que o Supremo Tribunal Federal teria assentado a autonomia do crime de organização criminosa e as infrações eventualmente praticadas por seus membros. Em sede de conflito positivo de competência, contudo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a redistribuição, e consequente retorno, dos autos à 10ª Vara Federal, em acórdão assim ementado (grifei): “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CONEXÃO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITANTE. 1. Conflito positivo de competência suscitado pelo Juízo da 10ª 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 31994 AGR / DF Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (10ª SJDF), que defende ser o competente, em virtude de conexão, para supervisionar os Inquéritos Policiais 48679- 55.2017.4.01.3400 e 526-54.2018.4.01.3400 (IPLs 48679-55.2017 e 526-54.2018). Hipótese em que embora o IPL 48679-55.2017 tenha sido distribuído originalmente ao Juízo Suscitante, foi objeto de redistribuição, nos termos do Provimento COGER 136, de 2018, ao Juízo da 12ª Vara da SJDF (12ª SJDF), perante o qual atualmente tramita. Parecer da PRR1 pela competência do Juízo Suscitante. 2. Conexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização. CPP, Art. 76, I, II e III. Consequente competência do Juízo Suscitante. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Suscitante.” Em síntese, ainda segundo a defesa, a autoridade reclamada teria concluído que haveria “conexão entre a investigação relativa à organização criminosa e as investigações relacionadas aos crimes determinados praticados por essa organização, porquanto estamos diante da hipótese de infrações praticadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar”, justificando-se a atração também em relação ao delito de embaraço à investigação pelo fato de que “o delito de embaraço à investigação de organização criminosa visou não apenas atrapalhar a investigação desse delito, mas, também, dos crimes determinados supostamente praticados pela organização criminosa.” Por tais razões, em sede liminar, pleiteou-se a suspensão dos “andamentos da ação penal nº 1238-44.2018.4.01.3400 em trâmite perante a 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, até o julgamento do mérito da presente Reclamação.” No mérito, requereu-se “seja julgada procedente a presente reclamação, para que, reconhecido o descumprimento da decisão do Pleno deste E. STF, se reestabeleça a competência originária da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal para processar e julgar a ação penal nº 1238- 44.2018.4.01.3400.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (10ª SJDF), que defende ser o competente, em virtude de conexão, para supervisionar os Inquéritos Policiais 48679- 55.2017.4.01.3400 e 526-54.2018.4.01.3400 (IPLs 48679-55.2017 e 526-54.2018). Hipótese em que embora o IPL 48679-55.2017 tenha sido distribuído originalmente ao Juízo Suscitante, foi objeto de redistribuição, nos termos do Provimento COGER 136, de 2018, ao Juízo da 12ª Vara da SJDF (12ª SJDF), perante o qual atualmente tramita. Parecer da PRR1 pela competência do Juízo Suscitante. 2. Conexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização. CPP, Art. 76, I, II e III. Consequente competência do Juízo Suscitante. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Suscitante.” Em síntese, ainda segundo a defesa, a autoridade reclamada teria concluído que haveria “conexão entre a investigação relativa à organização criminosa e as investigações relacionadas aos crimes determinados praticados por essa organização, porquanto estamos diante da hipótese de infrações praticadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar”, justificando-se a atração também em relação ao delito de embaraço à investigação pelo fato de que “o delito de embaraço à investigação de organização criminosa visou não apenas atrapalhar a investigação desse delito, mas, também, dos crimes determinados supostamente praticados pela organização criminosa.” Por tais razões, em sede liminar, pleiteou-se a suspensão dos “andamentos da ação penal nº 1238-44.2018.4.01.3400 em trâmite perante a 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, até o julgamento do mérito da presente Reclamação.” No mérito, requereu-se “seja julgada procedente a presente reclamação, para que, reconhecido o descumprimento da decisão do Pleno deste E. STF, se reestabeleça a competência originária da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal para processar e julgar a ação penal nº 1238- 44.2018.4.01.3400.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 31994 AGR / DF Em decisão monocrática, julguei procedente o pedido para o fim de determinar o restabelecimento do critério da livre distribuição, decisão impugnada mediante agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República ora em exame. O Ministério Público, em linhas gerais (e.doc. 40), apontou que “é firme o entendimento desse próprio STF no sentido de que a declinação de investigações e processos penais referentes a agentes não detentores de foro por prerrogativa de função não implica definição de competência”, sendo que, ainda na visão ministerial, a “análise da competência feita pelo STF nessas hipóteses tem caráter eminentemente precário”. Salienta ainda que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”. A parte recorrida, por sua vez, apresentou contrarrazões em que suscita o acerto da decisão agravada (e.doc. 43). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF Em decisão monocrática, julguei procedente o pedido para o fim de determinar o restabelecimento do critério da livre distribuição, decisão impugnada mediante agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República ora em exame. O Ministério Público, em linhas gerais (e.doc. 40), apontou que “é firme o entendimento desse próprio STF no sentido de que a declinação de investigações e processos penais referentes a agentes não detentores de foro por prerrogativa de função não implica definição de competência”, sendo que, ainda na visão ministerial, a “análise da competência feita pelo STF nessas hipóteses tem caráter eminentemente precário”. Salienta ainda que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”. A parte recorrida, por sua vez, apresentou contrarrazões em que suscita o acerto da decisão agravada (e.doc. 43). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. A decisão recorrida formou-se nos seguintes termos: “3. Ressalto que reclamação não se presta ao amplo reexame da higidez constitucional e legal do ato impugnado, sob pena de conferir-se contornos de sucedâneo recursal ao aludido meio de impugnação, o que é fortemente repelido pela jurisprudência desta Suprema Corte. Em idêntico sentido, menciono julgamento de lavra do ilustre decano do STF no sentido de que a reclamação ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4381 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 22/06/2011, grifei). Cito ainda, por relevante, trecho de ensinamento doutrinário do eminente Min. Marco Aurélio, em publicação veiculada em homenagem à Professora Teresa Arruda Alvim: ‘Ao lado da preservação da competência, o exame a ser realizado na reclamação faz-se mediante o cotejo entre o ato impugnado e o paradigma apontado como violado. Não se confunde com a análise recursal, voltada à aferição do acerto, ou não, do entendimento lançado no pronunciamento recorrido. Descabe utilizá-la como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. A decisão recorrida formou-se nos seguintes termos: “3. Ressalto que reclamação não se presta ao amplo reexame da higidez constitucional e legal do ato impugnado, sob pena de conferir-se contornos de sucedâneo recursal ao aludido meio de impugnação, o que é fortemente repelido pela jurisprudência desta Suprema Corte. Em idêntico sentido, menciono julgamento de lavra do ilustre decano do STF no sentido de que a reclamação ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4381 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 22/06/2011, grifei). Cito ainda, por relevante, trecho de ensinamento doutrinário do eminente Min. Marco Aurélio, em publicação veiculada em homenagem à Professora Teresa Arruda Alvim: ‘Ao lado da preservação da competência, o exame a ser realizado na reclamação faz-se mediante o cotejo entre o ato impugnado e o paradigma apontado como violado. Não se confunde com a análise recursal, voltada à aferição do acerto, ou não, do entendimento lançado no pronunciamento recorrido. Descabe utilizá-la como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF sucedâneo de recurso ou, até mesmo, de incidente de uniformização de jurisprudência.’ (A reclamação no Código de Processo Civil de 2015 e a jurisprudência do Supremo. In Questões relevantes sobre recursos, ações de impugnação e mecanismos de uniformização de jurisprudência. Coordenadores: Cláudia Elisabete Schwerz Cahali, Cassio Scarpinella Bueno, Bruno Dantas e Rita Dias Nolasco. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2017, p. 413, grifei) Em outras palavras, o que se tem em debate não é a existência ou inexistência de conexão processual entre as apurações denominadas Patmos, Sépsis, Cui Bono? e Greenfield. O que se perquire nesta sede, a meu ver, é se a autoridade reclamada, ao reconhecer a ocorrência dessa conexão, feriu, ou não, o prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. De tal modo, não se trata de reexaminar o mérito do ato reclamado, tampouco do paradigma, no qual, inclusive, integrei corrente minoritária em determinados pontos. Assim, a destinação normativa da reclamação, no caso em apreço, reside precisa e exclusivamente na avaliação da eventual assimetria entre o decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal e o implementado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Feitos esses registros, passo ao exame do caso concreto. 4. Conforme se extrai do ato reclamado, o TRF-1ª concluiu, no caso concreto, pela presença de ‘[c]onexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização’. Sintetizou o órgão reclamado: ‘As Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield versam sobre crimes determinados praticados pela suposta organização criminosa investigada na Operação Pátmos, no âmbito da Caixa Econômica Federal, mediante a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).’ Em primeiro lugar, reconheceu-se a conexão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF sucedâneo de recurso ou, até mesmo, de incidente de uniformização de jurisprudência.’ (A reclamação no Código de Processo Civil de 2015 e a jurisprudência do Supremo. In Questões relevantes sobre recursos, ações de impugnação e mecanismos de uniformização de jurisprudência. Coordenadores: Cláudia Elisabete Schwerz Cahali, Cassio Scarpinella Bueno, Bruno Dantas e Rita Dias Nolasco. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2017, p. 413, grifei) Em outras palavras, o que se tem em debate não é a existência ou inexistência de conexão processual entre as apurações denominadas Patmos, Sépsis, Cui Bono? e Greenfield. O que se perquire nesta sede, a meu ver, é se a autoridade reclamada, ao reconhecer a ocorrência dessa conexão, feriu, ou não, o prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. De tal modo, não se trata de reexaminar o mérito do ato reclamado, tampouco do paradigma, no qual, inclusive, integrei corrente minoritária em determinados pontos. Assim, a destinação normativa da reclamação, no caso em apreço, reside precisa e exclusivamente na avaliação da eventual assimetria entre o decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal e o implementado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Feitos esses registros, passo ao exame do caso concreto. 4. Conforme se extrai do ato reclamado, o TRF-1ª concluiu, no caso concreto, pela presença de ‘[c]onexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização’. Sintetizou o órgão reclamado: ‘As Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield versam sobre crimes determinados praticados pela suposta organização criminosa investigada na Operação Pátmos, no âmbito da Caixa Econômica Federal, mediante a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).’ Em primeiro lugar, reconheceu-se a conexão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF intersubjetiva, tendo em vista que tanto o crime de organização criminosa quanto as infrações por ela praticadas teriam sido realizadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso (art. 76, I, CPP). Em segundo lugar, afirmou-se que o delito de embaraço à investigação teria sido perpetrado para o fim de propiciar a impunidade das infrações praticadas pela organização, a revelar, na ótica do Tribunal reclamado, a hipótese do art. 76, II, CPP. Em terceiro lugar, afirmou-se que haveria conexão probatória entre os crimes de organização criminosa e os delitos específicos praticados pela referida associação qualificada (art. 76, III, CPP). Nos estritos limites da reclamação, que, como já adiantei, não se destina ao reexame da efetiva caracterização, ou não, de conexão processual, verifico que o ato reclamado realmente vulnera prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. Cabe salientar, por oportuno, que o Juízo reclamado não sopesou elementos supervenientes à deliberação do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Assim, não se apontaram aspectos próprios do desenrolar de apurações que, eventualmente, poderiam, mesmo sem afrontar a decisão desta Corte, acarretar a alteração da definição da competência. De tal modo, o que se examina, no caso concreto, é se o reconhecimento da presença de causa modificativa de competência decorrente da cogitada vinculação entre o delito de organização criminosa e as infrações concretas imputadas a esse suposto grupo colidem, ou não, com o ato paradigma. 5. Nesse contexto, rememoro que proferi decisão conjunta nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, provimento por meio do qual remeti a apuração, quanto ao delito de organização criminosa, ao Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR. No que toca aos delitos específicos atribuídos à cogitada organização criminosa, determinei o encaminhamento à Seção Judiciária do Distrito Federal. A decisão unipessoal, portanto, reconheceu a autonomia entre o delito de organização criminosa e as demais infrações imputadas a seus integrantes, não se reconhecendo, sob esse 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF intersubjetiva, tendo em vista que tanto o crime de organização criminosa quanto as infrações por ela praticadas teriam sido realizadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso (art. 76, I, CPP). Em segundo lugar, afirmou-se que o delito de embaraço à investigação teria sido perpetrado para o fim de propiciar a impunidade das infrações praticadas pela organização, a revelar, na ótica do Tribunal reclamado, a hipótese do art. 76, II, CPP. Em terceiro lugar, afirmou-se que haveria conexão probatória entre os crimes de organização criminosa e os delitos específicos praticados pela referida associação qualificada (art. 76, III, CPP). Nos estritos limites da reclamação, que, como já adiantei, não se destina ao reexame da efetiva caracterização, ou não, de conexão processual, verifico que o ato reclamado realmente vulnera prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. Cabe salientar, por oportuno, que o Juízo reclamado não sopesou elementos supervenientes à deliberação do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Assim, não se apontaram aspectos próprios do desenrolar de apurações que, eventualmente, poderiam, mesmo sem afrontar a decisão desta Corte, acarretar a alteração da definição da competência. De tal modo, o que se examina, no caso concreto, é se o reconhecimento da presença de causa modificativa de competência decorrente da cogitada vinculação entre o delito de organização criminosa e as infrações concretas imputadas a esse suposto grupo colidem, ou não, com o ato paradigma. 5. Nesse contexto, rememoro que proferi decisão conjunta nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, provimento por meio do qual remeti a apuração, quanto ao delito de organização criminosa, ao Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR. No que toca aos delitos específicos atribuídos à cogitada organização criminosa, determinei o encaminhamento à Seção Judiciária do Distrito Federal. A decisão unipessoal, portanto, reconheceu a autonomia entre o delito de organização criminosa e as demais infrações imputadas a seus integrantes, não se reconhecendo, sob esse 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF fundamento, conexão processual. Especificamente em relação à vinculação entre os delitos de organização criminosa e embaraço à investigação, ponderei o seguinte (grifei): ‘3. No que diz respeito ao delito de embaraço à investigação de organização criminosa, também com fundamento no art. 80 do Código de Processo Penal, impõe-se a providência relativa ao desmembramento do feito em relação a Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Lúcio Bolonha Funaro, Roberta Funaro Yoshimoto, Eduardo Cosentino da Cunha e Rodrigo Santos da Rocha Loures, devendo cópia dos autos ser remetida à Justiça Federal de primeira instância, Seção Judiciária do Distrito Federal, à luz da regra de distribuição de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, pois se trata de delito autônomo ao de pertinência à organização criminosa, não se aplicando, no ponto, o entendimento exposto alhures.’ Referida decisão foi impugnada por meio de diversos agravos regimentais. O Tribunal Pleno, ao debruçar-se sobre o tema, decidiu: ‘Preliminarmente, o Tribunal rejeitou proposta do Ministro Marco Aurélio de colherem-se os votos quanto a cada agravo regimental, separadamente. No mérito, prosseguindo no julgamento, o Tribunal: i) deu parcial provimento aos agravos regimentais de Eduardo Cosentino da Cunha, Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Geddel Quadros Vieira Lima e Rodrigo Santos da Rocha Loures, para, por unanimidade, manter o desmembramento determinado na decisão agravada, e, por maioria, determinar a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, para livre distribuição, vencidos os Ministros Edson Fachin (Relator) Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia (Presidente);’ Transcrevo, por relevante, segmento do voto que proferi naquela assentada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF fundamento, conexão processual. Especificamente em relação à vinculação entre os delitos de organização criminosa e embaraço à investigação, ponderei o seguinte (grifei): ‘3. No que diz respeito ao delito de embaraço à investigação de organização criminosa, também com fundamento no art. 80 do Código de Processo Penal, impõe-se a providência relativa ao desmembramento do feito em relação a Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Lúcio Bolonha Funaro, Roberta Funaro Yoshimoto, Eduardo Cosentino da Cunha e Rodrigo Santos da Rocha Loures, devendo cópia dos autos ser remetida à Justiça Federal de primeira instância, Seção Judiciária do Distrito Federal, à luz da regra de distribuição de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, pois se trata de delito autônomo ao de pertinência à organização criminosa, não se aplicando, no ponto, o entendimento exposto alhures.’ Referida decisão foi impugnada por meio de diversos agravos regimentais. O Tribunal Pleno, ao debruçar-se sobre o tema, decidiu: ‘Preliminarmente, o Tribunal rejeitou proposta do Ministro Marco Aurélio de colherem-se os votos quanto a cada agravo regimental, separadamente. No mérito, prosseguindo no julgamento, o Tribunal: i) deu parcial provimento aos agravos regimentais de Eduardo Cosentino da Cunha, Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Geddel Quadros Vieira Lima e Rodrigo Santos da Rocha Loures, para, por unanimidade, manter o desmembramento determinado na decisão agravada, e, por maioria, determinar a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, para livre distribuição, vencidos os Ministros Edson Fachin (Relator) Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia (Presidente);’ Transcrevo, por relevante, segmento do voto que proferi naquela assentada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF ‘Cumpre esclarecer, de outra parte, que considerando a autonomia do delito de organização criminosa, eventuais crimes praticados no âmbito desta não ensejam, necessariamente, o reconhecimento da conexão para processo e julgamento conjuntos. (…) Assim, a classificação doutrinária atribuída a determinado tipo penal não tem a força, por si só, de influenciar no juízo de conveniência facultado no art. 80 do Código de Processo Penal, o qual deve ser exercido sobre os fatos em julgamento, nos quais deve ser identificado algum elemento de indissolubilidade entre as condutas imputadas que determine o julgamento conjunto dos agentes, o que não se verifica na hipótese em análise.’ Ademais, ao examinar a questão acerca da competência para processamento da infração de embaraço à investigação, assinalei que o critério de determinação da atribuição jurisdicional era o local do fato, o que não agasalha a tese do critério modificativo associado à hipótese de conexão: ‘Por essa específica razão é que, no caso em análise, a parcela do procedimento voltada à apuração do delito de obstrução às investigações envolvendo o crime de organização criminosa (art. 2º, § 1º, da Lei n. 12.850/2013) foi remetida para a Seção Judiciária do Distrito Federal, em observância à regra de fixação de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, já que os atos tendentes ao embaraço das apurações foram praticados, em grande parte, na Capital Federal. (…) Por tal razão, tendo em vista que o suposto delito de obstrução às investigações relacionadas ao crime de organização criminosa teria sido praticado, em grande parte, na Capital Federal, devem os autos ser remetidos para processamento perante a Seção Judiciária do Distrito Federal.’ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF ‘Cumpre esclarecer, de outra parte, que considerando a autonomia do delito de organização criminosa, eventuais crimes praticados no âmbito desta não ensejam, necessariamente, o reconhecimento da conexão para processo e julgamento conjuntos. (…) Assim, a classificação doutrinária atribuída a determinado tipo penal não tem a força, por si só, de influenciar no juízo de conveniência facultado no art. 80 do Código de Processo Penal, o qual deve ser exercido sobre os fatos em julgamento, nos quais deve ser identificado algum elemento de indissolubilidade entre as condutas imputadas que determine o julgamento conjunto dos agentes, o que não se verifica na hipótese em análise.’ Ademais, ao examinar a questão acerca da competência para processamento da infração de embaraço à investigação, assinalei que o critério de determinação da atribuição jurisdicional era o local do fato, o que não agasalha a tese do critério modificativo associado à hipótese de conexão: ‘Por essa específica razão é que, no caso em análise, a parcela do procedimento voltada à apuração do delito de obstrução às investigações envolvendo o crime de organização criminosa (art. 2º, § 1º, da Lei n. 12.850/2013) foi remetida para a Seção Judiciária do Distrito Federal, em observância à regra de fixação de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, já que os atos tendentes ao embaraço das apurações foram praticados, em grande parte, na Capital Federal. (…) Por tal razão, tendo em vista que o suposto delito de obstrução às investigações relacionadas ao crime de organização criminosa teria sido praticado, em grande parte, na Capital Federal, devem os autos ser remetidos para processamento perante a Seção Judiciária do Distrito Federal.’ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF Durantes os debates, pontuei que ‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa. Essa é a distinção que se coloca.’ Nessa perspectiva, reitero, independentemente do acerto ou desacerto do ato reclamado, verifico que a decisão ora impugnada, ao reconhecer a conexão entre o delito de organização criminosa e as infrações específicas atribuídas aos agentes que, em tese, a integrariam, colide com a decisão tomada, por maioria, pelo Tribunal Pleno e que assentou a autonomia, inclusive para fins de competência, dessas condutas. 6. Diante do exposto, considerando o prévio pronunciamento do Tribunal Pleno acerca da matéria, no qual integrei a corrente minoritária, em que determinada a livre distribuição da apuração remetida à Seção Judiciária do Distrito Federal, nos termos do art. 161, RISTF, julgo, como decorrência do entendimento majoritário do Pleno, no qual restei vencido, procedente a reclamação para o fim de restabelecer o critério da livre distribuição.” 2. As razões articuladas pelo recorrente, a meu ver, não infirmam a decisão recorrida. Com efeito, noticia-se que os autos foram, de início, livremente distribuídos e, em seguida, redistribuídos em razão alteração de competência de unidades judiciárias. No entanto, o Tribunal Regional, ao solucionar superveniente conflito positivo de competência, reconheceu a presença de relação de conexidade, inobservando o critério da livre distribuição definido por esta Suprema Corte, o qual gera, como consequência necessária, a aleatoriedade da concentração da competência. Oportuno ressaltar que o paradigma foi expresso ao apontar a imposição de adoção do critério da livre distribuição, aspecto que, nesta sede processual, não se encontra em debate. Além disso, verifico que o ato reclamado, ao reconhecer a alegada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF Durantes os debates, pontuei que ‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa. Essa é a distinção que se coloca.’ Nessa perspectiva, reitero, independentemente do acerto ou desacerto do ato reclamado, verifico que a decisão ora impugnada, ao reconhecer a conexão entre o delito de organização criminosa e as infrações específicas atribuídas aos agentes que, em tese, a integrariam, colide com a decisão tomada, por maioria, pelo Tribunal Pleno e que assentou a autonomia, inclusive para fins de competência, dessas condutas. 6. Diante do exposto, considerando o prévio pronunciamento do Tribunal Pleno acerca da matéria, no qual integrei a corrente minoritária, em que determinada a livre distribuição da apuração remetida à Seção Judiciária do Distrito Federal, nos termos do art. 161, RISTF, julgo, como decorrência do entendimento majoritário do Pleno, no qual restei vencido, procedente a reclamação para o fim de restabelecer o critério da livre distribuição.” 2. As razões articuladas pelo recorrente, a meu ver, não infirmam a decisão recorrida. Com efeito, noticia-se que os autos foram, de início, livremente distribuídos e, em seguida, redistribuídos em razão alteração de competência de unidades judiciárias. No entanto, o Tribunal Regional, ao solucionar superveniente conflito positivo de competência, reconheceu a presença de relação de conexidade, inobservando o critério da livre distribuição definido por esta Suprema Corte, o qual gera, como consequência necessária, a aleatoriedade da concentração da competência. Oportuno ressaltar que o paradigma foi expresso ao apontar a imposição de adoção do critério da livre distribuição, aspecto que, nesta sede processual, não se encontra em debate. Além disso, verifico que o ato reclamado, ao reconhecer a alegada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF conexão, partiu da suposta coincidência necessária entre o Juízo competente para processamento e julgamento das condutas afetas ao crime de organização criminosa e as infrações porventura praticadas por seus cogitados integrantes, compreensão que, além de destoar da jurisprudência desta Suprema Corte, não se concilia com o explicitado no ato paradigma. Nessa perspectiva, como bem sublinhado pela defesa, afirmei expressamente no julgamento paradigma que “‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa”. Impende assinalar ainda que, embora o recorrente afirme que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”, não depreendo no ato reclamado menção a elemento fático distinto em relação ao sopesado durante o julgamento paradigma. Vale dizer, nos termos da motivação contida no ato reclamado, o alegado substrato fático diverso não parece ter funcionado como circunstância decisiva ao deslinde da controvérsia, na medida em que o ato questionado, em linhas gerais, cinge-se a supor a coincidência entre a autoridade judiciária competente para processar e julgar o crime de organização criminosa e os crimes eventualmente praticados por seus membros, entendimento que, além de inobservar o critério da livre distribuição determinado pela Corte, não se alinha à racionalidade do precedente tido como violado. Em suma, a despeito da posição pessoal desta Relatoria acerca da matéria, verifico assimetria entre o julgamento paradigma e o ato reclamado, a revelar, por consequência, preenchimento de hipótese de acolhimento da pretensão reclamatória. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF conexão, partiu da suposta coincidência necessária entre o Juízo competente para processamento e julgamento das condutas afetas ao crime de organização criminosa e as infrações porventura praticadas por seus cogitados integrantes, compreensão que, além de destoar da jurisprudência desta Suprema Corte, não se concilia com o explicitado no ato paradigma. Nessa perspectiva, como bem sublinhado pela defesa, afirmei expressamente no julgamento paradigma que “‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa”. Impende assinalar ainda que, embora o recorrente afirme que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”, não depreendo no ato reclamado menção a elemento fático distinto em relação ao sopesado durante o julgamento paradigma. Vale dizer, nos termos da motivação contida no ato reclamado, o alegado substrato fático diverso não parece ter funcionado como circunstância decisiva ao deslinde da controvérsia, na medida em que o ato questionado, em linhas gerais, cinge-se a supor a coincidência entre a autoridade judiciária competente para processar e julgar o crime de organização criminosa e os crimes eventualmente praticados por seus membros, entendimento que, além de inobservar o critério da livre distribuição determinado pela Corte, não se alinha à racionalidade do precedente tido como violado. Em suma, a despeito da posição pessoal desta Relatoria acerca da matéria, verifico assimetria entre o julgamento paradigma e o ato reclamado, a revelar, por consequência, preenchimento de hipótese de acolhimento da pretensão reclamatória. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE YUNES ADV.(A/S) : RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA (174378/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DC-3AA0-499E-D9E3 e senha 8CCB-54E5-AB63-554F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE YUNES ADV.(A/S) : RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA (174378/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DC-3AA0-499E-D9E3 e senha 8CCB-54E5-AB63-554F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749609965
2019-04-05T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. MATÉRIA PROCESSUAL PENAL. DECISÃO PARADIGMA. ADOÇÃO EXPRESSA DO CRITÉRIO DA LIVRE DISTRIBUIÇÃO. CONEXÃO RECONHECIDA NO ATO RECLAMADO. RELAÇÃO DE CONEXIDADE INCOMPATÍVEL COM O PRECEDENTE INVOCADO. VULNERAÇÃO À AUTORIDADE DA CORTE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A reclamação não se presta a funcionar como sucedâneo recursal, destinando-se a salvaguardar a competência da Corte e a autoridade de suas decisões. 2. Hipótese concreta em que, em prévio pronunciamento colegiado, o Supremo Tribunal Federal determinou o encaminhamento da apuração subjacente à Seção Judiciária do Distrito Federal mediante adoção expressa do critério da livre distribuição. 3. Nesse cenário, o ato reclamado, ao definir a competência mediante conexão, sobretudo com base em compreensão jurídica rechaçada pelo julgamento paradigma, inobserva o critério da livre distribuição expressamente imposto pela Corte e, por consequência, configura vulneração à autoridade da decisão paradigma. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur402153
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP). (CONEXÃO, PROCESSO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA) Inq 4327 AgR-segundo (TP), Inq 4483 AgR-segundo (TP). - Veja Inq 4237 do STF. Número de páginas: 15. Análise: 26/06/2019, KBP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
31994
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00076 INC-00001 INC-00002 INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00161\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 31994 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE YUNES ADV.(A/S) : RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE YUNES ADV.(A/S) :RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. MATÉRIA PROCESSUAL PENAL. DECISÃO PARADIGMA. ADOÇÃO EXPRESSA DO CRITÉRIO DA LIVRE DISTRIBUIÇÃO. CONEXÃO RECONHECIDA NO ATO RECLAMADO. RELAÇÃO DE CONEXIDADE INCOMPATÍVEL COM O PRECEDENTE INVOCADO. VULNERAÇÃO À AUTORIDADE DA CORTE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A reclamação não se presta a funcionar como sucedâneo recursal, destinando-se a salvaguardar a competência da Corte e a autoridade de suas decisões. 2. Hipótese concreta em que, em prévio pronunciamento colegiado, o Supremo Tribunal Federal determinou o encaminhamento da apuração subjacente à Seção Judiciária do Distrito Federal mediante adoção expressa do critério da livre distribuição. 3. Nesse cenário, o ato reclamado, ao definir a competência mediante conexão, sobretudo com base em compreensão jurídica rechaçada pelo julgamento paradigma, inobserva o critério da livre distribuição expressamente imposto pela Corte e, por consequência, configura vulneração à autoridade da decisão paradigma. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 29 de março a 4 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45A9-4A0E-8220-CF56 e senha 3E8F-E4C5-3A16-F359 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 31994 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45A9-4A0E-8220-CF56 e senha 3E8F-E4C5-3A16-F359 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45A9-4A0E-8220-CF56 e senha 3E8F-E4C5-3A16-F359 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE YUNES ADV.(A/S) :RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1... Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. Na petição inicial, sustentou a defesa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal teria determinado que a apuração subjacente fosse submetida, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. A autoridade reclamada, por sua vez, em sede de julgamento de conflito positivo de competência, travado entre a 10... e a 12... Varas Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, teria reconhecido a competência, por conexão, da 10... Vara Federal, providência que, ainda na visão da defesa, configuraria descumprimento da determinação desta Suprema Corte. Em suma, entende a defesa que o ato reclamado, ao reconhecer a conexão entre a Operação Patmos (livremente distribuída à 10... Vara Federal e, em seguida, redistribuída à 12... Vara Federal) e as Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield (distribuídas à 10... Vara Federal), teria vulnerado a autoridade de decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Esclarece a defesa que, em decisão conjunta que proferi nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, determinei a remessa da investigação à Subseção Judiciária de Curitiba/PR, quanto ao delito de organização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :JOSE YUNES ADV.(A/S) :RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1... Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. Na petição inicial, sustentou a defesa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal teria determinado que a apuração subjacente fosse submetida, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. A autoridade reclamada, por sua vez, em sede de julgamento de conflito positivo de competência, travado entre a 10... e a 12... Varas Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal, teria reconhecido a competência, por conexão, da 10... Vara Federal, providência que, ainda na visão da defesa, configuraria descumprimento da determinação desta Suprema Corte. Em suma, entende a defesa que o ato reclamado, ao reconhecer a conexão entre a Operação Patmos (livremente distribuída à 10... Vara Federal e, em seguida, redistribuída à 12... Vara Federal) e as Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield (distribuídas à 10... Vara Federal), teria vulnerado a autoridade de decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Esclarece a defesa que, em decisão conjunta que proferi nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, determinei a remessa da investigação à Subseção Judiciária de Curitiba/PR, quanto ao delito de organização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 31994 AGR / DF criminosa, e à Seção Judiciária do Distrito Federal, em relação à infração de embaraço à investigação. Nessa perspectiva, haveria prévio pronunciamento desta Relatoria reconhecendo a ausência de hipótese a acarretar o processamento simultâneo dos delitos de organização criminosa e eventuais infrações praticadas por seus membros, como, por exemplo, condutas de embaraço à investigação. Aponta que, em 19.12.2017, o Tribunal Pleno, por maioria, concluiu que os fatos associados ao suposto delito de organização criminosa, então encaminhados à Justiça Federal em Curitiba/PR, deveriam ser submetidos, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. Na ocasião, reconheceu-se a prevenção da 10... Vara Federal apenas em relação aos fatos imputados a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, em razão da apontada prévia existência de investigação naquele Juízo. A apuração, com exceção a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, foi livremente distribuída à 10... Vara Federal e, em seguida, em razão de normativa no âmbito da Primeira Região, redistribuída à 12... Vara Federal, em razão da superveniente atribuição de competência criminal à 15... Vara Federal, todas da Seção Judiciária do Distrito Federal. No âmbito da 12... Vara Federal, segundo aduz a defesa, o ora agravado “foi denunciado, por supostamente pertencer a organização criminosa do denominado PMDB da Câmara”. Ao aditar a denúncia, o Ministério Público pugnou pelo retorno dos autos ao Juízo da 10... Vara Federal, alegando conexão em relação a feitos que tramitam no referido órgão jurisdicional (vale dizer, Operações Séspsis, Cui Bono? e Greenfield). O pedido foi indeferido pela 12... Vara Federal, apontando-se que o Supremo Tribunal Federal teria assentado a autonomia do crime de organização criminosa e as infrações eventualmente praticadas por seus membros. Em sede de conflito positivo de competência, contudo, o Tribunal Regional Federal da 1... Região determinou a redistribuição, e consequente retorno, dos autos à 10... Vara Federal, em acórdão assim ementado (grifei): “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CONEXÃO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITANTE. 1. Conflito positivo de competência suscitado pelo Juízo da 10... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF criminosa, e à Seção Judiciária do Distrito Federal, em relação à infração de embaraço à investigação. Nessa perspectiva, haveria prévio pronunciamento desta Relatoria reconhecendo a ausência de hipótese a acarretar o processamento simultâneo dos delitos de organização criminosa e eventuais infrações praticadas por seus membros, como, por exemplo, condutas de embaraço à investigação. Aponta que, em 19.12.2017, o Tribunal Pleno, por maioria, concluiu que os fatos associados ao suposto delito de organização criminosa, então encaminhados à Justiça Federal em Curitiba/PR, deveriam ser submetidos, mediante livre distribuição, à Seção Judiciária do Distrito Federal. Na ocasião, reconheceu-se a prevenção da 10... Vara Federal apenas em relação aos fatos imputados a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, em razão da apontada prévia existência de investigação naquele Juízo. A apuração, com exceção a ANDRÉ SANTOS ESTEVES, foi livremente distribuída à 10... Vara Federal e, em seguida, em razão de normativa no âmbito da Primeira Região, redistribuída à 12... Vara Federal, em razão da superveniente atribuição de competência criminal à 15... Vara Federal, todas da Seção Judiciária do Distrito Federal. No âmbito da 12... Vara Federal, segundo aduz a defesa, o ora agravado “foi denunciado, por supostamente pertencer a organização criminosa do denominado PMDB da Câmara”. Ao aditar a denúncia, o Ministério Público pugnou pelo retorno dos autos ao Juízo da 10... Vara Federal, alegando conexão em relação a feitos que tramitam no referido órgão jurisdicional (vale dizer, Operações Séspsis, Cui Bono? e Greenfield). O pedido foi indeferido pela 12... Vara Federal, apontando-se que o Supremo Tribunal Federal teria assentado a autonomia do crime de organização criminosa e as infrações eventualmente praticadas por seus membros. Em sede de conflito positivo de competência, contudo, o Tribunal Regional Federal da 1... Região determinou a redistribuição, e consequente retorno, dos autos à 10... Vara Federal, em acórdão assim ementado (grifei): “CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CONEXÃO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITANTE. 1. Conflito positivo de competência suscitado pelo Juízo da 10... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 31994 AGR / DF Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (10... SJDF), que defende ser o competente, em virtude de conexão, para supervisionar os Inquéritos Policiais 48679- 55.2017.4.01.3400 e 526-54.2018.4.01.3400 (IPLs 48679-55.2017 e 526-54.2018). Hipótese em que embora o IPL 48679-55.2017 tenha sido distribuído originalmente ao Juízo Suscitante, foi objeto de redistribuição, nos termos do Provimento COGER 136, de 2018, ao Juízo da 12... Vara da SJDF (12... SJDF), perante o qual atualmente tramita. Parecer da PRR1 pela competência do Juízo Suscitante. 2. Conexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização. CPP, Art. 76, I, II e III. Consequente competência do Juízo Suscitante. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Suscitante.” Em síntese, ainda segundo a defesa, a autoridade reclamada teria concluído que haveria “conexão entre a investigação relativa à organização criminosa e as investigações relacionadas aos crimes determinados praticados por essa organização, porquanto estamos diante da hipótese de infrações praticadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar”, justificando-se a atração também em relação ao delito de embaraço à investigação pelo fato de que “o delito de embaraço à investigação de organização criminosa visou não apenas atrapalhar a investigação desse delito, mas, também, dos crimes determinados supostamente praticados pela organização criminosa.” Por tais razões, em sede liminar, pleiteou-se a suspensão dos “andamentos da ação penal n 1238-44.2018.4.01.3400 em trâmite perante a 10... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, até o julgamento do mérito da presente Reclamação.” No mérito, requereu-se “seja julgada procedente a presente reclamação, para que, reconhecido o descumprimento da decisão do Pleno deste E. Supremo Tribunal Federal, se reestabeleça a competência originária da 12... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal para processar e julgar a ação penal n 1238- 44.2018.4.01.3400.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal (10... SJDF), que defende ser o competente, em virtude de conexão, para supervisionar os Inquéritos Policiais 48679- 55.2017.4.01.3400 e 526-54.2018.4.01.3400 (IPLs 48679-55.2017 e 526-54.2018). Hipótese em que embora o IPL 48679-55.2017 tenha sido distribuído originalmente ao Juízo Suscitante, foi objeto de redistribuição, nos termos do Provimento COGER 136, de 2018, ao Juízo da 12... Vara da SJDF (12... SJDF), perante o qual atualmente tramita. Parecer da PRR1 pela competência do Juízo Suscitante. 2. Conexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização. CPP, Art. 76, I, II e III. Consequente competência do Juízo Suscitante. 3. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Suscitante.” Em síntese, ainda segundo a defesa, a autoridade reclamada teria concluído que haveria “conexão entre a investigação relativa à organização criminosa e as investigações relacionadas aos crimes determinados praticados por essa organização, porquanto estamos diante da hipótese de infrações praticadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar”, justificando-se a atração também em relação ao delito de embaraço à investigação pelo fato de que “o delito de embaraço à investigação de organização criminosa visou não apenas atrapalhar a investigação desse delito, mas, também, dos crimes determinados supostamente praticados pela organização criminosa.” Por tais razões, em sede liminar, pleiteou-se a suspensão dos “andamentos da ação penal n 1238-44.2018.4.01.3400 em trâmite perante a 10... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, até o julgamento do mérito da presente Reclamação.” No mérito, requereu-se “seja julgada procedente a presente reclamação, para que, reconhecido o descumprimento da decisão do Pleno deste E. Supremo Tribunal Federal, se reestabeleça a competência originária da 12... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal para processar e julgar a ação penal n 1238- 44.2018.4.01.3400.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 31994 AGR / DF Em decisão monocrática, julguei procedente o pedido para o fim de determinar o restabelecimento do critério da livre distribuição, decisão impugnada mediante agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República ora em exame. O Ministério Público, em linhas gerais (e.doc. 40), apontou que “é firme o entendimento desse próprio Supremo Tribunal Federal no sentido de que a declinação de investigações e processos penais referentes a agentes não detentores de foro por prerrogativa de função não implica definição de competência”, sendo que, ainda na visão ministerial, a “análise da competência feita pelo Supremo Tribunal Federal nessas hipóteses tem caráter eminentemente precário”. Salienta ainda que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”. A parte recorrida, por sua vez, apresentou contrarrazões em que suscita o acerto da decisão agravada (e.doc. 43). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF Em decisão monocrática, julguei procedente o pedido para o fim de determinar o restabelecimento do critério da livre distribuição, decisão impugnada mediante agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República ora em exame. O Ministério Público, em linhas gerais (e.doc. 40), apontou que “é firme o entendimento desse próprio Supremo Tribunal Federal no sentido de que a declinação de investigações e processos penais referentes a agentes não detentores de foro por prerrogativa de função não implica definição de competência”, sendo que, ainda na visão ministerial, a “análise da competência feita pelo Supremo Tribunal Federal nessas hipóteses tem caráter eminentemente precário”. Salienta ainda que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”. A parte recorrida, por sua vez, apresentou contrarrazões em que suscita o acerto da decisão agravada (e.doc. 43). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C463-5BCE-D5CE-7815 e senha EB26-A7F2-AA34-A13F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1... Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. A decisão recorrida formou-se nos seguintes termos: “3. Ressalto que reclamação não se presta ao amplo reexame da higidez constitucional e legal do ato impugnado, sob pena de conferir-se contornos de sucedâneo recursal ao aludido meio de impugnação, o que é fortemente repelido pela jurisprudência desta Suprema Corte. Em idêntico sentido, menciono julgamento de lavra do ilustre decano do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamação ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4381 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 22/06/2011, grifei). Cito ainda, por relevante, trecho de ensinamento doutrinário do eminente Min. Marco Aurélio, em publicação veiculada em homenagem à Professora Teresa Arruda Alvim: ‘Ao lado da preservação da competência, o exame a ser realizado na reclamação faz-se mediante o cotejo entre o ato impugnado e o paradigma apontado como violado. Não se confunde com a análise recursal, voltada à aferição do acerto, ou não, do entendimento lançado no pronunciamento recorrido. Descabe utilizá-la como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): 1. Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto pela Procuradoria- Geral da República em reclamação aforada contra ato do Tribunal Regional Federal da 1... Região que teria desafiado a autoridade da decisão proferida pelo Tribunal Pleno no Segundo Agravo Regimental no Inquérito 4.237/DF. A decisão recorrida formou-se nos seguintes termos: “3. Ressalto que reclamação não se presta ao amplo reexame da higidez constitucional e legal do ato impugnado, sob pena de conferir-se contornos de sucedâneo recursal ao aludido meio de impugnação, o que é fortemente repelido pela jurisprudência desta Suprema Corte. Em idêntico sentido, menciono julgamento de lavra do ilustre decano do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a reclamação ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4381 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 22/06/2011, grifei). Cito ainda, por relevante, trecho de ensinamento doutrinário do eminente Min. Marco Aurélio, em publicação veiculada em homenagem à Professora Teresa Arruda Alvim: ‘Ao lado da preservação da competência, o exame a ser realizado na reclamação faz-se mediante o cotejo entre o ato impugnado e o paradigma apontado como violado. Não se confunde com a análise recursal, voltada à aferição do acerto, ou não, do entendimento lançado no pronunciamento recorrido. Descabe utilizá-la como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF sucedâneo de recurso ou, até mesmo, de incidente de uniformização de jurisprudência.’ (A reclamação no Código de Processo Civil de 2015 e a jurisprudência do Supremo. In Questões relevantes sobre recursos, ações de impugnação e mecanismos de uniformização de jurisprudência. Coordenadores: Cláudia Elisabete Schwerz Cahali, Cassio Scarpinella Bueno, Bruno Dantas e Rita Dias Nolasco. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2017, p. 413, grifei) Em outras palavras, o que se tem em debate não é a existência ou inexistência de conexão processual entre as apurações denominadas Patmos, Sépsis, Cui Bono? e Greenfield. O que se perquire nesta sede, a meu ver, é se a autoridade reclamada, ao reconhecer a ocorrência dessa conexão, feriu, ou não, o prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. De tal modo, não se trata de reexaminar o mérito do ato reclamado, tampouco do paradigma, no qual, inclusive, integrei corrente minoritária em determinados pontos. Assim, a destinação normativa da reclamação, no caso em apreço, reside precisa e exclusivamente na avaliação da eventual assimetria entre o decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal e o implementado pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região. Feitos esses registros, passo ao exame do caso concreto. 4. Conforme se extrai do ato reclamado, o TRF-1... concluiu, no caso concreto, pela presença de ‘[c]onexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização’. Sintetizou o órgão reclamado: ‘As Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield versam sobre crimes determinados praticados pela suposta organização criminosa investigada na Operação Pátmos, no âmbito da Caixa Econômica Federal, mediante a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).’ Em primeiro lugar, reconheceu-se a conexão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF sucedâneo de recurso ou, até mesmo, de incidente de uniformização de jurisprudência.’ (A reclamação no Código de Processo Civil de 2015 e a jurisprudência do Supremo. In Questões relevantes sobre recursos, ações de impugnação e mecanismos de uniformização de jurisprudência. Coordenadores: Cláudia Elisabete Schwerz Cahali, Cassio Scarpinella Bueno, Bruno Dantas e Rita Dias Nolasco. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2017, p. 413, grifei) Em outras palavras, o que se tem em debate não é a existência ou inexistência de conexão processual entre as apurações denominadas Patmos, Sépsis, Cui Bono? e Greenfield. O que se perquire nesta sede, a meu ver, é se a autoridade reclamada, ao reconhecer a ocorrência dessa conexão, feriu, ou não, o prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. De tal modo, não se trata de reexaminar o mérito do ato reclamado, tampouco do paradigma, no qual, inclusive, integrei corrente minoritária em determinados pontos. Assim, a destinação normativa da reclamação, no caso em apreço, reside precisa e exclusivamente na avaliação da eventual assimetria entre o decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal e o implementado pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região. Feitos esses registros, passo ao exame do caso concreto. 4. Conforme se extrai do ato reclamado, o TRF-1... concluiu, no caso concreto, pela presença de ‘[c]onexão entre as investigações que versam sobre a prática dos crimes de organização criminosa e das infrações penais supostamente perpetradas por essa organização’. Sintetizou o órgão reclamado: ‘As Operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield versam sobre crimes determinados praticados pela suposta organização criminosa investigada na Operação Pátmos, no âmbito da Caixa Econômica Federal, mediante a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).’ Em primeiro lugar, reconheceu-se a conexão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF intersubjetiva, tendo em vista que tanto o crime de organização criminosa quanto as infrações por ela praticadas teriam sido realizadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso (art. 76, I, CPP). Em segundo lugar, afirmou-se que o delito de embaraço à investigação teria sido perpetrado para o fim de propiciar a impunidade das infrações praticadas pela organização, a revelar, na ótica do Tribunal reclamado, a hipótese do art. 76, II, CPP. Em terceiro lugar, afirmou-se que haveria conexão probatória entre os crimes de organização criminosa e os delitos específicos praticados pela referida associação qualificada (art. 76, III, CPP). Nos estritos limites da reclamação, que, como já adiantei, não se destina ao reexame da efetiva caracterização, ou não, de conexão processual, verifico que o ato reclamado realmente vulnera prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. Cabe salientar, por oportuno, que o Juízo reclamado não sopesou elementos supervenientes à deliberação do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Assim, não se apontaram aspectos próprios do desenrolar de apurações que, eventualmente, poderiam, mesmo sem afrontar a decisão desta Corte, acarretar a alteração da definição da competência. De tal modo, o que se examina, no caso concreto, é se o reconhecimento da presença de causa modificativa de competência decorrente da cogitada vinculação entre o delito de organização criminosa e as infrações concretas imputadas a esse suposto grupo colidem, ou não, com o ato paradigma. 5. Nesse contexto, rememoro que proferi decisão conjunta nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, provimento por meio do qual remeti a apuração, quanto ao delito de organização criminosa, ao Juízo da 13... Vara Federal de Curitiba/PR. No que toca aos delitos específicos atribuídos à cogitada organização criminosa, determinei o encaminhamento à Seção Judiciária do Distrito Federal. A decisão unipessoal, portanto, reconheceu a autonomia entre o delito de organização criminosa e as demais infrações imputadas a seus integrantes, não se reconhecendo, sob esse 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF intersubjetiva, tendo em vista que tanto o crime de organização criminosa quanto as infrações por ela praticadas teriam sido realizadas por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso (art. 76, I, CPP). Em segundo lugar, afirmou-se que o delito de embaraço à investigação teria sido perpetrado para o fim de propiciar a impunidade das infrações praticadas pela organização, a revelar, na ótica do Tribunal reclamado, a hipótese do art. 76, II, CPP. Em terceiro lugar, afirmou-se que haveria conexão probatória entre os crimes de organização criminosa e os delitos específicos praticados pela referida associação qualificada (art. 76, III, CPP). Nos estritos limites da reclamação, que, como já adiantei, não se destina ao reexame da efetiva caracterização, ou não, de conexão processual, verifico que o ato reclamado realmente vulnera prévio pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. Cabe salientar, por oportuno, que o Juízo reclamado não sopesou elementos supervenientes à deliberação do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Assim, não se apontaram aspectos próprios do desenrolar de apurações que, eventualmente, poderiam, mesmo sem afrontar a decisão desta Corte, acarretar a alteração da definição da competência. De tal modo, o que se examina, no caso concreto, é se o reconhecimento da presença de causa modificativa de competência decorrente da cogitada vinculação entre o delito de organização criminosa e as infrações concretas imputadas a esse suposto grupo colidem, ou não, com o ato paradigma. 5. Nesse contexto, rememoro que proferi decisão conjunta nos Inquéritos 4.327/DF e 4.483/DF, provimento por meio do qual remeti a apuração, quanto ao delito de organização criminosa, ao Juízo da 13... Vara Federal de Curitiba/PR. No que toca aos delitos específicos atribuídos à cogitada organização criminosa, determinei o encaminhamento à Seção Judiciária do Distrito Federal. A decisão unipessoal, portanto, reconheceu a autonomia entre o delito de organização criminosa e as demais infrações imputadas a seus integrantes, não se reconhecendo, sob esse 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF fundamento, conexão processual. Especificamente em relação à vinculação entre os delitos de organização criminosa e embaraço à investigação, ponderei o seguinte (grifei): ‘3. No que diz respeito ao delito de embaraço à investigação de organização criminosa, também com fundamento no art. 80 do Código de Processo Penal, impõe-se a providência relativa ao desmembramento do feito em relação a Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Lúcio Bolonha Funaro, Roberta Funaro Yoshimoto, Eduardo Cosentino da Cunha e Rodrigo Santos da Rocha Loures, devendo cópia dos autos ser remetida à Justiça Federal de primeira instância, Seção Judiciária do Distrito Federal, à luz da regra de distribuição de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, pois se trata de delito autônomo ao de pertinência à organização criminosa, não se aplicando, no ponto, o entendimento exposto alhures.’ Referida decisão foi impugnada por meio de diversos agravos regimentais. O Tribunal Pleno, ao debruçar-se sobre o tema, decidiu: ‘Preliminarmente, o Tribunal rejeitou proposta do Ministro Marco Aurélio de colherem-se os votos quanto a cada agravo regimental, separadamente. No mérito, prosseguindo no julgamento, o Tribunal: i) deu parcial provimento aos agravos regimentais de Eduardo Cosentino da Cunha, Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Geddel Quadros Vieira Lima e Rodrigo Santos da Rocha Loures, para, por unanimidade, manter o desmembramento determinado na decisão agravada, e, por maioria, determinar a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, para livre distribuição, vencidos os Ministros Edson Fachin (Relator) Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia (Presidente);’ Transcrevo, por relevante, segmento do voto que proferi naquela assentada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF fundamento, conexão processual. Especificamente em relação à vinculação entre os delitos de organização criminosa e embaraço à investigação, ponderei o seguinte (grifei): ‘3. No que diz respeito ao delito de embaraço à investigação de organização criminosa, também com fundamento no art. 80 do Código de Processo Penal, impõe-se a providência relativa ao desmembramento do feito em relação a Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Lúcio Bolonha Funaro, Roberta Funaro Yoshimoto, Eduardo Cosentino da Cunha e Rodrigo Santos da Rocha Loures, devendo cópia dos autos ser remetida à Justiça Federal de primeira instância, Seção Judiciária do Distrito Federal, à luz da regra de distribuição de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, pois se trata de delito autônomo ao de pertinência à organização criminosa, não se aplicando, no ponto, o entendimento exposto alhures.’ Referida decisão foi impugnada por meio de diversos agravos regimentais. O Tribunal Pleno, ao debruçar-se sobre o tema, decidiu: ‘Preliminarmente, o Tribunal rejeitou proposta do Ministro Marco Aurélio de colherem-se os votos quanto a cada agravo regimental, separadamente. No mérito, prosseguindo no julgamento, o Tribunal: i) deu parcial provimento aos agravos regimentais de Eduardo Cosentino da Cunha, Joesley Mendonça Batista, Ricardo Saud, Geddel Quadros Vieira Lima e Rodrigo Santos da Rocha Loures, para, por unanimidade, manter o desmembramento determinado na decisão agravada, e, por maioria, determinar a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, para livre distribuição, vencidos os Ministros Edson Fachin (Relator) Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia (Presidente);’ Transcrevo, por relevante, segmento do voto que proferi naquela assentada: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF ‘Cumpre esclarecer, de outra parte, que considerando a autonomia do delito de organização criminosa, eventuais crimes praticados no âmbito desta não ensejam, necessariamente, o reconhecimento da conexão para processo e julgamento conjuntos. (…) Assim, a classificação doutrinária atribuída a determinado tipo penal não tem a força, por si só, de influenciar no juízo de conveniência facultado no art. 80 do Código de Processo Penal, o qual deve ser exercido sobre os fatos em julgamento, nos quais deve ser identificado algum elemento de indissolubilidade entre as condutas imputadas que determine o julgamento conjunto dos agentes, o que não se verifica na hipótese em análise.’ Ademais, ao examinar a questão acerca da competência para processamento da infração de embaraço à investigação, assinalei que o critério de determinação da atribuição jurisdicional era o local do fato, o que não agasalha a tese do critério modificativo associado à hipótese de conexão: ‘Por essa específica razão é que, no caso em análise, a parcela do procedimento voltada à apuração do delito de obstrução às investigações envolvendo o crime de organização criminosa (art. 2..., § 1..., da Lei n. 12.850/2013) foi remetida para a Seção Judiciária do Distrito Federal, em observância à regra de fixação de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, já que os atos tendentes ao embaraço das apurações foram praticados, em grande parte, na Capital Federal. (…) Por tal razão, tendo em vista que o suposto delito de obstrução às investigações relacionadas ao crime de organização criminosa teria sido praticado, em grande parte, na Capital Federal, devem os autos ser remetidos para processamento perante a Seção Judiciária do Distrito Federal.’ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF ‘Cumpre esclarecer, de outra parte, que considerando a autonomia do delito de organização criminosa, eventuais crimes praticados no âmbito desta não ensejam, necessariamente, o reconhecimento da conexão para processo e julgamento conjuntos. (…) Assim, a classificação doutrinária atribuída a determinado tipo penal não tem a força, por si só, de influenciar no juízo de conveniência facultado no art. 80 do Código de Processo Penal, o qual deve ser exercido sobre os fatos em julgamento, nos quais deve ser identificado algum elemento de indissolubilidade entre as condutas imputadas que determine o julgamento conjunto dos agentes, o que não se verifica na hipótese em análise.’ Ademais, ao examinar a questão acerca da competência para processamento da infração de embaraço à investigação, assinalei que o critério de determinação da atribuição jurisdicional era o local do fato, o que não agasalha a tese do critério modificativo associado à hipótese de conexão: ‘Por essa específica razão é que, no caso em análise, a parcela do procedimento voltada à apuração do delito de obstrução às investigações envolvendo o crime de organização criminosa (art. 2..., § 1..., da Lei n. 12.850/2013) foi remetida para a Seção Judiciária do Distrito Federal, em observância à regra de fixação de competência prevista no art. 70 do Código de Processo Penal, já que os atos tendentes ao embaraço das apurações foram praticados, em grande parte, na Capital Federal. (…) Por tal razão, tendo em vista que o suposto delito de obstrução às investigações relacionadas ao crime de organização criminosa teria sido praticado, em grande parte, na Capital Federal, devem os autos ser remetidos para processamento perante a Seção Judiciária do Distrito Federal.’ 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF Durantes os debates, pontuei que ‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa. Essa é a distinção que se coloca.’ Nessa perspectiva, reitero, independentemente do acerto ou desacerto do ato reclamado, verifico que a decisão ora impugnada, ao reconhecer a conexão entre o delito de organização criminosa e as infrações específicas atribuídas aos agentes que, em tese, a integrariam, colide com a decisão tomada, por maioria, pelo Tribunal Pleno e que assentou a autonomia, inclusive para fins de competência, dessas condutas. 6. Diante do exposto, considerando o prévio pronunciamento do Tribunal Pleno acerca da matéria, no qual integrei a corrente minoritária, em que determinada a livre distribuição da apuração remetida à Seção Judiciária do Distrito Federal, nos termos do art. 161, RISTF, julgo, como decorrência do entendimento majoritário do Pleno, no qual restei vencido, procedente a reclamação para o fim de restabelecer o critério da livre distribuição.” 2. As razões articuladas pelo recorrente, a meu ver, não infirmam a decisão recorrida. Com efeito, noticia-se que os autos foram, de início, livremente distribuídos e, em seguida, redistribuídos em razão alteração de competência de unidades judiciárias. No entanto, o Tribunal Regional, ao solucionar superveniente conflito positivo de competência, reconheceu a presença de relação de conexidade, inobservando o critério da livre distribuição definido por esta Suprema Corte, o qual gera, como consequência necessária, a aleatoriedade da concentração da competência. Oportuno ressaltar que o paradigma foi expresso ao apontar a imposição de adoção do critério da livre distribuição, aspecto que, nesta sede processual, não se encontra em debate. Além disso, verifico que o ato reclamado, ao reconhecer a alegada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF Durantes os debates, pontuei que ‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa. Essa é a distinção que se coloca.’ Nessa perspectiva, reitero, independentemente do acerto ou desacerto do ato reclamado, verifico que a decisão ora impugnada, ao reconhecer a conexão entre o delito de organização criminosa e as infrações específicas atribuídas aos agentes que, em tese, a integrariam, colide com a decisão tomada, por maioria, pelo Tribunal Pleno e que assentou a autonomia, inclusive para fins de competência, dessas condutas. 6. Diante do exposto, considerando o prévio pronunciamento do Tribunal Pleno acerca da matéria, no qual integrei a corrente minoritária, em que determinada a livre distribuição da apuração remetida à Seção Judiciária do Distrito Federal, nos termos do art. 161, RISTF, julgo, como decorrência do entendimento majoritário do Pleno, no qual restei vencido, procedente a reclamação para o fim de restabelecer o critério da livre distribuição.” 2. As razões articuladas pelo recorrente, a meu ver, não infirmam a decisão recorrida. Com efeito, noticia-se que os autos foram, de início, livremente distribuídos e, em seguida, redistribuídos em razão alteração de competência de unidades judiciárias. No entanto, o Tribunal Regional, ao solucionar superveniente conflito positivo de competência, reconheceu a presença de relação de conexidade, inobservando o critério da livre distribuição definido por esta Suprema Corte, o qual gera, como consequência necessária, a aleatoriedade da concentração da competência. Oportuno ressaltar que o paradigma foi expresso ao apontar a imposição de adoção do critério da livre distribuição, aspecto que, nesta sede processual, não se encontra em debate. Além disso, verifico que o ato reclamado, ao reconhecer a alegada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF conexão, partiu da suposta coincidência necessária entre o Juízo competente para processamento e julgamento das condutas afetas ao crime de organização criminosa e as infrações porventura praticadas por seus cogitados integrantes, compreensão que, além de destoar da jurisprudência desta Suprema Corte, não se concilia com o explicitado no ato paradigma. Nessa perspectiva, como bem sublinhado pela defesa, afirmei expressamente no julgamento paradigma que “‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa”. Impende assinalar ainda que, embora o recorrente afirme que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”, não depreendo no ato reclamado menção a elemento fático distinto em relação ao sopesado durante o julgamento paradigma. Vale dizer, nos termos da motivação contida no ato reclamado, o alegado substrato fático diverso não parece ter funcionado como circunstância decisiva ao deslinde da controvérsia, na medida em que o ato questionado, em linhas gerais, cinge-se a supor a coincidência entre a autoridade judiciária competente para processar e julgar o crime de organização criminosa e os crimes eventualmente praticados por seus membros, entendimento que, além de inobservar o critério da livre distribuição determinado pela Corte, não se alinha à racionalidade do precedente tido como violado. Em suma, a despeito da posição pessoal desta Relatoria acerca da matéria, verifico assimetria entre o julgamento paradigma e o ato reclamado, a revelar, por consequência, preenchimento de hipótese de acolhimento da pretensão reclamatória. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF conexão, partiu da suposta coincidência necessária entre o Juízo competente para processamento e julgamento das condutas afetas ao crime de organização criminosa e as infrações porventura praticadas por seus cogitados integrantes, compreensão que, além de destoar da jurisprudência desta Suprema Corte, não se concilia com o explicitado no ato paradigma. Nessa perspectiva, como bem sublinhado pela defesa, afirmei expressamente no julgamento paradigma que “‘algo é o crime de organização criminosa, coisa diversa é eventuais delitos que tenham sido praticados pela organização criminosa”. Impende assinalar ainda que, embora o recorrente afirme que “o acórdão ora impugnado tem subjacente a si substrato fático diverso daquele analisado no ato paradigma”, não depreendo no ato reclamado menção a elemento fático distinto em relação ao sopesado durante o julgamento paradigma. Vale dizer, nos termos da motivação contida no ato reclamado, o alegado substrato fático diverso não parece ter funcionado como circunstância decisiva ao deslinde da controvérsia, na medida em que o ato questionado, em linhas gerais, cinge-se a supor a coincidência entre a autoridade judiciária competente para processar e julgar o crime de organização criminosa e os crimes eventualmente praticados por seus membros, entendimento que, além de inobservar o critério da livre distribuição determinado pela Corte, não se alinha à racionalidade do precedente tido como violado. Em suma, a despeito da posição pessoal desta Relatoria acerca da matéria, verifico assimetria entre o julgamento paradigma e o ato reclamado, a revelar, por consequência, preenchimento de hipótese de acolhimento da pretensão reclamatória. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 31994 AGR / DF 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Supremo Tribunal Federal RCL 31994 AGR / DF 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C8-406C-D154-5FBB e senha 5F3C-FFA4-07AB-2153 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE YUNES ADV.(A/S) : RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA (174378/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DC-3AA0-499E-D9E3 e senha 8CCB-54E5-AB63-554F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.994 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : JOSE YUNES ADV.(A/S) : RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA (174378/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DC-3AA0-499E-D9E3 e senha 8CCB-54E5-AB63-554F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 31 . 994", "Agravo Regimental no Inquérito 4 . 237 / DF", "4", ".", "483", "/", "DF", "Agravo Regimental no Inquérito 4 . 237 / DF", "Inquéritos 4 . 327 / DF", "4", ".", "483", "/", "DF", "ação penal n 1238 - 44 . 2018 . 4 . 01 . 3400", "ação penal n 1238 - 44 . 2018 . 4 . 01 . 3400", ".", "ação penal n 1238 - 44 . 2018 . 4 . 01 . 3400", "ação penal n 1238 - 44 . 2018 . 4 . 01 . 3400 .", "RECLAMAÇÃO", "Agravo Regimental no Inquérito 4 . 237 / DF", "Rcl 4381 AgR", "Agravo Regimental no Inquérito 4 . 237 / DF", "Rcl 4381 AgR", "Inquéritos 4 . 327 / DF", "4", ".", "483", "/", "DF", "RCL 31994 AGR", "Inquéritos 4 . 327 / DF", "4", ".", "483", "/", "DF", "RCL" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , Art . 76 , I , II e III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , Art . 76 , I , II e III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 76 , I , CPP", "art . 76 , II , CPP", "art . 76 , III , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 76 , I , CPP", "art . 76 , II , CPP", "art . 76 , III , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 80 do Código de Processo Penal", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 80 do Código de Processo Penal", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 80 do Código de Processo Penal", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 12 . 850 / 2013", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 80 do Código de Processo Penal", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 12 . 850 / 2013", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Curitiba", "/", "PR", "Curitiba", "/", "PR", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "São Paulo", "São Paulo", "Capital Federal", "Capital Federal", "Capital Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", "12", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", "10", "12", ".", ". Vara Federal", "10", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Subseção Judiciária de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", "12", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", "12", "10", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Subseção Judiciária de Curitiba /", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", ".", ". Vara Federal", "Primeira Região", "15", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "PMDB da Câmara ”", "Ministério Público", "10", "Greenfield", "12", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "10", ". Vara Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", "Vara Federal", "10", "Primeira Região", "12", "15", "Vara Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "12", "PMDB da Câmara ”", "Ministério Público", "10", "Operações", "Greenfield", "12", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "10", "Supremo Tribunal", "/", "Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", "SJDF", "12", ".", ".", ". Vara da SJDF", "12", ".", ".", ".", "SJDF", "PRR1", "10", ".", ".", ". Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "12", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal", "10", "SJDF", "12", ".", ".", ". Vara da SJDF", "12", "SJDF", "10", ".", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "12", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Editora Revista dos Tribunais", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "TRF", "-", "1", "Caixa Econômica Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Supremo", "Editora Revista dos Tribunais", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "TRF", "-", "1", "Caixa Econômica Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "13", ". . . Vara Federal de Curitiba / PR", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "13", "Vara Federal de Curitiba / PR", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Pleno", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "JOSE YUNES", "RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOSE YUNES", "RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOSE YUNES", "RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA", "EDSON FACHIN", "ANDRÉ SANTOS ESTEVES", "ANDRÉ SANTOS ESTEVES", "ANDRÉ SANTOS ESTEVES", "ANDRÉ SANTOS ESTEVES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Teresa Arruda Alvim", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Teresa Arruda Alvim", "EDSON FACHIN", "Cláudia Elisabete Schwerz Cahali", "Cassio Scarpinella Bueno", "Bruno Dantas", "Rita Dias Nolasco", "Cláudia Elisabete Schwerz Cahali", "Cassio Scarpinella Bueno", "Bruno Dantas", "Rita Dias Nolasco", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Joesley Mendonça Batista", "Ricardo Saud", "Lúcio Bolonha Funaro", "Roberta Funaro Yoshimoto", "Eduardo Cosentino da Cunha", "Rodrigo Santos da Rocha Loures", "Marco Aurélio", "Eduardo Cosentino da Cunha", "Joesley Mendonça Batista", "Ricardo Saud", "Geddel Quadros Vieira Lima", "Rodrigo Santos da Rocha Loures", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Joesley Mendonça Batista", "Ricardo Saud", "Lúcio Bolonha Funaro", "Roberta Funaro Yoshimoto", "Eduardo Cosentino da Cunha", "Rodrigo Santos da Rocha Loures", "Marco Aurélio", "Eduardo Cosentino da Cunha", "Joesley Mendonça Batista", "Ricardo Saud", "Geddel Quadros Vieira Lima", "Rodrigo Santos da Rocha Loures", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOSE YUNES", "RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "JOSE YUNES", "RODRIGO NASCIMENTO DALL ACQUA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de março", "4 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "19", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "22", "/", "06", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "22", "/", "06", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.627 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :J.E.P.B. ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E POSSE DE PORNOGRAFIA INFANTIL. EXECUÇÃO DA PENA: RECURSO ESPECIAL. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. PROVA ILÍCITA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFAB-13CC-E999-E1BE e senha D881-298E-1F59-3D71 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J.E.P.B. ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AC0-0601-E617-2706 e senha 14B6-C6F9-11C1-633D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J.E.P.B. ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AC0-0601-E617-2706 e senha 14B6-C6F9-11C1-633D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749577028
2019-03-29T00:00:00
2019-04-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E POSSE DE PORNOGRAFIA INFANTIL. EXECUÇÃO DA PENA: RECURSO ESPECIAL. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. PROVA ILÍCITA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur401750
Número de páginas: 2. Análise: 03/05/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
165627
null
HC-AgR
acordaos
HC 165627 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : J.E.P.B. ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.627 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :J.E.P.B. ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL E POSSE DE PORNOGRAFIA INFANTIL. EXECUÇÃO DA PENA: RECURSO ESPECIAL. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. PROVA ILÍCITA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFAB-13CC-E999-E1BE e senha D881-298E-1F59-3D71 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J.E.P.B. ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AC0-0601-E617-2706 e senha 14B6-C6F9-11C1-633D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 165.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J.E.P.B. ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AC0-0601-E617-2706 e senha 14B6-C6F9-11C1-633D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 165 . 627", "HABEAS CORPUS 165 . 627", "HABEAS CORPUS 165" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "MERHEJ NAJM NETO", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MERHEJ NAJM NETO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "MERHEJ NAJM NETO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F689-BA68-3A6A-D02E e senha 8972-55C7-8A61-786D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Antônio Roberto dos Reis da Silva ao fundamento de incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 7). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpõe, em 13.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 10). 3. O agravante sustenta que “as questões suscitadas através dos Embargos de Declaração na instância a quo eram imprescindíveis à elucidação da causa, tendo em vista que o r. acórdão incorreu em nítida omissão nos termos do artigo 535 do CPC/73. Ocorre que, em pese ter sido levado a apreciação perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça a questão da violação a lei processual vigente à época, não houve a determinação de novo julgamento, e consequentemente, a questão do prequestionamento explícito ficou prejudicada” (fl. 3, e-doc. 10). Assevera que “as questões trazidas no Recurso Extraordinário, com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Antônio Roberto dos Reis da Silva ao fundamento de incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 7). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpõe, em 13.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 10). 3. O agravante sustenta que “as questões suscitadas através dos Embargos de Declaração na instância a quo eram imprescindíveis à elucidação da causa, tendo em vista que o r. acórdão incorreu em nítida omissão nos termos do artigo 535 do CPC/73. Ocorre que, em pese ter sido levado a apreciação perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça a questão da violação a lei processual vigente à época, não houve a determinação de novo julgamento, e consequentemente, a questão do prequestionamento explícito ficou prejudicada” (fl. 3, e-doc. 10). Assevera que “as questões trazidas no Recurso Extraordinário, com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1150282 AGR / MG devida vênia a entendimento contrário, não carecem de prequestionamento explícito, mormente a natureza legal do princípio da isonomia, bem como a notória existência de repercussão geral perante esta Suprema Corte. Isso porque, no Recurso Extraordinário, demonstrou-se que o ora Agravante, na condição de agente político, foi condenado nas iras da artigo 11, caput e inciso I, da Lei Federal nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), sendo que este E. Supremo Tribunal Federal, em sede de Repercussão Geral, no bojo do ARE 683.235, reconheceu a inaplicabilidade da Lei de Improbidade Administrativa aos agentes políticos, matéria constitucional essencial ao desate da presente lide, restando a violação ao princípio da isonomia, art. 5º caput da CF” (fl. 3, e-doc. 10). Requer o provimento do presente recurso. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Supremo Tribunal Federal ARE 1150282 AGR / MG devida vênia a entendimento contrário, não carecem de prequestionamento explícito, mormente a natureza legal do princípio da isonomia, bem como a notória existência de repercussão geral perante esta Suprema Corte. Isso porque, no Recurso Extraordinário, demonstrou-se que o ora Agravante, na condição de agente político, foi condenado nas iras da artigo 11, caput e inciso I, da Lei Federal nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), sendo que este E. Supremo Tribunal Federal, em sede de Repercussão Geral, no bojo do ARE 683.235, reconheceu a inaplicabilidade da Lei de Improbidade Administrativa aos agentes políticos, matéria constitucional essencial ao desate da presente lide, restando a violação ao princípio da isonomia, art. 5º caput da CF” (fl. 3, e-doc. 10). Requer o provimento do presente recurso. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de contrariedade ao caput do art. 5º da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco a oposição dos embargos de declaração foi suficiente para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE n. 1.106.153-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.11.2018). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de contrariedade ao caput do art. 5º da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco a oposição dos embargos de declaração foi suficiente para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE n. 1.106.153-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.11.2018). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1150282 AGR / MG 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Supremo Tribunal Federal ARE 1150282 AGR / MG 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO RIBEIRO PEREIRA (30835/DF, 25882/GO, 83032/MG) ADV.(A/S) : AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA (127391/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39E5-7A0E-9AA8-82C0 e senha 262C-692F-6F70-5982 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO RIBEIRO PEREIRA (30835/DF, 25882/GO, 83032/MG) ADV.(A/S) : AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA (127391/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39E5-7A0E-9AA8-82C0 e senha 262C-692F-6F70-5982 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749570898
2019-03-29T00:00:00
2019-04-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur401672
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO, MENÇÃO, DISPOSITIVO) AI 580465 AgR (1ªT), ARE 1106153 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 03/05/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1150282
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1150282 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) : AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F689-BA68-3A6A-D02E e senha 8972-55C7-8A61-786D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Antônio Roberto dos Reis da Silva ao fundamento de incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 7). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpõe, em 13.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 10). 3. O agravante sustenta que “as questões suscitadas através dos Embargos de Declaração na instância a quo eram imprescindíveis à elucidação da causa, tendo em vista que o r. acórdão incorreu em nítida omissão nos termos do artigo 535 do Código de Processo Civil/73. Ocorre que, em pese ter sido levado a apreciação perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça a questão da violação a lei processual vigente à época, não houve a determinação de novo julgamento, e consequentemente, a questão do prequestionamento explícito ficou prejudicada” (fl. 3, e-doc. 10). Assevera que “as questões trazidas no Recurso Extraordinário, com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.10.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Antônio Roberto dos Reis da Silva ao fundamento de incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 7). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.10.2018, o agravante interpõe, em 13.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 10). 3. O agravante sustenta que “as questões suscitadas através dos Embargos de Declaração na instância a quo eram imprescindíveis à elucidação da causa, tendo em vista que o r. acórdão incorreu em nítida omissão nos termos do artigo 535 do Código de Processo Civil/73. Ocorre que, em pese ter sido levado a apreciação perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça a questão da violação a lei processual vigente à época, não houve a determinação de novo julgamento, e consequentemente, a questão do prequestionamento explícito ficou prejudicada” (fl. 3, e-doc. 10). Assevera que “as questões trazidas no Recurso Extraordinário, com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1150282 AGR / MG devida vênia a entendimento contrário, não carecem de prequestionamento explícito, mormente a natureza legal do princípio da isonomia, bem como a notória existência de repercussão geral perante esta Suprema Corte. Isso porque, no Recurso Extraordinário, demonstrou-se que o ora Agravante, na condição de agente político, foi condenado nas iras da artigo 11, caput e inciso I, da Lei Federal n 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), sendo que este E. Supremo Tribunal Federal, em sede de Repercussão Geral, no bojo do ARE 683.235, reconheceu a inaplicabilidade da Lei de Improbidade Administrativa aos agentes políticos, matéria constitucional essencial ao desate da presente lide, restando a violação ao princípio da isonomia, art. 5... caput da Constituição Federal de 1988” (fl. 3, e-doc. 10). Requer o provimento do presente recurso. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Supremo Tribunal Federal ARE 1150282 AGR / MG devida vênia a entendimento contrário, não carecem de prequestionamento explícito, mormente a natureza legal do princípio da isonomia, bem como a notória existência de repercussão geral perante esta Suprema Corte. Isso porque, no Recurso Extraordinário, demonstrou-se que o ora Agravante, na condição de agente político, foi condenado nas iras da artigo 11, caput e inciso I, da Lei Federal n 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), sendo que este E. Supremo Tribunal Federal, em sede de Repercussão Geral, no bojo do ARE 683.235, reconheceu a inaplicabilidade da Lei de Improbidade Administrativa aos agentes políticos, matéria constitucional essencial ao desate da presente lide, restando a violação ao princípio da isonomia, art. 5... caput da Constituição Federal de 1988” (fl. 3, e-doc. 10). Requer o provimento do presente recurso. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 17). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01B4-F534-39D6-A801 e senha 3393-931B-7957-CBBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de contrariedade ao caput do art. 5... da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco a oposição dos embargos de declaração foi suficiente para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 1.106.153-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.11.2018). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A alegação de contrariedade ao caput do art. 5... da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A alegada ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco a oposição dos embargos de declaração foi suficiente para sanar eventual omissão. Portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 1.106.153-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.11.2018). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1150282 AGR / MG 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Supremo Tribunal Federal ARE 1150282 AGR / MG 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 82CA-CA1F-ED10-D53A e senha AA1A-F48F-F12B-8C5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO RIBEIRO PEREIRA (30835/DF, 25882/GO, 83032/MG) ADV.(A/S) : AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA (127391/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39E5-7A0E-9AA8-82C0 e senha 262C-692F-6F70-5982 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.150.282 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO RIBEIRO PEREIRA (30835/DF, 25882/GO, 83032/MG) ADV.(A/S) : AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA (127391/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39E5-7A0E-9AA8-82C0 e senha 262C-692F-6F70-5982 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 150 . 282", "SÚMULAS NS . 282", "Súmulas ns . 282", "Súmulas ns . 282", "ARE 1150282 AGR / MG", "ARE 1150282 AGR / MG", "ARE 683 . 235", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 580 . 465 - AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 106 . 153 - AgR", "Súmulas ns . 282", "AI n . 580 . 465 - AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 106 . 153 - AgR", "ARE 1150282 AGR / MG", "ARE 1150282 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 11 , caput e inciso I , da Lei Federal n 8 . 429 / 1992", "Lei", "Lei", "art . 5 . . . caput da", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 11 , caput e inciso I , da Lei Federal n 8 . 429 / 1992", "Lei", "art . 5 . . . caput da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "caput", "art . 5 . . . da Constituição da República", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "1", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Constituição da República", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "1", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA", "RODRIGO RIBEIRO PEREIRA", "AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA", "RODRIGO RIBEIRO PEREIRA", "AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA", "CÁRMEN LÚCIA", "Antônio Roberto dos Reis da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA", "RODRIGO RIBEIRO PEREIRA", "AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA", "CÁRMEN LÚCIA", "Antônio Roberto dos Reis da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA", "RODRIGO RIBEIRO PEREIRA", "AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "ANTONIO ROBERTO DOS REIS DA SILVA", "RODRIGO RIBEIRO PEREIRA", "AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA", "Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "13", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "15", ".", "10", ".", "2018", "18", ".", "10", ".", "2018", "13", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "19", ".", "9", ".", "2008", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "19", ".", "9", ".", "2008", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) :CANDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO QUEIROZ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Concessionária. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 29/3 a 4/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 5 de abril de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1FD-32E0-F93C-20B6 e senha 1989-47C8-804F-6EA6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1183328 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1FD-32E0-F93C-20B6 e senha 1989-47C8-804F-6EA6 Supremo Tribunal Federal ARE 1183328 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1FD-32E0-F93C-20B6 e senha 1989-47C8-804F-6EA6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) :CANDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO QUEIROZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544D-B78D-D357-C9FC e senha 7CE0-A7E3-8A4A-8DA3 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) :CANDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO QUEIROZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544D-B78D-D357-C9FC e senha 7CE0-A7E3-8A4A-8DA3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. DESCARGA ELÉTRICA EM POSTE DA CONCESSIONÁRIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO PELO DANO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Hipótese em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), bem como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Precedentes. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 743.771, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a inexistência de repercussão geral da matéria relativa à fixação do valor consignado para reparação por danos morais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 708.940/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/2/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DANO E NEXO CAUSAL AFIRMADOS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. DESCARGA ELÉTRICA EM POSTE DA CONCESSIONÁRIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO PELO DANO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Hipótese em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), bem como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Precedentes. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 743.771, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a inexistência de repercussão geral da matéria relativa à fixação do valor consignado para reparação por danos morais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 708.940/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/2/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DANO E NEXO CAUSAL AFIRMADOS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183328 AGR / SP PELA CORTE DE ORIGEM. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 808.563/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/6/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil. Concessionária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI nº 834.815/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/08/2012). “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MORTE POR EXPLOSÃO EM FÁBRICA DE PÓLVORA. OMISSÃO DO ESTADO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO STF. MATÉRIA DE FATO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II - A análise da questão dos autos demanda o reexame de matéria fática, o que impede o processamento do recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido” (RE nº 603.342/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Mistro Ricardo Lewandowski, DJe de 1/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Supremo Tribunal Federal ARE 1183328 AGR / SP PELA CORTE DE ORIGEM. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 808.563/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/6/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil. Concessionária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI nº 834.815/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/08/2012). “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MORTE POR EXPLOSÃO EM FÁBRICA DE PÓLVORA. OMISSÃO DO ESTADO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO STF. MATÉRIA DE FATO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II - A análise da questão dos autos demanda o reexame de matéria fática, o que impede o processamento do recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido” (RE nº 603.342/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Mistro Ricardo Lewandowski, DJe de 1/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183328 AGR / SP CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Supremo Tribunal Federal ARE 1183328 AGR / SP CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) : CANDIDO DA SILVA DINAMARCO (43560/PE, 215881/RJ, 102090/SP) AGDO.(A/S) : ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO QUEIROZ (249042/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BAD-8046-44DE-B2FB e senha 5E01-8701-6888-9D12 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) : CANDIDO DA SILVA DINAMARCO (43560/PE, 215881/RJ, 102090/SP) AGDO.(A/S) : ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO QUEIROZ (249042/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BAD-8046-44DE-B2FB e senha 5E01-8701-6888-9D12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749645370
2019-04-05T00:00:00
2019-04-24T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Concessionária. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur402723
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, REEXAME, FATO, PROVA) RE 603342 AgR (1ªT), RE 461073 AgR (2ªT), AI 834815 AgR (1ªT), ARE 708940 AgR (1ªT), ARE 808563 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 28/05/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1183328
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1183328 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) : CANDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) : ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO QUEIROZ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) :CANDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO QUEIROZ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Responsabilidade civil do Estado. Concessionária. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 29/3 a 4/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 5 de abril de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1FD-32E0-F93C-20B6 e senha 1989-47C8-804F-6EA6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1183328 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1FD-32E0-F93C-20B6 e senha 1989-47C8-804F-6EA6 Supremo Tribunal Federal ARE 1183328 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1FD-32E0-F93C-20B6 e senha 1989-47C8-804F-6EA6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) :CANDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO QUEIROZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544D-B78D-D357-C9FC e senha 7CE0-A7E3-8A4A-8DA3 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) :CANDIDO DA SILVA DINAMARCO AGDO.(A/S) :ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) :JOSE ANTONIO QUEIROZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 544D-B78D-D357-C9FC e senha 7CE0-A7E3-8A4A-8DA3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. DESCARGA ELÉTRICA EM POSTE DA CONCESSIONÁRIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO PELO DANO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Hipótese em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Precedentes. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 743.771, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a inexistência de repercussão geral da matéria relativa à fixação do valor consignado para reparação por danos morais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 708.940/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/2/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DANO E NEXO CAUSAL AFIRMADOS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. DESCARGA ELÉTRICA EM POSTE DA CONCESSIONÁRIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. VALOR FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO PELO DANO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Hipótese em que para dissentir do entendimento do Tribunal de origem seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como o reexame da legislação infraconstitucional aplicada ao caso. Precedentes. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 743.771, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou a inexistência de repercussão geral da matéria relativa à fixação do valor consignado para reparação por danos morais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 708.940/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/2/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DANO E NEXO CAUSAL AFIRMADOS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183328 AGR / SP PELA CORTE DE ORIGEM. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 808.563/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/6/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil. Concessionária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI n 834.815/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/08/2012). “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MORTE POR EXPLOSÃO EM FÁBRICA DE PÓLVORA. OMISSÃO DO ESTADO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA DE FATO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II - A análise da questão dos autos demanda o reexame de matéria fática, o que impede o processamento do recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 603.342/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Mistro Ricardo Lewandowski, DJe de 1/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Supremo Tribunal Federal ARE 1183328 AGR / SP PELA CORTE DE ORIGEM. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 808.563/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/6/14). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade civil. Concessionária. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido” (AI n 834.815/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/08/2012). “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MORTE POR EXPLOSÃO EM FÁBRICA DE PÓLVORA. OMISSÃO DO ESTADO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA DE FATO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II - A análise da questão dos autos demanda o reexame de matéria fática, o que impede o processamento do recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 603.342/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Mistro Ricardo Lewandowski, DJe de 1/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO CULPOSA. RELEVÂNCIA DA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183328 AGR / SP CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Supremo Tribunal Federal ARE 1183328 AGR / SP CULPA ‘IN VIGILANDO’ NA PRODUÇÃO DO RESULTADO DANOSO. DISCUSSÃO EMINENTEMENTE FÁTICA. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 461.073/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FA64-6D8B-C0E5-A407 e senha C223-6E94-2466-CFD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) : CANDIDO DA SILVA DINAMARCO (43560/PE, 215881/RJ, 102090/SP) AGDO.(A/S) : ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO QUEIROZ (249042/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BAD-8046-44DE-B2FB e senha 5E01-8701-6888-9D12 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.328 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S.A. ADV.(A/S) : CANDIDO DA SILVA DINAMARCO (43560/PE, 215881/RJ, 102090/SP) AGDO.(A/S) : ADILSON RODRIGO MAFEI ADV.(A/S) : JOSE ANTONIO QUEIROZ (249042/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BAD-8046-44DE-B2FB e senha 5E01-8701-6888-9D12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 183 . 328", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771", "ARE n 708 . 940 / RJ - AgR", "AGRAVO 1 . 183 . 328 SÃO PAULO", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771", "ARE n 708 . 940 / RJ - AgR", "ARE 1183328 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 808 . 563 / RS - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 834 . 815 / RS - AgR", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 603 . 342 / PE - AgR", "ARE 1183328 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 808 . 563 / RS - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 834 . 815 / RS - AgR", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 603 . 342 / PE - AgR", "ARE 1183328 AGR / SP", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA /", "Recurso Extraordinário n 461 . 073 / RS - AgR", "ARE 1183328 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 461 . 073 / RS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S . A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S . A", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S . A", "PLENÁRIO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S . A", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONCESSIONARIA RODOVIAS DO TIETE S . A .", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "CANDIDO DA SILVA DINAMARCO", "ADILSON RODRIGO MAFEI", "JOSE ANTONIO QUEIROZ", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ADILSON RODRIGO MAFEI", "JOSE ANTONIO QUEIROZ", "DIAS TOFFOLI", "CANDIDO DA SILVA DINAMARCO", "ADILSON RODRIGO MAFEI", "JOSE ANTONIO QUEIROZ", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "CANDIDO DA SILVA DINAMARCO", "ADILSON RODRIGO MAFEI", "JOSE ANTONIO QUEIROZ", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CANDIDO DA SILVA DINAMARCO", "ADILSON RODRIGO MAFEI", "JOSE ANTONIO QUEIROZ", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29", "/", "3", "4", "/", "4", "/", "2019", "5", "de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "13", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "13", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "14", "22", "/", "08", "/", "2012", "1", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "14", "22", "/", "08", "/", "2012", "1", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.184 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :D.M. ADV.(A/S) :ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. AUTORIDADE COATORA CUJOS ATOS NÃO SE SUBMETEM DIRETAMENTE À COMPETÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL. COMPETÊNCIA DECLINADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 014B-57FC-36FE-BB16 e senha 171D-A248-96F3-03B0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.184 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : D.M. ADV.(A/S) : ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO (206320/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4D3-4703-05D1-EAAE e senha E4F5-BAA0-F029-05AD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.184 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : D.M. ADV.(A/S) : ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO (206320/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4D3-4703-05D1-EAAE e senha E4F5-BAA0-F029-05AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749577167
2019-03-29T00:00:00
2019-04-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. AUTORIDADE COATORA CUJOS ATOS NÃO SE SUBMETEM DIRETAMENTE À COMPETÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL. COMPETÊNCIA DECLINADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur401751
Número de páginas: 2. Análise: 03/05/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
167184
null
HC-AgR
acordaos
HC 167184 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : D.M. ADV.(A/S) : ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUÍZO DA 3ª VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.184 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :D.M. ADV.(A/S) :ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUÍZO DA 3... VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. AUTORIDADE COATORA CUJOS ATOS NÃO SE SUBMETEM DIRETAMENTE À COMPETÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL. COMPETÊNCIA DECLINADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de março de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 014B-57FC-36FE-BB16 e senha 171D-A248-96F3-03B0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.184 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : D.M. ADV.(A/S) : ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO (206320/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUÍZO DA 3... VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4D3-4703-05D1-EAAE e senha E4F5-BAA0-F029-05AD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.184 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : D.M. ADV.(A/S) : ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO (206320/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUÍZO DA 3... VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4D3-4703-05D1-EAAE e senha E4F5-BAA0-F029-05AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 167 . 184" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "VARA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "29 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) :AMANAJOS PESSOA DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. IPTU. Valor venal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 29/3 a 4/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02A7-0B43-B5FB-3A64 e senha 17EC-3FC6-B281-A423 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1179647 AGR / MG Brasília, 5 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02A7-0B43-B5FB-3A64 e senha 17EC-3FC6-B281-A423 Supremo Tribunal Federal ARE 1179647 AGR / MG Brasília, 5 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02A7-0B43-B5FB-3A64 e senha 17EC-3FC6-B281-A423 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) :AMANAJOS PESSOA DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A9F-A79B-FF54-9541 e senha BE2E-E302-C37B-2AEA Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) :AMANAJOS PESSOA DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A9F-A79B-FF54-9541 e senha BE2E-E302-C37B-2AEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE nº 1.114.001/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/11/18) “DIREITO TRIBUTÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. IPTU. LOTEAMENTO. ATRIBUIÇÃO DE VALOR VENAL A IMÓVEL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE nº 1.114.001/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/11/18) “DIREITO TRIBUTÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. IPTU. LOTEAMENTO. ATRIBUIÇÃO DE VALOR VENAL A IMÓVEL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179647 AGR / MG VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.” (RE nº 1.114.837/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, Dje de 25/9/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. ALEGADO EXCESSO NA DETERMINAÇÃO DO VALOR VENAL ATRIBUÍDO AO IMÓVEL PARA FINS DE FIXAÇÃO DA DA BASE DE CÁLCULO DO IPTU. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. APLICAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 676.028/PR- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 12/9/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179647 AGR / MG VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.” (RE nº 1.114.837/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, Dje de 25/9/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. ALEGADO EXCESSO NA DETERMINAÇÃO DO VALOR VENAL ATRIBUÍDO AO IMÓVEL PARA FINS DE FIXAÇÃO DA DA BASE DE CÁLCULO DO IPTU. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. APLICAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 676.028/PR- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 12/9/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179647 AGR / MG eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179647 AGR / MG eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) : AMANAJOS PESSOA DA COSTA (43636/MG) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4089-0E52-7EC3-D767 e senha 6B3C-65F5-145A-579D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) : AMANAJOS PESSOA DA COSTA (43636/MG) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4089-0E52-7EC3-D767 e senha 6B3C-65F5-145A-579D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749645341
2019-04-05T00:00:00
2019-04-24T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. IPTU. Valor venal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur402787
- Acórdão(s) citado(s): (IPTU, VALOR VENAL, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 676028 AgR (1ªT), RE 1114837 AgR (1ªT), ARE 1114001 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 28/05/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1179647
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1179647 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) : AMANAJOS PESSOA DA COSTA AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) :AMANAJOS PESSOA DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. IPTU. Valor venal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 29/3 a 4/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02A7-0B43-B5FB-3A64 e senha 17EC-3FC6-B281-A423 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1179647 AGR / MG Brasília, 5 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02A7-0B43-B5FB-3A64 e senha 17EC-3FC6-B281-A423 Supremo Tribunal Federal ARE 1179647 AGR / MG Brasília, 5 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02A7-0B43-B5FB-3A64 e senha 17EC-3FC6-B281-A423 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) :AMANAJOS PESSOA DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A9F-A79B-FF54-9541 e senha BE2E-E302-C37B-2AEA Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) :AMANAJOS PESSOA DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A9F-A79B-FF54-9541 e senha BE2E-E302-C37B-2AEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE n 1.114.001/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/11/18) “DIREITO TRIBUTÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. IPTU. LOTEAMENTO. ATRIBUIÇÃO DE VALOR VENAL A IMÓVEL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Código Tributário Municipal (Lei 8.671/2001). Apuração do valor venal de imóvel não previsto originalmente na planta genérica de valores. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental. Majoração dos honorários advocatícios em 20%.” (ARE n 1.114.001/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/11/18) “DIREITO TRIBUTÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. IPTU. LOTEAMENTO. ATRIBUIÇÃO DE VALOR VENAL A IMÓVEL. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179647 AGR / MG VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.” (Recurso Extraordinário n 1.114.837/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, Dje de 25/9/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. ALEGADO EXCESSO NA DETERMINAÇÃO DO VALOR VENAL ATRIBUÍDO AO IMÓVEL PARA FINS DE FIXAÇÃO DA DA BASE DE CÁLCULO DO IPTU. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 676.028/PR- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 12/9/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179647 AGR / MG VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.” (Recurso Extraordinário n 1.114.837/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, Dje de 25/9/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. ALEGADO EXCESSO NA DETERMINAÇÃO DO VALOR VENAL ATRIBUÍDO AO IMÓVEL PARA FINS DE FIXAÇÃO DA DA BASE DE CÁLCULO DO IPTU. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 676.028/PR- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 12/9/16). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179647 AGR / MG eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179647 AGR / MG eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BE3-6245-2691-4D3A e senha 7C2F-8305-6B74-A8C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) : AMANAJOS PESSOA DA COSTA (43636/MG) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4089-0E52-7EC3-D767 e senha 6B3C-65F5-145A-579D Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.647 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MIGUEL MOYSES NETO ADV.(A/S) : AMANAJOS PESSOA DA COSTA (43636/MG) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4089-0E52-7EC3-D767 e senha 6B3C-65F5-145A-579D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 179 . 647", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1179647 AGR / MG", "ARE 1179647 AGR", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 114 . 001 / PR - AgR", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "ARE n 1 . 114 . 001 / PR - AgR", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1179647 AGR / MG", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 1 . 114 . 837 / PR - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 676 . 028 / PR - AgR", "ARE 1179647", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 1 . 114 . 837 / PR - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 676 . 028 / PR - AgR", "ARE 1179647 AGR / MG", "ARE 1179647 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Municipal", "Lei 8 . 671 / 2001", "Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Municipal", "Lei 8 . 671 / 2001", "Constituição Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "CÓDIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Brasília", "Brasília", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MUNICIPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICIPIO", "BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO AG", "MUNICIPIO DE BELO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MIGUEL MOYSES NETO", "AMANAJOS PESSOA DA COSTA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MIGUEL MOYSES NETO", "AMANAJOS PESSOA DA COSTA", "DIAS TOFFOLI", "MIGUEL MOYSES NETO", "AMANAJOS PESSOA DA COSTA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "MIGUEL MOYSES NETO", "AMANAJOS PESSOA DA COSTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MIGUEL MOYSES NETO", "AMANAJOS PESSOA DA COSTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29", "/", "3", "4", "/", "4", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "23", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "23", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "18", "12", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "18", "12", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Alienação fiduciária. IPVA. Responsabilidade tributária. 4. Matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. 5. Reexame do acervo fático-probatório. 6. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 7. Competência legislativa plena dos estados-membros para editar normas gerais sobre o IPVA na ausência de lei complementar nacional. Precedentes. 8. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95C4-AA1B-A4C3-A6CD e senha FAF2-391F-1069-748D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local, a federal e normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Lei estadual 13.296/2008, Código Tributário Nacional, Código Civil, Código de Trânsito Brasileiro e Decreto-lei nº 911/1969) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, na alienação fiduciária em garantia, o credor é responsável solidário pelo IPVA. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Já no curso do contrato de alienação fiduciária, no que se refere ao IPVA, tributo cujo fato gerador é a propriedade1 , o credor fiduciário é parte para responder solidariamente pelos créditos tributários originados de tal imposto, em razão do domínio resolúvel de que é titular. Com efeito, a sujeição passiva do IPVA é determinada, no Estado de São Paulo, pelos arts. 5º e 6º da Lei Estadual nº 13.296/2008, que preveem, respectivamente, os contribuintes e os responsáveis tributários: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local, a federal e normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Lei estadual 13.296/2008, Código Tributário Nacional, Código Civil, Código de Trânsito Brasileiro e Decreto-lei nº 911/1969) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, na alienação fiduciária em garantia, o credor é responsável solidário pelo IPVA. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Já no curso do contrato de alienação fiduciária, no que se refere ao IPVA, tributo cujo fato gerador é a propriedade1 , o credor fiduciário é parte para responder solidariamente pelos créditos tributários originados de tal imposto, em razão do domínio resolúvel de que é titular. Com efeito, a sujeição passiva do IPVA é determinada, no Estado de São Paulo, pelos arts. 5º e 6º da Lei Estadual nº 13.296/2008, que preveem, respectivamente, os contribuintes e os responsáveis tributários: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 1169945 AGR / SP (...) Tais dispositivos devem ser lidos à luz dos arts. 121, II, e 123 do CTN, que dispõem, respectivamente, que será considerado responsável aqueles cuja obrigação de pagar o tributo decorra de disposição expressa de lei; e que, salvo as disposições de lei em contrário, as convenções particulares relativas ao pagamento do imposto (caso do contrato de alienação fiduciária) não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Desse modo, de acordo com a legislação tributária, são devedores solidários o credor fiduciário e o devedor fiduciante, enquanto vigente o contrato de alienação fiduciária (...). (…) Nos casos de extinção do contrato, antes da ocorrência do fato gerador, por inadimplemento do devedor, subsiste a responsabilidade do credor fiduciário, até o momento em que realizar a venda do bem, nos moldes do art. 2º, caput do Decreto-lei nº 911/69, c.c. art. 1.364 do Código Civil, e for comunicada a transferência ao órgão de trânsito (CTB, art. 134 c.c. Lei nº 13.296/08, art. 34).” (eDOC 14, p. 116-117 e 119) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local e infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 19) No agravo regimental, sustenta-se que a matéria tratada nos autos refere-se ao RE-RG 727.851, paradigma da repercussão geral, que trata da imunidade recíproca entre o Município de Juiz de Fora/MG e o Estado de Minas Gerais, no tocante ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP (...) Tais dispositivos devem ser lidos à luz dos arts. 121, II, e 123 do CTN, que dispõem, respectivamente, que será considerado responsável aqueles cuja obrigação de pagar o tributo decorra de disposição expressa de lei; e que, salvo as disposições de lei em contrário, as convenções particulares relativas ao pagamento do imposto (caso do contrato de alienação fiduciária) não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Desse modo, de acordo com a legislação tributária, são devedores solidários o credor fiduciário e o devedor fiduciante, enquanto vigente o contrato de alienação fiduciária (...). (…) Nos casos de extinção do contrato, antes da ocorrência do fato gerador, por inadimplemento do devedor, subsiste a responsabilidade do credor fiduciário, até o momento em que realizar a venda do bem, nos moldes do art. 2º, caput do Decreto-lei nº 911/69, c.c. art. 1.364 do Código Civil, e for comunicada a transferência ao órgão de trânsito (CTB, art. 134 c.c. Lei nº 13.296/08, art. 34).” (eDOC 14, p. 116-117 e 119) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local e infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 19) No agravo regimental, sustenta-se que a matéria tratada nos autos refere-se ao RE-RG 727.851, paradigma da repercussão geral, que trata da imunidade recíproca entre o Município de Juiz de Fora/MG e o Estado de Minas Gerais, no tocante ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1169945 AGR / SP Automotores – IPVA. Argumenta-se que esse precedente também se refere a veículos alienados fiduciariamente por banco, mas que estão sob a posse direta do município, incorporando-se ao seu patrimônio. Afirma-se que ambas as discussões estão atreladas à incidência de IPVA sobre veículos alienados fiduciariamente e sobre a sua sujeição passiva. Nesse contexto, alega-se a não incidência da Súmula 280 desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de ser desnecessária a análise de lei local para se determinar a responsabilidade pelo recolhimento do IPVA nos contratos de alienação fiduciária, verificando se esta é da instituição financeira ou do devedor fiduciário. Aduz-se que, no caso, pretende-se discutir a regra matriz de incidência do IPVA, prevista no artigo 155, inciso III, da CF/88, e seus efeitos no tocante à responsabilização da parte ora agravante. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 25) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP Automotores – IPVA. Argumenta-se que esse precedente também se refere a veículos alienados fiduciariamente por banco, mas que estão sob a posse direta do município, incorporando-se ao seu patrimônio. Afirma-se que ambas as discussões estão atreladas à incidência de IPVA sobre veículos alienados fiduciariamente e sobre a sua sujeição passiva. Nesse contexto, alega-se a não incidência da Súmula 280 desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de ser desnecessária a análise de lei local para se determinar a responsabilidade pelo recolhimento do IPVA nos contratos de alienação fiduciária, verificando se esta é da instituição financeira ou do devedor fiduciário. Aduz-se que, no caso, pretende-se discutir a regra matriz de incidência do IPVA, prevista no artigo 155, inciso III, da CF/88, e seus efeitos no tocante à responsabilização da parte ora agravante. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 25) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a responsabilidade da parte agravante ao pagamento de IPVA, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive local, bem como na análise do acervo fático-probatório dos autos. Nesses termos, a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, incide no caso as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPVA. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. SOLIDARIEDADE PASSIVA. LEI ESTADUAL Nº 13.296/2008. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE COM O TEMA 685. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULAS 279 E 280/STF. ALÍNEA D DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE. 1. O Tema 685 da sistemática da repercussão geral, cujo processo paradigma é o RE-RG 727.851, Rel. Min. Marco Aurélio, não se aplica ao caso, uma vez que a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a responsabilidade da parte agravante ao pagamento de IPVA, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive local, bem como na análise do acervo fático-probatório dos autos. Nesses termos, a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, incide no caso as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPVA. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. SOLIDARIEDADE PASSIVA. LEI ESTADUAL Nº 13.296/2008. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE COM O TEMA 685. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULAS 279 E 280/STF. ALÍNEA D DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE. 1. O Tema 685 da sistemática da repercussão geral, cujo processo paradigma é o RE-RG 727.851, Rel. Min. Marco Aurélio, não se aplica ao caso, uma vez que a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP controvérsia discutida no paradigma é quanto “a extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária”, situação diversa da retratada nos presentes autos. 2. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático e probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 3. A análise do recurso extraordinário pelo art. 102, III, d, da Constituição Federal depende de demonstração de conflito de competência legislativa entre entes federados, sendo incabível quando há pretensão de revisão da interpretação conferida a norma infraconstitucional. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE 1.136.903 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 9.11.2018) DIREITO TRIBUTÁRIO. IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. ARRENDAMENTO MERCANTIL. LEI Nº 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Majoração 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP controvérsia discutida no paradigma é quanto “a extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária”, situação diversa da retratada nos presentes autos. 2. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático e probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 3. A análise do recurso extraordinário pelo art. 102, III, d, da Constituição Federal depende de demonstração de conflito de competência legislativa entre entes federados, sendo incabível quando há pretensão de revisão da interpretação conferida a norma infraconstitucional. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE 1.136.903 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 9.11.2018) DIREITO TRIBUTÁRIO. IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. ARRENDAMENTO MERCANTIL. LEI Nº 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Majoração 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (ARE 1.030.879 AgR, Rela. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 7.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR - IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. LEI 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. 1. Consideram- se prequestionados os pontos suscitados pela parte recorrente que foram satisfatoriamente enfrentados pelo acórdão recorrido ou apresentados em embargos de declaração. 2. O argumento de que o mérito de ADI com causa de pedir similar a do recurso extraordinário não ter sido definitivamente julgada não se mostra impeditivo do julgamento da demanda em sede recursal. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em contrário. Art. 525, §§ 12, 14 e 15 do CPC/15. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedente: RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013. Tema 660. 4. Revela-se de caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à responsabilidade pelo pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor, quando há a necessidade de reexame de legislação estadual. Súmula 280/STF. 5. Não é possível o envio dos autos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (ARE 1.030.879 AgR, Rela. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 7.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR - IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. LEI 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. 1. Consideram- se prequestionados os pontos suscitados pela parte recorrente que foram satisfatoriamente enfrentados pelo acórdão recorrido ou apresentados em embargos de declaração. 2. O argumento de que o mérito de ADI com causa de pedir similar a do recurso extraordinário não ter sido definitivamente julgada não se mostra impeditivo do julgamento da demanda em sede recursal. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em contrário. Art. 525, §§ 12, 14 e 15 do CPC/15. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedente: RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013. Tema 660. 4. Revela-se de caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à responsabilidade pelo pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor, quando há a necessidade de reexame de legislação estadual. Súmula 280/STF. 5. Não é possível o envio dos autos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP ao Superior Tribunal de Justiça para que seja processada demanda quando há interposição simultânea dos recursos extraordinário e especial ou o acórdão recorrido tenha sido publicado anteriormente ao marco inicial de vigência do CPC/15. Art. 1.033 do CPC. 6. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios”. (ARE 1080356 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 11.9.2018) No tocante à aplicação do RE-RG 727.851 (tema 685), cabe ressaltar que a discussão nele versada refere-se a tema diverso do caso dos autos. Com efeito, o citado paradigma da repercussão geral trata da extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária. De outro modo, a matéria discutida na espécie refere-se à responsabilidade pelo pagamento do referido imposto na hipótese de alienação fiduciária. Além disso, verifico que o acórdão do Tribunal de origem encontra- se em consonância com a jurisprudência desta Corte, segundo a qual os estados-membros estão autorizados a editar normas gerais sobre o IPVA, na ausência de lei complementar dispondo sobre a matéria, nos termos do art. 24, § 3º, da Constituição Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPVA. LEI ESTADUAL. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO. 1. Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no artigo 24, § 3º, da Constituição do Brasil. 2. Não há tributo progressivo quando as alíquotas são diferenciadas segundo critérios que não levam em consideração a capacidade contributiva. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (RE 414.259 AgR, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 15.8.2008, grifo nosso) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP ao Superior Tribunal de Justiça para que seja processada demanda quando há interposição simultânea dos recursos extraordinário e especial ou o acórdão recorrido tenha sido publicado anteriormente ao marco inicial de vigência do CPC/15. Art. 1.033 do CPC. 6. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios”. (ARE 1080356 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 11.9.2018) No tocante à aplicação do RE-RG 727.851 (tema 685), cabe ressaltar que a discussão nele versada refere-se a tema diverso do caso dos autos. Com efeito, o citado paradigma da repercussão geral trata da extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária. De outro modo, a matéria discutida na espécie refere-se à responsabilidade pelo pagamento do referido imposto na hipótese de alienação fiduciária. Além disso, verifico que o acórdão do Tribunal de origem encontra- se em consonância com a jurisprudência desta Corte, segundo a qual os estados-membros estão autorizados a editar normas gerais sobre o IPVA, na ausência de lei complementar dispondo sobre a matéria, nos termos do art. 24, § 3º, da Constituição Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPVA. LEI ESTADUAL. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO. 1. Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no artigo 24, § 3º, da Constituição do Brasil. 2. Não há tributo progressivo quando as alíquotas são diferenciadas segundo critérios que não levam em consideração a capacidade contributiva. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (RE 414.259 AgR, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 15.8.2008, grifo nosso) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR NACIONAL QUE DISPONHA SOBRE O TRIBUTO NOS TERMOS DO ART. 146, III, A, DA CONSTITUIÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PLENA PELOS ESTADOS MEMBROS COM AMPARO NO ART. 24, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. PREVISÃO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DE VEÍCULO. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO (…)”. (RE 601.247 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13.6.2012, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do CPC. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR NACIONAL QUE DISPONHA SOBRE O TRIBUTO NOS TERMOS DO ART. 146, III, A, DA CONSTITUIÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PLENA PELOS ESTADOS MEMBROS COM AMPARO NO ART. 24, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. PREVISÃO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DE VEÍCULO. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO (…)”. (RE 601.247 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13.6.2012, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do CPC. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0619-7CDC-69F5-7469 e senha 3ECD-E5E4-30C6-C1A2 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0619-7CDC-69F5-7469 e senha 3ECD-E5E4-30C6-C1A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749543404
2019-03-29T00:00:00
2019-04-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Alienação fiduciária. IPVA. Responsabilidade tributária. 4. Matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. 5. Reexame do acervo fático-probatório. 6. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 7. Competência legislativa plena dos estados-membros para editar normas gerais sobre o IPVA na ausência de lei complementar nacional. Precedentes. 8. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur401498
- Acórdão(s) citado(s): (IPVA, ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA, RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA) ARE 1030879 AgR (1ªT), ARE 1080356 AgR (2ªT), ARE 1136903 AgR (1ªT). (IPVA, COMPETÊNCIA LEGISLATIVA, ESTADO-MEMBRO, NORMA GERAL) RE 414259 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 08/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1169945
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00024 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-013296 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1169945 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Alienação fiduciária. IPVA. Responsabilidade tributária. 4. Matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. 5. Reexame do acervo fático-probatório. 6. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 7. Competência legislativa plena dos estados-membros para editar normas gerais sobre o IPVA na ausência de lei complementar nacional. Precedentes. 8. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento aos agravos internos, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95C4-AA1B-A4C3-A6CD e senha FAF2-391F-1069-748D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local, a federal e normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Lei estadual 13.296/2008, Código Tributário Nacional, Código Civil, Código de Trânsito Brasileiro e Decreto-lei n 911/1969) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, na alienação fiduciária em garantia, o credor é responsável solidário pelo IPVA. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Já no curso do contrato de alienação fiduciária, no que se refere ao IPVA, tributo cujo fato gerador é a propriedade1 , o credor fiduciário é parte para responder solidariamente pelos créditos tributários originados de tal imposto, em razão do domínio resolúvel de que é titular. Com efeito, a sujeição passiva do IPVA é determinada, no Estado de São Paulo, pelos arts. 5... e 6... da Lei Estadual n 13.296/2008, que preveem, respectivamente, os contribuintes e os responsáveis tributários: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local, a federal e normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Lei estadual 13.296/2008, Código Tributário Nacional, Código Civil, Código de Trânsito Brasileiro e Decreto-lei n 911/1969) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que, na alienação fiduciária em garantia, o credor é responsável solidário pelo IPVA. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Já no curso do contrato de alienação fiduciária, no que se refere ao IPVA, tributo cujo fato gerador é a propriedade1 , o credor fiduciário é parte para responder solidariamente pelos créditos tributários originados de tal imposto, em razão do domínio resolúvel de que é titular. Com efeito, a sujeição passiva do IPVA é determinada, no Estado de São Paulo, pelos arts. 5... e 6... da Lei Estadual n 13.296/2008, que preveem, respectivamente, os contribuintes e os responsáveis tributários: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 1169945 AGR / SP (...) Tais dispositivos devem ser lidos à luz dos arts. 121, II, e 123 do CTN, que dispõem, respectivamente, que será considerado responsável aqueles cuja obrigação de pagar o tributo decorra de disposição expressa de lei; e que, salvo as disposições de lei em contrário, as convenções particulares relativas ao pagamento do imposto (caso do contrato de alienação fiduciária) não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Desse modo, de acordo com a legislação tributária, são devedores solidários o credor fiduciário e o devedor fiduciante, enquanto vigente o contrato de alienação fiduciária (...). (…) Nos casos de extinção do contrato, antes da ocorrência do fato gerador, por inadimplemento do devedor, subsiste a responsabilidade do credor fiduciário, até o momento em que realizar a venda do bem, nos moldes do art. 2..., caput do Decreto-lei n 911/69, c.c. art. 1.364 do Código Civil, e for comunicada a transferência ao órgão de trânsito (CTB, art. 134 c.c. Lei n 13.296/08, art. 34).” (eDOC 14, p. 116-117 e 119) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local e infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 19) No agravo regimental, sustenta-se que a matéria tratada nos autos refere-se ao Recurso Extraordinário-RG 727.851, paradigma da repercussão geral, que trata da imunidade recíproca entre o Município de Juiz de Fora/MG e o Estado de Minas Gerais, no tocante ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP (...) Tais dispositivos devem ser lidos à luz dos arts. 121, II, e 123 do CTN, que dispõem, respectivamente, que será considerado responsável aqueles cuja obrigação de pagar o tributo decorra de disposição expressa de lei; e que, salvo as disposições de lei em contrário, as convenções particulares relativas ao pagamento do imposto (caso do contrato de alienação fiduciária) não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Desse modo, de acordo com a legislação tributária, são devedores solidários o credor fiduciário e o devedor fiduciante, enquanto vigente o contrato de alienação fiduciária (...). (…) Nos casos de extinção do contrato, antes da ocorrência do fato gerador, por inadimplemento do devedor, subsiste a responsabilidade do credor fiduciário, até o momento em que realizar a venda do bem, nos moldes do art. 2..., caput do Decreto-lei n 911/69, c.c. art. 1.364 do Código Civil, e for comunicada a transferência ao órgão de trânsito (CTB, art. 134 c.c. Lei n 13.296/08, art. 34).” (eDOC 14, p. 116-117 e 119) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local e infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 19) No agravo regimental, sustenta-se que a matéria tratada nos autos refere-se ao Recurso Extraordinário-RG 727.851, paradigma da repercussão geral, que trata da imunidade recíproca entre o Município de Juiz de Fora/MG e o Estado de Minas Gerais, no tocante ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1169945 AGR / SP Automotores – IPVA. Argumenta-se que esse precedente também se refere a veículos alienados fiduciariamente por banco, mas que estão sob a posse direta do município, incorporando-se ao seu patrimônio. Afirma-se que ambas as discussões estão atreladas à incidência de IPVA sobre veículos alienados fiduciariamente e sobre a sua sujeição passiva. Nesse contexto, alega-se a não incidência da Súmula 280 desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de ser desnecessária a análise de lei local para se determinar a responsabilidade pelo recolhimento do IPVA nos contratos de alienação fiduciária, verificando se esta é da instituição financeira ou do devedor fiduciário. Aduz-se que, no caso, pretende-se discutir a regra matriz de incidência do IPVA, prevista no artigo 155, inciso III, da Constituição Federal de 1988/88, e seus efeitos no tocante à responsabilização da parte ora agravante. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 25) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP Automotores – IPVA. Argumenta-se que esse precedente também se refere a veículos alienados fiduciariamente por banco, mas que estão sob a posse direta do município, incorporando-se ao seu patrimônio. Afirma-se que ambas as discussões estão atreladas à incidência de IPVA sobre veículos alienados fiduciariamente e sobre a sua sujeição passiva. Nesse contexto, alega-se a não incidência da Súmula 280 desta Corte ao caso dos autos, ao argumento de ser desnecessária a análise de lei local para se determinar a responsabilidade pelo recolhimento do IPVA nos contratos de alienação fiduciária, verificando se esta é da instituição financeira ou do devedor fiduciário. Aduz-se que, no caso, pretende-se discutir a regra matriz de incidência do IPVA, prevista no artigo 155, inciso III, da Constituição Federal de 1988/88, e seus efeitos no tocante à responsabilização da parte ora agravante. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 25) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB82-2D6A-62A9-1405 e senha 674B-C7BF-417F-F0ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a responsabilidade da parte agravante ao pagamento de IPVA, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive local, bem como na análise do acervo fático-probatório dos autos. Nesses termos, a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, incide no caso as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPVA. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. SOLIDARIEDADE PASSIVA. LEI ESTADUAL n 13.296/2008. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE COM O TEMA 685. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. ALÍNEA D DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE. 1. O Tema 685 da sistemática da repercussão geral, cujo processo paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 727.851, Rel. Min. Marco Aurélio, não se aplica ao caso, uma vez que a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal 29/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a responsabilidade da parte agravante ao pagamento de IPVA, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, inclusive local, bem como na análise do acervo fático-probatório dos autos. Nesses termos, a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, incide no caso as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IPVA. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. SOLIDARIEDADE PASSIVA. LEI ESTADUAL n 13.296/2008. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE COM O TEMA 685. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. ALÍNEA D DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE. 1. O Tema 685 da sistemática da repercussão geral, cujo processo paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 727.851, Rel. Min. Marco Aurélio, não se aplica ao caso, uma vez que a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP controvérsia discutida no paradigma é quanto “a extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária”, situação diversa da retratada nos presentes autos. 2. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático e probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 3. A análise do recurso extraordinário pelo art. 102, III, d, da Constituição Federal depende de demonstração de conflito de competência legislativa entre entes federados, sendo incabível quando há pretensão de revisão da interpretação conferida a norma infraconstitucional. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE 1.136.903 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 9.11.2018) DIREITO TRIBUTÁRIO. IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. ARRENDAMENTO MERCANTIL. LEI n 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Majoração 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP controvérsia discutida no paradigma é quanto “a extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária”, situação diversa da retratada nos presentes autos. 2. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático e probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 3. A análise do recurso extraordinário pelo art. 102, III, d, da Constituição Federal depende de demonstração de conflito de competência legislativa entre entes federados, sendo incabível quando há pretensão de revisão da interpretação conferida a norma infraconstitucional. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE 1.136.903 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 9.11.2018) DIREITO TRIBUTÁRIO. IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. ARRENDAMENTO MERCANTIL. LEI n 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Majoração 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (ARE 1.030.879 AgR, Rela. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 7.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR - IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. LEI 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. 1. Consideram- se prequestionados os pontos suscitados pela parte recorrente que foram satisfatoriamente enfrentados pelo acórdão recorrido ou apresentados em embargos de declaração. 2. O argumento de que o mérito de ADI com causa de pedir similar a do recurso extraordinário não ter sido definitivamente julgada não se mostra impeditivo do julgamento da demanda em sede recursal. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em contrário. Art. 525, §§ 12, 14 e 15 do Código de Processo Civil/15. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedente: Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013. Tema 660. 4. Revela-se de caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à responsabilidade pelo pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor, quando há a necessidade de reexame de legislação estadual. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 5. Não é possível o envio dos autos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (ARE 1.030.879 AgR, Rela. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 7.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR - IPVA. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. LEI 13.296/2008 DO ESTADO DE SÃO PAULO. 1. Consideram- se prequestionados os pontos suscitados pela parte recorrente que foram satisfatoriamente enfrentados pelo acórdão recorrido ou apresentados em embargos de declaração. 2. O argumento de que o mérito de ADI com causa de pedir similar a do recurso extraordinário não ter sido definitivamente julgada não se mostra impeditivo do julgamento da demanda em sede recursal. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em contrário. Art. 525, §§ 12, 14 e 15 do Código de Processo Civil/15. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedente: Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013. Tema 660. 4. Revela-se de caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à responsabilidade pelo pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor, quando há a necessidade de reexame de legislação estadual. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 5. Não é possível o envio dos autos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP ao Superior Tribunal de Justiça para que seja processada demanda quando há interposição simultânea dos recursos extraordinário e especial ou o acórdão recorrido tenha sido publicado anteriormente ao marco inicial de vigência do Código de Processo Civil/15. Art. 1.033 do Código de Processo Civil. 6. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios”. (ARE 1080356 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 11.9.2018) No tocante à aplicação do Recurso Extraordinário-RG 727.851 (tema 685), cabe ressaltar que a discussão nele versada refere-se a tema diverso do caso dos autos. Com efeito, o citado paradigma da repercussão geral trata da extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária. De outro modo, a matéria discutida na espécie refere-se à responsabilidade pelo pagamento do referido imposto na hipótese de alienação fiduciária. Além disso, verifico que o acórdão do Tribunal de origem encontra- se em consonância com a jurisprudência desta Corte, segundo a qual os estados-membros estão autorizados a editar normas gerais sobre o IPVA, na ausência de lei complementar dispondo sobre a matéria, nos termos do art. 24, § 3..., da Constituição Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPVA. LEI ESTADUAL. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO. 1. Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no artigo 24, § 3..., da Constituição do Brasil. 2. Não há tributo progressivo quando as alíquotas são diferenciadas segundo critérios que não levam em consideração a capacidade contributiva. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 414.259 AgR, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 15.8.2008, grifo nosso) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP ao Superior Tribunal de Justiça para que seja processada demanda quando há interposição simultânea dos recursos extraordinário e especial ou o acórdão recorrido tenha sido publicado anteriormente ao marco inicial de vigência do Código de Processo Civil/15. Art. 1.033 do Código de Processo Civil. 6. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios”. (ARE 1080356 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe 11.9.2018) No tocante à aplicação do Recurso Extraordinário-RG 727.851 (tema 685), cabe ressaltar que a discussão nele versada refere-se a tema diverso do caso dos autos. Com efeito, o citado paradigma da repercussão geral trata da extensão da imunidade tributária recíproca ao IPVA de veículos adquiridos por município no regime de alienação fiduciária. De outro modo, a matéria discutida na espécie refere-se à responsabilidade pelo pagamento do referido imposto na hipótese de alienação fiduciária. Além disso, verifico que o acórdão do Tribunal de origem encontra- se em consonância com a jurisprudência desta Corte, segundo a qual os estados-membros estão autorizados a editar normas gerais sobre o IPVA, na ausência de lei complementar dispondo sobre a matéria, nos termos do art. 24, § 3..., da Constituição Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPVA. LEI ESTADUAL. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO. 1. Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no artigo 24, § 3..., da Constituição do Brasil. 2. Não há tributo progressivo quando as alíquotas são diferenciadas segundo critérios que não levam em consideração a capacidade contributiva. Agravo Regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 414.259 AgR, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe 15.8.2008, grifo nosso) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1169945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR NACIONAL QUE DISPONHA SOBRE O TRIBUTO NOS TERMOS DO ART. 146, III, A, DA CONSTITUIÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PLENA PELOS ESTADOS MEMBROS COM AMPARO NO ART. 24, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. PREVISÃO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DE VEÍCULO. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO (…)”. (Recurso Extraordinário 601.247 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13.6.2012, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Supremo Tribunal Federal ARE 1169945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR NACIONAL QUE DISPONHA SOBRE O TRIBUTO NOS TERMOS DO ART. 146, III, A, DA CONSTITUIÇÃO. EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA PLENA PELOS ESTADOS MEMBROS COM AMPARO NO ART. 24, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. PREVISÃO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DE VEÍCULO. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO (…)”. (Recurso Extraordinário 601.247 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 13.6.2012, grifo nosso) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D105-4773-BCA8-1364 e senha 88AF-D5E7-901B-EAD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0619-7CDC-69F5-7469 e senha 3ECD-E5E4-30C6-C1A2 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO PAN S.A. ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (21445/DF, 10503/ES, 139419/MG, 112310/RJ, 303020/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.3.2019 a 28.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0619-7CDC-69F5-7469 e senha 3ECD-E5E4-30C6-C1A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 169 . 945", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 169 . 945", "ARE 1169945 AGR / SP", "Súmulas 280", "Recurso Extraordinário - RG 727 . 851", "ARE 1169945", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 727 . 851", "ARE 1169945 AGR / SP", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário - RG 727 . 851", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 727 . 851", "ARE 1169945 AGR", "ARE 1 . 136 . 903 AgR", "ARE 1169945 AGR / SP", "ARE 1 . 136 . 903 AgR", "ARE 1169945 AGR / SP", "ARE 1 . 030 . 879", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1169945 AGR / SP", "ARE 1 . 030 . 879 AgR", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1169945 AGR / SP", "ARE 1080356 AgR", "Recurso Extraordinário 414 . 259 AgR", "ARE 1169945 AGR /", "ARE 1080356 AgR", "Recurso Extraordinário - RG 727 . 851", "Recurso Extraordinário 414 . 259 AgR", "ARE 1169945 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 601 . 247 AgR", "Recurso Extraordinário 601 . 247 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 13 . 296 / 2008", "Código Tributário Nacional", "Código Civil", "Código de Trânsito Brasileiro", "Decreto", "-", "lei n 911 / 1969", "arts . 5 . . .", "Lei Estadual n 13 . 296 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual 13 . 296 / 2008", "Código Tributário Nacional", "Código Civil", "Código de Trânsito Brasileiro", "Decreto", "-", "lei n 911 / 1969", "arts . 5 . . . e 6 . . . da Lei Estadual n 13 . 296 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 121 , II , e 123 do CTN", "-", "lei n 911 / 69", "art . 1 . 364 do Código Civil", "CTB , art . 134", "Lei n 13 . 296 / 08 , art . 34", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "arts . 121 , II , e 123 do CTN", "art . 2 . . . , caput do Decreto -", "lei n 911 / 69", "art . 1 . 364 do Código Civil", "CTB , art . 134 c . c .", "Lei n 13 . 296 / 08 , art", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , inciso III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , inciso III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI ESTADUAL n 13 . 296 / 2008", "INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , d , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI n 13 . 296 / 2008", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , d , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI n 13 . 296 / 2008", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI 13 . 296 / 2008", "Art . 525 , § § 12 , 14 e 15 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI 13 . 296 / 2008", "Art . 525 , § § 12 , 14 e 15 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 15", "Art . 1 . 033 do Código de Processo Civil", "art . 24 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "artigo 24 , § 3 . . . , da Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 15", "Art . 1 . 033 do Código de Processo Civil", "art . 24 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "artigo 24 , § 3 . . . , da Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 146 , III , A , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 24 , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 146 , III , A , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 24 , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Município de Juiz de Fora / MG", "Estado de Minas Gerais", "Município de Juiz de Fora / MG", "Estado de Minas Gerais", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BANCO PAN S . A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO PAN S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO PAN S . A", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "/", "SP", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "BANCO PAN S . A .", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO PAN S . A .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "EROS GRAU", "EDSON FACHIN", "EROS GRAU", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "03", "/", "2019", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2017", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2017", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2018", "15", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2018", "15", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "03", "/", "2019", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2019", "28", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E M E N T A: RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – REITERAÇÃO DE PEDIDO – INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DE DIREITO E/OU DE FATO APRESENTADOS EM ANTERIOR POSTULAÇÃO RECURSAL DEDUZIDA PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – RECURSO IMPROVIDO. – A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulações anteriores, torna inviável o próprio conhecimento do recurso ordinário em “habeas corpus”. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 04 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8913-D08D-D906-A3E2 e senha 89BF-AE05-E02D-2E05 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do recurso ordinário em “habeas corpus” interposto, perante esta Corte, pelo ora recorrente. Alega-se, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue: “Data máxima vênia, a r. decisão monocrática proferida pelo ilustre relator não pode perdurar como melhor sinônimo de Justiça neste recurso. Pois há uma nova situação, qual seja o excesso de prazo neste pedido está maior, como pode ser visto nos autos. Então há fato novo!” Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 832F-8F40-79D8-AF74 e senha 8D03-2825-9336-413C Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do recurso ordinário em “habeas corpus” interposto, perante esta Corte, pelo ora recorrente. Alega-se, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue: “Data máxima vênia, a r. decisão monocrática proferida pelo ilustre relator não pode perdurar como melhor sinônimo de Justiça neste recurso. Pois há uma nova situação, qual seja o excesso de prazo neste pedido está maior, como pode ser visto nos autos. Então há fato novo!” Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 832F-8F40-79D8-AF74 e senha 8D03-2825-9336-413C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A matéria versada nestes autos constitui mera reprodução daquela veiculada no RHC 158.575/SP, que, precedentemente interposto em favor do ora recorrente, veio a ser por mim desprovido. O Supremo Tribunal Federal tem proclamado que a reiteração do pedido anteriormente formulado em sede de recurso ordinário em ‘habeas corpus’ conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 81/56 – RTJ 120/660 – RTJ 121/90 – HC 103.693-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 113.537-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 118.043-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RHC 80.756-AgR/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CÔRREA – RHC 124.730-AgR/AC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): ‘‘HABEAS CORPUS’ (…) INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS NA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE ‘HABEAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A matéria versada nestes autos constitui mera reprodução daquela veiculada no RHC 158.575/SP, que, precedentemente interposto em favor do ora recorrente, veio a ser por mim desprovido. O Supremo Tribunal Federal tem proclamado que a reiteração do pedido anteriormente formulado em sede de recurso ordinário em ‘habeas corpus’ conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 81/56 – RTJ 120/660 – RTJ 121/90 – HC 103.693-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 113.537-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 118.043-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RHC 80.756-AgR/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CÔRREA – RHC 124.730-AgR/AC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): ‘‘HABEAS CORPUS’ (…) INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS NA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE ‘HABEAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 166216 AGR / SP CORPUS’ – NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ – AGRAVO IMPROVIDO. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de ‘habeas corpus’, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação anterior, especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível.’ (HC 80.623-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço do presente recurso ordinário em ‘habeas corpus’, restando prejudicada, em consequência, a apreciação do pedido de medida liminar.” Como já tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora questionado, o exame dos fundamentos em que se apoia este recurso ordinário inviabiliza o próprio conhecimento da pretensão deduzida pelo ora recorrente. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível o recurso ordinário em “habeas corpus” quando os fundamentos em que ele se assenta não registram qualquer situação inovadora, quer de fato, quer de direito, cuja ocorrência possa legitimar a formulação de nova postulação perante esta Corte. A reiteração de pedido conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 114.355/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.031/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.402/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – REITERAÇÃO DE PEDIDO – INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Supremo Tribunal Federal RHC 166216 AGR / SP CORPUS’ – NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ – AGRAVO IMPROVIDO. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de ‘habeas corpus’, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação anterior, especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível.’ (HC 80.623-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço do presente recurso ordinário em ‘habeas corpus’, restando prejudicada, em consequência, a apreciação do pedido de medida liminar.” Como já tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora questionado, o exame dos fundamentos em que se apoia este recurso ordinário inviabiliza o próprio conhecimento da pretensão deduzida pelo ora recorrente. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível o recurso ordinário em “habeas corpus” quando os fundamentos em que ele se assenta não registram qualquer situação inovadora, quer de fato, quer de direito, cuja ocorrência possa legitimar a formulação de nova postulação perante esta Corte. A reiteração de pedido conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 114.355/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.031/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.402/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – REITERAÇÃO DE PEDIDO – INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 166216 AGR / SP DIREITO E/OU DE FATO DEDUZIDOS EM ANTERIOR IMPETRAÇÃO – RECURSO IMPROVIDO. – A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 102.958-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Supremo Tribunal Federal RHC 166216 AGR / SP DIREITO E/OU DE FATO DEDUZIDOS EM ANTERIOR IMPETRAÇÃO – RECURSO IMPROVIDO. – A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 102.958-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR (229554/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7943-4241-2620-1D6C e senha 2FEA-E662-9425-9CEC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR (229554/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7943-4241-2620-1D6C e senha 2FEA-E662-9425-9CEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749619262
2019-04-05T00:00:00
2019-04-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
E M E N T A: RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – REITERAÇÃO DE PEDIDO – INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DE DIREITO E/OU DE FATO APRESENTADOS EM ANTERIOR POSTULAÇÃO RECURSAL DEDUZIDA PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – RECURSO IMPROVIDO. – A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulações anteriores, torna inviável o próprio conhecimento do recurso ordinário em “habeas corpus”. Precedentes.
sjur402234
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, REITERAÇÃO, PEDIDO) HC 102958 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (HABEAS CORPUS, REITERAÇÃO, PEDIDO) HC 116031 MC, HC 116402 MC, HC 114355. Número de páginas: 6. Análise: 20/05/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
166216
null
RHC-AgR
acordaos
RHC 166216 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E M E N T A: RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – REITERAÇÃO DE PEDIDO – INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DE DIREITO E/OU DE FATO APRESENTADOS EM ANTERIOR POSTULAÇÃO RECURSAL DEDUZIDA PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – RECURSO IMPROVIDO. – A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulações anteriores, torna inviável o próprio conhecimento do recurso ordinário em “habeas corpus”. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 29 de março a 04 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8913-D08D-D906-A3E2 e senha 89BF-AE05-E02D-2E05 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do recurso ordinário em “habeas corpus” interposto, perante esta Corte, pelo ora recorrente. Alega-se, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue: “Data máxima vênia, a r. decisão monocrática proferida pelo ilustre relator não pode perdurar como melhor sinônimo de Justiça neste recurso. Pois há uma nova situação, qual seja o excesso de prazo neste pedido está maior, como pode ser visto nos autos. Então há fato novo!” Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 832F-8F40-79D8-AF74 e senha 8D03-2825-9336-413C Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do recurso ordinário em “habeas corpus” interposto, perante esta Corte, pelo ora recorrente. Alega-se, em síntese, nesta sede recursal, o que se segue: “Data máxima vênia, a r. decisão monocrática proferida pelo ilustre relator não pode perdurar como melhor sinônimo de Justiça neste recurso. Pois há uma nova situação, qual seja o excesso de prazo neste pedido está maior, como pode ser visto nos autos. Então há fato novo!” Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 832F-8F40-79D8-AF74 e senha 8D03-2825-9336-413C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A matéria versada nestes autos constitui mera reprodução daquela veiculada no RHC 158.575/SP, que, precedentemente interposto em favor do ora recorrente, veio a ser por mim desprovido. O Supremo Tribunal Federal tem proclamado que a reiteração do pedido anteriormente formulado em sede de recurso ordinário em ‘habeas corpus’ conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 81/56 – RTJ 120/660 – RTJ 121/90 – HC 103.693-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 113.537-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 118.043-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RHC 80.756-AgR/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CÔRREA – RHC 124.730-AgR/AC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): ‘‘HABEAS CORPUS’ (…) INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS NA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE ‘HABEAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Supremo Tribunal Federal 05/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “A matéria versada nestes autos constitui mera reprodução daquela veiculada no RHC 158.575/SP, que, precedentemente interposto em favor do ora recorrente, veio a ser por mim desprovido. O Supremo Tribunal Federal tem proclamado que a reiteração do pedido anteriormente formulado em sede de recurso ordinário em ‘habeas corpus’ conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 81/56 – RTJ 120/660 – RTJ 121/90 – HC 103.693-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 113.537-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 118.043-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RHC 80.756-AgR/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CÔRREA – RHC 124.730-AgR/AC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): ‘‘HABEAS CORPUS’ (…) INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DEDUZIDOS NA IMPETRAÇÃO DE ANTERIOR PEDIDO DE ‘HABEAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 166216 AGR / SP CORPUS’ – NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ – AGRAVO IMPROVIDO. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de ‘habeas corpus’, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação anterior, especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível.’ (HC 80.623-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço do presente recurso ordinário em ‘habeas corpus’, restando prejudicada, em consequência, a apreciação do pedido de medida liminar.” Como já tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora questionado, o exame dos fundamentos em que se apoia este recurso ordinário inviabiliza o próprio conhecimento da pretensão deduzida pelo ora recorrente. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível o recurso ordinário em “habeas corpus” quando os fundamentos em que ele se assenta não registram qualquer situação inovadora, quer de fato, quer de direito, cuja ocorrência possa legitimar a formulação de nova postulação perante esta Corte. A reiteração de pedido conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 114.355/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.031/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.402/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – REITERAÇÃO DE PEDIDO – INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Supremo Tribunal Federal RHC 166216 AGR / SP CORPUS’ – NÃO CONHECIMENTO DO ‘WRIT’ – AGRAVO IMPROVIDO. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a inadmissibilidade, em sede de ‘habeas corpus’, de impetrações que se limitam a reproduzir, sem qualquer inovação de fato ou de direito, os mesmos fundamentos objeto de postulação anterior, especialmente quando esta resultar não conhecida, por incabível.’ (HC 80.623-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, não conheço do presente recurso ordinário em ‘habeas corpus’, restando prejudicada, em consequência, a apreciação do pedido de medida liminar.” Como já tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora questionado, o exame dos fundamentos em que se apoia este recurso ordinário inviabiliza o próprio conhecimento da pretensão deduzida pelo ora recorrente. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível o recurso ordinário em “habeas corpus” quando os fundamentos em que ele se assenta não registram qualquer situação inovadora, quer de fato, quer de direito, cuja ocorrência possa legitimar a formulação de nova postulação perante esta Corte. A reiteração de pedido conduz ao não conhecimento da nova postulação, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 114.355/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.031/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 116.402/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – REITERAÇÃO DE PEDIDO – INVOCAÇÃO DOS MESMOS FUNDAMENTOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 166216 AGR / SP DIREITO E/OU DE FATO DEDUZIDOS EM ANTERIOR IMPETRAÇÃO – RECURSO IMPROVIDO. – A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 102.958-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Supremo Tribunal Federal RHC 166216 AGR / SP DIREITO E/OU DE FATO DEDUZIDOS EM ANTERIOR IMPETRAÇÃO – RECURSO IMPROVIDO. – A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 102.958-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1943-1EB2-13CA-AD19 e senha 3219-6256-2C1A-D778 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR (229554/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7943-4241-2620-1D6C e senha 2FEA-E662-9425-9CEC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.216 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : DIEGO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JUVENAL EVARISTO CORREIA JUNIOR (229554/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 29.3.2019 a 4.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7943-4241-2620-1D6C e senha 2FEA-E662-9425-9CEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 166 . 216", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 216", "RECURSO", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 216", "RHC 158 . 575 / SP", "RTJ", "HC 103 . 693 - AgR / SP", "HC 113 . 537 - AgR / RJ", "HC 118 . 043 - AgR / SP", "RHC 80 . 756 - AgR / PE", "RHC 124 . 730 - AgR / AC", "HABEAS CORPUS 166 . 216", "RHC 158 . 575 / SP", "RTJ 81 / 56", "RTJ 120 / 660", "RTJ 121 / 90", "HC 103 . 693 - AgR / SP", "HC 113 . 537 - AgR / RJ", "HC 118 . 043 - AgR / SP", "RHC 80 . 756 - AgR / PE", "RHC 124 . 730 - AgR / AC", "HC 80 . 623", "-", "AgR", "/", "DF", "HC 114 . 355 / SP", "HC 116 . 031 / PR", "HC 116 . 402 / MT", "HC 80 . 623 - AgR / DF", "HC 114 . 355 / SP", "HC 116 . 031 / PR", "HC 116 . 402 / MT", "HC 102 . 958 - AgR / SP", "HC 102 . 958 - AgR / SP", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 216", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 216" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "DIEGO PEREIRA DA SILVA", "EVARISTO CORREIA JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIEGO PEREIRA DA SILVA", "EVARISTO CORREIA JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIEGO PEREIRA DA SILVA", "EVARISTO CORREIA JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO CÔRREA", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO CÔRREA", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIEGO PEREIRA DA SILVA", "EVARISTO CORREIA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "DIEGO PEREIRA DA SILVA", "EVARISTO CORREIA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "05", "/", "04", "/", "2019", "29 de março", "04 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "04", "/", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "3", ".", "2019", "4", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }